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 Arranjo gráfico: Anabela Quelhas   

 long chaise: Dondola  

 mural: foto Tonspi

 Em permanente contrução

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(início Dezembro 2007) 

 

 Publicação: Anabela Quelhas

 

 

 

 

BIOGRAFIAS

(ordem alfabética)

 

ABRANCHES, Henrique

 

 

 

 

 

 

Henrique Abranches nasceu em Lisboa em 1932. Veio para Angola em 1947 de que adquiriu a nacionalidade. Com Pepetela fundou em Argel Centro de Estudos Angolanos onde trabalharam na redacção de um manual de História de Angola. Publicou A Konkava de Feti, O Clã de Novembrino, Kissoko de Guerra,Titânia, Misericórdia para o Reino do Congo! e Senhores do Areal.

Três romances deste autor merecem a nossa atenção: A Konkava de Feti, O Clã de Novembrino e Misericórdia para o Reino do Congo!.

No primeiro socorre-se de materiais das tradições orais dos povos do sudoeste de Angola. O segundo narra a história de um naufrágio, gravitando à volta do velho tema da ilha. Os sobreviventes que, são colonos africanos cujo destino era o Brasil. Fundam uma nova comunidade no pedaço de terra para onde são lançados pelas ondas do Atlântico.Numa persistente luta contra as adversidades da natureza constroem uma sociedade cujas bases são constituídas pela cultura das diversas étnias do país de origem. Instituem regras e normas apropriadas à sua situação como, por exemplo, a que diz respeito à regulação das relações entre os homens e as mulheres, devido à escassez destas últimas.

Mas se tivermos em atenção a temática histórica, é sem dúvida o terceiro que melhor situa o autor no panorama ficção narrativa angolana.

Henrique Abranches vai à História de Angola e submete a um tratamento ficcional o chamado movimento messiânico dos antoninos que no século XVII é liderado por Cimpa Vita. O cenário é o reino do Congo, mais precisamente na região do Soyo.

 

 ABREU, Manuela 

     

 

 

AGUALUSA, José Eduardo

 

 

 

 

 

José Eduardo Agualusa é natural de Huambo, Angola (1960). Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa, Portugal. Os seus livros estão traduzidos para uma dezena de idiomas. Escreveu uma peça de teatro, "Geração W", para o Teatro Meridional.

Beneficiou de três bolsas de criação literária: a primeira, concedida pelo Centro Nacional de Cultura em 1997 para escrever Nação Crioula, a segunda em 2000, concedida pela Fundação Oriente, que lhe permitiu visitar Goa durante 3 meses e na sequência da qual escreveu "Um estranho em Goa" e a terceira em 2001, concedida pela instituição alemã Deutscher Akademischer Austausch Dienst. Graças a esta bolsa viveu um ano em Berlim, e foi lá que escreveu "O ano em que Zumbi tomou o Rio".

Divide o seu tempo entre Angola, Portugal e Brasil. Assina uma crónica quinzenal na revista Pública e realiza para a RDP "A hora das Cigarras", um programa de música e poesia africana. É membro da União dos Escritores Angolanos.

Em 2006 lançou, juntamente com Conceição Lopes e Fatima Otero, a editora brasileira Língua Geral, dedicada exclusivamente a autores de língua portuguesa.

ANDRADE, Mário Pinto de

Nasceu em 21 de Agosto de 1928 no Golungo Alto e faleceu em Londres a 25 de Agosto de 1990.Era filho de José Cristino Pinto de Andrade e de Ana Rodrigues Coelho. Em Luanda para onde veio em 1930, frequentou o Seminário de Luanda onde fez os estudos primários. No colégio das Beiras concluíu o ensino secundário em 1948. Em Outubro deste ano parte para Lisboa com o objectivo de estudar filologia clássica, tendo-se matriculado na Faculdade de Letras da Universidade Clássica. Com outros estudantes e intelectuais de países africanos de língua portuguesa, entre os quais angolanos, como Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Francisco José Tenreiro, funda em 1951 o Centro de Estudos Africanos, um círculo de reflexão e investigação sobre temas e problemáticas respeitantes ao continente africano.
Sob influência do pan-africanismo, da difusão de obras africanas e do desempenho de intelectuais africanos residentes em Paris, Mário Pinto de Andrade parte em 1954 para o exílio em Paris, onde se integra nos círculos africanos.Torna-se amigo pessoal do senegalês Alioune Diop, passando em seguida a fazer parte do corpo redactorial da então prestigiada revista Présence Africaine. Em 1956 toma parte activa do 1º Congresso de Escritores e Artistas Negros, realizado em Paris, em que estiveram igualmente poresentes Manuel dos Santos Lima e Joaquim Pinto de Andrade. Três anos depois, em 1959, com Viriato da Cruz, participa no 2º Congresso de Escritores e Artistas Negros, realizado em Roma.
Na década de 60, ao lado de outros patriotas angolanos como Viriato da Cruz e Lúcio Lara, lança-se na luta política activa. Três anos depois renuncia a liderança do Movimento Popular de Libertação Nacional de Angola, preferindo assumir a postura de intelectual, desenvolvendo pesquisas e prosseguindo os estudos de sociologia, além de uma intensa actividade de publicações.
Mário Pinto de Andrade deve ser considerado o mais importante e exemplar ensaísta angolano do século XX. Além de artigos e ensaios espalhados em publicações periódicas, publicou Antologia Temática de Poesia Africana (1953, 1979), La Poesie Africaine d'Expression Portugaise (1969), La Guerre en Angola (1971), Amilcar Cabral - Essai de biographie politique (1980), Origens do Nacionalismo Africano (1997).

CARVALHO, Ruy Duarte de

 

 

 

 

 

 

Ruy Duarte de Carvalho (n. 1941), antropólogo angolano doutorado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris. Entre outras obras, autor de Vou lá visitar pastores (1999), vasto fresco sobre os kuvale, sociedade pastoril do sudoeste de Angola. Também poeta, com obra iniciada em Chão de Oferta (1972) e prosseguida em A decisão da idade (1976), e Observação Directa (2000), entre outros. Reúne em Lavra poemas de 1970 a 2000. Em Ondula Savana Branca, de 1982, levou a cabo um pioneiro exercício de tradução/apropriação da grande tradição lírica oral nas várias línguas autóctones africanas. Autor ainda de obras de ficção, Os Papéis do Inglês (2000), título publicado nas Edições Cotovia, Como se o mundo não tivesse Leste, obra publicada pela primeira vez em 1977 e que a Cotovia reeditou em 2003, e mais recentemente Paisagens Propícias e Desmedida. Também de 2003 é o livro Actas da Maianga – Dizer da(s) guerra(s) em Angola. Professor da Universidade de Luanda, foi Professor Convidado na Universidade de Coimbra e da Universidade de São Paulo.

 

CRUZ, Viriato da 

 

 

 

 

 

 

Nasceu em Kikuvo, Porto Amboim em 1928. Fez os estudos liceais em Luanda. Considerado um dos mais importantes impulsionadores de uma poesia regionalista angolana nas décadas de 40 e 50, e da actividade política dos poetas que permaneceram em Angola, foi Secretário Geral do MPLA, durante os primeiros anos da década 60.
Saíu de Angola em 1957 e em Paris foi juntar-se a Mário Pinto de Andrade, tendo desenvolvido intensa actividade política e cultural.
Depois de ter abandonado a liderança do movimento de libertação nacional, veio a falecer na China em 13 de Julho 1973.
Publicou Poemas (1961). Entre os seus textos poéticos, destacam-se Namoro, Sô Santo e Makézu.
 

DALOMBA, Amélia

 



 

 

 

Amélia Dalomba, nasceu em Cabinda aos 23 de Novembro de 1961.Tem exercido actividades profissionais em diversas áreas do jornalismo, nomeadamente radiofónico e de imprensa. Publicou poemas e artigos no Jornal de Angola. Presentemente prossegue os estudos superiores de Psicologia. É uma das poucas vozes femininas que no nosso meio literário demonstra um relevante interesse em trazer contribuições novas para a poesia angolana. A sua dicção poética insere-se, até este momento, numa das correntes visíveis entre os autores da Geração das Incertezas, a chamada Geração de 80. Tal tendência ou corrente manifesta-se através de um ostensivo tratamento estético da relação que se estebelece entre o homem e a mulher. Nota-se o recurso a um despojamento vocabular denso do ponto de vista semântico, resultando daí aquilo a que poderia denominar uma poética corporal.

