Bíblia versus Patrística

Deixar as Escrituras Sagradas para escorar-se nos chamados "pais da igreja" (patrística) é, sem dúvida, instruir-se nas cisternas rotas da confusão, da incerteza e da incoerência (Jeremias 2:13; Jeremias 17:5). Embora alguns desses homens tenham sido piedosos, os seus escritos não foram guiados pelo Espírito Santo. Ao contrário da Bíblia (II Timóteo 3:16-17), os ensinos dos "pais da igreja" são falíveis, repletos de erros insanáveis e, ainda hoje, promovem inúmeras heresias. Ademais, a literatura patrística possui diversas obras que não indicam os seus respectivos autores, apresentam citações desconhecidas e, foram interpoladas(a) ao longo dos séculos.

Indiferentes por estes fatos, muitos cristãos utilizam o cambaleante acervo patrístico para defender doutrinas que não possuem amparo escriturístico, tais como: batismo de aspersão, jejuns cerimoniais, orações pelos mortos, purgatório, imortalidade da alma e guarda dominical. Sendo esta última, a doutrina mais polêmica e, por haver um maior interesse em defendê-la através das citações de: Barnabé, Clemente de Alexandria, Didaquê, Inácio, Justino, Tertuliano, Orígenes de Alexandria e Bardesanes, analisemos os relatos históricos e os escritos destes "pais da igreja" para conhecermos quem foram, em que acreditavam e, o que ensinaram sobre a observância do domingo.

Barnabé
Este personagem é fictício, não há registro histórico sobre ele. "Se existe algum axioma no estudo da Epístola de Barnabé, é que, ao contrário da maioria das testemunhas antigas, o seu autor não foi Barnabé, o companheiro de São Paulo. Na verdade já em 1840, Hefele, contra a sua convicção anterior, escreveu: 'Eu não acredito que possamos ver o Barnabé apostólico nesse homem(b)'".1

A Epístola de Barnabé não apresenta o nome de quem a escreveu, a data e o local de sua origem; há apenas a informação de que o seu autor era um professor, mas não consta o que lecionava. Alguns supõem que ela tenha sido escrita em 130 d.C.,2 e que Clemente de Alexandria seja o responsável pela criação de seu título. Outros "pais da igreja" como Eusébio, Jerônimo e Agostinho negam a autoridade da referida epístola e lhe atribuem características apócrifas. E há vários motivos para tal negação, pois ela ensina que:
"'Não comerás a hiena' [...] porque este animal muda de sexo todos os anos, tornando-se ora macho, ora fêmea. EIe [Deus] odiou também a 'doninha' [...]. De fato, este animal concebe pela boca. [...] 'Comei de todo animal que tem o casco fendido e que rumina' [...]. O que significa o 'casco fendido'? É que o justo caminha neste mundo e espera o mundo santo."3
Além destas bizarras declarações, ela expõe outras insanas ideias, tais como: os judeus são incapazes de entender o Velho Testamento; as orientações alimentares de Levítico capítulo 11 são simbólicas e partiram de Moisés, não de Deus, e que Davi acreditava também nessa simbologia; Abraão conhecia o alfabeto grego séculos antes que tal alfabeto existisse; e, apresenta uma delirante relação entre circuncisão e a cruz.4

O imaginário Barnabé, movido pela ressurreição de Jesus, criou ainda o "oitavo dia semanal"! E esta estapafúrdia ideia tornou-se referência para os defensores da observância dominical, que utilizam o seguinte trecho de sua epístola: "[...] observamos o oitavo dia com regozijo, o dia também em que Jesus levantou-Se dentre os mortos". Através desta declaração, alega-se veementemente que a igreja primitiva tinha o domingo como dia de descanso; argumento desmentido pelo próprio capítulo de onde o trecho em pauta foi retirado:
"[...] O sábado é mencionado no princípio da criação. [...] Portanto, meus filhos, em seis dias, ou seja, em seis mil anos, todas as coisas se findarão. 'E Ele repousou no sétimo dia'. Isso significa que quando o Seu Filho vier [...] então Ele verdadeiramente descansará no sétimo dia. Ademais, Ele declara: 'Santificá-lo-eis com mãos santas e um puro coração'. Se, portanto, qualquer um puder agora santificar o dia que Deus santificou, exceto que seja puro de coração em todas as coisas, serás iludido. [...] Então seremos capazes de santificá-lo, tendo primeiro santificado a nós próprios. [...] Portanto, também observamos o oitavo dia com regozijo, o dia também em que Jesus levantou-Se dentre os mortos. E quando Se manifestou, subiu aos céus."5
O texto acima, de onde os observadores do domingo retiram e isolam o trecho anteriormente mencionado, não declara que os primeiros cristãos observavam o domingo por orientação de Jesus ou de Seus apóstolos, mas, reconhece a santificação do sábado e orienta àquele que "puder agora santificar o dia que Deus santificou" que seja de "puro coração". Diz ainda que a santidade do sábado não permiti que o homem observe este dia como Deus requer, porém, isso será possível quando Cristo retornar. Quanto à esta última afirmativa, além de contraditória, ela caracteriza Deus de injusto ao exigir obediência a um mandamento "impossível" de ser seguido pelo homem (cf. Deuteronômio 30:11-14, Neemias 9:13-14). Então, diante das coisas que foram expostas, pergunta-se: É esse o "Barnabé" citado orgulhosamente como referência doutrinária?

