A Vida de Moisés, de nascença até o Mar Vermelho
9 lições sobre a primeira parte da vida de Moisés. Completo com versículos para decorar.

O Bebé no Rio

Êxodo 1:1-2:10

 

Versículo: Romanos 8:28

 

A Promessa de Deus aos Hebreus

 

      Há milénios passados, Deus fez uma promessa maravilhosa a Abraão, a Isaque e a Jacó. Deus disse a estes homens que os descendentes deles se multiplicariam como estrelas do céu ou como a areia do mar, e que através deles todas as nações da terra seriam abençoadas. Com grande amor e paciência, Deus ensinou a Abraão, a Isaque, a Jacó e às famílias deles – O POVO HEBREU – a amá-LO e a obedecer-Lhe. Vez após vez, Deus os ajudou através de profundas dificuldades, para que aprendessem a confiar nEle. Deus deu a Jacó o nome de Israel, que significa “um príncipe com Deus”. Deus deixou José filho de Jacó ser vendido como escravo para o Egipto onde se tornou um prisioneiro e finalmente o segundo comandante do Egipto depois de Faraó, o rei do Egipto. O Faraó disse para José convidar o pai dele e seus onze filhos com suas esposas e filhos – setenta pessoas ao todo – para virem e fazerem do Egipto o lar deles. Foi assim que os descendentes de Israel, os hebreus, vieram morar no Egipto, onde lhes deram a melhor parte da terra – a área chamada de “Gósen”, localizada a leste, uma parte fértil do delta do rio Nilo – para ali criarem ovelhas e gado para eles e suas famílias.

      Eventualmente, um novo Faraó subiu ao trono do Egipto. Ele não se lembrava de José; por isso ele não se importou como ou porque os hebreus vieram morar no Egipto, tudo o que ele sabia era que havia uma “explosão demográfica” no meio desse povo a ponto de se tornarem uma grande nação na terra de Gósen. Quando o Faraó percebeu que havia mais hebreus do que egípcios no país, ele não gostou de jeito nenhum. Chamou seus conselheiros e disse-lhes: “Estes hebreus estão se tornando perigosos para nós. Tem gente demais. Se houver uma guerra eles se juntarão ao inimigo e lutAarão contra nós.”

 

Os Hebreus são escravizados no Egipto

 

      O Faraó enviou egípcios armados a Gósen para ameaçar os hebreus e forçá-los a trabalharem como escravos. O povo de Deus não podia mais trabalhar para si mesmos ou em seu próprio benefício. Eles tinham que trabalhar para o estado como escravos. Feitores brutos os fatigavam sob trabalhos pesados. Fizeram-nos construir as cidades-tesouro de Pitom e Manassés. Dia após dia os hebreus tinham que labutar no calor abrasante, do nascer ao pôr do sol eles faziam tijolos, misturavam argamassa, construíam muros, cavavam valas e punham canos. Os feitores ficavam ao lado com açoites nas mãos prontos para castigar quem tentasse descansar ou relaxar um pouquinho. Como o povo de Deus sofreu sob a crueldade da escravidão!

      Apesar de os egípcios maltratarem e oprimirem os hebreus, tornando a vida deles infeliz e desgraçada, não conseguiram aniquilá-los. Os hebreus muitas vezes ficavam tristes e desencorajados, mas nunca perderam a esperança. Eles se uniram e fizeram o que puderam para ajudar um ao outro nos sofrimentos. E quanto mais Faraó os afligia, mais eles se multiplicavam e cresciam! Os egípcios ficaram alarmados e tornaram a escravidão dos hebreus mais amarga ainda. Eles forçaram os hebreus a labutar mais e com mais dureza, a carregarem pesadas cargas de argamassa e tijolos, a ponto de a escravidão deles se tornar quase insuportável.

      Em seus lares à noite, alguns hebreus falavam sobre as promessas de Deus a Abraão, que tinham passado de pai para filho por muitos e muitos anos. “Então lhe foi dito: `Sabe, com certeza que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. E tu irás para teus pais; serás sepultado em ditosa velhice. Na quarta geração tornarão para aqui” (Génesis 15: 13-16). Vez após vez eles devem ter tentado descobrir quando seria o tempo e qual seria a quarta geração. Eles tentaram contar o tempo para ver se já tinham se passado quatrocentos anos desde que Deus falara a Abraão. No sofrimento eles devem ter clamado: “Quanto tempo Senhor ainda vai levar?”

      A promessa de Deus trazia conforto aos corações deles. Eles tinham que crer nela – eles creram nela! Deus sempre cumpre as Sua promessas.

      Em vez de melhorar, as coisas pioraram para os hebreus. O Faraó deu ordem às enfermeiras hebreias para matarem todos os bebés hebreus, assim que eles nascessem. Ele queria que nenhum menino hebreu crescesse e se tornasse soldado para lutar contra os egípcios. À medida que os pais e mães hebreus ouviram a terrível notícia, seus rostos se tornaram pálidos. Nenhum governo seria tão cruel a ponto de ordenar que todos os bebés do sexo masculino fossem mortos assim, eles não podiam acreditar! Ma as enfermeiras temera a Deus e deixaram os bebés viverem. Então Faraó baixou um decreto para que todo o bebé do sexo masculino fosse jogado no rio. Grande terror apoderou-se do coração das pessoas quando os soldados tomaram os bebés das mãos das mães para os afogarem no rio Nilo.

 

 

2

Moisés e Sua Família

 

Versículo: Naum 1:7

 

   Um dia Deus mandou um bebé do sexo masculino para o lar de um casal hebreu chamados Anrão e Joquebede. Este dedicado casal hebreu tinha uma menina chamada Miriã que tinha treze anos de idade e um irmãozinho chamado Aarão. O novo bebezinho nasceu depois do rei ter enviado a ordem de que todos os bebés do sexo masculino fossem jogados no rio Nilo. Esse novo bebezinho era forte, sadio e de uma beleza fora do comum. Como sua mãe o amava! Ela decidiu de toda forma evitar que os soldados levassem seu bebé. A família então decidiu escondê-lo. Talvez quando ele chorasse, eles fizessem Aarão fazer barulho bem alto para esconder o choro.

   De qualquer maneira conseguiram esconder a criança por 3 meses. Mas é muito difícil esconder um bebé de 3 meses seja onde for. Já chora muito alto quando está com fome ou cansado. Quando Anrão e Joquebede viram que não podiam mais manter o segredo deles, eles pediram sabedoria a Deus e pensaram num plano. Decidiram que Joquebede poria o plano em acção. Assim que Anrão saísse para trabalhar no dia seguinte.

   Assim que começou a amanhecer, Joquebede pegou um cesto de junco. Miriã e Aarão devem ter observado a mãe com muita atenção e curiosidade enquanto ela preparava o cesto calafetando-o por dentro e por fora e fazendo uma caminha macia onde ela finalmente colocou seu precioso bebé com muito carinho. Aarão, chorando baixinho perguntou: “Mamãe, o que é que a senhora vai fazer com ele?” Ela respondeu: “Agora o cesto está calafetado com betume e piche e não vai afundar; é como se fosse um barco, uma arca. Nós vamos pôr o cesto no carriçal à beira do rio e confiar no Senhor para cuidar do nosso pequeno bebé. 

Moisés no Carriçal (moita de cana brava)

 

   Cedo naquela manhã os três desceram o barranco do rio e lá deixaram seu precioso tesouro na água rasa, na moita de cana brava. A irmã do bebé, Miriã, ficou, e à distância obse5rvava para ver o que ia acontecer ao seu irmãozinho. Miriã não estava só à margem daquele rio; tenho certeza que Deus enviou anjos para manterem a guarda junto com ela! Aquele era um bebé especial para quem Deus tinha planejado um maravilhoso futuro.

   Depois de algum tempo Miriã ouviu pisadas. Ela disse baixinho para si mesma: “Oh! Não, não pode ser soldados! Ó Senhor, cuide do nosso bebé, por favor. O coração dela estava batendo com tanta força, que ela tinha a certeza de quem quer que estivesse se aproximando iria ouvir! As pisadas chegaram mais perto. Rapidamente ela se distanciou mais do cesto.

 

A Princesa Descobre o Bebé

 

   Então não foi outra pessoa que veio ao rio, mas a princesa, a própria filha de Faraó, ela veio com as damas de companhia que a serviam. Ela veio banhar-se no rio, porque não tinham chuveiros e banheiros bons como temos hoje em dia. De repente, ela olhou e viu o cestinho flutuando entre os capins do rio. “Depressa – vá buscar aquele cesto e vamos ver o que tem dentro dele”, ordenou ela a uma de suas empregadas. E a empregada apanhou o cesto e trouxe-o até a princesa. Assim que a princesa olhou para dentro do cesto, o bebezinho contraiu o rostinho e começou a chorar baixinho. “Ele deve ser um dos bebés hebreus” exclamou a princesa, e seu coração enterneceu-se por aquele bebé tão indefeso.

   Miriã vendo tudo isso, estava horrorizada que seu irmãozinho tivesse caído nas mãos da própria filha de Faraó. “O que devo fazer?” ela pensou. Então ela viu a princesa pegá-lo, aconchegá-lo e acarinhá-lo. A Bíblia, a palavra de Deus, diz que a princesa teve “compaixão” enquanto as damas de companhia aproximavam-se para melhor ver a criança, a princesa disse: “Eu acho que vou levar esse bebé para casa para ser meu mesmo.

   “Oh! Obrigada Senhor”, Miriã falou baixinho para ela mesma. “Ela não vai matar nosso bebé”, e ela rapidamente saiu de seu esconderijo, andou corajosamente até a princesa e perguntou-lhe: “Gostaria que eu procurasse uma das mulheres hebreias para amamentar o bebé para a senhora?”

   A filha de Faraó respondeu: “Sim, vá.” Ela realmente não sabia como cuidar de um bebé tão novinho assim, por isso precisava mesmo de alguém que cuidasse dele. Então a menina correu como o vento para buscar sua mãe.

