Recortes de Imprensa

Reflexos deste projecto nos meios de comunicação social

MACAU HOJE - 20/10/2006

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 PARA MEMÓRIA FUTURA

João Botas, jornalista da RTP, lançou-se no projecto de contar a história do Liceu de Macau, a instituição de ensino oficial português que formou várias gerações de macaenses e portugueses ao longo de 104 anos. A obra, a editar em Maio ou Junho, tem sido publicitada na internet, e conta já com um vídeo disponível em http://youtube.com
"Esta é a história de um dos mais antigos e prestigiados estabelecimentos de ensino oficial português no extremo oriente e que funcionou de forma ininterrupta até 1999 desde a sua abertura formal em 1894…" É assim que João Botas apresenta o livro que tem edição marcada para Maio ou Junho deste ano, uma obra que, pela primeira vez, documenta a história do Liceu Nacional Infante D. Henrique, mais conhecido como Liceu de Macau.
A obra tem sido publicitada pelo autor na internet, com a criação de quatro sítios dedicados ao tema e com a publicação de um vídeo no popular sítio "youtube", mostrando fotografias relacionadas com a instituição.
João Botas, jornalista da estação de televisão portuguesa RTP, começou a reunir material para o livro há cerca de dois anos, mas devido à natureza do trabalho, que inclui testemunhos de antigos alunos e personalidades que fizeram parte do Liceu, e que passa pela recolha de material nunca antes publicado, o autor ainda mantém que está aberto a contribuições.
O livro contará com o prefácio da historiadora especializada em História de Macau, Beatriz Basto da Silva, e terá cerca de 300 páginas. Em termos iconográficos estima-se a inclusão de 40 a 60 imagens, com fotografias e reprodução de documentos inéditos, fazendo assim a história da instituição, também através das imagens.
"Por ali passaram várias gerações de portugueses e macaenses actualmente espalhados um pouco por todo o mundo. Da sua história fazem parte nomes como Camilo Pessanha, Wenceslau de Moraes, Luíz Gonzaga Gomes, Monsenhor Manuel Teixeira, Gomes da Silva, Henrique Senna Fernandes, Beatriz Basto da Silva, Jorge Rangel, Lara Reis, Anabela Ritchie, entre muitos outros", diz o autor, ele próprio aluno do Liceu, tendo vivido em Macau de 1984 até 1990.

Simples homenagem
"Esta história inicia-se (pelo menos) em 1893 e só termina em 1999, praticamente no início do século XXI. Vivi um pequeno período desse tempo todo, mas foi de tal maneira marcante que fiquei para sempre ‘filho da terra’ e que só poderá agradecer tudo o que ali viveu homenageando, de forma simples, um lugar único", escreve João Botas no sítio http://www.liceudemacau.no.comunidades.net.
"Criado por decreto em 1893 teve um papel primordial na educação de milhares de portugueses e macaense hoje espalhados por todo o mundo. A sua história, de tão rica, confunde-se com a própria história dos portugueses em Macau."
Uma das razões para a riqueza da história do Liceu, e que se confunde igualmente com a história de Macau, um território em constante mudança, passa pelo facto de a instituição de ensino ter tido, ao longo da sua existência, várias moradas.
"O seu edifício mais emblemático – talvez por ter sido o primeiro a ser construído de raiz - foi construído no final da década de 1950 na zona da baía da Praia Grande – então Av. da Amizade, actual Av. Dr. Mário Soares – fruto dos primeiros aterros que ali se fizeram nas décadas de 1920 e 1930." Este edifício, demolido em 1989, é "uma marca da Macau antiga, indelével."
A morada seguinte, e a última, foi a Escola Secundária Infante D. Henrique (actual Instituto Politécnico de Macau). Em 1999, com o final da administração portuguesa e a transição de soberania, o Liceu encerra as portas, ao fim de 105 anos. Nessa altura foi criada a Escola Portuguesa de Macau. "Para memória futura restava (até ao Verão de 2006, quando foi removido para perto da estátua de Jorge Álvares) o padrão que ficava frente ao antigo Liceu na Praia Grande", lembra João Botas.
A História do Liceu de Macau na internet:
http://liceudemacau.no.sapo.pt/
http://liceumacau.googlepages.com/
http://www.liceudemacau.no.comunidades.net
http://iniciativa.net/liceudemacau/index.php?page=3
http://www.youtube.com/watch?v=2Lu7135Wb5w
Autor: Hugo Pinto

