Nossa Posição Sobre

Homossexualismo

(Pronunciamento feito no Fórum Convencional promovido pelo 5º ELAD - ENCONTRO DE LÍDERES DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS. Rio de Janeiro, 23 a 26 de agosto de 1999.)

Introdução

Parecer sobre hermafroditismo para discussão no ELAD (Encontro de Líderes das Assembléias de Deus) a ser realizado nos dias 24 - 27 de agosto de 1999, na sede da CGADB, localizada à Estrada Vicente de Carvalho, 1085, Rio de Janeiro, RJ.

I. O que é Hermafroditismo?

A Bíblia silencia totalmente sobre o assunto e nada existe na literatura evangélica sobre essa questão, talvez por ser algo muito raro. Na literatura grega era muito comum, por causa do mito grego, Hermafroditos, "filho de Hermes e Afrodite, amado de Salmacis, a ninfa das fontes onde ele se banhava.

Ele repeliu as tentativas de envolvimento de Salmacis, mas esta o enlaçou num abraço apertado e suplicou aos deuses que transformassem as duas criaturas num corpo único. Os deuses ouviram a súplica, e daí proveio a palavra "hermafrodita" para uma pessoa combinando ambos os sexos num corpo único" (HARVEY, Paul. Dicionário Oxford de Literatura Clássica Grega e Latina, Jorge Zahar Editor, Rio, 1987, p. 268).

Como os mitos gregos são o resultado da atuação de uma imaginação ingênua sobre os fatos da experiência tentando explicar os fenômenos naturais (Op. cit., p. 345), talvez isso seja uma tentativa para explicar a origem dos que hoje são chamados hermafroditas.

A Enciclopédia Barsa diz:

Na mitologia grega, Hermafrodite era um jovem, filho de Hermes e Afrodite, que os deuses transformaram em um ser metade homem, metade mulher, a pedido de uma ninfa, que a ele queria ficar ligada para sempre.

Hermafroditismo é a condição do indivíduo que possui órgãos reprodutores tanto femininos quanto masculinos. Plantas hermafroditas (como a maior parte das plantas que dão flores) são chamadas monécias ou bissexuais. Animais hermafroditas, principalmente invertebrados, como minhocas, lesmas, caracóis, briozoários e trematódeos, são normalmente parasitas, de movimentos vagarosos, ou estão permanentemente ligados a outro animal ou planta.

Nos seres humanos, o hermafroditismo é uma anomalia sexual rara, em que existem gônadas de ambos os sexos. A genitália pode ter características dos dois sexos, e os cromossomos apresentam mosaicismo masculino-feminino -- existência tanto dos pares de cromossomos masculinos XY quanto dos femininos XX.

Nos casos de hermafroditismo humano, a escolha do sexo deve ser feita por ocasião do nascimento, de acordo com o órgão sexual que predomina externamente, por meio de uma cirurgia para remover as gônadas do sexo oposto. A genitália remanescente é então reconstruída, para aparentar a do sexo escolhido.

Indivíduos com aparência externa de um sexo mas constituição cromossômica e órgãos reprodutores do sexo oposto são exemplos de pseudo-hermafroditismo. Nos seres humanos nessa condição, o indivíduo tem um único sexo cromossômico e gonádico e características de ambos os sexos na genitália externa, o que gera dúvida com relação ao seu verdadeiro sexo.

No pseudo-hermafroditismo feminino, o indivíduo tem ovários, mas apresenta características sexuais secundárias ou genitália externa com aparência masculina. Se a condição for identificada no nascimento, a criança pode ser criada como menina, com um mínimo de reajustamento social. Pode-se utilizar certos corticosteróides para evitar o desenvolvimento posterior da condição, e a cirurgia para corrigir defeitos genitais residuais.

No pseudo-hermafroditismo masculino, o indivíduo possui testículos, mas as características sexuais secundárias ou a genitália externa têm aparência feminina. O distúrbio é identificado na puberdade, pela falta de menstruação. O tipo mais comum é o da feminização testicular, que ocorre quando os órgãos genitais são femininos e as características sexuais secundárias do sexo feminino aparecem na puberdade, mas o padrão cromossômico é masculino. Nesse caso, a criança é criada como menina. Outras formas de pseudo-hermafroditismo podem ser alteradas para transformar o indivíduo num homem completo, e ser criado como menino.

Como a Bíblia nada fala sobre o assunto e o hermafroditismo, nesse contexto, é um problema de nascimento que pode ser corrigido depois com recursos da medicina, não há nisso problema de ordem moral. O hermafrodita tem uma inclinação para um lado, masculino ou feminino, nunca os dois. Sabendo, pois qual essa tendência, nela é feita o tratamento, e a identidade sexual dessa pessoa pode ser reconstituída. Não se trata, portanto, de uma sexualidade artificial ou de mudança de sexo, mas de uma pessoa que nasceu com deformidade física que a medicina corrigiu.

II. O que é Homossexualismo?

Não confundir o hermafrodita com o homossexual que resolveu mudar de sexo. Homossexualismo se define como "atração erótica entre pessoas do mesmo sexo" (BENNER, David G. Baker Encyclopedia of Psychology, Baker Book House, Grand Rapids, Michigan, USA, 1987, p. 519). A Bíblia chama tal prática de pecado abominável (Lv 18.22).

O homossexualismo é condenado pela Bíblia, é pecado abominável aos olhos de Deus (Lv 18.22). A Bíblia chama tal prática de prostituição, porneia, no grego (Jd 7). A Palavra de Deus diz de maneira direta e explícita que os "sodomitas e os efeminados", expressão bíblica para designar "homossexuais", não herdarão o reino de Deus "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus" (1 Co 6.9, 10). Visto que aqueles que se prostituem também não herdarão o Reino de Deus (Gl 5.19-21; Ap 22.15), tal prática não pode ser reconhecida pela Igreja, e nem permanecer no seu rol de membros (1 Co 5.5).

A palavra grega usada para "prostituição" é porneia, e significa: "relação sexual ilícita", Liddell & Scott, Greek-English Lexicon.[i] Joseph Henry Thayer, A Greek-English Lexicon of the New Testament,[ii] W. E. Vine.[iii] Diz A. T. Robertson diz: "O termo porneia se emprega em ocasiões (At 15.20,29) de tal tipo de pecado em geral, e não meramente dos solteiros, ainda que moicheia seja tecnicamente adultério por parte de casados (Mc 7.21)".[iv]

Gerhard Kittel e Gerhard Friedrich admitem que "porneia" em Mt 5.32 diz respeito ao adultério, "se refere à relação sexual extra-marital por parte da esposa".[v]
A. Bailly, em seu dicionário, diz que significa "prostituição" e "adultério".[vi]
Horst Balz e Gerhard Schneider declaram: "Significa 'prostituição, incastidade, fornicação', e é usado para "todo o tipo de relação sexual ilícita" ... Quando usado para infidelidade sexual por parte de uma mulher casada, significa 'adultério', o qual é normamente referido com moixe¿uw, moixei¿a ktl. Pornei¿a e moixei¿a freqüentemente estão próximas uma da outra". [vii]

William F. Arndt e F. Wilbur Gingrich assim definem o termo: "Prostituição, incastidade, fornicação de todo o tipo de relação sexual ilícita".[viii]
Resumindo, o substantivo grego, porne…a (porneia), aparece 26 no Novo Testamento. É um derivado de porn» (porne), usado para "prostituta", na literatura grega e também na LXX. Essa palavra, aos poucos, foi ganhando o sentido de adultério.

