História de Guifões

Introdução

    Guifões, terra de tradição e de história, poderia ser uma denominação para a vila que, neste momento, se edifica no concelho de Matosinhos. Aliás, “Guifões, Terra com História” é o lema que já vem inscrito nas mais recentes iniciativas da autarquia.  

    Porventura, ainda haverá quem use a expressão “colocar Guifões no mapa”, mas isso temos consciência que temos tentado e conseguido ao longo dos últimos anos e que este desígnio prosseguirá de forma gradativa, sustentada e segura.

  Incentivar os jovens à participação ativa, não descurando a idade da diversão e da aprendizagem, e apelar à lembrança dos mais velhos são os pretextos de que esta Junta se serve e com os quais se congratula, porque imprescindíveis à construção da necessária coesão social.

    Hoje somos nós a encetar o primeiro número, mas contamos convosco para, em conjunto, dinamizarmos Guifões, a nossa Terra com História!



Guifões Antigo

Publicado a 02/10/2013, 01:12 por Freguesia Guifões   [ atualizado a 16/10/2013, 08:06 ]

Guifões Primitivo                     

   Tempos Primitivos
    De acordo com a opinião dos Mestres de Arqueologia, a nossa região, há cerca de 30.000 anos, já era povoada por homens primitivos que viviam nas anfratuosidades dos terrenos e nas concavidades das rochas.
 
    Nesse Período do Paleolítico, o nível do mar chegava à cota atual de 30 metros, estando, portanto, todo o lugar que é hoje a Lomba muito submerso. Com o decorrer dos séculos, o mar foi-se afastado da terra, baixando, consequentemente, do seu nível. No Período do Neolítico, há cerca de 10.000 anos, o nível chegava somente à cota atual de 15 metros, isto é, o mar ia até ao atual lugar da Lomba. De há 10.000 anos até ao presente, o mar baixou até ao atual nível, depois de ter passado todos os níveis intermédios. Os Castros aparecem no Neolítico Pleno, 5.000 a 2.000 anos a.C., juntamente com os Dolmens ou Antas. O Castro Quiffiones teve o seu início, possivelmente, por essa remota época. A comprovar a sua antiguidade temos as machadinhas de pedra do tipo Asturiense, bem como os machados de sílex e os raspadores de quartzite
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Guifões Antigo
  
   Trabalhos agrícolas
    A agricultura era a única fonte de riqueza de Guifões e ainda hoje tem um forte peso na balança da economia local. Ocupava um grande número de braços, quer como criados quer como jornaleiros, que trabalhavam à jorna, tendo residência própria e lar constituído. Com as modernas máquinas agrícolas, os trabalhos dos campos sofreram uma grande mudança e a lavoura, hoje em dia, embora conserve tradicionais usos e costumes está longe de corresponder à simples e romântica rotina campestre.

   Linho
    A cultura do linho, atualmente extinta em Guifões, foi praticada até ao ano de 1922, perdendo-se na bruma do passado a sua origem, dada a sua prática pelos castrenses do Castrum Quiffiones, muito antes dos romanos o terem tomado e desarmado. A velha Roma Imperial tinha especial predileção pelos linhos da Península que com frequência empregavam na cura de feridas. Reina ainda na memória de muitas pessoas idosas de Guifões a sua cultura e os alegres folguedos a ela inerentes.

   Moínhos
   Em épocas não muito distantes, Guifões registava o maior número de moínhos, movidos pelos açudes do rio Leça e dos ribeiros afluentes. O transporte da farinha e dos cereais era feito em animais de carga - burros, machos, éguas ou jumentos -, que davam uma nota típica, no seu vai-e-vem quotidiano, sendo conduzidos pela arreata amarrada na cabeçada, pelo moço do moínho.



Castro de Guifões

     Na margem esquerda do Rio Leça, no lugar de Monte Castêlo, localiza-se o Castro de Guifões. Este antiquíssimo povoado, seguramente com origem no Iº milénio a.C., foi objeto de breves intervenções arqueológicas, nos finais do séc. XIX e em meados do séc. XX, pelo que possui inúmeras estruturas enterradas.