Clemente de Alexandria
Quase nada sabe-se sobre a vida deste patrístico, mas presume-se que tenha nascido em 150 d.C. e seja filho de pais gregos; a circunstância de sua conversão ao cristianismo também é desconhecida.6 Possuidor de um conhecimento singular do paganismo, demonstrado em seus escritos, ele é apontado como tendo sido praticante de liturgias pagãs.

Clemente de Alexandria, assim como o desconhecido "Barnabé", afirmou que as orientações alimentares de Levítico capítulo 11 são simbólicas e, tratou o assunto de maneira confusa e incoerente. Por exemplo, ele acreditava que a distinção entre animais próprios e impróprios para o consumo representava as diferenças entre igreja, judeus e ateus.7 O seu envolvimento com os ensinos pagãos o direcionou ainda a seguinte conclusão: "Se, então, o Senhor [Jesus] desceu ao Hades(c) foi com uma única finalidade, pregar o evangelho".8

Philip Schaff e Johann Jakob Herzog declaram que Clemente era inapto para discernir entre o bem e o mal, e destacam que suas obras são difíceis de serem traduzidas devido as inúmeras alterações e abundantes anotações feitas por terceiros. Schaff ressalta ainda que as "citações de Clemente relativas à Escritura são feitas a partir da versão Septuaginta, frequentemente inexatas, às vezes a partir de um texto diferente do que possuímos, muitas vezes com adaptações verbais, e não raramente textos diferentes são misturados".9

Clemente acreditava que Platão era profeta, que a Septuaginta e a Sibila(d) eram escritos inspirados pelo Espírito Santo,10 e, atribuía ao profeta Jeremias a autoria do livro apócrifo Baruque.11 "Entre os Pais da Igreja os apócrifos eram de uso comum desde os primeiros momentos. [...] Clemente de Alexandria cita Eclesiástico, muitas vezes com a fórmula 'Escritura', 'Sagrada Escritura', 'Dizeres de Sabedoria', e não com tanta frequência, mas com as mesmas fórmulas, Sabedoria de Salomão, Baruque, e Tobias. Abundantes exemplos da mesma prática provém de Hipólito, Cipriano e outros".12

Mas, centralizando na questão do domingo, muitos afirmam que Clemente refere-se a observância dominical na seguinte citação: "Ele [o homem], em cumprimento do preceito, de acordo com o evangelho, guarda o dia do Senhor, quando abandona uma má disposição, e assume aquela dos gnósticos, glorificando a ressurreição do Senhor em si mesmo."13 Nesta declaração, Clemente não diz que o sábado foi substituído pelo domingo com a ressurreição de Cristo, também não diz que a igreja cristã o tinha como dia de descanso. E mesmo que estivesse insinuando tal afronta ao quarto mandamento do Decálogo, restou-lhe revelar: em que parte dos Evangelhos é ensinado essa mudança; o preceito que orienta observar o domingo e, qual o verso bíblico que classifica o "primeiro dia da semana" (domingo) como sendo o "dia do Senhor"(e). Deste modo, resta aos seus seguidores atuais apresentarem tais referências bíblicas.

Na citação em pauta, Clemente refere-se ao "festival da ressurreição" que era celebrado no "primeiro dia da semana", porém, não era (em sua época) dia de descanso, visto que após essa festividade os participantes retornavam às suas ocupações seculares. E esta atitude com o transcorrer do tempo incentivou a observância oficial do domingo(f), sem, contudo, amparar-se em qualquer parte da Bíblia. A respeito disso, Albert Pittman declarou: "Primitivamente reuniam-se no domingo de manhã não porque o domingo era um dia de feriado, mas sim um dia de trabalho normal como os demais. [...] Cantavam um hino a Cristo, ligavam-se por um voto de companheirismo, partilhavam uma merenda religiosa e, em seguida, retornavam ao seu trabalho, para os labores da semana."14

Didaquê
Cinco citações são atribuídas ingenuamente à Didaquê como sendo indicativos da observância dominical pela igreja primitiva. No entanto, somente uma citação lhe pertence (justamente a mais utilizada pelos opositores do sábado), e ela não prova que a guarda do domingo era praticada pela igreja no primeiro século. As demais provém da obra "Constituições Apostólicas", outra literatura apócrifa modificada e de data incerta quanto à sua redação (opiniões variam entre 250 a 350 d.C.); a propósito, ela faz diversas recomendações para que o sábado seja observado.15

A Didaquê, possivelmente escrita no Egito ou na Síria, contém manipulações de terceiros que agravam ainda mais os seus falsos ensinos, prática comum na literatura patrística.16 Tais mudanças ocorreram com o objetivo de atender aos interesses da igreja apostatada. Não obstante, volvemo-nos a avaliar a única citação realmente vinda da Didaquê comparando-a com a sua versão alterada (uma falsa tradução idealizada para provar que os primeiros cristãos guardavam o domingo):
Texto original: "Κατὰ Κυριακὴν δὲ κυρίου συναχθέντες κλάσατε ἄρτον καὶ εὐχαριστήσατε προεξομολογησάμενοι τὰ παραπτώματα ὑμῶν [...]"17
Texto original (tradução): "Conforme o Senhor, reúnam-se para partir o pão e agradecer, depois de ter confessado os seus pecados [...]"
Texto alterado (falsa tradução): "Mas todo dia do Senhor, reuni-vos, e parti o pão e dai graças após haverdes confessado as vossas transgressões [...]"
No texto original não existe a palavra "dia", que usualmente no idioma grego é "ημερα" (hemera). E a preposição grega "kατὰ", que significa: "em direção a"; "de acordo com"; "segundo"; "conforme", nunca representou o termo "mas todo", como é grosseiramente divulgado no texto alterado. Traduzir a expressão "kατὰ κυριακὴν" ("conforme o Senhor") como equivalente a, "mas todo dia do Senhor", demonstra nitidamente fraude. E irresponsabilidade por parte daqueles que se valem de tal artifício por conveniência doutrinária.

