E. Nazareth


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Ernesto Nazareth (1863-1934)

A partitura relacionada abaixo, no formato ,  está compactada no arquivo  aqui

  • Recordações do Passado

Biografia

  • Ernesto Júlio de Nazareth, mais conhecido como Ernesto Nazareth, nasceu no Rio de Janeiro em 20 de Março de 1863 e faleceu em Jacarepaguá, a 4 de Fevereiro de 1934. Músico e compositor é um dos grandes nomes do Choro. "Seu jogo fluido, desconcertante e triste ajudou-me a compreender melhor a alma brasileira", disse o compositor francês Darius Milhaud sobre Ernesto Nazareth, carioca que fixou o "tango brasileiro" e outros gêneros musicais do Rio de Janeiro de seu tempo. Estudou música com os professores Eduardo Madeira e Lucien Lambert. Intérprete constante de suas próprias composições, apresentava-se como "pianeiro em salas de cinema, bailes, reuniões e cerimônias sociais. Entre 1920 e 1924, muitos personagens ilustres iam ao cinema Odeon apenas para ouvi-lo. Somente uma pequena parte das mais de 200 peças para piano compostas por Ernesto Nazareth foi gravada. Suas composições mais conhecidas são: "Apanhei-te Cavaquinho", "Ameno resedá" (polcas), "Confidências", "Coração que sente", "Expansiva", "Turbilhão de beijos" (valsas), "Bambino", "Brejeiro", "Odeon" e "Duvidoso" (tangos brasileiros). Ernesto Nazareth ouviu os sons que vinham da rua, tocados por nossos músicos populares, e os levou para o piano, dando-lhes roupagem requintada. Sua obra se situa, assim, na fronteira do popular com o erudito, transitando à vontade pelas duas áreas. Em nada destoa se interpretada por um concertista, como Arthur Moreira Lima, ou um chorão como Jacob do Bandolim. O espírito do choro estará sempre presente, estilizado nas teclas do primeiro ou voltando às origens nas cordas do segundo. E é esse espírito, essa síntese da própria música de choro, que marca a série de seus quase cem tangos-brasileiros, à qual pertence "Odeon". Em 1933, o compositor começou a manifestar problemas mentais que motivaram sua internação na colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. No dia 01 de fevereiro de 1934, Nazaré fugiu do manicômio e só foi encontrado três dias depois, morto por afogamento na cachoeira dos Ciganos.

         >>> Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre 

 

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