Blog de M.Portugal Pires

Leia também: Versos de Manuel Portugal Pires; Meus links; meu site


Pater noster, qui es in caelis, 
sanctificetur Nomen tuum.
Adveniat regnum tuum.
Fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra.

Panem nostrum quotidianum da nobis hodie, 
et dimitte nobis debita nostra 
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris.
Et ne nos inducas in tentationem, 
sed libera nos a malo. 
É muito fácil um membro do clero estar disposto a perdoar em nome de Deus.
Está claro que Deus nunca delegou no clero o poder de perdoar pecados em Seu nome, mas pôs como condição perdoar a todos os que estiverem dispostos também a perdoar tudo aos outros.

Na verdade, YHWH só nos perdoará se nós também perdoarmos.
Isto não é um poder mas um dever.
«Perdoai-nos as nossas dívidas (ou ofensas) assim como nós perdoamso aos nossos devedores (ou a quem nos tem ofendido).

Quando os «padres» recitavam publicamente em latim o «Pater Noster», tive a oportunidade de apreciar que eles tinham dificuldade de pronunciar a frase:
«dimitte nobis debita nostra 
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris.»   Curioso!

Cobardia

Publicado a 21/02/2011, 06:39 por M.Portugal Pires

A Vida é nossa madrasta.
Depois de ter saído da tropa, fartei-me, em vão, de procurar emprego e nada consegui.
Sujeitava-me mesmo a carregar camiões e nem isso consegui, porque diziam que eu tinha habilitações literárias a mais para esse trabalho.
Já desesperado, meditei e resolvi, antes que fosse tarde de mais, tirar o curso de professor primário na cidade da Guarda.
Eu era um dos melhores alunos. No último ano, os professores de acordo com o bispo da Guarda resolveram promover pela altura da Páscoa a desobriga dos estudantes. A minha consciência dizia-me que não deveria participar, mas por outro lado sentia dentro de mim algo parecido com uma voz que me dizia que se não participasse, os professores poderiam pôr-me de lado e até chumbar, quando já só faltavam cerca de 3 meses para acabar o curso. Se eu não participasse seria notado. Fiquei com muito medo, acobardei-me e fui hipócrita, participando, contra a voz da minha consciência. A celebração Eucaristica foi presidida pelo então bispo da Guarda.
Depois disso e mesmo depois de terminar o curso e me ter empregado, senti constantemente a voz da minha consciência a acusar-me de cobardia e hipocrisia, e por isso, senti-me indigno de exercer o curso de professor.
Só exerci durante 3 meses e meio e depois disso encontrei um outro emprego mais bem remunerado, mas para o qual tinha menos apetência.
Eu gostava de exercer como professor, mas só recebi o primeiro ordenado depois de ter deixado de exercer, e quando já estava no novo emprego.
Sinto-me muito arrependido e é por isso que deixo aqui a minha confissão pública.
YHWH tem-me ajudado muitas vezes, mas noto que Ele quer que não guardasse este segredo para mim.

Curiosidades

Publicado a 07/02/2011, 08:56 por Manuel Portugal Pires   [ atualizado a 09/02/2011, 08:37 por M.Portugal Pires ]

Há na minha vida, várias curiosidades, que me têm feito pensar muito.

I - Sábado
Entrei ao serviço no emprego do qual estou reformado num dia de Sábado.
Embora, nessa altura, tivesse menos discernimento que hoje, fiz a seguinte oração ao PAI.

«Ó meu Deus, eu sei que o Sábado é na Bíblia consagrado por Ti, mas eu preciso de viver, já que não tenho pai nem mãe, nem ninguém a quem recorrer.
Por isso peço-Te que se TU quiseres que guarde o Sábado, dá-me o dia de Sábado como dia de descanso como acontece com o Domingo.
Amem.»

Fiquei muito espantado quando passadas poucas semanas (penso que menos de um mês) a comissão de trabalhadores e o patronato chegaram a acordo em se deixar de trabalhar no dia de Sábado.

Eu fiquei muito contente, e vi esse sinal, como uma resposta à minha oração.
Por isso mesmo, embora eu seja de origem pagã (isto é, um não judeu) tenho um respeito profundo pelo dia de Sábado, sem contudo entrar em pormenores do judaísmo.

II - Um aviltamento
Vou começar por uma curiosidade drástica que se passou no meu meio laboral.
O meu tempo de trabalho na C.G.D., não foi fácil, antes pelo contrário.
Nunca tive o apoio do chefes, porque eu era imparcial e não era o que cham de «lembe botas».
Um dia um fui tirar uma dúvida a um chefe que me respondeu com delicadeza, mas depois perguntou-me quem é que me tinha dito o contrário. Eu respondi-lhe com clareza que eu não era desses que iam acusar os outros, apenas queria tirar a dúvida. Então o chefe disse-me que para o futuro deveria ir a ele pela via hierárquica. Contudo ele sempre que precisava de ajuda informática eu não me viguava dizendo-lhe que não eram essas as minhas competências.
Mas a coisa curiosa não foi com esse chefe mas com outro, anos mais tarde.
Esse outro chefe, também não me deu qualquer promoção por mérito, apesar de reconhecer as minhas qualidades. Um dia foi preciso ir a Lisboa a tirar um curso de DBASE e ele mandou o meu colega dizendo que eu já sabia demais. É que esse colega tinha-lhe emprestado umas ferramentas para consertar um "cavaquinho". Assim o computador que tinha sido enviado por um serviço de Lisboa como agradecimento dos meus programas,  ficou parado durante vários meses.
Mais tarde o dia da reforma desse chefe estava a chegar e ele preparou-se da melhor maneira para a gozar com a maior felicidade possível.
Antes de se reformar, ele já não era meu chefe, e passou por mim aviltando-me e dizendo que «ele é que era um verdadeiro homem».... e coisa e tal.
Eu não lhe respondi nada, mas fechei os olhos e fiz uma das orações mais sentidas da minha vida pedindo ajuda e que abrisse os olhos a esse chefe já velho.
Passados poucos dias recebi a noticia que ele tinha morrido da seguinte forma.
Num fim de semana ia sair de casa com a família. Ele tinha uma saúde de ferro. Ele olhou para a sua casa quando estava para entrar no carro e viu que uma janela estava aberta. Foi fechar a janela e nunca mais voltou: faleceu inesperadamente de um ataque de coração. Quando foram ver o que se passava etava estendido morto no chão. Não teve a dita de gozar a sua reforma, apesar de ser tão bem  projectada.