  

 Os materiais arqueológicos já recolhidos indiciam, por um lado uma origem remota dentro do mundo da Idade do Ferro, por outro uma longa perduração na época romana.

Devido à sua localização próxima do mar, numa elevação de grande importância estratégica sobre o antigo estuário do Leça, terá sido um povoado vocacionado para a exploração de recursos litorais e, de uma forma muito privilegiada, para a atividade comercial. Na base desta sua potencialidade reside o fato da etapa terminal do Leça ter constituído sempre um porto de abrigo natural, graças à cadeia de rochedos que se formava a pouca distância da sua foz (os Leixões) e ao facto do rio ser na época navegável até ao sopé do monte. A riqueza e abundância de materiais já encontrados no povoado, originários um pouco de todo o Império e da Bacia do Mediterrâneo, reforçam esta teoria.

    O castro terá sido abandonado por volta do séc. IV/V d.C., mas durante a Idade Média documentam-se algumas reocupações pontuais como atalaia militar.



Pontes de Guifões

Três pontes históricas circunscreveram, até há bem pouco tempo, Guifões. A desaparecida ponte de Guifões situava-se à saída da freguesia, junto ao sopé do Castro de Guifões e ao estuário do Rio Leça. Os traços arquitetónicos faziam-nos recuar até à Idade Média; no entanto, a sua fundação poderá remontar à época romana, integrando-se na via litoral que “per loca maritima” fazia a ligação ao estuário do Ave e a Vila do Conde, passando pela vila romana de Lavra. Esta ponte ruiu após a cheia do rio Leça de 1979.

A medieval Ponte do Carro é a mais antiga ponte de Guifões, esboçando-se traços na sua construção da alta Idade Média (designadamente dos reinos de Astúrias e Leão). A ponte servia de travessia das investidas cristãs e, posteriormente,
consagrou-se caminho dos peregrinos para Santiago de Compostela.

Por último, a ponte do caminho-de-ferro, situada na Lomba, é a mais recente das pontes, inaugurada com a Linha da Cintura, em 1938, com um composto contemporâneo.




Os Montantes

            “Os montantes” espelham o retrato de Guifões, terra conhecida “pela sua pedra granítica, que integra uma plataforma rígida constituída por rochas eruptivas que se terão formado há mais de 360 milhões de anos e rochas metamórficas (xistos) com cerca de 590 milhões de anos”. Este monumento, assim considerado, exalta a “terra rica em património histórico com vestígios de ocupação humana de três épocas distintas - Neolítica, Megalítica e mais recente Celta - (Século X A.C.). Por isso ao longo da sua história e a par da madeira (de que se construíram as naus dos navegadores portugueses dos séc. XV e XVI), distinguiram-se as pedreiras de Guifões e seus cortadores de Pedra - Os Montantes - extintos em meados do século passado”.
            O monumento de «Os montantes» surgiu, justamente, como homenagem aos “heróicos profissionais, verdadeiro símbolo da força, do querer e da vontade do povo de Guifões”.




Igreja de Guifões

    
 
A verdadeira fundação da primitiva Igreja de Guifões, no local onde hoje se encontra, deve remontar aos primeiros tempos do Cristianismo no Ocidente da Hispânia.

    A fundação do Oratório aponta para época da pacificação dos Romanos, quando estes obrigaram os velhos Lusitanos do Castrum Quiffiones a abandonarem a sua posição fortificada no Monte Castêlo.


    Os pregadores cristãos deveriam ter aproveitado a depressão moral, provocada por esta retirada forçada, para fundarem qualquer locus sanctus, cenobium, cisterim, casa ecc/esie ou baselica, locais onde se pregavam e ministravam os sacramentos cristãos, lutando sempre contra a adoração dos deuses pagãos.

     "Nas inquirições de 1254 a existência da igreja é confirmada e atribuída ao Mosteiro de Bouças a sua posse. O seu orago é S. Martinho, um dos santos mais venerados desde a Alta Idade Média", conforme relatado na arqueologia e monumentos históricos de Guifões.

