DO CÉU À TERRA



O ÚNICO MODELO A SEGUIR SE CHAMA JESUS CRISTO.


Por Sandra De Marco.


Solarino, Palermo, Catania, Bari, Servia, Sant'Elpidio a Mare, Pordenone, Crotone... Uma nova reunião, um novo chamado. O comandante supremo das forças de terra chamará por seu nome, um a um, aos soldados deste fronte. Um chamado que nestes tempos se faz cada vez mais insistente. Sinais de convocação para nos manter sempre alerta, para afastar a tentação de baixar o guarda.   Um exército cada vez mais unido e cada vez mais adestrado para discernir, para individualizar e jamais menosprezar ao adversário: o príncipe deste mundo. Um treinamento constante para reconhecer os sinais do apocalipse em curso, e para traduzir em chave espiritual o galopar aparentemente caótico dos acontecimentos locais e planetários e das catástrofes naturais.

O massacre de Oslo. Eis aqui que se acende um novo refletor sobre a escuridão deste mundo, eis aqui como se serve em bandeja também este último atentado. Sempre a mesma trama, sempre a mesma reação. Outro banho de sangue que serve de alimento a uma opinião pública distraída, promovido por meios de comunicação submetidos a poderes muito altos. Letanías de desconcerto e desdém serão lançadas com força ao vazio do ritual habitual, entoadas a platônicas overdose de heroísmo e justiça contra um homem, contra a enésima matança. Para nutrir a grande platéia com a ilusão de ser melhores, mais humanos, mais cristãos. Uma representação patética a qual se somará a necessária pregação do Papa, que convidando a fugir das lógicas do mal luzirá a usual retórica de irmandade, de amor e de paz. Evocando ao perdão e à misericórdia do Senhor para plasmar (mesmo que modelar) as consciências dos fiéis, de modo tal que qualquer alusão a iminente justiça divina possa desvanecer-se no dia seguinte entre as diversões, o frenesi e o desfrute dos prazeres mundanos. Um desdém (mesmo que desprezo) destinado a acalmar-se em pouco tempo, graças à adaptação a horrores muito mais graves. Intencionalmente ignorados, omitidos, silenciados.

Porque além este novo show, surgido neste mundo ao reverso, ainda escuto o eco das guerras e os corpos destroçados, as vozes dos meninos armados até os dentes, vendidos, estuprados, famintos. Homens obrigados a mendigar a sobrevivência, mulheres e mães violadas e convertidas em escravas nas margens das ruas; uma juventude confundida, extraviada, adormecida no vazio de valores e ideais, que não acredita em nada mais pelo qual valha a pena lutar, amar.

Com o olhar fixo neste terrível cenário, vi um homem avançar a passos lentos e antigo. Tinha o cabelo cor prata e uma sabedoria que sulca um olhar sonhador. Lhe vi estender sua mão a um menino de olhos intensos e cheios de esperança. Vi a cristalina pureza com um andar alegre sorrir a esse velho, e uma inocência digna de outros mundos aliar-se com a ingenuidade de outros tempos. Falavam em uma linguagem desconhecida, privado de metáforas a decifrar, nem sequer tinham grandes sonhos, mas sim apenas um presente a amar, e profundamente. Porque para eles a paz não era só uma utopia, assim como tampouco o era o amor universal. Do profundo de meu coração teria querido lhes explicar o porquê de tanto ódio, de tantas guerras, de tanto sangue. Porquê a essa nobre sabedoria foi tirada sua voz, e a essa onírica doçura o sagrado direito à vida. Não encontrei nada com que acudir, e para estes crimes ferozes nem sequer um ignóbil pretexto, nem sequer uma plausível razão. Mas do profundo de meu coração escutei a consciência lançar um grito de justiça e a esses olhos lançar uma irreversível promessa, de não me deixar enrolar pela indiferença e pela apática resignação. Porque tenho a grande impressão, ou melhor, dizendo a profunda convicção, de que aos olhos de nosso Redentor, nosso silêncio, a baixeza e nossa apatia, sejam muito piores que essa macabra loucura.


Giorgio Bongiovanni toma a palavra.

Massacre de Oslo: este é o ápice de um terrível vírus psíquico que se apodera dos cérebros dos homens e é de esperar que verão muitas destas tragédias. O Harbar é a peste dos neurônios do cérebro e é causada pela radiatividade, a contaminação, a má alimentação, o ódio e pelo frenesi do homem. É o instinto de matar a outros e a si mesmos. Inclusive Amy Winehouse, a famosa cantora que morreu ontem aos 27 anos, estava afetada pelo Harbar. É indubitável que há outros jovens que morrem dessa forma, mas o fato de que aconteça a uma pessoa famosa é um sinal do Céu para chamar nossa atenção sobre quão grave é a situação. Também o ato de loucura de um cidadão comum de um povoado da Noruega é o sinal de que nos encontramos em uma situação sem retorno. Porque no mundo não há só milhares, há dezenas de milhões de pessoas atacadas pelo Harbar. Minas errantes capazes de fazer o que fez esse menino. E frente a este estado de coisas o poder que governa o mundo, as grandes economias, os grandes exércitos, não sabem o que fazer. E há algo mais que têm que ter claro na mente, sempre. Certamente o Harbar afetou o cérebro desse menino, mas também é certo que alguém lhe permitiu que fizesse o que fez. Porque apesar de que a Noruega é um país tranqüilo, pacífico, de todos os modos tem um serviço de segurança, uma inteligência, tem bases americanas da OTAN, tem um exército. Então se este atentado vinha sendo planejado desde há dois meses, e inclusive este rapaz o escreveu na internet, é impossível que não o tenham podido deter. Pelo contrário o permitiram, os serviços secretos lhe deixaram atuar porque querem desestabilizar a Europa. Porque os Estados Unidos está se afundando e, portanto a estratégia da tensão é sempre uma arma eficaz que pode servir a certos poderes. Mas fatos como este poderiam ocorrer também na Espanha, na Inglaterra, na Itália. O Harbar afeta a milhões de pessoas, nós tampouco estamos isentos disso porque comemos alimentos alterados, respiramos ar poluído, estamos poluídos pela radiatividade. Apesar disso, embora estejamos infectados, não nos matamos entre nós porque temos o espírito despertado para Verdade de Cristo. A fé e o amor em fazer o bem é o único remédio que pode frear, obstacularisar, ou até destruir o Harbar. Se tiverem um raptus nervoso, inclusive se for por coisas sobre as quais têm razão, esse é o Harbar e a única forma de controlar é pensando nos sinais do Céu, nas orações, nos sinais dos estigmas, no amor da família, nos meninos. Do contrário lhe ataca sem que se dê conta. Sente um instinto à violência, se si notar o instinto de fazer mal, esse é um sintoma de que o Harbar está te atacando. Não há outra justificativa. Então o único antídoto é a oração, o amor, o amor pelas crianças, o amor pela obra, o amor pela família, o amor pelos irmãos, a tolerância. Porque este vírus ataca a todos. A todos, inclusive aos Santos. O problema é identificá-lo e neutralizá-lo. A todos acontece que nos sentimos nervosos pelo trabalho, pelos problemas relacionados com a vida cotidiana. Mas se sentir que sua raiva poderia desembocar em um ato de violência, apesar de que seja por uma causa justa, esse é o Harbar que ataca. Portanto o problema é detê-lo antes que ele possa pôr em marcha a máquina do cérebro. Então a situação é muito grave. Gente pacífica, tranqüila, sem problemas, uma manhã qualquer mata a sua própria família e logo se suicida, sem explicação alguma. Em seguida os vizinhos e os conhecidos dirão que não há explicação, que era uma boa pessoa, tranqüila. Apesar disso, não têm nada que temer se tiverem a Cristo no coração, se tiverem a oração no coração, se tiverem a ação cotidiana no coração. Mas se perceberem uma sensação de apatia ou de depressão, estejam atentos porque indica que estão na mira do Harbar, e é a sala de espera de algo feio que está atacando seu cérebro. O Harbar, a peste dos neurônios do cérebro, é um instrumento nas mãos de Satanás para nos destruir, para destruir nossa alma e para destruir nossa Obra. Portanto vos rogo, estejam muito atentos. Se um de nós presa de um raptus chegar a cometer um ato de violência, deixaríamos de ser acreditáveis e a Obra terminaria. O vírus do Harbar é o de fazer mal, físico ou psíquico a outros ou fazer-se mal físico ou psíquico a si mesmos. A agressividade, o ser agressivo é um sinal negativo. Enquanto estiver sedentos de justiça é um sinal positivo, que não tem nada haver ver com o Harbar. Mas esta sede de justiça tem que ser para a defesa de outros, não de si mesmos. Se a sede de justiça é para si mesmo, corre-se o perigo de que o Harbar esteja te atacando. Porque Cristo jamais se defendeu a Si mesmo. Defendeu à Verdade e aos inocentes. Se para defender a um inocente enquanto estão pegando, dá um soco, não é Harbar, é justiça. Se atacar a um inocente, alguém que é mais fraco que você, apesar de que tenha cometido um engano contigo, isso é Harbar.

