Apresentação: DOSSIÊ E BIOGRAFIA




I thank God every day for Your Existence and one day be known to you, hugged you and you sense the love that unites us today and for all eternity as the True Brothers Genuine Orthodox Christians, My Beloved Spiritual Father Angelos His Beatitude , Metropolitan of Avlona and Boeotia in Athens-Greece.

That our God, our Father and the One Creator grant you Many and Many Years of Life and Peace, Health and Harmony among all brothers and also the depths of my heart, I congratulate you on the great event of the Feast of the Dormition.

                 

                           

 

                                                                 


ARCEBISPO EPARCA DO CEARÁ E METROPOLITA DO BRASIL

 

UMA  IGREJA ORTODOXA DA DIÁSPORA E  GRÉCIA DO CALENDÁRIO PATRIOU PARA O BRASIL

 

CARTA ABERTA – DIVISÃO NÃO VEM DE DEUS

 

Bispo Eparca Kyrillos  - Arcebispo e Metropolitano do Brasil

 

Nós não podemos nos orgulhar de trabalhos em nossas mãos fundados por outros, pois seria o mesmo que fazermos uma cortesia com a coroa de outrem, de prometermos a alguém o que não temos por não estar no nosso poder cumprir, por dependermos da concessão de um que nos domina, nos diz sim ou não; dar-nos ou não, o que precisamos possuir primeiro, para, então cumprirmos a promessa que fizemos a nosso irmão ou estrangeiro e, assim termos de que nos orgulhar, contanto que seja para a honra e glória do Senhor Jesus Cristo, cabeça e único fundador de sua Igreja: Una, Santa, Apostólica e Verdadeiramente Cristã.

 

E eis que o Apóstolo Paulo escreve em sua 2ª Carta aos Coríntios cap. 10 vers. 15 a 18:

 

Nós não temos um orgulho sem medidas, fundado nos trabalhos alheios, mas temos a esperança, com os progressos da vossa fé, de crescer cada vez mais em vós segundo a nossa norma, levando o Evangelho para além de vossa região, sem nos orgulhar de obras já prontas no terreno dos outros. Aquele que se orgulha ponha o seu orgulho no Senhor, Jesus Cristo. Pois não é aquele que recomenda a si mesmo que é aprovado, mas aquele que Jesus Cristo, o Senhor, recomenda.

 

Caríssimos, irmãos e irmãs Cristãos

 

A vós, graça e paz da parte de Deus Pai e daquele que ressurgiu dentre os mortos, Jesus Cristo!

 

Dom George Saliba El Hajj, o sonho ainda não acabou.

 

Nunca devemos deixar de sonhar, pois às vezes a única vida que temos é o sonho! E neste mundo há muitos que vivem a vida sonhando na esperança de que seus sonhos se realizem, muitas vezes, a qualquer preço até, para que vejam florescer uma sociedade mais justa e mais igualitária.

 

De 1986 a 1998, eu convivi convosco, vos conheci, ali no Rio de Janeiro, na Rua Gomes Freire, nº 590, centro da Cidade do Rio de Janeiro. Eras o Arcebispo da ARQUIDIOCESE ORTODOXA GRECO-ANTIOQUENA DE SÃO NIKOLAU NO BRASIL. Doze anos, anunciando a Comunidade Cristã Ortodoxa São Nikolau sito a Av Godofredo Maciel, 4967, Fortaleza – Ceará para Igreja Greco - Ortodoxa de Antioquia no Brasil. Ali convosco conheci o Padre Tahecyl Tavares, que me recebeu, me acolheu junto com sua esposa Adoflina Tavares, tudo com vossa aprovação, pois ali, naqueles dias de ouro, vós me recebíeis debaixo de vosso Homofórion e me tratavas com igualdade, como a um irmão ortodoxo no Episcopado. Lembro de nossas refeições, vós à mesa, servindo-nos.

 

E depois, sentados a sala, tomávamos chá. Tiramos fotos, sim importantes fotos. As perdi, pois na viagem de volta ao Ceará, minha maleta de mão havia sumido. Ali estavam às fotos e Documentos que os havias entregues a mim. Lembro-me dos Chás após as Celebrações de Louvores a Theotokos nas sextas-feiras, na serra do Grajaú, no Lar dos Idosos sob a responsabilidade de Irmã Justina, aonde íamos com os Padres: Tahecyl Tavares, Ibrahim Shaubah, Ciro de Belford Roxo, Geraldo Avelino da Penha da Paróquia de Santo Antonio de Categeró e outros membros do clero e Comunidade de São Nikolau. Doze anos evangelizando o povo brasileiro. Doze anos de sonhos realizados e de tantos outros que ainda se realizarão. Doze anos denunciando as injustiças pela falta do amor que fora pregado por Jesus Cristo. Doze anos sendo a voz daqueles que não conhecem a verdadeira ortodoxia. Em vosso Livro: “A Igreja Ortodoxa no Mundo” assim escreveste vos referindo à ruptura, aos rachas das igrejas no mundo:

 

“[…] devemos evidenciar que a Igreja Or­todoxa nunca se separou de nenhuma outra Igreja. Ela permanece em linha reta desde Nosso Senhor Jesus Cristo e seus Apóstolos. Jamais se afastou, através dos séculos, da autêntica e verdadeira doutrina ensinada pelo Divino Mestre. Dela separaram-se outras Igrejas, mas ela não se apartou de ninguém ou da linha reta traçada por Jesus Cristo. A Igreja Ortodoxa é uma, ontem, hoje e amanhã – é sempre a mesma” (El Hajj, 1971, p. 63).

 

Sonhadores, como Dom George Saliba El Hajj, Padre Ibrahim Shaubar,(in memoriam), Padre Tahecyl Tavares, gloriosamente reinante e tantos outros que, no anonimato, sonham o sonho que sempre sonhou. São sonhos misturados a risos e lágrimas. São sonhos semeados entre os espinhos e as flores. São sonhos muitas vezes interrompidos pelo pesadelo cruel dos homens que nunca aprenderam a sonhar os sonhos dos justos. Como os Apóstolos Pedro e Paulo, que tinham diferenças, muitas vezes, do ponto de vista teológico, cristão e judaico, nunca se dividiram como Epíscopos escolhidos por Jesus Cristo e nunca tiveram discordâncias quando a causa era guiar o povo pelo caminho, verdade, semeando a vida, no Espírito de Deus. O Pai.

 

O Sonho não acabou meu irmão amigo Dom George Saliba El Hajj, não acabou. O TEU LEGADO se expandiu e a Semente da Ortodoxia plantada por vós em terras brasileiras através de livros, revistas, folhetos e de uma Juventude Cristã Ortodoxa gerou frutos. O Protopresbítero Athanásios Tsalikis acolheu muitos dos vossos filhos espirituais, como a mim como Monsenhor Archimandrita Kyrillos, Padre tahecyl, Padre Athanasios II. Este homem simples, mas de provas e dores, cujo nome, Athanásios, significa imortal, continuou o vosso LEGADO. 

 

Dom George Saliba El Hajj nasceu para o Reino dos Céus e, no ano de 1999, conheci o Protopresbítero Athanásios Tsalikis que iniciava a construção de uma Igreja Ortodoxa para a Comunidade Cristã Ortodoxa de São Paulo, sito à rua Matarazzo nº 180, bairro Bom Retiro, Cidade de São Paulo-SP. Os membros dessa comunidade em sua maioria são gregos nascidos de pais gregos que migraram para a cidade de São Paulo onde residem e outros que transitam, periodicamente, Grécia - Brasil. Neste tempo, O Protopresbítero Athanásios Tsalikis era Exarca do Patriarca Ucraniano, Filaret I, para a Igreja Ortodoxa Ucraniana como Vigário Geral do Brasil.

 

Em Carta de Nomeação de 14 de setembro de 2000, firmada por Rev. Pe. Athanasios Evangelos Tsalikis, Exarca, Vigário Geral do Brasil, sob Homofórion do Patriarca Filaret, Presidente da Comunidade Cristã Ortodoxa São Paulo, , o Monsenhor Kyrillos Raimundo Bezerra Alves, foi nomeado Vigário Geral do Ceará como Presidente da Igreja Ortodoxa Ucraniana no Brasil-IOUB, CNPJ 41409251/OOO1-01.

 

Ia indo tudo bem. Mas como todo Pai que gera muitos filhos ou como toda família que cresce muito, fica sem controle. Ou ainda, por se envolver com grupos estrangeiros, gera filhos de miscigenação religiosa. Assim, vivemos em um país de intensa miscigenação religiosa, e é, inevitável que esta se reflita em seu comportamento. Esse é o perigo de uma religião que busca globalização ou ser mundial, querendo absorver todos os povos, aculturando-os. Porém, Jesus mandou, ordenou Evangelizar todas as Nações. Ide e Pregai o meu Evangelho...Então corramos os riscos: Se perseguiram a mim, a vós também perseguião por amoe ao meu Nome. Assim disse nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Trata-se de aculturação quando duas culturas distintas ou parecidas são absorvidas uma pela outra formando uma nova cultura diferente. Além disso, aculturação pode ser também a absorção de uma cultura pela outra, onde essa nova cultura terá aspectos da cultura inicial e da cultura absorvida. Um exemplo típico desse fenómeno é a cultura romana que logo por ser tão similar à grega torna-se praticamente uma cultura denominada como cultura greco-romana. Esse tipo de fenómeno acontece graças à convivência com outras culturas. Outro exemplo é a cultura brasileira que adquiriu traços da cultura de Portugal, da África, que juntamente com a cultura indígena formou-se a cultura brasileira.

 

Com a crescente globalização a aculturação vem se tornando um dos aspectos fundamentais na sociedade. Pela proximidade a grandes culturas e rapidez de comunicação entre os diferentes países do globo cada cultura está perdendo sua identificação cultural e social aderindo em parte a outras culturas.

Aculturação Religiosa : ocorre não só ao cristianismo , mas a todas as religiões estruturadas em igrejas e que tem como objetivos mudar a cultura das outras que são absorvidas como vertentes religiosas que se fundem , unificando-se como filiais ou formando nova s igreja.s.

 

O Sonho continuou meu Pai Espiritual Dom George Saliba El Hajj e O Protopresbítero Athanásios Tsalikis construiu uma linda Igreja Ortodoxa no local onde antes era um SUCATÃO ou o que mais apropriadamente se diga: LIXÃO DE FERRO VELHO. Ali na Rua Matarazzo Nº 180, Bairro Bom Retiro na Cidade de São Paulo-SP, foi fundada a Igreja Metropolitana Grega Ortodoxa do Apóstolo Paulo para a COMUNDADE CRISTÃ ORTODOXA DE SÃO PAULO, tendo como Presidente Pather Athanásios Tsalikis,

 

Em 14 de setembro de 2001, o Metropolitano Timotheos Athanasious por escrito e em mensagem ao Protopresbítero Athanásios Tsalikis, Eparca de São Paulo, Chanceler da Santa Hierarquia da Diáspora & Grécia no Brasil, comunicou a eleição Episcopal do Abade Raimundo Bezerra (Kyrillos). Em 18 de novembro de 2001, Bispo Kyrillos foi consagrado pelo Metropolitano Timotheos (Athanassious), Juiz Chefe do Supremo Tribunal Sinodal da Diáspora - Hellas, pelo Bispo Pavlos Chatzikyriakos, Secretário Geral do Santo Sínodo Ortodoxo da Diáspora - Hellas, na Igreja Metropolitana Grega Ortodoxa Cristã de São Paulo e com as bênçãos do Topotiritou Exarca Metropolitano da Diáspora - Hellas, Timotheos (Athanassious). O Bispo Kyrillos foi designado Eparca do Ceará - Nordeste no Brasil.

 Abra este Link  >>>  https://sites.google.com/site/igrejadegocdobrasil/consagracao-do-bispo-kyrillos-alves  

Dom George Saliba, O Vosso sonho de acolher o povo brasileiro no seio da Ortodoxia pura, santa e perfeita continua e foi absorvido por Pather Athanásios, pois hoje, após haver sido sagrado Bispo para o Brasil e América Latina, Sua Eminência Athanásios I, 


K.K. ATHANASIO I

 

Arcebispo Metropolita Primaz

 

Presidente do Santo Sínodo da Diáspora e da Grécia no Brasil


Nasceu na Grécia em 1948, numa família de cinco membros. Estudou Teologia Ortodoxa no Seminário da Ilha de Patmos e na Faculdade de Monte Athos. Continuou seus estudos no Abbey Missionary School na Inglaterra onde se formou Doutor das Leis Canônicas para a Universidade Ortodoxa da Diáspora.

 

Ordenado Diácono em 1969 serviu como Arquidiácono do Patriarca de Alexandria e toda a África, oferecendo serviços na Igreja Ortodoxa de Chipre.

 

Em 1990 foi ordenado Presbítero e Arquimandrita, ganhando o título de Vigário Geral da América Latina, com base na Argentina e em 1995 no Brasil.

 

Em 2003 foi indicado e eleito Arcebispo da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa da Diáspora Grega no Brasil.

 

Como Sacerdote realizou muitos trabalhos sociais na África e na América Latina, fundando asilos, escolas e outras obras sociais.

 

Escreveu vários livros e artigos eclesiásticos e teológicos, promovendo cooperação das outras Igrejas Cristãs e participando de diálogos ecumênicos; recentemente foi entrevistado pelo Arcebispo Emérito de Botucatu Dom Antonio Mucciolo, na Rede Vida no programa Frente a Frente; por estas dedicações à Igreja e à Comunidade, recebeu muitas homenagens de diferentes instituições religiosas e civis.

 

O Arcebispo tem o conhecimento profundo da língua Grega e fala os idiomas da língua Portuguesa, Espanhol e Inglês. 


É Presidente do Santo Sínodo Ortodoxo da Diáspora e da Grécia no Brasil e também Exarca para a Espanha e Portugal para a Santa Igreja Ortodoxa da Diáspora e Grécia no Brasil. Ele, sendo Grego se faz, dia após dia, brasileiro com seu Portinhol buscando compreender os que o procura para ser membro da Comunidade Cristã Ortodoxa ou do Clero, debaixo de sua Jurisdição. 


Mas, às vezes, diante de conflitos culturais religiosos ou miscigenação religiosa encontra dificuldades para compreender e ser compreendido. Zeloso, conservador da SANTA LITURGIA, no altar é implacável, quando celebrando, incomparável como liturgista. A Liturgia da Igreja Ortodoxa é inteiramente um ícone da liturgia celeste, uma imagem do século futuro. Tudo nela é utilizado a fim de revelar ao coração do homem a beleza do Reino de Deus. Tanto em grego como em hebraico, a mesma palavra significa por vezes o Belo e o Bom. No cuidado com os paramentos, veste sagrada, por isso à direita do altar encontra-se o diaconicon ou sala de paramentação, onde são arrumados os ornamentos e os objetos litúrgicos. 


Ele é super exigente, pois tem a IGREJA, principalmente a PRÓTESE como um lugar sagrado e, verdadeiramente, é. O edifício da igreja tem uma arquitetura que responde às necessidades da celebração segundo o rito da Igreja Ortodoxa. O que diferencia a igreja de todo e qualquer outro lugar, é o altar. É sobre o altar que se realiza o mistério da Eucaristia, o cume de todas as celebrações da Igreja, onde o pão e o vinho tornam-se o Corpo e o Sangue de Cristo.

 

Uma Igreja Ortodoxa da Diáspora e da Grécia no Brasil como UMA IGREJA GREGA ORTODOXA CRISTÃ PARA O BRASIL. Grega em seus ritos, seu porte, sua origem, sua história migratória, sua sucessão dos SANTOS BISPOS que receberam o SACERDÓCIO dos continuadores da Verdadeira Sucessão de Jesus e seus Apóstolos numa linha de perfeita sucessão SACERDOTAL desde os Altos céus para todos os Povos da Terra; então eis A DIÁSPORA no BRASIL aonde migrou para São Paulo culturas Greco-latinas naqueles que se domiciliaram e geraram seus descendentes em terras brasileiras – gregos nascidos no Brasil - de pais legitimamente gregos. E um dia, terminada essa caminhada aqui na terra, entraremos nos céu dos céus para prestar contas Àquele que nos concedeu essa GRAÇA SACERDOTAL de ministrar os santos mistérios do Reino de Deus.

 

E Essa Comunidade Grega Ortodoxa Cristã da Diáspora no Brasil tem como Pastor, Bispo, Presidente e Juiz segundo a escolha de Cristo e Deus representado pelo SANTO SÍNODO DE BISPOS GREGOS DA DIÁSPORA a Sua Eminência Athanásios I, Arcebispo Metropolitano do Brasil e América Latina, Exarca de Espanha e Portugal. Dom George Saliba El Hajj descanse em paz.

 

Eu sonhei por vinte e cinco anos, de 1975 a 2000 e, no presente momento posso dizer que valeu apena chorar, ri, se entristecer, se abalar, se cansar, não dormir e continuar sonhando, enfraquecer sem desanimar, sem deixar de sonhar, acreditar naquele que nos escolheu, Jesus Cristo, pois com lágrimas, finalizando essa CARTA ABERTA, vejo que: O VOSSO e NOSSO SONHO SE REALIZOU. Meu Pai Espiritual Athanásios Evangelos Tsalikis, Parabéns! Mereceis o onomástico que tens. Continua lutando, construindo o Reino de Deus na Terra, eu te conheço e sei que quando o assunto é ORTODOXIA: ÉS IMBATÍVEL, ÉS IMORTAL. AMÉM.

