Hermenegilda di Costanzo Sciamarelli

(Biografia originalmente publicada na wikipedia lusófona e eliminada em 15/03/2010)

Hermenegilda di Costanzo Sciamarelli

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.(acesso 07 de março de 2010, 17h22)

Ambox warning pn.svg
Este artigo foi proposto para eliminação por votação.

Por favor, fique à vontade para melhorar o artigo, mas não retire este aviso, o que, além de inútil (pois não afetará a votação), poderá ser considerado ato de vandalismo.

Dê a sua opinião e vote (se tiver direito ao voto) na página da votação. Caso a eliminação seja aprovada, ela ocorrerá a partir de 11 de março.


(Novo) - Usuário: se esta página possui arquivos de mídia que não são utilizáveis em outras páginas, adicione uma nota em WP:PER, para que um administrador lusófono do Wikimedia Commons verifique se ela se encontra noescopo do projeto.


Gilda Sciamarelli


Gilda no Rio de Janeiro, 1977
Nome completo Hermenegilda di Costanzo Sciamarelli
Nascimento 23 de dezembro de 1904
Jundiaí
Morte 1° de novembro de 1998
Jundiaí
Nacionalidade brasileira
Ocupação artista plástica, sitiante e microempresária

Hermenegilda di Costanzo Sciamarelli (Jundiaí,23 de dezembro de 1904 - 1 de novembro de 1998), mais conhecida por Gilda Sciamarelli foi uma artista plástica, sitiante e microempresária.

Índice

 

Infância e Educação

Nasceu em Jundiaí "mais ou menos" em 23 de dezembro de 1904. Naquela época não era costume registrar as pessoas imediatamente, assim que nasciam pois havia várias dificuldades envolvidas no processo: o reduzido número de cartórios [1] , o alto custo do registro e a mortalidade infantil elevada logo após o nascimento (fato que levava os pais a pensar que deveriam esperar para efetuar o registro)[2].

No caso específico de Gilda, seu pai não estava presente em Jundiaí, mas sim em viagem ao Rio de Janeiro, quando ela nasceu. Estaria em viagem de negócios (já que era proprietário de uma serraria[3]) ou envolvido com mulheres e jogatina, o que também era muito comum na época, quando predominava o "duplo padrão de moralidade", já citado por Gilberto FreireRoger Bastide e mais recentemente porRichard Parker.

Sua mãe, já apresentando contrações, teria tido um mal estar na rua, sendo acompanhada no caminho de volta para casa por José Sciamarelli, o "Juca", na época um rapaz de 19 anos.[4]

Seus pais eram italianos, vindos de Casamicciola Terme, na ilha de Íschia, Miguel Di Costanzo e Maria Monti Di Costanzo e ela era a filha mais nova de cinco irmãos: “Natina” (Fortunata Restituta Di Costanzo Cocozza), Vicente, “Zeca” (Margarida Angélica) e Rafael. Viviam todos eles, mais a tia Fortunata (irmã de sua mãe, Maria) e a criada Alfonsina (trazida da Itália) numa grande casa, na Rua Barão de Jundiaí, exatamente ao lado do local onde, por mais de cem anos, funcionou o estabelecimento A Paulicéa [5].

Devemos ressaltar que eram os primeiros anos do século XX. A Abolição da Escravatura dera-se há apenas 16 anos e a Proclamação da República há 15. As estruturas sociais, políticas e econômicas eram ainda as herdadas do Império (vigorava o Código Comercial de 1850 e o primeiro Código Civil só seria escrito em 1916) e as inovações tecnológicas estavam apenas engatinhando.

Gilda, aos 12 anos de idade, com seu pai e irmãs. São Paulo, 1916.

Neste sentido, a luz elétrica, recém introduzida, era cobrada de acordo com o número de "bicos" (soquetes) existentes na residencia, e não se usavam ainda interruptores, mas sim um mecanismo no próprio bocal da lâmpada. Como a luz elétrica era relativamente cara, em geral, estava presente em único cômodo, sendo os restantes ainda iluminados a gás ou querosene.

"A chegada da energia elétrica foi um grande marco para a cidade de Jundiaí, como escreve Hermes Pio Vieira: “A Empreza (sic) Força e Luz de Jundiaí foi organizada no momento certo e com as pessoas certas. Havia premente necessidade de energia elétrica em todo o mundo e, mais que em qualquer outra parte, no Brasil, sendo São Paulo o Estado onde a carência energética reclamava urgente solução, dada a rápida evolução verificada em seu território, notadamente na capital e em algumas cidades do interior, como Jundiaí, cujo progresso era visível e firme”.[6] A escritura de concessão de privilégio e contrato para exploração do fornecimento de água, luz e calor por meio de eletricidade para a cidade de Jundiaí, foi assinada no dia 2 de junho de 1904 entre a Câmara Municipal e os engenheiros Edgard Egydio de Souza e Adalberto de Queiroz Telles, industriais, residentes na capital. Oito dias após a assinatura do contrato foi constituída a Empresa Luz e Força de Jundiaí [7]a qual refere-se o próprio Eloy Chaves em discurso realizado na sessão da Câmara Municipal de Jundiaí em sua homenagem, em 14 de dezembro de 1960.[8]

O banheiro ficava no quintal, em geral próximo à cozinha, pois a água era aquecida numa serpentina embutida no fogão a lenha. Já havia água encanada:

"A captação de água em Jundiaí, no início do século 20, era direta da Serra do Japi, e o reservatório era no Anhangabaú, onde é atualmente a ETA (Estação de Tratamento de Água). A água vinha pelo caminho da Estrada da Malota, atravessava por baixo da Anhanguera e, por gravidade, subia ao reservatório do Anhangabaú. Daí ela era distribuída para o centro da cidade e para a Vila Arens, bairro industrial, onde se localizavam as fábricas têxteis mais antigas. De tratamento, a água recebia somente o cloro, pois advinha de mananciais naturais e puros, sendo apenas retiradas as folhas de vegetação da Serra. Com o desenvolvimento da cidade, houve maior demanda de água nos anos seguintes, e, para reforço de captação, por bombeamento, foi utilizado na época o Córrego do Moisés, que até hoje funciona para este fim."[9]


O assoalho das casas era lavado ou apenas varrido, não encerado, até porque não existia cera naquela época.

