Nosso Senhor Vivo


13 lições sobre Jesus e a vida do Apóstolo Paulo. Completo com versículos para decorar.

Jesus vence Satanás

Mat. 4:1-11, Lucas 4:1-13

 

 

Versículo: Salmo 119:11

 

      Numa noite, há cerca de 2,000 anos, uns anjos apareceram aos pastores no campo e deram-lhes as boas novas. O Salvador, Jesus, nasceu! Os pastores foram à Belém, para ver o Salvador.

      Os magos também sabiam acerca do nascimento de Jesus. Tinham visto uma nova estrela no céu e viajaram de longe, para ir ter com Jesus e O adorar.

      Herodes era um rei muito mau. Não estava contente ao saber que nasceu um novo rei. Ele queria matar a criança, Jesus. Satanás ficaria muito contente se Jesus fosse morto. Não queria que Jesus crescesse e morresse para os pecadores. Mas Deus O protegia.

 

      Quando Jesus tinha 30 anos, foi baptizado pelo João Baptista. Deus, o Espírito Santo, veio sobre Ele e conduzia Jesus ao deserto. Jesus ficou no deserto por 40 dias, sozinho. Estava a preparar-se para o Seu ministério e a falar com o Seu pai celestial. Durante este tempo no deserto, Satanás tentou fazer Jesus pecar. Se Jesus fizesse um só pecado, Satanás sabia que não podia ser o Salvador. Vamos ver o que Satanás tentou fazer:

 

      No fim dos quarenta dias e noites no deserto, Jesus teve muita fome. Não comia nada durante o tempo que estava ali. Desde que Jesus tinha um corpo igual a nós, tinha fome e estava casado.

      Satanás chegou-se a Ele e disse: “Se tu és o filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.” Satanás sabia que Jesus é o filho de Deus. Sabia que podia tornar as pedras em pães. Pensou que talvez Jesus teria tanta fome que obedecia a ele. Ás vezes, Satanás nos tenta na mesma maneira. Ele tenta-nos a fazer coisas erradas só para satisfazer as nossas necessidades. Como é que nos tenta quando estamos cansados ou com fome? (quer que comemos algo, depois que os pais dizem não; comer o que não devemos; queixar da comida)

      Vamos ler Lucas 4:4, para ver como Jesus respondeu ao Satanás.

      Este versículo quer dizer que temos que comer pão, mas é mais importante que conhecemos e obedecemos a Palavra de Deus. Comer alguma comida ajuda os nossos corpos a crescer e ficar fortes, mas aprendendo a Palavra de Deus nos ajuda a crescer espiritualmente.

 

      Satanás sabia, e sabe, que a Palavra de Deus é verdadeira, e não podia dizer o contrário ao Jesus. Então, tentou outra coisa.

      Levou Jesus a um alto monte e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, num momento de tempo. Jesus podia ver os reinos do mundo, sobre quais ia reinar um dia. Mas, Jesus sabia que tinha que morrer para os pecadores primeiro, e depois ir ao céu, antes de reinar aqui na terra.

      Satanás queria tentar Jesus com as coisas que podia ver com os seus próprios olhos. Prometeu dar-lhe a oportunidade de reinar aqui na terra, sem ter que morrer na cruz. Mas, para fazer isso, Jesus teria que adorar Satanás. Uma vez, Satanás era o bonito, resplandecente anjo, chamado Lúcifer. Sabe que coisa terrível que ele fez? Queria que os outros anjos adoraram a ele, em vez de Deus. Deus expulsou-o do céu, por causa do seu rebelião. Deus permite que Satanás tem um poder limitado sobre os reinos do mundo. Isto é a razão que podia oferecer-lhos a Jesus, mas só se Jesus adoraria Satanás.

      Mais uma vez, Jesus respondeu com um versículo bíblico: (Lucas 4:8) Também podemos resistir a tentação pelo recitar a Palavra de Deus e obedecendo-a. (Salmo 119:11)

 

      Satanás não desistiu, não importa que falhou duas vezes. Esta vez, levou Jesus a Jerusalém e pô-Lo sobre a parte mais alta do templo – o pináculo. Disse-lhe: “Se tu és o filho de Deus, lança-te daqui abaixo: porque está escrito: mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem, e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.”

      Satanás estava a usar a Palavra de Deus para tentar Jesus a pecar! Queria que Jesus provasse que era o filho de Deus. Se Jesus saltasse de cima do templo e caísse para o chão, as pessoas iam ver e saber que era o filho de Deus. Mas Satanás não recitou todo o versículo. A promessa de Deus é que Ele guardará aqueles que obedecem a Palavra de Deus.

 

      Jesus sabia que não foi o plano de Deus que mostrar o seu poder desta maneira. Satanás estava a apelar ao orgulho que todos os pecadores têm. Mas Jesus é o filho de Deus. Não tem aquele orgulho pecaminoso porque Jesus é sem pecado. Todos nós somos pecadores, e Satanás tenta-nos na mesma maneira. Ele tenta fazer-nos pensar que somos mais importantes do que as outras pessoas.

      Jesus usou a Palavra de Deus para se defender contra Satanás. (Lucas 4:12) Nós podemos, devemos, fazer a mesma coisa. Podemos pedir que Deus nos ajuda a lembrar e obedecer o que temos ouvido. Jesus é o nosso exemplo, e Ele usou a Palavra de Deus para vencer Satanás.

 

  

 2

Jesus ajuda alguns pescadores

Lucas 5:1-11

 

Versículo: Ex. 24:7

 

      Sabemos que os discípulos deixaram o seu trabalho e foram ter com Jesus. Seguiram-No de cidade em cidade. Não podemos fazer o mesmo, hoje em dia, porque Jesus está no céu. Que quer dizer para nós, “seguir Jesus” hoje em dia? Vamos ver se podemos ver isto ao longo da nossa história de hoje, quando Jesus ajudou alguns pescadores.

 

      Quatro pescadores estavam a lavar as suas redes. Passaram a noite inteira a pescar, e não apanharam nenhum peixe. Os homens estavam cansados, prontos para comer qualquer coisa e depois, deitar-se.

      Os pescadores ouviram uns gritos. Uma multidão aproximava-se e, no meio deles, estava Jesus. Jesus viu dois barcos junto da praia e os pescadores. Entrando num dos barcos, que era o de Simão Pedro, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra. Pedro remou um pouco e parou. Agora todas as pessoas podiam ver Jesus e ouvir as Suas palavras.

 

      Quando Jesus acabou de falar, disse ao Pedro: “Vamos ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar.”

      Pedro sabia que durante o dia, os peixes foram muito fundo no mar, onde a água era mais fria. Foi à noite quando eles subiram para comer. Pedro disse-lhe (Lucas 5:5)

      Talvez Pedro tinha dúvidas que iam apanhar algum peixe, mas estava a aprender a obedecer o Senhor Jesus.

 

      Pedro e André lançaram as suas redes. Imagina a surpresa deles quando colheram uma grande quantidade de peixes. Haviam tantos peixes que as redes começaram a romper.

      Pedro fez sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. Os homens nos dois barcos trabalharam duramente e rapidamente. Puxaram e puxaram. Finalmente, encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique.

      Pedro e os outros ficaram espantados com a quantidade de peixe. Entenderam que Jesus tinha feito mais um milagre. O filho de Deus estava lá no barco de Pedro! Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, e disse: “Senhor, ausenta-te de mim, que sou um homem pecador.” (Lucas 5:8) Sabia que era um pecador, mas queria seguir a Jesus.

      Jesus disse a Pedro: “Não temas, de agora em diante, serás pescador de homens.”

 

      Agora, vamos ler Lucas 5:11 para ver o que os discípulos aprenderam. Logo que chegaram para terra, deixaram tudo, e O seguiram. Porquê? Como creram em Jesus como Salvador, eram dispostos a deixar o seu trabalho, os pais, os amigos, as casas – tudo que tinha – para seguir Jesus.

  

 

 

 3

Jesus Vive para Sempre

Lucas 24:1-43, João 20:1-29

 

 

Versículo: João 11:25 – Faz cartazes: quem, quê, porquê, como

 

      Quem (mostre cartaz) é a pessoa mais importante que alguma vez viveu aqui na terra? (Jesus) Quê (mostre cartaz) fez Jesus? (mostre túmulo vazio) (Ressuscitou dos mortos, que quer dizer que morreu na cruz primeiro.) Porquê (mostre cartaz) Jesus morreu na cruz? (para salvar-nos, porque nos ama) Jesus estava disposto a morrer para nós porque nos ama. Como (mostre cartaz) sentiram os discípulos quando Jesus morreu? (tristes) Pensaria que, quando soubessem que Jesus estava vivo, eles ficariam cheios de alegria, não é? Mas eles tiveram um problema.

