A Hora do Juízo

Após Satanás persuadir Adão e Eva a aceitar às suas ideologias(a), ele passou a governar este mundo (Mateus 4:8-9; Lucas 4:5-6; João 12:31). Então iniciou-se a árdua luta entre o bem e o mal, visto que Deus a partir daquele momento pôs em prática o Seu plano para libertar a humanidade do domínio satânico (Colossenses 1:13-14; Apocalipse 11:15 cf. Daniel 7:13-14).

Satanás nunca se manteve indiferente ao observar Deus redimindo Suas cativas criaturas, mas sempre esteve em constante oposição (Efésios 6:11-12; Apocalipse 12:10 cf. Isaías 14:12); seu principal intuito consiste em desviar o pecador da lei e da intercessão de Jesus que lhe concede o perdão (Apocalipse 12:17; I João 2:1-4 cf. II Tessalonicenses 2:7-12). Em contrapartida, Deus jamais permitiu que a Sua lei e o ministério sumo sacerdotal de Jesus fossem completamente obscurecidos pelo mal, pois através de homens e mulheres fiéis, Ele vem preservando os seus propósitos (Isaías 58:12 cf. Isaías 51:4-5; Apocalipse 14:12); e isso pode ser exemplificado pela reforma protestante que resgatou parcialmente o papel de Cristo como nosso Mediador, ocasionando grande reavivamento no mundo cristão. E embora tenha sido um resgate parcial, a Bíblia revela o tempo em que os demais ensinos sobre o sacerdócio de Jesus seriam restabelecidos, preparando assim a raça humana para o seu julgamento (Daniel 7:9-10 cf. Eclesiastes 12:13-14; Apocalipse 14:6-7).

As 2300 tardes e manhãs

Os capítulos 7 e 8 do livro de Daniel apresentam detalhes históricos e proféticos sobre o conflito cósmico relatado acima. Eles descrevem a sucessão de quatro impérios(b) com destaque para o último, que através de uma de suas instituições, ainda hoje atua contra a autoridade de Deus e obscurece o ministério intercessório de Jesus(c). E em meio aos ferrenhos ataques contra esse ministério, eis que surgi o importante questionamento: "Até quando o mal prevalecerá?" E essa pergunta, juntamente com à sua resposta, foram presenciadas pelo profeta Daniel no seguinte diálogo:

- Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército a fim de serem pisados?
- Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. (Daniel 8:13-14 RA).

E ao anjo Gabriel foi entregue a missão de explicar esses eventos a Daniel. No entanto, após receber a maior parte das explicações sobre a visão do capítulo 8, Daniel adoeceu (Daniel 8:27). E isso motivou Gabriel a interromper os esclarecimentos sobre o período das "2300 tardes e manhãs", a única parte dessa mesma visão que não havia sido explicada. Todavia, ele retorna com o objetivo de resolver essa questão (Daniel 9:21-23). Portanto, os capítulos 8 e 9 do livro de Daniel estão fortemente conectados, pois o capítulo 9 esclarece o período de tempo descrito no capítulo 8. Mas antes de prosseguir com esse assunto, é necessário compreender o significado da expressão "tarde e manhã":

"[...] E disse Deus: 'Haja luz.' E houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. Houve tarde[d] e manhã[e], o primeiro dia." (Gênesis 1:3-5 RA).

De acordo com a Bíblia, "uma tarde" (noite - trevas) e "uma manhã" (dia - luz) formam o período de "um dia" (tempo compreendido entre um pôr do Sol ao outro). E essa maneira usada por Deus para mencionar o intervalo de "um dia", foi igualmente utilizada na resposta de Daniel 8:13, e na exortação do anjo Gabriel sobre a visão do capítulo 8 (Daniel 8:26). Portanto, as "2300 tardes e manhãs" de Daniel 8:14 referem-se a "2300 dias".