Os colchões eram de algodão ou de palha sendo que, no segundo caso, eram postos ao sol e seu conteúdo revolvido todos os dias. O estrado das camas é que possuía molas, e os travesseiros eram de algodão ou plumas.

O grande número de casas com dois pares de portas voltadas para a rua, sendo um par delas cortada pela metade para servir como janela, se explica porque o imposto predial era cobrado, em algumas municipalidades, em relação ao número de janelas que a habitação ostentava na fachada. O solar dobarão de Jundiaí - o qual ainda existe e funciona como Museu Municipal[10] - possui dez pares de janelas voltadas para a rua, denotando seu status diante da sociedade local. A residência da família di Costanzo possuía quatro pares de janelas na fachada.

As estruturas sociais também ainda não se haviam alterado substancialmente desde a época da escravidão, pois era comum que a famílias tivessem "criadas" (literalmente, as "crias" da casa) e não empregadas. Eram jovens, em geral órfãs ou filhas de pais sem condições de cria-las, que as famílias abastadas criavam, com o intuito de servi-las. A família di Costanzo havia trazido da Itália a fiel Alfonsina que Gilda acabou levando, para lhe prestar serviços, quando se casou.[11]

Gilda estudou em São Paulo, nos  renomados Colégios São Vicente e São José (sendo este último o mesmo no qual estudaram Anita Malfatti e Glória Menezes), onde também aprendeu pintura. O prédio do colégio São José foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, sendo que a escola, criada em 1880 para ser um externato de meninas, foi desativada apenas no final de 2006 pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, sua entidade mantenedora. [12][13]

Cabe ressaltar que a existência precoce desta instituição escolar (1880), constituindo-se num Externato Feminino, já serviu de tema a estudos acadêmicos.[14]

Quanto à organização escolar existente naquela época é Maria Luiza Santos Ribeiro [15] quem afirma que "a série de reformas pelas quais passa a organização escolar revela uma oscilação entre a influência humanista clássica e a realista ou científica. O código epitácio Pessoa (1901) acentua a parte literária ao incluir a lógica e retirar a biologia, a sociologia e a moral; a Reforma Rivadávia (1911) retoma a orientação positivista tentando infundir um critério prático ao estudo das disciplinas, ampliando a aplicação do princípio de liberdade espiritual ao pregar a liberdade de ensino (desoficialização) e de frequência, abolindo o diploma em favor de um certificado de assistência e aproveitamento, e transferindo os exames de admissão ao ensino superior para as faculdades, com o objetivo de que o secundário se tornasse formador do cidadão e não do candidato ao nível seguinte. Os resultados, no entanto, foram desastrosos. Daí as reformas de 1915 (Carlos Maximiliano) e de 1925 (Luís Alves/Rocha Vaz)."

Também o ensino de artes, naquela época, era muito diferente do conceito que temos hoje, estando igualmente em processo de transformação.

Tanto nas Academias de Belas Artes quanto nas escolas destinadas à elite, o ensino de artes centrava o foco na cópia das obras clássicas (em geral por meio do quadriculado e da ampliação) e, mais raramente, desenho partindo do natural. Nas escolas destinadas à camada trabalhadora, onde o ensino se constituía em preparação para a inserção no mercado de trabalho, eram aulas práticas de artesanatoonde, entre outras coisas, se ensinava tricô e crochê para as meninas e marchetaria para os meninos. Em ambos os casos, a aprendizagem era evidentemente voltada para o ensino de técnicas.

Com o advento do escolanovismo mudanças na pedagogia e na arte levaram a transformações profundas no ensino das artes nas escolas. Propunha-se uma nova concepção de educação, focada na figura do aluno e não mais no professor, instaurando o conceito de Arte Educação"Os arte-educadores davam estímulos variados e as crianças e adolescentes se expressavam livremente - o oposto do que se fazia antes", relata a pedagoga e mestre em Arte, Daniela Libâneo. "Nas escolas formais surge o desenho livre. Em vez de copiar modelos prontos, os alunos começam a desenhar e pintar livremente".[16]


Primeiro Casamento

16 de fevereiro de 1930, casamento de Gilda e Graciano

Casou-se em 16 de fevereiro de 1930 com Salvador Graciano Cappellano, que nasceu em São Paulo em 1899 e faleceu nesta mesma cidade no dia 30 de agosto de 1935. Foi filho de imigrantes pobres que se instalaram em meio urbano, ao final do século XIX (provavelmente o pai, Carmino, fosse sapateiro) mas que demonstrou uma vontade muito grande de não se curvar à força do destino e de tentar transformar o seu padrão de vida através da Educação. Em alguma medida, conseguiu seu intento, sendo o único de 16 irmãos a alcançar uma breve e relativa notoriedade, trabalhando com o Conde Matarazzo [17], exercendo a função de contador.

A profissão de contador (o antigo "guarda-livros") era a preferida pelos que desejavam conseguir em pouco tempo montar o próprio escritório ou então trabalhar para algum capitalista. Em sendo uma profissão que requeria escola de comércio - equivalente a um curso médio atual - e não necessitava de grande investimento inicial, foi procurada por vários jovens que, como Graciano, tinham inclinação aos estudos mas não tinham posses. Seu desejo era ser advogado, mas tinha obrigações para com a família e não dispunha de tempo hábil para dedicar ao ensino superior.

De 1876, ano apontado como o estopim da grande imigração, até 1920, às vésperas do Centenário da Independência, emigraram para o Brasil 1.243.633 italianos[18] Destes, 965.000 vieram fixar-se no Estado de São Paulo.[19]

Em relação a este perfil de imigrantes é Zuleika M. F. Alvim[20] quem afirma: "ainda que o destino do imigrante italiano estivesse quase que irremediavelmente ligado às fazendas de café paulistas, desde seu primeiro contato com a nova realidade estava claro que os hábitos e a prática de vida precedentes à emigração muito influenciaram suas escolhas ocupacionais e sua distribuição geográfica em São Paulo. Talvez o melhor exemplo dessa divisão - confirmando a preferência de meridionais pela vida urbana - seja observar alguns traços deixados por essas comunidades na cidade de São Paulo: a Igreja de San Gennaro, da comunidade napolitana; a Igreja de S. Vito Mártir, da comunidade baresa; a Igreja N. S. Casaluce, também da comunidade napolitana, e finalmente a de N. S. Aquiropita, da comunidade calabresa."

