Combate à Dengue

PROJETO RADMILA

 

Por Leonardo Alves

JUSTIFICATIVA

            Em quinze anos de serviço público na cidade de Florânia, notou-se insistente vontade de se combater a dengue no nosso município, mas sempre com muitos empecilhos, inibindo assim, uma ação mais completa nesse sentido e promovendo uma desordenada estruturação nas ações projetadas para esse fim. No entanto, conseguimos a muito custo, manter longe, até o momento, o pesadelo de nos deparar com um número maior de casos graves da doença.

            Não podemos esquecer, no entanto, da nossa mais ilustre heroína, Radmila, Filha de José Rinaldo do nascimento e de Suzana Possidônio de Macedo, que adoeceu com forte suspeita de dengue hemorrágica, de acordo com a opinião médica, e passou por uma situação de extrema gravidade, correndo grande risco de morte, mas, felizmente conseguiu heroicamente superar todos os limites impostos pelo grande poder da doença. É claro que todo esse heroísmo não se deveu somente a ela. Coube também aos pais e familiares uma grande participação nessa história de superação.

            Tenho certeza que Deus esteve com eles todo o tempo, dando-lhes força e perseverança para lutar sem tréguas pelo amor de uma das suas filhas queridas, e sei também que, com certeza, todos eles, juntos, estarão somando conosco para que possamos superar mais um limite: Acabar definitivamente com a dengue no nosso município.

Dengue é um dos mais graves problemas de saúde pública da atualidade enfrentado por diversos países.

Somente com a efetiva participação da população, adotando medidas no seu dia a dia de controle dos criadouros do mosquito transmissor da dengue, será possível minimizar o agravamento da situação.

Desta forma, uma mudança de atitude das pessoas voltadas a evitar a criação de larvas do mosquito da dengue em seu ambiente, além de adoção de condutas saudáveis possibilitará uma melhor saúde a todos nós.

A responsabilidade de cada um de nós é contida na nossa vontade de ter uma melhor qualidade de vida, fugindo dos padrões de miséria a que a maioria dos brasileiros se submete. Culpar o poder público pelas nossas atitudes é muito fácil, mas, se voltar-mos a nossa atenção para a nossa própria casa, descobriremos que administrar não é assim tão fácil. É preciso então, que cuidemos primeiro do nosso próprio espaço, tirando dele todos os defeitos e limpando todas as sujeiras, e então  poderemos cobrar do nosso gestor que faça a parte dele.

 

ÁGUA

Água será o tema mais abordado e o primeiro nesse projeto, pois é dela que surgem quaisquer espécies de vida, desde os menores até os maiores seres, sejam animais ou vegetais...

 

OBJETIVO

   Interagir com alunos e professores responsáveis, na escola, através da  temática Dengue e algumas atividades interdisciplinares buscando a interação do escolar com a problemática, multiplicando o apredizado e levando as práticas aprendidas aos familiares e vizinhos.

 

PARA ISSO TEMOS COMO ESTRATÉGIAS ESTRATÉGIAS

- Elaboração de textos coletivos.

- Pesquisa e leitura de textos informativos (uso da internet, jornal e revistas em sala de aula).

- Confecção de cartazes.

- Elaboração de panfletos, álbum seriado, gibis, jogos e paródias.

- Dramatização.

- Vídeo.

- Visitas à Comunidade (estudo do meio).

- Reunião com a comunidade.

- Agente Mirim da Dengue

- Atividades interdisciplinares (gráficos, cruzadas, caça-palavras, mapas, maquetes etc.).

- Gincana contra a dengue.

- Criação de logotipo.

- Passeata local com a comunidade.

- Concurso de Cartazes.

 

RECURSOS ENVOLVIDOS

 

          Humanos: corpo docente e discente, pais, funcionários direção e palestrantes da área da saúde que estejam envolvidos com controle de vetor no municipio.

          Materiais: material de papelaria, sucatas, recursos audiovisuais, panfletos, caminhão, alto-falante, entre outros.

 

 

CRONOGRAMA

            Os reflexos de ações para controle de dengue são de longo prazo, portanto qualquer atividade que venha a ser desenvolvida deve ter caráter rotineiro, porém intensificados nos períodos que antecedem o verão.

