Ester
7 lições sobre a vida de Ester.

Lição 1

Ester Torna-se Rainha

Ester 1:1-2:18

 

Versículo: Efésios 1:3

 

O Império do Rei Assuero

 

            O povo judeu vivia na Babilónia pagã. Porque eles haviam desobedecido o Senhor, Deus permitira que fossem levados da sua terra natal, Israel, como escravos para a Babilónia. Deus prometera aos judeus que após 70 anos de cativeiro, na Babilónia, Ele permitiria que voltassem à sua própria terra, Israel. O profeta Isaías dissera a eles que o nome do rei que iria permitir-lhes voltar a Israel seria Ciro, rei da Pérsia.

            Enquanto os judeus viviam na Babilónia, observavam os acontecimentos em volta deles e, embora o império babilónico parecesse poderoso demais para ser destruído, eles sabiam que, eventualmente poderia acontecer, porque o profeta de Deus, Daniel, dissera que o império persa destruiria o império babilónico.

            Enquanto o tempo passava, aconteceu exactamente como os profetas de Deus haviam predito. Durante o governo do rei babilónico, Belsazar, os persas tomaram o império babilónico, com a ajuda dos medos. Dois anos mais tarde, quando os judeus já completaram 70 anos de cativeiro na Babilónia, Ciro, o rei da Pérsia, deu-lhes permissão para voltar à terra natal deles, Israel, tal qual predisse o profeta Isaías.

            Nem todos os judeus escolheram voltar a habitar em Israel. Alguns como o profeta Daniel, eram muito velhos e fracos para empreenderem a extenuante viagem. Outros, sem dúvida, não estavam interessados em encarar a difícil tarefa de reconstruir as cidades em ruínas, porque haviam nascido na Babilónia e viviam confortavelmente lá.

 

A Festa do Rei Assuero

 

            O rei que governava a Pérsia naquela época chamava-se Assuero. Na história ele é conhecido como Xerxes, que reinou de 486 a 465 A.C. Este rei persa era imensamente rico. Possuía o seu palácio de Inverno em Susã, a capital da Pérsia, que ficava a cerca de 3,288 quilómetros a leste da Babilónia. O palácio era uma construção magnífica com belíssimos pisos em mármore nas cores vermelha, azul, branca e preta e ricas cortinas em geral, branca e verde. Era mobilado com peças em ouro e prata. A família real e seus convidados bebiam em taças do mais fino ouro, designadas individualmente a cada um e todas diferentes entre si.

            No 3° ano do reinado de Assuero, ele deu uma grande festa em seu magnífico palácio, para todos os nobres, príncipes e outras figuras importantes de todos os países do seu império. Grandes preparativos para essa festa tiveram que ser feitos. O povo de Susã trabalhou duro para tornar o escrito perfeito de acordo com o desejo do rei Assuero. No devido tempo, caravanas de todos os países do mundo começaram a chegar a Susã.

            A grande festa finalmente começou e durou 180 dias - cerca de 6 meses. Então a longa celebração terminou. E chegou o dia em que os convidados começaram a retornar a seus países.

            Depois disso tudo, o rei Assuero decidiu fazer uma festa para todo o povo da cidade de Susã, porque eles haviam trabalhado tão duramente, ajudando-o a entreter tantos convidados durante aqueles 6 meses. O rei Assuero desejava recompensá-los e demonstrar-lhes a sua profunda apreciação por todo o trabalho deles. Até mesmo os pobres de Susã, tanto quanto os ricos, foram convidados a esta festa que durou 7 dias. Uma vez que não era costume naquela época que homens e mulheres festejassem juntos, a rainha Vasti decidiu que ela iria entreter as  mulheres de Susã, oferecendo também uma festa magnífica em seu palácio real. Estas duas festas tão brilhantes foram oferecidas separadamente aos homens e mulheres de Susã.

            No sétimo e último dia da festa, depois que bebera vinho em excesso, o rei Assuero mandou chamar a sua esposa, a rainha Vasti, para apresentar-se e seus convidados, de sorte que pudessem apreciar a grande beleza da sua esposa e desejava exibir a sua adorável rainha a todos os homens de Susã. A rainha Vasti sabia que o rei, àquela altura, já havia bebido excessivamente e que poderia estar for a de si, agindo feito um louco e, comera o último dos 187 dias de festa, a rainha Vasti recusou-se a atender o convite do rei.

            Naqueles dias, uma esposa desobedecer o marido era um acontecimento inusitado, especialmente se ele fosse o rei que governava o mundo. Quando o rei Assuero sabia que a rainha recusara-se a vir, ficou envergonhado na presença dos seus convidados e isto o deixou furioso com a desobediência dela. Ele reuniu o conselho de homens sábios do reino para decidirem qual a punição a ser aplicada à rainha por seu óbvio, flagrante e público acto de desobediência ao seu comando.

            Um dos seus príncipes, Memucã, disse ao rei Assuero: "Vasti, a rainha, não somente desobedeceu a Vossa Majestade, mas ela igualmente afrontou todos os homens do seu reino. Porque agora todas as mulheres do seu vastíssimo império seguirão o exemplo dela e decidirão que podem igualmente desobedecer os seus maridos. Pense em todo o transtorno que isto irá causar em todos os lares do seu grande império! Eu o aconselho a baixar um decreto estabelecendo que a rainha Vasti não tenha mais acesso à presença do rei e que seja escolhida outra rainha para tomar o lugar dela. Desta forma, quando as mulheres de Susã e de todo o seu reino ouvirem sobre a forma como a Vossa Majestade tratou com a desobediência da rainha e lerem o decreto, ela obedecerão cuidadosamente a seus maridos."

            O rei e os príncipes escutaram e ficaram muito satisfeitos com o conselho de Memucã. Em consequência, um comunicado foi expedido a todo o povo do império persa, estabelecendo que o chefe de família seria senhor em sua casa e que as esposas todos deveriam submeter-se à liderança de seus maridos.

            O rei Assuero imediatamente destituiu a rainha Vasti de seu trono. Isto, naturalmente, foi muito chocante para a cidade de Susã e para o mundo todo, quando a mensagem do rei espalhou-se por todo o vasto império.

            Depois disso tudo, o rei Assuero sentiu-se muito solitário. Ele sentia a falta da sua esposa. Talvez ele a desejasse de volta, mas ele mesmo assinara um decreto real destituindo-a do trono. Além disso, era sabido por todos, que as leis dos medos e persas não podiam ser revogadas. O rei Assuero, mesmo que desejasse, não poderia mudar uma lei feita por ele mesmo.

            Os servos do rei notaram que ele parecia cada vez mais triste e solitário. Para tornar o rei feliz, eles sugeriram a ele que procurasse outra rainha para o lugar de Vasti. Eles ofereceram-se para vasculhar todo o reino a fim de encontrar as jovens mais belas para que ele pudesse escolher entre elas a nova rainha.

            O rei gostou da sugestão. Assim, ele escolheu oficiais em todas as províncias do seu reino a fim de seleccionar as jovens mais belas do seu reino e enviá-la ao palácio real. Dentre essas lindas mulheres o rei deveria escolher aquela que seria a nova rainha do império persa.

 

 

Lição 2

A coroação de Ester

Ester 2

 

Versículo: Romanos 8:28

 

Ester é escolhida como candidata a rainha

 

            Em Susã vivia um velho judeu chamado Mordecai. Ele assumira a responsabilidade de criar e educar a sua prima órfã, cujo nome era Ester. Ela perdera os pais quando era criancinha e ele a tomara para criar como se fosse a sua própria filha. Ester considerava Mordecai como o seu próprio pai e sempre for a muito obediente a ele. Eles eram muito chegados, muito amigos um do outro.

