A cobertura radiofónica de campanhas eleitorais

A cobertura radiofónica das campanhas eleitorais – do som ao multimédia

 

Luís Bonixe

Escola Superior de Educação de Portalegre

luís.bonixe@gmail.com

 

Resumo

 

O presente artigo propõe uma reflexão sobre a forma como a rádio portuguesa de informação está a passar pelo processo de migração para o digital verificando a utilização de ferramentas online, elementos multimédia, formas de interacção com os ouvintes e tratamento de temáticas que configurem um novo discurso informativo distinto da rádio tradicional assente unicamente no som. O artigo começa por caracterizar sumariamente as principais transformações que o uso das novas tecnologias de informação acarretam para a política, para o jornalismo e para a rádio. Partindo desse quadro, procurámos perceber como os sites das três principais rádios de informação em Portugal, Antena 1, RR e TSF, fizeram a cobertura das campanhas eleitorais para as Legislativas e Autárquicas em 2009.

A principal conclusão é que os sites estão muito colados à emissão tradicional da rádio, acabando por replicar os temas e protagonistas, acrescentando às notícias sobre as campanhas apenas alguns novos elementos multimédia e ferramentas da Internet.

 

Palavras-chave: Rádio, Jornalismo, Eleições, Portugal

 

 

 

Abstract

This article proposes a reflection on how the Portuguese radio information is going through the process of migration to digital monitoring the use of online tools, multimedia elements, interaction with listeners and treatment of topics that configure a new discourse information distinct from traditional radio based only on sound. The article begins by briefly characterize the main changes that the use of new information technologies lead to politics to journalism and radio. Based on this framework, we tried to understand how the sites of the three major radio stations for information in Portugal, Antena 1, RR and TSF have made the coverage of election campaigns for legislative and municipal elections in 2009. The main conclusion is that the sites are too dependent of the traditional radio and replicate the themes and subjects, adding to the news on campaigns a few new multimedia and Internet tools.

 

Keywords: Radio, Journalism, Elections, Portugal

 

Introdução

Já ninguém contestará que a rádio atravessa um dos seus principais momentos de mudança. Se é certo que o meio radiofónico tem desde o seu aparecimento mudado a programação, a forma de informar e de chegar aos ouvintes, a verdade é que nunca como agora a mudança atingiu o seu código genético que a tem diferenciado e autonomizado ao longo da sua história.

A exclusividade sonora da rádio bem como o contínuo temporal da sua emissão são pela primeira vez colocados em questão com a migração para as plataformas digitais.

A rádio de hoje tem fotografia, vídeo, cor e palavra escrita. Pode ser escutada quando o ouvinte mais lhe convier e onde quiser.

Estas mudanças não podem deixar de nos colocar questões ao nível das rotinas produtivas dos jornalistas, do discurso informativo produzido e dos protagonistas que nele intervém. Do mesmo modo, aquilo que procuramos na rádio e a forma como o procuramos também são matérias que merecem estudo aprofundado.

Estudos de audiência em Portugal (Marktest, 2007) têm-nos revelado que há cada vez mais pessoas que ouvem rádio através da Internet, apesar da escuta principal continuar a ser pela via hertziana. Por outro lado, pelo menos desde 2006, as três principais rádios de informação portuguesas têm investido nos seus sites, sobretudo ao nível visual e de utilização de ferramentas online.

A par destas mutações no seio da própria rádio, há que juntar o permanente questionamento que as novas tecnologias fazem ao jornalismo, sobretudo pela possibilidade que dão a todos nós de sermos também produtores de informação. Naturalmente, que este enredo não estaria completo sem o próprio campo da política e dos políticos que começam a relacionar-se com as ferramentas online de forma mais activa e permanente.

O presente texto pretende olhar para uma nova rádio, em particular a informativa, que nasce a partir da sua presença na Internet. Nesse sentido escolhemos como objecto de análise a cobertura jornalística de duas campanhas eleitorais realizadas em Portugal em 2009: Legislativas e Autárquicas. A escolha do objecto de estudo justifica-se pelo facto de se tratarem de acontecimentos públicos com força suficiente para mobilizarem as redacções e como tal potenciarem estratégias e discursos informativos.

Num cenário de permanente questionamento da própria rádio, do jornalismo e da política, interessa saber como a rádio online fez a cobertura noticiosa destes acontecimentos tão relevantes do ponto de vista da democracia e que características e especificidades a diferenciam do discurso produzido pelo meio radiofónico tradicional.

 

Jornalismo, política e tecnologia

O enfoque dado a polémicas entre candidatos, o tratamento tipo “corrida de cavalos”, a homogeneização do discurso consubstanciada na reduzida diversidade de vozes, protagonistas e temas são alguns dos problemas normalmente apontados à cobertura jornalística de campanhas eleitorais.