      Vamos descobrir o que era.

 

      Os discípulos de Jesus estavam chocados e tristes. Judas, um dos discípulos, traiu Jesus. Entregou-o nas mãos dos seus inimigos. Soldados cruéis levaram Jesus para ser julgado. Sem ter alguma culpa, foi condenado à morte na cruz.

      Porque é que Jesus morreu na cruz? Podem citar um versículo na Bíblia que explique porque ele tinha que morrer? (deixe os alunos responder) Jesus morreu pelos pecados do mundo inteiro. Verteu seu sangue e morreu porque cada um de nós é um pecador. Porque Jesus não tinha pecado, podia pagar o preço do nosso pecado pelo morrendo na cruz.

 

      Mãos amorosas tomaram o corpo de Jesus e colocaram-No numa sepultura. Os discípulos pensaram que nunca mais veriam o seu senhor. Mas Jesus, que é a ressurreição e a vida, não ficou na sepultura. Quando Maria e as outras mulheres foram à sepultura no primeiro dia da semana, um anjo disse-lhes: Lucas 24:6

 

      As mulheres apressaram-se para contar o que tinham visto. Parecia boa demais. Pedro e João correram até o túmulo. Quando João viu o túmulo vazio, acreditou que Jesus ressuscitou dos mortos. Pedro, todavia, não percebia o que estava a acontecer.

      Os discípulos tiveram medo que os soldados iam encontrá-los e matá-los, tal como fizeram ao Jesus. Esconderam-se num quarto, com as portas bem fechadas. Um dos discípulos, Tomás, não estava com eles. A Bíblia não nos diz porque. Os homens estavam tristes, e pensaram que talvez alguém roubou o corpo de Jesus.

 

      De repente, Jesus estava no meio deles! Os homens estavam assustados. Pensaram que ele era um espírito. Jesus disse-lhe, “Paz seja convosco.” Jesus, que sabe tudo, sabia o que estavam a pensar. Sabia que eram cheios de medo.

      “Porque acham que sou um espírito?” Jesus perguntou-lhes. Lucas 24:34-40

 

      Jesus, vendo que eles ainda duvidavam, disse-lhes “Tendes aqui alguma coisa de comer?” um dos homens deu-lhe parte de um peixe assado e um favo de mel. Os discípulos olharam para ele. De certeza, um espírito não podia comer! Agora, acreditaram que Ele estava vivo.

      Jesus começou a explicar como as escrituras falaram da sua morte. Então os discípulos entenderam que Jesus morreu para eles. Sabiam que ele estava vivo e que daria vida eterna aos todos que acreditaram nele. Depois disto, Jesus partiu.

 

      Quando o Tomás voltou ao quarto, estava surpreendido a ver os discípulos tão alegres. O que aconteceu? “Temos visto Jesus. Ele é vivo!” Tomás ouviu as palavras alegres dos seus amigos. Parecia bom demais!

      Os discípulos continuaram a insistir, “Jesus é vivo. Vimos-O com os nossos próprios olhos. Ele comeu um pouco de peixe e mel connosco.”

      Tomás disse, “João 20:25”

      Coitado do Tomás. Não podia acreditar que Jesus ressuscitou dos mortos. A semana toda os seus amigos tentaram convencê-lo, mas ele não acreditou neles.

 

      Oito dias depois, estavam outra vez os discípulos dentro, e com eles Tomás. Chegou Jesus, tal como a última vez, estando as portas fechadas. Disse: “Paz seja convosco.”

      Jesus sabe que só temos paz quando acreditamos nele. Sabia que Tomás não tinha paz porque não acreditou. Jesus virou-se e disse ao Tomás: “vs. 27”

      Tomás olhou para Ele. Era Jesus! Já não tinha mais dúvidas. Ele disse ao Jesus: Senhor meu, e Deus meu.”

 

      Jesus disse-lhe; “Porque me viste, Tomás, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.”

 

      Jesus sabia que muito em breve Ele ia voltar para o céu. Então as pessoas não podiam O ver antes de acreditar nele. Se estás a acreditar em Jesus como teu Salvador, estás a crer, sem ver. Se nunca tens aceitado Jesus como Salvador, e quer fazer isto, fala comigo depois da nossa aula.

 

 

 

 

 4 

Saulo Recebe Jesus

Actos 7:54-8:3; 9:1-19

 

 

Versículo: João 1:12

 

      Havia um líder religioso, chamado Saulo, que assistiu a morte do Estêvão. Os homens gritaram, “mata-o! Mata-o!” enquanto atiraram pedras sobre a cabeça dele. Saulo concordou com a morte do Estêvão. Estêvão pregava que Jesus era o filho de Deus, o Messias. Saulo sabia que não podia ser a verdade.

      Saulo tinha a certeza que Jesus não estava a dizer a verdade quando disse que era o filho de Deus. As pessoas que ensinaram esta mentira deviam morrer. Quando Saulo começou a virar as costas ao Estêvão, ouviu as últimas palavras dele, “Actos 7:60” Saulo estava perplexo. Porque é que Estêvão estava disposto de perdoar aqueles que estavam a matá-lo?

 

      Saulo causou a morte de muitos cristãos que viveram em Jerusalém. Então, recebeu notícias de que haviam muitos cristãos na cidade de Damasco. Saulo pediu cartas do sumo sacerdote, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens quer mulheres, podia trazê-los presos a Jerusalém. Saulo partiu para Damasco, mas a viagem não correu como esperava.

      Subitamente o cercou uma luz do céu. Saulo caiu em terra e então ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

      Saulo perguntou: Quem és Senhor?

      E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.

      Saulo percebeu o que Jesus estava a dizer. Jesus estava a dizer que quando Saulo magoava as pessoas que creram n’Ele, estava a magoar Jesus.

      Saulo percebeu que tinha sido errado! Tremendo, disse-lhe: que queres que faça?

      Disse-lhe o Senhor: levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.

      Os homens que iam com ele pararam. Não entenderam o que estava a acontecer. Ouviram uma voz, mas não viram ninguém.

      Saulo ficou de pé e olhou em redor dele. Não podia ver! Estava cego! Os homens, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco. Ele passou três dias sem ver, não comeu nem bebeu. Passou o tempo a pensar em o que Jesus tinha dito.

 

      Houve um outro homem que Deus ia usar para mostrar a Sua vontade ao Saulo. Chama-se Ananias. Ananias viveu em Damasco e era crente em Jesus. Jesus disse-lhe para ir ter com Saulo, e o que devia dizer-lhe.

      Ananias foi, e entrou na casa, e impondo-lhe as mãos disse “vs.17”

      E logo, caíram dos olhos como que umas escamas e recuperou a vista. Levantou-se e foi baptizado para mostrar a sua fé em Jesus como o seu salvador. Saulo sabia que Deus o escolheu a pregar sobre Jesus. Era incrível que Deus escolhia uma pessoa como Saulo para ensinar as pessoas sobre Jesus! Mas Deus é assim. Não importa o que temos feito, Ele está sempre pronto para nos perdoar e salvar. Basta-nos a ir ter com Ele, pede perdão dos nossos pecados, e aceitá-Lo como Salvador.

 

 

 5

A Transformação do Saulo

Actos 9:20-31

 

Versículo: II Cor. 5:17

 

      Hoje aprenderemos como a vida de Saulo mudou depois de aceitar Jesus como Salvador.

 

      “Ouviram o que aconteceu? Parece impossível, mas Deus pode tudo!” Um crente em Damasco estava a falar com outro.

      “Diga-me o que aconteceu,” replicou o amigo.

      “Ouvi que Saulo, que lançou os crentes na prisão em Jerusalém, agora crê em Jesus.”

      A notícia de como Saulo agora era um crente espalhou-se pela cidade de Damasco. No princípio, os crentes tiveram dúvidas sobre Saulo. Será que realmente aceitou Jesus como Salvador, ou é um truque para capturar os crentes? Mas as dúvidas foram-se embora quando Saulo entrou na sinagoga e começou a pregar que Jesus era o filho de Deus. Não era o mesmo Saulo. Já não odiava os crentes. As pessoas que o ouviam, diziam “vs. 21”

      Mas nem todas as pessoas que ouviram a pregação de Saulo eram contentes. Muitos recusaram de acreditar que Jesus era o Salvador. Agora que Saulo era um crente em Jesus, odiaram a ele, tal como todos os outros crentes. Juntaram-se e planearam como podiam matá-lo.

