Ritual do matrimônio sem Missa

 Quando, por necessidade ou conveniência, não se celebra a Missa, será usado o rito que a seguir se descreve.

 

 
    RITOS INICIAIS    
 
Comentários Iniciais: (quando houver)
 
Entrada saudações acolhida pelo sacerdote: A graça e a paz de Deus nosso Pai, e de Jesus Cristo nosso Senhor, estejam convosco.

Todos: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Sacerdote: Irmãos caríssimos, reunimo-nos com alegria na casa do Senhor para participarmos nesta celebração, acompanhando N. e N. no dia em que se propõem constituir o seu lar. Esta hora é para eles de singular importância.   Acompanhemo-los com o nosso afeto e amizade, e com a nossa oração. Juntamente com eles, escutemos a Palavra que Deus hoje nos vai dirigir. Depois, em união com a santa Igreja, por Jesus Cristo, nosso Senhor, supliquemos a Deus Pai que acolha benignamente estes seus servos que desejam contrair matrimônio, os abençoe e os una para sempre.

 
Em seguida, de braços abertos, profere a seguinte oração:
 
Sacerdote: Atendei, Senhor, as nossas súplicas, derramai, benignamente, a vossa graça sobre os vossos servos N. e N., que hoje se unem em matrimônio junto do vosso altar, e confirmai-os no amor fiel e santo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
 
Todos: Amém.
 

 
   LITURGIA DA PALAVRA  
 

Segue-se a liturgia da Palavra, segundo o modo habitual, primeira leitura, salmo de resposta, segunda leitura, aclamação ao evangelho, evangelho. Pelo menos uma das leituras escolhidas deverá falar abertamente de matrimônio.

*Pode-se pular as leituras e somente o sacerdote fazer a leitura do evangelho.
 
 
    HOMILIA    
 
Neste momento, inspirando-se no texto sagrado, o sacerdote exporá o mistério do Matrimônio cristão, a dignidade do amor conjugal, a graça do sacramento e os deveres dos cônjuges, tendo em conta, porém, as diversas circunstâncias das pessoas.
 
 
     RITO DO MATRIMÔNIO     

 Celebrando-se ao mesmo tempo dois ou mais Matrimônios, as perguntas que precedem o consentimento, a prestação do próprio consentimento e ainda a recepção deste por parte do celebrante, fazem-se singularmente para cada um deles; os outros ritos, incluindo a bênção nupcial, fazem-se uma vez apenas, usando o plural.

Estando todos de pé, inclusive os noivos, com as testemunhas junto de si, o ministro dirige-se aos noivos dizendo estas palavras ou outras semelhantes:

Sacerdote: Noivos caríssimos, viestes à casa da Igreja, para que o vosso propósito de contrair Matrimônio seja firmado com o sagrado selo de Deus, perante o ministro da Igreja e na presença da comunidade cristã. Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele, que já vos consagrou pelo santo Batismo, vai agora dotar-vos e fortalecer-vos com a graça especial de um novo sacramento para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade e as demais obrigações do Matrimônio.  Diante da Igreja, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições.

Diálogo antes do consentimento

Sacerdote: N. e N., viestes aqui para celebrar o vosso Matrimônio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo?

Noivos: Sim, é.

Sacerdote: Vós que seguis o caminho do Matrimônio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida?

Noivos: Sim, estou.

A pergunta seguinte pode omitir-se, se as circunstâncias o aconselharem, por exemplo, se os noivos forem de idade avançada.

Sacerdote: Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?

Noivos: Sim, estou.

União das mãos e consentimento   

O ministro convida os noivos a exprimirem o seu consentimento:

Sacerdote: Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimônio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja.

Os noivos unem as mãos direitas.

O noivo diz: Eu N., recebo-te por minha esposa a ti N., e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

A noiva diz: Eu N., recebo-te por meu esposo a ti N., e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

 No entanto, se por um motivo pastoral parecer mais oportuno, o ministro pode pedir o consentimento dos noivos sob a forma de pergunta.

Interroga primeiro o noivo:

Sacerdote: N., quer receber N., por sua esposa e promete ser-lhe fiel, amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da vossa vida?

O noivo responde: Sim, quero.

Depois o celebrante interroga a noiva:

Sacerdote: N., quer receber N., por seu esposo e promete ser-lhe fiel, amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da vossa vida?

A noiva responde: Sim, quero.

 Aceitação do consentimento     

Recebendo o consentimento, o ministro diz: Confirme o Senhor, benignamente, o consentimento que manifestastes perante a sua Igreja, e Se digne enriquecer-vos com a sua bênção. Não separe o homem o que Deus uniu.

O ministro convida os presentes ao louvor de Deus.

Sacerdote: Bendigamos ao Senhor.

Todos: Graças a Deus.

 
Bênção e entrega das alianças    
 
Momento em que o ministro anuncia a entrada das alianças, caso não estejam no bolso do noivo.

O ministro abençoa as alianças, recitando a fórmula:

Sacerdote: Derramai, Senhor, a vossa bênção sobre estas alianças que abençoamos em vosso nome, para que os esposos que as vão usar, guardando íntegra fidelidade um ao outro, permaneçam na vossa paz, obedeçam à vossa vontade e vivam sempre em mútua caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Todos: Amém.

 
Asperge as alianças e as entrega aos esposos.
 

Troca das Alianças  

O esposo coloca no dedo anelar da esposa a aliança a ela destinada, dizendo:

Esposo: N., recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Do mesmo modo, a esposa coloca no dedo anelar do esposo a aliança a ele destinada, dizendo:

Esposa: N., recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
 
Neste momento toda a comunidade pode cantar um hino ou um cântico de louvor.
 