Este cenário entra em colisão com a própria especificidade do jornalismo, associado ao longo da sua história à democracia e ao conhecimento da coisa pública porquanto é sua função fornecer instrumentos que permitam aos indivíduos tomar decisões sobre a vida pública. Para Michael Schudson, o jornalismo é a principal força no que diz respeito à construção pública daquilo que é importante (2003:13) o que inclui, naturalmente, a representação mediática das campanhas eleitorais.

Os media noticiosos têm uma enorme responsabilidade na percepção que os indivíduos adquirem do mundo e nessa medida contribuem para reforçar os valores dos próprios cidadãos.

Na última década, pelo menos, é o próprio jornalismo que tem sido colocado em questão no decorrer da emergência de um conjunto de modos de expressão e de protagonistas que ganharam território no espaço público mediatizado.

Este novo cenário decorre, como facilmente se percebe, do acesso facilitado e massificado a ferramentas online que permite que cada um de nós seja, não apenas receptor de informação, mas também produtor. Este cenário não pode deixar de interpelar o jornalismo: “O jornalista vai perdendo o monopólio do jornalismo, enquanto cidadãos, que até bem pouco tempo atrás não tinham como publicar e chegar a grandes audiências, encontram na web formas de comunicar suas mensagens” (Alves, 2006:99).

Paralelamente, os media tradicionais procuram também ganhar esse território sublinhando a sua presença nas plataformas digitais e introduzindo narrativas, linguagens e questionando velhas práticas e rotinas. De uma comunicação de massas, entramos numa comunicação em rede, como sugere Gustavo Cardoso (2009).

Este novo enredo criado pela facilidade e massificação do uso das novas tecnologias da comunicação, onde pontifica naturalmente a Internet, interfere também no próprio campo da política.

Para Sara Bentivegna, a Internet trouxe à relação entre comunicação e política duas novidades: por um lado a sua representação mediática deixa de ser exclusiva dos jornalistas, porquanto outros autores têm agora acesso facilitado ao espaço público; e por outro permitiu a existência de formas directas de interacção entre jornalistas, políticos e eleitores (Bentivegna, 2002:50).

Com efeito, não pode ser ignorado o modo como os protagonistas deste jogo hoje se posicionam – políticos, cidadãos e jornalistas – participando activamente nas redes sociais, criando blogues, interagindo directamente com os eleitores sem mediação jornalística, etc.

É, efectivamente, um novo mundo que se criou a partir de novas relações agora possíveis de estabelecer entre os actores políticos e que questiona também estratégias até aqui tomadas como certas, como sejam as acções de marketing político (Cunha, 2006:143).

 

Jornalismo e Internet

Mas se a Internet com todas as suas potencialidades e ferramentas criou condições para uma mudança nas práticas jornalísticas, a posição manifestada por vários autores leva-nos a crer que a realidade tem demonstrado que a adaptação à nova plataforma tem sido mais lenta do que aquilo que se esperaria.

As principais observações que têm sido feitas configuram um subaproveitamento das potencialidades oferecidas pelo meio online, ainda que se note alguma evolução neste sentido.

Fernando Zamith, que tem estudado o aproveitamento das potencialidades da Internet nos sites jornalísticos em Portugal, considera que “os ciberjornais portugueses de informação geral de âmbito nacional aproveitam menos de um quarto das potencialidades máximas do novo meio” (2008:182).

As questões relacionadas com as políticas de convergência nas redacções, o uso de ferramentas online que configurem novos modelos de tratamento da realidade ou a aposta em conteúdos alternativos que alarguem o campo de escolha dos leitores são algumas das conclusões que alguns autores têm feito sobre a prática jornalística em ambiente online.

Para Ramón Salaverría (2006), a Internet coloca três desafios ao jornalismo: a adopção de novas linguagens, consolidação do jornalismo multiplataforma, rentabilização de novos modelos de negócio na Internet e formação de um novo jornalismo.

O autor considera, no entanto, que há ainda um longo caminho a percorrer nestas matérias. Um dos exemplos é a prática de formas de interactividade entre os utilizadores e os media. Para Salaverría, os meios de comunicação não usam com frequência novas formas de contar as “estórias” e a “posibilidad de establecer un diálogo direto con los lectores, ampliamente utilizada desde hace tiempo por los weblogs, resulta todavía excepcional en los cibermedios” (Salaverría, 2006:132).

A questão da interactividade é, do mesmo modo, sublinhada por Nora Paul ao referir que são poucos os jornalistas que disponibilizam o seu mail nas páginas online de modo a facilitarem um contacto com os leitores. Os que o fazem encontram vantagens nessa prática: “Reporters who do make their e-mail addresses available find that this is a powerful way to stay in touch with their readers, to get story tips and to tap into the expertise of their audience” (Paul, 2005).

