O Brasil entre a América e Europa

 
 
    Publicado em 2004  pela Editora da UNESP, este livro foi objeto de várias resenhas, inclusive por parte da tradicional "Hispanic American Historical Review". A apresentação ficou a cargo do Embaixador Rubens Ricupero, ex-Ministro da Fazenda e ex-Secretário-Geral da UNCTAD.
 

Editora da UNESP / 2004 / 159 págs. / 14x21 cms / ISBN 85-7139-529-2

www.editoraunesp.com.br

http://www.editoraunesp.com.br/titulo_view.asp?IDT=487

 

        Obra que, sem dúvida, fornece elementos para a definição da identidade brasileira e exibe os precedentes da crítica agenda estratégica e comercial do Brasil contemporâneo com a América e a Europa. Aborda a política do Império brasileiro ante os sucessivos encontros interamericanos realizados no século XIX, desde o primeiro, no Panamá, em 1826, até o de Washington, em 1889/1890 (chamado de Primeira Conferência Internacional Americana, convocada pelos Estados Unidos, já sob a bandeira do pan-americanismo) - o único do qual o Brasil participou. A política externa do Império somente se consolida a partir de 1850, quando as posições nos principais temas da agenda brasileira passam a ser definidas por políticas coerentes. Isolado nas Américas como único defensor do princípio monárquico, o Estado brasileiro sente-se desvinculado dos países vizinhos na construção de um discurso legitimador para a constituição do que acreditava ser um bastião da civilização européia no continente.

 

RESENHAS

 

 

Hispanic American Historical Review (HAHR), Volume 88, número 4, de novembro de 2008. Páginas 735-737.

http://hahr.dukejournals.org

 

O Brasil entre a América e a Europa: O Império e o interamericanismo, do Congresso do

Panamá à Conferência de Washington. By luís cláudio villafañe g. santos. São

Paulo: Editora UNESP, 2003. Photographs. Notes. Bibliography. 159 pp.

 

Para o pesquisador atento, não passa despercebido o fato de haver um profundo distanciamento entre o Brasil e os demais países da América Latina. É visível o desconhecimento que os brasileiros demonstram sobre a história dos seus vizinhos e vice-versa. É sobre esse instigante tema que o diplomata e historiador, Luís Cláudio Villafañe dos Santos, se debruça contribuindo para a reflexão sobre as integrações regionais e continentais ora em debate. O autor discute a política do Império brasileiro frente aos encontros interamericanos realizados no século XIX: desde a célebre conferência do Panamá de 1826 - proposta por Simon Bolívar e com a intenção de integrar os países da América Latina de língua espanhola – até a conferência de Washington de 1889-1890, na qual os Estados Unidos lançaram o Pan-americanismo e a proposta de integração dos países do continente, sob sua liderança.

 

O autor constata o afastamento do Brasil dos seus vizinhos desde o início do século XIX. Para ele, tal cisão está fundada na opção pela continuidade monárquica no Brasil e a instalação da república nos outros países da América Latina, após as independências das metrópoles. Escolhas políticas que provocaram desconfianças mútuas e justificaram a fissura entre um e outros. Somavam-se aos diferentes regimes de governo implantados, constituições identitárias contrapostas: enquanto o Brasil se alinhava à Europa, posicionando-se como um Império civilizado e detentor da ordem, representava as repúblicas vizinhas como anárquicas e rebeldes.

 

Embora o Império brasileiro não tivesse uma linha clara para a sua política externa, esta se manifestou de forma variável através das questões relativas ao comércio, limites, navegação dos rios internacionais e tráfico de escravos. No entanto, Villafañe considera que se houve um aspecto permanente nas relações exteriores do Império, este se revelou na firmeza com que se empreendeu a distância com relação às repúblicas hispânicas. Apesar das diversas iniciativas de integração no século XIX, as idéias interamericanas que informaram a realização das conferências não englobavam um todo coerente e carregavam inclusive contradições em seus objetivos e alcances. Dessa forma, o autor propõe que esses encontros sejam compreendidos na sua dimensão política, uma vez que não havia bases econômicas para os projetos interamericanos.

