Ensaios, comentários e outros documentos
 

Outros documentos - ensaios, reflexões e comentários:

Índice:

       1. Ensaios

       2. Comentários a blogs, e outros documentos

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1. Ensaios (Índice):

- Sobre o futuro do Homem

- Informação, delegação e participação, em democracia.

- Redes sociais e credibilidade da informação.

-  Uma InternÉtica para a NetEsfera.

O episódio TVI e a liberdade de informação.

- O Google - invasão do espaço ?

- Novas tendências na Internet.

____________________________ 1. Ensaios ________________________

Sobre o futuro do Homem

O desejo de perpetuação das espécies vivas faz parte do seu código genético, e se no caso da generalidade dos animais é lícito admitir que o desejo da reprodução se limite apenas à criação da geração seguinte, no que respeita ao Homem o horizonte já abrange uma visão que compreende algumas das gerações seguintes, bem como os conceitos de família e de grupo social .

Porém seria uma pena que uma espécie como a humana tivesse apenas uma visão e horizonte limitados, pois aparentemente nenhuma outra atingiu o grau de conhecimento, de técnica e decisão que permitiu a chegada ao ponto em que se encontra, e que deixa antever uma possiblidade de um futuro de desenvolvimento equilibrado.

Não devemos porém  esquecer que a Terra não só é finita mas que há probabilidades de se tornar inabitável para o Homem - pensemos por exemplo em  cinzas provocadas por  fortes erupções vulcânicas, ou em episódios de elevada poluição radioactiva.

Daqui se infere a determinação lógica para o que deveria ser  o objectivo comum sempre presente no espírito de todos os cidadãos: o da preservação da raça humana tendo em conta a probabilidade de a vida na Terra poder vir a desaparecer.

Para tal deverá ser dada prioridade à investigação científica internacional no sentido de, tal como Stephen Hawking já advogou, serem tentadas soluções que permitissem quer a expedição voluntária de pessoas para outros planetas susceptíveis de acolherem a vida humana, quer outras fórmulas baseadas por exemplo no desenvolvimento da criogenia.

Tais ideias, porque intimamente associadas ao instinto da preservação da raça humana, poderão igualmente contribuir para o aumento de um espírito de concórdia entre  as pessoas, fomentando a cooperação e a resolução pacífica de conflitos em conjugação com a necessária competitividade que é fundamental para o desenvolvimento.

Deste conjunto de ideias ressaltam linhas programáticas óbvias: a necessidade de uma maior e melhor colaboração internacional, a criação de mais agências e organismos especializados no seio da ONU, e o apoio à investigação e ao investimento tecnológico.

Por outro lado, importa que tais conceitos sejam igualmente aplicados à perspectiva de ser necessário o encontro de soluções que permitam entretanto a sustentação harmoniosa do cada vez maior número de habitantes do nosso planeta, sem o que o inevitável grau de conflituaidade daí resultante impedirá ou prejudicará o esforço de preservação da raça humana.

A disseminação generalizada destes conceitos ajudará a tornar as pessoas mais conscientes do facto de estarem "embarcadas" numa "nave espacial Terra", cuja vida não é eterna, e que temos a responsabilidade colectiva de procurar encontrar soluções que permitam a sobrevivência dos nossos netos.

25.Setembro.2011

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Informação, delegação e participação, em democracia.


Os sistemas de organização política assentes em conceitos de igualdade dos cidadãos que se têm vindo a constituir nas últimas centenas de anos são caracterizados essencialmente pela conjugação da república com a democracia, e obviamente com a adopção dos métodos de sufrágio universal pelos maiores de idade.


Evoluindo de estádios de desenvolvimento político a partir de pequenas comunidades em que os responsáveis pela organização social e económica eram eleitos pelo grupo (excluindo-se logicamente desta análise os grupos em que a direcção política decorria da lei do mais forte, ou da adopção de sistemas hereditários), o seu crescimento populacional e territorial e a consequente organização em Estado obrigou a que os principais dirigentes passassem a constituir um conjunto de representantes das comunidades de base, mas que porém tinham que reduzir tanto mais acentuadamente o contacto com estas últimas quanto maiores a distância ou as dificuldades de deslocações.


