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Quando examinamos cuidadosamente as Escrituras Sagradas, o conceito de família se apresenta onipresente. A bênção divina sobre o lar é um marcador-chave da diferença entre os que temem ao Senhor e aqueles que o desprezam.
A família é, sempre foi e sempre será a base da nossa sociedade e a base do nosso bem estar.

Mas a família é formada pelo casal e pelos filhos.

A interacção entre a família é de tal maneira forte que quando um sofre, todos sofrem. Quando um está mal todos os outros ficam mal. Quando um não se sente bem os outros também já não ficam bem.

E é assim que são as famílias.

Todos se preocupam uns com os outros e todos vivem os problemas uns dos outros.

Com demasiada frequência vemos que problemas num dos elementos da família afectam demasiado todos os outros membros da família.

Assim resta a solução de todos estarem bem para que a família se encontre bem.

A ligação entre os diversos elementos da família é tão forte que muitas das vezes não nos importamos de dar a nossa vida por alguém da nossa família.

Isto é apenas o nosso amor pelos nossos a evidenciar-se e é com base neste amor que nós actuamos quer conscientemente quer inconscientemente.

O nosso amor pelos pais, irmãos, filhos, etc. leva-nos muitas das vezes a fazermos esforços demasiado grandes para que eles fiquem bem ou mesmo a dar a nossa vida por eles.

Se por um lado isto é um instinto de sobrevivência e de amor, por outro lado isso pode trazer consequência nada boas quando actua a nível inconsciente sem nos darmos conta.

Por vezes a doença de um pai ou mãe leva muitas vezes um filho ou filha a deixar de ter vontade de viver.

A preocupação com esse pai ou essa mãe muitas vezes leva a que esse filho/filha viva apenas para esse pai/mãe e passe a viver o medo e a preocupação de perder aquele que ama.

E muitas vezes não se importa de dar a sua vida por esse pai/mãe se com isso achar que o pode ajudar de alguma maneira.

Isto explica muitos problemas que por vezes se encontram na nossa sociedade e de entre eles temos:

A adopção.

Os divórcios

As drogas

E muitos outros que irão ser temas de próximas emissões.

Uma experiência que eu costumo fazer com frequência quando trato crianças pequenas ou bebés é pedir ao pai ou à mãe que pense em algo de negativo que alguma vez lhe aconteceu.

Sempre que a pessoa se lembra de algo, esse filho/filha fica irrequieto, mexendo-se e alterando o seu comportamento. Depois peço para pensar em algo agradável e esse filho/a acalma e fica muito mais relaxado/a.

Esta é uma prova e uma evidencia acerca de como os pensamentos e sentimentos dos pais afectam os seus filhos, crianças ou bebés.

Isto qualquer pessoa pode testar por ela e verificar as mudanças de comportamento ou de atitude dos seus filhos.


Com demasiada frequência muitas crianças apresentam doenças e problemas que nada mais são do que apenas o stress e as preocupações que os seus pais têm e que elas vivem com muita intensidade.

Lamentavelmente os pais vão a correr com as crianças para os médicos para tratarem os seus filhos e dentro de mais algum tempo voltam de novo e volta a repetir-se tudo de novo.

Os pais deveriam parar e pensar duas vezes como é que eles (pais) estão e preocuparem-se com eles (pais) pois os seus filhos vivem demasiado os seus problemas e dessa forma muitos dos problemas dos filhos são apenas o reflexo ou a consequência dos problemas dos seus pais.

Com demasiada frequência os pais vivem demasiado para os seus filhos e quando os filhos sentem isso, sentem-se responsáveis pelo facto dos pais não terem vida própria acabando por se sentirem-se sobrecarregados com isso.

Quando os pais estão bem então os filhos não precisam de se preocupar com eles e podem dessa forma dedicar-se a si mesmos e à sua vida.

Isto torna-se bem visível no comportamento das crianças que mudam radicalmente quando os seus pais se encontram bem e que entram em comportamentos "estranhos" e agressivos sempre que os seus pais não andam bem.

O tão falado mau comportamento das crianças nas nossas escolas, a sua agressividade para com os colegas e professores, a sua falta de aproveitamento e muitas outras situações têm aqui uma forte razão de existir.

Infelizmente muitas das vezes coloca-se um rótulo na criança como "hiperactiva"; "mal comportada"; "problemas de aprendizagem" e muitos outros e uma vez esse rótulo colocado, isso obriga a criança a ser e a permanecer dessa forma.

Então a criança pode agora manter esse comportamento uma vez que já se encontra rotulada.

