Deus Cuida de Nós


13 lições sobre várias pessoas na Bíblia, como a Rute, o Isaque, etc. Completo com versículos para decorar.

1

Deus deu-nos as nossas famílias

Ruth 1-4

 

   Versículo: I João 4:11

 

   O que é uma família? (deixe os alunos responder. Ajuda-lhes entender de que uma família pode incluir mais do que pai, mãe, e filhos. Pode ser que têm avós ou tias que cuidam para os filhos. Todos são dados por Deus.) As experiências difíceis que as famílias partilham, ajudam-nos a tomar contar uns aos outros, e a confiar em Deus. As pessoas em nossa história de hoje aprenderam de confiar em Deus e em seu cuidar.

 

   Elimelech, e sua esposa, Noemi, eram preocupados. Havia uma fome na terra onde viviam em Judá. Durante uma fome, há muito pouco comida e muitas pessoas não têm para comer. Elimelech ouviu falar que havia abundância de comida, em Moab, um país pagão e idolatro. Elimelech disse à sua esposa Noemi: “Acho melhor mudarmo-nos para Moab.”

   Eles embalaram as suas coisas e tomaram seus dois filhos, Chilion e Maalon, e foram para Moab, decididos a permanecerem lá até terminar a fome em Israel.

   Moab era um país agradável, com bastantes mantimentos e a família de Elimelech estava satisfeita em ter abundância de comida. Contudo, o povo de Moab adorava ídolos e muitos deles nunca tinham ouvido falar do Deus Verdadeiro.

   A princípio, a vida em Moab foi muito agradável para Elimelech e sua família, mas logo a tristeza veio substituir essa alegria. Elimelech morreu e deixou Noemi e seus filhos para cuidarem de si mesmos numa terra estranha e pagã.

   Quando Chilion e Maalon se tornaram adultos, casaram-se com moças moabitas, chamadas Ruth e Orfa. Com certeza eram duas moças boas, agradáveis, atraentes, contudo totalmente ignorantes a respeito de Deus e de Seus caminhos. Noemi, que conhecia o Deus Vivo e Verdadeiro de Israel, provavelmente percebeu a infelicidade desses casamentos porque Deus proibiu Seu povo de casar com povos pagãos.

   As coisas correram bem para Noemi, seus filhos e esposas por algum tempo. Mas então, aconteceu que tanto Chilion quanto Maalon morreram sem deixar filhos.

 

   Que tristeza sobreveio ao lar de Noemi, com as três mulheres chorando à perda de seus amados! Noemi amava ternamente suas noras e elas a amavam muito também. O coração de Noemi ansiava por voltar para sua pequena cidade natal, onde poderia estar entre seus parentes e amigos. Um dia, Noemi ouviu falar que Deus abençoou Seu povo, dando-lhe boas colheitas novamente. Assim, Noemi decidiu que poderia voltar a Israel. Suas duas noras decidiram que iriam com ela porque lembraram o quanto Noemi sempre as amava, o quanto fora bondosa e lhes ensinou acerca do Deus Verdadeiro.

 

Enquanto as três mulheres caminhavam juntas, Noemi dever ter pensado: “Por que Ruth e Orfa deveria deixar seu próprio país? Talvez venham a sentir-se tão estranhas entre o povo de Israel, como eu me senti entre os moabitas. Não posso prometer-lhes conforto material ou bênçãos porque sou apenas uma pobre velha voltando para sua terra natal.”

   Assim, voltando-se para suas noras, Noemi disse: “Ruth e Orfa, por que vocês não retornam à casa de seus pais ao invés de virem comigo? Eu, por minha parte pedirei ao Senhor para recompensá-las por suas bondade para com meus filhos e comigo.” Então, ela beijou Orfa e Ruth e as despediu e todas as três começaram a chorar.

   Através de suas lágrimas, Ruth e Orfa disseram: “Não, nós queremos ir consigo para o seu povo.”

   Mas, novamente, Noemi insistiu com elas para que voltassem para sua própria terra, Moab. Orfa considerou essas palavras e achou que talvez Noemi estivesse com razão. Seria muito duro deixar seus amigos, seu país, e seus ídolos. Choraram juntas outra vez e Orfa beijou sua sogra outra vez e despediu-se e voltou para o lar de sua infância em Moab.

   Ruth permaneceu em silencia por um momento. Esta era a crise – o momento supremo para Ruth. Ela precisava de fazer a decisão mais importante de sua vida. Ruth olhou para Moab, para onde Orfa retornava e pensou em tudo que estava deixando. E, então, Ruth olhou para a Terra Prometida e lembrou de tudo que Noemi e seu marido judeu haviam contado a ela acerca do Deus de Israel.

   “Olhe, Ruth”, disse Noemi: “sua cunhada voltou para casa, para seu povo. Volte com ela.”

   Mas Ruth replicou: “Por favor, não me obrigue a deixá-la, Noemi. Aonde quer que for, irei eu. Aonde viver, viverei eu. O seu povo será o meu povo, o seu Deus será o meu Deus. Aonde morrer, morrerei eu e serei sepultada. Preciso ir consigo. Ruth tinha tomado sua decisão, Ruth escolheu o Deus dos Hebreus para seu Deus e tornou-se parte do povo de Deus.

   Ruth fez a sua escolha e o tempo provou que foi a melhor opção. Ela sabia o preço e estava disposta a pagá-lo. Não havia retorno para ela. E que escolha maravilhosa ela fez! Ela decidiu que o Deus de Israel seria o seu Deus dali em diante e que O obedeceria, seguiria e confiaria NELE de todo o seu coração. Esta foi uma decisão importante para Ruth e é para qualquer um, hoje em dia, a mais importante escolha a fazer.

   Já decidiu, como Ruth, que o Deus de Israel será o teu Deus? Já encaraste o facto de que és um pecador e já pediste a Deus para perdoá-lo por Jesus? Se ainda não o fizeste, precisas fazê-lo hoje. Se decidir seguir a Jesus, então pode dizer a Ele que O seguirá em tudo hoje, não importando o preço a ser pago. Se nunca pediste a Jesus para entrar no teu coração e salvá-lo, terei prazer em ajudá-lo a fazer a tua decisão agora.

 

   

 

2

O Trabalho de Ruth

Ruth 1:19; 2:23

 

Versículo: Salmo 107:1

 

   Depois que Orfa voltou para Moab e Ruth tomou sua grande decisão de seguir a Deus e juntar-se a Seu povo, Noemi e Ruth seguiram seu caminho juntas, subindo montanhas e atravessando vales para a terra de Israel. Afinal aproximavam-se da antiga cidadezinha de Belém onde Noemi viveu com seu marido e seus dois filhos muitos anos atrás.

 

   Quão contentes os amigos de Noemi ficaram ao vê-la novamente! “Noemi está de volta!” eles gritaram. Eles perceberam pelas marcas em seu rosto que ela sofreu profundamente durante os muitos anos de sua ausência. “Onde está seu marido? Onde estão seus filhos?” eles perguntaram.

   Chorando, Noemi contou sua história: “Eu perdi meu marido e meus dois filhos, por isso não me chamem mais de Noemi (prazer) mas chamem-me Mara (amarga) porque eu sinto grande dor e tristeza.” Noemi quis dizer com isso que seu nome poderia ser trocado porque sua felicidade transformou-se em tristeza. “Eu saí daqui cheia de alegria e voltei vazia,” ela explicou.

  

   Era costume entre os israelitas que os segadores deixassem cair algumas espigas para que os pobres pudessem recolher. Os pobres, cuja maioria era constituída de viúvas e órfãos, podiam seguir atrás dos segadores e apanhar as espigas que eles deixavam cair no chão. Este tipo de trabalho chamava-se “rebuscar”, e a Lei de Deus permitia que os rebuscadores tomassem para si quantas espigas pudessem recolher para si e seus familiares.

   Quando Ruth ouviu sobre este costume, ela disse a Noemi: “Deixe-me ir aos campos juntar espigas.” “Vá, minha filha”, respondeu Noemi.

 

   Na manhã seguinte, Ruth levantou-se cedinho e foi a um campo próximo onde muitos homens estavam a colher cerais. Ela encontrou algumas mulheres que os seguiam para rebuscar as espigas que eram deixadas para trás e juntou-se a elas.

   O que aconteceu é que Ruth estava juntando espigas na plantação de um homem muito rico, chamado Boaz. Boaz veio observar o trabalho de seus empregados. Então Boaz viu uma jovem mulher estranha rebuscando espigas. “Quem é ela?” Boaz perguntou ao encarregado. “Ela é a nora moabita que veio com Noemi. Pediu permissão para rebuscar aqui, e eu disse a ela que tudo bem. Ela trabalhou desde cedo de manhã até agora sem parar nenhum momento para descansar.”

   Boz ouviu muito acerca de Ruth, porque o povo de Belém comentou bastante a respeito de sua bondade para com sua sogra Noemi. E agora Boaz podia ver quão duramente ela estava a trabalhar, para que ela e sua sogra pudessem ter comida. Boaz admirou esta industriosa jovem mulher que era tão devotada à sua sogra.