Gilda e Graciano tiveram um único filho, Walter Carmine Cappellano, que nasceu em 10 de março de 1933. Em 1935 Gilda ficou viúva, e no atestado de óbito de Graciano (datado de 19 de fevereiro de 1937) consta que era contador e que morreu de "pneumonia dupla" na Casa de Saúde "Santa Rita", conforme atestado do Dr. Parisi. Este mesmo atestado não cita sua data de nascimento e afirma que o nome de seu filho era Carmino (e não Walter). Esta série de lacunas serve como pistas para que possamos compreender a maneira pela qual funcionava o sistema cartorial e também o sistema de saúde na época.

Embora a legislação trabalhista ainda fosse bastante rudimentar na época (a CLT só foi criada em 1943), o conde Matarazzo lhe deu algum dinheiro, destinado a garantir o "futuro do bambino".

Em relação à evolução da Legislação Trabalhista devemos afirmar que houve algumas tentativas liberais de estabelecimento de leis trabalhistas, ainda nos primeiros anos do século passado, como o projeto apresentado em 1905 pelo deputado baiano Joaquim Inácio Tosta (o qual converteu-se em lei pelo Decreto Legislativo nº 1637, de 5 de janeiro de 1907). Era um projeto que facultava a criação de sindicatos profissionais e sociedades cooperativas mediante registro e que não dependia de de autorização governamental. Não houve, porém, nenhum impacto social. Augusto Viveiros de Castro, que foi o primeiro presidente do Conselho Nacional do Trabalho (CNT), propôs, ainda em 1920, a criação de Juntas Industriais dentro das fábricas (uma espécie de "Conselho") com representantes de empregados e patrões. A finalidade dessas juntas deveria ser a de “organizarem o trabalho nas indústrias, disciplinando questões relativas ao salário mínimo, jornada de trabalho, admissão e dispensa de empregados por exemplo. Esta proposta não chegou a ser aplicada na prática. Em 1907 foram constituídos os "Conselhos Permanentes de Conciliação e Arbitragem" que deveriam localizar-se no interior dos sindicatos, especialmente os rurais, para tentar conciliar os interesses do capital aos do trabalho. Foi apenas em 1923, com o estabelecimento do "Conselho Nacional do Trabalho", através do Decreto nº 16.027, que houve uma ação mais sistemática. Vinculado ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, o CNT (Conselho Nacional do Trabalho) era composto de 19 membros, divididos numa Câmara de Justiça do Trabalho e numa Câmara de Previdência Social. Contava com 08 CRTs (Conselhos Regionais do Trabalho) e 36 JCJs (Juntas de Conciliação e Julgamento). Como vemos, o CNT surgiu não no âmbito do Poder Judiciário, mas no âmbito do Poder Executivo sendo que nas decisões finais em matéria trabalhista cabia recurso ao Ministro do Trabalho.[21]

Como Graciano era espírita - tendo se convertido a esta doutrina no exato momento em que ela se consolidava no país, especialmente nos espaços urbanos, após a morte de sua primeira esposa, a professora Lina Stamato - Gilda tentou várias vezes estabelecer contato com o marido, após a sua morte, tornado-se também espiritualista.

Após ter ficado viúva, montou uma oficina de costura no porão de sua casa - a qual daríamos hoje o nome de confecção - e começou a produzir lingeries. Cabe destacar que, ainda nesta época as grandes burguesas recorriam a modistas afamadas, que confeccionavam suas cintas, calças, camisolas e combinações de maneira personalizada e o restante da população, as moças "de boa família", confeccionava estes ítens em casa, sendo portanto uma inovação produzi-las em série.[22]

Eram novos tempos, e Gilda desejava acompanha-los, afinal, a década de 1920 - na qual ela foi jovem - foi a época das "melindrosas", quando as saias encurtaram e o charleston, que era a "dança do momento", não apenas libertava os movimentos, mas também fazia com que, vez ou outra, a roupa íntima ficasse à mostra.[23]

Mais ou menos nesta mesma época, quando a São Paulo do café estava se transformando na São Paulo da indústria, Gilda começou a observar o desperdício de material de construção existente na cidade. Com o dinheiro conseguido na sua confecção, comprou terrenos e começou a construir casas, reaproveitando portas, janelas, vigas e outros ítens que conseguia nas demolições. Sobre o constante "reformatar" (construir, destruir e reconstruir) da cidade de São Paulo fala Benedito Lima de Toledo:

"A cidade de São Paulo é um palimpsesto – um imenso pergaminho cuja escrita é raspada de tempos em tempos, para receber outra nova, de qualidade literária inferior, no geral. Uma cidade reconstruída duas vezes sobre si mesma no último século. Uma cidade capaz de gerar um parque como o Anhangabaú, um dos mais belos centros de cidade das Américas, para destruí-lo em poucas décadas, e sem necessidade, apenas por imediatismo e imprevidência. Capaz de criar uma Avenida Paulista, única por sua posição na cidade e insubstituível em sua elegância, para aos poucos destruí-la minuciosa e repassadamente. E, sem remorso."[24]

Como desejava que seu filho Walter tivesse uma boa educação, matriculou-o no Colégio Arquidiocesano, que ficava bem em frente à sua casa, do outro lado da Rua Domingos de Morais, naVila Mariana.

Conseguiu Carteira de Habilitação logo após ficar viúva, tendo dirigido vários veículos até os 84 anos de idade. Sobre a questão da habilitação de mulheres, encontramos o dado do relativo "atraso" das condutoras brasileiras em relação às européias e americanas do norte.[25]

Apenas como curiosidade, podemos citar que a primeira norma de trânsito no Brasil surgiu em 1904 (ano do nascimento de Gilda), quando 84 carros trafegavam em São Paulo e 35 no Rio de Janeiro.[26]


Segundo casamento

Gilda e Juca com a afilhada Cíntia, no dia do batizado. Sítio Bela Vista, década de 1950.

