Seguindo Jesus, acompanhados pelo Papa Leão XIV - Itinerário em preparação para a Visita Papal de 2026 – Ministros Ordenados _________________________________________________________________________________________________________________________________
SEGUINDO JESUS ACOMPANHADO PELO PAPA LEÃO XIV Itinerário de encontros em preparação para a Visita Papal de 2026
MINISTROS ORDENADOS
“Seguindo Jesus acompanhado pelo Papa Leão XIV” é um itinerário que convida pessoas e comunidades a vivenciar a preparação para a Visita Pastoral como um caminho de reflexão, oração e missão, baseado na escuta da Palavra de Deus nas Sagradas Escrituras e no Magistério do Papa.
Esses recursos foram preparados pelas Comissões Episcopais e colaboradores, como material concreto e inspirador, para serem trabalhados em grupo ou individualmente.
Cada encontro segue a “pedagogia de Jesus” no caminho com os discípulos de Emaús (cf. Lc 24,13-35):
1. “O que eles estão dizendo ao longo do caminho?” Nossa vida hoje
2. “Não estavam ardendo os nossos corações quando ele nos falava no caminho e nos explicava as Escrituras?” Ouvimos a Palavra de Deus
3. “‘Fique conosco, pois já é quase noite; o dia está quase terminando.’ Então ele entrou e ficou com eles.” Reflitamos.
4. “Estando à mesa, tomou o pão, deu graças, partiu-o e deu-lho.” Oramos e celebramos.
5. “Eles partiram… e contaram o que havia acontecido.” Nós nos comprometemos e anunciamos.
São oferecidas duas reuniões aos ministros ordenados:
I. “Fixando os olhos em Jesus e guiados pelo Espírito” (Lc 4,14-22)
II. “‘Amar ainda mais’, a ponto de dar a própria vida pelo rebanho” (Jo 21,15-19)
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COM OS OLHOS FIXOS EM JESUS E GUIADOS PELO ESPÍRITO
1. Nossa vida hoje
O Papa está chegando!
Para começar, vamos abordar dois aspectos:
a) O que significa a visita do Papa Leão XIV para o meu ministério hoje?
b) O que esperamos dela?
2. Nós ouvimos a Palavra de Deus (proclamação do Evangelho)
Jesus voltou para a Galileia no poder do Espírito, e as notícias sobre ele se espalharam por toda a região. Ele ensinava nas sinagogas, e todos o elogiavam. Ele foi para Nazaré, onde havia sido criado, e no sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. Levantou-se para ler, e lhe entregaram o livro do profeta Isaías. Abrindo-o, encontrou o lugar onde estava escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor”. Então, enrolou o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se. Os olhos de todos na sinagoga estavam fixos nele. Ele começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que vocês acabaram de ouvir”. Todos falavam bem dele e se admiravam das palavras de graça que saíam de seus lábios.
Palavra de Deus: Glória a Ti, Senhor Jesus (Lucas 4:14-22)
3. Reflexionamos
Papa Leão XIV
Quinta-feira Santa – Missa Crismal (2 de abril de 2026)
“Sabemos que ser enviado implica, antes de tudo, um desapego, ou seja, o risco de deixar o que é familiar e seguro para aventurar-se no novo. É interessante que ‘pelo poder do Espírito’ (Lc 4,14), que desceu sobre ele após o batismo no Jordão, Jesus retorne à Galileia e vá ‘para Nazaré, onde fora criado’ (v. 16). Este é o lugar que ele agora deve deixar. Ele se move ‘como de costume’, mas para inaugurar uma nova era. Agora ele deve partir definitivamente daquela cidade, para que
Que aquilo que germinou ali, sábado após sábado, nos fiéis que escutam a Palavra de Deus, amadureça.
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Dessa forma, ele convocará outros a partirem, a correrem riscos, para que nenhum lugar se torne uma cela, nenhuma identidade um covil.