Muitas das vezes pensa-se que só porque se coloca um rótulo o problema fica resolvido. Como facilmente se compreende, colocar um rótulo só valida algo e perpétua aquilo que já existe.

A solução está noutro lado pois muitas das vezes os comportamentos e atitudes das crianças são apenas o reflexo de algo que não está bem com os seus pais ou com a sua família.

Querer corrigir as consequências (leia-se as crianças) está condenado ao fracasso pois o que precisa de ser feito é a correcção das suas causas que é os pais e a família.

Agora já sabe porque hoje em dia se encontram tantos problemas nas nossas escolas e na nossa sociedade. E agora também sabe porque nada está a melhorar apesar de todos os esforços e profissionais envolvidos.

Se queremos alunos com bom comportamento e aplicados temos sempre de olhar para os seus pais e para a sua família pois enquanto isso não for feito nada irá mudar.

Os pais como casal deveriam comportar-se como casal e não como duas pessoas que vivem juntas para criarem os seus filhos.

Mas criar os seus filhos significa ordem e regras uma coisa que muitas das vezes falhas nas nossas casas onde os pais são demasiado permissivos ou onde os pais se contradizem ou um deles se "demite" das suas funções para não entrar em conflito com o outro ou por outra razão qualquer.

Nada cria mais insegurança nos filhos do que ver que os pais não se entendem ou de que os pais estão em desacordo acerca da vida ou acerca da educação da criança.

Na mente da criança o que surge é: "cada um diz uma coisa diferente e eu não consigo agradar aos dois".

A educação dos filhos passa por um entendimento no casal. Só quando o casal se entende entre ele é que pode educar correctamente o filho.

Se o casal não se entende entre ele os filhos tornam-se demasiado inseguros a todos os níveis.

Se o relacionamento do casal não é o melhor os filhos não se sentem seguros pois vivem demasiado os problemas dos seus pais.

Se os pais não são o modelo os seus filhos não têm uma referência para seguir.

Se os seus pais não vivem antes de mais um para o outro, as crianças sentem-se mal pois elas só querem que os seus pais se amem um ao outro. Afinal a criança não é mais do que o fruto do amor dos seus pais. E quando os seus pais deixam de viver um para o outro a criança sente que eles já não estão disponíveis para ela.

Quando os pais vivem um para o outro a criança sabe que irá sobrar amor também para ela e então fica relaxada porque sabe que os seus pais se amam.

E quando a criança vê e sente que os seus pais vivem um para o outro, ela então pode relaxar porque tudo o que ela quer é que eles estejam bem e que vivam a VIDA DELES. Na mente dela o que surge é: "se eles vivem a vida deles eu posso viver a minha".

Quando os pais vivem para os filhos o que surge na mente deles é: "tudo o que eu gostava era que vocês vivessem a vossa vida e fossem um modelo para mim, não que prescindissem da vossa vida por mim. Quando prescindem da vossa vida por mim, eu sinto-me responsável por isso e dessa forma sinto-me muito mal".

"Se vocês lutam para estarem bem então eu também luto para estar bem. Se vivem para mim eu sinto que vos sobrecarrego e sinto-me mal por isso".

Esta é a mecânica da mente e a mecânica que existe na família e esta também é a razão dos inúmeros problemas que encontramos à nossa volta nas mais variadas áreas da vida.

A família e o relacionamento familiar é a chave para a resolução de muitos dos problemas com que lidamos no nosso dia a dia.

Entender e resolver muitos dos problemas familiares é um dos objectivos das Constelações Familiares.

Veja também família a base da sociedade.
 

Os livros surgem, em geral, de momentos especiais na vida do autor. Gente como a Gente surgiu de uma pesquisa à Palavra em busca de consolo, conforto e coragem para prosseguir em meio a momentos difícies enfrentados por mim e minha família.

Aprendi muito, rebuscando a vida de pessoas citadas na Bíblia, as quais muitas vezes são só vistas como parte da história. É impressionante como esses personagens podem se tornar vivos e nos ensinar lições preciosas que chegam a mudar o rumo de nossas vidas. Veja um exemplo:

Com Abigail, aprendi que também devemos usar a inteligência em meio às crises, e agir de conformidade com a situação;
Com Mefibosete, aprendi que é exclusivamente a graça de Deus que nos reserva um lugar a mesa do Rei;
Com Abraão e Sara, cai de joelhos perante o Deus que age mesmo em nossas desesperanças.
Venha, através das páginas, tirar lições como eu tirei de forma a nos servirem de exemplo e referencial, em meio às diversas situações que a vida trouxer até nós.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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