   “Mamãe, mamãe”! Miriã falou ofegantemente enquanto entrava em casa apressadamente. “Venha depressa, depressa! A princesa, a filha de Faraó, achou nosso bebé! A princesa quer o bebé para ela mesma; e eu lhe disse que lhe arranjaria uma enfermeira para cuidar dele. Venha depressa!

 

Miriã traz sua mãe

 

   Quanto tempo vocês acham que Joquebede levou para chegar de sua casa até à beira do rio? Ela nunca tinha corrido tão depressa em toda a sua vida. E ali estava o seu bebé nos braços da princesa. Quando a princesa falou, Joquebede nem podia acreditar no que ouvia. “Você podia levar esse bebé para mim e amamentá-lo até ele ficar mais velho? Se cuidar dele, eu lhe pagarei um bom trabalho!” Joquebede pegou o bebé em seu colo e o acariciou. Se a princesa adivinhou que aquela era a mãe dele ela não disse nada. Imagine só, Joquebede seria paga para tomar conta de seu próprio bebé.

   Enquanto Joquebede pensava em tudo o que tinha acontecido à beira do rio, lentamente veio-lhe o pensamento de que o seu filhinho cresceria para se tornar o príncipe do Egipto e não um dos filhos dos hebreus. E de vez em quando ela deve ter perguntado a si mesma: “Quanto tempo ainda terei com ele?” Ela não sabia dizer. Mas ela decidiu que durante aquele tempo fosse ele longo ou curto, ela lhe daria o melhor treinamente possível.

 

Moisés no Palácio

 

   Porque Joquebede cuidava do bebé para a princesa, é possível que a família toda tenha recebido privilégios especiais de morar perto do palácio e servir a família real. Era costume fazer uma festa de celebração quando o bebé era desmamado, e era nessa ocasião em que geralmente recebia um nome. Assim quando Joquebede trouxe o bebé à princesa e do Faraó por esta ocasião especial, a princesa deu-lhe o nome de Moisés (tirado para fora), porque ela lembrou-se de como foi tirado no rio Nilo. Que ocasião feliz foi aquela! Quanta atenção foi dada ao pequeno Moisés, porque ele seria um príncipe no Egipto e por isso seria alvo de muitas atenções durante toda a sua vida.

   Joquebede sabia que a vida no palácio traria muitas tentações e que seria muito fácil pecar, por isso ela teria que ancorar seu jovem coração em Deus. Ela ensinou Moisés a orar e a cantar canções de louvor. Muitas vezes ela provavelmente lhe contou a história da queda no pecado, e sobre Abraão, Isaque e Jacó. Moisés gostava muito de ouvir sobre seu próprio livramento da morte no rio e sobre a profunda convicção de sua mãe que Deus tinha um grande destino para ele.

   Enquanto Moisés crescia, os melhores professores da terra eram trazidos a ele, como tutores em Geografia, Lei, Matemática, Ciência militar, Medicina e muitos outros assuntos. Ao passar do tempo ele tornou-se muito culto em todo o conhecimento e sabedoria dos egípcios. Ele cresceu e tornou-se forte fisicamente e muito perspicaz. Ensinaram-lhe, que como filho da filha de Faraó, ele era um príncipe em linha directa para ascender, subir ao trono. Ele sabia, que algum dia, se ele desejasse, ele poderia tornar-se governador do Egipto.

   Em seus lares à noite, os hebreus devem ter comentado, sobre o bebezinho a quem a princesa havia dado o nome de “Moisés”, porque havia sido tirado das águas e salvo de ser afogado. Algum dia, eles talvez achariam uma saída para aquela escravidão. Eles não perceberam que o jovem hebreu, Moisés que crescia no palácio do cruel Faraó, seria usado por Deus um dia para tirá-los do Egipto e levá-los à Terra Prometida.

   Certamente, em meio a todas as dores e dificuldades, o povo hebreu aprendeu lições importantes. Eventualmente, eles clamaram a deus por socorro em meio as suas insuficiências e tristezas. E é assim connosco. Quando as coisas estão fáceis, e quando tudo vai bem, em geral não sentimos necessidade de Deus, não nos chegamos a Ele em oração ou aprendemos a confiar nas promessas de Sua Palavra. Mas quando temos problemas, dificuldades e coisas difíceis para enfrentar, sabemos que precisamos dEle desesperadamente e Ele nos ensina a dependermos dEle completamente. Quando tiver problemas, agradeça a Deus por seus problemas, e clame a Ele para mostrar-lhe uma saída. A Bíblia diz: “O Senhor é bom, é fortaleza no dia de angústia, e conhecem os que nEle se refugiam” (Naum 1:7). Ele conhece você e Ele é bom. Você está confiando nEle hoje? Leve seus problemas a Deus sejam eles grandes ou pequenos, e veja como Ele “tirará você para fora” das águas.

  

3

Moisés o Pastor

 

Versículo: Mateus 7:13

 

     Moisés ficou em Midiã cuidando das ovelhas de Jetro durante quarenta anos. Durante esse tempo Moisés e sua esposa tiveram dois filhos, Gérson e Eliezer. Pouco a pouco durante estes anos no deserto, Moisés começou a ver que ele não podia libertar Israel. Ele tinha passado quarenta anos na corte egípcia aprendendo a ser alguém. Agora Deus o tinha posto num lugar do deserto por quarenta anos onde ele aprendeu a não ser ninguém. Quando ele chegou a esse ponto, Deus estava pronto para usá-lo. Moisés não tinha o plano de que ele fosse o defensor do povo hebreu para tirá-lo da escravidão do Egipto para a liberdade de uma nova terra. O tempo tinha chegado. Deus estava pronto e o homem por Ele escolhido Moisés, também estava pronto.

     É assim que Deus ainda hoje lida com o Seu povo. Ele precisa de missionários, pastores, professores e todo o tipo de obreiros, mas Ele não pode levar Seus planos ou alcançar Seus propósitos através de ninguém que seja orgulhoso e auto-suficiente. Se nós acharmos que podemos fazer o trabalho que Deus nos dá para fazer na nossa própria força e poder, ou por nossa própria habilidade e esperteza, não podemos ser Seus instrumentos.

     Quando admitimos que “sem Ele nada podemos fazer”, e nos entregamos a Ele completamente, pedindo-LHE para fazer o trabalho através de nós - então Ele tabular através de nós e realize Seus planos. Às vezes esta é uma lição muito difícil de aprender e Moisés achou-a difícil.

     Durante o tempo que Moisés estava no deserto, o velho Faraó morreu e um novo Faraó detestava os Israelitas tanto quanto o velho faraó. A escravidão dele continuava cruel como antes. Eles gemiam sob o peso da escravidão e choravam amargamente diante de Deus. O Senhor ouviu o choro deles, lembrou-se de Sua promessa e Abraão, Isaque e Jacó e olhou para os filhos de Israel com amor e bondade. Deus ia usar Moisés para ajudar o povo hebreu, mas primeiro Deus tinha que fazer alguma coisa para pegar a atenção de Moisés.

    

Moisés Vê a Sarça Ardente

 

     Um dia, enquanto Moisés estava olhando para o seu rebanho no deserto perto do Monte Sinai, de repente ele notou uma cena estranha - um arbusto estava a pegar fogo, mas não se queimava! Ele não podia explicar isso, ele nunca tinha visto nem ouvido falar de uma coisa assim antes, ele disse consigo mesmo: “Eu vou até lá investigar o que é aquilo”. Era uma coisa que chamava muito a atenção. Então uma voz da sarça ardente chamou por ele “Moisés, Moisés”. Ele olhou em volta mas não viu ninguém. Ele pensou que estava sozinho no deserto, mas evidentemente não estava. Alguém estava muito perto dele. Alguém sabia o nome dele e falou com ele, embora Moisés não pudesse ver esse alguém. “Quém é?” Moisés perguntou. “Não chegue mais perto”, Deus lhe disse: “Tire as sandálias dos pés, porque a terra em que está é TERRA SANTA”. Agora Moisés sabia que tinha que ser Deus que estava a falar com ele. Rapidamente, Moisés tirou as sandálias e baixou a cabeça, até aquele momento Moisés estava ansioso para examinar a SARÇA ARDENTE, agora ele estava com medo de olhá-la, porque ele sentiu a presença de Deus.

     Moisés mostrou-se grande reverência e respeito por Deus, e é o que Deus requer. Deus não é honrado por quem ri ou fala durante o tempo de oração ou quando Sua Palavra está a ser ensinada. Nós precisamos ter em nossos corações um temor sadio de Deus, uma atitude que leve à sincera adoração e grata obediência.

Deus fala da Sarça Ardente

 

Moisés permaneceu ali descalço ouvindo reverentemente e atentamente enquanto Deus falava. Primeiro Deus disse para Moisés quem Ele era. Ele disse: “Eu Sou o Deus de teu pai Abraão, Isaque e Jacó. Eu tenho visto a miséria do Meu povo no Egipto, tenho ouvido o clamor de ajuda deles. Agora eu vim para libertá-los da escravidão e dos feitores cruéis e trazê-los para uma terra ampla e rica, a Terra de Canaã.

     Enquanto Moisés ouvia, o coração dele ficou tocado pela compaixão de Deus pelo Seu povo. Através de todos os anos de jugo, Deus não tinha esquecido Seu povo. Nem uma tristeza, nem lágrima tinham passados desapercebidos dele. Quão maravilhoso é nosso pai! Quando nós temos tristezas, dores, medo e clamamos a Ele por Socorro, Ele ouve e responde porque Ele nos ama e se importa connosco.

     “Mas porque será que Deus está a dizer me isto?” Moisés deve ter pensado. Logo ele descobriu!

     Agora não, quando ele era mais jovem talvez, mas não aos oitenta anos de idade. Ele estava muito velho. Parecia bem diferente do jovem que tinha vivido no palácio de Faraó. Durante estes quarenta anos em que ele tinha cuidado do rebanho de seu sogro, o sol lhe tinha bronzeado o rosto e as mãos e o cabelo tinha embranquecido.