Mas o capítulos 8 descreve eventos proféticos através de simbolismos, e em casos específicos como esse, "um dia" representa "um ano"(f) (cf. Números 14:34; Ezequiel 4:6-7). Logo, os "2300 dias" proféticos equivalem a "2300 anos" literais. E o próprio Gabriel auxilia nessa questão ao afirmar que a transgressão contra o santuário (Daniel 8:13) se estenderia até o "tempo do fim" (até os "dias longínquos", Daniel 8:17-19, 26), o que automaticamente elimina a interpretação de que as "2300 tardes e manhãs" sejam literalmente "2300 dias", visto que estes equivalem a 6 anos e 3 meses, e consequentemente, não atingem o "tempo do fim" (cf. Daniel 12:4-9). Assim, prossigamos com às explicações de Gabriel:

"[...] Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão. Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o santo dos santos." (Daniel 9:22-24 RA).

E o que significa essas "setenta semanas"? Existe alguma relação entre elas e os "2300 anos"?

Quando o anjo Gabriel retorna, ele anuncia ao profeta Daniel que transmitiria os demais esclarecimentos sobre a visão descrita no capítulo 8, pois sem eles, Daniel não a compreenderia (Daniel 8:27). Por isso a exortação: "considera, pois, a coisa e entende a visão" (Daniel 9:23 RA); em outras palavras: "preste atenção à mensagem para entender a visão" (Daniel 9:23 NVI). E Gabriel inicia justamente abordando o fator, tempo: "Setenta semanas estão [...]" (Daniel 9:24).

Outra relação entre as "70 semanas" e os 2300 anos é observada na palavra "chathak" de Daniel 9:24: "Setenta semanas estão determinadas [chathak] sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade [...]". Embora a maioria das traduções bíblicas utilizem a palavra "determinada" ou "decretada" para traduzir o termo hebraico "chathak", o sentido que mais se aproxima dele são os verbos cortar, dividir, repartir, separar.1, 2 E algumas traduções(g) optaram em usar estes verbos como correspondentes à "chathak", posicionamento defendido também pelo dicionário hebraico-inglês de Genesius.3

Portanto, as "70 semanas" foram separadas dos 2300 anos; e os eventos proféticos abrangidos por elas (citados em Daniel 9:24-27), ajudam a esclarecer tanto a pergunta quanto a resposta de Daniel 8:13-14. E para realizar essa separação de tempo, o mesmo princípio bíblico: "cada dia por um ano" (Números 14:34; Ezequiel 4:6-7), deve ser aplicado à elas. Como a profecia menciona 70 semanas, e cada uma possui 7 dias, logo: 70 x 7 = 490 dias (proféticos) ou 490 anos (literais) devem ser separados de 2300 anos:


E em que momento inicia a contagem desses 490 anos?

"Saiba e entenda que, a partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém até que o Ungido, o Príncipe, venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas. Ela será reconstruída com ruas e muros, mas em tempos difíceis." (Daniel 9:25 NVI).

Segundo o anjo Gabriel, a contagem dos 490 anos teve início com a emissão do decreto que autoriza a reconstrução de Jerusalém. E a Bíblia registra que esse decreto(h) foi emitido pelo rei Artaxerxes I, no ano 457 a.C. (Esdras 7:11-26).


O verso de Daniel 9:25 revela ainda que, desde a ordem para reconstruir Jerusalém até o Ungido (até o batismo de Jesus Cristo), se passariam "sete semanas" e "sessenta e duas semanas", que somadas totalizam "69 semanas"(i). Então, a partir da contagem inicial das "70 semanas" (490 anos), "69 semanas" transcorreriam até o momento do batismo de Cristo. E, em linguagem profética, "69 semanas" equivalem a 483 anos (69 semanas x 7 dias semanais), o que nos conduz ao ano 27 d.C.(j), data em que realizou-se o batismo de Jesus.


Contudo, Daniel 9:25 menciona apenas 69 das 70 semanas proféticas. Resta ainda "uma semana" (7 anos) a ser analisada, pois: "Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares. [...]" (Daniel 9:27 RA).

A profecia afirma que o Ungido, na metade da última semana (três anos e meio - 3½), cessaria o sacrifício, ou seja, Jesus morreria na cruz e não seria mais necessário o sacrifício de animais que Israel realizava no santuário terrestre (Mateus 27:50-51 cf. Hebreus capítulo 9). E no ano 31 d.C., Jesus foi morto, confirmando com exatidão a profecia.


