O Sábado no Novo Testamento

Vários pretextos, inclusive difamatórios, são usados na tentativa de evitar a observância sabática exigida pela lei de Deus, entre eles: "O quarto mandamento não encontra-se no Novo Testamento", "Jesus e Seus discípulos violaram o sábado", "Cristo aboliu o sábado na cruz do Calvário" e, "o sábado é destinado apenas aos judeus". Estas alegações além de serem destituídas de fundamento bíblico, classificam diretamente Jesus de pecador ao incrimina-Lo de transgressor da lei.1 Tais pretextos demonstram ainda a desobediência hostil daqueles que realmente transgridem a lei e procuram justificar o próprio desrespeito à ela através de levianas acusações.

A ingênua ideia de que o sábado não deve ser observado porque o quarto mandamento não foi transcrito para o Novo Testamento, deveria ser aplicada também aos seguintes preceitos: "Não terás outros deuses diante de Mim." (Êxodo 20:3 RA); "não farás para ti imagem de escultura (...) não as adorarás, nem lhes darás culto (...)" (Êxodo 20:4-6 RA); "não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão (...)" (Êxodo 20:7 RA). Estes três preceitos da lei de Deus também não foram transcritos para o Novo Testamento. Portanto, aqueles que sustentam a ideia citada, deveriam igualmente eliminá-los de suas vidas. Porém, será que tais pessoas procedem fielmente com o argumento que defendem?

O Novo Testamento não contém várias normas de conduta essenciais à vida cristã presentes no Velho Testamento, tais como aquelas encontradas em Levítico 18:6-24; Levítico 19:28; Deuteronômio 18:10-12; Deuteronômio 22:5; e etc. No entanto, isso jamais foi justificativa para negligencia-las. O Novo Testamento não foi idealizado para ser uma cópia exata do Velho Testamento, mas, uma extensão de seus ensinos. Quando Jesus declarou: "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim" (João 5:39 RA), Ele referia-se ao Velho Testamento, pois o início da redação do Novo Testamento ocorreu 31 anos após a Sua ascensão ao Céu, sendo concluída 66 anos depois. Os primeiros cristãos, que eram judeus, tinham como fonte de aprendizado o Antigo Testamento e os ensinos transmitidos diretamente por Cristo, e nestes ensinos não existe absolutamente nada sobre a revogação do sábado.

Jesus e o sábado
Jesus ao mencionar a destruição de Jerusalém (que ocorreu aproximadamente 40 anos após a Sua ressurreição), alertou os Seus seguidores dizendo: "Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado." (Mateus 24:20 RA). Ora, se o quarto mandamento iria ser eliminado na cruz do Calvário, por que Jesus alertou quanto a sua observância em meio a um acontecimento futuro, ainda mais sobre condições extremamente severas? Por que os cristãos deveriam orar para que a fuga não ocorresse no sábado?

Porque o tumulto, o medo e o percurso de fuga previstos para acontecer durante a destruição de Jerusalém comprometeriam a santificação do dia de sábado, por isso os cristãos deveriam orar para que pudessem guardá-lo de acordo com as orientações de Deus. Cristo se preocupou também com a temporada fria e chuvosa do inverno, pois tais condições tornariam a escapatória ainda mais complicada ao intensificar: as dificuldades para atravessar o rio Jordão; as chances de contrair doenças e, o transtorno para encontrar alimentação e alojamento. Portanto, 40 anos após a ressurreição de Jesus, o sábado continuou tão sagrado como nos dias em que Ele proferiu as palavras de Mateus 24:20. E esta orientação em benefício da guarda do sábado faz parte do sermão ocorrido no monte das Oliveiras (Mateus capítulo 24), ocasião em que foram profetizados os últimos eventos deste mundo.

Jesus fez ainda a seguinte declaração em favor da observância sabática: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim, pois, o Filho do homem é Senhor até mesmo do sábado." (Marcos 2:27-28 NVI). Jesus proferiu estas palavras após concluir a defensa de Seus discípulos que estavam sendo acusados de transgressores do sábado pelos fariseus. Em diversas ocasiões, Jesus, o Autor e Senhor do sábado (João 1:1-3), demonstrou os verdadeiros princípios que regem o comportamento nas horas sabáticas, desvencilhando-o das excessivas e errantes regras de meros mortais pecadores.

