Nossos Parceiros

Nossos Parceiros

Saúde


25 de março de 2014

Novo surto do vírus de Ebola 
mata 59 na Guiné

Autoridades confirma que misteriosa febre hemorrágica é Ebola. Há risco que o vírus se espalhe para a vizinha Serra Leoa

Amostras de sangue vítimas de febre hemorrágica viral que matou 59, sendo três crianças, na Guiné confirmaram que se trata do vírus Ebola, afirmam funcionários do governo . Há risco que o vírus se espalhe para a vizinha Serra Leoa.

Um comunicado do Ministério da Saúde disse no sábado que foram notificados 80 casos, incluindo 59 mortes. Os casos da doença foram registrados em três cidades perto de Serra Leoa e Libéria e na capital Conakry desde 9 de fevereiro. O vírus está entre os mais letais conhecidos – a taxa de morte pode variar de 25% aé 90% dos casos. 

A doença altamente contagiosa, que é transmitida entre humanos através do contato com sangue, secreções ou outros fluidos corporais, é mais comumente relatada na República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul.

"Na Guiné, um país com fraca infraestrutura médica, um surto como este pode ser devastador," disse o médico Mohamed Ag Ayoya, representante do Unicef no País.


Surtos de Ebola já foram relatados no Congo e em Uganda, recentemente em 2012. O primeiro caso de um humano que contraiu o vírus ocorreu na África Ocidental, em 1994. Um cientista ficou doente enquanto pesquisava casos de ebola entre chimpanzés, em um parque nacional na Costa do Marfim. O cientista conseguiu se recuperar.

"Podemos ver que grande parte das pessoas que morreram estavam ligadas e estiveram em contato um com os outros", disse Esther Sterk, consultora de doenças tropicais do Médicos sem Fronteiras. "Isso é típico para epidemias de Ebola. Vemos que há uma corrente de transmissão nas famílias".

Autoridades não sabem determinar como o vírus Ebola foi introduzido, embora o mais provável seja que tenha resultado do contato com algum animal infectado, como morcegos e vacas. Também não se sabe ainda qual subtipo do Ebola é o responsável pelo novo surto. A informação daria uma ideia mais apurada sobre a taxa de mortalidade.

(Com informações da Reuteres e AP)

Vídeo do YouTube




10 de março de 2014

Meninas de 11 a 13 anos começam 
a ser vacinadas contra HPV 
nesta segunda-feira

Eficácia é estimada em 99% para casos de câncer de colo de útero. Ministério espera atingir 80% de imunização de adolescentes até 2016. Maioria adquire HPV nos três primeiros anos da vida sexual

A vacinação gratuita de meninas de 11 a 13 anos contra o papiloma vírus humano (HPV) começa nesta segunda-feira (10) nos 36 mil postos de saúde do país e em escolas públicas e privadas. A partir de 2015, o Ministério da Saúde vai vacinar meninas de 9 a 11 anos e, em 2016, apenas meninas de 9 anos. O objetivo do órgão é imunizar 80% das 5,2 milhões de meninas de 9 a 13 anos do Brasil até lá.

A vacina previne o câncer de colo do útero e é administrada em três doses, sendo a segunda de 30 a 60 dias depois da primeira (dependendo do produto utilizado) e a terceira com 6 meses após a primeira dose. A vacina é a quadrivalente, com eficácia comprovada contra quatro tipos de vírus da família HPV (6, 11, 16 e 18). Os de número 16 e 18 causam lesões cancerígenas. Estima-se que 70% dos casos de câncer de colo de útero estejam associados a esses dois sorotipos.

A maioria das pessoas adquire HPV nos três primeiros anos da vida sexual. No caso das mulheres, 46% entram em contato com o vírus nos dois primeiros anos e, dos homens, 60% têm algum contato com o HPV nos três primeiros anos. Especialistas estimam que mais de 70% das pessoas sexualmente ativas entrem em contato com um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas.

O câncer de colo de útero é o segundo tumor mais recorrente entre as mulheres brasileiras, perdendo apenas para o câncer de mama. Só em 2011, 5.160 mulheres foram vítimas da doença no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), todo ano surgem 17.540 novos casos no país, a maioria nas regiões Norte e Nordeste e em localidades mais pobres dos centros mais ricos.

Estudos clínicos, no entanto, comprovam eficácia da vacina de 99% na prevenção do câncer de colo de útero, 100% na proteção de lesões de alto grau de vagina e vulva e 99% nas lesões genitais externas.

O contato sexual é a maneira mais comum de contágio, incluindo o sexo oral. Isso porque a contaminação se dá também pelo atrito de mão, boca ou genitais com mucosas infectadas. Na maioria das vezes a doença não apresenta sintomas. A vacina não substitui outros métodos contraceptivos.

Atenção: antes de tomar a vacina, pesquise sobre os seus riscos efeitos colaterais.

Rede Brasil Atual



12 de fevereiro de 2014

Mais Médicos: evasão de brasileiros é 20 vezes maior que a de cubanos

Ministério da Saúde recebeu comunicação de 89 médicos fora de seus postos de trabalho: 80 são brasileiros, taxa de desistência de 10%, contra 0,09% entre cubanos, que já são 5.550 ao todo

São Paulo – O ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou nesta terça (11) em Brasília o balanço do primeiro ciclo de aplicação do programa Mais Médicos, que leva cerca de 9 mil médicos a cidades do interior do país. De acordo com os dados enviados ao ministério pelas prefeituras e coordenações estaduais do programa, atualmente há 89 profissionais ausentes de seus postos de trabalho. Quatro deles são cubanos que trabalham no país por meio do convênio com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), cinco são estrangeiros e 80 são brasileiros.

Os números são referentes àqueles profissionais que deixaram seus postos de trabalho sem dar explicações ao poder público. "Para lidar com isso, vamos publicar na quinta-feira (13) uma comunicação oficial cobrando explicações. Eles terão 48 horas para se manifestar e, caso não apresentem justificativas, serão oficialmente retirados do programa e substituídos. Nossa preocupação é que não haja prejuízo no atendimento à população nos municípios", afirmou o ministro.

As deserções crescem em proporção inversa em relação ao número de profissionais por nacionalidade inscritos no programa: os profissionais brasileiros representam a menor parte do Mais Médicos, com pouco mais de 800 médicos em serviço – uma taxa de desistência não comunicada de 10%. Já entre os cubanos as quatro deserções representam 0,09% dos 5.550 profissionais em atividade pelo programa. No total, há 6.600 médicos trabalhando pelo Mais Médicos.

Além das deserções, houve também desligamentos regulares, com comunicação prévia e justificativa. Entre esses, 22 cubanos voltaram para a ilha e 80 médicos brasileiros e estrangeiros saíram de seus postos.

"Para nós, as desistências são naturais. Estão sendo registradas em níveis, aliás, muito baixos. Temos de tratar esses casos com naturalidade e garantir que a população siga sendo atendida pelo programa, que é um sucesso", reafirma Chioro. O governo planeja, no próximo ciclo, elevar o número de médicos atuantes no Brasil a 13 mil, dos quais cerca de 10 mil devem ser cubanos.

Questionado sobre a intenção de o Ministério Público do Trabalho modificar as condições de pagamento aos cubanos, para equiparar os salários aos dos médicos brasileiros inscritos no programa, Chioro disse que não se trata de responsabilidade do governo brasileiro. "São servidores públicos do Estado cubano, que seguem aquele regramento, aquele estatuto. Nós firmamos um convênio com a Opas e já o cumprimos integralmente. Não temos autonomia para mexer nisso", explicou.

Rede Brasil Atual



10 de janeiro de 2014

Governo vai trazer mais médicos estrangeiros

Da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quinta (9) que o governo pode recorrer novamente à cooperação internacional para atingir a meta de 13 mil profissionais trabalhando para o Programa Mais Médicos até março deste ano.

De acordo com o ministro, há “uma percepção positiva” por parte da população e dos gestores estaduais e municipais em relação ao trabalho de médicos cubanos em atuação no país. “A avaliação tem sido muito positiva”, reforçou.

O Programa Mais Médicos terminou o ano de 2013 com 6.658 profissionais trabalhando em 2.177 municípios e 28 distritos indígenas. A meta é, até março deste ano, ter 13 mil profissionais nos municípios que aderiram ao programa.



15 de outubro de 2013

Prática de exercícios físicos por idosos reduz ida ao médico, indica pesquisa

Da Agência Brasil

São Paulo – Os idosos que praticam exercícios físicos regularmente procuram menos atendimento médico do que os sedentários. É o que mostra estudo feito pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) com dois grupos de pacientes do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Foram selecionados pacientes com idade média de 79 anos para uma avaliação que durou um ano. Um grupo de 48 idosos que fazem exercícios reduziu em 35% a procura de atendimento em relação a 44 pacientes sedentários.

Por meio de nota, o coordenador do estudo, Samir Salim Daher, especialista em medicina do esporte, destacou que além dos benefícios à saúde, a prática de atividades físicas evita a ocupação de leitos hospitalares e procedimentos de maior complexidade.

“Para um hospital do tamanho e da importância do HSPE, onde 60% dos pacientes internados são da terceira idade, a prevenção pode beneficiar outras pessoas que necessitam de atendimento médico”, observou.




9 de outubro de 2013

Bolsa Família está associado à redução da mortalidade infantil por 
diversas causas

Pesquisa publicada revista científica britânica e em documento da Organização Mundial da Saúde (OMS) comprova que programa federal reduz a mortalidade por causas relacionadas à pobreza

São Paulo – O programa Bolsa Família (PBF) tem desempenhado um papel significativo na redução da mortalidade infantil nos municípios brasileiros, inclusive por causas relacionadas à pobreza, como a desnutrição e a diarreia. A conclusão é da pesquisa brasileira Efeitos de programa de transferência de renda condicionada na mortalidade infantil nos municípios (Effect of a conditional cash transfer programme on childhood mortality), publicada recentemente na revista médica britânica The Lancet, referência em diagnósticos e pareceres da área em todo mundo e uma das mais prestigiadas atualmente, e também no Relatório 2013 da Organização Mundial da Saúde.

Os pesquisadores, vinculados à Universidade Federal da Bahia (UFB), descobriram que nos municípios onde houve alta cobertura do Bolsa Família (em termos de população municipal) e que tiveram assegurado os benefícios a toda a população pobre elegível pelo menos nos últimos quatro anos tiveram redução de 17% da mortalidade em menores de 5 anos, e de 53% e 65% na mortalidade em criança por diarreia e desnutrição, respectivamente.

Com experiência em intervenções humanitárias internacionais em situações de emergência e subdesenvolvimento na área da epidemiologia, saúde publica, nutrição e assistência social, o pesquisador Davide Rasella, da UFBA, participou do estudo. Segundo ele, o aumento da cobertura do programa federal de transferência de renda nos municípios, da sua duração e da cobertura da população-alvo reforçaram seu impacto. "O efeito foi mais forte quando, além de uma elevada cobertura municipal, foi mantida uma cobertura total da população-alvo durante quatro anos ou mais", disse.

Menos hospitalização

Quanto aos fatores envolvidos na cadeia causal de redução da mortalidade, conforme o pesquisador, foi mostrado que o programa está associado à redução substancial das taxas de hospitalização em menores de 5 anos e aumento da cobertura vacinal e do número de consultas de pré-natal. "Pode haver impacto na sobrevivência da criança por meio de diferentes mecanismos, basicamente centrados na melhoria da renda e nas condicionalidades de saúde: uma renda maior pode aumentar o acesso aos alimentos e a outros bens relacionados com a saúde, enquanto as condicionalidades de saúde pode melhorar acesso aos serviços de saúde", explicou.

O subsídio em dinheiro, segundo ele, poderia reduzir a carga da pobreza nas famílias, bem como melhorar as condições de vida e remover ou reduzir as barreiras de acesso aos cuidados de saúde. As chamadas condicionalidades na saúde incluem as consultas de pré-natal, cuidados pós-natais e atividades educacionais de saúde e nutrição para as mães, bem como o respeito do calendário de vacinação regular e de rotinas de check-up para crescimento e desenvolvimento de crianças menores de 7 anos. Isso porque conhecimento e educação materna são alguns dos mais fortes determinantes da saúde infantil, da melhoria da nutrição, das práticas de higiene e da maior procura por cuidados de saúde.

A maior frequência ao pré-natal e a cobertura vacinal, principalmente contra o sarampo e DPT (difteria, Tétano e Coqueluche), são reconhecidos como intervenções eficazes de prevenção contra a mortalidade infantil. O forte impacto do PBF observado nas internações em menores de 5 anos, tanto em geral como por causas específicas, pode ser explicado por dois mecanismos diferentes: diminuição da incidência das doenças, afetando os determinantes sociais da saúde; e aumento do primeiro contato com o sistema de saúde, reduzindo assim o número de casos graves que requerem internação hospitalar.

Muito com pouco

Para Rasella, a explicação do fato de um recurso aparentemente pequeno fazer grande diferença está na chamada relação curvilínea entre morbi-mortalidade (o impacto das doenças e das mortes na sociedade) e renda. Ou seja,  em famílias extremamente pobres uma pequena quantia pode permitir a saída (ou pelo menos melhora) da condição de extrema vulnerabilidade em termos socioeconômicos e de saúde. "Trezentos reais dados a uma família que tem oito membros e uma renda per capita de 100 reais tem um efeito muito maior sobre a saúde das crianças do que 300 reais dados a uma família que tem os mesmos oito membros mas uma renda per capita de 500 reais", disse.

Os achados do estudo são extremamente plausíveis, segundo ele, e permitem inclusive esclarecer o mecanismo causal deste impacto. Além disso, outros controles feitos, verificando para exemplo que o PBF não tinha efeito sobre a mortalidade para causas externas, confirmam a robustez dos achados. "O que nos impressionou foi a magnitude do efeito do PBF, e o quanto a pobreza possa ainda ser um fator importante de mortalidade nas crianças brasileiras".

Rasella e seus colegas Rosana Aquino, Carlos A. T. Santos, Rômulo Paes-Sousa e Maurício Lima Barreto coletaram dados em diferentes fontes, como o Sistema de Informações sobre Mortalidade, Sistema de Informação da Atenção Básica, Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, Sistema de Informações Ambulatoriais, bancos de dados do Ministério do Desenvolvimento Social para o cálculo da cobertura do Programa Bolsa Família, e os bancos de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para as variáveis socioeconômicas.

Metodologia

Para constatar a redução de 17% na taxa de mortalidade infantil a partir do Bolsa Família, eles criaram um conjunto de dados extraídos de várias bases para os anos de 2004-2009. Do total dos municípios brasileiros, selecionaram um subconjunto com estatísticas adequadas de óbitos e nascimento, segundo critérios previamente publicados e criaram então uma variável de cobertura do BF que considerasse a cobertura da população-alvo, ou seja, famílias elegíveis a receber os benefícios, e a cobertura da população municipal.

Estudos similares conduzidos em outros países, como o México, como o programa Oportunidades, acharam resultados similares. No entanto, o trabalho brasileiro conseguiu explicar de forma mais completa e robusta o efeito destes programas na mortalidade em criança.

Rede Brasil Atual




27 de setembro de 2013

Vacina brasileira contra dengue começa a ser testada em outubro


Da Agência Brasil

São Paulo – O Instituto Butantan, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), inicia em outubro os testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue. A vacina está sendo desenvolvida para combater, em uma única dose, os quatro tipos da doença já identificados no mundo. Segundo Alexander Precioso, diretor de Ensaios Clínicos do Butantan, nenhum outro país tem uma vacina como essa.

A  vacina começou a ser desenvolvida em 2006, juntamente com os institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Os vírus foram identificados no país norte-americano e, posteriormente, transferidos para o Butantan, em 2010.

A técnica utiliza o chamado vírus atenuado. “Isso ignifica que o próprio vírus da dengue é modificado para que seja capaz de fazer com que as pessoas produzam anticorpos, mas sem desenvolver a doença”, explicou Precioso.

Os cientistas já testaram a vacina em mais de 600 norte-americanos. “Os estudos lá mostraram que é uma vacina segura e que foi capaz de fazer com que as pessoas produzissem anticorpos contras os quatro vírus”, disse ele. O pesquisador explicou ainda que, nesses voluntários, não foram observados efeitos colaterais importantes, apenas dor e vermelhidão no local da aplicação, sensação comum para vacinas.

Porém, como os Estados Unidos não são uma região endêmica para a dengue, nenhum voluntário que recebeu a imunização havia contraído a doença antes. No Brasil, os testes vão envolver também pessoas que já tiveram dengue.

O cientista disse que, com base em estudos publicados no Sudoeste Asiático e nos Estados Unidos, pacientes com histórico de dengue  poderão receber a imunização sem risco à saúde. “No início do desenvolvimento da vacina lá [nos Estados Unidos], algumas pessoas receberam vacina monovalente, só de um tipo, e depois outra dose de um vírus diferente, para ver se quem já tinha o passado de dengue correria risco”, explicou.

Em uma primeira etapa dos testes brasileiros, que começam nesta semana, serão recrutados 50 voluntários da capital paulista, todos adultos saudáveis e que nunca tiveram dengue, com idade entre 18 e 59 anos, de ambos os sexos. Eles vão ser imunizados em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.

A próxima etapa vai incluir pessoas com histórico de dengue e a vacina será aplicada em dose única. Serão 250 voluntários da capital paulista e da cidade de Ribeirão Preto, no interior do estado.

“Nós trabalhamos com a hipótese de que ela [vacina] será trabalhada em uma dose, mas nos primeiros 50 voluntários serão duas doses”, disse Precioso.“Os resultados de lá [Estados Unidos] demonstraram que a vacina já atua apenas com uma dose. Como ela vai ser, pela primeira vez, utilizada em uma região endêmica de dengue, vamos avaliar os dois esquemas [uma ou duas doses] e os dois tipos de população [já tiveram ou nunca tiveram dengue]”, acrescentou.

A terceira e última fase vai recrutar pessoas de diversas partes do país, de várias idades. “Ela vai gerar o resultado de que nós precisamos para solicitar o registro na Anvisa e, a partir daí, a vacina estará disponível”. A previsão dos pesquisadores é de que a vacina chegue à população em cinco anos.



10 de setembro de 2013

MST e governo cubano têm parceria na formação de médicos há 15 anos

Desde 1998, os trabalhadores rurais e seus filhos têm a oportunidade de estudar Medicina em Cuba

São Paulo – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o governo de Cuba têm uma parceria na formação de médicos que já dura 15 anos. Desde 1998, os trabalhadores rurais e seus filhos têm a oportunidade de estudar Medicina no país caribenho. Estudantes e médicos formados se encontraram no início da semana na Fundação Florestan Fernandes, em  Guararema, região metropolitana de São Paulo, para trocar experiências e debater situação da revalidação do diploma médico no Brasil.

Filhos de trabalhadores rurais e militantes do MST, Marcos Tiaraju e Alessandra Cristina dos Santos se formaram médicos em Cuba e hoje atendem famílias de assentamentos no Rio Grande do Sul. “Estou atuando no assentamento da fazenda Danone no município de Pontão. A gente não precisa de uma mega infraestrutura para cuidar da saúde do povo. Saúde é um direito de todos e um dever do Estado”, disse Alessandra à TVT.

“Eu decidi que faria Medicina em Cuba com o objetivo de depois atuar nas áreas carentes do Brasil e dedicar uma atenção especial para as áreas de reforma agrária”, conta Tiaraju.

Segundo o MST, já foram enviados 140 militantes para cursar Medicina em Cuba. “Criamos uma expectativa muito grande no retorno deles para fortalecer esses coletivos e práticas já existentes nesses espaços de nossos assentamentos”, afirma a diretora nacional de saúde do MST, Neusa Mittler Buffon.

Marcianos

Ocorreu terça (3) em São Paulo um ato em apoio aos médicos cubanos que chegaram ao Brasil na semana retrasada para trabalhar no Programa Mais Médicos, do governo federal. O ato se chamava “Marcha das Domésticas por Médicos Humanos, sejam eles cubanos, brasileiros ou marcianos”, e condenou a manifestação da jornalista do Rio Grande do Sul Micheline Borges, que publicou nas redes sociais que as médicas cubanas pareciam empregadas domésticas. O Sindicato dos Empregados Domésticos do Rio Grande do Norte afirmou que vai acionar a jornalista judicialmente pelas manifestações.

O Ministério da Saúde divulgou ontem que a segunda etapa do Mais Médicos conta com 3.016 profissionais, dos quais 1.414 estudaram no Brasil e 1.062 no exterior. Entre as cidades que vão receber os médicos há 25 distritos indígenas.

Vídeo do YouTube



Rede Brasil Atual



21 de agosto de 2013

ANS suspende venda de 212 planos de saúde de 21 operadoras

Da Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou a suspensão, por três meses, da venda de 212 planos de saúde de 21 operadoras, a partir do próximo dia 23. A punição ocorre por descumprimento de prazos e negativa de cobertura. Com o anúncio de hoje (20), um total de 246 planos de saúde de 26 operadores estão suspensos.

Esse é o primeiro ciclo de avaliação no qual foram analisados itens relacionados à negativa de cobertura como o rol de procedimentos, o período de carência, a rede de atendimento e o reembolso. Antes, eram avaliados apenas itens como o descumprimento de prazos para marcação de consultas, exames e cirurgias.

“Um plano que não atende no prazo correto, que não atende cirurgia, exame e internação, não pode incorporar mais pessoas. Não pode ter mais rentabilidade e novos usuários, enquanto não atender bem a população que já está ligada àquele plano”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A ANS informou ainda que 125 planos de seis operadoras que estavam com as vendas suspensas estão sendo reativados. Desses, 52 planos são de empresas que estão saindo da lista de operadoras com planos suspensos e 73 são de operadoras que estão apresentando melhora em seus resultados, mas ainda têm algum produto suspenso.

A lista com os planos suspensos está no site da ANS. 

Edição: Denise Griesinger   //   matéria ampliada às 12h31
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir o material é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil



12 de agosto de 2013

Rio de Janeiro é o estado com maior casos de tuberculose no Brasil

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Rio de Janeiro é o estado com maior incidência de tuberculose, doença causada por uma bactéria (bacilo de Koch), que atinge em grande parte a faixa etária entre 20 a 29 anos. De acordo com dados preliminares da Secretaria de Estado de Saúde, em 2012, foram registrados 14.039 casos da doença no estado, que representam cerca de 15% do total do país. Mais da metade (52,94%) foram na capital fluminense, onde 7.433 pessoas contraíram tuberculose. A região metropolitana 1, que inclui também 11 municípios da Baixada Fluminense foi a que anotou mais números de casos (10.964) representando 78,09% do total do estado.

O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da secretaria, Alexandre Chieppe, explicou que a tuberculose é uma doença muito relacionada à alta densidade populacional e afeta grandes centros urbanos do país. Ele disse que o Rio de Janeiro é um estado que tem adensamento populacional na região metropolitana, com uma grande quantidade de pessoas morando em pequeno espaço. “Isso facilita muito a ocorrência de doenças respiratórias, entre elas a tuberculose, um grande desafio de saúde pública. Aqui, na cidade do Rio de Janeiro, é onde temos a maior incidência no estado. Este é um desafio que tem que ser enfrentado agora e é urgente, tendo em vista estes números alarmantes”, ressaltou.

Embora os números sejam preocupantes, o superintendente acrescentou que a incidência da doença vem apresentando queda significativa nos últimos dez anos. Apesar disso, é preciso acelerar a redução da tuberculose no estado. “A incidência de tuberculose vem caindo, a mortalidade também, mas entendemos ser preciso um esforço conjunto: unir secretarias como a de habitação, unir outros setores da máquina pública, chamar a sociedade para um debate. É preciso aumentar a velocidade das quedas desses indicadores. Há muita gente ainda contraindo tuberculose, o número de óbitos ainda é elevado. É preciso um esforço adicional neste momento”, alertou.

Para o superintendente, o preconceito é uma grande barreira no tratamento da doença. Ele explicou que ainda há desinformação sobre o diagnóstico e muita gente não entende que a tuberculose tem cura, desde que o tratamento seja feito até o fim. “As pessoas ainda acham que a tuberculose não existe mais ou que existe para poucas pessoas, o que não é verdade. E também existe preconceito com relação às pessoas que já tiveram tuberculose. Há desconhecimento das formas de transmissão. A pessoa depois que inicia o tratamento, também para de transmitir a doença. É importantíssimo combater o estigma da doença com informação. Este é um grande desafio. Outro desafio é que a tuberculose ainda afeta populações socialmente vulneráveis, o que faz com que a adesão ao tratamento seja complicada. Várias frentes precisam ser enfrentadas para que tenhamos a doença sob controle”, analisou.

Chieppe destacou que às vezes é difícil diagnosticar a doença porque ela tem sintomas parecidos com resfriados ou com pneumonia, mas ele chamou a atenção para um fato que pode, imediatamente, identificar a tuberculose: a tosse prolongada. “A tuberculose é uma doença que costuma apresentar sintomas muito específicos como febre baixa, geralmente, ao final do dia, mas a tosse persistente, que dura mais de 30 dias, é o principal alerta de sinal. Além disso, o cansaço que não é possível explicar por outras causas e emagrecimento sem causa aparente. Isso pode fazer a pessoa suspeitar de tuberculose", esclareceu.

O superintendente recomendou que ao suspeitar de sinais da doença a pessoa deve procurar qualquer serviço de saúde básico próximo à residência. “O tratamento e diagnóstico de tuberculose está descentralizado nas unidades de Saúde e não é preciso nem um hospital especializado para que seja feito o diagnóstico e o tratamento. Qualquer pessoa com tosse por mais de 30 dias deve procurar um serviço de saúde”, recomendou.



5 de agosto de 2013

Exame detecta fibrose no fígado de pacientes com hepatite em dez minutos

Da Agência Brasil

Brasília - O que exigia um procedimento cirúrgico, agora pode ser diagnosticado em cerca de dez minutos. A detecção da presença de fibrose no fígado de pacientes com hepatites B e C, antes feita por meio de cirurgia, pode ser feita pela elastografia, exame que não é invasivo e se assemelha a um ultrassom. O exame ainda é para poucos, pois na rede particular chega a custar R$ 3 mil e a rede pública ainda tem poucos aparelhos.

Carmem Alves Pereira, chefe da unidade de gastrologia do Hospital de Base do Distrito Federal (DF), explicou que, quando descobre que tem hepatite B ou C, o paciente deve logo fazer um exame para saber o nível de comprometimento do fígado, para, a partir dessa informação, ter um tratamento adequado.

Para o exame tradicional é necessário um procedimento cirúrgico, com anestesia, para ter acesso direto ao órgão e assim saber em que estado se encontra.Carmem diz que, como toda cirurgia, o procedimento oferece riscos, por isso a importância da elastografia.

A médica diz que o DF têm três Fibroscan, aparelho usado para fazer a elastografia, na rede pública. Os aparelhos ficam no Hospital de Base do DF,  na Unidade Mista da Asa Sul e no Hospital Regional de Taguatinga. Cada um custou cerca de R$ 750 mil.

São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro também contam com o exame na rede pública. A Associação Brasileira de Portadores de Hepatite (ABPH) em breve vai passar a oferecer em São Paulo esse exame gratuitamente à população.

A estimativa do Ministério da Saúde é que no Brasil 800 mil pessoas estejam infectadas pelo vírus B e 1,5 milhão de pessoas pela hepatite C. Da infecção até a fase da cirrose hepática pode levar de 20 a 30 anos, em média, sem nenhum sintoma.

Humberto Silva, presidente da ABPH, só descobriu que tinha hepatite C depois de 38 anos com a doença. “Carreguei o vírus por 38 anos, sem dor, sem nenhum sinal. Quando descobri, estava com cirrose hepática, caminhando para um transplante ou quem sabe para o óbito”, relembra Silva.

Segundo Silva, há dados da Organização Mundial da Saúde mostrando que apenas 5% das pessoas com hepatite sabem que têm o vírus. Nem sempre há sintomas, mas os especialistas alertam que cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras podem ser sinais da doença.

Pelos dados oficiais da Organização Mundial da Saúde, 1,4 milhão de pessoas morrem por ano em decorrência das diversas formas de hepatite. Apenas 37% dos 126 países analisados pela organização dispõem de estratégias para prevenção e tratamento. O Ministério da Saúde informa que, no Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C.

No Brasil, há vacinas para a prevenção das hepatites A e B. O Ministério da Saúde oferece vacina contra a hepatite B nos postos de saúde do SUS e contra a hepatite A nos centros de Referência de Imunobiológicos Especiais. Não há vacina contra a hepatite C.



30 de julho de 2013

Sarney recebe cuidados médicos em apartamento de hospital em São Luís

Da Agência Brasil

Brasília - O senador José Sarney (PMDB-AP) permanece internado no UDI Hospital, em São Luís, para tratar de uma infecção respiratória aguda. Segundo informações da assessoria de imprensa do hospital, o senador saiu da unidade de terapia intensiva (UTI) e está sendo tratado em um apartamento.

Sarney respira sem ajuda de aparelhos e está sendo medicado com antibióticos. Um novo boletim sobre o estado de saúde dele deve ser divulgado pela equipe médica responsável pelo tratamento nesta terça (30) pela manhã. O corpo médico é chefiado pelo cardiologista Carlos Gama, profissional da confiança de José Sarney.

O senador foi levado para o hospital depois de passar mal no casamento de uma das netas, sentindo calafrios e febre. Até este domingo (28), não havia sido identificado nenhum problema mais grave. No entanto, “após a realização de investigação clínica, laboratorial e radiológica detectou-se a presença de infecção respiratória aguda”, destacou Gama, em boletim médico divulgado segunda (29) de manhã pelo hospital.

Carlos Gama ressaltou no boletim de hoje cedo que o senador estava respondendo bem ao tratamento e, segundo a assessoria de imprensa, seu quadro continuou igual ao longo do dia.

José Sarney, 83 anos, começou a carreira política em 1955. Em quase 60 anos de atuação política, o parlamentar foi deputado federal e senador por diversas vezes. Ele assumiu a Presidência da República em 1984, após a morte de Tancredo Neves, presidente eleito depois do movimento  Diretas Já. Sarney era o vice-presidente.



22 de julho de 2013

CFM entra com ação na Justiça pedindo suspensão do Programa Mais Médicos

Da Agência Brasil

Brasília - Após anunciar a saída de câmaras e comissões técnicas do governo, o Conselho Federal de Medicina (CFMs) informou que também entrou com uma ação civil pública contra a União, representada pelos ministérios da Saúde e da Educação, para suspender o Programa Mais Médicos. Segundo o conselho, a ação foi proposta na noite de sexta-feira (19), tem 20 páginas e traz argumentos sobre três pontos específicos do anúncio do governo. A entidade garantiu que outras ações serão apresentadas na Justiça nos próximos dias.

A ação civil proposta pelo CFM pede que os conselhos regionais de Medicina (CRM) não sejam obrigados a fazer o registro dos médicos estrangeiros que aderirem ao programa sem comprovar documentalmente a revalidação dos diplomas emitidos por universidades do exterior e o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) até que a questão seja analisada pelo Judiciário. O CFM também argumenta, na ação, que o Mais Médicos fará com que haja duas categorias de profissionais da área no país: uma que poderá exercer a medicina livremente em todo o território nacional e outra composta pelos inscritos no programa, que terão o seu exercício profissional limitado a certa região.

“A ação não é contra a presença de médicos estrangeiros em território brasileiro, mas pelo cumprimento da exigência legal de que demonstrem efetivamente sua capacidade técnica para o exercício da profissão médica, nos termos do arcabouço legislativo já existente”, informou a entidade.

Criado no dia 9 de julho por meio de uma medida provisória, o Mais Médicos prevê a contratação de médicos estrangeiros para trabalhar nas periferias e no interior do país e estágio obrigatório de dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para alunos que entrarem no curso de medicina a partir de 2015. Apesar do anúncio da saída das entidades médicas das câmaras e comissões técnicas do governo nas áreas de saúde e educação, o Ministério da Saúde informou, na última sexta-feira, que sempre esteve e continua aberto ao debate.

Quando o programa foi lançado, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a intenção do governo é trazer médicos de fora apenas se as vagas oferecidas não forem preenchidas por médicos brasileiros, Segundo ele, a não exigência do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida) é para evitar a concorrência dos médicos estrangeiros incluídos no Mais Médicos com os brasileiros, na medida em que, se tivessem o diploma validado, poderiam trabalhar onde quisessem e não apenas com autorização exclusiva para atuar na periferia das grandes cidades e em municípios do interior.



18 de julho de 2013

Programa Mais Médicos atrai mais de 11 mil profissionais em uma semana

Da Agência Brasil

Brasília – Em apenas uma semana, o Programa Mais Médicos recebeu 11.701 inscrições de profissionais e 753 inscrições de municípios, informou nesta quarta (17) o Ministério da Saúde.
Cerca de 80% dos médicos inscritos formaram-se no Brasil e pouco mais de 92% dos interessados são brasileiros. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas pelos municípios e pelos médicos, até o dia 25 deste mês, na página do programa na internet.

De acordo com o Ministério da Saúde, do total de profissionais que deram início ao cadastro, 9.366 se formaram no Brasil e 2.335 no exterior. Quanto à nacionalidade, 10.786 são brasileiros e 915, estrangeiros. Os médicos participantes receberão bolsa de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, como ajuda de custo e farão especialização em atenção básica. Todos os participantes do programa serão acompanhados por instituições públicas de ensino.

Os profissionais formados no Brasil, ou com diplomas validados no país, terão prioridade nas vagas do programa. As que não forem preenchidas por eles serão oferecidas aos estrangeiros inscritos. Só serão selecionados médicos que atuam em países que tenham mais de 1,8 médicos por mil habitantes, com registro comprovado naquele país e que tenham conhecimento da língua portuguesa.

O número de vagas disponíveis só será conhecido após a demanda apresentada pelos municípios. As prefeituras deverão indicar o número de profissionais de que precisam e apontar as unidades de saúde que têm capacidade instalada para atuação dos médicos.

Segundo o Ministério da Saúde, para verificar o real interesse dos médicos em participar da iniciativa, a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) entrará em contato com os profissionais que já se inscreveram e que apresentem algum tipo de inconsistência no cadastro.

O Programa Mais Médicos foi lançado na semana passada e tem como prioridade levar profissionais de saúde às periferias das grandes cidades, aos municípios do interior e àqueles mais distantes, principalmente nas regiões Norte e do Nordeste.

O programa foi instituído pela Medida Provisória (MP) 621/2013, conhecida como MP dos Médicos, em tramitação no Congresso Nacional. A medida prevê a contratação de médicos para atuar na saúde básica em municípios do interior e na periferia das grandes cidades, além da criação de mais vagas de graduação em medicina, de residência médica e de mais unidades de saúde.



5 de julho de 2013

Pesquisa relaciona obesidade infantil a tempo que as crianças permanecem
 na frente da TV

Da Agência Brasil/EBC

Lisboa – Pesquisa divulgada nesta semana pela Universidade de Coimbra indica que pode haver relação entre a obesidade infantil e o tempo em que  as crianças assistem à televisão ou usam o aparelho de TV para brincar com jogos eletrônicos. Feita na década passada, a pesquisa ouviu 17.424 crianças de 3 a 11 anos e seus parentes em todas as regiões de Portugal.

O estudo mostra que, apesar de Portugal ter sistema integral de ensino, com as crianças passando a manhã e a tarde na escola, 28% de meninos e 26% de meninas assistem a mais de duas horas de televisão por dia. Nos fins de semana, a proporção sobe significativamente: 75% meninos e 74% meninas. O parâmetro de duas horas é sugerido pela Academia Americana de Pediatria.

Em Portugal, três de cada dez crianças (6 a 10 anos) são consideradas acima do peso e 14% são classificadas como obesas. De acordo com a coordenadora do Centro de Investigação em Antropologia da Saúde, da Universidade de Coimbra, Cristina Padez, o problema do alto consumo da TV está relacionado ao comportamento sedentário. “Não é só a TV, é preciso observar a alimentação, o estilo de vida e a organização dos pais”, disse à Agência Brasil.

Dados divulgados pela Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil (Apcoi), assinalam que 57% das crianças que vivem no país não caminham para ir à escola; 90% comem lanches tipo fast food quatro vezes por semana e apenas 2% consomem frutas todos os dias.

Segundo Cristina Padez, os indicadores de Portugal são semelhantes aos de outros países do Sul da Europa, como a Espanha, a Itália e a Grécia, e guardam semelhança com o que acontece no Brasil. "O mundo é globalizado. Há um conjunto de maneiras de viver semelhantes. Todos esses problemas são consequência do desenvolvimento econômico e social”, enfatizou Cristina.

A cientista social ressaltou ainda que a vida em grandes cidades, com poucos lugares para atividades de crianças ao ar livre, ou sob risco de violência, faz com que muito meninos e meninas passem horas vendo TV. As emissoras de televisão, com o avanço tecnológico e o interesse no consumo infantil, “tornaram-se mais apelativas” para as crianças, com programas e canais dirigidos ou acopladas ao jogo eletrônico.

“A indústria aproveita a situação. O problema é que nosso corpo não está adaptado e precisa ser mais ativo”, destaca Cristina Padez. Apesar das restrições, ela não recomenda que os pais proíbam os filhos de ver televisão, nem de fazer lanches rápidos. “Os pais devem cuidar da alimentação sem proibir; é importante haver regras.”

A obesidade infantil pode favorecer o aparecimento futuro de doenças como diabetes e hipertensão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,6 milhões de pessoas morrem todos os anos por causa da obesidade ou do sobrepeso. A OMS calcula que, em todo o mundo, mais de 1 bilhão de adultos estão acima do peso. Destes, 300 milhões (o equivalente à população dos Estados Unidos) são obesos.



8 de julho de 2013

Maioria dos homens só procura o médico por influência da mulher ou de filhos, revela pesquisa

Da Agência Brasil

São Paulo – Um levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo mostra que 70% das pessoas do sexo masculino que procuram um consultório médico tiveram a influência da mulher ou de filhos. O estudo também revela que mais da metade desses pacientes adiaram a ida ao médico e já chegaram com doenças em estágio avançado.

Entre as justificativas apresentadas pelos homens entrevistados estão a falta de tempo, o preconceito e a sensação de invulnerabilidade às doenças. Os pacientes relataram que só cederam aos apelos dos parentes quando a dor ou o incômodo passou a atrapalhar muito a rotina.

Segundo o médico urologista e coordenador do centro, Joaquim Claro, em muitos casos, a demora em buscar ajuda foi tão grande que o paciente precisou passar por uma intervenção cirúrgica. “O homem precisa manter cuidados mínimos realizando check ups de forma periódica, pelo menos uma vez ao ano. Isso porque, com o envelhecimento, os problemas começam a ser, se não mais frequentes, pelo menos mais preocupantes”, disse.

O médico destacou que exames de rotina e consultas precisam ser mais frequentes principalmente a partir dos 40 anos. Após essa idade, as patologias mais comuns são câncer de próstata, problemas nos rins e na bexiga que podem levar ao câncer, alterações hormonais, cálculos renais e crescimento benigno da próstata.



5 de julho de 2013

Hospitais universitários iniciam mutirão de cirurgias de catarata

Da Agência Brasil

Brasília – Para reduzir as filas de espera por cirurgias oftalmológicas no Sistema Único de Saúde (SUS), hospitais universitários federais começaram nesta quinta (4) um mutirão de cirurgias com foco na correção de catarata. A expectativa da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que coordena a ação, é que, até domingo (7), 820 procedimentos cirúrgicos sejam realizados em pacientes cadastrados no sistema. A empresa é vinculada ao Ministério da Educação.

A catarata é a perda da transparência do cristalino, lente natural do olho, que pode levar à cegueira. O mutirão integra a Política Nacional de Procedimentos Cirúrgicos Eletivos de Média Complexidade, do Ministério da Saúde, coordenado pela Ebserh. De acordo com a assessoria da empresa serão realizados mais dois mutirões para as especialidades de oncologia, próstata, ginecologia e cirurgias gerais e vasculares.

No hospital universitário, da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), os procedimentos iniciaram às 7h. Dos 35 pacientes que aguardavam pela cirurgia no período da manhã, 26 foram atendidos. A assessoria do hospital informou, ainda, que a média de atendimento será de 70 cirurgias, por dia, até sábado (6), totalizando pouco mais de 200. Trabalham na realização dos procedimentos, 20 profissionais entre oftalmologistas, anestesiologistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem e administrativo.

O atendimento no hospital universitário Bettina Ferro de Souza, da Universidade Federal do Pará (UFPA), começou na terça-feira (2), com 40 cirurgias já realizadas. Segundo a diretora clínica do hospital, Roselis Gonçalves, a meta é operar 140 pacientes até a próxima terça-feira (9), quando encerra o mutirão no hospital.

No hospital universitário Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará (UFC), as cirurgias de correção de catarata não acontecerão no período do mutirão. A assessoria da UFC informou que os pacientes passam por exames e avaliações e que a data para a realização das cirurgias ainda será definida.



4 de julho de 2013

Até junho, 259 morreram por causa da gripe A em SP, diz secretaria

Em abril foram 419 casos e 93 mortes e em maio 679 e 137 mortes.
Secretaria da Saúde afirma que estado está com surto de epidemia.

O estado de São Paulo registrou 1.307 casos de gripe A, causada pelo vírus H1N1, do início do ano até o final de junho, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Estado Saúde. No período, foram 259 óbitos.
A pasta ressaltou a redução dos casos da doença entre os meses de maio e junho deste ano. Em maio, foram 679 casos e 137 mortes. No mês passado, foram 162 casos e 20 óbitos. A redução no número de mortes chega a 85%.




3 de julho de 2013

São Paulo registra este ano 215 mortes provocadas pela gripe A (H1N1)

Da Agência Brasil

São Paulo - A Secretaria Estadual da Saúde registrou, desde o dia 1º de janeiro, 215 mortes em decorrência da gripe A (H1N1) em São Paulo. De acordo com dados gerais do Ministério da Saúde computados até o dia 25 de junho, no país, ocorreram 339 mortes provocadas por esse tipo de gripe. O ministério não divulgou o balanço com os dados de cada estado.