      Damasco era uma cidade, rodeada por uma muralha. Para entrar ou sair da cidade, tinha que passar pelas portas. A muralha era tão comprida que haviam casas construídas por cima. Os inimigos de Saulo esperaram o dia inteiro, ao pé das portas, para poderem matá-lo.

      Os discípulos descobriram o plano deles. Tinham que salvar a sua vida, mas como?! Levaram Saulo para cima da muralha à noite. Puseram Saulo dentro de um cesto e, cuidadosamente o desceram. Deus ajudou Saulo a escapar os seus inimigos.

 

      Saulo voltou a Jerusalém e procurava ajuntar-se aos discípulos de Jesus. Mas eles tiveram medo e não acreditaram que se converteu. Tal como os crentes em Damasco, pensaram que Saulo estava a armar uma cilada para eles.

      Um discípulo, chamado Barnabé, foi ter com Saulo. Saulo explicou-lhe como tinha falado com Jesus e agora acreditou n’Ele. Então, Barnabé o trouxe aos apóstolos e Saulo contou-lhes como ele se converteu a Jesus. Os discípulos ficaram muito alegres. Imagina, aquele que prendia os crentes e os lançava nas prisões agora está a pregar sobre Jesus. Como Deus é grande!

 

      Paulo escreveu este versículo aos crentes – II Cor. 5:17

Saulo, aquele que perseguiu os crentes, tornou-se o apóstolo Paulo, que ensinava as pessoas sobre Jesus.  Então, nós? Será que os nossos amigos e vizinhos notaram alguma diferença em nós, depois que aceitamos Jesus como Salvador? Eles olham para nós e vejam alguma coisa diferente?

 

 

 

 6 

Uma mensagem Especial Para Paulo

Actos 16:6-15

 

Versículo: Lucas 11:28

 

 

      Saulo, cujo nome agora é Paulo, descobriu que desobediência a Deus é uma coisa terrível. Toda a sua vida sofreu, sabendo que tinha magoado os crentes. Depois de ser salvo, determinou no seu coração a obedecer a Deus. Hoje, aprenderemos como Paulo esperava para a instrução do Senhor.

 

      Em todos os lugares onde Paulo andava, pregava que Jesus morreu por nossos pecados, foi sepultado, e que ressuscitou no terceiro dia. Isto chama-se “o evangelho”. Onde quer que andava, algumas pessoas creram no Senhor Jesus. Algumas não queriam ouvir o evangelho e odiavam-no. Até o apedrejavam e deixaram por morto. Deus sarou-o e Paulo continuava a servir o seu Senhor.

 

      Paulo tinha dois assistentes, Silas e Timóteo, que viajaram com ele. Falaram juntos sobre os seus planos e tentaram decidir onde deviam ir para pregar o evangelho. “Talvez Deus queria que fossemos para Ásia,” sugeriu um deles. Eles oraram e pediram a Deus a Sua orientação. O Espírito Santo disse-lhes para não ir até Ásia. Onde é que deviam ir? Continuavam a orar.

      “Talvez devemos ir par Bitánia”, sugeriu outro. Pediram a Deus e o Espírito Santo disse-lhes ‘não’ outra vez. Onde é que deviam ir? Continuavam a orar.

 

      Uma noite, Paulo tinha uma visão. Uma visão é como um sonho – todavia Paulo estava acordado – e é uma das maneiras que Deus falava às pessoas, antes de ter a Bíblia escrito. Na visão, Paulo viu um homem a chamá-lo. “Passe à Macedónia, e ajuda-nos”, rogou-lhe.

      Quando Paulo contou isto ao Silas e Timóteo, tiveram a certeza de que Deus estava a guiá-los à Macedónia. Depois de vários dias de viagem, chegaram finalmente à Filipos, uma cidade grande em Macedónia. Agora, para onde deviam ir? Era uma cidade enorme, e como não haviam muitos judeus a viver naquela cidade, não houve uma sinagoga. No Sábado, foram para a beira do rio, onde julgavam ter lugar para oração. Aí, encontraram um grupo de mulheres.

 

      As mulheres deviam ser cheias de curiosidade quando viram os homens a aproximar-se delas. Os homens sentaram-se e começaram a falar de Jesus, do evangelho.

      Uma mulher, chamada Lídia, estava muito atenta. Enquanto ela escutava, o Espírito Santo mostrava-a que os homens estavam a dizer a verdade. Ela recebeu Jesus como Salvador. Os membros da sua família também aceitaram Jesus como Salvador, e todos foram baptizados.

 

      Para mostrar a sua gratidão, Lídia convidou-os a ficar em sua casa. Ela cuidou deles o tempo todo que ficaram em Filipos.

      Deus mandou Paulo para a Macedónia porque não havia ninguém lá que podia ensinar as pessoas sobre Jesus. Algumas pessoas acreditaram n’Ele quando ouviram o evangelho. Porque Paulo obedeceu a Deus e foi onde for mandado, Deus podia usá-lo e ele viu pessoas a receber Jesus como Salvador e novas igrejas fundados. 

 

 

7

Um Carcereiro Crê em Jesus

Actos 16:16-40

 

Versículo: Actos 16:31

 

      Paulo, Silas e seus assistentes estavam sempre prontos a falar de Deus.

      Certa vez, quando andaram pelas ruas de Filipos, encontraram uma jovem que se comportava de modo muito estranho. Era uma escrava e também adivinha. Ela começou a seguir a Paulo e Silas, gritando, “Estes homens, que vos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo.”

      Sem dúvida, o que ela disse era verdade, mas o jeito como disse era muito estranho. A jovem não estava no seu estado natural, por causa do espírito mau que vivia nela. Na verdade, ela nem estava consciente do que dizia. E era pelo poder desse espírito mau que ela lia a sorte das pessoas – acontecimentos futuros que deveriam acontecer aos consulentes, isto é, aos que iam ler a sorte com ela. Quem dava a ela esse poder de prever o futuro era o diabo, e todo o mundo em Filipos sabia disso.

      Com esse esquema de adivinhação, ela ganhava muito dinheiro para o homem que era seu dono, pois era escrava.

      Isso repetiu por muitos dias. Seguia os missionários sempre a dizer que eles eram servos do Deus Altíssimo, e que ensinavam sobre como podemos ser salvos. Um dia, Paulo virou e disse ao espírito mau que vivia na jovem escrava: “Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo: Retira-te dela!” No mesmo instante, o espírito mau deixou a jovem em paz. Ela então se tornou uma pessoa normal como as outras, sem os poderes de adivinhação. O poder de Jesus expulsou o espírito mau que havia se apossado, mas a partir de então ela não podia mais cair em transe e dizer o futuro das pessoas. Deus, através do ministério do Paulo, fez uma maravilha em favor daquela jovem. Entretanto, quando seus donos compreenderam que ela não podia mais ganhar dinheiro para eles por meio de adivinhações e que sua esperança de riqueza por esse meio fora reduzida a pó, ficaram furiosíssimos.

     

      Agarram a Paulo e Silas e os arrastaram para a praça, à presença das autoridades. E diante delas disseram: “Estes homens estão a causar um grande tumulto em nossa cidade.”

      O povo deu apoio ás acusações contra Paulo e Silas de sorte que, as autoridades acreditaram nas mentiras e, tirando-lhes as roupas, mandaram açoitá-los. Depois que receberam muitas chibatadas, foram jogados numa prisão, onde o carcereiro recebeu instruções de mantê-los com toda segurança. Diante de tais ordens expressas, o Carcereiro colocou-os numa masmorra e lhes prendeu os pés num tronco. O carcereiro sabia que se esses prisioneiros fugissem, ele próprio seria punido com a morte. Por isso lhes prendeu os pés no tronco, para assegurar-se de que não teriam a menor possibilidade de escapar.

     

      Paulo e Silas se acharam sozinhos na cela. Que faríamos nós numa situação dessas? Murmurar, queixarmos e culpar a Deus, dizendo: “Por que permitiste que tal nos acontecesse, quando trabalhamos par Ti da melhor maneira possível?”