 

IGREJA  ORTODOXA DA DIÁSPORA E GRÉCIA DE G.O.C.’s DO BRASIL




SANTO SÍNODO ORTODOXO METROPOLITANO PATRIOU DA GRÉCIA  NO BRASIL

 

+ Arcebispo Eparca Kyrillos Alves do Ceará e Todo o Brasil.


ENTENDO A DIÁSPORA GREGA

 

A palavra diáspora (do grego antigo διασπορά, "dispersão") define o deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas. O termo "diáspora" é usado com muita freqüência para fazer referência à dispersão do povo judeu no mundo antigo, a partir do exílio na Babilônia no século VI a.C. e, especialmente depois da destruição de Jerusalém no ano de 135 d.C.


Em termos gerais diáspora pode significar a dispersão de qualquer povo ou etnia pelo mundo; todavia o termo foi originalmente cunhado para designar à migração e colonização, por parte dos gregos, de diversos locais ao longo da Ásia Menor e Mediterrâneo, de 800 a 600 antes de Cristo. Associada ao destino do povo hebreu, a palavra foi utilizada na tradução da Septuaginta (em grego) da Bíblia, onde se inscrevia como uma maldição: “Serás disperso por todos os reinos da terra.”

 

A IGREJA GRECO - ORTODOXA E IGREJA ORTODOXA GREGA

A Igreja Greco-Ortodoxa leva esse nome porque o grego foi a primeira língua da Igreja Cristã antiga. O Novo Testamento foi escrito em grego, e os escritos dos antigos seguidores de Cristo eram em língua grega. A palavra "Ortodoxa" é derivada das palavras gregas: "orthos" que significa correta e "doxa" significando opinião ou crença.

Após divergências teológicas, jurisdicionais, culturais e políticas, a unidade básica de fé e vida eclesiástica entre Oriente e Ocidente conduziu ao Grande Cisma de 1054 AD, que rompeu a comunicação entre a Igreja Ortodoxa e Católica Romana. Séculos mais tarde, os protestos contra Roma na Europa Ocidental deram origem à Reforma Protestante. Em nossos dias, as Igrejas Orientais pré-Calcedonianas, a Igreja Ortodoxa, a Igreja Católica Romana e as várias Igrejas e grupos Protestantes compõem o largo espectro de Cristianismo.

Os padres ortodoxos possuem uma vida muito mais próxima à vida dos comuns. Antes da ordenação eles podem casar e, no dia a dia vão para os mercados, tabernas, vivendo socialmente.

A IGREJA ORTODOXA GREGA

A Igreja Ortodoxa Grega (Grego: λληνορθόδοξη κκλησία Hellēnorthódoxē Ekklēsía) é formada por várias igrejas autocéfalas (independentes, mas ligadas pela comunhão suprana cional), dentro da Ortodoxia cuja liturgia é tradicional mente realizado em Koiné, a língua original do Novo Testamento, e cujo clero é totalmente ou predominantemente grego ou foi durante grande parte de sua história, como no caso de Antioquia, que foi totalmente colocada sob controle árabe local somente em 1899

Trata-se de igrejas independentes do ponto de vista administrativo, mas unidas na doutrina, na comunhão eclesiástica e no ritual, e diferente da Igreja Católica, onde existe um único centro cultural e administrativo (o Vaticano), predomina na ortodoxia grega a pluralidade de centros eclesiásticos e culturais. A celebração da missa e sacramentos é idêntica, variando apenas as notas locais acidentais, como o canto, a arquitetura dos templos, a arte iconográfica e a forma da cruz 

A denominação Igreja Ortodoxa Grega refere-se não só às igrejas da nação grega, mas também a todas as igrejas orientais das jurisdições do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, Alexandria, Jerusalém, Chipre, Grécia e regiões que, na antiguidade, faziam parte do vasto território do império bizantino. Os antigos eslavos chamavam os gregos do Império Bizantino de rumy (romanos), que por sua vez eram chamados de gregos pelos ocidentais.

Trata-se de igrejas independentes do ponto de vista administrativo, mas unidas na doutrina, na comunhão eclesiástica e ritual, inclusive no uso da língua grega ao lado do árabe e idiomas locais. Assim, nas igrejas antioquenas árabes em São Paulo, podemos ouvir os cânticos tradicionais principais em língua grega. Ao contrário do Ocidente latino, onde existia um único centro cultural e administrativo, em Roma, no Oriente, a pluralidade de centros eclesiásticos e culturais.

Deu origem às igrejas ditas autocéfalas ou independentes, mas ligadas pela comunhão supranacional, de modo que a celebração da missa e sacramentos é idêntica, variando apenas as notas locais acidentais, como o canto, a arquitetura dos templos, a arte iconográfica e a forma da cruz. Neste sentido, em uma mesma cidade, digamos, em Atenas, Istambul, Cairo, Roma, Salerno, ou São Paulo, enfim, em todo o mundo, podem coexistir diversas igrejas gregas com ligeiras diferenças rituais e lingüísticas. É este o fenômeno da unidade e universalidade do Cristianismo.

A IGREJA DA GRÉCIA

Quando o Cristianismo foi anunciado nas ilhas gregas e em Atenas, a civilização grega era a mais rica entre todas as culturas da época e, graças à visão helênica do mundo, é que o Cristianismo assumiu um caráter universalista. Os Atos dos Apóstolos narram como São Paulo, ao ver em Atenas um altar dedicado “ao Deus desconhecido”, anunciou que esse era o Deus que ele vinha anunciar. Os intérpretes do Evangelho de São João explicam como os ensinamentos do Evangelista estão em harmonia com a filosofia grega, apresentando Jesus Cristo como o Logos e explorando os conceitos gregos como luz, trevas, vida eterna, sinal, pão da vida, água viva, espírito, ressurreição... A religião de Cristo, que se propagou pelo Oriente e Ocidente, recebeu sua estrutura doutrinária dos grandes mestres helenistas. Mesmo os grandes mestres do Ocidente, como São Jerônimo, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, são frutos da cultura helênica.

As comunidades primitivas de Roma eram formadas por colônias Greco - judaicas e a língua usada era a grega. Até nossos dias, nas celebrações litúrgicas do Vaticano, o Evangelho é anunciado em latim e grego. Quando os turcos derrotaram o Império Bizantino, a Igreja Grega, do século 16 aos 19, foi subjugada e sufocada, perdendo a autonomia. Foi só em 1821 que uma revolução vitoriosa contra o império turco conseguiu a independência da Grécia, com apoio da Igreja. Em represália, o governo turco assassinou o Patriarca Ecumênico e cerca de 30.000 gregos. Em tais circunstâncias, o clero grego houve por bem tornar-se autônomo e, em 1850, o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla reconheceu a independência da Igreja Grega, que foi constituída com um Arcebispo com sede em Atenas. A antiga Igreja de Creta, a do Dodecaneso (região das doze ilhas do Mar Egeu) e do Monte Athos, continuaram sob a jurisdição do Patriarcado de Constantinopla. Também a maior parte dos gregos da emigração está vinculada ao Patriarcado Ecumênico.

O MONTE ATHOS

O Monte Athos, denominado a Montanha Sagrada, é, desde o século 10, o maior complexo monástico do Oriente cristão, com monges vindos de diversas nações. Ali existem, além de 20 grandes mosteiros, os pequenos eremitérios encravados nos rochedos. Nos mosteiros pratica-se a vida cenobítica, ou seja, comunitária, com horário para a reza, refeição, trabalho e descanso. Os mosteiros possuem um chafariz na entrada e um saguão comunitário, o katolikon, onde os monges se reúnem para as práticas da vida comum. Nos eremitérios vivem os ermitões, numa inconcebível solidão, entregues ao jejum e à oração, sem precisar, ou melhor, renunciando a tudo que nos parece indispensável: o ideal deles é viver o quanto possível como anjos, sem contas de luz, água, telefone, televisão, condução, impostos, taxas e contribuições, roupa, cartões de crédito, de banco e de aposentadoria, previdência e planos de saúde, exames médicos, casamento, filhos, festas, livros, casa própria ou reserva em cemitérios...

Onde vivem? Em cabanas primitivas e em grutas, escavadas nas escarpas da Montanha Sagrada, fundindo-se com a natureza no panorama encantador, voltado para a imensidão do mar e do céu. Seriam uns loucos, uns inúteis? Aos olhos humanos, sim, mas... se as pessoas normais entendessem esses estranhos monges, deixariam de ser normais. Obviamente, nos dias de hoje, a vida monástica nesses moldes vem declinando, como já declinou o regime monástico dos “padres do deserto”. As exigências da vida civil de hoje não permitem a um cidadão viver alienado, sem identidade e sem deveres e direitos cívicos, por mais independente que seja a república monástica, pois a vida civil dos monges está sujeita à constituição nacional, como a vida religiosa está sujeita à suprema autoridade patriarcal. Isto significa que o ideal da vida angélica só pode concretizar-se na esfera espiritual.

IGREJAS EM TODO O MUNDO

Uma considerável população, proveniente de países de religião grega, propagou a religião ortodoxa grega por todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos e Canadá. As comunidades, nos diferentes países do mundo, estão sujeitas a diversas autoridades religiosas, conforme a região de onde se originam. A maior parte pertence ao Patriarcado de Constantinopla, mas existem também igrejas ligadas ao Arcebispado de Atenas, Antioquia, Jerusalém. Em 1924, um grupo de bispos, que rejeitou o uso do calendário ocidental na Liturgia, constituiu uma Igreja à parte, com apoio da Igreja Ortodoxa Russa, fora da Rússia. Não se trata de separação por erro doutrinário, mas por simples recusa do calendário moderno que, com relação ao antigo calendário das igrejas ortodoxas, tem uma defasagem de 13 dias.

Os ortodoxos tradicionalistas não se importam que, em virtude desta defasagem, tenham que celebrar o Ano Novo em 13 ou 14 de janeiro e, mais embaraçoso ainda, ter que celebrar a magna festa da Independência da Grécia em 8 de abril e não em 25 de março. O apego às tradições, embora não seja prático, não é um erro dogmático, de modo que os seguidores do antigo calendário não são rejeitados por causa deste costume, como não são censurados por vetar o uso de bancos na igreja, de energia elétrica ou carrilhões eletrônicos nos mosteiros, onde ainda se usam sinos, barras de ferro e complicadas matracas para o chamado às orações, à missa e às refeições. Nada disto impede que os imitadores da vida dos anjos possam ver a “verdadeira luz, receber o espírito celeste e encontrar a verdadeira fé, adorando a Trindade indivisa”, como se canta após a Comunhão Eucarística.

Autor: Joshuah de Bragança Soares

AUTOBIOGRAFIA

Fundamental e Médio

Curso de 1º Grau Escola : Apostólica São Vicente de Paula Seminário Maior

Cidade : Fortaleza-Ce

Período : 1964-1967

Curso de 2º Grau Escola : Colégio São José

Cidade : Fortaleza-Ce

Período : 1968; 1990-1991

Habilitação : Magistério de 1.º Grau (1.ª a 4.ª Série)

Estudos Adicionais Polivalentes: O Ensino da Ciência numa abordagem construtivista, O Ensino de Estudos Sociais.

Escola: Capistrano de Abreu 1993.

   

Curso Superior

Estabelecimento : Seminário Católico Apostólico Ortodoxo-Seminário Maior - Cidade : Fortaleza-Ce

Período : 1986-1989

Curso : Curso Superior de Filosofia

Estabelecimento : SODIMA - Seminário Ortodoxo Diocesano de Maracanaú - Cidade : Maracanaú-Ce

Período : 1995-1998

Curso : Bacharelado em Teologia

Estabelecimento: Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA

Curso : Licenciatura Plena em Pedagogia - CEFOP

Cidade : Sobral-Ce

Período : 1999

Estabelecimento: Faculdade de Teologia Antioquia Internacional

Curso : Mestrado em Teologia

Cidade: Brasília Br. FATAI: http://www.seminarioantioquia.com.br/

Período : 1996-1997

Estabelecimento: Faculdade de Teologia Filadélfia Internacional

Curso : Doutorado em Divindade (D.D)

Cidade: Recife-Pe.

Período : 1997-1997

Estabelecimento: Faculdade de Teologia Antioquia Internacional

Curso : Doutorado em Teologia (Th.D)

Cidade: Brasília Br. FATAI: http://www.seminarioantioquia.com.br/

Período : 1997-1998

Estabelecimento: Faculdade de Teologia Antioquia Internacional

Curso : Doutorado em Ciências da Religião (Ph.D)

Cidade: Brasília Br. FATAI: http://www.seminarioantioquia.com.br/

Período : 1998-1999

Estabelecimento: Hellenic Orthodox Diasporas University-HODU

Curso: Doutorado em Direito Canônico (JCD)

Registro nº 889/949 de 5.12.02

Cidade: Athenas – Hellas

HODU: http://www.hodu.edu.gr/

Período: 2001 - 2002

Estabelecimento: Universidade de Fortaleza - UNIFOR

Curso: Bacharel em Direito(Cursando)

Cidade: Fortaleza - Ceará - Brasil - http://www.unifor.br/_

Cursando..

   

Aperfeiçoamento:

 

Curso : Curso para Formação de Orientador de Aprendizagem

Entidade : Fundação de Teleducação do Ceará -FUNTELC

Período : 01 a 11/02/1994

   

Formação Eclesiástica

 

HOLY SYNOD ORTHODOX OF DIASPORA AND HELLAS - Old Calendar -G.0.X.(Patriou)

HOLY EASTERN HELLENIC ORTHODOX CHURCH of DIASPORA - Old Calendar -G.O.X.(Patriou)

CERTIFICATE OF ORDINATION of the Sacred Order of DEACON

SERIAL N.° 077/949.

CERTIFICATE OF ORDINATION to the Sacred Order PRESBYTER

SERIAL N.° 078/949.

GRAMMATA OF ELEVATION to the rank and dignity of ARCHIMANDRITE

SERIAL N.° 079/949.

CERTIFICATE OF CONSECRATION as a BISHOP EPARCA of Ceará And Northeast in Brazil, for any legal and canonical purpose and use.

SERIAL N.° 080/949.

 

Atividades Profissionais

Empresa: Prefeitura Municipal de Maracanaú

Cargo: Professor

Cidade: Maracanaú-Ce.

Empresa: IGREJA ORTODOXA DA GRÉCIA DE G.O.C.'s DO BRASIL (Old Calendar)

Cargo: Vice-Presidente

Cidade: Fortaleza-Ce.

Empresa: Seminário Ortodoxo Diocesano de Maracanaú - Instituto Superior de Teologia e Filosofia Ortodoxa - ISTEFOR

Cargo: Diretor-Presidente.

Cidade: Fortaleza Maracanaú Ceará.

Bispo Kyrillos



 

SUCESSÃO APOSTÓLICA,

Linha Sucessória Apostólica de Epíscopo Kyrillos Alves

 