PONTO FINAL - 5 de Março de 2007

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Livro “Liceu de Macau 1893-1999”, da autoria de João Botas, lançado em Lisboa no fim do mês
Álbum de memórias

Passaram por ali vultos e gente anónima, escritores, sinólogos, grandes mestres, jornalistas, religiosos, filantropos. A história do Liceu de Macau é a história de gerações que atravessaram o território e, por isso, inseparável da memória da cidade e dos tempos da outra senhora. João Botas, jornalista, reuniu alguns relatos, documentos, imagens no livro “Liceu de Macau 1893-1999” que é lançado ao público no próximo dia 27, na Casa de Macau, em Lisboa.
Pelo liceu passaram nomes como os de Wenceslau de Moraes, Camilo Pessanha, Ferreira de Castro, D. José da Costa Nunes, o padre Manuel Teixeira, Luís Gonzaga Gomes, Henrique Senna Fernandes ou Tamagnini Barbosa, nomes que fazem parte da iconografia de Macau. “O liceu sempre teve frequência mista, de rapazes e raparigas; andou sempre com a casa às costas, o primeiro edifício só foi construído de raiz em 1956; foi o único liceu que após o 25 de Abril manteve a figura do reitor”, diz João Botas, a jeito de introdução, para salientar a particularidade desta escola. “
O autor explica as razões que o levaram a avançar para este livro se prendem, sobretudo, com razões afectivas, e curiosidade. “Eu estudei de 1985 a 1990 no liceu e fiquei muito triste quando soube da sua demolição em 1991”, começa por explicar o jornalista, numa nota à imprensa. “Foi um projecto que ia sendo sempre adiado. Começou por ser uma resposta à minha curiosidade”, explica, e “achei que seria egoísta se não partilhasse as minhas pequenas descobertas. Daí a ideia do livro …”.

Falta bibliografia
Não foi apenas uma razão que o levaram a escrever este livro. Foi uma colecção delas. Primeiro, pelo amor a Macau, pelo fascínio que o próprio confessa sentir por esta terra. Depois também pelos incentivos que recebeu de muitos dos seus antigos colegas do Liceu a quem deu a conhecer a sua ideia. “Reunimo-nos várias vezes em almoços ou jantares e iam-me dando dicas e ajudando como podiam. A partir de certa altura comecei a receber e-mails dos 4 cantos do mundo de antigos alunos que queriam saber mais sobre a escola onde estudaram”. Para João Botas, “em 106 anos de história (1893-1999), existem muitas histórias para contar sobre o Liceu de Macau, e essas histórias confundem-se com a própria história de Macau, tal foi a importância da instituição na vida do território”.
Para além desta razão afectiva, ou da curiosidade histórica, é notória ainda a falta de bibliografia sobre o assunto. “Sobre a história do Liceu de Macau só conhecia um livro da autoria do Monsenhor Manuel Teixeira”. Botas diz que “é uma obra fundamental. Teve três edições, mas peca por estar muito datado e falta-lhe o enquadramento distanciado que agora, passados tantos anos, pode ser feito. Ainda assim é uma obra de muitíssimo valor histórico.”
O jornalista diz que gostaria de ter aprofundado a investigação mas “os apoios foram escassos, nomeadamente os institucionais”. “Escrevi centenas de e-mails e de cartas, pois não pretendo editar o livro por motivos apenas pessoais, queria que ele tivesse um enquadramento institucional e fosse uma referência em termos de documento histórico”. A maioria da pesquisa socorreu-se dos acervos do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Arquivo Histórico Ultramarino, Fundação Oriente, Centro Científico e Cultural de Macau e Biblioteca Nacional”. Durante a investigação, o jornalista deparou-se com documentos (cartas, telegramas, desenhos) e fotografias inéditas que agora se encontram reunidas no livro.