Portanto o que ocorreu em Oslo é outro indício desse espantoso Apocalipse que se abaterá sobre todo o mundo ocidental como lei de causa e efeito. Existem milhões de rapazes que são kamikazes potenciais e podem destruir nossas cidades. E detrás de tudo isto há motivos políticos, extremistas islâmicos, terroristas, também serviços secretos..., tudo o que queiram. Mas também há outro motivo, que é o da lei de causa e efeito, porque este vírus que poderá nos autodestruir o criamos nós. Tentem imaginar se a um responsável, um general, ou um ministro, ou um chefe de um império industrial, que tem nas mãos o poder de usar as armas, lhe ocorresse cometer um atentado como o do Oslo. Fazer justiça porque há muitos imigrantes, e aspirando a uma raça pura, armará um exército completo para exterminar uma cidade. E agora imagine se um movimento que tiver o mundo nas mãos se decidisse exterminar a um bilhão de pessoas por uma convicção própria. Quem conseguiria detê-lo?

Isso é o Harbar. Agora me façam perguntas.

P.: - Esse rapaz vinha planejando há dois anos. Isso significa que o Harbar pode nos atacar de formas diferentes?

G.: - O Harbar não é um momento de loucura, é a loucura que lhe ataca. Também pode durar meses, anos. Ou exteriorizar-se em um raptus. É como um câncer, pode ter dimensões diferentes e efeitos diferentes.

P.: - Você é o único que fala do Harbar?

G.: - Não, os extraterrestres falam disso. Os humanos o definem loucura porque não são capazes de encontrar uma explicação.

P.: - No Estado de Montana um homem depois de ter matado a seus 55 cães de trenó, dispô-los em forma de estrela e se aninhou entre eles. Isto também é Harbar?

G.: - Sim, é a peste dos neurônios do cérebro, vontade de matar e de se matar. E, além disso, os poderes fortes podem controlá-lo, porque conseguem penetrar no cérebro das pessoas afetadas por esta enfermidade e usá-lo, explorá-lo. Antes lhes disse que me reservo o direito a suspeitar que detrás hajam sempre observadores de inteligência que permitem que aconteçam este tipo de coisa. Agora lhes faço outra pergunta provocadora. Porquê conseguiram deter com alguns dias de antecipação aos kamikazes que planejavam fazer um atentado na estação de Londres, enquanto que este rapaz que planejou tudo ao longo de dois anos foi ignorado? Tenho minhas sérias dúvidas.

P.: - O Harbar pode ser comparado com a AIDS como forma de enfermidade?

G.: - Não, não é comparável absolutamente. Porque a AIDS afeta somente no momento em que exercita determinadas práticas físicas com as quais posso não estar de acordo, mas que respeito porque cada um assume suas próprias responsabilidades. E o contágio também pode produzir-se através da saliva ou o sangue. Pelo contrário o Harbar pode afetar inclusive ao Padre Pio, que é um santo. O importante é controlá-lo e destruí-lo.

P.: - De todos os modos é sempre uma forma de degeneração?...

G.: - Uma degeneração da raça humana. Porque os vírus físicos ou bacteriológicos da flora e da fauna se formam naturalmente para compensar as impurezas. Enquanto que os vírus psíquicos dos quais a ciência não sabe nada ou quase nada, formam-se por causa da degeneração da sociedade humana. A degeneração ou a formação de certos vírus mortais ocorre por causa da degeneração da raça humana que está comprometendo a todo o ecossistema da Mãe Terra. Então o Harbar é uma degeneração humana, mas também é um sistema de autodefesa da Terra.

P.: - Queria fazer uma consideração. Ao redor dos anos 40' começaram os primeiros experimentos de psicotronica por parte dos militares. Visto que o cérebro é um emissor-receptor de células é possível que hoje essas armas sejam mais eficazes por causa da contaminação de nossos pensamentos?

G.: - O Harbar não é uma degeneração das arma psicotronicas. É um vírus natural criado por uma degeneração.

P.: - A propósito do Harbar recordo um sonho em cores que tive ao redor de um ano e meio. Encontrava-me em uma grande metrópole. Havia uma lua de dimensões gigantescas e de cor vermelha. Nesta cidade vagavam espécies de cães lobo, negros e disformes, que haviam levado a destruição. E muitas pessoas fugiam procurando refugiar-se destes cães. Encontrei-me subindo ao topo de um edifício onde vi alguns agentes que estavam defendendo uma arma e ano comando deste grupo de militares havia um homem que controlava eletronicamente estes cães. Interpretando o sonho, poderia deduzir que os cães sejam as pessoas atacadas pelo Harbar, enquanto os homens em cima do edifício sejam os que usam armas sofisticadas para condicionar as mentes? A lua vermelha estava muito próxima, mas não sei o que poderia representar.

G.: - Esse é o sinal de um período. O período no qual ocorrerão estas coisas.

P.: - Hoje durante o ângelus O Papa explicou muito bem o que é a consciência. A consciência de toda pessoa, e também o ser consciente no espírito e em fazer as coisas. Também acrescentou que a consciência te leva a distinguir o bem do mal. Falou da catástrofe do Oslo e deu um discurso em geral sobre a tomada de consciência, indicando a eleição de estar do lado do bem como único caminho para bloquear esta negatividade.