Outra das principais observações feitas à realidade do ciberjornalismo tem a ver com aquilo a que os norte-americanos designaram de shovelware, ou seja a prática que consiste em colocar online os conteúdos impressos, sem qualquer adaptação ao novo meio.

Esta parece ser uma das principais questões que marcou a primeira década de ciberjornalismo, como nota Rosental Alves: “Assim, esta primeira década do jornalismo digital foi caracterizada por este pecado original: a simples transferência do conteúdo de um meio tradicional para outro novo, com pouca ou nenhuma adaptação” (2006:94).

Para Hélder Bastos, as razões para o subaproveitamento das potencialidades da Internet por parte das empresas jornalísticas devem ser encontradas nas estratégias (ou falta delas) adoptadas pelas próprias organizações jornalísticas.

 

 

O ciberjornalismo português não conseguiu, pois, afirmar-se em pleno nestes primeiros doze anos, não tendo conseguido investir em meios técnicos suficientes e, sobretudo, em meios humanos. É de corroborar a opinião daqueles que apontam a falta de investimento e o conservadorismo das empresas e dos jornalistas como explicação para o facto de o cibejornalismo português não ter conseguido dar o necessário salto qualitativo. A dificuldade em encontrar modelos de negócio de sucesso, agravada por alguns casos de projectos falhados, parece ter sido determinante para o desinteresse generalizado das empresas portuguesas pelo investimento no ciberjornalismo”. (Bastos, 2009:2556)

 

 

Ou seja, apesar de alguma progressão nas práticas do ciberjornalismo, sobretudo ao nível da introdução de novas narrativas potenciadas pelo uso de ferramentas digitais, a simples existência de tecnologia e o seu acesso não significam só por si a plenitude do seu uso no seio das organizações jornalísticas.

 

Os problemas da rádio

A rádio enquanto meio de comunicação tem um problema: não tem imagem. Este facto ganha ainda maior relevância nos tempos de hoje, claramente dominados pela presença de uma comunicação baseada na imagem.

A rádio, tal como a conhecemos ao longo da sua história, é sonora e temporal. Características que a diferenciam dos outros meios de comunicação e que lhe permitiram retirar dividendos na cobertura de determinados momentos da história mundial.

 A rádio, enquanto dispositivo comunicacional, tem no som o seu principal recurso e isso condiciona a linguagem e discurso produzido. A exclusiva dependência do som transforma, segundo Pérez (2002:62), a rádio num meio pobre em termos de elementos expressivos pois não lhe é possível incluir na sua emissão hertziana palavras escritas ou imagens.

A rádio é sobretudo um meio de comunicação sonoro que ultrapassa, através da inclusão de sons sugestivos, a ausência da imagem e da palavra escrita (Soengas, 2003).

A presença da rádio na Internet, particularmente a informativa que nos interessa no presente texto, introduz uma série de novas características que, no limite, chocam com o próprio conceito de rádio, tal como o conhecíamos.

É, aliás, significativo que o relatório de 2009 do Pew Project for Excellence in Journalism classifique a rádio como uma coisa nova – “um meio chamado áudio”. Sinal de que as coisas estão a mudar.

Para Laurent Gago (2004) há cinco indicadores que diferenciam a nova rádio da rádio tradicional: os indicadores linguísticos (presença da palavra escrita), semânticos (identificação da língua e os diversos assuntos presentes), icónicos (representações gráficas, imagens e fotografias), presenciais (arquitectura do site, cor) e hipertextuais (ligações externas e internas).

A aquisição de novos elementos expressivos é um dos motivos que tem motivado o debate em torno da questão de saber se com a presença na Internet ainda continuamos a falar de rádio.

Para a investigadora brasileira, Nair Prata, a existência de uma nova linguagem deveria implicar um novo conceito de radiodifusão já que “são novos os signos e novas as formas de interação” (Prata, 2006). Já para Mariano Cebrián Herreros, do que falamos não é de rádio, mas de informação sonora acompanhada de outros elementos e de outras ferramentas:

 

 

“No se trata tanto de radio por Internet sino de una información sonora acompañada de otros elementos paralelos escritos y visuales con capacidad de enlaces de navegación, de ruptura del sincronismo para dejar libertad al usuario temporal y espacialmente para que acuda cuando quiera. La radio por Internet es otra cosa diferente a la radio. Habrá que buscar una denominación más precisa” (2001:21).

 

 

A necessidade de um outro conceito de rádio transparece também na contribuição de Nélia Bianco: “pesquisadores da área de várias partes do mundo apontam para a necessidade de uma “reinvenção” do rádio para que possa se adaptar à nova tecnologia” (2003:2).

Mas nem só a apropriação de novos elementos expressivos como resultado da sua presença na Internet, tem motivado um repensar do conceito de rádio. Duas outras características do meio radiofónico são agora postas em causa pela sua presença na Internet: a escuta simultânea (ouvir rádio e fazer outras actividades) e emissão em fluxo.

