A Vida de Samuel


7 lições sobre a vida de Samuel.

1

O Menino Samuel

1 Samuel 1:1-3:21

 

Versículo: 1 Samuel 2:2

 

Todos os anos as famílias deixavam seus lares e viajavam a pé até Silo para adorar ao Senhor e fazer sacrifícios no Tabernáculo. Um homem de nome Elcana deixou a cidade de Rama com suas duas esposas e filhos. Como os outros homens daqueles tempos sombrios da história de Israel, Elcana tinha duas esposas, Ana e Penina. Embora fosse costume naquela época a prática da poligamia, não era esse o plano de Deus e sempre havia problemas em consequências disso, como veremos nesta história das duas esposas de Elcana. Penina tinha filhos, mas Ana não os tinha. Ter filhos era uma bênção de Deus para as mulheres israelitas, de sorte que Ana se sentia infeliz e sofria muito por não ter filhos. Ter um filho dela mesma, era o que Ana mais desejava na vida, como toda mulher judia. A mulher que tinha filhos era também mais importante. A outra mulher de Elcana, Penina, piorava as coisas para Ana, porque zombava dela e a provocava porque Ana não tinha filhos. Penina se julgava superior e privilegiada.

      Anualmente, quando Elcana e sua família viajavam para o Tabernáculo em Silo, parece que Ana ficava mais triste ainda. Os israelitas não tinham igrejas em todas as cidades, como nós temos, de modo que uma vez por ano eles iam no Tabernáculo e lá adoravam ao Senhor.

      Durante as refeições em Silo, Elcana dava porções de alimento a sua esposa Penina e aos filhos e filhas. Mas a Ana ele dava porção dupla, porque tinha por ela profundo e especial amor. Ao ver esse tratamento especial, o coração de Penina se enchia de ciúmes e ódio. Ela dava vazão a esses sentimentos provocando e irritando Ana para magoá-la, zombando dela porque não tinha filhos. As indirectas venenosas e a perversidade de Penina tornavam a vida de Ana tão infeliz que ela, amargurada, chorava e não comia. Seu marido Elcana procurava confortá-la, dizendo: “Por que choras, Ana? E por que não te alimentas? Estás muito deprimida! Não te sou melhor do que dez filhos?” Mas o amor de Elcana não era capaz de erradicar sozinho a dor do coração de Ana. Só Deus poderia minorá-la.

 

Ana ora a Deus pedindo um Filho.

 

      Quando a família acabou a refeição, Ana escapuliu e foi ao Tabernáculo sozinha para orar. Com a alma amargurada, ela se ajoelhou e começou a chorar e orar. Não orava alto, apenas seus lábios se moviam enquanto orava em silêncio. Ela prometeu ao Senhor o seguinte: “Ó Senhor do Universo, se atentares para minha aflição e responderes a minha oração e me deres um filho, eu o devolverei a Ti para servir-Te por todos os dias de sua vida.”

      Eli, o sacerdote, estava sentado no seu lugar junto ao Tabernáculo e viu a Ana de onde estava. Notou que seus lábios se moviam mas, como não ouvia nenhum som de voz, pensou que ela estivesse embriagada. Então ele se dirigiu a ela rispidamente: “Por que vieste embriagada o Tabernáculo? Vai embora, mulher, e livra-te desse vício! Esta é a Casa de Deus e não um lugar de bêbados!”

      Mas Ana lhe respondeu: “Oh, não, meu Senhor! Não estou embriagada. Sou apenas uma mulher triste e profundamente aflita. Não bebi nem venho nem qualquer bebida forte; eu estava abrindo meu coração perante Deus. Não pensa, por favor, que sou uma mulher má; estava orando aqui por causa da grande tristeza no meu coração.”

      Eli ficou surpreso de ver alguém orando de verdade. Eli respondeu a Ana: “Vai em paz, e que o Deus de Israel te conceda o que Lhe pediste.”

            Ana se levantou e foi embora. Ela creu que Deus verdadeiramente ouvira sua oração e atenderia seu pedido. Então esqueceu-se da tristeza e alegre regressou para a companhia de seu marido e de Penina com um sorriso animado. Sentiu-se fortalecida e confortada porque Deus iria responder-lhe a oração e lhe daria um filho.

 

A resposta à oração de Ana

 

      Deus ouviu a oração de Ana e lhe deu um filho homem. Ana amava seu bebé de modo especial, por saber que ele era a resposta de Deus à sua oração. Deu-lhe o nome de Samuel, que significa “Do Senhor o pedi,” pois ela disse: “Eu pedi ao Senhor que me desse esse bebé.”

      No ano seguinte, quando Elcana e sua família foram ao Tabernáculo em Silo, Ana não quis ir, dizendo ao marido: “Vou esperar até que o bebé seja desmamado. Então o levarei e o apresentarei ao Senhor; e ele ficará no Tabernáculo para servir a Deus.”

      “Bem, faça como achar melhor,” concordou Elcana. E foi assim que Ana ficou em casa cuidando do seu bebé, entesourando no coração cada minuto precioso que passava com ele. Ela não esquecera de sua promessa de devolver seu filho ao Senhor para que servisse a Deus todos os dias de sua vida. Tenho certeza de que ela continuou a orar para que o homem Samuel crescesse para servir a Deus fielmente.

 

Samuel é levado ao Tabernáculo

 

      Enquanto Samuel era muito jovem ainda, Ana foi com a família levá-lo ao Tabernáculo em Silo. Depois de oferecer o sacrifício, ela trouxe o menininho à presença de Eli, o Sumo Sacerdote, falando com ele assim: “Meu senhor, lembra-se de mim? Sou a mulher que estava ajoelhada orando ao nosso Deus e o senhor pensou que eu estivesse embriagada! Estava de coração tão aflito que pedi a Deus qe me desse um filho e Ele atendeu a minha petição. Este é o filho e Ele atendeu a minha petição. Este é o filho que Deus me deu em resposta a minha oração daquele dia. De acordo com o voto que fiz, trago agora o menino para que sirva a Deus todos os dias de sua vida.” Ela já havia ensinado Samuel a obedecer e a se cuidar. Eli só teria de ensiná-lo com referência as tarefas que diziam respeito ao Tabernáculo.

      Separar-se do filho foi algo muito difícil para Ana, mas ela sabia que devia cumprir a promessa que fizera a Deus. Portanto deixou Samuel no Tabernáculo com o sacerdote Eli para servir ao Senhor.

      Rendendo graças a deus por Sua bondade em responder-lhe a oração, Ana entregou seu filho aos cuidados de Deus. Ana e Elcana disseram adeus ao menino Samuel e partiram. Foi um momento de tristeza, mas Ana sabia que era seu dever manter a promessa que fizera a Deus.

      Samuel ficou com bastantes saudades de casa quando foi deixado sozinho com o velho sacerdote Eli. Era a primeira vez que ficava longe dos pais e dos outros membros da família. E, naturalmente, Ana sentiu muito a falta do filho, embora continuasse a achar que fizera a coisa certa.

