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de MOSTEIRO DE SANTA CLARA a MUSEU ZOOLÓGICO

MOSTEIRO DE SANTA CLARA-A-VELHA [Ver] CONVENTO DE SANTA CLARA-A-VELHA.

MOSTEIRO DE SANTA CRUZ – Mosteiro dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Construído é dotado de grande património por D. Afonso Henriques e por D. Sancho I que estão sepultados na igreja do Mosteiro. Apoia D. Afonso Henriques na sua luta pela criação e organização de Portugal. Competiu em grandeza, opulência e prerrogativas com o mosteiro cisterciense de Alcobaça. Fundado em 28 de Junho de 1131 pelo arcediago da Sé de Coimbra D. Tello e por 12 companheiros seus, entre os quais se destacam: D. João Peculiar cónego e mestre-escola da Sé e depois bispo das dioceses do Porto e Braga, D. Honório prepósito da igreja de San'Tiago de Coimbra, D. Sesnando prior de Santa Maria do castelo de Montemor-o-Velho, D. Miguel e D. Odório, prior claustral; num lugar que foi doado em 1130 por D. Afonso Henriques, chamado Banhos Reais ou Banhos da Rainha, ao arcebispo Tello. Os banhos régios ficavam no subúrbio de Coimbra, junto ao arrabalde dos judeus. “Dou e concedo-vos os banhos com os seus lugares e termos antigos, com sua fonte e aqueduto como foi nos dias do alvasil senhor Sesnando” (Cfr. História de Portugal dirigida por João Medina). S. Teotónio é persuadido a juntar-se aos fundadores do Mosteiro. D. Tello comprou ao bispo D. Bernardo e ao cabido uma terra e horta que existia junto aos banhos e conseguiu o padroado de uma igreja que lá existia, sob a invocação de Santa Cruz, para que não lhe viessem quaisquer embaraços do bispo ou do cabido. A primeira pedra da igreja foi lançada no dia 28 de Junho. Em 24 de Fevereiro de 1132 é eleito o primeiro prior do Mosteiro. A primeira pedra é benzida em 28 de Junho de 1132 pelo bispo D. Bernardo e lançada nos fundamentos por D. Afonso Henriques. Em 14 de Fevereiro de 1133, tomam o hábito e regra de Santo Agostinho 72 religiosos. Em Março escolhem S. Teotónio para assumir o governo da comunidade como prior. D. Odório pediu a Inocêncio II a confirmação das possessões e privilégios do Mosteiro, o que foi concedido, acolhendo-o sob proteção apostólica. O edifício era de modestas dimensões. D. Afonso Henriques, atendendo a esta circunstância, mandou construir uma vasta igreja de três naves, aumentou o número de celas, construiu um novo claustro, alargou o refeitório, construiu uma cerca para os religiosos e beneficiou outras dependências do mosteiro. E é já no reinado de D. Afonso Henriques que o mosteiro é dotado de terras e rendimentos que o vão tornando, com o suceder dos anos, um dos mais ricos da península. Com o apoio de D. Afonso Henriques, D. João Peculiar e D. Telo deslocam-se a Pisa onde se encontram com Inocêncio II “para colocarem o mosteiro sob a proteção da Santa Sé, como tributário dela, e obterem a confirmação dos seus bens e a isenção da autoridade episcopal, o que lhes foi concedido pela bula desiderium quod, de 25 de Maio de 1135” (Cfr. COSTA, Avelino de Jesus da - “Peculiar, D. João, in Dicionário de História de Portugal dirigido por Joel Serrão, Vol. III, Iniciativas Editoriais, 1971, pág. 328). Torna-se feudatário da Santa Sé, ficando isento do prelado diocesano. Os papas Lúcio II em Abril de 1144, Eugénio II em Setembro de 1148, Adriano IV em Agosto de 1157 e Alexandre III Agosto de 1163, recebem o Mosteiro sob a proteção da Santa Sé e confirmam-lhe todos os privilégios. Calcula-se que em 1176 o tesouro de D. Afonso Henriques fosse de 22.000 morabitinos que distribuiu, por Coimbra, 1.000 morabitinos maiores para o Mosteiro e 1.000 para os do bispado de Coimbra, O rei legou ainda a Santa Cruz os seus mouros ourives, carpinteiro e Alfaiate. Um desses mouros deixou uma inscrição em árabe no transepto da Sé Velha de Coimbra: “Escrevi isto como recordação permanente do meu sofrimento. A minha mão perecerá um dia, mas a grandeza ficará (Da História de Portugal dirigida por João Medina). “Em 1190 D. Sancho I atribuiu 400 morabitinos anuais ao sustento dos cónegos de Santa Cruz que morem nas partes da Gália por causa dos estudos. Santa Cruz é o mosteiro eleito da nova dinastia, o seu panteão, o fornecedor de quadros e também uma das arcas do tesouro régio, pelo menos de 300.000 soldos … Pelo testamento de 1210, a maior soma de centenas de milhares de morabitinos estava nas torres de Coimbra” (Cfr. Coelho, António Borges - “O tempo e os homens: séculos XII-XIV”, in História de Portugal dos Tempos Pré-Históricos aos Nossos Dias, Direção de João Medina, Volume III - Portugal Medieval, Ediclube, 1994, pág. 113). O privilégio da isenção dá origem a muitas discórdias entre o mosteiro e a diocese. Os papas procuram solucionar os diferendos por diversas bulas. A mais notável de todas elas foi a bula Cum olim, dada por Inocêncio II a 26 de Março de 1203. Os religiosos praticavam a caridade com os pobres e peregrinos que acorriam ao mosteiro com donativos. A importância do Mosteiro de Santa Cruz nos séculos XII e XIII foi muito grande, tanto no domínio espiritual como temporal, o que pode ainda atestar-se em documentação existente na Torre do Tombo. Celestino III ao conceder ao prior D. João e sucessores o uso do báculo e da mitra, alega, para tanto, os laços de afeto que o ligavam ao Mosteiro, a D. Afonso Henriques e a D. Sancho I, desde o tempo em que fora cardeal-legado em Portugal. O poder do Mosteiro estendia-se a regiões dos distritos de Coimbra, Leiria, Santarém, Guarda, etc. O mosteiro teve uma ação relevante na consolidação da Nacionalidade e na vida política e eclesiástica de Portugal. Daqui saíram homens virtuosos, letrados e políticos, muitos deles tendo ascendido às cátedras das sés portuguesas, como D. João Peculiar, Santo António e outros. “Constituiu desde o início um centro notável de estudo e de espiritualidade, sendo de destacar a existência de uma valiosa biblioteca e de um «Scriptorium» famoso, no qual foram copiados, traduzidos, interpretados e decorados valiosos textos bíblicos, teológicos, clássicos, litúrgicos, musicais e outros, muitos deles ainda hoje conservados e motivo de deleite espiritual para todos quantos os compulsam” (Cfr. Rodrigues, Manuel Augusto - “História da Sé Velha em Reedição”, in Diário de Coimbra, de 18 de Julho de 1993). A partir de 1507, após a visita de D. Manuel I, quando se deslocou a Santiago de Compostela, o templo e as dependências conventuais sofreram grandes remodelações. É feita a atual fachada da igreja de Santa Cruz. Boutaca constrói o abobadamento geral - corpo e capela-mor. As obras terminam em 1513. Em 1527 inicia-se a reforma do mosteiro confiada por D. João III a Fr. Brás de Braga. No governo deste reformador o Mosteiro ganha grande prestígio e suplanta a Universidade nascente em Coimbra com a introdução de várias disciplinas aqui ensinadas. A partir de 1544 começa o declínio. Das várias disciplinas e graus académicos concedidos, o Mosteiro ficou apenas com as licenciaturas e doutoramentos em Teologia. Em 1545 o papa Paulo III extingue o priorado-mor, que era Padroado Real, e aplica as suas rendas à Universidade, pelo que houve necessidade de separar as rendas do Prior-mor e da Mesa Capitular. Em 1577 a imprensa do Mosteiro é transferida para S. Vicente de Fora, nunca mais voltando a Coimbra. Em fins de Abril de 1809 Wellesley, comandante das tropas anglo-lusas, instala-se neste Mosteiro. Em 22 de Junho de 1876 a Câmara vota a primeira verba para a demolição do Mosteiro e início das obras de construção dos Paços do Concelho. Em 1935 sofreu obras de restauro.
ARTIGOS RELACIONADOS:
ALBERGARIAS; ARCO TRIUNFAL; CANCELÁRIO DA UNIVERSIDADE; CAPELA DE S. MIGUEL; CAPELA DOS OSSOS; CAPELA DE S. TEOTÓNIO; CELEIRO DE SANTA CRUZ; CLAUSTROS DE COIMBRA; ENSINO NO MOSTEIRO DE SANTA CRUZ; ESCOLA SECUNDÁRIA DE JAIME CORTESÃO; FORAL DE SANTA CRUZ; HOMILIÁRIO DE SANTA CRUZ; IGREJA DE SANTA CRUZ; IMPRENSA DA ACADEMIA LITÚRGICA; IMPRENSA DO MOSTEIRO DE SANTA CRUZ; JARDIM DA MANGA; LIVRARIA DO MOSTEIRO DE SANTA CRUZ; MESA CAPITULAR; ÓRGÃO; PARQUE DE SANTA CRUZ; PRIORADO DE SANTA CRUZ; QUINTA DA RIBELA; SALAS DO CAPÍTULO; D. TELLO; S. TEOTÓNIO; TORRE DOS SINOS DE SANTA CRUZ.
BIBLIOGRAFIA:
1. AZEVEDO, Rui de, Documentos Falsos de Santa Cruz de Coimbra, 1932.
2. CARVALHO, J. Montezuma de, “O Roteiro da Primeira Viagem de Vasco da Gama à Índia”, in Jornal de Coimbra de 3 de Junho de 1998.
3. CORREIA, Vergílio & Nogueira Gonçalves, Inventário Artístico de Portugal, Cidade de Coimbra, II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1947,
4. COSTA, António Domingues de Sousa, “Cónegos Regrantes de Santo Agostinho”, in Dicionário de História de Portugal dirigido por Joel Serrão, Vol. I, Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1971, pp. 663-665.
5. MADAHIL, A. Rocha, O Privilégio do Isento de Santa Cruz de Coimbra, 1940.
6. MEDINA, João. (Direcção), História de Portugal, 15 vols., Ediclube,
7. PÈCURTO, Varela – “O Mosteiro de Santa Cruz e a Universidade”, in Jornal de Coimbra de 27 de Janeiro de 1999.

