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Lixo e saúde

A deposição clandestina de lixo nos bairros da periferia se apresenta conflitante e a cada dia deixa a situação bastante complicada.
Nos últimos tempos, apesar de todo o trabalho realizado pela prefeitura na coleta de lixo domiciliar e dos serviços de cata-bagulho, ainda é grande o numero de pessoas que continuam depositando suas sobras e resíduos humanos em locais impróprios.


As complicações são as velhas e conhecidas enchentes em tempos de fortes chuvas que atingem bairros próximos a córregos, e que ganham maiores proporções com o acúmulo desses materiais nas suas margens, além é claro da contaminação das águas que afeta a população como um todo, econômica e ambientalmente.


No bairro Jardim Peri a situação não é diferente, em pontos que há terrenos baldios, muito lixo, entulho e até animais mortos são despejados todos os dias por moradores, pessoalmente ou por pessoas contratadas por eles para esse tipo de despejo irregular. Quem passa, trabalha ou mora no bairro, convive diretamente com o mau cheiro do lixo acumulado em algumas regiões do bairro.

Neste sabado, dia 23 de maio de 2009, em pleno trabalho, pela lente de um dos nossos paparazzos, um catador de lixo, é flagrado jogando entulho na Rua . Ao ser questionado ele conta, sem constrangimento, que é contratado por moradores para despejar o lixo no local. Geralmente, o terreno escolhido é sempre aquele que fica mais perto", diz o catador.


O terreno pertence ás dependências de obras de canalização do córrego Guaraú, ‘’a obra esta parada a mais de 5 meses e o terreno ficou abandonado, servindo de esconderijo de bandidos e depósito de lixo. Reclamou moradores próximos ao local. ‘’O mau cheiro incomoda, principalmente porque a carniça das sobras dos animais mortos que são jogados fica exposta por semanas. Reclama o morador Polônio Alves. O problema parece estar tão distante de uma solução, que alguns moradores resolvem sozinhos o problema, enterrando os animais.

A situação é igual em diferentes partes do bairro. Ao longo dos córregos Guaraú e córrego do Arboreto, na avenida Condessa Matarazzo e Av. Afonso Lopes Vieira, montes de entulho de restos de obras e lixo doméstico são empilhados ao longo das margens, deixando uma imagem preocupante. "Quando chove, todo o lixo vai parar tudo para dentro dos cursos de água e ai vem as enchentes. Entra ano, sai ano, nada muda", diz Devanira Minorte, o dona de uma oficina de costura do bairro.

De acordo com especialistas, a alta incidência nos casos de dengue e está ligada também à ausência de conscientização da população no descarte de lixo. O ato de jogar material inútil e detrito em locais inadequados além de prejudicar a imagem do patrimônio público e do bairro, oferece riscos à saúde humana e ao meio ambiente.
O acúmulo e a falta de tratamento do lixo podem também acarretar noutras doença perigosas, como a leptospirose, febre tifóide, peste bubônica, tifo, alergias e infecções intestinais. Segundo pesquisas, crianças que moram em locais com deficiência na coleta do lixo tem 40% a mais de chance de apresentar doenças parasitárias, dermatológicas e diarréias.



A nossa equipe ligou para a LIMPURB, que apela para que as pessoas participem das ações de limpeza e da condução correta na hora de descartar o lixo. "Peço para que as pessoas liguem e denunciem, indicando a Limpurb terrenos baldios e locais clandestinos de despejo do lixo". Disse o representante do setor norte de coleta simples de lixo.
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