      Mais tarde, Deus abençoou Ana e Elcana com outros filhos, pois Ana teve mais três meninos e duas meninas. O coração de Ana se regozijou, mas ela nunca deixou de pensar no seu Samuel. Todos os dias, quando conseguia um tempinho, Ana tecia uma túnica pequena para Samuel, um trabalho de paciência e amor, para levar a ele de presente da próxima vez que fossem ao Tabernáculo oferecer sacrifícios. Todos os anos ela levava a Samuel uma túnica nova, maior e mais longa, à medida que Samuel crescia e ficava mais velho. Samuel e a mãe ficavam ansiosos de expectativa de visita do ano seguinte, quando poderiam reunir-se outra vez.

 

 

2

A Vida do Samuel no Tabernáculo

1 Samuel 1:1-3:21

 

Versículo: I Samuel 3:10

 

A Vida de Samuel no Tabernáculo

 

      Samuel tinha muitas tarefas a fazer no Tabernáculo para ajudar a Eli. Todas as manhãs tinha de abrir a cortina que servia de porta do Tabernáculo e ainda ajudava a aprontar as coisas para o sacrifício diário. Sem dúvida, ele também fazia mandados para Eli, que agora já estava bem velho e quase cego. Certamente tinha de fazer muita limpeza e dar polimento nas peças de bronze de de ouro, deixando-as reluzentes e brilhantes. Tinha ainda de carregar água, apanhar lenha, preparar a comida, e limpar as cinzas d fogão. Samuel gostava de fazer esses trabalhos e gostava muito mais de ouvir as histórias que Eli lhe contava de tempos passados quando Deus fizera maravilhas para Seu povo. Samuel crescia em sabedoria e estatura, e em favor perante Deus e os homens, enquanto alegremente servia ao Senhor no Tabernáculo.

 

Deus repreende Eli e seus filhos

 

Ora, Eli tinha dois filhos, Hofni e Finéias, que eram jovens sacerdotes. Eles não amavam ao Senhor. Na verdade, Hofni e Finéias eram jovens perversos. Seu comportamento vil fazia com que o povo não quisesse vir mais ao Tabernáculo para adorar a Deus.

      Embora Eli soubesse das patifarias de seus filhos e ficasse muito pesaroso por isso, ele tinha muita culpa do que eles faziam porque não os disciplinou e não os ensinou devidamente nos caminhos da rectidão quando eles eram crianças. A Bíblia aconselha que devemos ensinar as crianças a andarem nos caminhos certos e quando já forem velhos não se desviarão deles. Eli negligenciara esses ensinamentos e agora estava pagando o pato, como se diz. Ele era muito permissivo, não repreendia os filhos. Eli disse aos filhos: “Ouço constantemente o povo do Senhor falar do vosso mau procedimento. Por que fazeis tais coisas? O vosso testemunho é péssimo e coisa terrível é fazer o povo de Deus pecar.” Mas Hofni e Finéias não davam ouvidos ao pai e não prestaram a menor atenção ao carão brando que receberam. Continuaram a andar nos caminhos do mal e Eli continuou a desonrar a Deus ao permitir que seus filhos prosseguissem servindo como sacerdotes no Tabernáculo.

      Um dia um profeta veio a Eli lhe dar um aviso a respeito dele, Eli, e de seus filhos por causa de seu mau procedimento; também trouxe uma mensagem da parte do Senhor: “Eu, o Senhor Deus de Israel, não permitirei a continuação do que estais fazendo. Só honrarei aos que Me honram. Nenhum membro de vossa família será mais sumo sacerdote. Todos os membros de vossa família morrerão antes do tempo e nenhum deles chegará à idade de tornar-se sacerdote. E para provar que Minhas palavras serão cumpridas, farei com que vossos dois filhos, Hofni e Finéias, morram no mesmo dia! Então suscitarei um sacerdote fiel que servirá e fará tudo quanto Eu lhe disser.”

 

Samuel responde ao chamado de Deus

 

      Uma noite, Samuel foi se deitar depois de cumprir as tarefas do dia. Tudo estava quieto e calmo no Tabernáculo, de sorte que Samuel adormeceu profundamente. De repente, acordou-se com alguém a chamá-lo: “Sa-um-el!” Achando que Eli o chamara, Samuel pulou da cama e foi ter com Eli.

      “Aqui estou. O que posso fazer pelo senhor?” Perguntou Samuel a Eli, que respondeu: “Não te chamei, rapaz, volte para a cama.” Então Samuel voltou e caiu no sono outra vez.

      Mas novamente ouviu chamar seu nome: “Sa-um-el…!”

      Obedientemente, Samuel desceu da cama e foi até Eli. “Pronto! O senhor me chamou?” Disse Samuel.

      “Não, não te chamei, meu filho. Vá dormir,” disse Eli.

      Samuel ficou muito intrigado quando voltou para a cama. Tinha a certeza de que ouvira chamar seu nome. Na cama outra vez, logo caiu no sono de novo. Mas, de repente, se acordou pela terceira vez quando ouviu chamar seu nome: Sa-um-el!” Mais uma vez ele foi até onde Eli estava e disse: “Eis-me aqui; me chamaste?”

      Então Eli compreendeu que deveria ser o Senhor quem chamava Samuel, de modo que lhe disse: “Vá deitar-se, rapaz, e se você ouvir chamar seu nome de novo, diga: “Fala, Senhor, pois Teu servo escuta.”

      Samuel voltou para cama e não demorou a ouvir seu nome sendo chamado outra vez: “Sa-um-el! Sam-um-el!... Desta feita, ele respondeu: “Fala, Senhor, pois  Teu servo escuta.”

      Então o Senhor disse ao jovem Samuel: “Vou fazer uma coisa de arrepiar em Israel. Vou fazer as coisas terríveis sobre as quais já mandei avisar a eli. Eu lhe disse que julgaria sua família para sempre por causa do pecado que era do conhecimento dele. Os filhos de Eli vêm cometendo pecados vergonhosos, desviando o povo de Mim e enlameando Meu nome, sem que o pai os controle. Portanto, Eli e a sua família dele receberá integralmente o castigo sobre o qual Meu profeta já lhe falou.”

      Samuel não pode mais dormir o resto da noite, ficou virando-se de um lado para o outro da cama, com receio de dizer a Eli o que o Senhor lhe revelara. Samuel amava a  Eli e não queria magoá-lo. Mas no dia seguinte Eli o chamou e disse: “Meu filho, venha cá; o que foi que o Senhor lhe disse ontem à noite? Conte-me tudo. Não me esconda nenhuma palavra da mensagem de Deus!”

      Devagar e com muita tristeza, Samuel contou tudo a Eli.

      Eli sabia em seu coração que era justo o que Deus iria fazer, porque seus filhos pecaram grandemente, e ele, Eli, não os corrigira a tempo. Submetendo-se humildemente à vontade de Deus, Ele disse: É o Senhor; que Ele faça segundo LHE parecer melhor.” Samuel crescia e o Senhor estava com ele.

 

Deus usa Samuel

 

      Com o passar dos anos, Samuel se tornou juiz de Israel e foi o último dessa classe. Através dos anos, Deus continuou a transmitir Suas mensagens a Samuel e Samuel sempre foi fiel em retransmitir ao povo de Israel tudo que o Senhor lhe dizia. O povo escutava os conselhos de Samuel e não demorou reconhecê-lo como o profeta escolhido de Deus.