 

As fontes que fundamentam as considerações de Villafañe encontram-se no Arquivo Histórico do Itamaraty, no Rio de Janeiro, e constituem o acervo das missões diplomáticas brasileiras. Nas conferências analisadas - Panamá (1826), Lima (1847-1848), Santiago (1856), Washington (1856), Lima (1864-1865) e Washington (1889-1890) – o autor verificou a ausência brasileira na maioria delas. Foram muitas as razões que levaram o Império a não enviar representantes às reuniões, tais como o temor da formação de uma frente antibrasileira ou mesmo evitar temas no qual se visse isolado, como o candente tema do trafico negreiro implementado pelo Brasil, apesar das pressões inglesas pelo seu fim.

 

A ausência brasileira nos encontros interamericanos explica-se também pelo fato de ser inviável para o Império participar de uma política interamericanista, pois isso colocaria em descrédito a identidade que propunha para si e o seu lugar de destaque frente às repúblicas hispano-americanas. Além do mais, os seus vínculos econômicos e culturais com a Europa não permitiam uma integração de fato com as repúblicas vizinhas. Os representantes do Brasil compareceram apenas na última conferência realizada em Washington, quando da proposição do Pan-americanismo pelo Secretário de Estado norte-americano James Blaine, mas com o regime monárquico já com os seus dias contados, pois a república foi instaurada no Brasil em 15 de novembro de 1889 - durante a realização da conferência de Washington. Nesta época, a diplomacia brasileira começava a se voltar para os Estados Unidos, mantendo o afastamento com relação aos outros países da América Latina.

 

Dessa forma, o trabalho de Luís Cláudio Villafañe dos Santos é uma importante contribuição tanto para o campo da História como o das Relações Internacionais. Mostra que as iniciativas de integração interamericanas não estão circunscritas às do século XX. Fornece assim subsídios para pensarmos não apenas as questões das relações externas do século XIX, mas os problemas colocados às integrações regionais (Mercosul) e continentais (ALCA), propostas no século passado. Permite-nos refletir sobre as transformações próprias da História e, por outro lado, sobre a força das continuidades, como o distanciamento entre o Brasil e os outros países da América Hispânica ainda tão presente e determinante entre nós.

 

mary a. junqueira, University of São Paulo

 

 

 

O ESTADO DE SÃO PAULO - Domingo, 19 de setembro de 2004

 

O JOGO DE INTERESSES ENTRE AS AMÉRICAS


Em livro, Luís Cláudio Villafañe G. Santos discute a diplomacia no Brasil

LEONARDO TREVISAN
Especial para o Estado

 

As relações dos Estados Unidos com seus vizinhos americanos nunca foram muito calmas. Isso, desde quando a América inteira tinha inimigo comum, nas guerras de independência contra as metrópoles européias.

Portanto, desde o começo, o que era bom para os Estados Unidos poderia não ser para os vizinhos. Especialmente para o maior deles, o Brasil. Mesmo quando a aproximação ocorria por um projeto de cooperação ou de apoio mútuo, o simples desenho de interamericanismo despertava barulhentos nacionalismos.

Em 1823, por exemplo, um ano após a Independência brasileira, a Doutrina Monroe - "a América para os americanos" - foi apresentada como um movimento antieuropeu, pró-libertação continental. Porém, não foi bem desse jeito que a diplomacia do Império entendeu essa doutrina.

O diplomata brasileiro, doutor pela Universidade de Brasília, Luís Cláudio Villafañe G. Santos em O Brasil entre a América e a Europa - O Império e o Interamericanismo (Editora Unesp, 160 págs., R$ 23) analisou, desde a origem, esse jogo de interesses dos países americanos. O embaixador Rubens Ricupero, autor da apresentação do livro, lembrou o histórico de "prudente resistência ou escasso entusiasmo" que a seqüência de propostas de integração provocaram na diplomacia brasileira. Principalmente, ao longo das sete décadas do Império.

