O Ministério Posterior de Jesus


10 lições sobre a última parte da vida de Jesus

Lição 1

Jesus Acalma a Tempestade

Mateus 8:23-27; Marcos 4:36-41; Lucas 8:22-25

 

Versículo: Efésios 6:18a

 

Jesus dorme no barco

 

      Jesus e os Seus discípulos estavam num barco cruzando o Mar da Galileia. Jesus foi para a popa do barco, deitou-se e logo caiu em pesado sono. Uma brisa leve soprava fácil e suavemente sobre a superfície da água, e tudo estava calmo e quieto. Parecia um dia comum no Mar da Galileia. Então, de repente, o tempo mudou. Nuvens baixas e ameaçadoras se formaram e vieram avançando rumo ao barco cada vez mais. O vento começou a uivar e os discípulos compreenderam que uma tempestade violenta estava prestes a desencadear-se.

 

A tempestade ruge

 

      Um vento cada vez mais forte começou a soprar, levantando grandes ondas que varriam o barco. Os trovões estrondeavam e os relâmpagos rasgavam as nuvens de cima para baixo, riscando os céus com seu clarão cegante. Quando virem os relâmpagos riscarem o céu na vertical, de cima para baixo, é sinal de que a tempestade vai se aproximando. Se o risco for na horizontal, é porque a tempestade está indo embora. Esses relâmpagos, como dissemos, riscavam de cima para baixo, na vertical.

      A tempestade era tão violenta que até os discípulos que conheciam o Mar da Galileia desde a infância e cresceram pescando nele, ficaram cheios de medo. O barco começou a encher-se d’água, e eles viram que as suas vidas estavam em grande perigo e que todos iriam morrer afogados. Estavam totalmente à mercê do poder da tempestade, sem poder controlar o barco, embora remassem com todo o vigor, com toda a sua força. Acharam mesmo que o barco logo iria partir-se em pedaços.

      Então se lembraram de Jesus. Ele ainda dormia. Nem os mais altos trovões O tinham acordado, nem O perturbaram as ondas que faziam o barco rolar, sacudir e ser jogado dum lado para o outro como se fosse uma casca de melancia. Jesus continuou a dormir calmamente durante toda essa confusão e perigo. Seus discípulos ficam espantados, e nem podem crer no que viam.

      Em desespero, os discípulos acordaram Jesus, gritando acima do barulho das ondas tempestuosas: “Mestre, não Te importas que estejamos todos a perecer, prestes a afogar-nos?”

 

Jesus repreende a tempestade

 

      Quando Jesus acordou, levantou-se e olhou as ondas espumejantes, enormes, e o céu escuro e raivoso. Então Ele disse, com voz de comando: “Tempestade, acalma-te! Aquieta-te!” De repente, com a mesma rapidez com que surgira, a tempestade desapareceu. O vento e as ondas se acalmaram e o mar ficou tranquilo.

      Com palavras gentis de censura, Jesus disse a Seus discípulos: “Por que estais com medo? Não tendes fé?”

      Os discípulos não puderam responder a essas perguntas e murmuraram, cheios de espanto e admiração, uns para os outros: “Quem é Este, que até o vento e as ondas O obedecem?”

      Não é de admirar que os discípulos tenham ficado cheios de temor reverencial! Jamais ouviram antes de alguém que pudesse comandar o vento e as ondas dessa maneira. O acontecimento foi quase semelhante a semana da Criação, quando Deus disse: “Haja luz; haja um firmamento; haja luzes brilhantes no céu; que as águas se encham de peixes e que os céus se encham de pássaros,” e o mundo foi criado a Seu comando. Agora o Criador falou de novo, e a criação reconheceu-Lhe a voz.

      Ele ainda é o mesmo Deus poderoso, potente, amoroso e cuidadoso, que tem toda a autoridade no céu e na terra, e pode também acalmar as tempestades que se formam em nossas vidas. Quando terríveis tentações nos assaltam com tal intensidade e rapidez que achamos que teremos de ceder e ser derrotados, podemos invocar o Seu nome e Ele virá em nosso socorro, comandando a vitória, pois já a obteve para nós no Calvário. Quando nos sentimos invadidos pelas dificuldades, preocupações, problemas, solidão e frustrações, ou quando nos sentimos abandonados e com medo, podemos, em nosso desespero, invocar o Seu nome: “Senhor, socorre-me; não Te importas que eu esteja quase a submergir, a afogar-me?”

      Imediatamente Ele virá em nosso socorro e comandará paz e quietude aos nossos corações, dizendo: “Não temas, sou Eu; não tenhas medo. Eu posso solucionar qualquer problema ou dificuldade; tenho a resposta a todas as suas necessidades. Entregue tudo a Mim e confie em Mim.” Então a tempestade em nossos corações se acalma e a sua tranquilidade e a Sua paz encherão as nossas almas. Jesus é o mesmo “Ontem, hoje e para todo o sempre.” Da mesma maneira que demonstrou ser o Senhor dos ventos e das ondas num passado tão distante, ele será o Senhor de nossas vidas, controlando as tempestades e os furações que algumas vezes rugem dentro de nós. Basta que O deixemos entrar em nossos corações, entregando-nos completamente em suas mãos.

      Talvez haja momentos que possam dar lugar a que você pense: Deus está a dormir. Você se pergunta por que Ele não faz alguma coisa para solucionar seu problema. Mas será que você O invocou e pediu Seu auxílio? Clamou aos céus e Lhe pediu a solução? Precisamos de chamá-Lo depressa. Se O aceitou como seu Salvador, então saiba que Ele está no barquinho da sua vida. Ele está nele e se acha pronto a socorrer tão logo você invoque o Seu nome. Ele repreende as tempestades do medo, da dúvida, das preocupações, da solidão, e tudo se acalmará. Por que, então, não ir a Ele em oração?

 

 

Lição 2

A Transfiguração

Mateus 16:13-20, 17:1-19; Marcos 8:27-30; 9:2-10;

Lucas 9:18-20, 28-36

 

Versículo: II Timóteo 3:16

 

A grande confissão de Pedro

 

      Quando Jesus viveu na terra, ninguém podia concluir que Ele era o divino Filho de Deus e Rei da Glória só pelo facto de vê-Lo. Sua aparência era a de um judeu típico e comum. Não usava vestes reais ou vestes brancas, embora os quadros que fazem dEle o pintem em vestimenta branca, só para que saibamos que Ele é Jesus. Ao olhá-Lo o povo a Seu redor não sabia que Ele era diferente das outras pessoas. As palavras que proferia e os milagres que realizava, levavam, no entanto, o povo a compreender que Ele não era apenas um homem comum.

      Certo dia Jesus perguntou a Seus discípulos: “Quem dizem os homens que Eu Sou?”

      “João Baptista,” responderam eles, “Ou Elias, ou um dos antigos profetas que ressuscitou dos mortos.”

      Então Jesus virou-se e fez a eles esta pergunta de importância máxima: “E vós, que dizeis que Eu sou?”

      De maneira ousada e firme, Pedro respondeu por todos os discípulos, declarando: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo.” Jesus muito agradou-se da resposta de Pedro e disse: “Bem-aventurada sejas tu, Pedro, pois não chegaste a essa conclusão por ti mesmo - Deus a revelou a ti.”

      Mesmo nos dias actuais muita gente nos diz que Jesus foi o Profeta mais maravilhoso que o mundo jamais conheceu, o Professor mais capaz que jamais ensinou, Aquele que viveu a mais bela vida jamais vivida, mas eles param aí e não fazem a confissão: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo.” Contudo, é preciso de salientar que somente esta confissão satisfará Deus, o Pai. Nossa salvação eterna depende de crermos que Jesus é Deus, o Filho.

      Em seguida Jesus disse a Seus discípulos algo que os perturbou: “Em breve devo ir a Jerusalém, onde serei maltratado pelosl íderes religiosos e morto, e no terceiro dia Eu ressuscitarei de novo.”

      Pedro ficou for a de si quando ouviu isso, repreendendo Jesus abertamente ao dizer: “Não fales assim, Senhor. Isso nunca Te acontecerá!”

      Então Jesus repreendeu a Pedro, dizendo: “O Satanás foi quem ditou essas tuas palavras; não estás a pensar os pensamentos de Deus; estás a querer tirar conclusões por tua conta.”

      Jesus sabia que o diabo tem ódio à Cruz e tenta fazer com que outros a desprezem também. “Para trás, Satanás,” Jesus disse a Pedro; “Porque não cogitas das coisas de Deus, e, sim, das dos homens.” Pedro estava a pensar e falar como pensam e falam os homens, mas não como Deus.

 

Jesus leva Pedro, Tiago e João à alto monte

 

      Seis dias depois dessa conversa com os discípulos, Jesus levou a Pedro, Tiago e João com Ele ao topo de um alto e solitário monte para orar. À medida que subiam o monte, podiam ver os vales, florestas, campos e vinhedos abaixo.

      Subiram cada vez mais alto pela ladeira íngreme do monte, até que se cansaram. Quando, finalmente, alcançaram o cume, Jesus parou e os discípulos se sentaram, exaustos, mortos de vontade de deitar e descansar. De facto, logo adormeceram.

 

Enquanto eles dormiam, o semblante de Jesus se alterou

 

      Mas Jesus não dormiu. Em vez disso, Ele se ajoelhou em oração para falar com seu Pai Celestial. Nas Escrituras, vemos muitas vezes Jesus orando a Seu Pai Celestial. E se Ele orava tantas vezes, nós, muito mais, precisamos de orar ao Pai e ouvi-Lo enquanto lemos a Sua Palavra.

      Como os olhos dos discípulos estavam “pesados de sono”, eles quase perderam a cena mais maravilhosa que seus olhos humanos jamais veriam. Já tinham visto Jesus orando muitas vezes antes, mas nunca desta forma. De repente, quando olharam, viram o rosto de Jesus brilhando como o sol e as suas roupas brancas resplandecendo, luminosas. Parecia um Rei - mais do que isso, parecia um Deus! Dum modo muito especial, a glória interna brilhou através de Suas vestes, e Ele apareceu em glória radiante, como nós ainda O veremos quando estivermos diante dEle um dia.