      Samuel obedeceu a Deus durante toda sua vida porque aprendera a obedecer desde criança. Vocês notaram como Samuel obedecia a Eli com presteza? Samuel saiu da cama todas as vezes que ouviu seu nome ser chamado, o que aconteceu três vezes. Quantos de vocês fariam a mesma coisa? Quem sabe se se levantariam a primeira vez. Mas que tal a segunda? E que tal a terceira, depois de ouvir seu nome duas vezes e se levantado para descobrir que ninguém os chamara? Acho até que muitos adultos não atenderiam tão depressa a um chamado no meio da noite. Isso nos mostra que Samuel era um menino muito obediente. Não é surpresa pois que Deus o tenha usado como Seu grande servo por muitos anos!

      Deus ainda procura jovens que estejam prontos a obedecer, a fim de que sejam Seus servos. Obedecer aos pais é o caminho da preparação para obedecer a Deus e ser um bom servo Seu um dia. Deus presta atenção nas crianças e jovens que obedecem aos pais e aos professores, porque Deus diz:  “Filhos, obedecei a vossos pais em tudo; pois fazê-lo é agradável ao Senhor” (Col. 3:20). E em Efésios 6:1 também diz: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isso é justo.”

 

 

3

Os Filisteus Tomam a Arca

I Samuel 4-7

 

Versículo: Êxodo 20:4

 

Os Filisteus tomam a Arca

 

   Quatro mil israelitas foram mortos numa grande batalha entre o exército de Israel e os filisteus. Depois da batalha, o exército israelita regressou a seu acampamento e os chefes militares convocaram uma reunião para discutir por que os filisteus venceram. “Como podemos derrotá-los?” Foi a pergunta dos oficiais israelitas.

   Mas ninguém parecia saber a resposta a essa pergunta. Foi então que alguém teve uma ideia que lhe pareceu brilhante: “Por que não levamos a Arca da Aliança par ao campo de batalha connosco? Ela representa a presença de Deus. Portanto, se a levarmos, Deus estará connosco, e com certeza ganharemos a batalha.”

   “Vamos buscar a Arca da Aliança. Ela nos salvará das mãos de nossos inimigos,” eles bradaram. Achavam que, de algum modo misterioso e miraculoso, esse símbolo da presença de Deus traria o próprio Deus à batalha deles, dando-lhes a vitória. Estavam encarando a Arca da Aliança como um fetiche ou um talismã que lhes traria a vitória na guerra.

   A Arca da Aliança era o móvel precioso do Tabernáculo. Era uma caixa de madeira coberta de ouro. A tampa, que era chamada de Propiciatório, tinha dois grandes querubins de ouro, cujos rostos olhavam para o propiciatório em baixo. Dentro da Arca estavam o Dez Mandamentos, uma salva de maná e a vara de Aarão, que florescera. A presença de Deus habitava sobre e acima do Propiciatório.

   Lembrem-se de que a Arca da Aliança era o móvel mais sagrado do Tabernáculo. Representava a santidade, a justiça e a presença de Deus no meio do povo. Por certo não era um talismã para dar sorte, e Israel logo aprenderia a lição. 

 

Hofni e Finéias levam a Arca para o acampamento

 

   Os israelitas bradaram: “Vamos levar a Arca do Senhor à batalha connosco. Então o Senhor estará no meio de nós e certamente nos livrará de nossos inimigos. Nossa única esperança de vitória.” Os anciãos de Israel estavam considerando a Arca um talismã mágico para lhes dar vitória, a despeito do tipo de vida que estavam vivendo. Muita gente hoje em dia pendura imagens, quadros, medalhas, etc., nas suas casas ou nos carros como talismã. Isso agrada a Deus? De modo nenhum!

   O sumo Sacerdote Eli ficou aflitíssimo quando viu que a Arca da Aliança fora retirada do Santo dos Santos lugares. Mas seus filhos Hofni e Finéias ignoraram seus protestos e levaram a Arca do Tabernáculo para o campo de batalha. Quando a Arca da Aliança chegou ao acampamento de Israel, a soldadesca fez tal alvoroço e rompeu em tão grandes brados que a terra tremeu!

   Ouvindo o barulho e a agitação dos israelitas, os filisteus perguntaram: “Que barulho e grande júbilo é esse no acampamento dos hebreus?” quando souberam que a Arca da Aliança chegara ao acampamento dos israelitas, os filisteus ficaram em pânico, porque já tinham ouvido falar nos milagres e maravilhas que Deus operara em benefício de Israel no passado. Os filisteus pensavam que Israel tinha muitos deuses como eles tinham, por isso gritaram atemorizados: “Os deuses vieram ao acampamento dos israelitas; quem nos livrará deles? São os mesmos deuses que destruíram os egípcios com pragas e livraram Israel do cativeiro. Sede fortes e corajosos, filisteus! E lutai como nunca antes lutaste, do contrário seremos escravos dos hebreus, como eles foram nossos,” os filisteus disseram uns aos outros.

   E quando os israelitas entraram na batalha, com Hofni e Finéias carregando a Arca de Deus, os filisteus lutaram desesperadamente. Os israelitas também lutaram, e a batalha rugiu por muitas horas. Finalmente os israelitas sofreram uma derrota fragorosa. Morreram trinta mil de seus soldados e o resto fugiu para suas tendas. A Arca do Senhor foi capturada e os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, pereceram na batalha. Naquele dia Deus mostrou a Israel que a Arca não era um talismã nem tinha poderes mágicos, definitivamente.

 

Eli fica a saber que os Filisteus tomaram a Arca

 

   Eli estava em grande aflição, temendo pela segurança da Arca. Esperava ansiosamente notícias da batalha. Logo que a batalha terminou, um soldado escapou e correu até Silo para contar as novidades da guerra. O velho Eli, já cego, estava sentado junto a porta da cidade, aguardando notícias da batalha. O soldado chegou com as roupas rasgadas e terra sobre a cabeça, em sinal de luto. Quando fez o relatório da batalha, o povo da cidade elevou a voz em lamento, chorando de pesar.

   Ao ouvir os gritos, Eli perguntou: “Que gritaria é essa? De que se trata?”

   O soldado falou alto para Eli: “Acabei de chegar da batalha, eu estive nela hoje.”

   “Como a batalha se desenrolou?” indagou Eli.

   Israel foi derrotado e milhares de soldados estão mortos no campo de batalha. Seus filhos Hofni e Finéias morreram também e os filisteus tomaram a Arca de Deus.”

   Eli ficou em estado de choque, arrasado de tristeza ao saber que Israel perdera a batalha e que seus dois filhos estavam mortos. E ouvindo também que a Arca de Deus, o objecto mais sagrado em Israel, fora capturada e estava agora em poder dos filisteus pagãos, Eli não pode aguentar mais, foi demais para ele. Caiu de costas e quebrou o pescoço na queda, morrendo instantaneamente no mesmo dia, pois era um homem velho e pesado. Que dia triste foi aquele para Israel!