            Ester era uma linda jovem judia. Ela logo despertou a atenção dos oficiais do rei que estavam a procura duma nova esposa para o rei.

            Ester recebeu ordens para deixar a sua casa e o seu primo Mordecai e mudar-se para o palácio real. Antes de ela mudar-se, Mordecai advertiu-a para que não contasse a ninguém a sua origem porque, embora naqueles dias o povo da Babilónia fosse bem tolerante com os judeus, ainda assim existia uma certa desconfiança da parte deles em relação aos jovens. Talvez essa desconfiança decorresse do facto de o povo judeu ser muito trabalhador e prosperar financeiramente, o que despertava ciúmes nos demais. Talvez alguns se ressentissem das suas leis for a do comum, tais como o guarda do sábado e abstenção de certas comidas. Mordecai não desejava que a sua amada Ester fosse envolvida em dificuldades por causa da sua nacionalidade, por isso aconselhou-a a manter segredo. Como Ester sempre for a obediente a Mordecai, ela fez tal qual ele mandou.

            Ester foi trazida ao palácio para juntar-se as muitas outras jovens candidatas a ocupar o trono como rainha do império persa. Ninguém no palácio descobriu que Ester era judia. Evidentemente, cada uma das jovens, trazidas para o palácio desejava ser a nova rainha. Este foi provavelmente o mais importante concurso de beleza jamais realizada.

 

Ester no Palácio Real

 

            Viver no lindo palácio real era algo muito diferente da vida simples a que Ester estava acostumada. Em sua casa, ela possuía sete mucamas para seu serviço pessoal. Ela tratava essas servas gentilmente e tornou-se amiga delas. Sendo uma crente no Deus verdadeiro, ela sabia que não deveria ser nem egoísta, nem orgulhosa.

            Talvez essa atitude tenha feito com que Hegai, guarda das mulheres, responsável por todas as jovens candidatas a rainha, passasse a apreciar Ester de forma especial. Entre todas as belas jovens, Ester destacava-se. Havia algo de diferente nela. Embora todas as jovens fossem lindas, Ester possuía algo diferente, que as outras não tinham: beleza interior. Sua fé em Deus fazia com que tivesse um brilho e encanto que as outras não possuíam. Este rapidamente tornou-se a favorita de Hegai, o encarregado da casa das jovens. Ele instalou Ester e as suas coisas no melhor lugar no palácio e também se mostrou muito bondoso para com ela em todos os aspectos.

            As jovens candidatas precisavam de preparar-se muito especialmente antes de serem apresentadas ao rei Assuero. Durante 6 meses elas eram tratadas com óleo de mirra para que a pele delas ficassem macia e linda. Depois, por mais 6 meses elas usavam perfumes e outros cosméticos para completar o seu tratamento de beleza. Provavelmente muitas dessas raparigas tornaram-se vaidosas e egoístas após ficarem um ano inteiro somente a cuidar da sua própria beleza.

            Uma a uma, cada jovem era chamada a apresentar-se ao rei. Quando chegava a oportunidade da apresentação, cada jovem podia pedir o que desejasse para adornar-se e ficar mais atraente para o rei. Ester não solicitou nada além daquilo que Hegai providenciou para ela. Ela demonstrava possuir um espírito submisso e desejosa de receber orientação dos outros. Sua simplicidade fez com que a sua beleza se tornasse magnífica em contraste com o excesso de enfeitos usados pelas outras jovens. Em I Pedro 3:4, a palavra de Deus diz-nos que o mais precioso ornamento da mulher é um "espírito manso e tranquilo". Ester com certeza possuía essas qualidades.

 

Ester Perante o Rei

 

            O coração de Ester deve ter batido muito forte quando chegou a vez dela de comparecer perante o rei. Quando o rei Assuero a olhou, ficou encantado com a extraordinária beleza dela. Mas isto não era tudo. Ele notou que havia algo diferente em Ester, algo que a destacava entre todas as moças que ele já vira. Ela possuía beleza interior tão intensa quanto a beleza exterior. Ele gostou disso. O rei Assuero imediatamente escolheu-a entre todas as jovens que já lhe haviam sido apresentadas. Por isso, ele escolheu Ester para a sua esposa e rainha do império da Pérsia.

 

A coroação de Ester

 

            O rei Assuero planejou uma cerimónia de coroação bem especial. Ele convidou todos os seus príncipes e todos os seus servos para celebrarem a coroação de Ester como rainha da Pérsia. Que honra para Ester, quando o rei Assuero colocou a coroa real em sua cabeça! Ela era agora a rainha sobre todo o império persa, que dominara o mundo de então. O rei estava tão feliz e em tão boa disposição de espírito, que distribuiu presentes entre os seus palacianos e até mesmo reduziu os impostos, para celebrar a coroação da nova rainha.

            Deus permitiu que esta jovem judia fosse escolhida entre todas do reino, porque Deus tinha um plano muito especial para Ester. Embora Ester desconhecesse o plano de Deus, Deus mesmo o conhecia muito bem. Às vezes nós não compreendemos as coisas que nos acontecem. Podemos ficar confusos, perturbados ou ficarmos alegres com outros acontecimentos em nossas vidas, mas nós precisamos de confiar em Deus porque Ele está traçando um lindo plano para as nossas vidas.

            Uma grande calamidade estava a acontecer na vida de Ester e ela nem desconfiava disso, naquele dia tão feliz em que estava sendo coroada rainha da Pérsia, mas Deus sabia.

            Deus pode transformar calamidades em bênçãos. Nós lemos acerca de Israel: "Nosso Deus transformou em bênção a maldição que estava sobre nós" (Neemias 13:2). Sim, Deus é capaz de realizar grandes coisas. Nossa parte é somente confiar NELE e obedecê-Lo tanto em tempos bons como em tempos difíceis, de forma que, quando chegarem as calamidades, possamos continuar a confiar em Deus. Paulo diz-nos: "Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito" (Rom. 8:28).

 

Lição 3

Hamã conspira contra os Judeus

Ester 3:1-4:17

 

Versículo: Hebreus 13:6

 

A Linda Rainha Ester

 

   Chegou o dia em que a linda Ester, escolhida pelo rei Assuero como a mais bela e desejada de todas as mulheres do império persa, foi coroada rainha! Que honra para Ester, ser escolhida entre todas as lindas jovens do reino e ser coroada rainha! Ester não sabia, até então, que Deus permitira que ela fosse escolhida para aquela posição tão elevada, a fim de salvar seu povo da destruição completa.

   E o rei Assuero não sabia que a sua nova rainha era judia. Tão pouco qualquer pessoa no palácio sabia deste facto, porque Mordecai advertira Ester para que conservasse a sua nacionalidade em segredo.

Mordecai, o judeu

 

   Uma vez que Mordecai era primo de Ester, ele era agora o primo da rainha da Pérsia e adquirira, em consequência, uma posição no governo e por isso, “sentava-se à porta do rei”. Em outras palavras, ele estava investido de autoridade, ocupando, provavelmente, um cargo do tipo “juiz de pequenas causas”.

   Um dia, enquanto Mordecai desempenhava as suas tarefas, ele escutou dois oficiais da guarda conspirando para matar o rei Assuero. Estes homens, cujo cargo era o de guardarem as portas do palácio real, estavam muito indignados com o rei e, embora a função deles fosse guardar a vida do rei, estavam planejando assassiná-lo.