G.: - Eu também escutei o discurso do Papa de hoje. O que posso dizer em relação ao discurso da consciência, de ser conscientes e de manter-se longínquos do mal, de tomar decisões bem precisas e afastar de nós a cultura do mal, da violência e do ódio e, portanto tender sempre para o bem, ao altruísmo, ao pacifismo, ao sentido da justiça, não posso não estar de acordo com o Papa. O problema é levá-lo a prática. O Papa não o leva a prática. A instituição a que ele pertence aplica o conceito faz o que eu digo, mas não o que eu faço. Nem todos seus sacerdotes. Existem aqueles que o dizem e que o fazem. Mas também estão aqueles que o dizem e não o fazem. Também existe aqueles que o dizem e fazem exatamente o contrário do que dizem. Portanto que o Papa nos recorde que temos que nos afastar do ódio está bem. Mas se o exemplo a seguir é o do Vaticano e da instituição que ele preside, não é nada um bom exemplo. Porque se um bom cristão escuta o Papa que diz “afastemos a cultura do ódio, afastemos a violência” e em seguida descobre que a Igreja Católica está infestada de mafiosos, corruptos, ou até inclusive assassinos, poderia sentir-se autorizado a fazer o mesmo e acreditar que seja suficiente mantendo-se afastado da cultura do mal. Então a pregação é boa, mas também tem que haver um exemplo coerente.

P.: - O Papa também destacou a grande importância de uma tomada de consciência por parte dos políticos, pela responsabilidade que assumiram. Devido ao alto cargo que revestem, correm maior risco diante do Harbar? E a propósito disto o Papa mencionou além disso o Rei Salomão.

G.: - Em relação aos políticos, eles são os primeiros em ser atacados. Infelizmente na maioria dos casos, além de alguma e outra exceção, resultam afetados e fazem mau, quer dizer, são egoístas e pensam em si mesmos. E este é um problema muito grave. Com relação ao Rei Salomão, às vezes Jesus tomava como exemplo, mas não tanto como um exemplo a seguir. Foi um rei “sábio”, e a tradição judaica lhe levava muito em conta porque era generoso, equânime (mesmo que sereno), e obedecia à tradição da lei de Moisés. E entre todos os reis que governaram o povo do Israel, indubitavelmente esteve entre os melhores, ao contrario de outros que foram corruptos, desobedientes, funestos, degenerados. Então o Salomão, assim como também o rei David, podemos lhes considerar como positivos. Mas não carente de fraquezas. De fato, Jesus não considera como exemplo a seguir, mas sim como ponto de comparação quando quer ensinar os valores. Porque Salomão foi um Rei poderoso, rico e tinha centenas de mulheres pelas quais se converteu à idolatria. Tal é assim que hoje muitos homens tomam como exemplo. Mas como modelo e como ponto de referência para minha vida eu considero Jesus Cristo, e aferro a Ele. Inclusive o Rei David, por quem sinto uma grande estima e creio lhe conhecer bem porque me toca muito de perto, foi um servo de Deus. Mas não é meu modelo. Porque ele lutou em guerras, cometeu assassinatos, fez matar o marido de Betsabé, pela qual se apaixonou. Portanto não estou de acordo em se servir do Velho Testamento para procurar modelos nos homens. O único modelo a seguir se chama Jesus Cristo. Temos que tomar o Velho Testamento como exemplo quando se trata do Pai Adonai. Nesse caso tiro o chapéu. Se o Pai Adonai destruir Sodoma e Gomorra, ajoelho-me. Se o Pai Adonai abrir o Mar Vermelho, ajoelho-me. Se o pai Adonai mandar dez pragas contra o povo egípcio e outorga poder a Moisés reverencio porque se trata da força da justiça divina e as forças da natureza as que executam esse processo. E, portanto Moisés é também um modelo para mim, porque Moisés obedece. Moisés, igualmente a Abraão, tinha duas ou três mulheres, mas isso foi permitido pelo Pai Eterno. Pelo contrário de Salomão que tinha centenas de prostitutas e por isso apesar de que esteja na Bíblia não posso tomar como modelo. Desejo lhes recordar que Jesus Cristo veio reformar o Velho Testamento, a pôr as coisas em seus justos lugares, a avalizar as intervenções diretas do Pai através de Moisés, Ezequiel, Jeremias..., e marca as diferenças, em outros pontos se distancia do Velho Testamento e o reforma.

Jesus tem que ser nosso modelo, mas não porque não hajam outros mensageiros ou profetas. Eu sou um seguidor do Velho Testamento, sou judeu e estou a favor do Deus monoteísta. Eu venho do Velho Evangelho, mas Jesus é o Filho de Deus encarnado, portanto Ele é todo o Testamento. Ele é o Velho e o Novo juntos. A partir do que Ele nos diz podemos encontrar o caminho para entender a metodologia do grande Deus vingativo e justiceiro e do grande Deus da misericórdia, do infinito amor, do perdão, da tolerância, da solidariedade, do altruísmo, do não racismo. Mas se lerem bem o Velho Testamento, além das modificações que contribuíram as intervenções de Jesus, o Deus Adonai quando intervém jamais defende os poderosos. Há algumas passagens ambíguas, incompreensíveis porque estão infestados de intervenções diabólicas onde há guerras, homicídios, violações e para as quais faz necessário ter um sério discernimento e o que lhes explicarei... Mas se lerem toda a Bíblia do primeiro capítulo de Gênese até o Apocalipse, o Deus Adonai que intervém, sempre defende aos fracos. Sempre ataca ao poder. Jamais ataca às populações fracas. Este Deus Adonai que sempre destrói ao poder tem que lhes fazer refletir muito. Porque Satanás condicionou a mente dos homens lhes fazendo acreditar que Deus apóia ao poder. Mas não é assim. O Deus Adonai jamais apóia ao poder, sempre castiga seu povo e inclusive quando castiga outros povos, começa pelo poder, que se comporta mal, que escraviza. Castiga ao povo egípcio porque o povo judeu é escravo; logo quando o povo judeu se converte em um império, castiga ao povo judeu. Logo manda os profetas, Elias, Jeremias, Zacarias, Ezequiel para anunciar o castigo de Deus, e todos terminam sendo perseguidos. Mas Deus jamais escolhe a um rei, porque se alguma vez o fez foi sempre desobedecido. Quem lança a pedra na cabeça do Golias? Um pastor, não o exército romano. A quem lhe dá o poder o Pai Adonai para demonstrar Sua potência aos pagãos? A um pastor chamado Davi. Quer dizer que o Deus Adonai sempre protegeu os fracos. Faz 2.000 anos enviou seu filho Jesus Cristo, que se aliou com os fracos, não com os poderosos. Agora, quando Jesus retornar, além da legião de anjos que lhe acompanha, que estará perto dele e lhe seguirão serão as prostitutas, os delinqüentes, os arrependidos. A gente pelo contrário, se não estivermos em sua graça, seremos exterminados literalmente. Quem tem ouvidos para entender que entenda. E quem tem olhos para ver que veja. Ele sempre escolhe às pessoas mais simples. E isto que lhes digo está escrito no Evangelho “Na verdade lhes digo, o Reino de Deus será das prostitutas, dos delinqüentes, dos pagãos. Enquanto que serão expulsos os filhos do Reino”. Hoje em dia os filhos do Reino somos nós os cristãos. Nós, muito prolixos, bem vestidos, que fazemos o sinal da cruz, seremos os primeiros em serem expulsos.