   Vinte anos antes, Deus havia comunicado a Eli através do profeta: “Extinguirei tua família; nenhum dos teus servirá mais como sacerdote. Todos os membros de tua família morrerão antes do tempo.”

   Por que Deus permitiu que tal desastre se abatesse sobre Eli e sua família? Porque o pecado de seus filhos era muito grande aos olhos de Deus, além de excessivamente perverso. Embora Eli conhecesse a maldade dos filhos, ele não os conteve nem os corrigiu. Portanto, Deus lhes deu uma basta! Coitado do velho Eli! Ao deixar de corrigir os filhos, permitiu que a desonra e a vergonha cobrissem o trabalho do Senhor! E que preço terrível teve de pagar por ser relapso na disciplina dos filhos!

   Talvez vocês se queixem dos pais e dos professores quando eles lhes impõem disciplina. Mas é preciso lembrar que nossos pais estão obedecendo a Deus. Eles nos disciplinam para nosso bem e porque nos amam. Querem ensinar-nos a agir bem, para que não venhamos a ter os problemas e as tristezas que a desobediência acarreta. Nós, às vezes, “recalcitramos contra os aguilhões,” na expressão bíblica, quando deus nos corrige e nos disciplina através de nossos dias. Recalcitrar contra os aguilhões significa resistir obstinadamente, desobedecer mesmo quando apanhamos. Aguilhão é ferrão, usado para fazer animais como o boi obedecerem, quando teimam. É dever de nossos pais nos coibir de fazer tudo o que queremos, porque quando o jovem age sem freios, sem disciplina, fazendo o que lhe dá na telha, acaba em sérias dificuldades. A correcção pode não ser divertimento, porém veremos mais tarde que ela é necessária, e faz com que cresçamos em nossas vidas cristãs, se nós a recebermos, se a aceitarmos. Os filhos de Eli não foram corrigidos nem aceitaram correcção. Vejam no que deu!

 

Os Filisteus colocam a Arca no templo de Dagom

 

   Os filisteus muito se regozijaram por sua retumbante vitória. Levaram a Arca da Aliança em triunfo para Asdode, a capital deles. Com demonstração de grande alegria, disseram: “Agora sabemos que nosso deus Dagom (o deus-peixe) é maior do que o Deus de Israel!” Por isso colocaram a Arca de Deus bem ao lado do seu ídolo, no templo de Dagom. Os israelitas puseram luto e ficaram arrasados porque os filisteus haviam tomado a Arca de Deus. Quando souberam que a Arca fora colocada no templo de Dagom, ficaram mais desolados ainda. Isso era praticamente mais do que poderiam suportar!

   Mas na manhã seguinte, quando os filisteus vieram adorar seu deus Dagom, encontraram-no na cara no chão diante da Arca de Deus. Ficaram aparvalhados, bobos de ver aquilo. Como poderia ter acontecido? Pensaram. Ergueram seu ídolo e o colocaram de novo no pedestal. Não queriam que o “acidente” ocorresse de novo.

 

 

4

Os Filisteus levam a Arca de Volta

I Samuel 4-7

 

Versículo: Êxodo 20:6

 

Dagom cai diante da Arca

 

      Mas na manhã seguinte a mesma coisa aconteceu. Dagom estava outra vez de cara no chão, de barriga para baixo, diante da Arca. Mas desta vez a cabeça e as mãos de Dagom haviam sido arrancadas do corpo do ídolo e jaziam no chão. Os filisteus ficaram horrorizados e perplexos. Nunca tinham visto algo parecido antes. Haveria algum significado oculto nesse tombo de Dagom?”

      Mas Israel poderia entender o facto, porque Deus dissera: “Eu Sou o Senhor, este é Meu nome; a minha glória não a darei a outrem, nem meu louvor as imagens de escultura” (Isaías 42:8). E novamente, em Isaías 40:25: “A quem, pois, ME comparareis, ou a quem serei igual?” Diz o Santo.” Deus estava ensinando aos filisteus que Ele é o único e Verdadeiro Deus, “e não há outro.” O Portugal faria muito bem em aprender essa verdade também. No vestíbulo de uma das maiores igrejas em Nova Iorque há um conjunto de estátuas esculpidas de alguns dos maiores homens da história: Moisés, Sócrates, Edison, Napoleão, George Washington, E Jesus! Que sacrilégio! Fazer de Jesus um homem em pé de igualdade com os simples mortais, sendo Ele o Filho de Deus!

      Deus começou a tornar claro para os filisteus que não queria a Sua Arca entre eles, um povo idólatra. Para tanto, Deus feriu o povo de Asdode e das redondezas com uma praga de bolhas ou tumores, que resultou na morte de muitos. Não demorou e o povo começou a compreender que era o Deus de Israel Quem lhes mandara a praga terrível. Em sua aflição, os filisteus exclamaram: “Não podemos mais guardar entre nós a Arca do Deus de Israel. Morreremos todos juntamente com nosso deus, Dagom!

      “Por isso convocaram uma reunião de seus cinco príncipes e disseram: “Que faremos com a Arca? Como podemos livrar-nos dela?” Depois de discutir o assunto, decidiram mandar a Arca para a cidade de Gate. Mas tão logo a Arca chegou lá, a praga feriu também o povo daquela cidade, matando a muitos. O povo de Gate entrou em pânico porque tinha a certeza de que a Arca era a causa do problema. Por isso resolveram mandar a Arca para a cidade de Ecrom. Mas quando o povo de Ecrom viu a Arca vindo para o meio deles, todos ficaram apavorados e exclamaram: “Estão trazendo a Arca do Deus de Israel para nos matar também?” Mande ela de volta para Israel, que é seu lugar, a fim de que todo o povo desta cidade não morra.” Falaram isso porque a praga já começara. O povo de Ecrom adoeceu gravemente e muitos já estavam morrendo.

      Após sete meses de grandes problemas, os filisteus estavam em desespero. Portanto, convocaram uma reunião de seus príncipes, sacerdotes e sábios, e disseram: “Já sofremos bastante! A Arca deve ser devolvida a Israel!” Mas não sabiam de que modo iriam devolvê-la.

 

Os Filisteus levam a Arca para Bete-Semes

 

      Depois de muito estudar o assunto, os sacerdotes de Dagom aconselharam: “Se querem devolver a Arca a Israel, não podem deixar de mandar uma oferta com ela. Então serão curados. Ponham jóias de ouro num pequeno cofre e as enviem como oferta juntamente com a Arca. Façam também uma carroça nova e atrelem a ela duas vacas de bezerro novo, e se certifiquem de que as vacas nunca antes foram encangadas. Ao mesmo tempo, prendam os bezerros delas no chiqueiro. Coloquem a Arca na carroça ao lado do cofre com as jóias de ouro, e deixe que as vacas tomem o rumo que quiserem.”

