ERA ARMAÇÃO

Manoel Del Rio,  advogado, assessor jurídico de movimentos sociais  e presidente da Apoio.                           ti facil



22/03/2012
Armação desarmada

Em junho do ano passado fui surpreendido com denúncias veiculadas no Diário de São Paulo.

No último dia 08/02, oito meses depois,  o Ministério público, depois de minuciosa investigação, arquivou procedimento, peça de segunda função 227/11.

Sofremos imensos danos dessa mentira. 

Do episódio é necessário tirar lições. Compactuo com a concepção de que a liberdade de expressão não pode ter limites. Entretanto, os profissionais da área e seus veículos de comunicação devem ter responsabilidade pelo que noticiam. Averiguar se há veracidade nas informações etc. Caso contrário deve ser punido rigorosamente por dar publicidade a falso testemunho.

Em relação a “denúncia” anônima. O covarde atira a pedra e esconde a mão. Este expediente é utilizado para travar lutas políticas para destruir oponentes. Ou utilizam o M.P. Para investigar fofoca e causar danos às pessoas.

 

Devia o MP colocar uma cláusula na representação: Vamos manter seu nome anônimo. Mas, se não for verdade a sua denúncia, seu nome será revelado e paga as custas da investigação. Toda lide precisa das partes bem definidas.

Finalizada a armação vamos procurar proteção da lei a fim de amenizar os danos sofridos.

Vale reproduzir um poema sertanejo simples, interpretado por Tião Carreiro e Pardinho

 

Veneno da mentira

Tião Carreiro e Pardinho

 

Sem saber de onde veio

Sem vontade de voltar

Mentira chegou no mundo

Antes de Cristo chegar

Asteou sua bandeira

No ar, na Terra e no mar

Correndo de boca em boca

Dia e noite sem parar

Atravessando fronteiras

E vai pra qualquer lugar

 

Mentira com seu veneno

Separa muitos casais

Atira pais contra filhos

E os filhos contra os pais

Vai separando os amigos

E aumentando os rivais

Quem sofre com a mentira

Sabe a dor que els trais

A cicatriz da mentira

Não desaparece mais

 

Eu luto contra a mentira

Com a espada da verdade

No fim de cada combate

É triste a realidade

Se amentira não vencer

Ela destroi a metade

Já perdi um grande amor

E ainda sinto saudade

Mentira já conseguiu

Roubar minha felicidade

 

Mentira tem perna curta

Mas anda sempre na frente

E inocenta quem tem culpa

E condena um inocente

No lugar por onde passa

Vai espalhando semente

Vai crescendo a cada instante

E ficando mais potente

Só morre no tribunal

Do supremo onipotente







21/06/2011

21/06/2011
 
Que bela armação!

No dia 20/06/2011 fui surpreendudo pela reportagem do jornal Diário de São Paulo. Ali, aparecia um conjunto de mentiras. Como ligação com PCC, mortes, espancamentos, aliciamento de policiais para fazer serviço sujo etc. A mim dizem que tenho uma mansão, com 9 quartos, piscina, cachoeira..., seja um conjunto de bobagens. Ainda não tenho e nem quero essa mansão. Uma  por que não tenho dinheiro. Outra, mesmo que tivesse recursos, não compraria uma bobagem dessas. Isso não traz felicidade. E não preciso disso. Moro em 32 m2, suficiente para viver com dignidade. Lembro ainda, que trabalhei na roça dos 7 aos 15 anos. Depois em São Paulo, dos 15 até hoje. Sou aposentado, e ainda continuo trabalhando na iniciativa privada. Isso confere orglhro e felicidade. Nas horas vagas faço trabalho social. Para que direitos cheguem às pessoas pobres.  Não faz parte de minha concepção de vida, a busca insana pelo luxo, riquezas e bens desnecessários à vida humana. O jornal mente sistematicamente. Afirma que há inquérito no MP. Após a reportagem fomos até o MP. Lá fomos informados pelo Promotor que no plantão da última sexta-feira a tarde, compareceram, uma mulher com advogado e o jornalista  da reportagem. Mas, que não havia inquérito, pois não tinha sido distribuído. Que bela articulação das pessoas que desejam prejudicar terceiros? Que testemunha é essa, que precisa de proteção? Se ninguém sabe quem é e também não há conflito estabelecido? Por que o jornalista não conferiu as denúncias para verificar a veracidade dos fatos e idoneidade das acusações? Mas, parece, que o jornalista não tem compromisso com a verdade. Não tem o profissionalisma que encontramos na maioria absoluta dos jornalistas. É bom lembrar, que é um covarde protegido pela direção do jornal. Quando as pessoas prejudicadas disseram que desejavam falar com ele junto com seus chefes e se dirigiram até a redação do jornal, ele, se escondeu, talvez no banheiro, embaixo de uma mesa ou em qualquer lugar apropriado para covardes. Envergonhado de sua torpeza. Eu por telefone, disse que o receberia em minha residência de 32m2. Viesse ele com quem desejasse. Mas, ele não compareceu. De nossa parte, estamos à disposição das investigações legais. E mais, pediremos nossa auto-investigação pelo MP. Entretanto, não compactuaremos com armações políticas e com jornalismo de esgoto. Vamos tomar medidas jurídicas contra o jornal e seu jornalista e contra a susposta testemunha. A mentira tem que perecer para a verdade sobreviver.

Manoel Del Rio

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