A outra metade (três anos e meio 3½) da "última semana" terminou em 34 d.C.; nessa época o diácono Estevão, após testemunhar em favor de Cristo e Seu ministério, foi apedrejado pelos israelitas e seus líderes (Atos 7:51-60 cf. Mateus 23:37). Com essa atitude a nação de Israel encerra o tempo que lhe foi concedido para que retornasse aos caminhos de Deus(l), o que consequentemente a manteria como representante oficial dEle na Terra.4 Assim, finda-se o período de 490 anos: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade. [...]" (Daniel 9:24 RA cf. Mateus 18:21-22).

E sendo que os 490 anos foram separados dos 2300 anos, em que ano seremos encaminhados ao prosseguir na contagem do tempo que restou(m)? Concluiremos que o período dos 2300 anos terminou em 1844 d.C., ano em que as verdades sobre o ministério intercessório de Jesus foram reavivadas e, concomitantemente, iniciou-se a purificação do santuário celestial(n), ou seja, naquele ano iniciou-se o julgamento da humanidade.5

Existe ainda um detalhe a ser observado neste trecho de Daniel 9:24: "para selar a visão e a profecia". A palavra "selar", proveniente do hebraico "chatham", não foi usada para indicar o encerramento (a realização) de todos os eventos da visão que foram relatados em Daniel capítulo 8, e tampouco a concretização de todas as profecias mencionadas pelo anjo Gabriel em Daniel 9:24, mas para indicar que o cumprimento das profecias compreendidas no intervalo das "70 semanas" (490 anos), confirmariam (ratificariam) a realização dos demais eventos proféticos contidos no período dos 2300 anos, visto que: tanto o fim do obscurecimento do ministério sacerdotal de Cristo acarretado pela "transgressão assoladora" (Daniel 8:13), quanto a eliminação do pecado e o restabelecimento da justiça eterna de Deus citados em Daniel 9:24, não se concretizaram com o término dos 490 anos. Essas coisas foram profetizadas respectivamente para o "tempo do fim" (Daniel 8:17-19, 26; Daniel 12:6-9), e segundo advento de Jesus (Daniel 8:25 cf. II Tessalonicenses 2:7-8; II Pedro 3:13). Assim sendo, segue abaixo o resumo dos eventos abrangidos pelo período das "2300 tardes e manhãs":


457 a.C. - Foi entregue a ordem para reconstruir Jerusalém (Esdras 7:11-26 cf. Esdras 9:8-9).
408 a.C. - Conclui-se a reconstrução de Jerusalém.
27 d.C. - João batiza Jesus (Mateus 3:13-17 cf. Lucas 3:1-3). "Até que o Ungido, o Príncipe, venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas". (Daniel 9:25).
31 d.C. - Ocorre o sacrifício do Ungido. Três anos e meio após o Seu batismo, Jesus foi morto na cruz do Calvário ("na metade da semana, fará cessar o sacrifício", Daniel 9:27 cf. Lucas 23:46, Mateus 27:50-51).
34 d.C. - Chega ao fim o período das "70 semanas" (490 anos), ano marcado pelos seguintes acontecimentos: Estevão, à exemplo de outros mensageiros de Deus, foi apedrejado pelo incrédulo povo de Israel (Atos 7:59-60 cf. Lucas 13:34), com isso o título de nação sacerdotal lhe foi retirado (Jeremias 6:16 cf. Atos 7:51-53; Mateus 21:42-46); iniciou-se a perseguição à igreja primitiva e, a propagação do evangelho entre os gentios (Atos 8:1-3; Atos 13:44-52).
1844 d.C. - Os ensinos escriturísticos sobre o sumo sacerdócio de Jesus foram resgatados e, paralelamente, iniciou-se a purificação do santuário celestial.6

Considerações finais
Segundo às profecias, foi a partir do ano de 1844 que as ações dos homens passaram a ser definitivamente avaliadas no juízo de Deus, e milhões de pessoas desconhecem ou ignoram essa verdade. Por isso surgi "um anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a toda nação, tribo, língua, e povo, dizendo em grande voz: 'Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo.' [...]" (Apocalipse 14:6-7 RA). A palavra "anjo", em linguagem profética, significa mensagem ou mensageiro, e a descrição desse anjo voando representa a urgência com que essa mensagem deve ser proclamada.