      Esse plano era uma prova e uma prova nada fácil! Os sacerdotes pagãos queriam ver se as vacas, sem que ninguém as guiasse, voltariam para o chiqueiro onde estavam os bezerros delas, o que seria de esperar que fizessem, pois eram vacas de bezerro novo, ou se atravessariam a fronteira para a terra de Israel. Bom notar também que as vacas nunca antes tinham puxado carroça, um serviço que exige treinamento e prática. Os sacerdotes disseram: “Se as vacas forem para Bete-Semes, uma cidade de Israel, então saberemos que foi o Deus de Israel Quem fez cair sobre nós toda essa calamidade e problemas. Mas se as vacas voltarem para seus bezerros, ao invés de irem para Bete-Semes, então saberemos que a praga e a queda de Dagom aconteceram por acaso, são coincidências com as quais o Deus de Israel nada tem a ver.

      Quando tudo ficou pronto, os filisteus ficaram olhando a carroça começar sua viagem! Sem titubear as vacas tomaram o caminho de Bete-Semes, sem se desviarem nem para a direita nem para a esquerda. Iam andando e berrando, a chamar os bezerros. Era uma coisa bem fora do comum, contra a natureza das vacas. Os príncipes dos filisteus seguiram a carroça até à fronteira e nem podiam acreditar no que seus olhos viam quando as vacas cruzaram a fronteira e entraram na terra de Israel! Viram, então, claramente, que o Deus de Israel havia conduzido as vacas e fora Ele quem mandara a praga aos filisteus.

      Os bete-semitas, agricultores no vale, estava a colher trigo quando olharam de repente e viram as vacas puxando uma carroça com a Arca da Aliança. Ficaram fora de si de alegria. Viram as vacas entrar num campo e parar junto a uma grande pedra. Alguns dos levitas de Bete-Semes vieram e tiraram a Arca da carroça, que cortaram em pedaços, fazendo uma fogueira com ela. Então pegaram as vacas e as imolaram em sacrifício ao Senhor, em acção de graças. E como se alegraram porque a Arca estava finalmente de volta à terra de Israel!

      Mas alguns homens de Bete-Semes ficaram curiosos e queriam ver o que estava dentro da Arca. E a curiosidade os venceu. Embora soubessem que Deus ordenara que ninguém além dos sacerdotes tocaria ou olharia para dentro da Arca, removeram o Propiciatório, isto é, a tampa! Imediatamente os homens que desobedeceram as ordens de Deus caíram mortinhos ali mesmo. Deus não podia tolerar a desobediência deles. Ele precisava ensinar a Seu povo, que exigia reverência para Si e, portanto, para a Arca também, que representa Sua Presença.

      Qual é nossa atitude perante um Deus Santo, Sua Casa, Sua Palavra e Sua Presença?

      O povo de Israel chorou naquele dia pelos que morreram. Então clamaram: “Quem pode estar perante o Senhor, Este Deus santo? E aonde mandaremos a Arca daqui?”

      Portanto, mandaram mensageiro aos habitantes de Quiriate-Jearim, dizendo: “Os filisteus devolveram a Arca de Deus; venham buscá-LA!”

      E foi assim que os sacerdotes de Quiriate-Jearim vieram e levaram a Arca para a casa de Abinadabe, um levita. Ele fez de seu filho Eleazar o responsável pela ARCA e ela permaneceu na casa dele por vinte anos. Israel aprendera a não tratar as coisas de Deus como talismãs mágicos ou fetiches. E os filisteus aprenderam que não podiam colocar o Deus de Israel no mesmo nível de seus muitos ídolos. Alguns israelitas aprenderam que devem demonstrar obediência e respeito no trato das coisas de Deus.

      Nós também precisamos aprender estas lições; nenhuma cruz, ou talismã, ou oração em nosso pescoço ou no bolso, ou qualquer outro objecto simbólico farão com que tiremos boas notas nas provas ou ganhemos uma partida de jogo, ou ganhemos um concurso, como alguns pensam. E somente, quando reverenciamos a Deus e nos entregamos total e completamente a ELE, é que Deus controla as coisas de nossas vidas e nos dá vitória diária em nosso viver para ELE. Vamos pedir a Deus que nos ajude a mostrar-LHE nosso amor e respeito por ELE através da obediência a Sua Palavra.

 

 

5

Israel pede um rei a Samuel

Samuel 8-12

 

Versículo: Êxodo 20:3

 

Israel pede um rei a Samuel

 

      Os líderes de Israel vieram a Samuel e lhe pediram que os ajudasse a solucionar os problemas que tinham com os filisteus. Samuel lhes disse: “Se de facto sois sinceros nos propósitos de voltar ao Senhor, então abandonai vossos ídolos, tirai dentro de vós os deuses estranhos, e adorai ao Senhor somente. Então Ele vos livrará das mãos dos filisteus.” Então eles destruíram seus ídolos e começaram a adorar ao Senhor.

      Samuel convocou então uma grande reunião em Mispa e lá o povo abriu seus corações, confessou seus pecados e orou a Deus. Foi em Mispa que Samuel se tornou Juiz de Israel.

      Os filisteus ficaram alarmados quando souberam da grande congregação que se juntara em Mispa porque pensaram que os israelitas se preparavam para a guerra. Por isso, resolveram tomar a iniciativa e saíram para a luta contra Israel. Cheios de medo, os israelitas clamaram a Samuel pedindo ajuda, dizendo: “Ora por nós para que o Senhor nos livre de nossos inimigos.” Deus ouviu essa oração e mandou uma terrível tempestade que fez com que os filisteus fugissem em pânico. Deus deu a Israel uma grande vitória naquele dia, quebrando o poder dos filisteus e libertando Israel.

      Samuel, como juiz de Israel, morava na cidade de Ramá, mas durante o ano inteiro viajava de cidade em cidade, julgando o povo, isto é, ouvindo em audiência seus problemas e decidindo as questões.

      Quando Samuel envelheceu, nomeou seus juízes sobre Israel. Mas eles não eram como o pai, porque eram gananciosos, desonestos e injustos. Evidentemente, Samuel não fez muito melhor que Eli no ensinar e disciplinar seus filhos. Um dia, os anciãos de Israel vieram novamente visitar Samuel porque estavam preocupados com o que aconteceria depois que Samuel morresse. Não queriam homens como os filhos de Samuel por juízes em Israel.

      Além disso, já há bastante tempo que o povo desejava ter um rei ao invés de um juiz, pois todas as nações vizinhas tinham reis. Por isso disseram a Samuel: “Veja, Juiz, o senhor está a ficar velho e seus filhos não são como o senhor para fazer o que é justo, correcto e honesto; dê-nos, pois, um rei que governe sobre nós, de acordo com o modelo de todas as outras nações.” Ao ouvir isso, Samuel ficou muito ofendido e aborrecido também. Um rei! Por que haveriam eles de querer um rei? Deus fora até então o único rei dos israelitas. Deus não os tirara do Egipto? Não lhes dera Deus vitórias sucessivas e não os guardara durante todos os tempos de dificuldades e problemas? Samuel se entristeceu pelo facto de o povo querer um rei terreno, um rei visível, a quem pudesse ver, ao invés do Rei Celestial invisível, que não pociam ver senão pela fé.

      Samuel não soube como lhes responder, de sorte que buscou ao Senhor pedindo conselho. O Senhor respondeu: “Faze o que eles te pedem. Não é a ti que rejeitam, mas a MIM – não me querem mais como seu Rei. Atende-os, mas os avisa primeiro, adverte-os e explica-lhes o que será ter um rei terreno!”

