Um coração igual ao de Deus - Esboço

 

LIÇÃO 1

“David – Um homem segundo o coração de Deus”


Introdução: Poucas são as pessoas mencionadas nas Escrituras que  compartilharam uma aproximação com Deus,  a qual  muitas outras não tiveram o privilégio de viver.

•    Enoque – Caminhou com Deus e, aparentemente, não passou pela morte.
•    Moisés – Desde então, não voltou a haver um profeta como Moisés, em Israel., ao qual o SENHOR conhecia face a face (Deut. 34.10).
•    David – é descrito como “um homem segundo o coração de Deus”. Que grande  cortesia!

    Encontramos em I Samuel 13 e 14 e em Actos 13.22 as citações sobre David como um homem segundo o coração de Deus.
    É difícil imaginar um elogio mais elevado, saído da boca de um ser humano, como este. Não posso imaginar um desafio maior do que moldar o nosso coração e o dos nossos filhos segundo o coração de Deus. Não posso imaginar um serviço mais importante que eu possa prestar à igreja do que ter um coração igual ao de Deus.
    É óbvio que havia algo a respeito de David e do seu coração que Deus queria que víssemos e aprendêssemos. À excepção de Cristo, nenhum outro tem tantos textos dedicados à sua vida e obra como David.

I. O que sabemos a respeito de David?                                                                                            1.    Ainda que os actos de David não tenham sido todos correctos, o seu coração, esse sim, foi.
A)    Ele cometeu vários erros e pecados, contudo não restam dúvidas que o seu coração pertencia a Deus.
B)    Se o seu coração pertence a Deus, também você lhe pertence. E é isso que Deus quer.
2.    Foi por causa de David que Deus teve misericórdia e abençoou os seus descendentes durante séculos. Imagine Deus abençoando várias gerações que estavam por nascer, porque o seu amor por Deus, a sua fidelidade e coração pertenciam a Deus.

II. A história de David e a formação espiritual do seu coração                                                        Tudo começa com a história de Rute e Noémi.
1.    Rute 4.21,22 – Salmom gerou a Boaz, Boaz gerou a Obede, Obede gerou a Jessé, e Jessé gerou a David.
A)    Esta não é apenas uma lista da sua genealogia. Estas três pessoas andaram por fé e provaram a benção e o amor de Deus.
B)    Desde menino que David, provavelmente, escutava histórias de Noémi e de Rute, sobre como Deus as ajudou e abençoou. Não é?
2.    Talvez, desde muito cedo, David conhecesse a Deus (de uma maneira que ninguém conhece em toda a sua vida), tendo aprendido a ter confiança absoluta no Senhor.
     Escutar histórias sobre Noémi e Rute e outras mais, deve ter causado uma impressão        positiva no coração de David.
3.    Isto quer dizer:
A)    Avós – Vocês têm uma história para contar aos vossos netos. O vosso exemplo e influência significa tudo para eles. As vossas histórias, sobre como Deus vos tem abençoado, terão um grande impacto em seus delicados corações.
B)    Pais – Nada do que fazemos na vida é mais importante do que tentar desenvolver, treinar e modelar o coração dos vossos filhos para que tenham um coração segundo o coração de Deus.

4.    Na época em que nasceu David, as raízes da fé eram muito profundas na sua família. As histórias seriam as mesmas se Obede ou Jessé tivessem falhado na sua fidelidade? 

A)  Se você é o primeiro crente na sua família, ou se faz parte de várias gerações de crentes, o importante é preparar seus filhos para servirem e amarem a Deus.                                                  5.  Entendemos que quando se trata de criar filhos não há garantias. Mas há algumas                    coisas que todos os pais cristãos podem fazer para assegurarem um êxito maior na                    formação espiritual das crianças.                                                                                                  A)   Seja um bom exemplo - tenha a certeza de que põe em primeiro lugar as coisas mais importantes na sua vida e no seu lar.                                                                                                               B)    Conte aos seus filhos, várias vezes, as histórias do amor de Deus e as bênçãos recebidas em sua vida.                                                                                                                                          C)     Ore com fervor para que Deus ajude as crianças a crescerem fortes na fé e a possuirem um coração segundo o coração do Criador.