         Periodo de intensificacão – de janeiro a junho

         Mensal - de agosto a dezembro

 

 

AVALIACÃO

            Sugere-se registro através de fotos ou filmagens, gravações em Cd ou Dvd, das experiências vivenciadas na escola com a temática.

     Um breve relatório com descrição das atividades desenvolvidas, pessoal docente envolvido, número de pais e escolares, dificuldades percebidas, resultados das aplicações de questionários, podem ser exemplos que facilitarão observar o impacto das ações desenvolvidas com escolares.

 

CONFECÇÃO DE CARTAZES

 

Objetivo: organizar as informações básicas, com utilização de gravuras.

 

Material: cola, tesoura, revistas e/ou jornais, cartolinas ou papel pardo.

 

Desenvolvimento:

a) Partindo do conhecimento adquirido (palestra) e das discussões promovidas em sala, as crianças deverão, em atividade extra sala, reconhecer os possíveis criadouros dispostos no ambiente da escola. 

  

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b) Selecionado o material nas revistas e afins, os alunos deverão através de colagem, iniciar a confecção dos cartazes, em grupo, sob a orientação do instrutor enfocando os criadouros potenciais identificados no âmbito da escola.

  c) Ao final, os cartazes poderão ser expostos na classe ou na própria unidade. Será extremamente positivo, neste momento, que se inicie uma discussão geral sobre os trabalhos expostos, levantando questões voltadas as formas de controle adotadas pela escola.

ELABORAÇÃO DE ÁLBUM SERIADO

 

Objetivo:

Elaborar material educativo para ser utilizado no ambito da escola ou da comunidade.

 

Material:

-          Papel madeira

-          Revistas

-          Cola

-          Tesoura

-          Canetas hidrocolor

 

Desenvolvimento:

Antes do início da atividade, o professor deve disponibilizar informacões técnicas sobre álbum seriado ( qual a sua finalidade, como utilizá-lo, etc..)

Através de pesquisa, localizar e recortar imagens que retratem o ciclo biológico do Aedes aegypti e seus criadouros.

O professor pode promover discussões sobre o tema dengue, para facilitar a construcão do material pelos escolares.

Num segundo momento, organizar a atividade na sala de aula, definindo grupos que deverão elaborar:

a)      o roteiro descritivo do tema (tópicos e frases a ser utilizadas),

b)      selecão de imagens sobre a doenca,

c)      selecão de imagens sobre as 4 fases do vetor e,

d)      selecão de imagens que retratem os criadouros principais.

Espera-se que, no minimo, a classe elabore um álbum seriado.

Ao final, a classe deve estabelecer um cronograma de utilizacão deste material, ex: em que grupo será aplicado, quando, onde e quem estará utilizando). E interessante que o professor permita um rodízio entre a maioria dos alunos na utilizacão desse material. 

 

 

DRAMATIZAÇÃO

   Objetivo: estimular o aluno a utilizar as técnicas de dramatizacão como forma de expressar situacões criadas ou vivenciadas no controle do mosquito transmissor da dengue.  

  Material:

  - sucatas em geral (latas de refrigerantes, copos descartáveis, garrafas pets, potes de                            iogurtes e manteiga, garrafas, pneus etc...)

-           papel pardo

-           pincel atômico

-           revistas

 

Desenvolvimento:

Antes do inicio da atividade, o professor deve disponibilizar informacões técnicas sobre           dramatização ( qual a sua finalidade, como aplicá-la, etc..)

O professor pode promover discussões sobre o tema dengue, para facilitar a construção do enredo pelos escolares.

Formar grupos de alunos e distribuir tarefas para a dramatização.

-           Grupo 1: Se responsabilizará pela construção do enredo da dramatizacão. Sugere-se um enredo tendo um morador (A) que toma todas as providências para evitar o desenvolvimento de possíveis criadouros, e ao lado, um outro morador (B). que não se preocupa em tomar nenhuma providência. Na seqüência, uma criança representando o mosquito, deverá encenar o seu nascimento na casa do morador (B) e virá picar o morador (A) que cairá doente logo em seguida. Encerra-se a dramatização ressaltando a importância do envolvimento de todos, pois o mosquito de seu vizinho poderá vir picar você.