Inácio
A Bíblia ensina que devemos nos direcionar unicamente a Deus, mediante a fé em Jesus, nosso único intercessor e exemplo de vida; padrões humanos e suas concepções filosóficas são condenáveis.18 Ignorando esta orientação bíblica, Inácio considerava o bispo de Roma como se fosse o próprio Deus(g) e condenava aqueles que agissem contra as suas convicções.

E não satisfeito com tais atitudes ele ainda alegrava-se com a morte dos ímpios, enquanto Deus declara: "Acaso, tenho Eu prazer na morte do perverso? [...] não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Portanto, convertei-vos e vivei." (Ezequiel 18:23-32 RA cf. Ezequiel 33:11). Além de seu júbilo macabro e veneração pelo bispo de Roma, Inácio ensinava que a ausência de jejum no sábado ou no domingo tornava a pessoa assassina de Cristo.19 Ele defendia também a transubstanciação e considerava herege quem admitia apenas o simbolismo da santa ceia.20 Adiante alguns trechos das cartas de Inácio que revelam seus pensamentos e ensinos:
"É manifesto, portanto, que devemos olhar para o bispo como nos dirigindo ao próprio Senhor."21 "Todos os que são de Deus e Jesus Cristo, também estão com o bispo."22 "É satisfatório reverenciar tanto a Deus como o bispo. Aquele que honra o bispo foi honrado por Deus, aquele que faz alguma coisa sem o conhecimento do bispo, na realidade serve ao diabo."23 "[...] a destruição do ímpio é repentina, e objeto de júbilo."24
Aqueles que se baseiam em Inácio para sustentar doutrina(s), costumam lhe atribuir autoria de 15 cartas, mas comprovou-se que oito delas são falsas e as demais possuem trechos duvidosos. Sobre isso a Enciclopédia Britânica declara:
"É opinião universal dos críticos que as primeiras oito dessas pretensas cartas de Inácio são espúrias. Trazem em si provas indubitáveis de serem produtos de uma época posterior àquela em que Inácio viveu. [...] Por unanimidade são hoje postas à parte como falsificações. [...] alguns vão a ponto de negar que tenhamos qualquer escrito autêntico de Inácio, enquanto outros, embora admitindo as sete cartas mais curtas como provavelmente sendo dele, ainda duvidam muito de que estas estejam livres de intercalações."25

"Os centuriators de Magdeburg expressaram gravíssimas dúvidas quanto às suas autenticidades, e Calvino declarou que: 'nada era mais desonesto do que os contos de fadas publicados sob o nome de Inácio!'. Importa relatar, contudo, que o erudito católico romano, Denys Petau (Petavius), admitiu que as cartas foram interpoladas, enquanto o protestante Vedelius reconheceu as sete cartas mencionadas por Eusébio."26

"Policarpo fez uma coleção de cartas de Inácio e a enviou para a igreja de Filipos, assim como ele foi solicitado pelos filipenses. A coleção aparentemente continha algumas, senão todas, as sete cartas que eram conhecidas por Eusébio e são geralmente consideradas genuínas. [...] No século IV estas cartas foram corrompidas por intensas inserções de um interpolador, e a coleção foi aumentada em seis cartas forjadas sob o nome de Inácio."27
Philip Schaff participa desta questão dizendo: "Igualmente notável é a circunstância, que esses documentos mais antigos da hierarquia logo se tornaram tão interpolados, reduzidos e mutilados através de fraude religiosa, que hoje é quase impossível descobrir com certeza o genuíno Inácio da História ou o pseudo Inácio da tradição."28

Portanto, esses são os recursos literários utilizados pelos opositores do sábado, tais indivíduos alicerçam suas crenças na patrística e inevitavelmente compartilham de suas heresias e falsificações. A citação de Inácio (mutilada e interpolada) mais popular entre os defensores do domingo tornou-se exemplo clássico das alterações nos escritos patrísticos. Vejamos:
Texto original: "[...] μηκέτι σαββατίζοντες ἀλλὰ κατὰ κυριακὴν ζωὴν ζῶντες [...]"29
Texto original (tradução): "[...] não mais sabatizando, mas conforme a vida do Senhor, vivendo [...]"
Texto mutilado: "[...] μηκέτι σαββατίζοντες ἀλλὰ κατὰ κυριακὴν ???? ζῶντες [...]"
Texto interpolado: "[...] μηκέτι σαββατίζοντες ἀλλὰ κατὰ κυριακὴν ημερα ζῶντες [...]"
Texto interpolado e sua falsa tradução: "[...] não mais observando o sábado, mas vivendo na observância do dia do Senhor [...]"
A palavra grega "ζωὴν" (vida) foi propositalmente retirada do texto original durante a sua transcrição e, em seguida, foi acrescentada a palavra "ημερα" (dia). Soma-se a isso, a capciosa e falsa tradução do texto interpolado, pois nem ele e tampouco o texto original apresentam algo que corresponda a flexão verbal "observando" e ao substantivo "observância"; além disso, a palavra "σαββατίζοντες" que significa sabatizando, refere-se a maneira como os fanáticos(h) judeus observavam o sábado (o patrístico Orígenes de Alexandria comenta esta questão; ver adiante). No idioma grego a palavra correspondente para sábado é "σαββατων" (sabbaton), jamais foi "σαββατίζοντες" (sabbatizontes).

