Introdução

 

 

O acto de respigar foi e é associado à indigência ou a comportamentos compulsivos. Está, pelo menos, hoje mais conhecido, entendido e sobretudo valorizado numa perspectiva de uso sustentável dos ecossistemas e defesa da sua biodiversidade. O filme de Agnés Varda: "A respigadora e os respigadores" (melhor documentário, Prémio Cinema Europeu 2000) marcou uma nova visão do acto de respigar. 

 

(Paula Tavares, "Respigar, compulsão e consciência",

Ecoblogue de 5 de Abril de 2008)

 

 

No dia 13 de Dezembro de 2011 às 19h exibição do filme de Agnés Varda "A respigadora e os respigadores". Debate com Carolina Leão da Mó de Vida, no CCIF- Centro de Cultura e Intervenção Feminista/UMAR - Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços 30M e 30N por cima do Pingo Doce de Alcântara

 

 
Os feminismos precisam de uma memória histórica. Preservar essa memória, num país onde os feminismos tiveram as suas fragilidades resultantes de contextos políticos e sociais, é um dos grandes objectivos desta página. Nela serão inseridos artigos de reflexão crítica elaborados pela autora, assim como outros textos de interesse para o debate sobre os feminismos em Portugal.
 
A história dos feminismos não é feita de uma forma linear. É feita de conquistas e de recuos em relação estreita com os contextos sociais e políticos. Os feminismos não falam a uma só voz, nem se fazem ouvir apenas pela acção política, mas também pela reflexão teórica e pela crítica feminista em relação às formas de viver em sociedade. Esta crítica feminista tem tido pesos diferentes nos diversos países e em diversas áreas de conhecimento. Enfrentar os desafios que estão colocados na área do conhecimento e da acção feminista é uma tarefa do nosso tempo.
 
Manuela Tavares - Investigadora em Estudos Feministas
Membro do CEMRI - Universidade Aberta
Membro da direcção da UMAR
Na altura do 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres, um artigo de Paula Tavares, escrito em 2004 sobre a "Proibição do uso do Véu".
 
 
 
Esta página também irá incluir artigos sobre ambiente em homenagem à minha filha Paula Cristina Martins Fernandes Tavares, bióloga, investigadora e activista ambiental e feminista, tragicamente desaparecida a 8 de Setembro de 2009, num acidente de viação ocasionado pela incúria e condução criminosa de terceiros. Estendo esta homenagem a Ágata Sousa, jovem engenheira, também falecida e a outras duas jovens investigadoras que, embora sobreviventes, ficaram com marcas para o resto das suas vidas: Paula Chainho e Luísa Chaves.