-           Grupo 2 : Se responsabilizará pela construcão do cenário. Pode-se lançar mão de recortes de revistas, sucatas, cartazes e panfletos.

-           Grupo 3 : São aqueles que encenarão o enredo de forma interativa com a platéia.

A direção da escola poderá organizar um cronograma de apresentações na escola, em eventos do município, em entidades beneficentes. Para tanto, é importante que anteceda uma divulgação na mídia local, da dramatização

 

AGENTES MIRINS DA DENGUE

 

Objetivo: promover mudança de atitude dos professores, funcionários da escolas, pais e         escolares, através do trabalho de multiplicadores de informações e ações (Agentes Mirins).  

 

Perfil do Agente Mirim:

-  Ser desembaraçado e comunicativo

Material: 

-           Crachá do Agente Mirim (vide modelo no Manual do Agente Mirim)

-           Manual de Orientação do Agente Mirim da Dengue

-           Folhetos

Desenvolvimento: 

 

Formação de uma equipe de alunos (em média 06 por escola), que realizarão atividades         educativas sobre Dengue, junto à todos os integrantes da escola (alunos, professores,       outros funcionários...) e na comunidade onde reside.

Após a seleção da equipe, discutir o conteúdo do Manual do Agente Mirim da Dengue com os            alunos selecionados, providenciando um treinamento básico para atuação. Este treinamento pode ser ministrado por técnicos municipais que atuam no controle de vetores da dengue.

O professor deverá discutir com a direção da escola, formas de divulgar o trabalho do             Agente Mirim utilizando os espaços da escola e até a mídia local. Isto sem dúvida facilitará o trabalho dos escolares.

Esta equipe deverá estar identificada (crachá) e ter o acompanhamento de um coordenador   pedagógico ou professor que o acompanhará em todas as atividades. Sugere-se que os             alunos atuem em duplas, para facilitar o desenvolvimento das atividades.

 

 

“CAÇADORES DA DENGUE”

 

Objetivo: Estimular a prevenção à doença.

  

Material:

  

Desenvolvimento:

É uma música para ser cantada com as crianças e fazer gestos simbólicos.

 

Ritmo- Pelados em Santos (Mamonas Assassinas)

 

“Dengue. você não está com nada

Seus criadouros são muitos

Mas nós iremos lutar! Você não vai agüentar

            Muita coisa eu aprendi

            E irei divulgar pra que muitos

Saibam como te exterminar

Pois você é um mosquito muito intrometido,

Deixou muitos doentes, mas não lutamos sozinhos.

 

A gente é caçador ... ai, ai, ai!

Nos pneus você não pode ficar

Nesse .... ai, ai, ai!

Nem nos vasos você não vai se instalar

A gente... ai, ai, ai!

Porque nós, de hoje em diante não vamos deixar.

,

Porque a saúde é linda

Muito mais do que linda

Viva a saúde!

Viva, então”

 

 

PANFLETOS

  Objetivo: estimular a produção de textos, a partir de um tema proposto.

   Material:

-           papel sulfite

-           canetas coloridas

-           revistas velhas

-           papel colorido

-           panfletos

-           tesouras

-           colas

 

 

Desenvolvimento:

Um panfleto informativo da Secretaria da Saúde será trabalhado e posteriormente o   professor incentivará a confecção individual de vários panfletos sobre o tema.

Pesquisar e recortar imagens em revistas, para construção do panfleto.

 

As crianças deverão aproveitar para trabalhar esse material com os funcionários da escola,    familiares e vizinhança.

 

 

PEÇA TEATRAL COM FANTOCHES

  Objetivo: divulgar os sintomas da doença e maneiras de prevenção.

   Material : Bonecos, caixa de papelão forrada.

   Desenvolvimento:

Os alunos desenvolverão uma pequena peça teatral e manipularão fantoches informando sobre os perigos da doença e modos de prevenção.

  

Exemplo: O trabalho de Ciências.

Guto e Aninha estavam conversando sobre o trabalho de Ciências, sobre a Dengue.

Guto disse:

- Não estou com vontade de fazer o trabalho de Ciências.

- Se você não fizer, vou contar para sua mãe – disse Aninha.