Ou seja, os ouvintes passam a manter com a rádio um novo relacionamento, diferente daquele que mantêm com o meio hertziano.

Para Rosental Alves com a Internet não faz sentido continuarmos à espera de uma hora fixa para ouvir notícias. “Se vou escutar um pacote de notícias, será um pacote que eu forme, de acordo com meus interesses, para ser consumido na hora que eu quiser, onde eu quiser” (Alves, 2006:97).

O que transparece é, no entanto, a ideia de que Internet e rádio são aliados a vários níveis. Técnico e tecnológico com a não limitação do espectro podendo chegar a vários pontos do globo com custos mais reduzidos (Penafiel Saiz, 2002:28); de relação com os ouvintes possibilitando ferramentas novas que não estavam ao dispor do meio como chats, fóruns de discussão online, arquivos ou comentários dos ouvintes às notícias; e por fim favorece a experimentação de novas modalidades de expressão para além do som (Saiz, 2002:29; Prata, 2006), como a utilização do vídeo, de cores ou de infografia.

 

O jornalismo radiofónico português na net

Os sites das rádios informativas portuguesas disponibilizam hoje um conjunto de serviços e ferramentas que apenas complementam a oferta da rádio hertziana.

Este dado é relevante na medida em que a rádio informativa portuguesa, apesar de levar muito a sério a sua presença na Internet, continua a privilegiar e a organizar-se em função da sua emissão tradicional (Bonixe, 2009: 392)

Falta acentuar políticas de convergência nas redacções das principais rádios de informação portuguesas, pois os sites são actualizados e dinamizados por uma equipa de jornalistas que tem a seu cargo essas funções e não outras. A restante redacção, que tem incomparavelmente mais jornalistas, trabalha sobretudo com vista a cumprir os ciclos informativos determinados pelos noticiários e programas da estação (Bonixe, 2009:392).

A aplicação das rotinas jornalísticas ao meio rádio em função do “anytime” e do “anywhere” ainda não é a principal orientação nas redacções das três principais rádios de informação em Portugal, mas deve ser assinalado o facto de a rádio de informação em Portugal dar mostras, nos últimos anos, de querer estar presente de forma muito vincada na Internet. Exemplo disso são as frequentes propostas informativas que confirmam uma relação de complementaridade entre a emissão tradicional e o site da rádio bem como um cenário de extensão do produto radiofónico à plataforma digital: há programas que começam na rádio e acabam na net.

A dependência dos sites da matéria informativa difundida na rádio é muito grande, apesar de no online receberem um tratamento diferente com a introdução de outras ferramentas para além do som.

O online representa para a rádio portuguesa de informação uma plataforma muito importante para a sua afirmação no contexto mediático, mas carece tal como referem os investigadores do Obercom num estudo realizado em 2006, ainda de vencer uma batalha: Essa é a de convencer, os que apenas a ouvem fora da Internet e navegam na web regularmente em busca de notícias, que os sites da rádio são os que melhor servem o propósito da rapidez, complementaridade e aprofundamento de informação no mundo on-line (Amaral et al, 2006).

 

Metodologia e caracterização do corpus

No presente estudo foram analisados os sites das três principais rádios de informação portuguesas, Antena 1, TSF e Renascença, nos períodos das campanhas eleitorais para as eleições Legislativas (13 e 25 de Setembro de 2009) e Autárquicas, (29 de Setembro e 9 de Outubro de 2009) com o objectivo de identificar as estratégias online, temas e protagonistas da cobertura noticiosa feita nos sites das três principais rádios de informação portuguesas: Antena 1, Renascença e TSF.

Para a presente investigação formulámos as seguintes hipóteses:

a) A rádio informativa na Internet não é limitada temporalmente e isso abre espaço para a presença de mais temas e de protagonistas das notícias;

b) A rádio informativa na Internet potencia um acesso mais facilitado dos utilizadores e isso cria novos espaços de participação no próprio processo informativo;

c) A rádio informativa na Internet não é exclusivamente sonora, permitindo assim o uso mais diversificado de elementos expressivos.

Foram analisados 232 itens noticiosos disponibilizados nos períodos acima descritos nas páginas dedicadas à cobertura das campanhas eleitorais dos sites da Renascença e TSF e posteriormente quantificados com o objectivo de verificar a frequência com que ocorreram. A análise efectuada incidiu sobre o uso de elementos expressivos, tema principal e protagonista dos itens noticiosos. Excluímos desta análise os itens noticiosos referentes às campanhas colocados na página da Antena 1, uma vez que se tratam apenas dos sons já emitidos na rádio, sem qualquer tratamento destinado ao online.