O caso mais recente no estado de São Paulo foi confirmado segunda (1º) pela Secretaria Municipal de Saúde de Jundiaí, município que fica a cerca de 60 quilômetros da capital paulista. A cidade registrou a sexta morte em decorrência da gripe. Trata-se de um homem de 56 anos, diabético e hipertenso, que, por ser portador de doença crônica, deveria ter sido vacinado.

"O certo é não termos nenhum óbito, já que se trata de uma doença imunoprevenível. Mas essas mortes aconteceram em pessoas que estavam suscetíveis e não tomaram a vacina. [Esse número] está dentro do esperado", avaliou a gerente de Vigilância Epidemiológica de Jundiaí, Solange Nogueira Marchezini.

O Brasil teve 1.754 casos da doença, segundo balanço do ministério até 25 junho. O estado de São Paulo, por sua vez, teve 1.367 casos confirmados, de acordo com levantamento do órgão estadual até esta terça (2). A maioria (60%) das ocorrências está concentrada na Grande São Paulo. Em Jundiaí, foram 32 casos, dos quais seis resultaram em morte, 17 estão em recuperação domiciliar, oito receberam alta e apenas um permanece internado. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o paciente hospitalizado apresenta quadro estável.

"A estratégia que nós adotamos [no município] foi entrar o mais rápido possível com oseltamivir [conhecido pelo nome comercial Tamiflu]. Intensificamos essa orientação com profissionais de saúde, da rede pública e privada, e conseguimos bloquear os agravos dessa doença na cidade", explicou Solange.

A gerente informou que cobertura vacinal de pessoas com doenças crônicas foi a menor no município, tendo alcançado 80%. "São pessoas que estão mais frágeis, estão cansadas de intervenções e acabam deixando para depois", apontou. Por outro lado, todos os profissionais de saúde e as mulheres que tiveram filhos recentemente tomaram a vacina. O percentual também foi alto (96%) entre as crianças com idade entre 6 meses e 2 anos. Entre idosos, a cobertura alcançou 85,1% e entre gestantes, 81%.

Solange Marchezini destacou que o órgão acompanha o histórico de cada caso grave da doença para implementar medidas adequadas de controle. "Se tivéssemos mortes de pessoas fora do grupo de risco, por exemplo, teríamos que avaliar a ampliação da vacina para outros segmentos. A população pode ficar tranquila." Para ela, os dados de Jundiaí demonstram que, apesar das mortes, a política contra a gripe está no caminho certo, pois os pacientes que morreram tinha indicação para a vacina.

A Secretaria Estadual de Saúde faz o mesmo alerta em relação aos grupos de risco, tendo em vista que 70% das mortes decorrentes de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) são de pessoas que tinham outras doenças associadas. A notificação no estado é feita somente dos casos de SRAG, que incluem as ocorrências graves de gripe A (H1N1).

Como prevenção ao vírus Influenza A (H1N1), sobretudo para as pessoas que não têm indicação de vacina, Solange Marchezini explica que devem ser adotadas medidas universais, como atividades ao ar livre; alimentação saudável; lavar as mãos; e proteger a boca e o nariz ao espirrar, de preferência com um lenço descartável. "O inverno é o período mais delicado. Este ano, com a antecipação do frio, começamos a ter casos mais graves já em maio. Antes, isso era intensificado em julho", alertou.



26 de junho de 2013

Ministro da Saúde anuncia 35 mil vagas para médicos até 2015


O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira, dia 25, a abertura de 35 mil novas vagas de médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) até 2015.

Parte do pacto sugerido pela presidente Dilma Rousseff durante reunião com governadores e prefeitos de capitais ontem, o anúncio de Padilha também ressaltou a criação de mais 12 mil vagas de residência médica para formar especialistas em 27 áreas prioritárias, como pediatria, anestesiologia, radiologia e psiquiatria. Do total, quatro mil serão criadas até 2015.

O ministro informou ainda que haverá uma nova convocação para que prefeituras disponibilizem vagas e destacou que a prioridade será para profissionais brasileiros. No entanto, o que não for preenchido será destinado a profissionais estrangeiros.

“Faltam médicos no Brasil. Se o Brasil quer ter um sistema público universal, precisamos de mais e melhores hospitais e de mais médicos. Não se faz saúde sem médicos. Temos uma série de ações para valorizar e formar profissionais. Mas enquanto não se conclui essa formação, que dura seis, sete anos, precisamos atrair médicos de outros países".



21 de junho de 2013

Mais de 2 milhões de crianças ainda não foram vacinadas contra
 a paralisia infantil

Da Agência Brasil

Brasília – Na véspera do encerramento da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, cerca de 2,6 milhões de crianças ainda não foram imunizadas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez apelo para que os pais se apressem em levar seus filhos aos postos de saúde, mesmo que tenham tomado outra vacina contra a paralisia infantil. Ele explicou que todas as crianças entre 6 meses e 5 anos incompletos precisam tomar as duas gotinhas.

Balanço parcial do Ministério da Saúde mostra que 9,6 milhões de crianças foram vacinadas durante a campanha. Os estados com maior cobertura são: Paraná (83,7%), Rio Grande do Sul (81,2%), Santa Catarina (80,9%), Goiás (80,4%); Roraima (79,8%), Sergipe (79,1%), Amazonas (78,9%), Rondônia; (78,2%), Alagoas (78%), Paraíba (77,5%) e São Paulo (77,2%).

A coordenadora do programa de imunizações do ministério, Carla Domingues, ressaltou que a vacinação pode ser feita em qualquer posto da rede pública. Ela destacou a importância de os pais levarem a caderneta de vacinação para que o profissional de saúde possa saber do histórico vacinal da criança.

Mesmo as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia, podem receber as gotinhas. A vacina é o único meio de evitar uma doença para a qual não existe tratamento. Em alguns casos – como, por exemplo, em crianças com infecções agudas, com febre acima de 38º Celsius ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, o ministério recomenda que os pais consultem um médico para avaliar se a vacina deve ser aplicada



13 de junho de 2013

Governo terá prova especial para médicos de Espanha, Cuba e Portugal

Rio de Janeiro - O Ministério da Saúde submeterá a uma prova especial os médicos que o país pretende atrair de países como Espanha, Cuba e Portugal para atender a áreas isoladas que carecem de serviços médicos pelo déficit de profissionais, afirmou sábado (8) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

"Estamos preparando um modelo de avaliação desses médicos porque queremos profissionais bem formados, com capacidade de atuar, que conheçam os problemas de saúde de nosso país", disse o ministro à imprensa durante o ato de lançamento de uma campanha de vacinação contra a poliomielite.

Padilha se referiu à prova ao ser interrogado sobre as críticas de alguns setores brasileiros sobre a qualidade dos médicos que serão contratados no exterior, já que inicialmente não terão que validar seus diplomas no país.

O Brasil está negociando com Espanha, Portugal e Cuba a possibilidade de contratar médicos desses países para os quais oferecerá cursos de português e vistos de trabalho de entre dois e três anos para atender áreas carentes, principalmente zonas rurais, onde o atendimento de saúde é deficitário.

O ministro afirmou que o Brasil já enviou missões aos países que podem enviar profissionais, assim como para países que já contrataram médicos estrangeiros para atender áreas com déficit de profissionais, como Canadá, Inglaterra e Austrália.

Padilha lembrou ainda que o Brasil precisa dos estrangeiros para suprir um déficit de cerca de 13 mil profissionais em áreas periféricas e em cidades do interior, já que a minoria dos médicos brasileiros aceita essas condições.

No último concurso para enviar 13 mil médicos a 1.307 municípios carentes com déficit de profissionais, o Ministério da Saúde só conseguiu contratar 3.800 profissionais apesar de os salários oferecidos serem de R$ 8 mil, além dos benefícios.

Segundo estatísticas do Ministério, enquanto o Brasil tem um médico para cada mil habitantes, a Argentina tem 3,2 e o México, 2,0.

O Conselho Federal de Medicina (CFM), entidade que regula o exercício da profissão no país, se opõe à iniciativa de atrair estrangeiros, entre outras razões pela suposta falta de capacitação.

O CFM diz se contrapor a "qualquer iniciativa que proporcione a entrada irresponsável de médicos estrangeiros e de brasileiros com diplomas de medicina obtidos no exterior sem sua respectiva revalidação".




3 de junho de 2013

Argentina e Cuba desenvolvem vacina para combater câncer de pulmão

Da Agência Brasil/EBC

Buenos Aires – Cientistas e pesquisadores argentinos e cubanos desenvolveram uma vacina que ajuda a combater o câncer de pulmão. O medicamento, resultado de 18 anos de pesquisa, começa a ser comercializado na Argentina em julho. Laboratórios de 25 países, entre eles o Brasil, México e Uruguai estão interessados em obter a licença de fabricação.

“A vacina reativa o sistema imunológico do paciente, para que ele possa criar anticorpos contra as células cancerígenas”, explicou, em entrevista a Agência Brasil, o médico Daniel Alonso, um dos pesquisadores argentinos. “Não substitui tratamentos existentes, como quimioterapia ou radioterapia. Mas contribui para aumentar a sobrevida do paciente”, disse.

Segundo Alonso, a maioria dos pacientes só descobre que tem a doença quando o câncer no pulmão está em estado avançado. Como os tumores são provocados por células do próprio organismo, que sofreram mutação, o sistema imunológico não detecta um corpo estranho e, portanto, não reage. Os médicos usam quimioterapia e radioterapia para matar as células cancerígenas, mas os dois tratamentos também destroem outros tecidos.

O câncer de pulmão é um dos mais agressivos e mata 1,38 milhão de pessoas por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina foi desenvolvida por um consórcio de empresas privadas e do setor público, da Argentina e de Cuba.




22 de maio de 2013

Governo promete início de tratamento de câncer em no máximo 60 dias

Ministério da Saúde vai condicionar repasse de recursos a estados e municípios ao uso de sistema digital que vai permitir consulta de informações pelos cidadãos

São Paulo – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou neste último dia (16), em Brasília, o chamado Sistema de Informação do Câncer (SisCan), um cadastro único no qual serão inseridas informações individuais sobre o tratamento e a evolução de cada paciente. Os estados e municípios têm até agosto para adotar o cadastro, ou deixarão de receber recursos federais.

A medida visa a auxiliar o cumprimento da Lei 12.732, de 2012, que determina o prazo máximo de 60 dias para o início do tratamento oncológico – por cirurgia, quimioterapia ou radioterapia – no Sistema Único de Saúde (SUS). Ela foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em novembro do ano passado e entra em vigor no dia 23.

“O SUS terá um sistema de informação que permitirá acesso aos dados individuais do paciente, incluindo o início do tratamento. Assim poderá haver monitoramento pela imprensa, pelos hospitais, pelos conselhos de medicina se está ocorrendo o tratamento no prazo dos 60 dias”, disse o ministro, em entrevista coletiva.

A partir de hoje, as secretarias estaduais já podem solicitar acesso ao sistema do Ministério da Saúde. Elas, então, deverão fazer a liberação para os municípios, que por sua vez darão acesso aos prestadores de serviço que atendem o SUS. Atualmente já existe o Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero e Sistema de Informação do Câncer de Mama, que serão integrados ao sistema único e deixarão de existir em agosto.

Segundo Padilha, o ministério começou, em janeiro, a capacitação de técnicos de governos estaduais para utilizarem o sistema. Pelo menos 900 profissionais já foram treinados, e em Brasília e no Mato Grosso do Sul o sistema já esta em operação. Para os outros estados, o acesso estará disponível a partir de hoje.

“Além de estabelecer normas para a implantação do SisCan, vamos fazer o trabalho de acompanhar o uso por videoconferências mensais. Além disso, o Ministério poderá instituir forças tarefas especificas para monitoramento in loco”, disse o ministro.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que aproximadamente 518 mil novos casos da doença devem ser registrados no Brasil este ano. A previsão é que 60.180 homens tenham câncer da próstata e 52,6 mil mulheres sejam diagnosticadas com câncer da mama.

Em 2010, o país registrou 179 mil mortes em decorrência da doença. O câncer dos brônquios e do pulmão foi o tipo que mais matou (21.779), seguido do câncer do estômago (13.402), de próstata (12.778), de mama (12.853) e de cólon (8.385).

Padilha anunciou também o início da chamada Lei Rouanet do Câncer, que, por meio de uma medida provisória editada pelo próprio governo, prevê incentivos fiscais para empresas ou pessoas físicas que investirem em tratamento ou pesquisa sobre o câncer. A ideia é garantir deduções a quem contribua com doações de recursos voltados ao desenvolvimento de ações de prevenção ou de combate ao câncer. Segundo o ministério, ações para a reabilitação de pessoas com deficiências físicas, motoras, auditivas, visuais e mentais também serão incluídas. 

O ministro da Saúde afirmou que os programas ampliarão as possibilidades de novas fontes de financiamento na saúde. “A regulamentação dessa Lei reforça que o investimento no tratamento do câncer é prioridade, assim como o atendimento da pessoa com deficiência, uma vez que estamos permitindo a ampliação e a qualificação de projetos e pesquisas que estimulem a inovação tecnológica também nesta área”, concluiu.

A lei foi vetada pela presidenta Dilma Rousseff em setembro do ano passado, a pedido do Ministério da Cultura. “Havia um entendimento que ela concorreria com a Lei Rouanet da Cultura. Ela então foi encaminhada para o Congresso e sofreu modificações para que não haja disputa de recursos”, disse Padilha.

Rede Brasil Atual



4 de abril de 2013

Psicólogos não podem praticar
 acupuntura, decide STJ

Da Agência Brasil

Brasília - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu esta semana proibir que psicólogos usem a acupuntura como técnica complementar de tratamento para seus pacientes, pois, segundo o tribunal, a prática não está prevista na lei que regulamenta a psicologia (Lei 4.119/62). A decisão do STJ ratificou o acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que anulou a Resolução 5 de 2002 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que ampliou o campo de atuação dos profissionais da área, possibilitando a utilização da acupuntura nos tratamentos.

O ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do STJ, reconhece que no país não existe uma legislação que proíba a prática da acupuntura por determinados profissionais ou que preveja especificamente quem pode atuar na área, porém, para ele isso não permite que, por meio de ato administrativo, os psicólogos atribuam a sua categoria esta prática. O ministro explicou que o exercício da acupuntura dependeria de autorização legal expressa, por ser idêntico a procedimento médico invasivo, “ainda que minimamente”. "Não se pode, por ato administrativo, resolução do Conselho Federal de Psicologia, sanar o vácuo da lei”, disse Maia Filho em nota.

Em resposta à decisão, o CFP enviou um recurso especial ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a sua reformulação. Em nota, a entidade explica que “o psicólogo, a partir das atribuições profissionais estampadas na Lei nº 4.119/62, utiliza a acupuntura como recurso complementar a sua atividade profissional. E é bem por isso que o Conselho Federal de Psicologia editou a Resolução CFP nº 005/2002, conforme competência que lhe é delegada pelo Artigo 1º da Lei nº 5.766/71 [criação do Sistema de Conselhos]”.

A Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura (Sobrapa) estima que, no Brasil, aproximadamente 4 mil profissionais de psicologia oferecem essa técnica de tratamento aos seus pacientes. Segundo o CFP, o Ministério da Saúde reconhece a acupuntura na atenção básica exercida por profissionais da Psicologia.

Segundo o CFP, a acupuntura é um método terapêutico milenar, parte integrante da medicina tradicional chinesa. A entidade defende que "nessa perspectiva, é possível afirmar que a prática, cuja base é filosófica, não é utilizada pelo psicólogo para tratamento médico ou clínico, como sugere a decisão do STJ, mas, sim, a partir de um diagnóstico psicológico". “Se um paciente chegar ao consultório do psicólogo para tratar de uma cardiopatia, o profissional não poderá se utilizar da acupuntura para tal finalidade e encaminhará o paciente a um médico”, diz o recurso interposto pelo conselho.




3 de abril de 2013

China já registra 26 mortes em decorrência do vírus H7N9

Brasília – O novo vírus da gripe aviária, o H7N9, que atinge parte da China, já matou 26 pessoas. A última vítima é um homem, de 55 anos, que morreu em Hunan, no Centro do país. A maior parte dos afetados entre os 127 casos registrados está no Leste da China. Cientistas estão preocupados com a rapidez da propagação do vírus H7N9.

Ainda há dúvidas entre os especialistas sobre a transmissão do H7N9 entre humanos. Algumas pesquisas mostram que é comum a contaminação entre pessoas da mesma família.

A última vítima do vírus morreu após o tratamento médico, de acordo com informações do Departamento de Saúde e Planejamento Familiar de Hunan. O homem foi transferido do Hospital Popular Municipal Liuyang para o Centro Municipal de Changsha para o Controle e Prevenção de Doenças, em abril.

*Com informações da BBC Brasil e da agência pública de notícias da China, Xinhua // Edição: Juliana Andrade



26 de abril de 2013

Governo prorroga campanha de vacinação contra a gripe por mais duas semanas


Postos de saúde estarão na campanha até 10 de maio. Orientação anterior do Ministério da Saúde era que vacinassem até hoje (26)

São Paulo – Postos de saúde em todo o país vão permanecer aplicando a dose contra a gripe pelas próximas duas semanas. A Campanha Nacional de Vacinação, que seria encerrada hoje (26), foi prorrogada e segue até o dia 10 de maio.

Devem se vacinar pessoas com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a 2 anos, indígenas, gestantes, mulheres em puerpério (período de até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade, profissionais de saúde e doentes crônicos.

Dados do Ministério da Saúde registrados até as 18h de ontem (24) indicam que 14,9 milhões de pessoas – 47,6% dos 31,3 milhões que fazem parte dos grupos prioritários – foram imunizadas. A meta do governo é vacinar 80% do público-alvo.

A região Sul conseguiu a maior adesão. Excluindo as doses aplicadas em doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade, foram vacinadas quase 3 milhões de pessoas, uma cobertura de 60,46%. A região Centro-Oeste conseguiu vacinar 876.967 pessoas – 40,01% do público-alvo. A região Sudeste, por sua vez, vacinou 4,9 milhões de pessoas, o que representa 35,3% do total. No Norte foram imunizadas mais de 919 mil pessoas, o correspondente a 38,53% do total. Por fim, o Nordeste imunizou 37,79% do público-alvo, ou seja, mais de 3,2 milhões de pessoas.

O Ministério da Saúde recomendou aos estados e municípios que não atingiram a cobertura adequada que intensifiquem as ações para que as pessoas sejam imunizadas, inclusive com abertura dos postos de vacinação aos sábados.

Rede Brasil Atual



24 de abril de 2013

Doença profissional mata 2 milhões por ano no mundo

Relatório da OIT divulgado nesta terça-feira (23) mostra que 2,34 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência do trabalho, sendo que 86,3% das mortes são causadas por diversas doenças
ocupacionais

São Paulo – Relatório divulgado nesta terça (23) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) informa que acontecem 2,34 milhões de mortes em decorrência do trabalho em todo o mundo, sendo 2,02 milhões (86,3%) causadas por diversos tipos de doenças profissionais e 321 mil em consequência de acidentes. São 6.300 mortes diárias relacionadas ao trabalho, 5.500 causadas por doenças. “Trata-se de um déficit inaceitável de trabalho decente”, afirma a entidade. “As enfermidades profissionais são causa de enormes sofrimentos e perdas no mundo do trabalho, mas permanecem praticamente invisíveis em relação aos acidentes, ainda que provoquem ao ano um número de mortes seis vezes maior.” No próximo domingo (28), celebra-se o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Doenças e Acidentes do Trabalho.

De acordo com a OIT, anualmente “se produzem 16 milhões de casos de enfermidades não mortais relacionadas com o trabalho”, diz o informe. Os tipos e tendências da doenças “variam consideravelmente”, segundo a organização, que cita, entre outros, o exemplo da China, quem em 2010 notificou ter registrado 27.240 casos de enfermidades profissionais, incluídas 23.812 provocadas por exposição a partículas de pó no local de trabalho.

O relatório cita o Brasil, onde se calcula que 6,6 milhões de trabalhadores estejam expostos a partículas de pó de sílica. “Estudos feitos na América Latina revelam uma taxa de prevalência de silicose entre os mineiros (trabalhadores na mineração) de 37%, e de 50% entre os mineiros com mais de 50 anos”, afirma. A silicose é uma doença respiratória comum também na construção civil.

A OIT chama a atenção também para os riscos das mudanças tecnológicas, sociais e de organização “como consequência da rápida globalização que vivemos”. Segundo a entidade, “ainda que alguns dos riscos tradicionais tenham diminuído graças à maior segurança, aos avanços técnicos e à melhor regulamentação existentes, eles seguem afetando gravemente a saúde dos trabalhadores”. Ao mesmo tempo, aumentam “novos tipos de enfermidades profissionais sem que se apliquem medidas de prevenção e controle adequadas”. Seriam exemplos, “as novas tecnologias, como as nanotecnologias e determinadas biotecnologias”, que comportam novos e não identificados riscos. “Entre os riscos emergentes, se incluem as condições ergonômicas deficientes, a exposição à radiação eletromagnética e os riscos psicossociais.”

Ainda conforme o relatório, mais da metade dos países não proporcionam estatísticas adequadas a respeito. “Os dados disponíveis se referem principalmente a lesões e mortes. Poucos países compilam dados separados por sexo. Isso não só torna mais difíceis a identificação das lesões ou doenças profissionais específicas de homens e mulheres, como também impede o desenvolvimento de medidas de prevenção eficazes”, afirma OIT, que também ressalta o alto custo dos acidentes, para todas as partes (trabalhadores, empregadores e poder público), enfatizando a importância da prevenção. “O controle regular do ambiente de trabalho e a vigilância da saúde dos trabalhadores facilita aos empregadores prevenir e notificar os casos de doenças profissionais.”

Rede Brasil Atual



23 de abril de 2013

Médicos suspendem atendimento a planos de saúde no próximo dia 25

Brasília – Médicos em todo o país vão suspender o atendimento a pacientes com plano de saúde no próximo dia 25, quando será organizado o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde. A mobilização ocorre pelo terceiro ano consecutivo e conta com o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenm).

Na data, estão previstos protestos em diversos estados contra o que a categoria chama de abusos praticados pelas operadoras na relação com médicos e com pacientes. O formato dos atos públicos (caminhadas, concentrações etc.) será definido em assembleias organizadas pelas comissões estaduais de honorários médicos, compostas pelas associações médicas, conselhos regionais de medicina, sindicatos médicos e sociedades estaduais de especialidades.

Entre os itens reivindicados pela categoria estão o reajuste de consultas e de procedimentos e o apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários pagos aos médicos.

A classe cobra ainda uma resposta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre as propostas de cláusulas obrigatórias a serem inseridas nos contratos entre médicos e planos de saúde, apresentadas pelos médicos em abril do ano passado.

“Em caso de suspensão temporária de atendimentos eletivos, os pacientes serão atendidos em nova data, que será informada. O protesto não atinge os casos de urgência e emergência. Para eles, o atendimento está assegurado”, informou o CFM, por meio de nota.

Rede Brasil Atual




9 de abril de 2013

Anvisa libera comercialização de bebidas de soja da marca Ades

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou resolução no Diário Oficial da União desta segunda-feira (8) revogando a suspensão da fabricação, distribuição, comercialização e consumo de produtos da marca AdeS alimento com soja, fabricados pela linha de produção TBA3G da Unilever Brasil, em Pouso Alegre (MG).

A resolução esclarece que a decisão de suspender a proibição levou em conta relatório de inspeção sanitária feita na empresa pela Vigilância Sanitária de Minas Gerais e de Pouso Alegre, entre 18 e 22 de março. A agência considerou satisfatórios os esclarecimentos apresentados pela empresa.

A mesma resolução mantém a proibição de distribuição, comercialização e exposição ao consumo em todo o país do lote AGB25 do alimento com soja sabor maçã, de 1,5 litro, da marca AdeS, por estar "em desacordo com as regras da legislação sanitária e por apresentar risco à saúde". Trata-se de lote fabricado no dia 25 de fevereiro e que teria validade até o dia 22 de dezembro deste ano.

Em nota, o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, Agenor Álvares, disse que as investigações realizadas pela agência mostraram que a “falha foi pontual”. Ele esclarece que a Anvisa vai monitorar as medidas corretivas que estão sendo implantadas pela empresa. Segundo o diretor, a liberação da linha de produção não exime a empresa de dar continuidade às ações de recolhimento do produto AdeS sabor maçã, lote AGB25, 1,5L.

No último dia 2, a Anvisa anunciou a proibição de fabricação de todos os lotes dos alimentos com soja da marca AdeS de 1 litro e de 1,5 litro pela fabrica da cidade mineira, depois de decisão anterior que proibia a comercialização de 96 unidades do lote com as iniciais AGB. A explicação dada pela agência foi que houve falhas no processo de envazamento da bebida, que motivou contaminação do produto por soda cáustica.

A Anvisa já encaminhou informação a todos os órgãos de Vigilância Sanitária estaduais sobre a medida adotada.


Rede Brasil Atual

Leia outras notícias, clique aqui >>



5 de abril de 2013

Governo autoriza reajuste de 6,31% nos preços dos medicamentos

Da Agência Brasil

Brasília – Resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) publicada nesta quinta (4) no Diário Oficial da União autoriza reajuste de até 6,31% nos preços dos remédios. As alterações valem para três grupos de medicamentos, definidos de acordo com o nível de participação de genéricos.

Na categoria com maior participação, onde os genéricos representam 20% ou mais do faturamento, o reajuste autorizado pode chegar ao teto de 6,31%. Para remédios com faturamento de genéricos entre 15% e 20%, o reajuste autorizado é de até 4,51%. Já entre medicamentos com menor participação de genéricos (faturamento menor que 15%), a Cmed autorizou um reajuste até 2,7%.

No ano passado, o reajuste autorizado pelo governo para medicamentos vendidos em todo o país chegou a 5,85%.

Leia outras notícias, clique aqui >>



1 de abril de 2013

Pesquisa identifica substâncias no sangue que podem ajudar a diagnosticar doenças neurodegenerativas

Da Agência Brasil

São Paulo - Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) que analisou o nível de três substâncias encontradas no sangue pode ajudar a entender o processo de envelhecimento do cérebro. Ao investigar os compostos envolvidos no chamado estresse oxidativo, que desequilibra a presença de radicais livres no organismo, os pesquisadores perceberam que essa desregulação ocorre de forma mais intensa em pacientes com Alzheimer. Os resultados abrem caminho para que, no futuro, possa ser feita a identificação precoce de doenças neurodegenerativas por meio de exames de sangue.

Atualmente, o diagnóstico definitivo do Alzheimer é feito somente após a morte do paciente com a análise de partes do cérebro. "Fomos atrás de marcadores [da doença] no sangue, porque trabalhos científicos recentes já consideram o Alzheimer como uma doença sistêmica e não exclusiva do cérebro. Então a gente acreditava que, se esse mecanismo de estresse oxidativo estivesse presente na doença, talvez a gente pudesse verificar ela perifericamente [no exame de sangue]", explicou a professora Tania Marcourakis, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP.

Em uma primeira etapa, foram estudados três compostos presentes no sangue, cujos níveis variam de acordo com o envelhecimento: monofosfato cíclico de guanosina (GMP cíclico), óxido nítrico sintase (NOS) e substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (Tbars). Os pesquisadores compararam as plaquetas de três grupos de pacientes: 37 adultos jovens (18 a 49 anos), 40 idosos saudáveis sem nenhum tipo de demência (62 a 80 anos) e 53 idosos com Alzheimer (55 a 89 anos).

Eles verificaram que com o avanço da idade aumenta a presença da NOS e da Tbars e ocorre uma diminuição do GMP cíclico. "Com a doença, a gente viu que a Tbars aumenta mais ainda. Vimos uma escadinha: no envelhecimento ela sobe e com a doença de Alzheimer, sobe mais ainda. E a mesma coisa ocorre com o NOS, mostrando que são processos contínuos. Já o GMP cíclico, uma vez que ele diminui no envelhecimento, continuava diminuindo na doença", expôs Marcourakis. Esse desequilíbrio leva a uma formação maior de radicais livres.

Com objetivo de identificar se o que foi percebido no sangue também ocorre no cérebro, a pesquisa entrou em uma segunda fase com a análise do cérebro de ratos. O trabalho foi feito em parceria com o professor Cristóforo Scavone, do Departamento de Farmacologia. "Percebemos duas coisas importantes: no envelhecimento do rato acontecia a mesma coisa que no humano e a mesma coisa que a gente achava no sangue, também encontrava no cérebro. Isso foi muito importante para validar o nosso modelo: o que você analisa no sangue, está refletido no cérebro", disse a pesquisadora.

Marcourakis destacou que os resultados ainda não podem ser utilizados como diagnóstico de doenças neurodegenerativas, mas avançam na compreensão fisiopatológicas delas. "A gente entende melhor a doença. Veja o Alzheimer, por exemplo, ele não está só no cérebro, está no corpo inteiro, a análise do sangue mostrou isso", declarou. Para apontar o quanto esses dados ajudariam no tratamento, seria necessário ampliar o estudo com populações maiores.

Além disso, é preciso descobrir um marcador específico de cada doença. "O estresse oxidativo não é exclusivo do envelhecimento, nem da doença de Alzheimer. Qualquer doença neurodegenerativa, como o Parkinson, tem o mesmo mecanismo", explicou. Ela destacou que vários grupos de pesquisa no Brasil e no exterior dedicam-se a estudar diferentes substância com objetivo de descobrir formas de identificar cada vez mais no início essas doenças.

Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce do Alzheimer possibilita que os pacientes melhorem a qualidade de vida. "Hoje, quando você faz o diagnóstico, já tem um índice de morte de neurônio muito grande e não tem como reverter", explicou a pesquisadora. As medicações existentes são compensatórias. "Elas aumentam o neurotransmissor que está faltando, mas eles continuam morrendo e chega a um ponto que o remédio não faz mais efeito", disse. Quanto mais cedo a doença é identificada, a medicação pode funcionar por mais tempo. "Abre-se uma janela para que se possa atuar mais", explicou a pesquisadora.

Leia outras notícias, clique aqui >>



19 de março de 2013

Franceses anunciam cura funcional de 14 adultos portadores do vírus HIV

Há duas semanas, foi anunciado o mesmo resultado com um bebê; em ambos os casos, intervenção precoce foi chave

São Paulo – Duas semanas após a divulgação do primeiro caso de cura funcional do vírus HIV, em um bebê nos Estados Unidos, um grupo de pesquisadores franceses do Instituto Pasteur, em Paris, afirma, em um artigo publicado na revista PLoS Pathogens, que o mesmo ocorreu com 14 adultos infectados – eles ainda carregam vestígios insignificantes do vírus, causador da aids, mas não apresentam mais seus sintomas.

A chave para esse resultado se deve, segundo os pesquisadores, ao início do tratamento o mais cedo possível após ser contraída a infecção.

Os adultos passaram a ser monitorados quando começaram a receber medicamentos antirretrovirais em até dez semanas após terem sido infectados. Eles obtiveram o diagnóstico precoce pois foram ao hospital tratar de outros problemas, e o vírus foi detectado no sangue. Cerca de três anos e meio depois, os pacientes interromperam o tratamento – os remédios foram retirados sob supervisão médica.

O vírus continua no sangue dos pacientes, mas em níveis tão baixos e quase indetectáveis que o sistema imunológico do organismo está em condições de controlá-lo sem qualquer necessidade de  tratamento antiretroviral,

Normalmente, quando o tratamento é suspenso, o vírus retorna. Mas isso não ocorreu com este grupo de pacientes. Alguns deles têm conseguido controlar os níveis de HIV durante uma década.

O pesquisador Asier Sáez-Cirión, do Instituto Pasteur, adverte que o tratamento rápido não funciona para todos, mas o novo estudo reforça a conclusão de que a intervenção precoce é importante. "A maioria dos indivíduos que segue o mesmo tratamento não vai controlar a infecção, mas alguns poucos irão", afirmou.

O tratamento precoce pode limitar o número de esconderijos inacessíveis do HIV no organismo. Mas os pesquisadores afirmam que ainda não foi esclarecido porque apenas alguns pacientes conseguiram a cura funcional.

Segundo Saez-Cirion, ao se atacar o vírus logo depois da infecção, entre 5% e 15% dos pacientes podem ter a cura funcional. "Eles ainda têm o HIV, não é uma erradicação do vírus, é um tipo de remissão da infecção", disse.

No dia 3 de março, uma equipe de virologistas dos Estados Unidos anunciou o primeiro caso de cura funcional da aids, envolvendo uma menina que nasceu com o HIV transmitido pela mãe. A criança tem hoje dois anos e meio e não toma o medicamento há cerca de um ano, sem sinais de infecção.

Ela foi tratada com medicamentos antirretrovirais cerca de 30 horas após seu nascimento. Durante a gestação, a mãe não foi tratada contra a aids. Com 29 dias de vida, a presença do vírus ficou indetectável. Os exames realizados posteriormente não revelaram a presença do HIV no sangue da menina.

Rede Brasil Atual

Leia outras notícias, clique aqui >>



2 de março de 2013

Ministério da Saúde prepara política para tratamento de doenças raras

São Paulo – O Ministério da Saúde divulgou dia  (28)  que o Sistema Único de Saúde (SUS) está estruturando as bases da Política de Atenção às Pessoas com Doenças Raras. O anúncio foi feito em Brasília pelo coordenador-geral de Média e Alta Complexidade do Ministério, José Eduardo Fogolin Passos, durante seminário que marcou o Dia Internacional das Doenças Raras. A política englobará estratégias de atenções básica, domiciliar e especializada, incluindo ambulatórios, hospitais e centros especializados em reabilitação e aconselhamento genético.

Segundo Passos, a política nacional tomará como base as classificações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para essas enfermidades, que define como raras as doenças que afetam 65 pessoas a cada grupo de 100 mil.

O Ministério da Saúde estima que existem no Brasil aproximadamente 7 mil tipos dessas doenças, a maioria associada a defeitos genéticos, que afetam de 6% a 8% da população. Essas doenças são pouco conhecidas pelos médicos, pouco diagnosticadas, pouco tratadas e recebem poucos investimentos para pesquisas e tratamentos.

Em 2012, Passos coordenou um grupo técnico responsável por elaborar a política especifica de atendimento às pessoas com doenças raras. Os dois documentos produzidos serão submetidos à consulta pública já na próxima semana.

Medicamento antecipado

O diretor-presidente da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, afirmou que em breve a agência deverá adotar norma para a liberação de medicamentos para pessoas com doenças raras. Outra norma, de 2007, prioriza a análise dos medicamentos destinados ao tratamento dessas enfermidades, agilizando o registro.

Tratamentos duvidosos

No evento, o professor Natan Monsores, do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB) afirmou que por causa da falta de apoio do SUS, de transparência e de informações sobre as pesquisas em andamento no Brasil, muitas crianças e adultos com síndromes raras estão sendo submetidas a tratamentos no exterior, a maioria deles sem base científica.

O médico lembrou que a pessoa com síndrome rara não pode ter seu corpo ou sua vida transformado em espaço de disputa por interesses escusos econômicos, políticos ou financeiros.

Ele também destacou a importância do médico geneticista no diagnóstico e tratamento das doenças raras, mas lembrou que este não é único profissional de saúde capaz de lidar com esses casos. "Apenas o diagnóstico não é suficiente. É preciso que o Estado dê amparo psicológico para os pacientes e seus familiares." 

No papel

A presidenta da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica, Greyce Lousana, afirmou que apesar de existirem consultas públicas e normas da Anvisa e do Ministério da Saúde sobre doenças raras e outros tipos de enfermidades, as decisões continuam no papel. Ela defendeu a necessidade de mais técnicos na Anvisa capacitados para conduzir e avaliar processos de pesquisa. Segundo ela, é impossível fazer pesquisa no Brasil com a atual estrutura.

Greyce Lousana afirmou ainda que destinar dinheiro para pesquisas é adequado, mas insuficiente. E que são necessários estudos sobre desenvolvimento de medicamentos e também sobre tratamentos de suporte para as pessoas com doenças raras.

Benefícios

Cerca de 80% das doenças raras têm origem genética. A maioria delas ainda não tem cura e o tratamento, quando existe, em geral é complexo e caro – um grande desafio para o SUS. Em 2009, o governo federal lançou a Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica, que inclui 26 protocolos clínicos e de diretrizes terapêuticas ligadas às doenças raras no âmbito do SUS. Dezoito desses protocolos foram criados ou revisados entre 2010 e 2011, já sob vigência da nova Política Nacional.

Os procedimentos envolvem a oferta de cerca de 45 medicamentos e tratamentos cirúrgicos e clínicos. Outros protocolos estão sendo elaborados para enfermidades como a Doença de Fabry, Mucopolissacaridose, Doença de Pompe e a Homocistinuria.

O SUS proporciona mais de 72 mil consultas e mais de 560 mil procedimentos laboratoriais para o tratamento e o diagnóstico de doenças raras. Segundo o Ministério da Saúde, o investimento anual é superior a R$ 4 milhões.

Atualmente, cerca de 80 hospitais em todo o país, a maioria universitários, oferecem algum tipo de tratamento. O Programa Nacional de Triagem Neonatal oferece exames para diagnóstico precoce de algumas doenças genéticas em recém-nascidas. No entanto, segundo especialistas, o programa deve ser ampliado para detectar outros problemas.

O SUS trata doenças como ictioses hereditárias, hipoparatireoidismo, insuficiência adrenal primária (Doença de Addison), hiperplasia adrenal congênita, hipotireoidismo congênito, angioedema, deficiência de hormônio do crescimento (hipopituitarismo), síndrome de Turner, manifestações pulmonares e insuficiência pancreática da fibrose cística, miastenia gravis, doença celíaca, esclerose múltipla, doença de Crohn, fenilcetonúria, doença de Gaucher, doença de Wilson e osteogenesis imperfecta.

Com informações da Agência Câmara

Leia outras notícias, clique aqui >>



18 de fevereiro de 2013

Pesquisa revela má distribuição de médicos no país

Da Agência Brasil

Brasília – O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulga amanhã (18) novos dados sobre o perfil e a distribuição de médicos no Brasil. De acordo com a instituição, a pesquisa demonstra que o país é marcado pela desigualdade no que se refere ao acesso à assistência médica.

Segundo o estudo, fatores como a ausência de políticas públicas nas áreas de ensino e trabalho e os baixos investimentos têm contribuído para que profissionais de saúde permaneçam mal distribuídos pelo território nacional e com baixa adesão ao Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo em áreas de difícil provimento.

A pesquisa Demografia Médica no Brasil: Cenários e Indicadores de Distribuição foi desenvolvida em parceria com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e traz dados sobre a migração de médicos pelo país, a presença de profissionais no SUS e a distribuição de médicos formados no exterior.

Leia outras notícias, clique aqui >>


6 de fevereiro de 2013

Ministério da Saúde lança portal para agilizar atendimento à população

Brasília - O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (5), o Portal Saúde do Cidadão, por meio do qual pacientes poderão disponibilizar pela internet histórico de doenças, internações, cirurgias, exames, uso de medicamentos, procedimentos de alta complexidade para o acesso de médicos pelos quais estejam sendo acompanhados.

De acordo com o ministro Alexandre Padilha, o portal será uma ferramenta para melhorar o acompanhamento de fluxo do tratamento e do risco de cada paciente, desde o ingresso na unidade básica de saúde. Além disso, vai agilizar o tempo de espera para atendimento, informatizar as consultas, otimizar o uso dos recursos financeiros e flexibilizar o atendimento de acordo com o perfil dos diferentes municípios.

"Isso pode ajudar quando uma pessoa for atendida em um serviço de urgência, por exemplo. Se ele tiver as informações no portal, o profissional pode acessá-las e, com isso, cuidar melhor dessa pessoa. Isso permite também o acesso a todos os registros de consultas, cirurgias, entre outros, que estejam em nome dela", disse.

O paciente poderá definir por quanto tempo, quais informações e quais médicos poderão ter acesso aos dados armazenados na página. Por meio do portal, também será possível a troca de e-mails entre médicos e pacientes. Caso a pessoa permita o acesso livre a seus arquivos, outros especialistas poderão, eventualmente, entrar em contato com o paciente com informações adicionais.

Para ter acesso a esse sistema, o paciente deverá estar cadastrado no Sistema Cartão Nacional de Saúde (Cadsus Web), ter o número do cartão em mãos e registrar uma senha de acesso no portal. Para isso, é preciso um e-mail válido e atualizado. Caso a pessoa ainda não tenha o cartão, é possível fazer um pré-cadastro pela internet.

Na página, ainda estarão disponíveis dados sobre a rede do SUS, como locais de unidades de atendimento, informações sobre farmácias populares e medicamentos.

O ministério lançou hoje também o software E-SUS, para o uso dos profissionais de saúde nas unidades básicas. Por meio desse programa, que está sendo testado em dez municípios brasileiros e estará disponível a todos a partir de março deste ano, será possível fazer prontuários eletrônicos, armazenar e acessar dados sobre os pacientes e sobre a rede de saúde.

O programa pode ser usado em notebooks, tablets e celulares com plataforma mobile. O software poderá ser usado em versões online e off-line – em municípios onde as unidades de saúde ainda não estão conetadas à internet. Nesses locais onde não há rede disponível, o Ministério das Cidades irá custear a conexão a cerca de 14 mil unidades básicas que aderiram ao Plano Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade.

Leia outras notícias, clique aqui >>



28 de janeiro de 2013

Ministro da Saúde diz que 75 feridos em incêndio correm risco de morrer

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou nesta segunda-feira, dia 28, que 75 feridos no incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, que já deixou 231 mortos, correm risco de morrer. "Ao todo, temos 75 pacientes em UTI, aqui (em Santa Maria) e em Porto Alegre que estão em estado critico, estão na UTI, e correm risco de morte", disse.

Padilha foi hoje a Porto Alegre, conferindo pessoalmente o estado de saúde dos feridos na tragédia. 39 estão internados na capital gaúcha e Região Metropolitana. Já em Santa Maria, 83 pacientes permanecem internados, destes, 33 estão em estado grave na UTI. Em seguida, o ministro retornou para Santa Maria, onde deve permanecer nos próximos dias coordenando os trabalhos, como determinou a presidente Dilma Rousseff.