Os bispos Lightfoot e Lake, co-participantes dessa fraude, reeditaram o texto da seguinte maneira: "não vivendo mais para o sábado, mas para o dia do Senhor". De qualquer forma, em ambos os casos, a adição da palavra "dia" destoa por completo do contexto porque não se vive "conforme um dia", mas sim de acordo com um princípio, um exemplo, uma orientação de vida. E segundo o original a recomendação é para que se viva "conforme a vida do Senhor". A "Epistle to the Magnesians" (fonte do texto em análise) possui várias interpolações realizadas entre 300-400 d.C., e algumas alteraram o capítulo IX para tornar o domingo um dia de culto.30 Apesar de todos esses artifícios fraudulentos, as cópias ainda mantém a indicação do sábado como dia de guarda e, do domingo como um festival da ressurreição:
"Mas que todos vós guardeis o sábado segundo um modo espiritual, regozijando-vos em meditação sobre a lei, não em relaxamento do corpo, admirando a obra de Deus, e não comendo coisas preparadas no dia anterior, nem usando bebidas mornas, e caminhando dentro de um espaço prescrito, nem encontrando deleite em danças e celebrações que em si não fazem sentido. E após a observância do sábado, que todo amigo de Cristo observe o dia do Senhor como um festival, o dia da ressurreição, a rainha e chefe de todos os dias."31
E, para finalizar, o escritor e defensor da observância dominical, William Domville, declara: "Cada um familiarizado com todas essas questões está ciente de que as obras de Inácio foram interpoladas e corrompidas mais do que qualquer outro dos antigos pais; e também que alguns escritos atribuídos a ele são totalmente falsos."32

Justino
Justino era quiliasta(i) e seus escritos foram fortemente influenciados pelas concepções pagãs, especialmente as de origem grega. Ele ensinou as seguintes aberrações: que os demônios são criaturas provenientes da união sexual entre mulheres e anjos,33 e capazes de induzirem o homem ao pecado através de sonhos;34 que o estado de possessão e de loucura (desequilíbrio psicológico) são ocasionados por almas dos mortos;35 que Deus dispôs o Sol para ser adorado;36 que o maná era alimento destinado aos anjos, porém foi concedido posteriormente ao homem.37

Alicerçados também nesse patrístico, os defensores da guarda do domingo utilizam uma declaração de Justino, falsificada, que diz: "Mas o domingo é o dia em que todos temos nossa reunião comum, porque é o primeiro dia da semana, e Jesus Cristo, nosso Salvador, neste mesmo dia ressuscitou da morte [...]".

Ao contrário do falso texto usado pelos dominguistas, Justino nunca chamou de "domingo" (muito menos de "dia do Senhor"), o "dia do deus Sol". No texto original ele usa a nomenclatura da semana astrológica do paganismo para se referir ao dia em que o "festival da ressurreição" era celebrado - o "dia do Sol". E, obviamente, ele menciona o sábado como o "dia de Saturno" (sétimo dia da semana astrológica). O falso texto contem ainda outra fraude, e consiste na justificativa: "porque é o primeiro dia da semana". Esta frase não existe no texto original, ela foi adicionada pelos obscuros defensores do domingo. Justino expressou-se da seguinte maneira:
"No dia designado ao Sol, faz-se uma reunião de todos os que moram nas cidades e nos distritos rurais e se leem as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas. [...] No dia do Sol realizamos uma reunião em conjunto, dia no qual Deus, havendo mudado a obscuridade e a matéria, fez o mundo; e Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos no mesmo dia. Fora crucificado um dia antes ao [dia] de Saturno e no dia que segue ao de Saturno - o dia do Sol - tendo aparecido aos apóstolos e discípulos ensinou-lhes estas coisas que submetemos à vossa consideração."38
A afirmativa de Justino de que "todos" se reuniam "no dia designado ao Sol" não procede, pois havia cristãos que não relacionavam o "dia do Sol" com o culto ao Deus Criador, e também não se envolviam nas campanhas antijudaicas e nas festividades da ressurreição, que eram os dois principais motivos dessas reuniões(j). Mesmo em Roma, onde a influência pagã era mais acentuada em relação a outros territórios, havia cristãos que não se deixaram envolver pela influência do paganismo (ao contrário da grande maioria), como esclarece os historiadores Sócrates e Sozomen:
"Embora quase todas as igrejas em todo o mundo celebrem os sagrados mistérios no sábado de cada semana, os cristãos de Alexandria e de Roma, em vista de alguma antiga tradição, cessaram de fazer isso."39 "O povo de Constantinopla e de outras cidades, congregam-se tanto no sábado como no dia imediato; costume este que nunca é observado em Roma."40
Os atuais seguidores de Justino, ignoram ainda que a sua citação em pauta faz parte de um documento enviado para o imperador romano Antoninus Pius e seus súditos;41 nele, Justino generaliza o comportamento do povo de Roma quanto às reuniões que ocorriam no "dia do Sol, feriado pagão vigente naquele tempo (século II). Em "Dialogue with Trypho", ele menciona claramente o mitraísmo (religião predominante no império) que tinha como dia de festa o "primeiro dia da semana".42