É usado na LXX para traduzir o hebraico zaná em Nm 25.1, Os 2.4-5. Na maioria das vezes quer dizer "prostituição, fornicação, incastidade, qualquer tipo relação sexual ilícita". Também se aplica a sodomia. A prostituição inclui o pecado do homossexualismo. Paulo usou essa palavra para se referir ao incesto do enteado com a madrasta (1 Co 5.1-3).

O vocábulo "fornicação" vem do latim "fornix" que significa "abóbada, arco". Diz Ernesto Faria: "Compartimento em forma de abóbada em que vivia a gente de baixa condição e, especialmente, as prostitutas, lupanar".[ix] A partir daí, o referido vocábulo foi ganhando o sentido de "prostituição". Jerônimo usou o termo "fornicatione" para traduzir do grego "porneia". Eis a razão porque em nossas versões, às vezes, traduzem tal palavra por "fornicação".

O homossexualismo, à luz da Bíblia, é uma perversão sexual. A idolatria leva o homem à imoralidade . Em Romanos 1.24-27 o apóstolo Paulo inclui como conseqüência da apostasia generalizada no mundo gentio, descrita nessa passagem paulina, o homossexualismo, tanto masculino como feminino. Há sete passagens bíblicas que fazem menção do homossexualismo, e todas condenando ou mostrando tal prática como algo pecaminoso e, portanto, negativo (Gn 19.1-11; Lv 18.22; 20.13; Jz 19.22-25; Rm 1.25-27; 1 Co 6.9, 10; 1 Tm 1.9, 10). À medida que o tempo vai passando a sociedade vai se tornando cada vez mais permissiva e os homens vão se afastando cada vez mais de Deus. Para nossa perplexidade há pseudocristãos alegando que tais práticas como coisa natural.

Há até quem use a passagem de 1 Samuel 18.1-4 para justificar tais práticas, dizendo que Davi praticava a mesma coisa com Jônatas. Essa interpretação é uma camisa-de-fora, pois a Bíblia diz que Davi era heterossexual, sentiu atração por Batseba, tinha várias mulheres e filhos e acima de tudo, o ósculo era praticado no antigo Oriente Médio, como se usa fazer ainda hoje.

O apóstolo Paulo declara que “Deus os entregou às paixões infames”, porque não reconheceram a Deus. Considera, ainda, tais práticas como “torpeza”..., uso desnatural, “contrário à natureza”. Diz em outro lugar que os tais não herdarão o reino de Deus (1 Co 6.9, 10; Gl 5.19-21).

Satanás é o principal promotor da prostituição. Desde os tempos do Velho Testamento que a sodomia e outras formas de prostituição estiveram ligadas ao culto pagão. Os pagãos praticavam nesses rituais o que se chama “prostituição sagrada”. Ainda hoje pode ser visto que o maior número de homossexuais está nos cultos afro-brasileiros. Essas práticas são comuns nos cultos satânicos, pois o objetivo do diabo é perverter a ordem natural das coisas. Tudo o que é perversão é uma afronta a Deus (Is 5.20, 21).

III. Qual a Posição da Igreja sobre o Assunto?

Nem tudo está perdido para os homossexuais. Temos muitos testemunhos sobre a libertação deles pelo poder de Jesus Cristo, e hoje estão servindo a Deus, já casados, constituindo família. O apóstolo Paulo afirma que alguns sodomitas e efeminados de Corinto foram libertos e serviam a Deus na igreja: "E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus" (1 Co 6.11).

Quando se trata de homossexuais que optaram por mudança de sexo, que a mídia chama de "transformista", a situação se complica. O tal nasceu homem e resolveu tornar-se "mulher" através de cirurgias, hormônios e aplicação de silicone e outros recursos. À luz da Bíblia continua, essas mudanças não fazem dele uma "mulher". A Bíblia diz que Deus criou "macho e fêmea" (Gn 1.27). A sociedade é quem faz do macho homem e da fêmea mulher. Por isso que o pai é o referencial para o menino e a mãe o referencial para a menina. O comportamento estabelecido para o homem e para a mulher, respeitado em geral pela sociedade, vem da Palavra de Deus. As normas de conduta estão na Bíblia. O homossexual, tanto masculino como feminino, abandonou esse comportamento, desviando-se assim não só da Palavra de Deus, como também dos padrões sociais.

Quando essas pessoas vêm para a igreja como fica a situação delas? Se realmente querem se tornar crentes em Jesus, e não meramente freqüentador de igrejas, assumindo compromissos com Deus e com a igreja, precisam reconstituir sua identidade original. Como é difícil, ou talvez, impossível outro tratamento para resgatar essa identidade natural, significa que deve assumir a condição de eunuco, pois, embora com a aparência física e trejeitos femininos continuam sendo homem. Como podem viver com outro homem fazendo papel mulher e em comunhão com a igreja? Isso, além de escandaloso, é repugnante aos olhos de Deus. Seria o mesmo que reconhecer a prática homossexual e admitir que a mudança artificial de um sexo para outro valida o homossexualismo.
Jundiaí, SP, 16 de agosto de 1999

Eutanásia

(Pronunciamento feito no Forum Convencional promovido pelo 5º ELAD - ENCONTRO DE LÍDERES DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS. Rio de Janeiro, 23 a 26 de agosto de 1999.)

Introdução

Parecer sobre a eutanásia para discussão no ELAD (Encontro de Líderes das Assembléias de Deus) a ser realizado nos dias 24 - 27 de agosto de 1999, na sede da CGADB, localizada à Estrada Vicente de Carvalho, 1085, Rio de Janeiro, RJ.

Definição

Eutanásia vem de duas palavras gregas eu (eu) "bem", e qavnato" (thanatos) "morte". Isso significa uma morte sem dor e sem trauma. No uso contemporâneo se refere a prática de "matar por misericórdia", quando se trata de facilitar a morte de pessoas que sofrem terrivelmente de doenças incuráveis. Existe a eutanásia voluntária e a forçada. Voluntária é com o pleno consentimento ou a pedido da própria pessoa; e forçada quando é praticada sem o consentimento da pessoa.

Existe a eutanásia ativa e passiva. Ativa quando se usa meios intencionais para dar cabo a vida sem que a pessoa sofra dor. Passiva quando deliberadamente não se faz uso dos recursos disponíveis para prolongar a vida. Aqui há uma diferença significativa entre tirar a vida deixar a pessoa morrer. Usar instrumentos ou meios intencionais é assassinato, à luz da Bíblia, e não é moralmente correto. Enquanto que a eutanásia passiva pode ser discutível, dependendo do contexto.

Há quem chame de eutanásia provocar a morte sem dor às pessoas consideradas inúteis tanto por problemas mentais como por deformação, nos regimes ditatoriais, como no nazismo. Os nazistas consideravam essas pessoas como uma carga para a sociedade e um estorvo econômico, político e racial. À luz da Bíblia isso é assassinato e, portanto, não é moralmente correto. Isso é uma monstruosidade sem limites.