O caminho de Jesus revela-nos que a vontade de se perder, de se esvaziar, não é um fim em si mesma, mas uma condição para o encontro e a intimidade. O amor só é verdadeiro se for desarmado, precisar de poucas coisas, de nenhuma ostentação, e acolher com ternura a fraqueza e a nudez. Temos dificuldade em embarcar numa missão tão exposta, e, no entanto, não há “boa nova para os pobres” (cf. Lc 4,18) se nos aproximarmos deles com sinais de poder, nem há libertação autêntica se não nos libertarmos da possessividade. Aqui tocamos num segundo segredo da missão cristã. Por trás do desapego reside a lei do encontro…
Há também uma terceira dimensão, talvez a mais radical, da missão cristã. Já na violenta reação dos habitantes de Nazaré às palavras de Jesus, a dramática possibilidade de incompreensão e rejeição se torna evidente: “Ao ouvirem isso, todos os que estavam na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até o topo do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de atirá-lo precipício abaixo” (Lc 4,28-29). Embora a leitura litúrgica tenha omitido essa parte, o que vamos celebrar a partir desta noite nos compromete não a fugir, mas a “atravessar” a provação, como Jesus, que, arrastado pela multidão até a beira do precipício, “passou pelo meio deles e seguiu o seu caminho” (Lc 4,30). A cruz faz parte da missão; o envio torna-se mais amargo e assustador, mas também mais livremente oferecido e revolucionário. A ocupação imperialista do mundo é, assim, interrompida por dentro. A violência que até então era legitimada como lei é desmascarada. O Messias pobre, aprisionado e oprimido mergulha na escuridão da morte, mas, ao fazê-lo, dá origem a uma nova criação.
https://www.vatican.va/content/leo-xiv/es/homilies/2026/documents/20260402-crisma.html
4. Nós oramos e celebramos
Em sua homilia, o Papa propõe três dimensões; abramos nossos corações invocando brevemente o Espírito Santo e partilhámos fraternalmente as seguintes questões:
a) Desapego: De que somos chamados a nos desapegar para cumprir a missão? O que significaria para nós hoje “esvaziar-nos”?
b) Encontro: Como a missão, entendida como encontro, nos desafia enquanto presbitério? O que queremos dizer com “abrir o caminho para o Espírito e segui-lo”?
c) Cruz: Em que situações vivenciamos que “a cruz faz parte da missão”?
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5. Nós nos comprometemos e anunciamos
No último parágrafo de sua homilia, Leão XIV nos disse:
“Queridos irmãos e irmãs, os santos fazem história. Esta é a mensagem do Apocalipse: ‘Graça e paz da parte de Jesus Cristo, a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o Rei dos reis da terra’ (Ap 1,4-5). Esta saudação resume a jornada de Jesus em um mundo dilacerado por poderes conflitantes que o devastam. Dentro dele, um novo povo está sendo formado, não de vítimas, mas de testemunhas. Nesta hora sombria da história, Deus escolheu nos enviar para espalhar a fragrância de Cristo onde reina o fedor da morte. Renovemos o nosso ‘sim’ a esta missão, que clama por unidade e traz paz. Sim, aqui estamos! Vençamos os sentimentos de impotência e medo! Anunciamos a tua morte, Senhor, proclamamos a tua ressurreição, enquanto aguardamos a tua vinda.”
O Papa propõe um percurso missionário que começa com o êxodo de nós mesmos através do esvaziamento de si, a fim de alcançar o encontro e a comunhão com os outros; um caminho que acolhe a cruz como um passo rumo à ressurreição.
Que a visita de Leão XIV renove em nós a alegria da missão: a liberdade de sair de nós mesmos, a humildade de encontrar a todos e a coragem de abraçar a cruz, sabendo que o Senhor Ressuscitado sempre nos precede e nos acompanha .
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“AMAR AINDA MAIS” E DAR A VIDA PELO REBANHO 1. Nossa vida hoje
O Papa está chegando!
Para começar, vamos abordar dois aspectos:
a) O que significa a visita do Papa Leão XIV para o nosso povo, para o povo de Deus a quem amamos e servimos todos os dias? O que eles sentem, o que esperam, o que fazem?
b) O que essa visita significa para o meu ministério atual? O que eu penso, o que eu espero dela?