O ministro também disse que a maior preocupação é em relação às pessoas que estavam na boate e possam apresentar sintomas como tosse e falta de ar, conhecida como pneumonia química. Segundo ele, no domingo, mais de 30 pacientes procuraram os serviços médicos com o sintoma.

"Todos os pacientes que estão em estado crítico têm quadro pulmonar grave decorrente da inalação da fumaça. Hoje levamos para Porto Alegre a mãe de uma paciente que chegou bem em casa e que em poucas horas evoluiu para um caso grave. Qualquer pessoa que esteve ba boate e sentir tosse ou falta de ar tem se procurar o serviço medico."

Leia outras notícias, clique aqui >>


22 de janeiro de 2013

Falta de medicamento pode prejudicar tratamento de câncer

Da Agência Brasil

Brasília - As taxas de cura de câncer podem cair, caso haja um desabastecimento de L-asparaginase, medicamento utilizado no tratamento de leucemia aguda. A empresa que produz o remédio anunciou em dezembro que só tem estoque para seis meses de abastecimento.

De acordo com Anderson Sivestrini, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, as taxas de cura, que para crianças chegam a mais de 80%,  estão muito relacionadas ao uso desse medicamento. Por ano, cerca de 3 mil pessoas, entre crianças e adultos, usam essa droga no Brasil.

“A gente já tem notícia de grande dificuldade pra comprar [a L-asparaginase] em todo o Brasil”, diz Silvestrini. Ele acrescenta que há preocupação quanto ao desabastecimento de outros remédios usados no tratamento de câncer e acredita que a falta de interesse de fabricar estes medicamentos pode ser por que eles não dão o retorno financeiro esperado pelos laboratórios.

Silvestrini disse que o problema tem proporção mundial. “Em 2012, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi ao Congresso relatar casos de desabastecimento desse medicamento. Se um laboratório privado não produz mais, que seja um do governo, talvez um acordo entre muitos países, porque essa droga é muito importante e deve ser produzida para o mundo inteiro. Nossas taxas de cura vão cair se essa droga for descontinuada”, alerta Silvestrini.

Leia outras notícias, clique aqui >>



16 de janeiro de 2013

Anvisa diz que regulação barateia

 preço de remédios

Da Agência Brasil

Brasília – A regulação econômica permitiu que os medicamentos chegassem às mãos dos brasileiros com preços, em média, 35% mais baratos do que os pleiteados pelas indústrias farmacêuticas. A conclusão é de estudo divulgado dia (15) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Foram analisados os preços máximos estabelecidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) entre março de 2004 e dezembro de 2011. A avaliação chegou a 1.115 apresentações de 433 remédios.

Segundo a Anvisa, na maior parte das vezes, as empresas solicitam preços em valores superiores aos que acabam autorizados pelo governo.

No caso de remédios com moléculas inovadoras, patente no Brasil e comprovação de ganho terapêutico, em relação aos utilizados para a mesma indicação terapêutica (categoria I), os preços máximos estabelecidos foram 19% mais baratos do que os solicitados pela indústria.

Entre os medicamentos novos sem patente ou sem comprovação de ganho terapêutico (categoria II), a redução foi de 37%.

Novas associações de princípios ativos existentes no Brasil e remédios em novas formas farmacêuticas (categoria V) registraram uma diferença de 38% entre o preço fixado e o pleiteado pelas empresas.

Entre os medicamentos classificados na categoria “caso omisso” e os que não puderam ser enquadrados em nenhuma das categorias estabelecidas pela legislação, a redução dos preços foi de 35% e de 45% respectivamente.

Desde 2003, a Cmed regulamenta o controle do preço dos medicamentos comercializados no Brasil baseada em um modelo de teto de preços. O preço fábrica é o teto pelo qual um medicamento pode ser comercializado, no atacado, pelas distribuidoras e empresas produtoras. O preço máximo ao consumidor é o teto pelo qual o medicamento é vendido nas farmácias e drogarias.


14 de janeiro de 2013

Nova York declara estado de emergência devido a surto de gripe

Da Agência Brasil

A região de Nova York, nos Estados Unidos, foi declarada em estado de emergência sanitária devido a um surto de gripe que atingiu cerca de 19 mil pessoas. A decisão foi anunciada pelo governador de Nova York, Andrew Cuomo. Ele autorizou que bebês e crianças sejam vacinados por farmacêuticos.

De acordo com os dados oficiais, 28.747 casos de gripe foram registados nos Estados Unidos durante este inverno, provocando 20 mortes de crianças. As autoridades calculam que o número de vítimas pode ser mais elevado, pois há pacientes que não procuram ajuda de médicos e profissionais da área de saúde.

Na tentativa de conter a expansão de um vírus potencialmente mortal, o governador de Nova York  defendeu a suspensão temporária da proibição de farmacêuticos aplicarem vacinas em crianças e adolescentes.

“Enfrentamos a pior epidemia de gripe desde meados de 2009 e o vírus está ativo em todo o estado de Nova York”, ressaltou o governador. No estado de Nova York, os casos de contágio por gripe aumentaram de 4.404, no inverno de 2012, para 19.128, em 2013.

Leia outras notícias, clique aqui >>


14 de janeiro de 2013

Anvisa apreende e inutiliza lotes de remédios falsificados contra disfunção erétil

Da Agência Brasil

Brasília – Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada hoje (14) no Diário Oficial da União determina a apreensão e a inutilização, em todo o território nacional, do produto Hemogenin, Lote 1.3621, validade 6/2015. O lote do medicamento, indicado para tratar disfunção erétil, é falsificado.

De acordo com o texto, a empresa Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda, detentora do registro do produto, informou que não fabricou o lote do produto. A resolução entra em vigor na data da publicação.


Leia outras notícias, clique aqui >>


30 de agosto de 2012

Especialistas pedem campanhas de combate ao tabagismo dirigidas ao idoso

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As campanhas de combate ao tabagismo também precisam conscientizar a população idosa. No Dia Nacional sem Tabaco, celebrado hoje (29), médicos alertam para a necessidade de políticas públicas voltadas para o abandono do vício entre os idosos, grupo que aumenta ano a ano com o envelhecimento da população.

Para o diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Daniel Kitner, hoje há muitas campanhas de prevenção para evitar o início do fumo, mas faltam as de promoção para a interrupção do vício.

"Precisamos de políticas que procurem estimular esses idosos a deixar o fumo. É extremamente difícil, pois é necessário convencer esse fumante de que é possível [parar]”, disse o médico. Segundo ele, apesar dos danos acumulados no organismo do idoso, “ainda há tempo de melhorar a qualidade de vida com a suspensão do fumo”.

O diretor da SBGG lamentou que o idoso seja um público ainda invisível e excluído de políticas públicas em geral. “É um contrassenso, pois os idosos são uma população em franca expansão”.

O diretor da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Ademir Lopes Jr., ressaltou que combater o tabagismo entre os idosos significa menos internações, remédios e tratamentos para essa faixa etária e, conseqüentemente, economia para o Sistema Único de Saúde (SUS).

“A população idosa é a que mais utiliza os serviços de saúde. Idosos que já foram fumantes por muito tempo e que têm a doença pulmonar obstrutiva crônica, aquela bronquite do idoso, quando param de fumar, as crises melhoram. Essa melhora reduz também o custo do sistema de saúde como um todo”.

Lopes sugeriu que uma estratégia interessante seria a de incluir mensagens para os idosos nas caixas dos cigarros, cujos versos falam sobre os riscos do tabaco. Esses alertas hoje são voltados principalmente para jovens, homens e gestantes.

Embora acredite que as campanhas devem incluir os idosos, Lopes elogiou as estratégias e os tratamentos implementados pelo Ministério da Saúde no combate ao tabaco e disse que elas vêm contribuindo para a diminuição da incidência de fumantes como um todo, inclusive entre idosos.

Segundo o Ministério da Saúde, o número de fumantes permanece em queda no Brasil: de 2006 a 2011, o percentual de fumantes passou de 16,2% para 14,8%.

Em relação à população idosa, esse percentual é de cerca de 12%, de acordo com uma pesquisa apresentada no início do ano pelas universidades Estadual de Campinas (Unicamp), de São Paulo (USP), Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), campus de Botucatu, e Secretaria da Saúde do estado.

O resultado do estudo sugere a criação de políticas públicas que ofereçam tratamento e apoio, sobretudo, aos idosos pertencentes ao segmento social de menor renda per capita. A proposta inclui acompanhamento dos problemas de depressão, além do incentivo a práticas saudáveis, como atividades físicas.

Leia outras notícias, clique aqui >>


29 de agosto de 2012

Butantan aguarda autorização para testar vacina contra dengue em humanos 

O Instituto Butantan aguarda a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para iniciar os ensaios clínicos, em humanos, da vacina contra dengue. A expectativa é que a resposta venha em breve, mas não se sabe ainda precisar quando.

Após a aprovação, o instituto poderá iniciar o recrutamento de 300 voluntários nos quais a vacina será experimentada. A vacina, desenvolvida em parceria com o Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), já passou por testes em diversos grupos de 20 pessoas, nos Estados Unidos, para avaliar sua segurança.

De acordo com o diretor-médico de Ensaios Clínicos do Instituto Butantan, Alexander Precioso, os trâmites para obtenção da autorização para os ensaios clínicos estão em andamento há pelo menos dois meses. “O projeto é encaminhado, é feita uma avaliação parcial que nos é enviada de volta para que respondamos algumas questões, devolvemos e outras questões vêm. Já estamos respondendo outras avaliações. É um processo dinâmico de esclarecimento, de troca de informações, até que eles emitam a aprovação para o estudo”.

Os 300 voluntários serão moradores de São Paulo e, depois, conforme os dados coletados e avaliações, as próximas fases incluirão cidades representativas de todo o Brasil e um maior número de voluntários. “Nos testes feitos nos Estados Unidos, a vacina se mostrou segura, sem evento adverso grave, e adequada do ponto de vista de resposta imunológica. Agora, vamos iniciar os estudos com as características particulares do Brasil, onde a dengue é uma doença endêmica”, relatou Alexander Precioso.

A vacina é tetravalente, pois atua sobre os quatro tipos de vírus da dengue com a administração de apenas uma dose. Na primeira fase de testes, poderão participar adultos entre 18 e 50 anos de anos, de ambos os sexos e que não tenham nenhuma doença de base. “No processo de recrutamento, todos os voluntários passarão por avaliação médica e exames laboratoriais para, então, ser definida sua participação ou não no estudo”, revelou o diretor de Ensaios Clínicos do Butantan.

Os voluntários serão acompanhados por uma equipe de médicos, enfermeiros e farmacêuticos ao longo de cinco anos, tanto presencialmente como por contatos telefônicos periódicos. “Embora a vacinação ocorra só no primeiro ano, posteriormente, [os voluntários] continuarão sendo acompanhados para que possamos monitorar como essa resposta imunológica que eles vão desenvolver vai se manter ao longo do tempo”, explicou Alexander Precioso. Dessa maneira, os pesquisadores poderão definir a necessidade de mais doses da vacina.

A vacina está sendo elaborada desde 2005, em parceria com institutos americanos de pesquisa em saúde. A estimativa é que esteja disponível para a população entre 2014 e 2015.


Leia outras notícias, clique aqui >>


31 de julho de 2012

Ministério da Saúde e Facebook fecham parceria para incentivar doação de órgãos no Brasil

Da Agência Brasil

Brasília – Uma parceria entre o Ministério da Saúde e a rede social Facebook quer ampliar o número de transplantes feitos no Brasil. Uma ferramenta, já disponível no perfil do usuário da rede social, possibilita que ele manifeste o desejo de ser doador de órgãos. Ainda assim, a doação só poderá acontecer após

autorização da família.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a estratégia consiste em usar as redes sociais para aumentar o diálogo com a população brasileira. Ele lembrou que, atualmente, quase 80 milhões de brasileiros têm acesso a internet e quase 40 milhões usam o Facebook.

“Esta parceria facilita que qualquer indivíduo deixe clara a sua opção de ser doador, de registrar em vida que deseja ser um doador”, disse. “Acreditamos que vamos criar um burburinho e dialogar com o público jovem para que, desde o começo, possa optar por registrar o desejo de ser doador”, completou.

O vice-presidente do Facebook para a América Latina, Alexandre Hohagen, explicou que a nova ferramenta permite aos usuários declararem a intenção de serem doadores de órgãos em apenas alguns minutos e compartilhar a informação com os amigos e membros da família que também têm perfil na rede social.

“Para doar órgãos, é fundamental que haja o conhecimento e o consentimento da família. No momento em que isso for necessário, a família e os amigos saberão da intenção das pessoas. Esta estratégia não substitui o caminho formal, mas ajuda a tornar a intenção mais clara”, concluiu.

Quem tiver interesse em utilizar a ferramenta deve entrar em seu perfil no Facebook, clicar em Atualizar Status, escolher a opção Evento Cotidiano e, em seguida, a opção Saúde e Bem-Estar.


Leia outras notícias, clique aqui >>


4 de julho de 2012

Hospital São Paulo suspende cirurgias e alega falta de recursos federais

Da Agência Brasil

São Paulo – O Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), suspendeu internações temporariamente alegando falta de recursos federais. O atendimento de urgências e emergências, assim como dos pacientes já internados, está mantido.

“A instituição aguarda o repasse do Programa Rehuf [Programa Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais] para normalizar suas atividades”, diz texto de nota assinada pela reitoria da universidade e pelo Conselho Gestor do Hospital Universitário da Unifesp.

O comunicado informa que, em 2011, o hospital recebeu do Ministério da Saúde R$ 98,9 milhões referentes aos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) e R$ 45,2 milhões do Programa Rehuf. “Em relação a 2012, o hospital recebeu R$ 37,5 milhões do SUS [até maio], mas não recebeu nenhuma parcela referente ao Programa Rehuf deste ano”, acrescentou a instituição.

O Ministério da Saúde confirmou os valores, mas afirma que não há atrasos nos repasses de recursos do Rehuf. “Os recursos do Rehuf são feitos em duas parcelas. A última, no valor de R$ 4,9 milhões, foi liberada para este hospital [Hospital São Paulo] em dezembro de 2011. E, agora, em julho de 2012, assim como os demais hospitais universitários, ele receberá mais uma parcela”, disse, em nota.

O Ministério da Saúde ressaltou, ainda, que repassou R$ 1,9 bilhão em 2011 para os hospitais universitários e que, em 2012, o valor chegará a 2,4 bilhões, “repassados regularmente para custeio e investimentos”.

O Hospital São Paulo atende 15 mil pacientes por mês e tem aproximadamente 700 leitos. Mensalmente, são realizadas mais de 90 mil consultas, 2,6 mil internações, 1,6 mil cirurgias e cerca de 290 mil exames laboratoriais. Diariamente, são atendidos cerca de 4 mil pacientes ambulatoriais e mil nos serviços de pronto-socorro e pronto atendimento.



3 de julho de 2012

ANS avalia suspender venda de plano de saúde de 40 operadoras por causa de queixas

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) avalia a suspensão da venda de planos de saúde de 40 operadoras que receberam reclamações de usuários por descumprirem o prazo máximo de atendimento. A informação foi anunciada hoje (3) pela agência reguladora.

De 19 de março a 18 de junho, a ANS recebeu 4.682 queixas de usuários por causa do não cumprimento dos prazos pelas operadoras, que variam de três a 21 dias dependendo da especialidade médica.

Segundo a ANS, das 1.016 operadoras de plano de saúde no país, 162 receberam ao menos uma reclamação no período avaliado por desrespeitarem os prazos para a realização de consultas, exames e cirurgias, estabelecidos em uma norma vigente desde dezembro de 2011.

O levantamento trimestral também constatou que do total de operadoras, 105 receberam queixas nos dois balanços feitos em 2012, sendo que no caso de 40 empresas, as reclamações justificam a suspensão de produtos, como a venda dos planos de saúde.

"Quarenta [operadoras médico-hospitalares] se encaixam no critério para a suspensão da comercialização dos produtos, o que já está sendo analisado pela ANS. Assim que efetivadas, as medidas administrativas serão divulgadas para as operadoras e, em seguida, para a sociedade", diz nota.

De acordo com a ANS, mais 82 operadoras ficaram acima da média aceitável de reclamações e dos 370 planos odontológicos apenas dois receberam queixas.

Os planos de saúde que descumprem os prazos para atendimento estabelecidos pela agência reguladora podem ter de pagar multa que varia entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. No caso de reincidência, também podem ser punidos com medidas administrativas, como a suspensão da comercialização de produtos, ou sofrer uma intervenção.

“O consumidor deve ter acesso a tudo o que contratou com a sua operadora. Aquelas que não cumprirem este normativo poderão ter a venda de planos suspensa”, disse, por meio de um comunicado, o diretor-presidente da ANS, Mauricio Ceschin.


Leia outras notícias, clique aqui >>


29 de junho de 2012

A importância de se doar Sangue

Hoje a Campanha Bombeiro Sangue Bom, terá inicio no Hospital Stela Maris, a partir das 14h. Com o objetivo de atrair mais voluntários a doação de sangue, o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, realiza anualmente o projeto. Os bombeiros darão iniciativa doando sangue para incentivar novos doadores. A campanha vigora no mês de Julho do dia 02 ao 31. Para participar, basta estar em boas condições de saúde, estar bem descansado, alimentado e pesar no mínimo 50 kg.

A importância de se doar Sangue 

Não há substituto ao sangue humano. Só a doação pode salvar vidas em casos onde os hospitais precisam repô-lo, como para cirurgias, tratamento em pacientes com câncer e com doença renal crônica. Sem contar em casos de acidentes e catástrofes naturais.

Por isso, mais do que captar um doador, o que os hemocentros e o MS querem é criar a fidelização dos doadores, isto é, fazer com que as pessoas doem com frequência. De acordo com dados da Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, entre as pessoas que doaram sangue nos últimos cinco anos, 40% o fizeram duas vezes por ano – índice abaixo do ideal.

Um dos fatores principais para esse quadro é a desinformação. Para Carbone, “muitas pessoas têm medo de doar porque acham que é muito doloroso ou que vão sentir-se mal depois da doação. O que não é verdade. A única dor existente é a da picada da agulha, o que é suportável”. E para a advogada Denise Fortes, 33 anos, que costuma doar sangue ao menos uma vez por ano, nem essa dor ela sentiu.

- É impressionante a habilidade das pessoas que trabalham com a coleta de sangue. Elas fazem de tudo para a gente não sentir dor. E olha que eu tenho veias muito fininhas e sempre sofro quando vou tirar sangue, pois as enfermeiras não conseguem pegar a minha veia de primeira. Nos hemocentros, isso não acontece.

Denise começou a doar sangue em 2001, depois de ter feito uma promessa – e ter sido atendida. Mas, atualmente, ela mal se lembra dessa condição inicial que a levou a ser uma doadora.

- Hoje, me sinto na obrigação. Me sinto mal, se por alguma razão, deixo de doar. Gostaria de fazer isso mais vezes, mas nessa correria, acaba passando.

Em cada doação são retirados, em média, 450 mililitros de sangue, o que é pouco. Uma pessoa adulta tem, em seu corpo, cerca de cinco litros de sangue. Além da regularidade, com a fidelização as equipes que cuidam dos hemocentros podem conhecer e ter controle maior da qualidade do sangue doado. É uma maneira de tornar o cadastro mais seguro.



26 de junho de 2012

A pipoca arrebenta!

Ela concentra mais certos antioxidantes do que frutas e verduras. Sem contar que é um estouro em fibras

Pipoca: um estouro em antioxidantes e fibras

Estudo recém-saído do forno - ou seria da panela? - mostra que esse verdadeiro blockbuster das sessões de cinema concentra mais certos antioxidantes do que frutas e verduras. Sem contar a quantidade de fibras

Um punhado de milho, um fiozinho de óleo e uma panela no fogo... Voilà! Bastam alguns minutos - e muitos "pops" - para a combinação resultar em massas brancas, pequenas e bem macias. É a famosa pipoca. Vira e mexe no centro de acaloradas discussões, ela costuma ser acusada de ser um tanto quanto traiçoeira para a saúde. A presença de gordura e o fato de nos incentivar a extrapolar nas pitadas de sal estão entre as principais queixas. No que depender da ciência, entretanto, a má fama está com os dias contados. 

É que, se preparada corretamente - não vale apelar para a praticidade da versão de micro-ondas -, ela é uma explosão de benefícios, informação reforçada por um estudo recente da Universidade de Scranton, nos Estados Unidos. Segundo o time de cientistas, pasme, a pipoca reúne mais certos antioxidantes do que uma porção de frutas e verduras. Ou seja: ela seria uma aliada ardilosa na guerra contra os radicais livres, aquelas moléculas instáveis e perigosas que atacam as células e provocam desastres que vão de envelhecimento precoce a câncer. "Isso se deve à diferença entre a quantidade de água encontrada na pipoca, que é de 3 a 5%, e a detectada nos vegetais, que chega a 90%", informa Joe Vinson, líder do trabalho. Na prática, esses valores referentes à umidade revelam que no subproduto do milho os compostos fenólicos - benditos antioxidantes! - ficariam concentrados, enquanto nas outras classes alimentares eles apareceriam mais diluídos. "A pipoca é o único snack formado 100% pelo grão. Já os

antioxidantes encontrados em outros produtos à base de sementes integrais, por exemplo, são removidos ou sofrem degradação durante o processamento." 

Só para você saber - e não morrer mais de raiva -, as substâncias protetoras da saúde estão na casca, aquela capa que teima em ficar agarrada nos dentes. E, se o milho que levar para casa der origem a uma pipoca naturalmente amarela ou creme, bingo! Sinal de que a parte fofinha do alimento é ainda fonte de carotenoides. "Essas substâncias também atuam como antioxidantes e, no corpo, são convertidas em vitamina A", ensina a cientista de alimentos Maria Cristina Dias Paes, da Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas, no interior de Minas Gerais. A transformação é ótima para o sistema imunológico e para os olhos, que ficam blindados contra degeneração macular relacionada à idade.

 Apesar de grudenta, a casca da pipoca está cheia de atributos. Afinal, nela também estão doses generosas de fibras, substâncias que contribuem para a formação do bolo fecal. "Para eliminá-lo com maior facilidade, é necessário aumentar o consumo de água", lembra a nutricionista Viviane Piatecka, do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região. O melhor é que o papel das fibras não fica restrito a dar um empurrão ao funcionamento do intestino. Elas também são reverenciadas por tornar a digestão mais lenta, prolongando, assim, a sensação de barriga forrada - uma vantagem e tanto para quem quer derrubar o ponteiro da balança. 

Já na parte fofa e geralmente branca dessa pequena notável fica guardado outro amigão do organismo: o amido resistente. O nome, convém dizer, não foi dado à toa. Isso porque ele passa praticamente intacto pelo aparelho digestivo. Só no intestino grosso é que micro-organismos da flora o transformam em ácidos graxos de cadeia curta. "Eles deixam a área mais ácida, favorecendo a proteção contra células cancerosas. Por isso, o consumo de amido resistente tem sido associado à redução do risco de tumores no órgão", detalha Maria Cristina, da Embrapa. 

Mas não vá achando que o sinal está verde para se entupir com a pipoca vendida no cinema ou a industrializada para micro-ondas. Essas são justamente as que merecem estar no banco dos réus - os motivos você conhece nos quadros à direita. O recomendado para se beneficiar das qualidades do alimento é prepará-lo na boa e velha panela, com só um pouquinho de óleo para não formar uma verdadeira bomba calórica. Se desejar, a gordura pode até ficar de fora da receita. "É só colocar uma porção de milho em um saquinho como aqueles para pão e vedá-lo na ponta. Depois, deixe por alguns minutos no micro-ondas", instrui Eduardo Sawazaki, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), no interior paulista. Está aí um lanche para ninguém botar defeito.



14 de junho de 2012

Ministério quer usar redes sociais para aumentar número de doadores de sangue

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Ministério da Saúde quer aumentar o número de doadores regulares de sangue no país dos atuais 2% da população para 3%, patamar recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para isso, a ideia é aproveitar as ferramentas das redes sociais para cadastrar potenciais doadores e direcionar essas pessoas aos hemocentros mais próximos. De acordo com o ministro Alexandre Padilha, o banco virtual criado pelo ministério no Facebook, em novembro de 2011, já conta com mais de 7 mil doadores voluntários e o objetivo é dobrar esse número, alcançando 15 mil até o fim do ano.

“Vamos conectar esse banco virtual com cada hemocentro do país, que poderá fazer uma busca ativa dos doadores cadastrados. Quando seus estoques estiverem reduzindo, o hemocentro pode mandar mensagem aos doadores para que eles venham doar sangue naquela cidade, naquele estado”, explicou Padilha hoje (16), no Rio de Janeiro, após doar sangue no Instituto Estadual de Hematologia (Hemorio). O ato marcou o Dia Mundial do Doador Voluntário.

O ministro destacou que o Brasil conta com 36 polos de hemocentros e mais de 300 hemocentros públicos. Ele também ressaltou que os meses de junho e julho são considerados os mais críticos em relação aos estoques de sangue, quando são registradas reduções de até 25% nas doações. “São meses de férias, de inverno e de chuva em várias regiões. Nossas campanhas em locais abertos também ficam comprometidas”, explicou. Padilha acrescentou que o procedimento é totalmente seguro tanto para os doadores quanto para quem recebe sangue.

O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, que acompanhou o ministro na ação de hoje, enfatizou que as doações servem não só para suprir as necessidades em casos de acidentes, mas também para abastecer hospitais da rede pública e contratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“As pessoas costumam associar a necessidade de doação apenas à ocorrência de acidentes, mas há também pacientes que fazem tratamento de câncer e de outras doenças em que há necessidade de transfusão o tempo todo. Então, é fundamental que essa doação ocorra os 365 dias do ano”, disse.

O consultor de empresas André Luiz Ribeiro, de 37 anos, esteve hoje no Hemorio para doar sangue pela décima vez. Segundo ele, o ato deveria ser rotina para todos os brasileiros. “É dever de todo o cidadão a partir do momento que ele tem condições físicas para isso. Não precisamos esperar que haja esse tipo de campanha, mas todo mundo deveria fazer isso sempre que puder. É uma forma de ajudar o próximo”, ressaltou.

O Ministério da Saúde investiu, no ano passado, R$ 380 milhões na rede de sangue e hemoderivados no país. Para este ano, está previsto investimento no valor de R$ 580 milhões.



11 de maio de 2012

Descubra qual é a influência dos olhos na saúde do organismo

Novo estudo mostra que a saúde ocular repercute no organismo inteiro. Entenda o motivo disso e aprenda a proteger sua visão

Doenças que acometem os olhos não são apenas uma ameaça à visão, mas um risco para o bem-estar - afinal, vislumbrar um mundo sem imagens nítidas é, de certa forma, passar a encarar a própria vida de uma maneira diferente. Exagero? Pois essa linha de raciocínio instigou oftalmos a oferecer tratamentos, digamos, mais integrais, incluindo aí uma abordagem psicológica, às vítimas de degeneração macular, catarata… Por outro lado, isso impediu que enxergassem outra hipótese nesse cenário obscuro: males que acarretam algum grau de cegueira talvez comprometam a mente e

o corpo também por razões puramente fisiológicas. 

Patricia Turner, oftalmologista da Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, é uma das especialistas que levantaram essa suspeita. "Pacientes acima dos 50 anos com retinose pigmentar, distúrbio que ataca a retina, apresentam 95% de risco de sofrer com insônia, uma incidência alta demais para ser justificada pelo medo de ficar cego", argumenta. "O glaucoma também é associado a outros problemas que não são relacionados aos olhos", completa. 

Para encontrar o que estaria por trás de dados assim, a cientista conduziu uma série de experimentos e revisou outros feitos ao redor do mundo. A conclusão é que transtornos oculares são prejudiciais dos pés à cabeça por influenciarem o ritmo circadiano, o relógio biológico controlado pela alternância entre o dia e a noite. "A retina possui células que percebem a luz, mas não com o intuito de formar imagens, e sim de avisar o organismo se está claro ou escuro", ensina Fernando Louzada, neurocientista da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. É por meio dessa informação que inúmeras funções são reguladas, desde enviar a mensagem de que está na hora de dormir até produzir anticorpos que contra-atacam infecções. Acontece que algumas doenças oculares destroem essas células ou dificultam a chegada de raios luminosos a elas. 

Os achados que relacionam o estado dos órgãos da visão com o do restante do organismo abordam principalmente a catarata, a retinose pigmentar e o glaucoma. Não há até agora estudos contundentes sobre miopia, astigmatismo e hipermetropia. "Quadros assim impactam na nitidez dos objetos, mas a integridade da retina ou a quantidade de luz que chega até ela não são afetadas", avalia o oftalmologista Roberto Battistella, chefe do Departamento de Neuro-Oftalmologia do Hospital Medicina dos Olhos, em São Paulo. Ou seja, pelo menos em teoria eles não desajustam nossos próprios ponteiros e, logo, estão por ora livres da acusação de promoverem estragos longe dos olhos. 

O que parece mexer com a habilidade da massa cinzenta em distinguir entre a tarde e a madrugada é a tendência do ser humano de ficar cada vez mais tempo dentro de locais fechados, sob iluminação artificial. Esse hábito típico da vida nas grandes cidades faz com que à noite recebamos luz em excesso, enquanto de dia essa incidência fica aquém da necessária para deixar o ritmo circadiano com precisão suíça.

"Embora as luminárias permitam a visualização perfeita dos objetos próximos, elas, diferentemente do sol, não oferecem de modo adequado raios azulados, os mais percebidos pelas células da retina que se comunicam com o relógio biológico para avisar que é dia claro", arremata Patricia. Isso, além de supostamente influir em transtornos, piora a atenção e o humor em horários como depois do almoço, justamente quando as pessoas estão no escritório, na escola… Daí a importância de realizar atividades ao ar livre, seja cuidar do jardim, caminhar no parque com amigos, seja passear com o cachorro. 

Agora, se a radiação solar possui potencial ímpar para acertar o tique-taque dentro da gente, ela também acelera o envelhecimento dos olhos quando nos expomos sem precauções. "Óculos de sol com filtros são fundamentais em ambientes de muita claridade", reforça Eus Van Someren, fisiologista do Instituto de Neurociência da Holanda, que também participou do trabalho de Patricia Turner. "Entretanto, se usados sempre, eles talvez impeçam uma estimulação adequada das células da retina, embora isso seja uma hipótese", contrapõe Battistella. Enquanto uma resposta definitiva para esse ponto não chega, vale ter cautela. Nada de sair ao ar livre sem proteção entre as 10 da manhã a as 4 da tarde. 

Visitar um oftalmologista regularmente é outro fator que resguarda o organismo, porque são eles os especialistas mais preparados para detectar anomalias nas estruturas oculares e prescrever o tratamento ideal, impedindo que uma ligeira alteração se transforme em um grande mal, inclusive fora dessa área médica. "Para ter uma ideia, pesquisas sugerem que a cirurgia de catarata auxiliaria a normalizar o ritmo circadiano por facilitar a passagem de raios luminosos", exemplifica Luiz Menna-Barreto, fisiologista da Universidade de São Paulo. 

Quem foi diagnosticado com diabete ou hipertensão precisa de atenção redobrada. Tais chateações complicam a chegada de sangue à retina e, aí, faltam nutrientes para abastecer a região. "Até por isso comer direito, manter-se no peso e praticar atividades físicas, hábitos que combatem essas doenças, é fundamental", arremata Patricia. Se cuidar do olho incrementa a saúde geral, o inverso também é verdadeiro.

Ponteiros desajustados

Veja de que jeito problemas nos olhos roubam a exatidão do relógio biológico 

1 Na hora certa Assim que recebem luz, as chamadas células ganglionares da retina mandam estímulos elétricos ao núcleo supraquiasmático, nosso relógio interno. Aí, essa estrutura localizada no cérebro entende que o período diurno chegou. 

2 O fim da precisão Se as células ganglionares estão lesionadas, ou se áreas do globo ocular têm um problema que impede a chegada de luz até elas, o núcleo supraquiasmático não é estimulado e, então, não sabe direito se é dia ou noite. Isso desequilibra funções essenciais à saúde. 

Nem a mais, nem a menos A ausência de iluminação no horário noturno é igualmente importante para regular o ritmo circadiano. Afinal, o escuro serve como aviso de que é noite e, portanto, que o momento de relaxar e se recuperar do estresse cotidiano está se aproximando. 

A bendita melatonina 

A produção ideal desse hormônio debela uma variedade de encrencas 

O processo de fabricação O núcleo supraquiasmático, quando bem regulado, emite em ambientes escuros uma ordem à glândula pineal de que chegou o momento de fornecer melatonina. A partir daí, ela se espalha pelo organismo para, entre outras coisas, promover as benesses abaixo. 

Apagão sonolento A melatonina é conhecida como o hormônio do sono justamente por trazer aquela vontade incontrolável de fechar as pálpebras e se entregar aos lençóis. 

Felicidade plena Além de contribuir para uma noite bem-dormida, o que melhora o humor e evita a depressão, essa substância está envolvida na produção de neurotransmissores que promovem bem-estar. 

Físico em forma Não se sabe ainda por quê, mas o hormônio em questão contribui para um metabolismo que funcione cronicamente a contento e, portanto, queime mais calorias. 

Corpo livre do câncer Muitos tumores são deflagrados pelos radicais livres, moléculas que lesionam as células. A melatonina, por ser um poderoso antioxidante, neutraliza essas ameaças. 

Sincronia Para que o relógio interno fique no mesmo horário do que está preso ao pulso, concentre suas atividades nas horas em que o Sol pode ser visto. Dentro do possível, diminua o ritmo quando as estrelas dão as caras. 

- Durante o dia, o corpo libera cortisol, que nos deixa mais atentos e ativos 

- Com o surgimento da Lua, a concentração de melatonina aumenta

Com o passar das primaveras 

Não adianta: conforme a idade avança, o olho deixa de funcionar como antes. Aos 45 anos, sua capacidade de passar o recado ao cérebro de que é dia cai pela metade. Essa seria uma das razões pelas quais os idosos desenvolvem mais distúrbios do sono. E serve também como um motivo extra para eles não ficarem o tempo todo dentro de casa em cômodos com pouca ou nenhuma claridade. 

De olhos bem fechados

Estudos epidemiológicos apontam que indivíduos privados da visão têm maior probabilidade de padecer com insônia. "Existem fatores sociais que influenciam no ritmo de cada um, mas a percepção de luz realmente é o elemento mais importante nessa regulagem", diz Fernando Louzada. "Contudo, há cegos com as células da retina que ajudam a diferenciar o período diurno do noturno intactas. Nesses casos, o relógio biológico permanece ajustado", pondera.



4 de maio de 2012

Um entre cinco homens se recusa a fazer exame diagnóstico de câncer de próstata

Maior serviço público de urologia do estado de São Paulo, o Centro de Referência em Saúde do Homem atendeu 15 mil pacientes para consultas de oncologia e patologias da próstata em 2011. Desse total, 20% se recusaram a passar pelo exame retal para diagnóstico do câncer de próstata.

O coordenador do centro de urologia, Cláudio Murta, alerta que certos tumores só são detectados por meio do exame do toque, como é popularmente conhecido. Para ele, o percentual de homens que deixam de se submeter ao procedimento “é alto e preocupante”. “A gente sabe que o câncer de próstata é o mais comum que afeta os homens”, lembrou.

“Existe uma questão cultural de os homens acharem que, ao fazer o toque retal da próstata, vão perder a masculinidade”, acrescentou Murta sobre as razões que levam os pacientes a evitar o exame. Há ainda, segundo o médico, outros fatores, também culturais, que fazem com que o homem não cuide da saúde. “Tem uma questão também do homem, por ser o provedor da casa e não querer faltar ao trabalho para ir ao médico”, ressaltou.

Essas resistências vêm, entretanto, sendo vencidas ao longo do tempo, de acordo com Murta. “O que a gente percebe na prática clínica é que nos últimos dez, 15 anos, vem caindo gradativamente o número de homens que se recusam a fazer o exame. E isso se reflete nos números de diagnóstico precoce de câncer de próstata”, destacou o especialista.

A identificação da doença nos estágios inciais facilita o tratamento e o torna menos invasivo. A partir dos 45 anos, todos os homens devem fazer um check-up anual. “Podemos afirmar que os homens estão mais conscientes e, por influência da esposa e dos filhos, buscam mais ajuda médica. Mesmo assim, eles ainda vivem menos do que as mulheres” diz Murta, ao alertar que o público masculino precisa dar mais atenção à saúde.



30 de abril de 2012

Campanha de vacinação contra a gripe começa esta semana em todo o país

Da Agência Brasil

Brasília – Começa no próximo sábado (5) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que vai proteger também contra a influenza A (H1N1) – gripe suína. A meta é imunizar 24,1 milhões de pessoas até o dia 25 de maio.

Devem procurar os postos de saúde idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 2 anos, grávidas em qualquer período da gestação, indígenas e profissionais de saúde.

Crianças que serão vacinadas pela primeira vez deverão tomar duas doses, com intervalo de 30 dias. Aquelas que já receberam uma ou duas doses da vacina no ano passado deverão receber apenas uma este ano. Os demais grupos deverão tomar dose única.

Ao todo, 65 mil postos e 240 mil profissionais de saúde em todo o país vão distribuir as doses. Serão usados 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais. No sábado (5), os postos de saúde funcionarão das 8h às 17h.

Em 2011, de acordo com dados do ministério, 25,134 milhões de pessoas foram vacinadas – 84% do público-alvo definido. No mesmo período, foi registrada uma redução de 64% nas mortes provocados pelo vírus Influenza H1N1. Ao todo, 53 óbitos foram confirmados. Também no ano passado, houve queda de 44% nos casos graves da doença, que totalizaram 5.230.



27 de abril de 2012

Palmirinha faz campanha de

 vacinação em SP

Ela estará em panfleto e cartazes que o governo paulista irá distribuir a postos de saúde, farmácias, hospitais, e outros lugares

Aos 80 anos, ‘Vovó Palmirinha’, como agora quer ser chamada, será a “garota-propaganda” da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para a campanha gratuita de vacinação contra a gripe, que começa em cinco de maio. 

Ela estará em panfleto e cartazes que o governo paulista irá distribuir a postos de saúde, farmácias, hospitais, supermercados, terminais de ônibus e estações de metrô, entre outros locais. A apresentadora e culinarista abriu mão do cachê. 

A Secretaria pretende imunizar contra a gripe 5,3 milhões de paulistas durante a campanha, que irá até 25 de maio. O número corresponde à meta de 80% dos 6,6 milhões de idosos com 60 anos ou mais, gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de dois anos, indígenas e profissionais de saúde do Estado. 

Para garantir abrangência da imunização, a campanha contará com mais de sete mil postos de vacinação, entre fixos e volantes, além de 3,5 mil veículos, 32 ônibus e cinco barcos. Ao todo serão 41,6 mil profissionais da área da saúde, estaduais e municipais, envolvidos na ação. 

Além de imunizar a população contra a gripe A H1N1, tipo que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, a campanha também vacinará a parcela da população participante contra outros dois tipos do vírus influenza – A (H3N2) e B. 

“Vale esclarecer que a vacina não provoca, de maneira nenhuma, gripe em quem tomar a dose, pois é feita de pequenos fragmentos do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção. A imunização contra a gripe é fundamental para evitar complicações respiratórias decorrentes da doença, a exemplo de pneumonias”, afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.



26 de abril de 2012

Garoto remove "casco de tartaruga" das costas com cirurgia

Cirurgião diz que marca de nascensa gigante é o pior caso que ele já viu

Didier Montalvo, um garoto de seis anos da Colômbia, recebeu o apelido de “menino tartaruga” por causa da uma marca de nascença gigante que cobriu suas costas.

Conhecida como nevo melanocítico congênito, a “marca de nascença” afeta um em 20 mil recém-nascidos.

Este problema, além de causar dor na pele, também afetou bastante a confiança de Didier.

A família, por ser pobre, não tinha condições de pagar uma cirurgia. Mas, como sua história chegou ao jornal local, o menino recebeu várias doações.

A cirurgia foi realizada pelo doutor Neil Bulstrode, do hospital Great Ormond Street, em Londres. O cirurgião disse ao tabloide britânico Mirror que essa marca é a pior que ele já viu.

— O caso de Didier é o pior que eu já vi, devido ao tamanho e o volume da lesão. Quando eu vi fotos dele, um dos meus primeiros sentimentos foi que se pudéssemos removê-la, íamos melhorar sua qualidade de vida.

Toda a história de Didier foi documentada e, pela imagem do garoto, dá para ver que a cirurgia foi um sucesso. Ela vai ao ar na Inglaterra, no Channel 4.



24 de abril de 2012

Campanha quer vacinar 24,1 milhões de pessoas contra gripe

Da Agência Brasil

Brasília - O Ministério da Saúde anunciou hoje (24) a meta de imunizar 24,1 milhões de pessoas em todo o país durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, marcada para o período de 5 a 25 de maio. A dose vai proteger também contra a influenza A (H1N1) – gripe suína.

A meta representa 80% do público-alvo definido pela pasta, que inclui idosos a partir de 60 anos (20,5 milhões), crianças entre 6 meses e 2 anos (4,3 milhões), grávidas em qualquer período da gestação (2,1 milhões), povos indígenas (586 mil) e trabalhadores de saúde (2,4 milhões).

Cerca de 500 mil presos também devem receber a vacina. Esta será a primeira vez que o grupo será imunizado durante a campanha. Além de doses contra a influenza, os presos vão receber proteção contra a hepatite B, a difteria, o tétano tipo adulto, o sarampo, a caxumba, a rubéola e a febre amarela.

Crianças que serão vacinadas pela primeira vez deverão tomar duas doses, com intervalo de 30 dias. Aquelas que já receberam uma ou duas doses da vacina no ano passado deverão receber apenas uma este ano. Os demais grupos deverão tomar dose única.

