A Vida de Paulo


25 lições sobre a vida do apóstolo Paulo

Lição 1

Deus dá Poder para Testemunhar

Actos 1:1-14; 2:1-47

 

Versículo: Actos 1:8a

 

Jesus volta para o céu

 

            "Não O queremos! Crucifica-O!" E eles o fizeram. Depois de ter vivido trinta e três curtos anos nesta terra, homens pecaminosos e perversos pregaram-no numa cruz. Enquanto o corpo dEle sem vida estava pendurado numa cruz, seria aquilo uma derrota humilhante? Teria Jesus Cristo, o Filho perfeito de Deus, falhado em Sua missão? Teria a esperança de vida eterna que Ele havia dado aos Seus seguidores sido em vão? Teria acabado tudo para aqueles que creram nEle?

            Ah não! Pois ao terceiro dia Jesus ressuscitou dos mortos. "Ele não está aqui. Ele está vivo outra vez!" Foi o anúncio electrificante que o ano fez às mulheres admiradas, quando elas se aproximaram da tumba cedo da manhã do dia de Páscoa.

            Jesus foi sem dúvida o Poderoso Triunfador. Ele tinha batalhado contra o pecado, a morte, a sepultura e Satanás, e tinha vencido. Ele havia triunfado sobre todos os seus inimigos. A vitória dele estava completa! Ele provou que o amor de Deus é mais forte do que o ódio de Satanás, e que todos os planos de Satanás têm que falhar.

            Durante os 40 dias após a ressurreição de Jesus, Ele apareceu muitas vezes aos apóstolos, a indivíduos e a vários grupos de pessoas. Ele lhes deu todos os tipos de prova de que Ele estava realmente vivo e que incontestavelmente Ele havia ressuscitado dos mortos. Ele queria que eles fossem testemunhas da Sua ressurreição, para que pudessem contar a outros com confiança da Sua morte pelos pecados deles e ressurreição ao terceiro dia.

            Numa dessas reuniões, Jesus disse muito claramente aos apóstolos para não saírem de Jerusalém até que o Espírito Santo viesse sobre eles como Deus o Pai tinha prometido (Lucas 24:49). "Mas Eu não os deixarei órfãos". disse Ele: "O Espírito Santo virá habitar em vocês. Ele será o seu confortador, professor e guia e fará com que Eu seja bem real em seus corações." Na madrugada de Sua ressurreição dos mortos, Jesus deu aos apóstolos o Espírito Santo para morar ou habitar neles, e esse maravilhoso Consolador habita em todo aquele que recebe Jesus Cristo como Salvador.

            Além de habitar em nós, o Espírito Santo quer nos encher cada dia com poder para viver como devemos e para falar de Cristo a outros. Jesus disse: "Quando o Espírito vier sobre vocês, receberão poder para testificar sobre Mim efectivamente para o povo de Jerusalém, Judeia, Samaria e até aos confins da terra. Vocês poderão falar-lhes da Minha morte e da Minha ressurreição sem medo."

            Não muito depois, enquanto Jesus estava a falar com os Seus discípulos o monte das Oliveiras, Ele começou a subir em direcção ao céu e desapareceu numa nuvem, deixando os apóstolos a contemplar a cena. Enquanto estavam a fitar as nuvens, procurando ainda ver Jesus, subitamente dois homens com vestes brancas apareceram entre eles dizendo: "Homens galileus, por que estás assim olhando para as alturas? Este mesmo Jesus que subiu ao céu há de voltar da mesas forma como O vistes ir para o céu." Que promessa maravilhosa! Jesus tinha ido para o céu e algum dia Ele voltará!

            Depois de ouvir essa maravilhosa notícia, os apóstolos voltaram para Jerusalém e se reuniram numa sala nos altos. Esta sala ficou lotada com 120 pessoas todas excitadas a fazer perguntas aos apóstolos, esperando o poder do céu que Ele havia prometido. Então após sete semanas da ressurreição de Jesus, na festa judaica - o Pentecostes - algo estonteante aconteceu.

 

Deus envia a Promessa do Espírito Santo

 

            Subitamente na sala dos altos onde os 120 seguidores de Jesus se reuniram dia após dia, houve um som como dum vento forte. Encheu a casa toda, sacudindo as janelas, batendo as portas fechando-as e balançando os móveis. Então algo parecido como línguas de fogo surgiram e pousaram na cabeça das 120 pessoas; cada um presente ficou cheio do Espírito Santo e todos a uma vez começaram a falar do maravilhoso amor de Jesus.

            Tudo foi mudado e diferente. Esses discípulos e crentes que eram cobardes, medrosos e tímidos, trancando-se numa sala para se esconderem dos perseguidores e inimigos, começaram ousadamente a agradecer a Deus. Agora eles tinham uma nova ousadia e coragem e perderam o medo. Não mais quiseram ficar na sala dos altos; eles quiseram ir pelas ruas falar a todo o mundo de como Deus é bom e que Jesus é o Verdadeiro Messias.

 

Os Seguidores de Jesus dão Testemunho do Seu Nome

 

            Logo o barulho do regozijo deles foi ouvido ao saírem eles da sala dos altos para as ruas de Jerusalém. Um grande número de pessoas, judeus de outras partes da Europa, Ásia e África, tinham vindo a Jerusalém para a festa do Pentecostes. Os seguidores De Jesus vieram para o meio da multidão e começaram a falar sobre os poderosos feitos de Deus. Os judeus visitantes começaram a observar e ouvir os 120 discípulos de Jesus. O Espírito Santo deu aos discípulos habilidade para falarem línguas estrangeiras que não podiam falar antes. Agora eles podiam falar para o povo que falava outras línguas sobre Jesus, o Salvador, falando a língua daqueles povos, judeus de todas as partes do mundo.

            Estes judeus de outras terras estavam estupefactos de ouvir os 120 discípulos de Jesus falarem em suas próprias línguas. Os discípulos de Jesus estavam a falar para aqueles povos que Deus os amava, que Jesus tinha morrido por eles na cruz do Calvário, e que três dias depois Ele ressuscitou dos mortos, e que Ele era o Verdadeiro Messias.

            Talvez um judeu do Egipto tenha vindo a Pedro e tenha perguntado em egípcio: "As coisas que vocês estão a dizer podem ser verdade?" E Pedro, um simples pescador, imediatamente entendeu a língua egípcia e foi capaz de responder em egípcio. Talvez André tenha visto um judeu de Roma com um ar de admiração no rosto, e quando André foi falar-lhe de Jesus, achou-se falando o latim.

            Outro judeu medo ouviu um discípulo falar em sua própria língua - a língua dos medos. "Como sabe a minha língua?" Ele perguntou. "Você é da Média também? "Não, eu não sou do seu país", disse o discípulo. Tenho vivido em Israel toda a minha vida. O poder de Deus veio para nos dar coragem de falar a verdade de Deus. Você ouviu falar sobre Jesus que é o Cristo, o Filho de Deus? Ele viveu entre nós e fez poderosos milagres no nosso meio, mas então foi crucificado na crua e três dias depois ressuscitou dos mortos, mas voltou a viver outra vez! Ele é o Verdadeiro Messias, Aquele de Quem as Escrituras falam! É Ele quem me deu este poder de falar a sua língua para que eu lhe possa dar as boas novas sobre Ele. Você pode ser salvo se confiar neste Jesus e crer que Ele é o Verdadeiro Filho de Deus!"

            E então o Evangelho foi dado para esses Judeus visitantes nas línguas que eles falavam e, naquele dia, judeus de muitas nações vieram a conhecer o Salvador.

            De qualquer maneira, os líderes religiosos judeus olharam para o acontecimento com descrença. Eles zombaram dos 120 discípulos de Jesus e disseram: "Estão bêbados, é só isso!"

            Esta afirmação foi demais para Pedro. Ele ousadamente falou à multidão: "Escutem, tanto vocês que moram aqui como os que nos visitam! Nós não estamos bêbados como alguns de vocês supõem. Não! O que aconteceu aqui hoje foi predito há muitos séculos passados pelo profeta Joel - que Deus derramaria de Seu Espírito sobre o Seu povo."

            "Agora", continuou Pedro, "esta profecia foi cumprida. O Espírito Santo veio sobre todos nós hoje." Mas Pedro não parou com isso. Ele pregou sobre Jesus para o povo. E que sermão poderoso! Ele falou sobre Jesus - Sua vida, morte, ressurreição e a maravilhosa maneira como Ele cumpriu as profecias do Velho Testamento. Pedro não estava com medo dos líderes religiosos nem de ninguém. Ele falou ousadamente sobre a morte e ressurreição de Jesus.

            Ao apelar ao povo, a resposta foi maravilhosa. Eles perceberam que Este Jesus, a Quem eles tinham crucificado, era realmente o Senhor e Salvador deles. Profundamente movidos, eles perguntaram a Pedro e aos outros discípulos: "Irmãos, que devemos fazer?"

            Pedro replicou: "Arrependam-se dos seus pecados e deixem outros saberem que crêem em Jesus. Não tenham vergonha de deixar as pessoas saberem que crêem nEle. Seus pecados serão perdoados e também terão o poder de Deus em suas vidas." Muitas pessoas se arrependeram naquele dia e receberam perdão dos pecados deles. Aliás, três mil pessoas creram em Cristo e foram baptizadas publicamente para mostrar a fé em Cristo!

            Por este grande poder do Espírito Santo, os apóstolos fizeram muitos milagres, sinais e maravilhas em Jerusalém e, temor e um profundo sentimento de assombro veio sobre todos quantos ouviram sobre estes eventos. Cada dia, aumentava o número de crentes e logo, havia uma grande companhia em Jerusalém que cria em Jesus Cristo.

 

Os Crentes vão para Casa

 

                        Naqueles dias, não havia templos para a Igreja se reunir como temos agora, por isso os crentes se reuniam em lares. Todos os dias os crentes se reuniam em grupos por toda Jerusalém, compartilhando a alegria e gozo deles um com o outro, louvando a Deus a aprendendo mais sobre o Senhor Jesus.

            A verdade de que Jesus tinha morrido para tirar os pecados do mundo era tão maravilhosa, que os discípulos não a podiam guardar só para eles. Com o poder do Espírito Santo neles, eles saíram por toda a Jerusalém dando as boas novas: "Quem invocar o nome do Senhor Jesus será salvo".

            E com esta mensagem, Deus começou um novo método de fazer o Seu trabalho na terra. Antes, Ele tinha trabalhado especialmente com o povo judeu, e eles eram as testemunhas de Deus para o resto do mundo. Mas agora Deus não faria trabalho apenas através da nação judaica; "Todo que quisesse e quiser, deixe-o vir. A porta está aberta para quem quiser. Venham, gentios, judeus, qualquer pessoa, qualquer raça, qualquer cor, rico, pobre ou quem quer que seja. Venham a Jesus e poderão ser testemunhas de Deus para o resto do mundo." Assim Deus começou o Seu trabalho na terra através da Igreja de Jesus Cristo.

             Que dias maravilhosas foram aqueles! Os ensinamentos dos apóstolos eram comentados em cada rua de Jerusalém. Até mesmo nas cidades ao redor, o povo ouviu dos milagres maravilhosos feitos no nome de Jesus, e cada dia mais crentes até chegarem a ser milhares. A Bíblia diz que "mesmo muitos sacerdotes foram obedientes à fé". Este grande grupo de crentes em Jesus foi chamado de Igreja, o que significa "chamados para for a" porque eles creram em Jesus. Deus os chamou para serem separados do mundo e dedicados a Jesus. Este foi o começo da era da Igreja de hoje.

            Naqueles dias logo após a ascensão de Cristo ao céu, multidões de pessoas reconheceram a natureza pecaminosa deles e a necessidade do Salvador, Jesus, que morreu para receber a punição pelos pecados deles. Estas pessoas pediram a Jesus para tirar os seus pecados e morar nelas, e Ele assim o fez, através de Deus o Espírito Santo. Estes novos crentes pediram a Deus para enchê-los do Espírito Santo para que eles tivessem poder para viver a Vida cristã e testificar para Cristo e porque o povo de Deus foi testemunha poderosa, mais e mais pessoas vieram ao conhecimento de Cristo.

            Se já invocou o nome do Senhor Jesus e foi salvo, então o Espírito Santo de Deus habita em si. Mas Deus quer até Mais do que isto para si. Ele quer que o Espírito o encha - encha cada parte do seu ser: sua cabeça, seu coração, seus olhos, seus ouvidos, sua boca, suas mãos, seus pés. Somente quando o Espírito de Deus nos enche é que podemos sentir a presença de Deus, entender os Seus caminhos, viver uma vida cristocêntrica e ter poder para sermos o que Ele quer que sejamos. Precisamos de pedir a Deus que cada dia nos encha e nos use para a Sua glória. Então podemos ser testemunhas como os primeiros seguidores de Jesus em Jerusalém, espalhando as maravilhosas boas novas a "quem quiser".

            Deus o Espírito Santo mora em si? Se tiver Cristo como Salvador dos seus pecados, então o Espírito Santo mora no seu coração e um dia irá para o céu morar com Jesus. Se ainda não tiver vindo a Jesus, podia fazê-Lo hoje e tornar-se um Filho de Deus. Lembrem-se: "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". Qualquer um - na Europa, Ásia, África, Austrália, ou na América - quem quiser pode invocar o nome de Jesus e será salvo.

 

 

Lição 2

Oposição por parte dos Líderes Religiosos

Actos 4:1-8:1

 

Versículo: Actos 1:8b

 

Introdução

 

            Antes de Jesus voltar para o céu, Ele disse aos discípulos para irem por todo o mundo e pregarem o Evangelho, começando em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e, finalmente, até aos confins da terra. Bem, em Jerusalém havia agora uma grande assembleia de crentes, mas eles não saíam para outras regiões da Judeia e Samaria para pregar o Evangelho. Em razão disso, Deus permitiu que sobreviesse a eles um grande problema - perseguição. Perseguição é fazer sofrer o povo em razão daquilo em que crêem. E, quando veio a perseguição, muitos crentes foram forçados a sair de Jerusalém.

 

Oposição por parte dos Líderes Religiosos

 

            Apesar dos milagres assombrosos que os apóstolos operavam dia após dia, os líderes religiosos recusavam-se a crer que Jesus era o Filho de Deus e o Messias tão esperado. Eles chamaram os apóstolos à presença deles e ordenaram: "Em que poder ou em qual nome estão vocês operando tais milagres?"

            Pedro respondeu destemidamente: "No nome de Jesus Cristo de Nazaré a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos".

            Isto fez com que os líderes judeus ficassem furiosos! Pedro estava a acusá-los de homicídio e estava a ensinar que existe vida após a morte, uma doutrina que muitos deles negavam, veementemente. A agitação deles atingiu o ponto máximo quando Pedro disse: "Não existe salvação em nenhum outro; porque não há outro nome debaixo do céu, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos."

            "Precisamos de fazer algo imediatamente para reprimir esta nova doutrina", os líderes religiosos decidiram. "Se não o fizermos, todo o povo de Jerusalém tornar-se-á seguidores destes homens." Em seguida, eles lançaram mão dos apóstolos e os jogaram na prisão.

            Os líderes religiosos, furiosos que estavam, decidiram, desta vez, matar os apóstolos. Mas, naquele momento, um conhecido e respeitado membro do Sinédrio, levantou-se. Era Gamaliel, um fariseu, reconhecido como o maior dos mestres em seus dias e o que tinha o coração maior dentro de todos os rabinos judeus. Quando Gamaliel percebeu que os líderes religiosos estavam determinados a matar os apóstolos, levantou-se e os advertiu: "Se este conselho vem de homens, perecerá; mas, se vem de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais porventura achados a lutar contra Deus."

            Porque os líderes judeus honravam Gamaliel como um sábio mestre da lei, eles decidiram deixar com vida os apóstolos, mas eles continuavam muito furiosos. Eles advertiram a Pedro e aos outros para que não ensinassem ou falassem no nome de Jesus outra vez. Certamente, aqueles líderes religiosos não tinham autoridade verdadeira sobre Pedro e os outros crentes, mas eles gostavam de pensar que tinham.

 

Regozijando-se no Sofrimento

 

            Os líderes judeus açoitaram cruelmente os apóstolos e, então, finalmente, os deixaram ir. Embora as suas costas estivessem feridas, os apóstolos regozijaram-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas pelo Nome de Jesus. Eles continuaram a pregar sobre Jesus e a perseguição continuou e, até mesmo, cresceu. Terrível como era aquela perseguição, contudo Deus a usou para espalhar os crentes por toda a Judeia e Samaria e, enquanto iam por aqueles lugares, continuavam a pregar sobre Jesus.

 

Os Crentes Ajudam Pessoas Necessitadas

 

            No meio de toda essa perseguição, o número de crentes continuava a crescer e a multiplicar-se na cidade de Jerusalém. E, ao mesmo tempo em que Deus mudava os corações daqueles que vinham a Cristo, dava-lhes também compaixão pelos crentes pobres de Jerusalém, principalmente as viúvas e os órfãos que não tinham ninguém para cuidar deles. Assim, os crentes entregavam dinheiro e comida aos apóstolos e estes distribuíam entre as viúvas e os órfãos. Esta distribuição de comida para os pobres, logo tornou os apóstolos tão ocupados que eles mal encontravam tempo para orar e pregar.

            Quando algumas viúvas gregas começaram a murmurar que as viúvas judias estavam a receber mais assistência do que elas e que estavam a sentir negligenciadas pelos apóstolos, estes convocaram uma reunião e disseram aos crentes: "Não é certo que gastemos todo o nosso tempo cuidando dos pobres; precisamos de ter tempo para orar e pregar o Evangelho. Existem, entre nós, homens cheios de fé que podem verificar quais as necessidades que existem entre nós. Assim escolhamos sete homens sábios, honestos e cheios do Espírito Santo e deixemo-los fazer este trabalho de distribuição de comida aos pobres. Então os apóstolos terão tempo de estudar, orar, e pregar a Palavra de Deus."

            Esta ideia agradou a todos. Assim, eles escolheram sete homens cheios de fé para cuidar dos pobres. Os sete diáconos, como eles foram chamados, foram conduzidos aos apóstolos, que impuseram as mãos sobre eles e oraram abençoando-os para o trabalho de assistência às viúvas, órfãos e pessoas pobres.

 

 

Lição 3

O Apedrejamento de Estêvão

Actos 4:1-8:1

 

Versículo: Mateus 5:10

 

Estêvão é Levantado por Deus

 

            Um dos diáconos era Estêvão, um homem cheio de fé e do Espírito Santo. Por toda a parte o povo comentava a respeito da fé e testemunho de Estêvão. Ele exercia o diaconato muito bem, mas Deus tinha um trabalho maior ainda para ele. Se somos fiéis em pequenas coisas, Deus vai-nos dar coisas maiores para realizar.

            Estêvão era um grande orador porque, como homem de fé, estava cheio da graça e do poder de Deus. Ele sempre ia aos lugares onde os judeus se reuniam para estudar as Escrituras, assim ele podia pregar-lhes sobre Jesus. Quando os líderes judeus tentaram provar que Jesus não era o Messias, Estêvão falou tão cheio do poder do Espírito Santo, que nenhum dos judeus pode vencer os seus argumentos. Ficaram sem ter como replicar. Enquanto aqueles judeus disputavam com Estêvão, tentando encontrar alguma falha naquilo que ele ensinava, descobriram que ele era mais do que um competidor para eles. Ele deixava os seus inimigos envergonhados com a sua eloquência.

           

            Os líderes religiosos estavam tão furiosos com os ensinamentos de Estêvão a respeito das verdades de Deus e tão frustrados porque não podiam detê-lo, que eles, secretamente, contrataram homens para se infiltrarem entre os judeus e acusarem falsamente Estêvão. Estes homens mentiram dizendo: "Ouvimos Estêvão falar contra Moisés e contra Deus."

            As pessoas que creram nessa falsa reportagem ficaram muito preocupadas quando ouviram isto. Assim, os líderes religiosos, anciãos e escribas, prenderam Estêvão e o conduziram ao conselho, onde as falsas testemunhas afirmaram: "Este homem nunca cessa de dizer coisas terríveis acerca de Moisés, o Templo e a Lei. Ouvimo-lo dizer que Jesus de Nazaré vai destruir o Templo, abolir todas as leis de Moisés e mudar os costumes que Moisés nos ensinou."

            Enquanto as testemunhas mentirosas falavam, todos do conselho, olhando para Estêvão de perto, viram a sua face tornar-se radiante como a face de um anjo!

            Estêvão, ficando de pé diante do Conselho, ouvindo todas essas falsas acusações e vendo as expressões de raiva, zombaria e desprezo, olhou-os com "a face que brilhava como a face de um anjo", cheio de amor, verdade e paz, sem nenhuma perturbação por causa das mentiras e das coisas duras que estavam a ser ditas. O coração de Estêvão não estava inclinado à vingança em razão das acusações que lhe diziam; ao invés, estava feliz em estar ali como servo fiel de Cristo.

            Corajosamente, Estêvão levantou-se e respondeu-lhes. Ele repetiu a história, tão familiar, da nação hebraica, lembrando ao Conselho como Deus conduzira Israel desde os dias de Abraão até aquele momento. Ele falou de Moisés e do Livramento do Egipto, de Salomão e da construção do Templo. "Entretanto, Deus não habita em templos feitos por mãos humanas", Estêvão disse.

            O Conselho começou a agitar-se e a encher-se de raiva enquanto Estêvão continuava a falar, cheio do poder do Espírito Santo. Seus olhos flamejavam! Estêvão sabia que a sua vida estava em perigo. Mesmo assim, não estava com medo. Voltando-se para os líderes religiosos - ele falou-lhes a verdade: "Homens de dura cerviz, vocês resistem ao Espírito Santo, assim como os pais de vocês fizeram. Eles mataram os profetas de Deus e vocês mataram Jesus, o Cristo! Sim, e vocês, deliberadamente, quebraram as leis de Deus, embora as tenham recebido das mãos de anjos!"

            Os líderes judeus, cheios de justiça própria, estavam, furiosos. Mas, embora fizessem ameaças horríveis, enquanto Estêvão falava, este não lhes dava atenção. Ele falou até terminar o s u discurso. Então Deus deu a Estêvão uma visão do céu. Olhando para o alto, ele clamou: "Vejo os céus abertos e Jesus, o filho do Homem, de pé à direita de Deus."

 

Saulo Consente no Apedrejamento de Estêvão

 

            "Blasfémia!" gritaram os membros do Conselho. Então, tapando os seus ouvidos, fizera, calar Estêvão, abafando a sua voz com seus gritos. Eles o agarraram e o levaram para for a dos portões da cidade.

            Os homens despiram as suas túnicas e as deixaram aos pés dum jovem chamado Saulo de Tarso. Então, começaram a atirar pesadas pedras em Estêvão. O jovem Saulo não atirou nenhuma pedra, enquanto permanecia guardando as túnicas, mas ele estava concordando com o assassinato de Estêvão.