 

   Boaz dirigiu-se a Ruth e disse: “Escuta, minha filha, não se preocupe em ir rebuscar em outro campo, continue aqui com minhas servas, colhendo após os ceifeiros. E, quando sentir sede, vá às jarras de água e beba.”

   Ruth estava muito grata pela bondade de Boaz. Ela balançou a cabeça e falou: “Por que você é tão generoso comigo, sabendo que sou estrangeira?”

   Boaz respondeu: “Eu soube de tudo que fez por sua sogra, desde a morte de seu marido e de como deixou seus pais e seu país para vir morar no meio de um povo desconhecido para você. Que O Senhor, O Deus de Israel, sob cujas asas veio se abrigar, a recompense ricamente, com muitas bênçãos.”

   Boaz foi ainda mais delicado e bondoso com Rute: convidou-a a almoçar com suas servas. Boaz também estava lá na hora do almoço e serviu-lhe comida e disse-lhe que poderia servir-se de tudo que quisesse, o quanto desejasse. Ruth comeu uma parte do que lhe serviu Boaz e separou outra para levar para Noemi.

   Boaz avisou a seus trabalhadores: “Tratem-na bondosamente e deixem cair algumas espigas, de propósito, para que ela as apanhe.”

 

   Ruth trabalhou todo o dia e, à noite, quando debulhou todo o grão que colheu, descobriu que juntou quase uma efa de cevada. Ela levou tudo para sua sogra, juntamente com a comida que guardou do almoço.

   Noemi ficou surpresa ao ver o quanto Ruth colheu naquele dia. “Onde rebuscou hoje?” Noemi perguntou. Ruth contou-lhe acerca de Boaz e de todas as gentilezas que fez para com ela.

   Quando Noemi ouviu isso, alegrou-se muito por causa da bondade e cuidado de Deus para com elas. Excitadamente Noemi exclamou: “Boaz é um parente nosso bastante chegado. Louvado seja O Senhor por sua bondade!”

   “Bem,” Ruth disse-lhe, “ele disse-me que voltasse e continuasse a rebuscar junto aos ceifeiros até terminar a colheita.”

   “Isto é maravilhoso!” disse Noemi. “Faça como ele disse, minha querida, e continue rebuscando junto a seus trabalhadores até o final da colheita!”

 

   E assim Rute fez. Ela continuou a rebuscar todos os dias nas plantações de Boaz, até terminar a colheita de cevada e do trigo. Ela e Noemi estavam agora com provisões suficientes. Ruth decidiu seguir o Deus de Israel e agora Deus estava a mostrar a ela grande bondade, dando-lhe um bondoso protector e provendo o sustento dela e de Noemi.

   Não é Deus exactamente assim? Ele sempre cuida de Seus filhos, inclusive daqueles que são muito pobres e mesmo quando sobrevêm tempos difíceis! Precisamos segui-Lo como Ruth o fez. Confie nele e descanse sob Sua protecção. Não importa o que aconteça porque Ele cuida de nós. Vamos agradecer a Ele agora por Seu amor e cuidado para com você e comigo.

 

  

3

A Recompensa de Ruth

Ruth 3:1 – 4:22

 

Versículo: Ruth 4: 14

 

      Noemi e Ruth viviam quietamente em Belém, mas Noemi ficava perturbada quando pensava seriamente sobre seu próprio futuro e o de sua nora. Ela pensava na segurança que Ruth teria se tivesse um marido e um lar. Noemi desejava um neto que poderia herdar sua propriedade em Israel. Ela também pensava no mandamento de Deus ao povo de Israel, sobre o casamento de viúvas.

      A Lei de Deus dizia que, quando uma jovem ficasse viúva, o homem que fosse o parente mais próximo de seu falecido marido deveria casar com a viúva e comprar de volta toda a terra que tivesse pertencido a ela. Desta forma, deus providencia para que as propriedades continuassem sempre em poder da mesma família. Noemi explicou cuidadosamente todas essas coisas a Ruth. Este parente mais próximo que deveria casar com a viúva e comprar de volta sua propriedade era chamado de REMIDOR.

      A colheita terminou e, com isto, o trabalho duro de Ruth. A estação da debulha dos cereais, que começava imediatamente após a colheita, era um tempo de grandes festejos, celebração e acções de graças a deus pela colheita abundante que proporcionou a Seu povo. Os homens trabalhavam diligentemente preparando o local para a debulha, um local chamado “eira”. Os homens começavam a debulhar os grãos (atirá-los para o alto) permitindo, assim, que o vento levasse as cascas, que não eram de nenhuma utilidade. Os homens começavam a debulhar os grãos no início da noite, quando o vento era firme, e depois que terminavam o joeiramento (a limpa) dos grãos, naquela noite, eles comiam uma grande refeição, pouco antes de deitarem para dormir. Os homens dormiam junto aos grãos, para guardá-los de ladrões.

      Noemi disse a Ruth que fosse ao local da debulha que Boaz preparou para sua colheita, para lembrá-lo de suas obrigações como parente próximo de seu falecido marido. “Eis o que precisa de fazer,” Noemi instruiu Ruth, “banha-te, unge-te com óleos perfumados e veste teus melhores vestidos. Então, vá até à eira e aguarde calmamente até terminar o banquete e que todos os homens estejam a dormir. Vá, silenciosamente, enquanto ele estiver a dormir, descubra-lhe os pés e deite-se aos pés dele. Logo, ele notará sua presença ali e dir-lhe-á o que fazer a seguir.”

      “Tudo que a senhor falou, eu farei”, disse Ruth. Noemi conhecia bem os costumes de sua terra e Ruth seguia cuidadosamente suas instruções, pois desejava fazer tudo de forma correcta.

      Desta forma, na escuridão da noite, Ruth desceu à eira e aguardou até terminar o banquete. Ela viu Boaz terminar de comer e deitar-se para dormir junto a uma pilha de grãos. Silenciosamente, ela foi até o lugar onde ele dormia e deitou-se aos pés de Boaz, após descobri-los. Ela esperou pacientemente. À meia-noite, Boaz acordou assustado, e sentando-se, viu uma mulher deitada a seus pés!

 

      “Quem é você?” exclamou Boaz, naquela escuridão, ainda esfregando seus olhos cheios de sono.

      “Sou Ruth, tua serva. Estende a tua capa sobre a tua serva, porque tu és o remidor.”

      Boaz pensou muito em Ruth e ele havia estudado os costumes e leis de Israel. Ele conhecia muito bem a obrigação do remidor; ele sabia que o parente mais chegado devia casar com a viúva e comprar a terra que pertencia ao falecido marido. Subitamente, seu coração encheu-se de alegria porque ele sabia, com certeza, que esta mulher pura, linda, cheia de fé, que era muito mais jovem do que ele, olhou com simpatia para ele e o escolheu como remidor. “Bendita sejas do Senhor, minha filha”, ele falou, “porque mostraste grande bondade para comigo. Eu sei que existem muitos homens mais jovens, mesmo ricos, que facilmente poderiam amar-te, mas não os procurou. Desejas proceder correctamente, de acordo com os costumes de nossa terra e as leis de nosso Deus. Não quero que te preocupes com nada. Eu desejaria tomar o lugar de meu parente falecido porque toda a cidade conhece sua pureza e virtude.”

      “Há um problema, contudo, que preciso de resolver primeiro. É verdade que sou teu parente chegado, mas existe outro homem que é parente ainda mais chegado de teu falecido marido. Repouse aqui esta noite e amanhã irei falar com ele. Se ele não quiser comprar de volta as terras de teu marido e casar-se contigo, estarei livre para tornar-me teu marido, e prometo-te, terei muito prazer em o ser. Deita-se agora e repouse até amanhã de manhã.”

      Assim, Ruth dormiu aos pés de Boaz até ao amanhecer. Quando o dia começou a clarear, ela levantou-se. “Vá em paz, minha filha,” disse Boaz, “ninguém deve saber que esteve aqui. Antes, contudo, dá-me o manto que tens sobre ti.” Ruth deu-lhe o manto e Boaz o encheu de grãos e devolveu-lhe e ela voltou para a cidade.

 

      Quando Ruth chegou à casa, deu a Noemi os cereais que Boaz enviou e contou-lhe tudo que se passou. Quão emocionada Ruth estava!

      Noemi disse: “Amanhã saberá com certeza se Boaz poderá casar-se consigo. Ele não descansará até resolver esta questão.”

 

      E, verdadeiramente, Boaz não perdeu tempo em fazer os arranjos necessários. De manhã mesmo, ele dirigiu-se aos portões da cidade para encontrar o parente mais próximo do falecido marido de Ruth. Quando, aquele homem atravessou os portões da cidade, Boaz o chamou. Boaz disse ao homem o propósito da reunião. O homem disse que não era possível a ele casar-se com Ruth e cuidar de Noemi e comprar as terras de Elimelech. Claro, isto deixou Boaz muito feliz.

      Logo após isso, houve um casamento em Belém. Deve ter sido um grande acontecimento, porque Boaz era um homem muito rico. Ruth e Boaz foram muito felizes e igualmente Noemi, porque eles eram muito bons para ela.

      O tempo passou e Deus abençoou Ruth e Boaz com um filho chamado Obed. Noemi estava encantada em ser avó do pequeno Obed e gostava muito de ajudar Ruth a cuidar dele.