III - A Bíblia

Um dia em que andava muito entusiasmado a ler a Biblia, liguei o rádio em onda curta e apanhei uma estação muito fraca a ler a Bíblia em francês. Depois de várias tentativas a essa hora, descobri o endereço da radio Norte Americana. Escrevi-lhe para me informarem qual era a tradução que estavam a ler e eles responderam-me que era a «Luis Segond» e o ano. A estação era a Family Radio.
Fui a todas as livrarias do Porto e mais algumas e em nenhum lado consegui encontrar essa tradução da Bíblia que eu queria ter para acompanhar a leitura que era feita na radio.
Então pedi a YHWH ajuda numa muito sentida oração.
«Senhor, por favor, ponde-me em contacto com algum emigrante português em França ou arranja forma de eu ir a Lisboa etc. etc.»
A verdade é que passados poucos dias um colega que tinha familia em França presenteou-me com um exemplar dessa tradução que tinha recebido de uns familiares (emigrantes em França) e que tinha vindo passar férias a Portugal. Trouxeram umas revistas que o patrão deitou fora e deram-nas ao meu ex-colega reformado. No meio das revistas vinha essa tradução da Biblia e ele lembrou-se logo de mim.
Também tive oportunidade de ir a Lisboa por esses dias embora isso fosse contra a vontade dos meus chefes, mas a vontade de YHWH suplantou todos os impedimentos, transformando-os em necessidades prementes.

IV - <Um disco»
Tinha um disco digiro externo onde guardava várias coisas pessoais (e não só) em relação à Bíblia.
Um dia por descuido deixei-o cair no chão e ficou sem funcionar.
Quando o abanava tilintava lá dentro.
Quando verifiquei que estava tudo perdido e já não havia mais nada a fazer resolvi abri-lo. Sou muito curioso e gosto de saber como é que as coisas são feitas. Depois de lhe tirar os parafusos, primeiro para abrir a caixa, depois do próprio disco senti um pensamento que me disse pede primeiro ajuda a YHWH.
Ajoelhei-me no chão e vergando-me pedi a DEUS com toda a força do meu coração.

«Senhor, Tu podes tudo, e tenho muito trabalho dentro do disco que não queria perder, permite-me que ao menos consiga copiar o que lá tenho.»
Confiante levantei-me e fui ligar o disco ao computador e qual foi o meu espanto que estava a trabalhar e ainda hoje funciona. Também deixou de tilintar.
Em seguida apertei os parafusos que tinha desapertado e tudo bem até hoje.

(em elaboração)

Publicado a 17/01/2011, 06:51 por Manuel Portugal Pires

Há pessoas que têm muita fé, tal como a cananeia mencionada em Mateus 15,21-27.
Esta mulher pagã idólatra de muita fé foi tratada por Yeshua como sendo figurativamente uma cachorra (isto é uma cadela, mas sem o tal sentido pejorativo que nós agora damos ao termo). Os judeus chamavam aos pagãos de cães ou cachorros.
26Ele respondeu-lhe: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorros.»
Mas a mulher pagã de grande fé respondeu a Yeshua:
27Retorquiu ela: «É verdade, Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos.»
Então Yeshua disse:
«Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas.» E, a partir desse instante, a filha dela achou-se curada.
Contudo a fé dessa mulher era a de um espírito de pagão, e Yeshua louvou essa fé porque os Judeus a quem Ele tinha sido enviado  eram pessoas com falta de fé.

Hoje, há muitas pessoas com a fé da mulher pagã, embora não tenham a mesma humildade.

Contudo, um Cristão que segue a VIA do Senhor, deve ter não apenas muita fé mas aperfeiçoar a qualidade da sua fé, pois se é verdade que a sua fé teve frutos em relação a 
Yeshua, poderia ser a sua desgraça se incidisse sobre uma instituição que a explorasse e a enganasse como acontece muito nos nossos dias.

Mãe

Publicado a 17/12/2010, 06:22 por Manuel Portugal Pires   [ atualizado a 07/02/2011, 08:55 ]

Quem tem uma mãe tem TUDO;
Quem não tem mãe não tem NADA.
Isto é verdade, em especial no meu caso.
Minha mãe faleceu em Outubro de 1965, Quando eu prestava serviço militar obrigatório na Trafaria, procimo de Lisboa, na margem sul do rio Tejo, dois meses depois de ter acabado a recruta no quartel de Viseu.
Recebi um telegrama a comunicar-me o falecimento de minha mãe.
Desatei a chorar e dirigi-me ao Oficial de Serviço a comunicar o acontecimento.
Ele ordenou logo que me passassem licença para ir assistir ao funeral.
Eu, ainda a chorar, disse-lhe que não tinha dinheiro para a viagem.
Então o oficial ordenou que me passassem uma guia do Caminho de Ferro para a viagem.
Quando cheguei à aldeia de Arrifana, concelho da Guarda, onde minha mãe tinha falecido, deram-me a triste noticia de que ela já tinha sido sepultada. Não disse nada, e ninguém me deu qualquer explicação, mas fiquei sentido.
Na verdade, tanto o Estado, ainda no poder do «Salazar» que se relacionava muito bem com o Cardinal Patriarca de Lisboa, não houve ninguém nem do lado da ICAR, nem das autoridades governamentais que tomasse as devidas providencias para que a minha mãe não fosse sepultada antes de eu chegar para o funeral.