Daí a consequência inevitável de os poderes de delegação na direcção do Estado passarem a ser aumentados, bem como o facto de a participação local na vida política diminuir acentuadamente uma vez que tendia a ser reduzida às escolhas dos representantes em eleições periódicas, com as óbvias consequências em termos de afastamento entre eleitores e eleitos.


E à medida que os Estados foram aumentando de dimensão foi sendo constatada a necessidade de se instituirem poderes intermédios de nível regional ou local, a que porém e com poucas excepções não eram atribuídas competências na escolha política dos representantes a nível nacional, e que assim viam mantidos os poderes de delegação e representação conferidos por eleições a nível nacional.


A troca de ideias e de experiências entre os cidadãos foi entretanto evoluindo desde os tempos em que era essencialmente oral, passando por longas e lentas fases em que a escrita e a sua transmissão foi progredindo em função dos métodos de cópia e reprodução, bem como do aumento da literacia e das capacidades económicas para não só ler textos escritos, mas também para difundir o pensamento.


Com o telefone assistimos à expansão da comunicação oral, e com a radio ao crescimento exponencial da informação que tal como já ocorria com a imprensa era quase exclusivamente direccionada a partir de poucos, perspectivas que foram muito aumentadas com a televisão - pese embora o facto de terem crescido as possibilidades de haver muito mais "emissores" tanto na imprensa como na radio e na televisão. Mas esta, cuja unidireccionalidade de informação tanto influenciou o mundo nos últimos 50 anos, não terá sido suficientemente compensada pela oferta de diversas alternativas.


A todos estes factores, que progressivamente foram potenciados a partir do início do séc.XX, veio juntar-se um cuja crescente dimensão já está a modificar o modo como a informação é gerada e circula: a informática e a sua versão em rede mundial: a Internet - esta cada vez mais circulando entre telecomputadores e telefones móveis, em crescente utilização por cada vez mais cidadãos contribuindo assim para a melhoria do conhecimento e do leque de opções neste contida.


É inegável que desde o advento da televisão passou a haver muito menor comunicação das pessoas face a face (preferindo-se ficar em casa a ver a TV em vez de visitar amigos). Acresce que o cada vez maior recurso à Internet e às comunicações móveis potencia tal afastamento - ou seja, aumenta o que se poderia apelidar de "comunicação fria" em detrimento da "quente", em que as emoções são transmitidas pelo contacto de proximidade física. 


E se na comunicação "fria" pode circular mais informação (nem sempre a "melhor") com vantagens inegáveis quanto à tomada de opções racionais, nada substitui - pelo menos até agora - o contacto pessoal e directo, que permite avaliar com mais consistência e menor margem de erro se o nosso interlocutor nos oferece uma adequada capacidade para nos representar. Avaliação cuja fiabilidade é por certo maior do que aquela que nos é facultada por um qualquer candidato cujas faculdades de representação teatral nos sejam apresentadas em campanha televisiva.


E assim voltamos ao tema com que iniciámos o presente texto, e que assenta na procura do equilíbrio entre representação e participação, e que cada vez mais deve assentar no princípio de esta última dever ser a base de uma saudável vida política e principalmente num tempo em que progressivamente aumenta a informação que nos chega, bem como a sua qualidade, e em que temos possibilidades acrescidas de comunicar a outros as nossas opiniões e outras informações, em vez de passivamente esperarmos por uma próxima campanha eleitoral precedendo a escolha de um "longínquo" representante a nível nacional.


Ou seja: o cidadão deve poder eleger alguém a quem confere o direito de administrar, com os recursos conferidos por lei, o local em que vive, e deve poder eleger alguém que em representação do mesmo local faça parte de um colégio eleitoral que escolha cidadãos com atribuições políticas ao mais alto nível da representação do Estado, bem como ao da representação no nível imediato do poder local


Tal princípio deve ser aplicado em paralelo com os da eleição directa e tradicional dos representantes políticos a nível dos órgãos centrais, regionais, e locais do Estado, permitindo-se assim um melhor equilíbrio entre os princípios da representação e da participação.


E - não menos importante - permitiria a cada vez mais necessária abertura dos partidos políticos ao contacto com os eleitores de base, diminuindo o crescente afastamento que em muitos Estados ocorre. 


17.Fev.2013

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"Redes sociais" e credibilidade da informação.