Sobre a poesia desta autora, Manuel Rui diz: "No sentir, o laboratório dos sentidos para escrita, percebe-se à primeira vista, que é mesmo feminino". Amélia Dalomba é membro da União dos Escritores Angolanos em cujos corpos gerentes tem ocupado diversos cargos.
Publicou: Ânsia (1995) e Sacrossanto Refúgio (1996)

 

DAVID, Raúl


FEIJOÓ, Lopito

 

 

 

 

 

J.A.S. Lopito Feijoó nasceu no Lombe, província de Malanje a 29 de Setembro de 1963. Passou a infância em Maquela do Zombo e adolescência em Luanda, no bairrro do Cazenga. Fez os estudos primários, secundários e pré-unviversitários em Luanda. Na década de 80 foi co-fundador da Brigada Jovem de Literatura de Luanda e realizou estudos de Direito na respectiva Faculdade da Universidade Agostinho Neto. Fez parte do elenco de direcção da Brigada Jovem de Literatura até 1984, data em que, com outros membros que pugnavam pela ruptura dos cânones do cantalutismo e pela busca de novas formas estéticas e semânticas para a Literatura Angolana, se constituíu o Grupo Literário OHANDANJI. Destaca-se na sua geração pela sua actividade de editor de publicações informais e plaquettes, além de boémio alimentador de polémicas, é activo frequentador de tertúlias, praticante da crítica e do ensaio nos anos 80. Mas é sobretudo com o texto poético que se firmou no panorama da poesia angolana, caracterzando-se, para além do experimentalismo, por uma certa iconolastia e erotização do vocabulário da poesia.Em 1985, é-lhe atribuída menção especial no Concurso literário do INALD pelo livro Entre o Ecran e o Esperma.
É membro da União dos Escritores Angolanos.
Publicou Doutrina (poesia, UEA,1987); Me Ditando, Rosa Cor de Rosa, Corpo-a-Corpo (plaquettes de poesia,1987); No Caminho Doloroso das Coisas-Antologia de Jovens Poetas Angolanos (UEA 1988); Cartas de Amor (UEA,poesia, 1990); Meditando (ensaio e crítica, 1994)

LEMOS, Jacinto

Jacinto de Lemos nasceu em Icolo e Bengo a 1 de Janeiro de 1961. Fez os estudos primários e secundários em Luanda. Publicou “Undengue” (1989) pela União dos Escritores Angolanos (UEA), que lhe mereceu uma menção honrosa no Concurso Sonangol de Literatura, em 1986; “O Pano Preto da Velha Mabunda” (1997), editado pelo Instituto Nacional do Livro e do Disco (INALD), e “A Dívida da Peixeira”, que mereceu o Grande Prémio Sonangol de Literatura, no ano 2001. 

LOPES, Carlos

Mestre em Desenvolvimento Económico e Social em África, é docente no mestrado de Estudos Africanos do ISCTE e na licenciatura de Desenvolvimento Comunitário do ISPA. O autor tem vindo a debruçar-se sobre diversas áreas de investigação, nomeadamente desenvolvimento económico/economia urbana; economia informal/urbanização nos países em desenvolvimento e África Subsahariana/Palop/Angola/Moçambique.

MELO, João

João Melo é jornalista e deputado da Assembléia Nacional de Angola.

NETO, Agostinho 

 

 

 

 

 

ANTÓNIO AGOSTINHO NETO nasceu a 17 de Setembro de 1922, na aldeia de Kaxicane, região de Icolo e Bengo, a cerca de 60 km de Luanda. O pai era pastor e professor da igreja protestante e, tal como sua mãe, era igualmente professora. Após ter concluído o curso liceal em Luanda, Neto trabalhou nos serviços de saúde. Viria a tornar-se rapidamente uma figura proeminente do movimento cultural nacionalista que, durante os anos quarentas, conheceu uma fase de vigorosa expansão.

Decidido a formar-se em Medicina, Neto pôs de lado parte dos seus magros proventos durante vários anos e, foi com essas economias que embarcou para Portugal em 1947 e se matriculou na Faculdade de Medicina de Coimbra. Cedo se embrenhou em actividades políticas e experimentou a prisão pela primeira vez em 1951, ao ser preso quando reunia assinaturas para a Conferência Mundial da Paz em Estocolmo.

Retomando as actividades políticas após a sua libertação, Neto tornou-se representante da Juventude das colónias portuguesas junto de um movimento da juventude portuguesa, o MUD juvenil. E foi no decurso de um comício de estudantes a que assistiam operários e camponeses que a PIDE o prendeu pela segunda vez.

Preso em Fevereiro de 1955, só veio a ser posto em liberdade em Junho de 1957.

Por altura da sua prisão em 1955 veio ao lume um opúsculo com os seus poemas. Entretanto, certos poemas que descreviam as amargas condições de vida do Povo angolano e a fervente crença do poeta no futuro haviam já atravessado, anos antes, o muro de silêncio que Portugal erguera em torno da repressão que exercia sobre os democratas e dos crimes brutais que se perpetravam nas colónias.

O caso da prisão do poeta angolano desencadeou uma vaga de protestos em grande escala. Realizaram-se encontros; escreveram-se cartas e enviaram-se petições assinadas por intelectuais franceses de primeiro plano, como Jean-Paul Sart, André Mauriac, Aragon e Simone de Beauvoir, pelo poeta cubano Nicolás Gullén e pelo pintor mexicano Diogo Rivera. Em 1957 foi eleito Prisioneiro Político do Ano pela Amnistia Internacional.

Em 10 de Dezembro de 1956 fundaram-se em Angola vários movimentos patrióticos para formar o MPLA, Movimento Popular para Libertação de Angola.

Em 1958, Agostinho Neto doutorou-se em Medicina e, casou no próprio dia em que concluiu o curso. Nesse mesmo ano, foi um dos fundadores do clandestino Movimento Anticolonial (MAC), que reunia patriotas oriundos das diversas colónias portuguesas.

Neto voltou ao seu País, com a mulher, Maria Eugénia, e o filho de tenra idade, em 30 de Dezembro de 1959. Ocupou, então, a chefia do MPLA em território angolano e passou a exercer a medicina entre os seus compatriotas. 

Em 8 de Junho de 1960, o director da PIDE veio pessoalmente prender Neto no seu Consultório em Luanda. Depois, os colonialistas transferiram Neto para uma prisão de Lisboa e, mais tarde enviaram-no para Cabo Verde, para Santo Antão e, depois para Santiago, onde continuou a exercer a medicina sob constante vigilância política. Foi, durante este período, eleito Presidente Honorário do MPLA.

Neto foi preso na cidade da Praia e transferido depois para a prisão de Aljube em Lisboa aonde deu entrada em 17 de Outubro de 1961.

Sob esta forte pressão, as autoridades fascistas viram-se obrigadas a libertar Neto em 1962, fixando residência em Portugal. Todavia, pouco tempo depois da  saída da prisão, a eficaz organização do MPLA pôs em prática um plano de evasão e Neto saiu clandestinamente de Portugal com a mulher e os filhos pequenos, chegando a Léopoldville (Kinshasa), onde o MPLA tinha ao tempo a sua sede exterior, em Julho de 1962. Em Dezembro desse ano, foi eleito presidente do MPLA durante a Conferência Nacional do Movimento.

Agostinho Neto na África de expressão portuguesa é comparável à  Léopold Senghor na África de expressão francesa.

Presidente Neto lança-se numa intensa actividade desde 1963, já eleito Presidente do MPLA, quer no interior, quer no exterior do País.

Com a "Revolução dos Cravos" em Portugal e a derrocada do regime fascista de Salazar, continuado por Marcelo Caetano, em 25 de Abril de 1974, o MPLA considerou reunidas as condições mínimas indispensáveis, quer a nível interno, quer a nível externo, para assinar um acordo de cessar-fogo com o Governo Português, o que veio a acontecer em Outubro do mesmo ano.

Presidente Neto regressou à Luanda no dia 4 de Fevereiro de 1975, sendo alvo da mais grandiosa manifestação popular de que há memória em Angola. Dirige, pessoalmente, a partir desse momento toda a acção contra as múltiplas tentativas de impedir a independência de Angola, proclamando a Resistência Popular Generalizada.

E a 11 de Novembro de 1975, após 14 anos de dura luta contra o colonialismo e o imperialismo, o Povo Angolano proclamou pela voz do Presidente  Neto a independência Nacional, objectivo pelo qual deram a vida tantos e tão dignos filhos da Pátria Angolana, tendo sido nessa altura investido no cargo de Presidente da República Popular de Angola.

Agostinho Neto foi também um esclarecido homem de cultura para quem as manifestações culturais tinham de ser, antes de mais, a expressão viva das aspirações dos oprimidos, armas para a denúncia de situações injustas, instrumento para a reconstrução da nova vida.

A atribuição do Prémio Lótus, em 1970, pela Conferência dos Escritores Afro-Asiáticos e outras distinções atribuídas a algumas das suas obras de poesia, são mais um reconhecimento internacional dos seus méritos neste domínio.