III.  O que é que David sabia sobre Deus, que passou a ser o principal objectivo da sua vida?            (Ler Salmo 1)
1.    Seria coincidência o facto deste Salmo ser o primeiro dos 150? (Penso que David quis que assim fosse).
2.    Este Salmo descreve e exorta à lealdade e, também,  a uma aliança com Deus que nada possa destruir.
3.    O coração de David sempre pertenceu a Deus. Quando se possa dizer a mesma coisa de mim e de você, então, estaremos precisamente onde Deus quer que estejamos e levaremos gozo ao coração de Deus e bênçãos a todos que conhecemos.
 

LIÇÃO 2

Um coração igual ao de Deus – Um coração leal

Introdução: Quando perguntaram a Cristo: “Qual é o grande mandamento na lei?”. Sem hesitar, Jesus respondeu: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento”. Por outras palavras, isto significa ser leal a Deus.
Por que é que amar a Deus de todo o coração é o mandamento mais importante? Porque tem a ver com amar, servir, agradar a Deus todo o tempo e não só parte do mesmo. Deus é dono do seu corpo, alma e mente – tudo o que você é.                                                                                                          Um coração que é segundo o coração de Deus, é leal. Que quer dizer ser leal?

I. Lealdade significa não permitir que alguém tire do seu coração a Deus, ou ocupe o seu lugar de Deus em seu coração.

1.    Lealdade quer dizer que és fiel a Deus – Deus está em primeiro lugar.                                          A)    A minha aliança com Deus vem antes dos prazeres e das coisas materiais.
B)    A minha aliança com Deus não se altera quando  em minha vida há dor, sofrimento ou desgostos.
C)    A minha aliança com Deus permanece, apesar do que digam ou façam as pessoas.
2.    Esta é uma das maneiras que Satanás usa para roubar o coração do povo de Deus.

A)    O prazer, a ambição material, a prosperidade, a imoralidade sexual e a cobiça são armas poderosas usadas por Satanás para afastar as pessoas de Deus.
1.    Isto quase aconteceu com David. (O seu encontro com Bate-Seba).
2.    José é um bom exemplo de alguém cujo coração não se afastou de Deus por causa de tentação sexual.
B)    A ambição material – I Tm. 6.7-10.
1.    A atração por “pastos verdes” e boa vida levou Ló a escolher viver perto de Sodoma. Isso saiu-lhe demasiado caro. Acabou perdendo praticamente tudo quando Deus destruiu Sodoma e Gomorra (Gn. 13, e 18-19)
2.    Salomão tinha tudo, mas no desejo de obter mais, perdeu algo com Deus (Ec. 2.1-11).
3.    O jovem rico – as suas possessões o separavam de Deus (Mt. 19.16-22).
C)    A força dos desgostos e desilusões.                                                                                        1.   Perdas dolorosas e crises inesperadas acontecem – até mesmo às pessoas muito boas, a cristãos fieis. Ás vezes sua fé se debilita e se afastam de Deus. Crêem que Deus  não é justo porque não responde às suas orações (ou seja, não responde da forma como crêem que deveria responder), portanto, afastam-se de Deus e negam a sua fé. Sacrificam a sua lealdade.                                      D)  Satanás tem utilizado a perseguição e o sofrimento para destruir a lealdade do povo de Deus. O sofrimento, a perseguição e a perda não deve destruir a fé. Isso tão somente revela quão fortes e leais nós somos.                                                                                                                                   1.    A história de Policarpo – líder da igreja  de Esmirna, queimado vivo em 160  D.C.
2.    Os três amigos de Daniel revelam uma fé que é leal, literalmente até à morte.