      Mas não foi assim que Paulo e Silas reagiram! Haviam sido terrivelmente maltratados, injustamente acusados, sem que lhes permitissem qualquer defesa contra as falsas acusações que fizeram contra eles; além disso, se achavam impossibilitados de dormir ou até de mover-se um pouco sem muita dor. Então, o que fizeram eles? Recordando o quanto e como Jesus sofreu dores na cruz, e como avisou a seus seguidores de que eles seriam perseguidos por amor de Seu nome, Paulo e Silas consideram uma honra sofrer Paulo e Silas começaram a orar e a cantar hinos ao Senhor. Os outros prisioneiros, ouvindo-os, devem ter pasmado sobre o que estava a acontecer. De repente, sobreveio um terramoto tão forte e violento que os alicerces da cadeia foram abalados, todas as suas portas se abriram e as correntes de todos os prisioneiros caíram! O carcereiro despertou do sono. Vendo que algo fora do comum acontecia, vestiu-se e foi verificar qual era o problema. E quando viu todas as portas da cadeia abertas, presumiu logo que todos os presos haviam fugido. Isso significava que ele próprio seria executado na manhã seguinte, por ter deixado que os prisioneiros escapassem. Por isso, preferiu se antecipar à vergonha da execução e sacando da espada estava para se matar, para não ser torturado pelas autoridades raivosas.

 

      De repente, Paulo gritou para o carcereiro: “Não te firas! Todos estamos aqui! Ninguém fugiu!” O carcereiro, ao ouvir o brado de Paulo, estava apavorado! Embainhou a espada aliviado, pois sabia que dentro de poucos minutos mais teria morrido.

      “Uma luz!” gritou o carcereiro. “Tragam uma luz!” Um empregado veio correndo com uma tocha, e o carcereiro viu a Paulo e Silas saindo da masmorra. Sabia que esses eram os homens muito religiosos que estiveram pregando em toda Filipos sobre o modo como todos poderiam ser salvos. Já ouviu muita conversa sobre estes dois homens antes que eles viessem para a cadeia ali. Agora estava ansioso para conhecer o segredo de Quem podia fazer com que presos no calabouço da morte pudessem cantar no meio da noite; o segredo de Quem podia fazer com que as portas da cadeia se escancarassem, e que lhe podia salvar a alma. Trémulo, o carcereiro caiu de joelhos diante de Paulo e Silas, clamando: “Senhores, que devo fazer para ser salvo?”

      Paulo e Silas rapidamente responderam ao carcereiro: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa.” Não houve nenhuma hesitação, nem qualquer comentário sobre o erro ou o acerto de certas práticas. A mensagem foi simples, clara, directa e facílima de entender: “Crê (coloca tua confiança n’Ele) no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa.” É a mesma coisa para você e sua casa, isto é, a sua família. Deus pode salvá-lo e também pode salvar os membros da sua família.

 

      Naquele instante, ali mesmo, Paulo e Silas foram convidados a irem à casa do carcereiro. Com toda certeza não estavam apresentáveis, pois tinham as roupas em farrapos, as costas manchadas de sangue, as mãos sujas, e a barba emaranhada e trançada. Mas o carcereiro lhe3s deu roupas melhores e os fez sentar à mesa para comerem e, nessa ocasião, Paulo instruiu o carcereiro, os membros de sua família e os servos na Palavra de Deus.

      Este carcereiro romano, rude e severo, agora um crente em Jesus Cristo conversava com os dois missionários, e a conversa se estendeu pela madrugada. Paulo e Silas foram agora tratados como hóspedes, e não mais como prisioneiros.

      Antes de amanhecer, Paulo e Silas baptizaram o carcereiro e a todos de sua casa. Todos, se regozijaram no Senhor.

 

 

 8 

Paulo em Éfeso

Actos 19:11-20:1

 

 

Versículo: Filipenses 4:13

 

      A cidade de Éfeso era famosa pelo seu grande templo à deusa Diana. Era um templo de arquitectura surpreendente. Acreditavam que Diana fosse uma deusa que caiu do céu, mas na verdade não era mais do que uma imagem. Milhões de pessoas vinham de toda parte do império romano para adorar a imagem de Diana em Éfeso. Os fundidores ganhavam muito dinheiro com a fabricação de imagens de prata e de bronze de Diana para vendê-las aos devotos da deusa Diana.

      Onde quer que Paulo foi. Pregava sobre o Senhor Jesus. Deus deu a Paulo poderes miraculosos especiais a fim de mostrar ao povo que ele ensinava a verdade de Deus. Paulo impunha as mãos nos doentes e os curava. Igualmente, expulsava demónios em nome de Jesus.

      Um certo indivíduo de nome Ceva, um sacerdote judeu, tinha sete filhos homens e esses sete irmãos viram Paulo expulsar os espíritos maus em nome de Jesus. Eles então decidiram imitar Paulo, achando que “JESUS” era uma palavra mágica. Esses sete disseram a um homem possesso do demónio: “nós te ordenamos, em nome de Jesus que Paulo prega, que saias deste homem.”

      E o demónio que estava no homem respondeu: “A JESUS conheço, a Paulo eu conheço; mas vós, quem sois?” Então, o endemoninhado pulou em cima dos sete irmãos, rasgou-lhes as roupas e lhes deu uma surra. Com muita dificuldade os sete irmãos conseguiram escapar dele e fugir.

 

      Quando o povo ouviu este caso, convenceu-se de que os mágicos eram falsos e que só Jesus, o Filho de Deus, podia fazer milagres verdadeiros. O povo temeu a Jesus e perdeu o respeito pelos mágicos que o tinham enganado. Muitos dos que tinham enganado o povo, fazendo com que as pessoas cressem em suas mágicas, entregaram seus livros e talismãs, confessando que tais objectos não tinham poder. Com a pregação de Paulo em Éfeso, muita gente renunciou as suas imagens para adorar o Deus Verdadeiro. Os crentes fizeram uma enorme fogueira e queimaram todos os livros de mágica e bruxaria dessa gente, no valor de muitos milhões. De agora em diante queriam servir ao Deus verdadeiro. Assim, a venda das imagens de Diana começou a cair, de sorte que os comerciantes se preocuparam. Demétrio, um fabricante que ficou rico vendendo nichos para Diana, convocou seus colegas de profissão e lhes explicou o que estava a acontecer.

      “Senhores,” disse ele, “sabeis que ficamos ricos fabricando imagens da deusa Diana, mas agora esse tal de Paulo está pregando contra ela. Ele diz que não há deuses feitos pelas mãos humanas. Ele é uma grande ameaça ao nosso negócio. Além disso, ele despreza nossa grande deusa Diana que o mundo inteiro adora.”

 

      Os fabricantes que estavam preocupados com a perda de seu negócio, ficaram umas feras quando ouviram essa explicação de Demétrio. Saíram mais que depressa, acharam dois amigos de Paulo, e os arrastaram para um grande anfiteatro ao ar livre. Logo uma multidão se formou e todos começaram a gritar: “Grande é Diana de Éfeso!” A cidade inteira logo ficou num enorme estado de confusão com gente correndo para o anfiteatro para ver de que se tratava.

      Paulo tentou entrar no local para ajudar seus amigos, mas os crentes o impediram. Os fabricantes de imagens estavam com tanta raiva, que teriam matado a Paulo se o pegasse. O tumulto durou por duas horas. Finalmente, o povo ficou rouco de tanto gritar, e concordou em ficar quieto para ouvir o escrivão da cidade. Esta autoridade assegurou ao povo que Paulo e seus seguidores não pretendiam destruir a deusa e seu templo. Também lembrou os presentes de que a cidade tinha justiça e que quaisquer disputas e conflitos deveriam ser decididos em juízo. Então o povo aos poucos se dispersou e foi para casa.

     

      Mais uma vez Deus protegeu a Paulo, que achou melhor ir embora de Éfeso. Os crentes estariam em maior segurança sem a presença dele. Para nós é difícil imaginar como seria se tivéssemos gente contra nós, como Paulo teve. Ele ensinava como receber o perdão e a vida eterna, mas foi tratado como se fosse um criminoso da pior espécie, em todas essas cidades. Mas essas tentativas contra sua vida não impediram Paulo de pregar sobre o Salvador que ele amava.

      Você está disposto a sofrer por Jesus? Isso pode significar que um colega de classe ou um vizinho riam de si por ser crente. Pode significar também uma tomada de posição em favor do que é correcto e direito, quando pessoas a seu redor estiverem a fazer coisas erradas. Pode significar também retirar-se quando alguém estiver contando uma piada imoral, ou a recusa de olhar fotografias indecentes. Pode significar também que se torne um missionário num país estrangeiro, como Paulo.

      Paulo considerava um privilégio sofrer por Cristo. Deus recompensará os que fielmente O servirem, mesmo que isso signifique que devam sofrer. Vamos pedir a Deus que nos ajude a viver para Ele fielmente.

