RENDA e desemprego

Manoel Del Rio,  advogado, assessor jurídico de movimentos sociais  e presidente da Apoio.  


19/06/2011

As Taxas Médias de Renda e Desemprego

O IBGE divulgou os dados sobre crescimento da renda média de 0,5% ante fevereiro e 3,8% sobre março de 2010, atingindo R$ 1.557,00. É a menor taxa de desemprego dos últimos anos, 6,5%. São dados que devemos aplaudir e apoiar as medidas que buscam melhorar a renda e criar empregos. Apontam tendência dos últimos anos de estancar o aprofundamento da miséria social. A turma do quanto pior melhor para eles estão alvoroçados. Dizem que isto provoca inflação. Voltamos a falar disso mais adiante. Antes quero falar um pouco sobre essas médias. Média é aquele indicador que você pega o maior e o menor e divide e apresenta aquilo que está no meio. Se você coloca uma touca térmica na cabeça de uma pessoa e eleva a temperatura a 50 graus e coloca gelo no pé com temperatura baixa. Você diz que a temperatura do umbigo está boa. Mas a cabeça dele está torrada e o pé gangrenando sem circulação de sangue. Isto para dizer que as médias não podem ser levadas a sério. Outros dados devem ser levados em conta para explicar a média. No caso da renda média de R$ 1.557,00, sabemos que mais de 50 milhões de pessoas recebem apenas um salário mínimo de R$545,00. Outros, até menos, alguns um pouco mais e que apenas 3% recebe acima de cinco salários mínimos. Já é hora do IBGE divulgar as diversas faixas de rendimentos dos trabalhadores.

                                                                                                                                                Desempregados em busca de vaga no Itaquerão

No caso do desemprego com média nacional de 6,5%. Mas, temos informações que para a juventude o desemprego atinge mais de 25%. Em algumas regiões metropolitanas como Recife, Salvador, Belém e outros, o desemprego chega perto de 20%. Por  faixa de renda foi divulgado que o desemprego para os de menor renda até R$203,30 per capita subiu de 20,7% em 2004 para 26,27 em 2008 e que diminui nas faixas de maior renda per capita de R$ 812,30 mensais de 4,04% em 2004 para 1,4% em 2008. Não dispomos de informações sobre o desemprego na faixa etária acima de 40 anos de idade. Entre as mulheres, negros. Também é necessário esmiuçar o trabalho informal (bico) o que se passa nesse segmento.

Com as diversas variáveis que compõem a média podemos nos aproximar da realidade e ter posicionamentos mais próximos da verdade.

Dizer que a melhora no salário e emprego provoca inflação é a velha insanidade daqueles que pregam o quanto pior melhor para eles. Primeiro, que o salário não está aumentando, está sendo corrigido apenas. Para fazer uma afirmação destas precisamos comparar os salários com outros preços, alimentos, roupas, aluguéis, imóveis, condução, etc. Não vamos nos iludir com a média – inflação. Esta isoladamente não serve para comparar com os salários.

Na verdade a inflação se apresenta em decorrência dos custos improdutivos, que entram na composição dos preços como juros, aluguéis, lucros, altos salários dos executivos, do meio midiático, dos poderes públicos, corrupção, etc. São custos que não retornam  para criar bens, mas somente para acumular ou ser consumido.

Manoel Del Rio - Presidente da Apoio

Contatos: Manoeldelrioblas@gmail.com, Twitter:@ManoelDelRio, Facebook:ManoelDelRio 

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