P.: - Eugenio Siragusa dizia que o Harbar é causado pelas células dos neurônios do cérebro que enlouquecem e deixam de conectar-se entre si, porque o homem com sua nefasta conduta neste planeta ignorou durante muito tempo as conexões que existem entre o homem e Deus, entre o homem e a Terra, entre o homem e a natureza. Conexões que logo perdeu?

G.: - Se, absolutamente. Perdeu a conexão e isto já é muito grave. Mas pior ainda, poluiu-se. Então para sair deste túnel se faz necessário uma sensibilidade muito forte que lhe faça recuperar as conexões. No momento no qual recupera as conexões, se afasta automaticamente deste vírus, desta contaminação espiritual e cerebral.

P.: - Jesus disse “Faça o que eles dizem, não o que eles fazem”. A quem se referia?

G.: - Jesus fala dos sacerdotes, dos padres, dos bispos, dos cardeais.

P.: - Voltando para caso da Noruega, estamos acostumados a episódios onde impulsos de loucura

Freqüentemente terminaram com o suicídio. Neste caso, pelo contrário, houve um comportamento anômalo, onde tudo foi planejado com muita frieza. Pergunto-me: se estivermos de frente a uma certa evolução da loucura, onde os sujeitos seriam afetados de uma forma mais refinada, ou se os demônios são mais diabólicos.

G.: - Para mim o fato de que este mal não ataca só aos delirantes que em seguida se suicidam, é um sinal. Este sinal teria que nos fazer compreender a todos nós, vós, e a todo mundo que quem manda sobre nós talvez seja pior que este rapaz. O Harbar é o dono da mente que nos governa. Este é o sinal que ninguém compreende. Que enquanto este rapaz o expressou de forma transparente e direta e se rendeu, há homens que estão organizando uma guerra nuclear, que querem responder aos ataques com armas atômicas, realizar atentados com armas atômicas, atacar ao Irã, ou também com o objetivo de salvar a economia ocidental farão que se desencadeie uma guerra que poderia matar a milhões de pessoas. Homens que circulam livremente participam de programas televisivos, fazem planos estratégicos para nos defender. Mas como os temos que definir melhores ou piores que este rapaz? Presidentes como Putin, Obama, quem está por trás deles e que estão organizando uma guerra mundial contra China, quem está bombardeando Tripoli há três meses para capturar Kadafi matando milhares de civis, quem parte desde as bases militares da Marsala ou Aviano e bombardeiam cidades matando a mulheres e crianças..., acaso têm a mente sã? E nós que através do voto parlamentar avalizamos estes ataques, nós que escolhemos a estes assassinos que estão no governo, estamos sãs ou doentes do Harbar? Esta é minha provocação. Então o que fez este homem em Oslo, é um sinal. E vós que estão seguindo uma mensagem espiritual têm que interpretar os sinais, do contrário não compreendestes nada. Este rapaz disse que “é necessário que se faça estas coisas”, exatamente como Obama, Putin, Sarkozy dizem “é necessário bombardear a Líbia em sua totalidade, porque temos que libertar”... matando a milhares de jovens, a milhares de crianças. Jamais me verão no programa “Ballarò”, porque lhes diria estas coisas diretamente na cara. Assim como tampouco convidam ao Giulietto Chiesa, porque ele diria as mesmas coisas. Convidam aos assassinos legalizados. Esta é minha opinião. E lhes direi que destes dramas ocorrerão dezenas até que nos convençamos de que estamos nas mãos de criminosos que nos governam, potenciais assassinos em liberdade que amanhã pela manhã poderiam levantar-se com o pé esquerdo.

P.: - No livro secreto do Enoque os sete céus são os sete níveis de evolução?

G.: - Sim, as sete dimensões.

P.: - Que relação há entre o maligno e o Harbar?

G.: - O Harbar é uma arma do maligno. Também pode nos poluir, mas se dentro de você tem os valores universais, neutraliza-o. O maligno governa esta arma, dirige e coordena. Todo o negativo do mundo está em suas mãos e ele o coordena como lhe parece e agrada. O dinheiro é uma criatura dele. A droga também é uma criatura dele. A guerra também é uma criatura dele. Coordena nas mentes de nossos governadores. E quem está disponível a submeter-se e está ávido de poder, ele o usa, o cultiva, o cria, lhe dar poder e o explora. E em seguida quando não lhe serve mais o atira ao lixo. E busca outro. Que eu saiba até o dia de hoje, e ao longo de toda a história que o homem recorde, não há nem um só poderoso que tenha terminado bem. Algum ou outro mafioso morreu em sua cama, mas todos os grandes capitalistas tiveram um final terrível. Quando Satanás os espremeu como a um limão e não há mais suco, busca outro. E essa pobre alma que se emprestou a seu serviço irá para a segunda morte, sofrerá. Não há poderoso sobre a Terra que tenha transcorrido seu retiro de ouro tranqüilamente junto a seus netinhos. Houve alguma ou outra exceção mais poderosos como Hitler, o César, Mussolini, etc., todos morreram por causa dos sofrimentos mais atrozes, enfermidades, desgraças, depressões. Berlusconi também terá um final terrível. Quando não servir mais para Satanás, o descarta. Pelo contrário o Senhor lhe utiliza como um instrumento, mas ao final lhe dar a glória de Sua Luz.

P.: - No filme de Sergio Castellitto, o Padre Pio, no momento final, quando lhe desaparecem os estigmas, quase amargurado e com um sentimento misto de abandono, diz: “mas, se dão conta de que não lhes sirvo mais?

G.: - O Padre Pio se sente abandonado na natureza humana. Mas nós os estigmatizados nos sentimos vazios, sempre. Somos pessoas que têm medo de estarem sozinhos, medo de não importar mais a Jesus. Portanto o Padre Pio não teve este medo no final. Sempre o teve. Onde encontramos consolo os estigmatizados? No trabalho, na alegria de servir a Cristo. Só então se sente pleno. Eu também tenho este sentimento, assim como o Padre Pio o posso compreender melhor que ninguém, se me permitirem isso. Eu sempre me sinto vazio. Tenho medo de que Jesus me abandone, deixe-me, já não fale comigo. Porque se não me sinto satisfeito em servi-lo, tenho medo de que me descarte. Mas este medo jamais é um lamento. E quando tenho esta depressão o diabo sabe que estou mau e se aproxima em seguida. Então Jesus me abre o caminho e dá um sinal, o que não significa necessariamente que tem que aparecer. Mas dá sinais para me dar forças para servi-lo. Então o diabo se vai depressa e me sinto feliz. Porque o que importa aos estigmatizados por sobre todas as coisas é servir, servi-lo. A simples idéia de estar quietos, de não servi-lo, nos faz nos sentir perdidos. Por exemplo, neste momento estou falando com meus irmãos, acredito e sinto que estou servindo a Jesus. Mas quando tivermos terminado e esta noite nos vamos deitar, é ali que chega a depressão. Inclusive quando tenho que me ocupar de coisas materiais, econômicas, sinto-me abandonado. Sinto isso. O sinto vivencio. Isso é o que sinto constantemente, de noite e pela manhã. Nunca sinto cansaço quando estou na obra, servindo a vocês, servindo a Ele. Sinto-me cansado e deprimido, vazio, quando resolvo assuntos humanos como pagar uma fatura, carregar gasolina, comer, respirar…, quando não estou na obra. Mas se estiver na obra porque são coisas necessárias, pelo contrário sei que estou fazendo algo positivo por outros, sinto que estou servindo a Jesus.