E os dois começaram a discutir. Logo em seguida, chegou Coralina e Chiquinho.

- Esse trabalho de Ciências, vai ser muito bom, pois pode alertar a população sobre os perigos da Dengue – disse Chiquinho.

- Isso mesmo – disse Coralina – estou muito animada.

Guto replicou:

- Vocês são bobos, a Dengue não é tao grave assim!

Aninha respondeu:

- Claro que é. A dengue está aumentado cada vez mais e colocando em risco a vida de todos nós.

Coralina completou:

- Sabe como devemos acabar com a Dengue: não deixando pneus com água parada nos pratos dos vasos de plantas, os ralos e calhas devem estar desentupidos, material descartavel como latas de refrigerantes e potes de iogurte devem ser colocadas na lata de lixo e, as garrafas devem ser guardadas emborcadas para baixo.

Chiquinho falou:

-  Realmente nós podemos diminuir os casos da Dengue na nossa cidade. Que tal se a gente se tornasse um Agente Mirim da Dengue? Vamos procurar a professora e ver como podemos nos cadastrar?

Guto, Aninha e Coralina se animaram e se organizaram para conversar com a professora. E aí bateu o sinal do recreio e eles voltaram para sala de aula.

 

 

ROTEIRO DE VISITA

  Objetivo: orientar os Agentes Mirins no registro de informacões sobre a situação encontrada durante as visitas aos imóveis.

 

Material :

-           panfletos elaborados pelos alunos

-           ficha de anotacões da visita (sulfite mimeografado ou xerox)

-           crachás

-           lápis

-           tabelas de dosagens de sal de cozinha e água sanitária

  Desenvolvimento:

Os Agentes Mirins, portando uma identificacão (crachá) serão divididos em duplas e visitarão casas ao redor da escola, realizando orientacões e demonstrações sobre cuidados para evitar a criação de larvas do mosquito da dengue com utilização de produtos caseiros (sal de cozinha, água sanitária, detergente e sabão em pó).

Levarão a seguinte ficha:

 

FESTIVAL DE MÚSICA

 Objetivo: despertar a criatividade e a cooperação através de produção de textos de   música..

 

Material :

-           Cartazes confeccionados na escola

-           canetinhas coloridas

-           aparelho de som

-           microfone.

   Desenvolvimento:

Antes do inicio da atividade, o professor deve disponibilizar informacões tecnicas sobre o que é paródia, como elaborar e como aplicá-la.

Os alunos, a partir de músicas conhecidas, elaborarão paródias ou versos originais       envolvendo informações sobre a prevenção e combate à Dengue.

Esse trabalho pode ser desenvolvido por vários grupos de alunos ou salas de aula.

Sugere-se um concurso de paródias e pode-se organizar um concurso entre escolas.    

Todas as paródias se gravadas, podem ser divulgadas na mídia local, divulgando o        trabalho do Agente Mirim.

O professor e a direção da escola podem organizar uma apresentação dos melhores, em        eventos que estejam acontecendo na cidade.

 

 

 

 

 

 

AS ESTATÍSTICAS QUE COMPROVAM: A DENGUE ESTÁ PRÓXIMA A VOCÊ

 

Objetivo:

. Inserir a problemática da dengue nos temas transversais da escola, integrando matemática,             ciências, geografia, língua portuguesa, educação física, etc.. nessa luta.

 

Material Necessário:

-          reportagens sobre a situacão epidemiológica de dengue no país, estado e no seu município.

-          informe técnico sobre casos de dengue no seu bairro.

-          sulfite com gráficos 

-          régua

-          lápis

-          mapa da sua cidade.

Desenvolvimento:

O professor deverá solicitar a Secretaria Municipal de Saúde, especificamente, à Equipe de    Controle de Vetores da dengue, gráficos sobre:

-           Distribuicão de casos confirmados de dengue por bairro – 2001 e 2002

-           Distribuição de recipientes existentes e positivos para Aedes aegypti, 2001 e 2002

Atividade:

De acordo com o gráfico, responda:

    1. Quais os bairros com maior número de casos de dengue no município?
    2. Quais os tipos de recipientes que mais predominam por bairro ou no município? Quais os que mais positivam para Aedes aegypti ?
    3. Verifique quais as residências que deram mais criadouros potenciais ou que deram mais positividade para Aedes aegypti e entreviste o morador sobre para descobrir, por que os cuidados para evitar larvas não estão sendo aplicados no dia a dia. Este questionário pode ser inserido nas programações do Agente Mirim da Dengue.
    4. As informações sobre criadouros predominantes podem ser utilizados na elaboração de cartazes e panfletos.