José Sciamarelli, o "Juca", foi padrinho de batismo de seu filho e seu namorado até que se casaram em 1950, quando ela passou a residir em Jundiaí, no Sítio Bela Vista, dedicando-se à viticultura e ao trabalho voluntário no "S.O.S."(Serviço de Obras Sociais)[27]. O casal era também proprietário do Sítio São José e inúmeros imóveis em vários municípios, sendo a família Sciamarelli bastante presente na história de Jundiaí. Um sobrinho de Juca, batizado em sua homenagem, é hoje nome de uma Escola Municipal de Educação Básica [28].

Sobre a produção da uva e do vinho na época, vários estudos há a respeito, podendo ser destacado trabalho recente de Gabriela de Souza Oliver[29] a qual nos fala da transformação das antigas fazendas de café, nesta região, em sítios menores - normalmente propriedades de imigrantes ou filhos de imigrantes italianos - que irão se dedicar a vitivinicultura. A autora demonstra o quanto a produção de uvas confere de status a estes pequenos produtores rurais, que começam a organizar festas da uva, feiras e exposições e a reorganizar a economia de vários municípios do interior do estado de São Paulo.

A região de Jundiaí terá grande destaque nesta produção, especialmente a partir de 1930, conferindo ao Município o título de "Terra da Uva".

Nos dois sítios de sua propriedade o casal Sciamarelli dedicou-se a produzir uvas de mesa de qualidade superior, várias vezes premiadas em exposições locais.

Foi no sítio Bela Vista, aos 92 anos (1955), que faleceu Miguel di Costanzo.

7 de fevereiro de 1960, casamento de Walter e Ignez

O filho de Gilda, Walter, se casou com Ignez Apparecida Picchi (filha de Hugo Picchi e Ignez Taddei Picchi) em 7 de fevereiro de 1960 e, nesta época, ela vendeu o sítio e ficou viúva pela segunda vez (1961) sendo que, logo após a morte de Juca, através da proposta 01305/1961 de 21 de junho de 1961, o vereador Tarcísio Germano de Lemos procurava homenageá-lo, conferindo o seu nome (José Sciamarelli) à "Primeira Travessa do Bairro da Grama"[30].


Walter e Ignez tiveram cinco filhos: Luiz Carlos (
29 de dezembro de1965), Ana Luiza e Ana Cristina (25 de junho de 1967), Ana Flávia (26 de julho de 1968) e Luiz Henrique (10 de outubro de 1969).


Terceira Idade

Na década seguinte, Gilda dedicou-se a viajar pelo Brasil pois, extremamente patriota, dizia que só iria viajar ao exterior quando tivesse conhecido todo o nosso país. Esteve várias vezes no Rio de Janeiro (a primeira vez em sua lua-de-mel em 1930), conheceu todo o sul do país, o norte e o nordeste. Em resposta a vários expoentes da colônia italiana, radicados em Jundiaí, que lhe cobravam uma viagem à Itália, ela dizia que "se lá fosse bom, os italianos não teriam vindo todos para cá".

Após a morte do filho, em 1992, Gilda passou a morar com a nora, em cuja residência faleceu, lúcida, saudável e produtiva, em 1º de novembro de 1998, aos 94 anos. Está enterrada no Cemitério Nossa Senhora do Desterro em Jundiaí, junto ao 2º marido e ao seu filho Walter. Este é um dos mais antigos cemitérios do interior paulista, tendo sido fundado em 1870.[31]


Galeria

Casamicciola, no século XIX, local de onde vieram os pais de Gilda

Thereza Angélica Gioffi Monti, avó de Gilda, aos 100 anos de idade, na ilha de Íschia.

Vale do Anhangabaú na década de 20.

Rua Libero Badaró, senrtido Praça do Patriarca, década de 20.

Salvador Graciano Cappellano

Trabalhos em artes plásticas de Gilda Di Costanzo, entre 1930 e 1986. Paradeiro (destino) desconhecido.

A "Dama das Camélias". Óleo sobre tela, assinado e datado "Gilda di Costanzo, 1929"

A "Dama das Camélias". Óleo sobre tela, assinado e datado "Gilda di Costanzo, 1929"

Gilda e suas damas de honra. São Paulo, 16 de fevereiro de 1930.

Jardim da Luz, em 1930

Gilda e Juca com um casal de amigos no Sítio Bela Vista, 1953

Gilda, nos tempos de benemerência.

O filho de Gilda, Walter, com a esposa Ignez e 4 dos 5 filhos: Ana Luiza, Ana Cristina, Ana Flávia e Luiz Henrique, 1976.

Gilda em 1998, aos 94 anos, pouco tempo antes de seu falecimento.


Ascendência


 
Ancestrais de Hermenegilda di Costanzo Sciamarelli
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 