      ORAÇÃO DA ASSEMBLÉIA   
 
 
Em seguida faz-se a oração universal do seguinte modo: 
 
Primeiro o Ministro convida à oração, depois seguem-se as invocações da oração universal com a resposta dos fiéis, de tal modo, porém, que as invocações estejam em harmonia com a bênção nupcial.
 
Sacerdote:  Irmãos caríssimos: Celebrando o especial dom da graça e da caridade, com que Deus Se dignou consagrar o amor dos nossos irmãos N. e N., confiemo-los ao Senhor, dizendo (ou: cantando):

Todos: Ouvi-nos, Senhor.

1. P ara que os nossos irmãos N. e N., unidos em santidade pelo Matrimônio, possam alegrar-se com a salvação eterna, oremos ao Senhor.

2. P ara que abençoe a sua aliança, como Se dignou santificar as núpcias em Caná da Galileia, oremos ao Senhor. R.

3. P ara que vivam num perfeito e fecundo amor, gozem de paz e proteção, e dêem bom testemunho de vida cristã, oremos ao Senhor. R.

4. P ara que o povo cristão progrida sempre na virtude e aos que vivem oprimidos por várias necessidades seja concedido o auxílio da divina graça, oremos ao Senhor. R.

5. P ara que todos os esposos aqui presentes sintam hoje renovada pelo Espírito Santo

a graça do seu Matrimônio, oremos ao Senhor. R.

(Outras intenções).
 
As orações devem ser previamente escolhidas e combinadas com o sacerdote. Do contrário, ele mesmo o fará de uma forma única e simplificada.
 

 
     ORAÇÃO UNIVERSAL     
 
 
Terminadas as invocações diz-se imediatamente a Oração dominical: PAI NOSSO

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
 

     BÊNÇÃO NUPCIAL     

 
 

Os esposos permanecem no seu lugar e ajoelham.

Então o ministro, de mãos juntas, convida os presentes à oração:

Sacerdote: Invoquemos, irmãos, para estes esposos, a bênção de Deus, para que Ele acompanhe com a sua proteção aqueles que uniu pelo Sacramento do Matrimônio.

Todos oram em silêncio durante alguns momentos.

Depois o ministro, voltado para os esposos e de mãos estendidas sobre eles, profere a seguinte oração:

Sacerdote: Deus, Pai santo, que pelo vosso infinito poder fizestes do nada todas as coisas e, na harmonia primordial do universo, formastes o homem e a mulher à vossa imagem e semelhança, dando um ao outro como companheiros inseparáveis, para se tornarem os dois uma só carne, e assim nos ensinastes que nunca é lícito separar o que Vós mesmo unistes; Deus, Pai santo, que no grande mistério do vosso amor consagrastes a aliança matrimonial, tornando-a símbolo da aliança de Cristo com a Igreja;

Deus, Pai santo, que sois o autor do matrimônio e destes à primordial comunidade humana a vossa bênção que nem a pena do pecado original, nem o castigo do dilúvio, nem criatura alguma pôde abolir; olhai benignamente para estes vossos servos, que, unindo-se pelo vínculo do Matrimônio, esperam o auxílio da vossa bênção: enviai sobre eles a graça do Espírito Santo para que, pelo vosso amor derramado em seus corações, permaneçam fiéis na aliança conjugal.

Seja a vossa serva N. fortalecida com a graça do amor e da paz, imitando as santas mulheres que a Escritura tanto exalta. Confie nela o coração do seu marido, honrando-a como companheira igual em dignidade e com ele herdeira do dom da vida, e ame-a como Cristo amou a sua Igreja.

Nós Vos pedimos, Senhor, que estes vossos servos N. e N. permaneçam unidos na fé e na observância dos mandamentos; fiéis um ao outro, sirvam de exemplo pela integridade da sua vida; fortalecidos pela sabedoria do Evangelho, dêem a todos bom testemunho de Cristo; (recebam o dom dos filhos, sejam pais de virtude comprovada, e possam ver os filhos dos seus filhos,) e, depois de uma vida longa e feliz, alcancem o reino celeste, na companhia dos Santos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Todos: Amém.

 
Pular para Oração e bênção final (Quando não há comunhão) 
 
 
      Quando há distribuição da Comunhão     

Em seguida, o ministro genuflecte, toma a hóstia, e levantando- a um pouco sobre o vaso ou píxide, voltado para os que vão comungar, diz:

Sacerdote: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

E os comungastes acrescentam: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada mas dizei uma palavra e serei salvo.

Enquanto se faz a distribuição da Comunhão, pode cantar-se, oportunamente, um cântico apropriado.

Terminada a distribuição da Comunhão, se parecer oportuno, pode guardar-se por algum tempo o silêncio sagrado ou cantar-se um salmo ou um cântico de louvor.

Depois o ministro diz a seguinte oração:

Sacerdote: Oremos. Senhor, que nos fizestes participantes da vossa mesa, concedei a estes vossos servos, hoje unidos pelo sacramento do Matrimônio, que, vivendo sempre em união convosco, dêem a todos bom testemunho do vosso nome. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 
Todos: Amém. 
 

       CONCLUSÃO: ASSINATURAS  E BÊNÇÃO FINAL       

 
 
Terminada a celebração, as testemunhas e o ministro subscrevem a ata do Matrimônio. As Assinaturas podem fazer-se ou na sacristia ou diante do povo; não se façam, porém, sobre o altar.

Em algumas igrejas as testemunhas assinam a ata antes da celebração e no final somente os noivos e o sacerdote.

 
Bênção Final: É feita de forma espontânea pelo Sacerdote.
 
O sacerdote sai e inicia-se os cumprimentos.

Cortejo de Saída