Reunir todos
Luís Machado, da direcção da Associação de Antigos Alunos do Liceu Nacional Infante D. Henrique, reconhece a importância deste trabalho. “Acho que é um trabalho de realçar porque diz respeito à memória de um outro Macau e é qualquer coisa que une as pessoas que por lá passaram, que foram para Portugal e para várias partes do mundo, e que lá passaram oito ou dez anos das suas vidas”, afirma ao Hoje Macau. Machado recorda que é de uma geração diferente da do jornalista que frequentou o liceu entre 1985 e 1990, já nas actuais instalações do Instituto Politécnico. Luís Machado foi da geração do início dos anos setenta, quando a escola se situava onde hoje se encontra o Banco da China. “Mas ainda assim acho muito importante falar do liceu e acho importante que escrevam livros como este”, termina.
O trabalho de João Botas não fica por aqui. O jornalista afirma que as receitas das vendas vão ser canalizadas para custear a edição e financiar um projecto “mais ambicioso”: “A história do Liceu de Macau em imagens”. Na verdade, as imagens do liceu já constam na internet na página http://liceumacau.googlepages.com, onde o livro pode ser adquirido, ou mesmo no portal do youtube, intitulado “Liceu de Macau em imagens 1893-1999).  Autor: Carlos Picassinos

MACAU HOJE - 04/10/2007

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

http://www.jtm.com.mo/view.asp?dT=260903014

OBRA DO JORNALISTA JOÃO BOTAS LANÇADA NO DIA 27
História do “Liceu de Macau” recordada em livro de ex-aluno

O jornalista João Botas vai lançar no próximo dia 27 o livro “Liceu de Macau 1893-1999”, na Casa de Macau em Lisboa. João Botas, que frequentou o Liceu de Macau na década de 80, vai assinalar a sua estreia no mundo da escrita com uma obra dedicada a um estabelecimento de ensino cuja actividade se prolongou por mais de um século. De acordo com a página da internet “Fábrica de Contéudos”, o livro aborda a história do Liceu de Macau entre 1893 e 1999 e exigiu uma alargada pesquisa.

 “Estudei de 1985 a 1990 no liceu e fiquei muito triste quando soube da sua demolição em 1991. Foi um projecto que ia sendo sempre adiado. Começou por ser uma resposta à minha curiosidade”, referiu o autor, justificando os motivos que o levaram a escrever o livro que tem lançamento agendado para 27 de Outubro, na sede da Casa de Macau em Lisboa. João Botas disse ainda ter sido estimulado pelo fascínio que sempre sentiu por Macau e pelo facto de alguns dos antigos colegas do Liceu o terem motivado e ajudado nesta “aventura”. As pesquisas para a elaoração deste livro foram efectuadas no Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Arquivo Histórico Ultramarino, Fundação Oriente, Centro Científico e Cultural de Macau e Biblioteca Nacional.

Apesar de todo este trabalho de pesquisa, o jornalista lamenta não ter podido desenvolver mais o projecto devido à falta de apoio. “Escrevi centenas de e-mails e de cartas, pois não pretendo editar o livro por motivos apenas pessoais. Queria que tivesse um enquadramento institucional e fosse uma referência em termos de documentos histórico”, referiu.  O livro “Liceu de Macau 1893-1999” conta com diversos patrocínios de empresas e instituições de Portugal e Macau, incluindo a Fundação Oriente, a Fundação Jorge Álvares, o Instituto Camões, entre outras.

TRIBUNA DE MACAU - 17/10/2007

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 Livro sobre os 106 anos do Liceu de Macau é lançado sábado em Lisboa

Lisboa, 26 Out (Lusa) - Escola onde leccionaram figuras da cultura portuguesa como Camilo Pessanha e Wenceslau de Moraes, o Liceu de Macau, é o tema de um livro do jornalista João Botas, que o apresenta sábado, em Lisboa. Com este livro, que reúne imagens, documentos e testemunhos inéditos ao longo de quase 200 páginas, João Botas espera surjam "novas abordagens" sobre o Liceu de Macau, um dos mais antigos estabelecimentos de ensino oficial português no Oriente, que esteve em funcionamento durante 106 anos, até 1999.  João Botas considera que o livro não é um produto acabado, mas antes pode servir como ponto de partida, sublinhando que ainda há respostas a obter, como o paradeiro dos livros que integravam a biblioteca do Liceu de Macau.

Antigo aluno, João Botas começou a questionar a história do liceu, em vésperas de Macau passar para a administração chinesa. Da simples curiosidade à fase de pesquisa foi um passo. Uma das fontes de inspiração para a concretização do livro foi, segundo o autor, a obra de monsenhor Manuel Teixeira, um dos maiores historiadores de Macau. Dois anos depois de ter iniciado a recolha de informação sobre o estabelecimento de ensino, com o qual tem "uma relação afectiva e profissional", João Botas concluiu o livro, entitulado "Liceu Macau 1893-1999".