 
4. Vicente Di Costanzo
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 













 
2. Miguel (Michele) Di Costanzo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 













 
5. Restituta Di Costanzo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 













 
1. Hermenegilda (Gilda) Di Costanzo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 













 
6. Rafael Agnelo Monti
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 













 
3. Maria Monti Di Costanzo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 













 
7. Thereza Angélica Gioffi Monti
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 















Referências

  1.  Mesmo em 1959, 55 anos depois, só haviam 865 cartórios de registro civil no Estado de São Paulo, confome pode ser constatado em dados do IBGE:CARTÓRIOS EXISTENTES, POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO - 1959
  2.  Segundo a fundação SEADE, em 1904, a taxa de mortalidade infantil no Estado de São Paulo era de 229,8 para cada mil nascidos vivos. fonte: Taxa de mortalidade infantil, Estado de São Paulo e capital, 1901 a 2005
  3.  vide Revista ECCO que cita, no artigo "A Emancipação dos imigrantes nos anos 20/30", "Serraria São Miguel de Miguel di Constanzo & Filhos (1.930)" em outro momento, ao falar das Indústrias em Jundiaí, de 1874 a 1969, também a serraria é elencada Revista ECCO - Vita Mia, apêndice
  4.  fonte:Nunca houve uma mulher como Gilda
  5.  Jornal de Jundiaí, regional, 14/01/2008 - Uma geração se despede hoje da Paulicéa
  6.  VIEIRA, Hermes Pio. Eloy Chaves: precursor da previdência social no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. 374 p. p. 314.
  7.  (Até o presente estágio de organização do Acervo FPHESP, o nome de Eloy Chaves surge na documentação do Fundo Eletropaulo – Eletricidade de São Paulo S/A, que abrange a São Paulo Light & Power, apenas em 16 de junho de 1911, no contrato entre a Câmara Municipal de Indaiatuba e a Empresa Luz e Força de Jundiaí, como Diretor Tesoureiro desta última. LIGHT – Serviços de Eletricidade S.A. Companhias Aliadas.Contratos com as Municipalidades. Departamento de Relações Públicas, 1950. mimeo, p. 171 e 182. Fundo Eletropaulo – Eletricidade de São Paulo S/A, acervo FPHESP)
  8.  TOLEDO, Karina Pardini, MARTINI, Sueli & PINTO, Donizetti Ap. - Museu da Energia, Núcleo de JundiaíArtigo publicado in HISTÓRIA & ENERGIA. Patrimônio Arquitetônico da Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo. 2ª Ed. São Paulo: Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, 2000. n. 8. 76 p. anual.
  9.  CINTRA, Sônia. Jundiaí, cidades das águas, in: Jornal de Jundiaí, Regional, 07/06/2009
  10.  Museu Histórico e Cultural de Jundiaí
  11.  fonte:Op. Cit.
  12.  Prédio do colégio São José, na Liberdade, pode virar patrimônio histórico de SP
  13.  A mesma matéria encontra-se replicada no sítio da Prefeitura Municipal de São Paulo CONPRESP- notícias
  14.  vide por exemplo, ROCHA, José Fernandes Teles da (UNICAMP). DO INFANTIL AO SECRETARIADO: O EXTERNATO SÃO JOSÉ E A EDUCAÇÃO FEMININA NA CAPITAL PAULISTA(1880-1942)
  15.  RIBEIRO, Maria Luisa Santos.História da Educação Brasileira: a organização escolar. 13ª ed. rev. e ampl. Campinas-SP: Autores Associados, 1993 (coleção educação Contemporânea)
  16.  fonte:A TRAJETÓRIA DO ENSINO DE ARTE NO PAÍS-Cenpec
  17.  sobre o Conde Matarazzo, sugerimos a leitura de um artigo breve, mas de boa qualidade: Jornal da USP - As lições do Conde Francisco Matarazzo
  18.  Comissariato Generale dell'emigrazione. Annuario statistico dell'emigrazione italiana dal 1876 al 1925. Roma, Ed. C.G.E., 1926, p. 152.
  19.  ALVIM, Zuleika M. F. Brava gente!Os italianos em São paulo, 1870-1920. São Paulo, Ed. Brasiliense, 1986, p. 124.
  20.  Op. Cit., p. 72-73
  21.  fonte:Do CNT ao TST: Breve Histórico, Raquel Veras Franco
  22.  fonte:Um Caderno de Capa Castanha XVII - A Lingerie
  23.  fonte:A história das calcinhas- Revista Época
  24.  TOLEDO, Benedito Lima de, 1934- São Paulo: três cidades em um século / Benedito Lima de Toledo. 2ª ed. aum. São Paulo; Ed. Duas Cidades, 1983 – citação da p. 67.
  25.  fonte:As pioneiras e os automóveis, Elisa Asinelli do Nascimento
  26.  Imprensa Oficial do Município de Itatiba, 17 de janeiro de 2008, p. 5
  27.  Entidade ainda atuante na cidade, conforme pode ser verificado em reportagem do Jornal de Jundiaí, regionaldo dia 8 de março de 2008.
  28.  EMEB José Sciamarelli Sobrinhocriada através da Lei nº 04118
  29.  Debates científicos e a produção do vinho paulista, 1890-1930 , Revista Brasileira de História
  30.  Proposta de Lei 01305/1961 pode ser lida na íntegra.
  31.  fonte:Cemitério Nossa Senhora do Desterro


Ligações externas


Bibliografia sobre História do Cotidiano

Obs.: Inserida pois o artigo se constitui num exercício de resgate da memória (história oral) dentro da perspectiva metodológica da História do Cotidiano.


Bibliografia de História das Imagens


Obs.: inserida pois as imagens possuem valor documental.


Bibliografia Complementar

  • CENNI, Franco. Italianos no Brasil. São Paulo, Liv. Martins Editora, 1958.
  • DEMUTTI, Sérgio. "Contando Nossa História" (DVD), vol. 4 (1930-1953), Jundiaí-SP, Produtora "Magia do Saber", 2008.
  • d'O POPULAR (Levantamento feito de anúncios). Edição especial comemorativa da primeira Festa da Uva de Jundiaí. Jundiaí, ed. de Hugo Olivato & Filhos, 1.935; com pesquisas diversas complementando dados e datas.
  • GATTOLINI, Geraldo. Transparências Históricas e Políticas de Jundiaí, Jundiaí, Ed. Calíope, 2008.
  • PEREIRA, Luiz Carlos Bresser. Origens étnicas do empresariado paulista. In: Revista de Administração de Empresas. São Paulo, jun/1964.
  • PEZZATO, Alessandra; MARTELLI, Márcio & RIVELLI, Rosângela Marques. Festa Italiana di Jundiai - 20 anos. Jundiaí. Ed. In house/ Vice Consolato D´Italia, 2007.
  • TOMANIK, Geraldo. As Fotos, os Traços e a História, Jundiaí, Ed. Literarte, 2005.
  • VILLANI, André; VILLANI, J.& GRAPELLA, José. Jundiaí - Produção Agrícola e Industrial. Jundiaí,Ed. p/ Atlas dos Municípios Ltda., 1952.
  • Arquivos do Jornal de Jundiaí, regional e do Jornal da Cidade, Jundiaí-SP.
  • Jornal O Jundiaiense (extinto), vários recortes.





