VIAGEM - EPOPEIA PELO MINHO

 
 
 
 
 

EPOPEIA PELO MINHO

 

O percurso de uma viagem pelo Minho, nos dias 10, 11, 12 e 13 de Maio de 2012 

 

 

BRAGA [CIDADE, BOM JESUS E SAMEIRO]

 

Nossa Senhora do Sameiro,

Eu rezo e rogo que Ouças,

Para que tenhas no Céu,

Todas as Almas de Rouças.

 

Senhora em Braga, do Sameiro,

Eu rezo para o Mundo inteiro,

Que pratiquem e digam verdades,

Em todas as Vilas e Cidades.

 

Nosso Bom Jesus de Braga,

Porque a guerra nunca acaba,

Rogo Paz p´ra todo o Mundo,

Antes da nuclear deitar tudo ao fundo.

 

Braga, acolhe o Bom Jesus,

Que por nós morreu na Cruz;

Hoje todo o mundo faz jus,

Que expiraram as trevas e vinga a Luz.

 

Nossa Senhora de Lourdes,

Estás como Conceição Imaculada,

A Orar a teus pés La Salete,

Lá numa Gruta em Braga,

 

Jesus Cristo, a Deus Orai,

Junta-te a nós e ao Pai,

Supliquemos um Mundo melhor,

Que este está cada vez pior.

 

PÓVOA DE LANHOSO

 

Subimos até ao Castelo

E Igreja, da Póvoa de Lanhoso,

Lindas paisagens lá do alto,

Apesar de céu encoberto, não chuvoso.

 

Poderá existir quem não acredite,

mas, sempre ouvi dizer, que,

nas redondezas dos antigos Castelos

onde se desenrolaram importantes ou menos importantes

batalhas, quer com os Castelhanos, quer anteriormente com os Mouros,

Suevos, Cartagineses, Visigodos, Celtas,

enfim, apareciam fantasmas, diabos e diabinhos

que, de vez em quando eram apanhados pelas chapas fotográficas.

Pois, aqui estão eles, apanhados numa foto por chapa.

Para quem acredite.....

ou não ! ! ! ! ! ! ! :)

 

SANTA MARIA DE BOURO

 

Em Santa Maria de Bouro

Beleza, a Ponte do Bico,

Foto clicada num repente,

Gostava de lá estar mais um pouco.

 

Bouro, Santa Maria,

Onde passei belo dia,

Visitando pulcro Mosteiro,

Orando ao mundo inteiro.

 

Almoçamos no Cruzeiro

Mesmo defronte do Mosteiro

E feira havia em Santa Maria,

Tudo vimos, tudo que havia.

 

*

ABADIA DE SANTA MARIA DE BOURO

 

Nossa Senhora da Abadia,

Mosteiro em Santa Maria,

Terras do Minho, Geres,

Viemos rezar, hoje, três.

 *

Rezei de noite e de dia,

Na Senhora da Abadia,

Aos Amigos do Soajo,

Acompanhado por um Anjo.

 *

Junto aqui algumas flores,

Para minhas amigas e meus amores.

Para os amigos alguns verdes,

Já que verdes vinhos pela Net nunca vedes.

 

*

MINHOTO QUE AMA O MINHO


*

Quem é do Minho e o Minho ama,

Ama-o de qualquer jeito e a preceito,

Sem condições e nem reclama,

Qualquer dor que lhe vá dentro do peito.

*

Quem ama o Minho as suas flores e verdura

E todas as suas terras em sua candura,

Ama das Províncias a mais pura,

Afável, belíssima, mas, área rude e dura.

*

Não renega o Minho qualquer Minhoto,

Citadino, Vilarinho, Aldeão nem agioto;

Seja ele de onde for,

Pelo Minho seu coração deveria sentir dor.

*

Eleva, portanto, o Minho e o Alto Minho,

Mantém lá no alto as tuas origens e o teu ninho,

Não rejeites aquilo que dele vez,

Ou deixaste de o amar de vez?

*

João da mestra, 31 de Julho de 2012

*

Dedico aos Meadelenses que não se sentem Minhotos, esquecendo-se que muitos dos seus antepassados transmigraram das terras altas, - Aldeias do Alto Minho.

*

 

SÃO BENTO DA PORTA ABERTA

*

Para os amigos do Minho, eu neste dia pedi,

Que São Bento da Porta Aberta,

A tenha sempre para ti

Escancarada para acederes a Deus;

Para todos os irmãos e para ti.

