Manteigas :: Vale de Amoreira

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História Vale de Amoreira
Muito embora não haja noticia alguma directamente relacionada com o território desta freguesia, por volta do século XII, não é de excluir a hipótese de ela já ter sido povoada, em épocas anteriores à Nacionalidade, provavelmente desde tempos remotos pré-historicos, a crer pelos fortificados castrejos da região e, especialmente, da vizinhança de Valhelhas, povoação que demonstra Maior antiguidade.
Porém, a toponímia não exprime claramente, a antiguidade de Vale de Amoreira, mas vários factores indicam que já no século XII, seria povoada, por exploração agrícola pertença de um cavaleiro-vilão ou peão herdador de Valhelhas ainda que como “quintã” burguesa, ou quinta, seria parte integra da vizinha localidade de Valhelhas, a quem havia sido concedida carta de foral por D. Sancho I.
Eclesiásticamente, no século XIV, à luz do arrolamento Dionísio (D. Dinis) de 1320-1321, que cita a Igreja de Valhelhas, entre as da Guarda, não faz qualquer referencia a Vale de Amoreira, que tudo indica devia, por isso, ser parte daquela (Santa Maria de Valhelhas).

Em todo o caso, parece não se dever àquela a criação da paróquia do Vale de Amoreira, por isso que a igreja local (Santa Maria, talvez ermida medieval, erguida pelos primeiros povoadores) não era da apresentação do pároco daquela, e, por isso, não sua filial. Nos últimos tempos dos padroados (antes da revolução liberal de 1820), a casa real apresentava o prior de Santa Maria de Vale de Amoreira, com cem mil réis anuais de rendimento, número que para a época não era de monta mas já tinha uma dimensão razoável.
Nas violentas guerras civis que afectaram o País em meados do século XIX, Vale de Amoreira acabou por desempenhar, inopinadamente, papel de grande importância. Pelo território da freguesia escapou o general Póvoas, em Maio de 1847, fugindo das tropas de Costa Cabral. A “Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” conta como foi a brilhante estratégia de Póvoas: “A povoação é notável por ter escapado por aqui, onde passa a estrada de Manteigas, ao cerco que os cabralistas lhe procuraram fazer nesta vila, em Maio de 1847, o general Póvoas: vindo a noite e vendo-se cercado, o cabo de guerra acendeu fogueiras em certos pontos, passou a Vale de Amoreira e, daqui, escapou para Lamego.

Sendo domínio do castelo de Valhelhas e do seu termo, na velha “terra” de Trasserra, a freguesia foi sempre do concelho de Valhelhas até à extinção (24-10-1855), em que passou para o concelho da Guarda.

Nos finais do século XIX, a freguesia de Vale de Amoreira foi anexada para efeitos civis à de Valhelhas, tendo beneficiado de nova denominação em 1988, aquando da retoma a freguesia.
 

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