Ajuda de mãe

    
Durante o desenvolvimento do nosso projecto, contactámos a instituição de apoio a grávidas "Ajuda de mãe", de modo a conseguirmos, de certa forma, entender melhor a vida destas jovens mas, também, o tipo de apoio que estas recebem nestas Instituições.
    Após a marcação do dia com a Presidente da "Ajuda de Mãe" (Madalena Teixeira), realizámos uma visita à instituição assim como uma entrevista à presidente que, seguidamente, iremos expor aqui na nossa página. Foram-nos, de seguida, mostradas as instalações e explicado o tipo de apoio que ali fornecem às mães.
    No fim da visita à Instituição, pedimos a coloboração de uma das técnicas da instituição para vir à nossa escola (Escola Secundária Vitorino Nemésio) realizar uma conferência sobre o apoio que dão a estas jovens e outras dúvidas que os alunos que vão assistir à conferência colocarem acerca do assunto.
 
Entrevista à Presidente da Instituição "Ajuda de Mãe" (Madalena Teixeira = MT)
 

MT- A Instituição “Ajuda de Mãe” apoia mulheres grávidas, enquanto grávidas e após o bebé nascer, com o objectivo de criar condições para o bebé nascer com facilidade e nas melhores condições. As mães chegam cá encaminhadas por vários técnicos, pelas amigas, por elas próprias ou pela linha telefónica, e são atendidas quer no atendimento social quer no atendimento psicológico. Estas mães têm formação, ou sejam frequentam vários cursos de formação, para aumentarem as suas competências maternais ou profissionais e, algumas delas, para serem integradas de novo na escola. Na Instituição “Ajuda de Mãe” desenvolve-se o atendimento, a reinserção e a formação das mães que cá chegam, no entanto o acolhimento das mães não se desenvolve aqui, mas sim em certos centros de acolhimento (mas as mães que cá chegam interessadas na parte do acolhimento, também podem ir para lá).

 Grupo- Todas as mães podem ir para os centros de acolhimento?

 MT- Sim, todas podem ir, desde que frequentem a Instituição.

 Grupo- Como funciona o trabalho nessas residências (de acolhimento)?

 MT- Uma residência é temporária para mães grávidas adultas, outra é temporária para grávidas adolescentes e a terceira residência é para mães adolescentes com os seus filhos.

Grupo- Até quantas pessoas podem receber em cada residência?

M.T.- A residência para mães grávidas adultas tem capacidade para 8/9 mães com os respectivos filhos; a residência para mães adolescentes tem capacidade para 6 mães com os respectivos filhos; a residência para mães adolescentes com os filhos tem capacidade para 10 mães e 10 bebés.

Grupo- Existe alguma residência onde elas possam permanecer durante mais tempo?

MT- O trabalho que a “Ajuda de Mãe” faz não é ter grávidas até data eterna, nós queremos ter pessoas até elas terem capacidade própria de se autonomizar, no entanto, quanto mais novas são estas mães, mais difícil se verifica esta situação. O ideal era fazer um “ponte” com as famílias ou com outra entidade de apoio a estas jovens, que as pudessem receber (à mãe e ao bebé). Na verdade, a residência de Paço de Arcos é uma residência que de certa maneira alarga este período de acolhimento: nesta residência só podem estar mães que estão a estudar, e que saem de lá ou quando regressam à família ou quando se autonomizam (acabam o curso, conseguem arranjar emprego, …).

Grupo- Estas mães têm algum tempo máximo para estarem na Instituição/Residência?

MT- Sim, têm um tempo máximo. As meninas acolhidas não têm um tempo máximo de acolhimento quando se encontram na residência de Paço de Arcos (residência para mães adolescentes com filhos), no entanto, nas outras residências existe um tempo máximo: as mães adultas têm um período de 6 meses depois do bebé nascer, mas claro que esse tempo pode ser ultrapassado caso seja necessário; as grávidas adolescentes têm um período de 1 ano ou até ao fim do ano escolar ou depois de o bebé nascer.

Grupo- E aqui, na própria Instituição?

MT- Aqui o atendimento não é feito em contexto de acolhimento, porque o acolhimento é apenas uma pequena parte das mães que nós apoiamos: nós acolhemos por ano entre 30 a 50 mães e atendemos 1200, portanto a maior parte das mães não está em contexto de acolhimento. Aqui, todas as mães que são atendidas e não estão acolhidas não têm um limite máximo de tempo para serem atendidas, no entanto o apoio da “Ajuda de Mãe” só continua, enquanto o projecto de intervenção que é combinado entre as mães e as técnicas for cumprido, porque nós não apoiamos pessoas que não queiram melhorar a sua vida e que não queiram fazer qualquer coisa para essa mesma melhoria. Num momento inicial as mães têm que ser mas apoiadas, dado que estão mais carentes e emocionalmente mais instáveis, no entanto, mais tarde, têm que começar a “fazer pela sua vida”, têm que se valorizar e têm que “aprender” uma profissão – Estas mães a “Ajuda de Mãe” apoia. No que diz respeito às mães que não querem fazer nada pela vida e que só querem receber subsídios, dificilmente a Instituição as ajudará.