2. Nós ouvimos a Palavra de Deus (proclamação do Evangelho)
“Depois de terem comido, Jesus disse a Simão Pedro: “Simão, filho de João, você me ama mais do que estes?” Ele respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”. Novamente Jesus lhe perguntou: “Simão, filho de João, você me ama?” Ele respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. Jesus disse: “Cuida das minhas ovelhas”. Pela terceira vez, Jesus lhe perguntou: “Simão, filho de João, você me ama?” Pedro ficou magoado porque Jesus lhe perguntou pela terceira vez: “Você me ama?” Ele respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo”. Jesus disse: “Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade te digo que, quando eras mais jovem, tu te cingias e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos, e outra pessoa te cingirá e te levará para onde não queres ir”. (Ele disse isso para indicar o tipo de morte com a qual Pedro glorificaria a Deus.) Depois de dizer isso, Jesus lhe disse: “Segue-me”.
Palavra de Deus: Glória a Ti, Senhor Jesus (João 21:15-19)
3. Reflexionamos
Papa Leão XIV
a) O Papa Leão XIV iluminou o início de seu ministério petrino com este diálogo entre Jesus e Pedro. Vejamos um trecho de sua homilia:
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“Ao passar pela margem daquele lago, Jesus chamou Pedro e os primeiros discípulos para serem como Ele, “pescadores de homens”; e agora, após a ressurreição, cabe precisamente a eles levar adiante essa missão: nunca parar de lançar a rede para mergulhar a esperança do Evangelho nas águas do mundo; navegar no mar da vida para que todos possam ser reunidos no abraço de Deus.”
Como Pedro pode realizar essa tarefa? O Evangelho nos diz que isso só é possível porque ele experimentou o amor infinito e incondicional de Deus em sua própria vida, mesmo em momentos de fracasso e negação. Portanto, quando Jesus se dirige a Pedro, o Evangelho usa o verbo grego ágape — que se refere ao amor de Deus por nós, à sua entrega altruísta e incondicional — diferente do verbo usado na resposta de Pedro, que descreve o amor da amizade que compartilhamos uns com os outros.
Quando Jesus pergunta a Pedro: “Simão, filho de João, você me ama?” (João 21:16), ele está se referindo ao amor do Pai. É como se Jesus estivesse dizendo: somente se vocês conhecerem e experimentarem o amor de Deus, que nunca falha, vocês serão capazes de pastorear as minhas ovelhas; somente no amor de Deus Pai vocês serão capazes de amar seus irmãos e irmãs “ainda mais”, isto é, a ponto de oferecer a própria vida por eles.
Pedro, portanto, recebe a missão de “amar ainda mais” e de dar a vida pelo rebanho. O ministério de Pedro é marcado precisamente por esse amor altruísta, porque a Igreja de Roma preside na caridade e sua verdadeira autoridade é a caridade de Cristo. Nunca se trata de aprisionar os outros por meio da submissão, da propaganda religiosa ou dos meios de poder, mas sim, sempre e unicamente, de amar como Jesus amou.
https://www.vatican.va/content/leo-xiv/es/homilies/2025/documents/20250518-inizio-pontificato.html
b) Na recente Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera o futuro”, o diálogo entre Jesus e Pedro inspira a renovação diária da fidelidade de cada sacerdote:
“Toda vocação é um dom do Pai que pede para ser fielmente guardado em uma dinâmica de conversão contínua. A obediência à própria vocação se constrói a cada dia por meio da escuta da Palavra de Deus, da celebração dos sacramentos — particularmente o Sacrifício Eucarístico —, da evangelização, da proximidade com os mais necessitados e da fraternidade sacerdotal, tendo a oração como o lugar preeminente do encontro com o Senhor. É como se a cada dia o sacerdote retornasse ao Mar da Galileia — onde Jesus perguntou a Pedro: ‘Tu me amas?’ (Jo 21,15) — para renovar o seu ‘sim’”.
https://press.vatican.va/content/salastampa/es/bollettino/pubblico/2025/12/22/221225c.html
4. Nós oramos e celebramos
Na figura de Pedro, Leão, Bispo de Roma e seu sucessor, quis destacar seu serviço de caridade e unidade para toda a Igreja. A caridade “pastoral”, como participação no amor de Jesus, o Bom Pastor, é a forma de amor que unifica a vida e o ministério de todos os bispos e seus colaboradores, os sacerdotes.
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Nossa conversão pessoal é pastoral: somos chamados a dar a nossa vida pelas ovelhas, como Jesus fez por todos.