O que significa "Não Matarás?

"Não matarás" (Êx 20.13). O verbo hebraico jxr (ratsach) aparece 47 vezes em todo o Velho Testamento hebraico, sendo a primeira vez nos Dez Mandamentos (Êx 20.13). "Não assassinarás", ou: "Não cometerás assassinato" muitos acham que seria uma tradução mais exata, visto que "não matarás" é uma expressão muito genérica. O verbo aqui, na legislação mosaica, tem o sentido de proibir o homicídio premeditado, pois o seu sentido é de um assassinato violento de um inimigo pessoal (Nm 35.27, 30). Não é usado para a execução legal de um assassino (Gn 9.6) e nem para homicídio culposo, nem para defesa própria ou em situações de guerra.

A Pena Capital

A pena capital aparece em toda a Bíblia. Foi estabelecida por Deus no pacto feito com Noé (Gn 9.5, 6) e reaparece na lei de Moisés (Dt 19.21). Na lei de Moisés havia diversas razões que poderiam levar a pessoa a sofrer a pena capital, por exemplo:


Assassinato premeditado (Êx 21.23, 24);

invocação de mortos (Lv 20.27);

seqüestro (21.16);

blasfêmia (Lv 24.10-13);

falsos profetas (Dt 13.5-10);

sacrificar a falsos deuses (Êx 22.20);

filhos rebeldes (Dt 21.8-21);

e adultério e estupro (Lv 20.10-21; Dt 22.22­24);

bestialidade (Êx 22.19; Lv 20.15, 16);

homossexualismo (Lv 20.13);

incesto (Lv 20. 11, 12, 14); e

profanação do Sábado (Êx 35.2).

O Novo Testamento não estabelece mas reconhece a pena capital (Rm 13.4). O Senhor Jesus Cristo foi condenado à morte porque havia pena capital (Jo 19.11). Da mesma forma Estêvão (At 7.59) Tiago (At 12.1, 2). Os escritores do Novo Testamento reconhecem à pena capital, e em nenhum lugar das Escrituras Sagradas encontramos crítica à ela. O Novo Testamento condena o mal uso que as autoridades fizeram dela.

Segundo dados da Anistia Internacional, só na década de 80, 40 mil pessoas foram executadas, sendo mais de 80% delas só no Irã, China e África do Sul. Entre 1983 e 1987 30 mil criminosos foram executados na China. Hoje, cerca de 80 nações deixaram a pena capital, enquanto 35 países ainda o mantém.

O objetivo da pena de morte não era restaurar a vida do assassinado ou reparar o prejuízo, pois somente Deus pode dar a vida, mas para conter o crime. Deus delegou aos governantes a autoridade de governar legitimamente o Estado. A execução de uma pena capital é determinada pelo Estado, depois de julgamentos e de todo um processo legal, tendo o réu amplos direitos de defesa. A Bíblia não manda o Estado estabelecer a pena capital nos dias atuais, mas apenas permite essa lei na legislação de um país (Rm 13.1-6).

Somos contra a pena de morte porque não era o propósito original de Deus. Ele disse 7 vezes seria castigado quem a aplicasse a pena capital a Caim (Gn 4.15). O fato de Jesus não aplicá-la à mulher adúltera (Jo 8.1-11) mostra que ele era contra à pena de morte promulgada por Moisés noSinai (Lv 19.20-23; 20.10). Como explicar Mt 5.17, 18, quando Jesus disse que veio cumprir a lei e não destruí-la? A Bíblia diz que Jesus morreu para tornar livres os homens. Jesus morreu pelos nossos pecados (1 Co 15.1-4). Isso significa que todos os nossos crimes foram cravados na cruz de Cristo (Gl 3.13; Ef 2.15, 16), com isso Jesus cumpriu a lei a aboliu à pena capital.

Entendemos que o próprio Deus estabeleceu a pena de morte (Gn 9.6) e que está presente no Novo Testamento. A diferença do Velho Testamento, é que lá a lei prescreve como parte de um sistema legal, aqui, não é mandamento, conselho nem incentivo; o Novo Testamento apenas reconhece que a pena capital existe. Por isso tal prática fere o espírito e a essência do Cristianismo, que prega o amor e o perdão. Reiteramos que somo contra a pena de morte, pois, além da base teológica já apresentada, à luz da Bíblia, essa pena máxima não vai resolver o problema da violência e da criminalidade, além disso, pode fortalecer a corrupção. A solução está na mensagem transformadora do Calvário.

A Guerra

Matar na guerra justa para se defender do agressor (Gn 14.14, 15), e o caso de homicídio acidental (Dt 19.4, 5) pode até não ser considerado como assassinato e como tal não se enquadra no sexto mandamento do Decálogo. Do contrário Deus estaria proibindo e permitindo uma mesma coisa na lei (Êx 17.8-16). Já vimos que o verbo hebraico usado para “não matarás” nunca é usado na guerra. Um dos nomes de Deus é “SENHOR” ou “JEOVÁ dos Exércitos” (1 Sm 17.5), e de “Varão de Guerra” (Êx 15.3; Is 42.13). O SENHOR liderava essas guerras e dava vitória a seu povo (2 Cr 13.12; 20.17, 22).

É verdade que estamos na dispensação da graça e o cristianismo é pacifista, Jesus disse: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”(Mt 5.9). Mas, como cristãos somos cidadãos do céu (Fl 3.20) e também da terra (Mt 22.21). Temos compromisso com o governo (Rm 13.1-7; 1 Tm 2.2; Tt 3.; 1 Pe 2.13, 14).

Os direitos de César terminam onde começam os de Deus. Quando as normas baixadas pelo Estado confrontarem com os princípios cristãos, nesse caso, a Palavra de Deus prevalece, ela acima de qualquer constituição (Dt 17.18-20; At 4.19-, 20). Há guerras justas e injustas, todo o mundo tem o direito de defender o que é seu, nesse caso o cristão não está pecando. Da mesma forma, também não peca se se recusar ir a uma guerra injusta.

No Novo Testamento encontramos Jesus mandando seus discípulos que não tinham espada vender seus bolsas e alforges para comprar espadas. Interessante que duas espadas foram apresentadas (Lc 22.35-38). Para que essas espadas?

O Suicídio

Há na Bíblia apenas 5 casos de suicídio: Sansão (Jz 16.30); Aitofel ou Aitoquel (2 Sm 17.23); Zinri (1 Rs 16.18, 19); Saul (1 Sm 31.4-6); e Judas Iscariotes (Mt 27.3-5). O verbo hebraico usado no Decálogo, para “não matarás”, também é aplicado no caso de suicídio, é portanto pecado.

O índice maior de suicídio é nos países ricos. Os ricos tem suas necessidades espirituais. Problemas de ordem familiar, de ordem social, de ordem profissional. As riquezas não preenchem o vazio da alma humana. Pesquisas apontam que o maior índice de suicídio está na faixa entre 21 e 35 anos de idade, entre universitários, de classe média para cima e profissionais. Suicídio é resultado do fracasso espiritual, tanto na maioria dos casos atuais como nos 5 casos registrados na Bíblia. Ricos, pobres, intelectuais e filósofos, ignorantes: todos clamam por paz de espírito e alegria na alma. Jesus é insubstituível, ele veio para que o ser humano tenha vida (Jo 10.10).