Também na República Popular de Angola, a eleição de  Neto como Presidente da União dos Escritores Angolanos cuja proclamação assinou, traduz a justa admiração dos homens de letra do jovem País, pelo seu mais destacado membro, que tão magistralmente encarou a "SAGRADA ESPERANÇA" de todo o povo 

 

NETO, Carmo

 

 

 

 

 

 

 

Carmo Neto nasceu a 16 de Outubro de 1962 em Malanje, onde fez os estudos primários e secundários. Durante anos a fio, enquanto cumpria o serviço militar, foi jornalista da Revista Militar de que chegou a ser Director. É jurista. Presentemente exerce advocacia em Luanda. O pequeno volume da sua produção narrativa, constituída por três textos, o últimos dos quais é colectânea de textos curtos publicados no Jornal de Angola, parece revelar um excessivo respeito pela escrita literária, preferindo uma progressiva acumulação de experiências, em vez de uma fluidez criativa. Mas ao mesmo tempo esconde expectativas e ambições para escritas e textos de maior fôlego.
É membro da União dos Escritores Anglanos.
Publicou três textos narrativos: A Forja (1985), Meu Réu de colarinho branco ( 1988), Mahézu (2000)

 

NGUNGA, Eurico Josué

"Kandjila"

 

 

 

 

Nascido em 1973, no município do Katchiungo, a 64 quilómetros a este da capital da província, Eurico Josué Ngunga "Kandjila", graduou-se em Letras, Teologia e Mídia. É co-autor do livro científico "Orientações e acções da educação das relações étnico-raciais" e também fundador do jornal científico "O literato" da cidade de Belo-Horizonte (Brasil). Actualmente é professor universitário no Brasil, leccionando as disciplinas de Língua Portuguesa, Línguas Estrangeiras, Ética Organizacional, Antropologia e Literatura.


NINGI, Frederico

 

 

 

 

 

Frederico Ningi nasceu em Benguela a 17 de Fevereiro de 1959. Fez os estudos primários e secundários na cidade natal e em Luanda realizou estudos de jornalismo. Presentemente é assistente de comunicação e imagem da Sonangol Aeronáutica. Filho de pais tocoístas, sobre os quais se abateu a restrição de liberdade religiosa na década de 60, cedo começou a ler Bíblia nas versões em Umbundu e Português, tendo-se tornado na adolescência leitor assíduo da literaturta espiritual oriental e praticante de yoga.
Enquanto poeta integra uma das quatro tendências em que podemos analisar a poesia da geração de 80.
Faz parte daquele grupo de poetas iconoclastas, que além de perturbarem a estrutura morfológica das letras e palavras com o jogo de maiúsculas, a presença de termos em línguas nacionais, introduzem uma ordem visual nos seus textos,produzindo um resultado surpreendente na combinação de fotografia, grafismo monocromático e gravuras de tratamento informático.
Dedica-se igualmente à fotografia cuja actividade desenvolve de modo quase profissional.

 

PEPETELA

 

 

 

 

 

Pepetela, de nome próprio Artur Pestana, nasceu em Angola, na província litoral de Benguela, aos 29 de Outubro de1941. Descendente de uma família colonial, os seus pais eram, no entanto, já nascidos em Angola.

É na sua cidade natal que Pepetela faz o ensino primário, depois a partida para o Lubango, só aí era possível prosseguir os estudos e foi no Liceu Diogo Cão que Pepetela completou o ensino secundário.

Lisboa, em 1958, foi o destino académico que se seguiu, no Instituto Superior Técnico que o autor frequentou até 1960 quando ingressa no curso de engenharia. Uma vez mais a mudança, desta vez para frequentar o curso de Letras apenas durante um ano, pois, ainda em 1961, Pepetela faz a opção política que viria a mudar o rumo da sua vida e a marcar toda a sua obra, tornando-o um narrador de uma história de Angola que conhece, porque a viveu. Pepetela tornou-se militante do MPLA em 1963.

Quando abandona a vida política, Pepetela opta pela carreira de docente na faculdade de arquitectura em Luanda a dar aulas de sociologia...Nunca deixa de dar aulas embora se mantenha como escritor a tempo inteiro, até ter vindo para Lisboa em 1995 onde permanece até agora.

 

RIBAS, Óscar

 

ÓSCAR Bento RIBAS nasceu em Luanda a 17 de Agosto de 1909.É flho de Arnaldo Gonçalves Ribas, natural de Guarda (Portugal), e de Maria da Conceição Bento Faria, natural de Luanda.Fez os estudos primários e secundários em Luanda, tendo passado pelo Seminário-Liceu de Luanda. Poucos anos depois da criação do Liceu Salvador Correia de Luanda, viria em dois anos a concluir aí o 5º ano.
Após uma estada em Portugal onde estudou aritmética comercial, regressa a Angola indo empregar-se na Direcção dos Serviços de Fazenda e Contabilidade.
Residiu sucessivamente nas cidades de Novo Redondo, actual Sumbe, e Benguela, Ndalantando e Bié. Foi em Benguela que aos 22 anos de idade se começaram a manifestar os primeiros sinais da doença que, 14 anos depois, o levaria à cegueira definitiva aos 36 anos de idade.

 

SECO, Paulo

 

 

 

 

Paulo Seco é aluno de Letras da Universidade do Porto, e trabalha numa esplanada na zona histórica do Porto.

Ex-licenciado em Belas Artes e um actual licenciado em Filosofia .

 

 

TALA, João

 

 

 

 

 

 

 

Nasceu em Malanje aos 19 de Dezembro. De 1959. Iniciou-se na escrita no limiar da década de 80 quando residia no Huambo onde cumpria o serviço militar. Nessa época funda a Brigada Jovem de Literatura – Alda Lara e ingressa na faculdade de medicina. Já como médico exerce funções na Lunda Norte e posteriormente, em Luanda . Poeta ainda de reduzida obra, tem publicado o livro a “forma dos desejos” – prémio primeiro livro/ 97 da União dos Escritores Angolanos. Tem no prelo o livro “chão e corpo de Líricas” primeiro lugar dos jogos Florais do Caxinde/99. Com a obra “O Gasto da Semente” foi lhe atribuída Menção Honrosa do prémio literário Sagrada Esperança, edição 2000.

 

ULIKA, Timóteo

 

Timóteo Ulika, pseudónimo literário do historiador Cornélio Kaley, nasceu a 8 de Dezembro de 1944 no actual Município do Bailundo. Fez os estudos primários na Missão Evangélica do Bailundo. No Liceu do Huambo, antiga cidade colonial de Nova Lisboa, iniciou os estudos secundários que viria prosseguir em Luanda no Liceu Salvador Correia. Em 1969 ingressou no curso de História da Faculdade de Letras do Lubango que concluiria anos mais tarde na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. É Mestre em Estudos Africanos pelo ISCTE de Lisboa, tendo consagrado o seu trabalho de tese à problemática da produção petrolífera no quadro geral da economia de Angola.
Pela sua idade e experiência, Timóteo Ulika pertencerá certamente à geração literária de 70. Embora se revele tardiamente com obra publicada, este autor coloca-se ao lado daqueles ficcionistas que enriquecem a estrutura da narrativa angolana, ao trazer para a ficção literária uma focalização e um ponto de vista, todos eles positivos sobre outros espaços físicos, tipos de personagens e psicologias, nomeadamente a região planáltica, as personagens que povoam o mundo rural, seus saberes e filosofias veiculados em língua Umbundu, situações e discursos que funcionam em contextos de comunicação predominantemente oral.
É membro da União dos Escritores Angolanos.
Publicou A Rola de Tchingandu ( INALD,1988), Os Petróleos e a Problemática do Desenvolvimento em Angola: Uma visão histórico-económica (1996), Kandundu (2000)

 

 

VIEIRA, José Luandino

 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fez os estudos primários e o Liceu em Luanda, tornando-se depois gerente comercial para garantir o sustento.

Acusado de ligações políticas com o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) foi preso em 1959 pela PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), no âmbito do que ficou conhecido como "processo dos 50".
Em 1961 voltou a ser preso pela PIDE, tendo sido condenado a 14 anos de prisão e a medidas de segurança.

Em 1964 foi transferido para o campo de concentração do Tarrafal (Cabo Verde), onde passou oito anos, tendo sido libertado em 1972, em regime de residência vigiada, passando a viver em Lisboa.

Entre outros prémios literários, Luandino Vieira venceu o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores (1965), o Prémio Sociedade Cultural de Angola (1961), o da Casa do Império dos Estudantes - Lisboa (1963) e o da Associação de Naturais de Angola (1963).

A partir de 1972, e já a residir em Lisboa, Luandino Vieira iniciou a publicação da sua obra, na grande maioria escrita nas prisões por onde passou.
Regressou a Luanda em 1975, exerceu cargos directivos no MPLA e foi presidente da Radiotelevisão Popular de Angola.

Membro fundador da União dos Escritores Angolanos - cuja condição sempre reivindicou, apesar de ter nascido em Portugal - exerceu funções de secretário-geral deste organismo desde a sua fundação a 10 de Dezembro de 1975 até 1992.

Entre a vasta obra publicada de Luandino Vieira - que abrange também a poesia - contam-se "Nosso Musseque", "A vida verdadeira de Domingos Xavier", "Nós, os do Makulusu", "João Vêncio: os seus amores", "Luuanda", "No antigamente, na vida", "Macandumba", "Velhas estórias", "A cidade e a infância", "Vidas novas" e "Lourentinho, Dona Antónia de Sousa Neto & Eu".

"O livros dos rios" é o novo romance de Luandino Vieira, o primeiro de uma trilogia intitulada "De rios velhos e guerrilheiros", a editar pela Editorial Caminho em Novembro.