Na sequência do trágico assassinato de diversas pessoas, na sua maioria crianças, numa escola dos EUA, cedo se espalhou no "Facebook" e em outras "redes sociais" da Internet o boato de que o autor dos crimes teria sido um determinado assinante do "Facebook", circulando velozmente a identificação da respectiva página.


Cedo se constatou um terrível engano: tinha sido o irmão o responsável pelo execrável massacre.


Tal não obstou a que tivessem circulado múltiplos comentários e insultos dirigidos à pessoa errada, apesar dos esforços de esclarecimento entretanto desenvolvidos.


Isto sucedeu, por coincidência, na mesma semana em que os EUA, o Canadá e mais alguns países (entre os quais Portugal, ao que parece) recusaram aderir ao projecto de Tratado sobre as telecomunicações internacionais, em que a UIT - União Internacional para as Telecomunicações (Instituição da ONU) - se propunha assumir um papel de alguma regulação numa área que tem primado por uma assinalável liberdade, mas em que o principal poder se situa sob muitos aspectos nos EUA.


O facto é que a liberdade de expressão na Internet - princípio a preservar na maior amplitude possível - tem possibilitado a difusão de informações erróneas ou atentatórias do bom nome de muitas pessoas, que assumem aspectos da maior gravidade quando são de origem não identificada.


É certo que já se assiste a alguma intervenção do poder judicial, porém de difícil concretização quando se trate de assuntos que têm a sua génese ou principais desenvolvimentos em Estados que não o dos residentes afectados por tais tipos de informações erróneas, ocorrendo por outro lado situações em que o simples facto de serem retransmitidas tem suscitado acusações de cumplicidade interpostas junto do poder judicial, em nítido exagero persecutório que deveria igualmente ser objecto de adquada clarificação legislativa.


Também não deve ser esquecida a existência de Estados autoritários onde a filtragem de conteúdos e de emissores na Internet assume proporções preocupantes para todos aqueles que acreditam que o progresso da Humanidade será tanto maior quanto o for a liberdade de informação - desde que exercida no respeito pelos direitos de todos.


Estamos ainda longe de atingir tão nobres objectivos, que porém devem também assentar em dois princípios fundamentais: em primeiro lugar, o da identificação tão fundamentada quanto possível sobre quem são os autores da informação que circula na Internet; e em segundo lugar, o da capacidade de interposição de queixas, e do respectivo julgamento, a nível internacional.


Esperemos que a própria Internet, espaço por excelência da liberdade de informação, possa continuar a contribuir para que sejam dados os necessários passos - e para tal todos devemos contribuir, apenas retransmitindo o que inequivocamente se nos afigure adequadamente fundamentado.


16.Dezembro.2012

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 Uma InternÉtica para a NetEsfera

Quem se iniciou no uso do correio electrónico por certo deparou com o termo NetEtiqueta, ou NetEtiquette, como conjunto de conselhos para um bom uso daquele meio de comunicação, e que de um modo geral tem sido adoptado pela generalidade das pessoas em todo o mundo.

Porém aos utilizadores da Internet deparam-se cada vez mais problemas sobre a aferição da fiabilidade do que através dela chega ao seu conhecimento, nomeadamente quanto à credibilidade das fontes emissoras de informação.

Para tal contribui a existência de muitos "blogs" e páginas em que não aparece a identificação do autor, esta considerada obviamente numa perspectiva de equilíbrio entre a defesa de um grau aceitável de privacidade e a indicação de fontes que possam comprovar a identidade dos responsáveis pela informação apresentada.

No caso de pessoas que intervêm a título individual, quer em páginas próprias, quer em blogs, será de respeitar o eventual desejo de não ser indicado número de telefone privado ou a própria morada, mas em meu entender deveriam ser sempre apresentados dados que permitissem assegurar com adequado grau de probabilidade a possibilidade de identificação dos respectivos autores.

No que respeita a comentários em blogs ou páginas, dadas as óbvias dificuldades de identificação, a responsabilidade do que fosse introduzido deveria evidentemente ser de quem aceita a respectiva publicação.

No que respeita a páginas de instituições, grupos ou empresas, estas devem considerar que serão tanto mais credíveis quanto mais dados fizerem constar sobre as respectivas sedes sociais.