 Grupo- Quando as mães estão na Instituição podem receber visitas?

 MT- Claro! Estão na casa delas.

 Grupo- Nos fim-de-semana as jovens têm que ficar nas residências?

 MT- Podem ir visitar as famílias desde que a visita seja considerada adequada pelas técnicas de acompanhamento, ou seja, desde que se considere que aquela família (ou uma amiga que ela queira ir visitar) tem condições para lá ter a mãe e o bebé.

 Grupo- Nas residências, existe um quarto para cada mãe?

 MT- Numas casas sim, embora noutra não. Depende do espaço e das residências, mas estas mães sabem que vivem na casa delas. É uma casa, obviamente, com regras e, por isso, podem receber visitas e sair da Instituição, mas as mães têm que cumprir as regras e os horários e, principalmente, cuidar bem dos seus filhos.

 Grupo- Costumam receber jovens a partir de que idade?

MT- Nós recebemos mães a partir de todas as idades, mas quanto mais tarde melhor (risos), no entanto, a verdade é que chegamos a receber mães com 12 anos.

Grupo- As jovens que se encontram nestas residências são sobretudo de origem portuguesa?

MT- Não necessariamente, existem também algumas jovens de origem africana e, ainda, algumas jovens ilegais provenientes de outros países. No que diz respeito às jovens ilegais, estas, independentemente da sua legalidade, podem frequentar a escola, no entanto, quando estas jovens são mais velhas já é um pouco mais complicado, porque o facto de estas mães serem ilegais, muitas vezes é impeditivo para o acesso a empregos e aos subsídios (de natalidade, abono familiar, …) – o que representa dificuldades acrescidas após o nascimento do bebé.

Grupo- Nos casos de ilegalidade, a “Ajuda de Mãe” dá algum apoio no processo de legalização?

MT- O processo de legalização é complicado, porque as pessoas podem-se legalizar através do bebé (se este tiver nascido em Portugal) ou através de um emprego, e às vezes é complicado para as empresas assumirem que empregaram trabalhadores ilegais e fazerem-no através de contratos.

Grupo- Quais são as condições necessárias para a entrada das mães nestas residências? Todas podem entrar ou apenas as mais carenciadas?

MT- A única condição é que estas mães precisem de um acolhimento, por qualquer razão: a casa onde vivem não ser adequada, a família onde estão integradas não as quererem receber nem aceitar o bebé, … ou seja, nós acolhemos qualquer mãe que não tenha condições para ter outro tipo de acolhimento. O ideal é que estas jovens consigam regressar às suas famílias e que rapidamente se recriem dinâmicas familiares para voltarem a ser reinseridas na família, pois, na realidade, qualquer mãe tem mais facilidade em criar o bebé, quanto maior for o apoio que receber.

Grupo- Qual é o tipo de ajuda que dão às mães que se encontram nas casas de acolhimento? Dão alguma formação específica?

MT- Nós damos uma formação específica para a parentalidade, ou seja, uma formação parental. Damos também uma formação para o desenvolvimento das competências pessoais e sociais. Além disso, encaminhamos sempre estas mães para cursos de formação profissional ou para a escola. Na “Ajuda de Mãe” temos também a funcionar uma escola que pode ser frequentada por estas jovens, através da Internet, o que lhes permite assistirem às aulas ao mesmo tempo que estão com os filhos.

Grupo- Quando as mães se encontram nestas formações onde ficam os seus filhos?

 MT- Os filhos ficam na sala dos bebés, que tem como próprio objectivo o acolhimento dos bebés quando as mães se encontram nas formações ou quando estas arranjam emprego (até encontrarem uma cresce para os seus filhos).

 Grupo- Como funciona o projecto de reinserção profissional? São as mães que escolhem a profissão que querem seguir?

 MT- Nós temos, na Instituição, várias formações profissionais a decorrer e encaminhamos sempre as mães para as formações que há à disposição, através dos centros de emprego ou através de outras instituições que têm essas formações profissionais. É claro que têm que ser as mães a escolher, porque se forem para uma profissão que não gostem, dificilmente a desempenharão correctamente. Nesta Instituição, há, na verdade, alguma formação profissional à disposição, embora, muitas vezes, o óbice que nós temos é a formação de base que estas jovens têm, que, às vezes, é muito baixa e, portanto, precisarão sempre de fazer o 9º ano, para depois se inscreverem na formação profissional.

 Grupo- Na generalidade, o nível de escolaridade destas jovens é muito baixo?