II. Foi esse tipo de lealdade que fez com que Deus se aproximasse das pessoas-chave no Antigo  e no Novo Testamentos.                                                                                                                      1.    Noé – era um bom homem, santo, vivendo numa época não santa. Deus sabia que podia depe4nder de Noé  para a construção da arca, a fim de que fosse construída segundo as intenções de Deus. Isto é lealdade, ou fidelidade.
2.    Abraão – Deus elegeu Abraão, não porque fosse perfeito ou porque tinha uma fé perfeita. Elegeu-o porque podia depender dele para cumprir os seus propósitos – até ao ponto de oferecer seu filho como sacrifício (Gn. 22) Isto é lealdade.
3.    Todos os nomeados em Hebreus 11 foram pessoas fieis a Deus – não perfeitas, mas sim fieis.
4.    Os doze apóstolos estavam longe de serem perfeitos, mas foram fieis a Cristo. Eram seguidores persistentes e cumpriam as suas instruções.
5.    Isto nos recorda – o que Deus espera dos seres humanos é melhor descrito, não na perfeição, mas sim na fidelidade. Procura pessoas responsáveis, aconteça o que acontecer, pessoas fieis.
A)    Foi aqui onde o rei Saul falhou. Ainda que David tenha cometido mais pecados, era leal. David foi fiel; Saul não!
B)    I Sam. 15 revela o fracasso de Saul em fazer a vontade de Deus. Tinha instruções para não se apoderar do despojo, mas ficou com o melhor do gado, etc. E com o rei Agague. Do ponto de vista humano, o que Saul fez, faz sentido; ficou com o melhor do gado. Mas, segundo Deus, ele não foi fiel.

III. A nossa pergunta: Deus pode depender de você, sendo-lhe fiel?                                               1.    O que é que controla seu coração e sua vida? Serão os desejos da carne, os bens materiais, a prosperidade? Será algum ponto de vista humano ou você confiará nos mandamentos de Deus?
2.    Para seguir as instruções de Deus é necessário saber quais são. Devemos ler, estudar e seguir a Palavra de Deus ou jamais seremos fieis a Ele.
3.    É muito importante ter muito respeito pela Palavra de Deus. É o nosso guia em tudo, aplicada e entendida corretamente (II Tm. 2.15).
4.    Encontramos tudo  isto nos Salmos de David.
A)    Ele dá glória a Deus pela sua Palavra e reafirma os seus compromissos de viver segundo a sua vontade.
B)    Anima outros a conhecer, amar e a seguirem a Palavra de Deus.
5.    Assim como David, nós nunca chegaremos à perfeição, mas podemos ser fieis a Deus, e isto é o que Deus mais quer; corações fieis.  

LIÇÃO 3
 
Um coração igual ao de Deus – Características de um coração leal


Introdução: Ter um coração igual ao de Deus, podemos resumir numa só palavra: leal. O que Deus espera dos seres humanos não é tanto a perfeição (ainda  que devamos ter como meta uma vida sem pecado, assim como Cristo). Deus procura corações leais.
    Como se pode melhor descrever um coração leal? Quais são as características de um coração leal?

I.    Um coração leal conhece a Deus – sabe e compreende o coração e a vontade de Deus (Jeremias 9.23,24)                                                                                                                                     1.    Alcançar coisas que não interessam a Deus, revela que não o conhecemos e que não nos interessamos por ele.
A)    Há pessoas inteligentes, com todo o tipo de conhecimentos, diplomas, mas que não conhecem a Deus nem tentam agradar-lhe ou honrá-lo (Um dos lugares mais perigosos do mundo actual são as universidades. Os professores parecem desfrutar em destruir a fé dos jovens).
B)    Muitos ricos crêem não depender de Deus. Crêem que já têm tudo e para toda e qualquer situação.
2.    Muita teologia (estudo de Deus), pregação e religião não revelam um conhecimento de Deus e da sua vontade.
A)    Com freqüência, a religião faz com que as pessoas se sintam felizes, mas não faz com que vivam melhor ou façam a vontade de Deus.
B)    Muitos que dizem falar por Deus já não advertem as pessoa sobre o inferno; desanimam as pessoas sobre crer no que a Bíblia diz. Isto para Deus é uma abominação (Assim como a homossexualidade).
3.    O que é que Deus diz  em Jeremias 9.23-24?                                                                          A)    Que devemos amar o que Deus ama e amar como ele ama. Tratar as pessoas com justiça e respeito. Mateus 23. 23,24 diz: “... e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça,  a misericórdia e a fidelidade” (fé)
B)    Miquéias 6.8: “andes humildemente com o teu Deus”, começa quando honramos e respeitamos (obedecemos) o que diz a sua Palavra.