"Conhecer a história do Liceu nos seus primeiros 50 anos de vida é também conhecer Macau", sublinhou o autor, em declarações à agência Lusa. O Instituto Cultural de Macau, o Banco Espírito Santo, a Casa de Macau e a farmacêutica Hovione são algumas das entidades que patrocinaram o livro. "O Liceu de Macau" vai estar, a partir de sábado, à venda na Casa de Macau e na Internet, com um preço de capa em Portugal de 20 euros. Para a Europa o preço é de 25 euros, enquanto nos restantes países o valor atinge os 30 euros.

Alexandra Luís. Lusa/Fim

AGÊNCIA LUSA - 26-10-2007

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

LICEU DE MACAU : A HISTÓRIA EM LIVRO

 

Edição d'O Clarim de 7 Outubro de 2007

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

 TAI CHUNG POU - jornal em língua chinesa mais antigo de Macau

27-10-2007

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

«Liceu de Macau» em livro
Da autoria de um antigo aluno

O jornalista João Botas vai lançar dia 27 de Outubro o seu primeiro livro, «Liceu de Macau 1893-1999», na Casa de Macau, em Lisboa.

O antigo aluno estreia-se no mundo da escrita com um livro que retrata a história do Liceu de Macau entre 1893 e 1999, onde João Botas teve de efectuar uma alargada pesquisa. «Estudei de 1985 a 1990 no liceu e fiquei muito triste quando soube da sua demolição em 1991. Foi um projecto que ia sendo sempre adiado. Começou por ser uma resposta à minha curiosidade», referiu o autor, justificando a razão pela qual escreveu o livro. João Botas iniciou então uma aventura, conduzida pelo fascínio que sempre sentiu por Macau e pelo facto de antigos colegas lhe darem a força e o ajudarem nesta aventura.
As pesquisas para a escrita deste livro foram efectuadas no Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Arquivo Histórico Ultramarino, Fundação Oriente, Centro Científico e Cultural de Macau e Biblioteca Nacional. Apesar de todo este trabalho, o jornalista não pode ir muito longe, pois faltou-lhe apoios. «Escrevi centenas de e-mails e de cartas, pois não pretendo editar o livro por motivos apenas pessoais, queria que tivesse um enquadramento institucional e fosse uma referência em termos de documentos histórico», referiu. O livro «Liceu de Macau 1893-1999» conta com diversos patrocínios de empresas e instituições de Portugal e Macau, como a Fundação Oriente, a Fundação Jorge Álvares, o Instituto Camões, entre outras.

AGÊNCIA FÁBRICA DE CONTEÚDOS 15/10/2007
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Livro sobre os 106 anos do Liceu de Macau é lançado sábado em Lisboa
Escola onde leccionaram figuras da cultura portuguesa como Camilo Pessanha e Wenceslau de Moraes, o Liceu de Macau, é o tema de um livro do jornalista João Botas, que o apresenta sábado, em Lisboa.

Com este livro, que reúne imagens, documentos e testemunhos inéditos ao longo de quase 200 páginas, João Botas espera surjam "novas abordagens" sobre o Liceu de Macau, um dos mais antigos estabelecimentos de ensino oficial português no Oriente, que esteve em funcionamento durante 106 anos, até 1999. João Botas considera que o livro não é um produto acabado, mas antes pode servir como ponto de partida, sublinhando que ainda há respostas a obter, como o paradeiro dos livros que integravam a biblioteca do Liceu de Macau. Antigo aluno, João Botas começou a questionar a história do liceu, em vésperas de Macau passar para a administração chinesa. Da simples curiosidade à fase de pesquisa foi um passo. Uma das fontes de inspiração para a concretização do livro foi, segundo o autor, a obra de monsenhor Manuel Teixeira, um dos maiores historiadores de Macau. Dois anos depois de ter iniciado a recolha de informação sobre o estabelecimento de ensino, com o qual tem "uma relação afectiva e profissional", João Botas concluiu o livro, entitulado "Liceu Macau 1893-1999". "Conhecer a história do Liceu nos seus primeiros 50 anos de vida é também conhecer Macau", sublinhou o autor, em declarações à agência Lusa. O Instituto Cultural de Macau, o Banco Espírito Santo, a Casa de Macau e a farmacêutica Hovione são algumas das entidades que patrocinaram o livro. "O Liceu de Macau" vai estar, a partir de sábado, à venda na Casa de Macau e na Internet, com um preço de capa em Portugal de 20 euros. Para a Europa o preço é de 25 euros, enquanto nos restantes países o valor atinge os 30 euros.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2007-10-26 16:05:02