 MT- Não, não é muito baixo. O que nos preocupa são os níveis de escolaridade muito baixos e as pessoas que abandonaram a escola, sendo que, hoje em dia, não é admissível que uma jovem de 16 anos só tenha a 4ª classe ou que uma qualquer adolescente não tenha a escolaridade mínima obrigatória. Na “Ajuda de Mãe” o que pretendemos é que o facto de estas meninas terem bebé não seja impeditivo para continuarem com a sua escolaridade. Uma realidade actual é que temos cada vez mais jovens que chegam aqui com o 12º ano e muitas já inscritas na universidade e a “Ajuda de Mãe” ajuda-as a acabar as suas licenciaturas com o sistema de bolsas que possuímos.

Grupo- Nas residências, além das jovens, encontram-se algumas auxiliares?

MT- Sim, existe sempre um corpo de auxiliares e voluntários que ajudam no dia-a-dia da casa.

Grupo- Como é que as mães que se encontram nas Instituições reagem ao nascimento dos seus filhos? Rejeitam-nos?

MT- Todas as mães que chegam à Instituição querem ter os bebés. As mães que são acolhidas na “Ajuda de Mãe” são acolhidas porque querem ter estes bebés. No entanto, também já tivemos casos em que o projecto de vida destas mães não era ficar com o bebé, mas essa situação foi assumida logo de início, o trabalho com estas mães é que é diferente. Apesar de serem poucas, também temos mães que chegam à Instituição e que querem ter o bebé para, posteriormente, o dar para adopção. Enquanto que com a maioria das mães é feito um trabalho de educação relativa aos trabalhos pré-infantis, à melhor forma de educar o bebé, … para esta minoria de mães o apoio e o acompanhamento é dado com o objectivo de dotar estas mães de força para, no fim, darem o bebé (que foi a própria decisão delas) e continuarem a sua vida. Contudo, existem também mães que querem ter os seus bebés mas que não têm capacidades/condições para cuidar do bebé (falta de apoio, o facto de serem ainda jovens, …) e para isso é que o apoio da “Ajuda de Mãe” é fundamental, para ajudar estas mães a criarem condições para cuidar dos seus filhos ou então, caso posteriormente se observe que não existem mesmo condições para ficarem com os filhos, estes vão-lhes ser retirados (mas só em último caso).

Grupo- Existe algum envolvimento dos pais dos bebés neste processo?

MT- Existem pais que se envolvem e outros que não. Relativamente aos que querem estar envolvidos em todo este processo, alguns querem-se envolver somente com os filhos e outros querem-se envolver com os filhos e com as mães. É também importante referir que algumas mães necessitam de “espaço” longe dos pais dos bebés, de forma a recuperarem alguma capacidade de governar a sua vida, para, mas tarde, irem viver com os pais dos bebés. 

Grupo- Normalmente, os pais estão mais presentes nos casos de mães adultas ou mães adolescentes?

MT- Penso que seja equitativo. Contudo, ainda existe falta, nos pais, da noção de que é preciso fazerem parte da vida dos bebés, tal como também existem muitas mães que acham que os pais dos seus filhos nada têm a ver com a vida dos bebés.

Grupo- Qual é o tipo de relacionamento entre as grávidas adolescentes e os seus próprios pais?

MT- Depende. Naquelas mães cujo processo chega à parte do acolhimento, possivelmente significa que as relações entre estes não é muito boa, ou que, eventualmente, não haja mesmo condições para estas mães permanecerem em casa dos pais. Quanto às mães adolescentes cujas relações com os pais sejam problemáticas, o facto de o bebé nascer e do seu próprio crescimento pode ser um factor reintegrador destas mães nas suas famílias.

Grupo- Quando estas mães saem das Instituições continuam a seguir os seus casos?

MT- Sim, todas as mães que estão nas residências têm sempre apoio pós-residência, isto é, após saírem das residências são apoiadas e acompanhadas (nunca criando dependência, porque as pessoas têm que criar uma autonomização própria e têm que “seguir a sua vida”, mas podem sempre contar com o apoio da “Ajuda de Mãe” em tudo o que precisarem no pós-residência). 

Grupo- Quais são as vossas maiores carências?

 MT- As nossas maiores carências são o “espaço” e o financiamento para os serviços.

 Grupo- E relativamente aos bens materiais?

 MT- Em relação aos bens materiais as nossas maiores carências são fraldas, papas, leite, …

 Grupo- Que tipo de ajuda recebem? Têm algum apoio do Estado?

 MT- Sim, nós temos um protocolo de cooperação com a segurança social, que contempla 10% do orçamento social das mães nesta instituição. Temos também mais dois protocolos para as duas residências temporárias de grávidas. Contudo, as nossas principais ajudas provêm de mecenatos de particulares e empresas, tanto a nível financeiro como em géneros.