II. Um coração leal é aquele que confia em Deus e em suas promessas.                                           1.    David é ungido como rei em I Sam. 16. O capítulo seguinte fala sobre quando ele enfrentou Golias. David enfrentou Golias com valentia, como resultado da confiança que tinha em Deus. Deus esteve com ele no campo de batalha.
2.     Depois, David esperou vários anos para ser rei. Teve a oportunidade de matar a Saul e fazer-se rei, mas não o fez. Decidiu esperar que Deus se ocupasse de Saul e o fizesse rei.
3.    Daniel e os seus três amigos tinham uma enorme fé em Deus que os protegeria e ele assim o fez.
4.    Um dos temas mais repetidos nos Salmos, relaciona-se com a idéia da confiança em Deus. Exemplo: Salmo 23.
5.    Qual foi o verdadeiro problema na entrada da terra prometida? (Num. 13-14). O verdadeiro problema estava no facto de que eles não confiavam na promessa de que Deus estaria com eles e lhes daria a terra. Não havia lealdade para com Deus em seus corações (o que também explica porque se separaram de Deus).

III. Um coração fiel deleita-se em adorar a Deus.                                                                           1.    Muita gente, hoje, arranja desculpas para não adorar. Se você prefere alguma outra coisa em vez de adorar  e estar com Deus, isso revela que algo é mais importante para si do que Deus. Isso não é nem mais nem menos do que idolatria.
2.    Um coração fiel compreende o seguinte:                                                                                 A)    Deus é digno de que o adoremos e louvemos. Não está certo deixar de reconhecer e agradecer ao Criador e dador de todas as bênçãos.
B)     Todos adoramos alguma coisa: Se não se adora a Deus, então outra coisa estamos adorando e isso é idolatria.
C)    Desenganos e desânimos  não justificam a ausência da adoração. Isto revela falta de fidelidade a Deus.

IV. A nossa pergunta é: Será que o seu coração reflecte as características da lealdade? Há alguma coisa em sua vida que necessita de ser mudado para ter um coração que seja fiel a Deus?


LIÇÃO 4 
 
Um coração igual ao de Deus – Um coração que rejeita o pecado


Introdução: Um coração como o de Deus amará as coisas que ele ama e o amará como ele ama. Também odiará o que Deus odeia. “Há seis coisas que o Senhor detesta; sim,  há sete que ele abomina” (Prov. 6.16-19).                                                                                                             Há coisas que não são incompatíveis com Deus. Há outras coisas que Deus rejeita, coisas que lhe revoltam o estômago. É uma linguagem forte, é como se não se pudesse associar a palavra “ódio” a Deus. Para nós, uma melhor definição de “ódio” seria: rejeição, desgosto ou ira.