http://www.rtp.pt/index.php?article=304452&visual=16

Site da RTP

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


João Botas justifica publicação do livro com relação afectiva

O Liceu como ele era

A escola onde leccionaram figuras da cultura portuguesa como Camilo Pessanha e Wenceslau de Moraes, o Liceu de Macau, é o tema de um livro anteontem apresentado em Lisboa da autoria do jornalista João Botas. A obra reúne imagens, documentos e testemunhos inéditos ao longo de quase 200 páginas. João Botas espera que surjam "novas abordagens" sobre o Liceu, um dos mais antigos estabelecimentos de ensino oficial português no Oriente, que esteve em funcionamento durante 106 anos, até 1999.
João Botas considera que o livro não é um produto acabado, mas antes pode servir como ponto de partida, sublinhando que ainda há respostas a obter, como o paradeiro dos livros que integravam a biblioteca do Liceu de Macau. Antigo aluno, João Botas começou a questionar a história do liceu, em vésperas de Macau passar para a administração chinesa. Da simples curiosidade à fase de pesquisa foi um passo. Uma das fontes de inspiração para a concretização do livro foi, segundo o autor, a obra de monsenhor Manuel Teixeira, um dos maiores historiadores de Macau.
Dois anos depois de ter iniciado a recolha de informação sobre o estabelecimento de ensino, com o qual tem "uma relação afectiva e profissional", João Botas concluiu o livro, intitulado "Liceu Macau 1893-1999".
"Conhecer a história do Liceu nos seus primeiros 50 anos de vida é também conhecer Macau", sublinhou o autor, em declarações à agência Lusa. O Instituto Cultural de Macau, o Banco Espírito Santo, a Casa de Macau e a farmacêutica Hovione são algumas das entidades que patrocinaram o livro. "O Liceu de Macau" vai estar, a partir de sábado, à venda na Casa de Macau e na Internet, com um preço de capa em Portugal de 20 euros, cerca de 200 patacas. Para a Europa o preço é de 25 euros, 250 patacas, enquanto nos restantes países o valor atinge os 30 euros, cerca de 300.

http://www.hojemacau.com/news.phtml?id=25754&today=29-10-2007&type=culture

MACAU HOJE 29/10/2007

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 http://www.noticiarium.com/content/view/27509/8/lang,pt/

Livro sobre os 106 anos do Liceu de Macau é lançado sábado em Lisboa

Com este livro, que reúne imagens, documentos e testemunhos inéditos ao longo de quase 200 páginas, João Botas espera surjam "novas abordagens" sobre o Liceu de Macau, um dos mais antigos estabelecime...

NOTICIARIUM 26/10/2007

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 http://www.primeirapagina.pt/default.asp?TID=17223

 

                       PRIMEIRA PÁGINA 27/10/2007

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

PONTO FINAL  26/10/2007

 

 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

História do Liceu à venda na
Livraria Portuguesa em Fevereiro


A partir de Fevereiro, a Livraria Portuguesa vai ter à venda o livro "Liceu de Macau 1893-1999", de João Botas. A obra pode ainda ser adquirida através da internet - http://liceumacau.googlepages.com/ - e em Portugal (Lisboa), na Casa de Macau e na Delegação Económica e Comercial (antiga Missão de Macau).
O livro sobre a História do Liceu de Macau é fruto de uma investigação que durou cerca de dois anos e que inclui centenas de documentos, testemunhos e imagens inéditas. O livro tem um total de 200 páginas incluindo dezenas de imagens com fotografias e reprodução de documentos inéditos.
É a história de um dos mais antigos e prestigiados estabelecimentos de ensino oficial português no extremo oriente e que funcionou de forma ininterrupta até 1999 desde a sua abertura formal em 1894. Por ali passaram várias gerações de portugueses e macaenses actualmente espalhados um pouco por todo o mundo. Da sua história fazem parte nomes como Camilo Pessanha, Wenceslau de Moraes, Luíz Gonzaga Gomes, Monsenhor Manuel Teixeira, Gomes da Silva, Henrique Senna Fernandes, Beatriz Basto da Silva, Jorge Rangel, Lara Reis, Anabela Ritchie, entre muitos outros.