1. St. Andrew the Apostle Founder

2. Stachys the Apostle 38-54

3. Onesimus 54-68

4. Polycarpus I 69-89

5. Plutarch 89-105

6. Sedecion 105-114

7. Diogenes 114-129

8. Eleutherius 129-136

9. Felix 136-141

10. Polycarpus II 141-144

11. Athendodorus 144-148

12. Euzois 148-154

13. Laurence 154-166

14. Alypius 166-169

15. Pertinax 169-187

16. Olympians 187-198

17. Mark I 198-211

18. Philadelphus 211-217

19. Ciriacus I 217-230

20. Castinus 230-237

21. Eugenius I 237-242

22. Titus 242-272

23. Dometius 272-284

24. Rufinus I 284-293

25. Probus 293-306

26. Metrophanes 306-314

27. Alexander 314-337

28. Paul I 337-339, 341-342, 346-351

29. Eusebius of Nicomedia 339-341

30. Macedonius I 342-346, 351-360

31. Eudoxius of Antioch 360-370

32. Demophilus 370-379

33. Euagrius 379

34. Maximus 380

35. Gregory I the Theologian 379-381

36. Nectarius 381-397

37. John I Chrysostom 398-404

38. Arsacius of Tarsus 404-405

39. Atticus 406-425

40. Sisinius I 426-427

41. Nestorius 428-431

42. Maximianus 431-434

43. Proclus 434-446

44. Phlabianus 446-449

45. Anatolius 449-458

46. Gennadius I 458-471

47. Acacius 471-488

48. Phrabitas 488-449

49. Euphemius 489-495

50. Macedonus II 495-511

51. Timotheus I 511-518

52. John II of Cappadocia 518-520

53. Epiphanius 520-535

54. Anthimus I 535-536

55. Menas 536-552

56. Eutychius 552-565, 577-582

57. John III Scholasticus 565-577

58. John IV Nesteutes 582-595

59. Cyriacus 596-606

60. Thomas I 607-610

61. Sergius I 610-638

62. Pyrrhus I 638-641, 654

63. Paul II 641-653

64. Peter 654-666

65. Thomas II 667-669

66. John V 669-675

67. Constantine I 675-677

68. Theodore I 677-679

69. George I 679-686

70. Paul III 687-693

71. Callinicus I 693-705

72. Cyrus 705-711

73. John VI 712-715

74. Germanus I 715-730

75. Anastasius 730-754

76. Constantine II 754-766

77. Nicetas 766-780

78. Paul IV 780-784

79. Tarasius 784-806

80. Nicephorus I 806-815

81. Theodotus I Cassiteras 815-821

82. Antony I 821-836

83. John VII Grammaticus 836-843

84. Methodius I 843-847

85. Ignatius I 847-858, 867-877

86. Photius I the Great 858-867, 877-886

87. Stephanus I 886-893

88. Antony II Kauleas 893-901

89. Nicholas I Mysticus 901-907, 912-925

90. Euthymius I 907-912

91. Stephanus II 925-928

92. Tryphon 928-931

93. Theophylactus 933-956

94. Polyeuctus 956-970

95. Basil I Skamandrenus 970-974

96. Antony III Studites 974-980

97. Nicholas II Chrysoberges 984-996

98. Sisinius II 996-998

99. Sergius II 999-1019

100. Eustathius 1019-1025

101. Alexius I Studites 1025-1043

102. Michael I Cerularius 1043-1058

103. Constantine III Lichoudes 1059-1063

104. John VIII Xiphilinus 1064-1075

105. Cosmas I 1075-1081

106. Eustathius Garidas 1081-1084

107. Nicholas III Grammaticus 1084-1111

108. John IX Agapetus 1111-1134

109. Leon Styppes 1134-1143

110. Michael II Kurkuas 1143-1146

111. Cosmas II Atticus 1146-1147

112. Nicholas IV Muzalon 1147-1151

113. Theodotus II 1151-1153

114. Neophytus I 1153

115. Constantine IV Chliarenus 1154-1156

116. Luke Chrysoberges 1156-1169

117. Michael III of Anchialus 1170-1177

118. Chariton 1177-1178

119. Theodosius I Borradiotes 1179-1183

120. Basil II Camaterus 1183-1186

121. Nicetas II Muntanes 1186-1189

122. Leontius Theotokites 1189-1190

123. Dositheus 1190-1191

124. George II Xiphilinus 1191-1198

125. John X Camaterus 1198-1206

126. Michael IV Autoreianus 1207-1213

127. Theodore II Eirenicus 1213-1215

128. Maximus II 1215

129. Manuel I Charitopoulos 1215-1222

130. Germanus II 1222-1240

131. Methodius II 1240

132. Manuel II 1244-1255

133. Arsenius Autoreianus 1255-1259, 1261-1267

134. Nicephorus II 1260-1261

135. Germanus III 1267

136. Joseph I Galesiotes 1267-1275

137. John XI Bekkos 1275-1282

138. Gregory II Cyprius 1283-1289

139. Athanasius I 1289-1293, 1303-1309

140. John XII 1294-1303

141. Nephon I 1310-1314

142. John XIII Glykys 1315-1320

143. Gerasimus I 1320-1321

144. Jesaias 1323-1334

145. John XIV Kalekas 1334-1347

146. Isidore 1347-1350

147. Callistus I 1350-1354, 1355-1363

148. Philotheus Kokkinos 1354-1355, 1364-1376

149. Macarius 1376-1379, 1390-1391

150. Neilus Kerameus 1379-1388

151. Antony IV 1389-1390, 1391-1397

152. Callistus II Xanthopoulos 1397

153. Matthew I 1397-1410

154. Euthymius II 1410-1416

155. Joseph II 1416-1439

156. Metrophanes II 1440-1443

157. Gregory III Mammas 1443-1450

158. Athanasius II 1450-1453

159. Gennadius II Scholarius 1453-1456, 1458, 1462-1463

160. Isidore II Xanthopoulos 1456-1457

161. Sophronius I Syropoulos 1463-1464

162. Gennadius 1464

163. Ioasaph 1464, 1464-1466

164. Marcus II 1466

165. Symeon I 1466, 1471-1474, 1481-1486

166. Dionysius I 1466-1471, 1489-1491

167. Raphael I 1475-1476

168. Maximus III 1476-1481

169. Nephon II 1486-1488, 1497-1498, 1502

170. Maximus IV 1491-1497

171. Joachim I 1498-1502, 1504

172. Pachomius I 1503-1504, 1504-1513

173. Theoleptus I 1513-1522

174. Jeremias I 1522-1545

175. Joannicus I 1546

176. Dionysius II 1546-1555

177. Joasaph II 1555-1565

178. Metrophanes III 1565-1572, 1579-1580

179. Jeremias II Tranos 1572-1579, 1580-1584, 1587-1595

180. Pachomius II 1584-1585

181. Theoleptus II 1585-1586

182. Matthew II 1596, 1598-1602, 1603

183. Gabriel I 1596

184. Theophanes I Karykes 1597

185. Neophytus II 1602-1603, 1607-1612

186. Raphael II 1603-1607

187. Timotheus 1612-1620

188. Cyril I Lucaris 1612, 1620-1623, 1623-1630, 1630-1633, 1633-1634, 1634-1635, 1637-1638

189. Greg IV 1623

190. Anthimus 1623

191. Cyril II Kontares 1633, 1635-1636, 1638-1639

192. Athanasius III Patelaros 1634

193. Neophytus III 1636-1637

194. Parthenius I 1639-1644

195. Parthenius II 1644-1646, 1648-1651

196. Joannicius II 1646-1648, 1651-1652, 1653-1654, 1655-1656

197. Cyril III 1652, 1654

198. Paisius I 1652-1653, 1654-1655

199. Parthenius III 1656-1657

200. Gabriel II 1657

201. Parthenius IV 1657-1662, 1665-1667, 1671, 1675-1676, 1684 1685

202. Dionysius III 1662-1665

203. Clement 1667

204. Methodius III 1668-1671

205. Dionysus IV Muselimes 1671-1673, 1676-1679, 1682-1684, 1686 1687, 1693-1694

206. Gerasimus II 1673-1674

207. Athanasius IV 1679

208. James 1679-1682, 1685-1686, 1687-1688

209. Callinicus II 1688, 1689-1693, 1694-1702

210. Neophytus IV 1688

211. Gabriel III 1702-1707

212. Neophytus V 1707

213. Cyprianus I 1707-1709, 1713-1714

214. Athanasius V 1709-1711

215. Cyril IV 1711-1713

216. Cosmas III 1714-1716

217. Jeremias III 1716-1726, 1732-1733

218. Paisius II 1726-1732, 1740-1743, 1744-1748

219. Serapheim I 1733-1734

220. Neophytus VI 1734-1740, 1743-1744

221. Cyril V 1748-1751, 1752-1757

222. Callinicus III 1757

223. Serapheim II 1757-1761

224. Joannicius III 1761-1763

225. Samuel I Chatzeres 1763-1768, 1773-1774

226. Meletius II 1768-1769

227. Theodosius II 1769-1773

228. Sophoronius II 1774-1780

229. Gabriel IV 1780-1785

230. Procopius I 1785-1789

231. Neophytus VII 1789-1794, 1798-1801

232. Gerasimus III 794-1797

233. Gregory V 1797-1798, 1806-1808, 1818-1821

234. Callinicus IV 1801-1806, 1808-1809

235. Jeremias IV 1809-1813

236. Cyril VI 1813-1818

237. Eugenius II 1821-1822

238. Anthimos III 1822-1824

239. Chrysanthos I 1824-1826

240. Agathangelos I 1826-1830

241. Constantios I 1830-1834

242. Constantios II 1834-1835

243. Gregory VI 1835-1840, 1867-1871

244. Anthimos IV 1840-1841, 1848-1852

245. Anthimos V 1841-1842

246. Germanos IV 1842-1845, 1852-1853

247. Meletios III 1845

248. Anthimos VI 1845-1848, 1853-1855, 1871-1873

249. Cyril VII 1855-1860

250. Joachim II 1860-1863, 1873-1878

251. Sophronios III 1863-1866

252. Joachim III 1878-1884, 1901-1912

253. Joachim IV 1884-1887

254. Dionysios V 1887-1891

255. Neophytos VIII 1891-1894

256. Anthimos VII 1895-1897

257. Constantine V 1897-1901

258. Germanos V 1913-1918

259. Meletios IV Metaxakis 1921-1923

260. 1923-1933 - Theophan Noli foi consagrado por ordem do Patriacado Ecumênico. Metropolitano Theophan (Fan) Stylian Noli foi consagrado pelo Metropolitan Hierotheos Andon Yaho, então Bispo de Korcha, assistido pelo Metropolitano Kristofor Kissi (Kisi, Kisis) de Syradon (quem foi mais tarde o Arcebispo Metropolitano de Albania), por autoridade do Patriarca Ecumênico, em 21 de Novembro de 1923 (Old Style) na Cathedral of St. George in Korcha, Albania; Theophan Noli foi consagrado como o Metropolitano de Durrazzo (Durres), Gora, and Shpata and Primate of All Illyria, the Western Sea, and All Albania.

261. Archbishop Christopher (Contageorge) foi consagrado em 10 de fevereiro de 1934 pelo Archbishop Aftimios (Ofiesh) da Igreja Patriarcal da Rússia, pelo Archbishop Sophronios (Bashira) da Igreja Ortodoxa Siriana, e pelo Metropolitano Theophan (Fan Noli) de Albânia.

262. Archbishop Arsenios (Saltas) foi consagrado em 25 de agosto de 1934 pelo Archbishop Christopher e Bispo Nicholas.

263. O Bispo Joseph (Klimovich) foi consagrado em 1935 pelo Archbishop Nicholas, pelo Archbishop Arsenios e pelo Archbishop Fedchenkoff do Patriarcado de Moscou.

264. Archbishop Konstantine (Jaroshevich) foi consagrado em 1949 pelo Archbishop Christopher, pelo Archbishop Arsenios e pelo Metropolitano Theophan.

265. O Metropolitano Nicholas (Bohatyretz) da Igreja Ucraniana Autocefalos foi consagrado em 14 de outubro de 1950 pelo Archbishop Joseph, pelo Archbishop Konstantine e pelo Metropolitano Joseph (Zielonka) do Patriarcado Siriano de Antioquia.

266. O Bispo Peter (Zuravetsky) foi consagrado em 15 de outubro de 1950 pelo Archbishop Joseph, pelo Archbishop Konstantine e pelo Metropolitano Nicholas.

267. Archbishop Joachim (Souris) foi consagrado em 02 de junho de 1951 pelo Archbishop Joseph Klimovich, pelo Bispo Peter A. Zurawetsky, pelo Bispo Jonh Cyril Sherwood e pelo Metropolitano Joseph Zielonka.

268. Em 10 de abril 1982, Archbishop Joachim junto com outros seis Bispos Gregos de seu Sínodo, Santo Sínodo dos Verdadeiros Cristãos Ortodoxos (Velho Calendário, G.O.X.), consagraram o Bispo Andreas (Novak) e o elevaram a Metropolita para liderar o Santo Sínodo na América do Norte.

269. Em 04 de janeiro de 1985, Bispo Timotheos (Athanassiou) foi consagrado pelo Archbishop Joachim, pelo Metropolitano Damaskinos e outros dois Bispos do Santo Sínodo dos Verdadeiros Cristãos Ortodoxos (Velho Calendário, G.O.X.), e designado o Exarch Metropolitano de Montreal, de Canadá e dos Estados Unidos. O Metropolitano Timotheos recebeu também o reconhecimento oficial para sua posição no Ministério da Justiça de Quebec, Canadá (22 JULHO 87); e cumprimentos do Patriarca de Jerusalém (Prot. no. 496, 22 outubro 91).

270. Em 1987, o Metropolitano Andreas recebeu em sua Metrópole o Bispo Philip do (Caine) designando-o como Bispo de Pensilvânia.

271. Em março de 1988, o Metropolitano Damaskinos, como o Presidente do Sínodo na Grécia, comunicou por escrito ao Metropolitano Andreas da eleição ao Episcopado do Archimandrite Haralampos (Jovem). O Bispo Haralampos foi consagrado em 11 de junho de 1988 pelo Metropolitano Andreas, pelo Bispo Philip, e com as bênçãos e o selo do Metropolitano Damaskinos em nome do Santo Sínodo.

272. Em dezembro 1993, o Metropolitano Timotheos anunciou, na escrita e através do telefone, a eleição ao Episcopado do Abade Michael Seraphim (Melchizedek). Em 03 de janeiro de 1994, o Bispo Melchizedek foi consagrado pelo Metropolitano Timotheos (Athanassiou) e Timotheos (Mavias) em Atenas, Grécia, na Igreja de St. Photini, e com as bênçãos e o selo do Bispo Haralampos como representante da Metrópole Americana. O Bispo Melchizedek foi designado, subseqüentemente, Exarca de Canadá, acumulando às responsabilidades da Eparquia Ortodoxa Grega em Lincoln, Nebraska.

 

273. Em setembro, 14 de 2001, o Metropolitano Timotheos por escrito e em mensagem ao Protopresbítero Athanásios, Eparca de São Paulo, Chanceler da Santa Hierarquia da Diáspora & Grécia no Brasil, comunicou a eleição Episcopal do Abade Raimundo Bezerra (Kyrillos). Em 18 de novembro de 2001, Bispo Kyrillos foi consagrado pelo Metropolitano Timotheos (Athanassiou), Juiz Chefe do Supremo Tribunal Sinodal Helênico, pelo Bispo Pavlos Chatzikyriakos, Secretário Geral do Santo Sínodo Ortodoxo da Diáspora - Hellas, na Igreja Metropolitana Ortodoxa Grega de São Paulo e com as bênçãos do Topotiritou Exarca Metropolitano da Diáspora - Hellas, Timotheos (Athanassious). O Bispo Kyrillos foi designado Eparca do Ceará - Nordeste no Brasil.

 

CRIAÇÃO EPARQUIA DO CEARÁ E NORDESTE DO BRASIL

 

RESOLUÇÃO SINODAL nº 400/949 em Atenas, dia 12 de fevereiro de 2002, durante a Reunião dos Santíssimos Bispos do Holy Orthodox Old Calendar Synod of Diáspora and Hellas (Patriou) (Smirnis 42 B esquina com a Rua Michail Voda – CP 104 39 Atenas);para Archdiocese Old Calendar Hellenic Orthodox Church of Diaspora in Athens foi adotada a resolução de Constituição da Diocese (Eparquia) do Ceará com Sede no Monastério São João Crisóstomo à Rua 15, Nº 15, Conjunto Industrial - Maracanaú - Ceará - Brasil. CEP 61925330, tendo como Bispo Diocesano (Eparca), o Dom Abade Kyrillos. Surgiu neste dia (12 de fevereiro de 2002) O NOSSO EPISCOPADO DA IGREJA ORTODOXA DA GRÉCIA DE G.O.C.’s DO BRASIL da Santa Igreja Católica Apostólica Ortodoxa da Diáspora e Grécia no Brasil - Old Calendar (Patriou).

 

                                                                         











 

Em carta firmada no dia 19 de março de 2006, por Dom Athanásios, Metropolita do Brasil e América Latina, Presidente do Sínodo Ortodoxo da Diáspora e da Grécia no Brasil para Santa Igreja Católica Apostólica Ortodoxa da Diáspora e da Grécia no Brasil, em resposta ao pedido de Excardinação para integrar o Santo Sínodo Ortodoxo Ucraniano da AUOCA, que com Sua aprovação fui desligado do rol de membros do Santo Sínodo Ortodoxo da Diáspora - Hellas. E no dia 25 de março de 2006 por Decreto de Incardinação do Santo Sínodo da AUOCA-USA:


 



E, nesta Photo Page Web da visita de Sua Excelência Vladyka Chrisostomo ao Brasil, veja Página Web:


https://picasaweb.google.com/109348419296490151704/0509122007EntronizacaoDeSuaEminenciaAthanasiosI   




para a Entronização de Sua Beatitude Athanasios I, como Primaz da Santa Hierarquia da Diáspora, representando a AUOCA-USA no Arcebispado do Equador e Vladyka Kyrillos, representando a AUOCA – USA no Arcebispado do Brasil, para ser firmado com o Arcebispado do Brasil de Sua Excelência Vladyka Athanásios I da Igreja Grega Ortodoxa da Diáspora no Brasil e América Latina na Catedral Metropolitana Grega Ortodoxa de São Paulo, sito a Rua Matarazzo nº 180, Bairro de Bom Retiro em São Paulo, Capital, quando se registra nossa Visita a Catedral Metropolitana Grega de São Paulo para a Solenidade em que tratamos da Intercomunhão entre a AUOCA E A DIASPORA - HELLAS, conforme, UKASE OF APPOINTMENT DE HOLY SYNOD OF UOCA-USA TO:



e, Termo ASSINADO por Arcebispos: Chrisostomos do Equador e Sudamérica da UOCA-USA; Kyrillos do Ceará e Todo o Brasil da UOCA-USA e Athanasios I do Brasil e America Latina da DIÁSPORA - HELLAS e  Foto, postada abaixo:


 


NESTE DIA, 07 DE NOVEMBRO DE 2008, SEM AVISO E UM DEVIDO PROCESSO LEGAL,

ANTICANONICAMENTE, POR PROTOCOLO SINODAL DA AUOCA – USA DE Nº 1208

 



* FUI DEPOSTO DO ARCEBISPADO DO BRASIL

 

*EXCLUÍDO COMO MEMBRO DO SANTO SÍNODO AUOCA – USA

 

*INDICADO PARA ADERIR A OUTRA JURISDIÇÃO SEM PRÉVIA CONSULTA ENTRE AS PARTES.(Arcebispo Kyrillos e Arcebispo Athanásios I)

 

*JUSTIFICANDO-SE, ABSURDAMENTE, PARA DESLIGAMENTO:

 

*A DISTÂNCIA E INCOMUNICABILIDADE EXTREMAMENTE DIFÍCIL OU INEXISTENTE;

 

*Nunca estivemos distante, sem comunicação, pois, sempre por telefone e por Skype nos falamos, e pessoalmente, em São Paulo que foi um momento de muita alegria e festa.

 

*E se a distância e a falta de comunicação refere-se a AUOCA-USA, também, sempre que preciso nos comunicamos por e-mail de VladykaIoan@aol.com ficando esclarecido que nunca estive debaixo do homofórion de Vladyka Ioan, mas de Vladyka Chrisostomo, Arcebispo Maior do Centro, Equador e Sudamérica, conforme Site: http://www.ortodoxa.net/.