Discussão:Hermenegilda di Costanzo Sciamarelli

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Índice

 


Novo endereço (sítio) desta biografia

Luiz Carlos Cappellano (discussão) 03h44min de 7 de março de 2010 (UTC)


Discussão

Discordo com a proposição da eliminação semi-rápida deste artigo. Algébrico, este mesmo editor, já propôs, e já conseguiu eliminar outro artigo que eu havia escrito na wikipedia, por capricho e motivo fútil. Sou historiador experiente, pós-graduado pela UNICAMP, com várias publicações (conforme pode ser constatado, até através de meu currículo lattes), SEI MUITO BEM O QUE EU ESTOU ESCREVENDO, e acredito que ao invés de ficarem excluindo aleatoriamente artigos expressivos e bem construídos, deveriam ao invés disto prestar mais atenção às barbaridades impetradas em relação a personagens significativos de nossa história. Dia desses, li no verbete sobre a princesa Isabel que ela era "intereceira" (sic.), isto mesmo, com "c"... Só por teste, acompanhei o artigo e a "barbaridade" ali ficou, por mais de uma semana, até que eu mesmo a retirei! (conforme pode ser acompanhado no "histórico"). Sua atitude é evidentemente persecutória e, quem sabe, motivada por discriminação e preconceito de alguma origem, o que não tem nada a ver com a política da wikipedia, nem muito menos da internet em geral. Talvez seja graças a editores como você, que seguem normas de maneira mecânica e marcial, sem flexibilidade ou criticidade, que muitos professores universitários não aceitam pesquisas oriundas da wikipédia! Em relação à questão da história do cotidiano, por exemplo, cumpre citar que os PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS dotam o ensino de História das seguintes premissas: - reconhecer semelhanças e diferenças de ordem econômica, social, política e cultural identificáveis em seu grupo de convivência – familiar e meio – numa perspectiva de cotidiano; - reconhecer permanências e mudanças, no espaço e no tempo, em suas vivências cotidianas em família e em sociedade; - caracterizar modos de vida específicos da comunidade e realizar estudos comparativos com outras sociedades; - conhecer e respeitar o modo de vida dos grupos sociais e suas diferenças (grifos meus). Esta mesma perspectiva de cotidiano, de panorama de época, é que você vai varrendo, pouco a pouco, ao eliminar este tipo de artigo. É aos estudantes, antes de mais ninguém, que servem as Enciclopédias, logo, elas não podem estar alheias às políticas educacionais vigentes no país, à LDB, Lei 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, aos Parâmetros Curriculares Nacionais e às Diretrizes Curriculares Nacionais, documentos os quais, em uníssono, apontam exatamente na direção contrária aquela adotada por V. Sª. Além do mais, trata-se de uma artista plástica e são expostas fotografias (arquivadas no commons) de suas obras. As imagens, como sabemos, possuem valor documental. Diante de todo o exposto, se V. Sª ainda desejar consumar a sua perseguição a minha pessoa, pode propor a minha eliminação dos quadros deste projeto. Garanto que a wikipédia tem muito mais a perder com a minha saída do que eu em estar saindo dela! Luiz Carlos Cappellano (discussão) 18h35min de 1 de março de 2010 (UTC)

É uma questão de adequação às normas da enciclopédia. O site do Webartigos não é credível (não passou por processos de revisão por pares), ou seja, até eu posso criar artigos lá, o que violaria seriamente WP:V e WP:FF. Além disso, as fontes apresentadas não tratam do assunto (a biografada), e a Wikipédia não permite pesquisa inédita (ver também WP:PIS). Pesquisas em fontes primárias são desencorajadas, quando não são referidas em fontes secundárias credíveis pelo princípio da proibição de pesquisas inéditas. Ver Wikipedia:Nada de pesquisa inédita#Definição: o que é uma pesquisa inédita"São exemplos comuns de pesquisas inéditas: [...] A criação de um artigo baseando-se em fontes primárias e secundárias próprias. Exemplo: criar um artigo sobre a história da própria família com dados não previamente publicados por fonte fiável e verificável, inserindo dados genealógicos, "histórias" sobre ancestrais, etc." Algébrico (discussão) 21h19min de 1 de março de 2010 (UTC)

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/96), os Parâmetros Curriculares Nacionais e as Diretrizes Nacionais para o Ensino de História, além da ABNT, ao menos no caso brasileiro, se sobrepõem às diretrizes da wikipédia a qual, caso eu não esteja enganado, não tem fundamentação legal/jurídica. Estou exausto de ser a "voz que clama no deserto" e penso em, de hoje em diante, fazer coro aos meus colegas, professores universitários, que não se cansam em depreciar este projeto... Posso ser vencido (afinal o senhor se utiliza de seu "poder" manifesto no dom de editar, cortar, censurar e até de eliminar) mas não convencido. O senhor absolutamente não conseguiu me convencer da necessidade de eliminação deste artigo. Passar muito bem. Luiz Carlos Cappellano(discussão) 21h50min de 1 de março de 2010 (UTC)

Tenho que discordar em um ponto. Parâmetros Curriculares Nacionais, Diretrizes Nacionais para o Ensino de História e a ABNT não ditam nada na Wikipédia. Logo, quanto à manutenção de um artigo na Wikipédia, valem as diretrizes da Wikipédia - independente de terem ou não qualquer fundamentação legal/jurídica ou de contrariarem (ou não) os parâmetros curriculares, as diretrizes ou a ABNT... Aconselho basear a defesa do artigo nas regras da Wikipédia, pois é a elas que cabe definir o que permanece aqui. Eamaral (discussão) 05h12min de 2 de março de 2010 (UTC)