 

FICHA TÉCNICA (ordem alfabética)

 


AGUALUSA, José Eduardo


Milagrário Pessoal

Título: Milagrário pessoal

Editora:D. Quixote

ISBN:9789722041706

SinopseIara, jovem linguista portuguesa, faz uma incrível descoberta: alguém, ou alguma coisa, está a subverter a nossa língua, a nível global, de forma insidiosa, porém avassaladora e irremediável. Maravilhada, perplexa e assustada, a jovem procura a ajuda de um professor, um velho anarquista angolano, com um passado sombrio, e os dois partem em busca de uma colecção de misteriosas palavras, que, a acreditar num documento do século XVII, teriam sido roubadas à "língua dos pássaros". Milagrário Pessoal é um romance de amor e, ao mesmo tempo, uma viagem através da história da língua portuguesa, das suas origens à actualidade, percorrendo os diferentes territórios aos quais a mesma se vem afeiçoando.





Título: "O filho do vento"

Editora: Língua Geral, Rio de Janeiro, Brasil, 2006 

ISBN: 85-60160-03-5.

contos

                                               Ilustração: António Ole

Sinopse:

História inspirada num conto tradicional dos koi-san, um povo nómada do sul de África.

 

 

Título: "Um estranho em Goa"

Editor: Biblioteca Editores Independentes
ISBN: 9789727952014

 

 

 

 

 

Crítica da imprensa:

«Um Estranho em Goa é uma pequena maravilha. Assim entrei em Goa. Este livro mistura a literatura de viagens com uma aventura exótica, uma espécie de mistério que o autor não deslinda mas que lhe serve de ponto de apoio para mover personagens que enlaçam a Índia com Portugal e o Brasil. Goa e Luanda, Lisboa e Rio de Janeiro. À Goa de Agualusa, tão bem vista e descrita, tão bonita, e o Brasil dele, ou a melancolia angolana, enlaçam emoções e estabelecem uma pátria espiritual onde todos nós, portugueses da língua, nos reconhecemos. Sem carregar a prosa com pretensa literatice, comovendo sem ornamento, fazendo poesia ao de leve, abraçando a delicadeza e a estranheza do mundo, Agualusa fez-me viajar com palavras. Estou agradecida ao escritor.»
Clara Ferreira Alves, Expresso

«Uma das obras mais aclamadas e que serviu de redescoberta literária de Goa a milhares de leitores. Nela o autor angolano José Eduardo Agualusa desvenda, de forma misteriosa e singular, a identidade pós-colonial de Goa. Um livro-chave para compreender a Goa de hoje. »
Constantino Hermanns Xavier, SuperGoa

 

ALFREDO, AUGUSTO

Título "Aventura de estudante no estrangeiro"

Corpus Editora

A obra, escrita em forma de diário, retrata, em 250 páginas, a vida de dois estudantes que partem do país na expectativa de se formarem no estrangeiro, onde se confrontam com várias dificuldades, desde a adaptação cultural, a falta de notícias do país, na altura em guerra, bem como a saudade.No acto de apresentação da obra realizada na semana finda, a professora universitária e auditora do Instituto de Defesa Nacional do Porto, Dárida Fernandes, sublinhou que quando se escreve um livro, com a intensidade deste, vivido em terras longínquas, da sua terra natal, algo de muito profundo pretende o autor despoletar e fazer permanecer no leitor.“Nesta aventura de estudante emergem histórias, poemas prenhes de ternura, que são vividas pela saudade onde se instalam e que depois de as lermos, sentimos uma parte da felicidade que o autor semeia.


ANDRADE, HELENA PINTO DE



Título: Um olhar intímo

Editora:

ISBN: 

Sinopse:

o livro retrata as angústias e melancolias que Mário Pinto de Andrade viveu longe da família.

BATALHA, Fernando

 

Título" Angola arquitectura e história"

Editora Vega

ISBN-972-699-681-3

Obra constituída por dez estudos focando diversos aspectos do multíplice património de interesse cultural de Angola. Da arquitectura do reino do Congo, passando pela arquitectura tradicional de Luanda e urbanização de Angola, da descrição da Igreja de N.ª Sra. do Pópulo de Benguela, do Dondo e da Fortaleza de S. Fernando de Moçamedes, tudo nos é descrito de forma brilhante. Somos, assim, levados a percorrer um país rico em pormenores e histórias que permanecem na memória de muitos portugueses e angolanos que ficaram cativos de uma terra e de um continente.
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 BELLA, John

"Os Primeiros Passos da Rainha Njinga", de John Bella

Título "Os primeiros passos da Rainha Djinga"

Editora: O cão que lê

ISBN:

Sinopse:

O escritor retrata o começo da formação humana e guerreira de quem viria a tornar-se líder dos estados do NDongo e Matamba na luta contra a ocupação portuguesa.


As intrigas para a conquista do trono entre membros da família real do NDongo também são apresentadas pelo autor.

John Bella estreia-se assim na arte de escrever romance, depois de habituar o público com poesia e histórias infantis.

O lançamento de "Os primeiros passos da rainha NJinga" aconteceu na passada terça- feira na  Sede da União dos Escritores Angolanos.

O passeio pelo passado histórico angolano no processo de luta contra a colonização portuguesa, são apresentados em dezanove capitulos do livro. O reporter da Voz da América Pedro Dias aompanhou o lançamento de mais  um livro de John Bella.


CANHANGA, SOBERANO

Título: O sonho de Kaúia

Editora: Mayamba

ISBN:

Sinopse:“OSonho De Kaúia tem alguns indícios de história e comportamento social da Luanda actual”, frisou. Com a obra, o jornalista, pretende dar a conhecer muitos factos reais e que poucos conhecem e despertar as pessoas para aquilo que se vive actualmente.






 

 

CARVALHO, Ruy Duarte de

Título"Os Papéis do Inglês"

Editor: Cotovia

ISBN: 9789728423919
Ano de Edição/ Reimpressão: 2000
N.º de Páginas: 188
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 13 x 21 cm

 

Sinopse:

Uma ficção entrecortada por reflexões sociológicas, antropológicas e políticas. Um certo olhar sobre Angola, do autor que escreveu "Vou Lá Visitar Pastores".

 

 

CHAVES, Rita

Título: "A Formação do Romance Angolano"

 

 

 

 

Título: Angola e Moçambique - Experiência colonial e territórios coloniais 

ISBN: 8574802514

Editora: Ateliê Editorial

 Assim é o trânsito de Rita Chaves pelas literaturas de Angola e de Moçambique, uma trajetória recursiva e problematizadora, onde são abordadas questões de identidades, sempre colocadas no plural; formulações de utopia libertária que embalaram os sonhos dos escritores; vinculações de extração romântica entre literatura e projeto nacional; e sobretudo imagens literárias artisticamente elaboradas, que trazem índices não apenas de nosso comunitarismo cultural, mas também de inclinações universalistas.

 



COELHO, Tomás Lima



Título: Chão de Kanambua

Editora: Chiado

ISBN: 978-989-8389-22-0



CORREIA, Américo

Título: "O livro das adivinhas angolanas"

 

 

 

 

 

Sobre a obra, o Professor Doutor Salvato Trigo considerou o seguinte: «O Livro das Adivinhas Angolanas ajudar-nos-á, também, a compreender melhor a máxima aristotélica de que existem, sem dúvida, dois universos humanos: o sentir e o agir. De facto, as adivinhas ali recolhidas, provenientes de várias regiões etno-linguísticas angolanas, encerram fundamentos de aprendizagem e de desenvolvimento psicológico idênticos aos que encontramos na parémia portuguesa, não resultantes, na maioria dos casos, de migrações de etnemas, mas de um fundo comum patrimonial da raça humana. O autor deixa-o transparecer, aliás, não só no breve estudo introdutório à sua recolha mas também nos comentários e notas de rodapé com que fixa e complementa os textos das adivinhas, por vezes, muito próximas do provérbio».

 

 FARIA, Paulo Bandeira

Título: As Sete Estradinhas de Catete

Editora: Quidnovi

ISBN: 972- 8998- 64-6

 

 

 

 

As Sete Estradnhas de Catete é um romance de iniciação cuja acção decorre em Angola entre 1970 e 1975 e que descreve as dores e as maravilhas do crescimento de uma criança, filha de um oficial do exército português, na sociedade angolana colonial e pós-colonial. Com uma perspectiva absolutamente original na literatura portuguesa, foi considerado pela crítica “uma experiência emocional fortíssima” e louvado pelo testemunho histórico que constitui.

 

FERNANDO, LUÍS

Título: Um ano de vida

Editora: Mayamba

ISBN:

Sinopse: episódios, pessoas, situações e lugares, com o propósito que permaneceu sem mudar: trazer para a partilha, o humor que adocica a vida, mesmo que não o consiga algumas vezes”.

Estratégia narratológica de Luís Fernando, facilitada por uma hábil selecção dos factos narrados, poderá confundir o leitor menos atento, se conferir às crónicas um mero exercício textual que exalta, de forma simplista, o humor, o burlesco e o pitoresco”, acrescentou.

Segundo o prefaciador, estas crónicas, além de pedagógicas na denúncia e tipificação de comportamentos, estão contagiadas por uma forte dose de crítica social, bem como é possível conhecer, a partir delas, a história de Angola mais recente.