À luz desses textos, propomos compartilhar algumas reflexões e orar:
a) O diálogo de Jesus com Pedro implica uma intimidade entre eles que abre a porta para uma missão pastoral. Por amor, e somente por amor, Pedro pode pastorear. Em meio a tantas visões parciais ou distorcidas do ministério petrino e do sacerdócio hoje, como purificamos nossa fé para reconhecer, celebrar e ajudar outros a amar Jesus cuidando dos seus? Como oramos pelo Papa, pelos bispos e sacerdotes, e como falamos sobre eles? Da mesma forma que falamos pelos leigos…? Talvez este encontro inspire em nós uma oração mais afetuosa, mais humilde, mais familiar, mais evangélica, neste rebanho e por seus pastores, que nos inclui.
b) “Segue-me!” é a palavra final e definitiva de Jesus para Pedro. Nesta cena final, ele resume todo o seu relacionamento anterior com Jesus, sua missão pastoral dali em diante e o martírio que sofrerá para glorificar a Deus, assim como Jesus fez. Começando com a figura de Pedro, poderíamos celebrar recordando juntos os nomes, as histórias, os papéis pastorais e os martírios de tantos sacerdotes, papas e bispos, irmãos, pais e mestres que, na Igreja, nos mostraram o amor do Senhor.
5. Nós nos comprometemos e anunciamos
Pastores que cuidam dos que estão aqui e pescadores que buscam todos os que ainda não chegaram... A missão é recebida pela comunidade, mas é voltada para fora, para o "mundo", para todos os mundos: da nossa Galileia cotidiana, conhecida e desafiadora ao mesmo tempo (família, trabalho, paróquia) às transformações sem precedentes da revolução tecnológica.
Se compartilharmos nossas próprias histórias e ouvirmos as dos outros, juntos reconheceremos o mesmo Jesus, Senhor de todos, Pescador de homens, Pastor dos pastores.
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SIGUIENDO A JESÚS ACOMPAÑADOS DEL PAPA LEÓN XIV Itinerario de encuentros de preparación a la Visita Papal 2026
MINISTROS ORDENADOS
“Siguiendo a Jesús acompañados del Papa León XIV” es un itinerario que invita a las personas y comunidades a vivir la preparación a la Visita pastoral, como un camino de reflexión, oración y misión, a partir de la escucha de la Palabra de Dios en las Sagradas Escrituras y en el Magisterio del Papa.
Estos subsidios fueron preparados por las Comisiones Episcopales y colaboradores, como material concreto e inspirador, para trabajar en grupos o individualmente.
Cada encuentro sigue la “pedagogía de Jesús” en el camino con los discípulos de Emaús (cf. Lc 24,13-35):
1. “¿Qué comentan por el camino?” Nuestra vida hoy
2. “¿No ardía acaso nuestro corazón, mientras nos hablaba en el camino y nos explicaba las Escrituras?” Escuchamos la Palabra de Dios
3. “«Quédate con nosotros, porque ya es tarde y el día se acaba». Él entró y se quedó con ellos.” Reflexionamos
4. “Estando a la mesa, tomó el pan y pronunció la bendición; luego lo partió y se lo dio.” Rezamos y celebramos
5. “Se pusieron en camino…contaron lo que había pasado” Nos comprometemos y anunciamos
Para los ministros ordenados se presentan dos encuentros:
I. “Los ojos fijos en Jesús y guiados por el Espíritu” (Lc 4,14-22)
II. “«Amar aún más» para dar la vida por el rebaño” (Jn 21,15-19)
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LOS OJOS FIJOS EN JESÚS Y GUIADOS POR EL ESPÍRITU
1. Nuestra vida hoy
¡Viene el Papa!
Para comenzar, compartir dos aspectos:
a) ¿Qué significa para mi ministerio, hoy, la visita del papa León XIV?
b) ¿Qué espero/amos de ella?
2. Escuchamos la Palabra de Dios (anuncio del Evangelio)
“Jesús volvió a Galilea con el poder del Espíritu y su fama se extendió en toda la región. Enseñaba en las sinagogas y todos lo alababan. Fue a Nazaret, donde se había criado; el sábado entró como de costumbre en la sinagoga y se levantó para hacer la lectura. Le presentaron el libro del profeta Isaías y, abriéndolo, encontró el pasaje donde estaba escrito: «El Espíritu del Señor está sobre mí, porque me ha consagrado por la unción. Él me envió a llevar la Buena Noticia a los pobres, a anunciar la liberación a los cautivos y la vista a los ciegos, a dar la libertad a los oprimidos y proclamar un año de gracia del Señor». Jesús cerró el Libro, lo devolvió al ayudante y se sentó. Todos en la sinagoga tenían los ojos fijos en él. Entonces comenzó a decirles: «Hoy se ha cumplido este pasaje de la Escritura que acaban de oír». Todos daban testimonio a favor de él y estaban llenos de admiración por las palabras de gracia que salían de su boca.”