 

*Sempre atendí aos chamados de Sua Excelência Athanásios Tsalikis, quando membro da Diáspora – Hellas, muitas vezes, viajando a São Paulo sem recursos e com sacrifício de outras obrigações, até mesmo, pós-operatório, andando de bengala.

 

*A pesar de tudo, tenho os meus respeitos a Vladyka Chrisostomo como Bispo digno com sucessão Apostólica Legítima.

 

*Seja quais tenham sido os motivos que cominaram em minha exclusão do Santo Sínodo da AUOCA - USA, respeitarei e não buscarei maiores explicações. Só não aceito estas citadas acima.

 

Diante destes últimos acontecimentos, mesmo tendo o direito adquirido, pelo direito de uso popular, CONSUETUDINÁRIO supra-analisado não manteremos mais o nome IGREJA ORTODOXA UCRANIANA NO BRASIL – IOUB, Vicariato Geral do Ceará com registro CNPJ desde 1999.

Voltamos a ser e usar o nome: MONASTÉRIO SÃO JOÃO CRISÓSTOMO para a EPARQUIA DA IGREJA ORTODOXA DA DIÁSPORA E GRÉCIA  DE G.O.C.’s DO BRASIL (PATRIOU) SOB SANTO SÍNODO METROPOLITANO DO CALENDÁRIO PATRÍSTICO SOB PRESIDÊNCIA DE SUA BEATITUDE, METROPOLITANO ÂNGELOS.


PARA A IGREJA ORTODOXA DE G.O.C.'s DE HELLAS,   HOJE,  IGREJA GENUÍNA ORTODOXA DA GRÉCIA , EM AVLONA E VIOTIA - ATENAS <> A EPARQUIA DO CEARÁ E TODO O NORDESTE DO BRASIL FOI ELEVADA A EPARQUIA DO CEARÁ E TODO O BRASIL DA IGREJA ORTODOXA DA DIÁSPORA E GRÉCIA DE G.O.C.s BRASIL.



HISTÓRIA DOS VERDADEIROS(GENUÍNOS) ORTODOXOS CRISTÃOS – T.O.C./G.O.C.

O crescente número de igrejas e todos os tipos de cultos torna difícil para alguns, a questão de qual delas é a verdadeira igreja. Dir-se-ia, alguns acreditam que a Igreja Apostólica Original foi dividida ao longo do tempo e que as igrejas têm hoje apenas vestígios da sua riqueza espiritual original, fragmentos de graça e de verdade. Esta maneira de pensar sobre a igreja, alguns dizem que há uma chance de reconstruir a partir de sociedades cristãs, acordos existentes e através de concessões recíprocas. Este ponto de vista está enraizado no movimento ecumênico, que não reconhece como válido a qualquer das atuais igrejas. Poderia ser o que outros pensam que a Verdadeira Igreja não tem nada em comum com as igrejas oficiais, mas foram isolados indivíduos que acreditam que oficialmente pertencem a vários grupos religiosos. Este último ponto de vista foi expresso no ensino da chamada "Igreja invisível", que está sendo expressa pelos teólogos protestantes hoje. Finalmente, para muitos cristãos é a questão: Será realmente necessária, a Igreja, se o homem é salvo por sua própria fé?

Todos estes pontos de vista e fundamentalmente errado, equívocos decorrentes da verdade central do ensinamento de Cristo - a salvação do homem. Leitura do Evangelho e as cartas dos apóstolos se entendem claramente que na mente de Cristo é para chamar os homens a sua salvação e não individualmente dispersos, mas em conjunto para criar um Reino em comum, único, cheio de graça divina. Sabemos que o reino do mal, liderada pelo príncipe das trevas, atuando em conjunto na sua luta contra a Igreja como recordou o Salvador, dizendo: "Se Satanás expulsa o próprio Satanás, está dividido contra si mesmo: como, Por conseguinte, o seu reino vai sobreviver? "(Mateus 12:26).

 

No entanto, apesar de todas as nuances do atual ponto de vista sobre a Igreja, mais bem-intencionada, cristãos admitem que na época dos apóstolos, não foi à Verdadeira Igreja de Cristo como a única comunidade de homens que estavam a ser salvas. O livro dos Atos dos Apóstolos nos diz sobre o surgimento da Igreja em Jerusalém, onde 50 dias depois da Ressurreição de Cristo, o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos sob a forma de línguas de fogo. A partir desse dia a fé cristã começou a espalhar-se rapidamente em todas as partes do vasto Império Romano. Como fora espalhar nas cidades e vilas, há comunidades que foram as primeiras igrejas. Na vida cotidiana, e em virtude das enormes distâncias, estas empresas foram listadas separadamente, mas eram membros do corpo de uma Igreja Santa, Católica e Apostólica, sendo unidos por uma fé e uma fonte de santificação sendo recebida a partir dos divinos sacramentos (batismo, comunhão, ordenação ou a imposição de mãos). No princípio, esses atos eram realizados pelos santos apóstolos.

Mas logo veio a necessidade de auxiliares, e os apóstolos escolheram entre os membros das comunidades cristãs dos candidatos dignos para serem ordenados como bispos, sacerdotes e diáconos. (Esta foi à forma como o apóstolo Paulo ordenou como bispos a Timóteo e Tito). Os apóstolos encarregavam-se de acompanhar os bispos sobre a pureza da doutrina da fé cristã, vida de devoção e do poder de ordenar novos sacerdotes e diáconos. Assim, a Igreja durante os primeiros séculos foi crescendo progressivamente e se expandido em todos os países, enriquecendo a sua experiência espiritual através da literatura religiosa, canções e orações para ofícios divinos e, em seguida, a arquitetura dos templos e arte sagrada, sempre mantendo a essência da Verdadeira Igreja de Cristo.

Os Evangelhos e as Epístolas dos Apóstolos não aparecem imediatamente e em uma mesma época. Por muitas décadas após o estabelecimento da Igreja, as Escrituras não se constituíram a fonte de ensinamentos. A fonte da tradição oral, assim nomeada pelos próprios Apóstolos, foi a única base de ensino religioso (1 Coríntios 11: 16, 15:2, 2 Tess. 3:6 e 2:15; Timóteo 1. 6:20). A Igreja tem o peso do critério, em caso de dúvida, para decidir quem tinha razão e quem não foi. Nos casos em que tem surgido algo, que não correspondia à tradição apostólica, seja em questões de fé, a prática dos sacramentos e da administração, fora rejeitada como incorreta.

 Na seqüência da tradição apostólica, os bispos dos primeiros séculos cristãos têm controlado todos os manuscritos com todos os cuidados possíveis e, progressivamente, compilaram os Atos dos Apóstolos, o Evangelho e as epístolas, reunindo todos em um conjunto que obteve o nome de Escritura do Novo Testamento, que conjuntamente que com a Escritura do Antigo Testamento se constituiu na Bíblia em sua forma atual. Este processo de compilação foi concluído no terceiro século depois de Cristo. Livros que não coincidiram por completo com a tradição apostólica foram rejeitados como incorretos e foram chamados de apócrifos. Desta forma, a tradição apostólica tinha a voz decisiva na formação das escrituras do Novo Testamento, escritas neste tesouro da Igreja. Cristãos de todas as denominações utilizam as Escrituras do Novo Testamento, muitas vezes, sem o devido respeito, sem perceber que as Escrituras são propriedade da Verdadeira Igreja Cristã, um tesouro recompilado por ela, atentamente, com muita perfeição.

Graças aos outros pilares da escrita que nos chegaram, soubemos de outras informações valiosas escritas pelos discípulos dos apóstolos, sobre a vida e a fé das comunidades cristãs nos primeiros séculos da era cristã. Naquela época, a crença na existência de uma Igreja Apostólica era generalizada. Claro, então, a Igreja teve a sua "mão visível" na sagrada liturgia e outros tráfegos em seus bispos e padres, orações e hinos, nas leis (Regras Apostólicas) que regulamenta as relações entre as várias igrejas em todas as manifestações de vida das comunidades cristãs. Portanto, temos de admitir que o ensino da Igreja Invisível seja um ensinamento novo e incorreto. Ao admitir a existência da Verdadeira Igreja, Una e Santa, nos primeiros séculos do cristianismo, poderíamos encontrar o tempo em que foi dividida e que tenha deixado de existir? A resposta honesta a essa pergunta é não. A verdade é que os desvios dos ensinamentos dos apóstolos, heresias, começaram a surgir ainda na época dos Apóstolos.

Particularmente ativa, revelou os ensinamentos dos Gnósticos, que acrescentou que os ensinamentos da filosofia cristã pagã elementos. Em suas epístolas, os apóstolos para impedir os cristãos e diretamente afirmou que os seguidores dessas seitas tinham sido separados da Igreja. Os apóstolos considerados ramos secos que haviam separado da árvore da Igreja. Do mesmo modo, os sucessores dos apóstolos, os bispos dos primeiros séculos, não reconheceram os desvios da fé verdadeira mostrada no seu tempo, e separada da Igreja para os seguidores dos mesmos semeadores de contendas, após as palavras do Apóstolo: "Além disso, se nós ou um anjo do céu anunciar - lhe um evangelho diferente do que vos tem sido anunciado, seja anátema" (isto é, que seja rejeitado, Gálatas 1:8-9).

Desta forma, nos primeiros séculos do cristianismo estava claro que a Igreja é uma família espiritual, que desde os tempos dos Apóstolos recebe ensinamentos verdadeiros dos únicos sacramentos e da transmissão ininterrupta dos sacramentos que passa de Bispo a Bispo. Para os seguidores dos Apóstolos, não houve dúvida de que a Igreja é absolutamente essencial e indispensável para a salvação. Ela preserva e proclama o verdadeiro ensinamento de Cristo, santifica aos que crêem e conduz à salvação. Usando as palavras da Escritura, nos primeiros séculos do cristianismo, a Igreja foi concebida como "Redil das ovelhas "em que Cristo, o Bom Pastor protege seu rebanho "seja do lobo", ou seja, do diabo. A Igreja também é comparada com uma videira cujos ramos fornecem as forças necessárias para o fiel a vida cristã e as boas obras. A igreja foi entendida como o Corpo de Cristo, em que cada crente deve exercer o seu serviço de um todo. A Igreja é representada como a Arca de Noé, nos que foi fiel à travessia do mar da vida e entrou para o "porto seguro" do Reino Celestial. Da mesma forma, comparando a igreja com uma montanha que sobe acima do erro humano e leva viajantes para o céu, a comunidade com Deus, anjos e santos.

Nos primeiros séculos do cristianismo, crer em Cristo significava acreditar que a obra que Ele havia concluído na terra, nos meios que Ele deu aos crentes para a salvação não pode ser perdida ou arrancada pelos esforços do diabo. Tanto os profetas do Antigo Testamento, como o Senhor Jesus Cristo e seus apóstolos, mostraram claramente a continuação da existência da Igreja até o último ano de existência do mundo. "Nos tempos destes reis, o Deus do céu fará surgir um reino que jamais será destruído, e este reino não irá para outro povo. Pulverizará e aniquilará todos estes reinos, e ele permanecerá para sempre", e, assim tem profetizado o Anjo ao profeta Daniel (Daniel 2:44). O Senhor prometeu o apóstolo Pedro: "E eu, por minha vez te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra (de fé e profecia) Eu vou construir a minha Igreja e as portas do inferno não devem prevalecer contra ela" (Mateus 16:18).

E nós, da mesma forma, se acreditamos na promessa de nosso Salvador, Jesus Cristo; temos que reconhecer a existência da Sua Igreja no nosso tempo, e até o fim do mundo. Até agora, não disse onde está esta igreja verdadeira, mas simplesmente expomos a idéia fundamental: a Verdadeira Igreja tem de existir na sua santa, íntegra e verdadeira natureza. Sendo dividida, ferida, oculta não pode existir como uma Igreja verdadeira.

Então onde está a Igreja Verdadeira? Como encontrá-la entre as, atualmente, existentes comunidades cristãs?

Prontamente, a Verdadeira Igreja deve conter puro e completo ensinamento cristão, como foi anunciado pelos apóstolos de Jesus Cristo. O objetivo da chegada à terra do Filho de Deus consistia em trazer a Verdade para a Terra, tal como ele anunciara antes de padecer na cruz: " Eu para isto tenho nascido e para isso vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que é da Verdade escuta a minha voz" (João 18:37). “O apóstolo Paulo, quando instruía seu discípulo Timóteo a fim de que desempenhasse as suas funções de Bispo, ele escreveu, finalizando: “Contudo, caso eu demore, saberás assim como proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus Vivo, coluna e sustentáculo da Verdade"(1 Tim. 3:15).

Temos de reconhecer com pesar que no problema do ensinamento cristão, vemos grandes diferenças existentes entre as atuais comunidades cristãs. Basicamente, temos de reconhecer que nem todos podem ensinar corretamente. Se uma igreja, por exemplo, afirma que a comunhão é corpo e sangue de Cristo e a outra nega, é impossível que ambas sejam verdadeiras. Assim, se uma igreja acredita na realidade espiritual do poder do sinal da cruz e outra o nega, está claro que uma das duas está sobre equívocos e enganos. A Verdadeira Igreja Cristã deve ser aquela que não tem divergências doutrinárias com a Igreja dos primeiros séculos da era cristã. Se alguém compara, imparcialmente, os ensinamentos das atuais igrejas cristãs terão que chegar à conclusão que só a Verdadeira Igreja Ortodoxa dos Verdadeiros Cristãos está professando a fé perfeita e completa da Antiga Igreja dos Apóstolos.

Outro sinal, segundo o qual se pode encontrar Verdadeira Igreja Cristã é a Graça ou Força Divina através da qual a Igreja é chamada a santificar e fortalecer aos fiéis cristãos. Ainda que a Graça seja uma força invisível, existe uma real condição externa, que pode ser avaliada quanto à presença ou ausência de graça "é a continuidade da tradição apostólica. Desde o tempo dos Apóstolos foi dada a Graça para os fiéis cristãos, através dos sacramentos do batismo, a comunhão, a imposição das mãos (Unção dos óleos e consagração) e outros. No princípio, os realizadores destes sacramentos foram os Apóstolos (Atos 8:14-17) e, mais tarde, os bispos e os sacerdotes (sacerdotes se distinguiam dos Bispos por não ter o poder de consagração a sacerdotes). O direito de realizar esses sacramentos fora transmitido, exclusivamente, através da sucessão da tradição apostólica - os apóstolos consagravam aos bispos e, apenas estes bispos podiam consagrar a outros bispos, sacerdotes e diáconos. A SUCESSÃO APOSTÓLICA  se assemelha a uma chama sagrada com uma vela que acende os outros. Se a chama se extinguir, se apagar e a cadeia de Sucessão Apostólica se quebrar, se interromper não haverá mais sacerdotes, nem sacramentos, nem os meios para santificar aos fiéis cristãos. É por isso que desde o tempo dos apóstolos, seguiu-se observando e  acompanhando a preservação da Sucessão Apostólica: um bispo deve ser consagrado, obrigatoriamente, por outro Bispo verdadeiro com um auxiliar, também Bispo, cuja consagração ascende, sem interrupção, subindo até a época dos Apóstolos de Jesus Cristo. Os bispos que haviam caído em heresia ou levavam uma vida indigna foram destituídos e perderam o direito de administrar os sacramentos ou consagrar para auxiliar, a outros sucessores.

A fé ortodoxa ensina que a vida deve ser construída sobre o princípio do Amor Cristão. "Logo conhecerão – disse Jesus Cristo - que sois meus discípulos, quando tendes amor entre vós." Na vida privada, Ortodoxia convida o homem a evitar o pecado, para viver de acordo com mandamentos de Deus e a perfeição moral.

Nossa fé em Deus não deve ser abstrata e teórica, porque fé sem obras é fé morta. Reconhecemos o enorme poder da oração, que deve ocupar uma posição importante em nossas vidas. Nós rezamos fervorosamente ao Senhor Jesus Cristo como nosso Salvador, e da Santíssima Virgem Maria e os santos e os primeiros adeptos e intercessores junto a Deus. A Igreja convida-nos a cuidar da família e do bem-estar da nação, tentando melhorar o poder recebido de Deus, em inculcar-lhes a mesma humildade, a aversão à ganância, e a compaixão. Todos nós devemos perdoar e não julgar ninguém. Temos de desenvolver uma tendência para buscar a vida eterna.

Ao longo de sua jornada terrena, a Igreja de Cristo, ora crescia numericamente, ora caía em declínio. Houve períodos, quando seus inimigos cantavam vitória, esperando que fossem seus últimos dias. Mas pelo poder de Cristo a Igreja se recuperava, como se fosse levantada a partir da poeira, enquanto os seus inimigos morriam. Cristo prometeu Sua Verdadeira Igreja para ser invencível até ao fim do mundo. É preciso lembrar que, como filhos da Verdadeira Igreja Ortodoxa participamos da grande organização mundial. Na realidade, não há nenhum país ou sociedade maior do que a Verdadeira Igreja Cristã Ortodoxa, porque a ela não só pertencem os fiéis ortodoxos que vivem na terra, mas todas as pessoas que tenham saído diretamente para o outro mundo, nascendo para o Reino dos Céus. Com efeito, a Igreja em sua existência celestial - Terrestre cresce, continuamente, e se faz cada vez mais forte. Permanecendo no seio da Verdadeira igreja,  como uma grande nave mãe, nós não corremos perigo de viagem náufraga.

Nós somos fortes na nossa fé em Deus, o Criador, onipresente, onipotente, onisciente, sapientíssimo e Pai misericordioso. Sua vontade é a nossa Lei, que nos ensina como devemos viver e desenvolver as nossas capacidades. Nosso objetivo é alcançar e ser abençoado com vida eterna no reino de luz e da Glória. Amém.