Na verdade, com o falecimento de minha mãe perdi a minha família e todo o apoio quer espiritual quer temporal da parte dos homens.
Enfim fiquei sozinho neste mundo cão, sem qualquer tipo de experiência para o enfrentar, e sem ter quem me ajudasse, de verdade.


A história de minha mãe é a seguinte:

Com cerca de 23 anos de idade, minha mãe e sua irmã mais nova que ela, recebera, o convite de seu irmão que acabara de ser ordenado «padre», no sentido de irem ambas viver com ele. Ambas aceitaram.
Assim deixaram a aldeia de Vide Entre Vinhas que fica perto da vila de Celorico da Beira (distrito da Guarda) e foram os 3 para a paróquia de Guilheiro, concelho de Trancoso, ao serviço da ICAR.
Passados 9 anos, como meu tio «padre» que se chamava Manuel da Silva Portugal padecia de uma doença, pediu ao bispo da Guarda que o transferisse para outra paróquia.  
O lugar que o bispo lhe arranjou foi em Arrifana do concelho e distrito da Guarda, donde tinha sido expulso o padre Joaquim Simões Cerca a pedido dos paroquianos e devido a desentendimentos, tendo sido transferido para outras paróquias. Viveram ali mais 3 anos tendo meu tio falecido no hospital de Coimbra. Minha mãe tinha cerca de 35 anos à data do falecimento do irmão.
Minha mãe Maria dos Anjos da Silva Portugal, foi para com o irmão uma autêntica mãe, assim coma para com a irmã mais nova. Eu ouvi minha tia que se chamava Maria José da Silva Portugal, dizer várias vezes que ela é que tinha sido a sua verdadeira mãe.
Também servia na igreja ensinando catequese, ajudando à missa quando não havia homens que o soubesse fazer, e com a sua voz melodiosa, cujo inegável dom YHWH lhe tinha concedido, que podia fazer ciúmes à mais famosa das cantoras.

Quando faleceu o «padre», as duas irmãs foram viver para a casa deixada pelos seus pais, que na altura já tinham falecido.
Eram eles Bernardo Portugal e Maria Silva, em Vide entre Vinhas, concelho de Celorico da Beira.
Ali viveram ambas durante mais três anos, até à idade de cerca 38 anos de minha mãe.
O irmão «padre» quando ainda vivo, afastava a intenção de qualquer pretendente para o casamento. Mas na altura da sua morte minha mãe tinha pelo menos dois pretendente: o que veio a ser meu pai que rejeitou e um outro, ambos de Arrifana. Minha tia tinha também um pretendente que vivia em Galisteu, perto de Vide Entre Vinhas. Seu nome era Diogo Tomás com o qual veio a casar, no mesmo dia em que minha mãe casou com o meu pai Manuel Pires, na Sé da Guarda. Alguns meses antes, o outro pretendente, teve que casar com uma senhora mais nova, por ter ficado grávida dele.

Eu fui o 1º filho a nascer quando tudo ainda corria muito bem. Nasci no dia 26 de Fevereiro de 1944.
Por alturas do fim do inverno do ano de 1946, meu pai teve um derrame cerebral que o deixou paralítico até a altura da sua morte ocorrida em 1 de Agosto de 1947, precisamente no dia em que minha irmã fez um ano de idade. Minha mãe estava grávida de cerca 4 meses quando meu pai ficou paralítico. Eu tinha na altura de sua morte 3,5 anos de idade.
Eu, apesar de ainda pequeno, recordo-me do nascimento de minha irmã e do falecimento de meu pai, ambos ocorridos na casa de Arrifana, onde vivíamos.
Assim, minha mãe ficou viúva com dois filhos muito pequenos até à altura da sua morte.
Minha mãe gostava muito dos seus filhos e foi ela que me ensinou a ler e a escrever, antes de eu ir para a escola.
Quando chegou a altura de ir para a escola, tinha-se reformado a professora que se chamava penso «D. Hermínia».
Foi substituída por outra que se chamava «D. Arminda dos Anjos Mendonça» que era muito má tanto no ensino pedagógico, como no modo em tratava as crianças. Talvez por isso já era conhecida pela alcunha de Maralhas.
Minha mãe ensinou-me também a ajudar à missa em latim, pois era ela que ajudava, na falta de homem qualificado.
Quando se apercebeu que eu já sabia fui eu que a substitui, como que forçado por ela, na primeira ocasião em que não havia mais ninguém habilitado.
Também ainda durante a 1ª classe fiquei doente e como minha mãe pensava que eu ia morrer, chamou o «padre» para me administrar a Extrema-Unção. Também me confessou e me deu a comunhão, tudo pela primeira vez.
Infelizmente a minha professora primária tratou-me durante o tempo todo muito mal, era muito violenta, e bateu-me muito. Eu ia queixar-me à minha mãe e ela dizia-me que era porque ela não gostava de mim, mas «eu gosto muito de ti», concluía. As palavras de minha mãe reconfortavam-me e a meu pedido foi, várias vezes, de propósito pedir à professora primária para não me bater.
O maior desejo de minha mãe era que eu fosse padre, e educou-me com severidade para que eu viesse a ser um padre exemplar. Eu confiava plenamente na minha mãe, e sua vontade era a minha vontade.
Chegou o dia em que fiz a 4ª classe e a pedido de mina mãe o padre propôs-me a mim e a um outro vizinho da mesma idade para irmos fazer admissão no seminário do Fundão.
Nenhum de nós foi aceite e o dia em que recebi a noticia foi de grande tristeza tanto para mim como para minha mãe. Contudo o vizinho conseguiu arranjar um lugar num outro seminário em Gouveia gerido por missionários alemães. Logo que minha mãe soube do acontecido, foi pedir ao Padre «Joaquim Simões Cerca» que de novo tinha conseguido voltar a ser colocado na paróquia de Arrifana. Ele respondeu à minha mãe que se quisesse que eu estudasse me fosse matricular na «Escola Comercial da Guarda que tinha aberto nesse ano (1956).
Minha mãe ficou aborrecida com a nega e com a resposta do padre e eu que estava presente comecei a chorar abundantemente. Enfim, não  podia contar com o padre que mandava nos paroquianos de Arrifana.