Ainda no que se refere ao correio electrónico, os seus utentes deveriam tomar particular atenção antes de retransmitirem mensagens recebidas sem procurarem analisar a respectiva credibilidade ou mencionarem dúvidas sobre ela, pois para além dos falsos alertas ("hoaxes") assiste-se por vezes à retransmissão de notícias desactualizadas ou sem a clara identificação da fonte inicial.

Sendo praticamente impossível adaptar apesar da sua desejabilidade tais ideias a conversas directas ("chats") ou a identificação em redes sociais, pelo menos contribuir-se-ia para tentar assim criar e desenvolver uma "InternÉtica" na NetEsfera que cada vez mais é presença nas nossas vidas, e que como tal deve evitar o anonimato a coberto do qual se cometem tantas injustiças, ou o logro em que se cai ao participar em acções ou operações - financeiras e outras - não suficientemente fundamentadas.

13.Dezembro.2009

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O episódio TVI e a liberdade de informação

O recente cancelamento de um jornal televisivo por determinação directa dos administradores da empresa proprietária da estação respectiva deve fazer-nos reflectir sobre a  liberdade dos jornalistas, bem como sobre a aferição que os cidadãos podem e devem usar para obterem a informação mais fiável.que seja possível.

Coloquemo-nos no lugar de um jornalista, e deduziremos que provavelmente reflectirão mais que o habitual quando se trate de publicar algo que admitam poder não ser bem aceite pelo proprietário do órgão de informação pública, pois não são poucos os casos em que houve lugar a despedimento na sequência de artigos que incorreram em tal desagrado, como por exemplo sucedeu ao notável jornalista João Carreira Bom, despedido do semanário de maior circulação em Portugal.

Não é por acaso que se começaram a designar por “media” os órgãos de informação pública, pois os jornalistas são mediadores entre o que conhecem e o que sabem que pode e deve ser publicado, sendo assim lógico o julgamento constante sobre o que entendem poderem e deverem publicar, rejeitando por exemplo expressões soezes que de antemão sabem não serem bem aceites pela generalidade dos cidadãos.

Porém a existência de situações como as inicialmente referidas pode induzir comportamentos que levem a que não sejam reveladas algumas notícias, sendo a admissão desta possibilidade motivo para que o cidadão se interrogue sobre como avaliar a qualidade da informação que lhe é apresentada.

A resposta está na multiplicidade das fontes disponíveis, pois quantas mais existirem maior será a probabilidade de entre a informação recolhida se obter o conjunto mais próximo da verdade, e de serem escolhidas as fontes com maior grau de credibilidade, uma vez que se torna inviável a comparação sistemática da forma como notícias apareçam em muitos órgãos de informação.

Esta desejável multiplicidade é agora reforçada pelo crescente peso que a NetEsfera tem vindo a tomar no campo da informação, quer através dos jornais impressos e audio-visuais, quer do que é publicado em “sites” de toda a ordem – nestes avultando “blogs”, redes de correio electrónico e “twitters”.

Porém  no caso destas últimas formas de intervenção a mediação jornalística é incipiente, pois reside nos próprios autores do que é transmitindo, e inexistente quando é originado por fontes anónimas.

Ao leitor, pois, a decisão sobre como deve ponderar o grau de veracidade do que lhe chegou e do que procurou saber, na certeza de que dispõe cada vez mais de múltiplos elementos para proceder a tal ponderação.

06.Set.2009

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O Google - invasão do espaço ?

Com o lançamento do "browser" "Chrome" o Google dá mais um passo no sentido da realização do que nunca escondeu ser o seu propósito : contribuir para a organização da informação a nível mundial. A tal finalidade junta-se a contribuição para a organização da informação a nível individual, numa simbiose que poderia ser preocupante caso tal caísse em mãos que dela usassem e abusassem.

Assim, muitos dos utilizadores dos sistemas de apoio do Google podem por exemplo ter grande parte do seu correio electrónico armazenado nos respectivos servidores, acrescendo que muitos desses utentes o usam para guardar arquivos de informação pessoal, dada a simplicidade do respectivo acesso, e usam o "Google Desktop" para pesquisar informação guardada no próprio computador - quiçá tal podendo evoluir para que os servidores em causa venham a albergar o acesso a tais ficheiros.