P.: - E se este sentimento é experimentado por pessoas comuns, o que quer dizer?

G.: - É o mesmo. Porque o que você tem dentro também o tenho eu. Apesar de que não tenha os estigmas. E se sentir esta nostalgia, é algo formoso. Não é algo mau. Porque se lamenta que o Senhor não lhe permite servir, Ele fica contente. Possivelmente o faz a propósito para lhe pôr a prova, mas fica contente e organiza alguma situação para que possa servi-lo. Não se preocupe, Ele a organiza imediatamente. O problema surge quando se queixa de suas coisas.

P.: - Mas vós já o está servindo ao levar os estigmas, ao sangrar, ao dar seu testemunho.

G.: - Sim, mas é você quem deve dizê-lo, não eu. Se eu disser é presunção. Tens que dizer vós. Eu sei dentro de mim, mas isto não me satisfaz. Sei que sangrando e sofrendo, o Sirvo. Mas como Jesus me deu o dom do verbo, minha missão é o verbo, falar, servi-lo com a palavra, despertar às almas. Portanto o simples fato de que eu possa sangrar não me satisfaz. Sinto-me satisfeito por ambas as coisas. E mais tenho que ser honesto e sincero. Se Jesus me tirar os sinais que me honro em levar, mas me deixa o dom da palavra, seguirei falando. Porque se alguma vez me tirasse os sinais dos estigmas acredita que O renegaria? Não. Dir-lhe-ia “esta bem Senhor, que seja feita Vossa vontade”. Mas seguirei falando de Jesus. E se me corta a língua, falarei Dele escrevendo. E se também me corta a mão, então me deixarei morrer como fez Yogananda. Lhes reunirei, lhes comunicarei isso e nos encontraremos na próxima reencarnação. Não posso viver neste planeta sem falar do Senhor. Seria o maior castigo que poderia me dar o Senhor. E como tenho a certeza absoluta que o Senhor não me dará isso, enquanto tiver vida e saúde falarei. Não estou seguro se terei para sempre os sinais dos estigmas. E se não os tiver Ele me explicará o motivo. Jesus não é um amigo traidor, Ele explica o porquê e eu humildemente aceito. E é possivelmente por este motivo que ainda os levo. Porque estou disponível a servi-lo em qualquer posição, inclusive na de limpar os banheiros de todas as arcas do mundo. Basta que não me faça sair da obra, do contrário me deixo morrer. E se Jesus escolhesse a meu sucessor, quando chegar me disporei a servi-lo imediatamente. É mais, converter-me-ei no melhor organizador de todas suas atividades. A única coisa ele teria que fazer é falar, pelo resto me preocuparia eu. Por outro lado já fiz isto com o Eugenio. Indubitavelmente deveria ser alguém chamado por Cristo e ter os sinais. Não me poria a servir ao primeiro que se apresente.

P.: - Espera um sucessor?

G.: - Eu espero Jesus. Mas estou muito aberto, e nunca sou absolutista. Sou um mensageiro e um homem com todos os prós e contra. E sei que sou um homem honesto, pecador mas honesto. Mas no momento em que já não tiver a força de continuar minha missão, ao primeiro que diria seria ao Senhor. E a este ponto pensa realmente que Ele destruiria Sua Obra?  Ele não tem problemas para escolher outro instrumento. E embora eu cumprisse até ao final, o Senhor poderia escolher a um irmão que esteja acima de mim, maior que eu para que cumpra a parte restante da missão. Além do fato de que existem muitos mensageiros no mundo. Mas falo de nossa missão que é a de João. Poderia escolhê-lo dentro de nosso âmbito, mas também fora. Preparando-o. Poderia ocorrer, além disso, porque houve um certo João Batista, que disse “se não falassem vós, o Senhor faria as pedras falar”. Sei perfeitamente que é assim. Então lhes dê uma idéia se estiver aberto ao fato de que Ele possa me substituir em qualquer momento. E se o faz, e disso lhes dará sinais a todos vós a respeito deste homem ou mulher, e eu lhes diria que sigam a este irmão. A obra não é minha. Todos vocês têm que recordar, e recordo isso também, que esta obra é de Jesus Cristo. É Dele, Ele faz e desfaz como lhe agrada. Ninguém é indispensável, eu posso ser substituído a qualquer momento. O que não quero absolutamente é terminar jogado. E do líder que sou poderia chegar a ser inclusive o número 500, mas para mim é suficiente com que me permita estar dentro de sua vinha. Porque para mim nossa obra é uma parte de sua vinha. Não tenho este tipo de problemas, e mais, às vezes o suplico. E possivelmente certas vezes o entristeço porque lhe respondo mal, respondo-lhe. Porque lhe pergunto “o que quer de mim? O que posso fazer? Chama homens mais fortes e mais poderosos!” E Ele se entristece e não me responde. E em seguida me chama outra vez. E como não posso lhe dizer que não, tenho que lhe dizer sim. E continuo. Então se algum dia Ele aparece e me dizer que escolheu a outro irmano eu lhe diria “Senhor, finalmente te decidiste!”

P.: - Não me agrada muito a resposta. Um pouco triste...

G.: - Eu sou consciente. E sou honesto. Não sou vaidoso. Este não é um ato de debilidade, é um ato de fortaleza. Acaso crer que não há homens maiores que eu? Eu acredito que sim. De todos os modos eu estou disponível.

P.: - Em uma notícia que apareceu faz alguns dias se dizia que o bispo de Palermo tem proposto a beatificação de Paolo Borsellino. O que pensa?

G.: - Sim, eu li. Parece-me justo, mas a mim não interessa se a igreja santifica o Borsellino, porque Borsellino já é santo. Mas de todos os modos é um ato positivo, embora em realidade teriam que fazer o mesmo com o Giovanni Falcone. Só porque Falcone se declarava laico e não ia a missa ele não era santo? São grandes homens que falaram mais com os fatos que com as palavras.

P.: - Além das tragédias, as violências, os massacres propiciados pelo Harbar, eu também vejo uma estratégia sutil que é a do medo, da tensão. E acredito que quem está em um percurso espiritual tem que afastar de si o medo, porque as trevas se derrota com a luz. Ser espectador dos fatos é inevitável. Entretanto se manter emotivamente um pouco distante dos mesmos, e o recordar que nós somos seres de luz nos permite nos criar uma espécie de imunidade?