     

 

 

 9 

Paulo é Preso em Jerusalém

Actos 21:1 – 23:22

 

Versículo:

 

      Depois que saiu de Éfeso, Paulo viajou a várias cidades, sempre pregando o evangelho. Chegou uma altura em que Paulo entendeu que o Espírito Santo de Deus estava a mandá-lo para Jerusalém. E assim, foi-se.

      Tudo marchou bem em Jerusalém durante uns poucos dias, mas certa feita, quando Paulo foi ao Templo, um dos judeus o reconheceu. Era o traidor Paulo, que fora um deles no ódio que devotavam aos crentes, mas se arrependeu e se tornou um crente, ele próprio! Era este o Paulo que já fez com que muitos judeus se convertessem à nova religião do tão odiado Jesus. Esse judeu que reconheceu a Paulo disso tudo isso a seus companheiros que estavam próximos.

 

      “Homens de Israel, socorro!” gritaram esses judeus. “Este é o homem que por toda parte ensina contra o povo e contra a lei, e contra este lugar!” Rapidamente juntou-se uma multidão. Achavam que no meio deles estava um traidor de Israel, merecedor da morte! Vinha gente correndo de todo lado para ver o que estava a acontecer. Arrastaram Paulo para fora do templo e começaram a surrá-lo sem piedade, com o propósito de matá-lo ali mesmo. Os soldados romanos que estavam de guarda nas proximidades, vendo o distúrbio, correram para o local para ver quem o estava causando, perturbando a ordem pública. Quando os judeus viram os soldados romanos, pararam de bater em Paulo. O comandante do destacamento, arrebatou Paulo dos judeus e ordenou aos soldados. “Colocai duas algemas nele!” Em seguida, se virou para a turba e interrogou: “Quem é este homem, e o que fez ele para ser tratado dessa forma?”

Os judeus, enraivecidos, gritavam todos ao mesmo tempo, e um dizia uma coisa e outro dizia outra, de sorte que o Comandante, sem entender qual a causa do distúrbio e da agressão a Paulo, ordenou a seus soldados que o levasse para o quartel.

      Quando os soldados começaram a levar Paulo pelo meio da multidão, o povo se tornou violento de novo. E era tanta a vontade de matar a Paulo, que os soldados tiveram de carregá-lo escada acima. A multidão gritava repetidamente, “Fora com ele! Vamos matá-lo!” O comandante, perguntou ao Paulo de quem era.

      “Sou judeu, um cidadão de Tarso, e pediu ao comandante permissão para falar ao povo. O comandante deve ter ficado surpreso ao ver Paulo tão calmo depois do ataque que sofreu. Deu-lhe a permissão pedida.

 

      De pé, nos degraus da escada, onde podia ser visto por todos, Paulo pediu silêncio ao povo enfurecido. Quando o ouviram falar em hebreu, todos se dispuseram a ouvir.

      Paulo disse ao povo que ele também era judeu, e que havia estudado as Escrituras. Lembrou à audiência de como ele fora zeloso no cumprimento da lei. Também ele acreditava que os seguidores de Jesus estavam errados e que deveriam ser destruídos, pelo que ele, Paulo tinha feito muito esforço para colocá-los na cadeia. Até recebeu carta de autorização do sumo-sacerdote para ir a damasco à procura de crentes naquela cidade a fim de trazê-los para Jerusalém para serem punidos.

      Então Paulo contou aos judeus o que lhe aconteceu no caminho de Damasco. Por mais estranho que parecia, os judeus escutaram com atenção o testemunho de Paulo. Paulo falava de modo tão convincente! Ele prosseguiu, relatando como ficou cego e teve depois sua vista recuperada pelo poder de Deus.

 

      Paulo continuou, “Deus me mandou deixar Jerusalém porque estava a enviar-me para longe para pregar aos gentios,” isto é, aos que não são judeus. Quando eles ouviram a palavra “gentio”, começaram a gritar de novo. Isso era demais para os judeus irados. Eles criam que a salvação era só para os judeus, não para os gentios. Como Paulo podia comungar comos gentios desprezíveis, quanto mais pregar-lhes as sagradas escrituras?

      “Fora com esse homem, vamos varrê-lo da face da terra!” eles gritaram. “Não convém que ele viva!”

      O comandante, não compreendia a língua hebraica, de sorte que não sabia o que Paulo disse ao povo. Mas vendo o comportamento dos judeus, o comandante achou que Paulo deveria ser um terrível criminoso. Ordenou a seus homens que o trouxessem de volta ao quartel e o preparassem para ser açoitado. Uma surra com um chicote de muitas pontas com bolas de ferro o faria confessar depressa os crimes terríveis que deveria ter cometido.

      Quando os soldados romanos o amarraram para ser açoitado, Paulo perguntou-lhes: “É lícito açoitar um cidadão romano que não foi julgado nem condenado?”

      Quando o soldado que ia comandar a surra ouviu que Paulo era cidadão romano, foi falar com o comandante e disse: “Precisamos ter cuidado com o que faremos com este homem porque é cidadão romano.” Roma era exigente no tratamento de seus cidadãos, não permitia que fossem castigados sem prévio julgamento.

      Então o comandante veio e perguntou a Paulo: “És romano? Eu tive de pagar muito dinheiro para obter minha cidadania romana.” Não era romano de nascimento, mas adquiriu a cidadania romana, que era um grande privilégio, e servia no exército romano. Paulo era judeu de Tarso, mas também adquiriu a cidadania romana pela nascença.

      Imediatamente cancelou a surra, pois sabia que um cidadão romano não poderia ser surrado legalmente sem antes ser julgado e condenado.

 

      No dia seguinte, deu ordens para que Paulo fosse levado ao templo para ser ouvido pelo Sinédrio judaico. O Sinédrio era a corte de justiça. Paulo iniciou a sua defesa. Paulo sabia que o Sinédrio era formado de dois grupos, o dos fariseus e o dos saduceus, que discordavam entre si. Os saduceus não acreditavam na vida após a morte, na ressurreição, nos anjos e nos espíritos, enquanto os fariseus criam em todas essas coisas. Paulo exclamou: “Varões irmãos, sou fariseu, filho de fariseu. Estou sendo julgado por minha fé na ressurreição dos mortos.” Essas palavras agradaram os fariseus, mas os saduceus, que não criam em nada depois da morte, ficaram muito transtornados. Os dois grupos discutiram tanto que o comandante, temeroso de que Paulo acabasse sendo feito em pedaços, ordenou aos soldados que o levassem para a segurança do quartel.

      Paulo deve ter sentido desencorajado naquela noite, quando se deitou no seu catre, acorrentado e sozinho. Cometeu um erro ao vir a Jerusalém? Os judeus não queriam ouvir seu testemunho. Seu trabalho para Jesus deveria terminar deste jeito? Naquela noite, Paulo teve muito tempo para meditar na situação.

      De repente, Paulo viu o Senhor de pé a seu lado. Ouviu-O dizer estas palavras: “Coragem, Paulo! Porque do mesmo modo como testificastes de Mim em Jerusalém, deves dar testemunho também em Roma.” Como essas palavras encorajaram a Paulo! Deus estava com ele, e não estava sozinho. Deus continuava a dirigir sua vida, realizando Seus propósitos. É assim connosco também. Deus nunca nos abandona ou nos rejeita, mas nos ajuda a prosseguir no caminho certo.

 

 10

Paulo Perante Governadores e Reis

Actos 23:23-35;  24:1-26;  32

 

Versículo:

 

      Paulo estava preso num quartel romano em Jerusalém. Seus inimigos judeus o haviam agarrado no Templo e o teriam matado, se não fora o socorro dos soldados romanos. A fim de garantir a segurança de Paulo, o comandante fez planos de mandar Paulo imediatamente de Jerusalém para Cesaréia, uma cidade costeira no mar Mediterrâneo, que era a capital romana da Judeia. Lá, era menos provável que os judeus provocassem tumulto, porque havia mais tropas romanas do que em Jerusalém, onde Paulo estava preso.

 

      Em obediência as ordens do comandante, dois centuriões convocaram duzentos soldados para escoltar Paulo para fora da cidade. Paulo foi montado num cavalo também. Imaginem como ele se sentiu ao cavalgar noite adentro para longe dos que pretendiam matá-lo em Jerusalém. Deus novamente o protegeu!

      Finalmente, chegaram a Cesaréia e Paulo foi entregue a Félix, o governador. A escolta também entregou uma carta do comandante, através da qual explicou que Paulo teria sido morto pelos judeus se não for a intervenção dos soldados romanos que o salvaram.