Ao todo, 65 mil postos e 240 mil profissionais de saúde em todo o país vão distribuir as doses. Serão usados 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais. A data de 5 de maio será o dia de mobilização nacional, em que os postos de saúde funcionarão das 8h às 17h.

A expectativa, de acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, é um alto comparecimento da população aos locais de vacinação. Segundo ele, o ministério investiu R$ 260,3 milhões em 33,9 milhões de doses.

Jarbas lembrou que a vacina protege contra as três cepas (subtipos) de vírus que mais circularam no país no ano anterior, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O secretário ressaltou que a vacina é segura e que não há risco de contrair nenhum tipo de gripe. “Isso é lenda urbana”, disse.

As reações adversas, de acordo com Jarbas, são leves e incluem dor ou sensibilidade no local da injeção. Apenas pessoas com alergia severa à proteína do ovo devem procurar um médico antes de serem imunizadas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que dois grandes feriados este ano levaram a campanha a começar um pouco mais tarde. Ele garantiu, entretanto, que a imunização será feita dentro do prazo necessário para proteção do público-alvo.

Segundo Padilha, ainda que nem toda a população receba a dose, a vacinação de grupos específicos possibilita a quebra da cadeia de transmissão e acaba protegendo o restante das pessoas.

Em 2011, de acordo com dados do ministério, 25,134 milhões de pessoas foram vacinadas – 84% do público-alvo definido. No mesmo período, foi registrada uma redução de 64% nas mortes provocados pelo vírus Influenza H1N1. Ao todo, 53 óbitos foram confirmados. Também no ano passado, houve queda de 44% nos casos graves da doença, que totalizaram 5.230.



20 de abril de 2012

Pipoca faz bem à saúde, diz pesquisa

Pesquisadores americanos anunciaram uma descoberta saborosa: pipoca faz bem à saúde. Eles encontraram no alimento substâncias que retardam o envelhecimento e evitam doenças como o câncer.

Mas atenção: para aproveitar os benefícios, a pipoca deve ser estourada na panela, com pouco óleo e sal.













16 de abril de 2012

Medicamento para tratar AVC passa a fazer parte da lista da rede pública 

O Alteplase, usado por alguns hospitais da rede particular no tratamento do acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, passa a fazer parte da lista de medicamentos disponibilizados pela rede pública de saúde. A portaria regulamentando o emprego do remédio foi publicada hoje (13) no Diário Oficial.

Os hospitais deverão solicitar o credenciamento do medicamento às secretarias de Saúde nos estados, que encaminharão a demanda para autorização do Ministério da Saúde.

Para o credenciamento, os hospitais deverão disponibilizar um conjunto de procedimentos destinados ao tratamento desses pacientes, desde o atendimento básico, com a aplicação do medicamentos, até a oferta de leitos e a infraestrutura para a reabilitação.

A medida é fruto de consulta pública aberta pelo Ministério da Saúde, no ano passado. O medicamento já era usado pelo sistema público para casos de infarto agudo do miocárdio. Em casos de AVC isquêmico, quando a obstrução de um vaso interrompe o fluxo sanguíneo para o cérebro, o Alteplase dissolve o coágulo e normaliza a passagem do sangue.

De acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), o AVC é a segunda maior causa de morte e a principal causa de incapacidade no mundo. Com base nas informações do DataSUS, de 2005 a 2009, foram registrados no Brasil cerca de 170 mil internações por AVC ao ano, com um percentual de óbitos de 17%.

Os AVCs são classificados como hemorrágico ou isquêmico, sendo esse último o mais frequente, representando em torno de 85% dos casos. Aterosclerose de pequenas e grandes artérias cerebrais é responsável pela maioria dos AVCs, seja hemorrágico ou isquêmico.



10 de abril de 2012

Ministério da Saúde: quase metade dos brasileiros está acima do peso

Pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde mostra que 48,5% da população brasileira está acima do peso ideal. Segundo o estudo, o percentual de gordos em 2006 era de 42,7%. No mesmo período, a proporção de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.

O levantamento revela ainda que o sobrepeso é maior entre a população masculina. Mais da metade dos homens (52,6%) está acima do peso ideal, enquanto 44,7% das mulheres apresentam sobrepeso. 

Ainda segundo a pesquisa, o excesso de peso entre homens começa cedo: entre os que têm entre 18 e 24 anos, 29,4% já estão acima do peso. Na faixa etária entre 25 e 34 anos, 55% da população masculina apresenta excesso de peso. A porcentagem sobre para 63% na faixa etária entre 34 e 25 anos.

Já entre mulheres jovens (até 24 anos), 25,4% apresentam sobrepeso. A proporção aumenta para 39,9% entre 25 e 34 anos, e mais que dobra entre brasileiras de 45 a 54 anos (55,9).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, divulgaram  os dados mais recentes da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Segundo o Ministério da Saúde, Porto Alegre é a capital que possui a maior quantidade de pessoas com excesso de peso (55,4%), seguida por Fortaleza (53,7) e Maceió (53,1). Na outra ponta da lista, com a menor proporção de pessoas com sobrepeso, estão São Luís (39,8%), Palmas (40,3%), Teresina (44,5%) e Aracaju (44,5%).

São Paulo apresenta 47,9% de pessoas com excesso de peso. A proporção no Rio de Janeiro é de 49,6%, e no Distrito Federal é de 49,1%.

Em São Paulo, a proporção de obesos é de 15,5%, no Rio de Janeiro o percentual é de 16,5% e no Distrito Federal os obesos representam 15% da população.

Tabagismo

Um dado positivo foi a diminuição do tabagismo, passando para menos de 15% da população em 2012. "Pela 1ª vez estamos abaixo da média em relação ao tabagismo. Isso é retrato das políticas que vêm sendo exercidas", disse o ministro Padilha. Segundo ele, a decisão da Anvisa de proibir os aditivos em cigarros irá ajudar a redução entre mulheres e jovens. "O reforço da fiscalização contra a pirataria no cigarro também contribui para que os números do tabagismo diminuam mais", acrescentou.

Outra medida recente para reduzir o número de fumantes foi a proibição de fumódromos em locais públicos. "Espaços coletivos e locais de trabalho são lugares que têm que estar livres do tabaco", argumenta o ministro. Segundo a pesquisa, a redução de fumantes explica a queda anual de 1,98% das mortes por doenças cardiorrespiratórias no Brasil.

Sedentarismo

Outra boa notícia foi a redução de sedentarimo da população nos últimos três anos (2009 a 2011), segundo Barbosa. Florianópolis (SC) é a capital brasileira que se destaca na atividade física no tempo livre, com 41% de sua população.



5 de abril de 2012

Contribuinte poderá deduzir do IR doação para tratamento do câncer e de pessoas com deficiência

Da Agência Brasil

Brasília – Empresas e pessoas físicas poderão deduzir do Imposto de Renda (IR) doações ou patrocínio a instituições filantrópicas dedicadas ao tratamento de câncer e reabilitação de pessoas com deficiência. A medida integra o pacote de incentivo à indústria nacional, anunciado ontem (3) pelo governo federal.

As doações e os patrocínios entram no cálculo do abate no imposto limitado a 6% para a pessoa física e 4% para empresas, conforme detalha a Medida Provisória (MP) 563, publicada hoje (4), no Diário Oficial da União. A MP cria os programas Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e de Apoio à Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), que possibilitam as deduções. A dedução poderá ser feita na declaração do IR de 2013, que trará os dados financeiros dos contribuintes deste ano.

O contribuinte pode fazer a doação por meio de quantias em dinheiro, transferência de imóveis, cessão de equipamentos, pagamento de despesas de conservação e reparo de móveis, imóveis e equipamentos e fornecimento de remédios, alimentos e material de uso hospitalar.

Segundo o Ministério da Saúde, a ideia é captar recursos para ampliar a oferta de diagnóstico e tratamento de pessoas com câncer e aumentar o acesso à reabilitação e adaptação de pessoas com deficiência por meio do uso de órteses, próteses e outros meios de locomoção.



3 de abril de 2012

Aumentam casos de câncer de pele entre os jovens

EUA: aumentam casos de melanoma entre jovens

Entre 1970 e 2009, taxas de câncer de pele aumentaram oito vezes entre as mulheres e quadruplicaram entre os homens

Os casos de câncer de pele estão em ascensão entre os jovens, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos, que sugere que os centros de bronzeamento artificial e a falta de aplicação de protetor solar em crianças possam estar por trás deste aumento.

Entre 1970 e 2009, as taxas de melanoma (câncer de pele) aumentaram oito vezes entre as mulheres e quadruplicaram entre os homens, segundo especialistas da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, que estudaram o histórico de 256 pessoas no estado de Minnesota neste intervalo de tempo.

No entanto, o índice de mortes por melanoma caiu no mesmo período, o que sugere que uma intervenção precoce poderia ajudar a salvar vidas, segundo os cientistas.

Os resultados deste estudo podem não ser representativos da totalidade dos Estados Unidos, mas o principal autor da pesquisa, Jerry Brewer, dermatologista da Clínica Mayo, fez soar o alerta sobre o que chamou de um "aumento alarmante em mulheres entre 20 e 30 anos".

"Não existe o que poderíamos chamar de bronzeado de base saudável", afirmou Brewer, categórico.

"Mesmo quando os jovens têm uma compreensão maior dos efeitos prejudiciais do bronzeado, ainda não mudaram seu comportamento e se expõem ao sol tanto ou mais do que se fazia nos anos 80", acrescentou.

Centros de bronzeamento

Embora o estudo atual não tenha se concentrado nas razões que explicam este aumento, Brewer destaca que outros pesquisadores demonstraram que as pessoas que usam centros de bronzeamento - uma indústria que fatura 5 bilhões de dólares ao ano - têm 74% mais chances de contrair melanomas do que aqueles que não se bronzeiam.

Jennifer Stein, dermatologista do centro médico Langone da Universidade de Nova York, concordou em que o bronzeamento artificial pode ser uma das principais causas da ascensão.

"Uma possível explicação para este rápido aumento em casos de melanoma poderia ser o uso de centros de bronzeamento entre os adolescentes, o que se tornou muito popular nos últimos anos", disse Stein, que não participou do estudo.

"É importante que as pessoas protejam sua pele da exposição a raios ultravioleta e que observem sua pele para o aparecimento ou alterações nas pintas, o que pode ser sinal de melanoma. A chave para sobreviver ao melanoma é a detecção precoce", explicou.

Melanoma

O melanoma é a forma mais letal de câncer de pele e espera que cause 76.000 novos casos e 9.100 mortes nos Estados Unidos este ano, segundo números do Instituto Nacional do Câncer.

As pessoas com maior risco são as que têm cabelos claros e olhos azuis ou verdes. Passar muito tempo exposto ao sol e ter tido uma ou duas queimaduras com bolhas na juventude também aumenta os riscos.

Para evitar a doença, os médicos recomendam a limitação à exposição ao sol, o uso de protetores e o acompanhamento frequente de alterações em pintas.



2 de abril de 2012

Tosse por mais de duas semanas pede atenção redobrada, diz pneumologista sobre tuberculose

Da Agência Brasil

Brasília – Mesmo que a orientação do Ministério da Saúde no combate à tuberculose seja a atenção para tosse prolongada por mais de três semanas, o mesmo sintoma, ao alcançar duas semanas, já dever ser acompanhado de perto. A orientação é do pneumologista e consultor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Ricardo Martins.

Em entrevista à Agência Brasil, ele explicou que, no caso da tuberculose, a tosse prolongada acompanhada ou não de catarro deve ser associada a fatores como febre, calafrios, suor intenso e perda de peso e de apetite. “Isso suscita a necessidade de procurar imediatamente o posto de saúde”.

Na última segunda-feira (26), o governo lançou a campanha nacional de enfrentamento à tuberculose, com o tema Tosse por mais de três semanas é um sinal de alerta. Quanto antes você tratar, mais fácil de curar. Procure uma unidade de saúde.

Para o pneumologista, o foco no combate à doença deve ser a busca por novos casos, na tentativa de interromper a cadeia de transmissão, além de investir em novas estratégias capazes de garantir que o paciente não abandone o tratamento.

“É uma doença que precisa ser vigiada e o tratamento também é assim. A ideia é fazer consultas mensalmente, dependendo do estado da pessoa. Algumas vezes, é preciso fazer visitas mais encurtadas, mas o tratamento é feito em casa, não há dificuldade alguma”.

Segundo Martins, um dos fatores que levam à desistência do tratamento é a súbita melhora dos sintomas. “Esse é um bacilo de crescimento muito lento. Para garantir que o tratamento foi eficaz, é preciso persistir por seis meses”.

Ele lembrou que o índice de cura para a doença é superior a 90%, desde que o tratamento seja levado até o fim. Quando o paciente desiste antes que os seis meses sejam concluídos e precisa reiniciar o tratamento, a taxa de cura da tuberculose cai para 75%.



30 de março de 2012

Vacinação contra gripe sazonal começa em 5 de maio; campanha também vai imunizar contra HIN1

Da Agência Brasil

Brasília – A campanha nacional de vacinação contra a gripe sazonal ou gripe comum será feita entre os dias 5 e 25 de maio. A vacina utiliza as três cepas de vírus que mais circularam no país no ano anterior e, de acordo com o Ministério da Saúde, vai imunizar também contra a influenza A(H1N1) – gripe suína.

O público-alvo da campanha inclui idosos (a partir de 60 anos), população indígena, crianças com idade a partir de 6 meses e menores de 2 anos, grávidas em qualquer período de gestação e profissionais de saúde.

A pasta informou que, apesar dos casos de infecção e morte por H1N1 registrados nas regiões Norte e Nordeste em pleno verão brasileiro, não há previsão de antecipação da campanha.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, onde pelo menos duas mulheres grávidas tiveram a doença, o período de chuva provoca maior aglomeração de pessoas em ambientes fechados, o que facilita a disseminação do vírus.

Dados do ministério indicam que, no ano passado, cerca de 25 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe sazonal. Em 2011, assim como este ano, quem recebeu a vacina também ficou imunizado contra a gripe suína.



28 de março de 2012

Homem faz transplante de rosto

 mais complexo

Richard Norris participou da operação inédita nos Estados Unidos

Um homem de 37 anos, totalmente desfigurado em 1997 após sofrer um acidente com arma de fogo, foi submetido ao transplante de rosto mais complexo até agora, segundo a equipe de cirurgiões que realizou a intervenção nos Estados Unidos. 

A operação de 36 horas de duração, feita entre 19 e 20 março no Centro Médico da Universidade de Maryland (leste dos EUA), foi "o transplante de rosto mais extenso realizado até agora, incluindo as duas mandíbulas, dentes e língua", informou o centro em um comunicado publicado na terça-feira. 

"O transplante incluiu todos os tecidos moles do rosto, do couro cabeludo até o pescoço, inclusive os músculos subjacentes, que permitem as expressões faciais e os nervos sensoriais e motores", explicou o chefe da equipe de cirurgiões, doutor Eduardo Rodríguez.

"Nosso objetivo foi restaurar as funções e conseguir um resultado estético satisfatório", acrescentou.

O paciente, Richard Norris, já tinha submetido a várias cirurgias reconstrutivas depois do acidente, mas os procedimentos reduziram em grande medida o uso de sua boca. 

Segundo as fotos divulgadas, depois das cirurgias, a parte inferior do rosto e o nariz ficaram afundados.

Durante os últimos 15 anos, Norris viveu recluso, usando uma máscara cirúrgica, fazendo compras durante a noite para evitar os olhares dos outros, segundo a emissora de televisão americana MSNBC.

O primeiro transplante facial completo foi realizado em março de 2010 no hospital Vall d'Hebron, em Barcelona, Espanha, e foi divulgado em julho do mesmo ano.

O primeiro transplante parcial bem sucedido foi realizado em 2005, na França, em Isabelle Dinoire, uma mulher de 38 anos desfigurada após ser mordida por seu cão.



22 de março de 2012

Um bilhão devem morrer por causa do fumo até o final do século, prevê Fundação Mundial do Pulmão

Da Agência Brasil

Brasília – Um bilhão de pessoas devem morrer por uso e exposição ao fumo até o final deste século. O número é equivalente a uma morte a cada seis segundos. A previsão consta de relatório da Fundação Mundial do Pulmão e da Sociedade Americana do Câncer divulgado hoje (21).

Na última década, as mortes pelo uso de tabaco triplicaram, chegando a 50 milhões. Somente em 2011, 6 milhões de pessoas morreram, sendo 80% delas em países pobres e em desenvolvimento. De acordo com a fundação, o cigarro e outros derivados de tabaco são responsáveis por 15% das mortes de homens em todo o mundo e 7% entre as mulheres.

As projeções se baseiam no fato de que estudos indicam que o organismo de quem fuma continuadamente fica mais propenso a desenvolver doenças como câncer, ataques cardíacos, diabetes, doenças respiratórias crônicas, dentre outras.

A China é o país onde há mais vítimas do fumo. A cada ano, 1,2 milhão de pessoas morrem em decorrência do uso do tabaco. Esse número deve saltar para 3,5 milhões até 2030, segundo as entidades, que elaboram um atlas com dados sobre os efeitos do tabaco desde 2002.

Conforme o relatório, a indústria do tabaco tem trabalhado em todas as partes do mundo para postergar ou abolir a adoção de medidas contra o hábito de fumar, como propagandas de advertência, leis de restrição ao consumo e introduzindo no mercado produtos ditos de baixo teor. Nos últimos dez anos, 43 trilhões de cigarros foram consumidos e a produção cresceu 16,5% no mesmo período.

No último dia 13, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação e venda de cigarros com sabor no país, entre eles, os mentolados e de cravo. Os produtos sairão das prateleiras dentro de dois anos. Para a agência reguladora e entidades de combate ao tabagismo, os cigarros com sabor são usados pela indústria para atrair jovens e adolescentes. Os fabricantes rebatem a crítica e alegam que a proibição vai aumentar o comércio ilegal desses produtos no Brasil.



19 de março de 2012

Infectologista tira dúvidas sobre

 a meningite

Na última semana, um adolescente de 15 anos morreu vítima da doença em Guarulhos. Em fevereiro, outros quatro já tinham morrido com a enfermidade.

A possibilidade de um surto de meningite tem assustado os pais de alunos de escolas da rede pública de São Paulo. Na última semana, um adolescente de 15 anos morreu vítima da doença em Guarulhos. Em fevereiro, outros quatro já tinham morrido, vítimas da enfermidade. A meningite é uma infecção das membranas que envolvem e protegem o sistema nervoso central. Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados 19.427 casos em 2011.

A doença é desencadeada por uma série de fatores, mas na maioria das vezes começa com uma infecção por vírus ou bactéria. A forma bacteriana é a mais severa, já que pesquisas confirmam uma taxa de letalidade que chega a 25% nesses casos. Pode ainda implicar em sequelas irreversíveis, como problemas neurológicos, surdez e até a necessidade de amputação dos membros.

“As meningites virais – causadas por meningococos, pneumococos e pelo haemophilus influenzae tipo b – são purulentas [provocam pus] e o organismo não consegue, por si só, combatê-las”, explica o infectologista Alberto Chebabo, chefe do Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Chebabo fala ainda sobre o processo de transmissão: 

“A meningocócica e a haemoppholus influenzae b, assim como as virais, são transmitidas por via aérea através de gotículas de saliva. Mas precisa haver um contato próximo por mais de uma hora. Não é como a gripe. Já a pneumocócica se desenvolve a partir de uma infecção preexistente. Não é comum o contágio de pessoa a pessoa.”

Os principais sinais da doença são febre alta, dores de cabeça, vômito, mal estar e dificuldade de encostar o queixo no peito devido ao enrijecimento da musculatura da nunca. Uma vez que haja a suspeita da doença, o médico deve iniciar o tratamento antes mesmo da confirmação do diagnóstico através de exames laboratoriais.

A terapia para meningite viral basicamente consiste no uso de medicamentos para minimizar os sintomas. Nos casos bacterianos, é recomendado o uso de antibióticos intravenosos por um período de sete dias, e os que tiveram contato com o doente também devem fazer uso da medicação, mas por via oral. É obrigação dos profissionais de saúde comunicar as autoridades sanitárias a respeito da ocorrência da enfermidade.

“Este é um procedimento adotado pelo Ministério da Saúde no caso de doenças que possam provocar algum tipo de surto, como a meningite, a dengue e o vírus influenza H5N1 [gripe aviária], que estão erradicadas ou em processo de erradicação, como o sarampo, e as que são de ocorrência rara no país, como o Ebola”, esclarece.

Como formas de prevenção, são oferecidas pela rede pública de saúde as chamadas vacinas BCG, que previnem as formas graves de tuberculose, além da vacina contra a meningite por haemophilus influenza tipo b, pneumocócica 10-valente e a meningocócica conjugada C.

“As vacinas contra as formas meningocócicas e pneumocócicas passaram a ser oferecidas a partir de 2010 para crianças com até 2 anos. Ainda levará algum tempo para que a população esteja majoritariamente protegida.  Já a contra o haemophillus influenzae b está disponível há bastante tempo e hoje os casos são raros”,avalia.



16 de março de 2012

Rins podem correr sérios riscos e nem dar sinal do problema

Essa dupla dinâmica pode correr sérios riscos em silêncio. Saiba como evitar problemas renais com atitudes bem simples

Apenas 150 gramas muito bem distribuídos em 12 centímetros de altura (clique na imagem para conferir a explicação) — parece pouco, principalmente quando comparados a pulmões e fígado. Porém, os rins são responsáveis por funções vitais no organismo. E, quando esses pequenos notáveis convalescem, é encrenca na certa: a doença renal crônica (DRC), mal que não costuma avisar sobre sua existência, destrói as estruturas renais até chegar ao ponto em que o órgão para de funcionar.

"DRC é o termo que se refere a todas as doenças que afetam os rins por três meses ou mais, o que diminui a filtração e afeta algumas de suas atribuições", explica a nefrologista Gianna Mastroianni, diretora do Departamento de Epidemiologia e Prevenção da Sociedade Brasileira de Nefrologia. O problema é tão sério que renomadas instituições brasileiras criaram a campanha Previna-se, vencedora do Prêmio SAÚDE 2011 na categoria Saúde e Prevenção. "Nem sempre as doenças renais têm sintomas. Em muitos casos, o indivíduo não percebe e o diagnóstico é feito com atraso", completa Gianna.

Apesar de ser caracterizada como uma doença silenciosa, a DRC pode dar alguns sinais. No entanto, quando eles aparecem, costuma ser tarde demais. "O rim é um órgão muito resistente, e esses sintomas só vão se manifestar nos estágios 4 e 5 do problema, quando ele está muito avançado", conta o nefrologista Leonardo Kroth, da Sociedade Gaúcha de Nefrologia. Além de só surgirem em situações extremas, muitas dessas manifestações tendem a ser confundidas com outras enfermidades. Daí a importância de sempre visitar o médico e pedir os exames que detectam as alterações indesejadas nos filtros do corpo humano.

Quando a DRC bate à porta

E se a pessoa descobrir que seus rins não estão trabalhando como deveriam? "Ela precisa se consultar periodicamente com um nefrologista, fazer exames com regularidade, cuidar muito bem da pressão arterial e da glicemia, além de outras modificações que ocorrem na doença renal, como mudanças nos níveis de cálcio e fósforo", atesta Marcos Vieira, diretor clínico da Fundação Pró-Rim, em Santa Catarina. 

Nos casos em que a DRC progrediu além da conta e os rins perderam grande parte de sua capacidade de eliminar a sujeira do organismo, o indivíduo pode optar por dois caminhos: receber o rim de algum doador compatível ou seguir para a diálise. "Ok, alguns pacientes não têm condições clínicas de realizar um transplante. Mas, nos demais, esse é o tratamento de preferência", esclarece Vieira. 

No entanto, a ausência de alguém que esteja apto a doar um de seus rins faz com que a maioria dos convalescentes siga para a hemodiálise, quando uma máquina substitui as principais funções que eram realizadas pelo aparelho excretor. Algumas atitudes simples podem eliminar muitos desses transtornos. Confira a seguir como manter essa dupla a todo vapor.

Diabete e pressão na rédea curta

Quando esses marcadores estão em níveis exagerados, a probabilidade de desenvolver a DRC é ainda maior. Além da aterosclerose, a formação de placas de gordura, sobretudo na artéria renal, há uma sobrecarga do trabalho de filtração dos rins. "E a incidência dessas duas doenças vem aumentando nos últimos anos, algo agravado pelo envelhecimento da população, além de sedentarismo e obesidade", diz Gianna Mastroianni. Nos casos em que o estrago já foi feito, a primeira medida é ficar de olho na pressão e no diabete.

De bem com a balança

Manter-se no peso ideal também é uma regra de ouro para seguir com os rins a mil. Indivíduos com o índice de massa corporal (IMC) nos parâmetros saudáveis ficam protegidos dos pés à cabeça e, nesse pacote de benesses, os filtros naturais saem ganhando. "Hoje em dia, existe uma epidemia mundial de obesidade. O excesso de peso leva à hipertensão e ao diabete. Quando hábitos saudáveis são adquiridos, o risco de sofrer com um problema no rim é bem menor", destaca o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo.

Alimentação equilibrada, rins a salvo

Tomar cuidado com o excesso de gordura e ingerir alimentos ricos em vitaminas e fibras vai colaborar bastante para a manutenção das funções renais. Quando o indivíduo já sofre com a DRC, é provável que seja obrigado a fazer algumas mudanças em seu cardápio. "Aí é importante adotar uma dieta com menor quantidade de proteína para evitar a sobrecarga renal", afirma Marcos Vieira. Esse menu deve ser avaliado pelo médico e por um nutricionista.

Analgésicos só com orientação

Remédios só deveriam entrar em cena com a indicação de um especialista. Até mesmo quando aparece aquela simples dor de cabeça, fuja da automedicação. Na hora, ela pode até ser solucionada, mas, a longo prazo, quem pode sofrer são seus rins. "Tanto os analgésicos quanto os anti-inflamatórios são capazes de prejudicá-los, se tomados em excesso, porque favorecem a ocorrência de doenças renais", alerta Nestor Schor. Procure sempre orientação médica para identificar o causador do incômodo e debelá-lo da melhor maneira possível. 

Devagar com a bebida

Quando ingerido com parcimônia, o álcool pode até beneficiar o trabalho dos rins. Os experts chegam a recomendar uma ou duas doses bem pequenas. Porém, enfiar o pé na jaca não vai agradar aos pequenos filtros, que sofrem indiretamente. "Em excesso, o álcool pode causar hipertensão, que vai evoluir até gerar problemas renais", adverte o nefrologista André Luis Baracat. A bebida também causa prejuízos ao fígado, o que, em última instância, vai desembocar em um estrago nos rins.

Apagar o cigarro em definitivo

No personagem principal desta reportagem, a atuação do fumo é tão nefasta quanto em outras partes do corpo. E a explicação está no surgimento de pequenos bloqueios, as placas de gordura, que diminuem o calibre dos tubos por onde circula o sangue. Isso causa problemas de pressão que, por sua vez, levam à DRC. "Os rins são cheios de vasos sanguíneos. O cigarro desencadeia inflamações que prejudicam o órgão", destaca o nefrologista André Luis Baracat, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.



14 de março de 2012

Desmatamento pode ser associado ao aumento de casos de malária

Segundo o estudo “A ocorrência de malária em quatro municípios do estado do Pará, de 1988 a 2005, e sua relação com o desmatamento”, o desmatamento pode ser um fator que influencia o aumento do número de casos de malária no estado do Pará. O artigo foi publicado na edição de março deste ano na Acta Amazônica. Os autores da pesquisa são Andressa Parente, Everaldo de Souza e João Batista Ribeiro, todos do programa de pós-graduação em Ciências Ambientais da Universidade Federal do Pará (UFPA).

A malária, segundo os pesquisadores, é uma questão de saúde publica mundial, pois é uma das doenças parasitárias de elevado índice de morbidade e mortalidade. Ela é de caráter sistêmico, febril e de transmissão vetorial e ocorre em regiões tropicais e subtropicais. No continente americano, o Brasil apresenta os maiores números de casos e o estado do Pará contribui, significativamente, com as elevadas taxas de incidência da doença, informam na publicação.

Para os autores, fatores como “o alto índice de desenvolvimento por migração nas últimas três décadas, crescimento urbano desordenado sem acompanhamento de infraestrutura sanitária e desmatamento” contribuem para a prevalência de endemias regionais. O estado do Pará reflete esta realidade regional e, nos últimos anos, apresentou altas taxas de infecções da malária, explicam. Há ainda o acelerado processo de desmatamento florestal, por causa dos processos econômicos – interesses madeireiros e agropecuários – e do avanço dos centros urbanos sobre a vegetação, acrescentam os autores.

Durante a pesquisa, a equipe observou que as maiores ocorrências de desmatamento – nos anos de 1988, 1995, 1996, 2000, 2002 e 2004 – são seguidas do aumento significativo na incidência de malária nos anos posteriores. Para os pesquisadores, “as modificações promovidas pelo homem no ambiente natural continuam propiciando a formação de habitats favoráveis à proliferação de mosquitos transmissores de infecções humanas”. Além disso, “há pouca informação sobre os possíveis impactos da mudança climática sobre a floresta tropical da Amazônia”, alertam.

“As atividades econômicas praticadas na região como garimpo, extração de madeiras e grandes projetos que demandam a exploração ambiental, são causas dos impactos ambientais e agravos à saúde”, afirmam os autores. Essas atividades econômicas alteram o padrão da endemia, ou seja, elas podem aumentar ou diminuir os casos, principalmente, se estiverem envolvidas com o processo de deslocamento populacional, ausência de investimentos em infraestrutura sanitária e de serviços de controle de malária que é uma doença endêmica na região Norte do país, explicam.

Os autores concluem que o desmatamento pode ser um fator, em menor ou maior intensidade, o qual contribui para a prevalência e flutuações nos casos da malária no estado do Pará. Entretanto, eles alertam que generalizar um perfil de malária para a região é um risco, devido às diversas realidades que há no local.

Da Agência Notisa



13 de março de 2012

Equipes de saúde percorrem estados com casos de beribéri

Agência Brasil

Brasília – A partir deste mês, municípios dos estados do Maranhão, Tocantins e de Roraima vão receber a visita de equipes do Ministério da Saúde. O motivo é o beribéri, doença causada pela carência da vitamina B1 no organismo. Desde 2006, o país vem notificando casos e em 2010 foram registradas três mortes.

A ideia é saber as causas do ressurgimento do beribéri no Brasil, que ficou sem registro da doença pelo menos por 80 anos, e a incidência nesses estados. Profissionais das três regiões serão capacitados para diagnosticar a doença, muitas vezes confundida com outras enfermidades.

“Um guia de consulta está pronto para orientar os profissionais. Não é um diagnóstico fácil, se confunde com um quadro de desnutrição”, disse Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde do ministério. “A nossa impressão é que seja pontual”.

Não há um levantamento nacional de casos de beribéri porque a notificação pelos médicos não é obrigatória, explicou o secretário.

Os sintomas do beribéri são cansaço, falta de ar, dificuldade de caminhar e dores nas pernas. A doença pode afetar o coração e levar à morte. O tratamento é a aplicação na veia e por via oral de vitamina, encontrada em alimentos como cereais, leite, ovos e peixe.

Os técnicos do ministério vão percorrer, até maio, comunidades indígenas de Roraima, as cidades de Araguaína e Tocantinópolis, no Tocantins; e Imperatriz e Açailândia, no Maranhão.

A Secretaria de Saúde maranhense já iniciou a investigação de nove casos suspeitos de beribéri registrados de 2011 até o início deste ano, de acordo com a superintendente de Epidemiologia, Maria das Graças Lírio.

Em 2006, o Maranhão enfrentou um surto de beribéri, com mais de 1,2 mil casos e 40 mortes. Na época, a causa foi uma toxina liberada por um fungo que contaminou uma produção de arroz, inibindo a absorção da vitamina B1. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) constataram que a maioria das vítimas era homens de 20 a 30 anos de idade, que viviam nas cidades.

Nos últimos 20 anos, especialistas têm encontrado focos isolados da doença na população mundial. O médico holandês Christiaan Eijkman foi o primeiro a descobrir que o beribéri era decorrente de deficiência na alimentação. O nome da doença significa "não posso, não posso", na língua do Sri Lanka.



5 de março de 2012

Cientistas descobrem remédio para câncer de pâncreas


Por Ana Araújo

Uma nova droga descoberta por cientistas publicada na última edição do noticiário médico Clinical Cancer, pode representar uma esperança para as vítimas de um dos cânceres mais fatais, o de pâncreas.

Uma nova droga descoberta por cientistas publicada na última edição do noticiário médico Clinical Cancer, pode representar uma esperança para as vítimas de um dos cânceres mais fatais, o de pâncreas.

A nova droga evita a multiplicação das células infectadas, ocasionando a morte destas e impedindo que o câncer se espalhe. As células saudáveis, mesmo podendo também ser atingidas pelo processo mais lento de multiplicação, sobrevivem ilesas ao processo.

Segundo informado pela revista Veja, atualmente, a sobrevida para os diagnosticados com este tipo de câncer é muito pouca, sendo que somente 6% dos pacientes sobrevivem pelos próximos 5 anos após a descoberta.

Aumentando a expectativa de longevidade, o teste já foi usado em 19 pacientes com câncer de pâncreas em estágio avançado, e casos de metástase. Destes, 11 conseguiram estabilizar a doença, que permaneceu assim por 113 dias, em média.

A descoberta é um alívio principalmente por se tratar de um tipo de câncer de difícil identificação. Segundo o site especializado Abc da Saúde, o sintoma mais comum é dor abdominal vaga, de pequena ou média intensidade, na região da “boca do estômago”, e por ser um sintoma simples, muitas vezes passa despercebido.

Normalmente, o paciente só se preocupa após os sintomas secundários aparecerem, como perca de peso e a icterícia, coloração amarelada da mucosa e da pele, diarréia, tromboflebites migratórias em locais diversos e diabete. Como o câncer já está em estágio avançado neste momento, o tratamento é dificultado.

Atualmente, o processo clínico mais comum é através de cirurgia, com retirada, sempre que possível, de todo tumor, e consequente parte do pâncreas, do duodeno e do colédoco.

Com a nova droga descoberta pelos cientistas, a cirurgia poderá ser evitada em muitos casos. No entanto, o medicamente ainda está em fase de testes e não tem previsão para entrar no mercado.



2 de março de 2012

A digestão começa pela boca

Cada dente tem uma função específica na mastigação e a ausência de apenas um dente pode causar prejuízo ao processo digestivo. Enquanto os incisivos e os caninos servem para cortar e dilacerar o alimento, os pré-molares e os molares trituram e moem. A pessoa que não mastiga direito engole pedaços maiores e mais difíceis de serem digeridos, sobrecarregando o estômago. Com o tempo, isso pode causar azia, refluxo, gastrite e outros problemas gastro-intestinais. O enfraquecimento dos dentes devido a traumas (acidentes) ou à perda óssea são fatores que agravam este quadro e acometem principalmente os idosos. Segundo o cirurgião-dentista e estomatologista, Jorge Scaff Júnior, "é comum o paciente tentar compensar a falta de um determinado grupo de dentes, forçando mais a mandíbula ou mastigando apenas de um lado, o que causa a chamada mordida torta. As conseqüências são dores de cabeça, dores musculares na região do pescoço e desgaste dos dentes". Em muitos casos, a melhor solução é optar pelo uso de próteses dentárias. "Contudo, ela tem que ser de boa qualidade e bem ajustada à boca do paciente, do contrário pode comprometer a mastigação e agravar ainda mais o problema", alerta Dr. Jorge.

A pessoa que não possui todos os dentes em boas condições acaba evitando certos alimentos essenciais à saúde, como carnes, verduras cruas e frutas, devido à dificuldade em mastigar. Isso limita a dieta aos alimentos moles ou pastosos como mingau, sopas ralas e legumes muito cozidos, causando deficiência de vitaminas e nutrientes. É importante incluir no cardápio do dia-a-dia pratos com couve-flor, brócolis (que ajuda a prevenir o câncer de estômago), cenoura e beterraba, ricas em vitamina A. Entre as frutas, não podem faltar pêra e maçã, que facilitam a digestão, e manga, uma boa fonte de fibras. Para os idosos ou aqueles indivíduos que perderam um ou mais dentes, o ideal é procurar o dentista que irá indicar a prótese mais adequada. Função dos Dentes Os dentes são divididos em quatro grupos distintos, cada um com sua tarefa específica. Veja quais são eles: Incisivos: são os quatro dentes da frente, que dão início ao processo de mastigação e têm a função de cortar o alimento. Caninos: quatro dentes localizados ao lado dos incisivos. São maiores e mais fortes dentes da boca e servem para dilacerar. Pré-molares: formam quatro pares de dentes (oito no total), que se localizam logo após os caninos. Muito parecidos com os molares, o trabalho deles é triturar o alimento, deixando-o em porções menores. Molares: são os últimos dentes da boca, distribuídos em quatro conjuntos de três dentes (12 no total). São responsáveis pela fase final da mastigação, moendo o alimento, antes da deglutição. Fonte: Jorge Scaff Júnior



2 de março de 2012

Pesquisa revela que 45% das gestantes não planejaram a gravidez

Da Agência Brasil

Brasília – Dados preliminares de uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam que 45% das brasileiras que dão à luz não planejam a gravidez. O estudo Nascer no Brasil: Inquérito sobre Parto e Nascimento já ouviu 22 mil mulheres, de um total de 24 mil que serão entrevistadas em 191 municípios.

O levantamento, de acordo com a Fiocruz, tem como objetivo conhecer as principais complicações maternas e de recém-nascidos registradas no país, por meio de informações sobre interrupção de gravidez, assistência pré-natal, e local e acompanhamento do parto.

Dados aferidos até o momento mostram ainda que 53% dos partos no Brasil são cesarianas, com prevalência nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.



29 de fevereiro de 2012

Padilha: número de transplantes de córnea aumentou, mas falta acesso à assistência oftalmológica

Da Agência Brasil

Brasília – Ao participar do 4º Fórum Nacional de Saúde Ocular, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje (29) que os transplantes de córnea realizados no país em 2011 aumentaram 60% em relação ao ano anterior. Ele lembrou que, no entanto, a universalização do acesso à assistência oftalmológica – sobretudo na infância – ainda não foi alcançada.

“O Brasil, cada vez mais, tem dado mostra de que está disposto a assumir um papel mais importante na questão da saúde, no desenvolvimento de pesquisa e na inovação tecnológica. O campo da oftalmologia é um dos principais nesse esforço do Brasil em ocupar um espaço no mundo”, destacou.

Dados da pasta indicam que, no ano passado, as cirurgias de catarata aumentaram cerca de 20% em relação a 2010. Ainda assim, de acordo com o próprio ministro, o país precisa reduzir o tempo de espera para cirurgias eletivas como essas. O problema, segundo Padilha, afeta uma parcela importante da população brasileira que não tem acesso a procedimentos de alta complexidade.

“Nenhum país do mundo, com a nossa dimensão, assumiu o desafio que o Brasil assumiu de tentar levar saúde pública gratuita para toda a população”, disse. “Precisamos de mais recursos, mas temos que ser implacáveis nos desvios”, completou, ao pedir o apoio dos profissionais de saúde na fiscalização da aplicação de investimentos federais.

“Um país que envelhece cada vez mais, que é acometido por doenças crônicas relacionadas ao envelhecimento, precisa mais ter oftalmologistas formados com qualidade”, ressaltou.



22 de fevereiro de 2012

O problema do mau hálito tem solução

O mau hálito é um problema sério que tem solução e deve ser tratado, pois a sua repercussão psicológica e social é devastadora

O portador do mau hálito acaba sendo discriminado em seu próprio grupo social. Os casos de halitose não podem ser explicados por um único mecanismo. A halitose tem mais de 50 causas que precisam ser bem investigadas e tratadas. Aproximadamente 90% dos casos têm origem bucal. Uma das causas mais comuns da halitose é a diminuição da quantidade de saliva, favorecendo a formação de uma placa bacteriana esbranquiçada na parte posterior da língua (saburra lingual). A saburra é formada por restos alimentares e bactérias anaeróbias proteolíticas que se alimentam das células epiteliais descamadas, também presentes na saburra. Neste processo ocorre a liberação de compostos de cheiro desagradável (composto sulfurados voláteis-CSV), produzindo mau hálito.

A halitose se deve a vários possíveis motivos (causas primárias), que podem induzir a formação de saburra por xerostomia (diminuição do fluxo salivar). Se o objetivo é a cura da halitose, a causa primária da cada paciente, individualmente, precisa e deve ser investigada. Tratada a causa primária, a condição secundária (diminuição salivar; saburra lingual e mau hálito) desaparece. São causas primárias: uso de alguns tipos de medicamentos, stress, ansiedade (causam diminuição da quantidade de saliva), má higiene bucal, cárie, problema periodontal, amigdalite, sinusite, cáseos, adenóide, hipoglicemia, prisão de ventre, diabetes, alterações hepáticas, pulmonares, renais, intestinais e outras. A halitose não é somente causada por problemas locais, mas pode também ser um indicador de desordens sistêmicas sérias. Existem 3 tipos de pacientes: 1) O que apresenta hálito e desconhece o fato (o indivíduo não percebe o seu próprio hálito porque está acostumado a ele. Quando o odor é constante, ocorre fadiga olfatória e por esse motivo não é percebido). As pessoas estariam prestando um favor ao portador da halitose em avisá-lo. 2) Paciente apresenta hálito e sabe. 3) Paciente reclama da hálito, mas não tem. Hoje em dia já existe tratamento para o mau hálito e até mesmo um aparelho (Halimeter) que mostra se o paciente é portador de mau hálito e em que quantidade.