Santos argumenta que o Brasil foi construído a partir da identificação com a Europa, "legitimado como Monarquia" e não como República, como os Estados Unidos e todos os vizinhos latino-americanos. A "idéia ampla de América" que pressupunha, segundo o autor, uma diferença entre o Novo Mundo e as antigas metrópoles, da "Europa dos soberanos", não comportava bem o Brasil que, ao contrário dos vizinhos, optou pela continuidade da monarquia, com a Independência não significando grandes rupturas com a ordem colonial. Esse processo é único e vale lembrar o modo pioneiro como, por exemplo, a historiadora Maria Odila da Silva Dias o explicou, desenvolvendo o conceito de "interiorização da metrópole". Isolado nas Américas como única monarquia, o Estado brasileiro tinha dificuldades para utilizar o mesmo discurso legitimador dos vizinhos, sustentado na idéia de ruptura entre Antigo Regime e Novo Mundo. Em um desafio à geografia, como notou o diplomata, o Império "inventava-se como um bastião da civilização, européia naturalmente, cercado de repúblicas anárquicas".

Ao longo do Império, a participação do País nos congressos e conferências internacionais revela o "escasso entusiasmo" brasileiro por integração continental. É bem diferente no restante da América. É fato que na América hispânica, a reação nacionalista, antiamericana, tem outra matriz. Desde 1815, (na Carta da Jamaica) Bolívar falava de um "sentimento interamericano" que formaria no Novo Mundo "uma só Nação de repúblicas hispânicas", sem Brasil e EUA. Este americanismo bolivariano foi o objetivo do Congresso do Panamá, de 1826, que o Brasil, depois de polidas desculpas diplomáticas, não compareceu. O interamericanismo "monroísta", lançado três anos antes do Congresso de 1826 e pouco tempo depois das propostas de Bolívar, procurou neutralizar o seu congênere hispânico. A diplomacia imperial manteve distância de ambos. A Doutrina Monroe também não avançou além dos limites do sentimento antieuropeu. Em 1821, Edward Everett não poderia ser mais claro sobre o que pensava o irmão do Norte em relação aos vizinhos: "Nem com todos os tratados que possamos fazer, nem com todo o dinheiro que emprestarmos, poderemos transformar seus Bolívares em Washington". Santos descreve como a diplomacia brasileira percebeu que o isolacionismo dos EUA embutia uma idéia de superioridade.

A política externa do Império refletia o fato de que a construção do Estado no Brasil tinha "linhagem européia" produto, como lembrou o autor, da evolução do "Estado territorial e dinástico que depois chega a Estado Nação". Os demais países americanos construíram seus Estados baseados na idéia de nacionalidade e soberania popular. A Santa Aliança (que redesenhou o mundo depois de Napoleão) tratou de modo diferente cada independência americana. Metternick considerou só a Independência brasileira "legítima", observando que o príncipe Pedro era culpado apenas de uma "antecipação de herança".

Repensar relacionamentos com os vizinhos é sempre conveniente. Aliás, o embaixador Rubens Ricupero alertou que discutir a evolução do interamericanismo é importante até para "introduzir um pouco de sentido de perspectiva e relatividade históricas no debate sobre a Alca", o acordo sobre livre comércio nas Américas, atual objeto de tanta pressão da diplomacia americana. É um bom conselho.

 

NOSSA HISTÓRIA Ano I, no 11, setembro 2004

 

O Brasil entre a América e a Europa: o Império e o interamericanismo

 

    Europa ou América? Civilização ou anarquia política? Afinal, com quem o Império tinha mais afinidade? Quem responde é a diplomacia brasileira do século XIX. Enquanto os países vizinhos organizavam os chamados encontros interamericanos para discutir os principais temas da política externa: fronteiras, comércio, navegação intercontinental e tráfico de escravos, o Império preferiu continuar a admirar as "civilizadas" monarquias européias e rejeitar aproximações com as repúblicas latinas. E permaneceu nessa posição irredutível até 1889, quando enviou seus primeiros representantes para a Conferência de Washington, mudança bem apresentada pelo diplomata Luís Cláudio Villafañe. Em livro de leitura fácil e fartamente recheado com documentos do Arquivo Histórico do Itamaraty, o autor revela meandros pouco conhecidos da diplomacia imperial.