            Mesmo quando as pedras atiradas por aqueles homens cruéis de ira começaram a ferir Estêvão, a sua coragem não falhou. Ele levantou os seus olhos para o céu e orou: "Senhor Jesus, recebe meu espírito." Ele caiu de joelhos e gritou bem alto: "Senhor, não lhes impute este pecado." Logo, sua voz foi silenciada e seu corpo caiu, morto. Estevã0 foi o primeiro a ser morto por pregar a Jesus Cristo. Ele tornou-se o primeiro mártir da igreja cristã. Deus o levou para o céu e deu-lhe maravilhosa recompensa celestial.

            Saulo de Tarso, com aquelas túnicas empilhadas aos seus pés consentiu no apedrejamento de Estêvão, ouviu as suas palavras e viu-o morrer com aquela luz celestial em sua face. Aquilo fez uma profunda impressão no coração e mente de Saulo, que nunca esqueceu aquela cena. Veremos o quanto isto é verdadeiro em nossas próximas lições.

 

Conclusão

 

            Você pode pensar que as pessoas hoje não são perseguidas por causa de sua fé em Cristo. Mas, em muitos países comunistas, existem cristãos que enfrentam sofrimentos horríveis por causa de Jesus Cristo. Eles continuam fiéis a Deus, embora sejam torturados, presos, rebaixados em seus empregos ou morram de fome. Suas Bíblias são queimadas, seus filhos são tirados deles e muitos deles são mortos. Precisamos de orar por eles, enquanto eles sofrem pelo testemunho de Jesus. Talvez muitos de vocês estejam dizendo: “Eu gostaria de morrer por Jesus”. Mas, algumas vezes, é mais difícil viver para Jesus do que seria morrer por Ele! Nós somos ridicularizados por aqueles que não são cristãos, somos excluídos da equipa, deixamos de ser convidados para certas festas, perdendo de fazer coisas de que gostamos, porque fielmente vamos à casa de Deus e, às vezes, não sendo compreendidos pela família e amigos. Bem, todas essas coisas também são formas de perseguição.

            Mas, se somos cheios de fé e verdadeiros em Deus, sem importar-nos com as consequências, então Deus nos recompensará plenamente no céu, assim como fez com Estêvão. O Senhor diz àqueles que são perseguidos: “Regozijai-vos e alegrai-vos, pois grande é o vosso galardão no céu.” Estêvão foi martirizado na terra, mas no céu recebeu de Deus a mais excelente recompensa, porque foi fiel ao Senhor até à morte. Vamos pedir a Deus que nos ajude a sermos fiéis a Ele todos os dias, sem importar-nos com o preço. E vamos ter a certeza de que estamos a dizer aos outros as boas novas de Jesus Cristo, tal como Estêvão.

 

 

Lição 4

Saulo Decide Ir a Damasco

Actos 8:1-4; 9:1-25

 

Versículo: Mateus 28:19

 

Depois do Apedrejamento de Estêvão

 

            O apedrejamento de Estêvão deixou atordoados os milhares de crentes em Jerusalém. E agora, espalhara-se pela cidade que o Sinédrio, o conselho dos líderes judeus, estava a planejar dispersar os crentes em Jesus, antes que se tornassem mais fortes. Uma grande onda de nova perseguição começou a levantar-se na cidade e, logo, todos os crentes, com excepção dos apóstolos, deixaram Jerusalém, dirigindo-se à Judeia e Samaria. Famílias inteiras saíram, tão rápido quanto lhes foi possível. Alguns foram para o norte, em direcção a Síria, outros para o sul, em direcção ao Egipto. Alguns velejaram de Cesareia para a ilha de Chipre e, outros foram para a Itália, Espanha e outros ligares distantes na Europa e Ásia.

 

Motivos para Sofrimento

 

            Porque Deus permitiu esta terrível perseguição e sofrimento sobreviesse aos crentes? Não poderia Ele tê-la detido? Certamente que sim. Mas, às vezes, Deus permite que duras e difíceis experiências sobrevenham ao Seu povo para compeli-los a cumprir os Seus planos e propósitos. Jesus dissera: "Vocês serão Minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judeia, em Samaria e até aos confins da terra." Até aquele momento, o Evangelho tinha sido pregado somente em Jerusalém; os apóstolos e os demais crentes tinham-se mostrado muito lentos em levar o Evangelho além de Jerusalém. Deus tinha sido paciente com os Seus servos. Muitos judeus haviam sido trazidos ao conhecimento da salvação de Jesus Cristo, em Jerusalém, mas até então, ninguém havia levado a mensagem adiante fora de Jerusalém.

            Por esta razão, Deus permitiu a perseguição, para forçar o Seu povo a levar avante a Sua Grande Comissão - levar as boas novas de Jesus até aos confins da terra.

            E, desta forma, Deus frequentemente trata com o Seu povo hoje também. Ele "sacode nossos ninhos", para tirar-nos da nossa acomodação, indiferença, morosidade e egoísmo, para engajar-nos na tarefa de levar a Sua mensagem para os mais de 6 bilhões de pessoas que vivem hoje no mundo e que nunca ouviram como ser salvos. Deus não quer que todos nós estabelecidos aqui onde as pessoas podem facilmente ouvir o Evangelho. O Senhor continua a perguntar: "A quem enviarei? Quem irá Por Mim?" Responderá você: "Eis-me aqui, Senhor envia-me a mim?"

            Os crentes que fugiram de Jerusalém e foram espalhados "foram a todos os lugares pregando a Palavra." Assim, o povo em outras regiões da Ásia, Europa, e África começaram a ouvir o Evangelho. Como sementes espalhadas por um forte vento, os seguidores de Jesus foram cada vez mais longe, anunciando as boas novas. Aqueles que pensaram em destruir o trabalho que Jesus havia iniciado nos corações e vidas dos homens, viram aquele trabalho crescendo e espalhando-se por toda a parte. Quanto mais eles tentavam matar a fé em Cristo, maior e mais forte ela se tornava.

Saulo, o Perseguidor

 

            Na cena da morte de Estêvão, lá estava um jovem, Saulo, com túnicas empilhadas aos seus pés. Saulo ter-se-ia regozijado vendo a fé em Jesus ser varrida da face da terra, porque ele estava absolutamente convencido de que eles estavam errados ao pregarem sobre Jesus. Ele era um orgulhoso, fanático, intolerante líder judeu, um rabino que odiava o Nome de Jesus e ele, aprovava completamente o apedrejamento de Estêvão até a morte. Ele crescera na cidade gentia de Tarso e fora discípulo do grande mestre, Gamaliel, e fora educado como um fariseu, de acordo com as tradições dos fariseus.

            Saulo vira a morte de Estêvão e como a face dele resplandecera como a face de um anjo e ficara perturbado ao ouvir a oração de Estêvão pedindo a Deus que abençoasse os seus assassinos. Ninguém jamais sonhara que este jovem rabino, Saulo, com seu coração cheio de ódio por Jesus, seria a escolha de Deus, mais tarde, para realizar o plano de Deus e mesmo tornar-se um apóstolo de Jesus Cristo. Portanto, de todos os inimigos dos crentes primitivos, o pior era Saulo. A Bíblia nos diz que ele “assolava a Igreja”.

            Em Jerusalém, Saulo ia a todas as partes procurando destruir a igreja, mesmo invadindo casas e prendendo homens e mulheres e lançando-os na prisão. Após realizar a pior perseguição em Jerusalém, Saulo continuava tão zeloso em fazer o que ele pensava que era correcto, que ele decidiu ir no encalço daqueles crentes que haviam fugido de Jerusalém e estavam a anunciar Jesus em outras partes do país. Assim, “respirando ameaças de morte contra os discípulos de Jesus”, Saulo decidiu-se a destruir todos os crentes em Jesus. Ele desejava ser o campeão de Israel, por varrer da face da terra todos os crentes nesse falso Messias, Jesus.

            Saulo dirigiu-se ao Sumo Sacerdote, em Jerusalém, e pediu cartas de recomendação para a Sinagoga de Damasco, de sorte que, se ele encontrasse em Damasco, algum dos eu pertenciam ao Caminho (um nome dado ao grupo de crentes primitivos), homens ou mulheres, ele os pudesse trazer presos a Jerusalém para matá-los.

           

            Para a semana vamos ouvir o que aconteceu ao Saulo, enquanto ele viajava à cidade de Damasco. Será que vai conseguir prender os crentes? O que vai acontecer a eles?

 

 

Lição 5

Saulo no Caminho de Damasco

Actos 8:1-4; 9:1-25

 

Versículo: Mateus 28:20a

 

            Com a sua mente cheia de planos para destruir os crentes, Saulo iniciou a sua longa jornada para Damasco, liderando uma pequena comitiva, fornecida pelo Sumo Sacerdote. Eles deveriam ajudá-lo em sua missão.

            A jornada era longa e solitária, a estrada acidentada e tortuosa. Saulo tinha muito tempo para meditar nos tumultuados meses passados Ele lembrou as invasões às casas dos crentes em Jesus, quando arrastara para a prisão os crentes, os vários julgamentos desses pregadores de um Cristo crucificado e ressurrecto, os cruéis açoites, torturas e martírios nos quais se envolvera.

            Era por volta do meio-dia e eles continuavam a jornada. Todos estavam calorentos, cansados e com muita sede, mas Saulo estava ansioso para chegar a Damasco, tão cedo quanto possível. Ele tinha uma grande e desagradável tarefa à frente dele e ele desejava dar cabo dela. Frequentemente os pensamentos dele divagavam e voltavam àquele dia, quando ele vira Estêvão morrer – ele nunca poderia esquecer a aparência de Estêvão – ele certamente tinha a face dum anjo e, além do mais, ouvi-lo orar por seus assassinos fora demais para ele. Mas, Saulo não devia pensar naquilo, pois não ajudaria nada no cumprimento da tarefa que iria realizar em Damasco.

 

Saulo Encontra Jesus

 

            Subitamente, uma luz ofuscante, maior do que o brilho do sol no meio do dia brilhou ao redor de Saulo e de seu grupo. Saulo caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia. “Saulo, Saulo, por que me persegues?”

            Saulo estava atónito e atemorizado. Ele pensara que estava a proteger a verdadeira religião de Deus quando tão violentamente se opusera aos crentes em Jesus. Em agonia, Saulo gritou: “Quem és Tu, Senhor?”

            A voz do céu ressoou de volta: “Eu Sou Jesus a quem tu persegues e contra Quem está a lutar. Dura coisa é para ti recalcitrar contra os aguilhões”. A própria consciência de Saulo o vinha acusando sempre que lembrava a oração de Estêvão e a aparência de sua face.

            Como podia Jesus estar aqui, na estrada de Damasco? Poderia esta ser a Pessoa que Estêvão e os outros crentes haviam afirmado que ressuscitara dos mortos? É Ele verdadeiramente o Rei da Glória como eles haviam declarado? A alma de Saulo estava tumultuada!

            E então ali, naquele momento, a verdade brotou em seu coração e Saulo chegou ao entendimento da grande verdade de que Jesus é o Cristo e que Seus seguidores são a verdadeira família de Deus! Foi como se Jesus lhe tivesse falado “Aqueles homens e mulheres que laçou na prisão, sofreram, na verdade; contudo, fui Eu quem sentiu o sofrimento deles, Saulo, porque eles Me pertencem. O brutal apedrejamento de Estêvão, que assistiu, ferindo a carne dele e causando-lhe dor excruciante, doeu em Mim e feriu a Mim. Cada pulsação da dor de Estêvão doeu em Mim, porque Estêvão é um dos meus.”

            Saulo soube imediatamente que não estava a sonhar. Ele vira o Cristo ressurrecto, glorificado, que lhe falara e o chamara pelo nome. Subitamente, todo o ódio que havia feito ferver o coração de Saulo terminou. Saulo convertera-se ao Senhor Jesus bem ali no caminho de Damasco; ele aceitara Jesus como Salvador e, tremendo, Saulo chamara Jesus de “Senhor”.

            Enquanto Saulo estava lá caído no chão, protegendo os seus olhos da luz fulgurante, ele disse: “Senhor, que queres que eu faça?”

            Jesus respondeu à pergunta de Saulo disse, “Levante-se e entre na cidade de Damasco e faça exactamente o que lhe disserem.”

            Os homens que viajavam com Saulo permaneceram lá, mudos; eles ouviram o som duma voz, mas não viram ninguém. Saulo levantou-se e cambaleava, enquanto os seus companheiros, ainda tremendo de medo, rodearam-no e ofereceram-lhe ajuda. Mas, não havia nada que pudessem fazer, a não ser guiar Saulo pela mão, porque ele não podia ver; ele ficara cego pelo brilho da luz.

            Fora dito a Saulo para fazer uma coisa simples – entrar em Damasco. Mas era simples? Ele planejara chegar à cidade dirigindo orgulhosamente um grupo de homens decididos a acabar com os crentes em Jesus. Mas agora estava tudo mudado.

 

Saulo é Conduzido a Damasco

 

            O poderoso Saulo chegou a Damasco cambaleando, cego, tendo que ser guiado; cego e necessitando de ajuda, cuidados e atenção. Tudo que ele desejava era encontrar um abrigo quieto, solitário, onde pudesse recuperar-se dos terríveis efeitos daquele encontro da sua alma pecaminosa e o Santo e Glorioso Filho de Deus a Quem ele havia perseguido tão cruelmente.

            Na cidade de Damasco, Saulo hospedou-se com um homem chamado Judas e, lá, o cego Saulo permaneceu sem comer nem beber, durante três dias. Seu único desejo era orar. Ele havia errado tanto – o seu pecado era tão grande! Mas Deus era tão bom em perdoá-lo!

 

Jesus Aparece a Ananias

 

            Naqueles dias, em outra parte de Damasco, Jesus apareceu em visão a um homem chamado Ananias, um Seu discípulo muito devoto, na cidade de Damasco.

            “Ananias!” O Senhor chamou.

            “Sim, Senhor!” Ananias respondeu.

            O Senhor disse: “Vá à casa de Judas, na rua chamada Direita e pergunte por um homem de Tarso chamado Saulo, porque ele está a orar. Eu mostrei a ele em visão um homem chamado Ananias chegando a ele e impondo-lhe as mãos para que possa tornar a ver!”

            Ananias estava alarmado e confuso. A última pessoa que ele desejava encontrar era Saulo de Tarso! Ele não podia crer em seus ouvidos! Todos os crentes sabiam sobre ele e temiam este homem chamado Saulo.

            “Mas, Senhor,” exclamou Ananias, “eu ouvi sobre as coisas terríveis que este homem fez aos crentes em Jerusalém! E nós ouvimos também que ele tem cartas do Sumo Sacerdote em Jerusalém autorizando-o a capturar todos os que crêem no Seu nome!” Parecia que Deus estava a entregar Ananias nas mãos do próprio inimigo.

            Mas Deus respondeu a Ananias, “Vá e faça como Eu disse. Saulo é um servo escolhido por Mim para levar a Minha Mensagem aos gentios e aos reis da terra, tanto quanto aos judeus. Eu vou mostrar a ele que é necessário que ele sofra muito pelo Meu Evangelho.”

 

 

Lição 6

Ananias Vai a Saulo

Actos 8:1-4; 9:1-25

 

Versículo: Mateus 28:20b

 

Ananias Vai a Saulo

 

            Ananias não estava mais com medo. Porque ele creu nas palavras de Deus, ele fez exactamente como Ele mandou. Na casa de Judas, ele encontrou o cego Saulo de Tarso. Impondo as suas mãos sobre Saulo, Ananias gentilmente disse: “Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho de Damasco, enviou-me para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo.”

            Imediatamente, algo como escamas caiu dos olhos de Saulo e ele voltou a ver. A primeira coisa que Saulo queria agora era ser baptizado porque ele estava ansioso para agradar a Deus. Através do seu baptismo, Saulo mostrou ao mundo inteiro que ele agora era um seguidor de Jesus Cristo, aquele a quem ele havia rejeitado e desprezado por tanto tempo. Com este passo, Saulo rompeu definitivamente com seu passado.

            Note que quando Ananias dirigiu-se a Saulo, chamou-o “Irmão Saulo”? Que emoção deve ter sentido o novo convertido, aquele terrível perseguidor, ao ser reconhecido como pertencendo a Cristo completamente e ser chamado de “irmão”! A alegria encheu o coração de Saulo naquele dia e ele estava grato a Ananias porque reconhecera o seu novo relacionamento com o Senhor ressuscitado. Amigos trouxeram comida para Saulo e, após uma boa refeição ele sentiu-se fortalecido.

            Após encontrar o Cristo vivo, Saulo era um novo homem, mudado e transformado. As coisas velhas haviam passado. Coisas novas haviam acontecido. Saulo podia gastar o resto da sua vida proclamando Jesus como Filho de Deus, o Salvador e Messias de Israel. Saulo nunca esqueceu aquela experiência no caminho de Damasco e, constantemente, referiu-se a ela mais tarde.

 

Saulo Prega na Sinagoga

 

            Depois que Saulo deixou a casa de Judas, encontrou-se com os crentes em Damasco por um tempo curto. Ele gastou a maior parte do tempo na Sinagoga, pregando aos judeus em Damasco que Jesus +e realmente o Messias, o Filho de Deus.

            Todos que o ouviam estavam assombrados. Olhavam uns para os outros e perguntavam: “Não é este o mesmo homem que perseguia cruelmente os seguidores de Jesus em Jerusalém? E nós sabíamos que ele viera para cá para arrastá-los e levá-los em cadeias aos sacerdotes. E, agora, ele tornou-se um deles! Que estranha sucessão de eventos, esta!” Que testemunha inflamada era Saulo!

            E esta é a vontade de Deus para todos que pertencem a Ele. Muitos crentes estão contentes em irem para o céu, mas não demonstram nenhum interesse pelas almas perdidas. Nós não temos que ser pregadores ou mestres; uma testemunha é alguém que conta aquilo que sabe. Para sermos testemunhas somente precisamos de apresentar os nossos amigos para nosso melhor Amigo e dizer-lhes o que ele significa para nós.

            Saulo despediu-se dos crentes em Damasco e foi para a Arábia. Lá, por três anos, ele permaneceu sozinho, quieto, aprendendo a conhecer melhor o Senhor Jesus e gastando tempo em oração e estudo das Escrituras. Ele necessitava ficar sozinho para reflectir sobre todas as coisas que vira e experimentara. Ele viu muito claramente, durante aqueles três anos em sua “escola do deserto” que, Jesus de Nazaré, a Quem ele uma vez tanto desprezara, era o Messias Verdadeiro. Saulo decidiu, não importando qual seria o preço, pregar o Cristo crucificado, ressurrecto e que voltaria novamente.

            Após três anos, Saulo voltou a Damasco, onde ensinou e pregou na sinagoga, mais abertamente do que nunca. Ele envergonhou aqueles que se opunham ao Senhor Jesus, mesmo os mestres judeus, provando, sem qualquer sombra de dúvida, que Jesus era o verdadeiro Messias. Muitos judeus que o ouviram creram em Jesus.

            Isto tornou os judeus, não crentes, em Damasco tão furiosos que eles começaram a conspirar para matar Saulo. Dia e noite colocaram vigias nos portões de Damasco para prenderem a Saulo, caso ele tentasse escapar. Eles estavam determinados a capturá-lo a qualquer custo.

 

Saulo escapa de Damasco numa Cesta

 

            Mas, os seus planos para matar Saulo chegaram ao conhecimento dos crentes em Damasco. Uma noite, alguns crentes levaram Saulo para um lugar longe dos portões, onde pudessem subir nos muros da cidade. Lá, eles içaram Saulo, dentro duma grande cesta e o desceram até ao chão, do outro lado do muro. Saulo escapou a pé e dirigiu-se a Jerusalém. O Cristo a Quem ele amava havia guardado a sua vida, porque ele tinha planos maravilhosos para Saulo. Deus, mais tarde, usaria Saulo para testemunhar para a maior parte do mundo conhecido e escrever grande parte do Novo Testamento.

 

Aplicação

 

            Mas, nós precisamos de perguntar a nós mesmos: “Encontramos o Senhor Jesus?” Não, não no caminho de Damasco, mas no íntimo de nossas almas, nós permitimos a Ele mudar-nos, fazer-nos diferentes e dirigir-nos como Senhor e Rei no trono de nossos corações? Se o fizemos, então as coisas velhas de nossas vidas que estão erradas terão passado. Nós não conseguiremos mais viver da forma que costumávamos. Nós não poderemos mais amar as coisas que ferem e desagradam nosso Senhor. Não poderemos agitar-nos, murmurar, nem entregar-nos a uma disposição reprovável. Dia a dia, as coisas tornar-se-ão novas para nós, como o foram para Saulo. Teremos um propósito e uma boa disposição na vida; ficaremos incomodados quando errarmos. Amaremos a leitura, o estudo da Palavra de Deus e a oração, ao invés de achá-los uma “obrigação”. Porque somos novas criaturas, outros perceberão claramente a diferença. Vamos orar agora e pedir a Deus que nos ajude a sermos aquilo que ele deseja que sejamos.

 

 

Lição 7

Deus dá um Amigo a Saulo

Actos 9:26-30; 11:22-30; 12:24-25

 

Versículo: II Coríntios 5:17

 

Introdução

      Depois de escapar através do muro de Damasco, numa cesta, Saulo chegou a Jerusalém. Como um crente em Cristo, ele tinha um forte desejo de comunhão com outros crentes. Assim, ele procurou alguns discípulos que ainda se encontravam em Jerusalém, para dizer-lhes como Jesus mudara a sua vida e que, agora, ele era um seguidor de Jesus. Mas eles não o receberam bem; eles suspeitavam dele e não queriam nada com ele. Eles pensaram: “E se for apenas uma cilada para capturar-nos?” Eles lembravam de como Saulo, antes, perseguia os crentes e eles não estavam convencidos de que ele estava verdadeiramente convertido. Saulo, certamente, estava muito desapontado porque os crentes não o aceitavam na comunhão.

 

Barnabé Torna-se Amigo de Saulo

 

      Afinal, um discípulo de bom coração, chamado Barnabé, levou Saulo aos apóstolos Pedro e Tiago e disse: “Eu estou convencido de que Saulo não é mais um inimigo ou espião. Ele não está a fingir! Não é um truque; ele é um crente de verdade.” Então Barnabé disse a eles o que acontecera a Saulo no caminho de Damasco, como o Senhor falara com ele e como, em Damasco, ele pregara destemidamente no nome de Jesus. Após ouvir isto, os apóstolos aceitaram Saulo e a igreja em Jerusalém, recebeu-o com muito prazer na comunhão, gratos porque Deus mudara de seu inimigo em verdadeiro amigo e numa testemunha inflamada para o Senhor Jesus.