 

CALENDÁRIO

Semana de Combate a Dengue

Objetivo: buscar mudança de atitude dos alunos, tornando-os multiplicadores de informação e ação.  

 

Materiais necessários: Tesoura, cola, cartolina, revistas, jornais, canetas hidrocor, lápis de cor, giz de cera, papel sulfite, panfletos(Secretaria de Saúde), televisão e vídeo.

Desenvolvimento:

As atividades serão desenvolvidas de acordo com a realidade de cada classe.

O professor poderá escolher as atividades a serem desenvolvidas.

 

2ª FEIRA – atividade: Palestra sobre a Dengue para conscientização dos alunos e debate em   sala de aula. Neste dia, as atividades serão desenvolvidas nas áreas:

-           História: Informar os alunos sobre a doença e sua trajetória história. 

-           Geografia: Mostrar aos alunos, utilizando o Mapa Mundi, os países e as regiões afetadas pela doença.

 

3ª FEIRA – atividade: Trabalho de pesquisa utilizando jornais e revistas, para montar painéis, que serão distribuídos em padarias, farmácias, etc.

 

4ª FEIRA – atividade: exposição de filmes que falem sobre a Dengue (filme sugerido:   epidemia). O professor pode promover uma discussão sobre o filme, caracterizando a situação para dengue.

 

5ª FEIRA – atividade: entrevistas trazidas pelos alunos com pessoas de seu convívio (família    e trabalho). A seguir, realizar um debate enfocando a área de ciências e saúde.

 

6ª FEIRA – atividades variadas como redação (tema: a ameaça da dengue), diagramas,           concurso de frases (slogan), cruzadinhas e distribuição de panfletos cedidos pela Secretaria da       Saúde.

 

ENTREVISTA

 

Objetivo: avaliar o nível de conhecimento e o percentual de pessoas com atitudes modificadas em relação a evitar no seu dia dia a criação de larvas do mosquito transmissor da dengue, no seu ambiente familiar.                 

Material:

-          sulfite contendo questionário

-          lápis

Desenvolvimento:

            O professor deverá sortear os imóveis que serão visitados pelo Agente Mirim da Dengue ou outros voluntários, segundo bairro. É interessante que o universo de imóveis por bairro sejam iguais. Também, sugere-se que se estabeleça a quem esta entrevista será aplicada (ex. donas de casa, borracheiros, etc..)

            Após a realização das entrevistas, é importante fazer uma avaliação dos dados obtidos, e elaborar um gráfico.

Questionário:

  1. Como se chama o mosquito que transmite a dengue?
  2. Que características tem o Aedes aegypti que o diferencie de outros mosquitos?
  3. Cite pelo menos 3 sintomas da doença?
  4. Como podemos evitar a dengue?
  5. Que tipo de tratamento se usa para combater a dengue?
  6. Cite pelo menos 3 criadouros que sabe que existe em sua casa.
  7. Que atitudes tem colocado em prática no seu dia a dia para näo criar larvas do mosquito da dengue nesses recipientes e nos demais em sua casa?
  8. Que produto caseiro tem usado no combate a larvas do mosquito dentro e fora da casa?
  9. Cite pelo menos 3 cuidados que tem aplicado para näo dar larvas em seus vasos de planta?
  10. Como vocë e seus vizinhos se organizam para evitar dengue aqui no seu bairro?

 

PALESTRA

  Objetivo: Conscientizar os pais, alunos e funcionários quanto aos riscos causados pelo Aedes aegypti, através de informações de como se pega a Dengue, como é o mosquito, sintomas, tratamentos, como evitar a doença e medicamentos que devem ser evitados.

 

Material necessário: Profissional de saúde capacitado no tema do projeto.

 

Desenvolvimento:

Será agendado pela U.E., na Secretaria de Saúde, uma data para a realização da palestra. A comunidade local será convidada, juntamente com os alunos e funcionários, para participar da palestra.