 

DESVENDANDO A HISTÓRIA Ano I, no 2, novembro de 2004

 

    O Brasil entre a América e a Europa: o Império e o Interamericanismo

 

    Luís Cláudio Villafañe G. Santos é diplomata e, em seu livro anterior, já havia estudado as relações entre o Brasil Império, Chile, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia. Em "O Brasil entre a América e a Europa - o Império e o interamericanismo (do Congresso do Panamá à Conferência de Washington)", analisou a documentação dos congressos interamericanos entre 1826 e 1890, para compreender qual era a imagem que havia do Brasil no restante da América e quais eram as possibilidades de integração comercial e política num momento em que apenas o Brasil era uma monarquia no continente.

 

HISTORIANET - http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=643

O Brasil entre a América e a Europa

TÍTULO: O Brasil entre a América e a Europa.
AUTOR: Luís Cláudio Villafañe G. Santos
EDITORA: Unesp
PÁGINAS: 160

Obra que, sem dúvida, fornece elementos para a definição da identidade brasileira e exibe os precedentes da crítica agenda estratégica e comercial do Brasil contemporâneo com a América e a Europa. Aborda a política do Império brasileiro ante os sucessivos encontros interamericanos realizados no século XIX, desde o primeiro, no Panamá, em 1826, até o de Washington, em 1889/1890 (chamado de Primeira Conferência Internacional Americana, convocada pelos Estados Unidos, já sob a bandeira do pan-americanismo) - o único do qual o Brasil participou. A política externa do Império somente se consolida a partir de 1850, quando posições nos principais temas da agenda brasileira passam a ser definidas por políticas coerentes. Isolado nas Américas como único defensor do princípio monárquico, o Estado brasileiro sente-se desvinculado dos países vizinhos na construção de um discurso legitimador para a constituição do que acreditava ser um bastião da civilização européia no continente.

Os países americanos que surgiram a partir dos impérios coloniais europeus buscaram legitimar a sua situação política com base na idéia de ruptura com o universo ideológico do Antigo Regime. Isso significava adotar o republicanismo como forma de utilização da idéia de nação como fonte de legitimidade para o Estado. O Brasil, contudo, ao optar pela Monarquia, colocou-se na contramão desse movimento. Se, para os vizinhos americanos, o "outro" era a Europa e o Antigo Regime, para o Império, o "outro" era justamente o conjunto das repúblicas americanas. Assim, o Império construiu a sua auto-imagem a partir da superioridade da civilização que seu regime político representaria por estar próximo às monarquias européias. Curiosamente, mesmo escravista, atrasado e distante, o Império brasileiro via-se como distinto e melhor do que seus vizinhos, entendendo-os como anárquicos e instáveis. Levando em conta essas questões, este livro estuda temas como nacionalismo e interamericanismo, o Império e os congressos interamericanos e o Congresso de Washington. Aborda, assim, a política do Império brasileiro ante os sucessivos encontros interamericanos realizados no século XIX, desde o primeiro, no Panamá, em 1826, até o de Washington, em 1889/1890. Este último, chamado de Primeira Conferência Internacional Americana, convocada pelos Estados Unidos, já sob a bandeira do pan-americanismo, foi o único do qual o Brasil participou. Evidentemente, a análise da presença brasileira nesses eventos e da auto-imagem do Império em meio aos demais países das Américas, longe de se restringir a mero registro historiográfico, fornece elementos para a definição de nossa identidade e exibe os precedentes da crítica agenda estratégica e comercial do Brasil contemporâneo com a América e a Europa.