 *

Em S. Bento da Porta Aberta,

Esteja calor ou esteja frio,

Deixo sempre a porta aberta…,

Aos Amigos do Mezio.

 *

Eu nunca a porta fechei,

Aos Amigos do Mezio;

Em S. Bento da Porta Aberta,

Naquele Templo orei.

 *

São Bento da Porta Aberta, no Minho,
No alto daquelas serras, junto ao céu,

P´ra lá seguem, caminheiros, devagarinho,

Cada um com longo cajado, o seu,

Levar os Votos ao Santíssimo; Deus meu.

*

TERMAS DO GERÊS E SERRA DO GERES

 

Parei para beber águas,

E depois para as verter;

Vou calcorrear estas ruas,

Tenho o Geres para ver.

 

Bela e antiga estrada Romana, a Geira,

Levou-me da Portela do Homem à Cerdeira,

Dormi no fresco Parque de Campismo,

Entre estrangeiros e Nacionais de muito civismo.

*

CORREM ÁGUAS NO GERES

*

Correm as águas no Geres,

por seus caminhos, talvez

abertos desde a formação da terra;

mistério que o planeta encerra.

*

Águas quentes termais,

de valores substanciais,

onde vão a tratamento,

todos por seu pensamento.

*

Porque se cabeça não tem juízo,

o corpo sai em prejuízo;

muitos vão amiúde,

pela razão de sua saúde.


*
*

Ó Geres das águas quentes,

Tu que as aqueces sem painéis,

Com teu Turismo, salva Portugal,

Que se está a ver aos papeis.

*

Bela e antiga estrada Romana, a Geira,

Levou-me da Portela do Homem à Cerdeira,

Dormi no fresco Parque de Campismo,

Entre estrangeiros e Nacionais de muito civismo.

*

VILARINHO DAS FURNAS E CAMPO DE GERÊS

 

Fotografei a Albufeira,

De Vilarinho das Furnas,

Ficou submersa não em urnas,

A Aldeia verdadeira.

 

Foi no Campo do Gerês,

Que Jesus parou e contas fez;

- Vou Aqui Conceber Um Paraíso,

P´rós de Vilar das Furnas, que, em prejuízo,

Viram sua aldeia desaparecer; que se desfez.

*

A CAMPO DO GERES,

*

O viajante chegou,

e logo música tocou,

não é que houvesse festa,

mas alguém gostava desta.

*

Faltava a concertina,

de algum dos amigos do Minho,

muito bem afinadinha

e se fazia um bailinho.

*

Passava linda menina,

com seu cântaro foi à fonte,

caminhava devagarinho

e me disse “Bom Dia menino”.

*

Vamos a um bailinho

Minha linda Minhotinha?

Ao que ela me responde,

“vai dar uma volta velhinho”.

*

MEDITAÇÃO

*

Chilreavam os passarinhos,

E cantava a cotovia,

Todos faziam seus ninhos,

Onde ninguém jazia.

*

Porque a vida era vivida,

Um dia após outro dia,

Na aldeia de Vilarinho,

Todos tinham seu cantinho.

*

Oh! Vilarinho da Furna,

Onde ninguém saiu em urna,

Todos saíram de pé,

Levantados por seu moral.

*

Porque também árvores morrem de pé,

Mesmo com temporal,

Desde tempo imemorial;

Aqueles fizeram-no por Portugal.

*
João da mestra, 13 de Julho de 2012

*

Sossego em Cerdeira

*

Cerdeira dá quietação,

conforme cidreira mansidão,

calma ambos nos dão,

neste lugar, para pacificação.

*
Descanso, a paz em toda a plenitude,

descansar bem dá imensa saúde,

vamos escapar para Cerdeira,

fugir do stress a vida inteira.

*

João da mestra, 12 de Maio de 2012
*

DO CAMPO DO GERES A TERRAS DE BOURO
*

Da Porta do Campo do Geres,

Partimos para Terras de Bouro,

Na estrada não vimos Mouro,

Foi Flávios, que os correu, talvez.

*
Chegamos a Terras de Bouro,

Vila entre serras, um tesouro,

Onde passava a Romana Geira,

Por cristas, vales e toda a ladeira.