     Quando a palavra de Deus penetrou mesmo em sua mente, Moisés exclamou: “Mas eu não sou a pessoa indicada para esse trabalho”. Ele tinha perdido auto-confiança, e Deus sabia disso. Finalmente ele estava pronto para a grande tarefa, que Deus tinha para ele. Para encorajá-lo, Deus lhe disse: “Certamente eu serei contigo. Você pode confiar em Mim para ajudá-lo todo o tempo.”

     Então Moisés disse: “Quando eu for aos filhos de Israel e lhes disser: “O Deus dos seus pais me enviou, e eles me disserem: ‘Como é o nome dele?’ O que devo dizer?”

     Deus respondeu, revelando a Moisés um de Seus mais fascinantes e majestosos nomes: “EU SOU O QUE SOU”. Diga aos filhos de Israel: “EU SOU me enviou a vocês, Deus estava dizendo a Moisés que Ele era o GRANDE ETERNO, aquele sem começo, nem fim. Ele é antes de todas as coisas, por Ele todas coisas são mantidas e Ele sabe tudo do começo ao fim. Com um Deus tão grande, forte e auto-existente para guiá-lo, Moisés não tinha nada o que temer.

     Mas Moisés ainda não queria ir e começou a arranjar desculpas. Ele estava com medo. Ele era “vagaroso no falar” e não saberia o que dizer. O povo e o rei Faraó não acreditaria que ele tinha se encontrado com Deus no deserto. “Os Israelitas não vão fazer o que lhes disser para fazer. Eles dirão: “O Senhor não lhe apareceu”. Além disso Senhor, eu não falo bem, nunca fui eloquente antes, e não sou agora.”

     Pacientemente Deus respondeu às objecções uma por uma. “Você não precisa de temer - eu o Deus Poderoso estarei contigo. E não precisa de se preocupar em falar bem e em não saber o que dizer. Quem faz bocas, de qualquer maneira? Não sou Eu, o Senhor? Quem fez o homem para que ele possa falar ou não falar, ver ou não ver, ouvir ou não ouvir? Eu o ajudarei a falar bem, e Eu lhe darei a mensagem de libertação.”

     Então Deus assim disse a Moisés que ele tocaria no coração das pessoas e no de Faraó por fazer grandes milagres: “Eles ficariam convencidos depois de verem Meu grande poder e grandes sinais,” Deus disse.

     “O que tem em sua mão?” Deus disse-lhe. “Uma vara”, disse Moisés. “Lance essa vara na terra”, disse o Senhor. Moisés jogou a vara na terra e a vara virou uma cobra. Espantado, ele fugia dela. “Pegue-a pela cauda com a mão”, disse o Senhor. Precisava de coragem para fazer isso, mas Moisés obedeceu e a cobra virou vara outra vez!

     “Faça isto e todos crerão em você”, disse o Senhor. “Agora mete a mão no peito”. Quando ele fez isso e tirou a mão, estava branca, cheia de lepra! “Agora ponha-a de volta no peito”, o Senhor disse. Ele obedeceu e a mão estava normal como antes. “Se eles não acreditam no primeiro milagre, eles crerão no Segundo,” disse o Senhor.

     Moisés estava impressionado, mas não com vontade de ir. Ele disse: “Senhor, mande outra pessoa, por favor!”

     É triste, mas é verdade que Deus continua bem familiarizado com as desculpas que Seu povo Lhe oferece hoje, quando Ele pede para fazermos algum trabalho para Ele. Digamos que Ele nos chame para sermos missionários, aqui ou em algum outro país. Não dá para ouvir-nos argumentando com o Senhor? Eu não posso ir porque tenho medo de cobra ou de ser morto por um índio por causa do Evangelho. Bem, eu não posso falar e eu teria que ensinar e pregar. Eu sei que ninguém ouviria o que eu tenho para dizer; eles não acreditariam em mim! Pai, mande alguém mais capaz do que eu!”

     Deus não queria mandar outra pessoa. Ele queria Moisés. De qualquer maneira Ele concordou que Aarão, irmão de Moisés, fosse com ele para ser seu porta-voz para o povo. “Você lhes dirá o que Eu disser, e para não se esquecer do seu cajado afim de fazer os milagres que Eu lhe tenho mostrado. Aarão está vindo à sua procura e ele vai ficar muito feliz quando achá-lo.”

     Enquanto Moisés ouvia Deus lhe falar, ele pensou: “Aarão está vindo á minha procura! Como vai ser bom revê-lo depois de quarenta anos.”

     Depois disto, Moisés voltou para casa e falou sobre essas coisas com o seu sogro Jetro. “Vá com a minha bênção”, replicou Jetro. E Moisés começou a se preparar para sua jornada de volta ao Egipto.

     Há quarenta anos antes, Moisés tinha feito uma escolha. Ele escolheu sofrer com o povo de Deus em vez de gozar os prazeres do pecado. Ele sabia que o gozo, que pode ser trazido por fazer coisas erradas, dura apenas um pouco de tempo e que no fim o pecado é muito doloroso e riste. Ele também sabia que a alegria de servir a Deus dura por toda a eternidade. O nome de Moisés é mencionado mais que setenta vezes nas Escrituras. Porque ele escolheu servir a Deus, Deus o tornou em um grande homem honrado.

     Através de toda a Bíblia, Deus nos ensina que cada um de nós temos que fazer escolhas, Ele nos desafia a escolhê-Lo, escolher Seu caminho e Seus planos para nossas vidas. Ele não nos engana dizendo que não teremos dificuldades, problemas e tristezas. Mas de maneira muito honesta e justa ele explica que passaremos por perseguição, desapontamentos e dor no coração. No Novo Testamento Ele nos fala de dois caminhos. O caminho de Jesus é muito, muito estreito e a porta é estreita. São poucos os que escolhem esse caminho, mas o fim dele é o céu e a vida eternal. O outro caminho é muito largo e a porta é larga. Uma multidão escolhe esse caminho fácil, mas o fim dele é destruição ou morte eternal. “Ah! Que escolha o Caminho da Vida”, o Senhor suplica.

     Quando David Livingstone escolheu fazer a Vontade de Deus e levar o Evangelho para o seio da África, onde as pessoas nunca tinham ouvido falar o nome de Jesus, o irmão dele caçoou dele e disse-lhe que ele estava a jogar a vida fora. E rogou-lhe para não ir, mas ficar e “tornar o nome dele famoso”. Livingstone obedeceu ao Senhor, e o mundo honra David Livingstone e seu trabalho. O irmão dele escolheu seu próprio caminho - entrar no mundo dos negócios e “fazer um nome para ele”. Ninguém ouve falar dele, excepto como irmão de David Livingstone!

     Qual vai ser a sua escolha hoje? Você escolherá o caminho de Jesus para serví-Lo e obedecer-Lhe?

 

4

O Confronto com o Faraó

Êxodo 4:27 - 7:13

 

Versículo: Mateus 7:14

 

     Enquanto Moisés prepara-se para deixar sua família e seu trabalho de pastor em Midiã a retornar ao Egipto, o Senhor falou com ele outra vez dizendo-lhe: “Não tenho medo de voltar ao Egipto, pois todos aqueles que queriam matá-lo estão mortos”.

     Aarão veio encontrou-se com seu irmão e estava transbordando de alegria por poder ver Moisés depois de quarenta longos anos. Moisés disse a Aarão tudo o que Deus lhe tinha dito para fazer, o que deviam dizer, e de todos os milagres que eles deviam fazer diante de Faraó. Os irmãos tinham muita coisa sobre o que falar. Ambos sentiam que Deus estava a chamá-los para fazer um grande trabalho para Ele, e que não havia nada que eles pudessem fazer além de obedecer ao Senhor.

 

Eles se Encontram com os Anciãos

 

     Ao chegar ao Egipto, Moisés e Aarão marcaram uma reunião com os anciãos do povo. Aarão falou ao povo o que Deus disse a Moisés, e enquanto eles observavam, Moisés fez os milagres que Deus lhe tinha dado para fazer. Os anciãos de Israel creram que Deus realmente tinha enviado estes irmãos para livrá-los da terrível escravidão, tinha ouvido as oracões deles e que tinha decidido socorrê-los, eles inclinaram as suas cabeças e adoraram o Deus de Israel. Eles estavam tão aliviados porque o livramento deles já estava a chegar. A profunda experiência que há muito havia no coração deles, agora se desabrochava para uma realidade! Quanto regozijo por toda a terra de Gósen!

 

Eles se apresentam diante de Faraó

 

     Mas as coisas não correm muito bem no dia seguinte. Moisés e Aarão foram ao lindo palácio egípcio para se encontrarem com o Faraó que se sentava no lindo palácio, cercado de soldados e servos. Eles lhe disseram: “Nós lhe trazemos uma mensagem do Deus de Israel. Deixe Meu povo ir, porque eles têm que ir ao deserto para celebrarem uma festa religiosa, para Me adorarem lá.”

     O Faraó era orgulhoso. Ele não conhecia ninguém de quem ele tivesse que receber ordens. Ousadamente ele disse: “Quem é o senhor, para que eu deva ouví-lo e deixar Israel ir? Eu não conheço o senhor e não vou deixar Israel ir.” Isto foi ruim, mas as coisas piores ainda iam se partir.

     Moisés e Aarão persistiram: “O Deus dos hebreus se encontrou connosco, e devemos fazer uma viagem de três dias no deserto e lá fazer sacrifício ao nosso Deus; se nós não Lhe obedeceremos ele vai nos punir”.