No império romano, o deus-Sol Mitra era popularmente designado como o Sol Invictus (Sol invencível). Já nos almanaques chineses consta o "dia de Mih" (dia de Mitra), e que se traduz por "dia do senhor". Nas inscrições romanas relacionadas com o mitraísmo ocorrem com certa frequência as expressões: "sancto domino Invicto Mithrae" (santo senhor Mitra Invencível); "domino Soli" (senhor, o Sol); "domino Soli sacrum" (sagrado ao senhor, o Sol); e, "domino Soli sacro" (ao senhor, o Sol sagrado). O imperador Aureliano chegou a proclamar oficialmente o Sol como: "Soli dominus imperii romanus" (Sol, senhor do império romano). A seguir algumas manifestações sobre os fatos apresentados:
"É uma conjectura muito provável, que o dia em que os pagãos em geral consagravam à adoração e honra ao seu deus principal, o Sol, era segundo nossos dados, o primeiro da semana [...]"43
"Os primeiros cristãos [gentios] adotaram os sete dias da semana judaica com os seus dias numerados, mas até o final do século III d.C., esta começou a ceder lugar à semana planetária. [...] O uso dos nomes de planetas pelos cristãos atesta a crescente influência das especulações astrológicas introduzidas por conversos do paganismo. As antigas crenças no poder dos astros sobre os destinos humanos existia nas comunidades cristãs; os corpos celestes não considerados divindades, eram demônios capazes de afetar o destino do homem. [...] E o famoso edito de Constantino, como observamos, definitivamente fixa o dia do Sol entre os feriados religiosos do Estado romano. [...] Assim, gradualmente, uma instituição pagã foi enxertada no cristianismo."44
"A igreja tomou a filosofia pagã e fez dela o escudo da fé contra os pagãos. Ela(l) tomou o dia do Sol dos pagãos e fez dele o domingo cristão."45
"[...] Sessenta e seis anos depois(m), 387 d.C., em outro decreto romano, o dia do Sol é chamado de 'o dia do Senhor'. [...] Em 392 d.C., um decreto romano adicional proibiu nesse dia todas as exibições(n) que pudessem desviar o comparecimento nos mistérios [liturgias] da religião cristã. A legislação dominical do império romano nunca retrocedeu."46
Tertuliano
De personalidade sarcástica, injuriosa e fanática, Tertuliano era considerado extremamente colérico. Se desligou da igreja ortodoxa e aderiu ao montanismo(o); abandonando-o posteriormente, criou a sua própria seita.47 Dentre os "pais da igreja", Tertuliano foi o que reuniu e ensinou mais heresias, tais como: que a "alma"(p) de Cristo e dos patriarcas desceram ao Hades;48 que as mulheres foram "objetos" da concupiscência angelical e que, este desejo sexual dos anjos foi o motivo da rebelião deles contra Deus;49 que os feiticeiros convocam as "almas" dos mortos e, também, de anjos malignos ou demônios para auxiliá-los a interferir e controlar a mente dos homens através de sonhos;50 que os animais curvam-se e oram como as pessoas;51 que o apóstolo Pedro batizou no rio Tiber (conclusão obtida após fazer um paralelo com os batismos de João no rio Jordão), sendo que Pedro nunca esteve em Roma.52

Contudo, deixando à margem essas macabras ideias, vejamos o que Tertuliano escreveu sobre a suposta observância do domingo entre os primeiros cristãos:
"Mas, muitos de vocês, igualmente, às vezes sob o pretexto de adorar os corpos celestes, movem seus lábios na direção ao nascer do Sol. Da mesma forma, se nós dedicarmos o dia do Sol com alegria, a partir de uma razão muito diferente do culto ao Sol, teremos alguma semelhança com aqueles que cultuam no dia de Saturno [...]"53
"Outros, com maior consideração aos bons costumes, isto deve ser admitido, supõem que o Sol é o deus dos cristãos, porque é um fato bem conhecido que rezamos em direção ao leste, ou porque fazemos do dia do Sol um dia de festividade."54
"A questão de ajoelhar-se igualmente na oração, está sujeita a diversidade de costume, pelo fato de alguns poucos se absterem de ajoelhar-se no sábado; uma vez que esta dissensão é particularmente um julgamento das igrejas. [...] Somente no dia da ressurreição do Senhor deviam guardar-se não apenas contra o ajoelhar-se, mas contra todos os gestos de serviço de solicitude, adiando mesmo nossas ocupações para não darmos qualquer lugar ao maligno."55
"[...] fazemos oferendas em homenagem aos nossos falecidos amigos, nos aniversários de suas mortes. [...] o jejum, a adoração no dia [da ressurreição] do Senhor [...]; em todas as ações comuns da vida diária, fazemos na testa o sinal da cruz. Se, para estas e outras regras, vós insistis sobre uma positiva determinação da Escritura, nada encontrareis. A tradição vos será apresentada como originadora destas práticas, o costume as fortaleceu e a fé as pôs em atuação."56
O próprio Tertuliano desmorona as alegações dominguistas sobre a legalidade bíblica da observância dominical. Ele deixa claro que a guarda do "primeiro dia da semana" (comumente conhecido em sua época por "dia do Sol") é de autoria humana e fundamentada no festival da ressurreição; e que nesse dia praticava-se trabalhos seculares normalmente. Ele enfatiza também a existência de cristãos que observavam o sábado descrito no Decálogo. E Eusébio endossa os relatos de Tertuliano quando diz: "Todas as coisas que era dever fazer no sábado, estas nós as transferimos para o dia do Senhor, como o mais apropriado para isso, este [domingo] é o principal na semana, é mais honroso que o sábado judaico".57