Existe também o teste de fluxo salivar, para medir a quantidade de saliva. O importante é diagnosticar o mau hálito, descobrir a causa e fazer o tratamento. Para o sucesso do tratamento, todas as orientações dadas pelo profissional ao paciente devem ser rigorosamente seguidas. O mau hálito é um problema sério que tem solução e deve ser tratado, pois a sua repercussão psicológica e social é devastadora. O portador do mau hálito acaba sendo discriminado em seu grupo social. A halitose agride as pessoas que convivem com o portador, que começam então a se distanciar dele. O parceiro afetivo começa a evitar uma maior aproximação. Quando o portador da halitose sabe do seu problema, ele fica inseguro e frio em seus contatos. Ele passa a ser discriminado em seu trabalho e na suas relações afetivas. paciente com halitose tem maior predisposição a gastrite, amigdalite, pneumonia, periodontite e outras doenças (à medida que a saburra se forma, ela passa a ser um meio propício também à instalação e à proliferação de microorganismos patogênicos cuja porta de entrada é a boca). Posteriormente, estes microrganismos poderão se instalar no sulco gengival (causando doença periodontal), nas amígdalas (causando amigdalite), nos pulmões (causando pneumonia), no estômago (caso do Helicobacter pylori, causando gastrite). Ao se tratar a saburra (e o hálito) estamos prevenindo o possível aparecimento de outras doenças sistêmicas, que têm como porta de entrada a cavidade bucal. Dra. Jacqueline Chaves Duarte Palhares Cirurgiã-dentista, membro da Associação Brasileira de Odontologia, da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca.



17 de fevereiro de 2012

Como ter um sorriso Perfeito?

Não são apenas as cáries que estragam a beleza do seu sorriso e a saúde de seus dentes. 

Dentes perfeitos também precisam estar no lugar certo.

Não são apenas as cáries que estragam a beleza do seu sorriso e a saúde de seus dentes. O mau posicionamento dos dentes nas arcadas atrapalha a estética e dificulta a mastigação, a higiene, a fala e, de quebra, ainda compromete as gengivas e a ATM, a articulação que existe na face, um pouco à frente das orelhas. Tanto é que tem adulto sofrendo de dores de cabeça, por exemplo, sem saber que a sua ATM está afetada por causa do mau posicionamento dos dentes, o que poderia ser tratado na adolescência. Por isso, é muito importante que eles estejam no lugar certo.

Falta de espaço

Este é um dos motivos mais freqüentes para que os dentes não nasçam na posição correta. Às vezes, a menina perde um dente de leite antes do tempo e o espaço destinado ao permanente fica menor. Para outras, os permanentes são grandes demais para o tamanho da arcada. Hábitos como chupar dedo, apoiar constantemente o rosto na mão de um lado só, por exemplo, também contribuem para esse desarranjo geral.

Independentemente da causa, quem tiver os dentes desalinhados precisa consultar o ortodontista, que é o dentista especializado em colocar o aparelho. O tratamento, em geral, é feito por meio de aparelhos móveis ou fixos. Os primeiros ajudam no crescimento ósseo. Daí, são mais indicados nos casos em que ainda existe possibilidade de aumentar a maxila, por exemplo. Nas meninas, o crescimento desse osso pode se estender até os 12 anos.

Já os fixos são indicados para quando o dentista precisa mexer na posição dos dentes, empurrando um pouco os que estão salientes, ou trazendo-os mais para a frente, ou ainda descruzando a mordida, isto é, quando os dentes inferiores se encaixam errado por cima dos superiores, entre outros problemas.

O tempo de uso do aparelho também vai depender do caso, do tipo de aparelho e em grande parte da colaboração do paciente. Isso quer dizer que se você, por exemplo, só usa seu aparelho móvel dentro da gaveta, o resultado do seu tratamento, claro, será igual a zero.

Será que preciso usar aparelho?

A melhor pessoa para responder a essa pergunta é o seu dentista. Depois de um exame clínico e da análise de suas radiografias, o profissional poderá dizer com certeza se você vai precisar ou não de aparelho ortodôntico para alinhar melhor os seus dentes. Em geral, ele é necessário quando...   Os ossos maxilares (superiores) e a mandíbula (inferior), nos quais se encaixam os dentes, não têm espaço suficiente para acomodar direito os permanentes. Nesse caso, pode ocorrer um apinhamento, quando os dentes se apresentam tortos, um em cima do outro.

• Há perda de espaço devido à queda precoce do dente de leite. Por isso, alguns dentes permanentes não conseguem nascer por falta de espaço e às vezes ficam retidos dentro do osso.

• A mandíbula está muito para trás ou para a frente em relação à maxila, impedindo que os dentes superiores se encaixem direito com os inferiores.

• A mandíbula está desviada para um dos lados, causando mordida cruzada.

• Os dentes da frente estão muito projetados devido ao uso de chupeta ou ao hábito de chupar o dedo na infância.

• A pessoa respira pela boca constantemente e, por causa disso, os dentes anteriores ficam projetados para a frente e o céu da boca fica muito fundo.

• A pessoa engole de forma inadequada, fazendo com que a língua se projete para a frente, alterando a posição dos dentes. De qualquer maneira, fica valendo o aviso lá de cima: ninguém melhor do que o seu dentista para avaliar o seu caso.

Sempre limpos

Quem usa aparelho precisa redobrar os cuidados com a higiene e com o aparelho propriamente dito.

• Peça ao seu dentista que a oriente na escovação de seus dentes com o aparelho. A técnica é diferente da que você está acostumada para higienizar seus dentes ao natural. Peça a ele que avalie, a cada visita, se você está escovando direitinho, principalmente no começo.

• Você pode comer de tudo, mas cuidado com alimentos duros como pipoca, amendoim, cenoura crua, entre outros, que podem quebrar as peças do aparelho. Chicletes e balas jujuba, por serem produtos pegajosos, assim como frutas fibrosas (abacaxi, manga), também dificultam a higienização do aparelho.

• Se você pratica esportes e usa aparelho móvel, lembre-se de retirá-lo na hora do jogo ou do exercício físico. Se você usa o fixo e pratica algum esporte de contato como futebol, basquete ou artes marciais, peça ao seu ortodontista um protetor bucal semelhante ao usado por lutadores de boxe. Para esportes individuais, como natação, essa proteção não é necessária.

Consultora: Silvia Fazano Lazzuri, ortodontista.



15 de fevereiro de 2012

Periodontite ou piorreia: é uma inflamação crônica que

 acomete gengiva

A periodontite – conhecida popularmente como piorréia – é uma inflamação crônica que acomete gengiva, osso e ligamentos de suporte dos dentes que se dá, principalmente, pelo acúmulo de bactérias nestas regiões. Ela é uma das principais causas de perda de dentes em adultos e a principal causa em pessoas idosas. 


Esta doença pode, também, promover mobilidade e mudança de posição dos dentes e seus sintomas incluem sangramento gengival, alteração do paladar, sensibilidade dental, dores e desconfortos gengivais, alteração da cor dos dentes, mau hálito e tártaro – uma vez que há formação de bolsas nestas regiões, geralmente permeadas de bactérias, e destruição óssea. Em muitos casos, os dentes da frente podem se projetar para fora e pode ocorrer presença e acúmulo de pus.

Atualmente percebe-se uma relação desta doença com artrite reumatóide, doenças renais, diabetes e osteoporose. Infarto agudo do coração, partos prematuros, infecções pulmonares e úlceras também têm sido associados à periodontite. Entretanto, poucos estudos foram feitos no Brasil e há poucas pesquisas conclusivas.

Uma boa higiene bucal e visitas periódicas ao dentista previnem o aparecimento da infecção, uma vez que a formação de placas bacterianas é um dos fatores principais do aparecimento desta. Fumo, bruxismo, deficiências nutricionais, medicamentos e doenças emocionais podem potencializar os efeitos da periodontite.

O tratamento consiste em raspagens e, em casos mais acentuados, cirurgias periodontais. Pode ser necessário o uso de antibióticos.

Por Mariana Araguaia

Graduada em Biologia



14 de fevereiro de 2012

Anvisa decide sobre adição de sabores a cigarros 

A diretoria  da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decide hoje (14) sobre o fim da adição de sabores a cigarros e outros produtos derivados do tabaco.

Em dezembro do ano passado, a Anvisa promoveu uma audiência pública para debater a proposta de acabar com os cigarros aromatizados - aqueles com sabor mentolado, doce ou de especiarias. A agência reguladora argumentou que os cigarros com sabor estimulam jovens e adolescentes ao hábito de fumar.

A proposta dividiu opiniões das entidades de saúde e dos produtores de fumo. Para as organizações da sociedade civil e institutos de saúde, a indústria recorre aos aromatizantes, flavorizantes e ao açúcar para atrair o público jovem. Os fabricantes rebatem que não existe comprovação científica de que os aditivos aumentem o consumo e alegam que a ausência dessas substâncias inviabiliza a produção de fumo no Brasil.

De 2007 a 2010, subiu de 21 para 40 o número de marcas de cigarros com aroma registradas na Vigilância Sanitária, segundo a Anvisa.



10 de fevereiro de 2012

O que você precisa saber sobre infarto

O infarto é a principal causa de mortes em todo o mundo e a segunda no Brasil, principalmente entre homens abaixo de 40 anos. Veja informações essenciais para evitar este distúrbio do coração.

Não é qualquer dor no peito que significa um risco cardíaco, o problema pode ter origem digestiva como refluxo, gases, gastrite e úlcera; respiratória como embolia pulmonar; muscular ou até emocional, como ansiedade ou síndrome do pânico.

Por tanto, se a dor for constante, o médico deve sempre ser procurado. Em caso de dores mais fortes, um especialista deve ser procurado imediatamente, pois o atendimento rápido é extremamente importante caso seja realmente um infarto.

Uma dica é ter sempre em mente o número do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Samu: 192.

Os sinais mais clássicos de um infarto são: palidez, suor, aperto, desconforto ou queimação no peito, formigamento nos ombros, vômito, cansaço e falta de ar, náusea.

Outros sintomas ainda podem ser dor no estômago, nas costas, nos braços, na mandíbula (parte inferior) ou no maxilar (superior), no pescoço, e até ausência de dor, no caso dos diabéticos.

Nestes casos, tome um remédio e tente corrigir a postura, caso estas medidas melhorem a dor, há grande possibilidade de não ser infarto.

Uma das melhores formas de evitar o ataque é controlando o peso, o estresse, a glicose (diabetes) e o sal (hipertensão). Ter uma alimentação saudável, fazer atividade física, evitar cigarros e medicamentos incorretos ou desnecessários são cuidados essenciais.

Caso acredite estar realmente tendo um infarto ou esteja acontecendo com alguém próximo, direcione ao hospital mais próximo, mesmo que não seja o melhor ou o de costume. O tempo é primordial.

A boa notícia é que a maioria dos infartados podem voltar a ter uma vida normal, caso passem a praticar uma vida mais saudável. A prevenção ainda é o melhor aliado da saúde.



6 de fevereiro de 2012

Saúde libera quase R$ 26 bi para combater

 doenças negligenciadas

O Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 25,9 bilhões para ações de controle de doenças como a hanseníase e a esquistossomose, conhecidas como neglicenciadas.Elas são provocadas por agentes infecciosos ou parasitas e consideradas endêmicas em populações de baixa renda

Ministério libera quase R$ 26 bi para combate a doenças negligenciadas

Da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Saúde anunciou hoje (1º) a liberação de R$ 25,9 bilhões para ações de controle de doenças como a hanseníase e a esquistossomose, conhecidas como doenças negligenciadas.

De acordo com a pasta, o repasse será feito para os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, com foco em ações de vigilância epidemiológica. Além da hanseníase e da esquistossomose, estão incluídas no grupo o tracoma e a geohelmintíases.

As doenças negligenciadas são provocadas por agentes infecciosos ou parasitas e são consideradas endêmicas em populações de baixa renda. Os municípios selecionados, segundo o ministério, estão localizados em regiões consideradas endêmicas.

A pasta informou que, em 2011, os investimentos em laboratórios públicos produtores de medicamentos para assistência a doenças negligenciadas foi de R$ 54 milhões. Em 2000, o total era apenas R$ 8,8 milhões.

Na última segunda-feira (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que as doenças negligenciadas tropicais atingem mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.

Confira os estados e os valores a serem destinados na lista abaixo.

Unidade da Federação

Valores (em R$)

Acre

278.000,00

Alagoas

1.146.000,00

Amazonas

329.000,00

Amapá

30.000,00

Bahia

2.677.000,00

Ceará

1.892.000,00

Distrito Federal

100.000,00

Espírito Santo

776.000,00

Goiás

1.000.000,00

Maranhão

3.386.000,00

Minas Gerais

1.040.000,00

Mato Grosso do Sul

150.000,00

Mato Grosso

1.550.000,00

Pará

2.993.000,00

Paraíba

455.000,00

Pernambuco

3.072.000,00

Piauí

756.000,00

Paraná

100.000,00

Rio de Janeiro

560.000,00

Rio Grande do Norte

171.000,00

Rondônia

728.000,00

Roraima

296.000,00

Rio Grande do Sul

172.000,00

Santa Catarina

233.000,00

Sergipe

985.000,00

São Paulo

296.000,00

Tocantins

741.000,00

TOTAL

25.912.000,00

Fonte: Ministério da Saúde



31 de janeiro de 2012

Garoto peruano carrega feto de irmão gêmeo na barriga

Um garoto de três anos de idade vai passar por uma cirurgia no Peru para retirada do feto de um irmão gêmeo, que ficou alojado dentro de sua barriga.

A operação no jovem Isbac Pacunda estava marcada para esta segunda-feira (30), após exames de tomografia e ecografia terem detectado o feto de 700 gramas e 25 centímetros de tamanho.

Para os médicos que cuidam do caso, a chance de um feto acabar dentro do corpo do irmão gêmeo é de 1 a cada 500 mil nascimentos.

Segundo Carlos Astocondor, cirurgião pediatra que participa dos cuidados ao jovem peruano, casos como o de Isbac acontecem quando o óvulo fecundado está se formando e antes do início da criação do embrião.

O feto dentro de Isbac não chegou a desenvolver cérebro, coração, pulmões ou intestinos, mas possui couro cabeludo no crânio, ossos de membros superiores e inferiores e ossículos nas mãos e nos pés.

O pai do garoto, Leonidas Pacunda, saiu com o filho de Ajachin, uma comunidade de índios aguarunas na região amazônica de Loreto, e viajou por 375 quilômetros até a cidade de Chiclayo, capital da região de Lambayeque, a 660 quilômetros a noroeste de Lima.

Há três anos, os responsáveis pelo parto de Isbac disseram a Leonidas que ele seria pai de gêmeos, mas o agricultor nunca chegou a entender o que havia acontecido com o outro filho. Nenhum feto havia sido detectado no corpo de Isbac até Leonidas resolver levar o jovem até o Hospital Las Mercedes, em Chiclayo.


Fonte: G1 



20 de janeiro de 2012

Cirrose hepática: prevenção ainda é o melhor remédio

Em artigo, médico descreve os riscos e causas da doença

Cirrose hepática é uma condição relativamente comum em países desenvolvidos, tão bem quanto em países em desenvolvimento, e corresponde à substituição das células normais do fígado por um tecido de fibrose (material amorfo, sem vida e função).

A cirrose pode ocorrer devido a inúmeros fatores, incluindo hepatites virais crônicas (vírus B e C), abuso de álcool, síndrome metabólica (esteatohepatite; inflamação do fígado, por infiltração de gordura), doenças autoimunes e, mais raramente, doenças metabólicas de origem hereditária.

É uma condição crônica de evolução lenta, porém, atingindo o fígado neste estágio de doença, ela é irreversível e suas complicações podem tornar-se fatais. Cirrose hepática é a 8ª causa de óbito, no mundo ocidental, em indivíduos entre 15 e 59 anos de idade, ou seja, na juventude e maturidade.

O que mais nos preocupa é a constante luta que travamos entre o triste desfecho da doença e a reflexão tardia dos pacientes a respeito de hábitos que contribuíram para a ocorrência. Um paciente cirrótico com hemorragia digestiva por varizes esofagianas, com ascite (barriga d’água) e encefalopatia terá uma única chance no transplante de fígado, difícil e demorado. Muitos vão a óbito na fila de espera.

Razoável seria prevenir a doença e suas complicações.

A vacinação da hepatite  B, o tratamento do vírus C, o uso moderado e menos frequente do álcool e o combate a esteatose hepática através de dieta adequada, controle do peso, da glicemia e dos lipídios sanguíneos são todos factíveis, menos oneráveis e passíveis de realizar-se.

O mundo moderno é o mundo da prevenção. Caso já tenham evoluído para a cirrose, ainda assim, deveriam prevenir e evitar suas complicações.

José Galvão-Alves é médico, membro da Academia Nacional de Medicina 



20 de janeiro de 2012

Butantan: Vacina oral contra hepatite B será testada em breve

Experiências em laboratório mostraram eficácia do novo método de imunização

Da Agência Brasil

O Instituto Butantan informou nesta quarta, em nota divulgada pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, que serão iniciados este ano os testes em humanos de imunização por via oral contra a hepatite B. Até agora, a vacinação vem sendo feita por meio de injeções subcutâneas. A secretaria não informou, porém, a data em que começam os testes.

De acordo com a nota, estudos inéditos do Instituto Butantan permitiram a descoberta de novo adjuvante, a sílica nanoestruturada, que auxilia na produção de anticorpos para neutralizar o vírus. 

"Sem o adjuvante, isso era impossível, já que não existia uma maneira de estimular o sistema imunológico, sobrepassando as condições adversas de acidez do sistema gastrointestinal", diz o texto.

Segundo o documento, o novo método de aplicação pode contribuir para o aumento da cobertura vacinal e a redução dos custos da vacinação. As experiências em laboratório mostraram eficácia na imunização e já estão sendo tomadas as providências necessárias para a fase seguinte, que é a da pesquisa clínica, acrescenta a nota.



18 de janeiro de 2012

Álcool é uma das principais causas de morte no mundo

Junto de sedentarismo, cigarro e má alimentação são os fatores de

 risco para doenças, diz OMS

Cerca de 15% dos alcoólatras morrerão de cirrose e 20% a 30% dos casos de câncer estão associados ao consumo do álcool, afirma o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp. Esse número ganha proporções ainda mais preocupantes se levarmos em conta que o Brasil ocupa, hoje, o 4º lugar no ranking dos países que mais consomem bebidas alcoólicas o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.  

Considerada uma droga lícita, o álcool figura entre os quatro fatores de risco que desencadeiam doenças crônicas levando à morte, segundo relatório recém divulgado pela OMS. O cigarro, a má alimentação e o sedentarismo são as outras causas apontadas pelo órgão, o que significa que os aspectos comportamentais configuram os principais motivos de mortes no mundo.

“A carga de doença ocasionada pelo álcool é muito alta, de 10% a 12% no Brasil, maior que o cigarro”, ressalta o especialista. Segundo ele, não há um controle social do álcool no País, onde existem aproximadamente 1 milhão de pontos de venda, e as propagandas comerciais são descontroladas, o que leva a um aumento do custo das doenças provocadas pela droga.

Dentro deste cenário, a nova lei adotada pelo estado de São Paulo que proíbe o consumo e venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos representa uma medida positiva para a população, uma vez que nove em cada dez alcoólatras começam a beber ainda na adolescência. Mas para o psiquiatra ainda não é o suficiente, outra atitude "é a proibição da propaganda nos meios de comunicação, cujo projeto de lei tramita no Congresso”, comemora.



18 de janeiro de 2012

Musculação reduz pressão arterial em hipertensos

Efeito permanece por até quatro semanas após a interrupção do treinamento

Portadores de hipertensão que realizaram treinamento de força (musculação) conseguiram reduzir a pressão arterial a níveis semelhantes aos obtidos por meio de medicamentos, revela uma pesquisa da USP. O estudo comprova que o treino de força é seguro para os hipertensos, desde que com acompanhamento médico e de profissionais de atividade física. O trabalho também mostrou que a redução da pressão permanece por até quatro semanas após a interrupção do treinamento. 

A pesquisa com hipertensos faz parte da pesquisa de Doutorado em Biofísica de Newton Rocha Moraes, realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orientada pelo professor Ronaldo Carvalho e co-orientada por Reury Bacurau, professor do curso de Ciências da Atividade Física da EACH. “Na literatura científica há vários estudos que mostram o efeito positivo do exercício aeróbio, como corridas e natação, no controle da pressão”, diz Bacurau, “mas o benefício da musculação era pouco conhecido”.

Participaram do estudo 15 homens com hipertensão moderada, que utilizavam medicação, com média de idade em torno de 46 anos. Durante seis semanas antes do início do treinamento, com supervisão médica, os medicamentos foram gradativamente retirados. “Os pacientes eram examinados periodicamente e não tinham nenhuma outra doença crônica, como diabetes”, aponta o professor da EACH. Os exercícios foram realizados durante 12 semanas, trabalhando sete grupos musculares (abdômen, pernas, parte interna e externa das coxas, ombros, biceps e tríceps) três vezes por semana, em dias não consecutivos.

“Apesar do treino ser o mesmo que é voltado para iniciantes, os participantes realizavam musculação convencional, ou seja, três séries em cada aparelho com carga moderada, e não em circuito, mudando de aparelho a cada série, com carga baixa”, ressalta Bacurau. Com o treinamento, a média de pressão dos pacientes, que era de 153 milímetros (sistólica, associada ao bombeamento de sangue pelo coração) e 96 milímetros (diastólica), caiu para 137 milímetros (sistólica) e 84 milímetos (diastólica). “A redução está no mesmo patamar que é obtido com a medicação”, destaca o professor.

Redução

De acordo com Bacurau, esperava-se uma redução média da pressão em torno de 5 milímetros, o que já seria considerado um resultado satisfatório. “No entanto, esse indice foi de aproximadamente 13 milímetros, o que comprova o efeito positivo do treinamento de força”, observa.

Depois do final do período de treino, os pacientes foram acompanhados durante quatro semanas. “Verificou-se que eles mantinham o mesmo efeito de queda da pressão registrado durante o tempo de realização dos exercícios”, afima o professor da EACH. “Este resultado é imporante, porque serve como estímulo ao hipertenso a continuar com a musculação, ajustando o treinamento às suas necessidades de vida”.

A pesquisa também mostrou que os participantes tiveram aumento da força física e da flexibilidade. “Há uma tendência de que a pressão aumente conforme a idade, numa fase em que as pessoas tem mais dificuldade para se movimentar e menos força para executar até tarefas simples”, afirma Bacurau. “Antes se acreditava que a musculação poderia ser perigosa para os hipertensos pelo risco de problemas cardíacos, mas hoje as pesquisas mostram seu potencial na redução de problemas cardiovasculares”.

O professor recomenda que as pessoas interessadas em fazer treinamento de força procurem orientação de médicos e profissionais de atividade física. “O ideal é fazer mais de um tipo de exercício, realizando também atividades aeróbias, que já tem efeito comprovado no controle da pressão arterial, além de outros benefícios”, conclui.



13 de janeiro de 2012

Câncer de pele pode atingir 134 mil brasileiros em 2012

Estimativa divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) indica que a doença responde por 25% do total de tumores malignos detectados no país. Instituto Oncoguia alerta para fatores de risco e prevenção o ano todo.

A incidência é maior em pessoas de pele e olhos claros, que se expõem frequente e prolongadamente ao sol. Mas, o câncer de pele, tipo mais comum em pessoas com mais de 40 anos e que, segundo o Inca, atingirá 134.170 brasileiros em 2012, pode ocorrer em qualquer pessoa que se expõe excessivamente aos raios solares em horários impróprios (entre 10h e 16h) ou que tenham histórico da doença na família.

“Se for feito um diagnóstico precoce seguido de tratamento imediato, a maioria dos cânceres de pele podem ser curados”, afirma Luciana Holtz, presidente e diretora executiva do Instituto Oncoguia, organização não-governamental dedicada à promoção do acesso ao cidadão brasileiro à informação, prevenção, diagnóstico e tratamento, a fim de acabar com o preconceito, o sofrimento e as mortes causadas pelo câncer.

O câncer de pele responde por 25% do total de tumores malignos detectados no país e seus tipos mais frequentes são carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma, este último o mais raro e também o mais maligno, por ter capacidade de se espalhar. O melanoma pode ocorrer sobre uma pinta já existente ou surgir sobre a pele normal.

“A recomendação é usar protetores solares e evitar a exposição ao sol e observar o aparecimento de feridas que não cicatrizam, de manchas escuras ou nódulos na pele, ou de alterações em pintas como aumento, modificação da cor, prurido ou sangramento”, aconselha o dr. Rafael Kaliks, diretor médico de Oncologia do Instituto Oncoguia.



10 de janeiro de 2012

Krokodil - Nova droga transforma viciados em zumbis e corrói pele,músculos e deixa ossos à mostra

Nova droga apodrece usuários até a morte

A nome da novidade para os viciados em drogas, sejam elas ilícitas e lícitas, chama-se Krokodil - de origem russo, cujo significado é crocodilo. A escolha do nome foi devido os primeiros efeitos colaterias que aparecem, que são pele em tom esverdeado e cheia de escamas, como a de um crocodilo. A droga é uma versão caseira da desomorfina, pois é composta de vários componentes químicos, inclusive morfina. A droga também tem efeitos sedativos e analgésicos, só que Krokodil chega a ser 10 vezes mais forte que a própria morfina. O que sabe é que ela teria aparecido na Sibéria e no Extremo Oriente russo por volta de 2002, mas em 2009 transformou em uma epidemia na Rússia, desde então a apreensão subiu cerca de 23 vezes,segundo o chefe do Serviço Federal de Controle de Drogas, Viktor Ivanov.

"Soa como um enredo de filme de terror - uma droga barata e viciante disponíveis em uma terra estrangeira, que transforma a pele do usuário uma cor escamosa verde. Logo apodrece a carne, fazendo a pele do usuário parecer a de um crocodilo, deixando ossos e tecido muscular exposta ao mundo. Mas a droga russo conhecido como krokodil é real." - assim começou a matéria de Keith Veronese colunista do io9, comparando a droga com um filme de terror.

Krokodil se tornou uma opção para os viciados que não tem dinheiro para comprar a droga mais consumida na Rússia, a heroína, que chega custar cerca de R$ 170 reais, a nova está saindo por volta de R$ 10 [US $ 6 - $ 8 EUA por injeção]. O país que é o maior 'consumidor' da droga (heroína) que pode ser injetada, inalada ou fumada, que segundo o Ministério da Saúde da Rússia, são 30 mil pessoas morrendo todo ano. Além de morrerem devidos os estragos deixados no organismo como: colapso dos vasos sangüíneos, infecção bacteriana das válvulas do coração, abcessos, doenças do fígado e rins, pneumonias e tiberculose, o número soma-se casos de HIV, Hepatite B e Hepatite C que foram contraídos ao compartilharem seringas ou agulhas. A nova droga promete mais.

Segundo os orgãos do governo russo, a nova droga é facilmente feita a partir de codeína (vendido nas fármacias russas sem a necessidade de prescição médica), iodo e fósforo vermelho(encontrado nas caixas de fósforo comuns). Essa desomorfina caseira é considerado pelas organizações de saúdes altamente perigosas pois possuem produtos tóxicos e corrosivos, existem casos registrados em que na composição da droga foram encontrados gasolina, soda e thinner. O governo russo não está conseguindo impedir a produção, pois os viciados estariam produzindo-a dentro da própria cozinha da casa onde moram. A droga é cozinhada e injetada ainda quente na veia. Os efeitos da Krokodil duram aproximadamente 90 minutos, de muita euforia e dores, enquanto a heroína pode chegar oito horas, dependendo da pessoa.

O local por onde entra a substância, sangra e com as devidas repetições - por causa do vício, começam a gangrenar e se não tratado causa invasão da corrente sanguínea levando a pessoa a morte. Nos casos mais graves registrados, pessoas apodreceram até a morte.

Faz alguns meses que estão disponiveis vídeos no Youtube, vindos da Rússia, onde são exibidas pessoas (ainda vivas) em fase de decomposição, mostram os estágios que a droga pode chegar. A pele começa a cair até expor os músculos e ossos, amputações são resultados comum das partes afetadas."Uma peculiaridade triste do sistema de reabilitação na Rússia é que o governo pouco faz para ajudar" acusa o site de noticia Time Word.

O Ministério da Saúde do Brasil, que não sabe informar se a droga já chegou ao país. Será que nosso país estaria preparado para receber essa nova droga? Cocaína e o Crack podem ganham um concorrente, isso é só questão de tempo.



6 de janeiro de 2012

Médicos lutam para remover tumor de 102 kg de paciente

Hanói (Vietnã) - Cirurgiões vietnamitas estão lutando para remover um tumor mais de 100 quilos da perna de um homem. Nguyen Duy Hai está internado em um hospital na província de Ho Chi Minh City, depois de conviver com o crescimento do tumor desde que ele tinha quatro anos.

A operação para a retirada do tumor deverá durar cerca de 10 horas e é considerada de grande risco. Para reduzir a chance de danos, a equipe médica será liderada pelo cirurgião norte-americano McKay McKinnon e acontecerá nesta quinta-feira, conforme reportagem do The Sun.

Segundo o hospital, a operação tem 50% de chance de ser bem sucedida.

Hai, 31, que sofre de uma desordem genética rara, teve parte de sua perna amputada quando tinha 17 anos. Mas o tumor, que não é canceroso, continuou a se expandir, tornando difícil para ele andar e dormir.

Este é o maior tumor já registrado em todo o país. O hospital afirmou que apesar dos elevados riscos, Hai decidiu ir em frente com a operação.

"Este é um procedimento enorme, com muitos riscos, incluindo o de morte durante a cirurgia ou cuidados pós-operatórios", afirmou o hospital em um comunicado.

Dr. McKinnon é famoso por ter removido com sucesso um tumor de cerca de 80 quilos de uma paciente romena em 2004.



5 de janeiro de 2012

Guia da Anvisa orienta panificadoras a produzir

 pão com menor teor de sal

Da Agência Brasil

Brasília – Com o objetivo de reduzir o consumo de sal no país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um guia com orientações para as padarias e outras empresas de alimentação fabricarem o tradicional pãozinho com menor teor de sal.

Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009,  mostram que o brasileiro consome pelo menos um pão francês por dia, principalmente no café da manhã ou no lanche da tarde. Uma unidade do pãozinho, tamanho habitual de 50 gramas, tem cerca de 320 miligramas (mg) de sódio (correspondente a 40% da composição do sal). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda consumo diário de 2 mil mg, equivalente a uma colher de chá de sal.

No guia, uma das dicas é diminuir a adição de sal à farinha de trigo, um dos ingredientes da massa. Em dezembro passado, o Ministério da Saúde e as indústrias de massa, trigo e panificação firmaram acordo que prevê a diminuição dos atuais 2% de sal no pão francês para 1,8% até 2014. Batatas fritas, bolos prontos, salgadinhos de milho e biscoitos recheados também estão na lista do acordo.  

“Isso significa que em 2011 uma receita que utiliza 50 quilos de farinha de trigo e que, tradicionalmente, é adicionada de 1000 gramas de sal (2% da base de farinha de trigo) terá a quantidade desse produto diminuída para 950 gramas (1,9% da base de farinha de trigo) até o fim de 2012 e para 900 gramas (1,8% da base de farinha de trigo) até o fim de 2014”, diz o guia de boas práticas.

Outra recomendação é pesar a quantidade de ingredientes da receita em uma balança. Não é aconselhável usar xícaras, copos e colheres como medidores, porque não garantem precisão. “Se realizada de forma incorreta [pesagem], pode comprometer a qualidade do produto final e, até mesmo, acarretar danos à saúde do consumidor. Por exemplo, se a adição de sal for maior do que a recomendada, o produto final terá maior quantidade de sódio e, consequentemente, poderá influenciar na pressão arterial e aumentar o risco de doenças cardiovasculares”.

A adoção do guia é voluntária. O brasileiro consome em média 3.200 mg de sódio por dia, acima do indicado pela OMS. De acordo com pesquisa do IBGE, mais de 81% dos garotos e 77% das meninas na faixa etária de 10 a 13 anos ingerem sódio além do máximo tolerável. A ingestão excessiva contribui para a pressão alta, doenças cardíacas e renais.

O Guia de Boas Práticas Nutricionais para o Pão Francês está disponível na página da Anvisa na internet (www.anvisa.gov.br).



5 de janeiro de 2012

Associação alerta diabéticos sobre necessidade

 de cuidados com os pés

Cerca de 20% dos casos de feridas nos pés de pessoas diabéticas podem evoluir para a amputação, segundo dados da Associação Médica de Podiatria Americana. A estimativa é que, anualmente, 42 mil pessoas nessas condições têm os membros inferiores amputados.

O problema que leva a esse tipo de cirurgia é conhecido entre os especialistas como pé de diabético. A doença pode afetar nervos e a circulação sanguínea e é caracterizada por feridas que não curam, inchaço local, dormência, falta de sensibilidade, ressecamento e cor azulada.

O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), Guilherme Pitta, informou que o Brasil mantém as mesmas médias mundiais. Segundo ele, muitos casos de amputação poderiam ser evitados com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

“Cerca de 50% dos diabéticos não são diagnosticados, prejudicando a prevenção das consequências da doença que englobam o pé diabético, a insuficiência renal com hemodiálise, um risco maior de infarto e até mesmo a cegueira”, alertou o especialista.

Desde o mês passado, a SBACV mantém em sua página na internet  um link com um manual de atenção integral ao pé diabético. O texto, distribuído em 40 páginas, também foi entregue a profissionais envolvidos com o tratamento da doença, mas pode ser acessado por qualquer pessoa na internet. O manual explica como prevenir lesões e orienta sobre exames e sintomas que devem ser considerados, como a perda da sensibilidade nos pés.

A entidade também está mantendo diálogo com o governo, por meio do Ministério da Saúde, para tentar implantar em toda a rede pública de saúde um programa de profilaxia da doença.

Levantamento apresentado por médicos da instituição mostrou que, no Rio de Janeiro, um programa semelhante, que funcionou entre 2002 e 2003, resultou na redução de 50% das amputações de coxas e pernas.



4 de janeiro de 2012

O Ex- Jogador Ronaldo anuncia no Twitter que

 está com dengue

"Maldito mosquito", escreveu o ex-jogador

O ex-jogador Ronaldo não começou a temporada 2012 com sorte. Na manhã desta quarta-feira, ele publicou em seu Twitter a seguinte mensagem: "bom dia para você que começou o ano com dengue", escreveu. Em conjunto, também publicou uma fotografia de seu quarto no hospital. Ronaldo, entretanto, já passa bem.

Na noite da última terça-feira, Ronaldo já havia dado indícios sobre o problema ao escrever outra mensagem: "maldito mosquito", disse a respeito do inseto transmissor da dengue.

De acordo com a assessoria de Ronaldo, ele já teve alta do hospital da noite de terça e, em casa, passa bem. Nenhum familiar que acompanhava o jogador, que passou as festas de fim de ano na Bahia, contraiu a doença.



4 de janeiro de 2012

Assessoria informa que Lula terá alta ainda nesta quarta

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou pela primeira sessão de radioterapia para combater um câncer na laringe nesta quarta-feira.

Lula chegou sozinho ao Hospital Sírio-Libanês e às 11h30 já se encontrava em repouso, após a sessão. A expectativa é que ele não permaneça internado nessa fase do tratamento e deve deixar o hospital ainda hoje por volta das 15h, informou a sua assessoria.

O ex-presidente irá ao hospital diariamente, exceto nos finais de semana, para receber radiação nesta nova fase do tratamento, que deve durar seis semanas.



3 de janeiro de 2012

Justiça derruba decisão que obrigava SUS a fazer implante de aparelho nos dois ouvidos

Da Agência Brasil

Brasília – O Sistema Único de Saúde (SUS) não terá mais que fazer implantes auditivos duplos em pacientes surdos, segundo havia determinado a Justiça Federal no Rio de Janeiro em outubro. A decisão do juiz de primeiro grau, que atingia todo o país, foi revista em dezembro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), mas a informação foi divulgada apenas hoje (2) pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Desde 2000, o SUS vem custeando implante auditivo, em apenas um dos ouvidos, para pessoas surdas, repassando cerca de R$ 45 mil por paciente. Pela cirurgia, insere-se uma prótese no ouvido interno criando o chamado “ouvido biônico”. A prótese é indicada para pessoas com surdez total ou quase total, que não conseguem ser atendidas pelo uso de aparelhos auditivos convencionais, que apenas amplificam o som.

A questão foi judicializada por meio de uma ação da Defensoria Pública da União (DPU), que acredita não haver justificativa para que o implante ocorra apenas em um ouvido, o que gera prejuízos à plena audição e à qualidade de vida dos pacientes. Além disso, a Defensoria reclama que o SUS não arca com as despesas de manutenção do aparelho no pós-operatório, o que torna a cirurgia “inócua por falta de recursos financeiros dos pacientes”.

Entendendo haver urgência no pedido, o juiz de primeiro grau, Iorio Forti, acatou liminarmente o entendimento da DPU e determinou que o SUS se responsabilizasse pelos gastos do pós-operatório dentro de quatro meses. Também determinou que, dentro de dez meses, o SUS passasse a fazer implantes bilaterais em pelo menos 30% dos pacientes operados até agora, cerca de 2 mil.

Inconformada, a União entrou com um recurso no TRF2 alegando que o juiz invadiu competência do Executivo ao alterar a política de implantes auditivos, o que acarretaria altos custos sem comprovação dos benefícios médicos. O argumento foi acolhido pelo tribunal, que entendeu que "há que se conciliar a capacidade de planejamento orçamentário do Estado com a necessidade de pleno atendimento da saúde". A questão ainda deverá ser analisada no mérito.



2 de janeiro de 2012

Próteses mamárias tinham aditivo para combustível

Aditivo para combustíveis é detectado nas próteses mamárias da empresa PIP 

Um aditivo para combustíveis foi detectado no gel das próteses mamárias defeituosas da empresa francesa PIP, que estão no centro de um escândalo mundial, revelou a rádio RTL, enquanto os advogados das vítimas pedem mais análises da Agência Francesa de Segurança Sanitária.

Segundo a emissora, as próteses de Poly Implant Prothèse (PIP) continham uma mistura de produtos encomendados de grandes grupos de química industrial que nunca foram objeto de testes clínicos sobre uma eventual nocividade para o organismo humano.

Entre os produtos estava um aditivo para combustíveis, Basylone, assim como Silopren e Rhodorsil, utilizados na indústria da borracha. Aparentemente, tais produtos provocaram a ruptura dos implantes.

"Segundo a Afssaps (Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Produtos de Saúde), sabiam que era um gel impróprio, mais utilizado no setor alimentar e de informática", declarou à AFP o médico assessor de uma associação de mulheres que utilizaram próteses PIP, Dominique-Michel Courtois.

"Não era possível imaginar que o gel pudesse conter aditivo para combustíveis. É por isto que pedimos análises de próteses retiradas diretamente nas pacientes", declarou um dos advogados das demandantes, Philippe Courtois.

De acordo com Courtois, as análises da Afssaps foram feitas apenas em próteses apreendidas no estoque da empresa PIP em março de 2010.

De acordo com o advogado, também devem ser feitas análises no exterior, depois da revelação na imprensa britânica de uma taxa de ruptura das próteses PIP muito mais elevada na Grã-Bretanha.



28 de Dezembro de 2011

Presidente Cristina Kirchner está com câncer na tireóide

Doença foi descoberta durante exame de rotina

BUENOS AIRES - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, será operada de um câncer de tiroide no próximo dia 4 de janeiro, informou nesta terça-feira o porta-voz Alfredo Scoccimarro.

Cristina Kirchner realizou exames de rotina no dia 22 de dezembro que revelaram um "carcinoma papilar no lóbulo direito da glândula tiroide", disse o porta-voz.

Scoccimarro acrescentou que a presidente "já realizou exames pré-cirurgicos que indicaram a ausência de compromisso dos ganglios linfáticos e de metástase".

A cirurgia será realizada no próximo dia 4, no hospital privado Austral, onde Kirchner permanecerá "internada durante 72 horas".

O período de "convalescença será de 20 dias", segundo o porta-voz.

O vice-presidente argentino, Amado Boudou, assumirá a direção do país entre os dias 4 e 24 de janeiro, acrescentou Scoccimarro.

Kirchner, 58 anos, vinha sofrendo de quadros de hipotensão, que a obrigavam a suspender, por breves períodos, as atividades oficiais.

Seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, morreu no dia 27 de outubro de 2010, aos 60 anos, vítima de um ataque cardíaco.

Cristina Kirchner reassumiu o poder em 10 de dezembro passado, para mais quatro anos de mandato, após vencer as eleições de 23 de outubro, com 54,11% dos votos.

AFP




27 de Dezembro de 2011

Anvisa faz campanha nos meios de comunicações sobre proibição de emagrecedores

Da Agência Brasil

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) inicia hoje (27) uma campanha nos meios de comunicação para esclarecer a população sobre a proibição do uso e da venda de remédios para emagrecer no país.

Na primeira fase, a campanha será veiculada em 43 rádios de noves capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Porto Alegre e Salvador – onde há maior público consumidor de inibidores de apetite, segundo a Anvisa. Em fevereiro, a campanha começa a ser apresentada nos canais nacionais de televisão.

As mensagens vão alertar que a maneira eficaz de emagrecer é com alimentação balanceada e prática de exercício físico semanal.

Em outubro, a Anvisa decidiu banir do mercado os medicamentos para emagrecer à base de anfepramona, femproporex e mazindol, os chamados anfetamínicos, porque podem causar problemas cardíacos e alterações no sistema nervoso central dos pacientes. Desde o dia 9 deste mês, farmácias e drogarias do país estão proibidas de vender os remédios. A fabricação e prescrição médica foram vedadas.

A sibutramina, usada também no tratamento de obesidade, continua liberada, mas com restrições. Os pacientes e médicos precisam assinar um termo de responsabilidade, que deve ser apresentado junto com a receita médica no momento da compra do medicamento. Os profissionais de saúde são obrigados a informar à Anvisa problemas em pacientes que usam o remédio.

De acordo com a agência reguladora, a sibutramina ajuda a perder, no mínimo, 2 quilos de massa corporal em um período de quatro semanas. O tratamento é indicado para quem tem Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou acima de 30 e não sofre de doença cardíaca. O prazo máximo é de dois anos.