     Faraó estava furioso. “Quem pensam que são?” ele gritou. “Vocês estão a distrair o povo do trabalho deles. Quem já ouviu uma coisa dessas! Escravo pedindo ferias? Se eles acham que podiam ter um tempo livre, Faraó raciocinou, eles obviamente não estavam a trabalhar pesado bastante. Eles tinham que receber mais trabalho para fazer. Assim no mesmo dia ele enviou ordens aos chefes e aos oficiais responsáveis pelos filhos de Israel. “Não dêem ao povo mais palha nenhuma para fazer tijolos! Exijam que eles mesmo apanhem a palha e ainda façam o mesmo número de tijolos conforme era antes. Este povo é preguiçoso; essa é a razão de me estarem a pedir para irem ao deserto. Encham esse pessoal de trabalho e façam eles suarem; isso vai ensiná-los a não ouvirem a Moisés e Aarão.

 

Faraó acrescenta mais dificuldades á escravidão dos hebreus

 

     Os chefes egípcios e os oficiais disseram ao povo hebreu quais eram as ordens de Faraó. O povo procurou juntar palha e fazer o número exigido de tijolos; mas foi impossível! Os chefes eram brutos; eles açoitavam os homens hebreus sem um pingo de misericórdia. “Por que não fazem o mesmo número de tijolos como quando tinham palha?” Eles esbracejaram.

     Os chefes apertaram com os Israelitas escravos. Os oficiais Israelitas que tinham responsabilidade sobre o seu próprio povo de produzir trabalho suficiente, foram ao Faraó e reportaram que a tarefa de fazer o mesmo número de tijolos sem receberem a palha, era uma tarefa impossível. De novo Faraó só os acusou de serem preguiçosos e ociosos.

 

Os hebreus reclamam para Moisés

 

     Mais tarde, quando os oficias dos hebreus encontraram-se com Moisés e Aarão, viraram-se para eles com ira. “Vejam o que fizeram connosco, nossa esperança e alegria mudou em maior dor do que antes!” Eles reclamaram. “Estamos pior do que nunca. Que jeito bom esse de nos livrar da escravidão! Por que não voltam para o deserto e nos deixam em paz? Nós estavamos indo melhor antes de chegaram. Não nos têm causado nada além de problemas. Que é feito desse livramento que vocês falaram? Nós não fizemos o que disseram que íamos fazer.”

 

Moisés vai a Deus

 

     Moisés se acha numa situação bem difícil. O que ia fazer? Ele fez a única coisa possível para tornar a situação melhor; ele foi a Deus em oração. “Senhor,” ele protestou em tristeza e lamento. “Como podes tratar Teu próprio povo assim? Por que me enviaste se ias fazer isso com eles? Desde que eu entregue a mensagem que me deste a Faraó, ele apenas se tornou mais bruto com eles e Tu não os livraste de jeito nenhum. Deus, eu não estou a entender!”

     Moisés estava desencorajado, mas Deus não estava. Deus nunca se desencoraja. Ele sempre sabe o que vai fazer a seguir. Ele entendeu o desgosto e Ele ia resolver a situação. “Agora vais ver o que eu vou fazer a Faraó.” O Senhor disse a Moisés. “Ele tem que ser forçado a deixar o Meu povo sair, ele não apenas vai deixá-los sair, como vai mandá-los embora do Egipto.”

     Depois de tudo o que tinha acontecido, estava difícil de Moisés crer. Então Deus deu a ele uma promessa que ele devia transmitir aos filhos de Israel. “Diga-lhes”, disse Deus “Eu vou livrá-los do jugo dos egípcios… Eu vou livrá-los da escravidão… Eu vou redimi-los… Eu vou aceitá-los como Meu povo… Eu vou ser o Seu Deus… Eu vou levá-los para uma terra que Eu prometi ao seu ancestral Abraão… Eu lhes vou dar a Terra prometida como herança. Sete vezes Deus disse: “Eu vou… Eu vou… Eu vou…”

     Moisés creu no que Deus disse, mas quando ele falou com o povo, eles não creram no que Deus disse. Eles tinham perdido todo o ânimo depois do resultado trágico do que Ele tinha dito antes. O espírito deles estava esmagado a esperança estava morta. Mas o tempo de largamente estava às portas.

 

Moisés mostra a Faraó o poder de Deus

 

     Poucos dias depois, Deus disse a Moisés e a Aarão que fossem ver o Faraó outra vez. Assim que o Faraó os viu, ele exigiu que eles fizessem um milagre para provar que eram mensageiros de Deus. Aarão pegou a vara de Moisés e jogou-a no chão. Imediatamente ela virou uma cobra. O rei ficou impressionado. Suspeitando de que fosse apenas mágica, ele chamou os mágicos e mandou-os fazer a mesma mágica. E eles fizeram. Assim que as varas atingiram o chão viraram cobras. Mas sabem de uma coisa, esses mágicos eram mentirosos. Um exemplo da desonestidade, é que eles tinham um jeito especial de segurar cobras atrás da cabeça delas, apertavam e as cobras ficavam duras sem acção e eles a usavam como bengalas. Isso impressionava o povo. Pensar que eles tinham uma bengala na mão e de repente, quando atiradas no chão, eram cobras. Bem, voltando ao palácio, quando todas aquelas cobras começaram a se arrastar no chão, as pessoas se afastaram com medo delas. Por um momento pareceu que Moisés e Aarão não passavam de dois mágicos habeas. “Estão vendo”, disse o Faraó, “O seu Deus não é nem um pouco maior do que os nossos deuses. Podem fazer tudo o que o Deus dos Israelitas pode fazer”. Mas havia uma diferença; a cobra de Aarão engoliu as outras cobras uma a uma. Deus deixou isso acontecer para impressionar os egípcios que o poder dele é superior ao poder dos mágicos, porque eles estavam a fazer os milagres deles pelo poder de Satanás. Mas o Faraó endureceu o coração e recusou crer que o Deus de Israel é maior que os deuses dos egípcios e recusou-se a deixar o povo sair.

 

Aplicação

     A luta entre Moisés e Faraó para deixar o povo ficar livre e sair, é como o grande conflito dos séculos entre Deus e Satanás. A escravidão do povo de Israel no Egipto é um tipo da nossa escravidão no pecado antes de sermos salvos, porque pecado é escravidão, que não nos deixa fazer o que sabemos ser certo e não podemos tirar a nós memos da situação. Há a grande tirania do pecado que nos pressiona, e derrota e nos incapacita de fazer o que devemos fazer. Embora nós choremos e lutemos, não há jeito, a menos que venha de for a de uma fonte além de nós memos. Satanás tem o maior interesse de manter as pessoas na escravidão do pecado, mas Deus tem o maior interesse de livrar as pessoas. E você? Já está livre da escravidão do pecado? Já está salvo? Se já estiver salvo, pode agradecer a Deus por isso. E sabia que se morresse hoje iria para o céu? Senão, por que não ter certeza agora mesmo?

     Jesus Cristo é o único que nos pode livrar da escravidão do pecado. Pela fé pode invocá-Lo hoje, confessar que é um pecador que Ele é o Deus Verdadeiro, que ele morreu recebendo a punição eternal por nossos pecados que ele ressuscitou dos mortos e está vivo no céu.

     Ele o libertará e você será parte do Seu reino. Porque não vir a ele agora?

 

5

As Primeiras Pragas

Êxodo 7:14 - 10:29

 

Versículo: Salmo 23:2

 

Água em Sangue- Rãs- Piolhos

 

     Faraó, o governador do Egipto, recusou-se deixar o povo hebreu sair do país. Por isso o Senhor começou a mandar pragas, ou milagres, que ao mesmo tempo eram castigo, sobre o Faraó e o povo. Deus usou estas pragas para provar a Faraó que Ele é o Deus Vivo e Verdadeiro. Deus disse “Os egípcios hão de saber que Eu Sou O Senhor”, e “Israel saberá que eu Sou O Senhor de toda a terra”.

     A primeira praga veio na manhã depois que Faraó falou com Moisés e Aarão. Segundo a ordem de Deus, Moisés e Aarão encontraram-se com Faraó à margem do rio Nilo. Moisés chamou Faraó e disse: “O Deus dos hebreus tem dito: “Deixa Meu povo sair para que possam adorar-Me no deserto! Mas tu não tens obedecido.

     “Então, Aarão pegou a vara de Moisés e feriu as águas do rio. Imediatamente ela se tornou em sangue. Todo o peixe do rio morreu, subiu para a superfície e chegaram ate a margem do rio aos pés do Faraó! Foi uma cena horrível. Então um terrível e doentio odor encheu o ar. Além das águas do Nilo, a água dos canais, lagos, poços, pântanos, tudo se tornou em sangue e os egípcios sem poder beber a água, não podiam achar uma gota de água limpa e pura no país inteiro. Então os mágicos do Egipto usaram de seus segredos de arte. Eles também tornam alguma água em sangue. Quando Faraó viu isso, ele endureceu o coração, e recusou deixar os Israelitas saírem.

     Na semana seguinte, Moisés advertiu Faraó de que haveria outra praga, se ele não deixasse os Israelitas saírem, mas Faraó não deu a mínima importância a essa advertência, e então o Senhor mandou uma enorme multidão de rãs que encheram a terra de uma extremidade a outra. Havia milhões e milhões de rãs em cada lugar. Elas entraram nas casas, nos quartos e nas camas! Cada lar no Egipto estava cheio de rãs. Elas entraram na cozinha, nos fornos e na massa que estavam fazendo pão para o povo comer. As pessoas pisavam em rãs, sentavam em rãs e dormiam em cima de rãs. O povo ficou frenético - parece que não havia fim com tantas rãs.

     Os mágicos do Faraó também fizeram aparecer rãs na terra, mas na hora de fazer as rãs sumirem, eles não puderam fazer nada, mas Deus podia. Faraó implorou a Moisés: “Peça ao Senhor que tire as rãs da terra que eu deixarei o povo ir para sacrificar a Deus”. Em resposta a oração de Moisés, Deus fez com que as rãs morressem. O povo ajuntou-as em montões. Mas logo as rãs mortas fiacre podres e o fedor foi terrível em todo o Egipto. Quando Faraó viu as rãs mortas e que a praga tinha cessado, ele mudou de ideia, quebrou a promessa e recusou-se a deixar o povo sair.

