EDUCAÇÃO



Manoel Del Rio,  advogado, assessor jurídico do movimento  de Moradia


CASA COMIDA E ROUPA LAVADA

09/09/2012
Volto ao tema. O censo escolar de 2012 divulgado apresenta a diminuição de 11 por cento (média nacional) do número de matriculados no ensino  fundamental, médio e da EJA. Em Estados como Rio de Janeiro menos 34 por cento, São Paulo menos 22 por cento, Paraná menos 12 por cento, Maranhão menos 11,1 por cento e Minas Gerais menos 10 por cento. Nos Estados mais ricos a queda da matricula é maior. Pela lógica deveria ser ao contrário. Entretanto,  pode-se observar que o modelo econômico está exaurindo os trabalhadores e suas 
famílias. Pela dificuldade de conseguir seus meios de sobrevivência ou consumindo seu tempo no trabalho, na condução, ou morando de modo precário e alimentação limitada.
Daí a dificuldade das pessoas mais pobres de freqüentar a escola e de se desenvolver integralmente. 

Ligado a essa situação, o jornal também divulgou que 36 por cento da população nunca foi ao “oculista”, e 18 por cento só fez uma consulta na vida. Mais de 54 por cento da população não tem como cuidar dos olhos. Por isso encontramos bancas nas praças vendendo óculos de grau sem receita médica. São dados reveladores do buraco que os beneficiários do modelo econômico jogam a maioria do povo. 

Para reverter esse quadro é necessária muita política pública voltada para a população de menor renda. E reformas estruturais como habitacional, urbana, agrária, financeira, fiscal etc... para destravar o desenvolvimento social e promover o equilíbrio material entre as pessoas. Onde todos tenham vida digna.

Podemos destacar aqui a formulação magistral de Rosa Luxemburgo: “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.

Manoel Del Rio 13.313 - Candidato a vereador pelo PT de São Paulo

Advogado e Assessor Jurídico de Movimentos Sociais 

Contatos: manoeldelrioblas@gmail.com, Twitter:@ManoelDelRio, Facebook:ManoelDelRio   

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EDUCAÇÃO É TUDO: 
COM CASA, COMIDA E ROUPA LAVADA

 23/06/2012
Fala-se muito sobre a educação. Realmente a escola é um patamar básico para o desenvolvimento da sociedade. No Brasil, a escola anda mal das pernas. Só em São Paulo, são perto de 200 mil crianças sem creche. No Brasil são mais de um milhão de crianças fora das creches. Encontram-se milhares de crianças fora do ensino fundamental. Alunos com distorção de idade adequados à série. Poucos concluem o ensino fundamental e ingressam no ensino médio. Menos ainda  vão para as universidades. O analfabetismo funcional permeia as escolas. A rede escolar é precária: não tem biblioteca ou a tem, mas sem bibliotecário. Não tem informática ou tem, mas sem o instrutor. Entretanto, encontram-se muitas escolas de excelente qualidade. O governo federal tem feito imensos esforços para melhorar nosso ensino. Ampliado o número de universidades e criando oportunidades para as pessoas de menor renda ingressar no ensino superior. Estimulando o ensino técnico e apoiando a ampliação da rede básica de ensino de responsabilidade dos municípios e estados. Entretanto, as dificuldades que envolvem a educação no Brasil, não decorrem somente das deficiências da rede escolar. Decorrem, principalmente, das circunstancias que envolvem a vida dos educandos.
Se um aluno mora precariamente, não possuiu espaço em casa para estudar, não tem livros, informática, se alimenta mal, se veste precariamente, não tem a saúde cuidada entre outros infortúnios, certamente não irá bem na escola. Por isso, acrescentamos um antigo dito popular       ao EDUCAÇÃO É TUDO, CASA, COMIDA E ROUPA LAVADA.
Precisamos estimular a implantação de políticas públicas integradas de educação, saúde, moradia, cultura, esporte e de apoio as condições materiais das famílias de menor renda a fim de criar o ambiente e as circunstâncias necessárias para o desenvolvimento integral dos educandos. 

Manoel Del Rio 

Advogado e Assessor Jurídico de Movimentos Sociais 

 Contatos: Manoeldelrioblas@gmail.com, Twitter:@ManoelDelRio, Facebook:ManoelDelRio   

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24/06/2011

 Boa Nova: Bolsa Educação

O Deputado Tiririca, apresentou os projetos Bolsa Alfabetização e Vale Livro. É uma grande iniciativa. As questões da nossa educação são imensas e variadas. Não se trata somente de ter escolas, boas escolas existem no Brasil. Entretanto, são apropriadas pelos seguimentos sociais de maior renda.

a verdade, a desigualdade social, a falta de meios suficientes para sobreviver, empurram milhões de pessoas para fora das escolas.