Fonte do original Espanhol de Father Alexander

 

 

 

PARA UMA MAIOR COMPREENSÃO HISTÓRICA DO MOVIMENTO VETÉRO-CALENDARISTA(OLD CALENDAR)

Retirado de Pro Ortodoxia

Traduzido do espanhol por Pedro Ravazzano

Patriarca Ecumênico Meletios IV

O bem conhecido Patriarca Meletios IV (Metaxakis), nasceu em 21 de Setembro de 1870 no povoado de Parsas, situado na ilha de Creta, seu nome secular era Emmanuel Metaxakis. Este jovem cretense ingressou no Seminário da Santa Cruz de Jerusalém em 1889 e foi tonsurado com o nome do Meletios, mais tarde, em 1892 foi ordenado como Hierodiácono; logo completou sua formação teológica nesse mesmo seminário e foi nomeado secretário do Santo Sínodo de Jerusalém no ano 1900 pelo então Patriarca Damião. Passados alguns anos em seu posto, mais concretamente em 1908, o Hieromonge Meletios foi expulso conjuntamente com o então administrador Crisóstomo (mas tarde Arcebispo de Atenas) acusado de manter "atividades contra o Santo Sepulcro".

No livro de Alexander Zervoudakis, intitulado "Famous Freemasons" escreveu que durante o ano 1909, quando Metaxakis e outros dois clérigos visitaram o Chipre, (um dos quais era o Metropolita Basílio de Anchialos, um representante oficial do Patriarcado Ecumênico) tomaram contato com uma Loja maçônica a qual rapidamente aderiram. Em 1910, o Hieromonge Metaxakis se tornou o Metropolita de Kition no Chipre. Possuidor de um "espírito violento, impetuoso e valente" como o mesmo

Zervoudakis -seu admirador- assinala, o Metropolita Metaxakis, tentou converter-se em Patriarca Ecumênico em 1912, mas tendo falhado neste intento ele voltou sua atenção para o Chipre, mas como ali também se viu frustrado, o Metropolita abandonou suas terras e se dirigiu a tentar a sorte na Grécia, onde com o apoio político de Venizelos, converteu-se em Arcebispo de Atenas em 1918; mas assim que o presidente Venizelos perdeu as eleições, teve que renunciar a sua Sede.

Conforme nos relata o Bispo Fócio de Triaditsa, em 1921 o Arz. Meletios fez uma visita aos Estados Unidos, logo depois na data 17 de Dezembro, o embaixador grego em Washington, enviou uma mensagem ao prefeito da Tessalônica no qual afirmava que o Arz. Meletios Metaxakis "tomou parte em um Serviço Anglicano, ajoelhando-se em oração com eles, venerou o Altar e depois deu um sermão, para finalizar benzeu os presentes"

Quando o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Grega foi informado das atividades realizadas pelo Arcebispo Metaxakis durante sua excursão pelos EUA, eles formaram uma comissão para investigar os fatos. Enquanto continuava a investigação contra o Arcebispo, ele foi inexplicavelmente eleito como Patriarca de Constantinopla. O Santo Sínodo da Igreja Grega depôs ao Meletios Metaxakis em 9 de Dezembro de 1921 por causa de uma série de infrações contra a lei canônica e por causar um cisma; em que pese a esta decisão o Arcebispo Meletios foi entronado como Patriarca Ecumênico em 24 de Janeiro de 1922. A intensa pressão política por parte dos partidários de Venizelos, assim como por parte da Igreja Anglicana, fez possível sua eleição Patriarcal, fazendo que tempo mais tarde, em 24 de Setembro de 1922, a deposição de Metaxakis fosse levantada.

O Metropolita Germano (Karavangeis) do Santo Sínodo de Constantinopla escreveu em referência aos mencionados eventos: "Minha eleição em 1921 ao Trono Ecumênico de Constantinopla foi indisputável, dos dezessete votos emitidos, dezesseis foram a meu favor; então um de meus amigos leigos me ofereceu £10,000 se eu declinasse minha eleição a favor do Arcebispo Meletios Metaxakis. Naturalmente eu rechacei este desagradável oferecimento com evidente desgosto; ao mesmo tempo, uma noite, uma delegação de três homens da "Liga de Defesa Nacional" me visitaram de forma imprevista e começaram a me pedir de modo tenaz e sério que retirasse minha candidatura a favor de Meletios Metaxakis. Os delegados disseram que o Arcebispo Metaxakis poderia me dar $100,000 pelo Patriarcado e, que graças a suas relações amistosas com os Bispos Anglicanos da Inglaterra e EUA, sua eleição poderia ser conveniente às causas do governo grego no âmbito internacional; portanto, os interesses internacionais da Grécia demandavam que o Arcebispo Meletios fosse eleito Patriarca. Isto também era o desejo de Eleftherios Venizelos. Eu considerei a proposta toda essa noite, posto que o caos econômico reinava no Patriarcado. O governo de Atenas tinha cessado de enviar subsídios, e não havia outra fonte de ganhos. Os salários regulares não puderam ser pagos durante nove meses. As organizações de caridade do Patriarcado estavam em um estado financeiro crítico; por estas razões e pelo bem do povo, eu aceitei a oferta..."

Deste modo, para assombro de todos, no dia seguinte, em 25 de Novembro de 1921, o Arcebispo Meletios se tornou o Patriarca de Constantinopla. A natureza não-canônica desta eleição ficou clara quando dois dias antes da dita eleição, em 23 de Novembro de 1921, houve uma proposta feita pelo Sínodo de Constantinopla para propor a eleição sobre razões canônicas. A maioria dos membros votaram a favor de aceitar esta proposta; entretanto, no mesmo dia, os Bispos que tinha votado a favor da eleição patriarcal foram substituídos por outros bispos, este movimento permitiu a

eleição do Arcebispo Meletios como Patriarca; conseqüentemente, a maioria dos Bispos do Patriarcado de Constantinopla que tinham sido enganados se reuniram em Tessalônica e anunciaram logo que: "a eleição do Arcebispo Meletios Metaxakis, foi realizada em violação aberta aos Santos Cânones" e propuseram empreender "uma eleição válida do Patriarca de Constantinopla". Neste espírito, finalmente Meletios conseguiu ser confirmado no Trono Patriarcal. Foi precisamente sob a pressão do recém eleito Patriarca Meletios IV, que o Patriarcado de Constantinopla aceitou a validez das ordens anglicanas no ano 1922. Logo depois disto, em 1923, Meletios deu início ao Congresso "Pan-Ortodoxo" (Maio 19 - Junho 8).

A Comunidade Ortodoxa Mundial não esteve satisfeita com os resultados deste Congresso Pan-Ortodoxo. Em meados de Junho foi realizado um ataque sobre as premissas patriarcais através de um artigo titulado "O Calendário Juliano". Finalmente Meletios IV foi obrigado a retirar-se devido à indignação extrema que provocou à população ortodoxa de Constantinopla, e os mesmos gregos desbarataram as pretensões de seu patriarcado, condenando-o ao exílio e punição.

Segundo os mesmos relatos do Bispo Fócio: Em 1 Julho de 1923, sob pretexto de enfermidade e da necessidade de um tratamento médico adequado, o Patriarca Meletios IV deixa Constantinopla. Em 20 de Setembro de 1923, por pressões do governo grego e mercê à intervenção do Arcebispo Crisóstomo de Atenas, o Patriarca Meletios renuncia seu ofício patriarcal. Uma vez no Egito, com a ajuda de uns clérigos anglicanos, e devido ao feito de que naquele tempo Grã-Bretanha ainda governava o país, os homens do governo britânico pressionaram fortemente sobre o governo egípcio a fim de que confirmassem - em Maio de 1926 - ao Arcebispo Meletios, desta vez, como Patriarca da Alexandria. Em suas concludentes palavras a respeito de Meletios Metaxakis, o Bispo Fócio relata o seguinte: Como Patriarca Alexandrino, " ao custo de desaprovação e divisões", instituiu o novo calendário para a Sede Patriarcal de Alexandria.

Enquanto ainda era Patriarca de Constantinopla, Metaxakis, tinha estabelecido fortes laços com a "Igreja Ortodoxa Viva" a qual era patrocinada pelo Regime Soviético. O Sínodo da "Igreja Viva" ou "Obnovlencheskaya Tserkov", em ocasião da eleição de Meletios como Patriarca de Alexandria redigiu a seguinte mensagem: "O Santo Sínodo recorda a sincera e melhor boa vontade, assim como também o apoio moral, que Sua Beatitude nos mostrou enquanto era Patriarca de Constantinopla, entrando em comunhão conosco como o único legítimo órgão de governo da Igreja Ortodoxa Russa"

Finalmente, e apesar de estar gravemente doente, o Patriarca Meletios se ofereceu como candidato para o cargo de Patriarca de Jerusalém, mas para sua frustração a eleição não teve êxito. O Metropolita Metódio Kondostanos escreveu: "Este exílio na Terra Santa, de Kition, de Atenas e de Constantinopla, mostra quão instável, desassossegado, faminto de poder, e demoniacamente maligno ele era. Ele não tinha escrúpulo algum em arrebatar o Trono de Jerusalém, ainda quando já ocupava o de Alexandria, dado a seus desejos de promover a si mesmo. O Patriarca Meletios Metaxakis, morre finalmente em 28 de Julho de 1935, sendo sepultado na cidade do Cairo. Uma testemunha, naquele tempo protodiácono, o Arcebispo Athenagoras de Thyateira e Grã-Bretanha, declarou que a Meletios Metaxakis foi dado um funeral completamente maçônico.

Como Patriarca Ecumênico, Metaxakis, fiscalizou as 10 sessões do Congresso Pan-Ortodoxo de 1923. Neste congresso, um Bispo anglicano chamado Charles Gore, chamou especial atenção, graças a um convite feito pelo Patriarca Meletios, ele esteve

inclusive convidado a estar sentado à direita do Patriarca Ecumênico, e a participar das sessões. As propostas que foram levadas adiante e adotadas por este congresso são as seguintes: mudanças nas Páscoas e no calendário das festividades da Igreja, a modo que coincidam com as usadas no Ocidente; a redução de jejuns e serviços litúrgicos, a abolição da proibição do matrimônio dos sacerdotes logo depois de ordenados, assim como também a abolição das vestimentas, destruir o clero.

Cabe mencionar que unicamente três Igrejas Ortodoxas estiveram representadas no Congresso de 1923: a da Grécia, Romênia e Sérvia. Os Patriarcados de Alexandria, Antioquia e Jerusalém não se fizeram presentes. O Patriarca Meletios IV e seu Sínodo adotaram as resoluções antes mencionadas em contradição com os Concílios Pan-Ortodoxos de 1583, 1587, e 1593, os quais condenavam o uso do calendário gregoriano para o uso litúrgico dentro da Igreja Ortodoxa. O uso litúrgico do Calendário Gregoriano tinha sido condenado sinodalmente em outras muitas ocasiões, como por exemplo: por parte do Patriarca Dositeos de Jerusalém em 1670; por parte do Patriarca Ecumênico Agatângelo em 1827; pelo Patriarca Ecumênico Anthimos em 1895; o Santo Sínodo da Igreja de Constantinopla em 1902 e 1904; os Santos Sínodos da Rússia, de Jerusalém, da Grécia e da Romênia, cada um de forma independente, condenaram o uso do calendário gregoriano em 1903; o Santo Sínodo da Grécia o fez novamente em 1919, e o Sínodo do Patriarcado de Alexandria em 1924.

As Igrejas de Constantinopla, Grécia e Romênia, foram as únicas que aceitaram a inovação do Calendário de forma imediata, quebrando deste modo sua unidade litúrgica com o resto das Igrejas Ortodoxas locais, em ordem a celebrar suas festividades conjuntamente com as Igrejas Ocidentais. Para dizer de outro modo, a mudança de calendário foi aceito exatamente pela mesma razão por que antes foi condenado por três Concílios Pan-Ortodoxos do século XVI: "o espírito do Uniatismo"

É importante tomar nota das práticas desonestas do Patriarca Meletios para justificar a mudança de calendário, tal como aponta Perepiolkina "Os métodos com os quais Meletios IV (Metaxakis) usou para introduzir o Novo Calendário merece uma especial atenção. Assim em sua carta ao Arcebispo Serafim da Finlândia, datada de 10 de Julho de 1923, Meletios IV expressa uma mentira manifesta, quando afirma que o novo calendário é aceito em acordo a uma demanda popular e conjunta das demais Igrejas Ortodoxas.

Alguns anos antes destes fatos, em 1918, o Arquimandrita Crisóstomo Papadopoulos escreveu um artigo no periódico eclesiástico "Church Herald", nessa publicação se mostrava contrário à reforma do calendário e o rechaçou de maneira agressiva. O Arquimandrita se apoiava para sustentar tal rechaço nas decisões dos Concílios Pan-Ortodoxos do século XVI. No ano seguinte, em 1919, Papadopoulos escreveu outro artigo em nome da Igreja Ortodoxa Grega, na qual rechaçava com firmeza qualquer troca no calendário apoiando-se em toda a tradição prévia. Entretanto, e muito apesar de todos seus escritos, quando exerceu o cargo de Arcebispo de Atenas, ele trocou o Calendário Litúrgico da Igreja Grega de acordo às prescrições do Calendário Gregoriano no ano 1924. Esta mudança se realizou, conforme fomos informados, devido às pressões do governo da Grécia.

O novo governo revolucionário de Plastiras, de triste memória, disse em uma ocasião: "Não achamos o Arcebispo Teokletos (antecessor do Arz. Crisóstomo) conveniente aos nossos propósitos" portanto no dia 25 de Fevereiro de 1923 foi substituído de modo arbitrário pelo antes mencionado Arquimandrita Crisóstomo Papadopoulos. Em 14 de Dezembro do mesmo ano, o Governo Revolucionário aboliu a antiga carta

constitucional sob a qual a Igreja Ortodoxa da Grécia tinha operado por setenta anos, para substitui-la por outra nova que abolia o Governo Sinodal de cinco Bispos; a partir disso o único corpo de governo seria a totalidade do Sínodo de Bispos convocados uma vez ao ano. Enquanto isso, o dia a dia dos assuntos administrativos da Igreja Grega eram deixados nas mãos do Arcebispo, para depois serem ratificados cada ano pelo Sínodo anual. O Governo Grego, também se reservou o direito de transferir ou retirar bispos sobre o conceito de "conveniência"

"Foram ratificadas estas condições que um Sínodo Geral da Igreja Ortodoxa Grega seja convocado nos dia 24/30 de Dezembro de 1923". O então Ditador: Plastiras, o Primeiro-ministro: Gonatas, e o Ministro da Educação e Assuntos Religiosos: Stratigopoulos estiveram presentes naquele Sínodo. O Ministro dos Assuntos Religiosos falou sem ambigüidades a respeito da necessidade de concordância entre os calendários civil e religioso.

O Ditador e homem forte da Grécia, Plastiras, fez conhecer seus planos aos Bispos da Igreja Ortodoxa Grega com uma linguagem clara: "A Revolução demanda deixar toda preferência pessoal a um lado e proceder à purgação da Igreja... A Revolução espera de vocês um trabalho útil para a próxima geração como resultado de seus trabalhos, e estará feliz por considerar ter iniciado um renascimento da Igreja... Conseqüentemente, vocês não poderão deixar-se limitar por cânones ancestrais, a não ser tomar medidas radicais"

O Arcebispo Crisóstomo Papadopoulos obteve do Santo Sínodo uma resolução lhe dando a autoridade para fazer a mudança de calendário, só se o resto das Igrejas Ortodoxas acatavam as decisões do Congresso de 1923, e com a óbvia aprovação do Patriarcado Ecumênico. De fato, nenhuma outra Igreja Ortodoxa contemplou muito seriamente realizar tais mudanças, incluído o próprio Patriarcado Ecumênico, posto que o Patriarca Meletios IV, foi jogado de Constantinopla por seus próprios seguidores nos finais do Congresso de 1923. Seu sucessor, o Patriarca Gregório, estava preocupado por pôr ordem na Igreja em Constantinopla depois do intercâmbio de populações realizado entre a Turquia e Grécia. O Arcebispo Crisóstomo obteve uma resolução sobre a condição de que ele supria ao Sínodo Grego em aceitar a mudança, com a prova sob a forma de evidência escrita de que várias Igrejas locais tinham aprovado o Novo Calendário no Congresso Pan-Ortodoxo a princípios daquele ano; entretanto ele nunca conseguiu essa evidência.

Arcebispo Crisóstomo Papadopoulos

Nos próximos dois meses, o Arcebispo Crisóstomo manteve correspondência com o Patriarca Ecumênico Gregório, na qual tratava de persuadir o de aceitar o novo calendário, mas o Patriarca vacilante, solicitava cartas das outras Igrejas Ortodoxas. O Arcebispo Crisóstomo ante esta situação, já tinha decidido nesta matéria, a mudança se realizaria-nos dia 10/23 de Março de 1924.