      Vejam vocês Deus nunca tencionou um rei que não Ele próprio para Israel. Queria que Sua nação fosse diferente das nações vizinhas. Igualmente, hoje em dia, Deus nos chama para que sejamos diferentes do mundo ao nosso redor. Como filhos Seus que somos, Ele nos diz: “Saiais do meio deles e sejais um povo a parte (diferente).” Talvez digamos, como Israel: “Mas eu quero ser como meus amigos e companheiros. Quero ir aonde eles vão, falar como eles falam, agir como eles agem, para que eu possa fazer parte da turminha. Não quero ser chamado de “pregador,” “marica,” ou “fanático”. Estou cansado da zombaria deles e da gozação!” Se nossa atitude for essa, então, como Israel, estaremos rejeitando a Jesus como nosso Rei.

      Israel teria de aprender uma grande lição. Eles tinham a opção de dar a Deus o primeiro ou o segundo lugar; fazer a vontade de Deus ou a vontade deles próprios. A mesma coisa acontece connosco hoje em dia, pois somos nós que escolhemos quem sentará no trono de nossas vidas.

      Com tristeza, Samuel seguiu as instruções do Deus e contou ao povo de Israel o que Deus lhe dissera, nos seguintes termos “Se insistes em ter um rei, deveis considerar seriamente estas coisas: ele convocará vossos filhos para seu exército, obrigando-os a ir à guerra; de outros exigirá que fabriquem suas armas de guerra, carros e equipamentos; a arar seus campos reais, ou a colher de graça seus cereais no campo. Vosso rei tomará também vossas filhas para cozinheiras, padeiras e perfumistas no seu palácio. Tomará o melhor de vossas lavouras, e das vossas vinhas e dos vossos olivais para dá-lo a seus servidores e oficiais. Tomará os melhores dentre vossos homens e vossas mulheres para que trabalhem para ele; tomará o melhor do vosso gado, dos vossos jumentos, dos vossos rebanhos para seu próprio uso. E quanto a vós próprios, ele vos forçará a serem seus escravos. Um belo dia havereis de chorar lágrimas amargas por causa do rei que agora exigis, mas o Senhor não vos atenderá nem vos socorrerá.”

      Depois que Samuel terminou de dar o aviso, o povo disse: “Não! Queremos um rei para nos governar; queremos ser como todas as demais nações; queremos um rei que nos governe e vá adiante de nós para fazer nossas guerras.”

      Então Samuel falou ao Senhor o que o povo dissera, e o Senhor replicou novamente: “Faze como eles pedem e dá-lhes um rei.” Em consequência, Samuel disse ao povo de Israel a decisão do Senhor e os despediu para suas casas.

      Os anciãos e o povo de Israel achavam com certeza que tudo de que precisavam para solucionar seus problemas e sair de todas suas dificuldades era de um rei! Mas como estavam enganados! Não quiseram escutar a sabedoria divina e por isso teriam de aprender pelo método mais difícil – o da experiência.

 

Saul busca as jumentas de seu pai

 

      Considerando que os anciãos de Israel haviam dito: “Dá-nos um rei!” E que Deus havia instruído a Samuel “Faze como eles pedem; vai em frente e lhes dá um rei,” cabia a Samuel encontrar um rei. Mas onde acharia ele um rei? Samuel pediu a direcção e o auxílio de Deus.

      Um jovem de nome Saul e seu servo estavam há três dias procurando as jumentas de seu pai, que se haviam perdido na região. Já haviam andado por montes e vales à procura daquelas jumentas, sem encontrá-las. Quando já estavam para desistir da busca, Saul disse: “Tenho uma ideia! Há um profeta, um homem de Deus que mora nas proximidades; o povo o respeita muito porque suas profecias são acertadas. Vamos encontrá-lo. Quem sabe ele nos poderá dizer onde estão as jumentas desaparecidas.”

      O moço com quem Saul ia achou a ideia muito boa e juntos saíram em busca do homem de Deus. E foi assim que vieram a Rama em busca de Samuel.

      Mas antes de Saul chegar, Deus já havia dito a Samuel que ele brevemente acharia o futuro rei de Israel. Deus disse: “O jovem está a caminho de tua casa; chegará à cidade amanhã de manhã. Eu o mandei a ti da terra de Benjamin. Deverás ungi-lo como rei de Israel.”

      No dia seguinte, cedo de manhã, Samuel foi para a porta da cidade para ficar de olho em todos que entrassem. Ele estava muito animado porque sabia que um daqueles homens chegando a Rama seria o primeiro rei de Israel. Quem seria ele?

 

 

6

Samuel unge rei a Saul

Samuel 8-12

 

 

Versículo: Salmo 100:3

 

Samuel unge rei a Saul

 

      Foi então que Samuel deu de olho no mais belo jovem que já vira em sua vida. Alto, de porte atlético, bonito, os outros homens mal batiam nos ombros dele; e a Bíblia nos diz que ele “era sem igual entre os israelitas”. Enquanto esse jovem impressionante caminhava em direcção a Samuel, Deus disse ao profeta: “Este é o homem de quem te falei; ele reinará sobre Meu povo.”

      Saul se chegou a Samuel e perguntou: “Por favor, o senhor me pode dizer onde mora o profeta?”

      “Sou o profeta.” Respondeu Samuel. “Vai diante de mim para o lugar da festa, onde abençoarei o sacrifício que o povo trouxe. Em seguida comeremos juntos. Amanhã de manhã te direi o que queres saber e te despedirei. E não te preocupes com as jumentas perdidas, porque já foram encontradas. De qualquer forma, és agora o homem para quem toda Israel se volta.”

      Abismado, Saul respondeu: “Mas Senhor, sou um benjamita, das tribos do Israel, e minha família é a mais humilde de todas as famílias da tribo. Por que me diz tal coisa? Deve estar falando com o homem errado!”

      Então Samuel tomou o Saul e seu moço e os levou para dentro de casa, colocando-os á cabeceira da mesa, dando-lhes o lugar de honra dentre os trinta convidados especiais. A melhor comida foi posta diante de Saul e Samuel lhe disse: “Eu a guardei para ti.” Assim comeu Saul com Samuel naquele dia.

      Depois do banquete, Samuel levou Saul com ele para casa para uma longa conversa, após a qual ambos foram dormir.

      Na madrugada da manhã seguinte, Samuel chamou o jovem Saul, dizendo: “Levanta-te já é hora de te pores a caminho.”

      O profeta Samuel acompanhou a Saul e seu moço até a periferia da cidade para se despedir deles. Lá, Samuel cochichou no ouvido de Saul: “Manda teu moço na frente.” Então Samuel disse a Saul: “Recebi do Senhor uma mensagem especial para ti.”

 

Samuel unge rei a Saul

 

      Tomando um pequeno frasco de óleo, Samuel derramou-lhe o conteúdo sobre a cabeça de Saul, beijou-o no rosto e disse: “Faço isto porque o Senhor te escolheu para liderar o povo de Deus.”