      Depois de ler a carta, Félix perguntou de Paulo sobre sua origem, onde nasceu, e então prometeu-lhe ouvir seu caso quando os acusadores chegassem. Enquanto isso, Paulo ficou detido, como prisioneiro de Roma. Cinco dias após a chegada de Paulo a Cesaréia, Ananias, o sumo-sacerdote, veio de Jerusalém para apresentar as acusações contra Paulo.

 

      O advogado começou seu discurso diante de Félix, dizendo que era um grande administrado e que o povo judeu muito o admirava. Naturalmente isso era com o fim de agradar o governador para angariar suas simpatias. Depois, começou sua acusação contra Paulo. “Este homem é uma peste, um criador de casos, que agira o povo e provoca violência.”

      A acusação contra Paulo era muito séria, porque os romanos eram amantes da lei e da ordem. O que ele disse contra Paulo era mentira, conforme o próprio Paulo teve oportunidade de salientar quando chegou a sua vez de falar em sua própria defesa. Ele negou as acusações.

      “Há doze dias subi a Jerusalém para adorar,” disse Paulo. “Eu estava tranquilamente cuidando de minha adoração, e não incitando qualquer tumulto. Os judeus que me encontraram no Templo deveriam estar aqui para testemunhar contra a minha fé na ressurreição dos mortos. É disso que sou acusado.”

 

      Félix sabia que Paulo tinha muitos seguidores. Imaginou que alguns deles fossem ricos e lhe pagassem uma grande soma de dinheiro para que soltasse Paulo. Talvez valesse a pena esperar, pensou. Enquanto esse governador ávido de riquezas, super corrupto, esperava uma oportunidade de ganhar dinheiro às custas do preso, Paulo permanecia na cadeia, acorrentado a um guarda romano. Um dia, Félix recebeu ordem de César, o imperador, para voltar a Roma. Foi demitido de seu cargo de governador e para seu lugar foi nomeado um homem de nome Festo. Quando isso aconteceu, Paulo já estava na prisão há dois anos completos.

 

      Afinal, houve mais um julgamento para o Paulo. O novo governador queria mandar Paulo de volta à Jerusalém e deixar os judeus julgá-lo. Paulo sabia que os judeus só queriam matá-lo. Então Paulo disse-lhe: “Estou diante do Tribunal de César. Não pratiquei nenhuma ofensa contra os judeus, como vossa excelência sabe. Se cometi algo digno de morte, não me recuso a morrer mas, por outro lado, se nenhuma dessas acusações são verdadeiras, ninguém ode me entregar nas mãos deles. Eu apelo a César.” O governador não podia negar o apelo do prisioneiro porque Paulo era cidadão romano e como tal tinha todos os direitos de um cidadão livre de Roma. Concordou em mandar Paulo para Roma para ser julgado no Tribunal de César.

      Ele ficou sem saber que espécie de relatório sobre Paulo que deveria mandar a César. Teria de mandar dizer alguma coisa, mas certamente esse homem nada fez que mereceu a morte. Enquanto pensava no que escrever sobre Paulo ao Imperador de Roma, recebeu uma visita muito especial: o rei Agripa.

      Tendo em vista que os hóspedes reais ficaram muitos dias, decidiu pedir a eles que solucionassem o problema de Paulo. “Gostaria de ouvi-lo eu próprio,” disse o rei Agripa. Parecia um caso muito interessante. O rei entrou na sala de audiência. Paulo, acorrentado, falou à audiência a respeito do Messias Prometido, que os judeus vinham esperando desde os tempos antigos, afirmando perante todos que Jesus era esse Messias, e que ressuscitou dos mortos como prova de que Ele é Deus. A voz de Paulo se elevou quando ele, com muita eloquência falou da ressurreição de Jesus.

      O que Paulo acabou de dizer mexeu muito com o rei Agripa. É possível que ele até tenha ficado sem jeito, pois respondeu: “quase me convences a ser cristão,” isto é, um crente em Jesus.

      Paulo sabia que “quase” ser crente não era bastante. Respondeu “meu desejo é que não somente vossa majestade mas todos os presentes aqui não fossem apenas “quase” convencidos, quase persuadidos, mas fossem total e completamente convencidos e persuadidos a se tornarem crentes como eu.”

      O rei se levantou. Isso significava que a audiência estava suspensa e que o rei não queria mais ouvir a Paulo, cujas palavras muito o incomodaram. Em seguida os guardas levaram Paulo de volta para  a prisão. Concordaram entre si que Paulo estava inocente de qualquer crime, mas como apelou para César, deveria ser enviado a Roma para julgamento.

      Lamenta por Paulo? Ele não ficou com pena de si próprio. Paulo tinha uma consciência limpa e a presença do Senhor estava com ele. Tinha a certeza de que, embora morresse, ressuscitaria para viver eternamente com Deus no céu. O rei é que era digno de pena! Vivia em palácios no maior luxo, comendo do bom e do melhor, vestindo roupas reais e recebendo honrarias da parte de muita gente. Mas não tinham mais nada além de sua vida na terra, nenhuma esperança eterna, como Paulo tinha. Essas pessoas, embora poderosas e ricas, não tinham também paz interior, só tinham uma consciência pesada. Paulo, embora fosse prisioneiro, era muito mais feliz, como você também pode ser, se conhecer a Jesus. Mas se não O conhece, pode vir a Ele e recebê-Lo pela fé, hoje mesmo.

      Não seja como o rei Agripa que foi quase persuadido a crer em Jesus. Quase não é suficiente. Para ser salvo, deve dizer sim a Jesus, de todo seu coração, com sinceridade, como Paulo fez.

     

 

 

 11 

O Naufrágio

Actos 27:1-42

 

 

Versículo: Gen. 28:15

 

      O governador Festo concordava, a pedido de Paulo, em enviá-lo a Roma para ser julgado. Paulo tinha esse direito como cidadão romano que era.

      Um centurião de nome Júlio foi encarregado de escoltar Paulo e os outros prisioneiros. A maioria dos prisioneiros que iriam com Paulo havia violado as leis romanas. Os que fossem condenados dentre eles, seriam jogados às feras no coliseu, para divertimento das multidões daquela cidade. Festo explicou a Júlio que Paulo não havia violado nenhuma lei. Estava sendo julgado por acusações dos judeus, em questões religiosas, e por isso Júlio tratou Paulo com cortesia.

      Mas os navios que zarpavam directamente de Cesaréia para Roma já haviam partido porque já era Outono, e o Inverno aproximava. Por isso, os viajantes tiveram de pegar um navio menor, um barco costeiro que velejava pela costa, onde os prisioneiros fariam transbordo para um navio com destino a Roma, se pudessem ainda encontrar um.

      Quando o navio aportou em Sidom para receber carga, o centurião Júlio permitiu que Paulo desembarcasse para visitar os amigos que tinha naquela cidade portuária. Deve ter sido muito animador para o apóstolo poder encontrar com os irmãos em Cristo naquele lugar.

      Mas não demorou e Paulo já estava de volta ao navio, novamente velejando runo oeste para Roma. Como já era fim do Outono e os ventos estavam se tornando fortes com a aproximação do Inverno, o navio não seguiu uma rota de alto mar, antes se manteve próximo à costa e muitas vezes ancorava. Finalmente chegaram à cidade de Mirra, onde encontraram um navio egípcio zarpando para Roma com uma carga de trigo. O capitão do navio conseguiu lugar para Júlio, os soldados e os prisioneiros. Havia 276 pessoas a bordo, que era muita gente para um navio daquela época.

 

      Quase imediatamente enfrentaram perigos. Por causa de um vento, o navio foi obrigado a velejar perto da costa. Finalmente chegaram a um porto na Ilha de Creta a que chamavam de Porto Belo. Ancoraram. Vendo que era perigoso velejar por causa dos ventos, agora que o Inverno estava próximo, Paulo sugeriu que ficassem naquele porto em Creta até que o Inverno passasse. Paulo era um experiente marinheiro, graças às muitas viagens que fizeram por mar, e sabia que os ventos de Inverno eram perigosos. Já naufragava três vezes! (2 Cor. 11:25) Por isso, avisou o centurião de que correriam sério perigo se prosseguissem.

      O capitão do navio não quis ficar em Porto Belo, porque era um porto pequeno. Decidiu velejar para Fenice, que estava apenas 65 km. Dali. Fenice era um porto muito maior na Ilha de Creta e um lugar mais adequado para abrigar tantas pessoas durante o Inverno. Quando o vento mudou de direcção, o capitão teve certeza de que tomou a decisão certa. Levantando âncoras e desfraldando as velas, puseram-se ao mar novamente.

