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Líderes são leitores


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Líderes são leitores

Charles Jones, num capítulo intitulado "Líderes são leitores", escreveu: «Um dos maiores pensamentos que já ouvi é este: "Dentro de cinco anos será a mesma pessoa, excepto pelas pessoas que conhecer e pelos livros que ler".» (Charles Jones; "A Vida é Fantástica"; Editora Vida; p. 103).

No entanto, apesar da importância da leitura, assistimos a uma crise da mesma. Isto deve-se ao desenvolvimento de uma cultura de entretenimento, culto dos sentimentos, comodismo e letargia. Esta cultura é promovida principalmente pelos media, através da visionação de imagens.

 

 

Diferenças entre a leitura e a visionação de imagens

A leitura tem sido freneticamente substituída pela visionação de imagens. Desse facto e tendência têm surgido muitos danos na vida pessoal, espiritual, familiar e da sociedade.

Refiro-me em especial à televisão, cinema, internet, consolas e jogos de computador. [Há estudos que provam que os adolescentes já passam mais tempo com o computador do que com a televisão].

Não quero com isto dizer que a visionação de imagens das fontes acima referidas seja negativa (excepto se o conteúdo for imoral e destrutivo). Não há dúvidas sobre o seu benefício e utilidade. Repito (para não deixar dúvidas): são meios de grande benefício e utilidade. O que é negativo (podendo mesmo tornar-se destrutivo) é a má utilização que é-lhes dada. Ou a utilização exagerada e abusiva (até aquilo que é bom, em excesso e abuso, torna-se mau). Este uso abusivo vem juntar-se a outro mal: o desprezo ou rejeição da leitura que é cada vez mais verificado (principalmente nas camadas mais jovens).

Consideremos algumas diferenças que considero importantes entre a leitura e a visionação de imagens. Parte-se do pressuposto que a leitura é boa e edificante e que as imagens visionadas são de entretenimento.


A leitura desenvolve a mente.
A visionação de imagens torna
a mente passiva. Em excesso, pode mesmo atrofiá-la. O apelo das imagens não é para a mente, mas principalmente para o sentimento.

A leitura desenvolve a disciplina.
A visionação de imagens desenvolve a preguiça e a inércia.

A leitura aperfeiçoa o caracter, levando a pessoa à introspecção e melhoramento.
A visionação de imagens desvirtua o caracter, pois está carregada de lixo.

A leitura traz fé e edificação espiritual.
A visionação de imagens traz a influência e mentalidade do mundo.

A leitura opera, pelo desafio, uma atitude de acção e mentalidade de missão e propósito.
A visionação de imagens opera uma atitude de passividade, desenvolvendo uma mentalidade de espectador, na qual espera-se que os outros sejam sempre os agentes da acção.

A leitura torna-nos líderes. Com uma capacidade arguta de pensar, analisar, criticar, melhorar e influenciar.
A visionação de imagens torna-nos subservientes dos nossos sentimentos e da mentalidade que nos querem impingir.

NOTA: Mesmo que alguém use a visionação de imagens com conteúdo cultural, pedagógico, ou mesmo bíblico e espiritual, isso nunca pode substituir a leitura.

A importância da meditação

 

A meditação é fundamental para o crescimento, aprimoramento, equilíbrio e progresso. [É óbvio que não me refiro à meditação transcendental, que consiste no esvaziar dos pensamentos. Refiro-me à concentração dos pensamentos, direccionando-os para revelações e interiorizações]. No entanto, é muito pouco praticada. Ela torna-se natural onde há muita leitura.

Bob Gass disse: «Se nunca meditou talvez pense que é muito difícil; algo que somente os monges e os místicos fazem, ou os gurus contemplando o seu interior e recitando mantras em posição de lótus. Responda a esta pergunta: Sabe como preocupar-se? Se a sua resposta for sim, então sabe como meditar porque meditar é apenas: (1) pensar continuamente e profundamente em alguma coisa; (2) memorizá-la; (3) deixar que ela crie raízes dentro de si; (4) “tomar posse” dela até que se torne uma força vital operando através de si.

A questão não é quantos versículos pode memorizar ou citar, mas o que acontece consigo nesse processo. Meditar na Palavra de Deus esclarece-o, enriquece, corrige, dirige e desafia, fazendo com que tenha pensamentos diferentes dos que teria se estivesse a ver TV, a falar ao telefone, ou a fazer compras no Centro Comercial.» (Bob e Debby Gass; “A Palavra para hoje”; UCB Portugal; Nº2 Janeiro-Março 2007; p. 62).

 

O estímulo que falta: Ler com propósito

 

Creio que a falta de interesse pela leitura, para além do factor dissuasor dos media, está ligada com a ausência de propósito. Como alguém disse: «Lemos bem apenas quando lemos com algum tipo de alvo bastante pessoal em mente.» (Paul Valery, citado por Charles Jones; "A Vida é Fantástica"; Editora Vida; p. 107).

Aquele que tem um alvo, um sonho, ou um objectivo na vida, irá ler... querer aprender, preparar-se, aperfeiçoar-se.

Charles Jones acrescenta: «Uma regra importante a lembrar na leitura de livros inspirativos: apenas pode manter e desfrutar o que partilha e dá. Se não vai ler com o propósito de partilhar e dar, sugiro que dê os livros a outra pessoa (...).» (Charles Jones; "A Vida é Fantástica"; Editora Vida; p. 122).

 

O livro mais importante: A Bíblia

 

Dizer que a Bíblia é o livro mais importante é ficar ainda aquém da verdade. É incomparável. E vital. Sem a Bíblia ninguém poderá dizer com verdade que viveu.

Ela é a mensagem de Deus para o homem. É a verdade que esclarece e guia. Apenas saber o que dizem dela, ou ouvir os outros falar dela não chega. É necessário lê-la. Ler a Bíblia é ouvir Deus em discurso directo.

A Bíblia não é um estudo sobre Deus; coloca-nos em contacto e experiência directa com Deus.

A Bíblia não traz apenas informação para o homem; opera transformação no homem.

A Bíblia não mostra somente ao homem como viver; confere-lhe vida... e assim ele vive.

É assim, o único livro que é padrão, modelo para a nossa vida.

É o nº1.

Mas guarde-se de dois extremos: Ler outros livros sem ler a Bíblia; ler a Bíblia sem ler outros livros.

Apesar de acreditar nisto, afirmo: a Bíblia não precisa de outros livros para ser compreendida. Nem é interpretada por outros livros. Nem precisa de nenhum outro. Ela é completa e suficiente. No entanto, a minha capacidade de aprender e assimilar, não o é. Assim, outros livros, descobertas de outros, experiências de outros são de grande ajuda... e vantagem.

 

Concluindo: Quem lê pensa melhor, sabe mais, chega mais longe, sobe mais alto...

Seja um líder; seja um vencedor; seja relevante; seja influente; seja uma referência... Em três palavras: SEJA UM LEITOR!

Hugo Pinto, 24.04.2007

Colocado em 24.04.2007