Igreja e a Eutanásia

Os criminosos eram executados na forma da lei. Ninguém era condenado por tirar a vida de outro numa guerra, mas isso não justifica a eutanásia por esta não ser ensinada na Bíblia. O argumento em favor da eutanásia alegando que deixar alguém sofrendo sem a mínima perspectiva de sobrevivência é menos moral do que acelerar a morte para tal pessoa é humano e não tem base bíblica.
Há quem justifique a eutanásia se utilizando do argumento de que nem sempre tirar a vida de alguém é assassinato, como na pena de morte, na guerra e no caso de homicídio acidental.

"Matar por misericórdia", mesmo com consentimento de quem está sofrendo, não é moralmente correto, e tal pedido equivale ao suicídio. Assim, quem pratica esse tipo de eutanásia é cúmplice de suicídio. A situação se torna ainda mais grave quando é praticada sem o consentimento do paciente.

A vida é santa em si e em sua finalidade. Somente Deus pode e tem o direito de dar a vida e de tornar a tirá-la. O nosso dever é aliviar o sofrimento das pessoas por outros métodos e não tirando-lhes a vida.

Tirar a vida nos casos já visto: pena capital, na guerra e no homicídio acidental não a mesma coisa que desligar um equipamento num hospital para apressar a morte de alguém que está desenganado dos médicos ou oferecer drogas para antecipar o óbito.

O primeiro caso pode ser fundamentado na Bíblia, o último não, antes o contrário, a Palavra de Deus manda que se dê um sedativo para aliviar o sofrimento dessas pessoas "Dai bebida forte ao que está prestes a perecer, e o vinho aos amargurados de espírito" (Pv 31.6). A "bebida forte" tem o sentido de drogas anestésicas. A Bíblia Viva parafraseou assim essa passagem bíblica: "As bebidas fortes são para os doentes, que já estão a um passo da morte; o vinho é o companheiro de quem está desiludido da vida".

O sofrimento de Jó não justificou a eutanásia, ele se recusou amaldiçoar a Deus e a morrer (Jó 2.9, 10). A vida é sagrada e somente Deus pode dar e tirar a vida. Moisés pediu a Deus que tirasse a sua vida (Nm 11.15). O profeta Elias também fez o mesmo pedido (1 Rs 19.4) e da mesma forma o profeta Jonas (Jn 4.3). Deus não atendeu a nenhum desses pedidos. Isso mostra que a vida pertence a Deus e não a nós mesmos. Deus sabe a hora em que a vida humana deve cessar e ele é o soberano de toda a existência.

A Bíblia condena a eutanásia “Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito, para reter o espírito, nem poder sobre o dia da morte” (Ec 8.8). Ainda no livro de Jó, lemos: “Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e não passará deles” (Jó 14.5).

A eutanásia passiva é deixar a pessoa morrer, por exemplo, pela suspensão de um medicamento, quando não há mais esperança para a pessoa, mesmo depois de uma possível recuperação a pessoa vai vegetar em vez de viver. A vida dessa pessoa vai se tornar um tormento. Nesse caso a eutanásia pode, repito, dependendo do contexto, ser discutido, isso não significa necessariamente uma afirmação, mas uma possibilidade. Tudo vai depender das circunstâncias.

Suspender o medicamento não é a mesma coisa que desligar um aparelho hospitalar. Suspender o remédio é passivo, é deixar a pessoa morrer, ao passo que desligar a máquina é ativo, é matar.

Considerando a dignidade do indivíduo, como ser humano, e sobretudo, por ser a vida um dom de Deus, cremos que somente o Criador tem o direito de dar cabo a vida. O direito à vida é natural e inalienável e é parte da responsabilidade do homem, como administrador dela. "Matar por misericórdia" é não compreender o conceito cristão de sofrimento humano.

A eutanásia, portanto, é a usurpação do direito soberano de Deus sobre a vida e a morte.

Usos e Costumes Defendidos Pelas Assembléias de Deus no Brasil

Definindo os Termos

Princípio

"Ato de principiar. Causa primeira. Origem. Razão fundamental. Elemento que predomina na constituição de um corpo organizado. Ex.: Princípio da vida. Convicção. (Grande Dicionário Ilustrado – Novo Brasil. Ed. 1979).

"Começo. Causa, Origem. Razão fundfamental. Base. Preceito. Regra". (Dicionário Álvaro Magalhães – E. Globo).

Princípios são bases estabelecidas por Deus para orientação da sociedade humana, que estabelecem parâmetros, dentro dos quais o homem é aceito e se relaciona com o Criador.

"Regras fundamentais e gerais de qualquer ciência ou arte. Ex.: Princípios fundamentais das Ciências, da Física, da Química, da Matemática, da Filosofia, ...da Religião".

Tradição

É a transmissão de ensinos, práticas, crenças de uma cultura de uma geração a outra. A palavra grega para tradição é paradosis, usada no sentido negativo (Mt 15.2; Gl 1.14); e também no sentido positivo (2 Ts 2.15). Quando se coloca a tradição acima da Bíblia ou em pé de igualdade com ela a tradição assume uma conotação negativa. Muitas vezes é usada simplesmente para camuflar nossos pecados. O problema dos fariseus e da atual Igreja Católica é justamente por receber a tradição como Palavra de Deus. Disse alguém: "Tradição é a fé viva dos que agora estão mortos, e tradicionalismo é a fé morta dos que agora estão vivos".

Quando afirmamos que temos as nossas tradições, não estamos com isso dizendo que os nossos usos e costumes tenham a mesma autoridade da Palavra de Deus, mas que são bons costumes que devem ser respeitados por questão de identidade de nossa igreja. Temos quase 90 anos, somos um povo que tem história, identidade definida, e acima de tudo, nossos costumes sãos saudáveis. Deus nos trouxe até aqui da maneira que nós somos e assim, cremos, que sem dúvida alguma ele nos levará até ao fim.
 

A Resolução de Santo André nos Dias Atuais

A Resolução

"E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus", Lv 20.26.

" - A 22ª Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, reunida na cidade de Santo André, Estado de São Paulo, reafirma o seu ponto de vista no tocante aos sadios princípios estabelecidos como doutrina na Palavra de Deus – a Bíblia Sagrada – e conservados como costumes desde o início desta Obra no Brasil. Imbuída sempre dos mais altos propósitos, ela, a Convenção Geral, deliberou pela votação unânime e dos delegados das igrejas da mesma fé e ordem, em nosso país, que as mesmas igrejas se abstenham do seguinte:

  1. Uso de cabelos crescidos, pelos membros do sexo masculino;
  2. Uso de traje masculino, por parte dos membros ou congregados, do sexo feminino;
  3. Uso de pinturas nos olhos, unhas e outros órgãos da face;
  4. Corte de cabelos, por parte das irmãs (membros ou congregados);
  5. Sobrancelhas alteradas;
  6. Uso de mini-saias e outras roupas contrárias ao bom testemunho da vida cristã;
  7. Uso de aparelho de televisão – convindo abster-se, tendo em vista a má qualidade da maioria dos seus programas; abstenção essa que justifica, inclusive, por conduzir a eventuais problemas de saúde; e
  8. Uso de bebidas alcoólicas.

