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DENGUE: Um problema social

LAFLORANIA Contra o Dengue

Profecia irlandesa popular do século XVI: 

"o homem fará da Terra uma casa de venenos e quando desejar limpar a casa, perceberá que cada tentativa de limpeza aumentará o veneno. E o veneno adoecerá o ar. E o ar doente matará o homem, as plantas e os animais." 

              As tentativas do homem de manter sua saúde em dia usando produtos químicos cada vez mais poderosos, está levando à terra, doenças cada vez mais difíceis de curar. Já sabemos que o uso de praguicidas na lavoura não nos trás nenhum benefício e que nunca vai valer

a pena matar insetos e contaminar assustadoramente o alimento que consumimos, para satisfazer o poder de riqueza da minoria.

Doenças como a Dengue, por exemplo, pode muito bem ser controlada sem o uso de produtos químicos, se levar-mos em consideração que a prática de conduta apropriada impedirá o crescimento acelerado da população do mosquito transmissor da doença.

Uma das alternativas que pode ser aplicada por toda a família é seguir as instruções contidas no verso deste folheto, ouvir atentamente propaganda no radio e na TV e lê bastante sobre o assunto, além de conversar continuamente com seus vizinhos e amigos e, sobretudo, lembrar-se sempre que o poder das realizações está dentro de nós.

 

A DOENÇA   

              A Dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus, com evolução benigna na maioria dos casos, mas que pode apresentar complicações que, se não corretamente tratadas, apresentam risco de morte.

 

OS SINTOMAS

         

              Na dengue clássica (DC), os sintomas  mais comuns são febre, moleza, cansaço, dores no corpo (sobretudo nas articulações), nos olhos, muito cansaço, perda de apetite e paladar, náuseas, tonturas e vômitos e dor de cabeça. Podem também aparecer manchas vermelhas pelo corpo e, em alguns casos, sangramento, principalmente nas gengivas.
Na febre hemorrágica da Dengue (FHC), os sintomas são os mesmos, mas a diferença é quando a febre acaba e surgem os primeiros sinais de alerta, que são:

- dores abdominais fortes e contínuas
- vômitos persistentes
- pele pálida, fria e úmida, às vezes
com manchas vermelhas
- sangramento pelo nariz, boca e gengivas
- sonolência, agitação e confusão mental
- sede excessiva e boca seca
- pulso rápido e fraco
- dificuldade respiratória
- perda de consciência
Na febre hemorrágica da Dengue (FHC) o quadro clínico se agrava muito rápido e pode levar a pessoa à morte em até 24 horas por insuficiência circulatória e choque. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem. O objetivo do Ministério da Saúde é que esse número seja reduzido a menos
de 1%.

E pra que isso aconteça é preciso que todos nós façamos a nossa parte, afinal combater a dengue é dever meu, seu e de todos.


INSETICIDAS E LARVICIDAS             

              Tanto os produtos usados para eliminar as larvas (larvicidas), quanto os produtos usados para eliminar os mosquitos (inseticidas) que são distribuídos aos Estados e municípios pela SVS são comprovadamente eficazes e avalizados por um grupo de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
              Entretanto, o inseticida é considerado um recurso extremo, para momentos de alto risco de transmissão, quando as ações de prevenção à Dengue falharam ou não foram adotadas. É preciso evitar ou diminuir sua aplicação porque é verdade que, como qualquer outro ser vivo, os mosquitos também desenvolvem resistência aos produtos e a
necessidade de teste e substituição da fórmula do veneno usado tem que ser feita com muito cuidado, pois sempre se pode causar algum impacto ambiental, além de ser um processo caro, por isso a melhor forma é combater a larva.

É preciso impedir o contato do mosquito com o ser humano, mas, como é praticamente impossível eliminar o mosquito, e dadas as condições ambientais do Brasil, deve-se preferir o combate à larva, antes que ela vire mosquito, ou seja, deve-se preferir atuar na fase mais frágil do ciclo de vida do inseto, quando se tem mais chances de sucesso para as estratégias de eliminação do vetor biológico.