 

Saulo Prega na Sinagoga

 

      Durante 15 dias, Saulo permaneceu com Pedro, em Jerusalém, e reuniu-se com os crentes. A cada oportunidade, Saulo ia às Sinagogas onde antes, ele havia perseguido os seguidores de Jesus. Lá ele ensinava, abertamente, que Jesus é o Filho de Deus e o Messias prometido, provando-o através das Escrituras. Aqueles que o ouviam ficavam admirados com a mudança que se operara em Saulo: este homem que antes desejara destruir o Evangelho estava, agora, activamente, pregando-o! Esta transformação deveria operar-se em todas as pessoas que se tornam cristãs. A Bíblia diz: “Assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17). Os objectivos de Saulo mudaram quando ele se tornou um seguidor de Cristo e, assim, deveriam mudar nossos alvos. As pessoas têm que reconhecer que não somos mais como antes. Saulo descobriu rapidamente que os líderes judeus, em Jerusalém, o odiavam porque ele os abandonara para se tornar um seguidor de Jesus. O ódio dos inimigos de Saulo tornou-se tão violento que eles, finalmente, decidiram matá-lo. Desta forma, a vida dele estava em perigo outra vez.

      Quando Saulo aceitou Jesus como Salvador, os seus problemas não ficaram resolvidos de repente. Ele foi rejeitado pelos líderes judeus, em Damasco e, teve que escapar pelo muro, para salvar a sua vida. A seguir ele foi rejeitado, durante um período, pelos crentes em Jerusalém. Agora, seus inimigos estavam a fim de tirar-lhe a vida. Nós, também, somos como Saulo: nossos problemas não terminam quando aceitamos Jesus. Algumas vezes, nossos problemas aumentam. Contudo, Deus estará connosco em nossas tribulações e nos livrará de todas elas, para glória do Seu Nome.

 

O Senhor Fala com Saulo

 

      Um dia, enquanto Saulo estava a orar no templo o Senhor disse a ele: “Apressa-se, Saulo! Saia rapidamente de Jerusalém porque os judeus não crerão em seu testemunho a meu respeito” (Actos 22:17-21).

      Saulo respondeu: “Senhor, eles sabem como eu perseguia e lançava na prisão aqueles que criam no Senhor. Eles sabem que, quando Estêvão foi apedrejado por pregar Seu Nome eu estava lá e testemunhei tudo. Eu até mesmo tomei conta das túnicas deles enquanto eles o matavam.”

      Outra vez, o Senhor falou: “Você tem que sair de Jerusalém. Vou enviá-lo para longe daqui para ser Minha testemunha para os gentios”. Assim, Saulo falou aos crentes em Jerusalém o que Deus havia dito a ele.

 

Saulo vai a Tarso

            Os crentes levaram Saulo à cidade costeira chamada Cesareia, embarcaram-no num navio e o enviaram a Tarso, à cidade da sua infância. Lá, Saulo viveu por oito ou nove anos pregando o Evangelho e sofrendo grandes perseguições por causa da sua fé em Jesus Cristo.

            Depois que Jesus deixou Jerusalém, as coisas ficaram calmas para os crentes e a igreja continuou a crescer em todas as cidades e aldeias onde chegava o Evangelho.

            Após a intensa perseguição que se seguiu à morte de Estêvão, ficou tão perigoso em Jerusalém que muitos crentes haviam fugido para outras cidades e países mais próximos. Onde eles chegavam, continuavam a falar a mensagem de Jesus mas, apenas aos judeus, nunca aos gentios. Alguns crentes dirigiram-se à importante cidade de Antioquia, na Síria. Lá foram recebidos calorosamente e, imediatamente, começaram a espalhar as boas novas de Jesus.

            Quando a igreja em Jerusalém ouviu sobre os crentes em Antioquia, eles enviaram Barnabé, aquele diácono amável e cheio de fé que se tornara amigo de Saulo, para visitar e descobrir o que estaria a acontecer, bem como para ajudar os novos convertidos. Quando Barnabé chegou a Antioquia e viu as coisas maravilhosas que Deus estava a operar, o seu coração encheu-se de alegria e excitação. Ele encorajou-os a manterem-se fiéis ao Senhor com todo o coração.

            Barnabé era um homem tão forte na fé e tão cheio do Espírito Santo, que levou mais e mais pessoas a conhecerem o Senhor. A igreja em Antioquia estava a crescer tão rapidamente que Barnabé começou a necessitar de ajuda. Lembrando que Deus chamara Saulo para pregar aos gentios, ele foi para Tarso, a cidade de Saulo, procurá-lo.

            Quando Barnabé encontrou Saulo, ele disse: "Saulo, preciso de você e Deus precisa que venha e ajude no crescimento da nova igreja que Ele está a levantar em Antioquia." Saulo concordou em ir com ele e, dessa forma, começou a maravilhosa parceria de Saulo e Barnabé, que proporcionou tantas bênçãos a muitas pessoas.

 

 

Lição 8

Barnabé e Saulo Levam a Oferta a Jerusalém

Actos 9:26-30; 11:22-30; 12:24-25

 

Versículo: Actos 4:12

 

A Igreja em Antioquia

 

            Durante um ano inteiro, Saulo e Barnabé trabalharam juntos em Antioquia, ensinando a Palavra de Deus a grande número de pessoas. O povo da cidade de Antioquia notou que aqueles que criam em Cristo começavam a agir de maneira diferente dos outros. Por isto, eles começaram a chamar os crentes de “Cristãos”, ou pequenos Cristos!

            Você sabe o que significa cristão? O sufixo ão, no original, significa miniatura, servindo para formar o diminutivo. Isto é uma tremenda responsabilidade para todos aqueles que tomam o Seu Nome – serem tão mudados, tão diferentes e tão parecidos com Cristo que outros nos reconheçam como “pequenos Cristos”! É realmente um “pequeno Cristo” para aqueles que o conhecem?

            Um dia, profetas de Jerusalém vieram visitar a igreja em Antioquia. Disseram que Deus lhes havia mostrado que uma grande fome sobreviria à terra. O tempo passou e, uma grande fome chegou e os crentes em Antioquia ficaram a saber que a igreja na Judeia, onde a perseguição fora muito grande, estava a passar fome e grandes necessidades. Imediatamente, os crentes em Antioquia desejaram ajudar os irmãos em Jerusalém, pelo que cada um deu a sua oferta - a maior que foi possível. Então, a Igreja escolheu Barnabé e Saulo para levarem a oferta aos irmãos em Jerusalém.

 

Barnabé e Saulo Levam a Oferta a Jerusalém

 

            Quando Barnabé e Saulo chegaram a Jerusalém com a oferta eles provavelmente ficaram hospedados na casa da Maria, uma parente de Barnabé. Quando os ds estavam prontos para retornar a Antioquia, eles convidaram o filho de Maria, João Marcos, para ir com eles. Este jovem desejava muito trabalhar para o Senhor. Alegremente, João Marcos despediu-se dos seus amigos e foi com Barnabé e Saulo.

 

Deus chama Saulo e Barnabé

 

            A igreja em Antioquia cresceu tanto que era necessário um bom número de profetas e mestres para instruir o povo e dirigi-los no louvor e oração. Barnabé era um desses mestres. Os outros eram: Simeão, chamado "Niger" ou "preto", um africano chamado Lúcio, Manaém, colaço de Herodes e Saulo. Frequentemente, esses mestres reuniam-se para orar pelo trabalho da igreja. Um dia, quando esses homens jejuavam e oravam, o Espírito Santo disse: "Separem-Me Barnabé e Saulo para o trabalho que Eu os tenho chamado".

            Para os líderes em Antioquia, não havia dúvida sobre o que Deus desejava. Eles entenderam que o Espírito Santo desejava que Saulo e Barnabé deixassem a igreja em Antioquia para que pudessem pregar o Evangelho e fundar novas igrejas cristãs em outros lugares.

            Os líderes da igreja estavam cheios de alegria e expectativa enquanto faziam planos para este grande empreendimento. Estou certo de que levantaram muitas ofertas para Saulo e Barnabé. Afinal, foi feita a reunião de despedida quando, após jejuarem e orarem, os líderes da igreja impuseram as mãos sobre Saulo e Barnabé, como um sinal de que a igreja em Antioquia estava em unidade com eles enquanto viajavam por outros lugares, falando de Jesus para as pessoas. O jovem João Marcos, primo de Barnabé decidiu seguir com eles como um assistente para os dois. Este foi o começo da primeira viagem missionária para falar aos outros sobre Jesus.

 

Saulo e Barnabé Começaram a Sua Jornada

 

            Um grande número de pessoas, provavelmente foi às docas em Selêucia para ver a partida de Saulo, Barnabé e João Marcos, até a saída do navio. Os cristãos em Antioquia não sabiam que aquelas três figuras solitárias, de pé no convés daquele pequeno navio, eram os primeiros duma longa, longa linhagem de missionários que iriam por terra e por água para pregar a mensagem da Salvação.

            Em nossos dias, Deus ainda fala aos Seus filhos sobre a profunda necessidade de, aproximadamente, 6 bilhões de pessoas no mundo que não conhecem Jesus, sem esperança, perdidas e em trevas. O Cristo Vivo deu-nos a Grande Comissão que continua sendo um mandado para nós: "Ide e ensinai a todas as nações - eis que Eu estou convosco todos os dias até a consumação dos Séculos."

            Deus talvez chame alguns de vocês para deixarem família e amigos e irem a um país distante falar àquelas pessoas sobre Jesus e sobre Seu grande amor por ela . Estamos nós a ouvir? Estamos nós a obedecer ordens? Temos nós dito: "Senhor, que queres que eu faça?" Por que não falar com Ele sobre isto agora?

 

Lição 9

A Primeira Viagem Missionária de Paulo

Actos 13:-52; 14:1-28; 15:3-4

 

Versículo: Romanos 1:16

 

A Viagem Começa

 

            Enquanto Saulo, Barnabé e João Marcos velejaram no Mar Mediterrâneo, partindo da cidade costeira de Selêucia, os seus corações deviam estar cheios de expectativa quanto ao que Deus teria reservado para eles. A primeira parada deles foi em Salamina, um porto na costa leste da ilha de Chipre. Eles foram à Sinagoga no sábado e contaram a história de Jesus aos líderes judeus. Depois eles cruzaram a ilha até chegar à cidade de Pafos, na costa oeste. Lá, eles começaram a ficar um pouco animados.

 

Distúrbios em Pafos

 

            Depois que Saulo e Barnabé haviam permanecido algum tempo em Pafos, Sérgio Paulo, o governador romano, mandou chamá-los. Ele estava curioso acerca daqueles estrangeiros e da religião que ensinaram.

            Quando os missionários chegaram, o governador ouviu-os ansiosamente e mostrou-se muito interessado à proporção que eles lhe falavam sobre salvação pela fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus.

            Então, ouviu-se uma interrupção: "Não acredite neles!" disse uma voz sarcástica próxima ao governador. "O que eles estão a dizer é tudo loucura."

            Era Elimas, um mágico daquela cidade, que fingia ser um profeta e tentara influenciar o governador com os seus próprios ensinos falsos. Elimas era suficientemente perspicaz para ver que, se o governador aceitasse a doutrina sobre Jesus Cristo e se tornasse cristão, não iria querer mais um mágico em volta dele e ele, Elimas, perderia o emprego.

            Saulo sabia o que o mágico estava a tentar fazer e estava ciente de que aquele mágico poderia intrometer-se nos caminhos de Deus e tentar impedir o governador de crer no Senhor.

            Por isso, Saulo, cheio do Espírito Santo, encarou o mágico e dirigiu-lhe palavras inflamadas: "Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os rectos caminhos do Senhor? Pois agora eis aí está sobre ti a mão do Senhor, e ficarás cego, não vendo o sol por algum tempo."

            No mesmo instante em que Saulo acabou de proferir estas palavras, caiu sobre ele névoa e escuridade. "Não posso ver! Não posso ver!", gritou Elimas, colocando as mãos nos olhos. Névoa e escuridão vieram sobre ele e, andando à roda, suplicava que alguém o guiasse pela mão. Elimas, agora, desejara ter ficado quieto e não ter tentado jogar o governador contra o Senhor. Quando o governador romano viu o que acontecera, ficou atónito. Imediatamente creu no poder de Deus e em Jesus, Seu Filho.

            Algo aconteceu a Saulo também; neste momento não é relatado. Mas, a partir desse momento, a Bíblia o chama de Paulo, que significa "pequeno". Ele era um homem de pequena estatura, pequeno a seus próprios olhos mas, oh, quão forte no poder de Deus! O nome de Saulo mudou para "Paulo". Deus nos diz que, no céu, todos teremos um novo nome.

 

João Marcos Volta para Casa

 

            Depois que a missão deles na ilha de Chipre estava concluída os três missionários tomaram um navio para o continente, atracando próximo a cidade de Perge, da Panfília. Lá, João Marcos decidiu deixá-los e voltar à casa dele, em Jerusalém. Não está registado nas Escrituras o porque mas, provavelmente ele ficou com saudades de casa ou, talvez não podia suportar o desconforto das viagens de navio, naqueles tempos. De qualquer modo, Deus não chamara João Marcos como missionário, como fizera com Paulo e Barnabé. Assim, João Marcos os deixou e voltou para casa. Paulo ficou desapontado e achou que João Marcos cometera um erro, voltando para casa. Mais tarde, Deus permitiu a João Marcos corrigir o seu erro e ele tornou-se um servo devotado do Senhor e escreveu o segundo Evangelho de São Marcos, o segundo livro do Novo Testamento.

            Paulo e Barnabé dirigiram-se à Antioquia. Esta não era a Antioquia Síria, onde os discípulos foram, pela primeira vez, chamados de cristãos, mas a cidade com o mesmo nome, só que localizada na Ásia Menor.

            No sábado, Paulo e Barnabé foram à Sinagoga dos judeus e sentaram-se para assistir o serviço religioso. Após as leituras usuais dos textos da Leibe dos Profetas, o homem que dirigia a reunião falou: "Irmãos, se vocês têm uma palavra de instrução ou encorajamento para o povo, por favor falem."

 

Paulo Prega em Antioquia

 

            Com este convite, Paulo levantou-se e começou a falar na Sinagoga. Ele descreveu a história do povo de Israel mostrando como aqueles factos apontavam para a vinda do Messias. Ele provou a eles que Jesus não é somente o filho de David, mas também o filho de Deus. Ele falou-lhes como Jesus havia morrido e ressuscitado. Ele encerrou a sua mensagem dizendo: "Irmãos, ouçam! Em Jesus há perdão para os seus pecados. Todos que crêem nEle ficam livres de todas as suas culpas e são declarados justos diante de Deus - uma coisa que a Lei judaica nunca poderia fazer."

            Quando Paulo e Barnabé deixaram a Sinagoga, os gentios de Antioquia pediram-lhes que voltassem, no sábado seguinte, e falassem a eles a respeito das suas coisas.

            Na semana seguinte, quase toda a cidade veio ouvir Paulo pregar a Palavra de Deus. Quando os líderes religiosos viram as multidões, ficaram cheios de inveja e raiva porque Paulo estava a ensinar que Deus tinha boas novas para os gentios tanto quanto para os judeus. Os judeus achavam que a graça de Deus era somente para a nação judaica. Os líderes judeus tentaram dispersar o povo falando falsa e asperamente contra as verdades que Paulo pregava acerca de Jesus, o Salvador.

            Paulo e Barnabé, vendo o que os líderes judeus estavam a fazer, disseram: "Conforme as ordenanças de Deus, era necessário que o Evangelho fosse pregado a vocês, judeus, em primeiro lugar. Mas estamos a ver que vocês se recusam a crer em Jesus, o Messias, por isso, agora, estamo-nos a voltar para os gentios, que estão ansiosos para ouvir esta maravilhosa mensagem. Deus falou-nos para levar a luz da salvação aos gentios, até aos confins da terra."

            Quando os gentios ouviram isso, ficaram alegres. Logo, muitos deles creram em Jesus e a Palavra do Senhor espalhou-se por toda aquela região

            Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé.

 

Paulo e Barnabé em Icónio

 

            Eles expulsaram Paulo e Barnabé da cidade. Assim, os missionários foram para Icónio para pregar o Evangelho lá. Não estavam desencorajados, com tudo isso, nem Paulo e Barnabé nem os novos convertidos - "Eles estavam cheios do Espírito Santo e de alegria."

            Em Icónio, como de costume, Paulo e Barnabé foram à Sinagoga. Eles pregaram com tanto poder que muitos - tanto judeus como gentios - creram. Por longo tempo, Paulo e Barnabé permaneceram em Icónio e ministraram ao povo.

 

 

Lição 10

Divisão em Icónio

Actos 13:-52; 14:1-28; 15:3-4

 

Versículo: Romanos 5:8

 

            Todo o tempo, os judeus não crentes continuaram a causar problemas, instigando as pessoas contra Paulo e Barnabé, procurando envenenar-lhes as mentes. Mas o Senhor deu a Sua aprovação ao trabalho de Paulo e Barnabé dando-lhes poder para operar milagres.

            O povo de Icónio ficou dividido, alguns a favor dos judeus e outros a favor dos missionários. Paulo e Barnabé logo descobriram que o nome de Jesus traz divisão. Jesus dissera que seria assim. Aqueles que rejeitaram Jesus separaram-se daqueles que aceitaram; aqueles que desdenharam e desonraram o Seu nome daqueles que O honraram. As coisas sempre foram assim e logo você também descobrirá isso, se vive por Jesus.

            Logo os judeus e gentios, juntamente com os seus líderes, conspiravam como pegar os missionários. Eles planejavam apedrejá-los até a morte.

 

Paulo e Barnabé Fogem para Listra

 

            Sabendo que as suas vidas estavam em perigo, Paulo e Barnabé fugiram para Listra, onde continuaram a pregar as boas novas.

            Em Listra, Paulo e Barnabé encontraram adoradores de ídolos que nunca tinham ouvido acerca do Verdadeiro Deus. Não havia Sinagoga de Judeus lá; assim, os missionários ficaram nas ruas, mercados e outros espaços abertos e pregaram ao povo em Grego, uma língua que todos entendiam. Quão estranha a mensagem do Evangelho soava para esses povos pagãos.

 

Paulo Cura um Homem Coxo

 

            Um dia, enquanto Paulo estava a falar, um homem que era aleijado desde o nascimento, e nunca conseguira dar nem um passo, estava sentado ouvindo ansiosamente e cheio de expectativa, a mensagem de Paulo. Paulo o viu e soube no mesmo instante, que o homem cria na mensagem e tinha fé no poder de Deus para ser sarado. Por isso Paulo interrompeu a sua mensagem na metade e falou: "Levante-se sobre os seus pés!" Naquele momento o homem deu um salto e começou a andar.

            O povo estava maravilhado. Nunca tinha visto nada semelhante antes. Curiosos, eles aglomeraram-se ao redor para ver os missionários e falavam excitadamente uns com os outros em sua própria língua. Paulo e Barnabé não entendiam que a multidão estava a gritar: "Os deuses desceram até nós em forma de homens!"

 

Paulo e Barnabé são Confundidos com Deuses

 

            O excitação cresce. Logo, Paulo e Barnabé viram os sacerdotes pagãos trazendo animais para sacrificar e coroas e grinaldas de flores. Estes povos frequentemente faziam tais sacrifícios e oferendas a seus deuses gregos, Júpiter e Mercúrio.

            Subitamente, os missionários entenderam que aqueles povos pagãos pensavam que Paulo e Barnabé eram deuses e que iam oferecer-lhes sacrifícios! Eles chamavam "Júpiter" para Barnabé e, porque Paulo tinha pregado, eles o chamavam "Mercúrio". Os dois missionários estavam horrorizados e chocados! A última coisa que desejavam era serem adorados como deuses pagãos! Com grande aflição, eles correram para o meio da multidão, gritando: "Porque estão a fazer isto? Não somos deuses! Somos apenas homens, tanto quanto vocês. Nós viemos para contar-lhes sobre o Deus Vivo, que fez o céu, a terra e o mar e tudo que neles há; que dá a chuva e as estações e enche os seus corações de fartura e alegria. O Deus Verdadeiro deseja que vocês deixem a adoração dessas coisas sem valor." Mesmo com essas palavras, eles tiveram dificuldades em impedir a multidão de oferecer-lhes sacrifícios.

            Aos poucos, a gritaria cessou e os sacerdotes levaram os animais e as grinaldas de volta aos seus templos pagãos.

            Mas, agora, novo problema surgiu. Quando os inimigos de Paulo, em Icónio ouviram que eles estavam a pregar a Cristo em Listra, imediatamente enviaram homens a Listra para falar as mesmas mentiras acerca de Paulo e Barnabé, dizendo serem eles embusteiros e impostores. Esses líderes judeus estavam determinados a deter a pregação do Evangelho e voltar o povo contra os missionários. Eles foram bem sucedidos porque aqueles que haviam exaltado mais a Paulo e Barnabé se transformaram agora num bando amotinado, furioso. Agora, ao invés de desejarem honrar os servos de Deus, o povo tinha sede de seu sangue.

 

Paulo é Apedrejado e Abandonado como Morto

 

            Eles apanharam Paulo, apedrejaram-no e lançaram o seu corpo sangrento, sem vida nos arredores da cidade de Listra, pensando que ele morrera. “Deixemos que os chacais o devorem!” eles gritaram. “Acabamos com Paulo!”

            Mas Deus não tinha terminado com Paulo. Tão logo a multidão assassina se foi, um grupo de crentes chegou e cercou Paulo, cheios de medo e dor. Subitamente, enquanto eles olhavam, eles viram Paulo mover-se; ele abriu os olhos, levantou-se e andou de volta a Listra com os seus amigos. Deus poupara a sua vida e dera-lhe coragem e santa audácia para entrar na cidade novamente! Paulo não era um deus pagão, mas verdadeiramente um homem corajoso, cheio, pleno da presença de Deus.

 

De Volta a Antioquia

 

            No dia seguinte, Paulo e Barnabé voltaram a Derbe, Aqui, como em toda a parte, eles pregaram o Evangelho e, muitos que ouviram a mensagem converteram-se ao Senhor e tornaram-se discípulos de Jesus.

            Após gastar algum tempo em Derbe, os missionários retraçaram a sua rota, voltando para a Antioquia Síria. Eles pararam nas cidades que haviam visitado antes, encontrando-se com os crentes, para encorajá-los por causa da perseguição e momentos difíceis que estavam a passar. Eles também escolheram anciãos em cada igreja para cuidarem dos membros.

            Assim, eles retornaram a Pérgamo, velejando do porto vizinho, Atália, para a Seléucia e Antioquia e a sua Igreja local, por fim.

            Que recepção eles tiveram! Toda a igreja reuniu-se para ouvir o relato deles e ouviram ansiosamente enquanto os dois missionários contaram tudo que Deus fizera com eles e como o Senhor abrira a porta da fé para os gentios também.

            Paulo e Barnabé viajaram cerca de 2,400 milhas ao todo, o que era um caminho muito longo naqueles dias, antes de existirem os modernos meios de transporte que conhecemos hoje. Todos na igreja de Antioquia estavam cheios de gratidão e impressionados porque o Evangelho de Jesus fizera a sua obra transformadora tocando os corações de judeus e gentios, da mesma forma. Paulo e Barnabé permaneceram lá, com os crentes de Antioquia por bastante tempo.