 

  TRABALHANDO COM PANFLETO

 

  Objetivo: que o aluno desenvolva,

 

         Assimilação das palavras;

         Estrutura da frase;

         Leitura;

         Ortografia (dígrafos, encontros vocálicos, encontros consonantais);

         Seqüência e seriação;

         Contagem

         Integração: ciências, português e matemática.

 

  Material necessário: Panfletos sobre a dengue, tesoura, cola, lápis e borracha, sulfite, cartolina.

 

Desenvolvimento:

Entrega e leitura do panfleto.

Comentários sobre  o mesmo.

  1. Contagem: quantas palavras tem no panfleto, classificação quanto ao número de sílabas, acentuação, quantas vezes há repetição de palavras, colocação das palavras em ordem alfabética; com as palavras formular novas frases de alerta; grifar todos os encontros consonantais e vocálicos.
  2. Recortar as frases e os desenhos separadamente e colar em cartolina; misturar os desenhos e as frases e em seguida associar o desenho à frase correspondente, circular os encontros consonantais e grifar os encontros vocálicos e a partir dos encontros circulados e grifados formular outras palavras; elaboração de outro panfleto acrescentando outras maneiras de prevenção e alerta, questionamento aos alunos se em suas residências apresentam esses possíveis focos; caso haja, qual a maneira de prevenção indicada por eles.

MAPEANDO RISCO PARA DENGUE

  Objetivo: estimular a atividade de associação de informações sobre casos de dengue ou focos do mosquito, e a visualização da situação da doença e/ou do mosquito no mapa da cidade.

 

 

Material necessário:

-           informe técnico sobre casos confirmados de dengue ou de focos

-           mapa da cidade

-           canetas hidrográficas

Desenvolvimento:

Realizar discussão sobre as informações sobre casos confirmados de dengue ou focos do mosquito Aedes aegypti.

Com canetas coloridas, identificar com pontos os quarteirões de residência dos casos confirmados e/ou focos do mosquito.

Fazer o acompanhamento da situação a partir das informações obtidas da Equipe de Controle de Vetores do município.

Este mapeamento pode ser colocado em painel, na sala de aula e ser atualizado sempre que novas informações forem sendo acrescentadas.

Com base no mapeamento de risco, sugere-se intensificar o trabalho do Agente Mirim da Dengue, dirigidas as áreas de maior agravamento.

O professor pode sistematizar esta atividade, fazendo uma reflexão com os alunos e discutindo formas de minimizar esta situação.

 

DENGUE NO LABORATÓRIO

  Objetivo: estimular a curiosidade dos escolares quanto aos efeitos de produtos caseiros no controle de larvas do mosquito transmissor da dengue.

  

Material necessário:

-           construir um mostruário que possa se vizualizar o ciclo biológico do vetor, ao vivo

-           larvas de pernilongos (Cúlex)

-           cola plástica

-           potes transparentes do tipo margarina

-           papel sulfite

-           canetas hidrográficas

Desenvolvimento:

O mostruário do ciclo biológico do Aedes aegypti pode ser construído a partir de dois potes de acrílico com tampa (ex. Potes de mantimentos de tamanhos iguais ou diferentes). No primeiro pote serão colocadas larvas de mosquito, de preferência, Cúlex, e no segundo alguns furos minúsculos para oxigenação do recipiente e alimentação do alado. (Ver desenho esquematizado)

Com base nas dosagens recomendadas para uso de sal de cozinha e água sanitária, verificar o efeito sobre as larvas vivas.

 

PRODUTOS CASEIROS COM FUNÇÃO LARVICIDA

   Objetivo: informar as dosagens de produtos caseiros utilizados como larvicida no controle das larvas do mosquito transmissor da dengue.

   Material necessário:

-           Diversos: Usaremos produtos naturais para pesquisa e na probabilidade do sucesso, encamiaremos a nossa pesquisa a orgãos competentes para avaliações finais

Desenvolvimento: Será feito de acordo com o resultado de cada pesquisa realizada.

 

Obs. - Todos os trabalhos devem ser passados como dever de casa de modo que envolva a família.
 