Palabra de Dios: Gloria a Ti, Señor Jesús (Lucas 4,14-22)
3. Reflexionamos
Papa León XIV
Jueves Santo – Misa Crismal (2 de abril de 2026)
“Sabemos que ser enviados implica, en primer lugar, un desprendimiento, es decir, el riesgo de dejar lo que es familiar y seguro, para adentrarse en lo nuevo. Es interesante que «con el poder del Espíritu» (Lc 4,14), descendido sobre Él después del Bautismo en el Jordán, Jesús regrese a Galilea y vaya «a Nazaret, donde se había criado» (v. 16). Es el lugar que ahora debe abandonar. Se mueve «como de costumbre», pero para inaugurar un tiempo nuevo. Ahora deberá partir definitivamente de aquel pueblo, para que
madure lo que allí ha germinado, sábado tras sábado, en la escucha fiel de la Palabra de Dios. Del mismo
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modo, llamará a otros a partir, a arriesgarse, para que ningún lugar se convierta en una celda, ninguna identidad en una guarida.
El camino de Jesús nos revela que la disponibilidad para perder, para vaciarse, no es un fin en sí misma, sino una condición para el encuentro y la intimidad. El amor sólo es verdadero si está desarmado, necesita pocas cosas, ninguna ostentación, y custodia con delicadeza la debilidad y la desnudez. Nos cuesta lanzarnos a una misión tan expuesta, y sin embargo no hay «buena nueva para los pobres» (cf. Lc 4,18) si acudimos a ellos con signos de poder, ni hay auténtica liberación si no nos liberamos de la posesión. Aquí tocamos un segundo secreto de la misión cristiana. Tras el desprendimiento está la ley del encuentro…
Existe además una tercera dimensión, quizá la más radical, de la misión cristiana. Ya en la violenta reacción de los habitantes de Nazaret ante las palabras de Jesús se manifiesta la dramática posibilidad de la incomprensión y del rechazo: «Al oír estas palabras, todos los que estaban en la sinagoga se enfurecieron y, levantándose, lo empujaron fuera de la ciudad, hasta un lugar escarpado de la colina sobre la que se levantaba la ciudad, con intención de despeñarlo» (Lc 4,28-29). Aunque la lectura litúrgica haya omitido esta parte, lo que nos disponemos a celebrar a partir de esta tarde nos compromete a no huir, sino a “pasar en medio” de la prueba, como Jesús, quien, arrastrado por la gente hasta el borde del precipicio, «pasando en medio de ellos, continuó su camino» (Lc 4,30). La cruz es parte de la misión; el envío se vuelve más amargo y atemorizante, pero también más gratuito y revolucionario. La ocupación imperialista del mundo se ve entonces interrumpida desde dentro, la violencia que hasta hoy se erige en ley queda desenmascarada. El Mesías pobre, prisionero, oprimido, se precipita en la oscuridad de la muerte, pero así saca a la luz una nueva creación.”
https://www.vatican.va/content/leo-xiv/es/homilies/2026/documents/20260402-crisma.html
4. Rezamos y celebramos
El Papa en la homilía propone tres dimensiones, abramos nuestros corazones invocando brevemente al Espíritu Santo y compartamos fraternalmente las siguientes preguntas:
a) Desprendimiento: ¿De qué estamos llamados a desprendernos para llevar adelante la misión? ¿Qué significaría hoy para nosotros “vaciarnos”?
b) Encuentro: ¿De qué modo nos interpela como presbiterio la misión entendida como encuentro? ¿qué entendemos por “abrirle camino al Espíritu e ir tras él”?
c) Cruz: ¿En qué situaciones experimentamos que “la cruz es parte de la misión”?