Naquela altura eram muito poucas as pessoas que iam estudar e isso não fazia parte dos planos de minha mãe, até porque os recursos não eram lá assim muito favoráveis. Mas como o vizinho que tinha ido para o seminário de Gouveia desistiu, o pai mandou-o preparar para o exame de admissão na Escola Industrial e Comercial da Guarda. Quando a minha mãe soube, disse para mim «tu não és menos que ele. Também vais estudar». Assim, com muito sacrifício de minha mãe e meu lá fui eu estudar. Nos primeiros 3 anos estive em casas pagando metade da mesada da maior parte dos estudante; também as condições eram inferiores.
No 4º ano já não havia condições e tive que ir a pé todos os dias quer chovesse quer nevasse quer fizesse sol.
Minha mãe comprou-me um fato especial  e uma botas para não me molhar. Lembro-me bem que era o ano escolar 1960-1961 em que Henrique Galvão desviou o barco «Santa Maria» e começou a guerra colonial em África. Minha mãe levantava-se pelas 6 horas para me preparar o "farnel" e tinha que percorrer cerca de 9 quilómetros à ida e outros 9 Km. à volta. Apesar das dificuldades foi o melhor ano e o tempo que eu gostei mais. Devo muito aos incentivos de minha mãe.
No ano seguinte, (1961-1962) como minha irmã também fez o exame de admissão ao Liceu, arrendou um quarto e lá fomos os 3 apoiando-nos solidariamente.
No ano de 1962-1963 voltámos para casa e eu preparei-me para repetir os exames no Liceu e a minha irmã deixou de estudar, já que a saúde de minha mãe e os recursos não permitiam para mais e eu não consegui emprego devido a não ser conhecedor de como e quem me pudesse empregar, embora tentasse dois empregos precários por apenas algumas semanas.
No ano de 1963-1964 voltámos todos para a cidade, porque minha mãe teve o incentivo de uma vizinha alugando ambas uma casa a meias e lá ficámos até Agosto de 1965, data em que eu fui para o Serviço Militar obrigatório, para o quartel de Viseu onde estive 2 meses.
A minha ida para a tropa foi motivo de grande tristeza para minha mãe que planeava uma vida totalmente diferente para mim: o seu filho. Eu aí estive sempre completamente inadaptado e todos  os dias  pedia ajuda a YHWH, para me livrar dos horrores da guerra. Quando minha mãe estava para falecer, ela ainda tinha a ideia que eu iria morrer também muito brevemente, mas YHWH, o PAI CELESTIAL, deu-me vida até ao dia de hoje, e eu sem saber o que me está destinado, mas com a esperança nítida de que tudo, um dia, mudará completamente. 

Sonhos

Publicado a 15/12/2010, 06:21 por Manuel Portugal Pires   [ atualizado a 15/12/2010, 11:25 ]

Nesta noite, de dia 14 para dia 15 de Dezembro de 2010 tive um sonho.
Eu estava na minha terra de nascimento onde tinham que fazer uma festa. Para a festa formaram dois grupos que tinham que confeccionar uma espécie de bolos. Eu é que tinha a ideia de como se fariam esses bolos que teria que lhes comunicar.
O 1º grupo estava reunido num entroncamento de 3 pedaços de rua que ficavam a nascente da casa do povo. Sob a minha orientação começaram a confeccionar esses bolos para a festa. Em seguida fui ter com o 2º grupo que também estava reunido noutro entroncamento de três pedaços de rua a poente em Arrifana - Guarda, entre a Igreja matriz e uma venda que pertenceu ao Senhor Carlos. Quando lá cheguei disse ao grupo: «Vós tendes o material e eu tenho a ideia. Os bolos vão ficar baratos porque eu não levo dinheiro nenhum pelas ideias.» Eles responderam que queriam pagar. E eu conclui que podiam dar o que quisessem, mas eu não queria levar nada.
O segundo grupo começou a confeccionar os bolos sob minha orientação e depois fui ter de novo com o primeiro grupo. Verifiquei que já iam adiantados, mas tinham parado porque não se entendiam e estavam também dependentes do 2º grupo. Então eu andava de um lado para o outro até que por fim verifiquei que houve entendimento e eu fiquei imensamente satisfeito. Às tantas olhei para o lado e vi alguém semelhante a um «padre». 
Eu disse-lhe:  «Nunca na vida se fez uma festa coma esta que se vai realizar!» O padre respondeu que o mérito era dele, porque todas as ideias vieram dele mesmo. Eu sorri sem ligar importância e fui ter com o 2º grupo. Antes de lá chegar acordei do sonho.

