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Experiências que traumatizam...


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Experiências que traumatizam...

 

A vida de uma mulher, Isabel Flores, que esteve no local, aquando do acto terrorista de 11 de Março de 2004, < xml="true" ns="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" prefix="st1" namespace="">em Madrid. O seu testemunho depois do massacre…< xml="true" ns="urn:schemas-microsoft-com:office:office" prefix="o" namespace="">

 

[Textos extraídos do artigo “Lágrimas de Março”; pp. 96-98; Revista “Visão”; Nº 731 – 8 Março 2007]

 

" «Choro sempre que ouço um barulho mais forte, assusto-me com facilidade… Não gosto de estar em locais com muitas pessoas nem consigo entrar em espaços fechados, como parques de estacionamento subterrâneos. E em comboios, nem pensar!»

Durante quatro meses, teve de fazê-lo diversas vezes. Depois de uma semana de baixa, havia que regressar ao trabalho. E o comboio era o único meio de transporte possível para quem ainda estava a tirar a carta de condução. «Cheguei a ficar na estação, a ver comboios partirem, uns atrás dos outros. Esperava que chegasse alguém conhecido, para não ir sozinha. E levava um rosário na mão. Rezava todo o caminho.»

O medo não diminuía com o passar do tempo e Isabel percebeu que tinha de mudar de vida. Conseguiu outro emprego, no centro da cidade, com ligação de autocarro, a partir de Villaverde, mas ainda tinha, depois, de entrar no metro. «Continuava a ter medo, a qualquer hora, em qualquer lugar.» Foi então que decidiu abandonar Madrid, a cidade em que sempre sonhara viver, e regressar à aldeia onde cresceu: Carpio del Tajo, nos arredores de Toledo, bem perto da nascente do Tejo. Ali, convenceu-se, seria menos provável haver um novo atentado terrorista.

 

«Muita gente não percebe do que me queixo. Tive muita sorte, várias pessoas que iam ao meu lado morreram… Mas uma parte de mim morreu, também, naquele dia. Tento pensar que sou uma pessoa diferente, porque me foi dada uma nova oportunidade para viver. Mas não sou feliz. A minha personalidade mudou muito.»

 

«Tenho de usar um aparelho dentário para dormir, porque os músculos dos meus maxilares estão estropiados, devido à tensão com que cerro os dentes.»

 

Nunca mais utilizou transportes públicos – o carro é o seu refúgio –, nem mesmo quando tem de ir a Madrid, uma vez por semana, às sessões de psicoterapia, na Associação de Vítimas 11 de Março. A partir de Toledo, há um comboio rápido que chega a Atocha em meia-hora. Mas Isabel prefere passar uma hora no trânsito e gastar o dobro do dinheiro.

«(...) a verdade é que não passa um único dia sem que me lembre do que aconteceu.»   "

 

 

Sem dúvida que as experiências traumáticas danificam a personalidade. E assim limitam a nossa vida, impedindo o concretizar dos sonhos e o desenvolvimento do nosso potencial.

 

A grande maioria das pessoas não passa por atentados terroristas. Mas passa por experiências traumatizantes que têm igualmente transtornado a sua vida, remendo a paz e a felicidade…

 

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