      Com o passar dos anos, Obed cresceu e tornou-se o pai de Jessé, o avô do grande Rei David. E, anos mais tarde, da família do Rei David, nasceu Jesus, o FILHO de DEUS, naquela mesma cidadezinha de Belém. Somente pense – Ruth e Boaz fazem parte da linha ancestral de Jesus Cristo. Quando nós encontramos Ruth pela primeira vez, ela era pagã, adorou os ídolos, num país distante. Então, resolveu pagar o preço, escolheu o Deus Único para sua vida. Acham que ela ficou triste ao tomar esta decisão? Quando a história de Ruth terminou, ela não é mais uma moça pagã, nem uma pessoa pobre catando grãos para comer. Nós a vemos na terra escolhida de Deus, adorando-O, promovido à posição de noiva de Boaz e mãe de Obed, que foi o avô do Rei David, de cuja família Cristo, o Salvador, nasceu. Que recompensa para a leal Ruth! Sua história mostra-nos que Deus cuida de cada um de nós. Ele importa-se com cada detalhe de nossa vida: o lugar onde vivemos, se temos o suficiente para comer e mesmo com a pessoa com quem iremos casar e com os filhos que teremos.

 

 

 

4

Deus Providencia as Nossas Necessidades

II Reis 4:1-7

 

Versículo: Fil. 4:19

 

      Como é que os pais sabem do que precisa? Quem é mais sábio do que os seus pais? Deus conhece as nossas necessidades? Como é que sabemos isso? Podemos ter a certeza de que Deus providencia as nossas necessidades? Uma mulher na Bíblia descobriu que Deus não só sabia da sua necessidade, mas providenciou para ela também.

 

      Havia um profeta de Deus, chamado Elias. Deus mandou-o para uma cidade, chamada Sarepta, onde Deus disse-lhe que ia encontrar uma viúva.. Quando Elias entrou na cidade, encontrou uma mulher viúva, apanhando lenha à porta da cidade. Percebendo que aquela era a mulher a quem Deus o tinha dirigido, Elias pediu-lhe água para beber. Pode imaginar a sede que Elias devia estar depois da longa caminhada pela terra seca?

      Bastante admirável, a mulher não recusou o pedido de Elias. E enquanto ela ia buscar a água, o profeta pediu mais outra coisa: “Por favor, traga-me um pouco de pão, também, ele disse para ela.

      A mulher respondeu: “Tão certo como vive o Senhor teu Deus nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho; comê-lo-emos, e morreremos.” Esta mulher a quem Deus tinha enviado Elias era tão pobre que só tinha comida para mais uma refeição para ela e o filho! Então ela esperava morrer de fome. Como Deus podia usá-la para ajudar Elias?

      Talvez pense que Elias parecia egoísta quando ele disse: “Primeiro faz dele par mim um bolo pequeno, então prepare para você mesma e seu filho, mas ele tinha uma promessa de Deus para a mulher viúva. Ele disse para ela que a farinha da panela não acabaria e o azeite da botija não faltaria até que a fome e a seca passassem. Deus ia fazer um milagre para a mulher viúva e seu filho! Ele também ia providenciar comida para Elias, de uma maneira tão maravilhosa, quanto quando mandou comida pelos corvos.

     

      A mulher viúva foi para casa e usou o último bocado de farinha e o pouquinho de azeite para fazer o bolo para Elias. Ela assou o bolo e o deu ao profeta, pensando que estava dando o último bocado de comida que possuía.

      Enquanto o profeta começava a comer, a mulher virou-se e deu uma olhada na panela de farinha. E o que vocês acham que ela viu? Ainda havia farinha na panela – tanto quanto havia antes de ela fazer o bolo! Com admiração, ela virou-se para ver a botija de azeite; havia azeite lá, também – somente bastante azeite e farinha para fazer um bolo para ela e o filho. Ela fez o bolo e ela e o filho naquela noite foram dormir com o estômago cheio.

      Na manhã seguinte, provavelmente a mulher viúva acordou cedo e andou de ponta de pé até o lugar onde guardava a farinha e o azeite. E sem dúvida, lá ainda havia bastante para fazer o café de Elias, dela e do filho.

 

      Exactamente como o profeta havia dito, a farinha e o azeite não acabavam. Cada vez que a mulher foi fazer bolo para uma refeição, havia sempre bastante farinha e bastante azeite, e assim a mulher viúva de Sarepta viu Deus fazer um milagre cada dia que Elias estava com ela. Ela aprendeu por experiência própria a verdade da promessa de Deus: “Buscai, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” Mateus 6:33 Ela tinha feito bolo para o servo de Deus primeiro, e Deus providenciou para ela e o filho durante todo o tempo de fome. Ao agradecermos agora a Deus por Sua Promessa de provisão, talvez esteja a pensar em uma necessidade em sua vida que só deus pode suprir. Por que não falar com Ele sobre isso? Se estivermos vivendo em obediência a Deus e dando a Ele o primeiro lugar em nossas vidas, então podemos clamar por sua maravilhosa promessa: “E o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.” Filipenses 4:19a

 

  

 

5

Deus Dá-nos um Lar

II Reis 4:8-17

 

Versículo: Salmo 133:1

 

      Tens vivido em quantas casas, ao longo da tua vida? Gostaste de uma casa, mais do que a outra? Porquê? (deixe os alunos responder) A ter o teu próprio quarto é especial, não é? Em nosso estudo hoje, vamos ver um quarto especial.

 

            Enquanto Eliseu viajava pela terra de Israel, ensinando e guiando o povo de Israel nos caminhos do Senhor, ele com frequência passava por um lugar chamado Suném. Em Suném morava uma mulher que tinha muitos bens, juntamente com seu marido; tinham um lar confortável, grandes campos de terra fértil e muitos servos. A Bíblia chama essa mulher de uma grande mulher. Evidentemente ela devotava um grande amor a Deus. A grande mulher de Suném e seu marido frequentemente convidavam o profeta Eliseu para fazer refeição com eles.

      Depois que Eliseu e seu servo tinham parado e ficado muitas vezes com este casal, a grande mulher disse ao marido: "Eu seu que o profeta Eliseu é um santo homem de Deus, posso ver isso por suas acções e sua vida. Vamos, portanto, construir-lhe um quarto em cima, pôr uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro. Quando ele vier para a nossa casa retirar-se-á para ali. Será um lugar privado onde poderá relaxar, estudar e orar." O marido dela concordou e assim fizeram. Como vêem, ela estava a fazer o que a Bíblia nos manda fazer - mostrar hospitalidade e consideração com os servos de Deus.

 

      O marido pôs os seus trabalhadores para construírem o quarto, e logo o quarto especial do profeta foi construído na parte de cima da casa e mobilado para o profeta Eliseu. Da próxima vez que Eliseu chegou a Suném, o casal muito contente levou-o para mostrar-lhe o quarto do "profeta". Ali ele podia estudar e orar sem ser perturbado. Eliseu ficou muito agradecido quando viu o quarto tão bonito que foi preparado para ele. Ele estava profundamente sensibilizado por tanta consideração por suas necessidades.

      Até hoje alguns crentes têm um quarto especial em suas casas que chamam de o quarto do "profeta" para entreter servos de Deus como missionários e pastores.

      Algum tempo depois, quando Eliseu estava descansando em seu quarto, estava pensando em como era maravilhoso ter este lugar providenciado para ele. Por isso ele disse ao seu servo Geazi: "Diga à mulher que eu quero falar-lhe para expressar-lhe minha gratidão."

 

      Quando a mulher apareceu na porta, Eliseu disse a Geazi: "Diga-lhe que muito apreciamos a bondade dela e o cuidado por nós e pergunte-lhe o que podemos fazer em retorno para mostrar nossa gratidão." Eliseu sabia que a mulher não tinha necessidade financeira, porque ela e o marido estavam em excelente situação económica. Ela não era como a pobre viúva que só possuía uma botija de azeite, mas ele também sabia que, todo mundo, rico ou pobre, velho ou jovem, tem alguma área que precisa das bênçãos de Deus. "Será que ela quer que eu transmita alguma palavra ao rei ou ao general do exército?" Eliseu perguntou.

      "Não" a mulher replicou. "Eu habito em paz no meio do meu próprio povo." Ela não queria nenhuma atenção especial do rei, nem queria ser uma pessoa importante em sua nação. Ela só queria ser grande aos olhos de Deus. Havia uma coisa que ela queria há muitos anos, mas parecia algo tão difícil que ela nem mencionou. Assim ela voltou para os seus trabalhos.

      "O que podemos fazer por ela?" Eliseu perguntou a ser servo depois que ela  saiu. Geazi disse: "Bem, ela não tem filhos, e o marido dela já é velho."

      Mas é claro! Eliseu percebeu que esta era uma coisa que o coração dela devia desejar.

      "Chame-a de novo," Eliseu disse a Geazi: quando a mulher retornou, Eliseu falou com ela enquanto ela estava ali em frente da porta e deu-lhe esta notícia maravilhosa: "Deus vai dar a si e a seu marido um filho."