Infelizmente o juízo é mal compreendido. Muitos confundem o juízo de Deus com os flagelos e catástrofes que acontecerão antes do retorno de Cristo. Os flagelos ou a sentença condenatória não são o juízo. Juízo é o processo pela qual se considera um caso através de um juiz, advogados (defesa e acusação), testemunhas e provas.7 E o profeta Daniel descreve o juízo celestial nas seguintes palavras:

"Enquanto eu olhava, tronos foram colocados, e um Ancião Se assentou. Sua veste era branca como a neve; o cabelo era branco como a lã. Seu trono era envolto em fogo, e as rodas do trono estavam em chamas. De diante dEle, saía um rio de fogo. Milhares de milhares o serviam; milhões e milhões estavam diante dEle. O tribunal iniciou o julgamento, e os livros foram abertos." (Daniel 7:9-10 NVI cf. Apocalipse 3:5).



Texto baseado em: Nisto Cremos. (2003). 7.ª ed., São Paulo, S.P.: CPB, cap. 23 (O Ministério de Cristo no Santuário Celestial).
Vídeos relacionados: Cremos no Juízo; O Juízo Final

a. Acesse: No Princípio
b. Impérios: babilônico, medo-persa, grego e romano.
c. Acesse: Roma versus Antíoco Epifânio (no tópico: "O lugar do Seu santuário foi deitado abaixo").
d. A palavra "tarde" vem do hebraico "'ereb", que significa: noite, anoitecer.
e. A palavra "manhã" vem do hebraico "boqer", que significa: amanhecer (alvorecer; raiar o dia).
g. Por exemplo, a versão espanhola, "Sagradas Escrituras" de 1569, apresenta o verbo "cortar" entre parênteses para destacar o sentido mais preciso de "chathak": "Setenta semanas están determinadas (heb. cortadas) sobre tu pueblo y sobre tu Santa Ciudad [...]" (Daniel 9:24 SEV). E a "Darby Version" oferece a seguinte tradução: "Seventy weeks are apportioned [repartidas, divididas] out upon thy people and upon thy holy city [...]" (Daniel 9:24 DBY).
h. O livro de Esdras registra três decretos autorizando o retorno dos exilados judeus à Judeia: o primeiro foi emitido por Ciro II, em 537 a.C. (Esdras 1:1-5); o segundo (uma ratificação do primeiro) foi emitido por Dario I, em 520 a.C. (Esdras 6:1-12); e o terceiro foi emitido por Artaxerxes I, em 457 a.C. (Esdras 7:11-24). Contudo, os decretos de Ciro II e Dario I centralizaram-se em auxiliar os judeus a reconstruir o templo de Jerusalém, enquanto o decreto de Artaxerxes I dedicou-se a: restabelecer a autonomia administrativa do Estado de Israel (Esdras 7:25-26); recompor a estrutura física de Jerusalém (cf. Esdras 9:8-9); e, fornecer recursos para a manutenção do templo (Esdras 7:27-28 cf. Esdras 6:14-15). Posteriormente, Artaxerxes I, em 444 a.C., atende a um pedido de Neemias e entrega-lhe algumas cartas (não eram decretos, mas salvos-condutos) para que ele pudesse transitar livremente até chegar em Judá, pois os judeus tinham muitos inimigos ao longo do território medo-persa (Neemias 2:7 cf. Esdras 8:21-23; Jerusalém foi restaurada em "tempos difíceis", Daniel 9:25). E entre essas cartas havia uma em especial que lhe permitia obter madeira das florestas do império medo-persa. E essa madeira foi utilizada para: confeccionar as portas da cidadela que protegia o templo; reconstruir as portas dos muros de Jerusalém; e, reformar ou construir à sua residência. Essa ajuda adicional conseguida por Neemias reanimou os judeus a continuar à obra de restauração de Jerusalém, sobretudo os muros que estavam em péssimas condições (Neemias 2:8 cf. Neemias 2:13-18). Portanto, o decreto de Artaxerxes I, outorgado em 457 a.C., é o ponto inicial para a contagem dos 2300 anos. Ademais, as datas de promulgação dos outros decretos, assim como a data das cartas obtidas por Neemias, não coincidem com a cronologia dos eventos citados em Daniel 9:25-27.