O Arcebispo Crisóstomo usou os ofícios do Ministro Grego de Assuntos Exteriores a fim de pôr pressão sobre o Patriarca Gregório. Ele, então, solicitou através de uma missiva que o Ministro relatasse às restantes Igrejas Ortodoxas, que a Igreja Grega estava levando a cabo a "decisão" de reformar o calendário que tinha tomado o Patriarcado Ecumênico, e por outro lado, deveria informar ao Patriarcado, em particular, que isto já tinha sido decidido por parte da Igreja Ortodoxa Grega. A carta mencionada foi datada no dia 4 de Março de 1924, e como evidentemente não é um segredo para ninguém, que o Patriarcado é dependente do Estado Grego no que respeita a seu manejo financeiro, escassamente pôde opor-se a seus desejos; portanto a mudança de calendário teve lugar no dia 10/23 de Março de 1924, tal qual o planejado pelo governo grego. Isto foi anunciado por meio de uma encíclica assinada só pelo Arz. Crisóstomo com a anuência do Sínodo da Igreja Grega, tão só sete dias antes de realizar a mudança. A notícia foi disseminada por telégrafo a vários jornais do país, sendo publicada naquele domingo 3/16 de Março de 1924

A reação imediata das outras Igrejas Ortodoxas foi altamente negativa, o Patriarca de Jerusalém enfatizou que o "novo calendário" era inaceitável para sua Igreja, a causa do risco que supunha o proselitismo latino na Terra Santa. O Patriarca de Antioquia disse que isto ameaçava a unidade da Igreja; só os Patriarcados de Constantinopla e Romênia aceitaram a mudança.

A oposição mais forte à mudança de calendário entretanto veio da parte do Patriarca Fócio de Alexandria; ele chamou um Sínodo local em Alexandria na qual decidiu que a mudança de calendário era absolutamente desnecessária, e que tendo se consultado com o Patriarca Gregório de Antioquia, o Patriarca Damianos de Jerusalém, e com o Arcebispo Cirilo do Chipre, tinham decidido que não deveria haver mudanças. O Sínodo expressou pesar e dor que tais coisas pudessem ser consideradas, declarando que esta mudança era uma ameaça à unidade da Igreja Ortodoxa, não unicamente na Grécia, mas sim em todo mundo.

Em que pese a esta forte oposição inicial, o Patriarcado de Alexandria finalmente sucumbiu, posto que os fatos se deram da seguinte maneira: Logo após o Congresso Constantinopolitano de 1923, o qual aceitou o novo calendário, o Patriarca Ecumênico, Meletios IV - como já mencionamos antes - deveu fugir para conservar sua vida frente à cólera de seu próprio rebanho, e também por causa dos reversos políticos e militares sofridos pelos gregos em mãos das forças turcas na Ásia Menor durante o ano 1924. Meletios Metaxakis, apesar de tudo, converter-se-ia graças à ajuda dos ingleses, em Patriarca de Alexandria, acontecendo ao Patriarca Fócio, que havia se oposto às mudanças que Meletios tinha feito na Sé de Constantinopla. Uma vez instalado em sua nova Sé, instaurou ali também o novo calendário, apesar disto, a maioria do clero seguia simpatizando com os cristãos tradicionais da Grécia, especialmente durante o governo do Patriarca Alexandrino Cristóforo (1939 – 1966), que tinha sido Metropolita de Leontopolis no Egito antes de alcançar o Trono Patriarcal. Apesar de seu apego ao calendário Juliano, o Patriarca Cristóforo, não pôde restaurar o calendário eclesiástico tradicional no Patriarcado de Alexandria devido às pressões do governo grego; posto

que as autoridades estatais alegavam a unidade da "Diáspora Grega", a Unidade da Igreja e suas decisões conciliares.

Como resultado destas políticas nasce o conceito da Igreja Estatal Grega, a qual deveria usar dali em diante o "novo calendário", convertendo-se deste modo na Igreja Oficial. Em oposição a este conceito eclesiástico de pensamento secular nascem os Vétero-calendaristas, os quais foram considerados malfeitores e cismáticos por rechaçar o uso do Calendário litúrgico Católico Romano, assim como também por se negarem a considerar as tantas seitas e denominações cristãs como "Irmãos e Irmãs Cristãos", sem antes considerar em que acreditam sortes seitas ou que doutrina ensinam. O Vétero-calendarismo rechaçará com indubitável convicção esta forma de falsa atividade ecumênica, que defende um falso conceito de unidade cristã.

ORGANIZAÇÃO ECLESIÁSTICA DO VETERO-CALENDARISMO

Traduzido para o espanhol por Padre Gorazd- Hieromonge

Traduzido do espanhol por Pedro Ravazzano

Em seu início, os vétero-calendaristas não chegaram a formar um verdadeiro corpo eclesiástico, posto que careciam de Bispos que lhes dessem uma forma de governo apostólica. Os vétero-calendaristas viram nutrir suas filas, então, por parte de sacerdotes que discordavam dos atos do então Arcebispo Crisóstomo de Atenas, ou então, por monges do Monte Athos descontentes com as diretrizes emanadas do Phanar por parte do Patriarca Meletios IV, assim como de seu sucessor Gregório.

Um fato que teve grande importância na organização interior do vétero-calendarismo grego foi o milagre ocorrido no Monte de Hymettos nos subúrbios de Atenas. Na noite da Festa da Exaltação da Preciosa Cruz - segundo o Calendário Juliano - 14 de Setembro de 1925, apareceu de maneira milagrosa uma Cruz luminosa sobre a Capela de São João o Teólogo; perto de 2.000 pessoas presenciaram a visão, incluindo o polícia enviado para desagregar às pessoas que ia ao Serviço de Vigília e prender o sacerdote. O milagre causou uma profunda impressão entre os fiéis, incluindo a conversão da polícia presente, que possibilitou que o serviço continuasse sem interrupção. O movimento vétero-calendarista deu um grande significado espiritual ao milagre, o qual reafirmou em um plano sobrenatural a postura dos leigos e clérigos que seguiram fiéis ao tradicional calendário Juliano.

Milagre da aparição da Santa e Vivificante Cruz

Os seguidores do velho calendário foram tidos pelas autoridades estatais gregas, como elementos subversivos à nova ordem que deveria instaurar-se na Grécia, portanto foram perseguidos com a mesma ferocidade com que se perseguia a qualquer dissidente político daquela época; em troca para a Igreja Oficial, era como uma ameaça real à Unidade da Igreja Ortodoxa; por tal razão não duvidavam em apelar ao braço secular do Governo para sossegar todo desacordo no plano eclesiástico que pudesse minguar o poder de sua Hierarquia complacente com as autoridades. Um fato que elucida muito bem a situação exposta foi o ocorrido em Ática, quando um grupo de fiéis ortodoxos gregos que desejavam permanecer fiéis a seu antigo calendário litúrgico, no dia da festa dos Santos Arcanjos, 8 de Novembro de 1927, foram atacados depois de ter assistido à Liturgia, pela polícia. Na revolta são feridas com gravidade duas mulheres, uma delas é alvejada enquanto protegia o sacerdote, o nome desta mulher era Catarina Routis, que morreu uma semana depois, em 15 de Novembro, deixando órfãos a dois meninos; esta jovem mulher se converteria na primeiro mártir da causa vétero-calendarista na Grécia.

Mártir Catarina Routis

A morte desta jovem mulher não acalmou absolutamente a situação, nem fez reconsiderar ao Arcebispo Crisóstomo de Atenas sua violenta política repressiva aos fiéis ortodoxos gregos que desejavam manter suas tradições religiosas intactas. Em 24 de Abril de 1926, a Igreja Estatal da Grécia publica uma severa encíclica, Protocolo Número 2398/2203, a qual se dirigia contra os Cristãos Ortodoxos Tradicionais. O curioso da Igreja Grega naquele tempo, era sua aproximação e tolerância às diversas denominações cristãs, ainda para as mais peculiares, reconhecendo nelas um certo grau de Graça Divina; entretanto se mostrou reacionária em grau extremo aos próprios fiéis ortodoxos que se apegavam a suas antigas tradições canônicas, considerando-os privados de Graça Sacramental e chegando a ordenar a prisão deles, e inclusive a demolição de seus lugares de culto.

Face à forte perseguição, lá pelo ano 1930, os cristãos ortodoxos do velho calendário contavam com quase 800 capelas na Grécia. O clero vétero-calendarista seguiu apelando ante o Santo Sínodo da Igreja Grega, nos anos 1929 e 1933, a fim de que condenasse o calendário Gregoriano, tal como o tinham feito os três Concílios Pan-Ortodoxos do século XVI. Eles chamaram à Igreja Ortodoxa Grega a retornar ao tradicional calendário litúrgico a fim de evitar o cisma dentro da Grécia. Entretanto a continuidade das perseguições não fizeram mais que mostrar que a "abertura" da Hierarquia grega daquela época tinha mais compromisso político internacional que de uma genuína mudança para uma mentalidade mais aberta.

Com à perseguição liberada pelo Arcebispo Crisóstomo de Atenas, através da polícia e das autoridades do governo grego, 11 Bispos da Igreja Oficial Grega simpatizavam em segredo com os fiéis vétero-calendaristas, apoiando-os assim que podiam; entretanto esta solidariedade não era jamais expressa em forma aberta, posto que a maioria dos Bispos foram persuadidos por medo à perseguição e a perder o sustento econômico proveniente das arcas do Estado Grego.

Em Maio de 1935, algo mudou, os Metropolitas Germano de Demetrias, Crisóstomo de Florina e Crisóstomo de Zakynthos (que foi aceito pelos dois primeiros por meio da imposição de mãos, posto que tinha sido consagrado depois da mudança de calendário), anunciaram ao Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Grega que eles tomariam, em diante, o cuidado pastoral daqueles ortodoxos que continuavam fiéis ao antigo calendário na Grécia, e que conformariam um Sínodo para governar à Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia.

Os três Metropolitas que deixaram a Igreja Oficial, da esquerda para direita: Crisóstomo de Florina, Germano de Demetrias e Crisóstomo de Zakynthos

Em 13 de Maio de 1935, na presença de 25.000 fiéis, os Metropolitas Germano de Demetrias, Crisóstomo de Florina, e Crisóstomo de Zakynthos consagraram o primeiro de quatro novos bispos da Igreja Ortodoxa Tradicional na Grécia: Germano das Ilhas Ciclades, e dias mais tarde, Cristóforo de Megara, Policarpo de Diavlia, e Mateus, como bispo sufragâneo da Brestena.

Aqueles sete Bispos tiveram Germano de Demetrias como seu presidente, que tinha sido o segundo em dignidade após o Arcebispo Crisóstomo (Papadopoulos) de Atenas - da Igreja Ortodoxa Grega Oficial -, em tanto que Crisóstomo de Florina era o mais erudito e respeitado entre os Líderes da Igreja Oficial, e agora entre os da C.O.G. (Cristãos Ortodoxos Genuínos) - a Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia.

As ações e declarações do Sínodo de Bispos provocaram uma intensa reação tanto da Igreja Estatal Grega, como por parte das autoridades do governo; como resultado disto os sete Bispos foram imediatamente presos pelo governo, mercê à insistência do Arcebispo Crisóstomo de Atenas e deveriam comparecer diante de um tribunal eclesiástico no mês de Junho de 1935, sob os cargos de causar divisões e distúrbios por organizar "assembléias ilegais" e de mostrar desprezo pela única Igreja "canônica" e "legal". Durante este julgamento, o qual teve lugar na Catedral Metropolitana de Atenas, congregou-se uma grande multidão liderada por 40 sacerdotes e 70 monges, os quais cantaram na praça localizada a frente da Catedral o Cânon de Suplica à Mãe de Deus; e que peso o fato de que apesar da manifestação ser pacífica, eles foram atacados pela polícia, e dispersados violentamente; durante essa jornada de repressão foram feridas ao redor de 100 pessoas, entre as quais estava o futuro ArcebispoAuxêncio de Atenas e Toda a Grécia.

Polícia grega ataca os fiéis em frente à Catedral de Atenas

O resultado deste julgamento foi anunciado em 15 de Junho de 1935. Três dos Bispos: Germano de Demetrias, Crisóstomo de Florina, e Germano das Ilhas Cíclades, foram deportados, mas o Bispo Mateus da Brestena, devido a seu delicado estado de saúde, foi confinado em seu monastério; e os restantes Bispos: Crisóstomo de Zakynthos, Policarpo de Diavlia, e Cristóforo de Megara se retrataram e voltaram para a Igreja Estatal Grega.

Antes que os anteriormente citados Líderes fossem enviados a seus lugares de exílio ou detidos, eles enviaram a seus fiéis uma Encíclica Pastoral; devido a que os "novos calendaristas" rechaçaram finalizar o cisma e a reconhecer os Sacramentos e Ordens Sagradas do Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia - ou C.O.G. - (Cristãos Ortodoxos Genuínos). Era realmente curioso que em tanto que a Igreja Ortodoxa Grega Oficial reconhecia os Sacramentos e Ordens Sagradas dos Não-Ortodoxos, não o fizesse também, ao menos de modo oficial, com os Sacramentos emanados dos cristãos ortodoxos do Velho Calendário, que definitivamente pertenciam a seu próprio tronco Apostólico; é por esta razão que em reação o Santo Sínodo dos Vetero-calendaristas Gregos publicaram oficialmente através do mencionado documento que a "Igreja Oficial do Novo Calendário era cismática e que suas Sacramentos eram inválidos" apoiando-se simplesmente nas afirmações feitas por Crisóstomo Papadopoulos um ano antes de converter-se em Arcebispo de Atenas e impulsionar a mudança de calendário.

Por volta do final de 1935, com o encargo do posto de Primeiro-ministro de Jorge Kondylis, cessaram em parte as perseguições, já que este as encontrava politicamente embaraçosas; portanto, aos quatro Bispos foi permitido retornar a Atenas. Graças a esta resolução os Metropolitas Germano de Demetrias, Crisóstomo de Florina, Germano das Ilhas Cíclades, e o Bispo Mateus da Brestena, puderam constituir novamente o Sínodo da Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia. Em 1937, o Metropolita Crisóstomo de Florina envia por meio de uma carta pessoal ao Bispo Germano das Ilhas Cíclades, uma sensata mensagem onde deixa muito claro sua opinião sobre que em realidade a "Igreja Oficial Estatal da Grécia era potencialmente cismática"

É evidente que a carta do Metropolita Crisóstomo estava destinada a moderar a forma com que -especialmente nos primeiros anos - o tema se converteu em um complexo assunto de Estado. Era certo, por outro lado, que houve elementos contraditórios na disputa pelo calendário, o que causou uma considerável confusão entre os próprios vétero-calendaristas. A principal causa desta confusão era a ambivalência dos mesmos Bispos Gregos da Igreja Oficial. Para alguns ortodoxos tradicionais, a mudança de calendário não supunha diretamente uma mudança no plano doutrinal, embora violava sem lugar a dúvidas, sua unidade litúrgica. Sobre esta linha se apoiava uma Encíclica publicada anos antes, em 1920, pelo próprio Patriarcado Ecumênico, na qual se afirmava que uma mudança de calendário teria como objeto unicamente "entrar" em

uma aproximação com as denominações heterodoxas e seitas. Por outro lado, embora o Patriarcado de Constantinopla tenha reconhecido em sua célebre Encíclica de 1920 às denominações heterodoxas e seitas como "Igrejas de Cristo" e "Herdeiros do Povo de Deus" e a Igreja Grega Estatal tenha condenadoaos vetero-calendaristas em outra Encíclica de 1926, era evidente que muitos Bispos dentro de suas filas rechaçavam aquelas inovações teológicas e apoiavam os ensinos tradicionais da Igreja Ortodoxa; também era certo que embora muitos Líderes da Igreja Oficial respiraram a perseguição aos ortodoxos da Igreja Tradicional da Grécia, desprestigiando seus templos e inclusive a seu Santos Mistérios, outros no entanto, simpatizaram e ajudavam os vétero-calendaristas. Finalmente, já que os Concílios Pan-Ortodoxos do século XVI tinham posto sob anátema qualquer que pudesse introduzir mudanças no calendário e o "Pascalión" (método para determinar a data das Páscoas de cada ano) o qual tinha sido instituído nada menos que pelo Primeiro Concílio Ecumênico no ano 325, e pelo qual, eles admitiam, tinham estado ligado a todos os Ortodoxos.

Em vistas a esta situação sem precedentes, o Metropolita Crisóstomo de Florina, fez evidente que as coisas não estavam muito claras, e que portanto deveria "esperar para ver"; por este motivo, ele modificou e moderou sua posição original. O Metropolita Crisóstomo, acreditava que a situação imperante poderia melhorar, e apoiava suas esperanças em que se poderia convocar um Concílio Pan-Ortodoxo de todas as outras Igrejas locais (que antes não tinham participado) e que logo poderiam convir em condenar aquela inovação, e que, portanto o Patriarcado Ecumênico e a Igreja Grega poderiam retornar às posições tradicionais da Ortodoxia, e voltar para Calendário Juliano; também era inegável que alguns oficiais do governo, assim como alguns ministros prometeram ajuda ao Sínodo da Igreja Ortodoxa Tradicional ( ), mas os acontecimentos históricos posteriores demonstraram que as esperanças do Metropolita Crisóstomo eram vãs.

Metropolitas Crisóstomo de Florina, Germano de Demetrias e Germano das Cíclades, com clero e o povo na procissão da festa da Teofania, 1937

Em Novembro de 1937 o Metropolita Crisóstomo escreveu uma extensa carta pessoal ao Bispo Germano das Ilhas Cíclades; esta carta versava sobre o modo de recepção dos cristãos ortodoxos provenientes da Igreja Oficial; ambos, o Metropolita Crisóstomo e o Bispo Germano coincidiam na forma de fazê-lo; quer dizer, que eles deveriam ser

recebidos só por uma Confissão de Fé; entretanto o Bispo Germano havia agora trocado de parecer e estava de acordo com o Bispo Mateus da Brestena, o qual sustentava que todos os "novos calendaristas" deveriam ser recebidos por meio da Santa Crisma de acordo com uma estrita interpretação dos cânones que tratavam o tema do cisma, portanto a Graça tinha abandonado à Igreja Ortodoxa Grega Oficial. Entretanto o Metropolita Crisóstomo sentia que tal decisão deveria ser tomada por um Concílio Pan Ortodoxo onde todas as Igrejas Ortodoxas estivessem presentes. Em sua carta ao Bispo Germano, o Metropolita Crisóstomo da Florina foi bastante áspero em seu estilo.