Está no jornal de hoje: entre os 16,2 milhões que vivem abaixo da linha da extrema pobreza, com renda de até R$70,00, encontramos 10,5 milhões de pessoas em situação pior ainda, vivendo com até R$39,00 por mês. Vamos encontrar mais de 30 milhões de pessoas. É quase a população toda da Argentina.

 


Essa condição econômica sufoca as pessoas, elas sofrem um conjunto de carências. Os direitos elementares ausentes. George Worwel afirma em um de seus livros: “A MISÉRIA ANIQUILA O FUTURO”. Vale lembrar o desabafo de um jovem do Batan-Rio, local onde 36,5% da juventude não estuda e nem trabalha. Disse um deles depois de desistir de vez de estudar: “Viu só? Não sirvo pra nada.”

 


As pessoas aprisionadas pela miséria precisam de um programa social completo para tirá-las dessa situação. Projetos como o do deputado Tiririca devem ser apoiados, mas precisamos de programas mais amplos e articulados.

Devemos combinar o apoio financeiro com os deveres educacionais e sociais. Proponho então, o BOLSA EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA: 

de R$ 545,00 com deveres expressos para apontar a porta de saída do programa.

 

Serão aglutinados em grupos de 100 pessoas por comunidade e/ou associações de moradores. Neste espaço, aplica-se um programa completo de formação: alfabetização, ensino fundamental, cursos profissionalizantes, inclusão digital. Explorar possibilidade de geração de renda, como reciclagem de lixo e outras oportunidades existentes na comunidade.

 




Não podemos esperar. Devemos começar já. Vamos trabalhar para construir a autonomia das pessoas que é o elemento fundamental da dignidade humana. Lembrar o nosso escritor Machado de Assis em crônicas: “Bem diz o Eclesiastes: Algumas vezes tem o homem domínio sobre outro homem para desgraça sua. O melhor de tudo, acrescento eu, é possuir-se a gente de si mesmo.”

 

Manoel Del Rio - Presidente da Apoio
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Contatos: Manoeldelrioblas@gmail.com, Twitter:@ManoelDelRio, Facebook:ManoelDelRio 

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27/05/2011



Recursos para eliminar os gargalos da educação

A Imprensa divulgou o andamento no Congresso do Plano Nacional de Educação (PNE) para
2011-2020. Está em fase de audiências públicas e, em seguida, será examinado por uma
comissão de especialistas.
Tem 20 metas importantes: Propõe, para os próximos 10 anos:

1- Criação de 4,3 milhões de vagas em creches e pré-escolas;
2-Erradicação do analfabetismo;
3-Redução de 50% do analfabetismo funcional;
4-Adoção do ensino em tempo integral em 50% das escolas públicas;
5-Aumento em 33% de vagas no ensino superior;
6-Equiparação do salário médio dos professores, entre outras metas.

Pelos cálculos do Ministério da Educação o PNE deveria custar cerca de R$ 61 bilhões
aos cofres públicos. O projeto determina que os diversos entes federados ampliem seus
investimentos públicos em educação até atingir 7% do PIB (Produto Interno Bruto) até 2020.
Esse percentual já deveria ser atingido até 2010. Entretanto, atualmente o País investe
apenas 5% de PIB em educação.
Para nós é necessário encarar o desafio da educação de frente e com ousadia. Recursos
não faltam. É apenas questão de opção geral dos poderes constituídos e muita luta de toda
a sociedade. Veremos então algumas fontes de financiamento para eliminar os gargalos da
educação.

Em 2010, os Poderes Públicos, pagaram ao mercado financiar R$380 bilhões de juros .
Pagar menos juros ou cobrar impostos desse montante, já disponibilizaria vários bilhões
para a educação. As reservas internacionais do Brasil consomem cerca de R$ 40 bilhões
anuais. Tirando um pouco daí, teríamos mais recursos para a educação.
A renda do petróleo do pré-sal, também deveria destinar parte dos recursos para a
educação. Um barril de petróleo retirado do pré-sal custa perto de 10 dólares. É vendido
a 90 ou 100 dólares. Tem muito recurso ai para a educação. E assim por diante renda
de outros minérios etc. Ainda poderíamos ter recursos provenientes do lucro liquido das
Estatais: Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica. É necessário dar função social as
riquezas naturais e de todos os empreendimentos estatais. E um dos caminhos é investir em
educação, que atinja as camadas de menor renda.
Vamos unir toda a sociedade e buscar superar a vergonha histórica da nossa educação.
Vamos assumir a concepção de que A EDUCAÇÃO É TUDO.

Manoel Del Rio - Presidente da APOIO 

manoeldelrioblas@gmail.com

 

Twitter: @ManoelDelRio 

facebook: ManoelDelRio


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