      "Oh, não," a mulher falou. "Isto é impossível! Não zombe de mim! Esta é uma notícia muito boa para ser verdadeira, ó homem de Deus!"

      Toda mulher judia, mais do que qualquer outra coisa, queria um família, porque o povo hebreu escarnecia das mulheres casadas que não tinham filhos. Assim o mais profundo desejo do coração desta mulher era ter um filho seu mesmo. Ela talvez tivesse pedido um filho ao Senhor muitas vezes, mas tivesse aceito a vontade de Deus em não ter filhos.

      Era difícil para ela crer nesta estonteante notícia, que depois de todos aqueles anos sem criança em seu lar - que agora ela teria um filho! É claro que Deus podia fazer qualquer coisa, ela sabia, mas ela mal podia crer que Ele ia fazer este grande milagre em suas vidas. Ela creu que "com Deus nada é impossível".

      Deus sempre cumpre Suas promessas. Quase um ano depois o filho prometido nasceu. Deus atendeu ao grande desejo da mulher, embora muitos anos se tivessem passado e ela tivesse perdido a esperança de ter um filho.

      Ah, como a família ficou feliz quando o bebé nasceu! Nós sabemos que a criança era muito querida da mãe como uma dádiva especial de Deus, assim como o era para o pai - o filho de sua velhice, e para o profeta porque ele era o filho de suas orações.

      Que prazer e deleite era a criança para aquele lar! O profeta Eliseu estava contente que Deus tinha recompensado a grande mulher tão maravilhosamente pelo cuidado e pela providência de um quarto para o profeta.

 

  

6

Deus Cuida a Nós

II Reis 4:18-37

 

Versículo: I Pedro 5:7

 

      As pessoas ficam doentes por causa dos micróbios, vírus, comida estrada, e poluição. Ficamos doentes porque não vivemos no mundo perfeito que Deus planeou para nós. O pecado estragou aquele mundo perfeito. Então, enquanto há micróbios, apanhamos doenças. Será que Deus importa quando ficamos doentes? A Bíblia nos diz que sim, Deus importa. Vamos ver o que Deus fez quando um rapaz ficou muito doente.

 

      Num dia bem quente de verão quando o rapaz tinha mais idade, ele saiu para o campo para ajudar o pai dele e aos servos, pois era tempo de colheita de cereais. Ele talvez estivesse colhendo o cereal em molhos ou carregando água para os segadores sedentos.

      Mas repentinamente, enquanto o rapaz estava ajudando na colheita, sentiu uma dor de cabeça terrível. Ele disse ao pai: "Aí minha cabeça! Ai minha cabeça!"

      O pai examinou a cabeça do menino cuidadosamente mas não achou nada. Ele o entregou a um dos servos e disse: "Leve o menino para a mãe dele. Ele talvez precise de descanso."

      Quando a mãe os viu aproximando-se da casa, ela preocupou-se. qual seria o problema? O servo pôs o menino no colo da mãe e retornou para os campos. O menino deitou-se e ficou parado, quieto e mal se movimentava. Ela o amava e procurou aliviar a dor de cabeça do rapaz. Ela fez tudo o que sabia, mas parece que nada ajudava. Ao meio-dia o rapaz parou de respirar e morreu. O que a mãe ia fazer agora?

 

      Ela carregou o corpo morto e flácido do filho, subiu os degraus até o quarto do profeta, e deitou o filho na cama de Eliseu. Fechou a porta e saiu com o coração partido. Eu tenho que ir atrás do profeta de Deus, ela pensou.

      Logo, a mulher chamou o marido: "Por favor, mande-me um dos servos e um jumento para que vá rapidamente falar com o homem de eus e estar de volta à noitinha".

Ela sabia que o marido estava muito ocupado com a colheita e ela não queria preocupá-lo neste exacto momento. Eliseu tinha sido usado por Deus para ela ter aquele filho, e em seu coração ela sabia que somente Eliseu podia trazê-lo de volta à vida.

      "Por que ir falar com o profeta de Deus hoje?!" o marido perguntou. "Não é lua nova, nem sábado, nem feriado religioso."

      Ela disse: "Não se preocupe, tudo está bem." Ela não estava chorando ou torcendo as mãos, mas estava quietamente confiando no Senhor. Ela sabia que Deus não ia deixar acontecer nada que não fosse o melhor para ela. Não culpou a Deus ou reclamou dizendo: "Por que eu? Por que meu filho?" Certamente Satanás tentou trazer pensamentos rebeldes contra Deus, mas ela provou em sua tristeza que Deus era suficiente. Ela depositava grande fé em Deus.

      O jumento foi trazido e posto a cela, e a mulher disse ao servo: "Apresse-se! Não diminua a marcha a menos que eu lhe diga." E assim eles foram o mais rápido possível até o Monte Carmelo, onde Eliseu estava.

 

      Quando Eliseu viu a mulher ainda ao longe aproximando-se na estrada, ele disse ao servo dele: "Olha, lá vem a mulher sunamita. Corre ao seu encontro e pergunta-lhe qual é a dificuldade. Pergunta-lhe se vai tudo bem com ela, com o marido e com o filho."

      Geazi correu e encontrá-la. "Vai tudo bem com a senhor?" ele perguntou.

      "Sim," ela disse a Geazi o servo de Eliseu: "Tudo vai bem."

      "Seu filho está bem?"

      "Sim, tudo está bem."

      "Seu marido está bem?" "Sim," ela respondeu, "Meu marido está bem."

 

      De qualquer maneira, ela não parou para Geazi, Ela correu ao profeta, e quando ela chegou onde ele estava, abraçou-lhe os pés. Geazi, provavelmente pensou que ela estava fora de si, e tentou afastá-la, mas Eliseu de imediato reconheceu que ela estava profundamente abalada por alguma coisa. "Deixe-a" ele disse a Geazi; "Ela está em profunda dor, e o Senhor não me mostrou a razão."

      "Eu pediu-lhe um filho?" a mulher indagou. "Não lhe disse que não me enganasse?"

      Agora o profeta sabia que algo terrível havia acontecido ao menino. Ele disse ao servo: "Toma o meu bordão contigo e vai logo a Suném. Põe o meu bordão sobre o rosto do menino."

      Mas a mulher não ficou satisfeita. Ela disse: "E não vou voltar somente com o servo, Eliseu. Você ter que vir também." Ela provavelmente percebeu que Geazi não tinha a grande fé em Deus que Eliseu tinha, nem no Poder de Deus, portanto os esforços de Geazi seriam inúteis.

      Geazi foi na frente, de qualquer maneira, como Eliseu tinha dito, mas a mulher ficou com Eliseu. Então Eliseu e a grande mulher partiram também. Quando Geazi chegou à casa da mulher, ele correu para o quarto do profeta e pôs o bordão sobre o rosto da criança, mas nada aconteceu. Não havia sinal de vida.

      Ele retornou para encontrar Eliseu e a grande mulher no caminho. Ele disse a Eliseu: "A criança está morta." Eliseu não disse nada, mas seguiu a mulher até a sua casa.

 

      Quando eles chegaram, Eliseu subiu e achou o corpo do menino sem vida deitado em sua cama em seu quarto. Entrando no quarto sozinho e fechando a porta, Eliseu começou a orar.

      Eliseu orou intensamente para que Seu Grandioso e maravilhoso Deus restaurasse o menino à vida. "Deus, Tu deste esta criança miraculosa para a mulher," ele disse, "E agora eu te imploro que o tragas de volta à vida." Então Eliseu deitou-se sobre o corpo do menino, pôs sua boca na boca da criança, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele. O corpo da criança começou a aquecer-se outra vez! O profeta levantou-se e andou, dando umas poucas voltas no quarto, ainda orando fervorosamente enquanto andava. Então ele retornou e deitou-se sobre a criança outra vez. Desta vez o menino espirrou sete vezes; e dois disto ele abriu os olhos! O milagre tinha acontecido.

      "Geazi", Eliseu chamou, "diga à mulher para subir aqui!"

      Quando ela chegou à porta do quarto, Eliseu, com profunda felicidade expressa na voz disse: "Aqui está o seu filho vivo outra vez!"

 

      Com uma alegria profunda a mãe segurou e abraçou o filho, apertando-o contra si. Ele lhe pareceu mais querido agora do que antes. Deus o tinha dado a ela por nascimento e agora o dava de volta da morte.

      Nós não sabemos o nome do menino desta história, mas sabemos que ele é uma figura de todos aquele que estavam "mortos em pecado", mas pelo trabalho miraculoso e poderoso de Deus agora tem vida nova - vida eterna - através do Filho de Deus que morreu e pagou completa punição dos nossos pecados.

     

 

 

7

Isaac Age Numa Maneira Agradável a Deus

Génesis 26:12-33

 

Versículo: Lucas 6:31

 

      Alguma vez ouviste alguém usou palavras como estas? “Vais pagar!” “Vais ver!” Como é que eles sentem quando dizem palavras como estas? (zangados, cheios de ódio) Alguma vez tens dito palavras aparecidas? Provavelmente todos nós temos dito palavras aparecidas. Quando é que usamos estas palavras? (quando somos maltratados ou magoados) Como achas que Deus sente quando nos ouve a usar estas palavras? Jesus disse: “Como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também.” Algumas pessoas estavam a maltratar o Isaac. Vamos ver como ele respondeu.