É na verdade notável que nessa cartas o Metropolita Crisóstomo enfatiza que naquele ano de 1937, ele estava expressando sua "pessoal e completamente privada opinião" concernente ao status da Igreja Oficial do Novo Calendário.

Entretanto, o presidente do Sínodo da Igreja Ortodoxa Vétero Calendarista, o Metropolita Germano de Demetrias, estava de acordo com o ponto de vista de Crisóstomo de Florina, tanto que os Bispos Germano das Cíclades e Mateus da Brestena viram esta posição como uma traição; por este motivo eles se separaram dos Metropolitas Germano e Crisóstomo de Florina, e mais tarde, os Bispos Mateus e Germano das Cíclades se separaram cada qual para seu lado devido a outras controvérsias surgidas entre eles.

Como resultado destas divisões, os seguidores do Metropolita Crisóstomo de Florina (os quais eram majoritários) começaram a ser conhecidos como "Florinistas", e aqueles que seguiram ao Bispo Mateus ficaram conhecidos como "Mateístas"

Em 1943, durante a ocupação Nazista da Grécia, o Metropolita Germano de Demetrias faleceu, deixando sozinho o Metropolita Crisóstomo. Meses mais tarde, em 1944, os Bispos Cristóforos de Cristianopolis (antigo bispo de Megara) e Policarpo de Diavlia, ambos consagrados em 1935 pelos Metropolitas Crisóstomo de Florina, e o falecido Germano de Demetrias, se unem. Por outro lado, o Metropolita Germano das Ilhas Cíclades, reuniu-se novamente com o Metropolita Crisóstomo, vendo a possibilidade de resolver suas antigas diferenças. Estes acontecimentos pareceram confirmar um certo acordo entre os Bispos de como dirigia o Metropolita Crisóstomo, o assunto dos "Novo Calendaristas".

Metropolitas Germano de Demetrias e Crisóstomo de Florina

Entretanto, o Bispo Mateus, que agora se encontrava mas só do que nunca, não pôde encontrar nenhum outro bispo que compartilhasse seus pontos de vista; e por tal motivo, em clara violação ao primeiro Cânon Apostólico, ele consagrou com suas mãos, quatro novos Bispos em Agosto de 1948.

Bispo Mateus de Brestena

Os nomes e títulos daqueles Bispos foram: Espiridião de Trimithus, André de Patras, Demétrio da Tessalônica, e Calisto de Coríntios. Um daqueles Bispos, o santíssimo bispo Espiridão, passou os últimos anos de sua vida em reclusão, se recusando a celebrar como Bispo, posto que se encontrava arrependido de ter sido consagrado de forma tão não-canônica. Aquelas consagrações tão ilegítimas foram em detrimento do apoio outorgado aos mencionados Bispos, e muitos leigos, clérigos e monges abandonaram ao Bispo Mateus por suas ações não-canônicas, posto que, com muito bom tino, afirmavam que: "Como nós podemos censurar a outros por não seguir os Santos Cânones, quando nós mesmos violamos os cânones básicos concernentes à consagração de Bispos?". É importante lembrar que, o Bispo Mateus, um homem de

grande integridade pessoal, virtude, e ascetismo, tal como era admitido por todos, seguiu sua forma de proceder, iniciando deste modo a divisão entre "o Florinistas" e "Mateuítas" que se conserva até os dias de hoje.

Em Janeiro de 1950, o Metropolita Germano das Cíclades, que tinha sido detido por ordenar sacerdotes, foi posto em liberdade e se uniu novamente ao Sínodo da Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia, cujo presidente era o Metropolita Crisóstomo de Florina, isto deu grande alegria aos vétero-calendaristas gregos que viram reforçado seu Sínodo.

Os Mateuítas e Florinistas, entretanto, fizeram muitos intentos de reconciliação, mas estes foram infrutíferos. Stavros Karamitsos, um teólogo e autor do livro "Agonia no Jardim do Getsemaní", descreveu, em seu caráter de testemunha ocular, as duas ocasiões em que o Metropolita Crisóstomo de Florina pessoalmente tentou reunir-se com o Bispo Mateus; mas infelizmente em ambas as ocasiões a Abadessa do Convento de Keratea, incitada pelo arquipresbítero Eugênio Tombros, interveio a fim de impedir que o Metropolita Crisóstomo pudesse falar com o Bispo Mateo. Em Maio de 1950, quando o Bispo Mateus se encontrava em seu leito de morte, e tendo estado inconsciente por três dias, o Metropolita Crisóstomo se fez presente na Sede Central do Sínodo Mateuíta, e se aproximou ao lado de seu leito; estando ali Crisóstomo lhe perguntou em voz baixa "Meu santo irmão, como se sente?" E ante o olhar atônito dos presentes o Bispo Mateus recuperou sua consciência e abriu seus olhos, então disse ao Metropolita que tome assento e começou a sussurrar algumas coisas de modo desfalecente; foi nesse momento que entrou no quarto a Abadessa Maria do Convento de Keratea junto com outras monjas, e solicitou a todos os visitantes que se fossem. Poucos dias mais tarde, em 14 de Maio de 1950, o Bispo Mateus faleceu, e os dois Líderes nunca mais puderam reunir-se outra vez, ao menos nesta vida.

Em 26 de Maio de 1950 - logo depois de 26 anos da mudança de calendário – vendo que os "novos calendaristas" da Igreja Grega Oficial não mostravam sinais de querer mudar de direção face às demandas dirigidas pelo Santo Sínodo da Igreja Grega Oficial, o Metropolita Crisóstomo de Florina, e os outros Bispos vétero-calendaristas publicaram uma Encíclica na qual eles manifestavam que tinha chegado o tempo de aplicar mais estritamente os cânones referente ao tema cisma; portanto, de acordo com o primeiro cânon de São Basílio o Grande, os Mistérios da Igreja Oficial deveriam ser considerados inválidos e aqueles que pertencessem à Igreja Grega Estatal deveriam ser recebidos dentro dos C.O.G, por meio da Santa Crisma. A Encíclica foi assinada pelo Metropolita Crisóstomo de Florina, que presidia o Sínodo da Igreja Ortodoxa Tradicional Grega dos Genuínos Cristãos Ortodoxos, assim como o resto dos Bispos: o Metropolita Germano das Cíclades, Cristóforos de Cristianopolis (antigamente de Megara) e Policarpo de Diavlia.

Metropolitas Germano das Cíclades, Crisóstomo de Florina, Cristóforos de Cristianopolis e Policarpo da Diavlia

A reação do então Arcebispo Espiridião de Atenas (da Igreja Ortodoxa Oficial) não pediu por esperar. Este documento provocou a mais violenta perseguição à Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia que duraria cinco longos anos (1950-1955). "Em um memorando ao governo grego, o Arcebispo Espiridião Vlahos declarou que os Vetero-calendaristas eram mais perigosos para a nação que qualquer outra propaganda, e mais danosa que o Comunismo; e que o Movimento Vétero-Calendarista era uma vanguarda Pan-Eslava, como o era precisamente o Comunismo, e que também eram parte de um intento de eslavizar a Nação Grega; portanto se sugeria que o Estado abolisse toda sociedade Vétero-Calendarista, e equiparasse a este movimento à rebelião (traição), propondo que a polícia vigiasse e deportasse monges do Monte Athos, e que os batismos e bodas celebradas pelos Vétero-calendaristas não fossem reconhecidos como válidos pelo Estado. Deste modo, comparando os Vétero Calendarismo com o Comunismo, e identificando-o com o movimento Pan-Eslavo, o Arcebispo Espiridião de Atenas, jogava com os medos ao comunismo ainda muito presentes na memória daqueles gregos que padeceram a guerra civil dos anos 1945-49.

Em 3 de Janeiro de 1951, o Gabinete de Ministros do Governo Grego redigiu um decreto de perseguição aos Cristãos Ortodoxos Genuínos por parte do Estado.

Como conseqüência da perseguição desatada, as paróquias construídas pelos Vétero-calendaristas foram fechadas, confiscadas ou demolidas. Durante a sexta-feira Santa daquele ano, uma procissão foi disparada e o Epitáfios arrojado ao chão pela polícia, e os clérigos e monges foram levados a delegacia de polícia, e uma vez ali barbeados e despojados de seus hábitos. A Santa Mesa (Altar) foi derrubada e os Santos Mistérios profanados.

Em primeiro de Fevereiro de 1951, o Metropolita Crisóstomo de Florina foi descoberto, detido e exilado apesar de seus 82 anos de idade. O Metropolita Germano das Cíclades faleceu durante este período. As autoridades civis e eclesiásticas da Grécia rechaçaram a possibilidade de lhe dar um funeral cristão, nem sequer permitiram aos sacerdotes celebrar um Serviço a sua memória, assim ele teve que ser sepultado por leigos. Muitos sacerdotes que começaram o funeral foram presos. Em Fevereiro de 1954, os Metropolitas Cristóforos e Policarpo, desesperançados diante do futuro da Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia, e por causa de tais perseguições, novamente capitularam e retornaram à Igreja Oficial.

Metropolita Crisóstomo de Florina, preso em 1951

Como resultado destes desafortunados feitos, o Metropolita Crisóstomo permaneceu sozinho como única cabeça do numeroso grupo dos Cristãos Ortodoxos Genuínos até sua morte. Foram-lhe apresentados muitos candidatos ao episcopado; o Bispo Nikolai (Velimirovic) da Igreja Ortodoxa Sérvia, que residia nos Estados Unidos, ofereceu-lhe ajuda para consagrar novos Bispos; entretanto o Metropolita Crisóstomo se recusou a consagrar qualquer candidato. Em resposta aos pedidos de sua paróquia pela consagração de algum Bispo, ele ordenou que façam trato com os Bispos ordenados por Mateus e vejam com eles a forma de regularizar a situação de acordo ao estipulado pelos cânones.

Em 7 de Setembro de 1955, esgotado por uma vida de lutas, o Metropolita Crisóstomo de Florina dormiu na paz do Senhor. Deste modo, uma facção importante dos Vétero-Calendaristas voltara a ficar na mesma situação anterior a 1935, quer dizer: sem bispo. Provavelmente, este Líder tinha considerado que nenhum dos candidatos a ele apresentados estivessem em condições de conduzir no futuro à Igreja Ortodoxa Tradicional Grega.

Procissão para o local de sepultamento do Metropolita Germano das Cíclades. Por proibição das autoridades foi sepultado sem ofícios fúnebres.

Em 25 de Setembro de 1955, na Igreja Patriarcal de São Sabbas, em Alexandria, Egito, o Patriarca Cristóforo de Alexandria presidiu um Serviço de Defuntos pelo repouso da alma do Metropolita Crisóstomo de Florina. Três anos mais tarde, sua tumba no Convento da Dormição de Teotokos na Parnita, Ática, foi aberta e de seus restos emanava uma suave fragrância; sendo testemunhas disso os próprios trabalhadores que realizaram a tarefa.

Funeral do Metropolita Crisóstomo de Florina, de de Setembro de 1955

Como dissemos anteriormente, os paroquianos e clero da Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia, com a morte do Crisóstomo de Florina ficaram sem bispo, para isso se podem contar várias razões, mas uma foi a principal, e foram as consagrações episcopais não-canônicas realizadas pelo Bispo Mateus, posto que agora eles não podiam recorrer a seu Sínodo para lhes solicitar um Bispo. Naqueles tempos os assuntos da Igreja Ortodoxa Tradicional foram dirigidos por uma comissão eclesiástica de 12 membros. Alguns Bispos da Igreja Grega Oficial, como o Bispo Eulógio da Korytsa, simpatizava e ajudava os membros do Movimento velho-calendarista, entretanto não chegou a converter-se em Bispo deles. Em Novembro de 1958, o Patriarca de Alexandria, o Patriarca Cristóforo, intercedeu diante do Governo Grego e da Igreja Grega Oficial para regularizar a situação dos vétero-calendaristas, mas não teve êxito.

Em 1960, o Arquimandrita Acácio Pappas, viajou aos Estados Unidos a fim de solicitar à Igreja Ortodoxa Russa no Exílio a consagração de Bispos para a Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia; entretanto, o Metropolita Anastácio, conhecido por sua extrema cautela, preferiu não envolver-se nos assuntos dos gregos, nem fazer nada que incomodasse o Patriarcado Constantinopla, apesar disso, o Arcebispo Serafim de Chicago (que tinha sido tonsurado no Monte Athos, e conhecia bem o zelo deste Movimento) junto com o Bispo romeno Teófilo Ionescu (que naquele tempo se uniu ao Sínodo Russo no Exílio como Bispo de Detroit) estiveram de acordo em consagrar o Arquimandrita Acácio ao episcopado, dando-lhe o título de "Bispo de Talantion".

Devido a esta consagração Ter sido realizada sem a autorização, ou sem o conhecimento do naquele tempo Metropolita Anastácio; nem o Arcebispo Serafim de

Chicago, nem o Bispo Romeno Teófilo puderam emitir um certificado de consagração episcopal, devido a estas circunstâncias o Arcebispo Acácio nunca pôde revelar o nome de seus consagrantes, deixando sobre ele um pesado manto de suspeitas e investigação.

Bispo Acácio Pappas

Dois anos mais tarde, em 1962, o Arcebispo Leôncio do Chile da Igreja Ortodoxa Russa no Exílio viajou à Grécia, e uma vez ali junto com o Arcebispo Acácio Pappas consagraram Parta das Cíclades,Auxêncio de Gardikion, e Crisóstomo de Magnésia. Estas consagrações foram realizadas sem o conhecimento ou bênção do Sínodo da Igreja Ortodoxa Russa no Exílio. Tempo mais tarde, o Arquimandrita Acácio, (sobrinho do Arcebispo Akakios) foi consagrado para a Diocese de Diavlia, e o Arquimandrita Gerontios foi consagrado bispo em Salamis.

Bispo romeno Teófilo Ionescu

O antes mencionado ArquimandritaAuxêncio - igual a muitos outros Hieromonges que tinham sido partidários do Bispo Mateus de Brestena - abandonou o Sínodo de Bispos Mateuítas em protesto pela irregulares consagrações episcopais que lhes deram

origem. A situação em troca tinha variado substancialmente dentro do Movimento Vétero Calendarista do ramo Florinista, posto que agora podiam felicitar-se por contar com um Sínodo de seis Bispos validamente consagrados presididos pelo Arcebispo Acácio Pappas. Em 6 de Dezembro de 1963, entretanto ocorre a primeira baixa do Sínodo, posto que o Metropolita Partenios das Cíclades adormeceu na paz do Senhor, dias mais tarde o seguiria o mesmo Arcebispo Acácio. O BispoAuxêncio de Gardikion foi elevado, então, ao Trono de Atenas e Toda a Grécia pela Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia.

Arcebispo Leôncio do Chile

Como resultado destes acontecimentos, o Sínodo de Bispos Mateuítas, agora condenava a suposta natureza não-canônica das consagrações dos Bispos Florinistas. Cada grupo criticava ao outro por não observar os Santos Cânones, enquanto ao mesmo tempo ambos os lados justificavam suas próprias consagrações com o mesmo argumento: "o uso da economia". Se em princípio um tenta ser objetivo, deverá reconhecer que ambos os lados tiveram certas defecções em suas consagrações episcopais, entretanto a defecção dos Bispos Florinistas era muito mais leve que a dos Bispos Mateuítas, os quais violavam o primeiro dos Cânones Apostólicos.

Para pôr fim a todas estas controvérsias, as quais já transcendiam as fronteiras da Grécia, o ArcebispoAuxêncio de Atenas e Toda a Grécia solicitou, no ano 1969, ao Metropolita Filareto (memória eterna) da Igreja Russa no Exílio que ratificasse a validade das Ordens Episcopais outorgadas por Bispos de sua Jurisdição. O Metropolita Filareto, então, apresentou a petição da Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia, a seu Santo Sínodo, onde a questão foi debatida.

Metropolita Filareto e ArcebispoAuxêncio

Em 18 de Dezembro de 1969, o Metropolita Filareto, junto com todo o Sínodo da Igreja Ortodoxa Russa no Exílio, ratificou e reconheceu oficial e canonicamente as consagrações episcopais outorgadas à Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia (florinistas), considerando à mencionada Jurisdição como plena de direitos, assim como também uma Igreja Irmã, entrando em comunhão plena com ela.

Outra objeção, viria tempo mais tarde, por parte de alguns membros da Igreja Ortodoxa Oficial da Grécia, posto que como alguns deles manifestariam: "A consagração dos Bispos Ortodoxos Genuínos da Grécia foram realizadas por Bispos da América, uma ação que está proibida pelos Cânones" dado que: "O Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Grega proíbe a consagração de um Bispo ou qualquer outro clérigo para a Igreja do Chipre, Creta, Sérvia, Bulgária, etc". A resposta que se dá do vétero-calendarismo a este dilema é o seguinte: "Nós estamos de acordo que isto está realmente proibido quanto a Igreja de Creta, Chipre, Sérvia, Bulgária, etc, são consideradas Ortodoxas em todos seus aspectos", por onde, se houver disputas sobre este tema, as consagrações deverão ser consideradas válidas, apesar de que tenham sido realizadas por bispos de outra Jurisdição.