      E para que Saul tivesse certeza de que Deus o escolhera para rei, Samuel lhe disse três coisas que lhe aconteceriam no seu caminho de regresso para casa: “Junto ao túmulo de Raquel encontrarás dois homens que te dirão que as jumentas de teu pai já foram achadas, e que agora ele se preocupa é contigo; mais tarde encontrarás três homens a caminho de Betel, os quais te saudarão e te darão três pães, que aceitarás; depois disso chegarás ao “Monte de Deus”, onde encontrarás um grupo de profetas cantando e profetizando – junta-te a eles. O Espírito do Senhor descerá sobre ti e serás mudado em outro homem (ou serás um homem transformado) e agirás como uma pessoa diferente. O Senhor te guiará em todas as tuas decisões. Vai a Gilgal e espera lá por mim sete dias, porque irei para apresentar sacrifícios. Então te darei mais instruções.”

      Todos esses sinais ocorreram como o profeta Samuel predissera, e Saul foi de facto um homem transformado. O povo quase não podia crer quando o viu profetizando e comentavam entre si: “O que aconteceu a ele? Saul também é um profeta?” Saul não queria que soubessem ainda que fora ungido rei e, por isso, ficou falado, e não disse nada sobre o assunto.

 

O discurso de despedida de Samuel

 

      Alguns dias mais tarde, Saul foi a Mispa, onde Samuel convocara uma reunião de todos os israelitas para lhe dizer que não seria mais juiz em Israel. Novamente, lembrou ao povo a bondade de Deus, Seu poder e Seu amor para com eles e seus antepassados ao livrá-los da escravidão no Egipto, guiando-os a Canaã, e libertando-os de seus cruéis inimigos. “Mas,” Samuel continuou, “cometestes um terrível engano ao querer um governante humano no lugar de Deus, vosso Rei Todo-Poderoso. Hoje rejeitastes vosso Deus, quando pedistes um rei sobre vós. Contudo, se vós e vosso rei obedecerdes a deus, tudo ficará bem.”

      Então as tribos e famílias de Israel foram convocadas perante o Senhor e, ao tirar a sorte sagrada, Saul foi escolhido. Entretanto, quanto procuraram por ele, havia desaparecido! Todos queriam ver o homem a quem Deus escolhera, mas ninguém achava Saul que tinha se escondido entre a bagagem. Chegara o grande momento de sua vida e Saul não estava preparado para ele. Assim, eles perguntaram ao Senhor: “Onde está ele? Está entre nós agora?”

      O Senhor respondeu: “Sim, ele se escondeu no meio da bagagem.”

 

Saul é rei

 

      Quando encontraram Saul, trouxeram-no para fora. No meio do povo, sobressaía dos ombros para cima. Disse então Samuel a todo o povo: “O Senhor escolheu a este homem como vosso rei. Não há nenhum igual a ele em toda Israel!”

      E a multidão gritou: “Viva o rei!”

      Deus o escolhera para ser o rei deles, e o povo o aceitou com muito entusiasmo. Deus lhes dera o que pediram – um rei que era jovem, bonito e alto. Era trabalhador, generoso, honesto e humilde.

      Saul começou muito bem. Ninguém teve como ele melhor oportunidade.

      Saul fora escolhido por Deus, mas ainda não era o momento de ele assumir seu lugar como chefe da nação israelita. Por isso regressou à sua casa e voltou a seu trabalho normal.

      Um dia, quando cuidava de seu trabalho, recebeu notícias de que os amonitas, inimigos de Israel haviam cercado uma cidade israelita de nome Jabes-Gileade, e faziam ameaças de crueldades horríveis contra o povo sitiado. Aqui estava um grande desafio que Saul resolveu enfrentar. Convocou voluntários israelitas para irem lutar sob seu comando a fim de salvar o povo de Jabes-Gileade. Seu apelo foi maravilhosamente bem aceito, visto que conseguiu reunir um grande exército, que marchou a noite toda. De manhã, atacaram os amonitas e os derrotaram fragarosamente. Foi esta a primeira vitória de Israel sobre o comando de Saul.

      Não há nenhuma indicação de que Saul tenha buscado a orientação de Deus ao preparar-se para a batalha contra os amonitas. E não há também qualquer menção de Deus na convocação de Saul ao povo, ou em sua mensagem aos cruéis amonitas, que ameaçavam furar os olhos dos sitiados em Jabes-Gileade. Talvez ele tena se apoiado nos homens sem buscar apoio em Deus. Depois da vitória, ele reconheceu que “Deus tinha salvo Israel.” Samuel disse ao povo: “Vamos todos a Gilgal reconfirmar Saul como nosso rei.”

      Saul deveria governar guiado por Deus, mas, como veremos, o EGO, não Deus, é que governou a vida e o coração de Saul. Com o passar dos anos, o EG começou bem mas terminou mal. Podemos aprender muito com a vida de Saul: não é como começamos, mas como terminamos a vida o que realmente conta. Precisamos nos apoiar confiadamente em Deus, não apenas em nossa juventude mas em cada dos anos que vivermos na terra, dia a dia, até o fim de nossas vidas. Este é o único meio de nos assegurarmos de que Deus abençoará nossa vida inteira. Tomemos a decisão de fazer de Deus o REI de nossas vidas. Se não escolhermos o Senhor como nosso REI, então o EGO em breve ocupará o trono de nosso coração.

 

 

7

Samuel repreende a Saul

I Samuel 13-16

 

Versículo: I Samuel 15:23ª

 

Samuel repreende a Saul

 

      Embora Saul fosse rei de Israel, os filisteus ainda controlavam grande parte do território israelense. O rei Saul reuniu um exército de três mil homens para proteger seu país e fez dois mil desses soldados acamparem em Micmás.

 

A vitória de Jónatas sobre os filisteus

 

      Os outros mil soldados Saul os enviou para Gibeá para servirem sob o comando de seu filho Jónatas que, com suas forças atacou uma importante guarnição dos filisteus, tomando o forte e destruindo as tropas deles. Esse feito tornou Jónatas, filho de Saul, um herói de guerra. Essa derrota deixou os filisteus tão enfurecidos que eles reuniram um exército – formado de carruagens, cavalaria e infantaria – tão numeroso “como a areia da praia.” Então marcharam contra Israel.

 

      Quando os soldados de Israel viram o grande exército inimigo, ficaram apavorados e tremeram. Como fazem os ratos quando aparece o gato, os soldados de Israel trataram de se esconder nas cavernas, pelo mato, entre as pedras, em buracos e cisterna. De qualquer jeito, como fosse. Saul permaneceu em Gilgal e os soldados que estavam com ele ficaram tremendo de medo também.

 

Saul oferece um sacrifício

 

      Dias antes Samuel havia dito a Saul que o encontraria em Gilgal dentro de sete dias para oferecer sacrifícios pelos israelitas antes de travarem a batalha. Era uma prova para Saul: ele obedeceria ou não as instruções de Deus? À medida que Saul esperava, mais e mais homens de seu exército desertavam e fugiam. Ao cabo do sétimo dia, só restavam a Saul cerca de 600 homens, nada mais. O rei Saul começou a ficar impaciente e a desesperar-se. Onde estava Samuel? Por que não viera? Ele bem que sabia que a situação era de crise aguda. Pelo visto, Saul ficaria logo sem um soldado. Ao invés de confiar em Deus, Saul começou a se preocupar cada vez mais.

