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Manoel Del Rio,  advogado, assessor jurídico de movimentos sociais  e presidente da Apoio.  




GOVERNO FEDERAL ANUNCIA 4 BILHÕES PARA COMBATER O CRACK

07/12/2011

O governo federal lançou nesta quarta-feira (7) um plano de combate ao crack. O  investimento será de R$ 4 bilhões até 2014.  O programa promete ampliação do número de leitos disponíveis, e  repressão ao tráfico e ao contrabando.

Durante o lançamento  a presidente Dilma Rousseff afirmou  que o combate à droga e a seus efeitos são uma condição tão importante para o Brasil ser um país desenvolvido quanto o crescimento da economia. Ela disse ainda que essa vitória não depende apenas do poder público e que é um “compromisso de todos”.

“Sem nenhuma vacilação vamos combater esse processo que instaura violência no país. Isso é fundamental para que possamos nos orgulhar de sermos um país desenvolvido. Temos de garantir que essa filosofia  drogas não e vida sim  seja um compromisso de cada um de nós”, afirmou a presidente Dilma Rousseff. “Não achamos que temos todas as respostas nem que esse seja um caso fácil de lidar. Mas precisamos.”

Dilma disse ainda que o plano é uma demonstração de que o Brasil “vai ter uma política sistemática, ampla, moderna, corajosa e criativa de enfrentamento das drogas”. “Um país que provou que é possível crescer distribuindo renda, que tirou 40 milhões de pessoas da pobreza extrema, um país que voltou a ser capaz de dirigir seus próprios rumos ao pagar o FMI e assumir sua soberania... esse país também pode ter políticas desse tipo”, afirmou.

Na área do Ministério da Saúde as principais medidas serão  criação de consultórios de rua, centros de atendimento 24h e enfermarias especializadas para tratar de viciados em abstinência ou em intoxicação grave. O governo aumentou em 2.462 as vagas de internação, para 3.562. O valor gasto por paciente subirá de R$ 57 para R$ 200.

O governo federal fortalecer  policiamento de fronteiras e de inteligência. O Palácio do Planalto enviará ao Congresso, como parte do plano, um projeto de lei para mudar o Código de Processo Penal para acelerar a destruição de drogas apreendidas pela polícia, assim como o leilão de bens usados no tráfico.

Aqui em São Paulo a Cracolândia é um câncer que precisa ser extirpado.Tenho feito a proposta do  “Hospital do Crack). que pode ser conhecida clicando no link. Parabéns ao governo Dilma pelo enfrentamento desta grave situação que ameaça e aflige todas as famílias.

Manoel Del Rio - Presidente da Apoio

Contatos: Manoeldelrioblas@gmail.com, Twitter:@ManoelDelRio, Facebook:ManoelDelRio

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Cracolândia não pode ser tratada com desdém


25/11/2011
Foto - Agência Brasil
Avança o número de pessoas dependentes do Crack em todo o país. Em São Paulo a cracolândia se espalha pela cidade. Do mesmo modo que o poder público investiu em museus, salas de música, espaços de cultura etc. ,deveria também acelerar a construção do “Hospital do Crack”. Ali no quartel abandonado do Parque Dom Pedro (conforme o artigo “Hospital do Crack).

Este “Hospital” deveria conter um complexo de atividades para recuperar os dependentes químicos.Combinar ações de saúde, educação, cultura,esporte.

Não adianta afugentá-los para outras regiões. Empurrar o problema de um lugar para o outro. O poder público precisa investir nessas pessoas para ajudá-las sair do vício. 

Manoel Del Rio - Presidente da Apoio

Contatos: Manoeldelrioblas@gmail.com, Twitter:@ManoelDelRio, Facebook:ManoelDelRio

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Estudo indica que ausência de investimentos sociais e em saúde pública ajudam a compreender  formação de “cracolândias”


05/10/2011

          A Tese de Doutorado "Circuitos de uso de crack nas cidades de São Paulo e Porto Alegre: cotidiano, práticas e cuidado", da psicóloga Luciane Marques Raupp, Faculdade de Saúde Pública da USP, sob orientação do Prof. Dr. Rubens de Camargo Ferreira Adorno, estuda aspectos relacionados ao consumo de crack entre freqüentadores de locais de alta concentração de usuários e vendedores desta droga instalados na região central de duas capitais brasileiras: São Paulo/SP e Porto Alegre/RS.

          A pesquisadora realizou  o estudo nos circuitos  percorridos pelos usuários, concentrados em partes específicas da região central das duas cidades: Bairro da Luz/SP e nas imediações do Loteamento Santa Terezinha em Porto Alegre/RS, assim como suas dinâmicas, nas quais a concentração de pessoas em situação de rua e suas atividades rotineiras, principalmente em suas inter-relações com representantes do poder público, como a polícia e instituições de assistência social, ganham destaque. 

          Luciane constatou que o cotidiano desses locais caracteriza-se por relações tensas e por freqüentes conflitos entre os diferentes atores participantes dos circuitos.  A grande maioria dos usuários apresentava um padrão de uso compulsivo de drogas, especialmente de crack, no qual o cuidado consigo próprio ou  quaisquer outras atividades ficavam em segundo plano, frente ao consumo frenético da droga.  Apesar disto, a pesquisadora identificou sujeitos que não apresentavam este padrão de uso, empregando diversas estratégias de autocontrole na administração da droga e também de sobrevivência.

         Luciane aponta a importância de observar detalhes como a história da região pesquisada, políticas públicas, questões econômicas e ausência de investimentos sociais e em saúde pública para a compreensão da instalação e permanência dos circuitos pesquisados. 

         Como conclusão da pesquisa, Luciane sugere que o alto grau de degradação daquelas regiões não seria decorrência apenas das pessoas e atividades exercidas no local, mas principalmente do processo urbano que gerou tal quadro social.  Além disso, a pesquisadora aponta para uma estreita relação entre o contexto sócio-histórico-cultural dos usuários e seu padrão de consumo de crack.  Existe diferenças internas que caracterizam usuários com um mínimo de organização estrutural e ética de outros para os quais o crack é a principal  atividade de seu cotidiano. 

Mais informações com a Dra. Luciane, em Porto Alegre, pelo e-mail: lucianeraupp@usp.br

http://www.fsp.usp.br/site/noticias/mostrar/818

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Manoel Del Rio - Presidente da Apoio

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