ArcebispoAuxêncio de Atenas

O ArcebispoAuxêncio, um homem de reconhecida santidade e capacidade de governo, regeu os destinos da Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia por 31 anos, até sua morte em 4 de Novembro de 1994. Durante sua gestão, o vétero-calendarismo contou com mais de 100 Monastérios na Grécia, entrou em comunhão com a Igreja Ortodoxa Russa no Exílio, estendeu-se além pela Romênia, Bulgária, Europa Ocidental e América. Seja a sua Memória Eterna!!!

ArcebispoAuxêncio de Atenas horas após sua morte, em 4 de Novembro de 1994

Seu sucessor Arcebispo Máximo de Atenas, durante as exéquias do ArcebispoAuxêncio

BALANÇO E FUTURO DO VETERO-CALENDARISMO

Por Arquimandrita Gorazd

Tradução do espanhol por Pedro Ravzzano

Dentro de alguns meses, celebraremos o 70 aniversário da conformação do primeiro Sínodo Vétero-Calendarista na Grécia (no ano 1935), e muita água correu sob a ponte da história.

Acredito que logo depois de tantos anos estamos em condições de fazer um balanço bastante objetivo a respeito de quais foram as luzes e sombras do Movimento Vétero-Calendarista dentro do conceito da Ortodoxia contemporânea.

Sem dúvida alguma, o Patriarca Ecumênico Meletios IV (Metaxakis), foi um personagem bastante triste para a História da Igreja, hoje em dia, sua gestão à frente da principal Sé da Igreja Ortodoxa, é bastante questionada tanto pelos setores mais tradicionais da Ortodoxia, como também pelos mais progressistas. Às vezes, confesso, me causa pena o destino deste homem, o qual parece ser sem dúvidas: - a solidão.

Embora seja provável que muitos dos que leiam estas linhas não simpatizem com o Movimento Vétero-Calendarista, devem reconhecer que, embora pôde errar em algumas apreciações iniciais, o Movimento como tal, serve de dique para conter toda uma série de inovações teológicas, eclesiásticas e litúrgicas que os discípulos intelectuais de Metaxakis teriam levado a cabo caso não existisse esta resistência ferrenha. Possivelmente a Ortodoxia deve ao Vétero-Calendarismo Grego a conservação do "Pascalion", (método que se usa para determinar a data anual da Páscoa), assim como das Datas das Grandes Festas, como por exemplo: Natal; posto

que o Patriarca Metaxakis, assim como seus seguidores, tentaram fazer coincidir com o Calendário das Igrejas Ocidentais; posto que muitos intelectuais e políticos gregos, influídos pela maçonaria, o protestantismo, e por um certo afã de integração política internacional, planejaram impor uma ocidentalização forçada da cultura grega. Também o vétero-calendarismo, ao ser um Movimento integrado majoritariamente por monges, impediu a concretização de três metas fixadas pelo Metaxakis, 1- O desmantelamento da forma de vida monástica e a modificação de seus Serviços Litúrgicos, 2- O casamento dos Bispos, e as segundas núpcias de sacerdotes (tal como já acontecia dentro da Igreja Ortodoxa Viva na Rússia) e 3- Uma formação mais secular do clero fora dos Monastérios. Estas medidas se fossem levadas a cabo, teriam mudado radicalmente o destino da Ortodoxia tal qual hoje a conhecemos.

Entretanto, a pior herança do Patriarca Meletios IV, (o qual foi uma versão mas bem-sucedida e rediviva de seu longínquo antecessor, o Patriarca Cirilo Lucaris) possivelmente não tenha sido tanto a mudança de Calendário, posto que não pôde obter seu objetivo principal - que era a mudança da Celebração da Páscoa e das Grandes Festas ao Calendário Gregoriano- tarefa que nenhum de seus sucessores tentou prosseguir, mas sim seu imperialismo eclesiástico, (possivelmente ressaibo de sua influência maçônica inglesa) o qual até o dia de hoje gera conflitos dentro da Igreja Ortodoxa, e ao que nenhum de seus sucessores pretendeu jamais renunciar.

Como todos bem sabemos, o Patriarca Meletios, idealizou sua teoria de Jurisdição sobre toda a diáspora, teoria desconhecida até de seu patriarcado, o qual sentou as bases canônicas para o futuro estabelecimento de um papismo oriental. Isto, a julgar pelo correr destas últimas sete décadas, envenenou a vida da Igreja muito mais que a mudança de calendário. Possivelmente, os vétero-calendaristas dos primeiros anos deram pouca atenção a este frente de conflito, que sem dúvida- por ser mais sutil – gerou mais danos para a Igreja, do que mudança parcial de Calendário.

É preciso esclarecer que não me parece irrelevante a mudança de Calendário, e mais, acredito que nesse campo, o Movimento Vétero Calendarista, obteve uma vitória embora seja parcial, ao evitar a mudança no Pascalion (embora não pôde evitar que se vulnere a Unidade Litúrgica da Igreja). Em troca onde não se pôde fazer muito é no âmbito da gestão imperial do Phanar com relação à diáspora, o qual entorpece - inclusive nos presentes dias - a pregação do Evangelho, que é nossa missão essencial como Igreja.

Cabe mencionar, que na atualidade, os mais importantes Sínodos Velho Calendaristas, reconhecem a Graça Sacramental das Igrejas Ortodoxas Oficiais, como de fato, o resto das Jurisdições Oficiais reconhecem a Graça Sacramental de certos Sínodos Vetero-calendaristas. Isto não deixa de ser um estímulo para recuperar a unidade de critérios perdida durante os tumultuosos anos de começos do século XX.

Devemos afirmar, que a posição de Constantinopla sobre o Calendário Juliano, também sofreu nos últimos 70 anos, alguma modificação; - sobre tudo na década dos 90 - É preciso assinalar que o próprio Patriarcado Ecumênico tomou sob seu amparo canônico as distintas Jurisdições Ortodoxas que seguem fiéis ao velho calendário, como a Igreja Ucraniana no Canadá, ou a Igreja Ortodoxa Ucraniana no EUA (1990 e 1995 respectivamente); também tomou sob seu amparo a um Monastério Ortodoxo Grego vétero-calendarista na costa leste dos Estados Unidos.

Devemos reconhecer que a realidade da Ortodoxia hoje é bastante menos dramática que a que imaginaram nossos primeiros Bispos, as Igrejas Ortodoxas Oficiais, embora

cometendo certos deslizes, jamais caíram totalmente na heresia; de todo o modo, convém assinalar, que em nenhuma Encíclica da Igreja Ortodoxa Tradicional trata a Igreja Ortodoxa Grega como herética, mas sim como cismática. Este detalhe abre as portas para algum tipo de aproximação em um futuro.

Também há razões válidas para sermos cautelosamente otimistas, finalmente, nestes últimos tempos, inclusive os setores mais ecumenistas tanto do Patriarcado Ecumênico, como do Patriarcado de Moscou, desencantaram-se – à mercê de suas próprias experiências - do Conselho Mundial das Igrejas, no qual depositavam ingenuamente grandes esperanças como marco para desenvolver diálogos teológicos produtivos. Depois de várias décadas de permanência em dito corpo, a Igreja Ortodoxa não obteve nenhum sucesso na divulgação da Verdade..

O começo do século XXI, pareceria ser para nós - os ortodoxos -, muito mais auspicioso que o começo do século XX, faz alguns meses, em Novembro do ano 2003, membros do Patriarcado de Moscou mantiveram reuniões com seus pares da Igreja Ortodoxa Russa no Exílio, a fim de estudar a possibilidade de entrar em Comunhão plena. Conforme transcendidos, o principal problema seria o enquadramento canônico que daria a esta nova situação; também dentro do Exarcado Russo da Europa Ocidental, há setores que propunham deixar de lado o amparo Canônico de Constantinopla, para passar a depender novamente de Moscou.

Como pode observar-se, há uma certa tendência a deixar velhas diferenças do passado a fim de construir um futuro comum. Possivelmente, e digo tão só possivelmente, com o correr dos anos, alguns Sínodos do Velho Calendário, persuadidos já de que o perigo das separações litúrgicas e doutrinais passaram, se reúnam novamente à Igreja Ortodoxa Grega Oficial, embora conservando, como é óbvio, o velho calendário. No atual ano (2004), o Arcebispo Cristoudolos de Atenas, começou a dar os primeiros passos neste sentido.

LUZES E SOMBRAS DO MOVIMENTO VETERO-CALENDARISTA

Como já explicamos anteriormente, a principal contribuição do Vétero-Calendarismo à Ortodoxia, foi sem lugar a dúvidas, a conservação de seu "Pascalion" e da manutenção das datas originais das Grandes Festas, o que redundou em benefício da Unidade Litúrgica da Igreja Ortodoxa. É muito provável que sem a pressão exercida pelo Vétero-Calendarismo, os Bispos mais moderados do Patriarcado Ecumênico, assim como os da Igreja Ortodoxa Grega Oficial, encontraram-se sem muita margem de ação para evitar mais inovações da asa reformista de seus próprios Sínodos; é portanto um mérito da Igreja Ortodoxa Tradicional da Grécia, evitar a consecução de novas e maiores mudanças dentro da Igreja Ortodoxa Grega Estatal, e inclusive, dentro do mesmo Patriarcado Ecumênico.

Se tivesse prosperado a mudança de Calendário, tal qual o desejava o Patriarca Meletios IV, as conseqüências para a Igreja Ortodoxa teriam sido muito distintas ao que finalmente foram, já que provavelmente grande parte das outras Igrejas Ortodoxas Locais - mas precisamente as Eslavas e as do Oriente Médio - nunca teriam aceitado uma mudança de datas na celebração das Páscoas, rompendo-se deste modo irreparavelmente a Unidade Litúrgica e Eclesiástica da Igreja Ortodoxa. Por tal motivo, podemos chegar a sustentar, que paradoxalmente a criação dos Sínodos Vétero-Calendaristas, evitaram tragédias maiores para a Unidade da Igreja.

Outro aspecto positivo do Movimento Vétero-Calendarista, foi possivelmente o mais impensado, e é que embora pareça incrível, liberou à Ortodoxia de uma certa tendência à homogeneidade étnica, sobre tudo em sua segunda etapa, quer dizer, durante as décadas posteriores aos anos 60.

Os Vétero-Calendaristas primitivos, possivelmente nunca pensaram em estender-se fora da Grécia, mas as contínuas perseguições liberadas contra eles em seu país de origem, fizeram-nos entrar em contato com outros ortodoxos da diáspora, lhes abrindo não só as portas à aquisição de um episcopado canônico, mas também o de um campo pastoral que eles nunca imaginaram. Como produto disto, a Igreja Ortodoxa Tradicional, estendeu-se não só pelos Bálcãs (Bulgária e Romênia), mas sim o fez pela Europa Ocidental, África Central, e América.

Como conseqüência desta abertura pastoral desenvolvida pelos Vétero-Calendaristas, muito em breve seus Sínodos adquiriram uma marcada tintura multiétnica; nesse contexto se produz a consagração por parte das mãos do Ar.Auxêncio de Atenas, de Dom Gabriel de Portugal, o qual se converteu no primeiro Bispo latino ocidental da Igreja Ortodoxa Tradicional, logo lhe seguiria o Bispo Tiago de Coimbra, e mais tarde o Metropolita Eulógio de Milão (alemão).

O ArcebispoAuxêncio de Atenas (memória eterna), mostrou-se muito propício para a instauração de Igrejas Locais no Ocidente, concedendo, no ano 1984, um Tomo de Autonomia à Metrópoles Ortodoxa da Europa Ocidental e das Américas, a qual naquele tempo estava governada por Dom Gabriel de Portugal; logo este Líder se uniu à Igreja Ortodoxa da Polônia, dando origem à Província Eclesiástica de Portugal, Espanha e Brasil, a qual contou, em um passado recente com numerosos fiéis, além de monastérios e paróquias.

Na atualidade, entre os sobrenomes dos Bispos Velho Calendaristas, não surpreende que os tenha origem espanhola, italiana, portuguesa, alemã ou inglesa; já que os vetero-calendaristas, tiveram a grande virtude de fazer da ortodoxia, algo acessível aos cristãos ocidentais, das mais diversas origens étnicas.

Mas, como em todo balanço, terá que reconhecer também saldos negativos dentro do Vétero calendarismo. Um dos principais problemas que sofreu o Movimento Vétero-Calendarista desde sua origem, é uma certa tendência a ter opiniões diferentes sobre um mesmo tema, e por onde, há uma propensão ao cisma.

Devido possivelmente, a um espírito generoso entre seus Líderes, que não economizaram esforço algum na propagação da Fé Ortodoxa, foram consagrados ao Episcopado alguns homens que, em seu zelo pela tradição, caíram sem pretendê-lo, em posições realmente extremistas. Outros em troca aproveitaram a generosidade apostólica destes Santos líderes, com o fim de se promoverem, acabaram por trincar a credibilidade de todo Movimento. Estes "bispos" foram responsáveis pela criação de numerosos Sínodos, os quais se converteram com o tempo, em uma versão bizantina e post-moderna do Sedevacantismo, ou (para expressá-lo ainda mais corretamente) em uma sorte do Vagantismo Oriental.

Muitos dos Sínodos vetero-calendaristas atuais, não têm razão de ser, posto que não se diferenciam em posição teológica ou litúrgica alguma de seus pares de outros Sínodos, exceto, pelo gosto da pompa episcopal. Nossas Metrópoles Ortodoxa da Europa Ocidental e as Américas, em troca, possui uma clara missão eclesiástica a qual

a distingue do resto das Jurisdições, e que é precisamente a de pregar a Fé Ortodoxa no Ocidente; nem tanto entre os cristãos, a não ser entre os agnósticos e ateus presentes no território na qual ela desempenha sua missão evangelizadora.

Não quero concluir este artigo, sem transmitir uma mensagem de esperança frente ao futuro da Ortodoxia. Acredito que desde finais do século XX, vivemos um período de busca de um destino comum como Igreja. As diferenças são muitas, e não se trata de dissimular, mas sim das assumir com caridade e uma profunda Fé escatológica.

Pequenos passos para a Unidade da Igreja, deram-se timidamente durante as últimas três décadas, possivelmente o primeiro em importância histórica, foi o levantamento dos anátemas do Patriarcado de Moscou, em 1971, para os vétero-crentes russos (Popovtsy). Também, durante a década passada, o Patriarcado Ecumênico tomou o cuidado pastoral de Jurisdições que utilizam o velho calendário, como a Igreja Ucraniana no EUA e Diáspora, e inclusive, em Maio do ano 1998, o do Monastério Vétero-Calendarista Grego de São Irene Chrysovalantou, nos EUA, junto com seis paróquias dependentes dele. Seus dois fundadores foram re-consagrados (*) bispos pelo Patriarcado Ecumênico com os títulos da Metropolita Paisios de Tyana e de Bispo Vikentios de Apameia. Tanto o Monastério como suas dependências foram autorizadas a conservar o uso do Calendário Juliano. Também, para finais da década do 80, o fundador de nossas Metrópoles Ortodoxa Autônoma da Europa Ocidental e das Américas, Vladika Gabriel de Portugal, constituiu a primeira Jurisdição Canônica (Metrópoles de Portugal, Espanha e Brasil) de origem vétero-calendarista grega, e o fez sob o amparo canônico da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia. Tanto Vladika Gabriel como os bispos portugueses ordenados por ele, foram aceitos sem necessidade de ré-consagração alguma. Também durante o ano 2001, os outrora Bispos vétero-calendaristas Vladikas Lázaro e Barlaão (ambos ordenados pelo Metropolita Eulógio), integraram-se ao Sínodo da Igreja Ortodoxa na América (OCA), sem ser reconsagrados.

Infelizmente não são todas boas notícias, a situação no berço da ortodoxia eslava (Ucrânia), é muito complexa, a ereção de um Patriarcado no Kiev representa um grave problema para a Igreja Ortodoxa, porque sua falta de reconhecimento oficial, implica deixar a milhões de ortodoxos ucranianos isolados do resto do Mundo da Ortodoxia, outro tanto sofrem os cristãos membros da Igreja Ortodoxa da Macedônia, ou os da Igreja de Montenegro, posso citar algumas das mais numerosas e com claro reconhecimento de seus Estados de origem; mas em que pese a tudo, como um cristão está obrigado a ser otimista e em confiar na Divina Providência, para poder exclamar em nossa oração as palavras gozosas com que São João fecha o Texto do Apocalipse:

"Aquele que atesta estas coisas diz: venho muito em breve! Amém! Vem Senhor Jesus! Que a Graça do Senhor Jesus esteja com todos. Amem" (Apocalipse 22.20-21)

Vem, Senhor Jesus!

(*) Realmente são estranhos os casos de ré-consagrações de Bispos Vétero-Calendaristas, mas esta decisão obedece mais a uma questão disciplinadora que canônica, posto que como Constantinopla os considera rebeldes, precisa fazer valer sua autoridade através da ré-consagração de ditos Bispos; se não fosse feito teria que admitir a licitude de dito Movimento dentro da Ortodoxia Helênica, coisa que em virtude dos enfrentamentos (inclusive atualmente) mantém o Patriarcado Ecumênico com os numerosos monges vétero-calendaristas dentro do próprio Monte Athos, sendo disciplinadamente e eclesiológicamente inaceitável.




Igreja Ortodoxa da Diáspora e Grécia  de G.O.C.'s do Brasil  sob Santo Sínodo Metropolitano do Calendário Patrístico de G.O.C.'s da Igreja de Hellas, * Rua 15, Nº 15 * Conjunto Industrial * Maracanaú - Ceará - Brasil CEP *. 61925-330. SEC. (85) 8618-1263; (85)3014-1911




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