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5. Nos comprometemos y anunciamos
En el último párrafo de la homilía, León XIV nos decía:
“Queridas hermanas y hermanos, los santos hacen la historia. Este es el mensaje del Apocalipsis. «La gracia y la paz de parte […]de Jesucristo, el Testigo fiel, el Primero que resucitó de entre los muertos, el Rey de los reyes de la tierra» (Ap 1,4-5). Este saludo resume el camino de Jesús en un mundo en conflicto entre potencias que lo devastan. En su interior se gesta un pueblo nuevo, no de víctimas, sino de testigos. En esta hora oscura de la historia, Dios ha querido enviarnos a difundir el perfume de Cristo donde reina el olor de la muerte. Renovemos nuestro «sí» a esta misión que nos pide unidad y que trae la paz. ¡Sí, aquí estamos! ¡Superemos el sentimiento de impotencia y de miedo! Nosotros anunciamos tu muerte, Señor, proclamamos tu resurrección, en la espera de tu venida.”
El Papa nos propone un itinerario misionero que comienza con el éxodo de nosotros mismos a través del vaciamiento, para llegar al encuentro y a la comunión con los demás; un camino que acepta la cruz como paso hacia la resurrección.
Que la visita de León XIV renueve en nosotros la alegría de la misión: la libertad para salir de nosotros mismos, la humildad para encontrarnos con todos y la valentía para abrazar la cruz, sabiendo que el Señor Resucitado siempre nos precede y nos acompaña.
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“AMAR AÚN MÁS” Y DAR LA VIDA POR EL REBAÑO1. Nuestra vida hoy
¡Viene el Papa!
Para comenzar, compartir dos aspectos:
a) ¿Qué significa la visita del Papa León XIV para nuestra gente, para el pueblo de Dios al que amamos y servimos cada día? ¿Qué sienten, qué esperan, qué hacen?
b) ¿Qué significa para mi ministerio actual esta visita? ¿Qué pienso, qué espero de ella?
2. Escuchamos la Palabra de Dios (anuncio del Evangelio)
“Después de comer, Jesús dijo a Simón Pedro: «Simón, hijo de Juan, ¿me amas más que estos?». Él le respondió: «Sí, Señor, tú sabes que te quiero». Jesús le dijo: «Apacienta mis corderos». Le volvió a decir por segunda vez: «Simón, hijo de Juan, ¿me amas?». Él le respondió: «Sí, Señor, sabes que te quiero». Jesús le dijo: «Pastorea mis ovejas». Le preguntó por tercera vez: «Simón, hijo de Juan, ¿me quieres?». Pedro se entristeció de que por tercera vez le preguntara si lo quería, y le dijo: «Señor, tú lo sabes todo; sabes que te quiero». Jesús le dijo: «Apacienta mis ovejas. Te aseguro que cuando eras joven tú mismo te vestías e ibas a donde querías. Pero cuando seas viejo, extenderás tus brazos, y otro te atará y te llevará a donde no quieras». De esta manera, indicaba con qué muerte Pedro debía glorificar a Dios. Y después de hablar así, le dijo: «Sígueme».”
Palabra de Dios: Gloria a Ti, Señor Jesús (Jn 21,15-19)
3. Reflexionamos
Papa León XIV
a) El Papa León XIV iluminó el inicio de su ministerio petrino desde este diálogo entre Jesús y Pedro. Veamos un fragmento de su homilía:
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“Pasando por la orilla de ese lago, Jesús había llamado a Pedro y a los primeros discípulos a ser como Él “pescadores de hombres”; y ahora, después de la resurrección, les corresponde precisamente a ellos llevar adelante esta misión: no dejar de lanzar la red para sumergir la esperanza del Evangelio en las aguas del mundo; navegar en el mar de la vida para que todos puedan reunirse en el abrazo de Dios.
¿Cómo puede Pedro llevar a cabo esta tarea? El Evangelio nos dice que es posible sólo porque ha experimentado en su propia vida el amor infinito e incondicional de Dios, incluso en la hora del fracaso y la negación. Por eso, cuando es Jesús quien se dirige a Pedro, el Evangelio usa el verbo griego agapao — que se refiere al amor que Dios tiene por nosotros, a su entrega sin reservas ni cálculos—, diferente al verbo usado para la respuesta de Pedro, que en cambio describe el amor de amistad, que intercambiamos entre nosotros.