Caríssimo EAmaral, sobre sua colocação no "linha direta" tenho a ponderar que não há como não levar a discussão para o campo do pessoal, visto ser a segunda vez consecutiva que este mesmo editor (Algébrico) tenta eliminar artigos que eu bem estruturei, dentro das normas da ABNT, com citações de fontes fiáveis inseridas nas notas, bem contextualizados e levando em conta os parâmetros da boa academia brasileira, no tocante ao resgate da memória e à história do cotidiano. Devo ressaltar que, enquanto meus colegas, professores universitários, em uníssono, declaram-se contra a wikipédia (por princípio) e a desautorizam como fonte de pesquisa junto a seus alunos eu, pelo contrário, sempre defendi que deveríamos contribuir para melhorar a qualidade da mesma (tendo mesmo estimulado alunos da faculdade onde leciono a participarem do projeto, com bons resultados), no sentido de torná-la uma fonte de pesquisa legítima e atualizada, que realmente atenda as necessidades dos estudantes do ensino fundamental, médio e superior, sem o ranço positivista que editores como o supra-citado desejam que ela tenha. Começo a crer que eu estava enganado. Em relação às normas da wikipédia, quem sabe sejam estas mesmas normas que façam com que ela seja alvo da desconfiança do meio acadêmico... Entre as normas da wikipédia e a ABNT, LDB, Parâmetros Curriculares Nacionais e Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino de História, enquanto educador e acadêmico, sou obrigado a ponderar que devam prevalecer as normativas institucionais que regem a academia brasileira, ou seja, que regulamentam a produção e circulação de conhecimento científico em nosso país. Há de se levar avante esta discussão, pertinente ao destino do projeto e sua credibilidade nos meios acadêmicos. Att. Luiz Carlos Cappellano (discussão) 13h30min de 2 de março de 2010 (UTC)

  • Rapaz, alguém sabe dizer se o Wikilivros não aceitaria o ensaio? Porque, além de ser pesquisa inédita, a biografada parece que nunca exerceu de fato a pintura como atividade profissional (ou, do contrário, estaria ao menos referida na Enciclopédia Itaú Cultural). A Wiki é a única fonte. O pior é que o "caso" é idêntico a outro verbete criado pelo mesmo editor - com igual zelo e qualidade de edição, com farta e rica ilustração mas... igualmente baseado em fontes locais cuja relevância me parece também questionável, apesar das homenagens políticas feitas pela cidade de Jundiaí - que foi o Hugo Picchi. Uma pesquisa ao google nos retorna para um ator, que fez um cavalo na Turma do Cocoricó...

Trata-se de uma pequena confusão entre a relevância familiar e a relevância enciclopédica que, infelizmente, afetou uma boa pesquisa. Mas, nestes casos, não há muito o que fazer: a Wikipédia não pode aceitar um trabalho assim. Conhecer (discussão) 13h38min de 2 de março de 2010 (UTC)

  • Caro Conhecer, vale ressaltar que ao comparar Hermenegilda di Costanzo Sciamarelli com Hugo Picchi, lembrando que eu criei ambos os artigos, o raciocínio está correto apenas na medida em que ambos se inserem no esforço da recuperação da memória e do resgate da História do Cotidiano. Divergem porém, pois, ao contrário de Hermenegilda, não há como negar "relevância enciclopédica" a uma pessoa (Hugo) que é homenageada com o batismo de uma avenida, no município de Jundiaí-SP e de uma estrada, EM OUTRO MUNICÍPIO, Louveira-SP, tendo a sua biografia detalhada publicada no Diário Oficial de ambos os municípios e anais das respectivas Câmaras Municipais. Quanto ao ator Hugo Picchi, sobre o qual abundam citações na internet, trata-se de Hugo Picchi Neto, filho de Ugo Picchi Filho, portanto neto do primeiro Hugo Picchi. Há de se ponderar e pesar as situações, sabendo diferenciá-las adequadamente. Como não conferir "relevância enciclopédica" a uma pessoa que é homenageada em dois municípios, sendo nome de uma avenida e de uma estrada? Luiz Carlos Cappellano (discussão) 14h33min de 2 de março de 2010 (UTC)

[editar]Ainda realizando apontamentos sobre a mesma discussão (acima)

  • Caro Conhecer, INSISTO que meu trabalho está academicamente correto apenas porque, DE FATO ele está! Entendo perfeitamente o que vocês todos querem dizer, e sei das normas da wikipedia, mas, enquanto cidadão e enquanto profissional, me reservo o direito de discordar de algumas delas, usando de criticidade e competência, buscando uma flexibilização no sentido da evolução! Se não existisse flexibilização, e as normas fossem imutáveis e estáticas, ainda estaríamos escrevendo em papiros, ou até, quem sabe, desenhando garatujas nas paredes das cavernas! Para aprofundamento destas discussões, para além de repetir o tempo todo o clichê a respeito das “normas da wikipedia”, sugiro a leitura de: Revista Brasileira de História: História científica, história contemporânea e história cotidianaConstruindo a História no CotidianoCotidiano e história Local, além da legislação já citada. Att.Luiz Carlos Cappellano (discussão) 16h28min de 2 de março de 2010 (UTC)


Ainda sobre Hugo Picchi

Caro Editor,

Inicialmente agradeço a amabilidade/cordialidade de seu último contato, bastante mais esclarecedor do que os iniciais. A seguir, porém, me coloco a questionar a respeito do caráter "enciclopédico" ou "não-enciclopédico" de alguns de meus biografados na wikipédia. Se Hugo Picchi, apesar de ser nome de uma avenida em Jundiaí e de uma estrada em Louveira, de ter tido a sua biografia impressa nos anais de ambas as Câmaras Municipais, além dos Diários Oficiais de ambos os municípios, ainda pode vir a ser retirado da wikipédia, pela ausência de fontes secundárias a seu respeito, então, deveriam ser retirados também o pintor Arnaldo Mecozzi pois, ao menos ao que eu saiba, existe apenas um artigo em um jornal italiano sobre ele, os escultores Nicola Rollo e Luigi Brizzolara, pelo mesmo critério queHermenegilda di Costanzo Sciamarelli está sendo excluída, ou seja, a única publicação sobre eles, até há bem pouco tempo atrás, ser um artigo de minha autoria no webartigos... O que acabou acontecendo, no caso de Rollo e Brizzolara, é que o verbete na wikipédia alavancou uma onda de novas pesquisas sobre estes dois escultores, invertendo o processo, ou seja, as pesquisas vieram à partir do verbete e motivadas por ele. Este, para mim, seria um fluxo natural e perfeitamente possível, mas, diante das "sagradas normas da wikipedia", neste momento, apelo à coerência, ou seja: ou se eliminam todos os verbetes citados ou então devem ser todos mantidos, pois foram criados pela mesma pessoa e mediante as mesmas condições, com o mesmo nível de informação prévia. Se os editores estão se prestando ao papel de Inquisitores do Santo Ofício, eu me coloco no papel de penitente e me auto-delato. Luiz Carlos Cappellano (discussão) 17h45min de 2 de março de 2010 (UTC)


Adendos

  • Raivoso (passional) editor, pare por favor de apagar as ligações externas que são acrescentadas ao artigo!