MOSTEIRO DE SANTA ISABEL E DE SANTA CLARA [Ver] CONVENTO DE SANTA CLARA-A-VELHA.

MOSTEIRO DE SANTA JUSTA – Teria sido construído entre 1102 e 1155. Não se conhece a data precisa da sua fundação. O epitáfio do presbítero Rodrigo, falecido em 1155, existente no Museu Nacional de Machado de Castro, que se refere à construção do Mosteiro, não faz referência à data em que foi edificado.
BIBLIOGRAFIA:
1. CORREIA, Vergílio & Nogueira Gonçalves, Inventário Artístico de Portugal, Cidade de Coimbra, II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1947.

MOTA, Henrique Carmona da – Professor da Faculdade de Medicina. Pediatra. Director do Serviço de Pediatria dos HUC. Director clínico e director do Serviço de Medicina do Hospital Pediátrico. Distinguido, pelo ministro da Saúde, com a medalha de ouro no dia 7 de Abril de 2006, como mérito pelo seu trabalho no sector.

MOTTA, António Augusto da Costa – Nome artístico: Costa Motta (Tio). Escultor. Nasceu em Coimbra em 1862 e faleceu a 26 de Março de 1930. Iniciou os estudos artísticos na Associação de Artistas e, mais tarde, na Escola Livre das Artes do Desenho, onde foi aluno de António Augusto Gonçalves. Completou os seus estudos na Escola de Belas Artes de Lisboa. Nesta instituição é aluno de António Tomás da Fonseca, de Silva Porto, de Simões de Almeida (tio), Alberto Nunes e de Vitor Bastos. Várias vezes medalhado e premiado ao longo do curso, teve uma carreira artística brilhante. Expõe com regularidade na Sociedade Nacional de Belas-Artes. A qualidade das suas obras conferem-lhe o título de grande mestre estatuário português. Passa a viver essencialmente da encomenda pública, através de concursos que vai vencendo. Terá sido dos primeiros escultores a viver exclusivamente da sua arte. É importante sublinhar as suas opções compositivas. reveladoras não só do seu pensamento como do próprio percurso da escultura oitocentista. Foi autor das seguintes obras: Monumento a Afonso de Albuquerque (Lisboa 1902); Busto de D. Carlos (Rio de Janeiro); Monumento a Eduardo Coelho (Lisboa 1904); Monumento ao Dr. Sousa Martins (Lisboa 1904), Monumento a Pinheiro Chagas (Lisboa (1908); Estátua O Cavador (Lisboa 1913); Estátua da Maria da Fonte (Lisboa 1920); Estátua do Chiado (Lisboa 1925). Autor da estátua de Joaquim António de Aguiar existente no Largo da Portagem. Em reunião do Senado da Universidade foi dito que o reitor Jardim Vilhena encomendara uma lápide artística comemorativa do advento da república pela importância de 30.000$00, destinada à sala dos grandes actos

MOTTA, António Augusto da Costa – Nome artístico: Costa Motta (Sobrinho). Nasceu em 1877 e faleceu em 1956. Escultor. Conhecido pelo nome artístico de Costa Motta Sobrinho. Sobrinho e homónimo do escultor Costa Motta (Tio). Era também sobrinho do pintor Júlio da Costa Motta, um dos fundadores e professores da Escola Livre de Artes e Desenho de Coimbra. A partir de 1893 foi discípulo de Simões de Almeida (tio) no Curso Geral de Desenho da Escola de Belas-Artes e do seu próprio tio, António Augusto da Costa Mota, no Curso de Escultura e Estatuária. Em 1900 é sócio da Sociedade Nacional de Belas-Artes e, no ano seguinte, participa no 1º Salão promovido por esta instituição. Em 1902 trabalha com seu tio, no Monumento a Afonso de Albuquerque. Em 1904 trabalha em Paris, com Jean-Antoine Injalbert e participa no Salon, realizado no Grand Palais. Em 1906 regressa a Portugal e, no ano seguinte, expõe na Sociedade Silva Porto, indo, depois, residir para as Caldas da Rainha. Entre 1908 e 1916, é diretor da Fábrica de Faianças das Caldas. Em 1913, modela o busto de Fialho de Almeida para a Biblioteca Nacional, a pedido de Júlio Dantas. Em 1914 executa o busto do ator Taborda, em bronze, no Jardim da Estrela. Em 1929 executa o busto de Júlio de Castilho para o Miradouro de Santa Luzia e o monumento a Rosa Araújo para a Avenida da Liberdade. Também em 1929 assume a direcção da escola de Cerâmica António Augusto Gonçalves, nas Caldas da Rainha, e, em 1931, recebe o diploma especial da Exposição Colonial Internacional de Paris, onde, com Raul Lino, colabora na concepção do Pavilhão de Portugal. Em 1938 executa a encomenda do Conselho Nacional de Turismo para a realização de 13 grupos escultóricos, em tamanho natural, representando os Passos da Via-Sacra para as Capelas do Buçaco.