Quando acordei lembrei-me de um outro sonho que tinha tido há já vários anos:
Eis a narração do sonho:

Estava dentro da igreja matriz de Ermesinde, no lado esquerdo quando estamos voltados para o altar-mor, entre o baptistério e um outro altar que ainda hoje tem uma uma imagem da Srª de Fátima. Esse altar lateral estava vedado com um armação de vidro. A Igreja estava cheia e estava a ser celebrada uma missa pelo «padre» de Ermesinde que era um cónego, que sucedeu a um outro «padre» que se reformou devido ao adiantar da sua idade, mas que ainda vivia. Eu estava irritado porque notava que a população tinha fortes tendências de idolatria.
Quando acabou a missa eu fiquei sozinho na igreja porque o povo saiu e o padre foi para a sacristia. Passado pouco tempo surgiu o «padre» já sem as vestes da missa, com umas chaves ma mão direita. Ele dirigiu-se para o fundo da igreja, para o lado oposto onde eu estava.
Nesse sítio, onde sempre houve um altar com uma imagem deitada por baixo do mesmo (que representa o Cristo morto), estava em vez desse altar uma porta que dava para fora, precisamente no lugar da torre da igreja. O «padre» abriu a porta com as chaves e eu aproximei-me e olhei para o sítio que ia dar essa porta. Vi uma corrente forte de águas caudalosas, que vinham da cripta que fica por baixo da igreja e se afundava na direcção do cemitério que fica perto. O «padre» também quis ver, mas ao pôr o pé na soleira escorregou e caiu para dentro desse rio de águas caudalosas e foi arrastado pelas mesmas com as chaves que tinha na mão.  Então entrou o sacristão e começou a culpar-me dizendo que eu tinha empurrado o padre para o abismo. Eu defendia-me dizendo que ele tinha escorregado e nesse momento eu acordei.
Eu preocupado escrevi o sonho num papel e pus na caixa do correio da casa paroquial.
Passados poucos dias vim a saber que esse cónego tinha falecido vítima de uma doença que já o atormentava há vário tempo.

Quem tem a Verdade?!

Publicado a 14/12/2010, 08:10 por Manuel Portugal Pires

Caro Sr.Alan,

Vou tentar responder a todas as suas questões, dando a minha opinião, mas, se quiser saber a verdade, aguarde alguns momentos até à próxima vinda do Cristo que Ele esclarecerá todas as suas questões e muitas mais e ficaremos todos esclarecidos sem sombras de dúvida.
Será o cumprimento do cap 19 do livro do Apocalipse que faço votos que se cumpra ainda na nossa vida terrena. (Apocalipse 19)
Ele é o cavaleiro Justo e Verdadeiro montado num cavalo branco. E da sua boca sai uma espada aguda para ferir as nações que Ele governará com ceptro de ferro.
Penso que essa espada é a sua própria Palavra.
Espero que este acontecimento ímpar tenha lugar ainda na minha e na sua vida e de toda a sua família.

Mas quanto à minha opinião tenho a dizer o seguinte:

1) Não fui eu que disse o seguinte, mas o senhor Alan: «Aqui o Sr. diz que nosso pensamento está vinculado à doutrina da Igreja de Cristo.»

2) Quanto à inspiração dos 27 livros do N.T. tenho a dizer o seguinte:
a) Sei que a ICAR guardou os 27 livros até hoje e repetindo a afirmação de um senhor Cónego da cidade da Guarda em Portugal, que era professor de matemática digo: «o N.T: merece confiança porque não só os Católicos o preservaram como também os Nestorianos». Contudo se foi a ICAR que determinou quais os 27 livros canónicos isso não é suficiente para ir mais além e concluir que a ICAR é infalível e é ela a Igreja do Cristo. Agora há muitas mais igrejas a reclamar esse privilégio. 
b) As traduções e cópias que chegaram até aos nossos dias não são os originais e há várias contradições para dar trabalho aos peritos, assim como dúvidas acerca da originalidade de algumas partes. 

É verdade que Yeshua não deixou nenhum livro escrito. Foram os homens que os escreveram pensando na preservação da mensagem d'Ele.
Quanto à inspiração basta repetir as palavras do Cristo em (João 3,8)

8*O vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito.»

Estas palavras podem aplicar-se a toda a acção do Espírito Santo, inclusive a inspiração que o Cristo comparou ao vento que sopra onde quer e que nós ouvimos a sua voz, sem sabermos donde ele (o vento que simboliza o E.S.) vem e sem sabermos para onde Ele vai.

Mais, (Romanos 8)
«Esse mesmo Espírito dá testemunho ao nosso espírito»

3) Quanto ao «padre» português conhecido como o «padre da Lixa» se quiser saber algo sobre ele, deve dirigir-se a ele mesmo e ouvir o seu testemunho. Eu, admiro a sua audácia, embora me pareça exagerado e fico um pouco confundido com a sua argumentação teológica (ele diz que é teologia e quem sou eu para dizer o contrário?!). 
Fale com ele pois é boa pessoa como eram boas pessoas os Albigenses.
Eu esforço-me por ser imparcial e respeito as opiniões de todas as pessoas, mesmo que não concorde com essas opiniões.

