BRASIL - GOIÁS - CONJUNTO DE POEMAS A GOIÁS


 
 
 

Somente pela minha existência

 

Se não te é suficiente a minha existência,

que não seja por mais qualquer minha valência,

que de mim venhas a gostar;

nunca de mim te irás enamorar (1).

 

João da mestra, aos que por mim nunca simpatizarão (1)

                                                          ****

                                                            *

Quanto desejava ser compreendido,

ser correspondido.

Mas, porquê

assim não acontece

e quem me merece

não me aparece?

Oh! Não!

Quanta desilusão!

Sou sonhador

mas, porque não

o teu amigo acalentador (1).

 João da mestra aos que de mim nunca gostarão (1)

 

****

CIDADE DE GOIÁS


Goiás, cidade das belezas naturais,
do verde, das árvores tropicais,
das espécies livres ornitológica
e dos rios, cascatas e fonte carioca,
Goiás do rio Vermelho,
cor das terras adjacentes,
margens povoadas de gentes,
que se é branca, já foi novo e índio velho,
*
Goiás, cidade indistinta de gerações,
de doutos, doutores e rancheiros
onde, entre os primeiros, os garimpeiros,
*
Goiás, onde no firmamento reproduções,
de  tantas constelações, de tantas estrelas,
que na cidade são suas belas  donzelas.


João da mestra, 8 de Junho de 2014


João da mestra reconhecido à cidade de Goiás e às suas gentes, que, com enorme simpatia me receberam e entusiasmadamente ficaram ao conhecer os portugueses que lhes eram apresentados.

Ao meu grande amigo Dr. Fernando Cupertino e á sua Excelentíssima Grande Família, que me levaram, guiaram, cuidaram e me estimaram durante todo o tempo de minha permanência. Extensivo às suas colaboradoras da casa. Com imensa saudade.
Bem-Haja
João Monteiro


 http://palavrasmil-majosilveiro.blogspot.pt/


 


 


 






SAFIRA TRIGUEIRA EM GOIÁS

>

Atravessei toda a Serra Dourada,
por entre labirintos de rochas de arenito;
procurava, então, a minha amada.
Ouvia seu chamar; Manelito, Manelito!
Vindo dos lados da Cidade de Pedras.
E daquela voz me apaixonei deveras.
>
Por entre vegetação rasteira e bravia
arranhei meu corpo imaginando ser ela.
Tantos sois e luas que não a via. 
Passei todo o cerrado rupestre,
desci em debanda as fraldas da serra
e vim no povoado encontra-la à janela.
>
Em Vila Boa de Goiás
guardo joia qual pedra encrustada,
de pele aveludada tão macia e dourada,
não agreste não rupestre que tanto me aprás.
É Safira trigueira de olhos castanhos
que aos meus de volta me irá levar à cidade de Goiás.

>

João da mestra, 3 de Maio de 2014, aos olhos do Povo de Goiás. que irão fazer os meus voltar a Goiás.

>


GARIMPEIRO

 

 

Morro de amores de saudade,

pelo amor e pela cidade,

por diamante de nova idade,

envolta em ouro qual tesouro.

 

Qual garimpeiro hei-de voltar a Goiás,

qual filho de Bueno viajarei em Paz,

buscar minha pérola que lá deixei,

e sem ela não voltarei.

 

Meu Deus..., ou então lá ficarei,

eternamente enamorado,

ou amado ou desprezado.

 

Abandonado ficarei no cerrado,

a suplicar; Deus seja louvado.

Perla, abraça-te a meu pescoço,

serás diamante envolto em mim,

encrostados ficaremos então assim.

 

João da mestra, 13 de Maio de 2014,  dedicado às pérolas de Goiás


>


É AMOR QUE AFOGA COM SUA BELEZA

 

É Jovem de todos os tempos

que ninguém lhe pergunta nunca a idade.

Veste-se de vermelho para ir à cidade,

desce vaidoso, formoso, galanteador.

É moço que guarda a privacidade

doutros; de todo o jovem que com ele convive,

a quem vigia e nele vive.

Saboreia os amores transformados em beijos,

transformados em abraços de apertados braços,

que unem dois seres com apertados laços.

É amor que afoga na natureza,

que passa das marcas pela sua beleza,

que salta as margens e abraça a terra

e a todos os jovens seu amor encerra.

João da mestra ao Rio Vermelho que atravessa a cidade de Goiás, 25 de Abril de 2014

Doado ao Povo Vila-boense, com amor.

 

 

 

SE ÉS AMIGO DE GOIÁS

Rio Vermelho atravessa a cidade de Goiás,

silenciosamente por ela passa e segue em sua paz,

diz-lhe adeus e continua sua descida,

passa cachoeiras entre penedos no seu leito,

é vaidoso e leva deveras a peito,

se o maltratam, o sujam e não lhe tomam respeito.