     Logo aconteceria mais problemas com o teimoso Faraó. Deus disse para Aarão pegar a vara de Moisés e bater no pó do chão. Aarão obedeceu e repentinamente uns bichinhos chamados piolhos infestaram a nação inteira, cobrindo as pessoas e os animais. Os mágicos procuraram fazer aparecer piolhos, mas desta vez falharam. “Aqui está o dedo de Deus”. Os mágicos exclamaram para o Faraó, contudo Faraó não reconheceu que era a mão de Deus. E embora os mágicos vissem e admitissem um poder em acção no Egipto muito maior do que jamais tivessem conhecido o coração de Faraó estava endurecido e determinado de que não lhes ouviria. Deus tinha mandado três pragas que tinha coberto todo o Egipto; até a área onde os hebreus moravam tinham provado das três pragas - água em sangue, rãs e piolhos

 

Moscas - Peste nos Animais - Úlceras

 

     Da próxima vez que Moisés e Aarão se encontraram com o Faraó, eles lhe trouxeram mais notícias más. Se ele não deixasse o povo de Israel sair, eles disseram ao Faraó, Deus mandou multidões de moscas para o Egipto. “Os seus lares ficaram cheios delas e a terra fiacre coberta delas também. Mas será bem diferente na terra de Gósen, onde os hebreus moram. Lá não haverá moscas. Assim saberá que Deus é o Senhor de toda a terra. Deus disse: “Eu farei distinção entre teu povo, os egípcios, e Meu povo os hebreus.” Tudo isso acontecerá amanhã!”

     O Senhor fez como havia dito. Lá estavam as moscas. Elas entraram nos olhos das pessoas, na roupa e na comida. Todos os egípcios foram atormentados pela praga das moscas. Não podendo mais suportar, o Faraó cedeu um pouquinho. Ele disse que os Israelitas podiam fazerem uma oferta ao seu Deus, mas teriam que fazê-la dentro das fronteiras do Egipto. Mas Moisés não concordou. “Não”, ele disse, “Isso não dá! Se os egípcios nos vêem a oferecer sacrifício ao nosso Deus eles nos matAAAarão.” Porque os egípcios creram que o gado bovino era sagrado, eles ficariam muito zangados se vissem os hebreus matar bois ou vacas para o seu sacrifício. “Temos que fazer uma viagem de três dias pelo deserto; Moisés insistiu. “Tudo bem”, disse o Faraó, movido pelo desespero por causa das moscas. “Vão, se têm que ir. Qualquer coisa contanto que fiquemos livres destas moscas. Mas não vão muito longe.” Ele queria que ficassem perto da fronteira do Egipto para que ele pudesse mantê-los sob controle. Satanás sempre quer o povo de Deus na “fronteira” – professe a sua fé em Cristo, mas ao mesmo tempo vivendo com os incrédulos para que ninguém saiba se eles estão do lado de Deus ou de Satanás. Crentes que vivem assim, não têm nenhum valor para o Senhor, eles atrapalham que outros cheguem a Deus. O Senhor quer que nos afastemos da vida velha tanto quanto for possível, Ele quer que andarmos com Ele e a trabalhar para Ele de tal maneira que o velho Egipto e seus caminhos não exerçam nenhuma atracção sobre nós.

     Moisés então pediu a Deus que removesse as moscas. Assim que a terra foi aliviada da praga das moscas. O Faraó de novo recusou-se ceder ao Senhor. O povo de Deus deve ter perguntado o que mais teria que acontecer antes desse teimoso Faraó render-se a vontade de Deus. Eles não tiveram que esperar muito para descobrir.

     É surpreendente quantas vezes a pessoa tem que ser castigada antes de ouvir a Deus, obedecer-Lhe e fazer o que é certo. Não acha que o Faraó e o povo já tinham visto e experimentado pragas terríveis que dava para saber que Deus faz o que diz e que ele não se deixa menosprezar? Contudo, cada vez que cada praga cessava, Faraó endurecia o coração outra vez. Por isso, ele e seu povo tiveram que sofrer muito mais.

     No dia seguinte Deus mandou a quinta praga mortal: todo o gado dos egípcios, cavalos, jumentos, camelos e rebanhos começaram a morrer. Morreram aos milhares. Quando Faraó mandou um mensageiro a Gósen, ele descobriu que os rebanhos dos hebreus encontravam-se todos vivo e bem - nem sequer foram tocados! Mesmo assim ele se manteve imutável em suas ideias e conservou o povo de Deus cativo.

     A seguir, Deus disse a Moisés e a Aarão que apanhassem mãos cheias de cinza de forno, que as atirassem para o céu. Assim que as cinzas caíram, os egípcios e o gado ficarem cheios de umas úlceras muito dolorosas. Os mágicos do Faraó ficarem em tamanha agonia que não podiam apresentar-se ao Faraó para tentar imitar o milagre do Senhor. Mas o Faraó não se arrependeu sobre esse castigo como não se arrependeu sobre os outros. Ele endureceu o coração novamente.    

 

6

Chuva de Pedras/ Gafanhotos/ Trevas

 

Versículo: I Cor. 10:31

 

     Então o Senhor mandou mais três pragas, cada uma mais severa que a anterior. Deus através de Moisés disse a Faraó: “Desta vez Eu vou mandar uma praga que vai provar ao Faraó, os seus servos e a todo o povo egípcio que não há outro Deus em toda a terra. Eu já podia ter matado a todos, mas não fiz. Amanhã, a esta hora, eu vou mandar uma chuva de pedras para a nação toda, como nunca ouve desde que o Egipto começou! É melhor que tirem o gado dos campos porque cada homem e animal deixado no campo serão mortos pela chuva de pedra.”

     A tempestade começou. Os trovões, as pedras e os relâmpagos formavam algo terrível, impossível de descrever. Nunca em toda a história do Egipto tinha acontecido tal ruína. Tudo o que foi deixado nos campos, tantos os homens como os animais, foram mortos. As árvores foram despedaçadas, as plantações destruídas. Toda a vegetação ficou rés com o chão por causa da chuva de pedra. O único lugar em todo o Egipto que não recebeu a chuva de pedra foi Gósen, onde os hebreus moravam. Foi simplesmente terrível! Faraó disse a Moisés e a Aarão: “Eu admito que eu pequei desta vez. Ore ao Senhor para que ele pare essa chuva de pedras. Já chega. Eu o deixarei ir e ao seu povo também.”

     Mesmo depois desta promessa, Faraó tornou-se obstinado e recusou dispensar o povo, portanto, Deus mandou Moisés e Aarão ter uma audiência com o monarca hostil. “O Deus dos hebreus pergunta a você hoje. “Quanto tempo vai recusar-se a submeter-se a mim? Deixe Meu povo sair para que possam adorar-Me. Se se recusar, amanhã Eu vou cobrir toda a terra com gafanhotos de maneira que o chão não será visto. Os gafanhotos acabaarão de destruir o que foi deixado pela chuva de pedra. O palácio e os lares do Egipto também ficaarão cheios de gafanhotos.” Então Moisés e Aarão saíram da presença de Faraó.

     Os egípcios sabiam quão terrível esta prova podia ser. Alguns deles correram a Faraó e disseram: “Quanto tempo ainda permitirás que esse homem Moisés traga destruição sobre nós? Deixe os hebreus saírem. Será que não dá para perceber que o Egipto já está quase arruinado?”

     De repente o Faraó chamou Moisés e Aarão e lhes disse: “Vão e adorem o seu Deus. Mas quem vai com vocês?”

     Moisés respondeu: “Nós levaremos todo o nosso povo: jovens e velhos, filhos e filhas e também nossos rebanhos.”

     “Não!” gritou o rei furioso. “Levem apenas os homens com vocês. Não deixarei que levarem os familiares. Eu posso ver a sua trama! Nunca!”

     Moisés recusou-se a ceder neste ponto. E eles foram tirados da presença de Faraó.

     O Faraó procurou convencer a Moisés que essa adoração a Deus tão longe do Egipto era apenas para “as pessoas velhas”. Este é hoje um dos fortes argumentos de Satanás – entregar-se, a vida separada é muito boa para os velhos; os jovens podem dar os seus pulinhos, distrair-se e se divertirem à vontade. Quando eles ficarem velhos haverá bastante tempo para as coisas espirituais. Mas o Senhor precisa de desafiar a meninos, meninas e jovens a tomarem uma posição firme e sem inibições ou acanhamento ao seu lado agora. Vamos cuidar com o engano do nosso inimigo. Por que não resolver agora em seu coração que será diferente, será um crente separado enquanto jovem - que não vai se comprometer com os padrões do mundo?

     Logo depois apareceram os gafanhotos - grandes nuvens deles. Eles cobriram a terra de uma tal forma que ficou impossível vê-la. Eles devoraram cada pouquinho de vegetal que tinha restado da chuva de pedra. Não ficou nada verde - nem uma árvore, nem uma planta em toda a terra do Egipto.

     O Faraó apressadamente chamou a Moisés e a Aarão ao palácio e disse-lhes: “Eu pequei contra o Senhor e contra vocês. Perdoem meu pecado somente esta vez, e peçam ao Deus de que remova essa praga terrível.” Moisés fez o que Faraó rogou-lhe para fazer e o Senhor mandou um forte vento ocidental que levou os gafanhotos para o Mar Vermelho. Mas o Faraó endureceu o coração mais uma vez.

     Deus, então mandou estender a mão para o céu, Moisés fez, e houve trevas densas, sem um raio de luz em toda a terra do Egipto. Ficou tão escuro que as pessoas não podiam ver uma a outra. Por três dias ninguém saiu da casa. Todo o mundo estava com medo. Até o próprio Faraó. O sol não brilhava de dia nem a lua a noite e as estrelas não apareceram de jeito nenhum. As trevas eram tão espessas que se podia apalpá-las. E o povo do Egipto estava aterrorizada. Só na terra de Gósen havia luz. Por causa da escuridão de três dias, os escravos hebreus não tiveram que trabalhar, puderam assim descansar em preparação para a longa jornada que estava a frente deles.

