Moledo Património Cultural


 

 

Igreja Matriz

 

A igreja matriz de Moledo, cujo orago é o Espírito Santo, é uma construção renascentista, de finais do século XVI ou princípios do século XVII.

 

É uma igreja de uma só nave, com alpendre na porta principal. No lado direito da fachada está a torre sineira onde está pintada a data de 1629, talvez a do término da igreja.

 

 

No interior da igreja é de salientar o tecto de caixotões em madeira, cobertos de pinturas de arabesco, de onde sobressai, no painel central, a imagem do Espírito Santo.

No corredor central existe uma lápide sepulcral onde ainda se consegue ver a data de 1681.

 

 

As paredes laterais da nave e por debaixo do coro estão decoradas com azulejos policromados, tipo tapete, do século XVII. Alguns foram recentemente substituídos.

 

Por volta dos anos quarenta destruíram a arquitectura do monumento quando substituíram a antiga capela-mor por uma construção moderna.

 

 Paço Real

 

Hoje, o Paço Real do Moledo é tão só um terreno de cultura, restando apenas os muros que delimitavam a propriedade e um poço com vestígios de azulejos policromados, provavelmente situado nos seus antigos jardins.

 

Mas porquê este sítio para um palácio?

 

Pensa-se que antes de ser um palácio, teve outras funções. Teria sido um templo fenício ou cartaginês, pois foi encontrado junto das suas ruínas uma pedra (base de uma estátua?) com inscrições fenícias. Estes povos frequentavam a nossa costa para fins comerciais, fundando colónias e feitorias. Teriam eles chegado a Moledo através da ribeira de S. Domingos que desagua em Peniche? (esta ribeira corre mesmo junto ao terreno do paço).

 

De templo fenício, ter-se-á transformado em templo romano e, durante a ocupação árabe, em palácio de caça, tendo-se encontrado vestígios da arquitectura árabe, nas ruínas do antigo palácio, assim como as armas de Portugal, usadas pelo rei D. Afonso Henriques. Enquanto palácio real, aí permaneceu longas temporadas Inês de Castro, entre 1346 e 1352, como já referimos na parte histórica. E, foi à sombra dele que a povoação cresceu.

 

Em meados do século XVI o palácio foi abandonado. Sabe-se que os habitantes do lugar foram, ao longo dos tempos, arrancando pedras para outras construções e muros, mas nos finais do século XIX ainda se podiam observar algumas ruínas. Entretanto, foi tudo arrasado e as pedras que restavam foram utilizadas na construção de uma estrada.

Nada foi preservado.

 

Bibliografia base destes textos:

CIPRIANO, Rui Marques, Vamos Falar da Lourinhã, Lourinhã, ed,ª Câmara Municipal da Lourinhã, [2001].

 

 Cristiana Trindade, 8º ano, Clube de História Local - 2006/2007

 

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