É preciso, sobretudo, uma mudança real de atitude em relação a todos os que manipulam os fatores que promovem as oportunidades para a manifestação dessas doenças. No caso da Dengue, isso inclui TODAS AS PESSOAS, pois o principal fator de multiplicação do vetor responsável pela epidemia, o mosquito Aedes aegypti, é a existência de focos de água parada. E todos nós fazemos uso diário da água para diferentes fins. E precisamos reaprender a conservá-la e armazená-la, e assim poderemos ter sucesso na guerra contra um inimigo tão poderoso.

 O que é Dengue Tipo 4?
O avanço do vírus tipo 4 da dengue pelo Brasil é uma ameaça à saúde pública. Não pelo vírus em si, que não é mais nem menos perigoso que os tipos 1, 2 e 3, mas pela entrada em ação de mais uma variação do microorganismo.

Existem quatro tipos do vírus da dengue: O DEN-1, o DEN-2, o DEN-3 e o DEN-4. “Causam os mesmos sintomas. A diferença é que, cada vez que você pega um tipo do vírus, não pode mais ser infectado por ele. Ou seja, na vida, a pessoa só pode ter dengue quatro vezes”, explica o consultor de dengue da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ivo Castelo Branco.

“Em termos de classificação, estamos falando do mesmo tipo de vírus, com quatro variações”, explica Marcelo Litvoc, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “Do ponto de vista clínico, são absolutamente iguais, vão gerar o mesmo quadro”, esclarece o médico.

A explicação do problema provocado pelo vírus 4 está no sistema imunológico do corpo humano. Quem já teve dengue causada por um tipo do vírus não registra um novo episódio da doença com o mesmo tipo. Ou seja, quem já teve dengue devido ao tipo 1 só pode ter novamente se ela for causada pelos tipos 2, 3 ou 4.

“Quanto mais vírus existirem, maior a probabilidade de haver uma infecção”, resume Caio Rosenthal, infectologista e consultor do programa Bem Estar, da TV Globo. Se houvesse só um tipo de vírus, ninguém poderia ter dengue duas vezes na vida.

A possibilidade da reincidência da doença é preocupante. Caso ocorra um segundo episódio da dengue, os sintomas se manifestam com mais severidade. “Existe certa sensibilização do sistema imunológico e ele dá uma resposta exacerbada”, afirma Litvoc.

Esta reação exagerada do sistema imunológico é um problema. Pode causar inflamações e, por isso, aumenta o risco de lesões nos vasos sanguíneos, o que levaria à dengue hemorrágica. Um terceiro episódio poderia ser ainda mais grave, e um quarto seria mais perigoso que o terceiro.

Qual a causa?
A infecção pelo vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, uma espécie hematófaga originária da África que chegou ao continente americano na época da colonização. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.

Como tratar?
Não existe tratamento específico para dengue, apenas tratamentos que aliviam os sintomas.
Deve-se ingerir muito líquido como água, sucos, chás, soros caseiros, etc. Os sintomas podem ser tratados com dipirona ou paracetamol. Não devem ser usados medicamentos à base de ácido acetil salicílico e antiinflamatórios, como aspirina e AAS, pois podem aumentar o risco de hemorragias.




Sobre a Dengue
A palavra dengue tem origem espanhola e quer dizer "melindre", "manha". O nome faz referência ao estado de moleza e prostração em que fica a pessoa contaminada pelo arbovírus (abreviatura do inglês de arthropod-bornvirus, vírus oriundo dos artrópodos).
 
 História da Dengue
O mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, foi introduzido na América do Sul através de barcos (navios negreiros) provenientes da África, no periodo período colonial, junto com os escravos. Houve casos em que os barcos ficaram com a tripulação tão reduzida que passaram a vagar pelos mares, constituindo os "navios-fantasmas".