Grupo- Costumam realizar frequentemente campanhas de angariação?

MT- Frequentemente não. Só temos uma única campanha durante todo o ano que coincide com o dia da mãe. No entanto, também fazemos acções pontuais no Natal.

 

 Curiosidades da Instituição "Ajuda de Mãe"
 
    Segundo o relatório da Ajuda de mãe:
 
  • Através da linha telefónica S.O.S grávida atenderam 40 raparigas com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos e 521 raparigas com idades entre os 16 e os 20 anos;
  • Os motivos destes contactos foram essencialmente: gravidez, planeamento familiar, aborto e questões sociais;
  • No relatório de actividades da instituição da ajuda de mãe conseguimos ainda perceber que a maioria de utentes é de nacionalidade portuguesa (197 mulheres), seguidas de 145 utentes de outras origens (80 são de origem brasileira e 8 dessas mães encontram-se em situação ilegal);
  • O gabinete de psicologia apoio 6 jovens ate aos 14 anos e 63 jovens dos 15 anos ate aos 18.

- Gabinete da quinta da fonte (Apelação)

 
  • No gabinete da quinta da fonte, Apelação, em Loures, foram atendidas 14 jovens com idades entre os 12 anos e os 18 anos.  É de salientar que das 675 utentes atendidas pelo gabinete de Loures, 77 eram de nacionalidade estrangeira (43 encontravam-se em situação irregular) e 5 destas mães adolescentes regressaram a escola. Em Loures, a "Ajuda de Mãe" ajudou em géneros 33 famílias com apoio alimentar, distribuiu 68 enxovais e apoiou 80 mães com fraldas, leite, entre outros...
- Gabinete do Alto da Loba
 
  • No gabinete da Alto da Loba foram atendidas 212 mulheres, sendo 9 delas com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos. Neste gabinete podemos ainda saber que 39 das utentes são de nacionalidade estrangeira e 36 são portuguesas, dentro das quais cinco são estudantes, o que nos leva a crer que estão inseridas nestas adolescentes dos 15 aos 17 anos. No gabinete do alto da loba, a "Ajuda de Mãe" apoiou 9 famílias com o banco alimentar, distribuiu 20 enxovais e ajudou 40 mães com fraldas, leite, entre outros..
- Gabinete do Bairro 6 de Maio
 
  • No gabinete do bairro 6 de Maio houve um total de 1352 atendimentos. No gabinete de psicologia foram atendidas 47 adolescentes com idades entre os 12 e os 18, das quais 15 são estudantes. É de salientar que no gabinete 6 de Maio 168 utentes são emigrantes (apenass 66 se encontram em situação legal) e 36 são de nacionalidade portuguesa. Neste gabinete a "Ajuda de Mãe" ajudou 95 famílias com apoio alimentar, distribuiu 140 enxovais e ajudou 212 mães com fraldas, leite, entre outros... 

- Escola de Mães

 
  • Escola de mães para jovens entre os 12 e os 18 anos, que apoiou 48 jovens: 22 grávidas e 26 puérperas.
  • As idades destas jovens distribuem-se da seguinte forma: 1 jovem de 13 anos, 5 jovens de 14 anos, 5 jovens de 15 anos, 14 jovens de 16 anos, 14 jovens de 17 anos e 5 jovens de 18 anos.
  • A maioria das adolescentes não concluiu a escolaridade obrigatória: 7 destas adolescentes tem apenas o 4º ano, 10 delas tem o 5º ano, 17 mães adolescentes têm o 6º ano, 4 têm o 7º ano, 3 jovens fizeram o 8º ano e apenas 3 adolescentes têm a escolaridade superior ao 9º ano.
- Residência para grávidas adolescentes
 
  • A Residência de Grávidas Adolescentes acolhe jovens grávidas em situação de risco e os seus filhos durante 1 ano após o nascimento do bebé O acompanhamento passa pela inserção escolar, inserção das crianças em equipamentos de infância, e todas as diligências necessárias para a concretização do projecto de vida de cada utente com vista à sua autonomia ou ao regresso à família.

           Pedidos de Acolhimento: 22                                           

·         Admissões: 3

·         Acolhimento: 9

·         Saídas: 5

·         Crianças Acolhidas: 6

 

Mães admitidas na residência

·         12-14 anos - 1

·         15-18 anos - 2

 

 Problemática

·         Ausência de suporte familiar - 1

·         Agregado Familiar de risco - 2

·         Total  - 3

 

 Nacionalidade

·         Portugal  - 1

·         S. Tomé - 1

·         Guiné - 1

·         Total – 3

 

SAÍDAS DA RESIDÊNCIA

·         Regresso à família - 2

·         Incumprimento de regras/projecto e vida - 2

·         Outra residência  - 1

·         Total -  5

 

 

 

 
 
 
 
 

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