Foram igualmente analisadas as páginas dos sites dedicadas à cobertura das campanhas eleitorais referidas, com o objectivo de identificar serviços, ferramentas, uso de redes sociais destinadas à cobertura noticiosa das campanhas eleitorais referidas.

Relativamente ao corpus de análise, escolhemos as três principais rádios de informação portuguesas com página na Internet: Antena 1, Renascença e TSF.

A Antena 1 tem a particularidade de estar alojada no site da RTP – a televisão pública portuguesa. Ou seja, há aqui uma clara estratégia de grupo que passa por colocar no mesmo site todos os meios audiovisuais do serviço público em Portugal. Deste modo, a par da Antena 1, encontramos as páginas online das restantes emissoras públicas de rádio, bem como dos canais televisivos.

O site da TSF é um dos mais antigos no contexto da rádio portuguesa. Foi criado em 1996 (Amaral et al, 2006) e já passou por diversas reformulações. É um site que, tal como a própria rádio hertziana, tem nos conteúdos informativos a sua principal aposta. A tsf.pt foi precursora no contexto radiofónico português na utilização de algumas ferramentas web como é o caso do podcast.

 A Renascença é outra das estações de rádio portuguesas com uma longa presença na Internet, desde 1995. Tratando-se a RR de uma rádio generalista, com conteúdos informativos e musicais, o site é o espelho dessa prática. O território informativo, que é o que nos interessa no presente texto, tem a particularidade de ser entre os sites aqui analisados, o que tem a maior presença de elementos multimédia com uma significativa aposta ao nível do vídeo.

Por fim, o contexto específico das campanhas eleitorais para as Legislativas e Autárquicas concedeu-nos alguns aspectos que convém referir. No caso das legislativas, registam-se as candidaturas de vários movimentos de cívicos e nas autárquicas várias candidaturas independentes. Factos que só por si aumentam o interesse pela forma como os media retrataram as referidas campanhas, uma vez que a existência de um novo espaço para o discurso mediático – Internet – aliado a novos protagonistas na cena política poderia criar condições para uma diversificação e abertura do debate político.

 

As campanhas nos sites - um espaço para a experimentação

A Internet, enquanto plataforma de difusão de conteúdos, entrou no quotidiano das três principais rádios de informação portuguesas. Não há dúvidas quanto a isso. As páginas são actualizadas diariamente, e várias vezes ao dia, e tanto a Antena 1, a TSF e a Renascença têm hoje equipas dedicadas para a actualização dos conteúdos noticiosos nos respectivos sites.

As campanhas eleitorais são eventos mobilizadores das redacções e suficientemente relevantes para potenciarem a alteração das rotinas produtivas dos jornalistas. Isso é perfeitamente identificável na emissão tradicional da rádio, já que estes períodos informativos são motivo para a introdução de programas dedicados, de especiais de informação, de entrevistas e de jornais temáticos.

A Internet, enquanto plataforma de difusão de conteúdos, faz também parte destas estratégias de cobertura dos eventos. Não é só na emissão tradicional da rádio que se notam modificações, estas ocorrem também nos próprios sites e isso não foi excepção nos casos que aqui estudámos.

Antena1, TSF e Renascença criaram páginas dedicadas para a cobertura das eleições Legislativas e Autárquicas. Como já aqui se referiu, o serviço público de radiodifusão tem as suas particularidades e neste caso também as apresentou, uma vez que a página dedicada às eleições era conjunta com a RTP.

Durante a análise efectuada aos sites, verificámos que momentos de fertilidade informativa como são as campanhas eleitorais servem para levar a efeito experiências ao nível da criação de serviços e utilização de novas ferramentas.

Por exemplo, no site da RTP era possível consultar os resultados das eleições Legislativas portuguesas desde 1975. Foram também os jornalistas da RTP (em conjunto com a Antena 1) que desenvolveram o acompanhamento da campanha através do jornalismo móvel (Mobile Journalism – MOJO), esta experiência já tinha sido levada a cabo nas eleições europeias e teve continuidade nas Legislativas e nas Autárquicas. A cobertura das eleições no site da rádio pública incluiu ainda a presença nas redes sociais como o Twitter.

A reiterada aposta numa linguagem multimédia no site da Renascença (presença de texto, som, fotografia e vídeo) e a campanha em imagens da Renascença foram alguns dos exemplos criados no site da emissora católica.

Também a TSF, para além da página dedicada, criou para a campanha para as Legislativas um espaço no qual os ciberouvintes poderiam enviar vídeos da campanha, uma experiência que não teve continuidade nas Autárquicas.

Apesar de significarem alguma frescura na oferta de serviços, e nalguns casos de conteúdos, a verdade é que muitas destas iniciativas terminaram com o fim das campanhas.