      Mas o vento suave de sul logo mudou. As ondas ameaçavam traga o navio. O capitão se preocupava com a possibilidade de ser afastado da rota pela violência do vento, indo dar aos bancos de areia nas costas, onde com certeza naufragariam.

      A tempestade não amainou. Ao invés disso, aumentou de intensidade. As ondas jogavam água dentro do navio, que também começou a fazer água no porão. O capitão, com medo de afundar, mandou jogar cara na água, para aliviar o peso. Primeiro foi a carga mais leve, mas quando o perigo aumentou, mandou jogar também no mar os sacos de trigo, a sua carga mais importante.

      Durante dias, o navio foi jogado de um lado para o outro nas ondas do mar revolto. Os marinheiros e os passageiros também trabalhavam desesperadamente. Por causa do grande perigo e do empenho para salvar o navio ninguém se lembrou de comer. Não era importante comer quando todos estavam numa situação em que a morte poderia sobrevir a qualquer momento.

 

      Paulo, entretanto, não temia a morte. Lembrava-se da promessa que Deus lhe fez, que ele deveria ser Sua testemunha em Roma. Levantou-se diante dos marujos e disse: “Senhores, não estaríamos nesta situação de desespero se tivésseis me ouvido, permanecendo em Porto Belo durante o Inverno. Mas agora, tende bom ânimo, porque nenhum de vós se afogará. Só se perderá o navio. Eu sei porque um anjo de Deus, a Quem sirvo, me revelou esta noite que serei levado à presença de César, e que todos os meus companheiros também se salvarão.

      Paulo era um prisioneiro, mas era o líder, agora, na hora do perigo. Deus ajuda Seu povo a não entrar em pânico, mesmo quando tudo parece estar errado.

      Depois de 14 dias sendo atacados pela tempestade, os marujos experientes concluíram que estava próximos de terra. As águas estavam a ficar muito rasas, o que representava novo perigo – choque com rochas e bancos de areia.

      Quando começou a amanhecer, os homens gritaram, “Olhem! Terra a vista!” Se eles ao menos pudessem alcançá-la… Mas, de que forma?

 

      Paulo pôs-se de pé, e disse às pessoas que comessem algo. Não comiam há duas semanas. Se não renovassem suas forças, como poderiam lutar para salvar suas vidas?

      Paulo, então, tomou o pão, e dando graças na presença de todos eles, começou a comer. Quando Paulo começou a comer, o povo decidiu comer, também.

      Sabiam que era importante para eles terem forças para enfrentar o que vinha pela frente. Quando escutaram as palavras de Paulo e começaram a comer, ficaram menos amedrontados e mais esperançosos.

     

      Subitamente o navio chocou-se contra alguma coisa e parou. Um grande barulho fê-los saber que haviam-se chocado contra um banco de areia e estavam encalhados. As grandes ondas cobriam o navio e subitamente o navio partiu-se em dois. Havia somente uma esperança de salvamento agora – nadar até a praia.

      Os soldados romanos, acorrentados a seus prisioneiros sabiam que não poderiam nadar até a costa com o peso das correntes. Por outro lado, se eles perdessem seus prisioneiros, teriam que pagar com suas vidas. Os soldados vieram apressadamente ao centurião. “Deixe-nos matar os prisioneiros para impedi-los de fugir.”

      Júlio havia adquirido um grande respeito e amizade por Paulo e não queria que ele fosse morto. “Não,” ele disse. “Liberte-os e deixe-os nadar até a costa.”

      Rapidamente soltaram as correntes e todos saltaram ao mar, sabendo que era o único meio de salvarem suas vidas. Aqueles que sabiam nadar, nadaram e, aqueles que não sabiam, arranjaram pedaços de destroços do navio para manterem-se flutuar.

      Dessa forma, todos chegaram à terra, tremendo de frio, mas todos a salvo, tal como Paulo lhes prometeu. Deus cumpriu a sua promessa. Todos haviam-se salvado. E agora, todos sabiam que as palavras de Paulo eram verdadeiras. Deus tomou um trágico acontecimento e usou-o para glorificar a Si mesmo.

      Vamos pedir a Deus que nos ajude a confiar nele e não temer quando os problemas surgirem.  

 

 

12      

Roma, Afinal!

Actos 28:1-16

 

 

Versículo: Deut. 7:9

 

      Quando todos os sobreviventes do navio, completamente exaustos, e tremendo de frio, conseguiram chegar à praia, os habitantes da ilha os encontraram e os receberam de forma bondosa. Sem dúvida observaram a destruição do navio e viram seus ocupantes saltarem e nadarem até a costa.

      O povo da ilha começou a preparar uma enorme fogueira para aquecer os náufragos encharcados. Sacudiam a cabeça, incrédulos, ao verem, um a um, todos chegando vivos à praia. Paulo, começou imediatamente a juntar madeira para a enorme fogueira destinada a aquecer e secar os náufragos.

      Quando Paulo estava colocando mais lenha na fogueira, repentinamente uma víbora surgiu do meio da lenha e mordeu a mão de Paulo. Os nativos do lugar ficaram atónitos ao verem o que aconteceu a Paulo. Sabiam que uma picada de víbora significava morte instantânea. Comentaram entre si: “Aquele homem deve ser culpado de um crime terrível, porque embora tenha conseguido sobreviver ao naufrágio, está agora recebendo o que merece (morte). Morrerá imediatamente pela acção do veneno da víbora.”

      Paulo viu a cobra e certamente sentiu a mordida. Sacudiu a cobra do seu braço para dentro do fogo e continuou seu trabalho juntando lenha para a fogueira. Mas os nativos ficaram observando-o e esperando que perdesse as forças e caísse morto. Mas nada disso aconteceu! Os nativos, estavam grandemente espantados porque ninguém jamais sobreviveu a picada de uma víbora.

      “Ele não deve ser um criminoso, finalmente disseram uns aos outros. Deve ser um deus!” E, então, passaram a olhar para Paulo com termos e respeito.

      Depois que estavam bem secos e aquecidos pela fogueira, os nativos levaram-nos ao governador, Públio, que os proveu de alimento e os alojou.

      Quando Paulo soube que o idoso pai do governador estava enfermo, Paulo perguntou se ele poderia ver o ancião. Impondo suas mãos sobre o pai, Paulo orou a Deus para que o curasse. Quando Deus curou o homem, os nativos, maravilhados, começaram a trazer outros enfermos para serem curados por Paulo e Deus curou a todos através da oração de Paulo. Esta foi a primeira vez que esses nativos ouviram acerca do Deus Verdadeiro, e assim, Deus usou os milagres para fazê-los ouvir o testemunho de Paulo sobre Jesus Cristo.

      Os náufragos foram forçados a permanecerem na ilha por três meses, até terminar o Inverno e haver condições de segurança para prosseguirem sua jornada. O povo da ilha fez um grande banquete de despedida para Paulo e seus amigos. Enquanto os nativos davam adeus aos viajantes, o navio afastava-se lentamente do porto para o mar aberto. Deus usou aquela grande tempestade e o terrível naufrágio para trazer o Evangelho àquela pequena ilha e Paulo fora o instrumento de Deus para testemunhar àquelas pessoas.

 

      Paulo não sabia o que o esperava em Roma. Quanto tempo continuaria prisioneiro? César, o imperador romano, condená-lo-ia à morte? Estas e outras perguntas vinham à sua mente enquanto caminhava através da grande cidade. Quando viu os crentes que vieram ao seu encontro, sentiu-se grandemente encorajado. Como eles o confortaram com o seu amor!

      Nem sempre é fácil ser um cristão e Deus deseja que nós encorajemos uns aos outros tal qual os cristãos romanos fizeram com Paulo. Sabia que pode ajudar não somente seus amigos cristãos, mas também seus professores cristãos e, até mesmo, seu pastor? Pode agradecer a esses líderes por seus ensinamentos. Pode dizer-lhes que os ama. Sentir-se-ão confortados e estimulados com suas palavras, assim como Paulo se sentiu ao ser recebido pelos cristãos romanos que o acompanharam nas últimas milhas de sua jornada.

     

      Finalmente, o pequeno grupo chegou a Roma. Júlio levou seu prisioneiro Paulo ás autoridades. Foi permitido a Paulo morar sozinho num lugar seu, mas acompanhado de um guarda, ao qual estava acorrentado. Crentes de todos os lugares, quando se encontravam em Roma, vinham visitar Paulo, e levavam suas cartas de volta para suas cidades de origem quando regressavam. Os guardas que vigiavam Paulo também ouviram a mensagem de salvação e muitos se tornaram crentes em Jesus.