   Mordecai, imediatamente deu ciência à rainha Ester da conspiração contra a vida do rei. Ester, no mesmo instante, informou tudo ao rei, contando a ele que fora Mordecai quem denunciara o facto. Em consequência, os conspiradores foram presos, julgados, condenados e enforcados. Em seguida, conforme o costume da é+oca, todos estes acontecimentos foram registados nos livros dos feitos memoráveis do reino.

   Passaram-se vários anos e tudo parecia correr bem para o rei e para os judeus, no reino da Pérsia.

Hamã e exaltado

 

   Na corte do rei Assuero, havia um príncipe chamado Hamã, o agagita, que era descendente de Ameleque. Os descendentes de Ameleque eram um povo egoísta, implacável e sempre odiaram o povo de Deus, os judeus, e os trataram vergonhosamente durante séculos.

   O rei, desconhecendo o verdadeiro carácter de Hamã, tomou-se de simpatia por ele. Colocou-o numa posição elevada, acima de todos os príncipes, ate mesmo ordenando que seus súbditos se curvassem ante Hamã. Hamã queria que à sua passagem, todos se prostrassem com o rosto tocando o chão e prestassem-lhe obediência. Todos assim faziam – todos, com excepção de Mordecai. Mordecai jamais iria curvar-se ante alguém, porque ele era um judeu. O nome “Mordecai” significa “homem pequeno”. Embora Mordecai não fosse grande, ele era corajoso, com certeza, quando se tratava de fazer aquilo que ele pensava que era correcto. Ele sabia que peso e altura não eram tão importantes quanto fazer o que é recto.

   As pessoas em volta de Mordecai começaram a notar que ele não se curvava ante Hamã e perguntaram-lhe a razão. Mordecai explicou-lhes que ele era um judeu e, como tal, não poderia curvar-se ou prestar adoração a nenhum homem. Os servos do rei tentaram convencer Mordecai a curvar-se ante Hamã, como todo o mundo, mas ele não cedeu e não o faria jamais. Finalmente, eles mesmos notificaram o facto a Hamã e esperaram para ver o que iria acontecer.

   Dali para frente, Hamã passou a notar que Mordecai sempre o ignorava enquanto todos os demais curvavam-se perante ele. “Como ousa aquele pequeno judeu recusar-se a curvar-se perante mim”, pensava Hamã cheio de raiva. “Vou puni-lo por sua insolência.”

   Hamã poderia ter ido ao rei e requerido a morte de Mordecai, mas ele planejou algo melhor. Que glória adviria a ele por matar um único judeu (Mordecai), pensou ele. Afinal de contas, Mordecai ousara insultar um grande homem tal como Hamã. Por que não matar todos os judeus no reino da Pérsia? Isto incluiria eliminar toda a nação judaica, incluindo Mordecai.

   Hamã traçou os seus planos cuidadosamente. Sendo um homem muito supersticioso, acreditava em dias de sorte e em dias de azar. Por isso, ele resolveu consultar os sábios do reino para saber qual dia seria favorável para ele executar sua cruel vingança. Foram lançadas sortes no primeiro mês do ano e os dados apontaram o 13º dia do mês de Adar, o 12º mês do ano. Assim, Hamã decidiu aniquilar todos os judeus no 13º dia do 12º mês do ano.

 

Hamã pede ao Rei que sancione um decreto

 

   Hamã apresentou-se ao rei. Ele fingiu que estava muito preocupado com os interesses do reino da Pérsia. Ele começou falando assim: “Ó rei, existe, espalhado por todas as províncias do teu reino, um povo cujos costumes e leis são totalmente diferentes das demais nações do teu vasto império e eles não obedecem aos decretos reais. Seria melhor para ti, ó rei, livrar-se desse povo e todo o reino iria prosperar mais sem eles”.

   Após convencer o rei de que estava interessado no progresso de todo o império persa, Hamã continuou: “Se for do teu agrado, ó rei, ordena que se faça um decreto condenando todos os judeus à morte.” Hamã generosamente dispôs-se a pagar 10 mil talentos de prata ao rei, para livrar o reino desse povo tão abjecto. Dez mil talentos de prata era uma soma muito grande de dinheiro, mas Hamã estava ansioso para pagar o preço para obter a destruição de todos os judeus! O rei Assuero não se importou em perguntar quem era esse povo desprezível porque naqueles dias a vida humana não tinha muito valor.

   O rei confiava tanto em Hamã que tirou o seu anel do dedo e o entregou a Hamã para que selasse o decreto. “Faça como quiser”, o rei falou. Em outras palavras, o rei deu a Hamã permissão irrestrita para decretar a destruição desse “povo abjecto”, da forma que ele desejasse.

  

Lição 4

Ester Recebe a Mensagem de Mordecai

Ester 3:1-4:17

 

Versículo: I João 4:4

 

Hamã faz um decreto

   O plano de Hamã estava a ser mais bem sucedido do que ele pensava. Rapidamente ele convocou os escrivães do rei e fê-los escrever uma proclamação que ordenava a todos os povos, em todas as províncias do império persa, que matassem todos os judeus, jovens e velhos, homens mulheres e até mesmo as crianças, na data escolhida – 13º dia do 12º mês do ano. Ao povo do reino igualmente era dada permissão para confiscar para si próprio todas as propriedades dos judeus. Hamã leu o decreto. Era tudo o que ele desejava. Isto completaria o seu plano: em menos de 12 meses todos os judeus estariam mortos, incluindo Mordecai.

   O édito de Hamã foi escrito no nome do grande rei Assuero e selado com o selo real e escrito em todos os idiomas falados no vasto império persa. Esta era a forma como era feito a lei dos medas e persas, a qual não podia ser revogada.

 

O decreto é expedido a todo o império

   Assim que o decreto foi escrito, Hamã expediu correios montados em camelos, cavalos e dromedários, para divulgarem o decreto até aos confins do império.   Lembre que o império persa estendia-se desde a Índia até a Etiópia. Os judeus viviam espalhados em todo esse vasto território e, o decreto de Hamã determinara que, todos os povos que viviam em todas aquelas nações, poderiam matar o povo escolhido de Deus, todos sem excepção.

   Havendo concluído o seu plano cruel para destruir o povo judeu, Hamã sentou-se junto com o rei para beber, despreocupado com toda a dor que estava para sobrevir, por culpa sua, sobre todo o povo judeu espalhado no vasto império persa.

 

Os judeus de Susã pranteiam

 

   Enquanto isso, os judeus que viviam na fortaleza de Susã foram os primeiros a receberem a notícia chocante. Eles estavam atónitos e confusos. Quando Mordecai soube da notícia, rasgou as suas vestes, vestiu-se de saco e cobriu-se de cinzas, para demonstrar a sua profunda dor e aflição. Mordecai saiu às ruas de Susã e começou a levantar a sua voz com choro amargo. Os judeus de Susã também prantearam, levantaram-se e rasgaram as suas vestes para demonstrarem a sua profunda tristeza. Muitos deles igualmente vestiam-se de saco e cobriam-se de cinzas, para demonstrarem o seu estado de desespero porque sabiam que estavam condenados a morrer no dia 13 do 12º mês do ano.

   Assim que o decreto era lido em cada província do reino, o quadro era o mesmo, entre os judeus. Eles ficaram chocados e atónitos ao ouvirem que toda a nação judaica seria eliminada, destruída, no dia 13 do 12º mês do ano! Eles sabiam que, dentro de um ano, seriam todos mortos. Havia pranto e lamentações em todos os lares judeus espalhados por todas as cidades do vasto império persa.