I. Um coração igual ao de Deus desenvolverá o mesmo espírito – que rejeita as mesmas coisas que Deus rejeita.
1.    Para actuar assim, devemos aprender a ver o pecado tal e qual ele é: algo impuro e feio. Algo repugnante, que causa desgosto e enferma.
A)    Se pudéssemos aprender o que é o pecado, não veríamos tão só algo de mal ou desagradável – é algo repelente.
B)    O nosso dilema: alguns pecados que outros cometem são desagradáveis, mas os que eu cometo são inocentes.
2.    Eis o que diz a Escritura: “Aborrecei (odiai) o mal e apegai-vos ao bem” (Rm. 12.9).
A)    Aborrece: alguma coisa que você detesta ainda que em pensamento, muito menos praticá-lo. Uma mágoa intensa, tão grande que evitas por qualquer preço.
B)    Barclay (comentarista) diz: “O que muitos odeiam não é o mal, mas sim as suas conseqüências”. Ser surpreendido e pagar a multa, suportando as conseqüências, isto é o que as pessoas odeiam.
3.    Evita o pecado pela repugnância do mesmo ou porque receia ser surpreendido e ter que enfrentar as conseqüências? Isto nos conduz a algumas perguntas fundamentais:
A)    Você está tentado a esconder os seus pecados ou aborrece e tenta evita-los?
B)    Por que evita pecar? Porque teme as conseqüências ou porque ama a Deus e quer honra-lo, confiando em sua Palavra?
C)    Se estivesse seguro que não seria apanhado a pecar, continuaria no pecado, desfrutando disso? (Se é assim, então o seu coração não é como o de Deus).
4.    Assim entendeu José: a tentação envolvendo a mulher de Potifar não era somente alguma coisa inofensiva. Era pecar contra Deus. A idéia do pecado, em si mesma, era inadmissível para José (Gn. 39.9).
A)    Necessitamos de aprender a desenvolver o mesmo espírito que tinha José.
B)    Por exemplo: O que é a pornografia? É algo inofensivo. Alguém se despe da sua dignidade e se vê como um objecto e não como uma pessoa, a qual é destorcida pela percepção  de uma fantasia não realista que prejudica o que é real em sua vida. Aos olhos de Deus isto é repugnante, desagradável e asqueroso.

II.    Uma lista do que Deus odeia, que lhe é repugnante, fastidioso e asqueroso – Prov. 6.16-19.     1.    Olhos altivos: orgulho, o que nos torna mais preocupados com o que queremos do que com aquilo que Deus quer.
2.    A língua mentirosa: engano, algo igual ao que fez Satanás e não Deus. Isto não é só asqueroso para Deus, mas também deve ser repugnante para nós.
3.    As mãos que derramam sangue inocente: assassinatos e abortos.
4.    O coração que maquina pensamentos iníquos: planear como pecar, sem que seja descoberto, evitando consequências negativas.
5.    Pés que se apressam a correr para o mal: em vez de se incomodar com o pecado, evitando-o por ser prejudicial à sua vida espiritual, apressa-se a participar dele. Isto denota uma vida espiritual que caminha na direcção errada. Isto também Deus aborrece.
6.    Testemunha falsa que profere mentiras: ou seja, condenar o inocente e justificar o culpado. É uma traição à justiça de Deus.
7.    O que semeia contendas entre irmãos: incita à discussão e à divisão. Não é um pacificador.
8.    Advertência: Tudo acima mencionado esteve presente na crucificação de Cristo. É por isso que Deus odeia tudo isto.

III. O Novo Testamento menciona tudo o que desagrada a Deus.                                                     1.    Eis o que nunca deve haver em nosso coração. Cristo diz que isso nos contamina.
2.    Devemos aprender a ver a realidade do pecado. Não importa a sua aparência; se temos um coração como o de Deus, não nos deve tentar. Em vez de nos tentar, deve desagradar-nos, causar repugnância. 

 

LIÇÃO 5
 
Os que colaboram para que desenvolvamos um coração igual ao de Deus



Introdução:  Ultimamente, uma nova palavra para um conceito antigo se tornou popular. É a palavra mentor,  que significa: ajudar uma pessoa a crescer  e a atingir todo o seu potencial. Antigamente, dizíamos; fazer discípulos. Ambas são boas e necessárias para a igreja.

Não importa como você diz. Trata-se de algo que é bom e esperamos que cada um possa encontrar alguém que o anime, desafie e empurre para que desenvolva todo o seu potencial espiritual e humano.

No que diz respeito a ter um coração igual ao de Deus, temos necessidade de pessoas que nos ajudem, na vida,  a conseguir isso. David tinha essas pessoas que o ajudaram a manter o seu coração igual ao de Deus.