Título: 90 palavras

Título: A saúde do morto

Editora:

ISBN:

Sinopse: A Saúde do Morto , 166páginas, é um livro onde a historia cinge-se a um homem (Soares Mulengo) que extermina a vida de um outro homem(João Kiomba), pela abusiva e exagerada condição de vida poligánica deste. Morto, Kiomba ressuscitará mais tarde, vivendo em silencio, afastado da comunidade, daí o título da obra.

João Kyomba em Nova Iorque

Título: João Kyomba em Nova Iorque

Editora: Várias

ISBN: 9789728823610

Sinopse:


Título: Clandestinos no Paraíso


FERREIRA, ISABEL

Título; O Guardador de Memórias


É um livro de fi cção que, todavia, conta as histórias do nosso dia-a-dia, nas quais, por isso mesmo, cada um de nós se pode rever.
É, em suma, uma crítica social ao nosso modo de vida, onde as difi culdades são retratadas
de forma algo nua e crua, o que acaba por incomodar algumas pessoas. No entanto, a autora não deixa de apontar as alternativas que os luandenses «inventam» para superá-las.

 


FIGUEIREDO, Leonor

Título: SITA VALES, revolucionária, comunista até à morte (1951-1977)

Editora: Aletheia

ISBN: 

Biografia

"Ficamos com a descrição dos horrores do massacre dos nitistas, grupo a que pertencia Sita Valles, perpetuada pela direcção chefiada por Agostinho Neto, depois dos acontecimentos já referidos, e também, o que não é de somenos, com o relato imparcial das actividades desenvolvidas por Sita. Há algumas alfinetadas no PCP, por não ter interferido por Sita Valles junto da direcção do MPLA, dado que foi um quadro importante da sua organização estudantil. " (Trix-Nitrix)

GONÇALVES, António Custódio

Título: Tradição e Modernidade na (Re)Construção de Angola.

Editora: Afrontamento

ISBN: 972-36-0648-8

Neste livro o autor não questiona uma Angola em desmonoramento, em fragmentação ou em revolta. Através de uma hábil articulação temporal, o autor, se nos faz mergulhar no passado desse país, fá-lo porém no sentido de nos confrontar com uma área geopolítica há muito situada perante os desafios da modernidade ocidental.


               GUERREIRO, JOSÉ

   

                                                          Título: 39 ou 40 anos de publicidade em Angola

                                                            Editora: 


publicidade_em_angola.jpg                        

                                                                                            

Há um aumento de Agências e Produtoras a trabalhar (incluindo investimento estrangeiro), uma maior diversificação de meios (nomeadamente televisões, jornais e revistas), bem como cada vez um maior número de anunciantes. O facto de se verificar um maior crescimento económico de outras Províncias, também concorre, embora ainda de forma limitada, para este aumento. Sobre a qualidade da publicidade é de registar que várias Agências nossas têm sido premiadas noutros Países, o que demonstra que estamos a fazer, na generalidade, um trabalho muito sério e profissional.

 

KAMUSASADI, Vum  Vum

Editora: Chá de Caxinde

ISBN:

SinopseO livro "Simplesmente Joana", primeira obra do agora também escritor VUM-VUM KAMUSASADI, um dos mais referenciados, renomados e destacado músico, compositor e cantor profissional angolano dos anos 60 e 70, nacional e internacionalmente, é um romance que retrata a história breve e pequena de uma humilde família angolana dos musseques da velha cidade de Luanda da época colonial.




LEMOS, JACINTO

Título: Chico Nhô

Editora: Gráfica da Praia Limitada

Jacinto de Lemos conta neste seu novo livro, “Chico Nhô”, histórias de lutadores e as suas vivências nos musseques luandenses no período colonial.
Em 771 páginas, Jacinto de Lemos narra histórias de lutas daqueles tempos, nos musseques, onde “Chico Nhô” (senhor Chico, em português), um pessoa bué porreira, é a personagem principal.
Na época, a maioria das pessoas usava a feitiçaria para confrontar os seus adversários de luta. Mas, “Chico Nhô”, que herdara o espírito do seu bisavô chamado Kakoba, não tinha matiti (feitiço de lutar). Na hora da luta, o espírito do bisavô colocava-lhe nas mãos uma faca, que usava como defesa pessoal. “Mas esse spírito não dimorou. Bem dizer, Chico parou de lutar cedo, porque o spírito quando lhi vinha, fazia firimento fundo de criar maka grande no bairro, como aquela maka que lhi provocou disgosto, por lhi curparem que matou o Mané Canhoto”, conta o autor.

 

 LOPES, Carlos

Título: Roque Santeiro - Entre a Ficção e a Realidade

Editora Princípia
Data: 2007, Novembro
ISBN: 978-989-8131-01-0
N. Páginas: 272
Formato: 165 x 240cm

 

Sinopse:

" Roque Santeiro estuda o nascimento do mercado com todas as suas envolventes económicas, sociais e políticas da época e as razões que o fizeram prosperar.
"Vai descrevendo, com números e opiniões diversas à mistura, o bulício e a actividade desse formigueiro humano que, a um momento dado, tinha um peso muito grande na vida dos luandenses (...). O Roque é (...) um exemplo da criatividade do espírito angolano, da sua enorme habilidade na luta contra a carência e o sofrimento e, também, da capacidade de inventar dos luandenses (...)", escreve o apresentador da obra.


 MAGALHÃES, Ana

Moderno Tropical


Título: Moderno Tropical - A arquitectura portuguesa em Angola e Moçambique

Editora: Tinta da China

ISBN:9789896710170




MELO, João

Título: O Homem que não tira o palito na boca

Editora: Nzila

ISBN: 978-989-631-

autor usa uma linguagem magnificamente técnica, semiótica, de lógica formal e jurídica – obsessivamente perfeccionista, requintada, paranoicamente explicativa – para tratar de questiúnculas ou, pelo contrário, explicar formalmente, com uma lógica administrativa, a podridão familiar, politica, económica, quotidiano de miséria, prostituição, indecência, malfeitoria e sacanice (no Sambila e outros bairros) de pobres diabos e cidadãos abandonados pelos coevos. Histórias de casais e traições (infidelidades) são uma das obsessões divertidas de Melo. E, depois, há otema das raças, cores de pele, classes, mas também do assassinatopiedoso, entre tantos.


Título: Filhos da Pátria

Editora:

 

MOUTINHO, José Carlos

Título: "ANGOLA do Tejo ao Kwanza"

Editora:Edium Editores

ISBN

Sinopse: História de um jovem, que saiu do aconchego da sua mãe e partiu sózinho para Angola, atendendo ao chamamento dos irmão que lá viviam.

Teve os seus dissabores, as suas tristezas e alegrias. Foi lá que encontrou os seus primeiros amores, onde se fez homem e constituiu família.

Violou praticamente por todo o país, pelo qual se encantou irremediávelmente. Pretende-se essencialmente neste pequeno romance, mostrar a paixão que fica impregnada na alma de quem viveu em Angola.

Jamais se esqueceu os cheiros da terra vermelha e o pôr do sol.



 

 MOUTINHO, José Viale

Título: Contos Populares de Angola

 

Capa mole. Landy 2000.
ISBN: 8587731181 / 85-87731-18-1
EAN: 9788587731180

 

 

 

MATUMONA, Muanamosi

Título"Filosofia Africana"

Editora: Esfera do caos

ISBN: 978-989-680-009-3

Sinopse:Evocando uma célebre expressão de Paulo VI, “África, chegou a tua hora!”, qual será o contributo da filosofia para a reconstrução do conti­nente africano? Esta é a grande questão à qual neste livro se procura respon­der. A confiança profunda do autor nas potencialidades ocultas das sociedades africanas marca o desafio que decidiu assumir: compreender o que falta fazer para que em África se vivam dias melhores de liberdade e de paz.

Com mestria, Muanamosi Matumona alia os dados da história e o rigor do conhecimento prático da realidade africana à cora­gem e ousadia das suas propostas.






NGUNGA, Eurico Josué

 

 

Em “Njango: contos em volta da fogueira”, Kandjila relata a cosmovisão africana repassada pela oralidade. O Njango representa a forma de passagem do conhecimento pelos mais velhos a fim de perpetuar e fortalecer as gerações vindouras. O livro é uma narrativa para todas as idades, que nos faz voltar no tempo e estabelecer conexões entre os contextos históricos do período colonial português na África e no Brasil. O Autor Kandjila nasceu em Bela Vista, atual Katchiungo, em Angola. Pertencente ao maior grupo étnico dos onze catalogados pelo governo angolano, o dos Ovinbundos, no livro aborda questões patentes de sua cultura, que além do português fala também o idioma umbundo. Registrado como Eurico Josué Ngunga, o autor assina suas obras com o nome que ganhou ao nascer, e que foi posteriormente negado no cartório regido por leis portuguesas.