A partir do estudo da documentação da chancelaria brasileira e das fontes secundárias relevantes, este livro verifica a desconfiança e rejeição do Brasil Império contra a política do pan-americanismo, entendido como uma potencial frente comum oposta aos interesses brasileiros. O autor constata que a política externa do Império somente se consolida a partir de 1850, quando posições nos principais temas da agenda brasileira passam a ser definidas por políticas coerentes. Isolado nas Américas como único defensor do princípio monárquico, o Estado brasileiro sente-se desvinculado dos países vizinhos na construção de um discurso legitimador para a constituição do que acreditava ser um bastião da civilização européia no continente.


e-l@tina

http://www.catedras.fsoc.uba.ar/udishal/elatina/08jul-set2004.pdf

 

Luís Cláudio Villafañe G. Santos, O Brasil entre a América e a Europa. O Império e o interamericanismo (do Congresso do Panamá à Conferéncia de Washington), Editora UNESP, Sâo Paulo, 2004 (150 páginas). ISBN 85-7139-529-2

 

Al contrario de los demás países latinoamericanos, Brasil no siguió el camino de la república después de su independencia. La única monarquia de América (más allá de las breves experiencias en México y Haití) volvió sus ojos hacia Europa, acreditándose como un legítimo representante de la cultura europea en el continente. Por otro lado, la mayoría de los países europeos, después de la reacción conservadora contra la Revolución Francesa, reconoció a Brasil sólo como nación independiente. El resultado fue un distanciamiento de la poilítica externa imperial de todas las tentativas interamericanistas. Cuestión todavia marginal de la historiografía brasileña (que se concentra en las relaciones con Europa y los Estados Unidos, amén de las cuestiones del Plata), las iniciativas para la integración latinoamericana en el siglo XIX son el foco de atención de Luís Cláudio Villafañe G. Santos. Analizando la documentación sobre los congresos interamericanos (desde el Congreso de Panamá, en 1826, hasta la Conferencia de Washington, en 1889-1890), el autor ofrece tanbién elementos que nos ayudan a entender la formación de la imagen de Brasil en el hemisferio y los precedentes de la agenda comercial y política del Brasil actual con a América y Europa.

 

A partir del estudio de la documentación de la cancillería brasileña y de fuentes secundarias relevantes, este libro verifica la desconfianza y el rechazo del Brasil imperial contra la política del panamericanismo, entendido como un potencial frente común opuesto a los intereses brasileños. El autor constata que la política exterior del Imperio sólo se consolida a partir de 1850, cuando las posiciones en los principales temas de la agenda brasileña pasan a ser definidas por políticos coherentes. Aislado dentro de América por ser el único defensor del principio monárquico, el Estado brasileño se sintió desvinculado de los países vecinos en la construcción de un discurso legitimador para la constitución de lo que acreditaba ser un bastión de la civilización europea en el continente.

 

Lanzado en un momento de redefinición estratégica de esta agenda, O Brasil entre a América e a Europa. O Império e o interamericanismo ofrece la base historiográfica para pensar las relaciones entre los países del continente y el papel que Brasil pretende tener en esa integración. En este sentido, particularmente interesante para los debates actuales es el capítulo sobre la Conferencia de Washington (el 3). Como resalta Rubens Ricupero en la “Presentación”, allí se revelaron "innúmeras analogías entre el proyecto de la ALCA de nuestros días y la tentativa de Cleveland y de su Secretario de Estado, James Blaine, de -ya en aquel remoto final del siglo XIX- tentar crear una unión aduanera desde Alaska hasta la Patagonia".

 

 

 

SUMÁRIO DO LIVRO
 
Agradecimentos 

Abreviaturas

Apresentação

Rubens Ricupero

Introdução

1 Nacionalismo e interamericanismo

A criação do Estado moderno

Legitimidade dinástica e legitimidade nacional

Legitimidade dinástica e nacionalismo nas Américas

O interamericanismo e os nacionalismos americanos

A unidade territorial brasileira

As várias Américas

Americanos ou estadunidenses?

2 O Império e os congressos interamericanos

O americanismo brasileiro

Os congressos interamericanos do século XIX

O Congessso do Panamá

O Primeiro Congresso de Lima

Os Congressos de Santiago e de Washington

O Segundo Congresso de Lima

O Brasil e os congressos internacionais até 1880

3 O Brasil e a Conferência de Washington

Ambigüidade e resistência: o Império decide por sua participação

As instruções da diplomacia imperial

O fim do Império e a reformulação das posições brasileiras

Conclusão

Dos congressos do século XIX à Alca

Fontes e bibliografia
  LIVRARIA CULTURA
   
http://www.livcultura.com.br
 
 
 
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