 

Moisés e Elias aparecem com Jesus

 

      Então os discípulos viram algo que muito os assustou, visto que a esta altura dos acontecimentos eles estavam bem despertos, bem acordados. Dois homens estavam de pé ao lado de Jesus - um era Moisés e outro, Elias. Ambos, Moisés e Elias, tinham vivido na terra, tendo sido recebidos no céu muitos anos antes.

      Deus enviou Moisés e Elias ao monte para falar com Jesus sobre o próprio sofrimento de Jesus e a Sua morte no Calvário, o que logo deveria acontecer em Jerusalém. For a deste facto que Jesus falara a Seus discípulos. Moisés e Elias estavam altamente interessados no acontecimento, por tratar-se dum importante evento na história eterna. Por toda a eternidade, é disto que falaremos - o grande amor de Jesus, que O fez de bom grado morrer por nós na Cruz do Calvário.

      Enquanto Moisés e Elias permaneciam a falar com Jesus, Pedro, cheio de confusão e sem mesmo saber o que dizia, explodiu: “Mestre, é maravilhoso para nós estarmos aqui e presenciar isto! Faremos três grandes tendas - uma par aTi, uma para Moisés e uma para Elias! “Coitado do Pedro! Estava sempre a falar sem ser chamado, por achar que deveria dizer alguma coisa. Pedro não compreendeu que em momentos tão sagrados assim é sempre mais prudente ficar de boca fechada, sem dizer nada. Jesus não respondeu â proposta de Pedro - fazer as três tendas.

      Enquanto Pedro falava, uma nuvem brilhante veio e cobriu o grupo, encobrindo o sol, e da nuvem uma voz falou: “Este é Meu Filho amado, em Quem tenho muito prazer; escutai-O.” Deus o Pai proclamou novamente Jesus como Seu Filho, como já fizera por ocasião do baptismo de Jesus no Rio Jordão.

      Aterrorizados pela nuvem que os encobriu, os discípulos caíram de rosto. Jesus veio e tocou em cada um deles, dizendo suavemente: “Levantai-vos; não vos atemorizeis, não tenhais medo.” Jesus, mesmo em Sua resplandecente glória, não se esqueceu de Seus discípulos, que tremiam. Ele conhece cada um dos temores de cada coração e sempre cuida de Seus filhos.

 

Os discípulos só vêem a Jesus

 

      Quando os discípulos se ergueram e olharam ao redor, a nuvem havia desaparecido, do mesmo modo que Moisés e Elias. Só viram a Jesus. Deus o Pai quis fazer-lhe saber que Jesus, o Filho de Deus, era muito mais importante que Moisés e Elias. E hoje em dia Deus ainda quer que saibamos que Jesus é maior que todos os personagens bíblicos; que ele é maior e mais importante do que qualquer pessoa que já viveu ou viverá ainda.

      Os discípulos nunca esqueceram a visão maravilhosa no monte. Anos mais tarde, quando João já era velho, ele escreveu: “…Nós vimos a Sua glória” (João 1:14). Pedro escreveu sobre a voz do céu que falou “Quando estávamos com Ele no Seu santo monte” (II Pedro 1:18). Pelo resto de suas vidas, esta recordação de Jesus no monte se tornou uma das mais preciosas e sagradas das Suas vidas.

      Mais tarde, quando os discípulos desciam do monte, Jesus os instruiu no sentido de não dizerem nada a ninguém sobre a visão até que Ele tivesse ressuscitado dos mortos. Os discípulos obedeceram a seu Mestre, e não disseram a ninguém nada do que viram. Guardaram essas maravilhas no coração e só depois que Cristo ressuscitou é que eles registaram os factos, de modo que agora as temos na Bíblia. É maravilhoso saber que nós, os salvos, um dia veremos a Jesus no céu com nossos próprios olhos, como também veremos a Moisés, Elias e todos os outros personagens bíblicos que estudamos. Elias representou os que estiverem vivos ainda quando Cristo vier buscar os Seus, quando os crentes serão arrebatados nas nuvens para encontrá-Lo no ar.

 

 

Lição 3

Jesus e os Leprosos

Mateus 8:2-4; Marcos 1:40-45;

Lucas 5:12-14; 17:11-19

 

Versículo: Salmo 1:1

 

Lepra, uma doença temida

 

      Nos tempos bíblicos, nada causava mais terror no coração do povo do que a ideia de contrair a temida doença da lepra, uma enfermidade que provocava coisas terríveis no corpo das vítimas. Desfigurava a pessoa com úlceras horríveis, dolorosas feridas que iam se espalhando pelo corpo até que os dedos, as mãos e os braços eram corroídos totalmente. Comumente a lepra começava por feridas nos pés, ou manchas no corpo, com os locais perdendo a sensibilidade nervosa. Quer dizer, toca no local e não sente nada. Com o progresso da doença, a vítima fica aleijada, perdendo as pernas, reduzidas a cotos. A lepra é ainda uma doença actual, especialmente nos países quentes. Há muita lepra no Brasil, mas agora já existe cura para a doença. Nesse tempo não havia. O corpo ia apodrecendo aos poucos e ninguém podia fazer nada em favor do doente.

      Naqueles tempos não havia, tão pouco, leprosarias ou hospitais, médicos ou remédios que pudessem sequer aliviar o sofrimento da pessoa. Em suma, a lepra era incurável. A lei da terra era a seguinte: o leproso era obrigado a abandonar a sua casa e a sua cidade, indo morar sozinho ou com outros leprosos, de modo que não pudesse contagiar outras pessoas, pois a lepra é uma doença que pega. A lei obrigava o leproso a gritar, sempre que visse alguém se aproximando dele: “Imundo! Imundo!” Essa palavra era o aviso que deveria ser entendido assim: “Não se aproxime mais de mim porque tenho lepra! Se o leproso deixasse de gritar o aviso, a gente sadia poderia pegar pedras e apedrejá-lo até a morte. Era o sistema de pena de morte chamado de lapidação. Lápide quer dizer pedra, laje. Vocês vêem, pois, que a lepra era uma doença terrível - significava dor, isolamento total e morte certa ao fim de certo tempo, como a SIDA hoje.

 

Um leproso vem a Jesus em busca de cura

 

      Certa vez Jesus pregava na Galileia, quando um leproso se dirigiu a Ele, mancando, indiferente aos olhares temerosos e cheios de raiva das pessoas nas proximidades. O leproso se ajoelhou diante de Jesus, e, adorando-O, suplicou: “Senhor, se quiseres, podes curar-me.”

      Jesus olhou com amorosa e terna piedade o leproso ajoelhado diante dEle. Estendeu a mão e tocou o homem, dizendo: “Quero, fica curado,” Jesus poderia ter apenas falado ao leproso, mas fez mais. Ele o tocou com a mão.

      O povo ao redor deve ter ficado chocado. Nenhum deles tocaria aquele homem por todo o dinheiro do mundo. Um só contacto poderia transmitir-lhe a doença. Mas Jesus não tinha medo da lepra. A cura jorrou do corpo de Jesus para o infeliz leproso, de modo que ele ficou imediatamente são. No instante em que Jesus falou, a lepra desapareceu! Agora o homem, já curado, poderia voltar para a sua casa e seus amigos; poderia voltar ao trabalho e ir a qualquer lugar. A emoção desse homem foi tão grande que ele queria gritar para todo o mundo as boas-novas da sua cura. Foi uma coisa tão boa para ele, que lhe parecia um sonho. Mas ele se certificou de que estava curado e examinou a sua pele, beliscou-se, e viu que era verdade, que não havia mais qualquer sinal de lepra.

      Na Lei de Moisés, Deus ordenou aos leprosos que se julgassem curados, que se apresentassem ao sacerdote para minucioso exame, a fim de que o sacerdote, conhecedor dos sintomas da doença, pudesse declarar que ele estava realmente são, curado, se realmente estivesse. Assim, ninguém mais duvidaria da cura e o ex-leproso poderia oferecer sacrifícios e acção de graças a Deus.

      Jesus disse ao homem: “Não conte a sua cura a ninguém, mas vá imediatamente ao sacerdote para ser examinado.” Jesus queria que tudo fosse feito de acordo com a Lei de Moisés e a primeira exigência, portanto, era que ele fosse se apresentar ao sacerdote para o exame de praxe.

 

O homem conta a sua cura a todo o mundo

 

      Mas o homem estava tão exaltado e feliz com o milagre da cura operada por Jesus, que não pode ficar calado, sem revelar o facto. As suas intenções eram boas, mas ele não obedeceu a Jesus completamente. Ele contou aos amigos e estes contaram a outros amigos e dessa forma a história se espalhou, de sorte que todos falavam desse grande milagre.

 

O povo vem a Jesus de todos os lados

 

      A notícia da cura fez com que uma grande multidão viesse a Jesus. Vinha gente de toda a parte e eram tantos que Seu trabalho não pode prosseguir, tendo Jesus, por isso, deixado de entrar nas cidades para pregar e ensinar. A partir daí Ele passou a gastar a maior parte do Seu tempo for a das cidades, mas mesmo assim o povo o encontrava e vinha a Ele, proveniente de todas as regiões do país.

 

A lepra e o pecado

 

      Na Bíblia, a lepra é sempre um símbolo dum tipo de pecado. Ela fala da imundície e do nojo que o pecado causa.