13 de Dezembro de 2011

Epidemia de dengue afetará principalmente as crianças

A pior epidemia de dengue que o Rio de Janeiro está para viver, segundo a secretaria de Saúde do estado, pode ser mais prejudicial para as crianças. O vilão, desta vez, é o sorotipo 4, variação da doença que deve causar maior contágio e está preocupando as autoridades de saúde. Só em Niterói, na Região Metropolitana, já foram confirmados 11 casos do tipo 4, o mais perigoso.

 Um projeto da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP) está formando agentes mirins para ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, causador da dengue. O diretor da FMP, Paulo Cesar Guimarães, pediatra geral e infectologista, explica a opção pela conscientização de crianças. “Elas são mais receptivas à mudança de hábitos”, diz.

Além disso, o médico ressalta que este ano, as crianças serão mais afetadas pela ação do vírus tipo 4 da dengue por conta da falta de imunidade desta geração. “Muitas crianças não eram nascidas quando aconteceram as últimas epidemias e, por isso, não apresentam imunidade, que é específica para cada sorotipo“, explica o médico.

Em torno de 95% dos casos de dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue, as formas mais graves, acontecem em menores de 15 anos de idade e muitos vão a óbito, segundo o pediatra. Paulo César também alerta que a variedade hemorrágica da doença pode ser contraída já no primeiro contágio.

A primeira epidemia documentada no Brasil ocorreu em Boa Vista, Roraima, em 1981 e 1982, pelos sorotipos 1 e 4. “O problema maior é a falta de imunidade da população. No momento, adultos e crianças não apresentam imunidade ao sorotipo 4”, explica.

Já participaram do projeto 70 crianças. De acordo com Paulo Sá, coordenador do Núcleo de Atenção Básica da FMP, as ações serão intensificadas em novembro, por conta da chegada das chuvas e da esperada elevação do número de casos na comunidade atendida, que foi a mais atingida na cidade durante a última epidemia, registrando120 casos.

Cuidados

O médico lembra que o cuidado cotidiano é o mais importante para prevenir o contágio. Pneus, vasos de plantas, calhas entupidas, recipientes que possam reter água, piscinas desativadas e caixas d’água descobertas são os principais focos do mosquito causador da doença, o Aedes aegypti. “Qualquer epidemia só pode ser totalmente combatida se houver apoio da população”, ressalta.

O uso de repelentes em crianças, de acordo com o médico, também tem algumas restrições. “O repelente pode ser usado a partir dos 6 meses, sendo o ideal a partir dos 2 anos. A proteção poderá ser feita com roupas e evitando locais com muitos mosquitos”, esclarece.  

Em caso de casos de contágio o médico esclarece que é necessário procurar imediatamente um serviço de saúde. “É muito importante que os pais reidratarem seus filhos, de preferência com soro oral, caseiro ou comercial”, orienta.



21 de Novembro de 2011

ONU vislumbra fim da epidemia de Aids e elogia Brasil

Trinta e quatro milhões de pessoas eram portadoras do vírus HIV, o vírus da Aids, em 2010, um número recorde atribuído em grande medida à generalização de tratamentos que prolongam a vida dos soropositivos e estimulam a esperança de erradicar a pandemia, anunciou a UNAIDS, órgão das Nações Unidas, nesta segunda-feira. 

O relatório destaca a resposta completa e antecipada do Brasil ante a epidemia, que garantiu o ‘acesso aos serviços de prevenção e tratamento do HIV para as pessoas mais vulneráveis e marginalizadas’. 

"Nós nos encontramos na antessala de um importante marco na resposta à Aids’, afirmou o diretor executivo do órgão, Michel Sidibe. 

"Há apenas alguns anos, parecia impossível falar sobre o fim da epidemia em curto prazo. No entanto, a ciência, o apoio político e as respostas comunitárias estão começando a dar frutos claros e tangíveis’, completou. 

"Atualmente mais pessoas que nunca viveram com o HIV, em grande partida devido ao maior acesso ao tratamento’, destaca o relatório, que calcula em 34 milhões - 17% a mais que em 2001 - o número de soropositivos. 

"Os dados refletem uma expansão significativa do acesso ao tratamento com antirretrovirais, que tem ajudado a reduzir as mortes relacionadas com a Aids, especialmente nos últimos anos’, completa.  

Metade dos portadores do vírus recebe algum tipo de tratamento. 

Também reflete o contínuo grande número de novas infecções, apesar da tendência dar sinais de queda: em 2010 foram 2,7 milhões de novos casos (incluindo 390.000 crianças), 15% a menos que em 2001 e 21% a menos que em 1997, quando a propagação alcançou o máximo histórico. 

E o número de mortes por Aids caiu a 1,8 milhão em 2010, contra 2,2 milhões de óbitos em meados dos anos 2000. 

"Desde 1995, evitamos um total de 2,5 milhões de mortes em países com renda baixa e média por meio do tratamento com antirretrovirais. Somente em 2010 foram evitadas 700.000 mortes relacionadas à Aids’, afirma o documento de 52 páginas. 

"A epidemia de Aids ainda não terminou, mas o fim pode estar próximo se os países investirem de maneira inteligente’, destaca a UNAIDS. 

O organismo propõe um objetivo ambicioso: ‘Nos próximos cinco anos, os investimentos inteligentes podem impulsionar a resposta à Aids até a visão de zero novas infecções por HIV, zero discriminação e zero mortes relacionadas com a Aids’. 

A região mais afetada pelo HIV/Aids continua sendo a àfrica subsaariana (5% de prevalência entre a população adulta), seguida pelo Caribe (0,9%) e Rússia (0,9%).  

Na América Latina a evolução permanece estável desde o início dos anos 2000 (0,4% de prevalência). Também permanece estável na América do Norte (0,6%) e Europa ocidental e central (0,2%), ‘apesar do acesso universal ao tratamento, do atendimento e apoio, e da ampla sensibilização ao tema’, ressalta o documento. 

A proporção de mulheres com HIV permaneceu estável (ao redor de 50%), mas há mais mulheres que homens infectadas na àfrica negra (59%) e no Caribe (53%). 

No fim de 2010, 68% dos soropositivos viviam na àfrica subsaariana, onde mora apenas 12% da população mundial. Desde 1998, um milhão de subsaarianos morrem vítimas da Aids por ano e em 2010 metade dos óbitos relacionados com a Aids no mundo foram registrados na àfrica austral. 

O número de contágios caiu em 33 países, 22 deles situados na àfrica subsaariana. 

No Caribe, no ano passado eram 200.000 soropositivos (adultos e crianças), contra 210.000 em 2001. As novas infecções caíram em um terço no mesmo período. 

"A grande influência é o acesso cada vez maior aos serviços de prevenção do HIV para as mulheres grávidas, que permitiram uma considerável redução no número de crianças com HIV e na mortalidade infantil pela Aids’. 

Na América Latina, o número de novas infecções anuais, que registrava queda constante desde 1996, se estabilizou nos primeiros anos do novo milênio e tem permanecido estável desde então a 100.000 por ano. 

AFP



16 de Novembro de 2011

Leite: aliado da boa forma

Cálcio presente na bebida pode estimular a redução de gordura e prevenir a obesidade

Importante fonte de nutrientes, o leite pode contribuir para a manutenção do peso. É o que aponta pesquisa da Universidade da Califórnia sobre os benefícios da bebida. O estudo destaca que o cálcio presente na composição pode estimular a redução de gordura no organismo e prevenir problemas como obesidade.

Segundo especialistas, o leite semi-desnatado é a melhor opção para quem deseja emagrecer com saúde, por oferecer menos gorduras e calorias, mantendo a qualidade nutricional. “Ao contrário do leite desnatado, isento de gorduras e vitaminas lipossolúveis, o semi-desnatado pode ser uma opção saudável em casos de restrição ao consumo de gordura e colesterol e nas dietas de emagrecimento, desde que enriquecido com vitaminas A e D”, explica a nutricionista Danielle Moreira, do Memorial Saúde.

Há restrições, no entanto, ao consumo do leite e seus derivados. “Existem alergias relacionadas à intolerância à lactose (o açúcar do leite). Para essas pessoas, laticínios e derivados provocam sintomas como gases, dores de barriga, inchaço abdominal, diarreia ou constipação”, destaca a nutricionista.

TRÊS COPOS POR DIA

O leite desnatado e o semi-desnatado têm menos gordura e são indicados para pessoas que precisam controlar os níveis de colesterol ou que fazem dieta de emagrecimento. “O leite integral é bastante calórico e deve ser evitado”, frisa Danielle.

A engenheira de alimentos Helena Camargo lembra que consumo de leite é recomendado em todas as fases da vida: “A ingestão adequada é de três copos por dia, sendo benéfica sob vários aspectos, como a consolidação da formação da massa óssea para adultos jovens e desaceleração da perda de massa óssea na terceira idade, além de prevenir osteoporose e outras doenças”.

TUDO O QUE O LEITE PODE OFERECER

PRESSÃO ARTERIAL

Leite tem peptídeo, proteína que anular enzima que provoca estreitamento dos vasos sanguíneos, causa da hipertensão. 

CORAÇÃO

O cálcio do leite contribui com a vasodilatação e atua no melhor aproveitamento da glicose.

DENTIÇÃO

O cálcio é o principal mineral envolvido na formação e manutenção de dentes saudáveis.

DIABETES

O alto teor de aminoácidos das proteínas do leite favorece o controle da glicemia e a ação da insulina. Dessa forma, atuaria positivamente no controle das taxas de açúcar no sangue.

HIDRATAÇÃO

Repõe as perdas da transpiração e restitui funções do organismo, fornecendo energia, especialmente após atividades físicas.

OSTEOPOROSE

O cálcio é responsável pela mineralização óssea. O leite deve ser consumido em todas as fases da vida, para prevenção da doença.

SONO

Beber leite antes de dormir ajuda a ter uma noite tranquila. Isso se deve ao triptofano, aminoácido precursor da serotonina, neurotransmissor que regula humor, apetite e sono.



14 de Novembro de 2011

Dia do combate à diabetes: saiba os sintomas e tratamentos

Este dia 14 de novembro é marcado por ser o dia nacional do combate à diabetes, uma doença muitas vezes silenciosa e que já atingiu aproximadamente 10 milhões de brasileiros, de acordo com os últimos estudos. A apresentação de casos novos continua crescendo de maneira alarmante.

A diabetes é a incapacidade do pâncreas em produzir a quantidade de insulina necessária e, consequentemente, causa um aumento anormal do açúcar ou da glicose no sangue. O especialista João Cesar Castro Soares, endocrinologista do Spa Fazenda Igaratá, explica que doença pode causar algumas complicações como amputação de membros, cegueira definitiva e longo prazo para tratamento de dialise. "Entretanto, nunca é tarde demais para descobrir e tratar a doença", diz. Existem alguns métodos preventivos para a doença: "hábitos de vida, controle do peso, dieta alimentar balanceada, atividade física regular e ter controle periódico médico para controlar os níveis glicêmicos", conta.

Alguns acontecimentos podem ser sinais da doença: vontade de urinar diversas vezes, cansaço inexplicável, muita sede, aumento do apetite, perda de peso, visão embaçada, câimbras, formigamento dos pés e infecções na pele.

Conheça os tipos de diabetes e como cuidar da doença.

Tipos de diabetes

Tipo 1: mais frequente em crianças e adolescentes que desenvolvem anticorpos contra o próprio pâncreas.

Tratamento: insulina injetável

Tipo 2: mais frequente em obesos, idosos e em pessoas com genética favorável. "Indivíduos com histórico familiar precisa de uma atenção ainda maior", explica Soares. Essas pessoas tem resistência à insulina e o metabolismo da acaba necessitando de uma quantidade ainda maior de insulina.

Tratamento: hipoglicemiantes orais, em comprimidos e injetáveis

Segundo o médico Rodrigo Siqueira, endocrinologista da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, a diabetes pode acontecer em qualquer idade. "Certamente a diabetes de bebês recém-nascidos é mais complicada pela dificuldade do controle da doença, em virtude da necessidade da aplicação de doses muito baixas de insulina", explica. Os riscos aumentam em pessoas obesas e sedentárias.

Diferente do que muitos dizem, a diabetes não pode levar ao câncer, mas pode agravar quem já tem. "Estudos epidemiológicos mostraram que a coexistência de diabetes e câncer aumenta a mortalidade em certos tipos de câncer", explica Siqueira. A doença é metabólica crônica, portanto não tem cura. Por isso, as pessoas que sofrem de diabetes devem seguir o tratamento adequado.

Dieta especial

Os diabéticos precisam de uma alimentação específica e personalizada. Doces e açúcar refinados devem ser cortados do cardápio porque aumentam a absorção de insulina e a glicemia tende a subir causando um quadro de hiperglicemia.

Segundo a nutricionista Paula Fernandes Castilho, especialista em Nutrição Clínica, todos os alimentos ingeridos devem ser integrais e diets. "As comidas possuem índices glicemicos baixo, médio e moderado. O alto jamais deve ser consumido", explica.

Os alimentos diet têm a restrição de determinado ingrediente, já o light tem a redução desse ingrediente. "No caso do diabético, ele deve consumir alimentos com restrição de carboidrato. Olhe sempre o rótulo, pois nem sempre o diet tem a restrição de carboidrato e sim de glúten ou alguma outra substância", conta.

A nutricionista Cristina Grandjean, que trabalha com a dieta dissociada, aponta a gordura como o grande vilão da doença. "Açúcar e frituras estão proibidos. Saladas de folha, legumes, coisas integrais e frutas estão liberados".

Cristina também alerta que frutas como mexerica e laranja não são boas para diabéticos. Já melancia, abacaxi, melão, morango e acerola são ótimas. Apesar de conhecerem os riscos da doença, alguns diabéticos tentam "quebrar as regras". "Esse papo de contagem de carboidratos não dá certo. Diabético come escondido e a insulina que o médico dá para eles é baseada nessa contagem. Pode ser muito perigoso", alerta a nutricionista.

Segundo Cristina, a dieta tem que ser de 1800 calorias por dia, divididas em seis pequenas refeições, mas a quantidade de carboidratos deve ser a metade do que uma pessoa sem diabetes pode ingerir e o carboidrato e as proteínas devem ser ingeridos em diferentes refeições. "Pode comer pão, margarina, leite com café, arroz, feijão e doces. Mas tudo integral ou light".

Cuidado com as frutas

As frutas possuem açúcar natural, chamado frutose e, se ingerido demais, pode interferir na glicemia. Se o diabético quiser comer uma salada de frutas, o indicado é misturar no máximo três tipos diferentes e ingerir apenas duas colheres de sopas. A regra não é diferente para os sucos.

Do Terra

14 de Novembro de 2011

Diabetes causa uma morte a cada dez segundos 

em todo o mundo

Da Agência Brasil

Estima-se que haja, pelo menos, 300 milhões de pessoas com diabetes em todo o mundo, e no Brasil, são cerca de 11 milhões de portadores, segundo dados do Ministério da Saúde e de sociedades médicas.

No Dia Mundial do Diabetes, lembrado hoje (14), o foco da campanha global, pelo terceiro ano seguido, é orientar a população para prevenir a doença, que mata uma pessoa a cada dez segundos no mundo - conforme estatística da Federação Internacional de Diabetes, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

O desconhecimento sobre o que é a doença, os sintomas e o tratamento tem sido um dos obstáculos para conter essa epidemia global. A própria federação internacional estima que metade das pessoas não sabe que tem diabetes.

O Dia Mundial do Diabetes busca orientar a população na prevenção da doença

Apesar de muitos brasileiros terem um parente ou amigo com a doença, parte deles não sabe como evitá-la. “Muitos têm contato, mas não conseguem ajudar a pessoa próxima [com a doença]. E ficam incapazes de prevenir nelas mesmas”, alerta o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Walter Minicucci.

O diabetes tipo 2, que atinge mais pessoas, ocorre quando há aumento da taxa de açúcar (glicose) no sangue. Os sinais mais comuns são a sede excessiva, a perda de peso, a fome exagerada, a vontade de urinar muitas vezes, a difícil cicatrização de feridas, a visão embaçada, o cansaço e infecções frequentes. Alguns dos fatores de risco são a obesidade, o sedentarismo e o histórico familiar com casos da doença.

A prática de exercícios físicos e a alimentação equilibrada ajudam a evitar o diabetes tipo 2, que não tem cura.

Quando o diabetes não é tratado, aumenta o risco de o paciente ter um ataque cardíaco, ficar cego ou sofrer amputação de uma perna.



7 de Novembro de 2011

Perguntas e respostas sobre cirurgia a laser nos olhos

Como são feitas as cirurgias a laser? 

As cirurgias refrativas são aquelas feitas para corrigir miopia, astigmatismo ou hipermetropia. Hoje em dia, ela são feitas a laser - com o Excimer Laser. Existem 2 técnicas: o PRK e o Lasik. Seu oftalmologista pode decidir qual a melhor técnica para o seu caso. Quais as chances de "dar certo"? Existem cerca de 95% de chance de se livrar do uso de óculos ou pelo menos de sua necessidade absoluta, necessitando de pequenas correções para as atividades normais. 

A cirurgia dura quanto tempo?

As cirurgias são realizadas sob regime ambulatorial, sem necessidade de internação. A anestesia é feita com colírio e a cirurgia dura em torno de 10 minutos. Podemos operar os dois olhos no mesmo dia? Como toda intervenção cirúrgica, a cirurgia refrativa também envolve riscos de infecção, apesar de serem muito raros. Considera-se desnecessário, portanto, o tratamento dos dois olhos de uma só vez. 

Com que idade podemos operar? 

O paciente deverá ter 21 anos ou mais, quando é esperada estabilização do grau. Quais as possíveis complicações? Hipocorreção ou hipercorreção de grau, dificuldade para visão noturna, decréscimo da visão em relação aos óculos ou lentes de contato.

Quais os efeitos indesejáveis que podem ocorrer? Podem ocorrer durante poucos meses ou semanas aumento de sensibilidade à luz, glare (ofuscamento), halos em torno da luz. 

Quais os graus que podem ser corrigidos?

A maioria dos graus podem ser corrigidos através do EXCIMER LASER, a técnica pode variar, dependendo do grau. Quanto tempo fico sem trabalhar? O afastamento do trabalho é de aproximadamente um ou dois dias se não houver complicações cirúrgicas, mas podem ser necessários trinta a noventa dias para a recuperação total da visão. 

Vídeo do YouTube


Fonte: Oftalmocenter



5 de Novembro de 2011

Rir é o melhor remédio e faz bem à saúde, comprova pesquisa

Um estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostrou que dar uma boa risada ajuda a reduzir a sensação de dor. 

Uma pesquisa revelou que sorrir faz bem para a saúde. É bom ter essa confirmação científica: entender, finalmente, porque fica mais fácil suportar a dor quando somos capazes de rir com ela. Melhor ainda quando conseguimos rir até doer e, enfim, entender por que rir faz tão bem.

Impossível resistir a uma risada. Seja criança ou adulto, quem não se sente melhor depois de uma boa gargalhada? “É muito bom. eu acho que é desestressante”, comenta uma senhora.

Tem gente que é de riso fácil. “Dizem que eu sou engraçado. Eu não acho, mas dizem. Riem comigo ou de mim, não sei”, conta o técnico em informática Leandro Martins. Outros precisam de estímulo. “O amigo que sabe contar piada é sempre muito bom”, aponta um jovem.

A bancária Geisa Duarte começou a rir assim que viu a repórter Geiza Duarte. O motivo: elas são xarás no nome e no sobrenome. “Quando eu estava descendo e vi, por isso dei risada. Quando a gente está feliz, dando muita risada, não sente dor e não fica estressada. É tudo de bom”, contou.

É bom e faz bem à saúde – agora está comprovado. Um estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostrou que dar uma boa risada ajuda a reduzir a sensação de dor. Os médicos explicam que, depois do riso, hormônios como endorfina e serotonina são liberados na corrente sanguínea, o que proporciona bem-estar. “Ela se torna mais forte imunologicamente e vence todos os obstáculos. É um remédio e tanto”, explica Roselle Steenhouwer, diretora de um hospital.

O remédio não falta na pediatria de um hospital de Brasília. Duas vezes por semana, as doutoras Fronha e Valentina mudam a rotina de pacientes, acompanhantes e funcionários. “Achei ótimo. Diverte as crianças, é muito bom. Deveria ter mais vezes”, comentou Maria José Pereira, mãe do Luis Henrique.

O resultado? “Isso ajuda muito na recuperação da doença. Aquela criança que, às vezes, ficaria dez dias para tratar uma pneumonia, com sete dias na maioria ela já está recuperada”, afirma o pediatra Ari Junqueira.

O trabalho no hospital deu tão certo que as atrizes agora são chamadas sempre que tem mutirão de cirurgia pediátrica. Os médicos dizem que as crianças vão para a mesa de cirurgia mais tranquilas e o pós-operatório é bem melhor. Eis mais uma excelente desculpa para rir muito, gargalhar muito, enfim, aproveitar a vida começando pelo fim de semana.

Bom Dia Brasil



1 de Novembro de 2011

Câncer de laringe atinge mais de 8 mil pessoas por ano

O câncer de laringe – diagnosticado no último final de semana no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – atinge entre 8 mil e 10 mil pessoas por ano no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de laringe é um dos mais comuns a atingir a região da cabeça e do pescoço, representando cerca de 25% dos tumores malignos identificados nessa área.

De acordo com o médico José Guilherme Vartanian, cirurgião de cabeça e de pescoço do Hospital A. C. Camargo, a incidência de câncer de laringe na cidade de São Paulo é uma das mais altas no mundo.

“O Inca estima em cerca de 8 mil a 10 mil casos de laringe por ano no Brasil”, diz Vartanian. “Esse número, dentro do universo geral de câncer, não é muito alto. No mundo, há uma incidência média de cinco casos de câncer de laringe para cada 100 mil homens. Em São Paulo, chega até 15 casos para cada 100 mil homens. Uma média muito acima da mundial.” Segundo ele, isso se deve à poluição ambiental, um dos fatores que podem levar a esse tipo de câncer.

A laringe é um órgão responsável pela produção da voz e pela proteção das vias respiratórias. Por isso, segundo o médico, um tumor nesse órgão pode afetar tanto a voz, como parece ter sido o caso do ex-presidente Lula, quanto a deglutição e a respiração de uma pessoa. “Um tumor na região das cordas vocais vai causar algum grau de disfonia, que chamamos de rouquidão. Rouquidões persistentes e progressivas são sinais de alerta para esse tipo de doença. Além de rouquidão, a pessoa pode ter dificuldades para engolir.”

Entre os fatores que podem levar ao câncer de laringe estão, além da poluição ambiental, o hábito de fumar e o consumo de bebidas alcoólicas. “Todo mundo conhece casos de pessoas que fumaram a vida toda e não tiveram câncer. Obviamente não é só o fator externo. Deve haver alguma pré-disposição ou suscetibilidade genética para ter a doença.”

Para evitar esse tipo de câncer, Vartanian destacou que é importante não fumar, evitar o consumo de bebidas destiladas e manter uma dieta balanceada com a ingestão de verduras e frutas frescas.

Já o tratamento do câncer de laringe depende, de acordo com o médico, do estágio em que a doença tenha sido diagnosticada. “Em fases mais iniciais da doença, é possível fazer apenas cirurgia ou apenas a radioterapia, de forma isolada. Quando ela está em fase mais ou menos intermediária se combinam tratamentos. Pode-se fazer cirurgias ou associar quimioterapia e radioterapia, que parece que é o que vai ser feito no caso dele (Lula).”

* Com informações Agência Brasil



31 de Outubro de 2011

Estudo aponta que pacientes em tratamento estão transmitindo o HIV

Uma pesquisa israelense apontou que pessoas que sabem que têm o HIV estão fazendo sexo sem camisinha e transmitindo o vírus para outras pessoas, é o que informou  a equipe de Zehava Grossman, pesquisadora da Universidade de Tel Aviv.

Além disso, outras doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) foram encontradas nos testes.

A pesquisadora afirma que, nos últimos anos, muitos foram diagnosticados nesse quadro, e isso mostra que eles já imaginavam que poderiam estar com o HIV, provavelmente porque sabiam que tinham sido expostos ao risco.

Os dados obtidos são preocupantes, principalmente com homens homossexuais. Ela diz que o número de gays diagnosticados é cinco vezes maior do que era há dez anos. Entre os heterossexuais, a variação não foi significativa, segundo Grossman.

Jornal do Brasil



31 de Outubro de 2011

Doenças reumáticas atingem 12 milhões de brasileiros

Doenças reumáticas são a segunda causa de gastos com auxílio-saúde no país. Ao todo, 12 milhões de brasileiros sofrem com o problema, que não afeta apenas a população idosa. O alerta é do Ministério da Saúde, em razão do Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo, lembrado hoje (30).

Entre as doenças reumáticas, a artrite reumatoide é o tipo mais comum. Entre 2010 e setembro de 2011, 33.852 pacientes foram internados em decorrência da enfermidade. A maior prevalência é entre mulheres de 30 a 40 anos. Idade avançada, obesidade, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas em excesso e ingestão de medicamentos podem contribuir para o surgimento da doença.

O Ministério da Saúde ressaltou a importância de se procurar um serviço  de saúde logo que forem identificados os primeiros sintomas, como dor nas articulações por mais de seis semanas, acompanhada de vermelhidão, inchaço, calor ou dificuldade para movimentar as articulações (sobretudo pela manhã).

De acordo com o ministério, o problema pode ser identificado pelo próprio paciente – se a pessoa sentir dores ao esticar os braços ou ao elevar os ombros até encostar no pescoço, é preciso atenção. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem diminuir os riscos de incapacidade física.

Agência Brasil



29 de Outubro de 2011

Aspirina diminui incidência de câncer colo-retal 

de risco hereditário

Tomar aspirina diariamente e por longos períodos diminuem em cerca de 60% a incidência de câncer colo-retal em pessoas com risco hereditário de desenvolver a doença, noticiou esta sexta-feira a revista científica The Lancet.

As conclusões partiram de um estudo feito com pacientes que sofrem de síndrome de Lynch, uma falha genética vinculada com o reparo celular que provoca câncer colo-retal e de outros tipos. A Síndrome de Lynch ocorre com uma em 1.000 pessoas e responde por cerca de um em 30 casos de câncer de intestino.

Pediu-se a 861 pacientes, escolhidos ao acaso, para tomar duas aspirinas por dia, uma dose de 600 mg, ou um placebo, por pelo menos dois anos. Depois, fizeram regularmente exames de cólon.

Em 2007, quando os dados deste estudo foram examinados pela primeira vez, não havia diferenças na incidência de câncer colorretal entre os grupos.

Mas as coisas mudaram quando os cientistas voltaram a checá-los alguns anos depois.

Na época, foram registrados 34 casos de câncer colorretal no grupo que ingeriu o placebo e 19 no grupo que tomou a aspirina, uma redução de incidência de 44%.

Os médicos, depois, analisaram aqueles pacientes (60% do total) que tomaram a aspirina ou o placebo além do prazo mínimo de dois anos.

Neste subgrupo, os números foram ainda mais impressionantes.

Foram registrados 23 casos de câncer no grupo que tomou o placebo, mas apenas 10 no da aspirina, o que correspondeu a uma queda de 63%. As diferenças começaram a ser vistas após cinco anos.

À luz desta descoberta, foi lançada uma nova pesquisa para ver qual é a melhor dosagem e duração do tratamento da aspirina.

"Enquanto isso, clínicos devem considerar a prescrição da aspirina para todos os indivíduos considerados em risco elevado de câncer, mas tomando medidas apropriadas para minimizar os efeitos colaterais", destacou o artigo, chefiado por John Burn, professor de genética clínica da Universidade de Newcastle, nordeste da Inglaterra.

Muitos médicos recomendam o uso regular de aspirina para diminuir o risco de ataque cardíaco, derrames relacionados com coágulos e outros problemas circulatórios. Um efeito indesejado do uso diário e prolongado da aspirina é o risco de desenvolver problemas de estômago.

No ano passado, um estudo também publicado na The Lancet, demonstrou que as taxas de câncer de cólon, próstata, pulmão, cérebro e garganta foram todas reduzidas pela ingestão diária de aspirina. No caso do cólon, o risco depois de 20 anos diminuiu em 40%.



20 de Outubro de 2011

Pesquisadores desenvolvem protótipo de vacina contra aids com eficácia de 95%

Um grupo de pesquisadores espanhóis criou um protótipo de vacina contra o vírus HIV "muito mais potente" que os desenvolvidos até agora no mundo, que conseguiram uma resposta imune para 90% das pessoas sadias expostas ao vírus. A descoberta foi apresentada nesta quarta-feira pelos responsáveis pela pesquisa.

Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC); Felipe García, do Hospital Clínic de Barcelona; e Juan Carlos López Bernaldo de Quirós, do Hospital Gregorio Marañón de Madri, informaram que os testes em ratos e macacos mostraram grande eficácia e, há cerca de um ano, 30 pessoas sadias foram submetidas ao tratamento.

Escolhidas entre 370 voluntários, seis pessoas receberam placebo e 24 a vacina, que apresentaram "poucos" e "leves" efeitos secundários como dores de cabeça e na zona da injeção e mal-estar geral, assim "a vacina é segura para continuar com o desenvolvimento clínico do produto", declarou Quirós.

Agora os pesquisadores querem realizar um novo teste clínico com voluntários infectados pelo HIV para saber se a droga, além de prevenir, pode tratar a doença.

"Já provamos que a vacina pode ser preventiva. Em outubro, vacinaremos pessoas infectadas com HIV para ver se serve para curar. Geralmente, os tratamentos antirretrovirais (combinação de três remédios) devem ser tomados rigorosamente, algo insustentável em lugares tão afetados pela aids como a África", apontou García.



15 de Outubro de 2011

Sexo com animais é responsável por dobrar 

casos de câncer de pênis

Uma pesquisa liderada pelo Hospital A. C. Camargo em parceria com outros 16 centros brasileiros de tratamento de câncer reuniu quase 500 pacientes e mapeou o comportamento sexual da população rural do país. Mais de um terço (34,75%) dos homens entrevistados já tiveram um ou mais casos pessoais de zoofilia. Trabalho será publicado na próxima edição do Journal of Sexual Medicine, revista científica mais importante de medicina sexual do mundo   

Trata-se de um estudo caso controle, reunindo 118 pacientes com câncer de pênis e 374 homens sadios entre 18 e 80 anos, todos de zona rural em todo o país. A pesquisa mostra que 31,6% dos homens sadios e  44.9% daqueles com câncer de pênis já tiveram uma ou mais relações sexuais com animais a partir da adolescência. 

O estudo reuniu pesquisadores de 16 centros que tratam câncer em doze cidades brasileiras: Unicamp, Santa Casa de São Paulo, Unifesp, Hospital de Câncer de Barretos, Hospital do Câncer do Piauí, Hospital do Câncer do Maranhão, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Hospital Napoleão Laureano da Paraíba, Fundação Hospitalar do Acre, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal do Paraná, Hospital da  Aeronáutica de São Paulo e também unidades de Carapicuíba e Itapevi.

Os pesquisadores isolaram fatores que poderiam elevar o risco de câncer e levá-los a uma conclusão errada. Foram avaliados, além de sexo com animais, critérios como raça, idade, idade da primeira relação sexual, história de doença sexualmente transmissível, lesões penianas pré-malignas, fimose e circuncisão, idade da circuncisão, número de parceiros sexuais, tabagismo e história de sexo com prostitutas.

Como fator isolado, o sexo com animais - segundo a amostra - dobra o risco de desenvolver câncer de pênis. Uma das prováveis explicações para tal associação, segundo o urologista Stênio Zequi, é o fato de que a mucosa genital do animal é bastante queratinizada, mais dura que a humana. “Ela pode provocar microtraumas na mucosa do homem e desencadear o câncer. Outra hipótese é a existência de elementos tóxicos na secreção animal ou de microorganismos capazes de infectar o ser humano”, afirma. O especialista ressalta, no entanto, que estas possíveis causas são especulações e ainda não é possível afirmar se há um ou mais vírus ou microrganismos específicos envolvidos no processo, nem se a prática pode causar danos às mulheres com quem esses homens se relacionam.

Os pesquisadores isolaram outros fatores que poderiam elevar o risco de câncer e levá-los a uma conclusão errada. Foram avaliados também critérios como raça, idade, idade da primeira relação sexual, história de doença sexualmente transmissível, lesões penianas pré-malignas, fimose e circuncisão, idade da circuncisão, número de parceiros sexuais, tabagismo e história de sexo com prostitutas.

Zequi e os demais pesquisadores identificaram, dentre outras coisas, que homens que praticam sexo com animais têm mais DSTs. Ainda segundo o trabalho, o tempo de duração e o numero de animais envolvidos mostra que a prática é mais comum no Nordeste do país e que lá predominam equinos. Já no sudeste as opções são por caprinos e galináceos.

A periodicidade da prática de sexo com animais variou. Um único episódio na vida foi apontado por 14% dos entrevistados. Duas vezes ao mês (17%), uma vez por mês (15,2%), uma vez por semana (10,5%), três vezes por semana (10%), duas vezes por semana (9,4), diariamente (4,1%), dia sim/dia não (5,3%).

A duração do comportamento de sexo com animais durou menos de um ano para 34 indivíduos (19,9%); um a 26 anos (80,1%). A duração mais comum foi de 1 a 5 anos (reportada por 59% dos entrevistados). Já sexo com animais junto com um grupo de homens foi reportado por 29,8% dos entrevistados. Todas as entrevistas foram realizadas pessoalmente.

Falta de informação

Embora raro (2,9 a 6,8 casos por 100 mil habitantes), o câncer de pênis costuma provocar mutilações. Levantamento recente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aponta que são amputados, todos os anos, mais de mil pênis no país “Nos casos avançados, a amputação parcial ou total do pênis é quase inevitável. Quando células cancerosas atingem a virilha e o abdome, são necessárias cirurgias de ressecção de tecido linfático,  com elevada morbidade”, ressalta Stênio Zequi.

As principais causas de câncer de pênis já conhecidas até então são falta de higiene e presença de fimose, pois estão associadas com acúmulo de secreções na glande ou em outras regiões do pênis, causando assim uma inflamação crônica que pode desencadear o tumor.

A doença é mais incidente nas regiões mais pobres e, consequentemente, com menor acesso às informações sobre prevenção de câncer. Há também barreiras importantes, como o tabu do homem ir ao médico. “Ele leva seis meses ou mais para ter seu diagnóstico, pois em geral o acesso a saúde nessas regiões é muito limitado, levando a atraso na realização de simples biópsias, somados ao fato de muitos pacientes  terem vergonha de falar sobre o assunto, até mesmo com sua esposa. “Se estamos observando um comportamento sexual que causa danos à saúde das pessoas, as autoridades e os agentes de saúde precisam orientar a população”, diz Zequi. “É preciso dizer a esse público: lave o pênis, não tenha fimose, não tenha relaçoes sexuais com animais, use camisinha, etc”, acrescenta.

Sexo com animais, no entanto, não é um hábito exclusivo dos mais pobres, observa o especialista. “A internet dissemina esta prática também nos países desenvolvidos. Seja por curiosidade, seja por prazer, seja por doença psiquiátrica, isso ocorre. Quebrar o tabu é a melhor forma de reduzir seus danos. Acreditamos nisso”.

Antes de receber o aceito para publicação no Journal of Sexual Medicine, resultados parciais foram apresentados no Congresso da Societé Internationalle Dúrologie, em Shanghai em novembro de 2008, e no maior Congresso Urológico do Mundo, o AUA American Urological Association Annual Meeting, de 2010, realizado em maio daquele ano em São Francisco. Além disso, foi selecionado em maio, também de 2010, como um dos "best papers" do 10º Congresso da Federação Européia de Sexologia, na cidade do Porto, em Portugal.



11 de Outubro de 2011

Tuberculose recua pela 1ª vez; Brasil se destaca no mundo

Número de mortos passou de 200 mil para 50 mil por ano

A tuberculose recua pela primeira vez no mundo, Brasil e China se destacam

Apesar de a tuberculose recuar pela primeira vez no mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que os países invistam na luta contra as formas da doença resistentes aos medicamentos.

Segundo o relatório anual da OMS, 8,8 milhões de pessoas contraíram o bacilo no ano passado, contra 9,4 milhões no ano retrasado. O número de mortes caiu para 1,4 milhões, o menor nível em dez anos depois de atingir seu pico com 1,8 milhões de mortes em 2003.

Os maiores avanços na luta contra a doença se concentram no Brasil e na China, onde o número de mortos passou de 200.000 para 50.000 por ano no período de 20 anos. Ao mesmo tempo, a prevalência da doença nos países passou de 215 para 108 casos por 100.000 habitantes.

Contudo, a luta contra a doença precisa de um bilhão de dólares suplementares em 2012, segundo a OMS. Os esforços contra a tuberculose multirresistente recebem particularmente pouco financiamento.

Em 2012, aproximadamente 46.000 pessoas no mundo foram tratadas por casos de tuberculose multirresistente, 16% do total da população atingida. Estes pacientes são vítimas de uma bactéria que não responde ao tratamento comum de seis meses e precisam de um tratamento com medicamentos menos fortes e mais caros por dois anos.

Os progressos mais notáveis foram realizados no Quênia e na Tanzânia, onde os casos de tuberculose caíram depois de ter aumentado ao mesmo tempo em que a epidemia de AIDS.

"A tuberculose mata cada vez menos e menos gente contrai a doença. É um progresso grande, mas não podemos relaxar nos esforços", comentou o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.

"Milhões de pessoas continuam a contrair a doença todos os anos e muita gente morre. Rogo para esforços sérios para a prevenção e tratamento contra a tuberculose, sobretudo com os mais pobres e mais vulneráveis do planeta", acrescentou Ban.

Em retrospectiva, o relatório destacou os grandes avanços desde 1990 no Brasil, onde foi visto "uma queda significativa e sustentável da doença".

Na China, as mortes por tuberculose caíram de 216.000 em 1990 a 55.000 em 2010 e a prevalência da tuberculose caiu pela metade, de 215 casos a 108 casos para cada 100.000 pessoas.

"Em muitos países, a forte liderança e o financiamento interno, com forte apoio dos doadores, começou a fazer uma diferença real na luta contra a tuberculose", afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

"O desafio agora é avançar nesse compromisso, de maneira a aumentar o esforço global e prestar especial atenção à crescente ameaça da tuberculose que resiste a remédios", acrescentou.



4 de Outubro de 2011

Transplante de útero feito na Turquia leva esperança 

a milhões de mulheres

Derya Sert, internada em um hospital perto de Antalya (sul da Turquia), é a primeira mulher no mundo a receber um transplante de útero de uma doadora falecida, uma cirurgia que pode dar esperanças a milhões de mulheres no mundo que não podem ter filhos. 

Os médicos do hospital universitário Akdeniz realizaram com êxito este transplante em 9 de agosto nesta mulher de 21 anos, que nasceu sem útero, como ocorre com cerca de 5.000 mulheres no mundo. 

"Estou feliz, animada, tudo se mistura’, contou Sert, casada com um mecânico da região e que está hospitalizada faz uns seis meses. "Se Deus quiser, em breve teremos nosso bebê nos braços’, acrescentou. "Nunca tive medo da operação e jamais temi as dores pelas quais teria que passar. 

Este útero já é um dos meus próprios órgãos. Faz tempo que esperávamos por isto’, desabafou Sert, explicando que sua família a ajudou muito. Este foi o segundo transplante de útero realizado no mundo, depois de uma primeira tentativa na Arábia Saudita, em 2000. Esta intervenção foi realizada com uma doadora viva, mas fracassou depois de 99 dias e os médicos tiveram que retirar o órgão transplantado. 

"Era um problema ter que lidar com uma doadora viva’, explicou o cirurgião Omer Ozkan, que faz parte da equipe de oito médicos e outros sete especialistas que fizeram esta operação. "Durante essa cirurgia (na Arábia Saudita), a veia era curta demais para a anastomose (união) e o útero não estava bem assistido’, acrescentou a ginecologista Munir Erman Akar, da mesma equipe. 

Os médicos turcos pensam ter conseguido resolver este problema. Ao trabalhar com uma doadora já falecida, eles puderam extrair mais tecido ao redor do útero e os vasos sanguíneos foram mais longos. Por outro lado, os remédios imunossupressores administrados para evitar a rejeição passaram por uma revolução nos últimos anos, acrescentaram os médicos. 

No entanto, os especialistas demonstram prudência. "A operação transcorreu bem. Mas poderemos falar de êxito quando ela tiver seu bebê’, disse o doutor Ozkan. ‘Por enquanto, estamos satisfeitos por constatar que o tecido está vivo’ e que não houve rejeição. Para ele, será preciso esperar pelo menos seis meses antes de confiar a paciente aos médicos que implantarão os embriões do casal. 

Durante a gravidez, ‘há vários riscos, como a formação de anomalias congênitas por causa dos imunossupressores, e também riscos de um trabalho (nr: de parto) antes de (nr: a gestação) chegar a termo ou de um retardo do crescimento intrauterino’, afirmou a doutora Akar. ê importante reduzir as doses de medicamentos para garantir a saúde do feto durante toda a gravidez.  




Com doença rara, mulher pode morrer caso durma

 Londres (Inglaterra) - Uma mulher de 24 anos do Reino Unido nunca poderá tirar um cochilo por um capricho ou dormir na casa de amigos pois ela sofre de uma rara doença que a impede de respirar quando adormece. Emma Chell tem a síndrome de hipoventilação central congênita (SCCH ) que é uma falha no reflexo neurológico que controla a respiração. Para dormir ela precisa usar uma espécie de ventilador acoplado em uma máscara que envia ar para seu pulmão.

Emma passou os primeiros dois anos de sua vida no hospital enquanto os médicos tentavam descobrir por que ela de repente parava de respirar. Apenas uma em cada 200 mil crianças nascem com a doença. Emma é uma das 30 doentes com SCCH no Reino Unido, a estimativa que é que exista cerca de 200 pessoas com o mal no mundo, pois a taxa de mortalidade é extremamente alta.