i. "Sete semanas" equivalem a 49 anos, tempo gasto para restaurar Jerusalém. E, "sessenta e duas semanas" (434 anos), refere-se ao tempo compreendido entre a conclusão da reedificação de Jerusalém (408 a.C.) e o batismo de Jesus (27 d.C.).
j. O evangelho de Lucas registra que Jesus tinha, aproximadamente, 30 anos quando foi batizado (Lucas 3:21-23); evento que ocorreu no 15.º ano do reinado de Tibério César (Lucas 3:1-3). Então, por que no presente estudo consta a data 27 d.C.? Isso ocorre porque a cronologia da chamada, "Era Cristã", que divide o tempo em "a.C." (antes de Cristo) e "d.C." (depois de Cristo), não representa fielmente a cronologia bíblica. O monge Dionysius Exiguus ao criar a escala de tempo da "Era Cristã", a pedido do Papa John I, escolheu a data do nascimento de Jesus para ser a base de seus cálculos (o ponto de referência), porém, ele errou a data do nascimento entre 3 a 4 anos. Por conseguinte, à sua contagem de tempo esta descompassada em relação aos eventos bíblicos. Por exemplo, a Bíblia relata que Herodes tentou matar Jesus logo após o Seu nascimento (Mateus 2:13-23), e de acordo com a cronologia elaborada por Dionysius, o rei Herodes morreu em 4 a.C., ou seja, ele morreu aproximadamente quatro anos antes de Jesus nascer; fato que não procede segundo os relatos históricos ("Dionysius Exiguus". (2010). Encyclopædia Britannica. Chicago: Encyclopædia Britannica; MOSSHAMMER, A. A. (2008). The Easter Computus and the Origins of the Christian Era, New York, N.Y.: Oxford University Press, chap. 15, p. 344).
l. Jesus sabendo que restavam apenas três anos e meio para o povo de Israel, orientou os Seus discípulos dizendo: "Não se dirijam aos gentios, nem entrem em cidade alguma dos samaritanos. Antes, dirijam-se às ovelhas perdidas de Israel. Por onde forem, preguem esta mensagem: 'O Reino dos céus está próximo'." (Mateus 10:5-7 NVI).
m. Na cronologia da "era cristã", não existe o "ano zero", tem-se o ano 1 a.C. e em seguida 1 d.C.
n. A purificação do santuário celestial deve ser compreendida à semelhança do que ocorria no santuário terrestre no dia da Expiação. Acesse: O Tribunal Celestial.
1. STRONG, J. (1981). The Exhaustive Concordance of the Bible, ed. Macdonald Publishing Company, ref. 02852.
2. SHEA, W. H. The Relationship Between the Prophecies of Daniel 8 and 9. In: WALLENKAMPF, A.; LESHER, W. R. (1981). The Sanctuary and the Atonement. Washington, D.C.: Biblical Research Institute, p. 228-250.
3. TREGELLES, S. P. (1857). Gesenius's Hebrew and Chaldee Lexicon: Old Testament Scripture, Paternoster Row, London: Samuel Bagster & Sons, p. 314b; (Gesenius Wilhelm foi um renomado estudioso do hebraico e de outros idiomas semitas. Após à sua formação nas Universidades de Helmstedt e Göttingen, ele iniciou o magistério na Universidade de Halle. A sua gramática, "Hebrew", e o seu dicionário, "Hebrew and Chaldee", possuem diversas edições e traduções. Gesenius também lançou os fundamentos da epigrafia semita ao decifrar inscrições fenícias conhecidas em sua época).
4. Êxodo 19:5-6; Romanos 3:2; Jeremias 2:13; Jeremias 6:16; Jeremias 18:15-16; Mateus 21:42-46.
5. Daniel 7:9-10 cf. Eclesiastes 12:13-14, Tiago 2:12 cf. Apocalipse 11:19, Hebreus 8:1-2; Atos 17:30-31 cf. Apocalipse 14:6-7.
6. Daniel 8:14 cf. Hebreus 9:23-24; Apocalipse 14:7 cf. I Pedro 4:17.
7. BULLON, A. (1998). O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, 1.ª ed., São Paulo, S.P.: CPB, p. 29.

Outros estudos:
Ċ
IASD On-line,
14 de set de 2014 05:55