   Mordecai não entrou no palácio real porque não era permitido que ninguém, vestido de saco, se aproximasse do palácio do rei. Ester sempre se mantivera em estreito contacto com o seu primo Mordecai e, logo ficou a saber que ele andara pelas ruas de Susã vestido de saco e pranteando e lamentando-se. Ela imediatamente enviou-lhe roupas para que trocasse as vestes de saco, porém ele recusou. Ester enviou, em seguida, Hatá, um dos eunucos que o rei designara para servi-la, ordenando-lhe: “Vá e descubra porque Mordecai recusou as roupas que eu mandei a ele e também qual a razão, porque usa vestes de saco. Algo errado está a acontecer. Preciso de descobrir o que é”.

   Hatá saiu imediatamente. Encontrou Mordecai coberto de saco e cinzas, na praça da cidade, em frente aos portões do palácio.

   “A rainha Ester enviou-me, para descobrir o que o está a perturbar. Ela deseja saber porque razão está vestido assim”, Hatá falou.

   “Será que ela não ouviu falar no decreto de Hamã contra todos os judeus?”, exclamou Mordecai. “Ele vai pagar 10 mil talentos de prata ao tesouro do rei para que todos os judeus sejam destruídos. Hamã proclamou um édito, em nome do rei Assuero!” Mordecai mostrou a Hatá o decreto que Hamã escrevera no nome do rei Assuero, ordenando a morte de todos os judeus no dia 13 do 12º mês, o mês de Adar.

   “Você precisa de falar urgentemente com a rainha Ester par que vá imediatamente pedir misericórdia para o povo judeu”, disse Mordecai a Hatá, que estava bastante surpreso em saber que a rainha Ester era judia, porque nada ouvira a respeito, até então.

 

Ester recebe a mensagem de Mordecai

   Hatá voltou imediatamente à presença da rainha Ester com o recado de Mordecai. A rainha ficou sem respiração quando soube do cruel decreto contra seu povo. Ela soltou um gemido angustiado e, subitamente, caiu no sofá sem forças. Como pode Hamã fazer uma coisa tão terrível? E como foi possível o rei apoiar tal coisa» Lógico que ela queria ajudar seu povo. Mas, como poderia fazê-lo? Embora ela fosse a rainha do império persa, precisava de obedecer as leis, como todo o mundo. As regras da corte determinavam que ninguém (nem mesmo a rainha) podia entrar no palácio interior, na presença do rei, sem ser chamado por ele. Na verdade a sentença para quem violasse esta regra frequentemente era a morte. Como poderia ela apresentar-se ao rei e interceder por seu povo, como Mordecai pedira?

   Ester mandou a resposta a Mordecai, através de seu fiel servo Hatá dizendo: “Todos os servos do rei e todo o povo das províncias sabem perfeitamente que qualquer homem ou mulher que apresentar-se ao rei, no pátio interior, sem ser chamado por ele, poderá ser condenado à morte, excepto se o rei para ele estender o ceptro de ouro, caso em que viverá. E eu não fui chamada para me apresentar ao rei nos próximos 30 dias.”

   Mordecai enviou a sua resposta a Ester imediatamente: “Se esse decreto for executado, você também perecerá. Se não interceder por seu povo, eles serão livrados de alguma outra forma. Mas você e a casa de seu pai serão destruídos. Quem sabe se você foi elevada a essa posição tão importante, de rainha de todo o império persa, unicamente para salvar o povo judeu de tal calamidade?”

   Embora os oficiais do rei tivessem conduzido Ester ao palácio, inicialmente, o que Mordecai queria dizer é que Deus é quem realmente a colocara ali com o propósito de usá-la para fazer algo maravilhoso por seu povo. Ester deve ter ficado com medo quando pensou em tão grande responsabilidade. Um grande conflito formou-se dentro dela. Se ela se apresentasse ao rei sem ser chamada, podia ser condenada à morte. Mas, como poderia ela recusar-se a ajudar o seu povo nesta hora?

   Mesmo que isso significasse arriscar a sua vida, ela devia apresentar-se ao rei Assuero, em defesa de seu povo. Havendo tomado esta difícil decisão, Ester enviou a seguinte mensagem a Mordecai: “Reúne todos os judeus que habitam em Susã e jejuem por mim. Não comam, nem bebam por três dias e três noites. Eu e minhas servas também jejuaremos por igual período. No final dos três dias, irei apresentar-me ao rei. E se perecer, pereci”.

 

Ester e suas servas clamam a Deus

 

   Ester sabia que iria precisar de muita coragem para apresentar-se ao rei em defensa de seu povo. Ela certamente não conseguiria fazer tal coisa com as suas próprias forças. Ester reuniu as suas servas e explicou-lhes que deveriam jejuar e orar junto com ela. Evidentemente Ester havia ensinado essas moças persas a respeito do Deus verdadeiro. Ela estava a buscar a ajuda de Deus e, para isso, pedira a todos os judeus em Susã que jejuassem e orassem por ela durante três dias e, ao mesmo tempo, ela e as suas servas também jejuariam e orariam. Somente após esses três dias iria ousar desafiar a lei dos medas e dos persas e apresentar-se ao rei sem ter sido convocada para tanto.

   O jejum para os judeus, significava humilhar-se perante Deus e colocar-se em atitude de súplica por algum pedido. Deveria ser acompanhado por confissão de pecados e orações a Deus. Os judeus de Susã humilharam-se diante de Deus quando começaram a jejuar e orar.

   Embora o nome de Deus não seja mencionado no livro de Ester, ele certamente estava presente em todos aqueles acontecimentos. Talvez a razão pelo qual o nome de Deus não seja mencionado no livro de Ester é porque o povo judeu estivera no cativeiro babilónico por 70 longos anos, entre aquele povo pagão e idólatra e, por isso tenha se desacostumado de incluir o nome de Deus em suas conversas. Os pagãos, em volta deles, com certeza zombavam e ridicularizavam as suas crenças de tal forma que eles evitavam, mesmo quando falavam das coisas de Deus, mencionar o seu nome. Para aqueles que haviam desistido de voltar a Israel e escolhido viver na Babilónia isto era especialmente verdadeiro. Igualmente, é verdade que prosperavam e enriqueciam na terra do exílio, muitos judeus esqueceram-se de Deus completamente. Mas o decreto de Hamã obrigou todos os judeus, inclusive Ester, a voltarem toda a sua atenção para Deus, a fim de suplicar o Seu auxílio e misericórdia. Ester sabia que não havia ajuda humana que pudesse livrá-los da grande tragédia que sobreviera a seu povo. Ela sabia que somente Deus poderia dar-lhes graça perante o rei Assuero e que, somente Deus poderia evitar a grande tragédia que iria abater-se sobre ela e o seu povo.

   Deus frequentemente permite que tribulações sobrevenham a seu povo para levá-los a lembrar de buscá-Lo e orar a Ele. Deus deseja que o Seu povo dependa dele, ao invés de dependerem de si mesmos. Quando tudo corre do nosso jeito, nossa tendência é esquecer de Deus e achar que não precisamos dele.

   Durante 3 dias e 3 noites os judeus de Susã jejuaram. E Ester e as suas servas igualmente jejuaram.

   Deus ouviu o clamor angustiado deles, tal como Ele o ouve quando você sente-se atribulado e ora. Deus sabe o que está em seu coração. Ele o ouve quando clama a ele em suas tribulações. Ele sempre responde o clamor de Seus filhos da forma que produz o melhor resultado para eles.