            Assim, a primeira viagem dos primeiros missionários da igreja chegou a um final maravilhoso. Uma multidão de pessoas, no céu, agradecerá a Deus, por toda a eternidade porque Paulo e Barnabé saíram para levar o Evangelho aos gentios.

            Haverá pessoas no céu que agradecerão a Deus porque você lhes falou de Jesus? Espero que sim. Pode pensar em alguém esta semana, a quem você poderá falar de Jesus e dizer-lhes como ser salvo?

 

 

Lição 11

Paulo Encontra Timóteo

Actos 15:36-41; 16:1-15

 

Versículo: Efésios 4:32

 

Revisão

 

      O Apóstolo Paulo era um grande viajante! Sua primeira viagem missionária com Silas e João Marcos começou com uma viagem por mar de Antioquia, na Síria, para a Ilha de Chipre, onde um falso profeta foi atingido pela cegueira por fazer oposição ao trabalho de Deus, a mesma ilha cujo governador, Sérgio Paulo, se converteu. Os três missionários então velejaram para Pêra, de onde João Marcos regressou para a sua casa em Israel. Em Antioquia, na Ásia Menor, uma cidade muito importante, os judeus rejeitaram a Paulo e assim ele começou o seu ministério entre os gentios. Quem não era judeu era gentio. Em Icónio, os judeus sublevaram os gentios contra Paulo e Barnabé. Após um longo ministério naquela cidade, os dois missionários fugiram para Listra, onde Paulo curou um coxo, fazendo com que o povo pensasse que ele e Barnabé eram deuses pagãos. Mas Paulo e Barnabé de modo algum permitiram que o povo os adorasse. Em vez disso, concitaram o povo de Listra a deixar a sua idolatria e voltar-se para o Verdadeiro Deus Vivo. Não demorou muito para que o povo de Listra se voltasse também contra Paulo, apedrejando-o e o arrastando para fora da cidade para que morresse. Rodeando-o porém os discípulos, levantou-se e voltou para Listra a fim de pregar o Evangelho. Sua última parada na primeira viagem missionária era Derbe, e então Paulo e Barnabé refizeram os seus passos de volta a Perga, parando pelo caminho para ajudar os novos crentes a organizarem as suas igrejas. De Perga velejaram de volta à Antioquia, na Síria, apresentando à igreja daquela cidade um óptimo relatório missionário. Com o regresso à Antioquia se encerrou a Primeira Viagem Missionária de Paulo.

 

Introdução

 

      Depois de trabalharem por cerca de um ano em Antioquia, em seguida à sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé decidiram visitar outra vez as igrejas que Deus havia erguido no curso da primeira viagem deles. Disse Paulo a Barnabé: “Vamos visitar cada uma das cidades onde pregamos a Palavra de Deus e verificar como nossos irmãos, os novos convertidos, estão a passar.” Barnabé concordou e sugeriu que levassem o seu primo João Marcos, também, como colaborador.

      Mas Paulo foi de outra opinião, e achou que desta vez não deveriam levar João Marcos com eles, porque esse rapaz os abandonara e foi embora para casa na primeira viagem. Paulo achava que deveriam manter um padrão bem elevado para o trabalho de Deus e por isso não queria pessoas sem firmeza, que pudessem abandonar a obra. Mas Barnabé era da opinião que seria mais do que justo dar a João Marcos uma segunda oportunidade. De tal maneira divergiram que, sem chegarem a um acordo, decidiram que seria melhor que cada um seguisse por um caminho diferente.

      Portanto, Barnabé pegou a João Marcos e com ele velejou para Chipre, a região onde nascera. As Escrituras não registam nada sobre a viagem desses dois. Paulo escolheu um homem chamado Silas, um líder entre os crentes de Jerusalém, para acompanhá-lo em sua nova viagem missionária, de sorte que agora havia duas equipas missionárias, em vez de apenas uma, espalhando as boas novas de Jesus Cristo. Deus solucionou o problema entre Paulo e Barnabé, de sorte que resultasse em maior glória e desenvolvimento de Seu trabalho.

 

A Segunda Viagem Missionária de Paulo Começa

 

      E foi assim que a segunda viagem missionária de Paulo começou. Ele e Silas foram por terra através da Síria e da Cilícia a fim de encorajar as igrejas de lá. Quando chegaram à cidade de Listra, onde Paulo fora apedrejado, encontraram um rapaz que tinha um testemunho maravilhoso, e cujo nome era Timóteo.

 

Timóteo se Junta a Paulo e Silas

 

      Timóteo era um crente cuja mãe era judia, mas o pai era grego, portanto um gentio. Desde a sua infância, a mãe, Eunice, a avó, Lóide, haviam lhe ensinado as Escrituras do Velho Testamento. Portanto, havia aprendido as profecias desde criança e sabia que elas revelavam a Vinda de Cristo ao mundo como o Salvador. Provavelmente Timóteo aceitou Jesus Cristo na primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé a Listra.

      Os crentes de Listra falavam muito bem de Timóteo por causa da sua humildade e conhecimentos da Palavra de Deus. Paulo ficou tão impressionado com esse jovem crente que o convidou a ir com ele e Silas na viagem missionária. Timóteo aceitou o convite alegremente e os três – Paulo, Silas e Timóteo – viajaram juntos de cidade em cidade, pregando a Palavra de Deus, e as igrejas cresciam diariamente em número.

      Muitos anos depois, quando Timóteo se tornara pastor em Éfeso, Paulo lhe escreveu duas cartas, concitando-o a estudar as Escrituras e a ser um líder crente destemido.

 

Os Viajantes se Dirigem Rumo ao Oeste

 

      Ansiosos de espalhar o Evangelho cada vez mais longe, Paulo e os seus companheiros viajaram através das regiões da Frigia e da Galácia, na Ásia Menor. Paulo e Barnabé queriam ir à Bitínia, onde havia muita gente, mas Deus não lhos permitiu, de modo que passaram de largo por esses lugares e foram dar uma cidade da costa, de nome Tróade que era um porto marítimo na costa oriental do Mar Egeu, do lado oposto à Grécia e a Macedónia, que estão no Continente Europeu. Em suma, bastaria atravessar o Mar Egeu para dar na Grécia e na Macedónia, bem em frente.

 

 

Lição 12

O Chamado da Macedónia

Actos 15:36-41; 16:1-15

 

Versículo: Salmo 37:23

 

O Chamado Para a Macedónia

     

      Uma noite, quando estavam os três em Tróade – Paulo, Silas e Timóteo – Paulo teve uma visão enquanto dormia: “Viu um macedónico que o chamava e dizia: “Vem à Macedónia e ajuda-nos.”

      Na manhã seguinte, quando acordou, Paulo contou a Silas e a Timóteo a visão que tivera. Sabiam que Deus lhes dera instruções claras. Agora poderiam ir confiadamente, sabendo que Deus lhes dirigia os passos. Deveriam viajar para o oeste e passar à Macedónia, de sorte que se aprontaram para a sua primeira viagem à Europa. Justamente quando precisavam de direcção, Deus lhes disse aonde ir, o que representou grande emoção e alegria para os seus corações. A Bíblia diz-nos  que “Os passos dos justos são direccionados pelo Senhor.” Se indagarmos ao Senhor e estivermos prontos a obedecer-Lhe, Ele nos diz quando devemos marchar e quando devemos parar. Quando fecha uma porta, abre outra. Foi isto que aconteceu a Paulo. Deus fechou-lhe a porta em Bitínia, ao norte, não lhe permitindo que fosse lá, mas lhe abriu outra, a fim de que pregava o Evangelho no Oeste.

      Mais ou menos a esta altura, um médico chamado Lucas se juntou ao grupo, de sorte que agora foram quatro missionários que empreenderam a viagem para a Macedónia – Paulo, Silas, Timóteo e Lucas. Mais tarde Lucas escreveria dois Livros no Novo Testamento – o Evangelho de Lucas e o Livro de Actos dos Apóstolos, que é o Livro que nos fala das viagens missionárias de Paulo. Actos quer dizer os actos que os apóstolos fizeram, as suas acções. Por isso o Livro chama-se Actos.

 

A Viagem para Filipos

 

      De Tróade, o grupo de missionários viajou por barco para Neápolis, localizada no continente grego de Macedónia. De lá pegaram a estrada militar romano para Filipos, uma colónia romana e a principal cidade daquela região da Macedónia.

 

A Salvação de Lídia

 

      Em Filipos não havia sinagoga porque a colónia judaica de lá era inexpressiva, muito pequena. Mas Paulo ouviu dizer que todos os sábados algumas pessoas se reuniam para orar fora da cidade, junto do rio, de sorte que ele e os seus companheiros saíram a busca desse grupo de oração.

      Ao encontrarem o local, acharam apenas umas poucas mulheres e crianças reunidas à margem do rio. Essas mulheres criam no Deus Verdadeiro mas não conheciam a Jesus, não sabiam quem fosse. O médico Lucas nos narra no seu Livro de Actos, que Paulo e os seus companheiros se sentaram e ensinaram as mulheres que Jesus era e é verdadeiramente o Salvador prometido, cuja vinda os profetas havia predito, isto é, profetizado, relatado antes que acontecesse.

      Entre o grupo às margens do rio havia uma mulher que não era judia. Chamava-se Lídia e era muito rico. Era comerciante de roupas que se tingiam com uma substância escarlate muito cara, chamada de púrpura. Estar vestido de púrpura significa nas histórias bíblicas alguém com roupa dessa cor. Lídia já era uma pessoa que adorava a Deus, de modo que quando ouviu a explicação de Paulo sobre o plano de salvação de Deus, imediatamente aceitou Jesus Cristo como seu Salvador e teve a certeza de que seus pecados foram perdoados. Ela e todos os da sua casa creram em Cristo e foram baptizados.

      Quando acabou o culto à margem do rio, Lídia convidou a Paulo e os seus amigos missionários a virem a sua casa para ser seus hóspedes, acrescentando, “Se me considerais uma crente no Senhor, sejais meus hóspedes.” Então eles aceitaram tão gentil convite.

      Lídia era da cidade de Tiatira, uma das principais cidades da Ásia, e não era judia, como já frisamos. O Espírito Santo não permitira que Paulo fosse pregar à região de origem de Lídia, mas aqui estava uma mulher da Ásia, cujo coração o Senhor abrira, a esperar por Paulo na Macedónia! A Bíblia nos afirma que os caminhos de Deus não são nossos caminhos, nem os Seus pensamentos são nossos caminhos, nem os Seus pensamentos são nossos pensamentos. Mais tarde vamos encontrar um relato de uma igreja cristã em Tiatira. Talvez Lídia tenha sido a primeira pessoa a levar o Evangelho à sua cidade natal de Tiatira. Vocês podem imaginar como Paulo se alegrou por ter obedecido a Deus quando o Senhor disse aos missionários que fossem para o oeste e passaram à Europa ao invés de irem para o norte ou para o leste, dentro da Ásia. Precisamos de ouvir sempre com cuidado quando Deus nos fala e devemos também estar prontos a obedecê-Lo completamente, porque Ele sabe qual o melhor caminho.

      Deus cuida de cada uma de nossas vidas e nos quer dirigir. Nossa tarefa é termos sensibilidade para ouvi-Lo e obedecer a Sua liderança. Vamos rogar a Deus que nos ajude a ter o coração pronto e obediente ao Seu comando, pronto a obedecê-Lo.

 

 

 

Lição 13

O Carcereiro de Filipos

Actos 16:16-34

 

Versículo: Actos 16:31

 

Paulo Expulsa um Demónio

 

   Foi muito animador para Paulo e Silas saberem que estavam exactamente onde Deus queria que estivessem, foi emoção maior saber que na cidade de Filipos já havia crentes em Cristo.

   Certa vez, quando Paulo e Silas andaram pelas ruas de Filipos, prestaram atenção numa jovem que se comportava de modo muito estranho. Disseram-lhes então que a moça era escrava e também adivinha. Ela começou a seguir a Paulo e Silas, proclamando: “Estes homens são servos do Deus altíssimo, e vieram até aqui para lhes falar sobre como podem ser salvos.” Sem dúvida, o que ela dissera era verdade, mas o jeito como disse era muito estranho. Naturalmente, todos na cidade sabiam que ela era adivinha, de sorte que a declaração que fez não ajudou o Evangelho que Paulo e Silas pregavam. Ao contrário, era um grande empecilho à pregação deles. A jovem não estava no seu estado natural, por causa do espírito mau que vivia nela. Na verdade, ela nem estava consciente do que dizia. E era pelo poder desse espírito mau que ela lia a sorte das pessoas – acontecimentos futuros que deveriam acontecer aos consulentes, isto e, aos que iam ler a sorte com ela. Quem dava a ela esse poder de prever o futuro era o diabo, e todo o mundo em Filipos sabia disso.

   Com esse esquema de adivinhação, ela ganhava muito dinheiro para o homem que era seu dono, pois ela era escrava.

   Isso se repetiu por muitos dias. Seguia os missionários sempre repetindo que eles eram servos do Deus Altíssimo, e que ensinavam sobre como podemos ser salvos. O comportamento dela era tão estranho e prejudicial à mensagem do Evangelho pregado por Paulo e Silas, que, finalmente, um dia Paulo se virou e disse ao espírito mau que vivia na moça escrava:  “Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo: Retira-te dela!” No mesmo instante, o espírito mau deixou a moça em paz. Ela então se tornou uma pessoa normal como as outras, sem os poderes de adivinhação. O poder de Jesus expulsou o espírito mau que havia se apossado da moça escrava, porque Jesus é o Conquistador e o Vitorioso sobre as hostes de Satanás. Mas a partir de então a moça não podia mais cair em transe e dizer o futuro das pessoas. Agora que o espírito mau a deixara, ela se tornou como qualquer outra moça de sua idade. Deus, através do ministério do Apóstolo Paulo, fizera uma maravilha em favor daquela jovem. Entretanto, quando os seus donos compreenderam que ela não podia mais ganhar dinheiro para eles por meio de adivinhações e que a sua esperança de riqueza por esse meio fora reduzida a pó, ficaram furiosíssimos.

 

Paulo e Silas são Falsamente Acusados

 

   Agarraram a Paulo e Silas e os arrastaram para a praça, à presença das autoridades. E diante delas disseram: “Estes homens, sendo judeus, estão causando o maior tumulto em nossa cidade”, gritaram. Estão ensinando ao povo costumes que são contra as leis romanas.”

   O povo deu apoio às acusações contra Paulo e Silas, de sorte que, sem ao menos se preocuparem se os dois eram de facto culpados, as autoridades acreditaram nas mentiras e, tirando-lhes as roupas, mandaram açoitá-los. Depois que receberam muitas chibatadas, foram jogados numa prisão, onde o carcereiro recebeu instruções de mantê-los com toda a segurança. Diante de tais ordens expressas, o Carcereiro colocou Paulo e Silas numa masmorra e lhes prendeu os pés num tronco. O carcereiro sabia que se esses prisioneiros tão recomendados fugissem, ele próprio seria punido com a morte. Por isso lhes prendeu os pés no tronco, para assegurar-se de que não teriam a menor possibilidade de escapar.

 

Paulo e Silas Cantam e Oram na Prisão

 

   Paulo e Silas se acharam sozinhos na cela malcheirosa, húmida e escura. O tronco era duas peças de madeira com buracos. Punham os tornozelos do preso naqueles buracos, aparafusavam a outra peça por cima, e ninguém podia tirar as pernas dali, nem ficar de pé. Do jeito que ficaram, foram obrigados a sentarem-se numa posição que lhes doía muito. Além disso, estavam com as costas muito feridas e sangrando, como resultado das chibatadas.

   Que faríamos nós numa situação dessas_ Murmurar, queixar-nos e culpar a Deus, dizendo: “Por que permitiste que tal nos acontecesse, Senhor Deus, quando nos achávamos trabalhando para Ti da melhor maneira possível?”

   Mas não foi assim que Paulo e Silas reagiram! Haviam sido terrivelmente maltratados, injustamente acusados, sem que lhes permitissem qualquer defesa contra as falsas acusações que fizeram contra eles; além disso, se achavam impossibilitados de dormir ou até de mover-se um pouco sem muita dor. Então, o que fizeram eles? Recordando o quanto e como Jesus sofrera dores excruciantes na cruz, e como avisara a seus seguidores de que eles seriam vilipendiados e perseguidos por amor de Seu nome, Paulo e Silas consideram uma honra sofrer por Jesus.

   Por volta da meia-noite, Paulo e Silas começaram a orar e a cantar hinos ao Senhor. Os outros prisioneiros, ouvindo-os, devem ter pasmado sobre o que estava a acontecer. De repente, sobreveio um terramoto tão forte e violento que os alicerces da cadeia foram abalados, todas as suas portas se abriram e as correntes de todos os prisioneiros caíram! O carcereiro despertou do sono. Vendo que algo fora do comum acontecia, vestiu-se e foi verificar qual era o problema. E quando viu todas as portas da cadeia abertas, escancaradas, presumiu logo que todos os presos haviam fugido. Isso significava que ele próprio Seria executado na manhã seguinte, por ter deixado que os prisioneiros escapassem. Por isso, preferiu se antecipar à vergonha da execução e sacando da espada estava para se matar, para não ser torturado pelas autoridades raivosas. Era preferível matar-se daquela forma, do que ser submetido a morte cruel que os soldados romanos por certo lhe iam infligir.

 

Que Devo Fazer para que Seja Salvo?

 

   De repente, Paulo gritou para o carcereiro: “Não te firas! Todos estamos aqui! Ninguém fugiu!” O carcereiro, ao ouvir o brado de Paulo, estava apavorado! Embainhou a espada aliviado, pois sabia que dentro de poucos minutos mais teria morrido. Estes acontecimentos eram realmente fora do comum!

   “Uma luz!” gritou o carcereiro. “Tragam uma luz!” Um empregado veio correndo com uma tocha, e o carcereiro viu a Paulo e Silas saindo da masmorra. Sabia que esses eram os homens muito religiosos que estiveram pregando em toda Filipos sobre o modo como todos poderiam ser salvos. Soube então que Paulo e Silas tinham o que ele precisava – tinha a Deus e ele, o carcereiro, precisava de Deus. E considerando que quase se havia suicidado, precisava de Deus mais do que nunca. Já ouvira muita conversa sobre estes dois homens antes que eles viessem para a cadeia ali. Já ouvira sobre a pregação deles muitas vezes. Agora estava ansioso para conhecer o segredo de Quem podia fazer com que presos no calabouço da morte pudessem cantar no meio da noite; o segredo de quem podia fazer com que as portas da cadeia se escancarassem, e que lhe podia salvar a alma. Trémulo, o carcereiro caiu de joelhos diante de Paulo e Silas, clamando: “Senhores, que devo fazer para ser salvo?”

   Paulo e Silas rapidamente responderam ao carcereiro: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa.” Não houve nenhuma hesitação, nem um rosário de explicações sobre a doutrina cristã, a diferença entre igrejas, nem qualquer comentário sobre o erro ou o acerto de certas práticas. A mensagem dos apóstolos foi simples, clara, directa e facílima de entender: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e a tua casa.” É a mesma coisa para si e a sua casa, sito é, a sua família. Deus pode salvá-lo e também pode salvar os membros da sua família. Deus não queria salvar somente o carcereiro, mas também a família dele. Deus sabia que a família inteira do carcereiro tinha sede de salvação. E o mesmo plano de salvação que funciona para um indivíduo funciona para toda a família.

 

Na Casa do Carcereiro

 

   Naquele instante, ali mesmo, Paulo e Silas foram convidados a irem à casa do carcereiro. Com toda certeza não estavam apresentáveis, pois tinham as roupas em farrapos, as costas manchadas de sangue, as mãos sujas, e a barba emaranhada e trançada. Mas o carcereiro lhes deu roupas melhores e os fez sentar à mesa para comerem e, nessa ocasião, Paulo instruiu o carcereiro, os membros da sua família e os servos na Palavra de Deus. A esposa, filhos e, por certo, alguns servos ou empregados da casa ouviram esses estranhos pregadores que há poucas horas antes estavam no pior calabouço da prisão, mas que, agora, embora ainda fossem prisioneiros, estavam sentados à mesa do carcereiro na própria casa deste, levando as pessoas presentes a Cristo.

   Este carcereiro romano, rude e severo, agora um crente em Jesus Cristo, conversava com os dois missionários, e a conversa se estendeu pela madrugada. Paulo e Silas foram agora tratados como hóspedes, e não mais como prisioneiros pela família recém-convertida a Cristo. Lavaram-lhes as feridas e as pensaram, além de receber uma boa refeição.

   Antes do dia amanhecer, Paulo e Silas baptizaram o carcereiro e a todos da sua casa. Todos, conjuntamente, se regozijaram no Senhor.

   Mas que noite aquela! Começou com uma surra homérica e terminou com um baptismo, com um terramoto de permeio, como medida cautelar!

   Temos aqui algumas lições maravilhosas para nós! Se ferimos ou ofendemos a alguém, devemos dizer e fazer muito mais do que simplesmente: “Desculpe-me!” Devemos “lavar as feridas” e fazer tudo o que for possível para ajudar tais pessoas a se recuperarem, seja física, seja emocionalmente, como o carcereiro fez com Paulo e Silas.

   Muitos meninos e meninas, rapazes e moças são hábeis em ferir e magoar outros. Não permitem que alguns participem de seus jogos; ou os aperreiam por terem feito a sua equipa perder; ou mofam, isto é, fazem gozação das roupas dos outros, ou de seu jeito de andar, ou talvez da cor da pele, sem jamais pensar nas mágoas que causam, que são feridas morais. Precisamos de mais “lavadores de feridas” hoje em dia nas igrejas, nas escolas e em nossas famílias. Você “lava as feridas” daqueles a quem fere e magoa?

   Na manhã seguinte, as autoridades mandaram a polícia até a cadeia com a ordem: “Solta aqueles homens.” Em vista disso, o carcereiro disse a Paulo que eles estavam livres e poderiam ir para onde quisessem. “Ide em paz,” disse o carcereiro.

   “De jeito nenhum!” disse Paulo. “Eles nos surraram publicamente, sem julgamento e sem sentença, e depois nos jogaram numa prisão, embora sejamos cidadãos romanos! E agora querem que saíamos secretamente, às escondidas! De jeito nenhum! Eles próprios devem vir e escoltar-nos daqui em liberdade!”

   A polícia transmitiu a mensagem às autoridades que temeram por suas vidas quando souberam que Paulo e Silas eram cidadãos romanos. Era contra a lei surrar um cidadão romano sem julgamento prévio e Paulo era cidadão romano. Em vista disso, eles vieram às pressas e pessoalmente pediram desculpas, implorando-lhes que deixassem a cidade. Relaxaram-lhes a prisão e os deixaram ir.

   Então Paulo e Silas voltaram à casa de Lídia, onde se reuniram com os novos crentes, encorajando-os. Este pequeno grupo foi o começo duma igreja forte e vibrante na cidade de Filipos. Anos mais tarde Paulo escreveu uma carta, ou Epístola, que é chamada Filipenses em o Novo Testamento. A igreja filipense se tornou um grupo feliz e alegre de crentes que fielmente serviam ao Senhor.