     Então o Faraó mandou a Moisés e Aarão pela última vez. Através da escuridão, talvez com uma tocha de luz, eles conseguiram chegar ao palácio. “Vão!” Disse o Faraó bruscamente, quando os dois homens chegaram até ele. “Vão servir o vosso Deus!” mas o Faraó tentou fazer um acordo mais uma vez com Moisés. Desta vez ele queria que todos os Israelitas fossem - homens, mulheres e crianças - mas não o gado. Com quase todo o gado do Egipto morto, Faraó naturalmente tinha os olhos no lindo rebanho e em todo o gado dos hebreus que Deus tinha poupado. O Faraó ainda queria controlar o que pertencia ao Deus dos hebreus, mas Moisés percebeu a maquinação dele e disse: “Nós não deixaremos uma unha no Egipto”. ele sabia que tinham que servir a Deus com as suas possessões também, por isto tinham que levá-las e consagrá-las ao Senhor. Seria tão bom se todo o crente em Cristo tomasse esse compromisso de lealdade e obediência que Moisés mostrou-se. Se Satanás falhar em outros pontos de nossa vida cristã ele procura dizer como devemos gastar nosso dinheiro, como usar as nossas possessões e como conduzir os nossos negócios de maneira que prejudique nosso testemunho para o Senhor.

     O Faraó irou-se. “Saiam da minha vista”. ele gritou. “Se vocês se atreveriam a vir à minha presença outra vez, eu os matarei!”

     “Será como disseste.” Moisés respondeu. “Jamais me apresentarei a ti de novo.”

     Mas antes de Moisés sair, ele disse que uma última e terrível praga, cairia sobre ele e seu povo. “O Senhor vai passar pelo Egipto e o primogénito de cada família morrerá, a partir do primogénito do rei, o herdeiro do trono, ao primogénito do servo mais humilde do Faraó. Também o primogénito de todos os animais morrerão. Mas entre os hebreus, nem homem nem animal sofrerá o menor dano. Então saberás que Deus faz diferença entre os egípcios e os hebreus. O teu povo virá e se inclinará a mim dizendo: “Saiam e levem todo o povo com vocês. Depois disto eu irei.” E com estas palavras Moisés e Aarão deixaram o palácio do Faraó pela última vez.

7

A Páscoa

Êxodo 11:1 - 12:51

 

Versículo: Romanos 10:9

 

     Depois que Moisés deixou o palácio do Faraó pela última vez, Deus falou com ele e disse-lhe: “Agora chegou o tempo de tirar o Meu povo do Egipto. O grande êxodo vai começar. Este é o tempo de libertação!

     Agora as coisas começaram a acontecer com rapidez. Os Israelitas tinham que se preparar apressadamente para a longa e difícil jornada para a terra de Canaã. Sob a direcção de Deus, Moisés deus as ordens e disse exactamente o que deviam fazer.

     Por muitos e muitos anos os Israelitas tinham sido escravos sem receber nenhum dinheiro. Porque Deus queria que eles fossem pagos pelos anos de escravidão e labor grátis, Ele tocou no coração dos egípcios e fez com que Seu povo achasse favor diante deles. E os egípcios vizinhos deles deram-lhes jóias de prata e ouro e boas vestimentas; eles alegremente abriram as suas caixas de tesouros para os hebreus. Isto, com as míseras possessões deles, foram empacotadas.

 

Os hebreus aplicam o sangue nas vergas das portas

 

     Deus explicou-lhes sobre a última praga e o que devia ser feito antes de Ele mandá-la. Uma palavra foi enviada de lar em lar por toda a terra de Gósen e a cada família hebraica: “Esta é a noite de libertação. Cada família deve seleccionar um cordeiro de um ano que não tenha nenhum machucado, corte ou defeito de qualquer tipo e matá-lo hoje à noite. É para juntar o sangue do cordeiro numa bacia; então pegar um hissopo e salpicar o sangue nos umbrais, nas vergas da porta. Então, assar o cordeiro, coze-se os legumes e ervas amargas também. Com esta refeição, deviam comer pão sem fermento. Devem comer em pé, vestidos prontos para viajar - com um cinto em volta da cintura, sandálias nos pés, e cajado na mão. Comam apressadamente pois não há tempo a perder. Ninguém deve sair de casa até pela manhã.”

     Moisés explicou-lhes cuidadosamente e disse: “Hoje, à meia-noite o Senhor passará pela terra do Egipto e matará todos os primogénitos dos filhos dos egípcios como todo primogénito macho dos animais. Ele executará um terrível juízo. Mas o sangue que tiverem posto nos umbrais e vergas das portas servirá de sinal e mostrará onde o povo de Deus mora. Deus está dizendo: “Quando Eu vir o sangue, passarei e não deixarei que o anjo da morte destrua seu filho primogénito quando ele ferir a terra do Egipto com a última praga.”

     Não é de admirar que cada casa e família em Gósen estivesse ocupada e muito excitados! Cada pai de família pegou num cordeiro de um ano de idade sem defeito nenhum. Este cordeiro inocente, perfeito, foi morto, e com o híssopo aplicou o sangue do cordeiro nas vergas e nos umbrais da porta da casa. Podem imaginar como se sentiu cada filho primogénito de cada lar? Com certeza ajudaram o pai de forma possível e verificaram para que tudo fosse feito exactamente certo a vida deles dependia daquilo! “Papai”, eles devem ter dito ansiosamente, “O senhor acha que este é o cordeiro certo? Tem alguma mancha nele? Tem que ser perfeito como o senhor sabe. Acha que há bastante sangue nas vergas e umbrais da porta? Vamos pôr mais em cima, só para não haver duvidas.” Finalmente, quando terminaram, os garotos podiam ser confiantes de providência da segurança necessária.

 

O Anjo da morte passa pela terra

 

     À meia-noite, depois que todo o mundo se tinha recolhido, um som se levantou pelo ar deserto. O anjo da morte passou por toda a terra do Egipto, mesmo em Gósen onde os hebreus moravam e em cada casa onde não havia sangue nas vergas e umbrais, o anjo da morte entrou e o primogénito morreu. De toda a terra do Egipto ouviu-se gritos e um clamor enquanto milhares de pessoas choravam pelos seus filhos mortos. Os egípcios, que tinham morto tantos filhos dos hebreus, estavam sentindo o que era perder o seu próprio filho. Como Deus tinha dito, o anjo da morte passou por toda a terra, não entrando em nenhuma casa onde havia sangue nos umbrais, mas entrando em cada casa e matando onde não havia sangue nos umbrais. Nas casas onde não havia sangue, todo o primogénito morreu, do filho mais velho do Faraó, o príncipe, até o cativo e desprezado em prisão. A última praga caiu de forma devastadora! Não havia um lar no Egipto que não tivesse uma pessoa morta e um choro de lamento em cada família.

     Esta foi demais para o Faraó. O filho primogénito dele, o herdeiro do trono estava morto. Finalmente o obstinado Faraó ficou quebrantado e teve que ceder. Ele não queria mais pragas. Bastava! Com medo demais para esperar pelo amanhecer, ele mandou chamar Moisés e Aarão para orarem ao Deus deles para parar a praga e “que se fossem embora de uma vez por todas. Que levassem também os rebanhos todos. Que fossem e adorassem e servissem ao Senhor.”

     Os egípcios também apertaram com o povo para que deixassem o Egipto. “Saiam depressa”, eles imploravam. “Do contrário, todos nós morreremos.”

     Foi uma das noites mais tristes da história, a noite em que o anjo da morte visitou a terra do Egipto.

 

O que significa a Páscoa

 

     Nós sabemos que “todas as coisas aconteceram como exemplo para nós”. Deus fez um plano para Israel que, quem cresse em Deus e mostrasse essa fé em acção, o primogénito foi salvo da morte física quando o anjo da morte passou pela terra do Egipto. Este plano, a Páscoa, é um quadro maravilhoso e exacto do que Deus planejou para toda a humanidade, pelo qual quem crê e aceita esse plano de Deus é salvo da morte espiritual. O cordeiro da Páscoa apontava para Jesus Cristo que morreu na cruz pelos nossos pecados. No Novo Testamento Paulo escreveu: “Cristo, nosso cordeiro pascal, foi sacrificado por nós” (I Cor. 5:7) Somente Ele é o Cordeiro de Deus, perfeito e sem mácula ou mancha.

     Quando o anjo da morte passou pelo Egipto à meia-noite, ele não parou para perguntar que tipo de gente estava dentro da casa - velho ou novo, rico ou pobre, preto ou branco, bom ou mau, hebreus ou egípcios - ele apenas procurou ver se havia sangue na porta. Se houvesse sangue, ele passava e os que estavam dentro estavam livres da morte. Não porque fossem bons ou justos mas porque tinham o sangue na porta. Em cada casa onde não havia sangue, o anjo da morte matou o primogénito. Quando o anjo da morte terminou seu trabalho naquela noite, em cada casa havia ou um cordeiro morto ou uma criança morta.