   Embora aparentemente Hamã, sozinho, tenha concebido esse horrível crime contra a nação judaica, na verdade, Satanás estava por trás de tudo. Satanás sempre tentou destruir a nação judaica. No jardim do Éden, Deus prometeu enviar um Salvador e, o plano de Deus é que esse Salvador viesse através dos judeus. Se Satanás conseguisse destruir a nação escolhida de Deus, então a promessa de Deus não poderia cumprir-se. Assim, Satanás tentara realizar o seu plano através de Hamã.

   Quão agradecidos devemos ser porque Deus é mais Poderoso do que Satanás! Veremos na próxima lição como se deu a intervenção de Deus nessa situação impossível. Lembre que Satanás actua sempre, tentando destruir todos que confiam em Deus. Satanás deseja que você siga a ele, no lugar de servir a Deus. Satanás o conduzirá à destruição, enquanto Deus o conduzirá ao céu. Precisa de decidir se vai seguir a Deus ou a Satanás. Você fará como Hamã e seguirá a Satanás ou será como Mordecai e escolherá o caminho de Deus?

  

Lição 5

Ester Peticiona ao Rei

Ester 5:1-14

 

Versículo: Provérbios 27:1

 

A situação dos judeus

 

      Os judeus na cidade de Susã continuaram a prantear porque todos eles seriam assassinados no 13º dia do 12º mês do ano, o mês de Adar. Mordecai continuou vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinza, para mostrar a sua tristeza e abatimento. Ele dissera à rainha Ester: “Quem sabe você foi colocada nessa posição para ser usada especificamente numa época como esta”.

      Após três dias de jejum e oração, Ester achou-se pronta para apresentar-se ao rei sem ser chamada. Ela sabia que tal acto poderia significar a sua condenação à morte. Contudo, suplicando pela vida de seu povo era agora mais importante do que salvar a sua própria vida.

      Ester vestiu os seus ornamentos reais e preparou-se cuidadosamente. Então, dirigiu-se ao pátio interior do rei. Embora fisicamente fraca pelo jejum, ela não estava fraca na determinação de realizar tudo que lhe fosse possível para salvar o seu povo. Ester sabia que poderia estar a caminhar para a morte, caso o rei não desejasse vê-la. Esta era uma das leis mais severas daquele país: que ninguém, nem mesmo a rainha, poderia apresentar-se ao rei sem ter sido requisitada para isto. Com o coração batendo forte, ela entrou lentamente na presença do rei.

 

Ester apresenta-se ao Rei

 

      O rei estava assentado em seu trono quando subitamente sentiu que alguém viera à sua presença. Levantando os olhos, viu a linda rainha Ester. Ele não a chamara, mas quando viu a sua extraordinária beleza, foi tocado. Levantou o seu ceptro de ouro para mostrar-lhe que ela estava a salvo e aceita em sua presença.

      Ester soltou um suspiro de alívio e gratidão enquanto aproximava-se do trono. Ela sabia que as orações haviam sido ouvidas. Naquele momento ela convenceu-se de que as outras orações e súplicas também poderiam ser respondidas favoravelmente.

      O rei disse: “Que deseja, rainha Ester? Qual o seu pedido? Ser-lhe-à concedido, até mesmo metade do meu reino.”

      Ester não estava preparada para o grande pedido – salvar seu povo do massacre. Ela sabia que aquela não era a ocasião oportuna para tal pedido. Assim, Ester disse: “Se parecer bem ao rei, gostaria que o rei e Hamã comparecesse hoje à noite ao banquete que lhes preparei.”

      O rei assegurou a Ester que teria muito prazer em comparecer ao banquete. Em seguida, o rei enviou uma mensagem a Hamã para que se preparasse para encontrá-lo e a rainha Ester no banquete que estaria preparado para eles.

      Ester retirou-se rapidamente, cheia de gratidão e alívio. Certamente que o trabalho que iniciara em favor dos judeus iria continuar. Com o coração muito mais leve, Ester fez os últimos preparativos para o banquete.

O Banquete de Ester

 

      Ambos, o rei e Hamã, chegaram para o banquete. O rei Assuero sabia que Ester não os convidara simplesmente par um banquete e que ela certamente teria um pedido a fazer. O rei estava curiosíssimo para saber qual seria o pedido de Ester.

      Sem dúvida, devia ser muito difícil para Ester receber e entreter Hamã, sabendo do cruel édito que ele decretara contra o seu povo. Mas Hamã deleitava-se, enquanto isso, com a companhia do rei e da rainha, sentindo em seu íntimo que, a partir de agora, ele não era somente o favorito do rei, mas também o favorito da rainha. Hamã, é claro, não suspeitava de nada. Como iria ele adivinhar que a sua rainha era judia, que pertencia ao povo que ele decretara fosse massacrado.

      Durante o banquete, o rei voltou a perguntar a Ester qual seria a sua petição, prometendo atendê-la, ainda que fosse metade do reino.

      Ester ainda não estava preparada para revelar a sua petição. Ela desejava aguardar mais um dia, por isso falou: “Meu pedido é que, se for do agrado do rei, gostaria que voltasse amanhã, juntamente com Hamã, para outro banquete. Então, dir-lhe-ei qual a minha petição”.

      Esta demora parece estranha a nós. Contudo, nos países orientais as pessoas estão acostumadas desta forma porque eles são muitos hábeis em seus pedidos e os negócios não são discutidos senão após todos terem comido um delicioso jantar. Desta forma, ao rei não pareceu nada estranho que a rainha Ester desejasse fazer o seu pedido em um segundo banquete. O rei estava, é verdade, um pouco intrigado, desejando saber qual a razão de a rainha esperar mais um dia para apresentar a sua petição.

      Fora Deus quem dera a Ester sabedoria para adiar o seu pedido, porque ele estava silenciosamente preparando os acontecimentos que iriam conduzir até o Livramento de Seu povo. O tempo de Deus é sempre perfeito.

      Hamã, é claro, pensava que a rainha certamente o incluíra em seu pedido e pretendia louvá-la de alguma forma especial e por esta razão desejava que ele comparecesse ao banquete. Cheio de orgulho, Hamã deixou o palácio real e foi para casa. Ele mal podia esperar para contar à sua família e amigos sobre a sua boa sorte. Ele havia jantado com o rei e a rainha, num banquete íntimo em seus aposentos e estava convidado par jantar com eles no dia seguinte, outra vez. Quão feliz ele se sentia! 

Mordecai recusa-se a encurvar-se perante Hamã

      Quando Hamã atravessou os portões do rei, novamente viu Mordecai. Como de praxe, Mordecai não se levantou quando Hamã passou, nem mesmo moveu-se do lugar quando viu Hamã. Isto deixou Hamã cheio de raiva e perturbado. Aquele judeuzinho desconhecia quão grande e poderoso ele era? Como ousava não prestar a ele a honra devida, como os demais cidadãos de Susã? Será que ele não sabia quão grande e poderoso era Hamã? Mordecai fez Hamã sentir-se frustrado e cheio de ódio e toda a alegria e orgulho foram tirados de Hamã.

 

Hamã gaba-se para a sua família e amigos

 

      Hamã tentou reprimir a sua raiva e sentimentos negativos e sentir-se feliz outra vez, porque ele desejava comunicar à sua família e amigos, as boas novas. Assim, quando chegou em casa, mandou chamar a sua mulher Zeres e os seus amigos. Depois que todos eles estavam reunidos na elegante residência de Hamã, este começou a contar-lhes quão importante ele era. Ele falou acerca das suas riquezas. Ele gabou-se de ter 10 filhos. Ele gabava-se acerca de ter sido promovido pelo rei à posição de primeiro ministro do império. Ele lembrara a eles que ele era mais importante e influente do que todos os oficiais do reino.