           

      Paulo não parou de servir a deus quando se tornou um prisioneiro de Roma. Deus o usou no navio; o usou na Ilha de Malta, e agora o estava a usar como prisioneiro em Roma. Se Paulo tivesse começado a ter pena de si próprio, Deus não o teria usado.

      Quando enfrentamos problemas, Deus nos quer alertar de que está usando nossas dificuldades para fazer algo maravilhoso por nós e também pelas pessoas que nos conhecem. Deus quer que o sirvamos onde quer que estejamos: em casa, na escola, na igreja, ou na diversão. Deus quer usá-lo como usou a Paulo, se LHE permanecer fiel. Peçamos a Deus que nos ajude a permanecer fiel a ELE.

 

 

 13 

As Cartas que Paulo Escreveu da Prisão

 

Versículo: Mat. 24:35

 

      César só concedeu audiência no processo contra Paulo depois de dois anos inteirinhos que o apóstolo estava em Roma. Mas, enquanto esperava o julgamento diante de César, Paulo pode realizar muito pelo trabalho de Deus. Graças a ajuda financeira que a Igreja de Filipos lhe vinha proporcionado, pode alugar uma casa para si e nela fazer cultos.

      Paulo também usava seu tempo de prisão para escrever cartas às igrejas que havia fundado. Era através de cartas às igrejas e a crentes em particular que Paulo ajudava seus irmãos em Cristo quando não os podia visitar pessoalmente.

      Uma de suas cartas dessa época de prisão em Roma foi escrita à Igreja de Filipos. Um jovem de nome Epafrodito trouxe generosas ofertas enviadas pela Igreja Filipenses e ficou com Paulo para ajudá-lo em seu ministério. Paulo escreveu uma carta de agradecimentos aos Filipenses, pelo auxílio que lhe mandaram e pela comunhão em Cristo. Essa carta Paulo mandou pelas mãos de Epafrodito. Nessa mesma carta aos Filipenses, Paulo falou de sua condição de prisioneiro e da possibilidade de ser condenado à morte.

      A carta aos Filipenses às vezes é chamada “carta de alegria” porque Paulo muito se regozijou nessa sua carta. Embora fosse prisioneiro em Roma, estava feliz e contente porque pertencia a Deus. Estão a lembrar do que Paulo e Silas fizeram anos antes quando ficaram presos numa cadeia na cidade de Filipos? (oraram e cataram louvores a Deus) agora, como prisioneiro em Roma, Paulo dizia aos crentes de Filipos: “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos” (Fil. 4:4) A carta de Paulo aos Filipenses é chamada na Bíblia de Livro dos Filipenses.

     

      Também estão incluídas na Bíblia outras cartas que Paulo escreveu nesta mesma época de sua prisão em Roma. São os Livros de Colossenses, Filemon, e Éfesios. Filemon, que é a mais curta das Epístolas de Paulo (ou cartas), se refere a um escravo de nome Onésimo, que roubou seu dono, de nome Filemon, e fugiu para Roma, onde conheceu a Paulo e se converteu a Cristo, tornando-se uma vigorosa testemunha do Senhor em Roma. Paulo bem que gostaria de poder ter mantido Onésimo com ele, mas sabia que não seria correcto, porque Onésimo era um escravo que pertencia a Filemon. Nessa época havia escravidão também de brancos. Por isso, Onésimo deveria, como crente em Jesus, retornar a seu dono e confessar seu erro. A fim de facilitar as coisas para Onésimo, Paulo escreveu uma carta a Filemon, pedindo-lhe a perdoar seu escravo pelo o que fez.

      Essas cartas que Paulo escreveu às igrejas e a particulares são muito diferentes das cartas que escrevemos hoje em dia. São diferentes porque eus disse a Paulo exactamente quais as palavras que deveria usar. Portanto, as cartas de Paulo, como os outros livros da Bíblia, são divinamente inspiradas; são a verdade. A Bíblia é o único livro que podemos considerar absolutamente verdadeiro, porque o Autor da Bíblia é Deus.

      Após dois anos como prisioneiro em Roma, Paulo foi finalmente julgado e absolvido, ganhando sua liberdade. Livre, ele empreendeu uma viagem de visita às igrejas da Ásia porque sentia que precisava tirar o máximo proveito do tempo que lhe restava, pois já era um homem velho. Paulo tinha especial interesse pela igreja em Éfeso, que era uma igreja forte, mas que necessitava de liderança. Por isso, decidiu deixar Timóteo como Pastor da Igreja de Éfeso.

      Enquanto viajava, seus pensamentos frequentemente se voltavam para Timóteo e suas responsabilidades à frente da Igreja de Éfeso. Timóteo ainda era jovem e precisava de instrução, de ensinamentos, de sorte que Paulo lhe escreveu uma carta, a que conhecemos como I Timóteo. Paulo ensinou a Timóteo como ser um bom pastor para seu povo e como manter a igreja livre de falsas doutrinas. Paulo continuou a viajar de uma igreja para outra, deixando seus auxiliares de confiança para pastoreá-las.

 

      Mais uma vez Paulo foi preso e metido numa prisão em Roma. Naturalmente, agora estava velho e seu corpo atestava o passar dos anos. Poucos vieram visitá-lo desta vez, porque isso era perigoso, toda vez que a perseguição aos cristãos crescia.

      Foi durante esta última prisão que Paulo escreveu sua segunda epístola a Timóteo, a quem amava como a um filho. Ministrou-lhe os ensinamentos finais, deu-lhe instruções e avisos neste livro a que chamamos de II Timóteo. Disse a Timóteo que brevemente encerraria a sua carreira terrena e iria encontrar-se com Deus. A essa altura, Paulo já foi julgado, sob a acusação de traição ao governo de Roma.

      Houve um segundo julgamento e Paulo foi condenado à morte. A execução da sentença para um cidadão romano era a decapitação, isto é, cortavam o pescoço do condenado, separando a cabeça do corpo. Sem dúvida, os soldados romanos que executaram a sentença não suspeitaram de que faziam, de facto, um favor ao velho prisioneiro. A espada que decepou a cabeça de Paulo foi também o instrumento que introduziu o grande apóstolo na presença de Deus. Paulo não seria mais caçado, açoitado, apedrejado, nem naufragaria ou seria metido na cadeia. Agora ele gozaria de paz, de glória, e receberia recompensas por toda eternidade.

 

      Deus usou o Apóstolo Paulo para levar muita gente à salvação por meio de Jesus Cristo. Paulo foi testemunho não apenas para os povos de seu tempo, mas para todos os homens, e mulheres, e jovens de nossos dias, porque sua vida e suas cartas formam grande parte do Novo Testamento, que é a parte da Bíblia que foi escrita após a vinda de Cristo à terra.

 

 

 Versículos para Decorar

 

 

 Lição 1

 

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Salmo 119:11

 

 “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar

 contra ti.”

 

 

 Lição 2 

 

 

 

“Tudo o que o SENHOR tem falado faremos,

 

e obedeceremos.

 

Êxodo 24:7b

 

Lição 3

 

 

 

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida;

 

quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.”

 

João 11:25

 

 

Lição 4 

 

 

 

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder

 

 de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu

 

 nome.” João 1:12

 

 

Lição 5 

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é;

 

as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”

 

II Coríntios 5:17

 

 

Lição 6

 

“Mas ele disse: antes bem-aventurados os que ouvem a

 

 Palavra de Deus e a guardam.”

 

Lucas 11:28

 

 

Lição 7 

 

 

 

“E eles disseram: Crê no Senhor

 

Jesus Cristo e serás salvo,

 

tu e a tua casa.” Actos 16:31

 

 

Lição 8

 

“Posso todas as coisas,

 

naquele que me fortalece.”

 

Filipenses 4:13

 

 

Lição 9

 

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade,

 

porque ele tem cuidado de vós.”

I Pedro 5:7

 

 

 

Lição 10 

 

 

 

“Não vos vingueis a vós mesmos…

 

Minha é a vingança; eu recompensarei,

 

diz o Senhor. Romanos 12:19

 

 

 

Lição 11 

 

 

 

“E eis que estou contigo,

 

e te guardarei, por onde quer que fores.”

 

 Génesis 28:15

 

 

Lição 12 

 

“Saberás, pois, que o Senhor, teu Deus, é Deus, o Deus fiel,

 

 que guarda o concerto e a misericórdia, até mil gerações, aos

 

 que o ama e guardam os seus mandamentos.” 

 

Deuteronómio 7:9

 

 

 

 

Liçaõ 13 

 

 

“O céu e a terra

 

 passarão, mas as

 

 minhas palavras não

 

 hão-de passar.”

 

Mateus 24:35