4) Quanto à grande Apostasia mencionada em 1ª Timóteo 4 e em 2ª Timóteo 4 assim como em 2ª Tessal cap. 2, convido o amigo a ler atentamente, pois eu já li e tirei as minhas conclusões. Eu até me dei ao trabalho de deixar um link para ler essas passagens. Basta clicar nas palavras onde menciono essas passagens, ler e concluir.
Eu já vi que cada confissão religiosa aponta as outras como sendo obra dessa Grande Apostasia.
Quem tem razão?! Todos podem ter parte dessa razão se considerarmos que todos se desviaram.(Romanos 3,9-20)
Assim, todos fazemos como que o papel de Judas na nossa evolução de pensamento ao longo de toda a história.
Uns são os que lançaram a mudança e outros seguiram-nos. Depois houve o desentendimento, a guerra e a morte, quando deveria haver a esperança, a paz e a vida.

Portanto, para termos todas as dúvidas esclarecidas, esperemos mais uns anitos, que podem parecer uns dias e ficaremos todos muito felizes.
Sejamos pois fiés ao Senhor (Mateus 24,45-51) e não nos tornemos escravos de homens. (1ª Corintios 7,23)

Imaculada Conceição

Publicado a 10/12/2010, 07:27 por Manuel Portugal Pires   [ atualizado a 26/01/2011, 07:21 por M.Portugal Pires ]

Muito obrigado, caro Anderson,
E eu mencionei esse link nesta minha intervenção:
(Clique aqui.)

Contudo, o assunto que eu destaquei diz respeito a uma data histórica, que eu suponho que esteja certa.
Ao passo que o caro amigo destacou os dogmas e doutrinas a que a ICAR fica presa pelo dogma da infalibilidade que imputa a si mesma (isto é ao seu órgão decisivo: PAPA e papado).

Como os dogmas são praticamente indiscutíveis e impossíveis de provar, só vinculam, segundo a justeza, esse órgão que os declarou infalíveis. Os outros que não pescam nada disso são indiferentes a isso: acreditam ou não nisso.
Eu não vou discutir esses dogmas, pois cada qual diz o que lhe parece. Não há nada de provas chamadas «científicas» nem nada que se lhe pareça.
Contudo o dogma da «Imaculada Conceição» (o 1º destacado) é fácil de desmontar.
Eu quando tiver mais tempo farei um artigo que irei publicar nos meus sites, já que se o publicar aqui seria em vão. Até correria o risco de ser eliminado.
Lembro que só foi definido em 8 de dezembro de 1854 (clique aqui) .
É interessante notar que este último 8 de Dez. foi feriado também em Portugal devido a este dogma. Ouvi na rádio que alguém fez uma espécie de inquérito na rua e a maior parte dos portugueses não sabia porque esse dia era feriado. Houve contudo quem dissesse que foi devido a um milagre de «Nossa Senhora» (entre aspas) ter estado grávida durante apenas algumas semanas, e concluiu que isso foi um grande milagre. Há na verdade muitos católicos muito ignorantes, desculpe que lhe diga isto.
Foi o teólogo "Escoto" (confire aqui) que contribuiu definitivamente para resolver dialecticamente o problema que impedia a legalização papal (ex-cathedra) desse dogma cujo conteúdo já há muito era querido de muita gente.
Neste link (clique aqui) está a evolução do pensamento até ter chegado a hora até a proclamação do tal dogma.
Contudo há uma coisa muito importante a destacar:
E houve Imaculada Conceição do Cristo?!
Os protestantes só aceitam a Imaculada Conceição do Cristo (não a de sua mãe).
Eu nem sequer posso conceber a Imaculada Conceição do próprio Cristo, de acordo com o significado que eu dou a isso.
Ora Imaculada Conceição significa Isenção do «pecado original», isto é das consequências da desobediência de Adão e Eva.
As consequências são (e sempre foram ) a MORTE.
Ora Cristo morreu. Isso prova que embora sem ter cometido pecado, sofreu as consequências da desobediência de Adão: a MORTE.
ELE sabia isso antes de ser homem, mas o seu amor (agape do grego "αγάπη") por nós foi tal que se sujeitou, esvaziando-se da sua divindade (confira aqui, na Biblia).
A prova que YHWH o fez PECADO está no texto que transcrevo por o considerar precioso, destacando a expressão Deus O fez pecado por nós,

Aquele que não havia conhecido o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nos tornássemos, nele, justiça de Deus.

(Confira aqui)

Mas fico por aqui porque o assunto já se torna maçador.

Veja aqui o mesmo assunto mais detalhado.

Na altura devida, quando YHWH me der forças exporei os meus argumentos, mais detalhadamente, não aqui, mas no meu site pois este assunto é encantador, se o considerarmos sob o ponto de vista do AMOR (AGAPE) de YHWH e não da imposição, para forçar o PODER doutrinal de simples mortais falíveis, que todos somos sem excepção.

Infalibilidade

Publicado a 07/12/2010, 08:47 por Manuel Portugal Pires   [ atualizado a 07/12/2010, 08:52 ]