      Então, deixando a melhor notícia para o final, Hamã contou a seus amigos o seu último triunfo: a rainha pessoalmente o convidara para um banquete que ela preparara para o rei. “Isto não é tudo”, ele acrescentou com a face radiante, “a rainha convidou-me para outro banquete com o rei, amanhã à noite! Vocês podem ver, por tudo isso, que eles me consideram alguém de muita importância para o reino”. A família de Hamã e os seus amigos alegraram-se com ele por causa dos ventos da fortuna que sopravam plenamente a seu favor. Eles estavam verdadeiramente impressionados. Eles sabiam que Hamã era um homem de grande importância e influência no império persa.

      Mas, enquanto falava, Hamã lembrou-se de Mordecai no portão do rei e a sua face imediatamente anuviou-se. Ele franziu a testa e disse: “Mas tudo isso não me fará feliz enquanto eu vir aquele judeu Mordecai, assentado à porta do rei”.

      Os amigos de Hamã e a sua esposa Zeres estavam atónitos. Eles pediram imediatamente a Hamã que lhes contasse qual o problema que Mordecai estava a causar. Depois de o escutaram, perguntaram-lhe se não havia nada a ser feito para que ele ficasse livre daquele judeu que estava a tornar o grande Hamã tão infeliz. Hamã assegurou-lhes que Mordecai seria morto juntamente com todos os judeus no 13º dia do mês de Adar. Mas esse evento ainda aconteceria dentro de vários meses. Certamente que Hamã, com toda a sua influência poderia livrar-se de Mordecai antes disso.

      “Por que não manda construir uma forca de 50 côvados de altura?”, sugeriu um dos amigos de Hamã. “Peça ao rei permissão para enforcar Mordecai amanhã, antes do banquete da rainha. Assim, poderá jantar com o rei e a rainha, com o coração feliz, sabendo que Mordecai está morto.”

      “Esta é uma ideia excelente.” Exclamou Hamã. 

A forca

 

      Rapidamente Hamã reuniu trabalhadores para construir uma forca para pendurar nele Mordecai. Uma forca de 50 côvados de altura devia ser bem alta – cera de 80 pés. Hamã desejava ter a certeza que todos, longe e perto, poderiam ver Mordecai pendurado na forca. Seria uma lição para todos os judeus e iria fazê-los temer qualquer oposição ao grande Hamã, que era o favorito do rei. Oh, quão orgulhoso e satisfeito Hamã sentiu-se com este plano. Iria funcionar lindamente para ele e Mordecai logo estaria pendurado lá.

      Convicto de que logo estaria livre de Mordecai, Hamã olhava com satisfação para a enorme forca que mandara erguer em seu quintal. Amanhã de manhã ele iria obter permissão do rei para enforcar Mordecai. Isto o deixava excitado!

      Mas Hamã teria uma grande surpresa! Se estivéssemos lá, poderíamos tê-lo advertido: “Cuidado, Hamã! Não é Mordecai quem corre perigo. É você!” E assim acontece com todos aqueles que se enchem de orgulho e vaidade. Em Provérbios 16:18, lemos: “O orgulho procede a ruína e um espírito altivo a queda”.

      Sabemos que Deus odeia o orgulho, porque o orgulho faz com que abandonemos o caminho de Deus. Quando somos orgulhosos estamos a dizer que construímos nossas vidas sozinhos e que não necessitamos de Deus. Na verdade Deus nos criou e é Ele quem nos dá o fôlego da vida. Deus pode tirar-nos a vida quando ele quiser, porque é Ele quem ordena os acontecimentos das nossas vidas. Os Provérbios dizem: “Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará a luz. Seja outro o que te louve e não a tua boca, o estrangeiro e não os teus lábios.” O salmista faz a seguinte colocação (Salmo 37:35-36): “Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal. Mas passou e já não é; procurei-o, mas não se pode encontrar.”

      Sim, Hamã não sabia, mas ele estava a caminhar para uma grande queda.

 

Lição 6

Hamã é Enforcado em sua Própria Forca

Ester 6-7

 

Versículo: Gálatas 6:7

 

A forca

      Hamã erigiu a forca para pendurar nela a Mordecai. Seu plano era dirigir-se cedo pela manhã ao palácio, obter a permissão do rei e enforcar Mordecai à tarde, antes de ir ao banquete da rainha. Então, com Mordecai for do seu caminho, Hamã poderia aproveitar de verdade o banquete de Ester. 

A insónia do Rei

 

      Contudo, naquela noite o rei Assuero estava sentindo grande dificuldade para adormecer. Deus o mantinha acordado como parte de Seu plano, em resposta às orações de Seu povo, para salvá-lo do massacre.

      Sempre que o rei tinha insónia e ficava agitado, revirando-se na cama, ele costumava mandar que fosse providenciado algo para entretê-lo. Algumas vezes ele chamava o bobo da corte para fazê-lo rir ou cantores e dançarinos para alegrá-lo. Mas, nesta noite, o rei estava com uma disposição de espírito diferente. Ele mandou buscar os livros dos feitos memoráveis do reino. Ele estava inclinado a desenvolver algum tipo de trabalho e desejava rever os acontecimentos conforme registados nos livros oficiais do reino.

      O escrivão leu nas crónicas o episódio em que Mordecai salvara a vida do rei denunciando a conspiração de dois guardas palacianos para assassiná-lo. O rei Assuero esquecera totalmente aquele incidente. Naquele momento ele sentiu grande gratidão por Mordecai haver denunciado a conspiração, desta forma salvando-lhe a vida.

      “De que forma nós recompensamos esse homem, Mordecai, por ter salvado minha vida?” o rei perguntou ao escrivão.

      O escrivão pesquisou os registos e respondeu: “De acordo com os registos, Senhor, nada foi feito por ele”.

      O rei ficou pensativo. Afinal ele deveria recompensar de alguma forma tal homem que lhe prestara tão grande serviço. Quando amanheceu, o rei Assuero continuou pensando no assunto. Qual a melhor forma de honrar este Mordecai que lhe salvara a vida? Ele iria colher a opinião de outras pessoas. 

Hamã apresenta-se ao Rei

 

      Assim que iniciaram as actividades no palácio, a corte fervilhava com os seus movendo-se de um lado para o outro. O primeiro oficial a ser chamado à presença do rei foi Hamã. Hamã chegara muito cedo ao palácio naquela manhã para requerer do rei permissão para enforcar Mordecai em sua recém-construída forca. Contudo, antes de Hamã fazer a sua petição, o rei fez-lhe uma pergunta: “Que acha que deve ser feito ao homem a quem o rei deseja honrar?”

      Hamã, ao ouvir a pergunta, pensou que o rei certamente se referia a ele. Sendo um homem tão egoísta e orgulhoso, Hamã não duvidou um só momento que ele seria tal homem. Afinal não fora ele tomado pelo rei ao ser escolhido primeiro ministro do reino e pela rainha ao ser convidada para o banquete íntimo juntamente com o rei? E agora aqui estava o rei desejando honrá-lo ainda mais! Por um momento Hamã esqueceu todo o seu propósito de mandar enforcar Mordecai. Ao invés, ele pensou somente na pergunta do rei e em como respondê-la. Ele estava tão confiante quanto a sua posição diante do rei que respondeu imprudentemente: “Assim se fará ao homem a quem o rei deseja honrar – faça-se com que vista as vestes reais que o rei costuma usar, que monte no cavalo em que o rei costuma andar montado e que ponha na cabeça a coroa real. Faça-se com que os mais nobres príncipes do reino o vistam dessa forma e que o conduzam assim montado a cavalo pela cidade de Susã e adiante dele proclamem: assim se fará ao homem a quem o rei deseja honrar”.