    Na Relação, feita pelo rei D. Dinis em 1320, no leque de igrejas que deviam contribuir para auxiliar a guerra contra os Mouros aparece a Igreja de S. Martinho de Guifões, coletada em sessenta libras, conforme vem descrito no Catálogo do Bispo do Porto de D. Rodrigo da Cunha.


    Diz também o Arqueólogo Português que a freguesia de S. Martinho de Guifões pertencia, em 1258, ao Julgado de Bouças, com a interrupção de 1325 a 1357, época em que passou para o julgado da Maia. Continuou a ficar unida a Bouças após este período para depois pertencer a Matosinhos, com o nome atual, quando se constituíram os concelhos de Bou
ças e de Matosinhos sucessivamente. A questão dos julgados era uma questão puramente administrativa que teve, como é natural, as suas danças e contradanças ainda vulgares nos tempos de hoje. A Igreja de Guifões, desde tempos remotos até à sua reitoria, esteve sempre ligada à igreja de Bouças da qual era anexa, fazendo parte do antiquíssimo termo de Bouças mencionado na escritura, de 1243, feita entre o Cabido e o Bispo do Porto e a Rainha D. Mafalda.

Ordenação heráldica do brasão e bandeira

Publicado a 12/10/2009, 17:35 por Freguesia Guifões   [ atualizado a 03/10/2013, 08:42 ]

Publicada no Diário da República, III Série de 14/06/1994
          

 
Armas - Escudo de verde, ponte medieval de um arco, de prata lavrada de negro e movente dos flancos, acompanhada em chefe de um maço de canteiro, do mesmo metal entre duas espigas de milho de ouro, postos em roquete. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com a legenda a negro em maiúsculas: “ GUIFÕES.                           



    Simbologia

    As espigas de milho - Representam a tradição e riqueza agrícola desta terra e recordam o espírito de ajuda mutua sempre presente na lide dos campos.
    O maço de canteiro -
Recorda os montantes de Guifões e toda a sua importância no talhar da pedra, uma vez que esta existe em abundância na freguesia. 
  
 A ponte medieval -
Simboliza o castro romano “Castrum Quiffiones” e todo trabalho de exploração arqueológica desenvolvido.
    O escudo de verde -
Simboliza a vasta flora que cobre as terras desta freguesia assim como o rio Leça recordando todo a seu contributo como fertilizador dos campos adjacentes.

Grandes Personalidades de Guifões

Publicado a 12/10/2009, 17:34 por Freguesia Guifões   [ atualizado a 03/10/2013, 08:43 ]

Irmãos Passos

'Passos José' - José da Silva Passos


    Notável politico liberal. Bacharel, formado em Leis e Cânones, pela Universidade de Coimbra. Subsecretário de Estado dos Negócios da Fazenda. Deputado em diversas legislaturas, designadamente vice-presidente da Junta do Porto. Nasceu a
18 de Novembro de 1802, na freguesia de S. Martinho de Guifões, concelho de Bouças, e morreu a 12 de Novembro de 1863, no Porto.
    
    Era filho de Manuel da Silva Passos e da sua mulher D. Antónia Maria da Silva Passos. Foi para a Universidade de Coimbra com o seu irmão, Manuel da Silva Passos, local onde se revelou um brilhante estudante e se bacharelou nas faculdades acima citadas. Estavam os dois irmãos em Coimbra, quando rebentou, a para eles entusiasmante, revolução de 1820. Três anos depois, fundaram O Amigo do Porto,
uma folha de caráter académico, onde, entre citações latinas, se exaltavam os ideais democráticos da Revolução Francesa. Com apenas quatro números, em virtude da reação triunfada, na Vilafrancada, foi proibida a sua publicação nesse mesmo ano.
   
    Os dois irmãos decidiram, então, partir para o Porto. Hostilizados pelos absolutistas a solução mais viável foi emigrar para Espanha com outros alvos de perseguição. Juntos formaram a denominada OPOSIÇÃO CONSTITUCIONAL ou ESQUERDA DOS EMIGRADOS.

    De Espanha, com passagem por Inglaterra, rumaram a França. Ali, os dois irmãos colaboraram em diversas publicações, combatendo os atos do governo de D. Miguel e alguns excessos e doutrinas de outra fação.