*
Duas voltas pela Vila circundamos,

À procura de Flávios Augustos,

Não encontramos Romanos brutos,

Nem Lusitanos ou Ibéricos abraçamos.

João da mestra


*

TERRAS DE BOURO

 

Chegados a Terras de Bouro,

Vila entre serras, um tesouro,

Onde passava a Romana Geira,

Em Cristas, vales e toda a ladeira.

*

À margem

*

Pela margem do Lima,

fui subindo rio acima,

desde Ponte da Barca que é Minho,

caminhando devagarinho.

*

Terra de grande beleza,

de enorme realeza,

encanta quem vem por bem,

que a idolatra; Amen.

*

Leva consigo a saudade,

dos Povos, da grande amizade,

qualquer, que a visita,

esta terra Bendita.

*

Ponte da Barca, ditosa,

suas aldeias e brandas,

são uma terra orgulhosa,

do Minho, de todas as bandas.

*

poema dedicado a todas as amigas e amigos do Minho

João da mestra, 5 de Julho de 2012

PONTE DA BARCA

 

Ó! Ponte da Barca sem vela,

Com o fresco Lima debaixo dela,

Antiga cidade, esta, mui bela,

Eu hoje a percorri, toda ela.

 

E, já em Ponte da Barca,

Que beleza o Campo da Nucha,

Que frescura o Campo do Curro,

Onde por lá andou alguma bruxa,

Tanto pinote deu e tanto urro,

Desfez tudo em obras, mas que burro,

Obras para descaracterizar,

Mais património modificado, que azar.

 

CIDADELHE

 

Da Barca até Cidadelhe,

Fui procurar os amigos Gonçalves;

Estejam em casa talvez.

Bati, bati, chamei, chamei,

Senhor Manuel, D. Rosa,

Mas só apareceu vizinha p´rá prosa.

 

Deixei os meus abraços,

Percorri mais alguns passos,

Logo apareceu o Lindoso,

Aldeia em ouro valioso.

 

LINDOSO

 

Lindoso belo Castelo,

Conjunto de Caniços ao alto,

Bons ares ainda, do campo,

Bois, galos e galinhas,

O Pelourinho ao centro,

Percorri Lindoso por dentro.

Vi a igreja e seu interior,

Estava um esplendor.

 

Que enorme grupo de Caniços,

Cada um o mais valioso,

Vi na Vila de Lindoso.

 

ESPANHA - GALÍCIA

 

Mais um salto fui a Espanha,

Percorri boa estrada e plana,

Vi um pouco de Galícia,

Não deu p´ra ir a Entrimo À Missa.

 

REGRESSO POR LINDOSO, CIDADELHE, PARADAMONTE

 

Voltei pelo Lindoso,

Estava um dia fogoso,

Parei em Cidadelhe,

Não parei em Paradamonte,

Já se fazia mui tarde,

Ia a travessar todo o monte.

 

Passei a velha barragem,

Fazia uma fresca aragem.

Passei a velha ponte também,

Por ali nunca se vê ninguém.

Ia calmo e fresco o Lima,

Segui por ali acima,

Subi à aldeia “Das Quartas”,

Apesar de ser Santo Domingo,

A Capela fechada, todos dormindo?

 

VILA DE SOAJO

 

Pela Praça do Pelourinho,

Entrei muito devagarinho,

Com altivez, na Vila do Soajo.

*

Estou na terra dos bravos Monteiros,

Que D. Dinis promulgou,

Eis aqui um; - Aqui estou.

*

No Soajo acordei com os sinos,

Repicando pela manhã, são hinos,

Chamando à missa os Crentes,

Suplicando que venham a Deus, os descrentes.

*

ESPIGUEIROS OU CANIÇOS

Tu que me guardas as espigas; Caniço,

Com o tamanho que te erigiram,

Tens tanto saber, tens tanto siso,

Conforme o tem o simples milho.
*

És espigueiro matreiro,
Escondes namorados o ano inteiro,

Tens tu menos juízo,

Do que aqueles namorados em prejuízo.


João da mestra
*

 

ADRÃO, TIBO, ROUÇAS E PENEDA

 

Segui para Adrão e Tibo da Gavieira,

Passei a Nossa Senhora da Paz,

Continuei para Rouças,

Que todas as aldeias são de Paz.

 

Truz, truz, truz, truz,

Está em casa alguém?