I. As pessoa na vida de David que o ajudaram a ter um coração igual ao de Deus:                             1.    As muitas gerações dos seus antepassados mencionados na lição 1, começando com Noemi, Booz e Rute (David tinha um coração dedicado a Deus desde menino).
2.    Jônatas: Possivelmente, o seu melhor amigo.
A)    Um amigo fiel, de confiança, leal.
B)    Era uma lembrança viva na prática da vontade de Deus.
3.    Natã, o profeta.
A)    Enfrentou David depois do seu pecado com Bate-Seba e o ajudou a redimir a sua alma. Todos temos necessidade de pessoas assim.
B)    Depois de pecar, David fingia que não havia problema algum e que tudo estava bem. Se tivesse continuado assim, para o resto da sua vida, ele não seria uma benção e motivo de prosperidade para o reino.
C)    Ninguém gosta de ser chamado à atenção e ser corrigido, mas é necessário para que sejamos melhores. Isto é muito importante.
D)    A verdade é que ninguém está imune ao pecado. A amizade com Natã o ajudou. Graças a Deus que David o escutou.
E)    Eis aqui o princípio e o mandamento de Gl. 6.1,2: “Irmãos, se um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu não sejas tentado. Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo”.

Citação de Gene Getz, do seu livro “Building up one another” (Edificando uns aos outros): “Não há sinal de amor maior do que estar pronto para arriscar a recusa e perda da amizade. E se a advertência é feita  com um espírito correcto, usando um método apropriado, a pessoa que não esteja vivendo uma vida digna do evangelho de Cristo, normalmente sabe que está arriscando. Mesmo que a pessoa não o admita naquele momento, no mais profundo do seu coração sabe isso. Algum dia, provavelmente, lhe agradecerá pelo seu amor” .

II. O que fazem os mentores espirituais ou amigos verdadeiros:                                                      1.    Sempre nos dirigem para Deus e sua vontade.
2.    Ajudam-nos para termos uma vida melhor, sermos melhores e mais espirituais.
3.    Quando é necessário nos admoestam e enfrentam.
A)    Isto não deve ser para humilhar, mas sim para nos ajudar a recobrar a vida espiritual.
B)    O propósito de um verdadeiro convívio, não é somente comer juntos e divertirem-se. É reunir para nos ajudar a viver para Deus. É para nos ajudar a libertarmo-nos de tentações e pecados. É para sermos ajudados a desenvolver um coração igual ao de Deus. Devemos estar sempre com pessoas que nos ajudam.
4.    Sentem gozo e celebram as suas vitórias e não o abandonam nas derrotas.
5.    Oram fervorosamente pelos que animam e aconselham.

III. Um princípio neotestamentário encontra-se nas passagens do tipo “uns aos outros”.                     1.    Ninguém pode ser bem sucedido vivendo isolado e só.
2.    Todos temos necessidade de pessoas que nos ajudem a ter um coração igual ao de Deus.
3.    Necessitamos de uma pessoa santa que nos auxilie a desenvolver uma mente igual à de Deus.


LIÇÃO 6
 
Um coração igual ao de Deus – O diagnóstico real de um coração


Introdução: A tecnologia de hoje é incrível. Com o uso de estetoscópios, microscópios, laparascópios, MRI, etc., a medicina interna tem sido facilitada. Todo o diagnóstico é feito sem incisões.
    E no que se refere ao nosso coração espiritual? Como podemos conhecer a sua condição?

I.    Analisar o coração pode ser difícil. Ver Jer. 17. 9,10.
1.    Vs. 9 – O coração pode ser enganoso: aparenta ser mais são do que realmente é.
A)    Os fariseus: Tinham a aparência de ter bom coração, justos, mas a maioria era para se salientar (Mat. 6.1-18). A sua aparência espiritual era enganosa.
B)    Uma das razões porque não devemos julgar é que podemos ser enganados pela aparência. Não se pode conhecer o coração de outra pessoa. Somente Deus o pode fazer.
C)    Alguns dos fariseus eram sinceramente enganadores (pensavam que eram espiritualmente mais sãos do que eram na realidade). Quando Cristo lhes fez o diagnóstico, o rejeitaram e não se arrependeram.
2.    Vs. 9 – Há corações muito enfermos e incuráveis.
A)    Em todos os profetas lemos a respeito de pessoas com corações endurecidos. Eram  teimosos, insensatos e não queriam mudar. Não havia nada que Deus pudesse fazer para os ajudar.
B)    A esse tipo de pessoas pregou Jeremias (18.11,12).
3.    Vs. 10 – Deus faz o seu próprio diagnóstico. Ele conhece a condição do nosso coração. Ninguém o engana.
A)    O que precisamos é de analisar o nosso coração como Deus o faz.
B)    A Palavra de Deus é para nos ajudar a saber qual é a verdadeira condição do nosso coração. Devemos ser honestos com o que lemos e vemos em nossa vida.