Se és amigo de Goiás e do Rio Vermelho,

atende à saudosa defensora e poetisa Cora Coralina,

na sua pretensão de que todo o Vilaboense,

mantenha a sua cidade bela e linda.

João da mestra, 27 de Abril de 2014, a cantar os cantinhos da cidade de Goiás e do seu rio Vermelho, conforme foi a vontade de Cora Coralina.

 

 

OS FOLIÕES

 

A ver a banda passar

No coreto de Goiás

A folia a chegar

Cansados de tanto tocar.

O ceto, a bandeira e a coroa

E o povo vem atrás,

Ladainha a rezar,

Páscoa termina feliz;

Cristo ressuscitou,

depois que tudo se consumou.

 

João da mestra em tradições de Páscoa em cidade de Goiás.

João e Lurdes Monteiro, convidados, acompanhados e protegidos que foram pela Família do Dr. Fernando Cupertino durante a estadia na Semana Santa na Cidade de Goiás.

 

 
 

O CORETO COM GELADO NOTURNO

em, Cidade de Goiás por ótica noturna - (em comentários)

 

Estou já na Praça do coreto

á espera do sorvete corneto,

- gelado em português -.

Comerei um de cada vez,

de figo, ameixa e de A a Z,

mo pague, só p'ra você vê.

 

Joãodamestra convidou Beatriz Barreto Tanezini, Alessandra Velasco, Cleria Chagas Barros .

 

O Autógrafo, o dá o poeta,

A amiga, paga o sorvete,

A noite, segue em beberete,

De manhã, ninguém estará alerta.

 

João da mestra, em Goiás, 22 de Abril de 2014 (em comentário)

 

João da mestra com Maria Matos Monteiro e a amiga Edna Cupertino de Barros convidaram Fernando Cupertino, com 

Beatriz Barreto Tanezini, Alessandra Velasco, Cleria Chagas de Barros ao delicioso sorvete.

 

 

DEIXEI RAÍZES PARA TRÁS

A Alma geme
Coração sangra
a mente teme
porque se arrepende;
deixei raízes para trás.
>
A Alma geme
Coração sangra
deixei amigas e amigos
deixei irmãos e irmãs
deixei raízes para trás.
>
A Alma geme
Coração sangra
lá longe, para além,
deixei minhas raízes também
entrelaçadas ficaram p´ra trás.
>
A Alma geme
coração sangra
viagem não vou prosseguir
vou voltar para trás
minhas raízes ficaram em Goiás.
>
Meu coração ficou em Goiás
minha Alma lá permanece
nunca dali sairá,
que a vida volte p’ra trás,
quero juntar-me em Goiás,
A meus irmãos a minhas irmãs.
>
João da mestra, 2 de Maio de 2014 - aos amigos irmãos que criei em Goiás

*

QUADRAS SOLTAS A GOIÁS

 

Meu coração fica em Goyá,

nunca daqui sairá,

que a vida volte p’ra trás,

virei conhecer Dona Sinhá.

*

*

Amo as Almas de Goiás,

sempre voltarei para trás,

para abraçar e beijar,

quem me está a amar.

João da mestra , às amigas e amigos que amo. 

 >
 

NÃO VAMOS MAIS TEMPO PERDER

Já não tenho vinte anos,

quantos precisava ter,

para me apaixonar e amar

sem enganos.

 >

Já não tenho vinte anos,

para o tempo desperdiçar;

terei que me agarrar,

ou só amarei depois de falecer.

 >

Se tens tu os vinte anos,

não percas a ocasião,

dá-me livre a tua mão.

 >

Se tens tu os vinte anos,

para te apaixonares e amares,

não vamos mais tempo perder.

> 

João da mestra, 30 de Abril de 2014 - às Donzelas de Goiás

 

 >

 

 

Porque muito há a arrepender

 

Namorei, amei, chorei e lágrimas verti

e aqui passei meus dias esperando por ti

quando não te dispunhas a comigo vir ter.

Aqui jurávamos de olhos fechados e a prometer

que num dia daqueles iria acontecer,

amar-mo- nos, juntarmo-nos, casarmo-nos…

e tudo vieste a romper.

Hoje te arrependes e esta fonte não seca,

brota incessantemente liquido lacrimal

pelo choro de ambos em igual.

E porque muito há a arrepender

fonte continuará a sempre verter.


João da mestra, na Fonte da Carioca, 26 de Abril de 2014

Oferecido aos que já foram jovens , Vila-boenses e que romperam seus noivados.

 

 >

 

AO AMIGO DE GOIÁS

Nesta cidade de Goiás não há coronéis.