Nem Rouceirinha nem rouceira,

Não está em casa ninguém.

 

Bati à porta, bati,

Mas Rouceirinha não vi;

Queria deixar mensagem de paz,

Fui por bem, mas, fui incapaz.

*

Amigos em Rouças

*
Qualquer, arranja um amigo,

Basta para isso querer,

*
Poderá estar sempre contigo,

O que lhe dará muito prazer.

*

Amigo arranjou amigo,

Amigo, amigo arranjou,

*

Um e outro falou,

Amigo posou com amigo.

*

Figura típica da terra,

O Manuel, de Roussas é,

*
Conheceu, Manuel, que é,

De Gaia e gostava de ser da serra.

/

João da mestra, em sentida homenagem ao Manuel da Cortinheira, que, conheci em Rouças, no qual encontro fiz amizade com esta pessoa simples, humilde e honesta. Fica a saudade. Abraço amigo; estejas com Deus.

*

NO SANTUÁRIO DA PENEDA

 *

No Santuário da Peneda,

Paragem obrigatória,

Nossa Senhora esperava por nós

E já passava da hora.

 

Subimos o escadório dos Passos,

Vimos todas as Capelas,

Ai que bonitas estão elas,

Pelas obras que o Santuário sofre;

Aguardam a ajuda do peregrino emigrante,

Que voltem todos, a todo o instante.

 

Visitei o maravilhoso Hotel,

Mesmo ao lado do Santuário,

Ai que vontade de ir dormir,

Mas havia que prosseguir.

*

Pogoreira da Gavieira

*

Rosa sem adro,
Sem eira nem beira,
Que levas pela beira,

Teu cão e teu gado.

*

Rosa que vais,
Em pé descalço,
Que andas no encalço,

Dos teus animais.

*

Rosa sem adro,
Sem eira nem beira,
Que com teu gado,

Tinhas que ir para a feira.

*

Caminhando e tocando,
Com imensa vara;
Trilhos dobrando,

Animais, uma manada.

*

Na serra passas tua vida,
Ao sol, ao vento e à chuva,
Conduzindo teus animais,

De onde não sairás jamais.

*

Rosa sem adro,
Sem eira nem beira,
Hoje, nada tens,

És pogoreira.

*

João da mestra

*

*

Pastorela

*

Fui beber ao rio Peneda,
Água pura, cristalina,
Lá no fundo da vereda,

Encontrei amada minha.

*
Pogoreira, linda pastora,
Banhava-se pela aurora,
Encutete, na água fresca,

Qual delas a mais fresca agora!

*

Se a límpida água era fresca,
Do afluente rio Pomba,
Tornou mais fresca a pomba,
Pastora, pogoreira; refresca.
*
Me banhei no rio Peneda,
Depois de se lhe juntar o Pomba,
E de se lhe juntar o Gingiela;
À pogoreira, ao meu amor,

Eu se me fui juntar a ela.

*

João da mestra; na personagem de Alfredo

*

Encutete; nua; mulher nua.

/

Rio Peneda; atravessa parte da serra da Peneda, por Lamas de Mouro, Gavieira, Rouços, Tibo, Tornos Brancos, Adrão, Soajo, até à albufeira do Lindoso.

/

Rio Pomba e Rio Gingiela; afluentes do rio Peneda

*
Resposta de Rosa

*

Tu querias, meu atrevido,

Que eu estivesse contigo,
Vai tomar banho c´a cabra,

Lá na serra da Pedrada.

*
Ai eu sou o teu amor?
Meu grandessíssimo estupor,
E o que fazes agora no Porto,

Co´aquelas meninas de bonito corpo?

*

Eu sempre fui fresca, - toda eu -,
Não preciso de me banhar no Pomba,
Pensas que és o meu Romeu?

Não;!depois das noites que levas d´arromba!

*
Malvado, desgovernado, tarado,
A vigiar meninas donzelas,
Pensas que andas c´oas cabras,

Ou com algumas das tuas cadelas?

*

Vai p´ro Porto ou p´ra Coimbra,
Vai estudar seu burro,

Que eu sei mais que tu ainda;

*

Fico na minha serra de Ceida,
Pedrada e Outeiro Maior,

Da Peneda; são o meu amor.