MOURA, Elísio de Azevedo e – Médico, Psiquiatra, Neurologista, Professor Catedrático da Universidade de Coimbra e filantropo. Nasceu em Braga a 30 de Julho de 1877 e faleceu a 18 de Junho de 1977. Filho do Dr. José Alves de Moura e de D. Emília da Costa Pedreira de Azevedo e Moura. Aos 17 anos é bacharel em Filosofia. Forma-se em Medicina em 1900, faz acto grande de licenciatura em 1901 e doutora-se em 1902, sendo nomeado, em Dezembro, professor substituto da Faculdade de Medicina. De início rege Patologia Interna e depois, Propedêutica Médica, Clínica Médica, Obstetrícia e Pediatria. Já como catedrático obtém a regência de Patologia Interna, Neurologia e Psiquiatria. A sua grande paixão foram os estudos psiquiátricos e neurológicos, tendo iniciado, por sua conta, em 1907, pela primeira vez em Portugal, o ensino da Neurologia na sua Faculdade. Dedicou-se sempre, no entanto, à clínica Geral, sendo talvez o primeiro do seu tempo no país. Deslocava-se com muita frequência a Lisboa, ao Porto e a outras localidades para dar o seu parecer em casos difíceis. Entre as suas publicações podem citar-se: Semiologia dos Reflexos, que foi a sua dissertação de 1901; A Toxidez Urinária, que foi tese de doutoramento em 1902; Um Doente Senil que Testou e Casou sem dar por isso e Um Falso caso de Paranóia. Fez um relatório sobre o Fósforo Urinário, viu publicada pela Universidade a sua notável lição feita num curso de férias em Coimbra, sobre Anorexia Mental, em 1947. Colaborou na Coimbra Médica e fez inúmeros relatórios médico-legais sobre Psiquiatria. Foi o primeiro bastonário da Ordem dos Médicos, procurador à Câmara Corporativa, membro do Instituto de Coimbra. Fez parte da Association des Mèdicins aliénistes et neurologistes de France et de payis de langue française, da Société Médicine mentale de Belgique, da Acedémie Internationale pour le Progrès des Sciences Médicales e da Deutsche GesellSchaft fuer Gerichtliche, Soziale Medizin und Kriminalistik. Criou em Lisboa o “Manicómio Sena”, em 1911. Inteligência brilhante, grande discernimento, excelente memória, grandes qualidades de argumentador, de uma finura e qualidades de carácter inexcedíveis. Era unanimemente considerado um dos mais ilustres professores da Universidade e o primeiro da Faculdade de Medicina. Dedicou toda a sua vida no auxílio à Casa de Infância com o seu nome, inicialmente denominada: “Sociedade de Beneficência Protectora da Infância Desvalida”. Foi presidente da direcção desta instituição durante muitos anos Em 24 de Novembro de 1947 recebeu as insígnias da Ordem de Santiago. “Sirva de exemplo a obra enternecedora do grande Elísio de Moura. Condoeu-se da infância desvalida e ergueu uma obra de profundo significado social e humano”.(In discurso de Almeida Santos na homenagem a Bissaya Barreto em 1999). “Elísio de Moura é um espírito finíssimo e subtil, de um critério analítico tão meticuloso e seguro, de uma acuidade intelectual tão intensiva, que todas as opiniões se lhe formam no espírito com uma tal claridade, que ninguém consegue destruía-las” (In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. XVIII, pgs. 12-14)

MAC - Movimento Artístico de Coimbra

MOVIMENTO ARTÍSTICO DE COIMBRA - (MAC). Armando Carneiro da Silva foi seu sócio fundador.

MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO DA MULHER [Ver] EMANCIPAÇÃO DA MULHER.

MOVIMENTO DE RENOVAÇÃO E REFORMA - (MRR). Representativo da direita nas eleições para a Associação Académica de Coimbra de 12 de Fevereiro de 1969 que perdeu por larga margem para a lista representada pelo Conselho de Repúblicas (CR), de que era líder Alberto Martins.
ARTIGOS RELACIONADOS:
CONSELHO DE REPÚBLICAS; CRISE ACADÉMICA DE 1969. MARTINS, Alberto.

MOVIMENTO DE UNIDADE DEMOCRÁTICA JUVENIL – Também designado por MUD Juvenil. Organizado em Coimbra a partir do dia 9 de Abril de 1945.

MULHER [Ver] EMANCIPAÇÃO DA MULHER.

MUNDA – Nome dado pelos romanos ao rio Mondego. O nome vem, v. g., em Estrabão (III, 3.6), que nos diz que o Munda “é navegável durante uma pequena parte do seu curso”. Revista do Grupo de Arqueologia e Arte do Centro.
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MONDEGO, RIO; GRUPO DE ARQUEOLOGIA E ARTE DO CENTRO.

MURALHAS DE COIMBRA – Pertencem a diversas épocas. Coimbra era já cingida por muralhas antes da chegada dos árabes. Textos árabes referem isso: “Está situada numa montanha de forma circular e cerca-a uma muralha sólida, rasgada por três portas. É absolutamente inexpugnável... está edificada sobre uma montanha rodeada de boas muralhas, rasgada por três portas e muito bem fortificada” (Citações colhidas do livro de António Borges Coelho - Portugal na Espanha Árabe, Lisboa, 1972, I, pp. 42-43). Há referências à “excelência táctica do sítio, sua admirável posição estratégica e defensiva, solidez e perfeição da sua cintura murada” (Ventura, Leontina – “A muralha coimbrã na documentação medieval”, in Actas das I Jornadas do Grupo de Arqueologia e Arte do Centro, Coimbra, 1972, pág. 45). Desde o Castelo até ao Arco de Almedina, passando pela Couraça de Lisboa, a composição da muralha é a mesma. O Colégio dos Militares estava assente na muralha que a seguir servia de base a casas particulares. Até à Couraça a muralha fazia a divisão com os campos de Genicoca. Neste pano da muralha havia grandes blocos de cantaria da época romana. Na Couraça de Lisboa a muralha serve-lhe de suporte. Daqui partia um muro que terminava numa torre albarrã situada junto à água do Mondego. Do lado poente e norte não temos referências que nos indiquem a sua estrutura exacta. No declive da Rua das Fangas (R. Fernandes Tomás), as casas estão-lhe encostadas ou assentam sobre ela a sua parte posterior. Na Ladeira dos Jesuítas a muralha é de época tardia e de material uniforme. São também tardios os restos da barbacã e a sua porta. O trajecto das muralhas segue a disposição do terreno e a extensão do agregado populacional existente à data da sua construção. O morro está ladeado por dois grandes vales, o de Santa Cruz e o do Jardim Botânico. As muralhas conservavam uma posição dominante. Partiam do castelo que era o ponto mais elevado do morro, passavam pelo cimo dos vales referidos, dominando-os, até se unirem na porta de Almedina, ponto mais baixo das muralhas. D. Fernando manda reedificar as muralhas e edificar a Torre Nova do Castelo. Em 6 de Abril de 1519 a Câmara pede ao rei que proíba se aforem as torres ou muralhas da cidade para habitação. Os contrafortes cilíndricos da muralha, existentes na Couraça da Estrela, foram construídos durante a reforma manuelina, no princípio do séc. XVI. Em 1773 é demolida parte da muralha Sul. Entre a Porta da Estrela e a Porta de Almedina a muralha seguia sensivelmente o percurso das traseiras da Rua das Fangas (R. Fernandes Tomás). Da Porta de Almedina até ao Paço de Sobre-Ribas, construído sobre a torre adquirida pelo licenciado João Vaz em 1514, situada sobre a riba a cerca de cem metros da Torre de Anto. Do Palácio de Sobre-Ribas até esta Torre, notam-se as muralhas com falta de parapeito e ameias. Serve de base ao Colégio de Santo Agostinho. Deriva para a Porta do Colégio Novo e segue a Couraça (actual Couraça dos Apóstolos) que lhe ficava encostada. Na zona da demolida Torre de Santa Cruz encontram-se silhares medievais reempregados com siglas do século XII, da época afonsina. Até à Torre dos Apóstolos não se vê qualquer pano de muralha. Ladeia o Museu de História Natural, circunda o Laboratório Químico onde se encontram três contrafortes para suporte da muralha tendo a seguir outra torre a que se deu o nome de “pombal” nas plantas da época pombalina. Até ao Castelo apenas se conhecem os cinco contrafortes que com a muralha servem de base à fachada nascente do Colégio de S. Jerónimo. Estes contrafortes ou cubelos são desiguais e estão cortados e transformados em terraços, sendo quatro quadrangulares e um cilíndrico.
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BIBLIOGRAFIA:
1. CORREIA, Vergílio & Nogueira Gonçalves, Inventário Artístico de Portugal, Cidade de Coimbra, II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1947, pp. XVII, 1-9.

