A felicidade na paz

Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.  

Mateus 5:9

Sempre que o mundo tem sido mundo tem existido guerras. Tudo começou fora do jardim de Éden quando Caim, um dos filhos de Adão e Eva, movido pela inveja, matou a seu irmão Abel. Os seres humanos sempre guerrearam, tanto antes como atualmente, simplesmente porque isso tem sido algo intrínseco no caráter de algumas pessoas.

Cristo profetizou que sempre teríamos guerras, ao dizer estas palavras: “Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. 7 Nação se levantará contra nação, e reino contra reino”. (Mateus 24:6-7)

Alguém afirmou que nos últimos quatro mil anos temos vivido menos de 300 anos de paz. Agora perguntamos, seria essa paz a nível universal? Quase sempre que vemos as noticias pela televisão ou lemos o jornal temos noticias de guerras em alguma parte do mundo. Quando escrevi esta mensagem estávamos em suspense esperando a decisão de começar a guerra contra Iraque. Agora já fazem mais de 5 anos e talvez terminemos em 2011. Deve ter algo errado num mundo que tem uma paixão tão grande à destruição e a morte.

O inventor da bomba atômica, o Dr. Roberto Oppenheimer, deu uma entrevista na qual lhe perguntaram: “Existe alguma maneira de defender-se dessa nova arma de guerra, essa bomba destruidora? O doutor Oppenheimer respondeu laconicamente dizendo: “Sim”. Então lhe fizeram outra pergunta: “E qual seria tal defesa?” As pessoas presentes aguardavam sua resposta com interesse, até que ele finalmente respondeu: “A paz”.

A paz
É difícil crer que depois de tantos séculos de viver na terra ainda a mentalidade do ser humano, quanto à paz, seja similar à dos povos bárbaros. Todo o mundo está procurando uma maneira de acabar com as guerras e obter a paz. Porém, esse alvo está muito longe de ser alcançado.

Os seres humanos em todo o mundo andam numa busca incansável de conseguir a paz. Qualquer pessoa daria qualquer coisa para obter a paz, uma paz que fosse satisfatória, que preenchesse o vazio interno. Também procuram a paz mundial, paz que une as pessoas em vez de dividi-las, uma paz que poria ponto final a todas as contendas e batalhas.

Há quem acha que a paz se consegue através de possessões, mas a humanidade não encontra a felicidade no dinheiro. Outros pensam que haveria paz se todas as armas de fogo fossem destruídas. Então, como justificaríamos a Caim, que matou a seu irmão sem um revolver ou um rifle? O problema é mais profundo e se encontra no coração dos seres humanos.

Outros crêem que a paz se encontra no álcool ou nas drogas. Alguém disse que tanto o álcool como as drogas são uma fuga ao nada. Outros crêem que se acumulam conhecimentos poderão desfrutar a paz. Esses procuram obter todos os títulos que podem encontrar, sem o mínimo interesse em desempenhar tal função em beneficio da sociedade.

Existem pessoas que procuram a felicidade nas grandes religiões do mundo e chegam a participar das seitas mais exóticas ou dos cultos mais excêntricos. Mas tampouco ali alcançarão a paz. Temos procurado a paz nos lugares mais distantes e mais profundos sem encontrar nada satisfatório. Algumas coisas nos ajudam a esquecer a realidade por algum tempo, mas ao voltar, o sofrimento é mais intenso e o vácuo mais profundo.

O príncipe da paz
Cristo, descrito nos evangelhos da Bíblia Sagrada, é o único que pode dar-nos a paz “que excede todo entendimento”, nos ensina que sem estar em paz com Deus é impossível obter a paz no mundo. Isso é um fato comprovado.

Quando a nave espacial Apolo II foi enviada à lua, seu lema era: “Viemos numa missão de paz por toda a humanidade”. Esse lema está gravado numa placa que os astronautas deixaram no Mar da Tranquilidade, na superfície lunar. Os astronautas encontraram uma paz absoluta na lua por um motivo simples: nenhum ser humano tinha estado lá antes deles.

Paz através da graça
Escrevendo à igreja romana, o apóstolo Paulo lhes recorda que: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, 2 por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.” (Romanos 5:1-2)

As pessoas que não conhecem a Bíblia crêem que Deus é um juiz tirano e vingativo, sempre procurando qualquer pecado em nós para lançar-nos no inferno. Se temos essa idéia de Deus não poderemos conceber que ele nos ama e nos quer salvar. Ele sacrificou a seu próprio Filho por nós, para ensinar-nos seu grande amor à humanidade. Todavia não cremos que ele nos ama o suficiente para salvar-nos sem que tenhamos que chegar à perfeição. Isso é algo impossível para nós porque somos por natureza imperfeitos.