Orígenes de Alexandria
Orígenes, patrístico contemporâneo de Tertuliano, estudou e ensinou na escola catequética de Alexandria. Mas, com receio de que a sua atuação como professor também de mulheres pudesse causar algum escândalo aos pagãos ou descrédito em seus ensinos, chegou ao extremo do ascetismo e literalmente pôs em pratica as palavras de Mateus 19:12, mutilando-se. Posteriormente concluiu que sua atitude foi exagerada.58 A respeito das polêmicas questões sobre o sábado, Orígenes exortou que os cristãos evitassem o modo legalista dos judeus de guarda-lo e buscasse o seu verdadeiro propósito, citando inclusive Hebreus 4:9 como referência:
"[...] o que é solenizar o sábado, se não a solenidade do qual o apóstolo [Paulo] diz: 'Assim, ainda resta um descanso', que é a observância do sábado, 'para o povo de Deus?' (Heb. 4:9).
Portanto, deixando para trás a observância judaica do sábado, veremos que espécie de observância sabática não deve haver para o cristão. No dia de sábado, nenhuma imaginável atividade mundana deve ser realizada. Assim, se vocês deixarem de fazer obras seculares e nada mundano realizar, mas estabelecer tempo para trabalhos espirituais, venham à igreja, ouvir às leituras e discussões divinas, pensar sobre as coisas celestiais, mostrar interesse pela esperança futura, manter diante dos olhos o julgamento vindouro, não considerando as coisas presentes e visíveis, mas as coisas invisíveis e futuras. É assim que o cristão observa o sábado."59
Bardesanes
Considerado um dos maiores representantes do gnosticismo sírio, Bardesanes misturou as doutrinas cristãs com os ensinos gnósticos(q); e suas crenças cosmogônicas eram baseadas no paganismo mesopotâmico, para ele a origem do mundo e a existência de Lúcifer não tinham sido obras de Deus.60 Afirmava também que Cristo não possuía corpo real, não padeceu de sofrimentos e negava-Lhe a ressurreição.

Com exceção de fragmentos de sua obra literária "Hinos à Alma", que foram inseridos no livro apócrifo "Atos de São Tomé",61 todos os escritos de Bardesanes se perderam. Muitos desses "hinos" tinham como objetivo popularizar os seus ensinamentos. Mas, a partir dos fragmentos que restaram, semelhanças com o valentinianismo(r) puderam ser estabelecidas.62 E mais uma vez desconsiderando tais coisas comuns à patrística, os oponentes do sábado valem-se desta "cisterna rachada" (Jeremias 2:13) e afirmam sem citar a procedência da citação, que Bardesanes declarou: "Num dia, o primeiro da semana nós nos reunimos em assembléia".

Todavia, independente da veracidade da referida declaração (visto que não há conhecimento de sua fonte), deve ser observado que: ela não demonstra através da Bíblia que o "primeiro dia da semana" seja o dia de descanso semanal instituído para os cristãos; ela não revela base bíblica para classificá-lo como o "dia do Senhor"; e, ela não prova que os primeiros cristãos haviam sido orientados por Cristo e Seus discípulos a tê-lo como substituto do sábado (sétimo dia da semana). O máximo que se poderia especular sobre essa desconhecida reunião é que ela estaria fundamentada nos mesmos motivos anteriormente descritos.

Considerações Finais
Em sua totalidade, os "pais da igreja" confrontam diretamente vários ensinos da Bíblia, e são largamente citados como referência "teológica" por aqueles que desejam fundamentar tradição popular ou crença particular.

A patrística é "testemunha falível de autoridade humana. [...] tradição que a crítica não pode sequer firmar no terreno digno da História. [...] Tradição confusa e contraditória. [...] Pululam, nos anais primitivos da igreja, escritos espúrios ou apócrifos, que revelam a tendência perigosa para a ficção e para as lendas, que degeneraram largamente nas fraudes pias dos tempos medievais".63

"[...] Se nos direcionarmos para os pais [da igreja] com a esperança de que doravante e finalmente entraremos num campo de métodos incontestáveis e aplicações seguras, seremos desapontados. [...] Há pouquíssimos deles cujas páginas não tenham numerosos erros - erros de métodos, erros de fatos, erros históricos, de gramática, e igualmente de doutrina."64 "Portanto, não é estranho que todas as facções de cristãos possam encontrar nos que são chamados pais [da igreja], algo que favoreça as suas próprias opiniões e sistemas."65

"Nenhuma parte do credo protestante está na decisão dos pais [da igreja] e concílios. Ao recorrer unicamente a Bíblia, como a única regra de fé e prática, os cristãos confundiram e derrotaram seus adversários papais, que não podiam provar suas doutrinas, por meio de 'pais' e concílios."66 "E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. [...] Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição." (Marcos 7:7-9 RA).