MURÇA, Frei Diogo de - Jeronimita. Um dos grandes humanistas portugueses do século XVI. Antigo bolseiro em Paris e Lovaina. Comendatário de Refojos. Funda o Colégio de S. Bento em Coimbra para onde chama monges da congregação beneditina de Valhadolid. Em 1535 funda o curso de Humanidades no Convento de Penha Longa e pouco tempo depois em Santa Marinha da Costa. Em 3 de Outubro de 1538 dá conta a D. João III, por carta, dos progressos do Estudo de D. Duarte, filho bastardo do rei. Em 5 de Novembro de 1543 é nomeado reitor da Universidade de Coimbra e permanece no lugar até 1555. Foi um grande organizador, conseguiu unificar a Universidade, concentrá-la num único local e fazê-la depender directamente do reitor. Do seu esforço resulta a confirmação da unificação da Universidade por D. João III, em 22 de Outubro de 1554 e a fundação, pelo mesmo monarca, do Colégio das Artes. No seu reitorado, a Universidade de Coimbra tornou-se universalista, vivendo um período áureo da nossa cultura. Em 1550 recebe incumbência de D. João III para dirigir as obras de construção do Colégio Universitário de S. Jerónimo.
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COLÉGIO DE S. JERÓNIMO.
BIBLIOGRAFIA:
1. CARVALHO, Joaquim de, Estudos sobre a Cultura Portuguesa, Vol. II. 

MURO DA BARBACÃ - Do muro existe apenas a Porta da Barbacã. Em direcção à Porta de Belcouce, acompanhava a parte traseira das casas das actuais R. Ferreira Borges e Largo da Portagem. Seguindo pela primeira rampa da Couraça, hoje Couraça da Estrela. É provável que existam restos incluídos nas traseiras das habitações da R. Ferreira Borges (antiga R. da Calçada), sendo certo que na rampa da Couraça o muro lhe serve de suporte e a ele estão adossadas as casas da Av. Navarro. Serve de base ao Colégio de Santo Agostinho que, por causa disso ficou com o traçado externo irregular.
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PORTA DA BARBACÃ.
BIBLIOGRAFIA:
1. CORREIA, Vergílio & Nogueira Gonçalves, Inventário Artístico de Portugal, Cidade de Coimbra, II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1947, pg. 7-8. 
 
MURTA, Maria da Luz Monteiro Videira Murta – Nasceu em Coimbra, no ano de 1939 e faleceu, também em Coimbra, em 2003. Licenciou-se em Germânicas na Universidade de Coimbra. Em 1961 foi nomeada Leitora de Português na Universidade de Saarbrücken e, no ano seguinte, na Universidade de Freiburg. Nos anos 70 do séc. XX foi professora de alemão no Liceu Infanta D. Maria. Esteve nesta cidade até 1979, altura em que pediu a transferência para o Liceu José Falcão, onde ficou responsável pela formação de professores estagiários de Germânicas, na disciplina de Alemão. Terminou a sua docência como professora de Alemão na Faculdade de Letras. Publicou livros didácticos de Alemão, contos e poesias dos quais se destacam: Ich Schreibe So Gern, Immer Geradeaus, Viel Spass, Maré Cheia, As 4 Estações, Variações sobre um Tema, Abril Desencantado, Isolda, Coimbra Mágica, Calendário Lírico, Descanto, Na Senda dos deuses, Folhas de Álbum, Alentejo caminho do olhar, Mar Vivo, Tempo de Paris, O rosto dos dias e Sinfonia incompleta. Foi deputada municipal pelo PS entre 1976 e 1979. O seu nome foi proposto, pela Junta de Freguesia da Sé Nova à Comissão de Toponímia, em sua reunião de 17 de Janeiro de 2007, para figurar numa rua da cidade.
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LUZ VIDEIRA, Rua de.

MURTAL – Lugar da Freguesia de Eiras.

MUSEU ACADÉMICO DE COIMBRA - MAC – Ocupa um espaço no edifício do antigo colégio de S. Jerónimo tendo estas instalações sido inauguradas em 11 de Dezembro de 1987. Em 9 de Fevereiro de 1950 o dirigente académico António de Almeida Santos, que em 9 de Janeiro havia tomado posse, com outros estudantes, do Conselho Cultural da Associação Académica, levantou perante a Direcção da Associação Académica a ideia da criação do Museu Académico. A Direcção ficou receptiva e consultou os Organismos Académicos sobre o assunto. Em 27 de Novembro a Direcção da Associação Académica apresenta o projecto de criação do Museu Académico. Em 2 de Abril de 1951 a Direcção da AAC apresenta o Projecto de Estatutos para o Museu Académico. Em 21 de Maio é inaugurado o Museu Académico na sala da Direcção da AAC, ao tempo no Palácio dos Grilos. Os Drs. António José Soares e A. C. Da Rocha Madhail fizeram a recolha e arrumação do espólio. Em 10 de Maio de 1951 foi acrescentado com parte do espólio literário do Dr. Simões de Carvalho Barbas. Em Junho de 1951, estudantes da Universidade preparam o “Grupo de Amigos do Museu Académico”. Foi oficializado em 1990 mediante protocolo entre a Reitoria da Universidade, a Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra, a Associação dos Antigos Estudantes da Universidade de Coimbra e os Organismos Autónomos da Academia de Coimbra. As peças do museu são quase todas oferecidas e contêm um espólio que retrata o estudante nas suas várias valências. No ano 2000 o Museu dispõe de um total de 15 mil obras bibliográficas, mais de 60 mil objectos, 300 mil fotografias e mais de um milhão de folhas de papel.8 Encontram-se aqui os espólios do fadista Lucas Rodrigues Junot, capa de estudante, guitarra, moca, provas das gravações discográficas, livros de poemas de sua autoria, outros documentos e fotografias, do grande cultor do fado Divaldo Gaspar de Freitas, uma biblioteca com cerca de 200 títulos, alguns de raro valor, uma discoteca coimbrã, colecções de cerâmica e medalhística, fotografias, bilhetes postais, publicações periódicas, folhetos e outros materiais. A amizade que devota a Coimbra, leva-o a desprender-se de muitos mais objectos para o Museu Académico, entre os quais se contam: a sua capa de estudante, a pasta, documentos de identificação, relógios, correspondência pessoal, rascunhos e alinhavos de trabalhos que não chegou a concluir mas que servem para estudo e investigação de outros por ventura interessados em temas relacionados com a vida académica. Calcula-se que cerca de 5% do acervo do Museu é oferta do Dr. Divaldo de Freitas. Mas no Museu encontram-se muitos outros objectos, como: estatuetas em gesso caricaturando Oliveira Salazar e Bissaya Barreto; estatuetas de doutores e varinas; símbolos da cidade; material publicitário da Rádio Universidade; peças de louça antiga pintada à mão com os símbolos das repúblicas, trabalhos feitos por estudantes sobre tradições académicas; exemplares dos símbolos da praxe como a tesoura, a moca, o penico e a colher de pau; vários decretos do Conselho de Veteranos; muitas sebentas manuscritas das que a Marrafa levava a casa dos estudantes; sala Teixeira Santos onde se encontra exposto o núcleo camoniano; a exposição temática sobre a Queima das Fitas com as paredes forradas a cartazes, desde a sua edição em 1931 até aos nossos dias; muitos exemplares de “plaquettes” de caricaturas e de livros de curso; selos comemorativos das Queimas das Fitas; fotografias e bilhetes para o Baile de Gala; uma exposição temática com documentos doados pela família de António Menano; objectos pessoais de grandes personalidades como Hilário, Artur Paredes e Zeca Afonso; uma colecção de pastas académicas do século XIX, confeccionadas nos mais diferentes materiais; espaços com dezenas de caixotes cobertos pelo pó com os mais variados objectos; uma sala com cerca de dois milhares de troféus da Académica; badalos da cabra roubados, etc., etc.
BIBLIOGRAFIA:
1. MADHAIL, A. C. Da Rocha, Breve Roteiro duma Exposição - O Museu Académico de Coimbra.
2. SIMÕES, J. Santos, “Museu Académico”, in Jornal de Coimbra de 31 de Dezembro de 1997.