*

João da mestra; na personagem de Rosa pogoreira

http://sites.google.com/site/majosilveiro/rosa-sem-adro-sem-eira-nem-beira



LAMAS DE MOURO

 

Na Boulevard de Lamas de Mouro,

Vitela assada no Vidoeiro,

Com batata assada e arroz

Na travessa de barro vermelho,

Moldada e cozida pelo oleiro.

 

*

 
Gente em forma de serpente

*

Gente em forma de serpente,

Vira a cabeça num repente,

A boa alma e alma boa,

Levando à aberração,

Toda a cabeça que à toa,

Segue a sua condução.

*

Gente em forma de serpente,

Como agulha que espicaça;

Torna a vida numa desgraça,

De quem ama aquela gente.

*

Gente em forma de serpente,

Que aos seus consome a mente,

Lhes faz perder a razão,

Até atingirem a exaustão.

*

É a super-poderosa víbora,

Bem-falante, repugnante,

Rancorosa respingante,

Mente perversa, tal, foi Eva,

É a serpente desta Era.

*

Gente em forma de serpente,

Ingrata que é e que dá pontapé,

A quem tanto lhe faz e lhe é,

A única esperança numa vida de abastança.

*

Gente em forma de serpente,

Que não tem sentimento familiar,

Que sempre e só desprezo soube dar,

A quem tanto amor tinha para a amar.

*

A última Querença ela espera,

Para em dobro receber em verdade,

Do Deus Poderoso; A Sua Vontade.

*

João da mestra, 2 de Dezembro de 2011

*

Para gente em forma de serpente, ingrata que é e que dá pontapé á única esperança de poder viver uma vida de abastança. A mesma gente em forma de serpente que despreza e não sente amor pela família.
*
*
AS ALDEIAS; BRANDAS E INVERNEIRA

Maravilhosas terras Castrejas,
Quantas, em teu redor beijas;
Desde Entrimo em Espanha,
Até Lamas, de Mouro, que te Ama.
*
Quantas, como tu, bonitas terras,
Encontradas todas as manhãs,
Nos circuitos da Serra da Peneda,
Desde o Soajo, a Castro e a Lamas.
*
Lindas terras de Lamas de Mouro,
Das margens de estreito rio,
Pela manhã impera o frio,
À noite, o frio dá calafrio.
*
Ouvem-se mochos com seu pio,
Em noites com lua, em rodopio,
Morcegos, gaios, andorinhas,
Há…, quanto tu caminhas.
*
Por entre serras e vales,
Altas montanhas, grandes penedos,
Elas são a causa de grandes segredos,
Há…, bem sabes quanto vales.
*
Bela terra Castreja, que encanta Castrejo,
Que fascina Lamenses e Mourenses,
Quanto amor em ti eu vejo,
Nas aldeias, Brandas e inverneiras.
*
*
João da mestra
 

 

*

MELGAÇO

 

Melgaço e seu Castelo,

Com cantos cada um o mais belo,

Ruas estreitas floridas,

Casas medievais e muito antigas.

*

Baluarte de defesa a Portugal,

Em tempos antigos e medieval,

Hoje Urbe dentro de muralhas,

São a beleza que aqui espelhas.

João da mestra em epopeia pelo Minho

 *

Parque das Termas do Pêso,

Em Melgaço, íamos a Águas,

Ficamos só pela água, tanta,

Que nos rios corria em abundância;

Não havia tinto nem branco Alvarinho,

Seguimos com pena, devagarinho.

 

*

TERMAS DO PESO DE MELGAÇO

*

Fui a águas para as termas do Peso,
ai Jesus, mas que peso,
no estomago vazio,
faltava o Alvarinho
a escorregar devagarinho.

*


Afinal me consolei,

de tanta água me fartei,
tanta bebi que escorreguei,
porque caí é que não sei.

*


Vinho, não havia ali,

não é lugar de vinhas,
correm rios de águas limpinhas,
fui beber umas pinguinhas.

*


Haja vontade e haja sede,

E sempre todo o mundo bebe.
*

João da mestra,

22 de Maio de 2012; juro que só bebi água cristalina. A entrada do Alvarinho no poema foi somente para promover este excelente vinho, único da região demarcada dos vinhos verdes Alvarinho.

