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Baldwin AS616E

            A Rede de Viação Paraná Santa Catarina adquiriu locomotivas Baldwin DRS-1600HP, popularmente conhecidas como AS616-E, iguais as da EFCB em bitola métrica, encomendando cinco unidades em 1953, que foram fabricadas em junho de 1954, mas que não se adaptaram ao traçado sinuoso das suas linhas, havendo sido então trocadas com a Estrada de Ferro Sorocabana por locomotivas Cooper Bessemer C+C, mais leves e aptas as linhas da RVPSC.


 Núm. SIGO  Núm. Serial  Data de fabric.  Entr. em oper.  Ferrovia Original  Núm. Orig.  Ferrovia 2° Transf.  Núm. 2ª Transf.  Obs.
 3415  75769
1953
RVPSC
60
EFS 3415
Baixada na dec. 70
 3411 75770
1953
RVPSC
61
EFS 3411 Baixada na dec. 70
 3412  75771
1953  RVPSC 62
EFS 3412
Baixada na dec. 70
 3413  75772
1953  RVPSC 63
EFS3413 Baixada na dec. 70
 3414 75773
1953  RVPSC 64
EFS 3414 Baixada na dec. 70

                Dando prosseguimento ao seu programa de dieselização da RVPSC adquiriu em 1953, cinco locomotivas AS616E da Baldwin, aproveitando-se de pedido de compra feito pela EFCB. Provavelmente devido as limitações financeiras somente foram compradas cinco unidades.

                Devido a seu peso, inadequado para as linhas da RPVSC essas locomotivas permaneceram por aqui pouco tempo, havendo o boato que "abriam as linhas" e ainda em 1954, foram trocadas com a Sorocabana por locomotivas Cooper-Bressemer, num processo de cooperação, entre ferrovias, que já havia envolvido o empréstimo de algumas Metropolitan Vickers e aluguel de inúmeras vapores, principalmente da classe Mikado (série 200 da EFS). 

                Com a troca das cinco AS616E, a RVPSC recebeu dez (10) Cooper-Bessemer, alem da posse definitiva de algumas locomotivas a vapor que aqui se encontravam alugadas, todas mais leves e adequadas as nossas linhas naquele momento.

                As locomotivas AS616 (larga e métrica) na Central do Brasil ficaram conhecidas como Espanta Demônio (dada sua relativa "feiura"), já na Fepasa, para onde foram transferidas as ex-RVPSC, receberam o apelido de Balduinas (Baldwin), fazendo carreira no serviços de manobras da baixada, entre Ana Costa e o porto de Santos e na Serra da EFS, a Mairinque Santos, após o final da eletrificação na mesma. Foram encostadas e posteriormente baixadas devido a falta de peças BLW no mercado e a chegada das GE U20C àquela ferrovia, no inicio dos anos 70.




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