 

 ONDJAKI


Título: A bicicleta que tinha bigodes

Editora: Caminho 

ISBN

Sinopse: 



Título: Avódezanove e o segredo do soviético

Editora: Caminho

ISBN: 

As obras do Mausoléu que irá albergar os restos mortais do presidente da República estão quase a terminar. Os habitantes do bairro vizinho descobrem que as suas casas serão destruídas porque o espaço circundante ao monumento será requalificado. Duas crianças decidem explodir o Mausoléu e assim poupar o bairro onde sempre viveram. Entretanto o responsável pela obra, um soviético, apaixona-se pela avó de uma das crianças. Entretanto essa avó tem de ser operada para lhe amputarem um dedo do pé. Entretanto existe uma outra avó que aparece muito mas não existe. Entretanto o plano das crianças falha, mas o Mausoléu é destruído¿


Dentro de Mim Faz Sul seguido de Actu Sanguíneo


Título: "Dentro de mim faz sul seguido de Actu sanguineo"

Editora: Caminho

ISBN:  9789722121316

Dentro de mim faz sul seguido de acto sanguíneo reúne o primeiro livro publicado pelo autor - Acto sanguíneu (INALD, 2000, poesia) - e o último que Ondjaki escreveu, também de poesia - Dentro de mim faz sul. Entre um e outro livro, o autor atravessou a primeira década do século XXI, 15 livros e 6 prémios. Agora pode ser lido7 línguas diferentes e em todos os países que falam português.


Título: "E se amanha o medo"

Editora

ISBN 

Há nestes quadros a presença de um mundo que se constrói a si mesmo, que se inventa à medida que se vai fazendo, de profunda génese orgânica, de intenso e vibrante sentimento expressionista, povoado de criaturas que têm origem no real mas que são decantados.


Título: Ynari, a menina das cinco tranças

Editora: Caminho

ISBN

Ynari é uma menina com cinco tranças e muita vontade de conhecer as palavras do mundo. Certa manhã, passeando perto do rio, Ynari encontra um homem pequenino, de uma aldeia distante da sua, onde vivem muitos seres pequenos por fora e grandes por dentro, cada um com um dom mágico. Lá existe o velho muito velho que inventa as palavras e a velha muito velha que destrói as palavras.
Nessa sua jornada, Ynari também acaba descobrindo que a guerra faz parte do mundo: cinco aldeias da região estão lutando, cada qual por não ter algo que as outras aldeias possuem. Com a ajuda de suas cinco tranças, a menina vai dar aos povos as palavras que enfim lhes faltavam, mostrando que as crianças, com muita magia e ternura, podem mudar as aldeias e as ideias e acabar com todas as guerras.
Mas Ynari também tem muito a aprender com essa aventura, como um novo sentido, cheio de magia, para uma palavra antiga: amizade. Em Ynari, a menina das cinco tranças, Ondjaki usa seu talento de poeta e a oralidade do português angolano para falar às crianças sobre as duras marcas que os quase trinta anos de guerra civil deixaram em seu país. Alguns termos típicos da cultura africana são esclarecidos em um glossário ao final do livro.


PANTOJA, Selma




Título: Nzinga Mbandi
Editora:
ISBN:
A historiadora Selma Pantoja reconstitui, com base nas fontes do século XVII, a trajetória de Nzinga Mbandi a rainha guerreira do povo Mbundu, na região de Angola. Figura emblemática na história da região angolana.


PAREDES, Margarida


Título: O Tibete de África
Editora:Âmbar
ISBN:


Em criança, Ana, apaixonada pela vida em África, onde nasceu, é confrontada com o racismo de duas comunidades que vivem juntas mas de costas voltadas uma para a outra, na cidade de Luanda, e fica traumatizada. Deslocada pela História do continente africano para o continente europeu, cresce sentindo-se um corpo estranho no meio de uma sociedade que a rejeita porque é diferente. Em adulta vê-se gestora do mercado de África numa grande empresa de telecomunicações em Lisboa. Está casada com um velho refugiado político que fugira à guerra colonial e vivera exilado na Bélgica durante décadas quando lhe surge um colaborador angolano, galã e descomplexado, muito bem relacionado e competente. Dum golpe, Ana percebe que esse continente, donde um dia fora obrigada a fugir, regressa à sua vida com um resplendor diabólico e irresistível.






PELISSIER, René
Título: As campanhas coloniais de Portugal 1844-1941
Editora: Estampa
ISBN


Título: História das campanhas de Angola

Editora: Estampa

ESBN



 PEPETELA

Título: A geração da utopia 

Editor: Dom Quixote

ISBN: 9789722009980
Ano de Edição: 1997
N.º de Páginas: 320
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 14 x 21 x 3 cm

 

Sinopse

A Geração da Utopia é o retrato desapiedado dos angolanos a quem ficou a dever-se a epopeia das lutas pela independência e da guerra civil que logo lhe sucedeu, das glórias e das sombras que marcaram esses longos anos de permanente conflito, e do descontentamento e da indiferença que insidiosamente se tornou o estigma de tantos desses homens e mulheres que fizeram, apesar de tudo, um novo país.
Internacionalmente conhecido como uma dsa mais representativas figuras das letras angolanas, Pepetela é autor de uma obra já extensa, de entre a qual se destacam, para além do presente romance, Muana Puó, Mayombe, O Cão e os Caluandas, Yaka e Lueji, todos editados nesta mesma colecção.

 

 

PEPETELA

Título: " Jaime Bunda e a morte do americano"

Editora:Dom Quixote 2003.

ISBN: 9722025279 / 972-20-2527-9

 

 

 

Sinópse:

«Então não havia o Afeganistão, a Somália, o Irão ou a Colômbia, países ideais para um americano morrer de morte matada, sem levantar muitas comoções nem pasmos, pois eram territórios já habituados a serem tratados de promotores e antros de horripilantes antiamericanismos ? Aí tanto fazia, mais um menos um, não provocava qualquer crise mundial.
Porque iria logo escolher a pacífica Benguela, onde, de memória de gente, nunca nenhum americano tinha morrido, nem mesmo quando os ianques andaram a apoiar, abertamente ou de caxexe, os famigerados terroristas, linguagem oficial de um dos lados, lídimos e heróicos defensores da democracia no dizer do outro lado?
Mas foi isso que aconteceu, o engenheiro gringo bateu subitamente a caçoleta na pachorrenta cidade das acácias rubras, para grande tristeza e preocupação dos governantes, locais e nacionais, e perante a indiferença da maioria da população, ocupada na legítima e cada vez mais problemática azáfama de sobreviver.»

 

 

PIMENTA, Fernando Tavares 

 

 

Título: Angola no percurso de um nacionalista

Edições Afrontamento

 ISBN: 972-36-0831-1;



 RUI, Manuel

Título: Janela de Sónia

Editora:

ISBN: 978-972-21-2021-0

  JANELA DE SÓNIA é a história da sobrevivência de uma família angolana durante a Guerra Civil de Angola (período Pós-Independência, com final «oficial» em 2002).Como em todas as guerras (ou poderemos dizer «como em todas as mudanças drásticas colectivas»?), há reorganizações sociais e económicas, há classes que ascendem e que decaem, há tradições que se perdem e que se ganham. JANELA DE SÓNIA é um livro que procura mostrar como a humanidade se renova, como é possível encontrar uma nova identidade nacional, local, individual, num país tão longamente maltratado por um ambiente de destruição. 


SECO, Paulo

Título: "...a nudez cristalina de Susana"

 

 

 

«A nudez cristalina de Susana é um romance que versa sobre um chamamento para uma reconciliação do ser humano com o ambiente que se insere e cumpre os desígnios da própria vida. (...) Ainda existe gente (Susana é toda essa gente) capaz de viver em perfeita comunhão com a natureza e prenhe de humanidade».

SECO, Paulo

Título: "Laços verticais"

Editora: Papiro, 2007

ISBN: 989636018-9

 

 

Poesia

Mundo esquecido numa viagem para fronteiras igualmente esquecidas, além de perdidas na imensidão de um Universo que se recusa cada vez mais a ser infinito, o de Paulo Seco, que aqui celebramos, usa e abusa de um verbo que se quer oração aos deuses de todas as humanas fraquezas.


Lançada obra

SIERRA, Lázaro Cardenas

Título: Angola e África Austral, apontamentos para o processo negocial para a paz

Editora: Mayamba

ISBN

Apresenta testemunhos do esforço ou de um processo rigoroso de investigação, ao longo do qual a consulta e o cortejo das mais diversas fontes de informação estão presentes.


SILVA, João Portelinha da

Título: O dia em queum Ngola descobriu Portugal"


Editora: CRV 


“O Dia que um Ngola descobriu Portugal”, é o seu primeiro romance e no prelo, tem outro romance intitulado Diálogos após a Morte, que versará sobre três líderes angolanos que depois de falecidos, do além, farão um “balanço” minucioso de suas atuações em vida e sobre atual situação em Angola.