*

Deu-não-Deu lembrou D. Fuas sem roupinha

(falta a banda desenhada)

……….e chegando eu a Melgaço,

montando garrano cheio de cagaço,

batalhei por entre aquelas estreitas ruas,

de escopeta e espada de aço,

levando em garraiada todas as mulheres, já nuas,

calçada e escadarias acima,

conduzindo-as até à piscina,

ficando todas então a piscinar

e, igualmente também a gritar;

Deu-la-Deu, não te dou,

Deu-la-Deu, não te dou.

Vinha já então ao longe a cavalgar,

o D. Fuas de cada uma,

- aquele D. Fuas sem roupinha -,

numa mula garrana medrosinha.

Deixei as piscinas e logo me pus a galgar

em direção a Monção.

Deu-não-Deu não chegou a ninguém nada a dar.

Deu-não-Deu ficou em Monção a morar,

D. Fuas sem roupinha em Melgaço a namorar.

João da mestra

 

MONÇÃO

 

Chegamos tarde a Monção,

Decorria já no fim a procissão,

Com os Crentes oramos com fervor,

O meu camião foi o último “andor”.

 

Visita ao belíssimo Rio Minho,

Antes de prosseguir novo caminho;

Vimo-lo das Termas e do miradouro,

Aquelas águas e terras são um Tesouro.

 

*

João Verde, Grande Poeta

Regionalista do Povo e de Monção,


Foi ilustre nas letras então.

José Rodrigues Vale,

É hoje recordado com emoção.

*

 *

HOMENAGEM A JOÃO VERDE, POETA REGIONALISTA DE MONÇÃO

*
Contrastando com João Verde
*
Amo esta terra – Monção,
Das profundezas de meu coração,
Que hoje vos ofereço como uma oração;
*
Aos amigos virtuais,
Aos de verdade e aos demais,
Que, alguns, não verei jamais.
*
Algo hoje de estranho me deu,
Monção, terra de Deu – La – Deu,
Que os teus conterrâneos, que não eu,
Amam Monção tanto quanto eu.
*
Acordei com Monção no coração,
Com o Minho no meu caminho,
Imaginando ser João Verde,
Mas, na verdade, ainda dormindo.
*
João da mestra não poeta regionalista,
mas, sim, pateta e sem fama à vista;
*
João da mestra, 20 de Maio de 2012,
                em Homenagem a João Verde, de seu nome José Rodrigues Vale

*

 VALENÇA DO MINHO

 

Valença e suas muralhas,

No interior impera o comércio,

Tanto, tanto artigo diverso,

Mas os preços não marralhas.

 

Compras, compras e mais compras,

A maioria são Espanhóis;

Português! ! ! Gastar Euros, faz dói dói.

Preferia o Escudo e comprar em Valença,

Que agora o Euro não é galinha e não compensa.

 

Direitinhos para o Porto que se faz tarde,

Esta, foi uma viagem de verdade.

 

João da mestra em Epopeia pelo Minho  E Alto Minho

*

*

 

À MARGEM

 

 

*

ALDEIAS DE PORTUGAL

*

Aldeias em Portugal,

Muitas temos sem igual,

Desde o Norte até a Sul,

Uma delas, Riba-Ul.

*

Aldeias da Serra da Freita,

De madrugada o sol espreita,

Entre árvores e trepadeiras,

Pedregulhos e pedras parideiras.

*

Muito perto da cachoeira,

Da Frecha da Misarela,

Uma velhinha olha á janela,

A sua aldeia-, sempre da mesma maneira.

*

Aldeias da Serra da Peneda,

Muitas ao fundo de vereda,

Casas de pedra bruta,

Aldeões de gente astuta.

*

Aldeias das margens do Alva,

Desde as fraldas da Estrela,

Como esta paisagem é bela,

Desde Gião até Penalva.

*

Aldeias de Montejunto,

Terras do belo presunto,

Do tinto e branco, o bom vinho,

Aí vou eu a caminho.

*

Aldeias de todo o Este,

Desde Belmonte a Alcains,

Terras de Judeus e Bensafrins,

Na beleza de Almeida te perdeste.

*

Aldeias da Serra dos Candeeiros,

Águas minerais de Monchique,

Casas brancas, padrão Árabe,

Mas católico, com Abade.

*

Aldeias da Serra da Estrela,

Judias, Árabes, Lusitanas e Celtas,

Perto andou Viriato na espreita,

Atrás das mulheres esbeltas.

*

João da mestra, 21 de Março de 2012, para “Aldeias de Portugal"
 
 *
 
 
FIM

 

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