     O sangue na porta era um sinal de que a pessoa naquela casa tinha crido e aceito o caminho seguro de Deus. Eles estavam confiando no sangue e em nada mais. Deus não disse: “Quando eu vir quão bom é, as boas obras que tem feito, ver que não mente, engana ou blasfema, então Eu passarei por cima.” Foi Deus ver o sangue que realmente os salvou - foi o Sangue do cordeiro que salvou os primogénitos dos Israelitas da morte. E é o Sangue de Cristo somente que nos sala da morte eternal. O cordeiro não salvou pela sua inocência, por ser imaculado, mas por seu sangue - por sua morte. Portanto, não é a perfeição e exemplo de Cristo que nos salva. É o Seu sangue derramado na cruz, a Sua morte em nosso lugar. O sangue é tudo o que Deus vê.            Suponhamos que alguns Israelitas tivessem dito: “Matar um cordeiro, e pôr o seu sangue na porta parece uma coisa muito tola para fazer. Eu só farei uma lista das coisas boas em nossas vidas, e de todas as nossas boas obras e vou pregar na porta. Isto agradará a Deus.” Ou, suponhamos que um outro homem quisesse mostrar ao anjo da morte quão religioso eles eram em casa, por isso ele desenhou a figura de um altar com a lenha e o sacrifício em cima, mostrando que orava dia e noite. Talvez outro racionalizou que apenas desenhar um cordeiro na porta bastava, dizendo: “Não há necessidade de matar esse cordeirinho inocente - tenho a certeza que isso será suficiente e satisfatório.” Ou suponhamos que uma família tenha concordado em matar um cordeiro, por o sangue na bacia, e deixar em frente da porta. “Nós não queremos sujar nossa porta bonita com sangue” eles dissessem. Eles esperavam que o anjo passasse por eles sem fazer-lhes nada. Ah não! Se os Israelitas tivessem feito qualquer uma destas coisas, o primogénito daquela casa teria sido morto naquela noite. Deus tinha dito: “Quando Eu vir o sangue na porta, Eu passarei sem tocar.”

     Como é triste que algumas pessoas hoje esperem entrar no céu porque são bem bons ou não tão maus como outras pessoas que conhecem. Outros estão dependendo das suas vidas religiosas. “Eu vou á igreja” eles dizem. “Tenho certeza de que isso é bastante”. Talvez, o pior de todos são os que sabem que Jesus é o filho de Deus e que ele morreu na cruz há quase dois mil anos passados, mas nunca Lhe pediram ou O convidaram para entrar em seus corações e limpá-los com o Seu precioso sangue. O sangue de Jesus Cristo tem que ser aplicado aos nossos corações, assim como há muito tempo atrás teve que ser posto nas portas. Não havia segurança para o povo hebreu excepto atrás das portas onde o sangue foi aplicado! Portanto também não há segurança de escape da morte eternal, excepto sob a cobertura do sangue de Cristo. Assim como os Israelitas sabiam que estavam seguros e salvos porque estavam atrás das portas onde o sangue tinha sido aplicado porque creram, fizeram o que Deus disse para fazer, assim também nós sabemos que salvação e segurança só há em Jesus Cristo. Confiando no que ele diz em Sua palavra, nós podemos ter completa segurança de salvação eternal. Que paz que isso traz para todo aquele que crê!       

 

8

 A Travessia do Mar Vermelho

Êxodo 12:29 - 15:21

 

Versículo: Romanos 10:10

 

     Ao amanhecer da noite de Páscoa, todo o Egipto estava mergulhado em profundo pranto. O anjo da morte tinha entrado em cada lar. Milhares de egípcios estavam sendo sepultados, desde o príncipe do palácio ao primogénito do mais baixo cativo em prisão.

 

Os hebreus começam a jornada

 

     Enquanto isso, na terra de Gósen tudo era alegria e animação. As notícias se tinham espalhado que finalmente o Faraó tinha dado a permissão para o povo de Deus deixar o Egipto. Moisés instruiu os líderes para avisarem a todo o mundo. Os hebreus não cabiam em si de contentes. Não havia tempo para demora porque o Faraó podia mudar de ideia de novo. Ao nascer do sol, o povo hebreu (mais de dois milhões) estavam a deixar a terra do cativeiro para sempre.

     Que cena! Que processional! Pais, mães com os seus bebezinhos presos às costas, avôs, crianças mais velhas, todos começaram a jornada. Encheram carroças puxadas por bois com tendas, camas, panelas para cozinharem, cestas de comida, muita roupa e outras coisas que seriam necessárias para a viagem, assim como prata, ouro e jóias preciosas do Egipto. Junto com esta multidão de pessoas havia todo tipo de animal; vacas, touros, jumentos camelos, ovelhas e bodes. Enquanto Moisés olhava para esta multidão de gente a juntar os seus rebanhos e pertences, ele provavelmente pensou como Deus iria levar tão grande grupo de maneira segura a Canaã!

     Finalmente, a grande caravana estava a caminho. Vagarosamente eles marcharam para frente, gradualmente deixando o Egipto e as cidades que tinham ajudado a construir. Em algum lugar daquele processional, havia algo que trazia uma certa excitação. Era uma urna, a urna de José que tinha morrido há muitos anos passados. No meio de toda a preparação, Moisés não se tinha esquecido do pedido de José feito há tanto tempo, que levassem os seus ossos de volta para Canaã.

     De início, ninguém se sentiu cansado. Todos estavam alegres e animados em deixar o Egipto. Eles estavam tão ocupados se preparando para a viagem, que não tiveram tempo de pensar que agora não tinham um lar, ou de se preocuparem com o futuro. Mas, com a aproximação da noite as crianças começaram a se cansar, ficar com fome e barracudas, então os pais também começaram a ficar preocupados com estas coisas. Quanto tempo duraria a viagem? Quando poderiam se estabelecer em seus novos lares em Canaã? Haveria bastante comida e água para todo mundo enquanto atravessassem o deserto? Haveria animais selvagens ao longo do caminho? Como Moisés, Aarão ou qualquer um de nós vais decidir sobre a rota certa?

     De repente, houve um brado que ecoou pelo meio de todo povo. A nuvem! Olhem a nuvem! Eles gritaram. Sobre a cabeça deles havia uma grande nuvem, como nenhuma nuvem que eles tinham visto antes. O que era? O que significava?

     “É de Deus”, eles gritaram. “É a maneira de Deus nos mostrar o caminho a seguir!” O povo ficou debaixo da sombra da nuvem o dia todo, que se movia à proporção que eles se moviam. À noite, a nuvem tornava-se numa coluna de fogo e iluminava e guiaria. Durante o dia protegeu-os do sol do deserto. A nuvem nunca ficava invisível. E o povo, livre finalmente, sabia que Deus estava com eles de dia e de noite porque tinham uma coluna de nuvem de dia e uma coluna de fogo à noite para provar Sua presença com eles!

     Cedo na manhã seguinte, antes do sol nascer, a coluna de nuvem começou a se movimentar devagar, para frente, e a caravana dos hebreus seguiu na sua sombra. Quando a nuvem virava, eles viravam, quando parava, eles paravam. Eles não estavam com medo, porque Deus estava com eles. Eles seguiram a nuvem exactamente até á margem do Mar Vermelho. Ali Moisés disse para o povo acampar aquela noite e descansar.

 

Faraó segue os hebreus

 

     Lá no Egipto, o Faraó, irado e sentido pela morte do filho, percebeu que ele tinha deixado os hebreus saírem e que eles jamais retornariam. “O que é que eu fiz,” ele pensou, “deixando todos esses escravos saírem?”

     “Vão atrás deles já, já”, o rei ordenou aos seus soldados. Ele não somente queria vingança pela morte do seu filho, como também queria os seus escravos de volta. Ele se tinha esquecido das pragas e estava determinado que ia recuperar o gado, o ouro, a prata e as jóias que os hebreus tinham levado. Os soldados egípcios, com grande ira por causa da morte dos seus filhos, pegaram as suas carruagens e saíram como relâmpagos na direcção que os hebreus tinham tomado.

    

Os hebreus encurralados

 

     De repente, um grito de alarme percorreu no acampamento dos hebreus á margem do Mar Vermelho. Que barulho era aquele atrás deles? Primeiro, ouviram um barulho distante como trovão e então ficou mais e mais alto. “Não é trovão”, gritaram os homens hebreus. “É barulho de roda de carruagem!” O povo ouviu com atenção enquanto o barulho aumentava. “São os egípcios,” eles gritaram.

     O Faraó perverso mudou de ideia de novo. “À distância via-se uma grande nuvem de poeira se levantando. A coisa que os hebreus mais temiam estava a acontecer. O Faraó e os seus soldados, as suas carruagens e a cavalaria inteira vinham em perseguição aos hebreus fugitivos. Os hebreus fiacre petrificados!

     “O que é que nós vamos fazer? Eles vêm atrás de nós! Não temos para onde correr! Estamos encurralados” Os hebreus gritaram em absoluta confusão. “Seremos levados prisioneiros ou mortos”. Não havia um lugar para escapar. O Mar Vermelho estava na frente e eles não podiam atravessá-lo nadando; ao norte e a oeste havia o deserto e um tipo de vegetação cerrada impossível de atravessar; e eles certamente não poderiam voltar e lutar com os soldados treinados de Faraó. Eles estavam realmente sem beco de saída por todos os lados!

     Quando os hebreus se aperceberam que o exército egípcio estava a rumar em direcção a eles com toda a rapidez, eles freneticamente se voltaram contra Moisés, culpando-o. “Por que nos trouxe a este deserto para morrer? Por que fez isso connosco? Preferíamos ser escravos no Egipto a morrer neste deserto.”

     Depois de tudo que Deus tinha feito livrando-os da escravidão do Egipto, o povo ainda não confiava completamente em Deus. Mas Moisés confiava. Ele não se tinha esquecido dos grandes milagres que o Senhor fizera para eles. Ele também se lembrava do que Deus lhe tinha prometido na Sarça Ardente. “Certamente Eu estarei contigo e farei milagres por você!” Por isso, ele confiou em Deus para fazer outro milagre agora se precisasse. Depois de orar a Deus para o que fazer, Moisés procurou acalmar o povo. “Não tenham medo”, ele lhes falou. “Deus vai cuidar de nós. Só fiquem onde estão, observem, e verão de que maneira maravilhosa o Senhor nos salvará hoje. O Senhor lutará por nós e nós não precisaremos levantar um dedo! Não temam! Aquietai-vos e vereis a salvação do Senhor!”

     Enquanto o povo observava, eles viram que a coluna de nuvem que estava, em cima, estava se movendo. Passou para trás da caravana, entre eles e os egípcios! Para o exército de Faraó, a nuvem tornou-se numa massa escura e densa, mas para os Israelitas era uma coluna de fogo que clareava enquanto eles se preparavam para marchar. Mesmo assim não havia lugar para onde marchar!