 

A expressividade nas notícias das campanhas

Para Paul Bradshaw (2007), há várias razões para que o som não desapareça dos sites, apesar da cada vez maior presença da imagem. Para o autor, o som transmite a ideia de presença, promove o debate através da presença de várias vozes, transmite emoção, atribui contexto e, no caso do podcasting, representa uma forma cómoda de distribuição para o utilizador.

O som representa uma característica genética da rádio tradicional. Na rádio tudo tem que soar (Medtisch, 1999) e essa circunstância acaba por influenciar o próprio discurso jornalístico radiofónico (Bonixe, 2009).

Um dos principais desafios que a rádio informativa tem para enfrentar com a sua migração para as plataformas digitais é justamente a adequação das suas práticas, estratégias e rotinas a um novo ambiente que se caracteriza pela existência de uma linguagem já não apenas sonora, mas multimédia.

Apesar desta multiplicidade de recursos expressivos de que esta nova rádio pode agora usufruir, é o som que continua maioritariamente a ser utilizado nas peças jornalísticas disponibilizadas online. Este dado, verificado na análise que efectuámos, está relacionado com a forte dependência que os sites das rádios informativas portuguesas ainda têm da sua emissão hertziana, onde o som é naturalmente predominante.

No caso da cobertura noticiosa das campanhas para as legislativas e autárquicas portuguesas de 2009, verificámos que os itens noticiosos colocados online nos sites da Renascença e da TSF têm sobretudo som, em detrimento de vídeos, infografias ou até fotografia.

O quadro I mostra os valores apurados relativamente ao uso do som nas peças analisadas.

Verificamos que em particular a TSF depende muito mais do som do que a Renascença, que apresenta números mais reduzidos, mas que em compensação utiliza muito mais outros elementos expressivos, em particular o vídeo. No caso da Antena 1, que não aparece no quadro, a utilização do som é de 100 por cento, uma vez que, tal como referimos, todas peças colocadas online são as que passaram na rádio, sem modificações.

 

Quadro I – Número de peças analisadas com e sem som associado

 

Legislativas

 

Autárquicas

 

Com som

Sem som

Com som

Sem som

RR

85

52

90

5

TSF

87

1

60

9

 

Em relação à TSF e Renascença, os sons utilizados são também os que a rádio já emitiu. Trataram-se nos casos estudados dos sons protagonistas dos acontecimentos, permitindo ao utilizador a sua escuta de modo isolado e não integral (jornalista e protagonista). Os sons cumprem a mesma função dos registos magnéticos (RM) da rádio hertziana, que é a de veicular uma opinião/esclarecimento dos protagonistas dos acontecimentos. Nos casos estudados, não foram utilizados podcasts dos sons das notícias.

Se o som foi o principal elemento expressivo das notícias sobre as campanhas eleitorais em análise, deve registar-se também a presença do vídeo, sobretudo na Renascença.

Neste campo, o site da emissora católica destacou-se ao disponibilizar na sua página dedicada às eleições um espaço multimédia com vários vídeos das campanhas. O uso de gráficos de barras foi outro recurso utilizado nos sites, com destaque para a Renascença e Antena 1 que assim facilitaram a leitura de resultados de eleições anteriores, ajudando também a fornecer uma perspectiva da eleição de deputados (no caso das Legislativas). Outros recursos como sejam as infografias são menos frequentes e encontrámos apenas no site da emissora católica.

 

Interacção – uma história de pouco sucesso

A interactividade que, curiosamente tem sido ao longo da história da rádio um dos seus principais argumentos, aparece neste novo contexto do online, claramente num plano secundário. Apesar de esta ser uma das principais características da Internet e apontada por vários autores (Amaral et. al, 2006) como uma mais-valia para a rádio, o que constatamos é que a interactividade tem merecido por parte dos sites da rádio informativa portuguesa pouca atenção.

Nos períodos das campanhas eleitorais, só no site da Renascença era possível deixar comentários directamente nas notícias.

No caso da TSF, os comentários poderiam ser feitos de dois modos: no espaço dedicado ao Fórum da TSF, um programa da rádio também disponível online, ou via mail para a redacção de forma indiferenciada. A rádio de serviço público não permite comentários.

Ao nível da interacção, a campanha foi palco para a criação de blogues que, de algum modo, acabaram por potenciar formas de participação por parte dos ouvintes/utilizadores.

Mas é curioso verificar que, por exemplo, a abertura de canais de participação dos ouvintes através do chamado “Jornalismo do Cidadão” está praticamente ausente dos sites das rádios portuguesas, tendo-se registado apenas alguns exemplos esporádicos, como o que sucedeu com a TSF durante a campanha eleitoral para as Legislativas portuguesas em que solicitava aos utilizadores o envio de vídeos sobre a campanha.

A abertura de fóruns de discussão ou chats também não fez parte das estratégias de cobertura de ambas as campanhas eleitorais.

