O Benefício Farmácia Nos Planos de Saúde

Originalmente conhecido como PBM (Pharmaceutical Benefit Management) e traduzido para o nosso bom português como Programa de Benefícios em Medicamentos, o benefício farmácia, ou assistência farmacêutica, vem sendo utilizado cada vez mais pelos planos de saúde no Brasil.

 O advento de novas tecnologias de controle e a consciência de que o medicamento proporciona resultados em curto prazo, todavia, ainda não atingiu a maioria dos gestores de planos de saúde, embora tenha chegado a algumas empresas ainda timidamente, algumas vezes por força de acordos coletivos de trabalho.

 Tão importante quanto o acesso ao médico é o acesso ao medicamento, porque assegura a continuidade do tratamento a partir da consulta inicial.

 Os planos de saúde precisam inovar para sobreviver e não há outro caminho que não seja centralizar as atenções nos usuários, dando valor à saúde integralmente, do começo ao fim.

 O uso de medicamentos, por exemplo, contra hipertensão arterial e diabetes no estágio inicial, onde há enorme incidência de casos, é fundamental para o controle da doença e evita o agravamento do quadro clínico do paciente. Muitos deles não tomam o remédio por dificuldade em adquiri-los ou mesmo por comodismo, sabendo que se adoecerem o plano paga o tratamento. – E os implantes nos casos de osteoporose? ...são tantos os exemplos!

 Os bons resultados chegam logo:

  1. Redução de internações, com a conseqüente redução de custos;
  2. Facilita as ações preventivas;
  3. Ajuda a acompanhar os hábitos de saúde dos seus assistidos;
  4. Diminui o absenteísmo;
  5. Melhora a segurança no trabalho;
  6. Aumento da produtividade;
  7. Evita a aposentadoria precoce;
  8. Melhor visão da saúde dos beneficiários pelos gestores.

 Vamos adotar um modelo mais competente de gestão e buscar seriamente a adoção do benefício farmácia para todos os usuários de planos de saúde. Custa menos e a população agradece.

 JOSUÉ FERMON é Consultor em Saúde Suplementar, com ênfase nas áreas de prevenção, mapeamento de carteiras, gerenciamento de condições crônicas, PBM e “e-health”.

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