 

      Provavelmente Abraão viu quando o seu filho, Isaac, trouxe as ovelhas ao poço, para lhes dar de beber. Viu enquanto Isaac deu os animais água para beber. Abraão gostava de ensinar Isaac como cuidar das cabras, ovelhas, camelos e gado. Um dia, tudo que Abraão tinha pertencia ao seu filho Isaac.

      Abraão e Isaac falaram muito enquanto trabalhavam. Isaac gostava de ouvir o seu pai falar sobre Deus. Sabia que seu pai tentou obedecer a Deus em tudo. Nunca cansou de ouvir o seu pai contar sobre a promessa de Deus, como Ele ia dar um filho ao Abraão. Assim, Isaac aprendeu, ao longo da sua vida, a amar a Deus e confiar n’Ele.

      Isaac cresceu e casou-se com Rebeca. Levou a sua família, servos e gado a viver na terra da Gerar, porque havia uma fome na sua terra. Ele semeou naquela terra e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava. Era dono de todos os animais que pertenciam ao seu pai, e mais ainda. Tinha todo o ouro e prata que seu pai tinha dado. Era mais rico e poderoso do que todos os seus vizinhos.

 

      Como acham que os seus vizinhos sentiram em relação ao Isaac? (deixe os alunos responder) Os vizinhos tornaram cheios de inveja. Estavam zangados porque ele tinha mais do que qualquer um deles. Decidiram tentar mandar Isaac embora. A inveja causa as pessoas a fazer coisas feias, não é?!

      Os vizinhos sabiam que Isaac precisava de muita água para os seus animais. Assim, entulharam e encheram de terra todos os poços de Isaac. Agora Isaac não teria água suficiente para todos os seus animais. Teria que ir se embora.

      Os vizinhos disseram-lhe, “Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós.”

      O que acham que Isaac fez? (deixe responder) Podia zangar-se. Podia reunir todos os seus servos e lutar contra os seus vizinhos. Mas ele decidiu que os tratava de maneira que ele queria ser tratado. Ia mostrar-lhes a sua bondade e não a sua ira. Assim, afastou-se um pouco e foi morar num vale pertinho.

      O seu pai tinha vivido naquele mesmo vale, há muitos anos atrás. No entanto, as pessoas tinham enchido os poços que Abraão deixou. Foi muito trabalho, mas Isaac e os seus servos tiraram toda aquela terra dos poços. Cavaram também uns poços novos e encontraram um de águas vivas. Isaac foi contente ao ver a água sair daquele poço. Agora os seus servos e animais teriam água suficiente para beber e viver.

      Mas os homens que viveram naquele vale não ficaram contentes. “Esta água é nossa.” Os servos de Isaac disseram-lhes, “Não, é nossa. Nós cavamos este poço com as nossas próprias mãos.” Estavam prontos a lutar, mas Isaac disse-lhes par não se irritar. Mandou os servos cavar outro poço. Os vizinhos vieram e tomaram posse naquele poço também! Os servos cavaram um terceiro poço. Esta vez os vizinhos não fizeram nada. Isaac ficou contente. Disse, “Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra.” Deus estava contente que Isaac não lutavam com os vizinhos, mas tentou tratar os outros da maneira que ele queria ser tratado.

 

      Depois de algum tempo, Isaac deixou o vale e voltou para Berseba, onde o seu pai tinha vivido. Foi bom voltar para o sítio onde o seu pai lhe ensinou tanta coisa. O Senhor apareceu a Isaac e disse: “Eu sou o Deus de Abraão, teu pai: não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente, por amor de Abraão, meu servo.” (Génesis 26:24) Isaac construiu um altar e agradeceu a Deus por Sua promessa.

 

      Então os velhos vizinhos de Isaac vieram ter com ele. O que será que eles queriam agora? Será que iam começar a disputar com ele, como antigamente? “Por que viestes a mim, pois que vós me aborreceis, e me enviastes de vós?” disse Isaac. Eles responderam: “Havemos visto, na verdade, que o Senhor é contigo. Vamos fazer um acorde de ser amigos e não mais lutar.”

      Isaac estava contente a ver que eles não queriam brigar e lutar com ele. Concordou a ser o amigo deles. Fez um grande banquete para os seus vizinhos. Ele e os vizinhos comeram juntos para mostrar que iam viver em paz.

 

      Deus ajudou Isaac fazer uma coisa difícil – a viver em paz com pessoas que tinham causado muitos problemas para ele. Demorou algum tempo, mas em fim, Deus mudou os corações dos outros e trouxe paz a Isaac.

 

  

8

A Testemunha da Serva

II Reis 5:1-17

 

Versículo: Josué 24:24

 

      Que quer dizer a palavra “serve”? (trabalhar ou fazer algo para alguém) Crianças podem servir a Deus? Como é que podem servir a Deus? (deixe responder) Aqui na Escola Dominical estão rodeados por pessoas que amam e servem a Deus. Vocês estão encorajados a servir a Deus. Acham que seria mais difícil servir a Deus, se viviam onde não havia mais ninguém que acreditasse nele?

 

      Ao norte de Israel havia a nação Síria, e o povo de lá adorava ídolos pagãos. Uma vez quando os sírios invadiram uma cidade em Israel, entre os cativos, foi levada uma jovem como escrava para Naaman, o rico capitão do exército sírio. Esta menina escrava foi ser empregada da esposa do capitão Naaman.

      O capitão Naaman era um herói nacional. O rei da Síria tinha alta admiração for Naaman e o fez comandante-chefe do exército.

      A jovem cativa foi levada para morar na casa grande e linda do capitão Naaman e sua esposa. Naturalmente ela sentia saudades dos pais, irmãos e irmãs dela, dos amigos e de seu próprio lar. E muitas vezes ela se sentia solitária e sentia muita falta deles. Mas ela não sentia saudades de Deus, pois Ele ainda estava com ela e ela sempre lembrava de falar com o Deus de Israel em oração. Os pais dela a tinham treinado a amar o Deus do céu e ela decidiu viver para Ele, custasse o que lhe custasse mesmo naquela terra pagã e idólatra. Felizmente a sua patroa, tratava-a muito gentilmente e a jovem fazia seu trabalho diligentemente, com alegria e um sorriso feliz, apesar de sua tristeza longe de seu lar e dos entes amados. Depois de algum tempo ela começou a gostar de seu novo lar e começou a pensar no capitão Naaman e sua esposa como sua própria família.

      A jovem notou que sua patroa apresentava um olhar triste em seu rosto e ela se preocupava com a razão daquilo. Um dia ela soube da horrível verdade – o capitão Naaman tinha a terrível doença chamada lepra! A jovem tinha visto leprosos em Israel, e ela sabia das coisas horríveis que a doença causava nas pessoas. A pele ficava com infecções que geralmente não saravam. Terminavam desfiguradas e com úlceras, bolhas e feridas abertas. A lepra se espalhava gradualmente pelas mãos, dedos e braços com tão grande infecção que tinha que ser amputados. Muitos leprosos ficavam aleijados, com apenas cotos em vez de pernas. Alguns ficavam cegos sem esperança de voltar a ver, porque a doença era incurável.

      O coração da jovem sentia uma grande simpatia pela situação do seu patrão e patroa. Ela estava triste por eles e queria tanto ajudá-los, mas o que podia uma menina escrava fazer?

      Então ela lembrou-se do profeta de Deus, Eliseu, lá em Israel. Ela sabia que Deus havia feito milagres através de Eliseu, e ela sabia que Deus era capaz de curar o capitão Naaman.

      Um dia, vendo a sua patroa chorar, a empregada foi ter com ela e lhe disse: “Eu gostaria que o meu senhor fosse ver o profeta Eliseu. Deus através dele curaria o capitão Naaman de sua lepra!” Ela começou a contar os milagres que Deus fez através de Eliseu.

      Naaman ficou tão impressionado com esse raio de esperança que foi e falou com o rei da Síria. O rei escreveu uma carta para Naaman levar ao rei de Israel e também mandou dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro de dez lindas e caras vestes festivais de presente. Parece que o rei da Síria pensou que quem ia curar Naaman era o rei de Israel.

      Como o rei de Israel ficou perturbado ao ler a carta do rei da Síria. “O homem desta carta é o meu servo Naaman; eu quero que você o cure de lepra!” O rei ficou fora de si e gritou: “O rei da Síria mandou um leproso para eu curá-lo! Será que eu sou um deus? O rei da Síria deve estar a usar isto como uma desculpa para começar uma guerra contra mim.”

      Fora dos portões, o capitão Naaman e seus servos queriam saber porque o rei de Israel estava a demorar tanto em dar uma resposta. Não tinham a menor ideia da agonia que a carta deu ao rei. Algum tempo passou, enquanto o rei de Israel andava de um lado para o outro, a tentar decidir como ia responder a esta carta.