Os diversos requisitos dos fariseus para a observância do sábado se baseava no conceito de que, à vista de Deus, o sábado era mais importante do que o próprio homem. De acordo com o raciocínio desses cegos expositores da lei divina, o homem foi feito para o sábado. Muitos judeus conduziam-se mecanicamente(a) durante o sábado fundamentados em severas e insensatas tradições destituídas de qualquer sentido, e isso ocasionou inúmeros atritos com os ensinos de Jesus.2

Deus não criou o homem no sexto dia porque precisava que alguém guardasse o sábado que seria instituído no sétimo dia, mas o onisciente Criador sabia que o homem, especialmente após a entrada do pecado neste mundo, precisaria de um tempo especial para o seu crescimento moral e espiritual, que ele necessitaria de um tempo no qual os seus interesses diários fossem sobrepujados por uma consagração mais intensa ao Criador (Isaías 58:13-14 cf. Atos 16:13). E o sétimo dia da semana foi escolhido por Deus para suprir estas necessidades. O sábado foi designado para o bem-estar da humanidade, não como um objeto de tradições de homens (cf. Marcos 7:7-9).

Apesar disso, alguns na ânsia de se livrar a todo custo do sábado, alegam que em Marcos 2:27, Cristo referia-se apenas aos judeus. Contudo, o próprio verso em questão pulveriza este falso argumento ao utilizar a palavra "homem" proveniente do grego "anthropos"(b), e que abrange a homens, mulheres e crianças, isto é, inclui qualquer ser humano. Deve-se ressaltar ainda que o sábado foi estabelecido na semana da criação, muito tempo antes da existência dos judeus. Outro detalhe digno de nota, quando Marcos 2:27 é comparado com Isaías 56:2, observa-se que ambos comunicam o mesmo ensino: o sábado foi instituído para toda a humanidade, sem qualquer distinção (cf. Isaías 56:6-8, Eclesiastes 12:16-14).

Durante a Sua jornada na Terra, Jesus não manifestou nenhum desrespeito ao quarto mandamento(c). Ele nunca Se defendeu das acusações rabínicas afirmando que o sábado iria ser anulado por Seu intermédio. Ele conviveu com Seus discípulos ainda por 40 dias logo após a Sua ressurreição, antes de subir ao Céu, e nada foi dito sobre a anulação do sábado, tampouco mencionou que as suas prerrogativas divinas haviam sido transferidas para o domingo(d).

Reuniões sabáticas no Novo Testamento3
O Novo Testamento contém várias referências que demonstram o ensino e a prática da observância sabática na vida de Cristo e de Seus discípulos, ao todo estão registradas 90 reuniões religiosas no sábado de acordo com o quarto mandamento. Adiante estas reuniões com seus respectivos comentários históricos.

"Ele [Jesus] foi a Nazaré, onde havia sido criado, e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era Seu costume. E levantou-Se para ler." (Lucas 4:16 NVI).
Local e Data: Nazaré, 28 d.C.
Número de Reuniões: 01
Histórico: Jesus participava dos serviços de adoração aos sábados pois este era o "Seu costume". Ele não procedia desta maneira por ser judeu, mas por fidelidade e amor aos mandamentos de Deus (João 15:10 cf. Lucas 16:17). Da mesma forma, a Sua participação nas reuniões sabáticas não era com o intuito de agradar outros judeus, visto que os desagradou bastante ao Se revelar como o Messias. Isso proporcionou inclusive a Sua expulsão da sinagoga e quase O atiraram ao precipício (Lucas 4:28-30 cf. Lucas 22:66-68). Jesus "veio para o que era Seu, mas os Seus não o receberam." (João 1:11 NVI cf. Isaías 53:3).

"Então Ele [Jesus] desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e, no sábado, começou a ensinar o povo. Todos ficavam maravilhados com o Seu ensino, porque falava com autoridade. (...) E a Sua fama se espalhava por toda a região circunvizinha." (Lucas 4:31-37 NVI cf. Marcos 1:21).
Local e Data: Cafarnaum, 28 d.C.
Número de Reuniões: 01
Histórico: Jesus dedicava exclusivamente o dia de sábado para ensinar as Escrituras e curar os enfermos. É inegável que nas horas sabáticas, Ele empregava o Seu tempo de forma preponderante para auxiliar as pessoas nas questões físicas e espirituais. Em momento algum os quatro Evangelhos descrevem Jesus desempenhando qualquer atividade secular aos sábados, como por exemplo, o ofício de carpinteiro (Marcos 6:3).