O "Google Maps" e o "Google Earth" também já têm versões para computadores de bolso; para partilha de documentos em texto e de folhas de cálculo, eis o "Google Documents"; e à pesquisa de imagens veio juntar-se a aquisição do "You tube". Por outro lado, muitos livros a nível mundial já se encontram também digitalizados; e também o conhecido www.blogger.com , com os respectivos criadores de "Blogs", caíu dento do império googliano.

A lista de instrumentos criados pelo "Google" não se fica por aqui, pelo que em teoria os organizadores de informação do "Google" têm uma enorme capacidade para não só poderem aceder a refinados sistemas de obtenção de conhecimento, mas também para saberem o que temos arquivado, e o que motiva oa nossa curiosidade e desejos de informação.

Se tivermos presente esta noção, saberemos que devemos evitar por todos os ovos no mesmo cesto, e guardar a bom recato o que não desejamos seja conhecido tanto pelo "Google" como pelos seus directos concorrentes: nunca se sabe o que poderá acontecer a tantos servidores - que de servidores poderão passar a ser amos e senhores, numa verdadeira invasão do nosso espaço ...

07.Setembro.2008

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                                                 Novas tendências na Internet

A recente decisão do "New York Times" de publicar na sua versão na Internet os artigos de opinião (cuja leitura completa estava reservada a quem adquirisse a edição em papel, ou a quem pagasse a obtenção da versão digital dos artigos) é um sinal evidente de como a Internet está a mudar.

A publiidade inserida nas páginas digitais está cada vez mais a substituir-se a outras formas de pagamento, não sendo por acaso que a empresa "Google" oferece gratuitamente a possibilidade da inserção nos seus Mapas dos dados relativos a empresas, incluindo obviamente a sua localização.

Antevêem-se assim mudanças profundas também no que respeita à protecção de direitos de autor, não sendo de surpreender que mesmo na área do audiovisual se tenha que vir a recorrer a formas de publicidade elegantes e inteligentes que obviem aos prejuizos causados por cópias ilegais.

A publicidade assumir-se-à cada vez mais como uma arte, para além da ciência que já é; e ao adquirirmos um produto a que associamos uma imagem atraente e bem elaborada de realce das suas qualidades estaremos de certa forma a pagar o que julgàvamos ter sido grátis...

As formas interactivas de estar na Internet - e a aceitação da publicidade agradável é uma delas - mostram bem como agora é que estamos a entrar na verdadeira aldeia global de Mac Luhan, antes quase unidireccional, e no futuro, omnidireccional.

29.Set.2007 

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2. Comentários a "Blogs":

Oficiais Generais desassombrados

O General Richard Shirreff, comandante das forças do Reino Unido destacadas no sul do Iraque, acaba de se pronunciar - tal como relatado no "The Guardian" - sobre o que considera a falta de apoio na retaguarda relativamente à acção das forças militares sob o seu comando.

Referindo ser dever de todos apoiarem apropriadamente as acções em curso, menciona igualmente que em diversos aspectos de natureza logística houve durante bastante tempo falta de meios e de interesse político em resolver tais questões.

Parecendo haver situações semelhantes em Portugal, interrogar-me-ia sobre se tem havido desassombro idêntico que se tenha repercutido quer sobre a opinião pública, quer junto do Comandante Supremo das Forças Armadas ...

(in "A voz da abita")

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(A propósito do impacto dos blogs sobre questões militares)

Vozes em círculo fechado ?


Tanto no que respeita à compreensão dos cidadãos relativamente aos militares e seu papel e aos recursos que lhes devem ser atribuídos, bem como à retribuição que lhes é devida por força da sua condição, quer por estarem ao serviço activo, quer por lhe terem dedicado toda uma vida, parece haver apenas perante a opinião pública a noção de apenas haver associações de militares essencialmente na reforma que expressam o seu desapontamento por não serem respeitados diversos actos legislativos.

Assim, ao ler neste blog, bem como noutros análogos, e em algumas revistas especializadas, tantos e tão interessantes comentários a propósito destes temas interrogo-me sobre se os Chefes de Estado-Maior têm deles conhecimento (e o próprio Comandante Supremo das Forças Armadas)...

Luís da Costa Correia

(in "A voz da abita")