CUBA

Manoel Del Rio,  advogado, assessor jurídico de movimentos sociais



Jogos Panamericanos 2015: Cuba em primeiro lugar

 

Os jornais apresentaram os dez países que obtiveram mais medalhas de ouro. Entre eles o Brasil aparece em terceiro, Cuba em quarto e Guatemala em 10º lugar. É uma classificação injusta, que falseia a realidade. Não há como comparar um país que possui 200 ou 320 milhões de habitantes com um país de 12, 14 , 15 milhões de pessoas. Então o correto é estabelecer o número de medalhas de ouro proporcionalmente ao número de habitantes. Com essa metodologia a verdade prevalece. E assim Cuba aparece em primeiro, Guatemala 5º, EUA em sétimo e Brasil em 9º lugar. Vejamos a tabela abaixo:

 

Posição

PAÍS

Medalhas de Ouro

Nº Habitantes

 

Proporção Habitantes/

Medalhas

Cuba

36

12.200.000

333.334

Canadá

78

35.000.000

454.540

Colômbia

27

50.000.000

1.851.851

Equador

7

15.000.000

2.142.857

Guatemala

6

14.000.000

2.334.000

Argentina

15

40.000.000

2.667.000

Estados Unidos

103

320.000.000

3.137.000

Venezuela

8

30.000.000

3.750.000

Brasil

41

200.000.000

4.878.904

10º

México

22

120.000.000

5.546.000

 

O que diferencia Cuba dos demais países e explica seu sucesso esportivo. A surra nas potências econômicas das Américas decorre do seguinte: nos demais países a prática de esportes atinge uma pequena elite ou de alguns pobres abnegados. Mas a população trabalhadora em geral não pratica esporte por falta de estrutura e também porque gastam suas vidas lutando pela sobrevivência. Não há espaço para o povo praticar esportes. Nas periferias das grandes cidades, os jovens ficam ociosos, nem a rua podem utilizar pois está tomada de carros. O povo é mantido como torcida sem nenhum protagonismo esportivo.

 

Pelo ângulo do PIB (Produto Interno Bruto): tudo que é produzido num país durante um ano), no caso dos jogos pan-americanos de 2015, o fracasso das grandes economias capitalistas é retumbante. Os dados confirmam a teoria que revela: país rico é país com pobreza.Somente o Canadá tem uma classificação melhor porque jogou em casa.

Vejamos os dados abaixo:

 

Posição

PAÍS

Medalhas de Ouro

PIB (US$)

PIB/Medalhas de Ouro

Cuba

36

77,2 bilhões

2 bi e 140 milhões

Guatemala

6

58,7 bilhões

9 bi e 780 milhões

Colômbia

27

378 bilhões

14 bilhões

Equador

7

100,5 bilhões

14 bi e 350 milhões

Canadá

78

1,780 trilhões

22 bi e 820 milhões

Argentina

15

540 bilhões

36 bilhões

México

22

1,30 trilhões

59 bi e 90 milhões

Venezuela

8

510 bilhões

63 bi e 75 milhões

Brasil

41

2,34 trilhões

570 bi e 730 milhões

10°

Estados Unidos

103

17,40 trilhões

168 bi e 930 milhões

 Fonte de dados do PIB e População: Site do Banco Mundial

 

Se analisarmos os indicadores sociais veremos que onde há menos desigualdade entre as pessoas, o país vai melhor nas competições esportivas. Enquanto cada medalha de ouro de Cuba ocupa 2 bi e 140 milhões, EUA ocupa 170 bilhões e o Brasil 570 bilhões do PIB.

 

O sucesso de Cuba nos esportes ocorre pelo fato da população ter acesso as quadras poliesportivas existentes no país. É um país pobre sob o ponto de vista capitalista, mas rico em desfrute popular dos resultados de sua economia. Neste sentido encontramos médicos daquele país trabalhando no mundo inteiro para combater endemias e doenças.

 

Cuba com sua revolução extinguiu o parasitismo social. Lá, por exemplo, não tem banqueiro ou pessoas que vivem de renda de suas propriedades. Cuba tem seus desafios a superar. Mas tudo indica que a economia está a serviço do povo. Rumo ao que o Papa Francisco vem defendendo: colocar a economia a serviço do povo.

 

Tostão em artigo na Folha aponta alguns rumos para melhorar nosso futebol. Eu acrescento: é necessário criar condições para que o povo brasileiro pratique esporte e deixe de ser torcida. Sem as habilidades populares no front esportivo nossas dificuldades permanecerão.


Manoel Del Rio   - Advogado e Assessor Jurídico de Movimentos Sociais 

 Contatos: manoeldelrioblas@gmail.com, Twitter:@ManoelDelRio, Facebook:Manoel Del Rio  II  

SP/ Agosto/2015



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02/02/2014

55 ANOS DA REVOLUÇÃO CUBANA

Foto Ilha de Cuba - EBC 

Compartilhei no face menção aos 55 anos da Revolução Cubana, janeiro de 1959. Foi uma grande conquista do povo cubano. Quem leu o livro “A História Me Absolverá: auto defesa de Fidel Castro, perante os tribunais que o acusaram, acho que em 1954, compreende perfeitamente que Fidel comandaria grande transformação em Cuba. Ele tinha, e tem, a história daquele país na mão. Passados os 55 anos daquela grande revolução popular, onde houve a combinação entre a luta armada e a luta popular que culminou com a deposição do ditador Fulgêncio  Batista e da destruição das instituições (judiciário, forças armadas, mídia)  de sustentação da opressão do povo cubano.