      A lepra era contagiosa, e se espalhava rapidamente pelo corpo da vítima. O leproso era excomungado, isto é, perdia a comunhão da família e da sociedade sã, era isolado, porque a sua doença era e é contagiosa. Embora começasse com uma ferida ou uma mancha, aparentemente sem importância, ela se espalhava e corroía o corpo de quem tivesse a infelicidade de pegar essa terrível doença. Desfigurava, cegava e aleijava. Quando pensamos no pecado, vemos como é contagioso e como se espalha e contamina. Sabemos que uma fruta podre numa caixa, seja uma laranja, uma manga, ou uma maçã, logo contamina e faz apodrecer todas as outras. Do mesmo modo, se alguém se associa de perto, por bastante tempo, com uma pessoa que se entregou ao pecado, esse alguém também se contaminará com certa rapidez e se achará pensando, falando e agindo da mesma forma dos pecadores com quem se associa. Por isso o Livro de Salmos já nos adverte: “Bem-aventurado o homem, ou a mulher, o jovem ou a jovem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer no Senhor e na sua Lei medita de dia e de noite…” Entre nós há um provérbio: “Dize-me com quem andas e eu te direi quem és.” Um menino ou menina pode começar com o que ele ou ela acha ser apenas um pecadinho, como pegar um biscoito sem permissão do dono. Mas esse pecado cresce depressa e faz com que o menino ou a menina minta. O que era de início um “pecadinho” se torna em dois pecados - o furto e a mentira. Se o infractor não confessar imediatamente, logo estará enredado, tendo de mentir de novo para cobrir a primeira mentira. Do biscoito, talvez passe a coisas maiores. O pecado, como a lepra, começa pequeno, mas se espalha e cresce até que não o controlamos mais.

      A lepra também isolava a pessoa afectada. O leproso tinha de deixar o seu lar, seus entes queridos, os amigos e o emprego. Sentia-se desgraçado, infeliz, solitário, sem comunhão com as pessoas sãs. Da mesma forma, o pecado separa as pessoas de Deus. Isaías diz: “Tuas iniquidades te separaram de teu Deus, e teus pecados te ocultaram o Seu rosto.” Enquanto permitirmos que o pecado permaneça em nosso coração, o Senhor não nos ouvirá - estamos separados de Sua comunhão. E para os que não tiverem aceito o dom de Deus, isto é, o presente de Deus, da purificação e do perdão dos pecados, o resultado final será também a eterna separação dEle.

      E a lepra era incurável. Não havia médicos, remédios ou hospitais que pudessem curar o leproso, que acabava a morrer. Mas Jesus podia curar a lepra e Ele a curou. O pecado também é incurável; é fatal e o castigo para o pecado é a morte eterna. Mas Jesus pode curar o pecado. Graças à Sua morte na cruz, Ele oferece salvação de graça e perdão dos pecados a todos que O convidarem a morar no seu coração; a todos que confiarem nEle, Jesus oferece também a vida eterna. E se o crente pecar, Deus tem maravilhosa promessa de perdão em I João 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda a injustiça.”

 

 

Lição 4

Jesus Cura Dez Leprosos

 

Versículo: Salmo 1:2

 

Dez leprosos vêm a Jesus

 

            Uma vez Jesus e os seus discípulos viajavam a Galileia para Jerusalém, quando dez leprosos saíram do mato e vieram em Sua direcção. Tinham os seus corpos marcados pela terrível doença; alguns eram cegos e alguns só tinham os cotocos das pernas. Com dificuldade, vieram a Jesus e se curvaram diante dEle.

            Jesus olhou os dez leprosos diante dEle. Que visão horrível, de causar pena! A roupa deles eram trapos sujos, os cabelos despenteados e a barba emaranhada, os olhos fundos no rosto, os corpos cobertos de feridas, chagas e bolhas. O pior de tudo é que eram tristes, sem defesa e completamente sem esperança.

            Mas Jesus não os despediu, nem os mandou embora. Sabia tudo sobre a situação imiserável deles e se compadeceu e se encheu de simpatia. Jesus tinha amor por aqueles leprosos que só inspiravam repulsa.

            “As suas orações foram ouvidas,” disse Jesus. “Vão e se mostrem ao sacerdote.”

            Que desapontamento! Esses dez homens pensaram que, com certeza, Jesus os tocaria naquele momento, ali mesmo, curando-os da lepra. Mas o Senhor não age da mesma maneira com todo o mundo. Disse a eles que fossem apresentar-se ao sacerdote. Os homens compreenderam o significado disso, visto que nenhum leproso jamais poderia reintegrar-se na sociedade a menos que o sacerdote declarasse a sua cura.

            Podemos imaginar que um deles tenha dito aos outros: “Não podemos entrar em Jerusalém. Ao longo da estrada encontraremos gente que nos apedrejarão, nos jogarão pedras.” Mas outro leproso obtemperou: “Ele nos ordenou ir, e nós devemos obedecê-Lo se esperamos a cura.”

            Assim, todos decidiram ir. Caminhando pela estrada devagar e medrosamente, tentavam animar uns aos outros da melhor forma possível. De repente um leproso cego parou e esfregou os olhos. Nem podia acreditar! “Estou a ver,” quase gritou. “Prestem atenção todos - eu vejo! Vejo o céu, as árvores, vejo todos vocês. Fui curado!”

            Então outro leproso gritou: “Eu também fui curado!”

            Um terceiro apontou o dedo para seu amigo: “Seu rosto parece diferente - as manchas e feridas desapareceram! Sua pele está macia e limpa como a de um bebé!”

            “Eu achei que sentia alguma coisa a acontecer, dando lugar a uma mudança! Oh, que maravilha!”, exclamou outro leproso feliz.

            Os dez leprosos foram todos completamente curados! Batiam nas costas uns dos outros, dançavam e se abraçavam, findo e chorando ao mesmo tempo. Era bom demais para ser verdade. Não eram mais leprosos, não teriam mais de viver pelos bosques escuros atrás de comida como se fossem animais; não teriam mais de viver em solidão, desgraçados e com saudades de casa.

            Comentaram enquanto se regozijavam com a saúde recém-adquirida: “Podemos ir para casa e ver as nossas famílias, retornar ao nosso trabalho e viver de novo como gente!”

            Enquanto se apressavam para ir ao sacerdote para o exame exigido na Lei, um samaritano desprezado parou de repente. Lembrou-se de que esquecera de fazer algo importante.

 

Um dos dez agradece a Jesus

 

            Enquanto os outros nove foram embora correndo, cheios de felicidade, o leproso de Samaria, considerado um herege pelos judeus, voltou e em alta voz louvava a Deus. Regressou para ver Jesus e lhe agradecer pela cura.

            Suas palavras de gratidão muito alegraram a Jesus que, nada obstante, se entristeceu ao pensar nos outros nove leprosos. “Não curei dez leprosos?” Perguntou Jesus. “Onde estão os outros nove? Só um veio agradecer?”

            Só um leproso dentre os dez se lembrou de voltar e agradecer a Jesus pela cura. Caramba! Que lição podemos tirar desse acontecimento! Sabemos que quando fazemos um favor a alguém, ou auxiliamos um amigo, gostamos de que a pessoa agradeça, diga “obrigado.” Sentimo-nos magoados quando essas pessoas vão embora como se nada tivessem recebido. O Senhor se sente da mesma maneira. Ele deseja que agradeçamos, que apreciemos devidamente as coisas que faz em nosso favor. Ele ainda pergunta: “Onde estão os nove?” Onde está os que foram salvos por Sua graça, mas se esquecem de agradecer-Lhe e dar-Lhe glória?

            Se não tiver um coração agradecido, A Bíblia diz que isso é pecado. Já pensou nisso? Em num dos livros do Novo Testamento onde o Espírito Santo faz long lista de pecados, Ele coloca a ingratidão no mesmo saco que a mentira, a desobediência, o egoísmo, as maldições, o orgulho, a impureza e muitos outros pecados da pesada.

            É possível que alguém dentre vocês esteja a pensar: “O que devo agradecer a Deus?”Se for o caso, então faça uma lista das bênçãos físicas, espirituais e materiais e veja de quantas você pode lembrar-se! Provavelmente lhe agradecerá primeiro por Jesus, Seu amor e morte na cruz. Certamente incluiremos a salvação, a vida eterna, o perdão dos pecados, a Palavra de Deus, o Espírito Santo e a oração. E quando pararmos um minutinho para pensar nas centenas de milhares de pessoas que estão doentes, abandonadas, solitárias, sem lar e morrendo de fome, ou atrás da Cortina de Ferro, não deveremos agradecer a deus por nossa saúde, nossos lares e nossos pais, nossas escolas e professores, igrejas e pastores, nosso pais e nossa liberdade? E que tal pensar no alimento, nas roupas, nos remédios, médios e todos os bens que Deus nos tem dado? Se meditarmos, não terminaremos de agradecer-Lhe, não é?

            O homem que voltou para dar graças a Deus não foi apenas curado de sua lepra. A fé em Jesus for a plantada em seu coração, seus pecados foram perdoados e ele recebeu a vida eterna. Jesus lhe disse: “Levanta-te e vai; tua fé te curou.” O Senhor Jesus estava a dizer a esse homem que a alma dele for a purificada porque ele acreditou em Cristo. E é isto que Jesus continua a fazer por aqueles que abrem a porta de seu coração e convidam a Jesus para nele habitar.

 

 

Lição 5

Lázaro e o Homem Rico

Lucas 16:19-31

 

Versículo: Salmo 1:3

 

Introdução

 

      Uma vez, quando multidões se reuniram em torno de Jesus, Ele lhes contou uma história verdadeira sobre dois homens que eram muito diferentes entre si. Um deles era um mendigo vivendo em extrema pobreza, mas rico em fé em Deus. O outro vivia na riqueza e no luxo. Era um sujeito muito importante na vida mundana, mas lhe faltava a salvação, capaz de assegurar-lhe vida eterna e as bênçãos dos céus.