"Noutro sábado, Ele entrou na sinagoga e começou a ensinar; estava ali um homem cuja mão direita era atrofiada. Os fariseus e os mestres da lei estavam procurando um motivo para acusar Jesus; por isso O observavam atentamente, para ver se Ele iria curá-lo no sábado." (Lucas 6:6-7 NVI cf. Mateus 12:9-14, Marcos 3:1-6).
Local e Data: Cafarnaum, 28 d.C.
Número de Reuniões: 01
Histórico: Jesus novamente, no sábado, é relatado ensinando as Sagradas Escrituras e proporcionando a cura física aos necessitados, demonstrando por meio de palavras e atitudes o contínuo trabalho de Deus em favor da humanidade (cf. João 5:15-17). O contexto de Lucas 6:6-7 descreve mais uma ocasião em que Jesus esclareceu ao povo o que é lícito se fazer aos sábados, constrangendo os fariseus que mantinham distorcidos ensinos sobre a observância sabática. E por causa de Seu proceder, "os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio estavam procurando depoimentos contra Jesus, para que pudessem condená-Lo à morte, mas não encontravam nenhum. Muitos testemunharam falsamente contra Ele, mas as declarações deles não eram coerentes." (Marcos 14:55-56 NVI).

"Era o dia da Preparação, e estava para começar o sábado. As mulheres que haviam acompanhado Jesus desde a Galileia, seguiram José, e viram o sepulcro, e como o corpo de Jesus fora colocado nele. Em seguida, foram para casa e prepararam perfumes e especiarias aromáticas. E descansaram no sábado, em obediência ao mandamento." (Lucas 23:54-56 NVI).
Local e Data: Jerusalém, 31 d.C.
Número de Reuniões: 01
Histórico: O "dia da Preparação" que a Bíblia refere-se é a sexta-feira e, aproximava-se o pôr do sol que precede o sábado. As santas mulheres seguidoras de Cristo, inclusive a Sua mãe, respeitosamente guardaram o sábado em "obediência ao mandamento" (cf. Êxodo 20:8-11). Este foi o primeiro sábado após a crucificação de Jesus, o primeiro sábado da nova aliança. Apesar do sofrimento inigualável elas permaneceram fiéis ao mandamento da lei de Deus, obedeceram ao ensino e exemplo do Messias recém assassinado (Mateus 5:17-19; Lucas 16:17 cf. Mateus 19:16-19). Esses acontecimentos ocorreram em 31 d.C., mas Lucas os registrou após 33 anos, em 64 d.C. Três décadas depois ele destaca esta observância sabática sem nenhuma palavra de advertência, nada foi dito quanto a revogação do sábado pelo sacrifício de Jesus na cruz do Calvário; não existe coisa alguma que favoreça a suposta mudança do sábado para o domingo(e). Todavia, centralizando o texto de Lucas 23:54-56 na presente temática deste estudo, é incontestável que a citada observância do sábado foi em obediência ao quarto mandamento do Decálogo.