    Regressado a Portugal, depois do desembarque de Mindelo, Passos José - juntamente com o seu irmão e outras pessoas -, conseguiu entrar no Porto e participar do apertado cerco vivido, iniciando, a posteriori, o percurso que o levaria ao Parlamento e ao Governo.

    Levantado o cerco ao Porto, ganha a guerra e assina a Convenção de Évora-Monte, na qual se estabeleceu o regime constitucional e se deu seguimento ao processo de eleição da primeira Câmara Municipal do Porto. Naquela eleição José da Silva Passos foi escolhido para presidente.

    Na qualidade de primeiro presidente eleito da Câmara do Porto, José da Silva Passos resistiu energicamente à lei das indemnizações (15 de Agosto de 1833), secundado pelo irmão que, nas Cortes, se oporia fervorosamente à sua aplicação.

    Um e outro defendiam, assim, a causa dos vencidos.
    Em 1834, foi eleito pela província do Douro, para as Cortes. Tomou assento na Câmara, ao lado do seu irmão, para ambos falarem contra a regência de D. Pedro. Reeleito na legislatura seguinte, aderiu a revolução de Setembro. Profundamente conhecedor dos negócios de administração, deu um contingente valioso para a redacção do Código Administrativo, de 31 de Novembro de 1836.
    
    Voltou à Câmara, fazendo porte das Cortes Constituintes e, nomeado membro da Comissão da lei eleitoral, cooperou eficazmente na Constituição de 20 de Marco e na lei das eleições diretas (9 de Abril de 1838). Exerceu os cargos de subsecretário de Estado dos Negócios da Fazenda - enquanto o seu irmão fora ministro - e de sub-inspector do Tesouro, sem aceitar retribuição.


'Passos Manuel' - Manuel da Silva Passos

    Nome pelo qual é conhecida uma das mais nobres personalidades da política liberal portuguesa, na primeira metade do século XIX. O tribuno Manuel da Silva Passos nasceu na freguesia de S. Martinho de Guifões, concelho de Bouças, distrito do Porto, a 5 de Fevereiro de 1801(2) e faleceu em Santarém, a 16 de Janeiro de 1862. O irmão mais velho, José da Silva Passos, notabilizou-se também na política, sendo nela companheiro de Passos Manuel.

    Os pais, sem grandes propriedades rústicas, possuíam bens móveis de importância, tendo arrecadados, em 1828, na Companhia dos Vinhos e nas casas de comércio do Porto cerca de sessenta mil réis. Depois de frequentarem os estudos menores, os dois irmãos foram, em 1817, entusiasmados, para a Universidade de Coimbra.

    Concluída a formação em 1822, no ano seguinte fundou, acompanhado pelo irmão, o jornal liberal AMIGO DO POVO. Passos Manuel foi, então, para o Porto e matriculou-se como advogado de número da Relação e Casa do Porto, exercendo advocacia e entregando-se aos seus estudos prediletos, literários, históricos e políticos.

    Em 1828, tomou parte no movimento de 16 de Maio, ocorrido em Aveiro e no Porto, contra D. Miguel (proclamado rei absoluto depois de regressado da Áustria).

    De Inglaterra seguiu para a Bélgica e daí para a França. Por causa da emigração dos dois irmãos, a riqueza da família começou a fundir-se, sendo dos raros emigrantes abastados.

    Em Paris, publicou dois MEMORIAIS sobre o estado do País e sobre a necessidade de destruir o Governo de D. Miguel. Estavam na Universidade quando se deu a revolução liberal de 1820. Foi publicado um opúsculo intitulado BREVE RAZOAMENTO, a favor da liberdade lusitana, e um EXAME DE ALGUMAS OPINIÕES E DOUTRINAS, de Fílipe Ferreira de Araújo e Castro e Sílvestre Pinheiro Ferreira. Começaram estes opúsculos a conferir uma certa notoriedade ao seu nome.

    Tempos depois, levantava-se uma pendência grave entre o ministro da Guerra Liberal, Cândido José Xavier, e o coronel Rodrigo Pinto Pizarro (mais tarde, em 1835, barão da Ribeira de Sabrosa), o que deu ensejo a que os irmãos Passos emitissem a sua opinião sobre o assunto n' O Júsculo, impresso no Porto, em 1832, intitulado: PARECER DE DOIS ADVOGADOS DA CASA DO PORTO...