Texto baseado em: CHRISTIANINI, A. B. (1981). Subtilezas do Erro, 2.ª ed., São Paulo: CPB, cap. 34-36, p. 216-233.
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a. Interromper; cessar; intercalar; introduzir palavra(s), frase(s), fragmento(s) num texto; alterar uma obra literária ou um documento original durante a sua cópia.
b. Referindo-se ao "autor desconhecido" da apócrifa "Epístola de Barnabé".
c. Segundo a concepção pagã, Hades trata-se de uma região obscura situada no interior da Terra onde os espíritos das pessoas más (após a morte) são encaminhados. Nesse submundo, os espíritos são castigados por demônios por causa de seus pecados. Acesse: Espíritos.
d. Segundo a lenda e tradição grega, essa obra pertence a Sibylla, pitonisa do oráculo de Delfos.
i. Adepto do quiliasmo; aquele que acredita num período de mil anos na Terra, após o juízo de Deus, destinado aos escolhidos (predestinados) para desfrutarem os prazeres terrenos.
m. Contagem feita a partir do decreto (edito) de Constantino de 321 d.C.
n. Espetáculos ao público que eram realizados nos teatros, anfiteatros, arenas e etc.
o. Movimento religioso fundado por Montano. Ele acreditava que era o representante do Espírito Santo e que Jesus tinha prometido que o evangelho seria pregado por seu intermédio e de seus "profetas" e "profetisas". Tertuliano liderou esse movimento em Cartago no século III.
q. Movimento religioso que caracteriza-se por conciliar conjectura filosófica com misticismo.
r. Doutrina herege que pregava um sincretismo das teorias platônicas, judaísmo, dualismo persa e dogmas cristãos (definição: Dicionário Houaiss).
1. PAGET, J. C. (1994). The Epistle of Barnabas: outlook and background, vol. 64, Tübingen: Morh Siebeck, chap. I, p. 3.
2. "Barnabas, Letter of". (2010). Encyclopædia Britannica. Chicago: Encyclopædia Britannica.
3. Epistle of Barnabas, chap. X.
4. Epistle of Barnabas, chap. IX, XI.
5. Epistle of Barnabas, chap. XV.
6. "Clement of Alexandria, Saint". (1918). The Encyclopedia Americana Corporation, vol. VII, New York: J. B. Lyon Company, p. 87a; "Clement of Alexandria". (1910). Enciclopaedia Britannica, 11.ª ed., vol. VI, Cambridge, England: University Press, p. 487b; "Clement of Alexandria, Saint". (2010). Encyclopædia Britannica. Chicago: Encyclopædia Britannica.
7. The Stromata, book VII, chap. XVIII.
8. The Stromata, book VI, chap. VI, § 5.
9. SCHAFF, P. (2004). Ante-Nicene Fathers, vol. II, Grand Rapids, MI: CCEL, p. 375; (editores, Rev. Alexander Roberts and James Donaldson, originalmente publicado em 1885. Philip Schaff, nascido na Suíça, recebeu educação alemã nas universidades de Tübingen, Halle e Berlim, tornou-se teólogo protestante e historiador da igreja cristã. Após sua formação acadêmica destinou-se a ensinar nos Estados Unidos).
10. Exhortation to the Heathen, chap. II, § 24; Exhortation to the Heathen, chap IV, § 6; Exhortation to the Heathen, chap. VI, § 5-6; Exhortation to the Heathen, chap. VIII, § 1; The Instructor, book III, chap. III, § 1.
11. The Instructor, book I, chap. X, § 3.
12. "Apocrypha". (1951). The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge, vol. I, Grand Rapids, MI: Baker Book House, p. 478.
13. The Stromata, book VII, chap XII, § 20.
14. The Watchman Examiner, Journal Baptist, (Oct. 25, 1956), New York, N.Y.: Watchman-Examiner Co., Inc.; (Albert C. Pittman foi pastor da Primeira Igreja Batista de Dayton - Ohio, USA).
15. Apostolic Constitutions, book II, sec. VI, art. XLVII; Apostolic Constitutions, book II, sec. VII, art. LIX; Apostolic Constitutions, book V, sec. III, art. XV; Apostolic Constitutions, book VII, sec. II, art. XXIII; Apostolic Constitutions, book VII, sec. II, art. XXXVI; Apostolic Constitutions, book VIII, sec. IV, art. XXXIII.
16. "Didache, The". (1910). Enciclopaedia Britannica, 11.ª ed., vol. VIII, Cambridge, England: University Press, p. 201a; "Didache". (1952). The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge, vol. III, Grand Rapids, MI: Baker Book House, p. 421a; "Didache". (2010). Encyclopædia Britannica. Chicago: Encyclopædia Britannica.
17. Didache, chap. XIV, § 1.
18. Jeremias 17:5; Marcos 7:7-9; I João 2:1-4; I Pedro 2:21-25.
19. Epistle to the Philippians, chap. XIII.
20. Epistle to the Smyrnæans, chap. VII, § 1.
21. Epistle to the Ephesians, chap. VI, § 1.
22. Epistle to the Philadelphians, chap. III, § 1-2.
23. Epistle to the Smyrnæans, chap. IX, § 1.
24. Epistle to the Ephesians, chap. VII, § 2.
25. Quoted in: CHRISTIANINI, A. B. (1981). Subtilezas do Erro, 2.ª ed., São Paulo: CPB, p. 219.
26. "Ignatius". (1910). Enciclopaedia Britannica, 11.ª ed., vol. XIV, Cambridge, England: University Press, p. 293a.
27. "Ignatius of Antioch, Saint". (2010). Encyclopædia Britannica. Chicago: Encyclopædia Britannica.
28. SCHAFF, P. (1893). History of the Christian Church: Ante-Nicene Christianity A.D. 100-325, vol. II, 3.ª ed., Grand Rapids, MI: CCEL, p. 583.