      Em seu orgulho e egoísmo, Hamã desejava a honra e o prestígio do trono do rei Assuero. O uso por ele da roupa, do cavalo, da coroa e do ceptro do rei, induziriam o povo a pensar que Hamã era o próprio rei Assuero.

      O rei Assuero disse no mesmo instante: “Apresse-se, tome a roupa, o cavalo e o ceptro e faça assim como falou com Mordecai, o judeu que se assenta à porta do rei. Não deixe faltar nada daquilo que falou”. Hamã estava atónito. As palavras do rei fizeram Hamã ficar a ponto de desmaiar. O rei não se referiu a ele, então, mas a Mordecai! Como era possível tal coisa, se era esse mesmo Mordecai que Hamã planejou enforcar naquele dia!

      O orgulho de Hamã desmoronou e descaiu-lhe o semblante. As escrituras dizem: “O orgulho procede a ruína”. Vejamos como isso aconteceu na vida de Hamã. 

Mordecai é exaltado

 

      Quanta humilhação sentiu Hamã ao vestir as roupas do rei em Mordecai, ao pôr-lhe a coroa real na cabeça e em seguida ao fazê-lo montar no cavalo do rei! Mas a pior humilhação de todas foi quando teve que conduzir Mordecai, seu desprezado inimigo, através das ruas de Susã, proclamando: “Este é aquele a quem o rei deseja honrar”. Hamã sabia agora que não poderia jamais pedir ao rei que sentenciasse Mordecai à morte. O rei não lhe daria ouvidos. Hamã entrara em profundo estado de choque porque a sorte mudara de tal maneira e tão rapidamente que agora ele se achava em total humilhação.

      Quando Hamã finalmente terminou a sua detestável tarefa de conduzir Mordecai através da cidade de Susã, vestido nas roupas reais, montado no cavalo do rei e usando a coroa e o ceptro reais, Hamã trouxe Mordecai de volta ao portão do rei. Em seguida Hamã dirigiu-se o mais rapidamente possível para a sua casa, cobrindo a sua cabeça e desfalecido de horror. Hamã trouxera grande sofrimento e lamentação sobre o povo judeu. Agora chegara a sua vez. Seus planos de enforcar Mordecai haviam desmoronado. Ele fora obrigado a honrar tão grandemente esse mesmo homem que era o seu mais desprezado inimigo. O que mais poderia advir dessa mudança de acontecimento? – ele se perguntava.

      Quando Hamã chegou em casa, a sua esposa e os amigos reuniram-se en torno dele. Hamã retornou sozinho, rejeitado e cheio de medo. Eles esperavam que ele trouxesse Mordecai com ele e então assistiriam ao enforcamento.

      Hamã contou-lhes as péssimas novas de como o rei o obrigara a honrar Mordecai, o mesmo homem que ele planejara enforcar. A sua esposa e os amigos compreenderam, no acto, que a calamidade se abatera sobre ele.

      Após escutarem o seu triste relato, a esposa de Hamã e os seus amigos disseram-lhe: “Você não vencerá Mordecai jamais. Você está numa grande encrenca”.

      Realmente, Hamã estava numa grande encrenca. Ele certamente não estava com disposição para participar do banquete de Ester, mas não havia como desculpar-se àquela altura. Não demorou muito tempo e chegou o mensageiro do rei para escoltá-lo até ao banquete da rainha Ester. 

O segundo banquete de Ester

 

      Hamã desejava comparecer ao banquete da rainha com o coração feliz, mas ao contrário, estava indo com o coração pesado e cheio de maus presságios. Ele estava muitíssimo preocupado com o que poderia acontecer. Parecia que tudo voltar-se contra ele.

      Ele chegou e foi recebido com cortesia pela rainha Ester. Durante o banquete, o rei Assuero voltou a perguntar à rainha Ester qual era a sua petição e a prometer-lhe que, até metade do reino se lhe daria. E isto assegurou à rainha que o rei seria o mais generoso possível em atender o seu pedido.

      Ester começou lentamente a formalizar seu pedido: “Nós (eu e meu povo), fomos vendidos”, ela disse hesitantemente, “para sermos destruídos e perecermos”. Ela continuou a explicar que, se eles tivessem sido vendidos como escravos, haveria alguma esperança para eles. Contudo, todos eles estavam para ser mortos sem misericórdia, completamente eliminados. O rei ouviu atentamente, demonstrando a sua admiração e choque diante de tal afirmação. O rei parecia atónito! Ele não esperava que o pedido dela fosse dessa natureza. Ester suplicou a ele que a sua própria vida e a vida de seu povo fossem poupados.

      “Bem, quem foi que ordenou isto?” O rei perguntou irado.

      Ester respondeu devagar: “O inimigo é este mau Hamã.”

      Então Ester voltou-se e encarou Hamã. Subitamente o terror encheu o coração de Hamã. Ele sabia agora que a sua vida estava em perigo.

 

Hamã suplica por sua vida

 

      O rei estava tão irado que não conseguiu continuar sentado. Ele levantou-se e foi para o jardim do palácio. Pensar que o seu favorito e homem de confiança havia conspirado contra a rainha e o enganara, induzindo-o a emitir um decreto condenando-a e a todo o seu povo, à morte! Esse simples pensamento deixava o rei enfurecido.

      O medo tomou conta de Hamã. Ele também não conseguiu mais continuar sentado. Ele sabia que a sua única esperança era suplicar a Ester por misericórdia. Ele voltou-se para a rainha para suplicar a ela. Compreendendo a grande encrenca em que se envolvera, ele deixou-se cair no sofá em que estava a rainha para lhe suplicar por perdão e misericórdia.

      Quando o rei voltou do jardim, ele o viu caído sobre o sofá da rainha. Isto deixou o rei ainda mais furioso. O rei sabia que havia um só veredicto para Hamã. Ele tinha que morrer!

      Rapidamente os guardas foram convocados. Eles vieram, prenderam Hamã e cobriram-lhe a face com um capuz, o que era feito sempre com os condenados à morte, uma vez que eles não mereciam ver a face do rei.

      Um dos servos do rei disse: “Existe na casa de Hamã, uma forca de 50 côvados de altura que ele construiu para enforcar Mordecai, o mesmo Mordecai que salvou a vida do rei!”

      “Então enforquem-no naquela mesma forca.” Ordenou o rei, sem nem um momento de hesitação.

      Assim, Hamã foi enforcado naquele dia, na mesma forca que mandou erguer para Mordecai. O pecado de Hamã finalmente o destruíra, tal como o pecado sempre faz. Embora parecesse por um momento que ele sairia vitorioso, agora ele realmente havia perdido tudo. Isto é a consequência natural para uma pessoa que exalta a si mesmo e enche-se de orgulho e maldade. David disse: “Trama o ímpio contra o justo e contra ele range os dentes. Rir-se-à dele o Senhor, pois vê estar-se aproximando o seu dia” (Salmo 37:12-13). Paulo fez a seguinte colocação: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. Pois aquilo que o homem semear isto também ceifará” (Gal. 6:7). Deus sempre tem a última palavra, não o homem.

      Quão melhor é andar nos caminhos do Senhor e fazer Sua vontade. Porque para aqueles que andam nos caminhos do Senhor, a Palavra de Deus diz: “Porque o fim daquele homem será paz” (Salmo 37:37).