"Quando Paulo e Barnabé estavam saindo da sinagoga, o povo os convidou a falar mais a respeito dessas coisas no sábado seguinte. Despedida a congregação, muitos dos judeus e estrangeiros piedosos convertidos ao judaísmo seguiram Paulo e Barnabé. Estes conversavam com eles, recomendando-lhes que continuassem na graça de Deus. No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra do Senhor. Quando os judeus viram a multidão, ficaram cheios de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo estava dizendo." (Atos 13:42-45 NVI).
Local e Data: Antioquia, 45 d.C.
Número de Reuniões: 02
Histórico: O evangelho foi ensinado em vários lugares pelos discípulos de Jesus, numerosas multidões ouviam a Palavra de Deus e cidades inteiras eram repreendidas e instruídas. Isso pode ser comprovado pela expressão "quase toda a cidade" (verso 44), que relata a presença de muitos gentios na ocasião em que Paulo e Barnabé pregavam em Antioquia, o que contrasta com os poucos judeus que se opuseram à mensagem (verso 45). E é evidente que a sinagoga onde ocorreu a reunião no "sábado anterior" (verso 42), não podia conter por motivo de espaço, a multidão reunida no "sábado seguinte" (verso 44). Isso obrigou os ouvintes a se acomodarem ao ar livre, enquanto os apóstolos falavam dentro da sinagoga. Estas duas reuniões sabáticas ocorreram 14 anos após a ressurreição de Jesus, e nenhuma mudança sobre o dia de repouso instituído no sétimo dia da semana é mencionada (Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11). Interessante observar também a recomendação de Paulo, "continuem na graça de Deus" (verso 43), para aqueles que aceitaram a Cristo e, ao mesmo tempo guardavam o sábado do Decálogo, uma clara demonstração da harmonia entre a lei e a graça(f). Se houvesse algum conflito nesta questão os apóstolos prontamente os teriam instruídos, igualmente teriam deixado em seus escritos algo a este respeito para as futuras gerações da igreja.

"No sábado saímos da cidade e fomos para a beira do rio, onde esperávamos encontrar um lugar de oração. Sentamo-nos e começamos a conversar com as mulheres que haviam se reunido ali." (Atos 16:13 NVI).
Local e Data: Filipos, 53 d.C.
Número de Reuniões: 01
Histórico: Esta descrição bíblica anula simultaneamente três alegações dos opositores da observância sabática: "que o sábado é algo circunscrito ao território de Israel"; "que a observância sabática depende de uma sinagoga"; e, "que Paulo não guardava o sábado, mas utilizava este dia apenas para se reunir com os judeus". Estas três estapafúrdias mentiras são refutadas facilmente em Atos 16:13, pois este verso descreve Paulo, Silas, Timóteo e Lucas na cidade de Filipos, situada na Grécia mas na época sob jurisdição romana. Observando que esta cidade era desconhecida pelos apóstolos. Após alguns dias em Filipos, havia chegado o sábado, e prontamente eles buscaram uma sinagoga para realizar o culto a Deus, mas não encontraram. Porém, foram informados da existência de um lugar ao ar livre na orla do rio Gangites, onde poderiam realizar sua reunião sabática. Então, saíram da cidade ao encontro deste propício local para: estudar as Escrituras, louvar e orar ao Criador. Ali, eles encontraram algumas mulheres e pregaram o evangelho para elas. E Lídia, uma das presentes, após aceitar os ensinos transmitidos foi batizada (Atos 16:14-15). Assim, os discípulos de Jesus demonstraram um excelente exemplo de obediência ao quarto mandamento da lei de Deus.

"Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga judaica. Segundo o seu costume, Paulo foi à sinagoga e por três sábados discutiu com eles com base nas Escrituras, explicando e provando que o Cristo deveria sofrer e ressuscitar dentre os mortos. E dizia: 'Este Jesus que lhes proclamo é o Cristo'." (Atos 17:1-3 NVI).
Local e Data: Tessalônica, 53 d.C.
Número de Reuniões: 03
Histórico: Tessalônica, localizada na Grécia, foi capital da província romana de Macedônia e um importante centro de comércio que atraiu um número significativo de judeus. Estes desfrutavam de liberdade religiosa e puderam construir seu próprio lugar de culto. No intervalo entre os sábados, Paulo trabalhava na produção de tendas, e o fato dele pregar por três sábados consecutivos mostra o respeito que tinha pelo quarto mandamento e a responsabilidade que mantinha com o evangelho. Ele transmitia os ensinos de Cristo não "somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção" (I Tessalonicenses 1:5 NVI). E como resultado, não se salvaram somente judeus e prosélitos, mas muitos gentios rejeitaram seus ídolos e passaram a seguir a Deus. E, assim como Paulo foi um imitador de Jesus quanto a observância sabática (Lucas 4:16 cf. Atos 17:2, I Coríntios 4:16), igualmente foram os cristãos de Tessalônica: "De fato, vocês se tornaram nossos imitadores e do Senhor" (I Tessalonicenses 1:6 NVI). Estas coisas foram relatadas 22 anos após a morte, ressurreição e ascensão de Cristo, e também neste caso não há registro de que os apóstolos guardaram o domingo, ou, que o sábado foi extinto.