A jovem sofre muito com a doença, em entrevista ao Daily Mail ela relatou que sabe que nunca poderá visitar alguns lugares e caso fique com sono em algum lugar que não é sua casa tem que fazê-lo ir embora.

A infância de Emma não foi nada fácil, quando começou a escola, ela tinha que ter um adulto para acompanhá-la em todos os momentos, tornando difícil para ela se encaixar e fazer amigos. Mas, hoje ela já aprendeu a conviver com a doença.

Hoje ela tem um namorado e passa muitas noites ao lado dele. Chris Mason, 29 anos, teve que aprender a dormir ao lado de alguem mascarado. Emma acabou de terminar o a faculdade de computação e está anciosa para continuar sua vida.




Erro médico une os dois seios de mulher em cirurgia

Los Angeles (EUA) - Uma mulher decidiu tornar público o resultado da sua operação para aumento de seios para alertar as mulheres quanto a escolha de um cirurgião plástico desqualificado.

Dinora Rodriguez, de Los Angeles, Califórnia ficou com os seios unidos após o procedimento cirúrgico. Ela estrela uma campanha da Associação Americana de Cirurgia Plástica para atentar as pessoas quanto aos procedimentos cirúrgicos por médicos desqualificados.

Um porta-voz da associação diz: "Não é porque eles possuem jalecos brancos que estão qualificados para realizar cirurgias plásticas".

O cirurgião ainda cortou nervos e músculos, deixando a paciente com dores nas costelas.



23 de Setembro de 2011

Doença misteriosa atinge moradores do interior de São Paulo

Uma moradora de São Carlos, a 213 km de São Paulo, está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa com os mesmos sintomas da doença desconhecida que matou dois irmãos que moravam no município. Os sintomas são febre, manchas pelo corpo, tosse, dor de garganta e dificuldades respiratórias - os mesmos apresentados por André Brisolari, 31 anos, e Alessandra Brisolari, 39 anos, mortos no início do mês. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo o secretário da Saúde de São Carlos, Artur Pereira, o estado da paciente, de 28 anos, que não teve o nome revelado, é grave, porém estável. Ela respirava sem a ajuda de aparelhos e deve ficar em observação. 

No município, todos os serviços de saúde foram avisados para alertar sobre outros casos. A Vigilância Epidemiológica encaminhou exames realizados na mulher para o Instituto Adolfo Lutz - o diagnóstico deve ser apresentado em até 30 dias. 

Ela era medicada com antibióticos e drogas indicadas para o vírus H1N1, que causa a gripe A. Sobre os óbitos, Pereira disse que exames iniciais já descartaram meningite, dengue hemorrágica, hantavirose, febre amarela, febre maculosa, leptospirose e o vírus H1N1. 

A prefeitura orienta que as pessoas evitem ambientes pouco ventilados, que lavem constantemente as mãos e que redobrem as medidas de higiene pessoal. "Trata-se de uma doença que evolui para óbito rapidamente, por isso, a necessidade da notificação", disse. 



21 de Setembro de 2011

Primeiros sinais de Alzheimer são ignorados pela maioria das pessoas, diz neurologista

Da Agência Brasil

Brasília – Estima-se que 36 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de Alzheimer, o tipo de demência mais comum a afetar o cérebro. No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas têm a doença.

Um relatório divulgado, na semana passada, pela organização Alzheimer´s Disease International, que reúne entidades em vários países, revelou um dado preocupante. Mais de 75% das pessoas que vivem com a doença no mundo não foram diagnosticadas.

Para o neurologista do Instituto da Memória da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Rodrigo Shultz, o diagnóstico da doença ocorre tardiamente porque a maioria ignora os primeiros sinais da doença. “Tanto a família quanto o médico negligenciam, de forma involuntária, as queixas das pessoas”, disse.

Segundo ele, diferentemente de outras doenças, o Alzheimer não é identificado com um único exame, mas a partir de uma análise do histórico médico do paciente e uma avaliação neurológica detalhada.

O primeiro sintoma é a dificuldade de lembrar fatos recentes, como o local onde está um objeto de uso frequente. Segundo o médico, cerca de 30% dos casos são identificados na fase intermediária, quando o doente encontra dificuldade em fazer atividades rotineiras, o que é percebido por amigos e parentes. “A dona de casa, por exemplo, que se atrapalha na cozinha ou com as finanças”, explica Shultz, membro da Academia Brasileira de Neurologia.  

Com o passar do tempo, a doença progride e os sintomas pioram. A perda de memória aumenta e o paciente apresenta desorientação, mudanças no humor e deixa de reconhecer pessoas próximas. No estágio final, a pessoa com a doença não consegue andar, falar e comer  e enfrenta complicações, como fraturas de membros, por causa de quedas, e feridas pelo corpo, por ficar longos períodos deitada. A terceira idade é a faixa etária com o maior número de registros da doença.  

Cuidar de um portador de Alzheimer afeta também a rotina da família. Administrar trabalho, filhos, estudos e o avanço da doença resulta em elevada pressão psicológica sobre o responsável em cuidar do parente doente.

A Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) no Rio de Janeiro oferece curso com orientações sobre como cuidar dos parentes acometidos pela doença e dar-lhes melhor qualidade de vida.

A presidenta da associação, Eliana Faria, alerta que o aumento de casos da doença nos próximos anos vai exigir a formação de cuidadores capacitados para atender os idosos.  “Quanto mais pessoas apresentam a doença, há menos lugares com atendimento especializado”, disse.

Em alguns estados, associações promovem hoje (21) atividades para esclarecer sobre os sintomas doença por causa do Dia Mundial do Alzheimer.

Não existe cura para a doença. Os remédios e o tratamento conseguem apenas protelar o avanço e aliviar os sintomas. O paciente pode viver, em média, de dez a 12 anos com a doença. A sobrevida, segundo  Shultz, está relacionada a fatores genéticos e ao estilo de vida do portador, como a prática de exercícios físicos e a predominância de atividade intelectual, como a leitura.



19 de Setembro de 2011

Médicos quebram estatísticas e separam gêmeas siamesas unidas pela cabeça

Um time de médicos britânicos entrou para a história depois de separar duas gêmeas siamesas unidas pela cabeça. Até o resultado final elas foram submetidas a quatro operações, sendo a última, em 15 de agosto, no Hospital Infantil Great Ormond Street, em Londres.

Apenas neste domingo (18), mais de um mês depois da operação, as bebês Rital e Ritag Gaboura, de 11 meses, tiveram informações sobre o estado de saúde divulgadas.

A viagem das sudanesas a Londres e todo o tratamento médico foi pago pela instituição de caridade Facing the World. Até o momento, elas parecem não ter sofrido danos neurológicos.

Casos de gêmeos siameses são extremamente raros e apenas 5% deles são unidos pelo crânio, isso significa uma estatística de um em um milhão. Destes, cerca de 40% morrem antes mesmo do nascimento ou durante o parto e outros 35% morrem nas primeiras 24 horas de vida, o que faz com que apenas 25% dos bebês unidos pela cabeça sobrevivam.

Os gêmeos siameses são monozigóticos, ou seja, formados a partir do mesmo zigoto. Porém, nesse caso, o disco embrionário não chega a se dividir por completo, produzindo gêmeos que estarão ligados por uma parte do corpo, ou têm uma parte do corpo comum aos dois. O embrião de gêmeos xifópagos é, então, constituído de apenas uma massa celular, sendo desenvolvido na mesma placenta, com o mesmo saco aminiótico. 

Entenda o caso

As gêmeas Rital e Ritag nasceram de cesariana na capital do Sudão, Cartum. Devido à maneria como suas cabeças eram unidas, havia um grande fluxo de sangue entre os cérebros das irmãs. Ritag irrigava metade do cérebro da irmã, enquanto recebia quase todo esse fluxo de sangue de volta para seu coração. A qualquer queda significativa no fluxo sanguíneo cerebral elas poderiam sofrer danos neurológicos. 

Os pais de Rital e Ritag se disseram privilegiados por suas filhas terem conseguido fazer a cirurgia. "Estamos muito agradecidos por poder esperar o momento em que vamos voltar para casa com duas meninas separadas e saudáveis. Agradecemos a todos os médicos que doaram seu tempo e à instituição Facing the World por organizar toda a parte logística e pagar pelas cirurgias."

Até o momento, elas reagem bem a todos os testes e estímulos da mesma maneira que reagiam antes das operações, o que indica que não houve danos neurológicos. Mas ainda não é possível descartar a possibilidade.



19 de Setembro de 2011

Grupo Nova Visão Humana seleciona 500 vagas para deficientes físicos

O Grupo Nova Visão Humana, consultoria especializada em soluções de RH, recrutamento e seleção de pessoal, abriu processo seletivo para a contratação de 500 pessoas com necessidades especiais. As vagas, com início imediato, são para ajudante de produção, operadores de telemarketing, auxiliares administrativos, vendedores e recepcionistas. A jornada varia de seis a oito horas diárias, de segunda a sexta-feira, dependendo da área e ocupação.

O Grupo Nova Visão Humana, consultoria especializada em soluções de RH, recrutamento e seleção de pessoal, abriu processo seletivo para a contratação de 500 pessoas com necessidades especiais. As vagas, com início imediato, são para ajudante de produção, operadores de telemarketing, auxiliares administrativos, vendedores e recepcionistas. A jornada varia de seis a oito horas diárias, de segunda a sexta-feira, dependendo da área e ocupação.



19 de Setembro de 2011

Pacientes com câncer cobram da Anvisa registro imediato de medicamento no Brasil

Portadores de mieloma múltiplo, tipo de câncer de medula óssea, cobram da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a liberação da entrada do medicamento lenalidomida no país. A Fundação Internacional de Mieloma da América Latina (IMF, em inglês), entidade que representa os doentes em 108 países, entregou à agência reguladora abaixo-assinado com 22 mil assinaturas de pacientes e parentes que reivindicam o registro imediato do remédio no Brasil.

A lenalidomida é indicada para os pacientes que já não respondem aos remédios usuais ou abandonam o tratamento por causa dos efeitos colaterais provocados pela talidomida, entre eles, formigamento nas mãos e nos pés, informou a presidenta da IMF na América Latina, Christine Battistini. A lenalidomida integra o mesmo grupo da talidomida.

“Sabemos que não é para todo paciente, mas muitos precisam. Esperamos que haja bom senso da Anvisa”, disse Christine Battistini, acrescentando que existe comprovação da eficácia da lenalidomida que provoca menos incômodo ao paciente. Segundo a organização, o remédio já é aprovado em mais de 70 países, como os Estados Unidos, o Canadá e a Europa.

De acordo com a presidenta, não há dados exatos sobre o número de pessoas que sofrem da doença no país e quantos necessitam da lenalidomida. Estima-se que 50 a 60 mil pacientes estão em tratamento. A cada ano, surgem 15 a 17 mil novos casos no Brasil.

A Anvisa informou que três áreas técnicas diferentes já negaram o registro do medicamento por não considera-lo seguro nem eficaz para o paciente. No Brasil, um grupo de dez pessoas testa a medicação, quatro apresentaram resultado positivo. O processo de registro continua em tramitação na Vigilância Sanitária, mas sem prazo para conclusão.

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que afeta as células plasmáticas, encontradas na medula óssea. Os sintomas frequentes são dores nos ossos, anemia, problemas renais e fraturas patológicas, além de constantes infecções.

Agência Brasil



19 de Setembro de 2011

Internação por cirrose alcoólica cresce 50% 

no estado de São Paulo

Da Agência Brasil

São Paulo – As internações por cirrose hepática causada pela ingestão de bebidas alcoólicas aumentaram quase 50% nos últimos cinco anos nos hospitais do estado de São Paulo. Em 2007, foram internadas cerca de 2,1 mil pessoas com o problema e a estimativa para este ano é de mais de 3 mil pacientes. Os dados são do Serviço de Hepatologia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo.

De acordo com o coordenador do serviço, o médico Carlos Baía, o levantamento indica que as pessoas passaram a ingerir mais bebidas alcoólicas. “A quantidade de álcool para provocar uma cirrose varia caso a caso. Geralmente são quantidades que as pessoas podem achar pequenas, como quatro ou cinco doses de bebidas destiladas por dia, se for consumido diariamente por dez anos”.

O álcool inflama e destrói gradualmente as células do fígado que, ao longo do tempo, passa a ficar tomado por pequenas cicatrizes, e tem seu funcionamento prejudicado. Estima-se que em torno de 15% dos alcoólatras cheguem a esta etapa em um período entre dez e 15 anos de dependência.

"Uma das características do álcool é induzir tolerância e a pessoa precisa de uma quantidade cada vez maior para sentir o mesmo efeito de relaxamento inicial”, destaca o médico.

As complicações decorrentes da doença podem ocorrer lentamente e desencadear o acúmulo de água na barriga, inchaço nas pernas, confusão mental, e até o desenvolvimento de câncer no fígado e hemorragias digestivas.

Baía ressalta que o transplante de fígado só é indicado em casos muito graves, quando o paciente já está com as funções vitais do órgão totalmente comprometidas. Segundo o Hospital de Transplantes, os dependentes de álcool correspondem a cerca de 15% das pessoas que estão na lista de espera.

“A porcentagem é baixa porque existem mecanismos para restringir a entrada dessas pessoas na lista. Não se faz transplante em uma pessoa que tem alto risco de voltar a beber”, diz o médico. Para poder entrar na lista de espera do transplante, a pessoa tem de estar a pelo menos seis meses sem consumir bebida alcoólica.

Hepatites virais, principalmente a do tipo C, também desencadeiam a cirrose hepática. O médico orienta as pessoas a realizar o teste laboratorial com exame de sangue. “Prevenção é sempre a melhor escolha. A hepatite C, por exemplo, é uma doença silenciosa e o combate fica mais fácil se o diagnóstico for precoce”, explica o hepatologista.



17 de Setembro de 2011

Para curar Aids, cientistas criam gato que brilha no escuro

DNA ganhou proteína de macaco e gene de medusa

Na busca por criar um animal imune ao vírus causador da aids, cientistas criaram um gato que brilha no escuro. Os pesquisadores alteraram o gato geneticamente inserindo no seu DNA uma proteina de macaco e o gene de uma medusa luminosa. Após a mudança, o gato ficou resistente ao FIV, a versão felina do vírus HIV.

A pesquisa feita pela organização Mayo Clinic foi publicada na revista Nature Methods. Os vírus FIV e HIV são bastante semelhantes e causam os mesmos problemas em gatos e humanos, respectivamente. Os cientistas esperam que, a partir do estudo com felinos, possam adaptar o método para uso em humanos.



12 de Setembro de 2011

Flor do Egito pode trazer cura para o câncer

Um novo remédio feito com uma flor que já tinha usos medicinais no Egito antigo pode destruir células de câncer, segundo uma pesquisa realizada por cientistas britânicos.

A nova droga produzida a partir do açafrão-do-prado (Colchicum autumnale) circula na corrente sanguínea, mas só é ativada por uma substância química emitida por tumores malignos.

Ela atacaria então as células cancerosas que se espalharam, mas deixaria intactos os tecidos saudáveis.

O remédio foi testado com sucesso em camundongos contra câncer de mama, intestino, pulmão e próstata, mas deve ser eficiente contra qualquer tipo de tumor sólido, segundo os pesquisadores.

Nos testes de laboratório, metade dos camundongos ficou completamente curada após uma única injeção da droga e houve redução no ritmo de crescimento dos tumores em todos os animais testados.

Os testes clínicos devem começar em até dois anos.

'Inanição'

Os pesquisadores dizem que a chave para o sucesso do tratamento é que ele é ativado por uma enzima usada pelos tumores para invadir os tecidos a seu redor.

Uma vez ativado, o remédio destrói as veias que alimentam o tumor e faz com que o câncer morra de inanição.

"O que criamos é, efetivamente, uma 'bomba inteligente', que pode ser direcionada a matar qualquer tumor sólido, aparentemente sem danificar os tecidos saudáveis", disse o líder da pesquisa da Universidade de Bradford, Laurence Patterson.

Veneno

O extrato do açafrão-do-prado tem um histórico de usos medicinais e também como veneno na Grécia e no Egito antigos.

Mais frequentemente, a substância colchicina, retirada da planta, é usada no tratamento de crises de gota.

Tentativas anteriores de usá-la no combate ao câncer fracassaram devido à alta toxicidade do composto, mas o problema teria sido resolvido depois que a equipe britânica conseguiu torná-la inofensiva até entrar em contato com um tumor.

A nova droga pertence à mesma família de remédios do Paclitaxel, o agente de quimioterapia mais usado no mundo, produzido a partir da casca da árvoreTaxus brevifolia.

"Se (os resultados) forem confirmados em testes de laboratórios mais extensos, os remédios baseados nessa abordagem podem ser muito úteis como parte de uma combinação de tratamentos contra diversos tipos de câncer", disse Paul Workman, do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres.

Pacientes do Hospital de St. James, em Leeds, poderão ser os primeiros a testar o novo remédio dentro de 18 a 24 meses.

Fonte: Estadão



12 de Setembro de 2011

Uma xícara de café por dia protege contra ataque 

cardíaco, diz pesquisa

Um novo estudo sueco pode ajudar as fãs do cafezinho. De acordo com a pesquisa, mulheres que bebem de uma a cinco xícaras de café por dia podem reduzir suas chances de sofrer ataque cardíaco em 25%. E as mulheres que não bebem café podem até aumentar suas chances de sofrer infarto.

Os pesquisadores do Instituto Karolinska, em Estocolmo, analisaram informações de quase 35 mil mulheres entre 49 e 83 anos. No espaço de dez anos, 1.680 das pessoas estudadas sofreram ataque cardíaco. Mas aquelas que bebiam de uma a cinco xícaras de café diariamente foram 25% menos atingidas pelo problema. 

O resultado se manteve mesmo quando os cientistas descontaram fatores considerados de risco como o consumo de cigarro, bebida, peso, pressão alta e diabete. Apesar do número de casos estudados, a pesquisa não é conclusiva, já que muitos outros fatores não previstos no estudo podem estar relacionados ao baixo nível de problemas cardíacos nas mulheres.

Outro ponto importante, segundo a pesquisa, é que as pessoas estudadas são de origem escandinava. Mesmo assim, outros estudos já vêm relacionando o consumo de café à proteção contra ataque cardíaco. Por enquanto, os cientistas não recomendam nenhuma mudança brusca de hábitos visando esse benefício.



12 de Setembro de 2011

Estudo revela que bebedeiras aumentam o risco 

de morte em hipertensos

Portadores de hipertensão arterial (HA) que bebem grandes quantidades de álcool têm uma chance significativamente maior de morrer do que indivíduos normotensos que não bebem. Esta é a constatação de um estudo realizado por pesquisadores sul-coreanos. A definição de HA neste estudo foi de uma pressão arterial (PA) mínima de 168/100 mmHg, ou seja, um nível de HA moderado.

"Binge drinking" é o termo da língua inglesa utilizado para designar o consumo de uma grande quantidade de bebida alcoólica em uma única sessão. Esta hábito, muitas vezes, pode resultar em uma intoxicação alcoólica aguda. Especialistas dizem que a maioria dos indivíduos que bebem desta forma não estão conscientes dos riscos que correm. Estima-se que cerca de 30% dos adultos brasileiros sejam hipertensos.

Os pesquisadores sul-coreanos descobriram que estes hipertensos etilistas, quando comparados com pessoas normotensas que não bebiam, apresentavam um risco de morte cardiovascular, em geral, 3 vezes maior. Este risco era 4 vezes maior quando consumiam no mínimo seis doses em uma única de sessão de "bebedeira", chegando a ser 12 vezes maior quando consumiam 12 doses ou mais.

Os pesquisadores acompanharam cerca de 6.100 pessoas, a grande maioria homens, que viviam em uma comunidade agrícola na Coréia do Sul, por mais de duas décadas.Todos os participantes do estudo tinham pelo menos 55 anos de idade.

Os autores da pesquisa dizem que seus resultados precisam ser confirmados por outros estudos."Estes resultados não podem ser generalizados para outras populações, no entanto, nos parece que a ingestão alcoólica excessiva em hipertensos é um hábito muito perigoso", finaliza o Dr. Jae Woong, autor principal do estudo.

A American Heart Association define o consumo moderado de álcool da seguinte forma: dois drinques (quantidade máxima) por dia para os homens, e um drinque por dia para as mulheres. Dois drinques equivalem a duas latas de cerveja, duas taças de  vinho (taça de 150 ml) ou duas doses de um uma bebida destilada (dose de 50 ml).

Informações do Portal do Coração



9 de Setembro de 2011

Tamanho de dedo anelar pode dizer muito 

sobre libido masculina

Pesquisadores da Universidade da Flórida nos EUA descobriram que o tamanho do dedo anelar diz muito sobre masculinidade. Segundo afirmam os estudiosos, quanto maior o dedo, maior também será a libido do homem.

Isto ocorre porque o tamanho do anelar se relaciona com a quantidade de testosterona a que foi exposto o indivíduo durante o período da gestação.

Esses resultados foram obtidos a partir da observação de fêmeas de camundongos durante a gravidez e os níveis de hormônio sexuais nos embriões. Os ratos que foram expostos à testosterona tinham os maiores dedos anelares.



29 de Agosto de 2011

Novo medicamento reduz a possibilidade de AVC

Os laboratórios americanos Bristol-Myers Squibb (BMS) e Pfizer divulgaram neste domingo resultados promissores de um vasto estudo sobre uma nova molécula que poderá reduzir a frequência dos acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Esse estudo de fase III (a última antes de solicitar a comercialização do medicamento) foi feito com 18.201 pacientes, e demonstrou a superioridade do apixaban (nome comercial: Eliquis) sobre o warfarin - o tratamento de referência - nos pacientes que sofrem de fibrilação arterial, asseguraram os laboratórios.

Para esse tipo de pacientes, o apixaban é o primeiro anticoagulante que reduz "significativamente" os riscos de morte, afirmaram os dois gigantes em comunicado.

Os pacientes que tomam apixaban apresentam uma probabilidade inferior a 21% de padecer de um acidente vascular cerebral em relação aos pacientes tratados com warfarin, assim como 31% menos probabilidades de padecer de uma hemorragia importante e 11% de morrer.

Os resultados foram apresentados neste domingo durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia em Paris e publicados no jornal especializado New England Journal of Medicine.

O estudo, realizado em 1.034 hospitais de 39 países, foi coordenado pelo Duke Clinical Research Institute (Carolina do norte, sul dos Estados Unidos) e pelo Uppsala Clinical Research Institute (Suécia), informaram BMS e Pfizer.

O risco de ter um AVC é uma crescente preocupação gerada pelo envelhecimento da população.

Segundo os autores do estudo, 5 milhões de americanos e 6 milhões de habitantes da União Europeia sofrem de fibrilação arterial, a forma mais comum de perturbação do ritmo cardíaco, o que os coloca na categoria de risco de sofrer AVC.

A confirmação do potencial da nova molécula seria uma boa notícia para a Pfizer e BMS, que precisam enfrentar o avanço dos genéricos no mercado de medicamentos.

Caso Ricardo Gomes

Ontem (28) o técnico do Vasco, Ricardo Gomes, sofreu um AVC hemorrágico e teve que sair do estádio Engenhão, onde o Vasco jogava contra o Flamengo, de ambulância. Os médicos fizeram uma cirugrgia de urgência durante a madrugada, que foi considerada um sucesso.

Ricardo Gomes agora está no CTI, e ainda inspira cuidados, porém não corre mais risco de morte.

Fonte: com informações do Terra



22 de Agosto de 2011

Seringas de HIV contra roubo

Médica põe sangue infectado no muro de sua casa em Brasília para se proteger de ladrões

Brasília - Cansada de ter a casa roubada por ladrões, em Brasília, para se proteger, uma médica fixou seringas infectadas com sangue HIV positivo na grade da sua residência, no condomínio RK, em Sobradinho, a 22 quilômetros da capital federal. O protesto contra suposta onda de assaltos da médica, que não teve o nome divulgado, chocou os vizinhos.

Ela fixou as seringas e escreveu em um cartaz “Muro com sangue HIV positivo – não pule”. A médica disse que tomou a atitude por estar cansada de ser roubada. “A primeira vez foi um cortador de grama, secador de cabelos e máquina fotográfica. A última foi a televisão, uma tela plana”, contou a mulher. Ela admitiu que pegou o material onde trabalha, no Hospital regional do Paranoá, como ortopedista. “Eu sou médica e consegui isso no hospital. Estão contaminadas”, afirmou.

A síndica do condomínio, Vera Barbieri, diz que as seringas foram coladas no portão há dois dias e que a moradora foi oficialmente notificada — tem cinco dias para retirar todo material, senão, será multada. A polícia e a Vigilância Sanitária, procuradas, teriam informado que nada poderiam fazer.

Atitude é condenada

O Conselho Regional de Medicina condenou a atitude da médica. “Qualquer atitude que uma pessoa ou médico tome para tentar ferir um paciente, ou tentar agredi-lo, deve ser condenada”, afirmou o secretário do Conselho, Farid Buitrago. Ele disse que há risco de contaminação pelas seringas, mesmo que não seja de HIV. “Há o risco de infecções bacterianas, por exemplo. Por isso, todo material cirúrgico deve ser descartado em recipientes adequados”, disse.



18 de Agosto de 2011

Ecstasy pode ser usado no tratamento de câncer, acreditam cientistas


Cientistas britânicos acreditam que a droga ecstasy poderia ser usada no tratamento de diferentes tipos de câncer de sangue, como leucemia, linfoma e mieloma. Há seis anos, pesquisadores já sabem que psicotrópicos como ecstasy, remédios para emagrecer e anti-depressivos têm efeitos sobre células cancerígenas, e agora eles buscam uma fórmula para alterar o ecstasy e utilizá-lo em tratamentos. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

O maior problema é que a quantidade de ecstasy necessária para eliminar as células cancerígenas seria fatal para o paciente. O que os pesquisadores da universidade de Birmingham querem fazer é isolar as propriedades benéficas do ecstasy que não causem efeitos colaterais. Os cientistas esperam começar testes em humanos nos próximos anos.

Fonte: Terra




Cientistas acreditam que cães farejadores podem detectar câncer de pulmão


Cães podem farejar o cheiro de um câncer de pulmão muito antes que os sintomas apareçam, dizem pesquisadores alemães. É a primeira vez que cientistas estudam a capacidade dos cães em detectar a doença, mas o estudo indica que os animais podem receber treinamento para alertar sobre a presença do câncer. A pesquisa foi realizada no hospital Schillerhoehe, na Alemanha, segundo informações do jornal britânico Daily Mail.

Geralmente, o câncer de pulmão é descoberto em estágio já avançado, já que os sintomas não aparecem na fase inicial. Por isso, os cães farejadores poderiam ajudar a salvar vidas. Nos testes realizados na Alemanha, os cães identificaram com sucesso 70% dos casos de câncer, mas os cientistas ainda não sabem qual a substância exata que eles detectam.

O estudo incluiu 220 voluntários entre pessoas com câncer e saudáveis e três cachorros. Mesmo o uso de cigarro ou de remédios não afetou a habilidade dos cães farejadores. Cientistas ainda não sabem se a técnica pode ser usada em grande escala, já que o custo de treinar os cães é alto. Mas a pesquisa segue em andamento.

Fonte:  Terra


18 de Agosto de 2011

Para evitar morte por doenças crônicas, plano prevê diminuição do preço de frutas e mais taxação para cigarros

Da Agência Brasil

Brasília – Diminuir o preço de frutas e hortaliças e aumentar as taxas para as bebidas alcoólicas e produtos derivados do tabaco são algumas das ações que o governo pretende adotar para conter as mortes provocadas pelas doenças crônicas não transmissíveis na próxima década. Atualmente, essas doenças matam mais de 742 mil brasileiros por ano, cerca de 72% do total de mortes no país.

As ações fazem parte do Plano para Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, apresentado hoje (18) pelo Ministério da Saúde, que tem o intuito de reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura, de pessoas com até 70 anos de idade, em decorrência desse tipo de doença, como câncer, diabetes, infarto, acidente vascular cerebral e doenças respiratórias. A taxa atual é de 255 vítimas para cada grupo de 100 mil habitantes. A ideia é atingir a relação de 196 casos por 100 mil habitantes até 2022.

O estilo de vida regado ao consumo abusivo de álcool, alimentos gordurosos, fumo, sedentarismo e obesidade aumenta o risco de uma pessoa ter uma doença crônica não transmissível. Para estimular a ingestão de frutas, verduras e legumes, o governo propõe reduzir impostos e taxas para produção e venda dos alimentos saudáveis, uma forma de facilitar o acesso, principalmente da população pobre – a mais afetada pelas doenças –, a esses produtos, já que o preço é um dos empecilhos.

“Defendemos incentivos fiscais e tributários para os alimentos saudáveis”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sem detalhar como será a adoção das medidas fiscais.

Outra medida é limitar a presença de sal, gordura e açúcar nos alimentos processados. Um acordo já firmado com a indústria alimentícia, em abril, prevê a redução gradativa do sódio (sal) nas massas, macarrão instantâneo e pães. Neste semestre, o ministério vai discutir com o setor a diminuição da gordura total. “É reduzir o sal que se vê no saleiro e o oculto nos alimentos”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

No caso do tabaco e do álcool, a proposta é aumentar os impostos incidentes nos produtos do setor para desestimular o hábito de fumar e a ingestão de bebidas alcoólicas. Nas últimas três décadas, a política antitabagista tem surtido efeito no país. No final dos anos 80, 34,8% dos adultos eram fumantes. Atualmente, o percentual é de 15%. Em 2022, a meta é cair para 9% da população adulta.

Já o consumo de álcool tem crescido. Um estudo feito pelo ministério, em 2010, revelou que 18% dos adultos bebem cinco ou mais doses em uma única ocasião, o que é considerado consumo abusivo. O percentual subiu 0,6 ponto percentual ao ano – desde 2006.

No início do mês, uma medida provisória determinou o aumento da carga tributária nos cigarros, passando de 60% para 81%. De acordo com Alexandre Padilha, já existem projetos no Congresso Nacional que preveem aumentar a carga tributária também para as bebidas alcoólicas, que tem o apoio do ministério.

Outras propostas são acabar com os fumódromos e intensificar a fiscalização na venda de álcool para menores de 18 anos de idade, que é proibida.

Para incentivar a prática de atividades físicas, o ministro aposta no Programa Academia da Saúde, com a instalação de 4 mil equipamentos esportivos em espaços públicos até 2014. O objetivo é que 22% da população façam exercício físico na hora do lazer, até 2022. “Fazer atividade física, às vezes, não é uma escolha para o indivíduo. É falta de opção”, disse Padilha.

O plano nacional será apresentado na assembleia-geral das Nações Unidas, em setembro, cujo tema será o combate a doenças crônicas. A presidenta Dilma Rousseff deve participar do evento.

Das mais de 740 mil mortes por doenças crônicas não transmissíveis, 31% são cardiovasculares e 16% por causa de cânceres. Essas doenças têm impacto de, pelo menos, 1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo o ministério. Estudos estimam redução de 2% do PIB ao ano nos países da América Latina por causa dessas doenças.

Saiba mais sobre o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011 -2022:

- Atendimento médico em casa para pacientes com dificuldade de locomoção que não precisam ser hospitalizados;

- Criação de leitos de retaguarda nas enfermarias dos hospitais para atendimento de pacientes que ainda necessitam de cuidados depois de passarem por intervenções de urgência nas próprias enfermarias. O Ministério da Saúde deverá repassar o dobro de recursos para garantir os leitos nos hospitais;

- Implantação de unidades específicas nos hospitais para o atendimento de doentes cardíacos e de vítimas de acidente vascular cerebral;
 
- Cobertura de exame de colo de útero para mais de 80% das mulheres de 25 a 64 anos de idade. Oferta universal (100%) do tratamento para quem tiver o diagnóstico de câncer de mama ou útero, os que mais matam as brasileiras.



17 de Agosto de 2011

Teste do Olhinho pode evitar 80% dos casos de cegueira

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A cada minuto, uma criança fica cega no mundo, segundo estimativa divulgada pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica. A instituição calcula que, no Brasil, existam aproximadamente 25 mil crianças cegas. Os especialistas acreditam que 80% dos casos de cegueira no mundo poderiam ser evitados.

O Teste do Olhinho, ainda pouco conhecido pelos pais, pode detectar muitas doenças visuais ainda em fase inicial. O exame apontado por oftalmopediatras como uma técnica simples e rápida, permite o diagnóstico precoce de catarata, glaucoma congênito, opacidades de córnea, tumores intraoculares grandes, inflamações intraoculares ou hemorragias intravítreas, ainda em recém-nascidos, antes de receberem alta da maternidade.

Para o neuropediatra Saul Cypel, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, entidade que divulga informações sobre o desenvolvimento integral das crianças de até três anos, o exame pode minimizar os impactos da doenças ao longo do tempo.

“Você pode evitar uma baixa importante da visão ou mesmo uma cegueira se tiver o diagnóstico precoce e as medidas de tratamento mais imediatas. Vamos supor que você tenha uma criança na qual você fez o diagnóstico de uma catarata congênita, quanto mais precocemente você atuar no tratamento da catarata, melhores condições de desenvolver a visão a criança vai ter”.

O teste é feito em uma sala escurecida, onde o médico ilumina o olho do recém-nascido com um feixe de luz. Caso não haja qualquer obstrução ou problema, o olho da criança reflete um brilho vermelho, parecido com o que acontece em fotografias.

Mesmo diante da relação de benefícios apontada pelos médicos, em apenas dez estados do país, o exame é obrigatório na rede pública de saúde. Saul Cypel ainda lembra que o teste que é conhecido no Brasil há quase uma década, só se tornou obrigatório para os planos de saúde em 2010.

Segunda a assessoria do Ministério da Saúde, o Teste do Olhinho está incluído na Rede Cegonha, uma campanha lançada em março deste ano, para diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação de crianças e “a realização destes exames é incentivada pelo Ministério da Saúde logo na fase inicial de vida”.

Em nota, o ministério ainda destaca que “desde 1989, o Sistema Único de Saúde (SUS) contempla os exames capazes de identificar qualquer alteração ocular em pacientes, seja em recém-nascidos, crianças, adolescentes, adultos ou idosos” e acrescenta que “todos os exames, além do acompanhamento e assistência médica, são oferecidos gratuitamente à população pelo SUS”.



12 de Agosto de 2011

Pílula também para os homens

Os dias em que só as mulheres precisam tomar pílula anticoncepcional podem estar no fim. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional da Saúde da Criança e do Desenvolvimento Humano em Washington, nos Estados Unidos, está prestes a desenvolver uma pílula que reduza tanto a contagem de espermatozóides no esperma que seja absolutamente impossível para o homem engravidar uma mulher.Servindo como uma alternativa ao uso de camisinhas – bastante rejeitado nos EUA – e o da vasectomia – o único outro método preventivo possível em um homem, mas que acaba com suas chances de procriar para sempre -, a pílula masculina faz com que o corpo “produza esperma não-funcional”, segundo Gregory S. Kopf, da Universidade Médica do Kansas.

“A contracepção masculina é uma área crítica. Não faz sentido não incluirmos todo mundo nesta discussão”, afirmou uma porta-voz do Instituto Nacional da Saúda da Criança, Jenny Sorensen, ao jornal The New York Times.

Até o momento, a maioria dos estudos desenvolvidos têm usado remédios com altas doses de progesterona ou testosterona para controlar a fertilidade, mas nem sempre essas pílulas têm mostrado resultado. Um dos remédios, porém, chamado gamendazole, mostrou resultado. Feita com base em uma pílula contra o câncer, a nova droga foi testada com sucesso em cobaias animais, e agora depende de aprovação do governo americano para ser testada em pacientes humanos.

Outro remédio, testado pelo doutor John K. Amory, da Universidade de Washington, conseguiu inibir a produção de ácido retinoico, essencial para a produção do esperma, mas ele não pode ser usado junto com bebidas alcoólicas se não pode causar graves problemas ao paciente. Debra J. Wolgemuth, da Universidade de Columbia, também testa uma droga que coiba a produção do ácido retinoico.

Além dessas, outras duas pílulas foram pensadas para evitar a ejaculação durante o orgasmo masculino. Uma delas é um remédio para hipertensão e o outro um antipsicótico, mas os pesquisadores ainda tentam reverter seus efeitos apenas para os fins contraceptivos.

Até o momento, os efeitos colaterais das pílulas masculinas têm sido os mesmos que os observados em mulheres: mudanças de humor, problemas de pele, mudanças em taxas cardíacas e de colesterol. Efeitos de longo prazo, porém, ainda são estudados.




11 de Agosto de 2011

Dilma diz que tratamento em casa pelo SUS seguirá modelo norte-americano

Da Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (11) que o governo vai usar a experiência norte-americana dos home cares para financiar estruturas de atendimento a doentes em casa. A finalidade é amenizar a demanda em hospitais do Sistema Único de Saúde. Além disso, a quantidade de médicos será ampliada.

"O governo vai financiar com seus recursos uma parte muito importante: o tratamento do doente em sua casa, como se fosse no hospital", disse a presidenta. "Em certos casos, a pessoa não precisa ficar uma semana no hospital. Ela pode ficar em casa se tiver alguém para cuidar. Vamos financiar a estrutura de acompanhamento dessas pessoas que estão em fase de recuperação."

As portarias que reorganizam o atendimento de urgência no Sistema Único de Saúde (SUS) e preveem o tratamento domiciliar já foram publicadas pelo Ministério da Saúde. Para este ano, o investimento deve ser de R$ 36,5 milhões. A presidenta, porém, não deu detalhes de quando o sistema estará funcionando.

Dilma destacou ainda que faz parte da política de saúde aumentar o número de vagas nas universidades para a formação de médicos, principalmente nas universidade criadas no processo de interiorização do ensino superior.

"O Brasil formou poucos médicos nos últimos anos", disse a presidenta. “Fizemos uma parceria entre o Ministério da Saúde e da Educação para a ampliação da oferta dos cursos de medicina, principalmente nas universidades que nós interiorizamos", completou.



9 de Agosto de 2011

ONG, médicos e governo fazem mutirão de cirurgias gratuitas para correção da fenda labial

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais, no Rio de Janeiro, recebe até hoje (9) inscrições dos interessados na seleção para cirurgia corretiva de fissura labial.

Serão selecionados cerca de 120 pacientes, entre bebês e adultos, para cirurgias gratuitas, que serão realizadas de 12 a 16 de agosto no Hospital Universitário Pedro Ernesto, na zona norte do Rio. A iniciativa é da organização não governamental Operação Sorriso do Brasil, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

O diretor executivo da Operação Sorriso, Clóvis Brito, ressaltou que as cirurgias, que duram em média 45 minutos, são feitas com material de alto padrão e que a iniciativa acolhe os pacientes e seus parentes. O objetivo é colaborar para diminuir as consequências dessa deformidade que é bastante comum no país.

“O diferencial é a capacidade de mobilizar tanto o Poder Público quanto o setor privado em prol de crianças portadoras de deformidades. A fissura labiopalatina é a deformidade craniofacial mais comum que há e tem incidência maior do que a síndrome de Down e o câncer infantil. Então, isso é um problema sério de saúde pública e existem milhares de crianças à espera de tratamento em nosso país. Mais do que falar em devolver o sorriso dessas crianças, estamos falando em devolver a dignidade”, disse Brito.

O projeto das cirurgias gratuitas conta com 80 profissionais, entre cirurgiões plásticos, ortodontistas, pediatras, fonoaudiólogos, anestesistas, geneticistas, enfermeiros e não médicos. Além da cirurgia corretiva, a ONG acompanha o tratamento pós-operatório dos pacientes e arca com os gastos de hospedagem, transporte e alimentação para pacientes e parentes que moram fora do município do Rio.

As pessoas inscritas no projeto que não forem contempladas neste ano serão avaliadas e ficarão cadastradas para tratamentos oferecidos pela Operação Sorriso e pela rede hospitalar no estado, no Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais, na Universidade Federal do Rio, no Hospital Municipal Nossa Senhora Loreto e no Hospital Jesus.

A fenda labiopalatina é uma abertura no lábio superior da boca que pode chegar ao palato, o céu da boca. A causa da fissura está relacionada a um problema congênito no início do desenvolvimento embrionário. Essa fenda pode acarretar diferentes problemas na vida infantil, como a diminuição da autoestima, infecções crônicas, dificuldades para desenvolver a fala e a dentição. Como consequência desses problemas, a evasão escolar também é comum entre as crianças que têm a deformidade.

Os profissionais da área da saúde interessados em fazer trabalho voluntário na ONG podem se inscrever pelo site www.operacaosorriso.org.br.



5 de Agosto de 2011

Exame de urina poderá ajudar a diagnosticar câncer de próstata

Da EFE

Alívio para muito homens! Um grupo de cientistas da Universidade de Michigan desenvolveu um novo exame de urina que detecta o risco de câncer de próstata e que pode servir de indicador sobre a necessidade de fazer ou não uma biópsia.

Segundo um estudo publicado na revista Science Translational Medicine, para os pesquisadores este teste pode ajudar os homens que apresentam uma presença elevada do antígeno PSA no sangue a decidir se podem atrasar ou evitar a biópsia, um exame que pode acarretar riscos para o paciente.

A análise detecta uma anomalia genética presente em 50% dos casos de câncer de próstata, quando se fundem os genes TMPRSS2 e ERG.

No entanto, como esta fusão só aparece na metade dos casos, os pesquisadores optaram por incluir na prova outro marcador tumoral, o PCA3. Uma combinação que fornece mais dados para a detecção do câncer de próstata que a de qualquer um destes marcadores individualmente.

Para realizar este estudo, os cientistas analisaram as mostras de urina de 1.312 homens em três centros médicos acadêmicos e em sete hospitais. Depois, dividiram os pacientes em três grupos segundo o risco de sofrer de câncer: baixo, médio e alto. E então, compararam os resultados do exame de urina com os das biópsias feitas em cada paciente.

Os exames histológicos revelaram a presença de câncer em 21% dos casos que a prova tinha determinado como de baixo risco; em 43% os de médio e em 69% os do grupo de alto risco.