 

Lázaro mendiga junto à porta

 

      Jesus disse que havia um pobre esmoler, um mendigo, de nome Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, todo chagado. Era obrigado a pedir esmolas porque não tinha forças para trabalhar. Para sobreviver, tinha de pedir esmolas. Diariamente alguém o levava para a casa de certo homem rico, deixando-o do lado de for a, à porta desse marajá. A idéia era a de que com certeza o rico, vendo o pedinte à sua porta, atirar-lhe-ia uma moeda, ou os visitantes ricos daquela casa o fariam. Mas aprece que os único amigos de Lázaro eram os cachorros da vizinhança que lhe vinham lamber as feridas. De sorte que Lázaro ficava à porta, desejando a comida da mesa do rico.

      Entretanto, era certo que Lázaro tinha outro amigo porque embora fosse pobre tinha fé em Deus. Deus era seu Pai Celestrial. Portanto, embora o seu corpo estivesse arrasado pela dor e os cachorros fossem seus únicos companheiros, o coação de Lázaro estava cheio de alegria porque sabia que Deus o aceitara como filho.

 

O homem rico se banqueteia na sua mansão

 

      Denro da mansão em cuja porta Lázaro se encontrava, um homem muito rico refestelava-se em ricas almofadas, cercado de empregados. Esse marajá tinha tudo que o dinheiro pode comprar. Seu lar era uma mansão palaciana, cercada de piscinas, jardins, parques e pomares. Espécimes raros de árvores, flores e pássaros faziam da chácara um lugar de beleza invulgar. Tinha grandes e diversos rebanhos em seus verdes campos. Seus empregados e escravos o atendiam prontamente a qualquer aceno seu. Desfrutava todos os tipos de entretenimento e tinha a casa ricamente mobiliada, com tecto esculpido, trabalhos em madeira, assoalho de mármore cobertos de tapetes e carpetes orientais; sofás, mesas e cadeiras incrustradas de ouro. Usava mantos de cor púrpura, tecidos no mais fino linho. Diariamente, o cardápio de suas refeições era o mais variado possível, incluindo carnes selectionadas, frutas e toda espécie ede quitutes que seus “chefes” lhe preparavam.

      Esse homem rico, um verdadeiro marajá, desfrutava e gozava do melhor que a terra tem a oferecer. Mas era uma vida centrada no materialismo, sem qualquer interesse pelas coisas eternas. Só estava interessado nas coisas que pudesse ver, sentir, provar e ouvir. Em suma, os sentidos comandavam a sua vida. Não se lembrava de Deus nem da eternidade, nem jamais tinha interesse em ajudar o próximo - nem mesmo o pobre mendigo Lázaro que diariamente se sentava à sua porta e que ficaria feliz em receber apenas as migalhas da mesa desse potentado. Esse rico vivia apenas o presente, banqueteando-se e se divertindo na companhia de ricos amigos.

 

Lázaro morre e é levado por anjos

 

      Aconteceu que Lázaro, o pobre mendigo, morreu. Mas pare ele a morte foi um momento maravilhoso! Seu espírito mansamente deixou o corpo. E como Lázaro era crente, anjos vieram e o levaram ao Paraíso, onde Abraão, seu antepassado, lhe deu as boas-vindas. Com certeza seus parentes na terra vieram recolher o corpo e sepultá-lo. Para Lázaro se acabaram a fome e a dor. Não teria mais de sentar-se à porta do rico e esmolar. Não seria mais pobre, desgraçado e miserável. Seus sofrimentos e dores tiveram fim par sempre. Agora ele gozava de perfeita paz e felicidade, tendo também reencontrado os seus entes queridos e amigos que o precederam na eternidade.

      Na mansão do rico as coisas prosseguiram como de costume. Ninguém sentiu falta do pobre mendigo Lázaro. É bem possível que o homem rico nem tenha notado a ausência de Lázaro.

 

O homem rico morre

 

      Um dia, entretanto, o homem rico endoeceu mortalmente. Não há dúvida e de que vieram em seu auxílio os melhores médicos da região, atraídos pela promessa de grandes recompensas e tesouros se pudessem restabelecer a saúde do rico outra vez. Mas a situação dele não tinha mais jeito, estava muito além da capacidade da medicina humana e, assim, a despeito de tudo que se fez, o homem rico morreu.

      Seus amigos e parentes não pouparam despesas para proporcionar-lhe um funeral de primeiríssima. Veio gente de longe para prestar-lhe as últimas homenagens. E de acordo com o costume da época, alugaram-se carpideiras para chorar, lamentar e exibir pesar de todas as formas possíveis. Todas as honras imagináveis foram prestadas a esse homem individualista, que viveu para o presente e sempre excluiu Deus de sua vida. Mas enquanto o espectáculo do funeral era levado a cabo aqui na terra, ele, o rico, o ser real, que era o seu espírito, estava a sofrer num lugar de castigo eterno.

 

Do inferno o homem rico fala

 

      O homem rico foi para o lugar que a Bíblia chama de inferno. Bom, é possível que tenham ouvido a palavra dita por gente com raiva, pois muitos a usam como termo de maldição. Mas esse uso é errado. O uso correcto da palavra é no sentido que Deus lhe dá. Inferno é o nome do lugar que Deus preparou para a punição do pecado, do mesmo modo como temos as prisões para separar da sociedade os criminosos e delinquentes diversos, porque Deus é Justo e não pode deixar o pecado sem castigo. Considerando que todos nós pecamos, segue-se que todos nós mereceremos ir para o inferno quando morremos. Mas podemos alegrar-nos porque Jesus já recebeu o nosso castigo, e se nós o aceitamos como nosso Salvador nada temos a temer, pois não iremos para lá. Não é, pois, motivo de alegria para nós, que Jesus tenha recebido o castigo que deveria recair sobre nós?

      Em extrema agonia, o homem rico disse: “Estou em tormento nestas chamas,” e, olhando lá longe, viu Abraão e Lázaro juntos. Viu agora que Lázaro estava a gozar a felicidade que ele próprio, um marajá na terra, jamais conheceria. Na esperança de que Abraão pudesse fazer algo para ajudá-lo, o homem rico bradou: “Pai Abraão, tende piedade! Mandai Lázaro nem que seja para meter a ponta do dedo n’água e refrescar a minha língua ardente, porque estou em tormento nestas chamas.” No seu desespero, o homem rico se alegraria grandemente se pudesse provar uma gotinha d’água para lhe refrescar a língua por um segundo.

      Abraão respondeu: “Filho, lembra-te de que durante a tua vida na terra tiveste tudo que desejastes e Lázaro nada teve. Mas agora, Lázaro está em conforto enquanto tu estás em tormento. Agora á muito tarde, e Lázaro não pode ir-se daqui para ti ajudar. Além do mais, um grande espaço nos separa, e mesmo que alguém quisesse sair em teu socorro, teria de parar às suas margens. Por outro lado, ninguém daí do inferno pode cruzar o espaço para onde nós estamos. Impossível, meu filho!” Que coisa terrível será a memória para o ímpio, para aquele que não é crente em Jesus. Cristo deixou muito claro que a separação entre o salvo e o perdido é definitiva depois da morte.

       Sem esperança de qualquer alívio de sua desgraçada miséria, o homem rico de repente se lembrou de seus irmãos. Num jeito d causar dó, ele bradou: “Oh! Pai Abraão! Rogo-vos que envieis Lázaro à casa de meu pai para que ele conte è minha família como é a vida depois da morte e para avisá-la deste lugar de tormento, de modo que ninguém venha para cá quando morrer. Tenho cinco irmãos e não quero que venham a sofrer a mesma coisa.”

      Mas Abraão respondeu: “As Escrituras avisam e esclarecem sobre a vida depois da morte. Teus irmãos podem ler as escrituras sempre que quiserem. Se ouvirem a Palavra de Deus, serão levados ao arrependimento e à fé.”

      O homem rico no inferno estava certo de que os seus irmãos não dariam importância às escrituras. Por isso, pensou que se alguém que já morrera viesse avisá-los, eles creriam e mudariam de vida. Portanto, bradou: “Não, Pai Abraão, eles não se darão ao trabalho de ler as escrituras, mas se algum morto viesse do reino dos mortos para avisá-los, com certeza os meus irmãos deixariam os seus pecados e creriam em Deus.”

      Mas Abraão sabia das coisas, de modo que disse ao rico: “Se os teus irmãos não prestam atenção e nem escutam os ensinamentos de Moisés e dos profetas, que estão nas escrituras à disposição de todos, tampouco se convencerão se alguém ressuscitar dos mortos para falar com eles.”

 

Conclusão

      Jesus contou essa história verdadeira para nos informar sobre a vida depois da morte, no além. Os que morrem em Cristo - aqueles que crêem que Ele levou o castigo eterno por seus pecados e que, por isso, aceitaram o seu dom, o presente da salvação - gozarão de sua companhia eternamente no céu, porquanto terão vida eterna. Mas os que morrem sem Cristo terão de receber o castigo por seus próprios pecados - terão de sofrer a morte eterna, e separação de Deus, no lago de fogo para todo o sempre.

      Por que o homem rico foi para o inferno? Foi por que era rico e viveu no luxo? Não, não é pecado ser rico, pois Abraão foi o homem mais rico do Leste na sua época e estava no Paraíso. O homem rico foi para o lugar de castigo eterno porque ele não creu em Deus para a sua salvação. Ficou tão ocupado a gozar os prazeres da vida presente que deixou de se preparar para a vida futura no além túmulo.

       É nesta vida que as pessoas precisam de decidir onde querem passar a eternidade. Você já fez a sua escolha em favor de Jesus e do céu? Se não fez ainda, poderá tomar essa importante decisão hoje.

 

 

Lição 6

O Jovem Rico

Mateus 19:16-30; Marcos 10:17-31;

Lucas 18:18-30

 

Versículo: Salmo 1:4

 

O jovem rico se ajoelha diante de Jesus

 

      Uma vez quando Jesus estava na Judeia, um jovem vestido de roupas caras veio a correr até Ele e lhe prestou reverência. Parecia que esse jovem tinha tudo no mundo para ser feliz - era moço, forte e saudável; era também rico e tinha um cargo importante na administração do país. Nada obstante, sabia que algo lhe faltava na vida e, por isso, veio a Jesus com uma pergunta que lhe queimava o coração.