      O profeta Eliseu ouviu que o rei se achava em apuros e mandou-lhe esta mensagem: “Por que está tão perturbado e rasgaste as tuas vestes? Manda Naaman até aqui para me ver e ele saberá que há um profeta de Deus Verdadeiro aqui em Israel.” Eliseu viu este incidente como uma oportunidade de Deus para ensinar ao povo pagão da Síria sobre o Verdadeiro Deus de Israel. O rei, feliz por ter uma desculpa de se ver livre dos visitantes mandou que Naaman fosse ver o profeta Eliseu.

 

      Assim o Naaman viajou pela terra em direcção à casa do profeta Eliseu. Ficou em pé à porta a espera de Eliseu a aparecer, mas Eliseu nem sequer apareceu na porta para falar com o Naaman; ele mandou o seu servo Geazi. Ele disse para Naaman ir lavar-se sete vezes no Rio Jordão e ele ficaria curado da lepra! Naaman provavelmente pediu ao servo para fazer o favor de repetir o que ele tinha dito. O servo repetiu: “Vá lavar-se no rio Jordão sete vezes e ficará curado. Este é o recado de Eliseu. Ele não tem mais nada a dizer.”

      O Naaman sentiu-se insultado e ficou com raiva. Não somente o profeta não mostrou a um grande homem que nem ele, a cortesia de vir pessoalmente falar-lhe, mas ainda mandou-o lavar-se sete vezes no lamacento rio Jordão. Naaman esperava algo espectacular e sensacional, não esta simples ordem! O furioso capitão afastou-se da casa de Eliseu. Isto era um insulto!

      “Vejam,” Naaman disse, “eu pensei que pelo menos Eliseu viria e falaria comigo! Esperava que movesse a mão sobre a lepra, invocasse o nome do Senhor seu Deus e me curasse! Não são os rios em Síria melhores do que todas as águas de Israel? Se é de rios que eu preciso, eu me lavarei na minha terra em águas puras e limpas e ficarei curado da minha lepra – eu não tinha que vir a Israel para fazer isso.” Assim Naaman deu meia volta com os seus cavalos e começou a retornar para a Síria furioso.

      Os servos de Naaman viram que o orgulho de seu mestre havia sido ferido, mas também sabiam que se Naaman não fizesse como o profeta disse, talvez nunca ficasse bom de novo. Por isso eles tentaram arrazoar com ele e disseram: “Capitão, se o profeta o tivesse mandado fazer coisas grandes e difíceis, o senhor não as teria feito? Certamente o senhor as teria feito. Então o senhor sem dúvida deve obedecê-Lo uma vez que o mandou simplesmente ir lavar-se e ser curado! E depois de ter viajado tanto, o senhor deve pelo menos tentar esta cura! Não vai prejudicá-lo. Se não funcionar, pelo menos tentou.

      Finalmente Naaman viu que o que os homens disseram fazia sentido. Assim, virando de volta a carruagem, dirigiu-a pela estrada em direcção ao rio Jordão.

 

      Chegando ao rio, Naaman engoliu o orgulho, humilhou-se, tirou suas vestes e entrou no rio Jordão. Os servos dele ficaram a olhar para ver o que ia acontecer.

      Naaman mergulhou nas águas e emergiu, olhou para os braços. A lepra ainda estava lá! Sua pele ainda estava coberta de lepra. “Eu lhes disse que isto não funcionaria!” Ele gritou para seus servos. Mas então lembrou-se: o profeta disse que tinha que mergulhar-se no rio sete vezes. Assim, Naaman mergulhou outra vez e outra vez, cada vez seus servos contando cada vez que mergulhou. Então ele emergiu pela sétima vez, e eles ansiosamente olharam enquanto Naaman emergia pela última vez.

 

      “Vejam! Vejam!” Naaman chamou-os. A lepra desapareceu! Os meus braços estão curados! A infecção sumiu! Estou bem! Estou curado!”

      Todos olharam e riram de alegra. Eles mal podiam crer no que viam. Era verdade! Naaman estava completamente limpo da terrível doença da lepra. Seus homens se alegraram, riram e choraram, porque estavam tão felizes. Aquele profeta certamente tinha o poder de Deus. Na Síria, eles nunca ouviram nem viram de nenhuma coisa assim. Pondo as suas roupas, Naaman pulou em sua carruagem e dirigiu sua carruagem para a casa de Eliseu.

 

      Desta vez o profeta Eliseu estava lá pessoalmente para saudar o capitão Naaman. Eliseu sabia que Deus curaria Naaman, se Naaman estivesse disposto a humilhar-se e obedecer a Palavra do Senhor. Às vezes, orgulho e incredulidade privam nos de receber grandes bênçãos de Deus.

      O Naaman humilde e agradecido apresentou-se a Eliseu e exclamou: “Agora sei que não há Deus em todo o mundo, excepto o Deus de Israel!” Através desta maravilhosa experiência de ser curado de uma doença incurável como a lepra, Naaman estava convencido que só havia um Deus Verdadeiro, e que os ídolos que tinha adorado na Síria eram falso.

      Naaman então fez uma maravilhosa promessa: “A partir deste dia, eu não oferecerei oferta queimada nem sacrifício aos deuses falso de madeira e pedra, mas somente ao único e verdadeiro, ao Deus vivo de todo o mundo.” Naaman saiu determinado a servir o Deus e ser um testemunho para Ele lá em seu país – a Síria.

 

        

9

Quatro Lepras Partilham com os Outros

II Reis 7:1-16

 

Versículo: Hebreus 13:16

 

   Acham que é sempre fácil partilhar as suas coisas? Quando é que se torna difícil de partilhar? Em nossa história de hoje, alguns homens aprenderam que é sempre importante de partilhar.

 

   O exército de Síria cercou a cidade de Samaria onde o profeta de Deus, Eliseu, estava a morar. Os portões de cidade foram trancados, numa tentativa de manter os invasores fora da cidade. Depois de muitas semanas, a comida tinha sido gasto, e as pessoas tiveram medo de sair da cidade, à procura de mais comida. Os soldados sabiam que só tinham de esperar e não tardava muito até que as pessoas dentro da cidade morreriam de fome. Então eles poderiam tomar a cidade, sem lutar.

   O rei andava em cima das muralhas, a observar a situação dentro da cidade. Sabia que as pessoas estavam a morrer de fome. E, tal como muitas pessoas fazem, ele tentou procurar alguém que podia culpar por seus problemas. “Tudo isto é a culpa do Eliseu!” ele gritou.

   O rei mandou um mensageiro à casa de Eliseu, mas depois decidiu que ele ia pessoalmente. Eliseu disse-lhes, “Amanhã, quase a este tempo, haverá mais comida do que as pessoas possam comer.” Eles riram todos porque não acreditavam nas palavras de Eliseu.

 

   Fora da cidade, o exército de Síria tinha muita comida. Dentro da cidade as pessoas estavam a morrer de fome. Quatro homens de Samaria sentaram fora da cidade, perto da muralha, mas eles também não tiveram comida. Eles não tiveram medo dos soldados. Sabiam que os soldados não tocavam neles. Estes quatro homens eram leprosos. As pessoas dentro da cidade não deixavam os leprosos entrar na cidade porque tiveram medo que iam apanhar esta doença terrível.

   “Para que estaremos nós aqui até morrermos?” um homem perguntou aos outros. “Se dissermos: entremos na cidade, há fome na cidade, e morreremos aí; e se ficarmos aqui, também morreremos: vamos nós, pois, agora, e demos connosco no arraial dos sírios: sem os deixarem viver, viveremos, e se nos matem, tão somente morreremos.

   Os outros homens concordaram. Logo que começou a anoitecer, eles foram para o arraial dos sírios. Eles estavam preparados a enfrentar uns soldados, mas quando chegaram ao arraial, não havia ninguém! Eles entraram nas tendas e tentaram encontrar os soldados, mas estava deserta. A Bíblia diz que Deus fez com que os soldados ouvissem ruídos de carros e ruídos de cavalos; de maneira que disseram uns aos outros: Eis que o rei de Israel alugou contra nós os outros reis para virem contra nós. Pelo que se levantaram e fugiram, e deixaram as suas tendas, e os seus cavalos, e os seus jumentos, e o arraial como estava: fugiram para salvarem a sua vida.

  

   Os leprosos, então, entraram numa tenda e comeram e beberam e tomaram dali prata e ouro e vestidos, e foram e os esconderam. Então voltaram, entraram em outra tenda e também tomaram alguma coisa, e a esconderam.

   Então disseram uns para os outros: Não fazemos bem: este dia é dia de boas-novas, e nos calamos. As pessoas dentro da cidade estão a morrer de fome, e nós aqui temos mais comida do que eles estão capazes de comer!

   Vieram, pois, e bradaram aos porteiros da cidade, e lhes anunciaram, dizendo: Fomos ao arraial dos sírios e eis que lá não havia ninguém, nem voz de homem, porém só cavalos atados, e jumentos atados, e as tendas como estavam dantes.

   O rei foi acordado, mas ele não acreditou as boas novas. “Eles sabem que estávamos a morrer de fome, por isso esconderam-se e quando saímos para comer, vão apanhar-nos.”

   Um dos servos respondeu e disse: Tomem-se, pois cinco dos cavalos do resto que ficou aqui dentro e enviemo-los e vejamos. Tomaram, pois, dois cavalos de carro; e o rei os enviou após o exército dos sírios, dizendo: Ide e vede.”