Esta Convenção resolve manter relações fraternais com outros movimentos pentecostais, desde que não sejam oriundos de trabalhos iniciados ou dirigidos por pessoas excluídas das 'Assembléias de Deus', bem como manter comunhão espiritual com movimentos de renovação espiritual, que mantenham os mesmos princípios estabelecidos nesta resolução. Relações essas que devem ser mantidas com prudência e sabedoria, a fim de que não ocorram possíveis desvios das normas doutrinárias esposadas e defendidas pelas Assembléias de Deus no Brasil".

O Texto

Atendendo parecer do Conselho Consultivo da CGADB encaminhado ao 5º ELAD, em 25 de agosto de 1999, a Comissão analisou à luz da Bíblia, de nosso contexto e de nossa realidade, expressando esses princípios numa linguagem atualizada.
O primeiro ponto que precisa ser expresso numa linguagem atualizada é a declaração: “sadios princípios estabelecidos como doutrina na Palavra de Deus – a Bíblia Sagrada – e conservados como costumes desde o início desta Obra no Brasil”. O texto não faz distinção entre doutrina e costume. O O Manual do CAPED, edição de 1999, CPAD, Rio, p. 92, diz:

" Há pelo menos três diferenças básicas entre doutrina bíblica e costume puramente humano. Há costumes bons e maus. A doutrina bíblica conduz a bons costumes."

Quanto à origem

- A doutrina é divina
- O costume é humano

Quanto ao alcance

- A doutrina é geral
- O costume é local

Quanto ao tempo

- A doutrina é imutável
- O costume é temporário

A doutrina bíblica gera bons costumes, mas bons costumes não geram doutrina bíblica. Igrejas há que têm um somatório imenso de bons costumes, mas quase nada de doutrina. Isso é muito perigoso! Seus membros naufragam com facilidade por não terem o lastro espiritual da Palavra”.

A palavra grega usada para “doutrina” no NT é didache, que segundo o Diccionario Conciso Griego – Español del Nuevo Testamento, siginfica: “o que se ensina, ensino, ação de ensinar, instrução”.

 (Jo 7.16, 17; At 5.28; 17.19; e didaskalia, que segundo o já citado dicionário é: “o que se ensina, ensino, ação de ensinar, instrução”. O Léxico do N.T. Grego/Português, de F. Wilbur Gingrich e Frederick W. Danker, Vida Nova, São Paulo, 1991, p. 56,diz que didasskalia é:

 “Ato de ensino, instrução Rm 12.7; 15.4; 2 Tm 3.16. Num sentido passivo = aquilo que é ensinado, instrução, doutrina Mc 7.7; Cl 2.22; 1 Tm 1.10; 4.6; 2 Tm 3.10; Tt 1.9)”; e didache: “ensino como atividade, instrução Mc 4.2; 1 Co 14.6; 2 Tm 4.2. Em um sentido passivo = o que é ensinado, ensino, instrução Mt 16.12; Mc 1.27; Jo 7.16s; Rm 16.17; Ap 2.14s, 24. Os aspectos at. e pass.

podem ser denotados em Mt 7.28; Mc 11.18; Lc4.32”. Segundo a Pequena Enciclopédia Bíblica, Orlando Boyer, doutrina é “tudo o que é objeto de ensino; dïsciplina” (Vida, S. Paulo, 1999, p. 211).

À luz da Bíblia, doutrina é o ensino bíblico normativo terminante, final, derivado das Sagradas Escrituras, como regra de fé e prática de vida, para a Igreja, para seus membros, vista na Bíblia como expressão prática na vida do crente, e isso inclui as práticas, usos e costumes.

Elas são santas, divinas, universais e imutáveis.
Nos próprios dicionários seculares encontramos esse mesmo conceito sobre doutrina: “É o complexo de ensinamentos de uma escola filosófica, científica ou religiosa. Disciplina ou matéria do ensino. Opinião em matéria científica” (Dicionário Álvaro de Magalhães). “Conjunto de princípios de um sistema religioso, políticos ou filosóficos. Rudimentos da fé cristã. Método, disciplina, instrução, ensino” (Dicionário Ilustrado Novo Brasil, ed. 1979).

Costume

A Pequena Enciclopédia Bíblica, Orlando Boyer, define costume como “Uso, prática geralmente observada”. (p. 169). As palavras gregas usadas para “costume são ethos (Lc 2.42; Hb 10.25) e synetheia (Jo 18.19; 1 Co 8.7; 11.16).A primeira, de onde vem a palavra “ética”, significa costume com sentido de “lei, uso” (Lc 1.9). Não é biblicamente correto usar doutrina e costume como se fosse a mesma coisa. O costume é “Prática habitual. Modo de proceder.

Jurisprudência baseada em uso; modo vulgar; particulariedade; moda; trajo característico, procedimento; modo de viver”. Os costumes visto pela ótica cristã, são linhas recomendáveis de comportamento. Estão ligados ao bom testemunho do crente perante o mundo. Estão colocados no contexto temporal, não estão comprometidos diretamente com a salvação.

Os costumes em si são sociais, humanos, regionais e temporais, porque ocorrem na esfera humana, sendo inúmeros deles gerados e influenciados pelas etnias, etariedade, tradições, crendices, individualismo, humanismo, estrangeirismo e ignorância.

Convém atualizar essa redação omitindo a expressão “como doutrina”, ficando assim: “sadios princípios estabelecidos na Palavra de Deus – a Bíblia Sagrada – e conservados como costumes desde o início desta Obra no Brasil”.
Quanto aos 8 princípios da Resolução, uma maneira de colocar numa linguagem atualizada é:

  1. Ter os homens cabelos crescidos (1 Co 11.14), bem como fazer cortes extravagantes;
  2. As mulheres usarem roupas que são peculiares aos homens e vestimentas indecentes e indecorosas, ou sem modéstias (1 Tm 2.9, 10);
  3. Uso exagerado de pintura e maquiagem - unhas, tatuagens e cabelos- (Lv 19.28; 2 Rs 9.30);
  4. Uso de cabelos curtos em detrimento da recomendação bíblica (1 Co 11.6, 15);
  5. Mal uso dos meios de comunicação: televisão, Internet, rádio, telefone (1 Co 6.12; Fp 4.8); e
  6. Uso de bebidas alcoólicas e embriagantes (Pv 20.1; 26.31; 1 Co 6.10; Ef. 5.18).

Os itens 2 e 6 foram colocados num mesmo item, pois se trata de um mesmo assunto. Colocamos referências bíblicas porque os nossos costumes são norteados pela Palavra de Deus. Precisamos ter consciência de que os nossos costumes não impedem o crescimento da Igreja.

Hoje em dia há igrejas para todos os gostos, mas nós temos compromisso com Deus, com sua Palavra e com o povo. O objetivo de conquistar as elites da sociedade em detrimento de nossos costumes e tradições não é bom negócio.