      Ajoelhando-se com todo o respeito na poeira diante de Jesus, ele falou: “Bom Mestre, que boa obra terei de fazer para ir para o céu e gozar a vida eterna?” O povo tinha dito a esse jovem governante que Jesus estava a pregar sobre um reino futuro no qual não haveria morte e onde todos viveriam eternamente. Esse jovem ficou muito interessado no assunto e veio tentar descobrir de que modo poderia participar de um reino tão maravilhoso. Pensava que a salvação pudesse ser ganha através de boas obras. Portanto, disse: “Que devo fazer?”

      “Ao Me chamar de bom, está a chamar-me de Deus,” Jesus respondeu, “Porque somente Deus é verdadeiramente bom, e ninguém mais. Mas para responder a sua pergunta, sabe os dez mandamentos: não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não darás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe, e amarás a teu próximo como a ti mesmo.” Jesus recordou os dez mandamentos ao rico jovem governante para ajudá-lo a compreender que ele era um pecador carente de salvação.

      Mas o jovem não estava pronto para admitir que era um pecador, de sorte que respondeu: “Mestre, tenho obedecido a todos esses mandamentos desde a minha infância. Que mais devo fazer?”

      Jesus sabia que o coração daquele jovem estava repleto de amor pelo dinheiro e que o propósito de sua vida estava centralizado nas suas riquezas. Jesus sabia que o dinheiro ocupava o trono do coração do jovem, no lugar de Deus, e que ele estava perfeitamente contente e satisfeito com a sua própria moralidade e estilo de vida. Compreendeu também que o jovem não entendia a verdadeira medida em que seu coração era realmente corrupto e pecaminoso. O primeiro dos dez mandamentos é: “Não terás outros deuses diante de Mim,” de sorte que o rico jovem governante tinha quebrado o primeiro mandamento.

      Jesus sentiu o mais puro amor por esse rico jovem governante quando o olhou e disse: “Falta-te uma coisa, contudo: vai, vende tudo que tens e dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Então, vem e segue-me!” Jesus sabia que Suas Palavras chocariam o jovem e o faria ver que na realidade ele amava a seu dinheiro mais do que a Deus. Este seria o teste de quanto o jovem de facto desejava a vida eterna.

 

Ele vai embora triste

 

      Porém, colocar Deus em primeiro lugar, acima de seus bens, não era atraente para o jovem rico governante que se pavoneou de obedecer a todos os mandamentos de Deus desde a juventude. “Distribuir todo o meu dinheiro?” Pensou ele. “Oh, de forma alguma! Jamais poderia fazer isso.” O semblante do jovem e rico governante se transformou, e ele foi embora tristemente, porque era muito rico. Seu primeiro amor era as suas riquezas e o que o seu dinheiro poderia comprar, a posição que poderia garantir-lhe na sociedade de seu tempo. A “sua riqueza” se interpôs entre ele e a salvação de sua alma. Significava mais para ele do que a vida eterna!

Jesus explica a Seus discípulos

 

      Depois que o jovem foi embora cheio de tristeza, Jesus ensinou a Seus discípulos, dizendo: “É muito difícil para o rico entrar no Reino de Deus!” Com isso, Jesus quis dizer que é muito difícil para alguém muito rico em bens materiais compreender a necessidade de vir a Deus humildemente, como um pobre pecador necessitado. Os discípulos ficaram tão chocados e perplexos, que Jesus repetiu: “Como é difícil para aqueles que confiam nas riquezas entrar no Reino de Deus. É mais fácil para um camelo passar pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no céu.”

      Os discípulos deram de ombros, levantaram as mãos e perguntaram: “Quem então pode salvar-se, se um rico não pode?” O Senhor olhou-os com firmeza e respondeu: “Para o homem é totalmente impossível, mas para Deus tudo é possível.” Sem dúvida, é possível ao rico arrepender-se, aceitar Jesus como o seu Salvador, e fazê-Lo Senhor da sua vida. Graças a Deus, muitos ricos já aceitaram Jesus. São pessoas a quem Deus confiou grandes riquezas porque eles não as usam de maneira egoísta, mas sim para a glória de Deus. Entretanto, é preciso ressaltar que as riquezas não podem levar o pecador ao céu, seja ele rico ou pobre. Lázaro não foi para o Paraíso porque era pobre, mas porque era crente. E o rico da parábola não foi para o inferno porque era rico, mas porque rejeitou a Deus e a Sua Palavra.

      Depois de ouvir essas explicações de Jesus, Pedro começou a alegar as coisas a que ele e os demais discípulos tinham renunciado. “Deixamos tudo para Te seguir,” disse Pedro.

      Então Jesus replicou-lhe: “Presta atenção a este facto: ninguém que tenha deixado alguma coisa - lar, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou propriedades - por amor de Mim com o objectivo de pregar as Boas-Novas do evangelho, deixará de receber de volta, centuplicado, lares, irmãos, irmãs, mães, filhos e terra na presente vida e no mundo porvir herdará a vida eterna. Mas muita gente que parece importante agora não terá qualquer importância na vida no Além, enquanto que gente sem qualquer importância social no presente terá a máxima importância lá, como na história de Lázaro.

      Jesus estava a deixar bem marcado em Seus discípulos e também nos ensinando que se O fizermos Senhor de nossas vidas e nos entregarmos totalmente a Ele, eventualmente receberemos mais do que tenhamos jamais dado ou renunciado. Deus providenciará no sentido de que seja ajuntado para nós no alto tudo o que jamais ousaríamos pedir ou mesmo sonhar.

      No céu haverá muitas surpresas. Muitos a quem julgamos estarem na linha de frente, com honras e recompensas, experimentarão grande perda. Outros, de quem jamais ouvimos falar, que jamais foram notícia, que nunca receberam louvores aqui, serão os primeiros, receberão os prémios e as recompensas. Terão também a alegria de ouvir nosso bendito Senhor dizer: “Parabéns! Muito bem, campeão!” Não importa se você é rico ou famoso. O que importa é que você ame, confie e obedeça a Deus.

 

 

Lição 7

Zaqueu

Lucas 19:1-10

 

Versículo: Salmo 1:5

 

Jesus vai a Jericó

 

      Havia muita animação na cidade de Jericó. “Jesus está aqui!”, o povo dizia. “Ele acabou de entrar nas portas da cidade!” Naqueles tempos as cidades eram muradas e tinham grandes portões com guardas.

      “Lá está Ele!” Alguém gritou, e as multidões se ajuntavam em torno de Jesus.

      No meio dessa enorme multidão havia um homem muito preocupado porque não podia ver a Jesus. Era cego? Não, de modo algum, ele era baixinho, só isso. Mas baixinho no meio duma multidão de adultos só pode ver para cima, não vê nada na horizontal, e esse baixinho queria ao menos conseguir uma vista rápida de Jesus. A Bíblia não conta que altura tinha esse homem, cujo nome era Zaqueu; só diz que era “De pequena estatura.”

      Mas se Zaqueu era pequeno, nada obstante era dono duma casa linda e elegante. Usava roupas finíssimas e era muito rico. Contudo, não tinha amigos. Isso porque era o publicano chefe, isto é, um cobrador de impostos e, mais do que isso, chefe dos cobradores. Isto significava que arrecadava tributos para uma potência estrangeira, Roma, que dominava a Palestina do tempo de Jesus. Era uma espécie de instrumento do opressor romano e os outros judeus lhe tinham medo e ódio também. Era até considerado um traidor pelo seu povo, além de corrupto, porque arrecadava mais dinheiro do que era exigido pelo governo romano, metendo a diferença no próprio bolso. Ora, o povo sabia que a riqueza de Zaqueu provinha do dinheiro que extorquia da comunidade, a quem de facto roubava.

      Não é de espantar, pois, que o povo o desprezasse! Ninguém visitava a sua linda casa ou o convidava para qualquer coisa, a ponto até de não falar com ele na rua. Quando o viam chegar, cochichavam entre si: “Lá vem aquele baixinho, esse ladrão do Zaqueu, um safado!”

      Zaqueu não era apenas destituído de tamanho, era também “destituído da glória de Deus,” como todos os pecadores que não aceitaram ainda a Jesus como Salvador. Era um pecador, muito além dos padrões divinos. Entretanto, ele sentia grande necessidade de perdão. Seu coração anelava ser perdoado. Costumava pensar no assunto e desejava ser diferente, ser outra pessoa, não o defraudador que era.

      “Gostaria de não ser como sou!” Pensou consigo Zaqueu. “Gostaria de não roubar e enganar o povo, mas isso está além das minhas forças! Não posso tornar-me diferente do que sou. Já tentei mas ninguém gosta de mim! Odeiam-me e não tenho um único amigo! Sou tão sozinho e desgraçado… Gostaria de que alguém me ajudasse. Ah, se eu pudesse ver a Jesus! Se eu pudesse, se eu tivesse oportunidade de pedir a Ele, sei que me ajudaria. Mas sou muito baixo, até mesmo para conseguir vê-Lo no meio dessa enorme multidão!”

      Em desespero, Zaqueu examinou os arredores e lembrou-se de que na estrada por onde passaria Jesus havia um sicômoro, que é uma árvore da região.

 

Zaqueu sobe no sicômoro

 

      Então Zaqueu circundou a multidão e passou na frente dela, correndo estrada abaixo até que chegou ao pé do sicômoro, no qual subiu e se encarrapitou num galho que se projectava bem por cima da estrada onde passaria Jesus. Ele agora tinha uma “cadeira” da primeira fila! Podia ver a multidão, e, sobretudo, a Jesus. Talvez Jesus não pudesse vê-lo, mas ele poderia ver a Jesus. Não importava se o povo risse dele, ou se rasgasse a roupa. Esta era a única oportunidade de ver a Pessoa Maravilhosa, de quem falavam tanto. Muitos até pensavam que Ele pudesse ser o Messias.