 

Temas e protagonistas

A análise às notícias disponibilizadas nos sites da Renascença e da TSF (excluímos aqui a página da Antena 1 pelas razões já referidas na Metodologia) permite-nos constatar que a cobertura noticiosa seguiu os padrões identificados em outros estudos do género privilegiando a troca de críticas entre os adversários políticos concorrentes, dando prioridade a acções de campanha e valorizando os actos e intervenções dos líderes dos principais partidos políticos portugueses.

Partindo da identificação dos protagonistas das peças, verificámos que em ambas as campanhas eleitorais, os sites das rádios optaram por privilegiar os líderes partidários dos principais partidos concorrentes às eleições. Nas Legislativas, os líderes partidários são protagonistas de 64,23% na RR e 76,14% na TSF, enquanto que nas Autárquicas os valores descem consideravelmente: 15,79% no site da emissora católica e 21,74% no sítio online da rádio informativa.

Se esta situação é normal no caso das Legislativas, pois os líderes partidários são normalmente também candidatos, já nas autárquicas isso não sucede. Mesmo assim, os sites privilegiaram as peças focalizadas nos líderes dos partidos o que só não se verificou nos casos dos dois maiores partidos portugueses. Assim, nas peças sobre o PS e PSD são os candidatos às câmaras municipais que predominam, particularmente os candidatos à autarquia de Lisboa.

Um dado que nos parece interessante relativamente à campanha para as autárquicas diz respeito à amplitude geográfica da cobertura noticiosa. Com efeito, a análise às peças colocadas online nos sites da Renascença e TSF permite-nos construir um mapa noticioso muito restrito, pois RR e TSF apresentam valores na ordem dos 40% no que diz respeito a peças referentes às eleições para a câmara de Lisboa e 15,79 (na rr.pt) e 17,39% (na tsf.pt) relativamente à autarquia portuense. Onde os sites divergem profundamente foi na cobertura dos restantes concelhos do país. A Renascença disponibilizou 32,63% de peças referentes às eleições noutros concelhos do país, enquanto que na TSF apenas 13,09% das notícias analisadas se referiram a concelhos que não Lisboa e Porto.

 

Quadro II – Peças online sobre partidos/movimentos/independentes concorrentes às eleições

 

Legislativas

 

Autárquicas

 Partidos/Movimentos

RR

%

TSF

%

RR

%

TSF

%

BE

23

16,79

16

18,18

4

4,21

5

7,25

CDU

22

16,06

17

19,32

6

6,32

6

8,70

CDS-PP

21

15,33

15

17,05

3

3,16

3

4,35

PS

30

21,90

20

22,73

31

32,63

24

34,78

PSD

32

23,36

19

21,59

34

35,79

28

40,58

Movimentos e outros

9

6,57

1

1,14

17

17,89

3

4,35

Total

137

100,00

88

100,00

95

100,00

69

100,00

 

Outra conclusão que resulta da análise às peças colocadas online é que os movimentos cívicos concorrentes às eleições tiveram uma representação mediática muito reduzida nos sites das rádios estudadas. A TSF praticamente ignorou estas candidaturas nas notícias online, já a Renascença colocou online as entrevistas feitas na rádio (e gravadas também em vídeo) aos respectivos líderes. Em relação ao tema principal das notícias disponibilizadas nos sites da Renascença e TSF também verificámos a tendência de privilegiar as acções de campanha, os discursos inflamados em jantares e as críticas aos adversários, como mostra o quadro III.

 

Quadro III – Tema principal das peças online

 

Legislativas

Autárquicas

 

RR

%

TSF

%

RR

%

TSF

%

Temas públicos

47

34,31

28

31,82

20

21,05

19

27,54

Campanha

41

29,93

25

28,41

34

35,79

32

46,38

Criticas a adversários

32

23,36

22

25,00

16

16,84

13

18,84

Promessas eleitorais

8

5,84

13

14,77

0

0,00

0

0,00

Outros

9

6,57

0

0,00

25

26,32

5

7,25

Total

137

100,00

88

100,00

95

100,00

69

100,00

 

No entanto, verifica-se que na cobertura da campanha para as Legislativas foi dada mais atenção aos temas públicos do que nas Autárquicas, mas em ambas verificamos que o número de peças com enfoque em críticas a adversários políticos é igualmente significativo.

Ou seja, apesar da presença da rádio na Internet poder significar mais espaço e tempo para a presença de mais vozes, de temas, e até de uma maior abertura ao nível da representação geográfica do país, pelo menos nestes casos que aqui analisamos, tal não sucedeu.

Neste particular, a rádio informativa portuguesa segue os mesmos padrões verificados noutros estudos, como nota Penafiel Saiz em relação ao caso espanhol: "(...) son pocos los productos innovadores que se difunden por Internet, pues la gran mayoría de los programas son meras cópias de los ya existentes e incluso se simultanean los mismos programas por ambos medios".