MUSEU DA ÁGUA DE COIMBRA – Inaugurado no dia 22 de Março de 2007 no espaço da Estação Elevatória do Parque Dr. Manuel Braga, a conhecida “Casinha do Parque” ou “Casa do Rio”. Obra dos arquitectos Alberto Lage e Paola Monzio que fizeram a recuperação da antiga estação elevatória e também do arquitecto João Mendes Ribeiro que fez a adaptação do edifício a espaço museológico. O espaço é gerido pelo Conselho de Administração da Águas de Coimbra, E.E.M. Em 2009 foi nomeado para o Prémio de melhor museu europeu do ano 2009 pelo EMF – European Museum Forum. É considerado um “Museu de referência entre os seus congéneres europeus pelo que tem feito pela educação e salvaguarda do património industrial e cultural da água” (Prof. Doutor José Maria Amado Mendes).
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ÁGUAS DE COIMBRA E.E.M.; SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO DE COIMBRA – SMASC.

MUSEU ANTROPOLÓGICO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA – Tem sede na Rua do Arco da Traição. Faz parte, com o Museu de Botânica, o Museu de Mineralogia e Geologia e o Museu de Zoologia, da unidade orgânica de História Natural da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Em 1988 alerta para a falta de espaço com que se debate para expor o seu património. Colecções: Contêm colecções osteológicas humanas de reconhecido valor científico internacional e colecções etnográficas maioritariamente de origem colonial
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MUSEU BOTÂNICO; MUSEU MINERALÓGICO E GEOLÓGICO; MUSEU ZOOLÓGICO; UNIVERSIDADE DE COIMBRA

MUSEU DE ARTE SACRA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

MUSEU BOTÂNICO – Faz parte, com o Museu Antropológico, o Museu Mineralógico e Geológico e o Museu Zoológico, da unidade orgânica de História Natural da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
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MUSEU ANTROPOLÓGICO; MUSEU MINERALÓGICO E GEOLÓGICO; MUSEU ZOOLÓGICO; UNIVERSIDADE DE COIMBRA

MUSEU DA CIÊNCIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA – Resulta do trabalho de reabilitação do Laboratório Chimico em Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, feita pelo arquitecto João Mendes Ribeiro, trabalho esse que foi premiado pela AICA – Associação Internacional de Críticos de Arte em 2009. A recuperação feita em 2006 deixou destapadas e à vista do público não só as vivências do século XVIII, mas também dos séculos XIX e XX. Teve-se como certo que o edifício foi construído de raiz no século XVIII, mas na recuperação de 2006 descobriu-se que há outros vestígios como a reutilização de uma estrutura pré-existente, sendo o restante construído sobre ruínas destruídas para edificar o Laboratório. O visitante é envolvido por um conjunto de experiências e actividades, utilizando as coleções dos instrumentos científicos do museu, com o objectivo de dar a conhecer a ciência a públicos de todas as idades. Em 2008 é distinguido com o Prémio Micheletti que distingue o melhor e mais inovador Museu em Ciência, Técnica e Indústria"A 13 de Dezembro de 2010 o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra recebe da Associação Portuguesa de Museologia o prémio de "Melhor Serviço de Extensão Cultural" e o Prémio de Melhor aplicação e Gestão de Multimédia".
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LABORATÓRIO QUÍMICO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA; MARQUÊS DE POMBAL, Largo do; UNIVERSIDADE DE COIMBRA

MUSEU DA CRIANÇA - Criado por Bissaya Barreto no Portugal dos Pequenitos nos anos 50 do século XX. Em 1997 foi revitalizado através do fraccionamento das peças por temáticas. Importante era a colecção de postais e selos que existia neste museu e que actualmente não se encontra exposta. Reunia não só mobiliário em miniatura como colecções de postais e selos e também peças de vestuário, actualmente no Museu do Traje, criado em 1997.
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MUSEU DO MOBILIÁRIO; MUSEU DO TRAJE; PORTUGAL DOS PEQUENITOS

MUSEU ETNOGRÁFICO - Inaugurado em 1954 na Torre de Almedina.