 

Receitas de Repelente Caseiro de Cintronela

REPELENTE DE CITRONELA

T i n t u r a

200g da planta seca e triturada
1 litro de álcool comum (para uso externo) a 70%
1 vidro de boca larga e escuro, de preferência, com capacidade mínima de 1 litro
1 frasco escuro para acondicionar
1 funil
1 papel filtro
pano branco e limpo para coar e etiquetar

Modo de fazer

Pesar 200g da planta seca e triturada. Colocar num frasco de boca larga. Despejar 1 litro de álcool a 70% sobre a erva. Tampar o frasco e cobrir com papel escuro, se o vidro for claro. Deixar em maceração por no mínimo 8 e no máximo 21 dias, em local seco e protegido da luz. Agitar 2 vezes diariamente. Coar com o pano branco e completar o volume para 1 litro, passando mais álcool a 70% sobre o resíduo da planta. Filtrar em papel filtro e guardar em frasco escuro. Rotular.
Validade: 2 anos

repelente caseiroL o ç ã o R e p e l e n t e

Ingredientes para 1 litro de loção (100%):
150ml de glicerina líquida (15%)
150 ml de tintura de Citronela (15%)
350 ml de álcool de cereais (35%)
350 ml de água mineral, destilada ou filtrada (35%)

Modo de fazer

Misturar todos os ingredientes em partes iguais e embalar em recipiente de cor âmbar.
Passar na pele quando estiver em locais com moscas e mosquitos.

Sobre a Citronela

CITRONELAA citronela é uma planta parecida com capim, originária da Ilha de Java, na Indonésia, que possui características interessantes, mas ainda pouco aproveitadas pelo homem.

O vegetal é rico em citronelal e o geraniol, substâncias que dão a ela um odor cítrico semelhante ao do eucalipto. Devido a isso, pode-se usá-la como aromatizador e em produtos de perfumaria.

Mas não pára por aí, a citronela possui outra qualidade: o mesmo cheiro que agrada tanto aos humanos é insuportável aos insetos, como moscas e mosquitos, característica que faz dela um repelente natural, além de ecológico, pois espanta os animais ao invés de matá-los.

Segundo a aromaterapia, a citronela também funciona como antidepressivo, anti-séptico, desodorante, tônico e estimulante.

Há quem pergunte se apenas cultivando a citronela no jardim é possível usufruir do poder repelente da planta. A resposta é sim, mas com uma ressalva: para que o resultado seja positivo, é preciso plantar a citronela no caminho percorrido pelo vento, de forma que leve o aroma até o local de onde desejamos manter os mosquitos afastados.

Uma outra forma de aproveitar o poder repelente da planta é fazer um chá com as folhas da planta e usá-lo para limpar o chão, passar em parapeitos de janelas, etc.

O método industrial de extração do óleo essencial da citronela é conhecido como “arrasto de vapor”. As folhas são colocadas em um recipiente e passam a receber vapor d’água constantemente. A água é aquecida em uma caldeira. Ao passar pelas folhas da citronela, o vapor leva junto o óleo essencial, separado da água, em seguida, por condensação.

Já a extração caseira do óleo essencial da citronela não é muito simples. Segundo informações da Seção de Plantas Aromáticas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), pode-se colocar as folhas com um pouco de água num panela de pressão: o vapor que sair de lá também vai conter óleo essencial.
O problema é recolher este vapor, para daí extrair o óleo.

Uma outra dica é que o óleo essencial da citronela é também solúvel em álcool. Assim, se misturarmos as folhas ao álcool, naturalmente o óleo essencial vai ser liberado. Aqui o problema é o seguinte: outras substâncias presentes na folha, como clorofila e pigmentos, também são solúveis em álcool e, neste caso, não teríamos o óleo puro como se obtém por meio do vapor d’água.

Fonte: Blog Planeta Terra



Leia mais: http://www.combateadengue.com.br/repelente-natural-e-ecologico/#ixzz1IBVbFwli

 

 

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Leonardo Alves,
16 de mar de 2011 07:44
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Leonardo Alves,
16 de mar de 2011 07:37
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Leonardo Alves,
16 de mar de 2011 07:41
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Leonardo Alves,
16 de mar de 2011 07:46
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