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Problemas grandes?


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Problemas grandes?

 

Nunca deu consigo a pensar que tem problemas grandes?

E se eu lhe disser que não é bem assim? Fica zangado comigo?

A realidade é que tudo depende do nosso termo de comparação.

Não acredita?

Então veja este exemplo bem prático:

 

 

 

O planeta azul é claramente identificado como o planeta Terra.

É grande, não é?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que diz agora quando comparado com planetas maiores como Neptuno, Urânio, Saturno e Júpiter?

 

 

 

 

 

 

 

 

Vamos considerar agora o tamanho do Sol.

Reparou como Júpiter já não parece tão grande?

E a terra? É difícil vê-la, não é?

 

 

 

 

 

 Vamos agora comparar o Sol com outras estrelas.

Para quem não sabe inglês, o Sol é o da esquerda, o mais pequeno (está a ver como chamei o Sol agora? Não menti, pois não?)

Nesta escala o Jútiter é cerca de 1 pixel de tamanho e a terra é invisível.

 

 

 

 

 

 

Antares é a 15ª estrela mais brilhante no céu. Está a 1000 anos luz de distância.

Aqui o Sol é cerca de 1 pixel de tamanho.

Não é o ponto branco. É ainda mais pequeno... não se vê...

 

 

Diga lá agora de que tamanho são os seus problemas?

Resposta correcta: depende do nosso termo de comparação. O tamanho não muda, mas a perspectiva muda e isso pode fazer toda a diferença na questão de ir ou não ultrapassar esses problemas.

Quando os espias israelitas voltaram de espiar a terra prometida, 10 falaram de gigantes intransponíveis, por isso não valia a pena tentar conquistar a terra; 2 disseram que os inimigos eram como pão para boca e por isso deveriam lutar animosamente (Nm 13:30; 14:7-9).

Como foi possível duas opiniões tão diferentes?

A resposta é que os 10 espias comparam-se com os inimigos, por isso viam os inimigos como gigantes e a si próprios como gafanhotos (Nm 13:31-33).

Os outros 2 espias, Josué e Calebe, compararam os inimigos com Deus, por isso sentiram que a vitória era certa.

 

O mesmo padrão é seguido no confronto com Golias.

O povo de Israel via um grande gigante. Tinha muito medo e não conseguia enfrentá-lo.

David, um rapaz novo, pastor, que não entendia nada de guerra, que não tinha armas convenientes, nem armadura, enfretou Golias corajosamente. Como foi possível?

David não comparou Golias consigo próprio, mas com Deus ("eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado"). Isso fez toda a diferença...

Na primeira história, o medo bloqueou o povo e não possuiram a terra. Na segunda história, a confiança de David fê-lo avançar e matou o gigante.

Que o seu relatório dos problemas que enfrenta não seja do tipo dos 10 espias que vêem gigantes (algo grande que mete medo), mas do tipo dos 2 espias que vêem pão (algo que nos fortalece).

 

John Maxwell disse: "A vida é 10% o que nos acontece e 90% como reagimos a isso".

Não se preocupe com o que lhe acontece. Preocupe-se é como está a reagir a isso. Vê gigantes, ou vê pão?

 

 

Hugo Pinto, 15.03.07

Colocado em 15.03.07