A União Nacional


O Partido Único

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A União Nacional foi criada em 1933, para apoiar o regime político, que se estabeleceu em Portugal após a aprovação da Constituição de 1933 ou seja o Estado Novo. Era o único partido político legalmente constituído, apesar de que segundo os seus estatutos que foram inspirados por Salazar, este grupo não tinha um nome de partido político. Segundo o ditador, os partidos políticos que administraram a república até 1926, dividiam a sociedade portuguesa, ao passo que esta comunidade, pelo seu nome (União Nacional), se destinava a unir todos os Portugueses. A União Nacional veio apenas a ter o Movimento de Unidade Democrática como opositor ao seu lugar, nas eleições de 1949, com Norton de Matos como principal candidato. Contudo o Movimento de Unidade Democrática, retirou a sua candidatura e assim apenas a União Nacional concorreu às eleições. António de Oliveira Salazar foi o primeiro a assegurar a presidência da sua Comissão Central, a título vitalício, e mais tarde, após a constatação do carácter irreversível, caberia a Marcelo Caetano ocupar o mesmo posto. Estas características de centralização e de ligação ao executivo foram acompanhadas, durante mais de uma década, por um absoluto monopólio da representação política, dado que as oposições possíveis estavam ilegais ou seja a União Nacional não teve concorrentes aos actos eleitorais até 1945 neste ano. Salazar cederia algumas liberdades formais e pontuais às oposições, tolerando a sua participação em campanhas eleitorais e a consequente apresentação de listas.