II. Sintomas sérios de um coração doente.                                                                                      1.    A Escritura identifica as várias coisas que revelam um coração infectado, cuja condição é séria ou fatal. Cada lista de coisas boas revela um bom coração e a lista de coisas más revela um mau coração.
2.    Note Marcos 7.1-23: Aqui estão algumas coisas que revelam um coração doente. (20-23)
A)    Primeiro; ver como começa a discussão. Repreendem a Cristo porque não lavava as mãos segundo o costume dos anciãos. O primeiro problema revela que eles tinham colocado as suas tradições ao mesmo nível das Escrituras inspiradas. E condenavam a todos os que violavam as suas tradições.
B)    Há que fazer uma pergunta: Por que fazemos o que fazemos? Por vezes não é nada mais do que uma rotina, uma tradição e não sabemos porque o fazemos!
C)    As tradições não são más, mas condenar os outros por não participarem delas, isto está mal. Isto nos torna iguais aos fariseus.
D)    As tradições não são más , mas há que ser honestos e amadurecer para admitir que às vezes necessitamos de substituir velhas tradições por novas (métodos, formas de fazer as coisas) que nos ajudem a comunicar o evangelho de uma maneira mais eficaz.
3.    Em Marcos 7. 1-20, os fariseus estavam a rejeitar e a condenar a Cristo porque ele era diferente. Como Cristo, nós temos que aprender a olhar mais para além do exterior de uma pessoa para ver a sua alma (Como você reagiria perante uma pessoa coberta de tatuagens que quisesse assistir ao culto?).
4.    Marcos 7.20-23: Esta é uma boa lista para verificar a nossa situação. Sente algum destes sintomas  de enfermidade do coração em sua vida?

III. Perguntas para nos ajudar a conhecer a verdadeira condição do coração.                                     1.    Como você reage às correcções e necessidades de mudança?
A)    Escuta e considera honestamente ou recusa-se a escutar qualquer coisa que seja deferente da sua maneira de pensar?
B)    Segundo a sua reacção, será revelado se você tem um coração orgulhoso, duro, ou suave e adaptável.
2.    Está satisfeito com o nível de espiritualidade actual ou tem sede de crescer em conhecimento e aproximar-se mais de Deus? Caminha com Deus ou em redor de Deus?
3.    Será que a sua oferta reflete um coração dedicado às coisas espirituais do reino de Deus? (Não há coisa mais correcta para revelar a condição espiritual do coração do que a quantidade que damos).
4.    As suas orações e adoração – São simplesmente rotinas e hábitos? Você ora e adora com vontade e intensidade somente quando precisa ou quer alguma coisa? Somente quando há problemas e crise em sua vida?
5.    A graça e a misericórdia enchem o seu coração?
A)    Está sempre pronto para perdoar ou para se vingar? Ou guarda rancor até que alguém lhe pague na mesma moeda?
B)    Você preocupa-se em dar a sua opinião e sair com a sua sem se importar a quem ofende ou quanto prejuízo causa, ou centra-se nas coisas com um espírito de amor, paz e paciência?
C)    A graça, a misericórdia e o amor são, para si, simplesmente palavras, ou definem o Espírito de Deus vivendo em sua vida?
Conclusão: Você pode, de verdade, dizer que o seu coração está a ser moldado para ser igual ao de Deus?
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