Não fosse a revolução, cuba talvez seria hoje como um Haiti, República Dominicana ou mesmo as nossas Rocinhas, Paraisópolis, Heliópolis, etc. Entretanto, lá em Cuba, hoje não há analfabetos, não há crianças fora da escola ou abandonada, nem gente morando na rua. A mortalidade infantil é igual a da Suécia e EUA. Lá o filho dos trabalhadores se torna médico, engenheiro etc, não há dengue. Nas olimpíadas bate todos países em número de medalhas, proporcionalmente à sua população. Porque lá o povo pratica esporte, não é apenas torcida. Lá a criminalidade é igual a da Suíça, não a carnificina humana que ocorre no Brasil, México, Honduras, Venezuela, etc.

Cuba tem grandes desafios, mas que país não tem questões a serem enfrentadas e resolvidas? Na verdade os grandes problemas de Cuba não estão lá. Vem do cerco internacional contra suas conquistas. A boa teoria diz que as transformações sociais devem ser globais e que “os trabalhadores de cada país devem, antes de tudo, liquidar sua própria burguesia.”*

Lá os trabalhadores fizeram sua lição de casa e resistem bravamente em seu território até que os trabalhadores de outras nações também o façam para avançar a cooperação e a fraternidade humana, de modo universal. 

Vida longa ao Comandante Fidel!

 

* É bom explicar: LIQUIDAR: não quer dizer matar, assassinar, torturar. Significa destruí-la como classe social. Seja, os componentes desta classe serão forçados a deixar de viver às custas do trabalho alheio e terão que trabalhar. Deixarão de ser parasitas sociais. 


Cuba

“Se a aparência fosse igual à essência não haveria lugar para a ciência”

 25/11/2013

 Fotos: Sede da Escola Latino-Americana de Medicina em Havana - Wikimedia Commons, via Opera Mundi

        

Nos últimos dias, os ricos conservadores brasileiros se agitam envergonhados por serem incapazes de formar médicos em número suficiente para atender seu povo.  E por isso destilam venenos contra os médicos vindos de uma pequena ilha do Caribe, Cuba.

Em Cuba, há hoje 6,4 médicos para cada mil habitantes. No Brasil, esse índice é de 1,8 médicos para cada mil habitantes. Na Argentina, a proporção é de 3,2 médicos para mil habitantes. Em países como Espanha e Portugal, essa relação é de 4 médicos para mil habitantes.  Em Cuba, o atendimento de saúde e disponível para toda a população. Enquanto no Brasil, os médicos se concentram nas áreas e cidades ricas. A população das periferias das grandes cidades e do interior não tem médicos.

A taxa de mortalidade infantil em Cuba é de 4,6 para mil crianças nascidas, no Brasil, é de 15,6 para mil crianças nascidas (IBGE/2010).  Certo que essa média brasileira se deve as diferenças de classes sociais. As classes aquinhoadas deve ter uma taxa cubana enquanto as famílias de menor renda devem ter taxa de mortalidade infantil de 30 por mil crianças nascidas.

 Cuba dispõe de outros indicadores que envergonham as burguesias “cucarachas”; como não tem analfabetos, nem crianças abandonadas ou fora da escola, não moradores em situação de rua. As conquistas sociais cubanas deixam as castas dominantes, de diversos países, babando de inveja e raiva.

 A população de Cuba está próxima de 12 milhões de habitantes. Praticamente igual a do município de São Paulo. Lá naquela pequena ilha, tem 25 faculdades públicas de medicina, onde ingressam os alunos que obtiveram as melhores notas no decorrer do estudo. Tem uma Escola Latino Americana de Medicina, na qual estudam estrangeiros de 113 países, incluindo do Brasil.  Seria como se em são Paulo tivéssemos 26 faculdades públicas de medicina igual da USP.


 Bem, Cuba esbanja solidariedade aos problemas sociais e humanos de diversos países. Atendeu mais de 25 mil afetados pela explosão em Chernobyl, especialmente crianças órfãs. 
 Os médicos cubanos atenderam os pacientes afetados por enfermidades oncológicas e hematológicas provocadas pela exposição à radiação. Hoje, enviam médicos para diversos países como Haiti, Venezuela, países da África e agora Brasil.

 O problema dos cubanos não está em Cuba, está no assédio e cerco econômico-militar de concepção do mundo impostos pelo espírito capitalista (visando lucro) quase que do mundo inteiro.  Mas, apesar desse encurralamento dos cubanos, Cuba respira e manda seus  médicos, para amenizar o sofrimento de outros povos.


Manoel Del Rio   - Advogado e Assessor Jurídico de Movimentos Sociais 

 Contatos: manoeldelrioblas@gmail.com, Twitter:@ManoelDelRio, Facebook:Manoel Del Rio   

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