29. Epistle to the Magnesians, chap. IX, § 1. Too in: MIGNE, JACQUES-PAUL. (1857). Patrologiæ: cursus completus, tomus V, series græca, column 669 (epistola ad Magnesios, IX); MIGNE, JACQUES-PAUL. (1894). Patrologiæ: cursus completus, tomus V, series græca, Parisiis: Jacques-Paul Migne Sucessores, column 669 (epistola ad Magnesios, IX); Jacobson's Patres Apostolici, tomo II, Oxford: W. Jacobson, 1840, p. 322; DOMVILLE, W. (1849). The Sabbath: An Examination of Six Texts, vol. I, London: Chapman and Hall, chap. VII, p. 241.
30. KITTO, J. (1851). A Cyclopædia of Biblical Literature, 10.ª ed., vol. II, New York: Published by Mark H. Newman & Co., p. 270-271 (art. Lord's Day); YOST, F. H. (1947). The Early Christian Sabbath, Mountain View, CA: Pacific Press Publishing Association, chap. 5, p. 14-15.
31. Epistle to the Magnesians, chap. IX, § 2.
32. DOMVILLE, W. (1849). The Sabbath: An Examination of Six Texts, vol. I, London: Chapman and Hall, chap. VII, p. 237.
33. The Second Apology, chap. V.
34. The First Apology, chap. XIV.
35. The First Apology, chap. XVIII.
36. Dialogue with Trypho, chap. CXXI.
37. Dialogue with Trypho, chap. CXXXI.
38. The First Apology, chap. LXVII.
39. SOCRATES. Ecclesiastical History, book V, chap. XXII; (obra do historiador grego e cristão Sócrates, o eclesiástico. Ela é composta por sete livros e discorre sobre os acontecimentos da igreja de Roma entre 305-439 d.C., abrangendo fatos políticos e eclesiásticos, tanto internos como externos). Too in: SCHAFF, P. (1886). Nicene and Post-Nicene Fathers: Socrates and Sozomenus Ecclesiastical Histories, series II, vol. II, New York: Christian Literature Publishing Co., p. 334.
40. SOZOMEN. Ecclesiastical History, book VII, chap. XIX; (esta obra foi elaborada pelo Salminius Hermias Sozomenus, Sozomen, e descreve a história da igreja baseada nas obras literárias de Socrates, o Eclesiástico e de Eusebius, bispo de Cesarea). Too in: SCHAFF, P. (1886). Nicene and Post-Nicene Fathers: Socrates and Sozomenus Ecclesiastical Histories, series II, vol. II, New York: Christian Literature Publishing Co., p. 874.
41. The First Apology, chap. I.
42. Dialogue with Trypho, chap. LXX, LXXVIII.
43. JENNINGS, D. (1837). Jewish Antiquities: A Course of Lectures Godwin's Moses and Aaron, 9.ª ed., London: Thomas Tegg and Son, book III, chap. III, p. 377.
44. WEBSTER, H. (1916). Rest Days: A Study in Early Law and Morality, New York: The Macmillan Co., p. 220-221; (Hutton Webster foi professor de antropologia social na universidade de Nebraska).
45. The Catholic World (march, 1894). Quoted in: CHRISTIANINI, A. B. (1981). Subtilezas do Erro, 2.ª ed., São Paulo: CPB, p. 227.
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47. "Tertullian". (2010). Encyclopædia Britannica. Chicago: Encyclopædia Britannica.
48. Apologetic: A Treatise on the Soul, chap. VII.
49. Ethical: On player, chap. XXII.
50. Apologetic: Apology, chap. XXIII.
51. Ethical: On Prayer, chap. XXIX.
52. Ethical: On Baptism, chap. IV.
53. Apologetic: Apology, chap. XVI.
54. Apologetic: Ad Nationes, book I, chap. XIII.
55. Ethical: On player, chap. XXIII.
56. Apologetic: The Chaplet, or De Corona, chap. III-IV.
57. Eusebius' Commentary on the Psalms (Psalm 92, a Psalm or Song for the Sabbath-Day). In: Migne's Patrologia Graeca, vol. XXIII, col. 1171-1172.
58. "Origen". (1953). The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge, vol. VIII, Grand Rapids, MI: Baker Book House, p. 268b; "Origen". (2010). Encyclopædia Britannica. Chicago: Encyclopædia Britannica.
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60. "Bardesanes". (2010). Encyclopædia Britannica. Chicago: Encyclopædia Britannica.
61. WRIGHT, W. (1871). Apocryphal Acts of the Apostles, vol. I, London: Printed by Williams and Norgate, p. 247; (english texts in volume II).
62. "Bardesanes". (1951). The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge, vol. I, Grand Rapids, MI: Baker Book House, p. 1008.
63. PEREIRA, E. C. (1949). Problema Religioso na América Latina, O; 2.ª ed., São Paulo: Livraria Independente Editora, p. 215, 219 e 227; (Eduardo Carlos Pereira de Magalhães foi ministro evangélico presbiteriano, professor e escritor brasileiro. Tornou-se renomado líder protestante no século XIX e auxiliou na fundação da igreja Presbiteriana Independente).
64. FARRAR, F. W. (1886). History in Interpretation, London: Macmillan and Co., lecture IV, p. 162-163; (Frederic William Farrar, escritor e filósofo inglês, foi arcediago anglicano, cânon da Westminster Abbey, membro do Trinity College (Cambridge), assistente na Harrow School e deão de Canterbury).
65. MOSHEIM, J. L. (1847). Institutes of Ecclesiastical History: Ancient and Modern, 3.ª ed., vol. I, New-York: Harper & Brothers, book I, part. II, chap. III, p. 127; (Johann Lorenz von Mosheim, alemão e historiador, foi membro da igreja Luterana. Em sua obra "Institutionum Historiae Ecclesiasticae" (composta de quatro livros), ele abrange a História do cristianismo deste o nascimento de Cristo até o início do século XVIII).
66. Adam Clark, Clarke's Bible Commentary, Proverbs 8 (verse 36).

Outros estudos:
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IASD On-line,
10 de dez de 2013 05:46