189.61.244.106 (discussão) 19h03min de 2 de março de 2010 (UTC)

  • Caro editor, verificar que a Família di Costanzo também é citada em:
  • d'O POPULAR (Levantamento feito de anúncios). Edição especial comemorativa da primeira Festa da Uva de Jundiaí. Jundiaí, ed. de Hugo Olivato & Filhos, 1.935; com pesquisas diversas complementando dados e datas.
  • PEZZATO, Alessandra; MARTELLI, Márcio & RIVELLI, Rosângela Marques. Festa Italiana di Jundiai - 20 anos. Jundiaí. Ed. In house/ Vice Consolato D´Italia, 2007.

189.20.45.167 (discussão) 22h36min de 2 de março de 2010 (UTC)


Má fé do editor

Sobre Hermenegilda di Costanzo Sciamarelli, biografada por meu professor, acompanhei a discussão...

O editor fica apagando as ligações externas onde a biografada aparece:

189.20.45.167 (discussão) 23h01min de 2 de março de 2010 (UTC)

  • Não sei exatamente do que se trata, mas abri os três links acima e todos são clones do mesmo artigo correspondente na Wikipédia (vários sites copiam os artigos da Wikipédia, alguns citando afonte, outros não, para ter remuneração de anúncios), é evidente que não podem ser usados como fonte e devem ser retirados imediatamente do artigo, referências circulares ficam ótimas em contos de Jorge Luís Borges mas não podem e não devem ser utilizadas em artigos da Wikipédia. Leia Wikipedia:Cinco pilares e Wikipedia:Verificabilidade.---- Jo Lorib ->d 12h37min de 3 de março de 2010 (UTC)
Exato. Se o nome da biografada for removido das listas da Wikipédia, automaticamente esse editor fica sem "fonte" nenhuma. Aliás, é o que deverá ser feito, caso esta página seja mesmo eliminada por falta de referências. Yanguas diz!-fiz 17h54min de 3 de março de 2010 (UTC)
  • Agora vêm livros, os quais não há como conferir on-line. Não me surpreenderia se, assim como as fontes on-line, nem citassem a biografada. Yanguas diz!-fiz 19h44min de 3 de março de 2010 (UTC)


Seu voto contra Hermenegilda di Costanzo Sciamarelli

Olá Editor! Boa noite. Copio e colo para você também o que escrevi ao editor Algébrico...

Olá Algébrico (você é do ramo da matemática?). Qual o problema do professor Luiz escrever a biografia da avó dele? ANARQUISTAS GRAÇAS A DEUS da Zélia Gattai, conta a história da família dela e nem por isso deixa de ser um grande livro. Ao mesmo tempo, foi a filha de Dilermando de Assis, a escritora Dirce de Assis Cavalcanti, quem escreveu, em 1990, a sua biografia. A meia irmã Ruth, escreveu a biografia da mãe, Ana de Assis. Há centenas de historiadores que escrevem sobre suas pequenas localidades, suas famílias, sobre o cotidiano... Não há nenhum problema nisso! A história não é mais positivista! 189.20.45.167 (discussão) 21h32min de 5 de março de 2010 (UTC)

Eu acrescentaria também à fala anterior que é papel do historiador resgatar o panorama de uma época específica, na qual as pessoas estavam inseridas. A personagem histórica não existe destacada das condições sociais, políticas e econômicas da época na qual viveu! É o que nós esrudantes de história já aprendemos a chamar conjuntura histórica... O que está sendo feito nestas citações em que o senhor, arbitrariamente, diz que não se referem à biografada é situá-la dentro do seu próprio tempo e espaço. Pense nisso! 189.20.45.167 (discussão) 21h45min de 5 de março de 2010 (UTC)

Quanto ao editor yanguas... Sem comentários... Ele já começou dizendo/escrevendo que era tudo falso e que a biografada parecia a "mamma Bruscchetta" (depois se arrependeu e apagou)... Olha o nível... Depois vem falar em ofensas pessoais! Francamente... 189.20.45.167 (discussão) 22h01min de 5 de março de 2010 (UTC)


Concepções de História

Muitas pessoas (infelizmente sem direito a voto) estão acompanhando esta votação para ver qual a concepção de história vigente na wikipédia... 189.20.45.167 (discussão) 22h27min de 5 de março de 2010 (UTC)

Estamos torcendo pela dona Gilda! Alice Stein (discussão) 22h29min de 5 de março de 2010 (UTC)

  • Muitas pessoas acompanham a Wikipédia, estamos acostumados com grandes audiências. Respondendo esta questão e a do editor que postou como IP logo acima, informo que não temos nada contra escreverem biografias de suas avós, apenas não aceitamos que nos usem como hospedagem gratuíta. Outro aviso é para não tentarem burlar o sistema com várias contas com nomes diferentes, todos os dias apagamos esse tipo de artigo, conhecemos todos os truques, o único argumento que funciona são fontes fiáveis, o resto é esperneio.-- Jo Lorib ->d 22h44min de 5 de março de 2010 (UTC)

Criação e extinção da página (conforme registros da Wikipédia):

Esta página foi eliminada. Disponibiliza-se abaixo o registo de eliminações e de movimento para esta página, para referência.

 Abrir a página principal