Jornal Ponto Final 28/01/2008

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

Para a história do Liceu de Macau

JORGE A.H. RANGEL*

“É este o troféu Do nosso futuro. Oh, não vacilemos! Avante cantemos O nosso liceu!” Última estrofe do hino do Liceu de Macau

É um esforço que se saúda e uma obra que se acolhe com satisfação, sendo o autor, João F.O. Botas, credor do nosso respeito pelo mérito do trabalho realizado, em resultado de pesquisas feitas, de depoimentos recolhidos e das suas próprias memórias de antigo aluno, grato à escola que lhe deu sólida formação e preparação para a vida.
Como foi salientado na sessão de lançamento em Lisboa, em Novembro de 2007, na Casa de Macau, o livro “Liceu de Macau, 1893-1999” é um contributo para a história de um dos mais antigos e prestigiados estabelecimentos de ensino oficial, tendo o autor, para a sua produção, recorrido a documentos dos acervos do Arquivo Histórico Ultramarino, do Centro Científico e Cultural de Macau e do Centro de Documentação da Fundação Oriente, além de ter consultado o livro “Liceu de Macau” do Pe. Manuel Teixeira (edição da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 1986) e o nº18 da II série da revista Macau, de Outubro de 1993.
João Francisco Oliveira Botas nasceu no Concelho da Chamusca em Outubro de 1971 e viveu em Macau de 1984 a 1990, tendo aqui frequentado o Liceu. Licenciou-se depois em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, sendo agora jornalista da RTP. Nas primeiras páginas do livro explica-nos a razão de ser deste projecto a que se entregou apaixonadamente:
“Vivi em Macau entre 1984 e 1990. Cheguei com pouco mais de 10 anos e uma das primeiras imagens que guardo de Macau é precisamente a do Liceu. Ainda em Portugal, quando os meus pais me falaram do nosso futuro naquelas paragens e do meu futuro enquanto estudante, foi talvez a primeira vez que ouvi aquela palavra. ‘Não te preocupes... há lá escola portuguesa... vais estudar no Liceu’. E assim foi. Em Janeiro de 1985, com a minha mãe ao meu lado, saímos de nossa casa (junto ao Presidente... perto do hotel Lisboa) e fomos a pé até ao Liceu para me inscrever. Por entre as lágrimas da minha mãe chegámos à entrada. Falámos com a D. Cristina, passámos pela Secretaria e... poucos minutos depois subia ao primeiro andar e entrava na sala de aulas de uma turma do 8º ano.
Era tudo tão diferente de Portugal. Tinha acabado de sair de uma Escola Secundária novinha em folha. Ali estudei até Janeiro de 1986 altura em que o Liceu se mudou para o Complexo Escolar do Porto Exterior. Retomei os estudos em Portugal já em 1990.
Por que razão resolvi embarcar nesta aventura de querer saber mais sobre o Liceu? Lembro-me de uma tarde por volta de 1987 ter ido ao Liceu antigo (ainda não tinha sido demolido). Já eram evidentes alguns sinais de abandono e de vandalismo. A medo entrei e por entre alguns escombros deparei, na zona da livraria, com alguns livros abandonados. Ainda hoje os tenho. Um deles é de Gramática Portuguesa. Pouco mais me recordo para além da imensa tristeza que senti com o aspecto de abandono daquele espaço onde tinha feito muitos amigos e que muito me ajudaram no processo de adaptação à minha ‘nova’ vida em Macau. Uma tristeza só comparável quando em Outubro de 2006 recebi a notícia de que a única memória física que restava do antigo Liceu da Praia Grande tinha desaparecido... O padrão que estava na pequena rotunda frente à entrada principal. Felizmente, tinha apenas mudado de local. Outra razão, senão a principal, é que sinto que pertenço àquela terra por identidade de alma!...”
Quando o autor meteu ombros à tarefa, sabia bem que ela estava eivada de dificuldades. Bastou-lhe lembrar-se das palavras do antigo reitor do Liceu de Macau, Túlio Lopes Tomaz, num testemunho publicado na revista “Macau” em 1993, a propósito do centenário daquela escola:
“Fazer a História do Liceu Nacional Infante D. Henrique é tarefa praticamente impossível. Bem o afirmou Monsenhor Manuel Teixeira numa obra importante dedicada ao Liceu, e que surgiu a propósito da celebração do seu 75º aniversário. Aqueles que poderiam dar testemunho do passado do Liceu no seu primeiro meio século de vida, já todos se foram deste mundo. Quanto a documentos, o arquivo do Liceu não contém mais do que parte diminuta do que deveria ser o seu acervo. Quando por lá passei, ainda tentei, com a ajuda de funcionários dedicados, reunir material disperso e acomodar em local próprio tudo o que existia. Mas era muito pouco. Lembramo-nos de que o Liceu andou acomodado provisoriamente em vários edifícios, e houve que fazer mudanças, durante as quais se devem ter perdido muitos documentos.”