Eu nasci "católico" e confiei relativamente na ICAR até aos 25 anos, data em que saí do serviço militar obrigatório. Ajudei à missa em latim durante muito tempo, pensando que estava a fazer a vontade de YHWH. Fui baptizado na ICAR e estudei o catecismo da mesma durante o tempo da escola primária obrigatória que ia até à 4ª classe. Nos últimos anos da escola primária vei ter comigo uma bíblia que pertencia a um tio meu que tinha sido padre mas que faleceu cerca de 4 anos antes de eu nascer. Tive uma educação católica muito severa dada pela minha mãe pois meu pai faleceu quando tinha 3,5 anos. Fui uma pessoa que sempre me interessei pelos assuntos espirituais.
Pelo que acabo de dizer, que é verdade (não interessa contar toda a história da minha vida) , pode verificar que conheço muito bem a ICAR.
Até cheguei a ler, quando já na secundária aprendi francês, uma teologia chamada Ascética e Mística, o que na altura achei interessante. Também li parte de uma teologia pastoral em espanhol.
Como nunca fui membro do clero, nem nunca tive quaisquer estudos nesse sentido, posso afirmar que nunca pertenci a uma classe de ignorantes no que diz respeito a assuntos espirituais, nem nunca descurei esse ponto.
Portanto, as vossas acusações não se aplicam a mim. Argumento como posso e durante o tempo que me é possível.
Quanto a outros que ainda são mais fanáticos que os da ICAR, acho que o melhor é exercer de paciência para com eles, sem nos irritarmos.
No que diz respeito à infalibilidade papal eu sei muito bem qual é a posição da ICAR, mas não concordo com isso. Tenho fortes razões para isso em não colocar a ICAR acima de qualquer outra religião.
Como todos os homens, o PAPA pode dizer coisas certas e erradas, tanto em matérias de Fé e costumes, como a respeito de outras matérias.
O dogma da infalibilidade 
tendo sido declarada um dogma na Constituição Dogmática Pastor Aeternus, sobre o primado e infalibilidade do Papa, promulgada pelo Concílio Vaticano I. A Constituição foi promulgada na Quarta Sessão do Concílio, em 18 de julho de 1870, pelo Papa Pio IX.
como consta neste site, (clique aqui) , foi uma precipitação da hierarquia da ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana, como se denomina).
Vamos ver com o andar do tempo em que é que isso dá!
Isto não que dizer que tudo o que o PAPA diga esteja errado.
Penso que mesmo em questões de como o "aborto voluntário", a "fornicação", o "adultério", etc. está certo em condenar, mas isso não é devido a ter uma assistência especial do Espírito Santo, reservada ao PAPA. O Espírito de YHWH não permite que os homens cometam determinados erros e inibe-os para que os propósitos de YHWH tenham o seu rumo. Deus lança mão de quem quiser para esse efeito sem escolher o seu grau académico e a sua posição social.

O vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito.»
(João 3,8 - confira clicando aqui)

YHWH dá o seu Espirito por medida a cada um (1ª de Corintios 3,5). Só Yeshua (Jesus) é que recebeu o seu Espirito sem medida, portanto ele é o único membro da humanidade que é INFALÍVEL. 

34pois aquele que Deus enviou transmite as palavras de Deus, porque dá o Espírito sem medida.

(João 3,34)

Não precisa de pedir perdão, porque é mesmo natural que as pessoas expludam, quando perdem a paciência. As coisas são mesmo assim em nós HOMENS. Somos todos feitos do mesmo "barro". 
Mas podemos ter opiniões diferentes, mesmo estejam fora da que é tradicionalmente aceite durante quase dois milénios. 
O sol andou a girar à volta da terra durante vários milénios (na concepção humana, claro) e isso era universalmente aceite. Só há poucos anos é que a terra passou a girar à volta do sol (na concepção humana, claro) e hoje, depois de 1633, todos pensamos de modo diferente.
Veja o artigo sobre Galileu (clique aqui).
Embora este assunto seja pouco entendido, mesmo por muitos católicos de confissão, a ponto de afirmar que este Galileu foi martirizado pela ICAR, eu sempre soube que apenas foi diminuído na sua liberdade de acção, mas obviamente sem razão.
Talvez confundam o Galileu com muitos mártires acusados de heréticos pela ICAR e sacrificados.
Será que o amigo também concorda o que supostamente disse S. Tomás de Aquino?!!! ...
que passo a transcrever:
... .... .... com muito maior razão os heréticos, tão logo convencidos de heresia, podem não apenas ser excomungados, mas também e com justiça, mortos.
(Copia de citação feita aqui)

Ele que foi considerado «santo» disse (será que disse mesmo?) tais barbaridades, nada cristãs.
Portanto o que um ou outro homem diz é apenas a sua opinião que pode influenciar muitos.
Todos dizemos (e fazemos) coisas certas e coisas erradas e em todos os domínios e é esta a tecla que eu quero deixar clara. O Único homem que me merece confiança é o Cristo. Mas não é qualquer Cristo, mas o Cristo dos Evangelhos, o verdadeiro, se é que ele existiu mesmo (eu ainda acredito que existiu).
Pessoas infalíveis como o portorriquenho "José Luiz de Jesus Miranda" que se intitula a incorporação de Jesus Cristo Homem, não merecem a minha confiança.
Pois é de CONFIANÇA que se trata ao discutirmos o tema da INFALIBILIDADE.

Permaneça em Yeshua e no Seu DEUS YHWH. 

(João 20,17)

Obs. Eu tenho o cuidado de colocar o link apontado para a tradução portuguesa dos Capuchinhos sempre que eu faço uma referência ou citação bíblica para serem convidados a examinar.
Isto prova que não me limito a fazer «copiar» e «colar», mas que trato estes assuntos, apesar de controversos, com muita seriedade.

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Eu, porém, segundo a sua promessa, espero uns novos céus e uma nova terra, onde habite a justiça. (2ª Pedro 3,13)Meu Blog

Yeshua tinha mesmo que ser morto?! ...

Publicado a 25/07/2010, 09:32 por M.Portugal Pires   [ atualizado a 04/11/2010, 09:12 ]


É certo que Yeshua morreu por nós, mas será que era mesmo necessário que ser morto para nos salvar?! 
Foi seu Pai YHWH que exigiu que o seu Filho fosse morto para nos salvar?

A resposta só pode ser uma: Não.