MUSEU DA FÍSICA - O Professor Mário Augusto da Silva é muito justamente considerado o criador deste Museu e o seu principal impulsionador. Em 1937 é encarregado pela Direcção Geral da Fazenda Pública de fazer uma revisão do Inventário do Laboratório de Física. Pegando no que resta dos aparelhos maioritariamente vindos dos séculos XVIII e XIX, Mário Silva empreende um trabalho de restauro de velhos e valiosos aparelhos que, segundo este distinto Professor apenas “uns três ou quatro teriam certa aparência agradável”. Iniciado o trabalho de identificação e restauro com o auxílio do “index instrumentorum”, Mário Silva estuda e cataloga o que resta das velhas máquinas e empreende uma vigorosa acção no sentido de recuperar o possível dos objectos leiloados dezenas de anos antes. Algum material foi recuperado de particulares, do Museu Nacional de Machado de Castro e do Liceu D. João III, actual Liceu José Falcão. Na sua comunicação à Academia das Ciências apresentada em Junho de 1938, a que deu o título de “Um novo Museu em Coimbra: O Museu Pombalino de Física da Faculdade de Ciências da Universidade”, o Professor Mário Silva refere-se às “vicissitudes por que passou até hoje, ao estado lamentável em que o fui encontrar, mutilado e disperso, e ao estado em que actualmente se encontra, depois da reconstituição que me foi dado empreender”, afirmando de seguida que algumas destas máquinas são “susceptíveis de constituírem no seu conjunto, tal como foram reunidas, um museu digno de ser conservado, um valioso Museu de Física do século XVIII”, e que, segundo o Professor poderia ser hoje “o melhor do mundo”. Chama-se hoje Museu de Física a todo o espólio do Laboratório de Física Experimental e objectos científicos mais recentes adquiridos pelo Departamento de Física, objectos esses inicialmente adquiridos para investigação e ensino, mas que foram sendo substituídos por outros mais avançados. Isto faz com que se vá esbatendo o carácter setecentista que também se deve à delapidação verificada desde a criação pombalina do Laboratório de Física. Apesar do abatimento à existência por incúria e até venda ao desbarato, o Museu possui ainda um bom número de magníficos e valiosos instrumentos dos séculos XVIII e XIX e também um bom acervo de livros antigos que são um bom auxiliar para o estudante e o investigador. A partir de 1947, ano da expulsão de Mário Silva da Universidade pelo regime salazarista, o Museu manteve-se fechado e abandonado até à sua reabertura no dia 29 de Janeiro de 1997. Em 1963, no seu livro “O Elogio da Ciência”, Mário Silva insurgia-se contra as “ameaças de novas destruições que começam a levantar-se de vários lados. O Museu foi reaberto ao público em Janeiro de 1977.
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GABINETE DE FÍSICA EXPERIMENTAL, UNIVERSIDADE DE COIMBRA.
BIBLIOGRAFIA:
1. NOBRE, João Paulo, “A Propósito do Museu Pombalino de Física”, in Diário de Coimbra de 31-5-1997.
2. ROVIRA, Fernando Cortez, “O Museu Pombalino de Física”, in Diário de Coimbra, de 24-5-97.

MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL [Ver] MUSEU DE ZOOLOGIA.

MUSEU DO INSTITUTO DE ANATOMIA PATOLÓGICA – Fica na Rua Larga – Faculdade de Medicina.

MUSEU E LABORATÓRIO ZOOLÓGICO [Ver] MUSEU DE ZOOLOGIA.

MUSEU MINERALÓGICO E GEOLÓGICO – Faz parte, com o Museu de Antropologia, o Museu de Botânica e o Museu de Zoologia, da unidade orgânica de História Natural da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Possui um espólio muito rico em minerais e rochas. Possui uma Galeria de Minerais, a Galeria das Rochas Portuguesas, a Galeria dos Minerais Portugueses e uma colecção de fósseis de origem diversa. O espólio das colecções de minerais do rei D. Carlos encontra-se neste Museu. A Feira Internacional dos Minerais tem oferecido ao Museu algumas peças de rara beleza.
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MUSEU ANTROPOLÓGICO; MUSEU BOTÂNICO; MUSEU ZOOLÓGICO; UNIVERSIDADE DE COIMBRA

MUSEU DO MOBILIÁRIO – Está instalado no edifício onde antes funcionava o Museu da Criança. Abriu ao público, no Portugal dos Pequenitos, dia 8 de Junho de 2000. Contém já verdadeiras preciosidades como a caixa anglo-indiana com embutidos em marfim com 40x28x16 cm e uma papeleira estilo D. Maria com trabalho de “marqueterie” com 56x25x46 cm.. Contadores indo-portugueses, prateleiras, baús, escrivaninhas, cómodas e camas, assim como mobiliário alentejano e do estilo D. Maria, são alguns dos exemplares expostos. São mais de meia centena de móveis de diferentes estilos e épocas com predominância para os séculos XVIII e XIX, muitos construídos com madeiras nobres como o pau-santo, sendo outras indo-portuguesas, ornamentadas com madrepérola. O espólio existente na data da abertura pertencia ao antigo Museu da Criança, criado nos anos 50 e que em 1997 foi revitalizado através do fraccionamento por peças temáticas.
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MUSEU DA CRIANÇA; MUSEU DO TRAJE; PORTUGAL DOS PEQUENITOS

MUSEU MOINHO DAS LAPAS – Inaugurado no dia 13 de Setembro de 2008. O Museu tem Biblioteca e Ludoteca. Resulta da reforma de um antigo moinho que dá a conhecer aos visitantes a forma tradicional da transformação do milho em farinha, e o processo de moagem. Pode apreciar-se também o antigo quarto do moleiro, devidamente restaurado. O espaço museológico contém uma área de exposição de materiais e informações relacionados com os moinhos e a actividade do moleiro.
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MOINHO DAS LAPAS, Rua do.

MUSEU MUNICIPAL DE COIMBRA – Conta a história da cidade desde o período medieval até à segunda metade do século XX. A 13 de Dezembro o Museu Municipal de Coimbra recebeu da Associação Portuguesa de Museologia o Prémio de Melhor Catálogo atribuído ao catálogo da colecção Telo de Morais.Núcleo da Cidade Muralhada: Inaugurado a 4 de Julho de 2003. Fica na Torre de Almedina com entrada pelo Pátio do Castilho. Faz parte do Museu Municipal de Coimbra. O núcleo é constituído por uma maqueta construída manualmente no Centro de Estudos do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra, representando a topografia da cidade medieval, com as casas, as ruas e os monumentos. O acesso é feito pela entrada norte através da designada “casa anexa”, no Pátio do Castilho. O piso superior da Torre tem uma imagem panorâmica de Coimbra com uma sobreposição da antiga muralha da cidade que a permite situar na actualidade. A cerca da muralha tem um perímetro de aproximadamente 2 quilómetros, representando a Coimbra dos séculos XI e XII. Para completar a interpretação da maqueta os interessados têm a oportunidade de percorrer a parte intra-muros da cidade onde encontrarão painéis explicativos no local onde as torres existiram. Núcleo do Carro Eléctrico: Fica ao fundo da Rua da Alegria e abrangerá os finais do século XVIII até meados do século XX. Núcleo da Casa das Talhas: Fica na Rua das Fangas, actual Rua de Fernandes Tomás. Irá abranger os séculos XV a XVIII. No século XVI ficou aqui alojada, provisoriamente, a ordem de S. José dos Marianos. Núcleo do Edifício Chiado: Inaugurado no dia 16 de Julho de 2001, no Edifício Chiado. Ao nível do rés-do-chão destina-se a exposições temporárias. Este primeiro núcleo preparou-se para acolher a colecção de arte que o casal Telo de Morais doou à cidade. A colecção Telo de Morais está organizada em cinco secções assim distribuídas: cerâmica, escultura, mobiliário, pintura portuguesa, pratas e outros objectos artísticos, de que se pode destacar uma rara caixa em placas de madrepérola da Índia-Guzerate, de meados do séc. XVI. A Cerâmica ocupa parte do quarto piso e aí predomina a cerâmica chinesa, com terracotas desde a dinastia Han (206-220 D.C.) até Yan (1278-1368), e muitas outras peças e porcelanas. Está ainda representada alguma cerâmica europeia, designadamente italiana e turca. A Escultura ocupa parte do quarto piso e contém, quase exclusivamente, arte sacra com peças em relevo de origens tão diversas como China (madrepérola), Espanha (madeira) ou Flandres (alabastro). Destaca-se a imagem mais antiga, uma “Santana e Nossa Senhora” de origem francesa, em mármore e em estilo gótico. O Mobiliário ocupa o terceiro piso e têm peças portuguesas ou indo-portuguesas dos séculos XVII e XVIII. A Pintura ocupa o segundo piso e conta com autores do século XIX e primeira metade do século XX, destacando-se, entre outros: Almada Negreiros, Columbano, Eduardo Viana, Francisco Metrhass, Mário Eloy, Silva Porto, Tomás de Anunciação e Visconde de Meneses. As Pratas são peças dos séculos XVIII e XIX, com destaque para uma salva de baixela de D. João V. Núcleo da Guitarra e Canção de Coimbra: Na Torre de Anto, ao cimo da Rua de Sobre Ribas. Núcleo sobre a História dos Judeus: Sobre a presença dos judeus na cidade.
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EDIFÍCIO CHIADO; MORAIS, José Carlos Telo de; MUSEU MUNICIPAL DE COIMBRA; SOCIEDADE TÊXTIL SANTIAGO A. A. MENDES, LDA; TORRE DE ALMEDINA.