 

Jesus mande Zaqueu descer da árvore

 

      Quando Jesus e a multidão chegaram ao pé do sicômoro, Jesus olhou para cima e chamou Zaqueu pelo nome. “Zaqueu!”, disse Jesus, desce depressa!” Quero ir à tua casa hoje e jantar contigo!”

      Zaqueu ficou tão surpreso que quase caiu da árvore! “Jesus sabia meu nome; Ele me chamou por meu nome! Como sabia não só meu nome como também que eu queria tanto falar com Ele?” Pensou Zaqueu. “Não imaginei que me pudesse ver na árvore.” Poderíamos responder ao baixinho na árvore: “Jesus sabe o nome de todo o mundo e sabe também onde estamos e o que somos! Sabe se estamos trepados numa árvore, se navegamos num barco, se andamos numa rua cheia de gente, se estamos em nosso quarto de dormir ou em qualquer outro lugar. Ele sabe onde estamos, não importa onde estejamos. Não podemos nos esconder dEle como também dEle não podemos fugir, porque Ele é o Deus que tudo vê.”

      Jesus sabia o que Zaqueu era, também. Sabia tudo sobre ele - seu estelionato, suas mentiras, sua infelicidade, sua solidão, e seu desejo de que alguém o ajudasse. Porque Jesus pode ver em nossos corações, Ele pode ver o que há dentro dele - o pecado, o egoísmo, a desobediência, a maldade, os maus pensamentos e o desejo de satisfazer a nossa própria vontade, não a dEle. Jesus era o único que poderia fazer algo pelo coração pecaminoso de Zaqueu.

      Sem perder um minuto, Zaqueu escorregou árvore abaixo e aterrizou, produzindo um som cavo, bem nos pés de Jesus! Tremendo de animação e alegria, disse a Jesus: “Tens a certeza, Senhor, de que queres vir à minha casa?”

      A multidão não podia compreender como Jesus poderia ir à casa do mais famigerado cobrador de impostos, o pior homem de Jericó! Murmuravam e cochichavam entre si: “Ele diz que é o Messias, mas vejam o que está a fazer - vai com um publicano, um cobrador de impostos desonesto, justamente para a casa do maior patife da cidade, quando há tanta gente boa e honesta para Ele visitar e com quem cear!”

 

Jesus janta na casa de Zaqueu

 

      Entraram numa linda casa, umas das melhores de Jericó - era a casa de Zaqueu. Este ordenou a seus empregados que trouxessem refrescos e a melhor comida para o Hóspede mais importante do universo. Zaqueu e a sua família fizeram uma maravilhosa refeição com Jesus. Não há registo do que Jesus disse a Zaqueu enquanto estiveram sentados juntos, mas é de presumir que Zaqueu abriu o seu coração para Jesus, perguntando-lhe se não era um homem muito ruim e pecador demais para que Jesus o ajudasse.

      Sabemos, contudo, que Zaqueu naquele dia entrou para a família de Deus, pelo novo nascimento em Cristo, porque Jesus disse: “Hoje veio salvação a esta casa! Esse desprezado cobrador de impostos teve viva fé em Jesus Cristo Nosso Senhor e O reconheceu como Deus e Salvador.

      Não somente Zaqueu foi completamente perdoado, mas o Senhor Jesus o transformou em nova criatura, tornando-o diferente por inteiro, um novo homem. É como diz o apóstolo Paulo em Coríntios: “Se alguém está em Cristo nova criatura é: as coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo.” Jesus renova os corações.

      Tanto assim é que Zaqueu disse: “Senhor, de agora em diante darei a metade de meus bens aos pobres, e se eu cobrei de alguém mais imposto do que o devido, devolverei o que cobrei em excesso quadruplicado.

      Assim, o novo homem que se tornou Zaqueu saiu pela cidade acertando as contas com as pessoas a quem tinha espoliado. A cidade de Jericó inteira falava do que Jesus fizera para Zaqueu. Acham que eles perceberam que Zaqueu se transformara em nova pessoa? Com certeza sim, pois não podiam deixar de perceber a nova maneira de viver e agir de Zaqueu que, por seu novo estilo, demonstrava que Jesus operara um milagre no seu coração e na sua vida. Acham que agora ele passou a ter amigos que o convidavam para as suas casas? Acho que sim.

      Gostaria de saber se sentimos que precisamos de mudança em nossas vidas. Que tal o egoísmo, o engano, os pensamentos maus e a maldade que nos enche os corações? E o temperamento odioso que nos faz perder a o controle e dizer coisas desrespeitosas, e usar de linguagem.

 

 

Lição 8

Os Amigos de Betânia

Lucas 10:38-43; Mateus 26:6-13;

Marcos 14:3-9; João 11:1-46; 12:01-11

 

Versículo: Salmo 1:6

 

Primeira Parte:

 

O Hóspede abençoado

 

      Enquanto viveu na terra, Jesus não teve casa própria. Nem sequer teve um lugar onde reclinar a cabeça. Algumas vezes, quando em viagem, tinha de dormir ao relento. Só experimentava o conforto duma casa quando alguém O convidava e Lhe oferecia hospedagem em sua casa. Só então desfrutava dos confortos duma comida feita em casa e tinha um lugar macio para dormir à noite.

      Na cidadezinha de Betânia, à distância de apenas uns quatro quilómetros da agitada cidade de Jerusalém, viva uma família que adorava abrir as portas da sua casa para Jesus. O Senhor sabia  que sempre podia encontrar não só as portas como os corações abertos na casa de Maria e Marta e do irmão delas, Lázaro. Com frequência Jesus passava por lá para se afastar das multidões que O seguiam e era na casa desses três irmãos que Ele, também sujeito ao casco humano, encontrava quietude, companheirismo, “Sombra e água fresca,” como diz o ditado. Quão abençoado é o lar onde Jesus é sempre bem-vindo, e onde as pessoas que O amam se deliciam na companhia de tão maravilhoso Hóspede! Jesus, o melhor Amigo do mundo, ama a companhia de Seus filhos. Ele adora ensinar-lhe coisas e ouvi-los contar-Lhe os seus problemas e as suas alegrias.

 

Maria unge a Jesus

 

      Maria, Marta e Lázaro eram os amigos mais íntimos, mais chegados de Jesus em Betânia, embora Ele tivesse outros amigos lá também, talvez até por causa do exemplo dos três citados. Uma vez, durante a última viagem de Jesus a Jerusalém, o povo de Betânia decidiu oferecer um jantar a Jesus para homenageá-Lo na casa de Simão, que já for a leprosos.

      Jesus era o Hóspede de honra no banquete, ao qual compareceram também os Seus apóstolos, juntamente com os amigos de Simão, além de Maria, Marta e Lázaro. Simão deu as boas-vindas a seus hóspedes na sala de jantar. A Bíblia diz que “Marta servia: mas Lázaro era um dos que se sentavam à mesa com Ele, Jesus. Marta fazia a sua especialidade, que era servir. Ela queria servir ao Senhor para mostrar-Lhe amor e gratidão.

      Lázaro estava a mesa do banquete com ´Jesus, desfrutando de maravilhosa comunhão com Ele. Com enorme prazer, ele e os outros falavam de coisas de que muito gostavam. E estavam ocupados com Aquele a quem amavam.

      Maria sentiu que ela precisava de encontrar um meio de mostrar a Jesus o amor superlativo e a devoção que lhe enchiam o coração a ponto de quase fazê.lo explodir. Ela murmurou para si mesma: “Devo dar a meu Rei algo muito especial.” Então se lembrou de que tinha um lindo vaso de alabastro cheio dum perfume muito caro, vaso esse que ela tinha guardado num lugar bem secreto. Seria necessário um ano todo de trabalho para juntar o dinheiro suficiente à compra desse vaso de perfume. Talvez ela o tivesse guardado há muito tempo e usasse um pouquinho dele em ocasiões especiais, como as moças gostam de fazer. Assim ela disse: “Quero dar-Lhe o melhor que tenho. Nada é bom demais ou caro demais para meu Jesus.”

      Maria abriu caminho devagar até onde Jesus estava para Lhe prestar louvor e adoração. Então ela quebrou o bico do vaso, que era selado, e espargiu, derramou o raro perfume sobre Jesus - um tanto na Sua cabeça e o resto nos seus pés. Então, se ajoelhou e enxugou-Lhe os pés com os seus cabelos, como expressão de cordial adoração, que não pode ser menos do que isso. Adoramos quando devolvemos a ele parte daquilo que dEle recebemos. Jesus gosta muito quando o coração das pessoas se erguem em adoração a Ele. Logo que o vaso se partiu, uma fragrância maravilhosa, um perfume raro encheu toda a casa. Que cheiro maravilhoso se espalhou pelo ar! Por um momento, todos os presentes ficaram paralisados; compreenderam de repente que aquele perfume era caríssimo. Os discípulos se perturbaram com a atitude de Maria e começaram a cochichar entre eles. “Por que desperdiçar esse perfume tão caro desse jeito?”

      Então, Judas Iscariostes, o discípulo que trairia Jesus, não se conteve e disse: “Esse perfume vale uma fortuna. Deveria ter sido vendido e o dinheiro dado aos pobres.” Na verdade, pouco lhe importava que os pobres se danassem, mas era o tesoureiro do grupo e com frequência metia a mão no dinheiro das despesas dos discípulos em proveito só dele mesmo. Era ganancioso e no íntimo, um ladrão. Achou que Maria estava a desperdiçar um tesouro com Jesus.