Mesmo assim, João F.O. Botas aceitou o desafio e lançou-se determinadamente à aventura, que descreveu deste modo:
“A ideia de escrever um livro sobre a história do Liceu de Macau surgiu cerca de vinte anos depois de ter chegado a Macau. Nos anos que lá vivi, estudei no Liceu mas, passados tantos anos, a sensação que tinha era a de saber muito pouco sobre a instituição onde me tinha formado. ‘A necessidade aguça o engenho’.
Uma das primeiras ideias que me ocorreu foi vasculhar a minha caixa de recordações. Aí encontrei despojos dos meus tempos do liceu. Estava dado o mote. Alargando o campo de pesquisas indaguei familiares e antigos colegas. Pouco sabiam. Mas o tema não me saía da cabeça e uma pergunta surgiu-me como se a obtenção de uma resposta fosse uma forma de me saciar a curiosidade (e hoje posso dizer que foi...); quem projectou o edifício do liceu? Depois de inúmeras tentativas lá encontrei a resposta. Mas não foi fácil, até porque a história (neste capítulo) precisa de ser reescrita, já que o seu nome tem sido invocado em muitos livros, artigos, etc... de forma errada. Por essa altura iniciei um processo de pesquisa de centenas de horas na internet, bibliotecas, outras instituições e leituras. Os primeiros resultados começaram a aparecer. Enviei centenas de e-mails, fiz dezenas de telefonemas e escrevi outras tantas cartas, para Portugal e para Macau. Se de muitos não obtive qualquer resposta, de outros (e esses são os que mais importam) recebi não só resposta como incentivo. Infelizmente a maior parte não tinha muita informação. Mas não me dei por vencido e nos tempos livres embrenhava-me nas pesquisas. E para todos aqueles a quem tinha endereçado perguntas e não tinha obtido respostas, voltava à carga. Insistia. Por acaso esqueceram-se?
Era quase uma obsessão encontrar algo de novo. E sempre que isso acontecia, nem que fosse apenas mais uma data para lançar a confusão aos muitos papéis que ia juntando, nem que fosse apenas mais uma hipotética fonte de informação, era para mim uma batalha ganha.”
O autor desenvolveu um notável esforço de comunicação e de investigação. Falou com muitas pessoas, criou “sites” na Internet, procurou informação em arquivos. Problemas de saúde e uma situação profissional difícil complicaram a pesquisa. No fim, a persistência venceu e a dedicação foi premiada.
Concluída a redacção e feita a selecção das ilustrações, começaram a chegar os apoios. Foi produzido um trabalho bem elaborado, contando a edição com patrocínios do Instituto Cultural da RAEM, do BNU, do Banco Espírito Santo e Espírito Santo do Oriente, da Casa de Macau de Portugal, das empresas Hovione e Mota-Engil e de um antigo aluno, Augusto Veiga. Vários capítulos contam-nos a história do nosso Liceu, desde a sua criação em 1893, até à extinção, em 1999, a que se juntou alguma informação, na parte final, relacionada com efemérides daquele estabelecimento de ensino e ainda sobre o arquitecto que projectou o edifício escolar da Praia Grande, associações, jornais e revistas escolares, memórias dos tempos que não voltam mais, nomes e moradas do Liceu, os seus reitores de 1894 a 1986, professores e alunos que se destacaram, a letra e a música do hino do Liceu e estatísticas sobre o número de alunos, além de muitas fotografias a preto e branco de cerimónias, instalações escolares e actividades académicas. O prefácio é de Beatriz Basto da Silva, a que se juntaram testemunhos de José António Pereira Cordeiro e Celina Veiga de Oliveira, professores de António F.O. Botas.
Este livro é também uma homenagem justa a uma escola centenária de grande qualidade, responsável pela formação de gerações de jovens de Macau e que muito prestigiou Portugal em terras do Oriente Extremo.
Quaisquer imprecisões ou erros detectados poderão ser corrigidos e eventuais lacunas integradas numa nova edição que o autor se propõe fazer, esperando uma colaboração activa de todos os que, fazendo parte da história do Liceu, lhe façam chegar as suas sugestões, críticas e informações, através do endereço electrónico liceumacau@gmail.com.