MUSEU NACIONAL DA CIÊNCIA E DA TÉCNICA - Criado em 3 de Fevereiro de 1971 pelo Ministro da Educação Veiga Simão e oficializado por decreto-lei n.º. 347 de 12 de Maio de 1976 do Ministro Almeida Santos, pelo reconhecimento oficial que fizeram desta grande iniciativa do Prof. Mário Silva e da riqueza cultural que representava para Coimbra e para o país. Em 1971 Mário Silva traça os desígnios do Museu dizendo o seguinte: “(…) Garantir as condições necessárias para fazer face à evolução da ciência e da técnica, na sua íntima relação com as actividades fundamentais da investigação científica (…). Neste sentido (…) não deve ser um museu estático, simples exposição de material histórico, mas muito para além disso, um museu dinâmico, ativo, centro de difusão da ciência, «fórum» de exibição da técnica (…), documentando a evolução de descobertas científicas fundamentais (…). Deve ainda ser um centro de documentação e de informação para todos os estudiosos (…). Neste aspecto da sua atividade deverá ser considerado como um verdadeiro Instituto de História da Ciência e da Técnica”. É nesta perspectiva que, em 1999, se cria o IHCT/MNCT – Instituto de História da Ciência e da Técnica/Museu Nacional da Ciência e da Técnica. Após a morte daquele Professor no dia 13 de Julho (de 1977), o Museu Nacional da Ciência e da Técnica entra em degradação e agoniza no Governo de Cavaco Silva, sob a tutela do seu Secretário de Estado da Cultura Santana Lopes e sua mandatária museológica, Simoneta Luz Afonso. Hoje, como afirma Carlos Nobre, “os seus escombros encontram-se espalhados sobre a cidade de Coimbra e, a sua poeira, por todo o país”. A inauguração deu-se a 5 de Junho de 1976. O Museu possui instalações no Colégio das Artes, na Avenida Afonso Henriques, na Rua dos Coutinhos e na Malaposta. No dia 23 de Novembro toma posse o primeiro diretor do Instituto de História da Ciência e da Técnica de âmbito nacional mas com sede em Coimbra, que substitui, a partir desta data, o Museu Nacional da Ciência e da Técnica. No dia 7 de Janeiro de 2001 celebrou-se o contrato de compra do Palácio Sacadura Botte para guardar a memória do fundador do Museu, Prof. Doutor Mário Silva. Objetivos: A iniciativa do Prof. Mário Silva visava a criação de “um museu dinâmico, ativo, centro de difusão da Ciência, fórum de exibição da Técnica, quer documentando a evolução de descobertas científicas fundamentais, quer demonstrando no seu desenvolvimento e na sua atuação aspectos essenciais de diferentes técnicas industriais” (Cfr. A Capital, n.º 1074, Ano III (2.ª série), Lisboa, 19 de Fevereiro de 1971, pp. 1-3). Diz mais o Professor que o museu “deve ainda ser centro de documentação e de informação para todos os estudiosos, sejam alunos, professores, técnicos ou engenheiros” ... e “estar em condições de organizar cursos, palestras, conferências, colóquios, bem como promover a projeção de filmes científicos e técnicos, documentando a história da Ciência e da Técnica” (Cfr. A Capital, n.º 1074, Ano III (2.ª série), Lisboa, 19 de Fevereiro de 1971, pp. 1-3).
ARTIGO RELACIONADO:
INSTITUTO DE HISTÓRIA DA CIÊNCIA E DA TÉCNICA/MUSEU NACIONAL DA CIÊNCIA E DA TÉCNICA; PALÁCIO SACADURA BOTTE.
BIBLIOGRAFIA:
1. NOBRE, Carlos, “Fez ontem 20 anos que faleceu o Prof. Doutor Mário Silva”, in Diário de Coimbra, de 14 de Julho de 1997.

MUSEU NACIONAL DE MACHADO DE CASTRO - Dele fazem parte o antigo Paço Episcopal, a Igreja de S. João de Almedina e o Criptopórtico que sustenta os dois edifícios. As galerias foram construídas em pedra de Coimbra, “muros de aparelho médio com abóbadas de betão, lajes e tijolo ... admirável documento da perfeição alcançada na arquitectura aeminiense, podendo considerar-se, até, o mais notável exemplar de edifício civil do País na época imperial avançada” (Inventário Artístico de Portugal – Cidade de Coimbra). Foi Paço dos Bispos desde D. Sesnando (que lhes deu o Forum Romano para habitação e por eles foi embelezado e ampliado), até 1911. Em 1912 é adaptado à função museológica, englobando também a igreja de S. João de Almedina, que a ele já estava anexado desde a Idade Média. A 26 de Maio daquele ano cria-se, por decreto, o Museu que é ali instalado. Abre ao público em 11 de Outubro de 1913, sendo seu primeiro conservador António Augusto Gonçalves. Em 1930 foram identificadas como romanas as galerias que suportam o edifício. No dia 22 de Julho de 1931 é inaugurada a sala “Coimbra Antiga”, espaço de documentação resultante da investigação do diretor do Museu, Virgílio Correia. Em 1932 passa a museu de categoria “regional” e a 18 de Dezembro de 1965 adquire a categoria “nacional”. Em 1975 é concebida uma nova forma de exposição do Cristo Negro, que se mantém. Renova-se a mostra de arte barroca em 1984 e começa o estudo de ampliação do Museu em 1986 (Lino Vinhal in Jornal de Coimbra de 1 de Setembro de 1999). São famosas as coleções orientais do Museu. Originalmente o Museu integrou os bens de extintas casas religiosas da região de Coimbra e o núcleo do Museu de Antiguidades do Instituto de Coimbra. Em 2004, antes das obras de ampliação, o Museu integrava coleções de cerâmica (do século XVI ao século XX), escultura (do período romano ao século XX), mobiliário (séculos XVIII e XIX), ourivesaria (do século I ao século XX), pintura (do século XV ao século XX), têxteis (do século XVI ao século XIX), sobre-saindo a tapeçaria e uma grande diversidade de peças de arte oriental e paramentos religiosos. Peças, sobretudo dos séculos XVII e XVIII que são verdadeiros tesouros, como é o caso do núcleo da Rainha Santa e da Custódia do Sacramento. também um espaço dedicado à reforma pombalina, como é o caso do Livro das Provisões do Marquês de Pombal Em Dezembro de 2012 foi distinguido com o prémio APOM 2012 na categoria de Melhor Intervenção e Restauro, com o restauro da "Última Ceia de Hodart. A ampliação e remodelação do Museu foi inaugurada no dia 11 de Dezembro de 2012. O início do projeto de remodelação foi em 2000, com o lançamento do concurso público, mas a obra  foi iniciada apenas em 2006, " pois foi necessário maturar e definir todas as especialidades do projeto" (Cfr. Jornal AURINEGRA de 21 de Dezembro de 2012). Entre 2006 e 2009 o Museu esteve encerrado com as obras a decorrer. Em 209 foi aberto o Criptopórtico, começando a desenvolver-se o projeto de museologia que foi implementado no acto da reabertura em 11 de Dezembro de 2012. O Museu reabriu com várias coleções em exposição, com destaque para a escultura que ocupa todo o  piso zero do edifício, onde está também a igreja românica de S. João de Almedina e a capela do Tesoureiro. Destacam-se ainda o "Cavaleiro Medieval"  e algumas obras de Mestre Pero, a impressionante "Ultima Ceia" de Hodart e peças de João de Ruão. Noutros pisos existe também pintura de mestres conceituados, coleções de têxteis, cerâmica e um núcleo de ourivesaria que completa o importante tesouro da Rainha Santa Isabel, a que se junta a  imponente custódia do Sacramento. Podemos apreciar ainda desenho, mobiliário, tapeçaria onde se encontra um raro tapete persa, de apenas 16 que existem em todo o mundo. Apesar do aumento da área expositiva, que triplicou com esta remodelação, o Museu tem espólio seu espalhado por museus de todo o país. Por exemplo: 40% das obras expostas no Museu do Oriente, obras expostas  em Vila Viçosa, no Palácio de Queluz, no Colégio da Sapiência em Coimbra, entre outros. No dia 13 de dezembro o Museu foi distinguido com o Prémio de Melhor Museu Português, atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia.
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ARTE BARROCA; COLEÇÕES ORIENTAIS DO MUSEU NACIONAL DE MACHADO DE CASTRO; CRIPTOPÓRTICO; ÚLTIMA CEIA.
BIBLIOGRAFIA:
1. CORREIA, Vergílio & Nogueira Gonçalves, Inventário Artístico de Portugal, Cidade de Coimbra, II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1947, pág. 1.