      Mas o Salvador compreendeu tudo, pois sabia o que se passava no coração de Judas e dos discípulos também. Por isso, comentou: “Por que estais a criticar e culpar Maria? Deixai-a em paz, porque ela me fez uma boa coisa. Sempre haverá pobres na terra, a quem podereis socorrer sempre que quiserdes; mas Eu não estarei aqui entre vós por muito tempo mais. O perfume que Maria derramou sobre Mim já é a preparação para o sepultamento de Meu corpo. Ela sempre será lembrada pelo que fez hoje. A história da unção que ela me fez será contada no mundo inteiro, onde quer que as Novas do Evangelho sejam pregadas.”

      Deus deixou registo da adoração de Maria na Bíblia, de sorte que durante quase os últimos dois mil anos os povos da terra vêm lendo esta bela história, comentando e ouvindo sermões e pregações sobre o amor de Maria para com Jesus. Na África, na Ásia, na Austrália, na Europa, nas Américas, em todo o mundo ela é contada e recontada em memória da amiga de Jesus, Maria de Betânia, que sacrificou seu mais precioso bem, o vaso de alabastro de perfume raro e caríssimo, para adorar a Jesus.

 

 

Lição 9

Maria e Marta

 

 

Versículo: Mateus 6:33

 

Segunda Parte:

Maria adora enquanto Marta serve

 

      Jesus não tinha oportunidade de visitar os Seus amigos em Betânia com muita frequência, de sorte que podem imaginar a animação de Maria e Marta quando Jesus chegava para descansar, comer e desfrutar da companhia delas.

      À sua chegada, a casa logo virava uma colmeia, com Marta muito agitada, andando dum lado para outro com toda a pressa, fazendo as coisas que achava que deveriam ser feitas em virtude da presença de tão importante visitante.

      Em poucos minutos, sons familiares começavam a ser ouvidos na cozinha. O tinir de pratos, panelas, caçarolas, o bater de faca na madeira, tudo denunciava que Marta estava a fazer o possível para dar ao Senhor e os Seus discípulos a melhor refeição possível.

      Então, após alguns momentos de silêncio, Marta gritou: “Maria! Onde estás? Vem depressa! Preciso de ti para mexer a sopa e cortar a carne, Maria!”

      Rapidamente Marta passou da cozinha para a sala. “Que bonito!” Exclamou em desespero, quando viu Maria sentada a escutar Jesus, bebendo cada palavra.

      Voltando-se para o ilustre Hóspede, Marta observou um tanto irritada: “Não te importas que a minha irmã me deixe preparar as coisas sozinha? Ordena-lhe que me venha ajudar! Estou só, fazendo tudo.”

      Jesus fitou os olhos em Marta e, sorrindo delicadamente, disse: Querida Marta, estás ansiosa e perturbada por causa desses pequenos detalhes! Mas, na verdade, só há uma coisa que merece consideração. Maria achou e escolheu a porção boa - e Eu não lhe tomarei isso!”

      Não acho que isso signifique que Jesus não tenha apreciado tudo que Marta estava a fazer. Ele não a repreendeu pelo trabalho que estava a desempenhar. Não a culpou por preparar a comida e por desejar que Ele tivesse uma refeição bem feita e saborosa. Mas viu que Marta precisava duma lição espiritual muito importante. Prestem atenção que Jesus estava na casa delas só por um dia, talvez só por poucas horas. Marta viu nisso uma oportunidade de oferecer o máximo conforto a seu Hóspede de honra, enquanto Maria via nela ocasião para ouvir o Senhor, falar com Ele e Lhe fazer perguntas. Aqui estava Ele, bem em sua casa, sem as multidões que costumavam segui-Lo. Ao que sabia, a oportunidade não aconteceria de novo. Todas as outras coisas poderiam esperar - limpeza da casa, os pratos sujos para lavar, o preparo da comida; mas neste dia, este maravilhoso dia, Jesus estava aqui.

      Foi esta a melhor porção que Maria escolheu - sentar-se aos pés de Jesus e ouvir-Lhe a palavra, aprender dEle e com Ele. A Sua maior alegria residia nisto. Marta poderia pensar que ela era sonhadora, desatenta à realidade, mas Jesus gostou de seu profundo interesse na sua mensagem e no seu amor por Ele. Ele antes preferia tê-la em comunhão com Ele, sentada a Seus pés, do que ajudando Marta a preparar a comida. Foi por isso que Jesus disse: “Só uma coisa importa e vale a pena que nos preocupemos com ela - sentar-se aos Meus pés em calma e tranquilidade, aprendendo a conhecer-Me. Aprendendo a ter comunhão Comigo ao Me permitir falar com você através de Minha Palavra; você falando Comigo em oração. Você aprendendo a conhecer-Me como seu melhor amigo, de modo que possamos compartilhar os seus segredos.” É por isso que Jesus anela; é isso que ele deseja - que as pessoas tenham prazer na comunhão com Ele.

        Jesus disse: “Eis que estou à porta e bato.” Ele está à porta de seu coração e diz: “Você Me permite ser um Hóspede no lar do seu coração hoje? Não quer sentar-se Comigo, ler a Minha Palavra e falar Comigo em oração? Não quer desfrutar, experimentar a alegria da comunhão que resulta da obediência a Mim?” Ele diz: “Se alguém (homem, moça ou rapaz) ouvir a Minha voz, e abrir a porta, Eu entrarei para estar com ele (serei Hóspede no lar do seu coração); e cearei com Ele e ele Comigo” (Apocalipse 3:20). Lembre-se, não há ferrolho do lado de for a da porta. Jesus não forçará a porta para entrar no seu coração e ter comunhão consigo. Precisa de convidá-Lo, estar desejoso de tê-Lo na sua companhia.

      Lembro-me dum pai maravilhoso, cuja esposa for a para o céu. Tinha uma filha e amava a sua companhia. Mas como tinha de trabalhar o dia todo, só podiam, pai e filha, reunir-se à noite. Ele voltava do trabalho e depois do jantar passavam horas juntos, lendo um para o outro, ouvindo boa música, ou só conversando. Esse pai achava o máximo conforto e alegria na companhia da sua preciosa filha.

      O Natal se aproximava, e a filha lhe disse uma noite: “Dê-me licença esta noite, papai; tenho algo que devo fazer em meu quarto.” Durante várias semanas aconteceu o mesmo, para desapontamento do velho. Ele se sentia solitário e tinha saudades da companhia da filha, mas não queria bisbilhotar, perguntando o que ela fazia, deixando-o só. Finalmente, na manhã de Natal, ela entrou no quarto dele dizendo: “Feliz Natal, Papai!” Em seguida, estendeu-lhe um par de chinelos de renda que fizera para ele. Era nesse trabalho que vinha a gastar as suas noites durante semanas!

      Depois de agradecer a filha, ele abraçou-a e disse: “Minha querida, eu teria preferido muito mais a sua companhia todas aquelas noites em que fiquei sozinho do que este par de chinelos, nada obstante serem muito lindos e confortáveis!”

      Acho que o Senhor nos transmite a mesma mensagem, dizendo-nos: “Tinha tantas e belas coisas a partilhar consigo, mas não me deu atenção.” Precisamos de aprender mais e mais das bênçãos e importância da comunhão com Ele. Escolhamos a melhor porção, a melhor parte, como Maria - a porção que ninguém pode arrebatar de nós.

 

 

Lição 10

A Ressurreição de Lázaro

 

 

Versículo: 2 Coríntios 5:20

 

Lázaro adoece

 

      Lázaro, o irmão de Maria e Marta, adoeceu gravemente. A despeito de tudo que as suas irmãs fizeram, Lázaro foi enfraquecendo cada vez mais. Medo e ansiedade se apossaram do coração de Maria e Marta. Elas sabiam que só Jesus no mundo poderia socorrer a Lázaro.

      “Depressa!” Maria disse ao empregado, “Procure a Jesus, onde quer que esteja, encontre-O e Lhe diga: “Senhor, aquele a quem amas está doente.”

      Naquela ocasião Jesus estava a uns cinquenta quilómetros de distância, ao leste do Rio Jordão. Quando o mensageiro transmitiu a mensagem a Jesus, Ele não partiu imediatamente. Disse: “O propósito desta doença não é a morte, mas sim a glória de Deus. Eu, o Filho de Deus, serei glorificado por causa da enfermidade de Lázaro.” Ele queria dizer que a morte não iria levar e manter em suas garras aquele homem naquela oportunidade, porém Deus seria glorificado de maneira maravilhosa e especial. Por isso Jesus não se apressou.

      Vocês podem imaginar essas duas irmãs de olho na estrada, esperando Jesus a cada instante, depois que, segundo calculavam, houvera tempo de a mensagem ser entregue? Mas as horas se passavam, os dias se seguiam e Jesus não aparecia. Lázaro ia definhando cada vez mais, até que, finalmente, morreu.

 

Lázaro é sepultado

 

      Nos dias de agonia que se seguiram, Maria e Marta enfaixaram o corpo de Lázaro, segundo o costume judaico, preparando-o para o enterro. Enfaixaram o corpo com faixas de linho e lhe cobriram o rosto com um pano também de linho. Então vieram os amigos e levaram o corpo para o cemitério, depositando-o num jazigo, que era uma caverna, cuja entrada foi fechada com uma pedra grande e pesada.

      Então Maria e Marta voltaram para casa, de luto pela morte do irmão. Muitos de seus amigos estavam com elas, tentando confortá-las. Mas era a Jesus que elas queriam presente mais que a todos. Devem ter dito: “Que estranho! Nenhuma palavra de Jesus, nenhuma mensagem de qualquer espécie! Silêncio total! Se Ele tivesse vindo, facilmente teria evitado esse desfecho, mas Ele não veio.”

 

Jesus decide ir a Betânia

 

      Embora Jesus amasse a Marta, a sua irmã Maria e a Lázaro, Ele ficou onde estava por dois dias mais, e nada fez para ir ao encontro dos amigos que dEle tanto necessitavam. Só então disse aos discípulos: “Vamos para a Judeia.”

