BAIRRO DE S.BENTO


 

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Este aglomerado urbano em análise, correspondente à génese da cidade do Porto, no séc. IX, possui uma morfologia bastante orgânica e os limites bem definidos por diversas equipamentos, tais como o Teatro de S. João, a Estação de S. Bento, a Rua 31 de Janeiro, a PSP, dois grandes hotéis, um extenso talude, entre outros, e funciona como um importante ponto de chegada de eixos viários e espaços públicos de toda a baixa da cidade.

No entanto, o que num caso normal corresponderia a um centro histórico (numa situação central) dinamizado e adaptado aos tempos correntes, neste caso corresponde a um núcleo urbano marginalizado pela cidade, não que não tenha vida, porque tem imensa, mas porque representa aquilo que a sociedade em crescimento rejeita: a progressiva degradação dos edifícios que compõem este conjunto, a dificuldade de acesso caracterizada por ruas bastantes estreitas e de grande pendente e a falta de grandes espaços públicos.

Estas foram as premissas para o abandono da população, restando apenas os idosos, as pessoas com uma situação financeira mais precária, e as minorias migrantes que encontram nesta zona associada ao desemprego, pobreza e crime, as rendas mais favoráveis para a sua instalação.

Tratam-se actualmente de ruas bastante movimentadas, dotadas de uma vida muito própria e de alto contraste com a vida vizinha.

São pessoas que chegaram à cidade, apoderaram-se da cidade “obsoleta” e fizeram assim a sua cidade.

 Bairro de S.Bento (PDF)