Padre Manassa

  
 
Joaquim Pereira dos Santos nasceu em Santa Cruz do Bispo, no ano de 1872, por entre uma família de lavradores e carpinteiro.

    Ordenado, em 1900, com classificação elevada, no Seminário dos Carvalhos, Pereira dos Santos é distinguido pela sua inteligência. Em Agosto do mesmo ano, Guifões afirma a primeira paróquia.

    Cinco anos depois, foi eleito “Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Matosinhos, mas Guifões tornara-se, de fato a segunda terra”.

    “A ele pertence a maior beneficiação da Igreja, desde o século XVIII e foi ele que apoiou a criação da Banda de música de Guifões (…) e conseguiu apoios – e o trabalho – para a construção do coreto no Largo da Igreja, que, em 1955, a Junta de Freguesia consegue que passe a chamar-se Largo Padre Joaquim Pereira dos Santos”.

    Em 1935, Joaquim Pereira dos Santos morre após presidir a paróquia por 35 anos.


Locais de Interesse

Publicado a 12/10/2009, 16:33 por Freguesia Guifões   [ atualizado a 16/10/2013, 08:16 ]

Quinta de Guifões


 A casa número 68 da Rua do Monte de Xisto não é uma casa qualquer.

    Foi nesta casa que nasceram, entre 1800 e 1802, os irmãos Manuel e José Passos. Uma casa solarenga numa velha quinta de Guifões que possuía capela própria, pomar, vinhas, celeiros, currais.






Junta de Freguesia de Guifões





    A antiga Junta da Freguesia de Guifões, situada no Largo Padre Joaquim Pereira (Manassa), foi inaugurada, em meados de 1925, destacando-se na sua construção a torre modernista. Porém, com o avançar dos anos, o edifício foi-se tornando insuficiente para as funções administrativas exercidas.


 

    No ano de 1997, setenta e dois anos depois, deu-se por concluída a construção do atual edifício da Junta de Freguesia de Guifões (imagem acima), no terreno anteriormente ocupado pelo Desportivo do Senhor. Uma infraestrutura mais aberta, com melhores instalações para o serviço administrativo passa a estar disponível para a população, junto ao centro cívico de Guifões.


Escolas de Guifões


                       

    
   Em 1894, Guifões registava, no ensino primário elementar, duas pequenas e inadequadas salas particulares: uma na Lomba, regida pelo senhor António Pinto Pereira, natural de Matosinhos, mas casado e domiciliado no dito lugar da Lomba; outra em Sendim, já na freguesia de Matosinhos, regida pelo senhor Manuel Ferreira Patrício.

   Godinho de Faria, na sua Monografia do Concelho de Bouças, Edição de 1899, dizia relativamente à fundação de escolas nas freguesias do concelho: «... Nos últimos sete anos económicos a partir de 1892-93, as juntas de freguesias de Lavra, Perafita e Guifões ofereceram o terreno para construção de escolas e a freguesia de Infesta ofereceu 300 Réis.

    O Vogal do pelouro da Instrução, abade de Perafita sempre solícito em todos os serviços de que se encarrega traz a peito terminar no corrente ano a nossa sede escolar, promovendo a criação de escolas para o sexo feminino em Lavra, Balio e Custóias e mista para a pequena paróquia de Guifões.

     Apesar destes projectos, somente no ano lectivo de 1901/1902 foi fundada em Guifões a primeira escola oficial do ensino primário elementar na Rua de Tourais, num edifício de rés-do-chão e primeiro andar pertencente ao senhor José Cardoso que, para esse fim, mandou ampliar o primitivo edifício com primeiro andar.     Era mista (para ambos os sexos) e foi regida pela primeira professora oficial de Guifões, a Dona Rosalina Rodrigues de Morais, funcionando normalmente até ao ano lectivo 1930/1931. No ano letivo seguinte, foi transferida para o novo edifício oficial construído na Rua de Passos Manuel - desta freguesia - com dois amplos salões um para cada sexo.     

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