S

ILVA,Vitor Burity da

Título: "Novembro"

Editora: Porto Editora

ISBN:

Nova obra de Vítor Burity da Silva evoca os 35 anos da independência daquele país africano


Intitula-se Novembro, aborda os trinta e cinco anos de independência de Angola, que se comemoram no próximo dia 11, e é a nova obra do angolano
Vítor Burity da Silva. Dia 9 é apresentada por valter hugo mãe no Clube Literário do Porto.
Burity é um autor que a Porto Editora lançou em 2009, através da publicação de dois livros – Rua dos Anjos e Este Lago Não Existe –, por altura da última edição do Correntes D’Escritas, evento no qual marcou presença. Foi também o primeiro escritor africano de expressão portuguesa que a Porto Editora incluiu no seu catálogo.
No âmbito da colecção Literatura Plural, em que se inserem as três obras de Burity, a Porto Editora publicou também A canção de Zefanias Sforza, a primeira incursão pela prosa do poeta moçambicano Luís Carlos Patraquim. O livro é alusivo aos trinta e cinco anos de independência do país em que nasceu. A colecção foi pensada tendo em conta a presença do Grupo Porto Editora em África, através da Plural Editores Angola e da Plural Editores Moçambique.
A apresentação desta memória ficcionada de Vítor Burity da Silva decorrerá no Clube Literário do Porto, no dia 9 de Novembro, às 21:30, e estará a cargo de valter hugo mãe.


 

 

TALA, João

Título: A forma dos desejos

 

 

 

 

«A Forma dos Desejos» veio impor novas exigências à mesa da leitura em relação aos novos autores. Uma das exigências será o critério de qualidade estética literária.(...) , este livro possui todos os ingredientes que compõem a obra verdadeiramente literária: a ousadia da mensagem, a imagética surrealista e vanguardista que procura superar o já criado, ou pelo menos, ser diferente trazendo algo de novo, a elaboração conceptual dentro dum diversificado figurino».

 


TAVARES, Ana Paula


Como Veias Finas na Terra

Título: Como veia finas na terra

Editora: Caminho

ISBN:9789722121347

SinopseNovo livro de uma das poetisas mais reconhecidas de Angola. Os referentes temáticos são africanos, mas são tratados de uma forma universal e intimista, através de uma escrita delicada, depurada, imagética.








 Título: "Manual Para Amantes Desesperados"

Editorial Caminho 

ISBN: 978-972-21-1850-7 

 

 

Sinopse: Este Manual Para Amantes Desesperados começa por abrir portas ao amor. Mas logo se levanta a dúvida: quem é o amante desesperado? Será aquele a quem se dirige o sujeito do poema? Rapidamente, o destinatário textual se torna o centro do poder, aquele que abandona, que magoa, que provoca a memória e o sofrimento. Finalmente, o amante é omitido num ambiente feminino e matricial, de tradições, conselhos, silêncios e desejos, palavras.

 

______________

 

 VIEIRA, José Luandino

Título: "A cidade e a infância"

Editora: Caminho

ISBN: 9789722118958
1.ª edição: Outubro 2007

 

Sinópse:

A Cidade e a Infância é um conjunto de histórias de infância e retrata o ambiente difícil que se vive nos musseques, onde condições de vida violentas empurram jovens para a prostituição e crianças para a fome, onde o racismo e a humilhação se inscrevem em novos e velhos…

VIEIRA, José Luandino

Título: "A Guerra dos Fazedores de Chuva com os Caçadores de Nuvens
Guerra para Crianças"

Editora: Caminho
ISBN: 972-21-1839-0
1.ª edição: Novembro 2006

Sinópse:

Uma estória de guerras, para crianças. Estória e não história, porque a narrativa é como um mussosso tradicional angolano. E as guerras são o confronto da natureza com a tecnologia. Ou dos donos da terra com os de fora da terra. Ou dos invadidos com os invasores. Dos oprimidos com os opressores.
A solução deste conflito vem da natureza quando os jacarés tomam partido. Ouçamos, no final, a fala do grande chefe Kibaia: «Disse: Só as crianças podem ser ao mesmo tempo vítima, testemunha, juíz e carrasco;».
E, como uso em fecho de narrativa para crianças, uma moral: na dúvida, sempre a favor dos oprimidos

 

VIEIRA, José Luandino

Título: "A Vida Verdadeira de Domingos Xavier"

Editora: Caminho

ISBN: 9789722115605


1.ª edição: Setembro 2003

Sinópse:

«De todos os cantos da prisão chegaram vultos que se sentaram, silenciosos, à volta do irmão a morrer. Um moço tirou seu velho casaco de fardo e cobriu com ele o peito pisado e rebentado do tractorista. Só a cara estava agora descoberta, banhada na luz da lua entrando na janela. O velho bêbado continuou a choramingar no seu canto. A lua espreitava nas frinchas, nas janelas altas, e veio cobrir na cara serena e tranquila de Domingos Xavier. O sangue foi correndo, noite fora, cada vez com mais devagar, respiração cada vez mais fraca, a cara esmagada virando naquela cor esbranquiçada da morte. O moço que estava espreitar atrás de várias cabeças arriscou mesmo baixinho:
- Aiuê! Parece é, tá dormir ainda...
Verdade mesmo, Domingos Xavier dormia para os seus irmãos, feliz em sua morte, de madrugada, com a luz da lua da sua terra a sair embora para contar depois, todas as noites, a história de Domingos Xavier.»

Domingos António Xavier, o tractorista, nunca fizera mal a ninguém. Só queria o bem do seu povo e da sua terra. E por lhes querer bem não falou os assuntos do seu povo nem se vendeu. E por lhes querer bem o mataram. E por isso, no dia da sua morte, ele começou a sua vida de verdade no coração do povo angolano.

VIEIRA, José Luandino

Título: "De rios velhos e guerrilheiros - o livro dos rios"

Editora: Caminho, 2006

ISBN: 978-972-21-1828-6

literarura/ficção/romance

 

Sinópse:

Primeiro volume de uma trilogia subordinada ao título De Rios Velhos e Guerrilheiros, nele reencontramos a «voz» inconfundível do autor na quebra da sintaxe convencional, na presença de neologismos, na incorporação de expressões em quimbundo, para mencionarmos apenas algumas das marcas essenciais da escrita e da obra de José Luandino Vieira. Contenção e transbordamento – o rio e as suas margens – reflectem-se nestas páginas em que se projecta a história recente de Angola, mas não só. É também de outras crises que O Livro dos Rios se ocupa, abismos de contemporaneidade e problemas que desde tempos imemoriais têm envolvido o homem e mobilizado os grandes escritores.

«

VIEIRA, José Luandino

Título: "João Vêncio: os seus amores"

Editora: Caminho

ISBN: 972-21-1628-2
1.ª edição: Junho 2004

 

As 290 páginas do livro são ilustradas com 300 fotografias, além de outras 200 inseridas num CD incorporado na obra, que tem ainda depoimentos de contemporâneos, panfletos e recortes de imprensa. 

Mas é tempo, cremos, de apresentar ao leitor João Vêncio, aliás, Juvêncio Plínio do Amaral, João Capitão, Francisco do Espírito Santo, ou ainda "Aliás", na feliz expressão de um juíz baralhado pela multiplicidade de disfarces do protagonista da nossa estória. Logo aqui começam as dificuldades. Temos, então, uma personagem que muda de nome, que, aliás, gosta de mudar de nome, ou, muito simplesmente, de mudar. Tipo ambíguo, a escapar-nos permanentemente, este João Vêncio. Aqui, Luandino Vieira, o autor da estória, estaria a defender-nos da tentação de julgarmos também nós, leitores, como os juízes fizeram, o pobre diabo de João Vêncio, de fazermos uma leitura ambígua da personagem. Estamos perante um ser contraditório, que tanto suscita a nossa repulsa como uma irreprimível simpatia. Um ser sinuoso, que nos escapa, que não agarramos, não prendemos numa leitura esquemática. O motivo da mudança — o ele amar, afinal, mais que o mudar de nome, de casa, de rua, de sítio, de quarto, de bigode, de mulher, de vida, a mudança em si — prende-se, de algum modo, na narração das suas atribulações, ao motivo do amor do amor.»

Do prefácio

 

VIEIRA, José Luandino

Título: "LUUANDA"

Editora: Caminho

ISBN: 972-21-1651-7
1.ª edição: Novembro 2004

 

"[...] A questão da fome, a questão da repressão, a questão de surgirem personagens de camadas e classes sociais que, até aí, eram segregadas da literatura, parece-me (hoje, a esta distância, tanto quanto me vejo, até como personagem do meu próprio destino), parecem-me correctas... Quando escrevi o Luuanda a minha preocupação era ser o mais fiel possível àquela realidade. Se a fome, a exploração, o desemprego, surgem com muita evidência, não se trata de uma atitude preconcebida, de uma atitude consciente. É porque isso era — digamos assim — o aquário onde meus personagens e eu circulávamos... A questão da linguagem já não é tão inocente assim... Muito embora não pretendesse fazer uma cópia fiel da linguagem utilizada pelas camadas populares luandenses. Tenho que reconhecer — para o caso do Luuanda — que em certa altura eu achei até que teria um significado político: demonstrar que, na própria língua do colonizador, a nossa diferença cultural nos permitia escrever de modo que era difícil, ao próprio colonizador, entender o nosso código linguístico. Mas essa parte deliberada na criação de uma linguagem é apenas uma excrescência. Porque o meu intuito era (não consegui, com certeza!) criar uma linguagem ao nível literário a partir dos mesmos processos e das estruturas linguísticas bantas da região de Luanda. Que fosse homóloga da linguagem popular e não a sua cópia ou a sua reprodução [...]."