      “Para a Judeia?” Os discípulos exclamaram! Ficaram surpresos e espantados com a decisão de Jesus. “Mas Mestre,” disseram, “Faz só uns dias que os chefes judeus de lá estavam a tentar matá-Lo. E agora o Mestre quer voltar para lá?”

      Jesus acalmou os Seus discípulos, dizendo-lhes que não seria morto antes de concluir a Sua obra na terra. E acrescentou: “Nosso amigo Lázaro dormiu, mas Eu vou acordá-lo.”

      E os discípulos, pensando que Lázaro estava a experimentar um bom repouso nocturno, comentaram: Isto significa que ele está a melhorar.” Mas Jesus queria dizer que Lázaro morrera. A morte para o crente é apenas um sono para o pobre corpo casado. O corpo dorme, e o espírito e alma, o homem invisível, a pessoa imaterial, que não podemos ver, vai imediatamente para a presença do Senhor. “Ausente do corpo e presente com o Senhor”, é como as escrituras dizem.

      Quando os discípulos pensaram que Jesus se referia a sono do corpo, Jesus esclareceu-lhes: “Lázaro morreu. E por causa de vós, alegro-Me que não estivéssemos lá, porque o facto vos dará outra oportunidade de crer em Mim. Vinde, vamos até ele. “Os discípulos iriam aprender uma lição maravilhosa de tudo isso. A sua fé nEle se firmaria duma maneira que a simples cura de Lázaro não poderia fazer.

 

Marta corre de encontro a Jesus para saudá-Lo

 

      Finalmente, Jesus chegou a Betânia e Marta saiu a Seu encontro, deixando Maria esperando em casa. Logo que encontrou a Jesus, Marta disse: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.”

      Então, ela disse algo que deve ter agradado muito a Jesus: “Mas mesmo agora não é muito tarde, pois sei que Deus trará meu irmão de volta à vida se Tu lhe pedires.

      Para confortar Marta, Jesus lhe disse: “Teu irmão voltará a vida de novo. “Eu sei”, respondeu marta, “meu irmão voltará quando todos o fizerem no dia da ressurreição”.

      Então, Jesus disse-lhe esta gloriosa verdade: “Eu sou Quem ressuscita os mortos e lhes devolvo a vida. Quem crê em Mim, mesmo que morra como todo o mundo, viverá de novo, e receberá a vida eterna por crer em Mim, jamais perecendo. Crês nisto, Marta?”

      Marta sentiu-se um pouco confusa, sem entender, mas respondeu: “Sim, Senhor, creio que És o Messias, Filho de Deus, Aquele a Quem temos esperado há muito tempo. “Ela sugeriu: “Tudo que dizes deve ser verdade.” Quer tenha ou não entendido o significado das palavras de Jesus, deve ser verdade, porque a afirmação veio Daquele a quem ela reconheceu como o Filho de Deus.

 

Marta diz a Maria que o Mestre quer vê-la

 

      Marta entrou a correr em casa e encontrou a irmã sentada calmamente, esperando. “Ele está aqui,” murmurou Marta, “e deseja ver-te.” Maria ergueu-se prontamente para ir de encontro a Jesus.

 

Maria se inclina diante de Jesus

 

      Quando Maria chegou aonde Jesus se encontrava, inclinou-se a seus pés e exclamou: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão ainda estaria vivo.” Prestem atenção nisto: todas as vezes que vemos a Maria ela está aos pés de Jesus. Quando ela botou o perfume caro em Sua cabeça, ajoelhou-se e enxugou-Lhe os pés com seus cabelos, isto é, os cabelos dela mesma. Isto é inclinar-se em adoração. Quando Jesus veio a casa dela de visita, ela sentou-se a Seus pés para ouvir a Sua Palavra. Neste quadro, ela novamente. Em sua tristeza, caiu a Seus pés.

      Quando Jesus viu a Maria a chorar em sua tristeza e pesar, Seu coração se comoveu. E quando ouviu os judeus que a acompanhavam chorando com ela, sua comoção foi profunda. “Onde está Lázaro sepultado?” Jesus perguntou-lhes.

      Responderam: “Senhor, vem e vê.”

      Então, enquanto caminhavam para a sepultura, Jesus chorou!

      Porque? Por causa de sua simpatia e compaixão pelas irmãs de coração enlutado e pelos amigos delas; e por causa da tristeza e pesar que a morte trouxera. Alguns judeus comentaram: “Eles eram amigos íntimos; vejam quanto Ele o amava.” Mas outros lançaram dúvidas sobre o poder de Jesus, duvidando que ainda pudesse fazer alguma coisa por Lázaro, e disseram: “Este Homem curou um cego - por que não pode então evitar a morte de Seu amigo Lázaro?

 

Jesus ordena aos homens que removam a pedra da sepultura

 

      Então chegaram ao túmulo. Era uma caverna cuja entrada for a fechada com enorme pedra. “Rolai a pedra e afastai-a,” Jesus ordenou.

      Os pranteadores se horrorizaram! Marta, a irmã do morto, sempre muito prática, advertiu-O para não fazer isso.” A esta altura, Mestre, o fedor é horrível, visto que está morto há quatro dias; o corpo dele já está em avançado estado de decomposição.”

      Reconhecendo a sua falta de fé, Jesus respondeu-lhe com autoridade na voz: “Não te disse Eu que verias maravilhoso milagre de Deus se cresses?” Perguntou-lhe Ele.

      Diante disso, obedeceram as Suas ordens e removeram a pedra. Então Jesus ergueu os olhos para os céus e disse: “Pai, Te dou graças por Me ouvir”.

      A esta altura, grande silêncio cairia sobre o grupo. Todos haviam parado de chorar, olhando ansiosamente para Jesus. Que planejava Ele fazer? De repente, Jesus olhou para a sepultura e ordenou: “Lázaro, sai, vem para for a.” Todos os olhares convergiram para a entrada da caverna. Ouviu-se um fru-fru lá dentro e alguma coisa, alguém, se movendo, caminhando. Não, com certeza não poderia ser - mas era!

 

Lázaro sai da caverna

 

      Instantes depois, Lázaro apareceu na entrada! Era uma visão chocante, com as mãos e os pés ainda enfaixados, como as múmias. O povo abriu a boca de espanto, fitando os olhos surpresos na maravilha que Jesus fizera. Ele tinha ressuscitado Lázaro dentre os mortos!

      Naquele dia em Betânia, se Ele não tivesse mencionado específica e exclusivamente o nome “Lázaro”, todos os mortos daquele cemitério sem dúvida teriam ressuscitado também.

      Então Jesus lhes ordenou: “Tirai-lhe as faixas e deixai-o ir!” Obedeceram. Que cena de grande alegria deve ter ocorrido naquele lugar. Imagino Lázaro a abraçar Maria e Marta e a beijá-las, apertando em seguida as mãos dos velhos amigos que jamais sonharam em vê-lo outra vez em vida. Por certo ele agradeceu a Jesus repetidamente por tão poderoso milagre. Assim, Jesus novamente transformara a tristeza em alegria, as lágrimas em sorriso e felicidade.

      Aqui há uma lição para nós também. Primeiro, O Senhor Jesus nos dá vida - vida eterna. Estamos todos mortos em nossas faltas e pecados, diz-nos a Bíblia. Mas todos quantos ouvem a voz de Cristo, abrem seus corações e O convidam a entrar, recebem a vida eterna de acordo com a Sua promessa. Mas muitos que creram e confiaram nEle a vida toda não têm liberdade, não são livres. Estão “amarrados” como Lázaro, pelos maus hábitos; pelo génio horrível, e pensamentos impuros, por proferirem maldições e palavrões; por preguiça, desobediência e muitos outros pecados que os aleijam. Tais crentes precisam de livrar-se desses pecados que ferem o seu testemunho, impedem o crescimento espiritual e um trabalho consistente de ganhar almas para Cristo, além de roubar-lhes a alegria, a paz e a vitória de suas vidas. Precisamos de ouvir a Voz do Senhor. “Soltai-vos, sede livres!” A Palavra de Deus nos diz: “Sabereis a verdade e a verdade vos libertará.” Desta forma, como Lázaro, muitos precisam de ressuscitar e serem libertados, livres das amarras do pecado!

      Desta forma, muitos dos líderes dos judeus que estavam com Maria e viram tudo acontecer, finalmente creram nEle. Mas alguns foram ter com os fariseus para lhes relatar a história. Foram de facto fofocar.

      Será que nós compreendemos que causamos infelicidade quando nos queixamos e discutimos, e torramos a paciência de nossa família e dos amigos, entristecendo-os? Não, certamente não assaltamos um banco nem arrombamos uma casa para furtar e roubar, mas alguns desses pecados em nossos corações são igualmente maus aos olhos de Deus e Lhe causam muita tristeza.

      Não podemos ficar limpos desses pecados por nossos próprios meios, e não podemos renovar a nós próprios a menos que: 1) reconheçamos que tais pecados existem; A Jesus que nos perdoe e passe a reinar no trono de nossas vidas. Ele quer também que demonstremos, como fez Zaqueu, que pertencemos a Ele. E é pelo nosso modo de vida, nosso modo de agir, que damos a conhecer às outras pessoas, que Deus realizou um milagre em nossas vidas.

 

Versículos Para Decorar

 

Lição 1

"Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito..."

Efésios 6:18a

Lição 2

"Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça."

 II Timóteo 3:16

Lição 3

"Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores." Salmo 1:1

Lição 4

"Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite." Salmo 1:2

Lição 5

"Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperá."

 Salmo 1:3

Lição 6

“Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha." Salmo 1:4

Lição 7

Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos."

Salmo 1:5

Lição 8

"Porque o Senhor conhece o caminho dos justos;

 mas o caminho dos ímpios perecerá."

Salmo 1:6

Lição 9

Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."

Mateus 6:33

Lição 10

"De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos pois da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus."

2 Coríntios 5:20