   Talvez haja alguém entre nós hoje que seja como o carcereiro filipense. Você sabe que não está salvo e se morresse hoje não iria para o céu. Poderia dizer, como o carcereiro filipense: “Que devo fazer para ser salvo?” A resposta hoje é a mesma que Paulo e Silas deram àquele carcereiro na cidade de Filipos há quase dois mil anos: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo.” Para tanto, deve confessar que é um pecador perante Deus, dizendo-lhe que crê que Jesus é Deus e que ele levou sobre Si os seus pecados, morrendo na cruz do Calvário, recebendo o castigo que deveria receber, mas Ele tomou o seu lugar. Então peça a Jesus que o salve.

   Vamos inclinar as nossas cabeças em oração agora e aqueles dentre vocês que desejarem a salvação que Jesus oferece podem vir à frente aqui e agora, e eu os ajudarei a fazer a oração do pecador.

 

 

Lição 14

Tessalónica, Beréia e o Areópago

Actos 17:1-34

 

Versículo: Actos 17:11b

 

Revisão:

 

      Na segunda viagem missionária de Paulo, ele e Silas viajaram por terra, passando por Derbe, Listra e Icónio. Em Listra, um jovem que conhecia as Escrituras desde a infância se juntou a Paulo e Silas. Conhecera a Paulo na primeira visita que o apóstolo fizera a Listra, sendo provável que tenha aceitado Jesus naquela oportunidade. Vocês se lembram do nome desse jovem? (Timóteo). Tendo em vista que Deus não permitira a Paulo viajar à Galácia e à Frigia, a equipa missionária foi longe para o oeste, para a cidade costeira de Tróades. Vocês se lembram por que razão Paulo decidiu embarcar num navio para a Macedónia? (Deus lhes falou através da visão da Macedónia). Quem se juntou a Paulo, Silas e Timóteo? (o Dr. Lucas).

      O restante do que estudamos sobre a segunda viagem missionária de Paulo aconteceu em Filipos. Quem foi a primeira pessoa a ser salva em Filipos? (Lídia, a comerciante de púrpura, que se reunia com outras mulheres para orar à margem do rio). Por que Paulo e Silas foram parar na cadeia em Filipos? (os donos da moça possuída de um demónio, zangados porque Paulo e Silas haviam expulsado os demónios, acusaram falsamente a Paulo e Silas de perturbarem a ordem pública na cidade). Que fizeram Paulo e Silas naquela prisão escura e húmida? (Eles cantaram e oraram). Por que o carcereiro quis suicidar-se? (um grande terramoto escancarou as portas da cadeia e o carcereiro pensou que os presos haviam fugido e que, em consequência, ele seria executado!) Qual foi a pergunta importante que o carcereiro filipense fez a Paulo e Silas (“Senhores, que devo fazer par ser salvo?”). e qual foi a resposta. (“Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.”) O que aconteceu em seguida? (O carcereiro levou Paulo e Silas para a cada dele, lavou-lhes as feridas e lhes deu de comer. Então Paulo apresentou o Evangelho à família do carcereiro e ela também foi salva, e todos foram baptizados naquela noite.)

      A próxima parada na viagem missionária de Paulo e Silas foi em Tessalónica. Este nome é comprido. Vamos pronunciá-lo juntos: Tês-sa-ló-ni-ca. Encontraram hospedagem em Tessalónica na casa de um homem chamado Jason. Paulo trabalhou como fabricante de tendas para prover o seu próprio sustento durante a sua estada em Tessalónica. Era a profissão que ele exercia para se sustentar durante as suas viagens.

 

Oposição em Tessalónica

 

      Em Tessalónica, Paulo, como era o seu hábito, foi à sinagoga dos judeus a fim de pregar, e em três sábados sucessivos ele abriu as Escrituras para o povo. Usando as profecias do Velho Testamento, ele explicou e provou que era necessário que Cristo, o Salvador e Messias, sofresse, morresse e ressuscitasse dos mortos para trazer salvação e redimir o Seu povo. Alguns judeus creram como resultado da pregação do Paulo e se tornaram crentes em Jesus. Um grande número de gregos tementes a Deus, bem como mulheres bem conhecidas e importantes da cidade também aceitaram a Jesus com Salvador.

      Essa resposta ao trabalho de Paulo provocou a inveja e o ciúme dos judeus incrédulos de Tessalónica, que decidiram se livrar da dupla Paulo e Silas. Para isso reuniram alguns maus elementos no meio da malandragem, gente vagabunda e desocupada que vivia na rua e, agitando a turba, provocaram um tumulto. Os patifes correram para a casa de Jason em busca dos missionários com o objectivo de trazê-los para o meio da turba. Quando não os encontraram, arrastaram Jason e alguns dos outros crentes até a presença das autoridades, gritando: “Estes homens viraram o mundo de cabeça para baixo com os seus ensinamentos e agora chegaram aqui alvoroçando nossa cidade. Além disso, Jason lhes deu as boas-vindas e os hospedou. São culpados de traição, porque pregam a desobediência às leis de César, alegando que seguem e obedecem outro rei, cujo nome é Jesus.”

      Naturalmente, era mentira que Paulo estivesse concitando o povo a desobedecer as leis da terra, que eram as leis do dominador romano, porque o próprio Cristo havia ensinado que devemos dar a César o que é de César, como por exemplo, os impostos, e dar a Deus o que é de Deus – nossa adoração e obediência à Sua Palavra. A população da cidade e as autoridades se preocuparam com tais denúncias e ficaram muito agitadas. As autoridades compreenderam que nem Jason nem os outros crentes eram culpados de qualquer malfeito. Por isso, apenas exigiram o pagamento de uma fiança e os deixaram ir.

 

A Fuga para Beréia

 

      Tão logo escureceu, os crentes de Tessalónica tiraram apressadamente Paulo e Silas da cidade, mandando-os para Beréia. Sabiam que era perigoso para eles ficar em Tessalónica. Parece que aonde quer que Paulo fosse, a pregação da Palavra de Deus causava ou um tumulto ou um reavivamento!

      Dia após dia, de cidade em cidade, esses servos de Deus plantavam a semente da Palavra no coração do povo. É verdade que o mundo estava a virar de cabeça para baixo, porque as pessoas estavam se tornando novas criaturas em Cristo Jesus. É isso exactamente o que faz o Evangelho de Jesus: muda completamente as pessoas, figuradamente de cabeça para baixo, e pelo avesso! Muda os seus gostos, seus motivos e ambições. Ao invés de amar as coisas mundanas e aborrecer as coisas de Deus, os crentes amam a Deus e aborrecem as coisas do mundo. Ao invés de serem egoístas, tornam-se generosos: ao invés de arrogantes, tornam-se humildes; ao invés de desobedientes e irritáveis, tornam-se pacientes e obedientes; ao invés de buscarem o próprio prazer e, ao invés de agradarem a si próprios, buscam agradar ao Senhor Jesus. O mundo dos crentes vira de cabeça para baixo” Os crentes entre vocês, será que já deixaram Cristo mudar o rumo das suas vidas completamente, uma volta de 180 graus? Ao chegar a Beréia, Paulo e Silas procuraram uma sinagoga judaica, como de costume, sempre levando em consideração o mandamento de Deus: “primeiro o judeu.”

 

Os Bereenses Cavalheiros

 

      Os apóstolos encontraram em Beréia algo que muito lhes encorajou os corações. A Bíblia nos diz que o povo de Beréia era mais nobre, e mais cavalheiro, do que a gente de Tessalónica; e que eles ouviram a mensagem com alegria. Os bereenses pegavam os rolos de pergaminho do Velho Testamento com as profecias, e diariamente examinavam as Escrituras, verificando pelos escritos se os ensinamentos de Paulo e Silas estavam de acordo com o texto sagrado. Como resultado de seus próprios estudos das Escrituras, muitos creram em Jesus Cristo. Entre os crentes se encontravam gregos, homens e mulheres, altamente respeitáveis.

      O Satanás não pode ver o sucesso da Palavra de Deus, ou ver as pessoas vindo a Cristo, transformadas pelo Evangelho. Portanto, quando chegaram a Tessalónica as notícias de que Paulo estava a pregar em Beréia, os judeus incrédulos, os mesmos que haviam causado tanto problema em Tessalónica, foram mais do que depressa a Beréia agitar o povo lá também. Mais uma vez houve grande tumulto e a turba tentou magoar os servos de Deus. Os crentes de Beréia tiveram de tomar providências para salvaguardar a vida de Paulo, visto eu era ele quem pregava, e assim eles o mandaram para uma cidade da costa.

 

 

 

Lição 15

Paulo Foge para Atenas

Actos 17:1-34

 

Versículo: I Coríntios 1:18

 

      Enquanto Silas e Timóteo ficaram em Beréia, com vistas a ajudar os novos crentes e encorajá-los na fé, Paulo foi para a bela cidade de Atenas, a principal cidade da Grécia, enviando instruções a Silas e Timóteo para que procurassem reunir-se a ele o mais cedo possível.

 

O Sermão de Paulo no Areópago

 

      Há muito tempo Paulo desejava ver Atenas, a famosa capital da Grécia, e uma das grandes cidades do mundo naqueles tempos. Atenas era um centro de cultura e muitos dos homens de maior saber do mundo viviam lá. Mais do que tudo, gostavam de reunir-se na praça para ouvir, discutir e meditar sobre novidades. Atenas também era famosa por seus prédios e templos belos, altares e esculturas. Milhares de estátuas eram de facto ídolos, e muitos dos templos e altares ao longo das ruas eram usados para adoração de ídolos. Os atenienses até tinham um altar a um deus desconhecido! Enquanto esperava por Silas e Timóteo, Paulo ficou triste e perturbado ao ver a terrível idolatria que campeava por toda parte, e se encheu de compaixão por aquele povo que não conhecia o Deus Vivo.

      Na primeira oportunidade, Paulo foi à sinagoga dos judeus para debater com eles e com os gregos tementes a Deus. Falava também em praça pública a todos que quisessem ouvir. Pessoas sinceras lhe faziam perguntas sobre o  Evangelho, enquanto outras se juntavam para ouvir por mera curiosidade. Paulo lhes falava de Cristo, o Salvador prometido; e da Sua morte na cruz pelos pecados do mundo; e de Sua ressurreição triunfante. Os atenienses não compreendiam a mensagem e lhe perguntavam: “O que esse tagarela quer dizer? Parece um pregador que veio pregar sobre um deus de uma terra estranha.” Entretanto, alguns dos ouvintes de Paulo ficaram tão impressionados que o convidaram a falar no Areópago, onde se reunia o Conselho da cidade. “Vem e nos conte mais sobre essa nova religião,” disseram eles, “porque você está a falar de coisas muito surpreendentes e queremos saber o que de facto significam.”

      Então Paulo se levantou e perante esses sábios e a multidão curiosa falou: “Atenienses! Vejo que sois em tudo muito religiosos, porque enquanto eu andava pela cidade vi muitas imagens de deuses diferentes, e uma delas tinha a inscrição: “Ao Deus desconhecido.” O que adorais como Deus desconhecido, é o Deus sobre Quem vos venho falar. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há é o Senhor dos céus e da terra, mas Ele não vive em templos feitos pela mão do homem. Ele dá ao homem a vida e o fôlego, e tudo o mais. Ele fez as nações e os povos e os espalhou pela face da terra. Esse Deus que vos anuncio quer que O busquemos e O achemos, porque ele não está longe de qualquer de nós. O verdadeiro deus, nosso Criador, não é um ídolo indefeso dita de ouro, prata ou pedra, por mãos humanas. O verdadeiro Deus ordena a todos os povos que se arrependam, que renunciem a seus ídolos, e adorem somente a Ele. Porque Deus estabeleceu um dia quando julgará todos os povos do mundo por meio de um homem que Ele próprio designou, Jesus Cristo, Seu Filho. E Deus garantiu que tais coisas acontecerão ao ressuscitar Jesus dentre os mortos.” Quando os sábios ouviram Paulo falar da ressurreição duma pessoa morta, alguns riram e escarneceram, mas outros disseram: “Queremos ouvir mais sobre esse assunto noutra oportunidade.” Dessa forma a assembleia do dia se encerrou e Paulo deixou o Conselho. Uns poucos homens e mulheres abandonaram seus ídolos e se voltaram para o Deus Vivo e Verdadeiro. A maioria dos atenienses, contudo, estava interessada mais em perguntas do que em respostas, e continuou na sua idolatria. Paulo não desanimou com o pequeno resultado, pelo contrário ficou grato pelos poucos que, naquela grande cidade, vieram a conhecer a Jesus Cristo.

      Com muita frequência, quando falamos de Jesus, gente que considera sábia a seus próprios olhos ri de nós e nos trata como se fôssemos tolos. Mas a Bíblia diz que “A pregação da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, os salvos, é o poder de Deus.” Precisamos de continuar a dizer às pessoas o modo pela qual elas podem ser salvas, sabendo de antemão que, enquanto uns rejeitam a mensagem, outros a aceitam com alegria. Você tem alguém a quem precise de falar sobre Jesus hoje? Por que não falar com o Senhor sobre isso agora?

 

 

Lição 16

Tumulto em Éfeso

Actos 18:1-11; 19:1; 8-41

 

Versículo: Salmos 119:129

 

Introdução

 

      Antes de ir para Atenas, Paulo deixou Silas e Timóteo em Beréia para que ajudassem os novos crentes que pesquisavam as Escrituras diariamente. Os judeus, irados, haviam forçado Paulo a fugir de Beréia e de outras cidades onde pregara. Paulo agora estava a caminho de Corinto, uma grande cidade, famosa não apenas pelo seu comércio desenvolvido, mas também por sua maldade e corrupção, visto que o povo de Corinto só estava interessado mesmo em ficar rico e gozar a vida no pecado.

      Depois da sua frustrante viagem a Atenas, Paulo deve ter-se perguntado se alguém na perversa cidade de Corinto sequer ouviria a sua mensagem sobre Jesus. Onde ele se hospedaria? Não tinha amigos em Corinto. Ia precisar de dinheiro para as despesas de sua estada na cidade – pagar hospedagem e comida, etc., - mas onde arranjaria emprego como fabricante de tendas?

 

Paulo se Hospeda com Aquila e Priscila em Corinto

 

      Paulo então teve a lembrança de ir à rua onde os fabricantes de tendas tinham os seus negócios, e lá conheceu um colega de profissão de nome Aquila, que significa Águia, em latim. Era um judeu que fugira de Roma para Corinto quando o imperador romano começou a perseguir os judeus. Aquila ficou contente em pode empregar a Paulo, um patrício judeu, no seu negócio de tendas, e a esposa dele, Priscila, convidou a Paulo para ir morar com eles. Deus estava a cuidar de seu servo e guiá-lo de forma maravilhosa.

      Enquanto fazia o seu trabalho de tecer as tendas, cortar o material e costurá-lo firmemente, peça com peça, Paulo falou a Aquila e a Priscila das suas viagens missionárias e dos perigos dos quais o Senhor o livrara. Contou-lhes também da sua fé em Jesus, explicando-lhes que ele era o Verdadeiro Messias Prometido no Velho Testamento.

      Aquila e Priscila haviam sido educados no conhecimento das leis de Deus e de Suas Promessas, de sorte que, à medida que escutavam as palavras de Paulo sobre Jesus, dia após dia, eles O aceitaram como seu Salvador. Agora, como estavam felizes por terem dado emprego e hospedagem a Paulo! Em contrapartida, Paulo lhes dera muito mais – a verdade sobre Jesus Cristo.

      Paulo permaneceu em Corinto por ano e meio, e muitos dos corintianos, inclusive Crispo, o chefe da sinagoga, creram em Jesus e foram baptizados. Então Silas e Timóteo vieram de Beréia para ajudar a Paulo. Depois de ensinar os novos crentes até que se tornaram suficientemente fortes para prosseguir sem ajuda, Paulo foi embora de Corinto, continuando a sua jornada, mas deixando naquela cidade Silas e Timóteo a fim de que pastoreassem o novo rebanho de Jesus.

      Durante a sua permanência em Corinto, Paulo escreveu a sua primeira Epístola ou Carta. Vocês estão a lembrar de que Paulo fora obrigado a deixar Tessalónica por causa da oposição dos judeus daquela cidade. Os crentes de Tessalónica estavam tão agradecidos pela pregação, que enviaram a Paulo um presente em dinheiro por intermédio de Silas e Timóteo, que trouxeram também a Paulo um bom testemunho da fidelidade dos crentes de Tessalónica ao Senhor Jesus. Paulo, então, felicíssimo com a notícia de que aqueles crentes se mantinham fiéis, decidiu escrever-lhes um Carta de recomendações e encorajamento. Nessa Carta, Paulo lhes lembrou da vinda do Senhor. Sabia que essa esperança lhes daria fortaleza durante os dias de perseguição que estavam atravessando. A primeira Carta aos Tessalonicenses é o Livro de I Tessalonicenses em nossa Bíblia.

      Os crentes de Tessalónica foram encorajados pela Carta de Paulo, mas, por outro lado, ela suscitou novas perguntas em suas mentes. Alguns deles ficaram tão animados com a segunda vinda de Jesus, que nem queriam mais trabalhar, só ficar a espera pela volta de Cristo. Paulo sabia de que precisava de escrever aqueles crentes uma segunda carta que se tornou o Livro de II Tessalonicenses, instruindo-os a permanecerem na fé, mas sem abandonar os seus trabalhos, mesmo enquanto aguardavam a segunda vinda de Cristo. Mas tarde, Paulo escreveria cartas aos crentes da igreja de Corinto, cartas que se tornaram os livros de I e II Coríntios.

 

Paulo Encerra a Sua Segunda Viagem e Começa a Terceira

 

      Aquila e Priscila acompanharam a Paulo até a cidade de Éfeso, onde ficaram para tratar de seus negócios de fabricação de tendas. Paulo não ficou muito tempo em Éfeso, mas prometeu voltar, com a graça de Deus, depois que visitasse Jerusalém. Os novos crentes tinham muitas perguntas que exigiam respostas, e Paulo tinha muito o que lhes ensinar. Então Paulo embarcou para Cesareia, na costa mediterrânea da palestina, encerrando a sua segunda viagem missionária ao regressar a Antioquia, na Síria.

      Mas em breve Paulo deixaria Antioquia de novo, empreendendo a sua terceira viagem missionária, visitando as igrejas da Galácia e da Frigia a fim de ajudar os crentes de lá a se tornarem mais fortes. Em seguida, manteve a sua promessa de voltar a Éfeso e, em lá chegando, foi à sinagoga a fim de pregar.

 

Paulo Prega na Sinagoga de Éfeso

 

      No início, os judeus da sinagoga ouviram a Paulo com interesse. Conheciam as Escrituras do Velho Testamento tão bem que apreciavam os debates promovidos por Paulo, que demonstrava como as Escrituras do Velho Testamento apontavam para o Messias Judeu, e que Jesus cumprira as profecias dessas Escrituras.

      Os judeus tiveram de tomar uma decisão diante da pregação de Paulo naquela sinagoga de Éfeso, da mesma forma como nós também temos de tomar nossa decisão quando ouvimos falar de Jesus. Creriam em Cristo aceitando-O como o Messias, ou O rejeitariam, como tantos outros judeus já haviam feito? É triste registar, mas muitos daqueles judeus em Éfeso decidiram rejeitar a Jesus. Endureceram os seus corações contra o Senhor e começaram a falar mal de Paulo publicamente, de modo que ele não pode mais pregar o Evangelho. Após três meses em Éfeso, Paulo compreendeu que teria de deixar a sinagoga por causa da oposição dos judeus incrédulos. Por isso, decidiu pregar em outro lugar. Achou um que podia alugar, uma escola de um professor de nome Tirano. Nessa escola Paulo continuou seu trabalho por dois anos junto aos efésios que se interessaram por sua mensagem. Em consequência disso, muitos efésios, tanto judeus quanto gregos, ouviram as boas novas de Jesus Cristo, e a Palavra de Deus se espalhou de Éfeso para muitos lugares.

      Naqueles tempos, as pessoas não tinham uma Bíblia para ler como temos hoje em dia. Os rolos de pergaminho nas sinagogas continham as Escrituras do Velho Testamento, mas o Novo Testamento ainda não fora escrito. Deus dera a Paulo poderes miraculosos especiais a fim de mostrar ao povo que ele ensinava a verdade de Deus. Paulo impunha as mãos nos doentes e os curava. Igualmente, expulsava demónios em nome de Jesus. Deus até usou artigos que pertenciam a Paulo, como um lenço ou um avental de trabalho no seu ofício de tendas, para livrar possessos dos espíritos maus ou curar as pessoas que tocavam os sobreditos artigos.

      Éfeso era uma cidade de macumba e idolatria. Havia pessoas que ganhavam a vida viajando de um lado para o outro com a pretensão de curar doenças através de fórmulas mágicas, como os macumbeiros fazem hoje, colocando galinha preta, cachaça, que chama de marafa, farofa e charutos espetados de alfinetes, às vezes, nas encruzilhadas à noite, ou nos cemitérios. Tudo coisa do diabo. Um certo indivíduo de nome Ceva, um sacerdote judeu, tinha sete filhos homens e esses sete irmãos viram Paulo expulsar os espíritos maus em nome de Jesus. Eles então decidiram imitar Paulo, achando que “Jesus” era uma palavra mágica. Esses sete disseram a um homem possesso do demónio: “Nós te ordenamos, em nome do Jesus que Paulo prega, que saias deste homem.”

      E o demónio que estava no homem respondeu: “A Jesus eu conheço, a Paulo eu conheço; mas vós, quem sois?” Então o endemoninhado pulou em cima dos sete irmãos, rasgou-lhes as roupas e lhes deu uma surra. Com muita dificuldade os sete irmãos conseguiram escapar dele e fugir.

 

A Queima de Livros

 

      Quando o povo ouviu este caso, convenceu-se de que os mágicos eram falsos e que só Jesus, o Filho de Deus, podia fazer milagres verdadeiros. O povo temeu a Jesus e perdeu o respeito pelos mágicos que o tinha enganado. Muitos dos que tinham enganado o povo, fazendo com que as pessoas cressem em suas mágicas, entregaram os seus livros e talismãs, confessando que tais objectos não tinham poder. Os crentes fizeram uma enorme fogueira e queimaram todos os livros de mágica e bruxaria dessa gente, no valor de muitos milhões. Os crentes decidiram não permitir ou participar de qualquer mágica ou truque de Satanás. De agora em diante queriam servir ao Deus verdadeiro, porque estavam vibrantes e entusiasmados com o plano de salvação por meio de Jesus Cristo.