G.: - Entendo o que quer dizer, mas se me permite lhe explico melhor. Esta é uma posição nobre e certamente positiva, mas não é suficiente. Temos que afastar o mal, nos armar com o escudo de nossa luz, mas ao mesmo tempo o atacar de frente. Porque se nós dermos este passo ao que fazia referência, e o temos que dar, se nos armarmos de um escudo e, portanto afastamos o mal, logo temos que atacar o mal, que consiste unicamente em fazer o bem a quem o necessita. E para atacar o mal tem que ser forte como ele, e determinado como ele. Ser atrevido como o mal. Então esse valor que teve o homem da Noruega para matar a essas pessoas, nós temos que o ter para denunciar com a mesma força e com o mesmo sentido de justiça e amor, e não temer nada. É a única forma de derrotarmos o mal. Se, além disso, estivermos todos unidos, não só o derrotamos, mas também o aniquilamos. Mas se ou somos sempre poucos a ter esta coragem, todos aqueles que esperam nossa coragem para dai nos seguir são uns covardes. Porque somente com nosso sacrifício, e de quem tem a coragem de dar a vida, logo todos sobem ao carro dos vencedores. E é por isso que em seguida Deus nos castiga. Nos manda uma catástrofe, uma guerra, porque tínhamos que ter defendido ao bem antes que este se sacrificasse. Falando da missão na Sicilia, nossa batalha, que de fato começou em 17 de julho com a mudança para Palermo, primeiro temos que armar um escudo para nos. Quer dizer a espiritualidade, o amor, ajudar as crianças, a tolerância, a misericórdia, pensar positivo, não ter medo, dar esperança. E uma vez que conquistemos a essa alma despertando-a com os valores da paz, da esperança, da solidariedade, depois então temos que atacar o mal. Não podemos ficar somente nesta linha, temos que superá-la e atacá-lo. E, portanto temos que criar estes fortes grupos de denúncia contra o mal, de qualquer tipo que se trate, contra a máfia, contra a guerra, a energia nuclear, todas as batalhas que temos que fazer e que faremos.

P.: - Segundo sua opinião o caso de Murdock e companhia, está relacionado com o Harbar? Chegará o tempo em que a Verdade porá o mal em xeque e este se autodestruirá?

G.: - Claro, o caso de Murdock e do poder da informação que se faz a guerra entre eles, um poder que ataca o outro, estão ligados ao mal, ao Harbar, ao ódio, à violência para avassalar a outros. Poderes que, - como disse na conferência de Palermo Giulietto Chiesa -, entre se enviam mensagens, através de imagens dos jornais e dos meios de comunicação. Grupos de poder, uma elite de famílias de multimilionários contra outras famílias de multimilionários. E este é um sinal que lemos no Apocalipse. Está se cumprindo uma profecia de uma das mensagens que eu recebi e que também Eugenio Siragusa recebeu. Jesus me disse nas mensagens e eu o escrevi “Turvarei a mente dos poderosos e os porei uns contra outros”... “E farei intervir às forças da natureza”. Jesus não se contradiz nunca. Então estes poderes se destruirão. Põe uns contra outros porque Satanás é um instrumento de Deus para fazer desencadear o apocalipse. Para fazer com que Ele retorne. Parece um jogo, mas não é. Chama-se lógica divina. Isto é o que eu leio. Efetivamente se lerem as notícias da política internacional e da economia internacional poderão seguir as profecias do Apocalipse. Assim como também as catástrofes naturais. Se eu disser estas coisas me excomungam, mas é a verdade. É o Senhor quem está fazendo desencadear tudo isto, pondo uns contra outros, de modo tal que exploda um grande caos. E como a Itália é uma província deste grande império, também ocorrerá aqui.

P.: - Você terá que desmascarar o rosto do anticristo. Em realidade enfrentando o mal com o bem ele sozinho se destruirá, e a volta de Cristo porá ponto final a esta batalha. Mas seu objetivo final é o de desmascarar o rosto do anticristo, é de lhe tirar poder de forma tal que as pessoas tomem consciência de sua real entidade, e, portanto se salvem?

G.: - Não, as testemunhas que têm que desmascarar o anticristo são dois. E por desmascarar se entende que têm que assinalá-lo com o dedo. Mas nesse momento então o anticristo já estará ferido de morte pelo Príncipe da Justiça, quer dizer, por Jesus Cristo. É Ele quem o fere, o destrói e as testemunhas têm que assinalá-lo com o dedo de forma tal que as almas dormidas se dêem conta. Mas este assinalar com o dedo é uma obra que leva anos, que se concreta em uma parte final em que ocorrerão acontecimentos que agora não são fáceis de imaginar. Será assinalada uma organização forte, uma pessoa, um capitalista e por este motivo quem denuncie diretamente a estas pessoas, a estes poderosos, serão assassinados. O anticristo já se encarnou em uma pessoa. E as testemunhas o assinalarão com o dedo, para permitir a muitas almas, - não a todas -, que despertem.

P.: - Algumas pessoas não se puseram de acordo com as últimas mensagens que recebeste do Pai Adonai. Acredito que estas mensagens são tão simples que inclusive um analfabeto entenderia o conceito.