 

Conclusão

As campanhas eleitorais para as Legislativas e Autárquicas realizadas em 2009 em Portugal representaram um espaço para a introdução de novos serviços e ferramentas nos sites de informação das rádios Antena 1, TSF e Renascença, mas revelou que a presença da rádio informativa na Internet continua muito dependente da emissão tradicional.

Com efeito, os temas e protagonistas das notícias são os mesmos que se ouviram na rádio tradicional. O site serve, tão-só, como caixa de ressonância daquilo que se ouviu na emissão tradicional, ainda que se acrescentem ferramentas, serviços e funcionalidades que a rádio sonora naturalmente não poderá disponibilizar, como seja a introdução de vídeos, infografias, gráficos, etc.

A rádio informativa, partindo da análise à cobertura noticiosa das campanhas eleitorais, não aproveitou cenários que a Internet lhe proporciona para alargar a sua representação do mundo. Tempo indeterminado e espaço ilimitado nos sites não significam mais temas e novos protagonistas, apesar do cenário das campanhas o ter permitido, com a candidatura de vários movimentos cívicos, por exemplo.

A cobertura nos sites representou, por outro lado, um espaço de experimentação, mas que adquiriu um carácter temporário, uma vez que alguns desses serviços e ferramentas disponibilizados nos sites deixaram de ser utilizados com o fim das campanhas eleitorais.

São os casos descritos ao longo do presente texto do Mobile Journalism do grupo RTP, onde se inclui a Antena 1 ou do convite aos ouvintes para o envio de vídeos da campanha no caso da TSF.

Esta situação demonstra que faltam ainda políticas sólidas no que diz respeito a um maior aproveitamento das potencialidades da Internet quer para o jornalismo em geral, quer para a rádio em particular que não dependam de momentos informativas mais férteis, como é o caso das campanhas eleitorais. Mas este cenário mostra também que o ambiente online é parte integrante da rádio, pois tal como no meio hertziano, as campanhas eleitorais são momentos para a alteração de rotinas e introdução de ofertas de programação.

A presença da rádio informativa portuguesa na Internet tem-se pautado nos últimos anos por um assinalável dinamismo, sobretudo ao nível da introdução de ferramentas e serviços, mas no que diz respeito aos conteúdos noticiosos continua muito dependente do que a rádio tradicional transmite, dando, porventura razão a Mary Jackson Pitts (2003) quando afirma que os factores tradicionais que determinaram o que é notícia nos media offline continuam a estar presentes nos media online.

 

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l�.mQP.-..�+.�*.'font-size:10.0pt'> voltada para a área de informática. A IBM fabrica e vende hardwares e softwares, oferece serviços de infra-estrutura, hospedagem e consultoria nas áreas que vão desde computadores de grande porte até a nanotecnologia. Disponível em: <http://www.ibm.com/br/ibm/history/?section=tier650&position=61_1&referral=1&client=0>

[43]            Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) é uma empresa pública brasileira, vinculada ao Ministério da Fazenda. Foi criada no dia 1º de dezembro de 1964, pela Lei nº 4.516, com o objetivo de prestar serviços em Tecnologia da Informação e Comunicações para o setor público. Disponível em: <http://www.serpro.gov.br/instituicao/quem>

[44]              Disponível em: <http://samadeu.blogspot.com/2008/06/senador-quer-criminalizar-fansubbers.html> Último acesso: 20 de abril de 2010.

[45]            Nas próximas citações, a fonte será abreviada para S.F.: I.P.S.A.P.P.S.

[46]            Centro de Tecnologia e Sociedade. Comentários e sugestões sobre o Projeto de Lei de Crimes Eletrônicos (PL n. 84/99). Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas. Disponível em: <http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2008/09/estudo_cts_fgv_pl_crimes_eletronicos.pdf>

 

[47]            Vide a transcrição do artigo 22 no ponto 1.7

[48]            OBSERVATÓRIO DO DIREITO À COMUNICAÇÃO. Sociedade civil mobiliza-se contra PL-89 (Lei Azeredo). Publicado em: 30 de julho de 2008. Disponível em: <http://www.cultura.gov.br/site/2008/07/30/sociedade-civil-mobiliza-se-contra-pl-89-lei-azeredo/> Último acesso: 11 de março de 2010.

[49]            BOLETIM G-POPAI. Projeto de Lei sobre crimes eletrônicos pode criminalizar usuários de internet. Publicado em: 7 de julho de 2008. Disponível em: <http://www.gpopai.usp.br/boletim/article17.html> Último acesso: 11 de março de 2010.

[50]            Disponível em: <http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html>

Ċ
Media, Jornalismo e Democracia 2010,
01/09/2010, 02:58
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