 

9

Os hebreus começam a atravessar

 

Versículo:

 

     “Levante a sua vara” Deus disse para Moisés, “e estende-a sobre o mar.”

     Moisés obedeceu. Ele estendeu a vara sobre o mar e shiiiiiiiiiiii um vento oriental começou a soprar, com bramido forte e grande fúria tornando o Mar Vermelho numa massa compacta de água e espuma que dava impressão de chapeuzinhos no topo das ondas.

     O vento soprou, soprou e as águas começaram a se amontoar, aumentando cada vez mais e se afastando, ficando separadas. Finalmente, as águas se dividiram em dois grandes muros com um caminho bem no meio do mar! E o vento continuou a soprar toda a noite secando o fundo do mar até ficar seco o bastante para se poder andar. Deus providenciou um meio de escape para Seu povo! Havia um lugar para onde pudessem fugir finalmente! Eles podiam escapar do exército do Faraó passando pelo Mar Vermelho para terra seca.

 

Os hebreus começam a atravessar em terra seca

 

     “Marchem!” Gritou Moisés quando o dia amanheceu. “Marchem!” Gritaram os líderes passando a ordem de comando. “Marchem e apressem-se todos!” E o povo andou com dificuldade guiando o gado e todos os rebanhos e puxando as carroças em direcção do caminho seco no meio do Mar Vermelho. Centenas de milhares de homens, mulheres, crianças e animais estavam andando em terra seca no meio do Mar Vermelho. Podem imaginar como as criancinhas que estavam viajando com seus pais devem ter sentido naquele dia maravilhoso? Jamais algo tão excitante tinha acontecido com eles! Talvez os meninos tenham chegado o mais perto possível dos muros de água e pensaram em como se sentiriam, se estendessem para tocá-los.      

     Toda essa cena espectacular estava iluminada pelo incandescente brilho da coluna de fogo atrás deles. Poderia Israel jamais esquecer este milagre maravilhoso? Sem dúvida Deus tinha preparado um maravilhoso caminho de escape para eles.

 

Os egípcios começam a atravessar o mar

 

     À proporção que os hebreus continuavam a travessia do mar vermelho, a nuvem os seguia e, atrás da nuvem vinha o Faraó e o exército egípcio. Carruagens egípcias, soldados e cavalos se precipitaram para a água aproveitando o caminho aberto no mar seguindo os passos dos hebreus. O Faraó estava determinado em trazer os escravos de volta para o Egipto. Os egípcios ainda estavam em completo espírito de possessão dos hebreus! Será que Deus tinha aberto um caminho no mar somente par permitir que os egípcios destruíssem Seu povo? Enquanto os hebreus se moviam apressadamente através do Mar Vermelho, a nuvem os seguia, mantendo o exército egípcio num passo mais lento porque, para eles a nuvem era muito compacta. Mas alguma coisa começou a acontecer com o exército egípcio; eles começaram a andar mais devagar com todos os tipos de problemas que surgiram, come: as rodas das carruagens começaram a sair e emperrar tornando a marcha muito lenta e engarrafada. Tudo começou a dar errado para os egípcios.

 

Os Hebreus saem do mar

 

     Levou um bocado de tempo, provavelmente a maior parte do dia para esta grande caravana de hebreus atravessar o mar vermelho. Finalmente o último hebreu passou pelo caminho aberto em pleno mar e a última carroça foi posta na margem oposta do mar vermelho. Houve uma grande exclamação de alívio de todos enquanto olhavam e viram que cada que cada hebreu tinha atravessado e estava em segurança! Ninguém tinha ficado para trás. Mesmo assim, os egípcios continuavam atrás deles, no meio do mar. Deus tinha feito com que as rodas das carruagens dos egípcios se enterrassem na lama e se emperrassem, enquanto os cavaleiros que as dirigissem açoitavam os cavalos freneticamente para que as puxassem e os cavalos não podiam puxá-las. Gritos de raiva ecoaram pelo espaço. Enquanto o povo de Deus, olhava, uma coisa maravilhosa aconteceu.

 

Os egípcios são destruídos

 

     Deus deu uma ordem a Moisés: “Estenda a sua mão sobre o mar”.

     Moisés agiu rapidamente. Ele estendeu a vara sobre as águas e com um poderoso bramido as águas caíram serpenteantes e espumantes através do caminho aberto no meio do Mar Vermelho.

     Os egípcios gritaram: “O Senhor está a lutar por eles e contra o Egipto.”

     Era tarde demais para o exército egípcio. As águas do Mar Vermelho retornaram ao lugar normal e cobriram as carruagens egípcias, os cavaleiros e todo o exército de Faraó, com um barulho de trovoada. O Faraó com toda a sua tropa tinham-se afogado no meio do Mar Vermelho e nem sequer um soldado egípcio ficou vivo. O exército mais forte do mundo de então tinha sido agora destruído.

     Pela primeira vez na vida deles, os hebreus não tinham que se preocupar com o exército egípcio. Eles se tinham ido para sempre. Com a terra do Egipto arruinada pelas dez pragas e com as tropas de Faraó no fundo do mar, o povo de Deus podia esquecer o passado e virar os seus rostos e corações em direcção ao futuro que Deus tinha planejado para eles. Ao olharem para trás, para o Mar Vermelho, eles viram rodas das carruagens; flutuando na água, cavalos mortos e soldados mortos. Deus lhes tinha dado vitória sobre a maior nação do mundo daquele tempo!

 

Os Israelitas cantam louvores a Deus

 

     Depois do grande colapso dos muros de água, vieram os sons familiares de conversação animada, o mugido do gado, o balido das ovelhas e então levantou-se um alegre cântico de louvor. Moisés começou e liderou o povo num glorioso cântico de vitória. “cantarei ao Senhor, porque triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e seu cavaleiro. O Senhor é a minha força e o meu cântico; Ele me foi por Salvação.”

     Este cântico maravilhoso de vitória tornou-se uma longa nota de louvor ao Senhor. Miriã, a irmã de Moisés, tinha mais de noventa anos, mas isso não impediu de ela se juntar para cantar o cântico de louvor. Ela apanhou um instrumento e começou a saltar, pular em louvor a Deus, e todas as mulheres se juntaram a ela em alegre celebração da bondade e glória de Deus.

     Todos teriam gostado de ficar bem lá às margens do Mar Vermelho cantando o cântico de vitória para sempre, mas eles tinham uma longa caminhada pela frente e tinham que começar a se mover. Quando a canção de louvor terminou, Moisés deu ordem para a caravana se aprontar para começar outra vez a jornada.

Aplicação

 

     Você já desejou alguma vez ser guiado por uma nuvem que mostrasse que caminho a seguir, ou o que fazer quando estivesse perplexo e incerto? Sim, como a maioria de nós. Nós gostaríamos que Deus nos desse uma notinha e pusesse em baixo do nosso travesseiro, ou que ele mandasse um anjo para nos guiar. Mas nós não precisamos de uma nuvem, um bilhete ou um anjo para nos guiar. Nós temos algo bem melhor - a Bíblia, a Palavra de Deus. Deus nos deu o Seu mapa que nos mostra o caminho para a nossa jornada até o fim. Ele marca todos os pontos perigosos, adverte-nos sobre o nosso inimigo e suas trapaças, marca bem largamente onde podemos nos desviar do caminho principal e pegar um atalho e nos mostra quando parar e descansar e quando devemos ir. Melhor de tudo, Ele mesmo é nosso guia pessoal na pessoa do Espírito Santo. Ele nos ajuda a seguir o mapa exactamente. Ele diz: “Instruir-te-ei e te ensinarei no caminho que deves seguir e sob as minhas vistas, te darei conselho”. (Salmo 32:8)

     Vocês já se sentiram numa armadilha como os hebreus no Mar Vermelho? Claro que não temos o mar vermelho realmente em nossas vidas. Mas nós temos preocupações de todo o tipo e problemas nas nossas experiências diárias. Algumas vezes as coisas, nos parecem absolutamente sem esperança, e parece que não há nenhuma saída. É aí que encontramos no “mar vermelho”! Não podemos ir para frente, para trás nem para os lados. Ficamos completamente encurralados. O que devemos fazer? Chorar, reclamar e resmungar? Culpar outra pessoa ou Deus? Não! Deus tem a resposta Ele tem a solução em Sua Palavra. Ele nos adverte: não há nada impossível para o Senhor e “Com Deus tudo é possível!” Então, o que somos ensinados a fazer? Orar, entregar o problema a Ele, confiar nele, e Ele resolverá. Nosso Deus é vitorioso e Ele faz que triunfemos em todas as circunstâncias e situações. Quando cremos e obedecemos a Ele, e Ele nos dá vitória, não devemos nunca nos esquecer de agradecer-Lhe e louvá-Lo em nossas orações.

 

Versículos para Decorar

 

 

Lição 1

“E sabemos que todas as coisas contribuem

 

 juntamente para o bem daqueles que amam a

 

Deus, daqueles que são chamados segundo o seu

 

propósito." Romanos 8:28

 

Lição 2

"O SENHOR é bom, ele serve de fortaleza no dia da

 

 angústia, e conhece os que confiam nele."

 

Naum 1:7

 

Lição 3

"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela." Mateus 7:13

 

Lição 4

"E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem."

Mateus 7:14

Lição 5

"Deitar-me faz em verdes pastos,

 

guia-me mansamente a águas

 

 tranquilas."

 

Salmo 23:2

 

Lição 6

 

"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer

 

 coisa, fazei tudo para glória de Deus."

 

I Coríntios 10:31

Lição 7

 

"Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e

 

 em teu coração creres que Deus o ressuscitou

 

 dentre os mortos, serás salvo."

 

Romanos 10:9

Lição 8

 

“Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.”

Romanos 10:10

Lição 9

 

“O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele

 

 me foi por salvação.”

 

 

Êxodo 15:2