G.: - Se alguém não estiver de acordo comigo no que digo, eu o respeito. Não acreditar que eu receba mensagens do Pai Adonai, e não somente de Jesus Cristo, tudo bem. Cada um pode acreditar no que quiser. Mas não acreditar que o Pai Adonai raciocina dessa forma é funesto. Não é católico e nem tampouco cristão. Porque o Pai Adonai raciocina dessa maneira. Se lerem o Velho e o Novo Testamento o Pai Adonai usa aquela metodologia com Jesus Cristo. Então me deixa muito feliz receber mensagens que embainham temor e terror a Deus. Porque não é certo que Deus só é misericórdia. Quem abriu o Mar Vermelho exterminando a todo o povo egípcio, quem destruiu as cidades da Sodoma e Gomorra fazendo chover “fogo” do céu? Não era o Deus Adonai? Quem provocou o dilúvio universal exterminando a toda uma geração de milhares e milhares de pessoas, deixando entrar na arca somente um punhado de animais e umas cinqüenta pessoas com o Noé como chefe e com toda sua família? Quem fez sair Lot e a sua família de Sodoma, e exterminou todos seus habitantes? Este é o Pai Adonai! A quem se referia Cristo quando disse “Como aconteceu nos dias de Noé, assim serão os dias do filho do Homem. Comiam e bebiam, tomavam mulheres os homens, e as mulheres marido, até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e os fez perecer a todos...” Portanto Jesus compara seu Retorno com o dilúvio universal, e em seguida fala de julgamento, de castigo de Deus “Afastai-vos de mim, todos adoradores da iniqüidade” (Mateus 7.21) “e lhes jogará no forno ardente: ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 24.25) “Serpentes, raça de víboras! Como escaparão da condenação da gehenna?” (Mateus 23.23). É Cristo quem está falando. Portanto Adonai. E então, quem não está de acordo com as mensagens da Ira de Deus, simplesmente não conhece Deus. Entendo que é difícil acreditar que eu receba mensagens de Adonai, e isso não é algo que me importe muito. Mas vós que são meus irmãos deveriam compreender a linguagem da justiça divina. Escrevem-me até que sou o mensageiro do diabo, porque o Pai Adonai não fala assim, não infunde terror. Mas segundo vós como deveria falar o Pai Adonai? Teria que nos dizer “Muito bem têm feito tudo o que lhes disse”... Esta é minha resposta. Chegamos à mensagem a Ira de Deus, parte III. Posso lhes assegurar que haverão muitas mais porque o Pai Adonai me seguirá falando assim. O homem se converteu no inimigo de Deus. É inútil o Papa fazer suas pregações temos que “confraternizar, nos afastemos da violência”… O homem é um inimigo de Deus e o Papa deveria ser o primeiro em infundir nos homens o temor a Deus, e dizer, “o Pai Adonai se irritou... Estejam atentos porque o Pai Adonai poderá desencadear o dilúvio universal... Estejam atentos porque Jesus Cristo retornará com a espada e fará o que fez com os mercados do templo... Estejam atentos porque se Jesus Cristo retornar não tolerará os corruptos, aos corruptores nem aos corruptíveis.” Isto é o que teria que dizer pela janela o Papa Bento XVI quando reza o Ângelus! “Estejam atentos que se fizerem guerras chegará o castigo de Deus!” Eu entendo que a igreja, o Vaticano, tenha que ser também um império econômico para sustentar uma estrutura milenar. Mas tem que ser transparente. Eu também poderia chegar a aceitar a economia multimilionária do Estado do Vaticano, mas tem que ser transparente, tem que ajudar aos pobres e denunciar os males do mundo. Se assim fosse me converteria em um difusor da mensagem clerical. Mas se a primeira imundície está dentro de nossa igreja, O Papa jamais dirá o que lhes estou dizendo. O que não significa que temos que ser perfeitos ou Santos, todos, Padre Pio ou São Francisco. Nós somos homens, a igreja está composta por homens. Inclusive nossa obra está composta por homens, minha modesta obra está composta por homens, por pecadores. Também nos equivocamos, às vezes tomamos decisões equivocadas, fazemos cálculos equivocados. Mas somos transparentes, não temos impérios a defender. Nosso pecado é a fraqueza humana, nos deixamos corromper pela matéria, mas não vendemos a alma ao diabo. Não lavamos o dinheiro da máfia, não violamos as crianças. Nós conseguimos dizer a verdade porque não temos nada que defender. Detrás de meus ombros não há nenhuma instituição. Nenhuma especulação ou assunto com gente funesta, nenhum compromisso com gente delinqüente e, portanto podemos nos permitir o luxo de dizer a Verdade. Mas eles que têm os esqueletos no armário, não dizem a verdade. Inclusive nosso governo, inclusive a esquerda que é pior que a direita em alguns aspectos porque se erige como a protetora do bem, e não é certo. Ainda restam alguns honestos, mas a cúpula dá asco e tem que ser aniquilada. Toda esta gente tem que voltar para suas casas porque estão todos envolvidos. Todos eles. Têm que mudar absolutamente a cúpula. Logo voltando para sua pergunta, nós podemos falar. Mas o Papa não pode falar, pode fazer discursos genéricos como “têm que odiar o mal, ajudar aos pobres…”, mas não pode fazer denúncias porque em primeiro lugar teria que denunciar à instituição que representa a esses assassinos e delinqüentes que o comandam, desde o Ruini até o secretário Bertone e a toda esta gente mafiosa. No congresso que fizemos em Palermo recordei Salvatore Cancemi, que era uma testemunha ocular e que antes de morrer disse “Direi as conexões de Riina com o Vaticano”. Mas ele morreu e não chegou a tempo. Porque também temos que desentupir a panela sobre a relação Cosa Nostra/Vaticano. Inclusive Massimo Ciancimino custódia esses segredos e quem manobra o Massimo é alguém do Vaticano. Estou absolutamente seguro. Não somente seguro, mas sim absolutamente seguro disso. Porque o verdadeiro testemunho de Massimo Ciancimino além da “negociação” (entre máfia e Estado) foi e são os relacionamentos de seu pai e, portanto da Cosa Nostra, com o Vaticano, as centenas de milhares de milhões da máfia siciliana depositados no Banco do Vaticano. Quer dizer, o dinheiro de Riina e Provenzano com a aprovação do Papa, até o último padre de Palermo. Isto é o que temos que descobrir. Ciancimino disse que seu pai tinha acesso ao Vaticano, então como faço para seguir a esse senhor que aparece à janela da Praça São Pedro diante de todos meus irmãos cristãos?...

P.: - Tenho a impressão de que Palermo é o Vaticano da Sicilia. A igreja palermitana além de ter uma profundidade espiritual, que provavelmente teremos que descobrir, é um código chave que se conecta com a Cidade do Vaticano.

G.: - Eles acreditam que irão ao Paraíso porque a igreja aceitou seu dinheiro. Riina e Provenzano acreditam estar no justo caminho e que irão ao Paraíso porque a casa de Deus os aceitou. Então o problema é espiritual. E nós poderíamos convencê-los os de que não é assim. Quando o Papa João Pablo II teve essa saída extraordinária no Vale dos Templos, em Agrigento, e disse “mafiosos estejam atentos, existe o julgamento de Deus” depois de dois meses atacaram ao Padre Puglisi. atacaram esse pobrezinho para lançar a seguinte mensagem: Primeiro pega o dinheiro, e em seguida nos diz que existe o julgamento de Deus?”

P.: - O mafioso arrependido Vincenzo Calcasse falou das intrigas entre Vaticano, maçonaria, máfia e política...?

G.: - Em 1981 Vincenzo Calcasse, homem de honra sob ordens diretas de Tonino Vaccarino, fez de escolta a duas malas que continham dez bilhões de liras que foram entregues em mãos do Monsenhor Paul Marcinkus, de outro cardeal e do tabelião Francesco Albano. Dinheiro que finalmente foi depositado no banco vaticano por conta de Matteo Messina Denaro. Calcasse por causa de suas declarações foi denunciado por calúnias e foi processado. A defesa do mafioso frente ao juiz Almerighi sustentou que Calcasse inventou tudo porque dez bilhões em cédulas de cem mil liras eram muito pesados para poder transportá-los. Então o juiz fez uma perícia no tribunal diante do advogado e do Promotor. Carregou uma mala igual à utilizada, a encheu de cédulas do peso dos bilhetes de cem mil liras e pediu à testemunha que percorresse o mesmo trajeto. Ele a carregou e a levou até a mesa. E o juiz os condenou. Mas têm uma idéia de quantas malas como estas da máfia chegavam cada mês ao Vaticano? Inclusive o turco Ali Agca um dia antes de disparar contra o Papa se deteve em Palermo. Nunca quis dizer o que fazia em Palermo porque a máfia turca e a siciliana eram os exportadores mundiais de heroína e tinham investido no banco Ior centenas de milhares de milhões. E por trás estavam os serviços secretos americano e russo. Isto, a CIA e a KGB sabiam. Era um Papa incômodo para a Rússia e também estava ficando incômodo para os Estados Unidos. Portanto o atentado ao Papa foi uma advertência. A Virgem o salvou. Mas a máfia siciliana de Palermo nessa época tinham a possibilidade de fazer saltar pelos ares não só o Vaticano mas também a toda a Itália porque tinha o domínio mundial da heroína. Eis aqui porque a América usou o braço armado da máfia: porque era a organização econômica criminoso mais poderosas da Itália. Houve um momento em nossa história de 75' aos anos 87' no qual na Itália, Riina e Provenzano mandavam, sobre todas as coisas, qualquer tipo de coisa. Mas não estavam sozinhos. Estavam apoiados pela América. Ou seja, que as contas não as faziam em Roma, faziam em Palermo. Em seguida com Falcone e Borsellino a situação começa a mudar e começam a perder este poder. A máfia siciliana, Bontade e Riina, em uma manhã chamou por telefone o Andreotti dizendo, “amanhã pela manhã lhe levamos a Mouro vivo”, mas eles responderam “não nos interessa”. Entende que poder tinha Cosa Nostra? A Cosa Nostra sabia onde estava. A máfia tinha em suas mãos o bando de Magliana, tinha a 'Ndrangheta, toda a baixa delinqüência, a máfia do Brenta na região de Véneto, tinha em suas mãos o bando anônimo Sarda de seqüestros. O bando da Magliana estava nas mãos da Riina, e dos serviços secretos. Os serviços secretos se moviam só se havia um consenso prévio por parte da máfia siciliana, que tinha o controle absoluto do território. A isto se referia Falcone quando dizia “Cosa Nostra está imersa em um grande jogo”, portanto os poderes fortes, maçonaria, bancos…, sabe quantos bancos havia nos anos oitenta? Só em Trápani nos anos oitenta haviam 1200 bancos. Ao General Dalla Chiesa o assassinaram porque a Cosa Nostra fez um favor a entidades poderosas. Aqui estava a organização criminosa mais forte do mundo. Agora o anticristo já não está aqui. É forte, mas graças ao martírio de nossos irmãos cansados, não tem o poder que tinha antes.