Isso tem causado muitos escândalos e divisões e não levam a resultados positivos. Somos o que somos, devemos aperfeiçoar as nossas estratégias de evangelismo e não mudar arbitrariamente os nossos costumes, pois isso choca a maioria dos crentes. Criar novos métodos para alcançar os pecadores, isso sim, para que o nosso crescimento possa continuar.

Falta de crescimento

Outro ponto que convém ressaltar que a falta de crescimento de algumas igrejas não é pelo fator usos e costumes, como muitas vezes tem sido enfatizado nas AGOs da CGADB, como foi ressaltado no 5º ELAD, pois mais de 85% dos líderes das Assembléias de Deus reconhecem a necessidade de preservação de nossas tradições, usos e costumes e de nossa identidade, mas sim, por falta de visão e de objetivos de seus líderes.

Essa deficiência pode ser vista e comprovada dos dois lados, tantos dos favoráveis às mudanças como com os que querem manter o mesmo sistema histórico das Assembléias de Deus. O crescimento da igreja, à luz da Bíblia, é conseqüência de evangelismo, discipulado e oração; e o avivamento, fruto de jejum, oração e de arrependimento, e não resultado de usos, costumes e tradição.

em tudo que é extra bíblico é anti-bíblico. Nem tudo que nos interessa é condenado e pecado. Não podemos julgar ou condenar outros grupos porque adotaram liturgias estranhas e costumes diferentes dos nossos, e nem alcunhar nossos companheiros de ministério de liberais, pois “liberal” é uma palavra ofensiva.

Os liberais sãos os que não acreditam na inspiração e autoridade das Escrituras, os que negam o nascimento virginal de Jesus, não reconhecem a existências de verdades absolutas. Discordar deles é uma coisa, mas agredir é outra muito diferente, e fere o espírito cristão do amor fraternal.

Devemos, sim, preservar os nossos costumes.
A salvação é um ato da graça de Deus pela fé em Jesus. A Bíblia ensina que somos salvos pela fé em Jesus (Rm 3.28; Gl 2.16; Ef 2.8-10; Tt 3.5). Todos os crentes são salvos porque um dia ouviram alguém falar de Jesus e creram nessa mensagem. Ninguém fez nada, absolutamente, para ser salva, a não ser a fé em Jesus. Como conseqüência da salvação temos o fruto do Espírito (Gl 5.22).

A vida de santificação é resultado da nova vida em Cristo, e não um meio para a salvação. Cristianismo é religião de liberdade no Espírito e não um conjunto de regras e de ritos. Acrescentar algo mais que a fé em Jesus como condição para salvação é heresia e desvio da fé cristã (Gl 5.1-4). Mas, ir além da liberdade cristã, extrapolando os limites é libertinagem (Gl 5.13). A fé cristã requer compromissos e por isso vivemos uma vida diferente do mundo, do contrário essa fé seria superficial e não profunda, como encontramos no apóstolo Paulo (Gl 2.20). Não existe instituição sem normas, nós temos as nossas.

Quando os gentios de Antioquia se converteram à fé cristã a igreja de Jerusalém enviou Barnabé para discipular aqueles novos crentes (At 11.20-22). Ele Entendia que os costumes só devem ser mantidos quando necessários, pois ensinar costumes, culturas e tradições como condição para salvação, é heresia e caracteriza seita. Barnabé sabia que a tradição judaica era mais uma forma de manter a identidade nacional e que isso em nada implicaria na salvação desses novos crentes, portanto, não seria necessário observar o ritual da lei de Moisés (At 15.19, 20).

Os judeus não eram mais crentes do que os gentios por causa dos seus costumes e nem consideravam os gentios menos crentes do que eles. Pedro pregava aos judeus o “evangelho de circuncisão”, enquanto Paulo o da “incircuncisão”, ou seja, Pedro pregava aos judeus e Paulo aos gentios (Gl 2.7-9). Não se trata de dois evangelhos, mas de um só evangelho, apresentado de forma diferente. Isso é muito importante porque as convicções religiosas são pessoais e o apóstolo Paulo respeitava essas coisas. Havia os irmãos que achavam que devia guardar dias e se abster de certos alimentos, outros consideravam iguais todos os dias e comiam de tudo (Rm 14.1-8). Ele não procurou persuadir a ninguém dessa ou da outra maneira.

Diante disso, aprendemos que nenhum pastor deve persuadir o crente para deixar de observar os costumes da igreja. Isso é algo de foro íntimo. Da mesma forma, um não deve criticar o outro, porque o que ambos fazem é para Deus, além disso, o apóstolo via que se tratava de uma questão cultural (Rm 14.6-10). Proibições sem a devida fundamentação, principalmente bíblica, é fanatismo. Quem faz de sua religião o seu Deus não terá Deus para sua religião.

Isso nos mostra que o nossos costumes não são condição para a salvação, eles devem ser mantidos para a preservação de nossa identidade como denominação. Não devemos criticar os outros e nem forçar ninguém a crer contra suas próprias convicções religiosas. Há pastores que agridem o rebanho e desrespeitam seus companheiros porque querem demolir nosso patrimônio histórico-espiritual a todo custo. Deus quer a Assembléia de Deus como ela é, na sua maioria.

 As outras denominações foram chamadas como elas são, é assim que Deus quis, Ele é soberano. O mesmo Jesus que chamou Mateus disse para outros que não o seguisse. A vontade de Deus para a minha vida não a mesma para a vida de outras pessoas. Embora todos nós estejamos na direção e vontade de Deus, porém com chamadas diferente.

Da liturgia

Cada igreja tem seu público alvo que pretende alcançar. A nossa Igreja é bem conhecida em todo o país e tem sua linha traçada. As Assembléias de Deus não nasceram com projeto político, empresarial e nem com plano específico para evangelizar as elites da sociedade.

O nosso projeto é ganhar o povo para Jesus e fundar igrejas locais em todos as cidades e bairros de nosso país. Foi com essa estrutura que Deus nos trouxe até aqui e nos fez a maior igreja evangélica do país.

Nós somos pentecostais clássicos, isso significa que somos modelos para os outros, são eles, portanto, eles é que devem aprender com as Assembléias de Deus e não nós com eles, em matéria de doutrina pentecostal. É muita falta de bom senso e de respeito para com nossa denominação copiar grupos neo-pentecostais que sequer sabemos quem são, nem de onde vêm e nem para onde vão.

A avalanche de igrejas neo-pentecostais com liturgias e crenças para todos os gostos, tem levado alguns de nossos líderes a se fascinarem por esses movimentos, imitando e copiando seu sistema litúrgico. Ora, quem pertence a nossa Igreja não está enganado, são crentes que sabem o que querem, que conhecem nossa doutrina, tradição, usos e costumes e com a nossa forma de adoração.

É também correto afirmar que a grande maioria se sente bem em nossos cultos de adoração a Deus.
As tentativas de mudanças são sempre um fiasco porque, quem não gosta de nossa maneira de cultuar a Deus já saiu, já foi embora para outras denominações. Por que imitar e copiar outros movimentos? Se eles inventaram suas inovações, certamente as conhece muito melhor que nós.