  

Lição 7

Vitória para o Povo Judeu

Ester 8-10

 

Versículo: Mateus 16:26

 

Ester intercede junto ao rei por seu povo

 

      A rainha Ester pediu ao rei que revogasse as cartas que Hamã enviara a todas as províncias. Com lágrimas correndo dos seus olhos, a rainha falou: “Como poderei ver o mal que sobre virá ao meu povo? E como poderei ver a destruição da minha parentela?”      Embora Hamã estivesse morto, a armadilha mortal que ele armara contra os judeus não estava desarmada. O decreto determinando a morte dos judeus no dia 13 do mês de Adar fora espalhado por todas as províncias do vasto império persa e continuava em vigor. Os inimigos dos judeus estavam a fazer os seus preparativos para destruírem os judeus, cada um em sua área, na data marcada.

      Naquela época, a lei dos medas e persas não podia ser revogada, mesmo pelo próprio rei; alem disso, o rei poderia não possuir os recursos necessários para reverter a lei que ele mesmo decretara.

      O rei disse então: “Eis que dei à rainha Ester e ao judeu Mordecai a casa de Hamã e a ele penduraram-no numa forca porquanto intentara matar os judeus. Agora, você, Mordecai, pode escrever uma nova lei que irá sobrepor-se e revogar a lei de Hamã e eu a selarei com o anel real, de sorte que não poderá mais ser revogada.”

      O rei mandou chamar os escribas e ordenou-lhes que escrevessem tudo que Mordecai ditasse a eles. Desta forma, uma nova carta foi escrita por Mordecai a todos os povos do vasto império persa. Foi escrita no nome do rei e selada com o anel real.

      Embora o édito de Hamã tivesse dado permissão aos inimigos dos judeus para matá-los e saquear-lhes os bens, a carta de Mordecai dava aos judeus permissão para defenderem-se. Mordecai escreveu a lei cuidadosamente, dizendo que os judeus receberiam pleno apoio do rei e que o rei encorajava os judeus a prepararem-se para lutar contra os seus atacantes. Assim, a lei de Mordecai contrapunha-se à lei de Hamã. 

Da Índia à Etiópia

 

      O édito de Mordecai devia ser expedido imediatamente aos judeus, aos sátrapas, aos governadores e a todos os príncipes das províncias desde a Índia até a Etiópia – a todas as 127 províncias e a carta devia ser traduzida em todos os idiomas falados no império persa.

      Não havia muito tempo para distribuir a mensagem a todos aqueles lugares tão distantes uns dos outros. Mordecai despachou as cartas através dos cavaleiros mais rápidos, montados em cavalos, ginetes, mulas e camelos árabes que haviam sido treinados para viajarem com a máxima velocidade. Ele queria assegurar-se que a nova lei chegaria a tempo de salvar os judeus.

 

A alegria dos judeus

 

      Quando o édito de Hamã foi lido nas províncias do vasto império persa, os judeus haviam rasgado as suas vestes e levantado uma grande lamentação. Agora, chegara o dia em que outro cavalo veloz chegara à cidade. Seu cavaleiro desmontou e o povo reconheceu nele um correio do rei. Imediatamente ajuntaram-se para ouvir a nova mensagem enviada pelo rei. A voz do correio do rei elevou-se alta e clara enquanto ele lia a mensagem: “O rei concede permissão a todos os judeus de seu império para defenderem a si, a suas famílias e a seus bens e propriedades dos ataques de seus inimigos no 13º dia do mês de Adar. Eles podem preparar-se para lutar em defesa das suas vidas e dos seus bens”.

      Os judeus que ouviram isto ficaram cheios de alegria e mal podiam crer em seus ouvidos. A notícia causou grande regozijo nos lares judeus, quando cada chefe de família comunicou a seus familiares: “O rei declarou que não teremos que morrer no 13º dia do mês de Adar! O rei mandou dizer que poderemos defender-nos de qualquer que nos ataque. Vamos começar agora mesmo a preparar nossa defesa! Não vamos morrer, afinal! O rei deu-nos a maravilhosa oportunidade de nos defender!”

      Eles choraram de alegria e riram e cantaram juntos, em cada lar judeu.

      Quando o 13º dia do mês de Adar finalmente chegou, os judeus estavam preparados para defenderem as suas vidas valentemente daqueles que os odiavam. E o rei e os oficiais de cada localidade estavam a apoiar os judeus. Em muitas cidades ninguém ousou incomodar os judeus porque sabiam que estes estavam bem preparados para lutar. Esta foi uma surpreendente sucessão de eventos e muitas pessoas estavam tão impressionadas com os judeus e com o Deus deles que estava a trabalhar tão poderosamente em favor deles, que resolveram tornar-se judias.

      O decreto do 13º dia do mês de Adar, foi celebrado com alegria, banquetes e festas. Mordecai expediu cartas a todos os judeus em todas as províncias dizendo-lhes que no futuro eles deveriam guardar o 14º e o 15º dias do mês de Adar todos os anos como lembrança do Livramento que Deus lhes concedera de seus amigos, trazendo-lhes tão grande regozijo.

      Este feriado especial foi chamado de Purim e os judeus deviam celebrar estes dias com festejos, regozijo e enviando presentes uns aos outros. Muitos judeus hoje em dia ainda celebram Purim nos dias 14º e 15º de Março. Eles lêem juntos o livro de Ester, relembrando o feito da brava rainha Ester para com o povo judeu.

      Depois disso, o rei Assuero exaltou Mordecai no reino, elevando-o à posição de 2º no reino, tendo Mordecai lutado sempre pelo bem estar do seu povo. Em troca, os judeus amavam e respeitavam Mordecai. 

A intervenção de Deus

 

      Você imagina porque uma história tão trágica teve um final tão feliz? Foi porque os judeus jejuaram e oraram e Deus mudou-lhes o destino transformando a tragédia em triunfo. Todos os factos e circunstâncias mudaram porque eles oraram. Deus é capaz de realizar coisas surpreendentes porque Ele sabe de todas as coisas, é completamente sábio, todo amor e todo-poderosos. A história de Ester nos faz saber o quão importante é a oração. Realmente vale a pena orar.

      Foi depois que os judeus jejuaram e oraram que os acontecimentos mudaram a favor deles. Lembre, na véspera do enforcamento de Mordecai, Deus fez com que o rei Assuero tivesse insónia. O rei mandou vir as crónicas para serem lidas em sua presença e, ouvindo o que Mordecai fizera, desejou honrar Mordecai. Assim, ao invés de enforcar Mordecai, Hamã foi enforcado e os judeus foram salvos.

      Embora o nome de Deus não seja jamais mencionado no livro de Ester, podemos ver Seu poder através dos acontecimentos. Vemos o Seu amor por Seu povo. Vemos que Ele governa sobre reis e muda os acontecimentos, quando o Seu povo ora.

      O Deus de Ester e Mordecai é também o nosso Deus. Ele responderá as nossas orações assim como respondeu a deles. Podemos confiar a Ele as nossas vidas porque Ele nos ama e sabe o que é melhor para nós. Sabemos que Deus está no controle de todas as coisas e que Ele pode fazer com que todas as coisas cooperem para o bem, se o amamos e nele confiamos.

 

Versículos Para Decorar

 Lição 1

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,

 

o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais

 

nos lugares celestiais em Cristo."

 

Efésios 1:3

Lição 2

"Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito."

(Rom. 8:28)

Lição 3

"E assim com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem."

Hebreus 13:6

Lição 4

Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido;

 porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo."

I João 4:4

Lição 5

"Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia."

Provérbios 27:1

Lição 6

“Não vos enganeis: de Deus não se zomba.

Pois aquilo que o homem semear isto também ceifará.”

(Gal. 6:7)

Lição 7

"Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? ou que dará o homem em recompensa da sua alma?"

Mateus 16:26