* Presidente do Instituto Internacional de Macau. Escreve neste espaço às 2asfeiras.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Informação Generalista +
Turismo de Macau na Feira do Livro de Lisboa

Mais uma vez, o Centro de Promoção Turística de Macau volta a estar presente na Feira do Livro de Lisboa, até 15 de Junho no Parque Eduardo VII.
A presença de Macau na feira é assinalada por vários eventos, nomeadamente lançamentos de novos livros e sessões de autógrafos dos autores. João Botas com “Liceu de Macau”, Cecília Jorge (“7 Histórias de Mulheres” e “Á Mesa da Diáspora”), Fernando Dias (“Gao Ge Poemas” e “Rio de Erhu”), entre vários outros autores, passarão pelo stand de Macau ao longo da feira.
N.A.

31/05/2008

http://www.turisver.com/article.php?id=35953

 Turisver

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

OBRA TEM ASSINATURA DE JOÃO BOTAS
Livro “Liceu de Macau” praticamente esgotado

A obra do jornalista João Botas sobre o já extinto Liceu de Macau está quase esgotada. O Liceu de Macau volta aos “holofotes” com o sucesso do livro sobre o estabelecimento de ensino por onde passaram nomes como o de Camilo Pessanha
Volvido quase um ano desde o lançamento, o livro “Liceu de Macau: 1893-1999” está praticamente esgotado. A publicação da autoria de João Botas, actualmente jornalista em Portugal, inclui documentos, fotografias e testemunhos inéditos sobre o antigo liceu.
Para a primeira edição foram impressos mil exemplares e já só restam 150. Segundo o autor, um antigo aluno do Liceu, “estamos a falar de números pequenos mas significativos se tivermos em conta o mercado editorial português e que se tratou de uma edição de autor sem locais de venda massiva”.
Para João Botas, “trata-se do corolário natural de um projecto que desde muito cedo contou com o apoio das várias centenas de antigos estudantes do liceu de Macau e que preencheu uma lacuna editorial sobre uma instituição que terminou a sua missão em 1999, aquando da transferência de soberania de Macau”. As contas são feitas numa altura em que passaram 50 anos sobre a inauguração do Liceu de Macau na Praia Grande.
Esta foi a estreia no mundo da escrita do jornalista João Botas, que frequentou o Liceu de Macau na década de 80, com uma obra dedicada a um estabelecimento de ensino cuja actividade se prolongou por mais de um século. O livro aborda a história do Liceu de Macau entre 1893 e 1999 e exigiu uma alargada pesquisa.
“Estudei de 1985 a 1990 no liceu e fiquei muito triste quando soube da sua demolição em 1991. Foi um projecto que ia sendo sempre adiado. Começou por ser uma resposta à minha curiosidade”, referiu o autor na altura do lançamento da obra, justificando os motivos que o levaram a escrever o livro.
As pesquisas para a elaboração deste livro foram efectuadas durante dois anos no Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Arquivo Histórico Ultramarino, Fundação Oriente, Centro Científico e Cultural de Macau e Biblioteca Nacional. Apesar de todo o trabalho, o jornalista lamenta não ter podido desenvolver mais o projecto devido à falta de apoio.
Da história do Liceu de Macau fazem parte nomes como Camilo Pessanha, Wenceslau de Moraes, Luíz Gonzaga Gomes ou Henrique Senna Fernandes.
10/10/2008
 
 
Jornal Tribuna de Macau
 
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
 
Apresentação do livro Liceu de Macau 1893-1999 em Macau a 27 de Julho de 2009
 

 
Tribuna de Macau - edição de 28.07.2009
Macau Hoje - edição de 28.07.2009
TDM - Telejornal de 27.07.2009
TDM - RTP Internacional - Programa Contacto emitido a 11 de Agosto de 2009

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------