   Eles voltaram com a boa nova que, de facto, os sírios tinham fugido e que o acampamento estava vazio. Então saiu o povo e saqueou o arraial dos sírios. Eles trouxeram tudo para dentro da cidade. Então as pessoas acreditaram nas palavras de Eliseu, porque o que ele lhes disse, aconteceu mesmo. Os quatro leprosos partilham as boas novas com o povo dentro da cidade e salvaram as suas vidas por causa da sua bondade.

 

  

 

10

Ezequias confia no Senhor

II Reis 18:1-19:37

 

Versículo: Salmo 121:2

 

      Em nossa lição de hoje, vamos aprender como Deus respondeu à oração do Rei Ezequias, quando ele precisava de ajuda.

 

      Ezequias era um bom rei, que queria que o seu povo adorasse somente o Deus Verdadeiro. Os reis maus, que vieram antes dele, tinham permitido que o povo construísse e adorasse os ídolos. Devemos adorar e servir somente Deus, e não os ídolos e deuses falsos. Quando Ezequias se tornou rei, destruiu todos os ídolos. (Leia II Reis 18:3-4) Porque Ezequias confiou em Deus, Deus o ajudou.

 

      Agora Ezequias estava a passar por uma grande dificuldade. O rei da Assíria, Senaquerib, mandou o seu poderoso exército contra a Jerusalém, a cidade onde vivia o rei Ezequias. Senaquerib exigiu a rendição de todo o povo de Israel, e o rei Ezequias. Se eles não rendessem, o exército de Senaquerib ficariam acampados fora das paredes da cidade, até que as pessoas lá dentro morressem de fome.

      Mensageiros do rei da Assíria aproximaram-se da parede de exigiram que o rei Ezequias viesse falar com eles. O rei mandou três mensageiros a ir ter com eles, a fim de saber o que eles tinham para dizer.

 

      O capitão gritou, “Leva esta mensagem ao seu rei. Diga-lhe que não vale a pena lutar contra nós. Não tem alguém que possa ajudar a lutar contra nós. O Egipto não vem para vos ajudar. E se o seu rei dizer que devem confiar no Senhor, não lhe dão ouvidos. Não foi ele que derribou todos os altares e ídolos?”

      O capitão não sabia que os altares ídolos que Ezequias derribou foram para adorar os deuses falsos. Também não sabia que as pessoas estavam a confiar no único Deus Verdadeiro. O capitão começou então a fazer pouco do povo de Deus. “Se deram uma oferta ao meu rei, ele vos dará dois mil cavalos, mas provavelmente vocês não têm cavaleiros para eles. Além disso, o Senhor nos tem dito a vir cá e destruir vocês todos!”

      O capitão estava a mentir, claro. Pensou que estas palavras iam atemorizar o povo e eles iam render-se. Ele gritou outra vez, em voz alta, “Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar da sua mão! O seu Deus não vos poderá salvar! Rendem-se, e vos darão casas para morar e comida para comer. Se não render, o nosso grande rei vos derrotará!”

 

      O capitão esperou para ouvir como o povo ia responder às suas palavras, mas ninguém disse nenhuma palavra. O rei Ezequias mandou-lhes para não responder ao capitão, e eles obedeceram o seu rei.

      Os mensageiros do rei foram ter com ele. Quando ouviu as palavras do capitão, rasgou os seus vestidos. Isto mostrou como estava perturbado com a notícia. Cobriu-se de saco e entrou na casa do Senhor. Ele sabia que só Deus podia ajudá-lo. O exército de Israel não tinha força bastante para combater o grande exército do rei da Assíria.

      Ezequias mandou mensageiros ao profeta Isaías, o profeta de Deus. Isaías respondeu, “Assim direis a vosso senhor: Não temas as palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram. Eis que meterei nele um espírito, e ele ouvirá um arruído, e voltará para a sua terra: à espada o farei cair na sua terra.” (ou Leia II Reis 19:7)

      Ezequias ficou contente ao ouvir as palavras do profeta, mas depois ele recebeu uma carta do rei Senaquerib. A carta disse, “Não te engane o teu Deus, em quem confias. Eis que já tens ouvido o que fizeram os reis da Assíria a todas as terras, destruído-as totalmente, E tu te livrarás?” O rei da Assíria não sabia que estava a falar do todo-poderoso Deus, quem fez os céus e a terra. Ele pensou que estava maior do que Deus.

 

      Ezequias levou a carta à casa do Senhor, e a estendeu perante o Senhor. E orou Ezequias perante o Senhor, e disse: (Leia II Reis 19:15-19)

 

      Deus respondeu à oração de Ezequias pelo profeta Isaías. Isaías mandou uma mensagem ao rei. Disse, “O que pediste, acerca de Senaquerib, rei da Assíria, eu o ouvi. Por causa das coisas que ele tem dito acerca de mim, o Deus Santo, eu defenderei a cidade.”

 

      Que fará Deus? O exército de Israel não podia lutar contra o exército da Assíria. Sucedeu, que naquela mesma noite, saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles. Levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram corpos mortos. Então Senaquerib, partiu, e foi e voltou para a sua terra. O todo-poderoso Deus ouviu e respondeu à oração do rei Ezequias!

 

  

11

Jeremias e Baruch escrevem duas vezes

Jeremias 36

 

Versículo: Isaías 41:10

 

      (coloque a figura no quadro) Este é Jeremias, um dos profetas de Deus. Um profeta era um homem que entregava a mensagem de Deus ao povo. Há muitos anos era preciso que os profetas entregavam as mensagens de Deus, porque não tiveram todos os livros da Bíblia que temos hoje em dia. Jeremias viveu naquela época.

      Quando Deus lhe disse que queria que fosse um profeta, Jeremias não sentiu capaz de ser profeta. Era muito tímido e tinha muita dificuldade em falar com as pessoas. O Senhor disse-lhe: Não temas diante deles; porque eu sou contigo… Eis que ponho as minhas palavras na tua boca.” (Jeremias 1:8-9) Deus prometeu dar a Jeremias as palavras que devia dizer. Prometeu sempre de o ajudar no trabalho que tinha para ele. A Bíblia diz-nos que muitas vezes o trabalho que Deus dava a Jeremias era muito difícil para ele. Muitas vezes as pessoas com quais Deus mandou Jeremias falar, não gostavam de ouvir as palavras de Deus e não o tratavam bem. Mas Jeremias sempre obedeceu a Deus.

 

      Um dia, Deus mandou Jeremias tomar um rolo de um livro. Deus queria que Jeremias escrevesse tudo que Deus tinha para dizer. Queria que Jeremias entregasse a mensagem de que deveriam deixar o seu pecado. Deus queria que o Seu povo O servia. Deus também contou a Jeremias todas as coisas más que iam acontecer, caso eles não arrependessem dos seus pecados. Como sempre, Deus disse-lhe que perdoaria o povo do seu pecado se eles arrependessem e voltassem de O servir.

 

      Jeremias chamou o seu assistente, Baruch, e disse-lhe para escrever tudo que dissesse. Baruch tomou o rolo que Jeremias lhe deu e começou a escrever as palavras que Jeremias o contou. Baruch sabia que as palavras que Jeremias estava a dizer vieram de Deus.

      Então Jeremias disse-lhe, “Estou encerrado: não posso entrar na casa do Senhor. Entra, pois, tu e lê pelo rolo, que escreveste da minha boca, as palavras do Senhor. Pode ser que caia a sua súplica diante do Senhor, e se converta cada um do seu mau caminho.”

 

      Baruch fez o que Jeremias lhe mandou. Foi ao templo e leu o rolo. Alguns homens, perto do Baruch, escutaram cuidadosamente às palavras que Baruch dizia. Um dos homens, chamado Miquéas, levantou-se depois do discurso de Baruch e foi ao palácio. Foi ter com os líderes e disse-lhes o que Baruch leu. Depois de ouvir estas palavras, mandaram chamar o Baruch. Baruch foi ao palácio, levando o rolo consigo.

      Quando chegou, os líderes disseram-lhe, “Assenta-te agora, e lê-o aos nossos ouvidos.” E leu Baruch aos ouvidos deles.

      Baruch terminou a sua leitura, e os líderes ficaram apavorados. Acreditaram as palavras de Deus. Sabiam que Deus ia castigá-los, se não arrependessem dos seus pecados e voltassem para Deus. Decidiram que deviam contar tudo ao rei. Perguntaram-lhe de onde é que Baruch arranjou estas palavras, e Baruch disse-lhes, “Jeremias ditava-me todas estas palavras, e eu as escrevia no livro com tinta.”

      Então disseram os líderes a Baruch: Vai, esconde-te, tu e Jeremias, e ninguém saiba onde estais.

 

      Os líderes puseram o rolo dentro dum quarto. Foram ter com o rei e explicaram tudo que estava escrito no rolo. O rei não adorou o Verdadeiro Deus. Não amava a Deus. Em contrário, ele adorou os ídolos, e tinha os ídolos espalhados pelo país, para que todas as pessoas podiam adorar a eles. Todavia, quando o rei ouviu as palavras dos líderes, mandou um homem buscar o rolo. O homem voltou com o rolo e começou a ler as palavras que estavam lá escritas.