Cuando Jesús le pregunta a Pedro: «Simón, hijo de Juan, ¿me amas?» (Jn 21,16), indica pues el amor del Padre. Es como si Jesús le dijera: sólo si has conocido y experimentado el amor de Dios, que nunca falla, podrás apacentar a mis corderos; sólo en el amor de Dios Padre podrás amar a tus hermanos “aún más”, es decir, hasta ofrecer la vida por ellos.
A Pedro, pues, se le confía la tarea de “amar aún más” y de dar su vida por el rebaño. El ministerio de Pedro está marcado precisamente por este amor oblativo, porque la Iglesia de Roma preside en la caridad y su verdadera autoridad es la caridad de Cristo. No se trata nunca de atrapar a los demás con el sometimiento, con la propaganda religiosa o con los medios del poder, sino que se trata siempre y solamente de amar como lo hizo Jesús.”
https://www.vatican.va/content/leo-xiv/es/homilies/2025/documents/20250518-inizio-pontificato.html
b) En la reciente Carta Apostólica “Una fidelidad que genera futuro”, el diálogo entre Jesús y Pedro inspira la renovación cotidiana de la fidelidad de cada sacerdote:
“Toda vocación es un don del Padre que pide ser custodiado con fidelidad en una dinámica de conversión permanente. La obediencia a la propia llamada se construye cada día mediante la escucha de la Palabra de Dios, la celebración de los sacramentos —en particular en el Sacrificio Eucarístico—, la evangelización, la cercanía a los últimos y la fraternidad presbiteral, bebiendo de la oración como lugar eminente de encuentro con el Señor. Es como si cada día el sacerdote regresara al lago de Galilea —allí donde Jesús preguntó a Pedro «¿me amas?» (Jn 21,15)— para renovar su «sí»”.
https://press.vatican.va/content/salastampa/es/bollettino/pubblico/2025/12/22/221225c.html
4. Rezamos y celebramos
En la figura de Pedro, León, obispo de Roma, su sucesor, ha querido señalar su servicio de caridad y unidad para toda la Iglesia. La caridad “pastoral”, como participación del amor de Jesús, Buen Pastor, es la forma del amor que unifica la vida y el ministerio de todos los obispos y sus colaboradores, los presbíteros.
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Nuestra conversión personal es pastoral: estamos llamados a dar la vida por las ovejas, como lo hizo Jesús por todos.
A la luz de los textos, proponemos compartir algunas resonancias y rezar:
a) El diálogo de Jesús con Pedro entraña una intimidad entre ellos que se abre a una misión pastoral. Por amor, y sólo por amor, Pedro podrá pastorear. Entre tantas miradas parciales o distorsionadas del ministerio petrino y del sacerdocio hoy, ¿cómo purificamos nuestra fe para reconocer, celebrar y ayudar a otros a amar a Jesús cuidando a los suyos? ¿Cómo rezamos por el Papa, por los obispos y sacerdotes, y cómo hablamos de ellos? ¿Del mismo modo que lo hacemos por los laicos…? Quizá el encuentro nos inspire una oración más afectuosa, más humilde, más familiar, más evangélica, en y por este rebaño y sus pastores, que somos también nosotros.
b) “¡Sígueme!” es la palabra final, definitiva, de Jesús a Pedro. Sintetiza en esta escena final toda su historia anterior con Jesús, su misión pastoral desde ahora en adelante y el martirio que sufrirá para glorificar a Dios, como Jesús. A partir de la figura de Pedro, podríamos celebrar haciendo memoria juntos, los nombres, las historias, los pastoreos y los martirios de tantos sacerdotes, papas y obispos, hermanos, padres y maestros que en la Iglesia nos mostraron el amor del Señor.
5. Nos comprometemos y anunciamos
Pastores que cuidan a los que están y Pescadores que buscan a todos los que aún no están... La misión la recibe la comunidad, pero es hacia afuera, al “mundo”, a todos los mundos: desde nuestra Galilea cotidiana, conocida y desafiante a la vez (familia, trabajo, parroquia) hasta las transformaciones inauditas de la revolución tecnológica.
Si contamos lo nuestro y escuchamos a los otros, reconoceremos juntos al mismo Jesús, Señor de todos, Pescador de hombres, Pastor de pastores.
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