 

 

Lição 17

Paulo em Éfeso

Actos 18:1-11; 19:1; 8-41

 

Versículo: Isaías 42:8

 

O Tumulto Provocado pelas Fabricantes de Objectos de Prata

 

      Éfeso era famosa pelo seu grande templo à deusa Diana. Era um templo de arquitectura surpreendente, cercado de dupla fila de colunas em cujas bases havia esculturas de figuras de homens e mulheres. E colunas de jásper verde formavam uma câmara secreta no templo. A deusa Diana ficava oculta dos olhos do povo por uma cortina de cor púrpura. Acreditavam que Diana fosse uma deusa que caíra do céu, mas na verdade não era mais do que uma imagem feia, velha e suja. Milhões de pessoas vinham de toda a parte do império romano para adorar a imagem de Diana em Éfeso. Os fundidores ganhavam muito dinheiro com a fabricação de imagens de prata e de bronze de Diana para vendê-las aos devotos da deusa, que acreditavam que uma imagem dessas em suas casas os protegeria do mal.

      Com a pregação de Paulo em Éfeso, muita gente renunciou as suas imagens e talismãs para adorar o Deus Verdadeiro. Assim, a venda das imagens de Diana começou a cair, de sorte que os comerciantes se preocuparam. Demétrio, um fabricante que ficara rico vendendo nichos para Diana, convocou os seus colegas de profissão e lhes explicou o que estava a acontecer.

      “Senhores,” disse ele, “sabeis que ficamos ricos fabricando imagens da deusa Diana, mas agora esse tal de Paulo está a pregar contra ela. Ele diz que não há deuses feitos pelas mãos humanas. Ele é uma grande ameaça ao nosso rendoso negócio. Além disso, ele despreza nossa grande deusa Diana que o mundo inteiro adora.”

      Os fabricantes que estavam preocupados com a perda de seu negócio, ficaram umas feras quando ouviram essa explicação de Demétrio. Saíram mais que depressa, acharam dois amigos de Paulo, Gaio e Aristarco, e os arrastaram para um grande anfiteatro ao ar livre. Logo uma multidão se formou e todos começaram a gritar: “Grande é Diana de Éfeso!” E continuaram com essa ladainha: “Grande é Diana de Éfeso”, por muito tempo. A cidade inteira logo ficou num enorme estado de confusão com gente correndo para o anfiteatro para ver de que se tratava.

      Paulo tentou entrar no local para ajudar os seus amigos, mas os crentes o impediram. Os fabricantes de imagens estavam com tanta raiva, que teriam matado a Paulo, se o pegassem. Sabendo disso, os crentes queriam protegê-lo. O povo corria de um lado para outro como louco, gritando: “Grande é Diana de Éfeso! Grande é Diana de Éfeso!” Muitos nem sabiam qual a causa da agitação, mas gritavam do mesmo jeito.

      Os judeus que odiavam Paulo e seus ensinamentos sobre Jesus, tinham esperança de que os fabricantes de imagens enfurecidos haveriam de silenciar Paulo para sempre. Oportunistas como eram, colocaram um de seus homens, um certo Alexandre, na frente da turba, esperando que esse sujeito persuadisse o povo a capturar Paulo e a matá-lo em seguida. Mas a turba não deu ouvidos a Alexandre, quando viu que ele era judeu. Simplesmente continuaram com aquela ladainha: “Grande é Diana de Éfeso!” Então Alexandre desapareceu de vista rapidinho!

      O alvoroço durou por duas horas. Finalmente, o povo ficou rouco de tanto gritar, e concordou em ficar quieto para ouvir o escrivão da cidade. Esta autoridade assegurou ao povo que Paulo e seus seguidores não pretendiam destruir a deusa e seu templo. Também lembrou os presentes de que a cidade tinha justiça e que quaisquer disputas e conflitos deveriam ser decididos em juízo, acrescentando que Demétrio deveria levar o caso para julgamento pelo poder judiciário ao invés de criar tanto tumulto. O escrivão também preveniu o povo de que se as autoridades romanas ouvissem falar do que eles haviam feito, haveria sérios problemas. Então o povo aos poucos se dispersou e foi para casa.

 

 

Paulo Vai Embora de Éfeso

 

      Mais uma vez Deus protegera a Paulo, que achou melhor ir embora de Éfeso. Os crentes estariam em maior segurança sem a presença dele. Mais uma vez Paulo se pôs a caminho. Para nós é difícil imaginar como seria se tivéssemos gente contra nós, como Paulo teve. Ele ensinava como receber o perdão e a vida eterna, mas foi tratado como se fosse um criminoso da pior espécie, em todas essas cidades. Mas essas tentativas contra sua vida não impediram Paulo de pregar sobre o Salvador que ele amava. Anos antes, Deus dissera a Ananias, acera de Paulo: “Eu lhe mostrarei quão grandes coisas ele deverá sofrer por amor a Meu nome (Actos 9:16).”

      Está disposto a sofrer por Jesus? Isso pode significar que um colega de turma ou um vizinho riam de si por ser crente. Pode significar também uma tomada de posição em favor do que é correcto e direito, quando pessoas a seu redor estiverem fazendo coisas erradas. Pode significar também retirar-se quando alguém estiver contando uma piada imoral, ou a recusa de olhar fotografias indecentes. Pode significar também que se torne um missionário num país estrangeiro, como Paulo.

      Paulo considerava um privilégio sofrer por Cristo. É ele quem nos diz assim em uma das cartas que escreveu a Timóteo: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos (II Timóteo 3:12). E as notícias boas são: “Se perseveramos, também com Ele reinaremos (II Timóteo 2:12). Deus recompensará os que fielmente O servirem, mesmo que isso signifique que devam sofrer. Vamos pedir a Deus que nos ajude a viver para ele fielmente.

 

 

Lição 18

Paulo é Preso em Jerusalém

Actos 21:1-23:22

 

Versículo: Romanos 6:23

 

Paulo Continua a sua Terceira viagem Missionária

 

      Depois que saiu de Éfeso, Paulo foi a Tróades e de lá regressou a Filipos, Tessalónica, Beréia e Corinto. De Corinto Paulo escreveu uma carta aos crentes de Roma, na qual explicou que todos os homens em todo os lugares são pecadores, e que só podemos ser salvos do castigo eterno pela fé no Senhor Jesus Cristo. “O salário do pecado é a morte,” Paulo escreveu, “mas o dom gratuito de Deus é vida eterna por meio do nosso Senhor Jesus Cristo,” (Romanos 6:23). Essa carta se chama o Livro dos Romanos em nossa Bíblia. Paulo ainda não fora a Roma, a grande capital do Império romano, mas tinha grande desejo de ir até lá a fim de pregar o nome de Jesus Cristo, de sorte que queria preparar os crentes de Roma para essa visita.

      E foi assim que Paulo regressou a Filipos, de lá atravessou o Mar Egeu para a cidade de Tróades, prosseguindo viagem para Jerusalém, com apenas umas poucas paradas apressadas durante o percurso. O navio velejou para Chipre, aportou em Tiro para descarregar e em seguida foi para Cesareia. Enquanto esteve em Cesareia a caminho de Jerusalém, Paulo se hospedou na casa de Filipe, o evangelista. Nessa oportunidade, muitos de seus amigos o preveniram de que não deveria ir a Jerusalém. Disseram que seria muito perigoso, por causa dos muitos inimigos que Paulo tinha por lá.

 

Ágabo Previne a Paulo Para Que Não Vá a Jerusalém

 

      Um profeta de nome Ágabo, que viera de Jerusalém, amarrou as próprias mãos e pés com o cinto de Paulo, e disse: “Deus me revelou que é isto que vai acontecer em Jerusalém ao dono deste cinto.”

      Embora os amigos de Paulo lhe tenham implorado para não ir a Jerusalém e Ágabo o tenha prevenido de forma tão espectacular, Paulo não foi convencido e não desistiu de ir. Ele disse: “Que pretendeis com choro, entristecendo-me o coração? Pois estou pronto não somente para ser preso mas também para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.” Finalmente seus amigos desistiram de persuadi-lo a ir a Jerusalém.

      Muitos crentes de Cesareia se reuniram a Paulo e seu grupo em sua jornada para Jerusalém. Quando chegaram àquela Cidade Santa, foram para a casa de um discípulo de nome Mnasom e lá se hospedaram.

      Tudo marchou bem em Jerusalém durante uns poucos dias, mas certa feita, quando Paulo foi ao Templo, um dos judeus o reconheceu. Era o traidor Paulo, que fora um deles no ódio que devotavam aos crentes, mas se arrependeu e se tornou um crente, ele próprio! Era este o Paulo que já fizera com que muitos judeus se convertessem à nova religião do tão odiado Jesus. Esse judeu que reconhecera a Paulo disse tudo isso a seus companheiros que estavam próximos.

 

Paulo é Agarrado Pelos Judeus

 

      “Homens de Israel, socorro!” gritaram esses judeus. “Este é o homem que por toda parte ensina contra o povo e contra a lei, e contra este lugar!” Rapidamente juntou-se uma multidão. Achavam que no meio deles estava um traidor de Israel, merecedor da morte! Vinha gente correndo de todo lado para ver o que estava a acontecer. Arrastaram Paulo para fora do templo e começaram a surrá-lo sem piedade, com o propósito de matá-lo ali mesmo. Os soldados romanos que estavam de guarda nas proximidades, vendo o distúrbio, correram para o local para ver quem estava a causar, perturbar a ordem pública. Quando os judeus viram os soldados romanos, pararam de bater em Paulo. Lísias, o comandante do destacamento, arrebatou Paulo dos judeus e ordenou aos soldados. “Colocai duas algemas nele!” Em seguida, Lísias se virou para a turba e interrogou: “Quem é este homem, e o que fez ele para ser tratado dessa forma?”

      Os judeus, enraivecidos, gritavam todos ao mesmo tempo, e um dizia uma coisa e outro dizia outra, de sorte que o Comandante Lisias, sem entender qual a causa do distúrbio e da agressão a Paulo, ordenou a seus soldados que o levasse para o quartel.

      Quando os soldados começaram a levar Paulo pelo meio da multidão, o povo se tornou violento de novo. E era tanta a vontade de matar a Paulo, que os soldados tiveram de carregá-lo escada acima. A multidão gritava repetidamente. “Fora com ele! Vamos matá-lo!” Esta cena nos faz relembrar o modo pelo qual os judeus trataram a Jesus quando Ele foi levado a Pilatos. Neste momento, demonstravam o mesmo ódio a Paulo, porque ele era um seguidor de Jesus. Lísias, o comandante, ficou surpreso quando Paulo se dirigiu a ele em grego. “Você não é aquele egípcio que sublevou e organizou um bando de quatro mil sicários, isto é, de bandidos assassinos?” Lísias perguntou a Paulo.

      “De modo nenhum,” Paulo respondeu. “Sou judeu, um cidadão de Tarso,” e pediu ao comandante permissão para falar ao povo. Lísias deve ter ficado surpreso ao ver Paulo tão calmo depois do ataque que sofrera. Deu-lhe a permissão pedida.

 

O Sermão Feito de Pé Numa Escada

 

      De pé nos degraus da escada, onde podia ser visto por todos, Paulo pediu silêncio ao povo enfurecido, para que se aquietasse. Quando o ouviram falar em hebreu, o vernáculo dos judeus, todos de dispuseram a ouvir.

      Paulo disse ao povo que ele também era judeu, e que havia estudado as Escrituras. Seu mestre e professor for Gamaliel, um dos mais respeitados dentre os rabinos judeus. Rabino é um doutor da lei judaica.

      Paulo lembrou à audiência de como ele fora zeloso no cumprimento da lei. Também ele acreditara que os seguidores de Jesus estavam errados e que deveriam ser destruídos, pelo que ele, Paulo tinha feito muito esforço para colocá-los na cadeia. Até receber carta de autorização do sumo-sacerdote para ir a Damasco à procura de crentes naquela cidade a fim de trazê-los para Jerusalém para serem punidos.

      Então Paulo contou aos judeus o que lhe acontecera no caminho de Damasco. “De repente uma grande luz do céu brilhou ao redor de mim,” disse Paulo. “Então eu caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: “Saulo, Saulo, porque Me persegues?” E ouvi a voz novamente: “Sou Jesus de Nazaré a Quem persegues. Os que estavam comigo viram a luz e tiveram medo, mas não ouviram a voz que me falava. Perguntei: “que devo fazer, Senhor?”

      Por mais estranho que pareça, os judeus escutaram com atenção o testemunho de Paulo. Paulo falava de modo tão convincente! Ele prosseguiu, relatando como ficara cego e tivera depois sua vista recuperada pelo poder de Deus; como Ananias, um crente devoto, lhe dissera que Deus o escolhera para fazer um trabalho especial na pregação do Evangelho de Cristo; e como Ananias o baptizara.

      Paulo continuou, relatando como viera a Jerusalém, mas Deus o avisara para ir embora porque os judeus estavam irados contra ele, por saberem agora que ele, Paulo, que perseguira os crentes e ajudara no apedrejamento de Estêvão, era agora um dos odiados cristãos. Paulo disse: “Deus me mandou deixar Jerusalém porque estava me enviando para monge para pregar aos gentios,” isto é, aos que não são judeus. Quando eles ouviram a palavra “gentio”, começaram a gritar de novo. Isso era demais para os judeus irados. Eles criam que a salvação era só para os judeus, não para os gentios. Como Paulo podia comungar com os gentios desprezíveis, quanto mais pregar-lhes as sagradas escrituras?

      “Fora com esse homem, vamos varrê-lo da face da terra!” eles gritaram. “Não convém que ele viva!”

      Alguns arrojaram de si seus casacos e jogaram poeira para o ar a fim de mostrar o quanto estavam zangados com Paulo.

      Lísias, o comandante, não compreendia a língua hebraica, de sorte que não sabia o que Paulo havia dito ao povo. Mas vendo o comportamento dos judeus, o comandante achou que Paulo deveria ser um terrível criminoso. Ordenou a seus homens que o trouxessem de volta ao quartel e o preparassem para ser açoitado. Uma surra com um chicote de muitas pontas com bolas de ferro o faria confessar depressa os crimes terríveis que deveria ter cometido.

      Quando os soldados romanos o amarraram para ser açoitado, Paulo perguntou-lhes: “É lícito açoitar um cidadão romano que não foi julgado nem condenado?”

      Quando o soldado que ia comandar a surra ouviu que Paulo era cidadão romano, foi falar com Lísias e disse: “Precisamos de ter cuidado com o que faremos com este homem porque ele é cidadão romano.” Roma era exigente no tratamento de seus cidadãos, não permitia que fossem castigados sem prévio julgamento.

      Então o comandante Lísias veio e perguntou a Paulo: “És romano? Eu tive de pagar muito dinheiro para obter a minha cidadania romana.”

      Lísias não era romano de nascimento, mas adquirira a cidadania romana, que era um grande privilégio, e servia no exército romano. Paulo era judeu de Tarso, mas também adquirira a cidadania romana, o que era privilégio de poucos estrangeiros, e custava caro, especialmente para quem for escravo.

      A essa pergunta de Lísias, Paulo respondeu: “Nasci livre.”

      Imediatamente Lísias cancelou a surra, pois sabia que um cidadão romano não poderia ser surrado legalmente sem antes ser julgado e condenado.

 

 

Lição 19

Diante do Sinédrio

Actos 21:1-23:22

 

Versículo: I João 1:9

 

      No dia seguinte, Lísias deu ordens para que Paulo fosse levado ao templo para ser ouvido pelo Sinédrio judaico. O Sinédrio era a corte de justiça, presidida pelo Sumo Sacerdote. Antes de ser crente, Paulo comparecera perante essa corte de homens austeros para obter autorização a fim de perseguir os crentes em Jesus. Desta vez ele comparecia perante a mesma corte, o mesmo sinédrio, mas como crente.

      O Comandante Lísias, desejoso de ouvir o libelo dos judeus contra Paulo, isto é, as acusações que tinham contra ele, autorizou o réu a falar em sua própria defesa. Paulo iniciou seu discurso de defesa dizendo que tinha vivido em boa consciência até aquele dia.

      Essa afirmação de Paulo provocou ira em Ananias, o Sumo-sacerdote. Ele via Paulo como traidor e, por isso, mandou que o servo que estava próximo batesse na boca de Paulo porque este disse que até aquele dia vivera em boa consciência.

      Ao ouvir essa ordem para lhe baterem na boca, a ira de Paulo se acendeu e ele deu ao Sumo-sacerdote uma réplica calorosa. Os membros do Sinédrio ficaram chocados com as Palavras de Paulo, porque o Sumo-sacerdote era sempre tratado com o máximo respeito. E o que Paulo disse foi isto: “Deus há de ferir-te, parede branqueada; tu estás aí sentado para julgar-me segundo a lei, e contra a lei mandas agredir-me?” Naturalmente Paulo tinha razão e o que fizeram naquele dia com ele fazem hoje em todos os países.

      Mas era perigoso falar assim ao Sumo-sacerdote, detentor de grande poder, e Paulo, compreendendo seu erro; admitiu que não deveria ter falado àquela autoridade máxima do povo naqueles termos.

      Paulo sabia que o Sinédrio era formado de dois grupos, o dos fariseus e dos saduceus, que discordavam entre si doutrinariamente. Os saduceus não acreditavam na vida após a morte, na ressurreição, nos anjos e nos espíritos, enquanto os Fariseus criam em todas essas coisas. Paulo exclamou: “Varões irmãos, sou fariseu, filho de fariseu. Estou sendo julgado por minha fé na ressurreição dos mortos.” Essas palavras agradaram os fariseus. Alguns deles começaram a ficar do lado de Paulo. Por seu turno, os saduceus, que não criam em nada depois da morte, ficaram muito transtornados. E os dois grupos começaram a se digladiar, trocando palavras ásperas. Enquanto os fariseus defendiam a Paulo, os saduceus o acusavam. Cada um dos dois grupos queria decidir o que fazer de Paulo. O comandante Lísias, temeroso de que Paulo acabasse sendo feito em pedaços, ordenou aos soldados que o levassem para a segurança do quartel.

      Paulo deve ter sentido desencorajado naquela noite, quando se deitou no seu catre, acorrentado e sozinho. Cometera um erro ao vir a Jerusalém? O profeta Ágabo estava certo, e ele bem que deveria ter ouvido o profeta de Deus, porque nada estava a dar certo. Os judeus não queriam ouvir o seu testemunho. Compreendia, agora, como Deus já lhe dissera, que Seu ministério era entre os gentios, não entre os judeus. Seu trabalho para Jesus deveria terminar deste jeito? Ele deveria ter dado ouvidos aos conselhos dos amigos e à profecia de Ágabo. Naquela noite, Paulo teve muito tempo para meditar na situação. Com certeza, ele disse ao Senhor que reconhecia o seu erro ao desobedecer a Sua Palavra e vir para Jerusalém. E a Palavra de Deus diz: “Se confessarmos nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar” (I João 1:9). Paulo estava, de facto, se sentindo abatido e desencorajado, enquanto meditava em seu catre naquela noite de angústia.

 

O Senhor Aparece ao Lado de Paulo à Noite

 

      De repente, Paulo viu o Senhor de pé a seu lado. Ouviu-O dizer estas palavras: “Coragem, Paulo! Ânimo! Porque do mesmo modo como testificastes de Mim em Jerusalém, deves dar testemunho também em Roma.”

      Como essas palavras encorajaram a Paulo! Deus estava com ele e, portanto, não estava sozinho. Deus o ouvira e ele tinha agora a Sua paz e o Seu perdão. E, o que é mais importante, Deus continuava a dirigir a sua vida, realizando os Seus Propósitos. Deus ainda tinha trabalho que Paulo deveria realizar. Ele, Paulo, teria oportunidade de pregar Cristo aos gentios em Roma, então a capital do mundo da época, uma cidade aonde ele tanto quisera ir. É maravilhoso ver que, mesmo quando cometemos erros, Deus está connosco se pertencemos a ele. Ele nunca nos abandona ou nos rejeita, mas nos ajude a prosseguir no caminho certo.

 

O Sobrinho de Paulo Avisa-o de uma cilada

 

      No dia seguinte, o sobrinho de Paulo foi visitá-lo, sendo autorizado pelos guardas porque era um parente. Esse jovem sobrinho do apóstolo ouvira os líderes judeus falando duma cilada para matar a Paulo e por isso veio avisar o tio.

      “Mais de quarenta judeus que te odeiam, tio, fizeram um pacto de não comer ou beber até que te matem,” o rapaz informou. “Fizeram um voto a esse respeito e o comunicaram aos principais sacerdotes.”

      Paulo chamou um dos centuriões, que era uma espécie de capitão na organização do exército romano, comandando cem soldados, e lhe pediu que levasse seu sobrinho ao comandante, pois o rapaz tinha informações a transmitir-lhe.

      O centurião atendeu o pedido de Paulo. Lísias levou o jovem a um lugar isolado onde pudessem conversar sem ser ouvidos por ninguém mais. “O que tem a dizer-me?” perguntou.

      “Os judeus vão pedir ao Sr. Comandante, que leve Paulo ao Conselho amanhã,” ele informou. “Eles fingirão que querem interrogar Paulo sobre os seus ensinamentos, mas o que querem mesmo é valer-se da ocasião para matar o meu tio. Mais de quarenta homens juraram não comer nem beber até que tenham matado tio Paulo.”

      Lísias agradeceu o rapaz pela informação e recomendou: “Não conte isso a minguem mais.” Despachando o sobrinho de Paulo, Lísias imediatamente fez planos para retirar Paulo de Jerusalém. Teria de fazer isso naquela noite mesmo, antes que aqueles judeus fanáticos executassem seu plano perverso no dia seguinte.

      Como se sentiria se fosse Paulo? Com medo? Paulo não precisava de temer porque o Senhor lhe prometera que a sua vida seria preservada, e que seu ministério continuaria; e que ele seria até uma testemunha de Cristo em Roma. Quando ficamos ao lado de Deus, como Paulo ficou, nada, nem ninguém, nos pode destruir. Deus está no comando, cuidando dos que Lhe pertencem. Ainda não era a hora de Paulo morrer. Deus, não os homens, escolheria a hora de levá-lo para o céu. Não é maravilhoso estar ao lado de Deus e saber que Ele controla tudo que nos acontece? Vamos agradecer a Deus por sua eterna vigilância sobre nossas vidas. E sejamos como Paulo: tão logo tenhamos consciência de que erramos, vamos confessar nosso erro imediatamente a Deus e pedir a Ele que nos perdoe. Talvez tenha alguma coisa que deva confessar a Deus agora. Por que então não confessa enquanto oramos?

 

 

Lição 20

Perante Governadores e Reis

Actos 23:23-35; 24:1-26; 32

 

Versículo: Salmo 37:23

 

Revisão

 

      Paulo estava preso num quartel romano em Jerusalém. Seus inimigos judeus o haviam agarrado no Templo e o teriam matado, não fora o socorro dos soldados romanos. O sobrinho de Paulo tomou conhecimento da trama para matar Paulo, segundo o qual mais de 40 judeus haviam jurado não comer nem beber até que o tivessem matado. Planejavam executar o assassinato no dia seguinte. O sobrinho de Paulo foi ao quartel avisar Paulo, que o mandou falar com o Comandante Lísias.