Somente gente boa e honesta,

modesta, simples e alegre,

recetiva, acolhedora, agradável,

simpática e dada .

E PAZ; muita Paz.

Á Cidade de Goiás,

vim pela mão de alma caridosa,

anjo terreno,

pessoa bondosa,

amigo de Cora,

que conforme ela,

nunca descora

amigo seu;

Irmão meu.

 

João da mestra

Ao Dr. Fernando Cupertino, Médico, Professor, Compositor, Músico, Cantor,

Em Goiás, 22 de Abril de 2014

 >
 
 
De Terras de Goyá

 

Ó gente da minha terra,
onde é que andais vocês,
lá porque vim p'ra Goyá,
de vez,
não ficarei cá.

>

Vontade não me faltava,
já que todo '"camarada",
esqueceu do amigão;
demorarei 50 anos, então,
para verem o João.

>

Estou em terra que estima
todo o português camaradão.
Povo que é hospitaleiro
e que guarda consideração.
 
João da mestra, 24 Abril de 2014

 

 >

Á POETISA CORA CORALINA

 

Goiás, cantinho do céu,
onde me encontrei, hoje, eu,
a cantar e a rimar com Coralina,
os becos da cidade linda e fina.

João da mestra de visita à casa de Cora Coralina na cidade de Goiás, levado pelo amigo Dr. Fernando Cupertino, em 21 de Abril de 2014

>

A RUA DE CORA CORALINA POR ÓTICA NOTURNA - CIDADE DE GOIÁS

Obscura vida Cora não teve,
escura rua ela não é,
pior vida há quem a leve;
Muitas glórias tem quem escreve.

João da mestra, na casa de CORA CORALINA, EM "POR ÓTICA NOTURNA" , 21 DE ABRIL DE 2014

>
 

Visita à casa de Cora Coralina na cidade de Goiás

Fui levado por alma caridosa,
anjo terreno,
pessoa bondosa,
amigo de Cora
que, conforme ela,
nunca descorou
amigo seu.
 
Irmão meu.

Joãodamestra para Fernando Cupertino em 22 de Abril de 2014

 
 >
 
 

SONETO À GRANDIOSA POETISA GOIANA

 

 

Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas,

Humanista e poetisa foi Rainha,

Versátil e astuta artista, nas palavras não tinha tretas,

Grande Mulher,  Cora Coralina.

 

Pensadora, moralista, de Goiás,

Foi e é Cidadã do Mundo,

A recordamos com pensamento profundo,

Vive em nossos corações, aliás.

 

O Brasil a Honra por sua Grandeza,

Portugal se iguala na sua Pureza,

De Goiás era a Realeza.

 

Filósofa de grande gabarito,

Lançou ao Mundo muito grito;

< “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” >   (1)

 

 

 

(1)          -  Pensamento de cora Coralina;  - um entre muitas dezenas.

 

 

João da mestra, em Homenagem a Cora Coralina em 3 de Agosto de 2013


*


*




ESTARÁ O POETA A MORRER?


 


 Não sei o que me corre nas veias


 que me custa a criar poema


 nem terno, nem de amor ou de paixão;


 se está a tornar num dilema.


 


 Vou extrair a Safena


 menos sangue vai correr


 lá se vai a inspiração


 estará o poeta a morrer?


 


 Sei que sou velho, velho, velho,


 tão velho que já chego aos Céus,


 mas não quero partir deste mundo


 sem primeiro ir viver com olhos teus.


 


 João da mestra, 16 de Maio de 2014


 


 


 




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*
P´ra Vera Cruz

Qual Sacadura Cabra,

daquele meu Portugal,

p´ra terras de Vera Cruz,

voei junto às nuvens…, Jesus.

 

 

Entrei pelo céu adentro,

que nem santo…, nem jumento.

Num pássaro gigante vim dentro,

que deu às asas todo o tempo.

 

 

Fiz aquela idêntica viagem,

não me faltando aragem.

Recordei o grande navegador

aéreo. Aéreo vim eu…, sonhador.

 

 

Cruzei oceano com outro Cabral,

Pedro Álvares, por sinal,

que navegava em mar alto.

Dei-lhe sinal lá do alto

e disse-lhe ainda mais alto:

- já te ultrapassei; volta p´ra Portugal!

 

João da mestra, 14 de Abril de 2014 -

Viagem p´ra Vera Cruz…, sem sextante.

 
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Poesia são pensamentos que sob inspiração traduzem o estar do poeta que, mesmo não o sendo, se torna.
Sem o ser, dediquei todas estas aos amigos das Cidades de Goiás, Goiânia e Brasília, ao escreve-los.  
 
João da mestra
 
 
 

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