Quem procura imitar esses movimentos não se identifica com a nossa denominação e nem com a deles. Imitação sempre é imitação. Não conquista os pecadores para Cristo, pois não tem público alvo definido. Não conquista outro público porque essas pessoas já conhecem a Assembléia de Deus. Por mais que se queira provar que são outros costumes, que as coisas mudaram, não persuadir as pessoas porque a marca das Assembléias de Deus são muito fortes.

Movimento G-12

Em virtude do abençoado crescimento das Assembléias de Deus no Brasil, grupos estranhos de pseudo-evangélicos trabalham em planos cientificamente preparados, usando forte marketing tentando dividir e enfraquecer a Igreja de Deus.

No desejo de verem suas igrejas crescerem, desprezam o mais eficiente e mais aprovado método bíblico contido no livro de Atos dos Apóstolos, aceitando e envolvendo outros nos "encontros" - modelos reprovados pela palavra de Deus.
As tais reuniões secretas do G-12 são práticas usadas semelhantemente pelo espiritismo.

Essa nova tática vem promovendo mudanças na liturgia das igrejas, permitindo seus participantes tornarem os cultos uma verdadeira confusão, onde a decência e a ordem não mais existem, além de tirar a liberdade da verdadeira adoração a Deus. São novas heresias iguais as outras que tenta eliminar a eficácia da morte de Jesus no Calvário.
O G-12 leva seus participantes a pronunciamentos, confissões e até chegam à petulância de dizer que perdoam Deus, afirmando ser "uma coisa tremenda", induzindo as pessoas a aceitarem adendos e retoques à obra do Calvário.

O plano de Deus realizado por Jesus na Cruz é completo, perfeito, insubstituível, e não aceita apêndices.
Lamentavelmente, alguns irmãos e até obreiros embriagaram-se com o G-12.
O apóstolo Paulo nos advertiu em Gálatas 1.8: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregassem outro evangelho além do que já pregamos, seja anátema".

Estranhamos o comportamento de alguns obreiros aceitando determinadas inovações. Estariam eles enganados, como os que participaram das conferências do Reverendo Moom?

Preocupa-nos! Seria falta de mais conhecimento bíblico? Deficiência na estrutura ministerial ou ainda não tiveram um verdadeiro encontro com Jesus, embora sejam obreiros?

Depois de desfrutarmos do atendimento cuidadoso do Espírito Santo por 90 anos, que é comprovado pela expansão das Assembléias de Deus no Brasil, será que precisamos dessas aventuras "evangélicas" importadas, para vermos crescer nossas igrejas?
Sentindo a necessidade de maior conhecimento das doutrinas fundamentais da Palavra de Deus, estamos realizando simpósios de doutrina, ministrados pelo Conselho de Doutrina da CGADB, em todas as regiões do nosso país.

É de vital importância a vigilância pelos nossos pastores, para proteger o rebanho do Senhor contra os exploradores, cuja "visão"- "tremenda", não é a espiritual, mas fatia comercial, com o objetivo de obter o já previsto por tais aproveitadores.

As práticas estranhas da quebra de maldição, cura interior e regressão, acompanhados de música indutiva, incentivando as pessoas à técnica de "liberar" gritos, danças e urros, nunca fizeram parte do nosso culto a Deus.
"Que direis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmos, tem doutrina, tem revelação, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação." 1 Co 14.26-31
A aceitação dessas inovações anti-bíblicas já está produzindo o resultado desejado por esses senhores – a divisão de grupos em nossas igrejas.

A "tremenda regressão", tão propalada pelos praticantes do G-12, é uma tentativa de anular o perdão de Jesus, recebido por nós. Tenta também aniquilar o valor da purificação do sangue de Jesus.
Portanto, tudo isso não passa de heresia (leia Is 38.17; Jr 31.34 e Mq 7.18-19).
A fogueira santa usada para queima das listas de pecados, os ambientes escuros e os gritos de libertação, não fazem parte de culto da Assembléia de Deus, e têm mais semelhanças com práticas do candomblé e de outras filosofias e seitas secretas ou ocultas.

Pastores, líderes, obreiros, irmãos em Jesus Cristo! Deus nos colocou como verdadeiros atalaias. Despertemos!

"Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes." Tt 1.9
Mesa diretora da CGADB
Pastor José Wellington Bezerra da Costa
Presidente

Posição Contrária à Ordenação de Pastoras

A Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, esclarece as dúvidas de muitos irmãos acerca do seu posicionamento contrário a ordenação de mulheres ao ministério pastoral, através de um parecer do consultor teológico da CPAD, pastor Antônio Gilberto que mostra biblicamente que não há subsídios bíblicos para a ordenação de pastoras.

Não, não é correto. É uma resolução e provimento de certas igrejas locais e mesmo denominações, e isso sem estrito suporte das Escrituras Sagradas, como ocorre com outros fatos de somenos alcance.

Jesus, no seu ministério terreno, teve auxiliares mulheres. Eram santas mulheres, que o serviram e aos seus apóstolos, de várias maneiras, até à cruz, mas Ele nunca as nomeou para o santo ministério, como este termo é hoje entendido entre nós. Ora, Jesus sempre sabia o que fazia e o que deveria ou não ser feito.

O apóstolo Paulo, constituído por Deus, pregador, apóstolo e mestre, o maior expoente como obreiro do Senhor, nunca separou, nem ordenou, nem mencionou diaconisas, pastoras, episcopisas (bispas), apóstolas, etc, apesar de carinhosamente destacar obreiras do Evangelho, cujos nomes estão eternizados nas páginas da Bíblia, por causa do dedicado e amoroso desempenho delas no serviço do Senhor.

Casos como o de 1 Timóteo 3.11, basta um exame acurado, demorado, erudito, imparcial e sem idéias preconcebidas do contexto, para se ver que não se trata de diaconisas. No caso tão citado de Febe (Romanos 16.1), a expressão "a qual serve a igreja" (literalmente "a qual exerce o diaconato"), sua construção frasal no texto original está no masculino. É que talvez não havia ali em Cencréia diáconos, por estar a obra no seu início, ou porque não havia diáconos suficientes, e então Febe deve ter desempenhado essas funções em caráter especial e provisório.

Ora, a obra de Deus não deve sofrer devido a limitações humanas como deve ter sido o caso da congregação de Cencréia (que na época era o porto oriental da cidade de Corinto).

Casos como o de Débora e Hulda (no Antigo Testamento) devem ser estudados nos seus respectivos contextos. Textos como Números 8.11, igualmente. No Novo Testamento, casos como o de Ana, as filhas de Filipe, as mulheres cooperadoras de Romanos 16, seguidas de Evódia e Síntique (em Filipenses), devem ser considerados em seus respectivos contextos diversos. Uma reflexão diante de Deus, partindo dos textos como 1 Coríntios 3.10-11 é fundamental aqui para o norteamento do consulente.

Ainda sobre a irmã Febe: em situações como a daquela igreja, Deus suscita a quem Ele quiser, mas isso não significa uma regra bíblica; é exceção. Isso revela a soberania de Deus, mas saiba-se que não é uma regra geral da parte do Senhor.