      A fim de garantir a segurança de Paulo, Lísias fez planos de mandar Paulo imediatamente de Jerusalém para Cesaréia, uma cidade costeira no mar Mediterrâneo, que era a capital romana de Judeia, da qual Félix era governador. Lá, era menos provável que os judeus provocassem tumulto, porque havia mais tropas romanas do que em Jerusalém, onde Paulo estava preso.

 

Paulo é Levado à Noite para Cesaréia

 

      Em obediência às ordens do Comandante, dois centuriões convocaram duzentos soldados para escoltar Paulo para fora da cidade. Setenta cavaleiros e duzentos homens de infantaria, armados de lanças, o acompanharam. Lísias não queria correr nenhum risco com a segurança do prisioneiro. Paulo foi montado num cavalo também. Imaginem como ele se sentiu ao cavalgar noite adentro para longe dos que pretendiam matá-lo em Jerusalém. Deus novamente o protegera!

      Os soldados o escoltaram até Antipátride, que ficava a meio caminho de Cesareia. Então os soldados voltaram para Jerusalém, e os homens a cavalo continuaram com Paulo rumo a Cesareia. Agora não havia mais perigo de Paulo ser alcançado pelos seus inimigos, não havendo mais necessidade de escolta dos lanceiros, que regressaram.

      Finalmente, chegaram a Cesareia e Paulo foi entregue a Félix, o governador. A escolta também entregou uma carta de Lísias a Félix, através da qual o Comandante explicou que Paulo teria sido morto pelos judeus não fora a interveniência providencial dos soldados romanos que o salvaram. Lísias escreveu: “Este homem nada fez que mereça a morte. Ele é apenas acusado de violar a lei religiosa dos judeus.”

 

Paulo Perante Félix

 

            Depois de ler a carta, Félix perguntou de Paulo sobre a sua origem, onde na cera, e então prometeu-lhe ouvir o seu caso quando os acusadores chegassem. Enquanto isso, Paulo ficou detido no pretório de Herodes, como prisioneiro de Roma.

            Paulo estava agora nas mãos de Félix, um governante romano injusto. Os historiadores nos contam muito sobre Félix que for a escravo, mas fora liberto e mais tarde se tornou governador de Cesareia. Muitos o odiavam porque ele era desonesto e vingativo. Esposara uma bela jovem judia de nome Drusila, tomando-a de seu marido legal, com abuso de poder. Era este homem que agora detinha Paulo como prisioneiro.

            Cinco dias após a chegada de Paulo a Cesareia, Ananias, o Sumo-sacerdote judeu, na companhia de outros líderes religiosos, vieram de Jerusalém para apresentar, perante Félix, o libelo, isto é, as acusações contra Paulo. Trouxeram com eles um advogado de nome Tértulo, capaz de apresentar habilmente o ponto de vista dos líderes judeus.

 

Tértulo Acusa Paulo

 

            Tértulo começou seu discurso diante de Félix bajulando esse governador, dizendo que ele era um grande administrador e que o povo judeu muito o admirava. Naturalmente isso era conhecido puxasaquismo, como se diz em linguagem popular, com o fim de incensar o governador para angariar as suas simpatias, deixando-o bem-humorado. Em seguida, Tértulo começou a sua acusação contra Paulo, o verdadeiro libelo para o qual o Sumo-sacerdote Ananias trouxera este advogado. Ele acusou: "Este homem é uma peste, um criador de casos, que agita o povo e provoca sedições e violência, um chefe dos odiados nazarenos. Profanou o templo sagrado em Jerusalém. Nós o capturamos a fim de julgá-lo de acordo com nossa própria lei judaica, mas Lísias, o comandante romano, nos impediu de levar tal julgamento a cabo."

            A acusação de Tértulo contra Paulo era muito sério, porque os romanos eram amantes da lei e da ordem, de sorte que eram naturalmente agitadores e perturbadores da ordem. O que Tértulo disse contra Paulo era mentira, conforme o próprio Paulo teve oportunidade de salientar quando chegou a sua vez de falar em sua própria defesa. Ele negou as acusações formulado contra eles, explicando o que de facto acontecera.

            "Há doze anos subi a Jerusalém para adorar," disse Paulo. "Não preguei no Templo, na sinagoga, ou em qualquer lugar da cidade. E meus acusadores não podem provar que eu tenha feito qualquer coisa que pudesse causar tumulto. Do que Tértulo disse só é verdade uma coisa: sou seguidor do nazareno, Jesus Cristo. Eu adoro o Deus de meus pais, crendo em tudo que está registado nas Escrituras. Tenho esperança na ressurreição dos mortos, como eles também a têm. Vivo dum modo que agrada a Deus. Vim ao templo em Jerusalém após uma ausência de muitos anos, a fim de trazer as minhas oferendas. Eu estava tranquilamente cuidando de minha adoração, e não incitando qualquer tumulto. Os judeus que me encontraram No Templo deveriam estar aqui para testemunhar contra mim se têm algo a dizer. Quando compareci perante o Conselho Judaico, testifiquei da minha fé na ressurreição dos mortos. É disso que sou acusado?"

            Félix ouviu Paulo com atenção. Sabia que Paulo nada fizera que merecesse castigo, mas não o soltou. Pensou que talvez pudesse usar esse prisioneiro em seu próprio benefício dele. Félix despachou os acusadores de Paulo, dizendo-lhes que mais tarde estudaria o assunto. Então, entregou Paulo ao centurião. Paulo continuava prisioneiro, acorrentado a um guarda romano, mas Félix lhe permitiu que os amigos o visitassem e o ajudassem também, e servissem.

 

Félix se Amedronta

 

            A curiosidade de Félix e a sua jovem esposa Drusila se acendeu em relação a Paulo. Como for a criada na tradição judaica, Drusila sabia alguma coisa sobre as Escrituras do Velho Testamento. Por isso, Félix e Drusila reuniram com Paulo muitas vezes para ouvir mais sobre a sua fé em Cristo. Destemidamente, Paulo lhes contou não somente sobre a salvação de Cristo para todos aqueles que crêem, mas, também, lhes falou do julgamento de Deus para os que rejeitam o Evangelho, para os incrédulos. As suas palavras fizeram com que Félix tremesse de medo. Será que havia mesmo um Deus Vivo que punia o pecado, como Paulo dissera? Se as afirmações desse prisioneiro fossem verdadeiras, Félix estaria em dificuldades, pois havia praticado maldade. Contudo, Félix não estava inclinado a desistir da sua Vida pecaminosa para seguir a Cristo, e logo afastou os pensamentos dum julgamento de Deus.

            Félix sabia que Paulo tinha muitos seguidores. Imaginou que alguns deles fossem ricos e lhe pagassem uma grande soma de dinheiro para que soltasse Paulo. Talvez valesse a pena esperar, pensou. Enquanto esse governador ávido de riquezas, super corrupto, esperava uma oportunidade de ganhar dinheiro às custas do preso, Paulo permanecia na cadeia, acorrentado a um guarda romano. Entretanto, os inimigos em Jerusalém estavam contentes com o facto de que Paulo perdera a liberdade de viajar e pregar a doutrina de Cristo, a Quem eles tanto odiavam. Rogaram a Félix que mantivesse Paulo na prisão. Félix queria agradar aos judeus porque sua posição como governador dependia bastante da sua habilidade de mantê-los contentes, sem problemas. Por isso - como também não recebeu dinheiro - decidiu manter Paulo na prisão, embora soubesse inocente de qualquer crime.

            O que Félix não sabia é que Deus ordena os negócios dos homens, não os governadores terrenos. Um dia, Félix recebeu ordem de César, o imperador, para voltar a Roma. Foi demitido de seu cargo de governador de Cesareia e para o seu lugar foi nomeado um homem de nome Festo. Quando isso aconteceu Paulo já estava na prisão há dois anos completos.

            Quando Festo substituiu Félix como governador, os líderes religiosos judeus comentaram entre si: "Talvez agora possamos nos livrar desse Paulo." Na oportunidade duma visita oficial de Festo a Jerusalém, conseguiram uma audiência com ele e renovaram as velhas acusações contra Paulo, pedindo a Festo que o mandasse de volta a Jerusalém para um novo julgamento. O plano deles era aquele antigo de atacar e matar a Paulo durante a viagem.

            Festo desconhecia a trama dos judeus, mas, mesmo assim, não concordou com o pedido. "Podeis vir a Cesareia e acusá-lo lá," disse. Deus estava a cuidar de Seu servo Paulo, não estava?

 

 

Lição 21

Paulo vai à Roma

Actos 23:23-35; 24:1-26; 32

 

Versículo: Tiago 2:10

 

O Rei Agripa é Quase Persuadido

 

            Um grupo de líderes judeus viajou para Cesareia a fim de comparecer ao Tribunal de Festo. Festo então ordenou a seus soldados que trouxessem a Paulo. Quando foram autorizados a falar, os judeus acusaram Paulo de muitos crimes, mas não puderam provar nenhum. Paulo continuava a insistir que nada havia feito contra o Templo ou a lei dos judeus. Tampouco fizera qualquer coisa contra o governo romano.

            Festo, como Felix fizera antes dele, queria agradar os líderes religiosos judeus. Perguntou a Paulo: "Queres subir a Jerusalém e ser julgado por mim lá a respeito destas coisas?"

            Os inimigos de Paulo devem ter ficado com a respiração em suspenso, esperando, contra tudo, que Paulo dissesse "Sim". Assim poderiam executar a velha conspiração para matá-lo durante a viagem. Mas Deus tinha outros planos para Paulo. Ele lhe havia dito que Paulo seria Seu testemunho em Roma, da mesma forma como havia testemunhado em Jerusalém.

            Paulo disse a Festo: "Estou diante do Tribunal de César. Não pratiquei nenhuma ofensa contra os judeus, como Vossa Excelência sabe. Se cometi algo digno de morte, não me recuso a morrer mas, por outro lado, se nenhuma dessas acusações são verdadeiras, ninguém pode me entregar nas mãos deles. Eu apelo a César."

            Festo não podia negar o apelo do prisioneiro, porque Paulo era cidadão romano e como tal tinha todos os direitos dum cidadão livre de Roma. Festo concordou em mandar Paulo para Roma para ser julgado no Tribunal de César.

            Festo ficou sem saber que espécie de relatório sobre Paulo deveria mandar a César. Teria de mandar dizer alguma coisa, mas certamente esse homem nada fizera que merecesse a morte.

            Enquanto pensava no que escrever sobre Paulo ao Imperador de Roma, Festo recebeu uma visita muito especial: o Rei Agripa e a Rainha Berenice, que reinavam na Galileia e na região do vale do Jordão. O rei Agripa era bisneto de Herodes, o Grande.

            Tendo em vista que os hóspedes reais ficaram com Festo muitos dias, ele decidiu pedir a eles que solucionassem o problema de Paulo, contou-lhes que tinha um prisioneiro que fora acusado pelos judeus. Disse: “Quando começaram a acusá-lo diante de mim, fiquei surpreso. Só falaram nas leis judaicas e no Templo deles. Também acusaram a Paulo de propalar que Alguém, que eles afirmavam estar morto, estava vivo. Dei a Paulo oportunidade de ir a Jerusalém para ser julgado, mas ele apelou para César.”

            “Gostaria de ouvi-lo eu próprio,” disse o rei Agripa. Parecia-lhe um caso muito interessante. Diante desse desejo do rei, programou-se uma audiência para o dia seguinte. O rei Agripa entrou na sala de audiência paramentado em suas vestes reais, acompanhado da sua esposa, coberta de jóias. Outras pessoas importantes também estavam presentes. Paulo, acorrentado, ficou no meio de todo esse esplendor. Ele então falou à audiência a respeito do Messias Prometido, que os judeus vinham esperando desde os templos antigos, afirmando perante todos que Jesus era esse Messias, e que ressuscitara dos mortos como prova de que Ele é Deus.

            “Eu nem sempre cri em Jesus,” Paulo admitiu. “Cheguei mesmo a perseguir os que criam nele, metendo-os na cadeia. Mas um dia, a caminho de Damasco, fui prostrado por uma luz brilhante. Vi a Jesus e ouvi Sua voz.”

            E Paulo prosseguiu, contando como Jesus lhe dissera que fosse a Sua testemunha perante todos os homens em todos os lugares, no mundo inteiro, e que ele vinha justamente cumprindo o que Jesus lhe mandara fazer. Por isso os judeus queriam matá-lo.

            E a voz de Paulo se elevou quando ele, com muita eloquência falou da ressurreição de Jesus. Festo sabia que Jesus fora crucificado. Como, pois, poderia Paulo afirmar que ele ressuscitara dentre os mortos?

            Esse Paulo deveria ter enlouquecido. E Festo falou em alta voz: “Paulo, tu estás delirando; ficastes louco de tanto estudar.”

            Então Paulo assegurou a Festo que ele não estava louco, que falava a verdade, e acrescentou: “O rei sabe que estas coisas são verdadeiras. Rei Agripa, crês nos profetas? Sei que crês.”

            O que Paulo acabara de dizer mexeu muito com o rei Agripa. É possível que ele até tenha ficado sem jeito, pois respondeu: “Quase me convences a ser cristão,” isto é, um crente em Jesus.

            Paulo sabia que “quase” ser crente não era bastante, pelo que respondeu com muito empenho: “Meu desejo é que não somente Vossa Majestade mas todos os presentes aqui não fossem apenas “quase” convencidos, quase persuadidos, mas fossem total e completamente convencidos e persuadidos a se tornarem crentes como eu.”

            O Rei Agripa se levantou. Isso significava que a audiência estava suspensa e que o rei não queria mais ouvir a Paulo, cujas palavras muito o incomodaram. Em seguida os guardas levaram Paulo de volta para a prisão e o casal real ficou para discutir o caso de Paulo com Festo. Concordaram entre si que Paulo estava inocente de qualquer crime, mas, como apelara para César, deveria ser enviado a Roma para julgamento.

            Você lamenta por Paulo? Ele não ficou com pena de si próprio. Paulo tinha uma consciência limpa e a presença do Senhor estava com ele. Tinha a certeza de que, embora morresse, ressuscitaria para viver eternamente com Deus no céu. Festo, o rei Agripa e a rainha Berenice é que eram dignos de pena! Viviam em palácios no maior luxo, comendo do bom e do melhor, vestindo roupas reais e recebendo honrarias da parte de muita gente. Mas não tinham mais nada além da sua vida na terra, nenhuma esperança eterna, como Paulo tinha. Essas pessoas, embora poderosas e ricas, não tinham também paz interior, só tinham uma consciência pesada. Paulo, embora fosse prisioneiro, era muito mais feliz, como também pode ser, se conhecer a Jesus. Mas se você não O conhece, você pode vir a Ele e recebê-Lo pela fé, hoje mesmo.

            Não seja como rei Agripa que foi quase persuadido a crer em Jesus. “Quase” não é suficiente. Há um hino cujo título é: “Quase persuadido,” ou “Quase convencido”. O último diz: “Quase, mas perdido.” Para ser salvo, você deve dizer sim a Jesus, de todo o seu coração, com sinceridade, como Paulo fez. Por favor, não adie a sua decisão. Crê nele e quer permitir que ele entre em sua vida hoje.

 

 

Lição 22

O Naufrágio

Actos 27

 

Versículo: Salmo 73:28

 

Paulo Embarca Para Roma

 

      O governador Festo concordava, a pedido de Paulo, em enviar o Apóstolo a Roma, a grande capital do Império Romano, para ser julgado no Tribunal de César. Paulo tinha esse direito como cidadão romano que era.

      Um centurião de nome Júlio foi encarregado de escoltar Paulo e outros prisioneiros. Para isso, Júlio convocou a ajuda de muitos soldados para vigiá-los durante essa viagem a Roma. A maioria dos prisioneiros que iriam com Paulo havia violado as leis romanas e muitos deles eram marginais de alta periculosidade. Os que fossem condenados dentre eles, seriam jogados às feras no coliseu, cujas ruínas ainda se vêem hoje em Roma, para divertimento das multidões sibaritas daquela cidade. Sibarita é uma pessoa que dedica a sua vida à busca de prazeres. Festo explicou a Júlio que Paulo não havia violado nenhuma lei. Estava sendo julgado por acusações dos judeus, em questões religiosas, e por isso Júlio tratou Paulo com cortesia. De facto, o respeito do centurião Júlio por Paulo aumentou a medida que a viagem prosseguia.

      Mas os navios que zarpavam directamente de Cesareia para Roma já haviam partido porque já era Outono, e o Inverno se aproximava. Por isso, os viajantes tiveram de pegar um navio menor, um barco costeiro que velejava pela costa da Síria para a Ásia Menor, onde os prisioneiros fariam transbordo para um navio com destino a Roma, se pudessem ainda encontrar um.

      Os companheiros de viagem de Paulo, Lucas e Aristarco, um crente da Macedónia, o acompanharam na viagem. É possível que tenham viajado como passageiros pagantes, só para fazer companhia a seu amigo nesse momento difícil da sua vida.

      Quando o navio aportou em Sidom para receber carga, o centurião Júlio permitiu que Paulo desembarcasse para visitar os amigos que tinha naquela cidade portuária. Deve ter sido muito animador para o apóstolo poder encontrar com os irmãos em Cristo naquele lugar.

      Mas não demorou e Paulo já estava de volta ao navio, novamente velejando rumo oeste para Roma. Com já era fim do Outono e os ventos estavam se tornando fortes com a aproximação do Inverno, o navio não seguiu uma rota de alto mar, antes se manteve próximo à costa e muitas vezes ancorava. Finalmente chegaram à cidade de Mirra, onde Júlio encontrou um navio egípcio zarpando para Roma com uma carga de trigo. O capitão do navio conseguiu lugar para Júlio, os soldados e os prisioneiros. Havia pessoas a bordo quando zarparam. Era muita gente para um navio daquela época.

 

Perigos no Mar

 

      Quase imediatamente enfrentaram perigos. Por causa dum vento de proa em mar alto, que soprava das costas africana, o navio foi obrigado a velejar perto da costa. Em contrapartida, perto da costa não havia vento suficiente para que fizessem muito progresso. Naqueles tempos não havia motores nem caldeiras, de sorte que os navios dependiam exclusivamente de velas e dos ventos.

     

O Aviso de Paulo

 

      Finalmente chegaram a um porto na Ilha de Creta a que chamavam de Porto Belo. Então, ancoraram. Vendo que era perigoso velejar por causa dos ventos fortes em mar alto, agora que o Inverno estava próximo, Paulo sugeriu que ficassem naquele porto em Creta até que o Inverno passasse. Paulo era um experiente marinheiro, graças às muitas viagens que fizeram por mar, e sabia que os ventos de Inverno eram perigosos. Já naufragara três vezes! Por isso, ele avisou o centurião de que correriam sério perigo se prosseguissem.

      O Capitão do navio não quis ficar em Porto Belo, recusando o alvitre de Paulo, porque era um porto pequeno, impróprio para invernar. Ele decidiu velejar para Fenice, que estava apenas 65 km dali, a oeste. Fenice era um porto muito maior na Ilha de Creta e um lugar mais adequado para abrigar tantas pessoas durante o Inverno. Quando o vento mudou de direcção, do norte para o sul, o capitão do navio teve certeza de que tomara a decisão certa. Levantando âncoras e desfraldando as velas, puseram-se ao mar novamente.

      Mas o vento suave de sul logo mudou para nordeste, encrespando o mar. As ondas ameaçavam tragar o navio. O capitão se preocupava com a possibilidade de ser afastado da rota pela violência do vento, indo dar aos bancos de areia traiçoeiros nas costas africanas, onde com certeza naufragariam.

      Uma ilhota chamada Clauda lhes serviu de abrigo temporário contra o vento tempestuoso. Sob a protecção dos penhascos da ilha, que os abrigava do vento, os marinheiros puderam recolher a bordo o bote que vinha sendo rebocado pelo navio, a mercê do mar bravo. Aproveitaram a ocasião também para amarrar o navio com cordas, num esforço de evitar que se partisse com a batida das ondas.

      Mesmo nessa ocasião estavam em perigo porque se o navio batesse num banco de areia, com toda a certeza naufragaria. Deixando o abrigo da ilhota, rumaram para alto mar mais uma vez, esperando vencer a tempestade.

 

A Tempestade Aumenta

 

            Mas a tempestade não amainou. Ao invés disso, continuou a aumentar de intensidade. As ondas jogavam água dentro no navio, que também começou a fazer água nos costados, aumentando a quantidade de água no porão. O capitão do navio, com medo de afundar, mandou jogar carga n'água, para aliviar o peso. Primeiro foi a carga mais leve, mas quando o perigo aumentou, mandou jogar também no mar os sacos de trigo, a sua carga mais importante.

            Durante dias, o navio foi jogado dum lado para o outro nas ondas do mar revolto, ficando cada vez mais avariado e mais cheio d'água. Os marinheiros e os passageiros também trabalhavam desesperadamente, mas sabendo que o naufrágio era só uma questão de tempo e que todos teriam a sua sepultura nas águas do mar.

            Por causa do grande perigo e do empenho para salvar o navio ninguém se lembrou de comer. Não era importante comer quando todos estavam numa situação em que a morte poderia sobrevir a qualquer momento.

 

Paulo, entretanto, não temia a morte. Lembrava-se da promessa que Deus lhe fizera, no sentido de que ele deveria ser Sua Testemunha em Roma. Levantou-se diante dos marujos amedrontados e disse: "Senhores, não estaríamos nesta situação de desespero se tivésseis me ouvido, permanecendo em Porto Belo durante o Inverno. Mas agora, tende bom ânimo, porque nenhum de vós se afogará. Só se perderá o navio. Eu sei porque um anjo de Deus, a Quem sirvo, me revelou esta noite que serei levado à presença de César, e que todos os meus companheiros também se salvarão. Portanto, tende bom ânimo! Sei que tudo sairá exactamente como Deus me revelou. Porém é necessário que vamos dar a uma certa ilha."

            Paulo era um prisioneiro, mas era o líder, agora, na hora do perigo. Deus ajuda o Seu povo a não entrar em pânico, mesmo quando tudo parece estar errado. Em tempos de perigo ou frustração, podemos confiar nas promessas de Deus como fez Paulo e encher-nos de coragem.

 

 

Lição 23

Paulo Conforta Todos a Bordo

Actos 27

 

Versículo: I João 2:5

 

            Paulo, entretanto, não temia a morte. Lembrava-se da promessa que Deus lhe fizera, no sentido de que ele deveria ser Sua Testemunha em Roma. Levantou-se diante dos marujos amedrontados e disse: "Senhores, não estaríamos nesta situação de desespero se tivésseis me ouvido, permanecendo em Porto Belo durante o Inverno. Mas agora, tende bom ânimo, porque nenhum de vós se afogará. Só se perderá o navio. Eu sei porque um anjo de Deus, a Quem sirvo, me revelou esta noite que serei levado à presença de César, e que todos os meus companheiros também se salvarão. Portanto, tende bom ânimo! Sei que tudo sairá exactamente como Deus me revelou. Porém é necessário que vamos dar a uma certa ilha."