 

      Havia um braseiro aceso, e sucedeu que, tendo o homem lido três ou quatro folhas, cortou-o o rei com um canivete e lançou-o no fogo que havia no braseiro, até que todo o rolo se consumiu no fogo que estava sobre o braseiro. Ele fez isto porque não amava a Deus e não O queria obedecer.

      O rei então deu ordens para que Jeremias e Baruch fossem lançados na prisão. Deus, todavia, cuidou deles e não deixou os homens do rei os encontrar.

 

      A palavra do Senhor veio ao Jeremias novamente. Disse-lhe para tomar noutro rolo de livro e escrevesse as mesmas palavras que escrevia antes, mais algumas. Jeremias chamou Baruch e eles fizeram um rolo novo.

      Provavelmente levou um ano para Jeremias e Baruch fazer o primeiro rolo. Imagina como eles sentiram ao descobrir que todo aquele trabalho foi lançado no braseiro, e agora Deus queria que eles escrevessem mais um!

      Podíamos descrever Jeremias e Baruch como homens muito diligentes. Quer dizer que não desistiram. Trabalharam até que terminaram o seu labor.

      Às vezes, Deus pede à nós para fazer uma coisa difícil. Pode ser que quer que aprender a tabuada. Talvez é que deve mostrar bondade aos seus irmãos mais novos. Seja o que for, com a ajuda de Deus, pode tudo. Provavelmente requeria diligência da sua parte, mas Deus vai ajudá-lo, se pedir a Sua ajuda. Confia em Deus quando atravesse os tempos difíceis, e Ele vai ajudá-lo!

 

  

12

Os Israelitas Agradeçam a Deus

Levítico 23:33-44

Deuteronómio 16:13-17

 

Versículo: Ef. 5:20

 

      Vamos supor que podemos voltar em tempo para os tempos Bíblicos. Há muitos e muitos anos atrás e chegar no tempo das colheitas. De certeza fazíamos muitas perguntas sobre o que estavam a fazer. Porque é que os homens e rapazes estão a levar ramos de palmas, e ramos de árvores para cima dos tectos das suas casas? Porque estão a fazer tendas com os ramos? Olha! As mulheres estão a levar colchões e comida para pôr nas tendas. Porque é que estão a fazer aquilo? Têm casas boas, mas estão a acampar nestes tendas que fizeram em cima das suas casas. Porquê?!

 

      Se pudéssemos mandar parar uma pessoa e fizer estas perguntas todas, ele diria assim:

      “Os nossos pais e mães eram escravos na terra do Egipto. Mas Deus, com o Seu grande poder, os libertou daquela escravidão. Ele partiu o mar vermelho numa maneira maravilhosa, de modos que passaram pelo mar, pisando terra seca. Tomou conta deles durante os 40 anos que andaram pelo deserto. Deu-lhes maná para comer todos os dias, de maneira que não passaram fome. Eles viveram em tendas enquanto caminhavam pelo deserto. Finalmente, Deus deu-lhes esta terra onde puderam viver livres – a mesma terra que Ele prometeu a Abraão.

      O nosso grande Deus não quer que nós esquecemos de tudo que Ele tem feito para nós. Mandou-nos fazer estas tendas, nesta altura do ano, todos os anos, em lembrança do Seu cuidar para nós. É um tempo em que podemos dar graças a Ele por Seu bondade para connosco. Esta festa chama-se “a Festa dos Tabernáculos”.”

      Quando os nossos pais e avôs saíram do Egipto, viveram em tendas. Então, durante esta festa nós construímos estes tabernáculos, ou tendas, feitas com ramos de árvores. Assim lembramos que o nosso povo não tinha nada, e foi Deus que nos providenciou tudo que agora temos. Comemos e dormimos nestas tendas durante sete dias. As famílias juntaram-se aqui para adorar a Deus e dá-Lhe graças. Afinal, foi Deus que nos deu o sol e a chuva e fez crescer as plantas para que pudéssemos ter comida para a colheita!

      As famílias partilham a comida com os seus vizinhos e familiares. Algumas pessoas não podem cuidar de um quintal. Algumas pessoas são viúvas ou órfãos que não têm um homem para ajudar. Então é um tempo para partilhar com as pessoas que têm necessidades. Deus mandou-nos a fazer isto, e temos grande gozo e cumprir este mandamento de Deus. Há outra maneira que mostramos a nossa gratidão a Deus. Levamos uma parte de colheita ao templo como uma oferta a Deus.

 

      Se pudéssemos andar pelas ruas desta cidade, de certeza ouviríamos as vozes alegres das famílias enquanto adoraram a Deus juntos. Talvez ouvíramo-nos eles a citar o Salmo 107:1. Vamos ver o que este versículo diz. (Leia este versículo) O povo sabia que Deus era fiel para com eles. Ele dava-lhes tudo que precisavam.

      Nós também podemos citar este versículo e pensar nas maneiras maravilhosas que Deus tem cuidado de nós. Quem pode me dizer algumas coisas que querias dar graças a Deus  por ter-lhe dado? Deus é o mesmo hoje, como há milhares de anos com o povo de Israel. Devemos louvá-lo também por Seu cuidar de nós.

 

13

O Teu Próximo

 

 Um dia, Jesus falou com um advogado. O advogado perguntou-lhe quem era o seu próximo. Jesus queria ensinar-lhe a verdade da Bíblia que diz que devemos amar o Senhor com todo o nosso coração, e de toda a nossa alma, e de toda a nossa força, e ao nosso próximo como a nós mesmos. Contou-lhe então esta parábola:

 

     Um dia, um homem, judeu, descia de Jerusalém para Jericó. Viajava sozinho e o caminho era longo. Havia muitas rochas e o caminho era quase deserto.

     Enquanto o homem viajava através do deserto, uns ladrões saltaram-lhe em cima e espancaram-no. Depois, tiraram todo o seu dinheiro deixando-o meio morto.

     Mais tarde, um sacerdote que descia pelo mesmo caminho, (se houvesse alguém que pudesse ajudar um judeu, seria um sacerdote, não acham?) Vendo-o passou de largo.

     Mais tarde apareceu um levita, (levitas eram homens que ajudavam os sacerdotes, tomavam conta do templo, cantaram, e limpavam o templo; se calhar, pensam que um levita ia ajudar um judeu, ferido e meio-morto.) que ao ver o homem, fez a mesma coisa que o sacerdote tinha feito: passou de largo.

     Um terceiro viajante apareceu: um samaritano. Os samaritanos e os judeus eram inimigos, não ser provável que um samaritano parasse e ajudasse um judeu, mas foi exactamente o que aconteceu. Quando viu o homem ferido, quis ajudá-lo: aproximou-se, atou-lhe as feridas, e deitou azeite em cima delas; depois, colocou-o sobre o seu burro e levou-o para uma estalagem.  Passou a noite inteira a cuidar do homem.

     Ao amanhecer, o samaritano tinha que continuar a sua viagem, mas sabendo que o judeu tinha que ficar ali até que as suas feridas sarassem, deu dinheiro ao hospedeiro e disse-lhe, «Cuida dele; e tudo o que de mais gastares, eu to pagarei quando voltar.» Lucas 10:36

     Jesus olhou para o advogado e perguntou-lhe, «Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?»

     O advogado respondeu, «O que usou de misericórdia para com ele.»

     Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.

 

Perguntas:

 

Quem é o nosso próximo? – toda a gente que precisa de ajuda

 

O que é que Jesus queria ensinar ao advogado? – que devemos ser bondosos, ajudar os outros; não odiá-los porque são diferentes de que nós.

 

Como é que podemos ajudar o nosso próximo? – fala sobre várias maneiras que podemos ajudar o nosso próximo.

 

 

 

Versículos Para Decorar

 

Lição 1

“Amados, se Deus assim nos amou,

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também nos devemos amar uns aos outros.”

 

I João 4:11

 

Lição 2

Louvai ao Senhor, porque ele é bom,

porque a sua benignidade é para sempre.”

Salmo 107:1

 

Lição 3

“Bendito seja o Senhor, que não deixou hoje de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel.”

Ruth 4:14

 

Lição 4

“O meu Deus, segundo as suas riquezas,

suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.” Filipenses 4:19

 

Lição 5

“Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!”

Salmo 133:1

 

Lição 6

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade,

porque ele tem cuidado de vós.”

I Pedro 5:7

Lição 7

“E, como vós quereis que os homens

vos façam, da mesma maneira

lhes fazei vós, também.”

Lucas 6:31

 

Lição 8

“Serviremos ao Senhor, nosso Deus,

e obedeceremos à sua voz.”

Josué 24:24

Lição 9

“E não vos esqueçais da beneficência e comunicação,

porque, com tais sacrifícios, Deus se agrada.”

Hebreus 13:16

Lição 10

“O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.” Salmo 121:2

Lição 11

Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.

Isaías 41:10

 

Lição 12

“Dando sempre graças por tudo ao nosso Deus e Pai, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo.”

Efésios 5:20

 

Lição 13

Amarás o teu próximo

   como a ti mesmo.  

 Mateus 22:39