      A tal ponto chegaram suas preocupações, que Saul pensou: “Tenho de fazer algo agora para encorajar meus homens.” Por isso, decidiu que não esperaria mais por Samuel, o profeta de Deus; ele próprio, Saul, ofereceria o sacrifício, dispensando o profeta e sacerdote. E por que não? Não era ele rei de Israel? “Trazei-me os sacrifícios,” ele ordenou. E foi assim que Saul ofereceu o holocausto no altar.

      Mal tinha acabado de oferecer os sacrifícios quando chegou o profeta Samuel. Saul o saudou, mas havia um olhar triste no rosto do velho profeta, quando ele perguntou: “Que foi isto que fizeste?”

      Saul começou a explicar: “Quando vi que os soldados estavam desertando, e que o senhor não vinha, profeta, e que os filisteus já estão prontos para a batalha, eu disse: “Os filisteus marcharão contra nós e eu nem sequer pedi o auxílio do Senhor!” Por isso, achei que tinha de oferecer o holocausto sem esperar por sua chegada.”

      “Agiste como um tolo,” replicou Samuel. “Desobedeceste ao Senhor teu Deus.” Saul tinha sido reprovado nos exames de Deus. Ao invés de confiar no Senhor ele desobedeceu a orientação do profeta e pecara contra Deus. Samuel continuou: “O propósito de Deus era confirmar o teu reino para ti e teus descendentes em Israel para sempre. Mas agora já não subsistirá o teu reino, porque o Senhor quer um homem que O obedece. Ele já encontrou um homem segundo o seu coração, um homem que lhe agrada, e já lhe ordenou que seja líder de Seu povo, porque tu não guardaste o que o Senhor te ordenou.”

      Foi um carão terrível, mas Saul não demonstrou tristeza ou arrependimento pela falta de fé que demonstrara, nem por sua impaciência e desobediência. Desobediência a Deus é sempre uma tolice e um grave pecado. Quando o EGO se senta no trono da vida de uma pessoa, ela se torna resistente e calejada e insensível às coisas de Deus.

 

Samuel repreende a Saul por sua desobediência

 

      Deus submeteu Saul a outra prova muitos anos mais tarde. Deus ordenou que ele destruísse completamente os amalequitas, que eram um povo perverso, ímpio, que odiava ao Senhor. Foi dito a Saul que ele deveria destruir a população de amalequitas inteirinha, tanto jovens quanto velhos, bem como seus bois, ovelhas, camelos e jumentos. Esse povo há anos rejeitava o amor e a verdade de Deus. Por isso, chegara a hora do seu julgamento. Foi assim que Saul recebera ordens de destruí-los. Mas ao invés de obedecer ao que Deus lhe mandara fazer, Saul resolveu poupar a vida de Agague, o rei dos amalequitas. Saul ainda permitiu aos israelitas que ficassem para si com os melhores animais dos amalequitas, destruindo o resto. Com essa decisão, Saul só obedecera em parte, mas não executara totalmente as ordens de Deus. Arrogantemente, Saul foi ao encontro de Samuel e saudou: “Bendito seja tu, ó Senhor: executei as palavras do Senhor.”

      De facto, ele não havia cumprido o que lhe fora dito. Só executara parte das instruções que lhe convinha. Isso não é obedecer. Saul se tornara agora ganancioso e orgulhos.

      Samuel se perturbou muito com a desobediência e a desculpa que Saul dera como resposta. A simples presença das ovelhas e dos bois já era prova suficiente de que ele não obedecera a Deus. Samuel disse ao rei Saul: “Que significa esse balir de ovelhas e o mugir de bois?”

      Saul continuou a encobrir o que fizera, botando a culpa no povo. Responde: “Eles pouparam os melhores animais para oferecê-los sacrifício! Destruímos o resto todo!”

      Olhando directamente na cara de Saul, Samuel disse: “Porque não obedeceste ao Senhor? Ele ordenou que os amalequitas fossem destruídos totalmente, mas não atendeste as ordens de Deus, antes executando teus próprios planos, procedendo como bem entendeste.” Saul continuou a justificar-se, pondo a culpa no povo. Então Samuel disse: “Obedecer é melhor do que sacrifícios e o atender melhor do que a gordura de carneiros.” A oferta de sacrifícios e a de carneiros ao Senhor por certo é bom, mas Deus está muito mais interessado em que ouçamos e obedeçamos a Sua Palavra do que em ofertas de sacrifícios. Deus quer nossa obediência, não os nossos presentes.

      Na noite anterior, o Senhor dissera a Samuel: “Vou mudar meu plano a respeito de Saul como rei de Israel; ele não segue mais Meus caminhos, e já esqueceu que seus sucessos e suas vitórias vieram de Mim. Ele insiste em fazer somente a sua própria vontade ao invés de fazer a Minha.”

      Samuel disse a Saul: “Porque desobedeceste ao Senhor e rejeitaste Sua Palavra, Ele te rejeitou como rei de Israel.”

 

Samuel lamenta o acontecido a Saul

 

      Depois disto, Saul voltou para Gibeá e Samuel para sua casa em Rama. Samuel nunca mais viu Saul enquanto viveu, mas lamentou por ele e por Israel, sabendo que Saul não era digno de ser o seu rei. Finalmente, o Senhor disse a Samuel: “Até quando terás pena de Saul? Já o pranteaste bastante. Sabes que Eu o rejeitei. Toma óleo de unção e vai a Belém porque já escolhi o próximo rei de Israel.”

      O último trabalho de Samuel a serviço do Senhor foi ungir a David, o menino pastor, por rei em Israel. Durante toda sua vida, Samuel continuou a servir ao Senhor.

      Como menino ainda, servira a Deus no Tabernáculo. Foi um menino obediente e um adulto obediente; foi obediente a Deus todos os dias de sua vida. O resultado de sua obediência foi que Deus grandemente o abençoou e fez dele instrumento precioso na Sua obra.

      Você pode ser como Samuel se você for também obediente aos que estão em posição de autoridade sobre você – seus pais, seus professores – e se se comportar assim sua vida será grandemente abençoada por Deus. Se, entretanto, fizer como Saul, obedecendo apenas quando lhe convier, quando for de seu agrado, então terá muitos problemas e dificuldades durante toda sua vida. Faça sua opção agora e escolha ser obediente. Sua vida será uma bênção. E peça a Deus que o ajude.

 

 

Versículos Para Decorar

 

Lição 1

 

Não há santo como o SENHOR; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus.

I Samuel 2:2

 

Lição 2

 

E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.

I Samuel 3:10

 

 

Lição 3

  

Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança

do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra,

nem nas águas debaixo da terra. Êxodo 20:4

 

 

Lição 4

 

E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.

Êxodo 20:6

 

 

Lição 5

  

Não terás outros deuses diante de mim. Êxodo 20:3

 

 

Lição 6

 

 

Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez,

 e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto. Salmo 100:3

 

 

Lição 7

 

 

Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria...

 I Samuel 15:23ª