MUSEU NATURAL - Fundado em 1772. É autor o arquitecto inglês Guilherme Eldsen.
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UNIVERSIDADE DE COIMBRA

MUSEU POMBALINO DE FÍSICA [Ver] MUSEU DA FÍSICA.

MUSEU DAS PRATAS - Em 1923 é incorporado no Museu Machado de Castro.

MUSEU DO TRAJE - Criado no Portugal dos Pequenitos por Bissaya Barreto. Ali estão representadas grandes personalidades da nossa história como: Luís de Camões, vice-reis da Índia Luís XIV de França, o Marquês de Pombal, a Rainha Santa Isabel e grande parte da realeza portuguesa envergando trajes da época como v. g. D. Afonso Henriques, D. Dinis e D. João I. O museu tem também representações de figuras mundialmente célebres como: o Cardeal Richelieu, a imperatriz russa Catarina II, Cleópatra, o pintor El Greco e Napoleão I. Podemos apreciar ainda a evolução do traje ao longo dos tempos até aos nossos dias. Considera-se único no mundo pela forma didáctica como está organizado, virado à educação visual, sobretudo das crianças, servindo-lhes de complemento histórico na apreciação do traje e sua evolução. O Museu tem uma colecção de trajes da vida quotidiana e vários outros adereços como: bengalas, chapéus e toucas, vários leques, óculos de ópera e outras peças de vestuário. O casamento, um serão ou um piquenique, são algumas das manifestações patentes no local. São cerca de três centenas de peças de vestuário em miniatura demonstrativas da evolução do traje a nível internacional, ao longo dos séculos.
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MUSEU DA CRIANÇA; MUSEU DO MOBILIÁRIO; PORTUGAL DOS PEQUENITOS

MUSEU ZOOLÓGICO – Faz parte, com o Museu de Antropologia, o Museu de Botânica e o Museu de Mineralogia e Geologia, da unidade orgânica de História Natural da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Ocupa o primeiro andar do edifício do antigo Colégio de Jesus, com seis salas de exposição numa área de cerca de 3500 metros quadrados. Nasceu em 1772, da reforma dos Estudos Universitários do Marquês de Pombal e da perseverança dos mestres de então que organizavam gabinetes de colecções de História Natural (Zoologia, Botânica, Mineralogia e Geologia) com o objectivo de apoiar o ensino e a investigação. Domingos Vandelli, que veio para Coimbra leccionar as cadeiras de Química e História Natural, foi o organizador e grande impulsionador do Museu, tendo ali deixado as suas colecções. Outras colecções apareceram, designadamente a Colecção Antiga, de origem indeterminada. Constavam de espécies do reino animal e mineral, plantas secas, grande quantidade de frutos secos e sementes. Alexandre Rodrigues Ferreira doou a sua colecção que conseguiu numa missão científica ao Brasil onde esteve 10 anos. Em 1853-54 o Rei D. Pedro V, um grande apaixonado pelas Ciências Naturais, doou ao Museu uma grande colecção de aves e conchas exóticas. José Elydio de Carvalho faz oferta de um grande conjunto de aves brasileiras. Mas também o Prof. da Escola Politécnica de Lisboa, Doutor. J. V. Barbosa du Bocage envia aves em 1867/68. A viúva de Jacinto Silva Mengo oferece uma grande colecção que ficou conhecida por colecção Mengo. Em 1872 Madame Verreux oferece uma magnífica colecção de mamíferos exóticos. Outras colecções foram oferecidas sobretudo no século XIX. O Museu compra e recebe ofertas de colecções que irão servir como centro de investigação das faunas do continente e das colónias, para onde se organizaram viagens com a finalidade de conseguir novos exemplares. Com a criação da Faculdade de Ciências pela 1.ª República em 1911, o então Museu de História Natural passa a ser designado por Museu e Laboratório Zoológico. A partir de 1973 o Museu Zoológico passa a desempenhar a função de centro de educação e de divulgação científica dirigida ao público em geral. Reabriu em 13 de Março de 1998, depois de uma década de obras de restauro e conservação. Tem a maior e mais rica colecção de fauna e um espaço arquitectónico muito belo. Do espólio museológico, o mais valioso do país, fazem parte 650 mamíferos, 3600 aves e 220 ninhos, 350 anfíbios e répteis, 300 peixes e 120 esqueletos – entre eles está o de uma baleia –, 700 conchas, 100 corais, 1800 invertebrados conservados em álcool e 200 mil insectos. Entre os exemplares de animais extintos em Portugal, contam-se a cabra do Gerês e o urso pardo. O museu continua a fazer trabalho de recolha de espécies e faz-se também o trabalho de catalogação dos exemplares que rondam as centenas de milhar e que dão uma imagem da fauna dos quatro cantos do mundo. · No seu vasto espólio contam-se: A Colecção Antiga, importante pela sua diversidade e pelo seu valor histórico que corresponde ao espólio primitivo do museu; a Colecção de Alexandre Rodrigues Ferreira, cientista da Universidade de Coimbra que, durante dez anos, chefiou uma expedição científica ao Brasil, com o objectivo de estudar e recolher peças de quatro estados daquele país; a de D. Pedro V que reúne um conjunto de aves e conchas oferecidas à Universidade por aquele rei, referenciado pela história como um apaixonado, desde criança, pelas ciências Naturais; a Colecção José Elydio Carvalho, que junta um valioso conjunto de aves provenientes do Brasil, a Colecção Barbosa du Bocage, um professor da Escola Politécnica de Lisboa que periodicamente enviava para Coimbra remessas de aves maioritariamente originárias de África; a Colecção Mengo, comprada à viúva de Jacinto da Silva Mengo e considerada, no século XIX, a melhor colecção particular de conchas existentes no país e a Colecção Madame Verraux, constituída por um conjunto importante de mamíferos exóticos.
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MUSEU ANTROPOLÓGICO; MUSEU BOTÂNICO; MUSEU MINERALÓGICO E GEOLÓGICO; UNIVERSIDADE DE COIMBRA
BIBLIOGRAFIA:
1. “O Despertar” de 3 de Abril de 1998.
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