            Paulo era um prisioneiro, mas era o líder, agora, na hora do perigo. Deus ajuda o Seu povo a não entrar em pânico, mesmo quando tudo parece estar errado. Em tempos de perigo ou frustração, podemos confiar nas promessas de Deus como fez Paulo e encher-nos de coragem.

            Depois de 14 dias sendo atacados pela tempestade, os marujos experientes concluíram que estavam próximos de terra. Eles sondaram a água e descobriram que tinha somente 20 braças de profundidade. Uma braça mede, aproximadamente, seis pés. Logo, sondaram a água, novamente. Tinha somente 15 braças. Eles ficaram mais abismados do que nunca. As águas estavam a ficar muito rasas, o que representava novo perigo - choque com rochas e bancos de areia.

            Alguns marinheiros começaram a conspirar para salvar as suas próprias vidas - queriam abandonar o navio em um pequeno bote salva-vidas que eles traziam a bordo. Não havia espaço para muitos no pequeno bote, mas eles, afinal, poderiam salvar-se e abandonar os outros para serem sepultados no mar.

            Enquanto eles estavam a baixar o bote no mar, Paulo descobriu os planos deles e contou a Júlio. O centurião entrou em acção imediatamente. Ele enviou um dos seus soldados para cortar a corda que prendia o bote ao navio e os marujos viram seu medo de fuga desaparecer na noite.

            Quando começou a amanhecer, no quadragésimo dia de tempestade, os homens subiram ao babaristre do navio.

            "Olhem! Terra a vista!” Alguns gritaram. Com segurança, nos primeiros claros da manhã, eles podiam avistar terra à distância. Se eles ao menos pudessem alcançá-la… Mas, de que forma?

            Paulo pôs-se de pé, novamente, e disse às pessoas que comessem algo. Eles não comiam há duas semanas. Se eles não renovassem as suas forças, como poderiam lutar para salvar as suas vidas? Ele prometeu-lhes que nem sequer um deles morreria, mas as pessoas amedrontadas achavam difícil crer nisso.

            Paulo, então, tomou o pão, e dando graças na presença de todos eles, começou a comer. Isto nos lembra que devemos curvar as nossas cabeças e dar graças antes de comermos, onde quer que estejamos: em casa, na escola, no restaurante ou na casa de um amigo. Esta é uma forma de mostrarmos às pessoas que pertencemos a Deus.

            Quando Paulo começou a comer, o povo decidiu comer, também.

            Eles sabiam que era importante para eles terem forças para enfrentar o que vinha pela frente. Quando eles escutaram as palavras de Paulo e começaram a comer, ficaram menos amedrontados e mais esperançosos.

            O capitão ordenou que o trigo fosse lançado ao mar para que o navio ficasse o mais leve possível, enquanto eles se aproximavam da costa. Nenhum deles sabia onde se encontravam ou qual era o lugar de onde eles se aproximavam. Quando eles chegaram mais perto, eles puderam ver uma enseada e uma praia arenosa.

            “Vamos tentar encalhar o navio nesta enseada,” disse o capitão. “Talvez possamos mantê-lo a salvo ali.”

 

O Navio parte-se

 

            Eles levantaram a âncora e deixaram o navio ir ao mar, largando também as amarras do leme, dirigindo o navio para a enseada. Subitamente, o navio chocou-se contra alguma coisa e parou. Um grande barulho fê-los saber que eles haviam-se chocado contra um banco de areia e estavam encalhados. As grandes ondas cobriam o navio e, subitamente o navio partiu-se em dois. Havia somente uma esperança de salvamento agora – nadar até a praia.

            Os soldados romanos, acorrentados a seus prisioneiros, sabiam que não poderiam nadar até a costa com o peso das correntes. Por outro lado, se eles perdessem os seus prisioneiros, eles teriam de pagar com as suas vidas. Os soldados vieram apressadamente ao centurião Júlio. “Senhor”, falaram; “Deixe-nos matar os prisioneiros para impedi-los de fugir.”

            A essa altura, Júlio havia adquirido um grande respeito e amizade por Paulo e não queria que ele fosse morto. “Não,” ele disse. “Liberte-os e deixe-os nadar até a costa.”

Os soldados, rapidamente, soltaram as correntes e todos saltaram ao mar, sabendo que era o único meio de salvarem as suas vidas. Aqueles que sabiam nadar, nadaram e, aqueles que não sabiam, arranjaram pedaços de destroços do navio para manterem-se flutuando.

            Dessa forma, os marujos, soldados e prisioneiros, todos chegaram à terra, um a um, tremendo de frio sob a chuva, seus dentes batendo uns nos outros, cansados, exaustos, mas todos a salvo, tal como Paulo lhes prometera. Deus mantivera a Sua Promessa. Eles todos haviam-se salvado. Nenhum deles havia morrido no terrível naufrágio. E, agora, todos sabiam que as palavras de Paulo eram verdadeiras.

            Que é que acha que eles pensavam a respeito de Paulo, agora? Invejavam eles sua fé, sua coragem, sua sabedoria? Eles sabiam, com certeza, que Paulo possuía um Deus maravilhoso e cheio de poder. Talvez muitos deles tornaram-se cristãos através do testemunho e exemplo de Paulo. Que testemunho! Deus tomara um trágico acontecimento e o usara para glorificar a Si mesmo.

            Você também, pode ser uma testemunha para Jesus Cristo se confiar nele em qualquer situação. É fácil confiar nele quando tudo está bem, mas é muito difícil quando atravessa uma situação difícil, tempestuosa. Nesses momentos, tem pena de si próprio e até mesmo murmura contra Deus? Lembre-se de que Deus o ama e pode cuidar de você e que, muitas pessoas que não conhecem o seu Deus, podem estar a observar como reage em situações difíceis. Paulo ensina-nos a confiar em Deus em todas as ocasiões e a deixa-Lo resolver os seus problemas. Ele ensina-nos a firmar-nos nas promessas de Deus e não temer, não importando as consequências.

            Eu gostaria de ser como Paulo, e você? Vamos pedir a Deus que nos ajude a confiar nele e não temer quando os problemas surgirem.                     

 

 

Lição 24

Roma, Afinal!

Actos 28

 

Versículo: Deut. 7:9

 

Revisão

 

      Você vai relembrar que Paulo, na qualidade de prisioneiro, estava num navio a caminho de Roma. O navio foi arrastado por um furacão e destruído próximo da ilha de Malta, contudo todos os 26 passageiros a bordo do navio naufragado conseguiram nadar ou flutuar até a costa.

 

Encontrados Pelos Habitantes da Ilha

 

      Quando todos os sobreviventes do navio, completamente exaustos, encharcados, tremendo de frio, conseguiram chegar à praia, os habitantes da ilha os encontraram e os receberam de forma bondosa. Sem dúvida eles haviam observado a destruição do navio e viram os seus ocupantes saltarem e nadarem até a costa. Uma vez que os habitantes da ilha eram também homens do mar, eles tinham grande simpatia pela situação dos náufragos.

 

A Salvo em Malta

 

      O povo da ilha começou a preparar uma enorme fogueira para aquecer os náufragos encharcados. Eles sacudiam a cabeça, incrédulos, ao verem, um a um, todos os náufragos chegando vivos, incólumes, à praia – nem mesmo um havia se extraviado. Paulo, acostumado a ajudar em qualquer tipo de trabalho, começou imediatamente a juntar madeira para a enorme fogueira destinada a aquecer e secar os náufragos enregelados e molhados até os ossos.

 

Uma Víbora Morde Paulo

 

      Quando Paulo estava colocando mais lenha na fogueira, repentinamente uma víbora (espécie de cobra muito venenosa) surgiu do meio da lenha e mordeu a mão de Paulo. Sem dúvida aquela cobra venenosa estivera escondida no meio da madeira e, ao sentir o forte calor do fogo, mordeu a mão de Paulo.

      Os nativos do lugar ficaram atónitos ao verem o que acontecera a Paulo. Eles sabiam que uma picada de víbora significava morte instantânea. Eles comentaram entre si: “Aquele homem deve ser culpado de um crime terrível, porque embora tenha conseguido sobreviver ao naufrágio, está agora recebendo o que merece. Ele morrerá imediatamente pela acção do veneno da víbora.”

      Paulo viu a cobra e certamente sentiu a mordida. Ele sacudiu a cobra do seu braço para dentro do fogo e continuou seu trabalho juntando lenha para a fogueira. Mas os nativos ficaram observando-o e esperando que ele perdesse as forças e caísse morto. Mas nada disso aconteceu! Os nativos, por esta razão, estavam grandemente espantados porque ninguém jamais sobrevivera a picada duma víbora. A morte era instantânea!

      “Ele não deve ser um criminoso”, os nativos finalmente disseram uns aos outros.”Ele deve ser um deus!” E, então, eles passaram a olhar para Paulo com termos e respeito.

      Depois que os náufragos estavam bem secos e aquecidos pela fogueira, os bondosos nativos levaram-nos ao governador, Públio, que os proveu de alimento e os alojou.

      Quando Paulo soube que o idoso pai do governador, que residia com ele, estava muito enfermo, Paulo perguntou-se ele poderia ver a ancião. Impondo as suas mãos sobre o ancião, Paulo orou a Deus para que o curasse. Quando Deus curou o homem, os nativos, maravilhados, começaram a trazer outros enfermos para serem curados por Paulo e Deus curou a todos através da oração de Paulo. Esta foi a primeira vez que esses nativos ouviram acerca do Deus Verdadeiro e, assim, Deus usou os milagres que operou através de Paulo para fazê-los ouvir o testemunho de Paulo sobre Jesus Cristo.

      Os náufragos foram forçados a permanecerem na ilha por três longos meses, até terminar o Inverno e haver condições de segurança para prosseguirem a sua jornada. Júlio, o guardião de Paulo, encontrou um navio de Alexandria, que estava a invernar no porto de Malta e fez os arranjos necessários para que ele e seu prisioneiro, Paulo, prosseguissem viagem naquele navio.

      O povo da ilha fez um grande banquete de despedida para Paulo e os seus amigos, não só para homenageá-los mas também deu-lhes mantimentos e outras coisas para provê-los para a jornada. Enquanto os nativos davam adeus aos viajantes, o navio afastava-se lentamente do porto para o mar aberto. Deus usara aquela grande tempestade e o terrível naufrágio para trazer o Evangelho àquela pequena ilha e Paulo fora o instrumento de Deus para testemunhar àqueles gentios. Eles dirigiram-se para o norte. Sua próxima parada seria Siracusa, um porto na costa este da Cicília.

 

Para Roma

 

      O navio ficou três dias em Siracusa. Este foi, sem dúvida, um tempo suficiente para Paulo e os seus amigos alcançarem algumas pessoas ali com o Evangelho. A toda a parte que iam, contavam às pessoas acerca do Deus Verdadeiro e Seu Filho, Jesus Cristo, que veio salvá-los de seus pecados se eles cressem nele.

      De Siracusa o navio velejou para a extremidade sul da Itália e depois para um porto marítimo ao sul de Roma. Agora, Paulo e os seus amigos estavam em solo italiano. De lá, eles viajariam por terra para a grande metrópole de Roma.

      Para alegria de Paulo ele encontrou cristãos nesse porto marítimo. Estes crentes alegraram-se em ver este Paulo a respeito de quem tanto ouviram falar. Que tempo agradável eles passaram junto conversando sobre as coisas do Senhor, durante os sete dias que Paulo e os seus amigos permaneceram lá! Eles mandaram mensageiros adiante deles, aos crentes em Roma, comunicando que Paulo estava a caminho e, alguns desses crentes vieram de Roma encontrar Paulo. Priscila e Aquila, provavelmente, estavam entre eles, porque por essa época eles haviam retornado a Roma.

 

Paulo Chega a Roma

 

      Paulo não sabia o que o esperava em Roma. Quanto tempo ele continuaria prisioneiro? César, o imperador romano, condená-lo-ia à morte? Estas e outras perguntas vinham à sua mente enquanto ele caminhava através da grande cidade. Quando ele viu os crentes que vieram ao seu encontro, sentiu-se grandemente encorajado. Como eles o confortaram com o seu amor!

      Nem sempre é fácil ser um cristão e Deus deseja que nós encorajemos uns aos outros tal qual os cristãos romanos fizeram com Paulo. Você sabia que pode ajudar não somente seus amigos cristãos, mas também seus professores cristãos e, até mesmo, seu pastor? Você pode agradecer a esses líderes por seus ensinamentos. Pode dizer-lhes que os ama. Ele sentir-se-ão confortados e estimulados com as suas palavras, assim como Paulo se sentiu ao ser recebido pelos cristãos romanos que o acompanharam nas últimas milhas de sua jornada.

 

Paulo, Um Prisioneiro Romano

 

      Finalmente, o pequeno grupo chegou a Roma. Júlio levou seu prisioneiro Paulo às autoridades. Foi permitido a Paulo morar sozinho num lugar seu, mas acompanhado de um guarda, ao qual estava acorrentado. Logo depois de sua chegada, Paulo se reuniu com os líderes do povo judeu em Roma, que ainda não sabiam de nada sobre a prisão de Paulo. Entretanto, já tinham ouvido falar dos cristãos, porque por toda parte falavam contra eles. Os judeus de Roma tinham a mente mais aberta que os judeus de Jerusalém, e disseram a Paulo que gostariam de ouvir a respeito do que ele cria e ensinava. Paulo usou as Escrituras do Velho Testamento para lhes provar que Jesus era o Verdadeiro Messias por quem os judeus vinham esperando há tanto tempo.  

      Alguns dos ouvintes creram, mas outros não. Paulo preveniu os incrédulos de que eles perderiam a salvação de Deus se endurecessem os corações. Disse-lhe também que os gentios, isto é, os povos não judeus, receberiam a salvação no lugar deles porque os gentios estavam prontos a ouvir. Naturalmente que os judeus incrédulos não gostaram dessas palavras. Saíram da casa de Paulo, mas não puderam lhe esquecer as palavras, discutindo o assunto entre eles com frequência.

      Quando os crentes em Filipos souberam que Paulo estava preso em Roma, mandaram-lhe uma boa soma de dinheiro. Graças a essa ajuda financeira e a autorização oficial, Paulo pode alugar uma casa para morar. Nada obstante, continuava prisioneiro, e tinha uma guarda na sua companhia o tempo todo. Contudo, podia receber visitas e fazer cultos o quanto desejasse. Também tinha tempo de escrever cartas, ou Epístolas, às várias igrejas.

      Crentes de todos os lugares, quando se encontravam em Roma, vinham visitar Paulo, e levavam as suas cartas de volta para as suas cidades de origem quando regressavam. Os guardas que vigiavam Paulo também ouviram a mensagem de salvação e muitos se tornaram crentes em Jesus.

      Paulo não parou de servir a Deus quando se tornou um prisioneiro de Roma. Deus o usara no navio; Deus o usara na Ilha de Malta, e agora o estava usando como prisioneiro em Roma. Se Paulo tivesse começado a ter pena de si próprio, Deus não o teria usado.

      Quando enfrentamos problemas, Deus nos quer alertar de que está a usar as nossas dificuldades para fazer algo maravilhoso por nós e também pelas pessoas que nos conhecem. Deus quer que o sirvamos onde quer que estejamos: em casa, na escola, na igreja, ou na diversão. Deus quer usá-lo como usou a Paulo, se você-Lhe permanecer fiel. Peçamos a Deus que nos ajude a permanecer fiel a ele.

 

 

Lição 25

As Cartas que Paulo Escreveu da Prisão

 

Versículo: Mat. 24:35

 

      César só concedeu audiência no processo contra Paulo depois de dois anos inteirinhos que o apóstolo estava em Roma. Mas, enquanto esperava o julgamento diante de César, Paulo pode realizar muito pelo trabalho de Deus. Graças a ajuda financeira que a Igreja de Filipos lhe vinha proporcionado, pode alugar uma casa para si e nela fazer cultos.

      Paulo também usava seu tempo de prisão para escrever cartas às igrejas que havia fundado. Era através de cartas às igrejas e a crentes em particular que Paulo ajudava seus irmãos em Cristo quando não os podia visitar pessoalmente.

      Uma de suas cartas dessa época de prisão em Roma foi escrita à Igreja de Filipos. Um jovem de nome Epafrodito trouxe generosas ofertas enviadas pela Igreja Filipenses e ficou com Paulo para ajudá-lo em seu ministério. Paulo escreveu uma carta de agradecimentos aos Filipenses, pelo auxílio que lhe mandaram e pela comunhão em Cristo. Essa carta Paulo mandou pelas mãos de Epafrodito. Nessa mesma carta aos Filipenses, Paulo falou de sua condição de prisioneiro e da possibilidade de ser condenado à morte.

      A carta aos Filipenses às vezes é chamada “carta de alegria” porque Paulo muito se regozijou nessa sua carta. Embora fosse prisioneiro em Roma, estava feliz e contente porque pertencia a Deus. Estão a lembrar do que Paulo e Silas fizeram anos antes quando ficaram presos numa cadeia na cidade de Filipos? (oraram e cataram louvores a Deus) agora, como prisioneiro em Roma, Paulo dizia aos crentes de Filipos: “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos” (Fil. 4:4) A carta de Paulo aos Filipenses é chamada na Bíblia de Livro dos Filipenses.

     

      Também estão incluídas na Bíblia outras cartas que Paulo escreveu nesta mesma época de sua prisão em Roma. São os Livros de Colossenses, Filémon, e Efésios. Filémon, que é a mais curta das Epístolas de Paulo (ou cartas), se refere a um escravo de nome Onésimo, que roubou seu dono, de nome Filémon, e fugiu para Roma, onde conheceu a Paulo e se converteu a Cristo, tornando-se uma vigorosa testemunha do Senhor em Roma. Paulo bem que gostaria de poder ter mantido Onésimo com ele, mas sabia que não seria correcto, porque Onésimo era um escravo que pertencia a Filémon. Nessa época havia escravidão também de brancos. Por isso, Onésimo deveria, como crente em Jesus, retornar a seu dono e confessar seu erro. A fim de facilitar as coisas para Onésimo, Paulo escreveu uma carta a Filémon, pedindo-lhe a perdoar seu escravo pelo o que fez.

      Essas cartas que Paulo escreveu às igrejas e a particulares são muito diferentes das cartas que escrevemos hoje em dia. São diferentes porque Deus disse a Paulo exactamente quais as palavras que deveria usar. Portanto, as cartas de Paulo, como os outros livros da Bíblia, são divinamente inspiradas; são a verdade. A Bíblia é o único livro que podemos considerar absolutamente verdadeiro, porque o Autor da Bíblia é Deus.

      Após dois anos como prisioneiro em Roma, Paulo foi finalmente julgado e absolvido, ganhando sua liberdade. Livre, ele empreendeu uma viagem de visita às igrejas da Ásia porque sentia que precisava tirar o máximo proveito do tempo que lhe restava, pois já era um homem velho. Paulo tinha especial interesse pela igreja em Éfeso, que era uma igreja forte, mas que necessitava de liderança. Por isso, decidiu deixar Timóteo como Pastor da Igreja de Éfeso.

      Enquanto viajava, seus pensamentos frequentemente se voltavam para Timóteo e suas responsabilidades à frente da Igreja de Éfeso. Timóteo ainda era jovem e precisava de instrução, de ensinamentos, de sorte que Paulo lhe escreveu uma carta, a que conhecemos como I Timóteo. Paulo ensinou a Timóteo como ser um bom pastor para seu povo e como manter a igreja livre de falsas doutrinas. Paulo continuou a viajar de uma igreja para outra, deixando seus auxiliares de confiança para pastoreá-las.

 

      Mais uma vez Paulo foi preso e metido numa prisão em Roma. Naturalmente, agora estava velho e seu corpo atestava o passar dos anos. Poucos vieram visitá-lo desta vez, porque isso era perigoso, toda vez que a perseguição aos cristãos crescia.

      Foi durante esta última prisão que Paulo escreveu sua segunda epístola a Timóteo, a quem amava como a um filho. Ministrou-lhe os ensinamentos finais, deu-lhe instruções e avisos neste livro a que chamamos de II Timóteo. Disse a Timóteo que brevemente encerraria a sua carreira terrena e iria encontrar-se com Deus. A essa altura, Paulo já foi julgado, sob a acusação de traição ao governo de Roma.

      Houve um segundo julgamento e Paulo foi condenado à morte. A execução da sentença para um cidadão romano era a decapitação, isto é, cortavam o pescoço do condenado, separando a cabeça do corpo. Sem dúvida, os soldados romanos que executaram a sentença não suspeitaram de que faziam, de facto, um favor ao velho prisioneiro. A espada que decepou a cabeça de Paulo foi também o instrumento que introduziu o grande apóstolo na presença de Deus. Paulo não seria mais caçado, açoitado, apedrejado, nem naufragaria ou seria metido na cadeia. Agora ele gozaria de paz, de glória, e receberia recompensas por toda eternidade.

 

      Deus usou o Apóstolo Paulo para levar muita gente à salvação por meio de Jesus Cristo. Paulo foi testemunho não apenas para os povos de seu tempo, mas para todos os homens, e mulheres, e jovens de nossos dias, porque sua vida e suas cartas formam grande parte do Novo Testamento, que é a parte da Bíblia que foi escrita após a vinda de Cristo à terra.

 

 

Versículos Para Decorar

 

Lição 1

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas…”

Actos 1:8a

Lição 2

“…E ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.”

Actos 1:8b

Lição 3

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.”

Mateus 5:10

Lição 4

“Portanto ide, ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”

Mateus 28:19

Lição 5

“Ensinando-as a guardar todas as coisas

que eu vos tenho mandado…”

Mateus 28:20a

Lição 6

 

 “E eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.” Mateus 28:20b

Lição 7

Assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”

(2 Coríntios 5:17).

Lição 8

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual foi devamos ser salvos.”

Actos 4:12

Lição 9

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” Romanos 1:16

Lição 10

“Mas Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”

 Romanos 5:8

Lição 11

“Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.”

Efésios 4:32

Lição 12

“Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e ele deleita-se no seu caminho.”

Salmo 37:23

Lição 13

“E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e a tua casa.”

Actos 16:31

Lição 14

“… Porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.”

Actos 17:11b

Lição 15

“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.”

I Coríntios 1:18

Lição 16

“Maravilhosos são os teus testemunhos; por isso a minha alma os guarda.” Salmos 119:129

Lição 17

“Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória pois a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.” Isaías 42:8

Lição 18

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.”

Romanos 6:23

Lição 19

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.”

I João 1:9

Lição 20

Os passos de um homem bom são confirmados, pelo Senhor, e ele deleita-se no seu caminho.”

Salmo 37:23

Lição 21

“Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.”

Tiago 2:10

Lição 22

“Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor Deus, para anunciar todas as tuas obras.”

Salmo 73:28

Lição 23

“Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado: nisto conhecemos que estamos nele.”

I João 2:5

Lição 24

“Sabereis pois que o Senhor teu Deus é Deus, o Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos.”

Deut. 7:9

Lição 25

 

“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar.”

Mateus 24:35