Yeshua veio a este mundo dos homens não para morrer, mas para ser Rei e conduzir a Humanidade. Mas a Humanidade tanto dos judeus como a dos pagãos (gentios; os não judeus) é que criou as condições para a sua morte e os seres humanos foram os autores e os culpados dessa morte.  
YHWH não queria que os homens matassem  o Seu Filho, mas sabendo de antemão que eles o iriam matar, resolveu enviá-lo, mesmo assim.
Quando Yeshua veio à terra fazer-se homem já sabia que iria ser morto e que o não aceitariam, mas mesmo assim resolveu vir.
Ora isto é um acto de extremo amor tanto da parte de Yeshua que veio, como de seu PAI YHWH que consentiu.

Deus não obrigou os homens a matar Yeshua. Foram eles devido aos seus pecados que por livre arbítrio o mataram.

Assim se alguém se alegrar por terem matado YESHUA está a ser cúmplice dessa morte. Não nos devemos alegrar, mas ficarmos muito tristes por ter acontecido esse erro histórico gravíssimo, e tomarmos as devidas providências para que nunca mais aconteça tal erro.

Devemos alegrar-nos sim, pelos seguintes factos.
  1. Deus está disposto a perdoar os nossos pecados a ponto de permitir que Seu Filho sofresse tal ingratidão dos homens a ponto de O matarem.
  2. Yeshua aceitou ser o Rei da Humanidade pecadora e debilitada, mesmo sabendo que O iriam matar.
Por este motivo, devemos todos nós ser como Yeshua (Jesus) que não fugiu às situações adversas em que se encontrava a Humanidade que lhe causou a morte e aceitou esse sacrifício, que os homens Lhe causaram, para que todos fossemos salvos. Ele enfrentou e suportou todos os ultrajes físicos e psíquicos da humanidade para a poder salvar. 
Vou aqui dar um exemplo prático para compreendermos melhor.

Um rapaz aventurou-se ao mar nadando, apesar de  saber que se poderia afogar.
Então quando estava prestes a afogar-se um amigo experiente correu em seu auxilio, apesar de saber que esse jovem se iria agarrar desesperadamente a ele e iriam assim ambos morrer.
O salvador tinha então duas hipóteses:
    • conseguiria convencer o jovem que se estava a afogar para não se agarrar a ele 
    • ou não. 
Se o conseguisse convencer ambos se salvariam e nenhum teria que morrer. Se o não conseguisse convencer ou por palavras ou por actos ambos morreriam.


Yeshua não conseguiu convencer a humanidade a fim de não Lhe causar a morte e assim, tanto Yeshua como a Humanidade têm sido vitimas da morte. A humanidade é vitima de morte devido ao facto de se aventurar a cometer o pecado. 
Yeshua foi vitima de morte causada pela humanidade que simbolicamente se agarrou a Ele num acto de desespero pecaminoso.

Contudo YHWH como amou sempre O Seu Filho concedeu-Lhe a ressurreição e devido à sua acção em defesa e socorro da humanidade que o matou, na cegueira do pecado, concedeu à mesma humanidade (Hebreus 5, 7 e seg.)  o perdão pedido pelo Seu Filho.


Na verdade existe em tudo isto um verdadeiro acto de amor.



Religião de Jesus

Publicado a 25/07/2010, 04:28 por M.Portugal Pires   [ atualizado a 25/07/2010, 11:48 ]

Será que Yeshua (Jesus) fundou alguma «religião»?!
Há quem afirme que Ele foi o fundador da Religião Cristã, mas isso não tem fundamento, pois Ele próprio assim como os Apóstolos, antes e depois da morte do Mestre (Yeshua) seguiam a religião do Judaísmo.
O que Yeshua disse a Pedro foi que iria fundar a Sua IGREJA.
Mas não queria dizer que iria construir edifício(s) a que agora chamamos de Igreja.
Nem sequer que iria institucionalizar ou legalizar a Sua Igreja.
A Igreja do Cristo é constituída por um conjunto de pessoas, todas elas puras, e não é nem nunca foi uma instituição legalizada.
Por outro lado as igrejas que nós conhecemos são todas elas instituições legalizadas. Se não forem legalizadas não podem segundo a lei dos homens exercer a sua actividade. Assim concluímos que a Igreja de Cristo, que não é nem nunca foi legalizada, é impossível de identificar nas leis dos homens, mas sim pelos olhos da Fé de Yeshua. Nem sequer conhecemos de imediato os seus membros. Também não é uma igreja secreta, como por exemplo a «maçonaria».
A Igreja (ou congregação) fundada pelo Cristo é legal para YHWH, mas ilegal e impossível de legalizar para e pelas leis dos homens.

Tal como o seu Reino, a Igreja do Cristo não é deste mundo.

O Vaticano e seu chefe de Estado (o PAPA) são deste mundo. Assim concluímos que o é também a Igreja governada pelo PAPA.
O PAPA tem direito a honras de «Chefe de Estado» onde quer que ele vá: coisas próprias deste mundo.
Portanto, a «Igreja Católica Apostólica Romana» que é deste mundo não é a Igreja de Cristo.
É importante notar que se chama «... Apostólica Romana» e não «... Apostólica Cristã».
Um Apóstolo é um enviado.
A «Igreja Católica Apostólica Romana», foi ENVIADA por ROMA (o Imperador de ROMA).  É por isso que ela é «... Apostólica Romana» e não «... Apostólica Cristã». É uma instituição de César o Imperador Romano e não do Cristo nem de Deus YHWH.

Se estivermos atentos (não só ao seu NOME como também aos seus actos) não seremos enganados.

Dai a César o que é de César.                E dai a Deus o que é de Deus.

Consulte também o tema:  Igreja: Mulher.

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