P.: - Hoje são muitos os que acreditam, muitos procuram a verdade e muitos a encontram através da oração. Hoje muita gente reza, mas neste planeta nada mudou?

G.: - Evidentemente as orações não servem muito. O que faz falta são as ações. Com as ações se obtém muito mais que com a oração. Apesar de que a oração é importante.

P.: - Voltando para Vaticano e à máfia, a tumba na Basílica do Stº. Apolinare de Renatino De Petris, chefe do bando da Magliana, foi um sinal de garantia por parte do Vaticano para os mafiosos?

G.: - Renatino de Petris foi adotado, portanto iniciado, junto com o Daniele Abbrucciati, de Cosa Nostra. As iniciou em Roma Pippo Calò, ponto de referência do grupo Porta Nuova, um dos braços direitos de Totò Riina, que se fazia chamar Mario Aglialoro. Foi detido em 1985, quando dava ordens à banda de Magliana e ao Renatino de Petris para trabalhar para Cosa Nostra e para os serviços secretos que sempre estiveram conectados com Cosa Nostra. Mas o que têm que saber é que naqueles anos Cosa Nostra se servia dos serviços secretos para fazer os trabalhos sujos porque era muito mais poderosa, enquanto hoje ocorre o contrário. E detrás de Cosa Nostra estavam os americanos, indispensáveis para a estratégia dos dois blocos de poder. Então Renatino de Petris que deu muito dinheiro da máfia para lavá-lo no Vaticano, que fez tantos favores, foi premiado. É um dos muitos mafiosos enterrados dentro da estrutura do Vaticano. Como se tivesse sido uma alma boa, que fez muito bem. Portanto é uma garantia. Os mafiosos que se comportam bem com a igreja são premiados assim. Logo Pippo Calò, aquele que negociava diretamente com o Vaticano, foi detido em 85'. Era, além disso, o chefe de Salvatore Cancemi, quem depois tomou seu posto.

P.: -Parece que Veto Ciancimino morreu em circunstâncias misteriosas. O que pensa você?

G.: - Eu compartilho a hipótese de que tenha sido envenenado porque suspeitavam que teria intenções de falar, que teria intenções de dizer a verdade. E, portanto o eliminaram.

P.: - Uma última pergunta. O que pensa dos pôsteres que estofaram Palermo que fazem referência a Massimo Ciancimino, “De tal pai, tal filho”?

G.: - Neste sentido compartilho com a opinião de Antonio Ingroia. Massimo Ciancimino não é um mafioso. Seu mal não é a lei de silêncio, mas sim ter falado muito, e de ter falado com todos. Teria tido que limitar-se aos magistrados e à imprensa dizer o essencial, quer dizer, o necessário para dar a notícia. Pelo contrário ele se fez o cantor de ópera nas televisões da Itália, e pecando de megalomania escorregou na casca de banana. Foi manipulado e eu sinto um forte aroma de Vaticano. Graças a ele muitos políticos e homens das instituições recuperaram a memória a respeito dessa famosa “negociação”. Se não aparecesse Massimo Ciancimino nunca haveriam dito nada, nem Martelli, nem Ferraro, nem o Ministro Conso, nem o senhor Violante, nem Mancino (que em seguida se retrataria), nem outros mais. Nunca ninguém haveria dito nada. Ciancimino é o filho de um mafioso, vem desse ambiente. Mas eles que são homens das instituições traíram, calaram sobre o sangue de nossos irmãos. Isto se chama alta traição à Constituição, ao Estado italiano e aos cidadãos italianos. Teriam podido impedir esse massacre, e pelo contrário omitiram, venderam-se. Mancino não recordava se nesse dia tinha apertado a mão do juiz mais famoso do mundo, enquanto que Paolo Borsellino tinha anotado essa entrevista em sua agenda. Enquanto isso o Ministro Conso durante a “negociação” liberava centenas de mafiosos do art. 41 bis (regime de cárcere “duro” para mafiosos), e em seguida quando Paolo saltou pelos ares disse que tinha sido uma iniciativa pessoal. Eles também foram a causa do sangue de Falcone e Borsellino. Isto é o que penso.

Com o sacrifício de Falcone e Borsellino, grandes mártires da justiça, Giorgio conclui esta nova reunião. As efígies da insensatez e as corrupções humanas seguirão exibindo-se em seu ilimitado repertório, intercaladas com essa inadequada e pedante retórica de uma hipotética igreja de Cristo, a qual presa de seu delírio e quem sabe desde que tribuna, nos oferecerá seus efêmeros enunciados sobre a consciência, sobre o bem e sobre o mal. Como se o homem não soubesse realmente. Como se o homem não fosse realmente capaz de distinguir. Como se o homem não tivesse realmente uma consciência a qual escutar. Um álibi que, sem temor algum a Deus, acompanha a esse silencioso e cúmplice oportunismo que tanto combina ao homem. E esse conveniente victimismo tão útil para delegar a quem quer que seja a culpa de tudo o que nós não gostamos. Como se realmente o perpetrar-se desse delito tão grave do qual se manchou a humanidade poderia seguir ocorrendo desapercebido ante os olhos do Céu. Ao demônio não ficará mais que se olhar sentido prazer: seus adeptos superaram amplamente ao mestre neste louco êxtase de enganos. Porque ante os olhos pasmados desse rapaz não seria tão árduo distinguir o que é bem do que é mau. Mas não restará outra alternativa que retomar o caminho por volta da alvorada do novo dia, por volta da alvorada de uma nova era..., sob a asa da águia de João desse velho peregrino que a cada passo de sua eterna viagem contava ao mundo a história de um maravilhoso eterno jovem, um nazareno, o Filho de um Deus esquecido pelo mundo. Com o consolo da promessa de que não nos deixará órfãos, e a certeza absoluta de que voltará com grande potencia e glória, em todo o resplendor de Sua divina justiça.

Sandra De Marco.

São Giovanni di Polcenigo - PN (Itália),

09 de Agosto de 2011.