Além disso, só 7% dos homens que pertenciam ao grupo de baixo risco foram diagnosticados com tumor agressivo, já os de alto risco chegaram a 40%.

Segundo a equipe de cientistas, há muitos mais homens que têm uma elevada presença do antígeno PSA no sangue que os que realmente sofrem câncer de próstata, algo que até o momento é difícil de determinar sem uma biópsia.

Por isso que os pesquisadores querem que o novo exame de urina que desenvolveram ajude o paciente a decidir se precisa ou não fazer uma biópsia.

A American Câncer Society estima que 217.730 pessoas receberão um diagnóstico de câncer de próstata este ano nos Estados Unidos, enquanto que 32.050 morrerão por causa desta doença.



4 de Agosto de 2011

Pacientes com câncer admitem ter consumido bebida alcoólica em excesso

Da Agência Brasil

São Paulo - Cerca de 11% dos pacientes com câncer que são atendidos no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) assumem ter consumido ou ainda consumir exageradamente bebidas alcoólicas. A informação consta de levantamento feito com cerca de 26,1 mil pacientes atendidos na unidade entre agosto de 2008 e fevereiro deste ano.

“O álcool é um fator de risco para uma série de tumores, entre eles os de boca, laringe, garganta, esôfago, pâncreas e fígado. Alguns deles, como o de fígado, estão relacionados ao álcool por causa da cirrose. Nos tumores de cabeça e pescoço, a questão é que o álcool potencializa o efeito tóxico do tabaco”, explicou o médico Gilberto Castro, oncologista do Icesp.

Segundo ele, há uma grande relação estabelecida entre o consumo de álcool e fumo e o desenvolvimento de tumores. “Quanto mais a pessoa fuma e quanto mais bebe, mais risco ela tem de desenvolver esses tumores”, disse.

No levantamento, o Icesp constatou que dos 2,8 mil pacientes que admitiram o consumo abusivo de bebidas alcoólicas, 36% desenvolveram tumores na região da garganta e da boca. Por isso, alerta o médico, é importante evitar o consumo dessas bebidas e do fumo.

“Não existe nível seguro. A pessoa diz: 'mas eu fumo apenas um ou dois cigarros'. Ou 'eu tomo apenas uma latinha de cerveja'. Mas o risco é maior para ela do que para quem não fuma ou não toma álcool”, ressaltou o médico.

O levantamento mostrou ainda que 6% dos que assumiram essa postura são jovens com até 39 anos. O vício em bebidas alcoólicas entre pacientes com câncer atendidos no Icesp é maior entre os homens: dos 12,5 mil pacientes do sexo masculino analisados pelo levantamento, 18% assumiram o consumo abusivo de álcool. Entre as 13,6 mil mulheres investigadas, 4% admitiram manter o hábito de beber.



3 de Agosto de 2011

Cirurgiões plásticos fazem mutirão para correção de problemas como fissura labial e reconstrução da mama

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Médicos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) participaram de um mutirão terça-feira (2), na capital fluminense, para atender cerca de 70 pacientes que aguardam, na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), para fazer cirurgias reparadoras ou reconstrutivas, em hospitais públicos do Rio.

O presidente da entidade, Sebastião Guerra, explicou que esse é o décimo segundo mutirão da SBCP, iniciativa que já percorreu várias cidades do país. “Desde janeiro passado, ficou acordado, entre os membros da SBCP, que antes de cada evento científico promoveríamos um mutirão para os pacientes mais urgentes. É uma forma de contribuir para diminuir a fila que, em alguns casos, chegam até a dois anos de espera, pacientes que não tinham nem perspectiva de serem operados”, contou.

José Luiz Legal, coordenador do mutirão no Rio, explicou que as maiores demandas foram de cirurgias para reparação de fissura labial (lábio leporinos), de cirurgias para pós-obesos, para pós-queimados, de reconstrução mamária, de tumor de face e de cirurgia de mão. “Na semana que vem, segue o mutirão de lábio leporino, do programa Sorriso, em 150 pacientes no hospital Pedro Ernesto”, adiantou Leal, que lamentou a falta de leitos e centros cirúrgicos nos hospitais públicos do Rio.



2 de Agosto de 2011

Regulamentação da medicina paliativa pode beneficiar 650 mil doentes crônicos no Brasil

Da Agência Brasil

Brasília – A partir de segunda-fira (1º), os cuidados paliativos foram regulamentados como área de atuação médica no Brasil, conforme resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). Esses cuidados podem ajudar cerca de 650 mil brasileiros que sofrem de doenças crônicas, segundo informou a diretora de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, Maria Goretti Maciel.

Criada há oito anos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a medicina paliativa visa a aliviar dor e  sintomas e a melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças crônicas ou em fase terminal (como pessoas com câncer, transtornos mentais ou doenças cardíacas, renais e pulmonares). A filosofia é que o paciente receba cuidados de diversos profissionais, como psicólogos, para reduzir os sintomas e os transtornos provocados pelas enfermidades, sem abrir mão do uso de remédios.

A medicina paliativa ainda é pouco desenvolvida no Brasil. De acordo com a médica Maria Goretti, que já presidiu a Academia Nacional de Cuidados Paliativos, existem cerca de 400 leitos específicos em hospitais e pouco mais de 60 equipes médicas atuantes na especialidade. Para a diretora, que trabalha há 11 anos na área, o país precisa de aproximadamente 10 mil leitos e mil profissionais.

Com a regulamentação, a médica espera o surgimento de mais estudos e publicações científicas sobre os benefícios da terapia para estimular a adesão. “Não é caridade, bondade. Ter assistência de qualidade é direito do ser humano”, disse ela.

De acordo com resolução do CFM, a medicina paliativa pode ser exercida por especialistas em clínica médica, câncer, geriatria, gerontologia, pediatria, anestesiologia e medicina de família e comunidade. Os profissionais terão de cursar um ano a mais para receber o título de paliativista, que será concedido pela Associação Médica Brasileira (AMB). Além da medicina paliativa, o CFM criou também as medicinas do sono e tropical.



1 de Agosto de 2011

Apenas 37% dos paulistanos com depressão procuram tratamento, aponta pesquisa

Da Agência Brasil

São Paulo – Apenas 37,3% dos paulistanos acometidos por um episódio de depressão no período de um ano procuraram tratamento, segundo estudo realizado por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa indicou ainda que 10,4% dos 5 mil entrevistados na região metropolitana de São Paulo tiveram depressão nos últimos 12 meses. O índice verificado em entrevistas, entre 2004 e 2007, foi o mais alto entre os 18 países que foram avaliados no trabalho.

Os países pesquisados foram divididos em dois grupos: alta renda (Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e Estados Unidos) e baixa e média renda (Brasil – com dados exclusivamente de São Paulo –, Colômbia, Índia, China, Líbano, México, África do Sul e Ucrânia).

A professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo Maria Carmen Viana confirma que a prevalência de pessoas com depressão, na metrópole, é elevada. "Semelhante [à prevalência] em países de primeiro mundo, onde a gente sabe que a depressão tem de fato uma sobrecarga global bastante elevada”, ressaltou a especialista, que trabalhou na elaboração do estudo.

Entre os brasileiros ouvidos para a pesquisa, 18,4% afirmaram ter tido depressão uma vez na vida. A média desse índice entre os países mais desenvolvidos economicamente foi de 14,6% e de 11,1% entre os de menor desenvolvimento econômico.

A falta de informação e de uma rede de atendimento adequada é, segundo Carmen, o principal fator para que a maioria dos afetados pela doença não procure tratamento. “É uma situação da desinformação acerca da depressão pela população geral. E uma desassistência da saúde mental do ponto de vista da saúde pública”.

Com campanhas de conscientização, a especialista acredita que a população estaria apta a perceber o aparecimento de sintomas da depressão. Ela explica que, como problema pode ser desencadeado por fatores externos, o doente não percebe que é portador de uma enfermidade. “Muitas vezes, a pessoa nem percebe que está doente, ela acha que aquilo [sintomas] é em função daquilo que aconteceu de adversidade”.

Por isso, segundo Maria Carmen, há a necessidade de divulgar informações sobre a doença, principalmente sobre os sintomas depressivos. São sinais que vão desde a tristeza e cansaço constantes, passando pela insônia e falta de autoestima, até os pensamentos suicidas. “É importante que se saiba a diferença entre uma tristeza normal, que não é motivo de tratamento e a depressão doença, onde há vários sintomas identificáveis clinicamente”, destaca a pesquisadora. Ela ressalta ainda que a depressão está associada a uma série de outras doenças, como problemas cardíacos e hipertensão.

Os resultados do estudo da OMS, que indica que a doença é uma preocupação considerável para a saúde pública em todas as regiões do mundo e tem ligação com as condições sociais em alguns dos países avaliados, foram apresentados no artigo Epidemiologia Transnacional do Episódio Depressivo Maior, publicado na última terça-feira (26), na revista de acesso aberto BMC Medicine.



1 de Agosto de 2011

OMS: Menos de 40% dos menores de 6 meses são alimentados exclusivamente com leite materno

Da Agência Brasil

Brasília – No primeiro dia da Semana Mundial da Amamentação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou hoje (1º) que menos de 40% das crianças menores de 6 meses em todo o mundo são alimentadas exclusivamente com leite materno.

De acordo com o órgão, mais de 170 países – incluindo o Brasil – celebram a data em uma tentativa de aumentar os índices. O aleitamento materno exclusivo constitui uma estratégia eficaz na redução da mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos.

De acordo com a diretora-geral assistente da OMS, Flavia Bustreo, a introdução ao leite materno logo nos primeiros dias de vida do bebê, o regime exclusivo nos primeiros seis meses e a permanência do alimento na dieta até pelo menos os 2 anos de idade podem reduzir em um quinto a morte de menores de 5 anos.



28 de Julho de 2011

Mudança de plano de saúde sem nova carência vale a partir de hoje

Da Agência Brasil

Brasília – Usuários de planos de saúde podem, a partir de hoje (28), mudar de operadora sem ter de cumprir um novo prazo de carência. A medida vale para cliente de plano individual, familiar e coletivo por adesão (contratado por meio de conselho profissional, entidade de classe, sindicatos ou federações). Os usuários de planos empresariais, aqueles contratados pelas empresas para seus funcionários, estão de fora.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estima que mais de 13 milhões de pessoas foram englobadas pela nova medida. Para fazer a troca de plano sem nova carência, o usuário precisa estar com as mensalidades em dia. A portabilidade deve ser feita para um pacote de serviços de igual valor ou mais barato.

A agência reguladora disponibiliza um guia que cruza dados e compara mais de 5 mil planos de 1.400 operadoras do mercado como forma de ajudar o consumidor que deseja mudar de plano. O guia pode ser encontrado no endereço eletrônico www.ans.gov.br.

As operadoras tiveram 90 dias para se adaptar à nova norma. Quem descumpri-la pode sofrer penalidades, como pagamento de multa.

Veja abaixo as principais mudanças para a troca de plano de saúde sem carência:

A abrangência de cobertura do plano não atrapalha a mudança. O usuário pode sair de um plano com cobertura municipal, por exemplo, e ir para um de abrangência estadual ou nacional.

A partir da data em que o contrato tiver sido firmado, o usuário têm quatro meses para fazer a troca. Antes, eram dois meses.

A permanência mínima caiu de dois anos para um, a partir da segunda portabilidade.

As operadoras devem informar aos clientes a data inicial e final para solicitar a mudança por meio do boleto de pagamento ou carta enviada aos titulares.

O usuário de plano individual pode trocar para um plano individual ou coletivo por adesão. Quem tem plano coletivo por adesão pode ir para outro do mesmo tipo ou individual.

Cliente de plano que está sob intervenção da ANS ou em crise financeira e aquele que perdeu direito ao plano por causa de morte do titular têm direito à portabilidade especial. Nestes casos, a mudança não está condicionada ao mês de aniversário do contrato nem é exigida permanência mínima. Os usuários têm 60 dias para fazer a troca a partir da publicação de ato da diretoria da ANS (quando se tratar de plano sob intervenção ou em processo de falência) ou fim do contrato (demais situações).



27 de Julho de 2011

Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas é reaberto em SP

Da Agência Brasil

São Paulo – O Hospital das Clínicas inaugurou hoje (26) as novas instalações do Centro de Reprodução Humana Governador Mario Covas, que estava fechado desde um incêndio ocorrido no Natal de 2007. Com a reforma, a capacidade de atendimento do centro aumentou em 50%, podendo chegar a 30 ciclos de fertilização in vitro por mês.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, a unidade poderá atender mulheres de faixa etária superior a 38 anos. Ele informou que serão oferecidos no local tratamentos gratuitos de baixa e alta complexidade, como inseminação intrauterina, fertilização in vitro, injeção intracitoplasmática de espermatozóides, cirurgias para restabelecer a capacidade reprodutiva, como reversão de vasectomia e laqueadura e correção microcirúrgica de varicocele.

O centro de reprodução conta com laboratórios de micromanipulação de gametas, sêmem e criopreservação, além de um laboratório de pesquisa de genomas que servirá para investigar anomalias e dar aconselhamento genético aos casais.

De acordo com Cerri, a ampliação do serviço de diagnóstico é importante para descobrir mais cedo a doença e poder indicar a melhor forma de tratamento. “É um passo fundamental para agilizar o tratamento.”



27 de Julho de 2011

Usuários terão direito à mudança de plano de saúde sem carência a partir de amanhã


Da Agência Brasil

Brasília – A partir de amanhã (28), mais de 13 milhões de usuários de planos de saúde terão direito de mudar de operadora sem precisar cumprir novos prazos de carência. As operadoras tiveram 90 dias para se adaptar à nova regra estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Esse prazo termina hoje (27).

Com a norma, quem se beneficia são os clientes de planos de saúde individual, familiar e coletivo por adesão (contratado por conselhos profissionais, entidades de classe, sindicatos e federações). Esse último grupo representa mais de 5 milhões de usuários. A ANS espera aumentar a concorrência no mercado e melhorar o atendimento ao consumidor.

Para fazer a portabilidade, o cliente precisa estar com o pagamento das mensalidades em dia. A nova regra permite que ele mude de um plano de abrangência municipal, por exemplo, para outro com cobertura em todo o estado ou nacional. O usuário terá quatro meses a partir do mês de aniversário do contrato para fazer a mudança, e não mais dois meses como era anteriormente.

A ANS criou também uma portabilidade especial para usuário de plano de saúde que está sob intervenção da agência ou em processo de falência e para quem perdeu direito ao plano por causa da morte do titular. Nesses casos, a portabilidade não está limitada ao mês de aniversário do contrato nem é exigida uma permanência mínima no plano para pedir a mudança.

A nova norma não vale para planos coletivos contratados por empresas para seus funcionários, os chamados planos empresariais.



25 de Julho de 2011

Por falta de reagentes, Ministério da Saúde limita exames de carga viral em pacientes com aids

Brasília – O Ministério da Saúde decidiu limitar os exames de carga viral em pessoas com aids por causa da falta de reagentes usados no teste que checa a quantidade do vírus HIV no sangue e acompanha a eficácia do tratamento.

O baixo estoque de reagentes é resultado da paralisação de uma licitação feita pelo ministério para comprar testes mais modernos e rápidos. O processo foi contestado várias vezes por empresas participantes.

Em nota técnica, o ministério orienta as secretarias estaduais de Saúde a dar prioridade aos testes em gestantes e crianças de até 4 anos infectadas. De acordo com o diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais, o infectologista Dirceu Greco, os dois grupos são considerados prioritários porque a carga viral interfere no parto e no tratamento precoce das crianças.

No caso dos pacientes em tratamento, com carga viral estável ou com exame marcado, a recomendação é colher e congelar as amostras de sangue para que sejam testadas quando o fornecimento estiver normalizado. A previsão de Greco é que os exames atrasem em um ou dois meses. Segundo ele, isso não deve atrapalhar o tratamento, mas é um transtorno para os pacientes.

“Tecnicamente, o tratamento não deve ter prejuízo”, assinalou o infectologista. “Do ponto de vista individual, é realmente um transtorno [para o paciente].” Alguns laboratórios públicos já estão armazenando as amostras, acrescentou, sem informar em quais estado isso já está ocorrendo. No país, 80 instituições fazem o exame da carga viral do HIV.

Para regularizar o fornecimento, o governo federal fez uma compra emergencial dos reagentes usados para abastecer os laboratórios por seis meses. A expectativa, segundo Greco, é que os kits importados cheguem na primeira semana de agosto. Anualmente são feitos 70 mil exames de carga viral – em média dois por paciente – no país.

Da Agência Brasil



22 de Julho de 2011

Cartão Nacional de Saúde será obrigatório para atendimento no SUS a partir do ano que vem

Da Agência Brasil

Brasília – A partir do próximo ano, para ser atendido nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) , o paciente terá de apresentar o o Cartão Nacional de Saúde (CNS). Pelo cartão, o histórico de atendimento do paciente poderá ser acompanhado em qualquer unidade de saúde em todo o país. 

A portaria com as novas regras foi publicada hoje (21) no Diário Oficial da União. Se a pessoa não se lembrar do número ou não tiver o cartão em mãos na hora do atendimento, caberá à unidade de saúde consultar o cadastro nacional para identificar o paciente. Caso o paciente ainda não seja cadastrado, o próprio hospital deve fazer o cadastramento.

Além disso, os profissionais de saúde terão de registrar os contatos do paciente para que a Ouvidoria do SUS possa, por exemplo, estabelecer um acompanhamento da satisfação do usuário.

De acordo com o Ministério da Saúde, a implementação dessas ferramentas faz parte de uma estratégia para oferecer um atendimento integral ao cidadão e acompanhar a qualidade do serviço prestado.

Em maio, o ministério publicou portaria que regulamentou o Sistema Cartão Nacional de Saúde, por meio de um número único válido em todo o território nacional.

Para o secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, a medida vai gerar mudanças no relacionamento do SUS com os cidadãos. Os profissionais de saúde deverão incluir na ficha de registro de procedimentos ambulatoriais e hospitalares o endereço eletrônico e o telefone dos pacientes.

Além de aperfeiçoar a identificação dos usuários, os dados ajudarão o Ministério da Saúde a monitorar os serviços oferecidos pelo SUS. Por meio da ouvidoria ativa, por exemplo, o ministério pretende pesquisar o nível satisfação dos usuários com o atendimento recebido.



20 de Julho de 2011

DF: além de horas extras irregulares, auditoria constata demora no atendimento e descaso em hospitais

Brasília – Além do pagamento de horas extras acima do limite legal, a Secretaria de Transparência e Controle do Distrito Federal (DF) identificou outras irregularidades nos hospitais e unidades de saúde locais.

Em alguns hospitais, os auditores constataram, in loco, que médicos desrespeitam o revezamento dos plantões, causando “prejuízo para o atendimento dos pacientes e descaso para com a população atendida”, segundo relatório da secretaria obtido pela Rádio Nacional e ao qual a Agência Brasil teve acesso.

Na madrugada do dia 19 de novembro de 2010, três médicos estavam escalados para o plantão no Pronto-Socorro do Hospital Regional do Guará. Porém, somente um atendia os pacientes e os outros dois estavam na sala de repouso. No local, 21 pessoas aguardavam atendimento de emergência, sendo que algumas estavam lá há mais de três horas. Somente depois que a equipe de auditoria perguntou pelos dois profissionais, eles passaram a atender.

Casos semelhantes foram identificados nos hospitais da Asa Norte e da Ceilândia nos meses de outubro e dezembro passados, de acordo com o relatório, que tem mais de 60 páginas.

Os auditores também identificaram demora no atendimento de pacientes em estado grave. No Hospital da Ceilândia, por volta das 9h do dia 1º de dezembro de 2010, 13 pessoas nessa situação esperavam por atendimento. Do total, cinco aguardaram mais de cinco horas para receber os cuidados médicos. Das 6h às 12h, cinco médicos estavam escalados.

Em outros casos, foram identificados profissionais que trabalharam 30 horas consecutivas na Ceilândia, no Guará e na Asa Norte. “Esse acúmulo de horas seguidas de trabalho, além de possibilitar danos físicos e mentais ao próprio servidor, pode prejudicar a qualidade dos serviços prestados à comunidade”, diz o relatório.

No que se refere a plantões, a auditoria constatou a adoção do chamado “sobreaviso”, em que o médico não comparece ao plantão no hospital, mas fica em “estado de sobreaviso” para uma emergência.

Esse modalidade não está regulamentada pela Secretária de Saúde e, por isso, não pode ser colocada em prática.

EMBRIAGUEZ – A auditoria relata também um caso, ocorrido em setembro de 2010, em que um médico foi trabalhar no Hospital Regional da Asa Norte com sinais de embriaguez. O fato foi relatado por um enfermeiro aos chefes do plantão e do setor.

De acordo com o relatório, o médico estava cumprindo jornada extra. “A embriaguez eventual, então, constitui ato punível e não pode nem deve ser tolerada, especialmente em atividades que envolvam vidas. Constatada sua ocorrência, há de se instaurar o procedimento disciplinar adequado com vista à sanção da conduta do servidor”, diz o documento.

FALTAS INJUSTIFICADAS - A equipe atestou que servidores não compareceram ao trabalho e não justificaram a ausência, sem ter desconto no salário.

Pelo menos, 11 funcionários de dois hospitais foram enquadrados nessa situação. Seis deles faltaram, dois estavam de abono, um foi substituído, um não estava no hospital e o último estava de licença médica. Em todos os casos, não há documentos com justificativas. Nove dos 11 servidores assinaram a folha de ponto normalmente.

“Apesar de não terem sido apresentados documentos que justificassem as ausências, não houve lançamento de falta na folha de frequência e, por consequência, o desconto na remuneração”, aponta o relatório.

Foi constatada a ausência de chefes de determinadas unidades em dias e horários diferentes. No documento, a secretaria alerta que os gestores estão sujeitos à dedicação em tempo integral e podem ser convocados sempre que for necessário.

Além disso, as escalas com os nomes e horário de trabalho de cada funcionário não ficam afixadas em locais visíveis para a população, como prevê norma vigente desde 2008.

HORAS EXTRAS – O pagamento indevido de horas extras é apontado como a principal irregularidade. A partir da análise da situação de servidores, feita por amostragem, os auditores identificaram que a maioria recebeu excedente acima do limite de duas horas diárias e por mais de um ano, o que representou um aumento nas despesas mensais do governo do Distrito Federal no final do ano passado em comparação ao mesmo período de 2009.

Alguns médicos acumulam carga de 60 horas semanais, incluindo as horas extras. Em um mês, a soma do serviço extraordinário ultrapassa 400 horas extras para alguns casos. Uma servidora, por exemplo, trabalhou em média 14 horas por dia, o equivalente a 87 horas por semana.

Em outro caso apurado, uma servidora recebeu valor integral da hora extra por plantões que não fez, no mês de fevereiro de 2010, em um posto de saúde na Estrutural, uma das áreas mais pobres da capital federal.

Em agosto do ano passado, um médico cumpriu horas extras simultaneamente à sua escala normal de trabalho. Os auditores mencionam indícios de que um pequeno grupo de médicos é favorecido na elaboração da escala de serviços extraordinários. Foi identificada ainda a inclusão irregular de adicional por tempo de serviço, periculosidade, insalubridade e de gratificação à remuneração de servidores ativos.

Para conter as horas extras e outras irregularidades, a Secretaria de Transparência e Controle recomenda uma série de medidas à Secretaria de Saúde. Uma delas é a abertura de sindicância para investigar os casos.

No entanto, no próprio relatório, os auditores apontam falhas nos procedimentos disciplinares conduzidos pela Secretaria de Saúde. Segundo o documento, uma denúncia contra uma servidora acusada de rasurar a escala de serviço para esconder faltas foi arquivada por prescrição de tempo, sem que fossem analisadas as punições cabíveis.

“As situações de irregularidade descritas neste relatório poderão resultar, a princípio, na abertura de processos administrativos disciplinares. No entanto, cabe à nova gestão da Secretaria de Saúde rever os procedimentos adotados até então para a condução dos processos de sindicância, pois, verificou-se a ineficácia dos procedimentos para a conclusão desses processos e a aplicação das penas cabíveis”.

Outras recomendações são a instalação de ponto eletrônico, a vigilância permanente, melhores condições de trabalho e salariais para os médicos, além do levantamento total de horas extras pagas de maneira irregular nos últimos anos, como informou o secretário adjunto de Transparência e Controle, Dionísio Carvallhêdo Barbosa, à Agência Brasil.

Em nota, a Secretaria de Saúde do DF disse que tem adotado medidas para controlar a concessão de horas extras. Sobre as demais denúncias, a Agência Brasil aguarda resposta da secretaria.

A auditoria foi feita por amostragem de hospitais e servidores com dados do período de agosto de 2010 a janeiro de 2011. No caso das horas extras, foi verificada a situação de funcionários que receberam o maior número de excedente pelo serviço.

Fonte: Agência Brasil



19 de Julho de 2011

Médicos do SUS vão diagnosticar hepatites B e C em 30 minutos

A partir de agosto, o Ministério da Saúde vai disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) testes rápidos para o diagnóstico das hepatites B e C . Com o novo exame, será possível identificar as doenças em, no máximo, 30 minutos.

De acordo com o ministério, os testes rápidos fazem parte dos exames de triagem. O paciente que tiver resultado positivo para uma das hepatites deverá ser encaminhado para a rede de saúde para completar o diagnóstico. Com a identificação da doença, o paciente pode iniciar o tratamento imediatamente.

Os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) das capitais serão os primeiros a receber o teste rápido. Depois, o exame será levado para as unidades básicas de saúde. O ministério irá investir R$ 10,6 milhões na compra de 3,6 milhões de testes.

Nessa segunda (18), entram em vigor novas regras para o tratamento da hepatite C na rede pública de saúde. Entre elas, a que permite ao paciente continuar o tratamento por até 72 semanas sem a necessidade do aval de uma comissão médica, procedimento adotado anteriormente.



19 de Julho de 2011

Campanha de vacinação contra o sarampo termina nesta sexta-feira em oito estados

Da Agência Brasil

Brasília - Termina nesta sexta-feira (22) a campanha de vacinação infantil contra o sarampo em oito estados brasileiros – Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Estão sendo vacinadas crianças entre 1 a 7 anos de idade. A meta é imunizar 95% das crianças nessa faixa etária. Até o momento, nenhum estado alcançou a meta.

Segundo o Ministério da Saúde, o estado de Minas Gerais está mais próximo do cumprimento da meta, com 93,71% das crianças já vacinadas, em seguida vem São Paulo com 90%, Alagoas (85%), Pernambuco (84%), Rio Grande do Sul (80%), Bahia (79%), Ceará com 72% e, por último, o estado do Rio de Janeiro, com 67%.

No outros estados e no Distrito Federal, a campanha de vacinação contra o sarampo vai de 13 de agosto a 16 de setembro. O sarampo é uma doença contagiosa e os sintomas são febre, tosse seca, manchas avermelhadas na pele, coriza e conjuntivite. A vacina é o meio de prevenção mais eficaz.

Edição: Talita Cavalcante



7 de Julho de 2011

Ministério da Saúde quer usar redes sociais para combater a dengue


Carolina Pimentel

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Para o combate à dengue no verão de 2012, o Ministério da Saúde estuda uma nova ferramenta: usar as redes sociais, como o Twitter, para identificar com antecedência focos da doença.

A ideia vem de uma experiência feita pela Fundação Google, há três anos, nos Estados Unidos, sobre casos de gripe. Por meio de um software, a entidade fez um mapeamento em sites de citações relacionadas à doença. Isso porque muitas pessoas entram na rede mundial de computadores para saber sobre sintomas de uma doença ou avisam amigos que estão doentes, mesmo antes de procurar um médico. A partir das informações colhidas, foi possível identificar o início de ondas de casos de gripe com antecedência.

De olho nesses “rumores” que circulam nas redes sociais é que o governo aposta  em conseguir identificar onde os casos de dengue estão surgindo e armar a contenção . “As pessoas postam na internet, por exemplo, que estão com dengue ou usam os sites de busca para saber sobre os sintomas da doença. Essas informações aparecem mais rápido do que nos sistemas de saúde”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

A equipe do ministério vai conhecer um programa de computador desenvolvido por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que faz esse tipo de busca. Se aprovado, a ideia é começar a usá-lo em janeiro do próximo ano na campanha contra a dengue.

Segundo o secretário, a vigilância na internet não irá substituir o sistema oficial de notificação da doença. A busca nas redes sociais vem para complementar o controle da dengue, conforme Barbosa.

A previsão é que o ministério apresente novas estratégias de combate à doença em agosto, com foco no verão de 2012.

Edição: Graça Adjuto


7 de Julho de 2011

Dengue fez menos vítimas este ano no país, mas Rio segue na contramão


Carolina Pimentel

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O estado do Rio de Janeiro lidera as estatísticas de mortes, casos graves e notificações de dengue nos primeiros seis meses deste ano. De janeiro a junho, foram registradas 85 mortes, 3.232 casos graves e mais de 137 mil notificações de dengue, conforme balanço divulgado quarta (6) pelo Ministério da Saúde. O número de mortos pela doença cresceu 157% em relação ao primeiro semestre de 2010. O de casos graves, 58%, enquanto o de notificações aumentou 513% na mesma comparação.

Os números do Rio de Janeiro vão de encontro à média nacional, que caiu no mesmo período. De acordo com o ministério, as notificações da doença este ano cairam 18% e as de mortes e os casos graves registraram queda de mais de 40%. Foram registradas em todo o país 310 mortes por dengue contra 554 em 2010. Os casos graves caíram de 14.685 para 8.102. As notificações, de 874 mil para 715 mil.

No entanto, em 14 estados, os números de incidência de dengue aumentaram. Em nove estados, o número de mortes também cresceu. No Ceará, as mortes passaram de cinco para 60 este ano, um aumento de 1.100%. Já o Amazonas teve o maior aumento de notificações da doença na comparação com 2010, passando de 2.785 para mais de 57 mil, quase 2.000% a mais que em 2010.

Dos nove estados da Região Nordeste, seis apresentaram aumento no número de notificações de dengue na comparação com 2010.

De acordo com Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do ministério, o aumento do número de casos e de mortes por dengue no Rio e no Amazonas é resultado da recirculação do vírus tipo 1 da dengue. “No ano passado, o Rio de Janeiro foi relativamente preservado da transmissão [do tipo 1]. O Amazonas, talvez pela maior dificuldade de acesso e por ser mais isolado do resto do país, foi atingido pelo vírus no final do ano passado”, explicou o secretário.

Em relação aos números do Ceará, Barbosa disse que o serviço estadual de identificação de mortes melhorou. “No caso do Ceará, com um território relativamente grande, notificou-se óbitos em cidades do interior. É a busca maior que encontrou um número maior [de casos] que os outros”.

Edição: Vinicius Doria




6 de Julho de 2011

Tribunal de Contas descobre que SUS pagou R$ 14,4 milhões pelo tratamento de pessoas mortas


Paula Laboissière

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que o governo federal, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), gastou R$ 14,4 milhões para custear tratamentos ambulatoriais de alta complexidade e internações de pessoas mortas.

De acordo com o relatório, foram encontrados nomes de 5.353 pessoas que morreram antes da data registrada do início dos tratamentos ambulatoriais, que custaram R$ 5,48 milhões ao contribuinte. O TCU identificou ainda 3.481 casos em que a data da morte é anterior ao período de internação hospitalar e 890 casos em que a morte ocorreu durante o período de internação, sem que haja relação entre os fatos, e que deram um prejuízo de R$ 8,92 milhões aos cofres públicos.

A auditoria foi feita entre junho de 2007 e abril do ano passado nas secretarias municipais de Saúde de Fortaleza (CE), Aparecida de Goiânia (GO), Belém (PA) e Campina Grande (PB) e na Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco

Dados do Ministério da Saúde indicam que, mensalmente, são produzidos cerca de 1,8 milhão de documentos que autorizam o pagamento de procedimentos ambulatoriais de alta complexidade e internações. Os gastos anuais ultrapassam R$ 20 bilhões.

O TCU determinou à pasta que oriente os gestores de Saúde a coibir a prática da inserção de datas de procedimentos que não correspondam às reais datas de atendimento dos pacientes e que reforcem as estruturas locais de auditagem. O tribunal alertou ainda que os profissionais poderão ser responsabilizados por esse tipo de fraude. O ministério tem 120 dias para apresentar informações sobre as providênvias que estãos endo adotadas.

Edição: Vinicius Doria





4 de Julho de 2011

Ministério da Saúde acusa estados de maquiarem R$ 12 bilhões em investimentos


Segundo reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, o Ministério da Saúde afirma que os estados estão maquiando investimentos na área. Entre 2004 e 2008, R$ 11,6 bilhões supostamente gastos na saúde foram aplicados em questões como reformas de presídios, obras de saneamento, aposentadoria de servidores e financiamento habitacional. 


Os estados usam o artifício com o objetivo de cumprir a emenda 29 da Constituição, que determina que 12% da receita seja aplicada na área. Minas Gerais é quem lidera a maquiagem: o governo federal descartou R$ 835,4 milhões dos R$ 2,7 bilhões declarados.


30 de Junho de 2011

Dengue causa a morte de seis pessoas no Rio em apenas uma semana


Vladimir Platonow

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O número de casos de dengue está caindo no estado do Rio, mas não o de mortes. Ao contrário, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde divulgados quarta (29), foram registrados este ano 142.147 casos suspeitos da doença, com 107 mortos, seis a mais do que no boletim divulgado na semana passada.

O pico da incidência de dengue no estado foi atingido em abril, com 50,8 mil notificações, número que caiu para 31,8 mil em maio e para apenas 3,9 mil até 25 de junho. A cidade do Rio de Janeiro lidera o índice de letalidade, com 36 mortos, seguida por São Gonçalo (nove), Duque de Caxias (nove) e Nova Iguaçu (oito), todas na região metropolitana da capital

A situação dos municípios de Iguaba Grande, Angra dos Reis, Volta Redonda, Campos dos Goytacazes, Armação de Búzios, Saquarema, Itatiaia, Pinheiral, Resende e Valença ainda é considerada epidemia, por causa do alto número de casos da dengue.

Edição: Vinicius Doria



25 de Junho d 2011

Rio Grande do Sul registra mais duas mortes provocadas pela gripe suína

Da Agência Brasil

Brasília - A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou sexta (24) mais duas mortes no estado provocadas pela influenza A (H1N1) – gripe suína. Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde, as vítimas são uma mulher de 68 anos residente em Santa Cruz do Sul, e um homem de 54 anos que morava em Cachoeira do Sul. Nenhum dos dois foi vacinado contra a doença.

A secretaria também confirmou nesta sexta-feira mais três casos de influenza A (H1N1) no estado. Este ano, já foram notificados no Rio Grande do Sul 349 casos suspeitos, dos quais 20 foram confirmados, incluindo seis óbitos. Duas mortes ocorreram em Santa Cruz do Sul. As demais foram registradas em Cachoeira do Sul, Bagé, Anta Gorda e Pelotas.


Edição: Juliana Andrade



22 de Junho de 2011

Levantamento do CFM aponta que seis em cada dez usuários têm reclamações contra planos de saúde


Carolina Pimentel

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Quase 60% dos usuários de plano de saúde enfrentaram algum problema no serviço ofertado no último ano. É o que revela uma pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ao Instituto Datafolha.

A demora em conseguir atendimento em pronto-socorro, laboratório ou clínica é a queixa mais comum, apontada por 26% dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece a pouca opção de profissionais, hospitais e laboratórios credenciados (21%). Além disso, 14% das pessoas ouvidas disseram que procuraram serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) por negativa ou restrição de cobertura por parte do plano de saúde.

“Essa pesquisa veio confirmar a insatisfação com os planos que já falamos há tempos”, disse o vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá.

No entanto, 76% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos com os serviços. Para o vice-presidente, a satisfação dos usuários ocorre depois de terem sido atendidos pelos médicos. “Isso é depois que é atendido. O problema é chegar no médico, é o acesso”, disse.

A pesquisa traz também um perfil sobre quem tem plano de saúde no país, grupo que soma mais de 45 milhões de brasileiros. Cada pessoa procura os serviços do plano, em média, sete vezes por ano. A maioria busca consulta médica ou exame de diagnóstico, como o de sangue ou raio-X. Os usuários mais frequentes são da Região Sudeste e das regiões metropolitanas das capitais. Em geral, o usuário tem alta escolaridade e renda familiar superior a três salários mínimos por mês.

O levantamento é divulgado um dia após a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definir prazos que as operadoras dos planos terão de cumprir para atender os pacientes. Por uma consulta básica, o usuário deverá esperar, no máximo, sete dias úteis, por exemplo. A resolução da ANS não garante que o usuário será atendido pelo médico de sua escolha, mas sim por qualquer profissional credenciado da mesma especialidade. As regras passam a valer em setembro. A operadora que descumprir estará sujeita a pagamento de multa ou auditoria da agência reguladora.

Para o CFM, as normas da ANS somente serão cumpridas se a rede credenciada for ampliada. Entidades representativas dos planos de saúde afirmam que é viável atender os prazos estipulados pelo governo. Os médicos têm travado uma queda de braço com as operadoras por causa do valor pago pelas empresas aos profissionais credenciados. Em abril, a categoria paralisou, por 24 horas, o atendimento de rotina e as cirurgias marcadas para cobrar reajuste dos valores.  

A Agência Brasil procurou a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 15 operadoras, para comentar o resultado da pesquisa e aguarda retorno.

O instituto ouviu 2.061 pessoas em 145 municípios, nos dias 4 e 5 de abril deste ano. Do total de entrevistados, 545 afirmaram possuir plano de saúde.

Edição: Lílian Beraldo



21 de Junho de 2011

No Dia Nacional de Combate à Asma, pneumologista alerta para crises da doença durante inverno


Paula Laboissière

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Apesar do frio já registrado em grande parte do país, o inverno brasileiro começa oficialmente hoje (21) – data que também marca o Dia Nacional de Combate à Asma. 

De acordo com o pneumologista  e presidente da Iniciativa Global contra a Asma, Rafael Stelmach, pessoas alérgicas devem redobrar os cuidados durante o período de baixas temperaturas e ar seco.

Em entrevista à Agência Brasil, ele explicou que a asma é uma doença inflamatória das vias aéreas, geralmente associada a alergias transmitidas geneticamente. Quando a pessoa com essa condição se expõe a fatores externos como poeira, mofo e fumaça, surgem sintomas como tosse seca, chiado no peito e falta de ar.

Baratas, animais domésticos, perfumes, produtos de limpeza e mudanças de temperatura também podem  desencadear uma crise. Outro alerta é para o aumento de casos de virose registrados durante o inverno. Uma simples gripe em pessoas asmáticas geralmente precede as crises.

Stelmach destacou que a doença, por se tratar de uma condição geneticamente determinada, não tem cura, mas precisa ser controlada por meio de tratamento. Para quem tem crises pelo menos uma vez por semana, a orientação é inalar diariamente anti-inflamatórios à base de corticoide. O controle deve ser similar ao de uma doença crônica como o diabetes e a hipertensão.

A trabalhadora autônoma Maria das Neves de Araújo, de 44 anos, conhece bem a rotina de cuidados contra a asma. Ela convive com o quadro desde 1994, depois de um tratamento malsucedido contra uma pneumonia. Atualmente, toma dois comprimidos por meio de inalação, duas vezes ao dia, além de fazer acompanhamento médico a cada três meses.

“Como não tenho mais crises, minha rotina continua mais ou menos a mesma. Mas, quando tinha crises, tinha que me afastar de poeira, dos cheiros fortes. Tudo era prejudicial. Hoje, tenho uma vida normal. O tratamento melhorou muito minhas crises”, disse.

Eduardo Ribeiro, de 40 anos, teve o diagnóstico confirmado quando tinha 15 anos. “Como em 1985 a medicina ainda não estava tão avançada, não fazia tratamento, só tomava remédio quando tinha crise”, relatou. Atualmente, o servidor público toma corticoides todos os dias ao anoitecer e não tem crises há mais de seis anos. “Só evito ambientes com fumaça de cigarro e poeira. Minha casa não tem tapete e as cortinas são bem limpas”, contou.

Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia indicam que a asma afeta entre 10% e 25% da população brasileira, sendo responsável anualmente por 400 mil internações hospitalares e 2.500 óbitos.

Edição: Graça Adjuto



18 de Junho de 2011

 Atenção Guarulhos
Vacinação contra a pólio começa neste Sábado 18 de Junho 2011; oito estados também vacinam contra sarampo

Crianças menores de 5 anos devem receber neste sábado (18) a primeira dose da vacina contra a poliomielite (paralisia infantil).


 Pais e responsáveis devem levar o cartão de vacinação para atualização            Ministério da Saúde
das doses. A Campanha Nacional de Vacinação segue até o dia 22 de julho.

BRASÍLIA - Crianças menores de 5 anos devem receber neste sábado a primeira dose da vacina contra a poliomielite (paralisia infantil). Pais e responsáveis devem levar o cartão de vacinação para atualização das doses. A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação deste ano segue até o dia 22 de julho.
Em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Pernambuco, na Bahia, no Ceará e em Alagoas, crianças de 1 a 7 anos também vão receber a vacina tríplice viral - que imuniza contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.
Ao todo, 115 mil postos de saúde em todo o país devem funcionar das 9h às 17h. Além das unidades permanentes, shopping centers, rodoviárias e escolas também vão receber postos móveis. Mais de 350 mil profissionais de saúde estarão mobilizados.
A segunda dose da vacina contra a poliomielite será aplicada a partir do dia 13 de agosto. Nesse mesmo dia, os demais estados iniciam a aplicação da tríplice viral.
De acordo com o Ministério da Saúde, a criança só fica completamente protegida contra a paralisia infantil após receber as duas gotinhas previstas.
Crianças com febre acima de 38 graus ou com alguma infecção devem ser avaliadas por um médico antes de receber a vacina. Também não é recomendado vacinar crianças com problemas de imunodepressão (como pacientes com câncer e aids) ou que já apresentaram reação alérgica severa a doses anteriores.
A meta do governo é vacinar 95% do público-alvo - 14,1 milhão de crianças contra a poliomielite e 17 milhões contra o sarampo.

Comments