"Depois disso Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto. Ali, encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, que havia chegado recentemente da Itália com Priscila, sua mulher, pois Cláudio havia ordenado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo foi vê-los e, uma vez que tinham a mesma profissão, ficou morando e trabalhando com eles, pois eram fabricantes de tendas. Todos os sábados ele debatia na sinagoga, e convencia judeus e gregos. (...) Assim, Paulo ficou ali durante um ano e meio, ensinando-lhes a Palavra de Deus." (Atos 18:1-11 NVI).
Local e Data: Corinto, 54 d.C.
Número de Reuniões: 78
Histórico: Primeiramente as seguintes informações devem ser consideradas: Paulo pregava aos judeus e gregos (gentios) todos os sábados (verso 4), e permaneceu na cidade de Corinto um ano e seis meses (verso 11); neste período transcorreram 78 sábados e, em todos, Paulo se reservou exclusivamente para ensinar o evangelho. Seu ofício era produzir tendas, mas no sétimo dia da semana ausentava-se desta atividade para cumprir o quarto mandamento que lhe concede trabalhar de domingo a sexta e, lhe exigi santificação do sábado para os propósitos de Deus. Com base nos relatos bíblicos, estes acontecimentos ocorreram 24 anos após a ressurreição de Jesus e nada referente a mudança do dia de sábado, ou, algo sobre a sua abolição foi apresentada. Paulo, ao dialogar sobre as Escrituras com os judeus, não se envolveu em nenhum conflito vinculado a observância do dia de sábado, e o mesmo ocorreu com os gentios. Observa-se também que nessa época não existia dois dias de guarda, sendo o sábado para os judeus e o domingo para os gentios; ao contrário, ambos os grupos tinham o sábado como o único dia santo reservado exclusivamente para estudar as Escrituras e adorar Deus. É dito claramente que Paulo "todos os sábados debatia na sinagoga, e convencia judeus e gregos" (Atos 18:4). Não existe nenhum relato afirmando que ele os gentios se reuniam aos domingos à exemplo das reuniões sabáticas. Ao longo de todo o Novo Testamento, não há nenhuma referência que demonstre Cristo e Seus discípulos contrariando o sábado, ou ensinando que os gentios estavam livres para transgredi-lo.


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a. Guardar o sábado não consiste meramente em abster-se de certos afazeres do cotidiano, este simplório procedimento desvirtua por completo o propósito da observância sabática, e fatalmente conduzirá a ilusória justificação baseada em obras. Embora seja necessário o findar de determinadas atividades e assuntos nos diálogos aos sábados, isso não deve ser feito com o intuito de obter o favor de Deus, o foco principal destas atitudes dever ser reservar os pensamentos para conhecer o Criador e os Seus propósitos para a criação; a mente deve está voltada exclusivamente para as coisas divinas. Esta prática desenvolverá naturalmente e de forma mais acentuada o caráter fiel e justo que Deus requer de cada um, será alcançada a personalidade exigida por Sua lei. A capacidade para servir a Deus e ao próximo será desenvolvida à semelhança de Cristo, que deixou o verdadeiro exemplo de santificação do sábado. E todo aquele que nEle se baseia auxiliado pelo Espírito Santo (Romanos 8:5-9; Hebreus 10:15-17), certamente cumprirá o quarto mandamento e receberá as bênçãos especiais reservadas no sétimo dia da semana (Isaías 56:2; Isaías 58:13-14).
b. Anthropos, substantivo grego que refere-se a: um ser humano (homem ou mulher); todos os indivíduos humanos. À exemplo de Marcos 2:27, o verso de Marcos 6:44 aplica o vocábulo "anthropos" com o mesmo significado.
1. Tiago 2:8-13 cf. I João 3:4, Lucas 16:17, Mateus 5:17-19.
2. Marcos 2:23-24; Marcos 3:1-4; Lucas 13:10-17; João 5:1-18.
3. Baseado em: CHRISTIANINI, A. B. (1981). Subtilezas do Erro, 2.ª ed., São Paulo: CPB, p. 187-188.

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IASD On-line,
31 de out de 2013 11:31