Divórcio

Resolução N° 001/95
Dispõe Sobre o Divórcio
A 32ª Assembléia Geral Ordinária da Convenção das Assembléias de Deus no Brasil resolve:

Artigo 1° - As Assembléias de Deus no Brasil, tendo em vista a legislação vigente e o preceito bíblico expresso em Mateus 5.31, 32 e 19.9, e outras passagens similares, somente acolherão o divórcio nos casos de infidelidade conjugal e crimes hediondos devidamente comprovados, admitindo-se, nesses casos, novo matrimônio, esgotados todos os recursos para reconciliação.

Parágrafo Único – Entende-se por infidelidade conjugal, a prática do adultério, e por crimes hediondos:

  1. o tráfico e consumo de drogas e coisas assim;
  2. a prática do terrorismo e suas formas de expressão;
  3. o homicídio qualificado ou doloso; e
  4. o desvio sexual.

Artigo 2° - O ministro ou oficial divorciado, caso venha a contrair novas núpcias enquanto viver o ex-conjugue, poderá permanecer ou não na sua condição ministerial ou função, depois que seu caso for examinado cuidadosamente por sua Convenção ou Ministério Regional, em primeira instância, e se houver necessidade, em segunda instância pela Mesa Diretora da Convenção Geral, assistida pelo Conselho de Doutrina.

Artigo 3° - O pastor que acolher obreiro que se tenha divorciado e contraído novas núpcias e sem observar o que se contém no Artigo 2° desta resolução, será responsabilizado perante a Mesa Diretora da Convenção Geral.
Salvador, BA, 29 de janeiro de 1995
Pr. Sebastião Rodrigues de Souza
Presidente da CGADB

Casamento Homossexual

A Posição da Assembléia de Deus Diante do Casamento de Homossexuais

A decadência moral e espiritual do povo brasileiro está chegando a extremos sem precedentes na história do país. Recentemente, o Congresso Nacional submeteu à votação dos deputados o Projeto de Lei 1.151/95, que disciplina o "Contrato de Parceria Civil Registrada entre Pessoas do Mesmo Sexo".

A autoria do Projeto justifica que "a aceitação legal da união civil entre pessoas do mesmo sexo encorajará mais gays e lésbicas a assumirem sua orientação sexual, e ... essa realidade somente tornará mais fácil a vida das pessoas...".
O salmista Davi, já no seu tempo, tinha toda razão em clamar por justiça, ao perguntar: "Na verdade que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?" (Salmo 11.3).

A Assembléia de Deus não pode aceitar em silêncio que Projetos de leis contrários à Bíblia e aos padrões morais da nossa sociedade, como estes, venham atolar ainda mais a sociedade brasileira, que sobrevive em meio a tantas mazelas.

Ainda mais que, com essa "união", haverá abertura para a adoção de crianças por pais adotivos homossexuais, as quais, inevitavelmente, assimilarão os mesmos princípios praticados pelos "pais".

Tais projetos, sem dúvida, são de inspiração demoníaca.
A liderança de nossa igreja expressou, em um encontro exclusivo com o Presidente da República, o nosso posicionamento bíblico sobre a união de homossexuais, a legalização do aborto e das drogas:

somos 100% contra tais projetos. Enfatizamos que a aprovação de leis como estas significam uma afronta à sociedade cristã brasileira, que acredita nos princípios bíblicos. Concordar com essa sugestão abominável, significa voltar às costas ao Criador que instituiu o casamento entre "macho e fêmea", Gênesis 2.24 e não entre indivíduos do mesmo sexo. O homossexualismo é uma perversão satânica dos instintos sexuais do ser humano.

Vale aqui lembrar que a Bíblia não classifica o homossexualismo como doença qualquer, pelo contrário, afirma claramente que se trata de uma deliberada desobediência a Deus e aos seus mandamentos. Está escrito em 1 Coríntios 6.10 o seguinte: "Não erreis; nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus".

Nós preferimos ficar com os ensinos das Sagradas Escrituras a aceitar sugestões dos maiores estudiosos do assunto. Os tais receberão, no devido tempo, o galardão pelas suas práticas imorais e pecaminosas e pela tolerância e simpatia a elas.

Porém não concordamos que isto seja um mal incurável. Ninguém tem que viver infeliz a vida toda. Foi por esta razão que Cristo, o Filho de Deus, veio ao mundo: para resolver problemas humanamente insolúveis, como estes. Jesus mesmo afirmou: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres", João 8.36. Inúmeros irmãos e irmãs, hoje membros de nossas igrejas, são testemunhas vivas do que o Senhor fez em suas vidas, libertando-os de tais perversões.

Portanto, estamos absolutamente convictos que a solução para os homossexuais, bissexuais e lésbicas não está na oficialização do casamento civil, mas, sim, no arrependimento e abandono completo dessas práticas e na aceitação da salvação em Cristo. Os maiores índices de suicídios ocorrem nos países europeus como Suíça, Dinamarca e outros, onde essa "união" é legal.

Repito, a solução está em Cristo que é poderoso para transformar o mais vil pecador em uma nova criatura. Rm 1.16; 2 Co 5.17.
Pr. José Wellington Bezerra da Costa
Presidente da CGADB

Inovações

Por que não optamos pelas inovações?

Renovação ou inovação?

Embora muito semelhantes na pronúncia, estas palavras revelam-nos profundas divergências no contexto pentecostal. Renovar é mudar para melhor ou melhorar em alguns aspectos, enquanto que inovar é modificar o antigo e introduzir novos costumes, novas práticas e, no nosso caso, novas liturgias e maneiras de adoração no culto a Deus. Inovar, enfim, é querer tornar a igreja diferente, conformando-a, muitas vezes, com o mundo.

No meio em que vivemos, presenciamos todos os dias inovações das mais diversas. Algumas, até razoáveis; outras, esquisitas, antibíblicas. Não podem suportar as intempéries do tempo, porque, geralmente, são movimentos baseados na presunção, na porfia e noutros sentimentos carnais.

Observamos esses fatos, apenas, para lembrar que não precisamos copiar ou importar costumes e métodos para manter a estabilidade que o Espírito Santo nos legou, até aqui.

Liturgias humanas passam. Não, porém, a liturgia dos cultos da igreja primitiva. Veja 1 Co 14.26. Doutrinas meramente humanas, logo cedem passagem para outras, recém-descobertas. Não, porém, a doutrina dos apóstolos. Rejeitemos essas inovações. Devemos expurgá-las do nosso meio!

A renovação de que precisamos, não seria melhorar alguns aspectos ao que já funcionou, comprovadamente, no início? E esta nova geração de obreiros não é fruto disso? O número atual de crentes, de templos, de obras sociais, de pastores, porventura não é a prova da eficácia do método de trabalho dos pioneiros? Podemos julgá-lo obsoleto?

A renovação de que precisamos, antes de quaisquer métodos ou estratégias, é o urgente retorno ao altar da oração, da busca da sabedoria e da fé, dons do Espírito, indispensáveis na execução das obras de Deus.

Da oração, porque orando tornamo-nos humildes diante de Deus; da sabedoria, porque ela é a mola mestra que norteia decisões; da fé, porque sem ela é impossível agradar a Deus.

Renovar sim. Inovar não.


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