(Excerto de uma entrevista dada por José Luandino Vieira
a Pires Laranjeira, em 1994, para a Universidade Aberta)

 

VIEIRA, José Luandino

Título: "Lourentinho Dona Antónia de Sousa & eu"  

Editora: Caminho, 2006

ISBN: 972-21-1815-3

 

 

Sinópse:

Duas novelas compõem este livro - «Kinaxixi Kiami» e «Estória de família (Dona Antónia de Sousa Neto)» -, duas novelas que se passam nos últimos anos do colonialismo em Angola e que mostram duas faces a um tempo distintas e interligadas: a do interior do país e a da capital. A primeira apresenta-nos uma natureza pródiga que o homem-colono tenta em vão dominar (daí a tonalidade ecológica, elemento novo na literatura angolana); a segunda centra-se num almoço de pedido de casamento, óptima oportunidade para ilustrar a facúndia patrioteira do anfitrião luandense, amigo dos agentes da PIDE...
Estes textos, que datam de 1971 e 1972, foram os últimos que Luandino Vieira produziu no Campo de Concentração do Tarrafal. Correspondem à fase irradiante da sua escrita, em que o leitor, como diante de um quadro de Brueghel, se sente investido de um poder de recomposição e, até, de recriação – um verdadeiro deleite.


 

VIEIRA, José Luandino

Título: "MACANDUMBA"

Editora: Caminho

ISBN: 972-21-1728-9
1.ª edição: Junho 2005

 

Sinopse:

Embora privilegiando o ambiente e as gentes dos musseques, Luandino - através das "andanças" de Pedro Caliota, personagem deliciosa - espraia o olhar pela sua cidade e, numa prosa poética onde são nítidas as influências da oralidade, as interrogações amargas, a ironia, narra «inúmeras e grandes confusões», isto é: «macandumba».

             

VIEIRA, José Luandino

Título: "No antigamente, na vida"

Editora: Caminho

ISBN: 972-21-1684-3
1.ª edição: Março 2005

Por detrás do espelho, olho amarelo da vida, as crianças deslizam e crescem em silêncio, mestres na arte de praticar o bem e exercer o mal. Correm junto ao chão a espantar a vida, a espantar-se da vida e "levantam os olhos do mundo mínimo" para, no oco do silêncio, nos revelarem o Kinaxixi como centro do mundo, lugar íntimo e secreto de celebração da vida e da morte, por onde todos já passámos um dia, um momento, uma leitura.
Aqui, José Luandino Vieira multiplica, em três histórias que se continuam umas nas outras, toda a "sabença" com tempo de raiz e tempo de semente e que não é senão a escrita de que é mestre absoluto. Um inventário do riso cresce nos voos das vozes a que cada palavra acrescenta um rasto de silêncio, acelera o tempo do discurso e põe em germinação uma arte poética em cada frase: "as flores fervem as cores". Rente às palavras e nos limites da água os "surdos corredores da memória" rebentam nas mãos o mapa da cidade vivida, o alumbramento deste antigamente na escrita.

Ana Paula Tavares

 

 VIEIRA, José Luandino

Título: "Nós os do Mukulusu

Editora: Caminho

ISBN: 972-21-1616-9
1.ª edição: Abril 2004

 

Sinopse:

Escrito em 1967 no campo de concentração do Tarrafal (crismado de "Campo de Trabalho de Chão Bom") em apenas uma semana — "de um só jacto", para usar as palavras do próprio autor —, Nós, os do Makulusu continua a ser a obra de José Luandino Vieira mais complexa no seu processo de construção de uma linguagem literária com base na linguagem popular de Luanda e das interferências entre as línguas portuguesa e quimbunda. A isso não será certamente alheio o facto de, a par do fluxo do passado — uma constante em todos os seus livros —, o futuro ser também chamado à narrativa, obviamente sob forma prospectiva. Uma narrativa cujo sujeito, interrogando-se até à última linha, é afinal o espelho de uma geração frente à necessidade histórica de uma guerra de libertação — individual e colectiva — e a que coube questionar o passado e partir à invenção do futuro. Terminando por uma interrogação face a esse futuro, o romance mantém-se, hoje, mais actual que no momento da escrita. A resposta à pergunta final continua em aberto.


 

 VIEIRA, José Luandino

Título: "Nosso musseque"

Editora: Caminho

ISBN: 972-21-1543-X

1.ª edição: Maio 2003

Sinópse:

Nosso Musseque, escrito na prisão da PIDE em Luanda entre Dezembro de 1961 e Abril de 1962, manteve-se até hoje inédito. A sua publicação agora, 40 anos depois de ter sido escrito, revela um Luandino Vieira no seu melhor: um retrato do musseque luandense, retrato físico, paisagístico e humano, que só um grande escritor pode conseguir. A galeria de figuras humanas que o romance nos apresenta — Carmindinha, a jovem costureira; Capitão Abano, marinheiro de cabotagem; sô Augusto, o electricista, derrotado pela vida e convencido de que a pode derrotar com o seu famoso livro; Albertina, a prostituta branca do musseque, que vende e dá amor às mãos largas; Zito, o endiabrado conquistador compulsivo; e tantos, tantos outros, constituem um vasto mundo que, pela arte com que está apresentado neste livro, fascina o leitor e o arrasta irremediavelmente para dentro de si.
Nosso Musseque é, repetimos, Luandino Vieira no seu melhor.


Título: O livro dos guerrilheiros

Editora:

ISBN:

É um mergulho na memória de Angola que o escritor propõe, fixando o olhar nos guerrilheiros para, a partir das suas vozes, captar a guerrilha como uma vivência em movimento, como a realidade de um presente que ainda não poderia conhecer os erros, os acertos, a euforia, a frustração. Nessa mescla de testemunho e ficção, Luandino, com sua inquietante radicalidade, leva-nos por uma viagem marcada pelo risco, arrastando-nos para um turbilhão de imagens e sentidos que impossibilita qualquer hipótese de sossego diante do texto. Assim, como diante da extraordinária realidade que a escrita tão concisa consegue representar.
 

 VIEIRA, José Luandino

Título: "Velhas estórias"

Editora: Caminho

ISBN: 972-21-1788-2
1.ª edição: Abril 2006

 

Sinópse:
«A vida é um rio de complexas águas», afirma um personagem de Luandino. As suas estórias – as velhas, as de dentro, as todas – têm essa força fluvial que é poética e torrencial, em fuga do fácil, do supérfluo.
Estas «estórias», sempre novas porque velhas, lembram um quintal angolano onde desfilam os códigos e as dinâmicas de convívio, mas também os trejeitos e os cheiros que só quem soube escutar a realidade pôde assim vir a recriá-la.
Profundo peregrino de si próprio, Luandino Vieira faz o que tem de ser feito: nos seus livros renasce a literatura angolana.

 

VIEIRA, José Luandino

Título: Vidas Novas

Editora: Caminho

ISBN: 978-972-21-1849-1
1.ª edição: Fevereiro 2007

 

Sinópse:

As estórias aqui reunidas são independentes umas das outras, mas, seja pela datação a elas aposta, seja por seus elos imagísticos e temáticos, formam uma espécie de sólido bloco narrativo, no qual cada novo conto amplia o(s) anterior(es), criando uma espécie de vórtice que impacta o imaginário do leitor, do princípio ao fim da obra. A invariante espacial, marca de Luandino, é dada pela cidade de Luanda e, nela, pelo cotidiano vivido nos seus musseques. Mais do que lugar de privação, estes se fazem um símbolo de união, cumplicidade e resistência nos tempos de guerra cobertos pelos textos. Dos musseques, o leitor é levado às prisões, nas quais corpos humanos, torturados e sangrantes, se iluminan pela luz da solidariedade e da confiança na construção do futuro.
O escritor, que nos «põe as estórias», no melhor estilo da oralidade por ele reinventada e com perfeita consciência de seu labor estético, organiza, com uma linguagem revolucionária, a festa da esperança nos «tempos bons que vêm por aí». Tal festa se anuncia, sobretudo, no olhar sereno e confiante dos «heróis» cantados, mais do que contados nos textos. Por tudo isso, Vidas Novas é obra que vai muito além da contingência histórica na qual foi escrita. Ela nos ensina a ter fé na resistência do «fio da vida», semente sempre disposta a renascer.

Laura Cavalcante Padilha
(Professora da Universidade Federal Fluminense)


XAVIER, Edgardo

Título: Corpo de Abrigo

Editora:

ISBN:

Sinopse:


 

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Autor: ONDJAKI
Autor: COUTO, MIA

Título: Contos africanos dos países de língua portuguesa
Editora:Ática
ISBN:





Miguel Anacoreta Correia, Anabela Simão, Eurico Simeão Neto, Jerónimo Belo, João Eloy, José Lobo do Amaral, José Maria Pimentel, Manuel Ennes Ferreira e Rogério Pacheco
Título: Viva a malta do liceu!
Editora
ISBN

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Título: Lúcio Lara, Tchiweka -  imagens de um percurso
Editora:A Associação Tchiweka de Documentção e a Editorial Caminho
ISBN;
 
As 290 páginas do livro são ilustradas com 300 fotografias, além de outras 200 inseridas num CD incorporado na obra, que tem ainda depoimentos de contemporâneos, panfletos e recortes de imprensa.