Histórico

A palavra dengue tem origem espanhola e quer dizer "melindre", "manha". O nome faz referência ao estado de moleza e prostração em que fica a pessoa contaminada pelo arbovírus (abreviatura do inglês de arthropod-bornvirus, vírus oriundo dos artrópodos). A transmissão ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti, uma espécie hematófaga originária da África que chegou ao continente americano na época da colonização.

A dengue foi vista pela primeira vez no mundo no final do século XVIII, no Sudoeste Asiático, em Java, e nos Estados Unidos, na Filadélfia. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) só a reconheceu como doença neste século.

O primeiro caso de febre hemorrágica da dengue que se tem notícia apareceu na década de 50, nas Filipinas e Tailândia. Após a década de 60, a presença do vírus intensificou-se nas Américas. Pesquisadores identificaram vários sorotipos da doença, que foram numerados de 1 a 4, dependendo do grau de letalidade do vírus.

O sorotipo 1, o mais leve, apareceu pela primeira vez em 1977, inicialmente na Jamaica, mas foi a partir de 1980 que foram notificadas epidemias em vários países. O sorotipo 2, encontrado em Cuba, foi o responsável pelo primeiro surto de febre hemorrágica ocorrido fora do Sudoeste Asiático e Pacífico Ocidental. O segundo surto ocorreu na Venezuela, em 1989.

No Brasil, há referências de epidemias desde 1916, em São Paulo, e em 1923, em Niterói, no Rio de Janeiro, sem comprovação laboratorial. A primeira epidemia, documentada clínica e laboratorialmente, ocorreu entre os anos de 1981 e 1982, em Boa Vista, Roraima, causada pelos sorotipos 1 e 4, considerado o mais perigoso. A partir de 1986, ocorreram epidemias, atingindo o Rio de Janeiro e algumas capitais da região Nordeste.

Desde então, a dengue vem ocorrendo no Brasil de forma continuada, intercalando-se com a ocorrência de epidemias, geralmente associadas com a introdução de novos sorotipos em áreas anteriormente ilesas. Na epidemia de 1986, identificou-se a ocorrência da circulação do sorotipo 1, inicialmente no estado do Rio de Janeiro, disseminando-se, a seguir, para outros seis estados até 1990. Nesse mesmo ano, foi identificada a circulação do sorotipo 2, também no estado do Rio de Janeiro.

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O que é Dengue?
O dengue é uma doença infecciosa causada por um arbovírus (existem quatro tipos diferentes de vírus do dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4), que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.

O dengue clássico se inicia de maneira súbita e podem ocorrer febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores nas costas. Às vezes aparecem manchas vermelhas no corpo. A febre dura cerca de cinco dias com melhora progressiva dos sintomas em 10 dias. Em alguns poucos pacientes podem ocorrer hemorragias discretas na boca, na urina ou no nariz. Raramente há complicações.

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O que é Dengue Hemorrágico?
Dengue hemorrágico é uma forma grave de dengue. No início os sintomas são iguais ao dengue clássico, mas após o 5º dia da doença alguns pacientes começam a apresentar sangramento e choque. Os sangramentos ocorrem em vários órgãos. Este tipo de dengue pode levar a pessoa à morte. Dengue hemorrágico necessita sempre de avaliação médica de modo que uma unidade de saúde deve sempre ser procurada pelo paciente.

Qual a causa?
A infecção pelo vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, uma espécie hematófaga originária da África que chegou ao continente americano na época da colonização. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.

Como tratar?
Não existe tratamento específico para dengue, apenas tratamentos que aliviam os sintomas.
Deve-se ingerir muito líquido como água, sucos, chás, soros caseiros, etc. Os sintomas podem ser tratados com dipirona ou paracetamol. Não devem ser usados medicamentos à base de ácido acetil salicílico e antiinflamatórios, como aspirina e AAS, pois podem aumentar o risco de hemorragias.

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