Cristo disse: “Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês”. (Mateus 5:48) Porém esta passagem tiram-na fora de seu contexto que é o amor. Nas passagens que a precedem Cristo está falando sobre o amor. Sempre que há um portanto numa passagem devemos ler os versos anteriores  porque essa é a maneira que os escritores bíblicos resumiam seus pensamentos.

Voltando à passagem de Romanos 5, podemos concluir que nossa salvação é por graça. É por nossa fé que Deus nos salvará. (Estou me referindo aos que já se converteram). Este pensamento nos preenche de paz.

A ciência não pode dar-nos a paz
Conheço a muitos psicólogos e alguns psiquiatras que unem seus conhecimentos científicos a seus princípios cristãos e tem ajudado a muita gente com seus problemas emocionais e mentais. Um amigo psicólogo disse que a maioria dos casos que ele trata tem suas raízes na falta de segurança e estabilidade. Porém, nem a segurança nem a estabilidade podem substituir a paz interior que só Deus pode dar. Alguém disse que os psiquiatras que não crêem em Deus não tardarão em consultar-se uns aos outros. Sem a paz com Deus não é possível conseguir a paz. Em Efésios 2:14 lemos que Cristo é nossa paz.

A ciência levou o ser humano à lua e agora está estudando os planetas, começando com Marte; mas, com todos seus avances não pode dar-nos paz. O conhecimento de como e porque funcionam as coisas no universo não é tão importante como o conhecimento e a fé naquele que criou o universo, o Deus todo poderoso.

Onde se origina a paz?
A bem-aventurança diz que a felicidade a tem os pacificadores. As Organizações das Nações Unidas, em Nova York, conseguiram evitar muitas guerras. Através de pessoas especializadas que fazem negociações entre nações em conflito e conseguiram a paz em muitas nações do mundo. Porém, o pacificador, a que se refere Cristo, começa fazendo as pazes com Deus. As pessoas que durante grande parte de sua vida tem lutado para manter-se longes de Deus, um dia, com o coração quebrantado concluem que já não é possível viver sem ele.

O conhecido rei David, do Antigo Testamento, também era conhecido em sua época como um grande guerreiro. Muitos reinados se renderam à poderosa espada de David e seu exército. Foram tantas as conquistas de David e tanto sangue derramou nas guerras que Deus não lhe permitiu construir seu templo. Porém, o mesmo David escreveu: “Em paz me deito e logo adormeço, pois só tu, Senhor, me fazes viver em segurança.” (Salmos 4:8)

Viver sem Deus é como querer tocar um disco musical sem que o orifício do mesmo esteja bem posto no estéreo. Poderá fazer ruídos ou riscar o disco, porém produzir a melodia gravada originalmente no disco não se consegue. Uma vez que centramos nossas vidas em Deus tudo o mais toma seu devido lugar e viveremos em harmonia.

É uma entrega total
O conhecido autor cristão escocês, Osvaldo Chambers, é de opinião que não é possível que um cristão possa crescer na fé sem uma entrega total. O escritor fala de um abandono total no amor e na graça de Deus. Como disse a rainha Ester quando estava para arriscar a vida, ao tentar salvar o povo judeu: “Se eu tiver que morrer, morrerei”. (Ester 4:16). Se trata de uma confiança total e sem voltar atrás que Deus cuidará os seus.

Uma vez dispostos a fazer a vontade de Deus, entregando-nos a Cristo, agiremos como o próprio Cristo agia, pensando como ele pensava. Viveremos fazendo-nos esta pergunta: “Em meu lugar, que faria Cristo?”

Se você ainda não se entregou, ou não se rendeu a Cristo, não pode desfrutar a paz nem tampouco ser um pacificador. O verdadeiro pacificador tem paz com Deus. Faça a paz com Deus hoje mesmo!

Perguntas para a meditação e recapitulação:

1. Como você se sente ao saber da existência de guerras?

2. Porque não há paz na terra?

3. A quem a Bíblia chama de “Príncipe da paz”?

4. Que é o que falta à ciência para dar-nos paz?

5. Quando obtemos paz no coração, teremos a consciência tranquila?

6. Até que ponto devo entregar-me a Deus para obter paz?

7. Qual é a pergunta adequada quando não sabemos como agir?

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